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Conteúdo
1.Introdução.....................................................................................................................................2

2. Comentário em torno do carácter formativo da avaliação e o carácter selectivo da


classificação.....................................................................................................................................3

3. Diferença entre avaliação e teste.................................................................................................4

4. Avaliação de objectivos...............................................................................................................5

6. Relação entre objectivos e avaliação...........................................................................................6

7. Exercícios de escola múltipla......................................................................................................7

8. Guia de correcção........................................................................................................................8

9. Conclusão....................................................................................................................................9

10. Bibliografia..............................................................................................................................10
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1.Introdução.
O presente trabalho enquadra-se no âmbito do trabalho científico exigido pela Universidade
Católica de Moçambique, para obtenção do grau de Licenciatura em Ensino de História. Com
este trabalho não pretendemos apresentar um estudo acabado sobre “ o processo de avaliação
no processo educativo”, mas sim dar a conhecer a diversidade das formas de avaliação que uma
determinada escola pode recorrer e sua utilização na prática pedagógica dos professores como
forma de auxiliar o processo ensino-aprendizagem e torná-lo mais significativo.
A escolha do tema justifica-se pelo facto de que em situações de ensino-aprendizagem existem
algumas limitações e dificuldades avaliação dos alunos em quase todos os níveis de ensino como
mecanismos para o sucesso educativo.
Estas limitações, muitas vezes dificultam o desenvolvimento, a compreensão e o domínio dos
conhecimentos e saberes ministrados durante as aulas de modo a permitir que os alunos se
apropriam e aplicam-nos quando forem solicitados.
A avaliação da aprendizagem possibilita a tomada de decisão e a melhoria da qualidade de

ensino, informando as acções em desenvolvimento e a necessidade de regulações constantes.


Em termos de estrutura, este trabalho apresenta o índice dos conteúdos tratados, introdução,
desenvolvimento, conclusão e bibliografia respectivamente.

Objectivo geral.
 Analisar o processo de avaliação no processo de ensino-aprendizagem.
Objectivos específicos.
 Distinguir avaliação da classificação e testes;
 Explicar a avaliação de objectivos no processo de ensino e aprendizagem
 Interpretar a função dos objectivos numa avaliação educativa
 Relacionar os objectivos e avaliação no processo de ensino e aprendizagem

Metodologia
Esta pesquisa visa analisar o processo avaliativo no processo de ensino-aprendizagem. Para
responder ao tema do trabalho e atingir os objectivos determinados, consultamos bibliografia que
informam e formam sobre o tema em estudo (revisão bibliográfica).
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2. Comentário em torno do carácter formativo da avaliação e o carácter selectivo da


classificação.
Antes de prosseguir com esta reflexão sobre a avaliação da aprendizagem é, então, necessário
clarificar conceitos que, à luz das reflexões actuais sobre esta problemática, já se encontram
devidamente individualizados e definidos. Refiro-me particularmente ao conceito de avaliação e
de classificação, os quais são facilmente confundidos, atribuindo-se, muitas vezes, à avaliação o
papel redutor de uma classificação.
No sentido tradicional a avaliação era tida como um fim em si mesmas, portanto, identificada com
classificação. Avaliar significava então verificar se os objectivos (não claramente formulados mas
implícitos) tinham sido atingidos e traduzir essa verificação por meio de uma nota. O conceito de
avaliação era, pois, bastante restrito[ CITATION DOM87 \p 204 \l 1033 ] .
No entanto, esclarecem as mesmas autoras, “avaliação tem um sentido mais amplo: inclui
descrições qualitativas e quantitativas dos comportamentos do aluno e ainda julgamentos de
valor sobre o desejo de apresentar aqueles comportamentos. A classificação está limitada a
descrições quantitativas dos comportamentos do aluno” (Ibidem, 1987:204).
Segundo [ CITATION RIB97 \p 75 \l 1033 ]“a avaliação é uma operação descritiva e informativa nos
meios que emprega, formativa na intenção que lhe preside e independente face à classificação”.
A avaliação permite identificar que objectivos já foram atingidos e quais as dificuldades
existentes, e essa informação é utilizada quer pelo aluno quer pelo professor no sentido da
resolução das mesmas; “a avaliação pretende acompanhar o progresso do aluno, ao longo do seu
percurso de aprendizagem, identificando o que já foi conseguido e o que está a levantar
dificuldades, procurando encontrar as melhores soluções” (Ibidem, 1997:75).
Em suma a avaliação tem uma intenção reguladora do processo ensino-aprendizagem,
permitindo a correcção de desvios para que todos os alunos atinjam os objectivos definidos.
É verdade que, normalmente, na prática não é possível o mesmo grau de êxito relativamente a
todos os alunos visto que existem factores individuais que nem sempre se conseguem ultrapassar,
ou ainda, que os objectivos atingidos podem não ser os mesmos para o conjunto de alunos. Isto,
no entanto, não desvirtua nem altera o significado da avaliação. Em contrapartida, a classificação
tem uma intenção selectiva e procede à seriação dos alunos ao atribuir-lhes uma posição numa
escala de valores.
A classificação reduz toda a informação que é possível extrair de uma avaliação feita e que seria
preciosa para o aluno a um símbolo – numérico, literal ou verbal – que apenas indica a sua
posição numa escala de valores, não explicitando as causas dessa posição, o que a avaliação faz
(RIBEIRO, 1997:76-77).
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Importa ainda perceber que o sentido quantitativo não é exclusivo da classificação, a diferença
encontra-se na intenção que preside à informação quantitativa, que no caso da avaliação está
relacionada com o nível de proficiência atingido, pelo que lhe preside uma intenção informativa
e não de seriação, esta última relacionada, de facto, com a classificação.
Finalmente, não é possível existir uma classificação que não seja precedida de uma avaliação,
pois nela se fundamenta, mas uma avaliação não necessita obrigatoriamente de tradução
através da situação na escala de valor adoptada[ CITATION RIB97 \p 78 \l 1033 ].

3. Diferença entre avaliação e teste.

Em um teste você tem níveis a atingir, não se leva em conta a pessoa em si. Todos são
considerados iguais e nada do que aconteceu antes do teste pode fazer diferença no resultado,
desde que as metas sejam atingidas[ CITATION AFO \p 120 \l 1033 ].

Em uma avaliação tudo é levado em conta, desde o tempo em que o praticante esta em treino, sua
idade, suas capacidades físicas. Na avaliação do ensino o mais importante é: quanto o aluno
mudou desde que iniciou sua a sua aprendizagem( Ibidem, 200:121).

As mudanças pessoas quer físicas, quer psicológicas são sempre prioridade no ensino e
aprendizagem.

Teste também é chamado de avaliação e envolve uma interacção com o aluno para revelar o
conhecimento que a criança tem mantido com as lições de classe. O teste é geralmente realizado
em um ambiente de sala de aula, com cada aluno participante, mas também são realizados em cada
aluno em um ambiente isolado . Os testes são escritos , oral, livro aberto ou estritamente a partir
da memória[ CITATION BLO \p 116 \l 1033 ] . 

Professores e outros realizar avaliações no sistema de ensino , muitas vezes com a criança sem
saber que a avaliação está ocorrendo[ CITATION AFO \p 119 \l 1033 ]. As avaliações
consistem de observações de sala de aula e de aprendizagem de comportamentos da criança , em
um esforço para avaliar a forma como a informação é mantida. 
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4. Avaliação de objectivos.
A avaliação por objectivos consiste numa constante comparação dos resultados dos alunos com
os objectivos previamente determinados na programação do ensino [ CITATION CAM \p 98 \l 1033 ] .
Para uma avaliação objectiva e eficaz è necessário formular com claridades e precisão os
comportamentos individuais específicos nos objectivos de um programa, de um tema, ou de uma
sessão de ensino.

As provas objetivas devem ser cuidadosamente preparadas e aplicadas, sendo que as questões
devem ser de boa qualidade. “Não pense em prepará-la de véspera, pois uma prova objetiva
demora para ser feita”. (MEDEIROS, 1974, p. 29). Para isso, é importante que o professor se
informe sobre alguns princípios fundamentais relacionados à construção de testes objetivos para
aplicálos aos seus alunos. Dessa forma, como nos mostra [ CITATION HAY88 \p 96 \l 1033 ] , para
elaborar bons testes é preciso:
 conhecer adequadamente o conteúdo a ser avaliado;
 ter objetivos claros e definidos;
 conhecer as técnicas de construção de testes;
 expressar as idéias por escrito de forma clara, precisa e concisa, usando uma linguagem
adequada ao nível dos alunos
O teste ou prova objetiva, como nos mostra [ CITATION HAY88 \l 1033 ], começou a ser usado como
instrumento avaliativo do rendimento escolar dos alunos a partir da primeira metade do século
XX, com a finalidade de aumentar a precisão das medidas educacionais na área cognitiva.
A fidedignidade e a validade são características coerentes à qualidade do instrumento de
avaliação. Com base em [ CITATION HAY88 \p 95 \l 1033 ] , um teste “[...] só será realmente válido
e fidedigno se suas questões forem bem elaboradas. É a boa construção das questões que garante
a validade e a fidedignidade do teste ou, melhor dizendo, a sua qualidade”.

5. Função de objectivos numa avaliação.

Qualquer atividade que realizamos no dia a dia realizamo-lo com um certo objetivo, tal como
outras actividades. Educar tem em vista determinados objetivos, que permitam o
desenvolvimento do indivíduo como um todo; no
domínio cognitivo, afetivo e psicomotor[ CITATION FIR94 \p 98 \l 1033 ].
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Num processo de avaliação são definidos objectivos específicos (componente interna) que
correspondem a actividade que se deve observar na avaliação [ CITATION FIR94 \p 109 \l 1033 ] . Por
exemplo na 8ª classe na disciplina de Historia, o professor antes de elaborar um teste de história,
primeiro deve definir os objectivos do que se espera relevantes aos objectivos gerais, onde os
objectivos específicos podem ser expressos através de verbos restritos e operacionais, tais como:

 Indicar as causas da 1ª guerra mundial;


 Definir o capitalismo.

Necessita replanejar as aulas e usar novos métodos pedagógicos, dependendo das dificuldades
apresentadas pelos alunos durante o processo de ensino e aprendizagem [ CITATION FIR94 \p 116 \l
1033 ].

Em suma os objectivos numa avaliação tem a função norteadora, isto e através dos objectivos
que entede se os resultados que tendemos alcançar com a avaliação.

6. Relação entre objectivos e avaliação.


Com a avaliação há um feedback constante que nos permite uma constante autodestruição,
portanto pela avaliação estão permanentemente confrontados com a consecução os objectivos
(PROENÇA: 145) apud [ CITATION CAM \p 99 \l 1033 ]. Se estes estão a ser atingidos, há uma
estreita relação entre a avaliação e a definição dos objectivos, porque avaliar è basicamente
comprovar se os resultados desejados foram alcançados isto è, a partir da elaboração do plano do
ensino-aprendizagem, se estabelece o quê e como julgar os resultados da aprendizagem dos
alunos.
Os objectivos devem ser formulados claramente, para que possam ser um guia seguro na
indicação do que avaliar e na escolha e na elaboração dos instrumentos mais
adequados[ CITATION CAM \p 99 \l 1033 ] . A partir da formulação dos objectivos que vão nortear o
processo de ensino aprendizagem, determina se o quê e como julgar, ou seja, o quê e como
avaliar.
Portanto, para ser válida a avaliação deve ser realizada em função dos objectivos previstos, pois
se isso não ocorrer, o professor poderá obter muitos dados isolados, mas de pouco valor para
determinar o que cada aluno realmente aprendeu.
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7. Exercícios de escola múltipla.


Das questões abaixo, cada apresenta quatro alternativas de resposta devendo apenas sublinhar a
letra da alternativa correcta.
Nota: das quatro alternativas apenas uma e a mais correcta devendo risca-la e as restantes são
erradas.
1. A historia e uma ciência antiga que surge com a humanidade, portanto o pai da historia
como ciência e:
A: Aristóteles B : Heródoto C: Platão D Thomas More.
2. Historia e uma ciência dos homens no tempo em que o seu objecto de estudo e por
natureza o homem. Esta definição de historia pertence ao:
A: Collingwood B: Marc Bloch C: Cícero D: George Lefebvre.
3. A bíblia constitui a principal fonte de conhecimento na historiografia
A: Judaica B: Romana C: contemporanea D: Renascentista.
4. Polibio, e um dos principais historiadores da historiografia,
A Judaica B: Grega C: Romana D: Renascentista
5. Santo agostinho se destaca na historiografia pelo facto de ter sido o primeiro na
sistematização entre a
A: bíblia e filosofia B: Teologia e evangelho B:Biblia e evangelho D:Filosofia e
Teologia
6. Uma escola de pensamento conhecida escola das Annales, formou se em torno da revista
dos Annales. Esta foi fundada em 1929 por,
A: Santo Agostinho B: Santo Agostinho e Marc Bloch C: Marc Bloch e Lacien
Febvres D: Todas as alternativas estão certas.
7. A partilha de África, não contou com a presença dos povos nativos do continente, no
entanto varias teorias foram usadas para justificar a partilha de África pelas potencia
europeias, das quais uma delas e a teoria psicológica que por sua vez se divide em três
que são:
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A: Económica, Darwinismo Social e Cristianismo Evangélico; B: Diplomática e económica;


C: Darwinismo social, Atavismo Social e Cristianismo Evangélico; D: Todas estão erradas.
8. Na luta pela sobrevivência as espécies mais fortes dominam os mais fracos, baseando se
na obra de Darwin. Este pensamento foi repescado no acto das teorias de partilha de
África e era realmente defendida na teoria.
A: Económica B: Darwinismo Social D: Psicológica D: Atavismo Social.
9. No acto da colonização em Moçambique, o governo português optou pela uma
administração,
B: Indirecta B: Mista C: Centralizada D: Directa.
10. Diferentemente das colónias inglesas, Portugal foi um espoco de ferro para ceder a
autonomia as povos em que tinha ocupado e em Moçambique em particular, portanto a
independência de Moçambique foi possível mediante a via:
A: Diplomática B: Pacifica C: Armada ou Violente D: Pacífica e Diplomática .

8. Guia de correcção.
1. B
2. B
3. A
4. C
5. D
6. C
7. C
8. B
9. D
10. C
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9. Conclusão.

A avaliação é a parte mais importante de todo o processo de ensino-aprendizagem. avaliar è


mediar o processo ensino-aprendizagem, è oferecer recuperação imediata, è promover cada ser
humano, é vibrar junto a cada aluno em seus lentos ou rápidos progressos.

Enquanto a avaliação permanecer presa a uma pedagogia ultrapassada, a evasão permanecerá, e


o educando, o cidadão, o povo continuará escravo de uma minoria, que se considera a elite
intelectual, voltada para os valores da matéria ditadora, fruto de uma democracia mascarada e
opressora.

Acreditamos que o grande desafio para construir novos caminhos, è uma avaliação com critérios
de entendimento reflexivo, conectado, compartilhado e autonomizador no processo ensino-
aprendizagem. Desta forma, estaremos formando cidadãos conscientes, críticos, criativos,
solidários e autônomos.

Os novos paradigmas em educação devem contemplar o qualitativo, descobrindo a essência e a


totalidade do processo educativo, pois esta sociedade reserva às instituições escolares o poder de
conferir notas e certificados que supostamente atestam o conhecimento ou capacidade do
indivíduo, o que torna imensa a responsabilidade de quem avalia. Pensando a avaliação como
aprovação ou reprovação, a nota torna-se um fim em si mesma, ficando distanciada e sem
relação com as situações de aprendizagem.

Mudar a nossa concepção se faz urgente e necessário. Basta romper com padrões estabelecidos
pela própria história de uma sociedade elitista e desigual. Neste sentido, mudar a avaliação
significa provavelmente mudar a escola. Automaticamente, mudar a prática da avaliação nos leva
a alterar práticas habituais, criando inseguranças e angústias e este è um obstáculo que não pode
ser negado pois envolverá toda a comunidade escolar.
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Se as nossas metas são educação e transformação, não nos resta outra alternativa senão juntos
pensar uma nova forma de avaliação. Romper paradigmas, mudar nossa concepção, mudar a
prática, è construir uma nova escola.

10. Bibliografia
AFONSO, A. J. Avaliaҫão educacional: regulaҫão e emancipaҫão: para uma sociologia das
politicas avaliativas conteporanêas. São Paulo: Cortez. 2000.

BLOOM, B., HASTINGS, J., & MADAUS, G. Handbook of formmative and sumative
evaluetion of student learning. USA: MCGRAW-Hil. 1971.

CAMBE, L. Didáctica de História III. Beira: UCM/CED. 2015.

DOMINGOS, A., NEVES, I., & GALHARDO, L. Uma forma de estruturar o ensino. Lisboa:
Livros Horizonte. 1987.

FIRME, T. P. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação. . Rio de Janeiro. 1994.

HAYDT, R. C. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo:: Ática,. 1988.

MEDEIROS, E. B. Provas objetivas - técnicas de construção. (3.ed.rev). Rio de Janeiro:


Fundação Getúlio Vargas, Serv. de publicações. 1974.

RIBEIRO, L. Avaliação da aprendizagem (6ª ed.). Lisboa: Texto Editora. 1997.

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