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Índice.

Conteúdo…………………………………………………………………………………Página

Introdução...................................................................................................................................................2
1 Origem e Conceito da trindade.................................................................................................................3
2. OMistério da Santíssima Trindade...........................................................................................................4
3. Elementos da trindade (pai, filho e espirito santo)..................................................................................6
4. Relação entre as três pessoas da santíssima trindade...............................................................................7
5. A Igualdade das Pessoas Divinas.............................................................................................................7
Conclusão....................................................................................................................................................8
Referências Bibliográficas...........................................................................................................................9
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Introdução.

O conhecimento de um só Deus em três Pessoas que nós recebemos pela fé é mais alto, sem
comparação, do que o conhecimento que temos de Deus pela simples razão natural. 

 Existem três graus no conhecimento que o homem pode ter de seu Criador. O primeiro é o
conhecimento natural, que lhe é dado pela luz da razão. O segundo, o conhecimento
sobrenatural, que ele recebe pela luz da fé. O terceiro, o conhecimento ou visão beatífica, que ele
recebe pela luz da glória.

Sabemos pelo catecismo que os principais mistérios da nossa fé são a Santíssima Trindade, a
Encarnação e a Redenção. É muito importante lembrar sempre que desses três mistérios, o da
Santíssima Trindade é o maior, o mais impenetrável, o mais adorável; e que os demais lhe são
subordinados. E sobre o Misterio da Santissima Trindade e seus elementos que este trabalho ira-
se centrar.

Em termos organizacionais, o trabalho apresenta de forma sequencial, o índice, introdução,


desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas.

Objectivo geral.

 Pretendemos com este trabalho, conhecer o Mistério da Santíssima Trindade.

Objectivos específicos.

 Interpretar a origem e oConceito da santíssima Trindade;


 Indicar os elementos da Santíssima Trindade.
 Relacionar os elementos da Trindade e;
 Descrever a igualidade dos elementos da Trindade.

Metodologias usadas na realizacao deste trabalho.

 Revisão Bibliográfica.

Leitura exploratória, selectiva e critica das fontes que estiveram ao nosso alcance.
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1 Origem e Conceito da trindade.

Santíssima Trindade é a doutrina acolhida pela maioria das igrejas cristãs que professa a Deus
único preconizado em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Para os seus
defensores, é um dos dogmas centrais da fé cristã, e considerado um mistério. Tais
denominações consideram-se monoteístas. O judaísmo e o islamismo, bem como algumas
denominações cristãs, não aceitam a doutrina da santíssima trindade[ CITATION Sil87 \l
1033 ].

A criação e imposição do dogma da Trindade datam do Primeiro Concílio de Niceia e do


posterior Credo Niceno-Constantinopolitano, que reinou sem maiores questionamentos por um
longo período mas, mesmo antes desse evento histórico, a Trindade já era contestada e,
novamente após a Reforma Protestante, a origem, o significado e a justificativa da doutrina
trinitária vão sendo constantemente interpeladas, com os filósofos questionando a auto
consistência da doutrina[ CITATION Sil87 \l 1033 ].

A partir da década de 1960, com a filosofia analítica da religião e depois com a teologia
analítica, os filósofos cristãos buscam justificar o dogma através de formulações mais precisas,
numa tentativa de lhe dar auto consistência e, consequentemente, maior facilidade para defende-
lo através de "reconstruções racionais", as quais usam conceitos oriundos da metafísica analítica,
da lógica e da epistemologia. Dale Tuggy, Trinity, Stanford Encyclopedia of Philosophy, 8 de
Julho de 2015, (em inglês).

A doutrina trinitária professa que o conceito da existência de um só Deus, omnipotente,


omnisciente e omnipresente, revelado em três pessoas distintas, pode-se depreender de muitos
trechos da Bíblia. Um dos exemplos mais referidos é o relato sobre o baptismo de Jesus, em que
as chamadas "três pessoas da Trindade" se fazem presentes, com a descida do Espírito Santo
sobre Jesus, sob a forma de uma pomba.
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2. OMistério da Santíssima Trindade


 Sabemos pelo catecismo que os principais mistérios da nossa fé são a SantíssimaTrindade,a
Encarnaçãoe a Redenção.

 É muito importante lembrar sempre que desses três mistérios, o da Santíssima Trindade é o
maior, o mais impenetrável, o mais adorável; e que os demais lhe são subordinados.

 De facto, a encarnação e a redenção são actos temporais realizados no Homem-Deus, Jesus
Cristo. Já o primeiro, ao contrário, tem por objecto os actos eternamente subsistentes da vida
divina, ou seja, a geração do Filho e a processão do Espírito Santo[ CITATION Sil87 \l 1033 ]. 

Se a Encarnação e a Redenção ultrapassam a medida de nossa inteligência é porque elas se unem


a uma das três Pessoas divinas, ao Filho de Deus: é isso que leva esses dois factos a uma ordem
absolutamente divina, ultrapassando inteiramente a luz da razão. É por estarem na dependência
do mistério da Santíssima Trindade que eles são também mistérios. Assim, só há um mistério, e
todos os outros são prolongamentos desse dogma fundamental.

 Segue daí que ele é o objeto principal da nossa fé e como o centro para onde ela é levada e para
onde ela tende.

 Sim, ela tende. Pois a fé traz com ela uma tendência a nos unir a Deus: Pai, Filho e Espírito
Santo. Por essa razão nós dizemos: eu creio em Deus.

 Jesus Cristo Nosso Senhor, na sua natureza humana e no mistério de sua vida temporal é um
laço destinado a nos unir à Santíssima Trindade, que é nosso fim supremo e último. 

Não devemos nunca nos esquecer que Jesus Cristo, como homem, é apenas um intermediário,
um mediador, como diz São Paulo, entre a Santíssima Trindade e a alma humana. "Mediator Dei
et hominum homo Christus Jesus".(I Timot. II,5) Ele cimentou no seu Sangue essa aliança
indissolúvel; é só por Ele que se realiza essa união eterna; mas ele não é, como homem, a
finalidade superior que a fé nos revela, onde a esperança nos eleva e a caridade nos faz participar
por antecipação. "Ninguém vem ao Pai senão por mim", nos diz Ele (Jo XIV,6). Só podemos ir
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ao Pai por Jesus Cristo; mas é ao Pai que devemos ir. O Pai é tomado aqui como toda a
Trindade. 

Essas considerações nos mostram como é importante para nós conhecer a Santíssima Trindade.
Ela é o principal objeto de nossa fé: se esforçar para a conhecer é alimentar sua fé, mas ao
mesmo tempo é preciso estudar esse mistério com imenso respeito, como Moisés diante do
arbusto que ardia. Devemos suplicar a Deus que ele queira, ele próprio se descobrir para nós,
nessas sombras luminosas da fé que apagam toda luz desse mundo e que são a bendita aurora da
visão beatífica.

3. Elementos da trindade (pai, filho e espirito santo).

 Pai – Não foi criado nem gerado. É o "princípio e o fim, princípio sem princípio" da vida
e está em absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Foi o Pai que enviou o
seu Filho, Jesus Cristo, para salvar-nos da morte espiritual, pelo sacrifício vigário. Isto
revela o amor infinito de Deus sobre os homens e o não abandono aos seus filhos
adoptivos. O Pai, a primeira pessoa da Trindade, é considerado como o pai eterno e
perfeito. É atribuído a esta pessoa divina a criação do mundo.
 Filho – Eterno como o Pai e consubstancial (pertencente à mesma natureza e substância)
a Ele. Não foi criado pelo Pai, mas gerado na eternidade da substância do Pai. No
entanto, Colossenses 1:13-15, chama a Jesus de "primogénito de toda criação". Encarnou-
se em Jesus de Nazaré, assumindo assim a natureza humana. O Filho, a segunda pessoa
da Trindade, é considerado como o Filho Eterno (Filho sob a óptica humana no sentido
de que se tornando homem, deixou sua divindade, tornando-se totalmente dependente de
Deus), com todas as perfeições divinas: a Ele é atribuída a redenção (salvação) do
mundo.
 Espírito Santo – Não foi criado nem gerado. Esta pessoa divina personaliza o Amor
íntimo e infinito de Deus sobre os homens, segundo a reflexão de Agostinho. Manifestou-
se primeiramente no Baptismo e na Transfiguração de Jesus e plenamente revelado no dia
de Pentecostes. Habita nos corações dos fiéis e estabelece entre estes e Jesus uma
comunhão íntima, tornando-os unidos num só Corpo. O Espírito Santo, a terceira pessoa
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da Trindade, é considerado como o puro nexo de amor. Atribui-se a esta pessoa divina a
santificação da Igreja e do mundo com os seus dons.

Assim, as três pessoas divinas não são feitas nem criadas. E elas têm em próprio que o Pai não é
de ninguém; que o Filho é do Pai unicamente, por geração; que o Espírito Santo é do Pai e do
Filho por processão.

 Um é o Pai, outro o Filho, outro o Espírito Santo, mas pela unidade de natureza, o Pai, o Filho e
o Espírito Santo são um só e mesmo Deus, visto que em Deus não pode haver nada além de
Deus.

4. Relação entre as três pessoas da santíssima trindade.


Em Deus há três pessoas e uma única natureza. A distinção entre as pessoas não vem da natureza
que é única para todas as três, mas do facto que a natureza divina mantém em cada pessoa
Relações diferentes. https://pt.wikipedia.org/w/index.php?
title=Trindade_(cristianismo)&oldid=42897307"

Categorias.

O Pai tem para com o Filho uma relação de Paternidade. O Filho tem com o Pai uma relação de
Filiação. O Espírito Santo tem com o Pai e com o Filho uma relação de Processão. A natureza
divina é Pai na Pessoa do Pai, mas não é Pai na Pessoa do Filho; essa mesma natureza é Filho na
Pessoa do Filho, mas não é Filho na Pessoa do Pai; enfim, esta mesma natureza é Espírito Santo
na terceira Pessoa, mas não é Espírito Santo nem no Pai nem no Filho. Logo o Pai não é a mesma
pessoa que o Filho, o Filho não é a mesma pessoa que o Pai, o Espírito Santo não é a mesma
pessoa que o Pai nem que o Filho. https://pt.wikipedia.org/w/index.php?
title=Trindade_(cristianismo)&oldid=42897307"

Categorias.
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5. A Igualdade das Pessoas Divinas


As três pessoas divinas são absolutamente iguais entre si. Elas têm a mesma natureza e a
possuem completamente. Aliás, essa natureza não comporta nem diminuição, nem alteração,
nem divisão: onde ela estiver, ela só pode estar inteira. Por isso reina inteira igualdade entre as
três Pessoas divinas[ CITATION PrJ87 \l 1033 ].

Logo, elas têm a mesma imensidade, a mesma infinidade, a mesma eternidade, o mesmo poder, a
mesma sabedoria, a mesma bondade.

As relações que constituem as Pessoas divinas são eternas. Nunca houve o Pai sem o Filho;
nunca houve o Pai e o Filho sem o Espírito Santo, como o fogo não existe nunca sem luz e calor.
Logo o Filho não é posterior ao Pai e o Espírito Santo não é posterior ao Pai e ao Filho.

Também não há nenhuma inferioridade do Filho em relação ao Pai, nem do Espírito Santo em
relação ao Pai e ao Filho[ CITATION Sil87 \l 1033 ]. O Pai, gerando o Filho, lhe dá toda sua
natureza, e ele não poderia lhe dar menos, pois todo filho tem sempre a mesma natureza de seu
pai. Assim os dois dão ao Espírito Santo a natureza divina: na sua plenitude o Espírito de Deus,
que procede de Deus e que subsiste em Deus, não pode ser outra coisa que o próprio Deus.

Mesmo entre os homens, o filho só deve submissão ao pai durante sua infância; uma vez maior
de idade, ele governa sua própria vida. Assim, o Filho de Deus é igual a seu Pai. Reconhecendo-
o como seu Princípio, ele o louva e o bendiz numa inefável alegria. O Pai, por seu lado, louva e
abençoa seu Filho com infinita complacência. O Espírito Santo completa o concerto unindo os
outros dois num laço indissolúvel. A Santíssima Trindade se glorifica, assim, num júbilo sem
fim. Mas não poderíamos dizer que haja alguma inferioridade, dependência ou submissão que
resultaria das relações de origem. Em Deus tudo é infinito, em Deus tudo é Deus.
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Conclusão.

As três pessoas da Santíssima Trindade estabelecem uma comunhão e união perfeita, formando
um só Deus, e constituem um perfeito modelo transcendente para as relações interpessoais. Elas
possuem a mesma natureza divina, a mesma grandeza, sabedoria, poder, bondade e santidade,
mas, em algumas vezes, certas actividades são mais reconhecidas em uma pessoa do que em
outra.

As funções, as suas principais actividades desempenhadas e o seu modo de operar estão


registados nas Sagradas Escrituras e claramente resumido no Credo Niceno-Constantinopolitano,
o credo oficial de muitas denominações cristãs.

A Igreja Católica anuncia e ensina o mistério da Santíssima Trindade com base em citações
bíblicas, porém desencoraja uma profunda investigação no sentido de querer decifrá-lo, visto que
torna-se complexo usando simplesmente nossa razão humana. Devido à nossa mente
extremamente limitada, nunca poderíamos compreender e assimilar plenamente a dimensão
infinita de Deus somente com as nossas próprias forças e o nosso raciocínio, isto só é possível
quando, na vida eterna, nos encontrarmos no Paraíso com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Em fim, O Pai se contempla no seu Filho, o Filho se contempla no seu Pai. O Pai se inclina para
seu Filho por amor, o Filho, por amor, se inclina para seu Pai. Esse amor é único, visto que eles
têm a mesma natureza e que o Filho recebe este amor e todo seu ser do Pai. Este amor é um
abraço inefável no qual eles se amam tanto quanto merecem ser amados. Ora, eles o merecem
infinitamente, e por isso esse abraço é uma pessoa igual às duas outras e possuindo a mesma
natureza, é o Espírito Santo.
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Referências Bibliográficas
 Pinto, P. J. (Ed.). Biblia Devocional de Estudo. (J. F. Almeida., Trad.) Rua Aurea Lima,
25, Niteroi, RJ: Textus Editorial e Marketing Ltda. 2004.

 I Timot. II,5.
 Jó XIV,6.
 Colossenses 1:13-15.
 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Trindade_(cristianismo)&oldid=42897307"
Categorias, 8 de Julho de 2015.

 Silva, L. G. Catecismo de Adultos. Exposicao Simples da Doutrina Crista Para uso dos
Cristaos e Catecumenos da Diocese de Lichinga-Niassa. (2a ed.). Niassa, Mocambique.
1987.

 Dale Tuggy, Trinity, Stanford Encyclopedia of Philosophy, 8 de Julho de 2015, (em


inglês).