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SALVAR AS PESSOAS NÃO OS

LUCROS!

Aos camaradas da Unidade Classista e a Direção do


SINTRASEM.

Em resposta a nota publicada pela respectiva organização Unidade Classista, nós da Resistência
pontuamos que:

1 – Os trabalhadores da Assistência Social também estão na linha de frente e precisam ser


considerados;

2 – Na cobrança à PMF entendemos, conforme vem defendendo os estudiosos sobre a pandemia,


que é preciso também exigir a iniciativa de realização de testes em massa para a COVID-19, pois já é fato
a quantidade de aumento de internação hospitalar por problemas respiratórios, os quais, devido à grande
quantidade, não estão sendo computados nas estatísticas o que demonstra a incapacidade dos governos na
administração do SUS ou ainda sua má fé enquanto método político;

3 – Também exigimos que a PMF chame todos os concursados, bem como renove e amplie
contratos emergenciais de mais profissionais de saúde, além de agilizar a instalação de novos leitos de
UTIs e Hospitais de Campanha. Caso contrário teremos ainda mais sobrecarga dos profissionais de saúde,
que em vários locais estão pressionados a trabalhar durante o descanso e estendendo turnos, o que
prejudica sua própria saúde física e mental, além do potencial risco a população de prováveis erros (troca
de medicação, aumento ou diminuição de dosagem ministrada entre muitos outros) decorrentes da fadiga,
stress e excesso de trabalho de um profissional cujo erro poderá também custar vidas.

4 – Temos acordo com as propostas de manutenção dos contratos dos ACTs devendo serem
exonerados somente após o fim da pandemia e em decorrência de novos concursados assumirem, bem
como em relação a criação de codificação específica para a COVID-19 nas fichas de frequencia,
complementando que o respectivo código deve valer para todos os servidores e servidoras afastados, de
todas as secretarias, seja pelas razões gerais de isolamento, seja por fazer parte do grupo de risco.

5 – As deliberações de reorganização do calendário escolar devem, como bem colocado no


respectivo documento da Unidade Classista, ser discutida e deliberada de forma democrática pelas
trabalhadoras e trabalhadores em negociação, juntamente com as famílias nos conselhos de escola de
forma a amenizar o prejuízo que é de toda a população, não a partir de interesses do executivo e seu
histórico oportunista com nossa categoria, em especial se tratando de ano eleitoral.

Por fim também destacamos junto ao Sintrasem a necessidade da proteção dos trabalhadores e
trabalhadoras que estão na linha de frente no atendimento à população sugerindo que seja criado uma
espécie de banco de dados, nos quais fique transparente para todos quais as medidas tem sido tomadas
pela gestão municipal não apenas no combate a COVID-19, mas em relação a proteção e segurança dos
servidores e servidoras, destacando medidas tais como a reorganização dos trabalhos da saúde e
assistência, das ações na comcap e a continuidade de “Lives” da direção que tem auxiliado no
esclarecimento de nossa categoria. O momento é de união em defesa da vida, por isso a proteção social
estatal é melhor remédio. A palavra de ordem é “SALVAR AS PESSOAS NÃO OS LUCROS”!

Resistência Florianópolis, 29 de março de 2020.

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