Você está na página 1de 23

AVALIAÇÃO DE ENSAIOS DE

RADIOINTERFERÊNCIA E
CORONA VISUAL EM CADEIAS
DE ISOLADORES

Darcy Ramalho de Mello


CEPEL

Palestra ministrada em FURNAS


06/2007
CAUSA

Elevação do gradiente ultrapassando o valor crítico


do meio em volta da cadeia
(no ar corresponde a 3 kV/mm)
• Perturbações radioelétricas que afetam os sistemas de
comunicação locais das subestações e/ou outros como
rádio e TV, podendo interferir, também, em equipamentos
de uso médico, etc;
•Ruído audível: que podem atingir até 65 dB (medidos a
30 m da fonte);
•Perdas corona: podem atingir até centenas de kW/km
(3φ);
•Criação de ozônio (agente oxidante) podendo ocasionar
corrosão nos isoladores.
RADIONTERFERÊNCIA

Poluição
Ambientais
Umidificação
Agentes
responsáveis Condições operacionais
pela
radiointerferência
Envelhecimento

Falhas de projeto
RADIOINTERFERÊNCIA

• Influência das condições ambienteais

T (h)

 • Sem aplicação dos fatores de correção para condições ambientais


 • Isoladores limpos e secos
RADIOINTERFERÊNCIA

 • NEMA 107;  • Circuito de ensaio;


Normas  • CISPR 16.1;
gerais  • Características dos
 • CISPR 18.2; aparelhos de medição

Normas  • IEC 60437


de  • Metodologia de ensaio
isoladores  • NBR 15121

CISPR NEMA
Freqüência (kHz) 500 1 000
Impedância (Ω) 300 150

 • Diferença NEMA / CISPR : + 6 dB


RADIOINTERFERÊNCIA

Medição da TRI

dB = 10 log (P1/P2)

dB = 20 log (V1/V2)
onde:
V1 → queda de tensão sobre o circuito (resistor) de medição em μV
V2 → tensão de referência igual a 1 μV

μV = 10(dB/20)
RADIOINTERFERÊNCIA

Procedimento de ensaio normalizado


120

110
3o Ciclo - Curva da
Percentual da tensão de ensaio ( % )

100
característica de
90
1o Ciclo radiointerferência
80

70

60

50
2o Ciclo
40

30

20

10

0
RADIOINTERFERÊNCIA

ENSAIO COMPLEMENTAR
100000

10000
Curva característica da radiointerferência
T. R. I. ( uV )

1000
500

100

10
Joelho

1
0 50 100 150 200 250 300 350

Tensão Aplicada ( kV )

Valores medidos Critério de aprovação


RADIOINTERFERÊNCIA

VALORES SUGERIDOS PELO CIGRÉ-BRASIL B2.03


Classe de Tensão de ensaio da Tensão máxima de
tensão cadeia radiointerferência
(kVef) (kV) (dB/μV)
69 44 30/31,6
138 88 30/31,6
230 146 46/200

345 220 40/100

440 280 40/100

500 315 48/250

750 475 52/400


RADIOINTERFERÊNCIA

Estudo de Gari e Moreau


A TRI de uma cadeia de isoladores é dada por : V= v . 2λ
onde:
λ → % da tensão sobre o isolador mais solicitado da cadeia
v → TRI produzida por este isolador quando submetido a uma
tensão igual a u = λU, sendo U igual a tensão aplicada sobre a cadeia

Em decibéis : NP = NPO - δ
onde:
NP = 20 LOG V → TRI na cadeia
NPO = 20 LOG v → TRI no isolador mais solicitado eletricamente
δ = - 20 LOG 2λ → atenuação da TRI devido a cadeia
Radiointerferência

Valores para ensaios individuais


Tensão da Tensão de ensaio do isolador Valor máximo de TRI no isolador
linha individual individual
(kV) (kV) (dB/μV)
765 33 69,1/2844
35 68,6/2690
500 30 62,4/1322
26 63,7/1532
440 22 56,1/641
345 25 52,8/435
230 20 57,4/739
138 14 40,0/98,8
(1)
69 8,8 38,0/79,1
(1) Para este nível de tensão, pode-se utilizar o valor da norma ANSI C29.2, igual 34 dB
(50 μV) com 10kV
Avaliação do desempenho de
porcas anti corona

CADEIA DE SUSPENSÃO EM ”I” PARA 500 kV


10000

1000
1000
T.R.I. ( uV )

100

10

1
0 50 100 150 200 250 300 335 350 400
Tensão aplicada ( kV )

Cam pânula Fabricante 1 Critério de aprovação


Cam pânula Fabricante 2 Cam pânula Fabricante 3
Avaliação do desempenho de
porcas anti corona

CADEIA DE SUSPENSÃO EM ”I” PARA 500 kV

10000

1000
1000
T. R. I. ( uV )

100

10

1
0 50 100 150 200 250 300 350 400 418 450 500

Tensão Aplicada ( kV )

Sem porca anti corona Critério de aprovação Com porca anti corona
Avaliação das possibilidades
de melhoria de desempenho

CADEIA DE SUSPENSÃO EM “I” PARA 750 kV


100000

10000
T. R. I. ( uV )

1000

100

10

1
0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500

Tensão Aplicada ( kV )

Sem pr éform ado Apr ovação Com 1 pr éform ado


Com 3 préfor m ados Com 3 préform ados e anel
Avaliação do ângulo de
abertura

CADEIA DE SUSPENSÃO EM “V” PARA 500 kV


1000

100
T. R. I. ( uV )

10

1
0 50 100 150 200 250 300 350 400

Tensão Aplicada ( kV )
Cadeia V-100o Aprovação Cadeia V-110o
CORONA VISUAL

Metodologia de ensaio:
• Com o laboratório completamente escuro, após deixar
transcorrer no mínimo 15 minutos, para os olhos do observador
se acostumarem à escuridão, a tensão aplicada deverá ser
aumentada gradualmente até que o corona seja perfeitamente
visível no conjunto sendo ensaiado;

•A tensão deverá ser mantida neste valor durante um minuto


e então reduzida gradualmente até a extinção completa do
corona positivo;
•O procedimento de ensaio deverá ser repetido 3 (três) vezes
e o valor considerado como tensão de extinção de corona
positivo será o menor dos valores medidos.
CORONA VISUAL

CADEIA DE SUSPENSÃO EM “V” PARA 345 kV

CUIDADOS COM A FOTOGRAFIA DURANTE O ENSAIO


CORONA
x
RADIOINTERFERÊNCIA

50

45
Percentual de reprovações (%)

40

35

30

25
20

15

10

5
0
Itens de ensaio Itens de ensaio Itens de ensaio
reprovados em reprovados em reprovados em corona e
radiointerferência e radiointerferência e aprovados em
corona aprovados em corona radiointerferência

USO DE EQUIPAMENTOS DETETORES DE CORONA -


CONTAGEM DE ÍONS
MEDIÇÃO DO GRADIENTE
DE POTENCIAL

Detetor ultra- Gaiola de Condutor sob


sônico Faraday ensaio
MEDIÇÃO DO GRADIENTE DE
POTENCIAL
MEDIÇÃO DO GRADIENTE DE
POTENCIAL

Posicionamento das esferas de calibração

Com 1 condutor Com 2 condutores Com 4 condutores

Esfera de
Esfera de
calibração
calibração

Esfera de
calibração
Emáx
Emáx
45o
Emáx
MEDIÇÃO DO GRADIENTE
DE POTENCIAL

1. Elevar a tensão aplicada ao condutor gradualmente até o


aparecimento de corona nas esferas de calibração.

2. Calcular o campo elétrico no interior da Gaiola de Faraday:


V
Ecal = (kVef/cm)
⎛ Rg ⎞
Rc × ln⎜ ⎟
⎝ Rc ⎠
3. Retirar as esferas do condutor na Gaiola de Faraday e
instalá-las no condutor do arranjo de ensaio.
4. Elevar a tensão aplicada ao condutor gradualmente até o
aparecimento de corona nas esferas de calibração.
5. Calcular a tensão de ensaio:

Vens =
(Eesp × Vcal )
× Kd (kVef)
Ecal

Você também pode gostar