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Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde.

Sistema Único de Saúde / Conselho


Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília: CONASS, 2011.

O Sistema Único de Saúde:

“O Sistema Único de Saúde (SUS) é constituído pelo conjunto das ações e de serviços de
saúde sob gestão pública. Está organizado em redes regionalizadas e hierarquizadas e atua
em todo o território nacional, com direção única em cada esfera de governo. O SUS não é,
porém, uma estrutura que atua isolada na promoção dos direitos básicos de cidadania.
Insere-se no contexto das políticas públicas de seguridade social, que abrangem, além da
Saúde, a Previdência e a Assistência Social. ” (p.24)

Responsabilidades das três esferas de governo:

“Constituição brasileira estabelece que a saúde é um dever do Estado. Aqui, deve-se


entender Estado não apenas como o governo federal, mas como poder público, abrangendo
a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. A Lei n. 8.080/90 (BRASIL, 1990)
determina, em seu artigo 9º, que a direção do SUS deve ser única, de acordo com o inciso I
do artigo 198 da Constituição Federal, sendo exercida, em cada esfera de governo, pelos
seguintes órgãos: I. no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde; II. no âmbito dos estados
e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente; III. No
âmbito dos municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente. ” (p.24)

A atenção à saúde no Brasil:

A atenção à saúde no Brasil segue uma organização descentralizada, que estabelece níveis
diferentes visando à garantia de um atendimento mais efetivo às pessoas de todas as
idades.

O modelo de organização brasileiro segue os padrões determinados pela Organização


Mundial de Saúde (OMS), segundo os quais os serviços de saúde devem ser agrupados de
acordo com a complexidade das ações necessárias para promover, restaurar ou manter a
saúde da população.
Para que os hospitais, clínicas e demais unidades de saúde possam oferecer um
atendimento de qualidade aos pacientes, os gestores precisam conhecer bem a forma como
a atenção à saúde no Brasil é estruturada, compreendendo as características e os desafios
de cada etapa.
Uma vez que se tenha clareza sobre as demandas referentes a cada um dos níveis de
atenção à saúde, é possível investir em estratégias para melhorar o atendimento oferecido
aos pacientes seja qual for o motivo que o levou a procurar o consultório médico.
Saiba, agora, quais são os níveis de atenção à saúde no Brasil, começando pelo nível
primário, também chamado de nível básico.

A PREVENÇÃO:

O nível primário ou básico de atenção à saúde concentra as ações relacionadas à


diminuição do risco de doenças e à proteção da saúde.
Para que isso seja possível, as unidades de saúde devem garantir a realização de exames e
consultas de rotina, contando com a presença de profissionais generalistas na equipe.
Também é muito importante que os gestores hospitalares façam um planejamento
sistematizado de ações voltadas para a educação dos pacientes, investindo em campanhas
de promoção da saúde e do bem-estar da comunidade.
Dessa forma, fica claro que a questão mais essencial a ser implementada no nível primário
de atenção à saúde é a prevenção de doenças.
Nesse sentido, conscientizar a população é tão importante quanto contar com o suporte
tecnológico capaz de realizar, com eficiência, exames de raio-X e outros procedimentos
necessários para o correto diagnóstico das doenças.

O TRATAMENTO ESPECIALIZADO:

O nível secundário de atenção à saúde é formado pelos hospitais e ambulatórios


responsáveis por oferecer tratamento especializado à população, garantindo o acesso às
clínicas de pediatria, cardiologia, ortopedia, neurologia, psiquiatria, ginecologia e demais
especialidades médicas.
O nível secundário também é responsável por garantir a estruturação dos serviços
hospitalares de urgência e emergência.
Assim, os médicos, os enfermeiros e os demais profissionais de saúde que atuam no nível
secundário estão preparados para realizar procedimentos de média complexidade,
conduzindo o tratamento de quadros que comprometem o bem-estar e a qualidade de vida
dos pacientes de forma aguda ou crônica.
Para isso, os hospitais devem contar com aparelhos capazes de realizar exames mais
detalhados, tais como uma endoscopia.
Além do investimento em equipamentos modernos para dar suporte à definição dos
diagnósticos, os gestores devem estar atentos ao uso da tecnologia para melhorar o
atendimento aos pacientes desde a marcação de consulta ou a chegada ao hospital até o
acompanhamento após a intervenção médica.
A CIRURGIA E A REABILITAÇÃO:

Por fim, no nível terciário de atenção à saúde estão reunidos os serviços de alta
complexidade, representados pelos grandes hospitais e pelas clínicas de alta complexidade.
Nessa esfera, os profissionais são altamente capacitados para executar intervenções que
interrompam situações que colocam a vida dos pacientes em risco. Trata-se de cirurgias e
de exames mais invasivos, que exigem a mais avançada tecnologia em saúde.
Dito de outra maneira, o nível terciário visa à garantia do suporte mínimo necessário para
preservar a vida dos pacientes nos casos em que a atenção no nível secundário não foi
suficiente para isso.
Mais uma vez, a personalização do atendimento em saúde se faz muito importante, tendo
em vista a fragilidade com que o paciente se apresenta quando a sua vida se encontra
realmente ameaçada, seja por um quadro de doença crônica ou por uma sequela grave de
um acidente.
Cabe aos gestores conduzir os processos da rotina hospitalar de forma integrada,
permitindo a excelência no atendimento aos pacientes em todos os níveis nos quais o
sistema de saúde do Brasil está organizado.
Referencias: Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Sistema Único de Saúde /
Conselho Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília: CONASS, 2011.
blog.vectracs.com.br/entenda-quais-sao-os-niveis-de-atencao-a-saude/

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