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VONTADE

de

SABER

Ensino Fundamental – Anos Finais


HISTÓRIA
Componente curricular: História

MANUAL DO PROFESSOR

adriana machado dias


6
• Bacharela e Licenciada em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
• Especialista em História Social e Ensino de História pela UEL-PR.
• Atuou como professora de História em escolas da rede particular de ensino.
• Autora de livros didáticos de História para o Ensino Fundamental e Ensino Médio.

keila grinberg
• Professora licenciada em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ).
• Doutora em História Social pela UFF-RJ.
• Professora do Departamento de História da Universidade Federal do Estado
do Rio de Janeiro (UNIRIO-RJ).

marco césar pellegrini


• Bacharel e Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
• Atuou como professor de História em escolas da rede particular de ensino.
• Editor de livros na área de ensino de História.
• Autor de livros didáticos de História para o Ensino Fundamental e Ensino Médio.

1a edição • São Paulo • 2018

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Copyright © Adriana Machado Dias, Keila Grinberg, Marco César Pellegrini, 2018.
Diretor editorial Antonio Luiz da Silva Rios
Diretora editorial adjunta Silvana Rossi Júlio
Gerente editorial Roberto Henrique Lopes da Silva
Editora Nubia de Cassia de Moraes Andrade e Silva
Gerente de produção editorial Mariana Milani
Coordenador de produção editorial Marcelo Henrique Ferreira Fontes
Gerente de arte Ricardo Borges
Coordenadora de arte Daniela Máximo
Projeto de capa Sergio Cândido
Foto de capa Vixit/Shutterstock.com
Supervisor de arte Vinicius Fernandes
Coordenadora de preparação e revisão Lilian Semenichin
Supervisora de preparação e revisão Beatriz Carneiro
Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Elaine Bueno
Supervisora de arquivos de segurança Silvia Regina E. Almeida
Diretor de operações e produção gráfica Reginaldo Soares Damasceno
Projeto e produção editorial Scriba Soluções Editoriais
Edição Ana Beatriz Accorsi Thomson, Bruno Benaduce Amâncio
Assistência editorial João Cabral de Oliveira
Revisão e preparação Amanda de Camargo Mendes, Moisés Manzano da Silva
Projeto gráfico Laís Garbelini
Edição de arte Cynthia Sekiguchi
Iconografia Soraya Pires Momi
Tratamento de imagens Equipe Scriba
Diagramação Daniela Cordeiro
Editoração eletrônica Renan de Oliveira

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Dias, Adriana Machado
Vontade de saber : história : 6o ano : ensino
fundamental : anos finais / Adriana Machado Dias,
Keila Grinberg, Marco César Pellegrini. — 1. ed. —
São Paulo : Quinteto Editorial, 2018.
“Componente curricular: História.”
ISBN 978-85-8392-163-9 (aluno)
ISBN 978-85-8392-164-6 (professor)
1. História (Ensino fundamental) I. Grinberg,
Keila. II. Pellegrini, Marco César. III. Título.
18-20791 CDD-372.89
Índices para catálogo sistemático:

1. História : Ensino fundamental 372.89

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Em respeito ao meio ambiente, as folhas


deste livro foram produzidas com fibras
obtidas de árvores de florestas plantadas,
com origem certificada.
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de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à
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Apresentação
Vivemos atualmente em uma sociedade tecnológica em que as transfor-
mações ocorrem com grande rapidez e diariamente somos bombardeados
por uma enorme quantidade de informações. Nessa sociedade consumista,
em que tudo rapidamente se torna “velho” e “ultrapassado”, os alunos
acabam vivenciando um presente sem historicidade, desconhecendo os
vínculos existentes entre o presente e o passado. Esse desconhecimento
histórico torna mais difícil para eles compreenderem e questionarem a
própria realidade em que vivem.
Diante dessa situação, adquirem cada vez mais importância o papel
do historiador e do professor de História. A análise das transformações
que ocorrem nas sociedades constitui a essência dos estudos
históricos e, por isso, estudar História torna os alunos mais capazes
de processar o grande volume de informações que recebem e conver-
tê-lo em conhecimento. Dessa forma, eles se tornarão mais críticos
e terão melhores condições de entender as transformações sociais
e como elas afetam nossas vidas.
Para auxiliar o professor nessa tarefa, elaboramos esta coleção.
Procuramos fazer uma seleção de conteúdos relevantes, em que
são desenvolvidos conceitos fundamentais para o estudo de
História. Os temas históricos são abordados em consonância
com as pesquisas historiográficas mais recentes e são traba-
lhados em um texto claro e acessível aos alunos.
Em todos os volumes da coleção, encontra-se uma grande
quantidade de fontes históricas, principalmente imagéticas,
que são contextualizadas e, em muitos casos, exploradas
por meio de atividades. A coleção tem uma estrutura regular
e está organizada a fim de facilitar o trabalho em sala de
aula. Desse modo, exercendo seu papel como mediador, o
professor pode promover um aprendizado significativo para
os alunos e instrumentalizá-los para que adquiram maior
autonomia e para que possam continuar seu aprendizado ao
longo da vida, ajudando a construir uma sociedade mais
justa e democrática.
Os autores.

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Sumário

A estrutura da obra ..........................................VI


Livro do aluno .............................................................................................. VI

Manual do professor ...............................................................................XIV

Material digital ...................................................................................... XVIII


Plano de desenvolvimento .................................................................................... XVIII
Projeto integrador .................................................................................................... XVIII
Sequências didáticas ............................................................................................... XVIII
Proposta de acompanhamento de aprendizagem.......................................... XVIII
Material audiovisual .................................................................................................. XIX

A Base Nacional Comum Curricular ............. XIX


As competências da BNCC .................................................................... XX
Competências gerais da BNCC................................................................................ XX
Competências específicas de Ciências Humanas ............................................. XXI
Competências específicas de História ................................................................ XXII

Os temas contemporâneos e a formação cidadã ................... XXII

O papel do professor ................................... XXIV

Práticas pedagógicas .................................... XXV


A avaliação ................................................................................................. XXV
A importância da avaliação................................................................................... XXV
A autoavaliação ....................................................................................................... XXVI

A defasagem em sala de aula ........................................................ XXVII

O ensino interdisciplinar ................................................................XXVIII

A competência leitora .......................................................................... XXX

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Recursos didáticos ................................................................................XXXI
Tecnologia ................................................................................................................. XXXI
Televisão e cinema ................................................................................................ XXXII
Artes gráficas e literatura .................................................................................... XXXII
Jornais e revistas ................................................................................................... XXXII
Sala de aula invertida .......................................................................................... XXXIII
Pesquisa ................................................................................................................... XXXIII

Proposta teórico-metodológica
da coleção ................................................... XXXIV
Concepção de História ......................................................................XXXIV

As fontes históricas ........................................................................... XXXV

Conceitos fundamentais para o ensino de História ......XXXVIII


Política ................................................................................................................... XXXVIII
Trabalho ................................................................................................................ XXXVIII
Sociedade ............................................................................................................... XXXIX
Cultura .............................................................................................................................XL

O ensino de História no Brasil ...........................................................XLI

O ensino de História e a BNCC ...........................................................XLI

Habilidades do 6o ano de
História na BNCC ......................................... XLIII

Quadro de conteúdos .................................. XLIV

Referências bibliográficas ......................... XLVIII

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A estrutura da obra

Livro do aluno
A presente coleção é destinada aos alu- A sequência dos conteúdos está organi-
nos dos anos finais do Ensino Fundamen- zada de acordo com critérios cronológicos.
tal. Composta por quatro volumes (6o ao 9o Além disso, procuramos explorar relações
ano), esta coleção é estruturada de modo a de simultaneidade, integrando, sempre que
facilitar o trabalho em sala de aula: todos os possível, os conteúdos de História Geral e
capítulos de cada volume são compostos de História do Brasil e ressaltando as rela-
por duas páginas de abertura e quatro pági- ções entre diferentes processos históricos.
nas de atividades; os títulos apresentam Veja, a seguir, informações mais deta-
uma hierarquia clara e o texto didático res- lhadas sobre a estrutura dos capítulos.
peita a faixa etária dos alunos; em todos os
volumes, os conteúdos são acompanhados
de imagens, boxes auxiliares e glossário.

Páginas de abertura
As páginas de abertura dos capítulos têm como principais objetivos explorar
o conhecimento prévio e despertar o interesse dos alunos pelos assuntos que
serão abordados.
Nessas páginas, o professor vai encontrar algumas questões que funcionam como um
roteiro de análise dos recursos, propiciando a exploração de capacidades e
habilidades fundamentais para o estudante, como observação, descrição, investigação
e análise de fontes históricas.
Com a mediação do professor, o leque de análises e interpretações pode ser aberto
ainda mais. Além disso, a análise das imagens apresentadas nessas páginas propicia
um momento de interação e troca de ideias entre o professor e os alunos.

VI

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Sujeito na história
Essa seção também está presente
em todos os volumes e seu principal
objetivo é mostrar aos alunos que,
além dos agentes coletivos, existem
pessoas que participaram
ativamente do processo histórico
por meio de suas ações individuais.
Provavelmente a maioria das
pessoas retratadas em O sujeito
na história é pouco conhecida
pelos alunos. O papel do professor é
importante nesse momento,
incentivando pesquisas sobre esses
sujeitos históricos em fontes
diversas e posteriores debates na
sala de aula. A seção reforça a
percepção de que a ação de todos
os sujeitos históricos, incluindo os
próprios alunos, pode contribuir
para transformações sociais.

História em construção
Seção que tem como objetivo
conscientizar os alunos de que a
disciplina de História é um campo
em constante desenvolvimento e
que as narrativas sobre o passado
também possuem uma história.
Nessa seção, apresentamos algumas
discussões recentes no campo da
historiografia, além de textos de
historiadores que abordam
problemáticas históricas, conflitos
de interpretação e revisões de
temas clássicos da historiografia
nacional e internacional. Para
explorar de forma mais significativa
o tema apresentado, são propostos
aos alunos alguns questionamentos
no final da seção.

VII

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Explorando o tema
Presente em todos os
capítulos, a seção Explorando
o tema aborda os temas
contemporâneos apresentados
pela BNCC. Essa seção é
enriquecida com trechos de
textos de autores diversos,
acompanhados de fotografias,
ilustrações, obras de arte e
outros recursos iconográficos.
Ao final da seção encontram-se
alguns questionamentos que
auxiliam no aprofundamento da
temática discutida.

Encontro com...
A proposta dessa seção é
articular temas de História e de
outras áreas do conhecimento,
como Geografia, Sociologia,
Matemática, Arqueologia, entre
outras. Ao final, a seção
apresenta questionamentos que
proporcionam uma reflexão mais
aprofundada sobre o tema.
Para facilitar essa articulação
entre temas de diferentes áreas
do conhecimento, o professor
encontrará várias dicas nas
orientações ao professor.

Enquanto isso...
Em todos os volumes da
coleção o professor
encontrará a seção Enquanto
isso..., que tem como principal
objetivo proporcionar um
espaço para o trabalho com a
simultaneidade. Ao perceber as
diferentes realidades sociais
que ocorrem simultaneamente,
os alunos tornam-se mais
aptos a compreender as
relações de determinado
tempo histórico.

VIII

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Investigando na prática
A análise de fontes históricas de
diversos tipos é o foco dessa seção.
Organizada em duplas de páginas
espelhadas, a seção apresenta aos
alunos uma fonte histórica
acompanhada de sua análise, e
propõe que eles realizem,
posteriormente, a análise de outra
fonte do mesmo tipo. Essa atividade
envolve a mobilização de diferentes
habilidades e competências, como
observação, comparação e
levantamento de hipóteses, além da
realização de pesquisas, da troca de
ideias e da elaboração de textos.

Atividades
Ao final de cada capítulo,
encontra-se uma seção de
atividades com quatro páginas.
Essa estrutura regular é uma
vantagem para os alunos, que
podem contar com um importante
espaço para exercitar diferentes
competências e habilidades.

A maior parte das atividades está


agrupada nessa seção, mas elas podem
ser realizadas gradativamente, de
acordo com as indicações do professor.
Cabe a ele, também, repensar,
reorganizar, reestruturar, recriar as
atividades existentes e/ou produzir
novas atividades, de acordo com sua
proposta pedagógica. Para facilitar a
identificação e execução dos diferentes
tipos de atividades, essa seção é dividida
em subseções, apresentadas a seguir.

IX

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Atividades
Atividades • Exercícios de compreensão
Exercícios de compreensão
1. Escreva um parágrafo sobre as an-
tigas civilizações andinas, chavín e
4. De que modo a vida dos astecas
estava relacionada à religião? Dê
Atividades Subseção fixa, sempre no início das atividades.
mochica. alguns exemplos.
2. Por que os olmecas são considera-
dos os formadores da “cultura mãe”
5. Como os incas conseguiam admi-
nistrar um império tão extenso? Cite
O principal objetivo desses exercícios é revisar o
conteúdo trabalhado no capítulo. Eles geralmente
da Mesoamérica? duas estratégias desenvolvidas por
3. Explique como funcionava o siste-
ma de escrita dos maias.
esse povo naquela época.
6. O que eram os sambaquis? Qual é
Exercícios de compreensão
Expandindo o conteúdo
a sua importância?
1. Escreva um parágrafo sobre as an- são apresentados
4. De que modo a vida respeitando
dos astecas a ordem temática
do capítulo, no entanto, o professor poderá
Atividades
7. Observe as duas fontes a seguir e responda às questões.
tigas civilizações andinas, chavín e estava relacionada à religião? Dê
mochica. alguns exemplos.
Fonte A Fonte B

escolher a melhor ordem para trabalhá-los com os


Museu do Banco Central de Reserva, Lima, Peru/akg-images/Bildarchiv Steffens/Album/Fotoarena

Parque Museu de La Venta, Villahermosa, México/Christian Honig/Shutterstock.com


2. Por que os olmecas são considera- 5. ComoAlém
alunos. disso,
os incas é fundamental
conseguiam admi- que o professor
dos os formadores da “cultura mãe” nistrar um império tão extenso? Cite
estimule os alunos
Exercícios de compreensão a produzir respostas com suas
da Mesoamérica? duas estratégias desenvolvidas por
próprias que apalavras
1. Por esse com
Idadenaquela
povo Média já foibase
época. consi-na interpretação
5. Quais eram osdos
papéis sociais das mu-
3. Explique como funcionava o siste-
ma de escrita dos maias. conteúdos
derada a e“Idade
não na
das simples
Trevas”?
6. O que eram os sambaquis? Qual é cópia.
Por lheres durante o período Medieval?
que atualmente os historiadores não
Embora possam parecer questionamentos
a sua importância? simples,
6. Explique eles
qual era o papel da Igreja
consideram esse termo adequado? Católica no período Medieval.
Expandindo o conteúdo contribuem com a formação da competência leitora, visto
2. Produza um texto sobre os povos 7. Cite exemplos de inovações técni-
Escultura em cerâmica, 200 a.C. Escultura em pedra, cerca de 1000 a.C.
quee os
7. Observe as duas fontes a seguir alunos,
responda paraabordando
respondê-los
às questões.
germânicos, de maneira satisfatória,
os seguin-
a ) Associe cada fonte à cultura dos chavines ou dos olmecas.
cas que possibilitaram mudanças
b ) Que aspectos os chavines costumavam representar em suas esculturas ou
cerâmicas? precisamtes demonstrar
aspectos: comoqueviviam;
compreenderam
como os conteúdos
nos métodos de produção, por volta
obtinham seus alimentos; como es-
c ) Por que os olmecas construíam esculturas como essas? Apresente algumas
hipóteses de acordo com o que você estudou no capítulo.
Fonte A trabalhados e que conseguem
Fonte B articulá-los na
do anoformação de uma dessas
1000. Escolha
126
tava organizada sua sociedade; co-
narrativas coerentes. inovações e escreva sobre ela.

Museu do Banco Central de Reserva, Lima, Peru/akg-images/Bildarchiv Steffens/Album/Fotoarena

Parque Museu de La Venta, Villahermosa, México/Christian Honig/Shutterstock.com


mo eram suas leis; como eram suas
8. Que motivos impulsionaram as
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crenças religiosas.
Cruzadas? Quais foram as suas
3. Cite as principais características do
consequências?
feudalismo.
9. O que eram os burgos? Explique
4. Quais eram as três ordens da so-
qual a relação entre os burgos e os
ciedade feudal? Explique as A
fun-
tividades burgueses.
ções de cada uma delas.
Atividades • Expandindo o conteúdo
Exercícios de compreensão
1. Por que a Idade Média já foi consi- 5. Quais eram os papéis sociais das mu-
derada a “Idade das Trevas”? Por lheres durante o período Medieval?

Expandindo o conteúdo
que atualmente os historiadores não
Essa subseção traz questionamentos que
6. Explique qual era o papel da Igreja
consideram esse termo adequado? Católica no período Medieval.
2. Produza um texto sobre os povos 7. Cite exemplos de inovações técni-

complementam e extrapolam os conteúdos do


germânicos, abordando os seguin-
10. Observe o mapa e responda às questões
tes aspectos: como a seguir.
viviam; como
obtinham seus alimentos; como es-
cas que possibilitaram mudanças
nos métodos de produção, por volta
do ano 1000. Escolha uma dessas

capítulo. Geralmente são apresentados


tava organizada sua sociedade; co-
inovações e escreva sobre ela.
mo eram suas leis; como eram suas
8. Que motivos impulsionaram as
Rotas comerciais na Idade Média
crenças religiosas.

diferentes gêneros textuais acompanhados de


Cruzadas? Quais foram as suas
3. Cite as principais características do
consequências?
feudalismo.
9. O que eram os burgos? Explique

questões de compreensão, interpretação, análise


4. Quais eram as três ordens da so-
qual a relação entre os burgos e os
Novgorod ciedade feudal? Explique as fun-
burgueses.
ções de cada uma delas.
Riga
e levantamento de hipóteses. Dantzig
Hamburgo
Expandindo o conteúdo
10. Observe o mapa e responda às questões a seguir.
ÁSIA
Os níveis de dificuldade das atividades aumentam Bruges E U R O PA
Kiev
Rotas comerciais na Idade Média

gradativamente no decorrer dos A • Na rotação trienal, enquanto um campo


volumes.
Viena
Veneza
Budapeste
ficava em repouso, os outros
Tana
Mar dois OCEANO Riga
Novgorod

Gênova Kaffa de Aral ATLÂNTICO


eram cultivados.
Dantzig
Hamburgo
ÁSIA
45° N
Marselha Mar Negro
Bruges
Mar E UR OPA
Kiev
Bucara
Viena Budapeste


Tana

Nápoles
OCEANO
Cáspio Kaffa
Escultura em cerâmica, 200Oa.C.
centro político do feudo
Valênciaera o castelo.
Veneza Mar
Salônica
Escultura em pedra, cerca de 1000 a.C. Trebizonda
ATLÂNTICO Gênova de Aral 45° N
Bucara
Constantinopla
Marselha Mar Negro Mar
Nápoles Salônica Cáspio
Tebas Valência Constantinopla
Trebizonda

• Ao redor do castelo
Tebas

Córdoba Messina Messina

eram construídas grossas muralhas.


Córdoba Khotan
Túnis Septum
Túnis Antioquia
Khotan
Antioquia Cr e ta
Chip r e Alepo
Septum
Mar Mediterrâneo
Fez Damasco Bagdá Peshawar

a ) Associe cada fonte à cultura dos chavines ou dos olmecas. Alepo C r e ta Jerusalém


Basra
Alexandria
Mar Mediterrâneo Chipre
O período de repouso Fez era quando o campo ficava em descanso para recupe-
Cairo

Damasco Bagdá
Jotabe G
olf
o

rs
Ormuz
Peshawar
ic Daibul

b ) Que aspectos osrar


o

chavines costumavam
a fertilidade do solo. representar em suas esculturas ou Basra
Jerusalém
Mar

ÁFRICA
Alexandria
Verm

Zhaia Caliana
Cairo Mar da Arábia
elho

cerâmicas? Jotabe G Adulis Golfo de

• Os servos eram responsáveis pelos trabalhos agrícolas, como a limpeza


ol Ormuz Bengala
fo
ea
Ouro Madeira Especiarias MALABAR
E. Cavalcante

Azeite
Pé Prata
Ferro
Seda
Tecido Cereais 0 620 km
O L
OCEANO Jaffna
rs
c ) Por que os olmecas
Daibul
ÍNDICO

construíam esculturas como essas? Apresente algumas


S

A • Na rotação trienal, enquanto um campo ficava em repouso, os outros dois ic Chumbo Sal Peixe 45° L

preparação do terreno. o Pedras preciosas Vinho Escravizados Fonte: SHERRARD, Philip. Bizâncio. Rio de Janeiro:
eram cultivados. José Olympio, 1970. p. 32-33.
Ma

• O centro político do feudo era o castelo.


hipóteses de acordo com o que você estudou no capítulo.
• Uma importante inovação técnica foiÁaF Rcharrua,
220
um arado munido de Zhaia uma
rV

• Ao redor do castelo eram construídas grossas muralhas. ICA


erm

• O período de repouso era quando o campo ficava em descanso para recupe- Caliana

126
rar a fertilidade do solo.
lâmina de metal que podia revolver mais profundamente o solo, aumentandoMar da Arábia
elh

• Os servos eram responsáveis pelos trabalhos agrícolas, como a limpeza e a Adulis Golfo de
o

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preparação do terreno.
• Uma importante inovação técnica foi a charrua, um arado munido de uma a produção agrícola. Ouro Madeira Especiarias MALABAR
Bengala
E. Cavalcante

N
lâmina de metal que podia revolver mais profundamente o solo, aumentando
Seda Azeite
b ) Agora, produza um texto com base na imagem apresentada. Nele, descreva os
a produção agrícola.
b ) Agora, produza um texto comPrata
base na imagem
Ferro Tecido apresentada.
Cereais Nele, descreva
0 620 kmos OCEANO Jaffna
O L

ÍNDICO S
elementos da paisagem e as pessoas ali representadas. Procure incluir no tex-
to alguns aspectos do cotidiano dos moradores de um feudo. Depois de pron- elementos da paisagem e as pessoas
Chumbo ali representadas.
Sal Peixe Procure45°incluir
L
no tex-
Pedras preciosas Vinho Escravizados PM SHERRARD, Philip. Bizâncio. Rio de Janeiro:
to alguns aspectos do cotidiano dos moradores de um feudo. Depois de pron-
Fonte:
to, troque seu texto com o de um colega e126
g20_ftd_lt_6vsh_c5_p124a129.indd verifiquem as semelhanças e as 10/10/18 3:49
diferenças entre eles.
José Olympio, 1970. p. 32-33.
Passado e presente to, troque seu texto com o de um colega e verifiquem as semelhanças e as
220entre eles.
12. Leia o texto a seguir sobre hábitos e costumes medievais que ainda hoje fazem
diferenças
Atividades • Passado e presente
parte do nosso cotidiano.

[...] nosso cotidiano está impregnado de hábitos, costumes e objetos que vêm
de muito mais longe do que se pode imaginar. [...]
Pensemos num dia comum de uma pessoa comum. Tudo começa com algu-
mas invenções medievais: ela põe sua roupa de baixo [...], veste calças compridas
Passado e presente Propicia a reflexão sobre as conexões
[...], passa um cinto fechado com fivela [...]. A seguir, põe uma camisa e faz um
gesto simples, automático, tocando pequenos objetos que também relembram
a Idade Média, quando foram in- 12. Leiag20_ftd_lt_6vsh_c8_p214a223.indd
o texto a seguir sobre 220
entre medievais
hábitos e costumes os acontecimentos do passado e o
que ainda hoje fazem 10/10/18 3:58 PM
parte do nosso cotidiano. tempo presente. A realização dessas
ventados, por volta de 1204: os
Castelo Castiglione Mantegazza, Varese, Itália/DEA/A. DE GREGORIO/Album/Fotoarena

botões. Então ela põe os óculos


(criados em torno de 1285, pro-

atividades estimula nos alunos a


vavelmente na Itália) e vai
verificar sua aparência num es-
pelho de vidro (concepção do
[...] nosso cotidiano está impregnado de hábitos, costumes e objetos que vêm
percepção [...] das permanências e das
século XIII). Por fim, antes de
sair olha para fora através da ja-
nela de vidro (outra invenção de muito mais longe do que se pode imaginar.
medieval, de fins do século XIV)
para ver como está o tempo. [...]
Pensemos num dia comum de uma transformações
pessoa comum. Tudono processo
começa histórico.
com algu-
mas invenções medievais: ela põe sua roupa de baixo [...], veste calças compridas
[...], passa um cinto fechado com fivela [...]. A seguir, põe uma camisa e faz um
Afresco do século XV que
representa uma mulher se
olhando em espelho de vidro.

222 gesto simples, automático, tocando pequenos objetos que também relembram
a Idade Média, quando foram in-
ventados, por volta de 1204: os
lia/DEA/A. DE GREGORIO/Album/Fotoarena

g20_ftd_lt_6vsh_c8_p214a223.indd 222 10/10/18 3:58 PM

X botões. Então ela põe os óculos


(criados em torno de 1285, pro-
vavelmente na Itália) e vai
verificar sua aparência num es-
pelho de vidro (concepção do
_g20_ftd_mp_6vsh_ger_p001a048.indd 10 século XIII). Por fim, antes de 10/11/18 4:28 PM
Homem tirando fotografia de uma família, 1873. Menina fotografando sua família, 2015.

a ) Faça uma descrição da fonte A. Descreva também a fonte B.


b ) Quais as principais diferenças entre as câmeras fotográficas retratadas nessas
duas fontes?
c ) Leia as frases e reescreva no caderno aquela que você considera correta. Depois,
comente com os colegas a frase que você escolheu e o porquê de sua escolha.
10. Na produção do conhecimento histórico, muitas vezes o historiador utiliza métodos • “O formato e os materiais usados na fabricação das duas câmeras retratadas
comparativos de análise das fontes. Compare as duas fontes a seguir.

Fonte A Fonte B
são os mesmos.”
• “Apesar das diferenças entre as duas câmeras retratadas, o hábito de tirar

Coleção particular/Hulton-Deutsch Collection/


Corbis/Getty Images

MJTH/Shutterstock.com
fotografias permaneceu de uma época para a outra.”
Atividades • No Brasil
No Brasil
Com o objetivo principal de relacionar os
11. Os fenômenos cíclicos, isto é, que se
Homem tirando fotografia de uma família, 1873. Menina fotografando sua família, 2015.

a ) Faça uma descrição da fonte A. Descreva também a fonte B. conteúdos trabalhadosGiz com de a história e a
b ) Quais as principais diferenças entre as câmeras fotográficas retratadas nessas repetem periodicamente, podem Ce
ra

realidade brasileiras, essa subseção visa


/L
duas fontes? eo
c ) Leia as frases e reescreva no caderno aquela que você considera correta. Depois, ser representados em um calen-

Fa
comente com os colegas a frase que você escolheu e o porquê de sua escolha.

despertar nos alunos a percepção de que

n ell
• “O formato e os materiais usados na fabricação das duas câmeras retratadas dário de formato circular. Muitos

i
são os mesmos.”
• “Apesar das diferenças entre as duas câmeras retratadas, o hábito de tirar
fotografias permaneceu de uma época para a outra.”
povos indígenas que habitam aquilo que aconteceu ou acontece no
o Brasil utilizam, além do
mundo de alguma forma está relacionado
No Brasil
11. Os fenômenos cíclicos, isto é, que se
repetem periodicamente, podem
Giz
de
Ce calendário gregoriano, um
com o Brasil, e vice-versa.
ra
/ Le
o
ser representados em um calen-
dário de formato circular. Muitos
Fa
n
ell
calendário de suas ativida-
i
povos indígenas que habitam
o Brasil utilizam, além do
calendário gregoriano, um
des cíclicas anuais. Observe
calendário de suas ativida-
des cíclicas anuais. Observe o calendário criado por al-
o calendário criado por al-
guns professores indígenas
no Parque Indígena do Xingu,
guns professores indígenas a ) Quais atividades os povos indígenas do Xingu realizam no mês de janeiro?
no Mato Grosso.
no Parque Indígena do Xingu, b ) E no mês de abril, quais atividades realizam?
no Mato Grosso.
c ) Com base na análise desse calendário, dê outros exemplos da ação do tempo
Calendário de povo
indígena que vive no Xingu.

da natureza nas atividadesab))dos povos do Xingu.


Quais atividades os povos indígenas do Xingu realizam no mês de janeiro?

Capítulo 1
Fonte de pesquisa: GEOGRAFIA Indígena: Parque Indígena do Xingu/
Instituto Socioambiental. Brasília: MEC/SEF/DPEF, 1996, p. 55. E no mês de abril, quais atividades realizam?
28 c ) Com base na análise desse calendário, dê outros exemplos da ação do tempo
Calendário de povo d ) Produza em seu caderno um calendário
da natureza nas atividades dossemelhante
povos do Xingu. ao dos povos do Xingu.
d ) Produza em seu caderno um calendário semelhante ao dos povos do Xingu.
indígena que vive no Xingu. Nesse calendário anote, porNesse exemplo,
calendário anote, os meses
por exemplo, os meses em que
em que você você
frequenta a es- frequenta a es-
g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd 28 10/10/18 4:33 PM
cola, os meses em que tem férias, o mês do seu aniversário etc. Ilustre-o com

cola, os meses em que tem férias, de um colega e o mêsas semelhanças


do seu aniversário
desenhos que representem suas atividades anuais. Depois, compare-o com o
verifiquem e as diferenças etc. Ilustre-o com
entre as atividades

Fonte dedesenhos que representem suas atividades anuais. Depois, compare-o com o
realizadas por vocês.
pesquisa: GEOGRAFIA Indígena: Parque Indígena
no cadernodoumaXingu/

Atividades • Trabalho em grupo


12. Faça linha do tempo da sua vida e registre nela os fatos que

de umSocioambiental.
Instituto colega e verifiquem as semelhanças e as diferenças entre as atividades
você considera mais importantes. Depois, apresente-a aos colegas.
Brasília: MEC/SEF/DPEF, 1996, p. 55.
Trabalho em grupo

Com o objetivo de 28promover a interação entre os realizadas por vocês. 13. Entreviste uma pessoa (parente, vizinho, amigo) com mais de 50 anos. Veja as
orientações a seguir.

alunos, essa subseção propõe temas a serem 12. Faça no caderno uma linha do tempo
mo era da sua
a escola, as brincadeiras, vida e registre nela os fatos que
• Pergunte como eram os costumes na época da infância dela, por exemplo: co-
o vestuário.

você considera mais importantes. Depois, apresente-a aos colegas.


• Anote as perguntas que foram feitas e as respostas que foram dadas.
pesquisados em grupo. Cabe ao professor auxiliar • Se possível, produza ilustrações para representar os acontecimentos narrados
pela pessoa entrevistada.
• Depois, escreva um texto sobre o que foi possível descobrir por meio da entre-
os alunos nas g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd
diferentes etapas 28 que compõem Trabalho em grupo vista. Aponte também as semelhanças
o tempo presente.
e as diferenças
10/10/18 4:33 PMentre a época passada e

um trabalho de pesquisa, desde a seleção do 13. Entreviste uma pessoa (parente,


• Mostre esse texto aos colegas e conte como foi a experiência de entrevistar
vizinho, amigo) com mais de 50 anos. Veja as
uma pessoa mais velha.

material de consulta até a elaboração de um orientações a seguir. Refletindo sobre o capítulo


Agora que você finalizou o estudo deste capítulo, faça uma autoavaliação de seu

texto, individual ou coletivo, com os resultados • Pergunte como eram os costumes



aprendizado. Verifique se você compreende as afirmações a seguir.
na época da infância dela, por exemplo: co-
A análise de fontes históricas faz parte do processo de produção do saber his-
tórico.

da pesquisa. Em muitos casos, com o intuito de mo era a escola, as brincadeiras, o vestuário.


• Existem diferentes formas de registro que podem ser utilizadas para a produ-
ção dos saberes históricos.

• Anote as perguntas que foram


• As noções temporais são fundamentais para os estudos históricos.
promover a socialização dos resultados da • feitas e as respostas que foram dadas.
Existem diferentes maneiras de se compreender as noções de tempo, entre
elas o tempo da natureza, o tempo cronológico e o tempo histórico.

pesquisa, é proposto aos alunos a confecção de • Se possível, produza ilustrações



para representar os acontecimentos narrados
No estudo da História, é importante verificar as continuidades e as rupturas
que envolvem os processos históricos.

pela pessoa entrevistada. Após refletir sobre essas afirmações, converse com os colegas e o professor

cartazes e a montagem de exposições. para certificar-se de que todos compreenderam os conteúdos e as habilidades
trabalhados neste capítulo.

• Depois, escreva um texto sobre o que foi possível descobrir por meio da entre-
Verificar se os alunos têm uma postura 29

vista. Aponte também as semelhanças e as diferenças entre a época passada e


colaborativa ao trabalhar em equipe é um dos o tempo presente. g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd 29 10/10/18 4:33 PM

pontos essenciais da avaliação do professor. • Mostre esse texto aos colegas e conte como foi a experiência de entrevistar
uma pessoa mais velha.

Discutindo a história
Refletindo sobre o capítulo
9. A arqueóloga brasileira Niède Guidon levantou uma grande polêmica entre os
estudiosos quando, na década de 1970, passou a afirmar que o povoamento da Agora que você finalizou o estudo deste capítulo, faça uma autoavaliação de seu
aprendizado. Verifique se você compreende as afirmações a seguir.
América teria ocorrido há pelo menos 50 mil anos. Leia o artigo a seguir, publi-
cado em 20/11/2006.

Atividades • Discutindo
• A análise de a história
A arqueóloga Niède Guidon riu adversário intelectual de Guidon.
por último. Evidências apresentadas
ontem indicam que as ferramentas
“Ela merece esses louros”, disse, re-
ferindo-se à colega.
fontes históricas faz parte do processo de produção do saber his-
de pedra descobertas pela pesquisa- Os artefatos têm causado contro- tórico.
dora no Boqueirão da Pedra Furada, vérsia desde a sua descoberta, em
O principal objetivo dessa subseção é
• Existem diferentes formas de registro que podem ser utilizadas para a produ-
em São Raimundo Nonato, foram 1978. Eles foram achados juntamen-
mesmo feitas por seres humanos e te com supostas fogueiras no abrigo,
têm entre 33 mil e 58 mil anos de
idade. São, portanto, a evidência mais
cujo carvão foi datado em até 50 mil
anos. Uma datação realizada depois Discutindo a história apresentar
ção dos saberes temas polêmicos e geradores de
históricos.
antiga da ocupação da América. na Austrália recuou a idade ainda

•debates.
9. A arqueóloga brasileira Niède Guidon Em grande
muitos casos,entre
sãopara
osapresentadas
mais: 58 mil anos.
Durante mais de duas décadas
Guidon, paulista de origem francesa, O problema era que, naquela épo- Aslevantou
noções temporais
uma sãopolêmica
fundamentais os estudos históricos.
opiniões a diferentes que o sobrede seum mesmo as noções de tempo, entre
ca, as evidências apontavam que a

• Existem
foi ridicularizada por seus colegas
por propor uma idade tão antiga pa-
ra os instrumentos. Mas uma análise
presença humana tinha no máximo
15 mil anos no continente. [...]
estudiosos quando, na década de 1970, passoudiferentes
afirmar maneiras povoamento da
compreender
das ferramentas da Pedra Furada
apresentada ontem por Éric Boëda,
Pedras rolantes América teria ocorrido há pelo menoselas
50 mil
assunto,anos.oda
o tempo Leia
que o artigo oatempo
seguir,aos
possibilita
natureza, publi-
alunos
cronológico e o tempo histórico.
[...] Os arqueólogos sempre se re-
da Universidade de Paris, e Emílio cusaram a aceitar as datas de Guidon. cado em 20/11/2006. • No estudo da História,
Fogaça, da Universidade Católica de
Goiás, silenciaram os críticos. “Do
As fogueiras, argumentavam, pode-
riam muito bem ter sido produto de desenvolverem a épercepção
importante verificar
de queasacontinuidades e as rupturas
meu ponto de vista, esta é uma evi- combustão espontânea e não havia
A arqueóloga Niède Guidon riu que envolvem
adversário os processos históricos.
dência incontestável de que os
artefatos foram feitos por humanos”,
ossos de animais ou humanos no lo-
cal. “O que acontecia até agora História não éintelectual
feita dede Guidon. absolutas e
verdades
disse à Folha o arqueólogo Walter também é que alguns colegas [esta- Após refletir sobre
por último. Evidências apresentadas “Ela merece esses essas louros”,
afirmações, converse
disse, re- com os colegas e o professor
Neves, da USP, até então principal dunidenses] diziam que os objetos
que um assunto,
para certificar-se
mesmo que aparentemente
ontem indicam que as ferramentas ferindo-se àdecolega.
que todos compreenderam os conteúdos e as habilidades
já esteja esgotado,
neste capítulo.sempre pode ser
Zuleika de Souza/CB/D.A Press

trabalhados
de pedra descobertas pela pesquisa- Os artefatos têm causado contro-
dora no Boqueirão da Pedra Furada, vérsia desdeAlém
reinterpretado. a suadisso, os alunos
descoberta, em são
em São Raimundo Nonato, convidados
foram 1978.a Eles
expressar suas juntamen-
foram achados próprias opiniões. 2
mesmo feitas por seres humanos e te com supostas fogueiras no abrigo,
têm entre 33 mil e 58 mil anos de cujo carvão foi datado em até 50 mil
idade. São, portanto, a evidência mais anos. Uma datação realizada depois
Niède Guidon, arqueóloga brasileira. Fotografia de 2005.

54

antiga da ocupação da América. na Austrália recuou a idade ainda


g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd 29 10

Durante mais de duas décadas mais: 58 mil anos.


g20_ftd_lt_6vsh_c2_p042a055.indd 54 10/10/18 4:36 PM

Guidon, paulista de origem francesa, O problema era que, naquela épo- XI


foi ridicularizada por seus colegas ca, as evidências apontavam que a
por propor uma idade tão antiga pa- presença humana tinha no máximo
ra os instrumentos. Mas uma análise 15 mil anos no continente. [...]
das ferramentas da Pedra Furada Pedras rolantes
_g20_ftd_mp_6vsh_ger_p001a048.indd 11 apresentada ontem por Éric Boëda, [...] Os arqueólogos sempre se re- 10/11/18 4:28 PM
Livros Filmes Sites
Boxe com indicação Boxe que indica filmes e Boxe que apresenta sites
de livros adequados documentários, de acordo relacionados a assuntos
à faixa etária dos com a faixa etária dos específicos que se
leitores de cada alunos, cujo enredo tenha conectam ao capítulo.
volume da coleção. relação com o tema Seu objetivo é suscitar o
Além de buscar o abordado. A intenção é interesse pela pesquisa,
desenvolvimento da aproximar os alunos dos estimulando e orientando
competência leitora, conteúdos por meio desse os alunos a acessarem sites
tem como objetivo tipo de recurso que confiáveis e de interesse
estimular o interesse desenvolve a análise fílmica, comum. Esse boxe aparece
pela pesquisa e o mobilizando os sentidos do em momentos oportunos
prazer da leitura. corpo humano e as para que professor e alunos
emoções, além de trabalhem juntos e
proporcionar a formação do explorem conteúdos
pensamento crítico e a complementares.
relação do indivíduo com a
realidade que o rodeia e
com o mundo.

A compreensão da noção de tempo


Glossário
Capítulo 1

Algumas palavras ao longo da obra


O tempo é fundamental para os estudos históricos. Existem, no entanto, diferentes
maneiras de compreender o tempo. Vamos conhecer a seguir algumas delas.

Tempo da natureza
Existe o tempo que passa naturalmente e não depende da
podem ser novas para os alunos ou podem
Cultura: conjunto de conhecimentos,

suscitar dúvidas quanto ao sentido utilizado


A compreensão da noção de tempo
vontade humana, ou seja, não é cultural. Esse é o chamado tempo costumes, valores, crenças, tradições,
entre outros, que podem ser
da natureza, que pode ser percebido, por exemplo, pelo cresci-
Capítulo 1

transmitidos de geração a geração


mento das árvores e pelo envelhecimento das pessoas. em um determinado grupo social.

Tempo cronológico no texto. Assim, buscando expandir o


O tempo é fundamental para os estudos históricos. Existem, no entanto, diferentes vocabulário dos alunos, essa seção
Diferentemente do tempo da natureza, o tempo cronológico é medido, contado.
Esse tempo é um elemento cultural, pois foi o ser humano que criou as diversas

maneiras de compreender o tempo. Vamos conhecer a seguir algumas delas.


formas de medição do tempo.

apresenta significados de conceitos e


O tempo cronológico pode ser dividido em unidades de medida: segundo, minuto,
hora, dia, mês, ano etc. Atualmente, os principais instrumentos usados para medir a
passagem do tempo cronológico são o relógio e o calendário.

expressões, nas mesmas páginas em


Tempo da natureza
Herrndorff/Shutterstock.com

que eles aparecem. Caso surjam


Existe o tempo que passa naturalmente e não depende da Cultura: conjunto de conhecimentos,
vontade humana, ou seja, não é cultural. Esse é o chamado tempo costumes, valores, crenças, tradições,
dúvidas sobre o significado de
da natureza, que pode ser percebido, por exemplo, pelo cresci-
entre outros, que podem ser
transmitidos de geração a geração
outras palavras, o professor deve
mento das árvores e pelo envelhecimento das pessoas. em um determinado grupo social. estimular o uso de dicionários,
sempre buscando orientar os alunos
As pessoas que trabalham em uma fábrica, por exemplo, têm suas atividades reguladas principalmente

Tempo cronológico
pelo tempo do relógio. Acima, trabalhadores em uma fábrica de automóveis. Fotografia de 2018.

Tempo histórico quanto ao sentido com que a


expressão foi empregada na obra.
O tempo cronológico, como vimos, pode ser marcado por instrumen-
Diferentemente do tempo da natureza, o tempo cronológico é medido, contado.
tos de medição, por exemplo, o relógio e o calendário, pois sua conta-
gem é feita com unidades fixas de medida, como a hora, o dia ou o ano.
O arteiro e o tempo
Luis Fernando Verissimo.
São Paulo: Berlendis e

Esse tempo é um elemento cultural,


O tempo histórico, pois
por sua vez, possui foiritmos
diferentes o eser
durações,humano
pode ser verificado principalmente por meio das permanências e trans-
e que criou as diversas Vertecchia, 2006.
Nesse livro, uma criança
conversa com o tempo

formas de medição do tempo.


formações que ocorrem nas sociedades. São os historiadores que, em
seu trabalho, analisam os elementos que caracterizam o tempo histórico.
sobre as transformações
que ocorrem ao longo da
vida e em diferentes épocas.

17
O tempo cronológico pode ser dividido em unidades de medida: segundo, minuto,
hora, dia, mês, ano etc. Atualmente, os principais instrumentos usados para medir a
g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd 17 10/10/18 4:32 PM

passagem do tempo cronológico são o relógio e o calendário.


Herrndorff/Shutterstock.com

XII

_g20_ftd_mp_6vsh_ger_p001a048.indd 12 10/11/18 4:28 PM


de social entre as ordens, já que as diferentes

Bibliote
condições sociais eram entendidas como uma
vontade divina. Além disso, contribuía para justi-
ficar a posição de domínio da Igreja, colocando-a
acima do restante da sociedade.

Iluminura extraída de manuscrito do


século XIII que representa membros
das três ordens medievais.

Suseranos e vassalos

Arquivo da Coroa de Aragão, Barcelona, Espanha/AISA/Bridgeman Images/Easypix


A sociedade feudal era dominada por grandes
proprietários de terras que detinham poderes
econômicos e políticos. Esses proprietários
estabeleciam laços de suserania e de vassalagem.
O vassalo era um nobre que seA vinculava
“criação” das três ordens
a outro nobre
A organização da sociedade feudal em três ordens era justificada por um modelo
mais poderoso, esperando receber proteção
ideológico e terras.
criado pelos pensadores da Igreja. De acordo com esse modelo, desde que
o mundo foi criado por Deus, foram distribuídas tarefas diferentes para cada grupo
O suserano, doador dos benefícios,
humano: os contava com
nobres (bellatores) a lutar para proteger o povo; os membros do
deviam
clero (oratores) deviam orar pela salvação de todos; e os camponeses (laboratores)
fidelidade e a prestação de algumas obrigações
para sustentar a por

Explorando a imagem
deviam trabalhar todos.

parte de seu vassalo, principalmente ajuda militar em


De acordo com a Igreja, essas três ordens eram

Biblioteca Britânica, Londres, Inglaterra


dependentes entre si, o que contribuía para o bom
tempo de guerra. funcionamento da sociedade.

Nessa seção são propostas questões Historiadores contemporâneos, no entanto, de-


fendem que essa divisão legitimava a desigualda-

de análise de imagens, como pinturas,


de social entre as ordens, já que as diferentes
condições sociais eram entendidas como uma
vontade divina. Além disso, contribuía para justi-

fotografias, charges e mapas. Os


ficar a posição de domínio da Igreja, colocando-a
acima do restante da sociedade.

questionamentos propostos estimulam Iluminura extraída de manuscrito do


século XIII que representa membros

Explorando a imagem das três ordens medievais.

o aluno a observar a imagem de Suseranos e vassalos

Arquivo da Coroa de Aragão, Barcelona, Espanha/AISA/Bridgeman Images/Easypix


a ) Descreva a cena representada na iluminura.
maneira mais atenta, descrevendo-a e
A sociedade feudal era dominada por grandes
proprietários de terras que detinham poderes

b ) Como é possível identificar na imagem quem é o econômicos e políticos. Esses proprietários


estabeleciam laços de suserania e de vassalagem.

percebendo o contexto em que ela foi


O vassalo era um nobre que se vinculava a outro nobre
vassalo e quem é o suserano? mais poderoso, esperando receber proteção e terras.
O suserano, doador dos benefícios, contava com a
fidelidade e a prestação de algumas obrigações por

produzida, conhecendo seu autor e parte de seu vassalo, principalmente ajuda militar em
tempo de guerra.

época de produção. Ao estabelecer


relações entre a imagem e o conteúdo Explorando a imagem
a ) Descreva a cena representada na iluminura.
b ) Como é possível identificar na imagem quem é o

do capítulo, o aluno desenvolve um olhar Iluminura do século XII.


vassalo e quem é o suserano?

mais crítico para as representações de


200
sujeitos e acontecimentos históricos. Com você conheceu a importância dos
13. Neste capítulo,
Iluminura do século XII.

rios para os mesopotâmicos.

Capítulo 3
200

base nos tipos de questionamentos Assim propostos


como eles, povos de diversos lugares do mundo se fixaram próximo aos
rios para obter água para beber, banhar-se, irrigar suas plantações e desenvolver
nessa seção, o professor poderá atambém, com os
g20_ftd_lt_6vsh_c8_p198a205.indd 200 10/10/18 4:33 PM

pecuária.
alunos, explorar outras imagens do capítulo.
g20_ftd_lt_6vsh_c8_p198a205.indd 200 10/10/18 4:33 PM

a ) Pesquise em jornais, revistas ou na internet informações sobre pessoas que


vivem nas proximidades de rios no Brasil.
b ) Procure saber, por exemplo: a importância que o rio tem para as pessoas; co-
mo suas águas são utilizadas; se o rio está poluído ou não; o que as pessoas
fazem para preservá-lo; se o rio é

Edu Lyra/Pulsar Imagens


utilizado como via de transporte;
quais as dificuldades enfrentadas
pelos moradores e o que fazem
para superá-las etc.
c ) Produza um cartaz com as infor-
mações pesquisadas. Se possível,
ilustre o cartaz com imagens.
d ) Depois, leve o cartaz paraRefletindo
a sala sobre o capítulo
13. Neste capítulo, você conheceu a importância dos rios para os mesopotâmicos.
de aula e apresente-o aos colegas.
Seção fixa localizada ao final de todos os
Capítulo 3

Assim como eles, povos de diversos lugares do mundo se fixaram próximo aos
rios para obter água para beber, banhar-se, irrigar suas plantações e desenvolver
a pecuária.
a ) Pesquise em jornais, revistas ou na internet informações sobre pessoas que
vivem nas proximidades de rios no Brasil.
capítulos da coleção. Trata-se de uma síntese
Embarcações atracadas na margem
das principais ideias e habilidades desenvolvidas
b ) Procure saber, por exemplo: a importância que o rio tem para as pessoas; co-
mo suas águas são utilizadas; se o rio está poluído ou não; o que as pessoas do rio Arari, na Vila Jenipapo, durante
fazem para preservá-lo; se o rio é
Edu Lyra/Pulsar Imagens

o período da seca. Santa Cruz do


em cada capítulo, as quais, se forem
utilizado como via de transporte;
quais as dificuldades enfrentadas
pelos moradores e o que fazem Arari (PA), 2017.
compreendidas pelos alunos, indicam
para superá-las etc.
c ) Produza um cartaz com as infor-
mações pesquisadas. Se possível,
ilustre o cartaz com imagens.
d ) Depois, leve o cartaz para a sala um bom aprendizado sobre os principais
de aula e apresente-o aos colegas.

Embarcações atracadas na margem


do rio Arari, na Vila Jenipapo, durante
Refletindo sobre o capítulo temas abordados. Apresentada na
forma
Agora que você finalizou o estudo deste capítulo, faça de
umauma autoavaliação,
autoavaliação de seu seu
o período da seca. Santa Cruz do
Arari (PA), 2017.

aprendizado. Verifique se você compreende as afirmações a seguir.


principal objetivo é estimular nos
Refletindo sobre o capítulo
Agora que você finalizou o estudo deste capítulo, faça uma autoavaliação de seu
aprendizado. Verifique se você compreende as afirmações a seguir. • Os rios Tigre e Eufrates eram muito importantes
alunos paraa os mesopotâmicos,
autonomia emque relação à
• Os rios Tigre e Eufrates eram muito importantes para os mesopotâmicos, que
praticavam a agricultura em campos localizados em suas margens, utilizando
aprendizagem. Cabe ao professor,
praticavam a agricultura em campos localizados em suas margens, utilizando
canais de irrigação.
• Os sumérios inventaram a escrita cuneiforme, um dos mais antigos sistemas canais de irrigação.
de escrita conhecidos.
no entanto, criar um espaço de
• O alfabeto fenício é a base de muitos alfabetos modernos, entre eles o alfabe-
to latino, que usamos no Brasil. • Os sumérios inventaram a escrita cuneiforme, um dos mais antigos sistemas
• Os fenícios desenvolveram muitas atividades comerciais na região do Mar Medi-
terrâneo, sendo responsáveis também pelo intercâmbio cultural entre os povos. de escrita conhecidos. diálogo entre seus alunos, também
• A Torá é o documento escrito que contém os ensinamentos religiosos judaicos,
considerada uma importante forma de registro dessa sociedade na Antiguidade. comomodernos,
• O alfabeto fenício é a base de muitos alfabetos forma de constatar
entre lacunas no
eles o alfabe-
• O Império Persa foi um dos maiores da Antiguidade e criou uma organizada
estrutura administrativa que favorecia a circulação de informações.
Após refletir sobre essas afirmações, converse com os colegas e o professor
to latino, que usamos no Brasil. processo de ensino-aprendizagem.
• Os fenícios desenvolveram muitas atividades comerciais na região do Mar Medi-
para certificar-se de que todos compreenderam os conteúdos e as habilidades
trabalhados neste capítulo.

terrâneo, sendo responsáveis também pelo intercâmbio cultural entre os povos.


85

g20_ftd_lt_6vsh_c3_p080a085.indd 85
• A Torá é o documento escrito que contém os ensinamentos religiosos judaicos,
10/10/18 3:45 PM

considerada uma importante forma de registro dessa sociedade na Antiguidade.


• O Império Persa foi um dos maiores da Antiguidade e criou uma organizada
estrutura administrativa que favorecia a circulação de informações.
Após refletir sobre essas afirmações, converse com os colegas e o professor
para certificar-se de que todos compreenderam os conteúdos e as habilidades XIII
trabalhados neste capítulo.

85

_g20_ftd_mp_6vsh_ger_p001a048.indd 13 10/11/18 4:28 PM


Manual do professor
O Manual do professor apresentado gunda parte do manual, por sua vez, é
nesta coleção é organizado em duas partes. composta pelas orientações nas laterais e
Na primeira, que está localizada no início nos rodapés, que buscam subsidiar e com-
de cada volume, estão presentes as infor- plementar o trabalho em sala de aula. A se-
mações gerais sobre a coleção, as relações guir, veja as características das seções pre-
estabelecidas com a BNCC e a fundamen- sentes neste manual.
tação teórico-metodológica adotada. A se-

Objetivos do capítulo
No início de cada capítulo, são apresentados os objetivos
a serem desenvolvidos pelos alunos. Você pode utilizar
esta seção como modo de orientar suas aulas e também
para acompanhar o aprendizado dos alunos.

Orientações gerais
A fim de orientar o trabalho com os
conteúdos, serão apresentadas Indicações de outras fontes
instruções, informações complementares, As Orientações gerais também
sugestões e outras orientações que irão apresentam indicações de livros, sites e
auxiliá-lo na condução da aula. filmes para ampliar seus conhecimentos.

XIV

_g20_ftd_mp_6vsh_ger_p001a048.indd 14 10/11/18 4:28 PM


BNCC
Nesta seção são indicadas as relações entre os
conteúdos da coleção e a BNCC. Assim, são elencados os temas
contemporâneos, as competências gerais, as competências
específicas para a área de Ciências Humanas e para o
componente curricular História, bem como as habilidades.

Refletindo sobre o capítulo Integrando saberes


Ao final de cada capítulo são apresentadas Este boxe apresenta as relações de
orientações para o professor explorar essa determinados conteúdos com outros
seção com os alunos, auxiliando-os na componentes curriculares,
autoavaliação e verificando o possibilitando uma articulação entre
desenvolvimento das habilidades da BNCC. as diferentes áreas do conhecimento.

XV

_g20_ftd_mp_6vsh_ger_p001a048.indd 15 10/11/18 4:28 PM


Respostas
Este boxe é utilizado sempre que houver
necessidade de apresentar resposta às questões
nas laterais ou nos rodapés.

Material digital Material audiovisual


Esta seção apresenta sugestões de Nas indicações relacionadas a este tipo de
momentos ao longo do conteúdo para material, são apresentadas sugestões de
se abordar o material digital arquivo de áudios e vídeos que
(sequências didáticas, projetos possibilitam uma complementação do
integradores e avaliações). conteúdo abordado no livro do aluno.

XVI

_g20_ftd_mp_6vsh_ger_p001a048.indd 16 10/11/18 4:28 PM


Sugestão de atividade
Serão indicadas sugestões de atividades
a serem abordadas pelo professor com a
turma, para aprofundar os conteúdos
quando oportuno.

Textos complementares Análise de imagem


Nas Orientações gerais também Nas Orientações gerais você também
serão apresentados textos que vai encontrar análises de imagens para realizar
poderão contribuir com a sua com os alunos. Essas propostas vão aparecer
formação ou serem utilizados no numeradas e comentadas para subsidiar a
trabalho com os alunos. abordagem dos recursos que constam na página.

XVII

_g20_ftd_mp_6vsh_ger_p001a048.indd 17 10/11/18 4:28 PM


Material digital
Esta coleção oferece um Material digital • Projeto integrador que articula objetos
que foi elaborado para contribuir com a or- de conhecimento e habilidades de dife-
ganização do trabalho do professor em sala rentes componentes curriculares.
de aula. Assim como este manual, o Material
digital apresenta recursos que propiciam o Projeto integrador
desenvolvimento de objetos de conheci-
Cada plano de desenvolvimento apre-
mento e habilidades em consonância com a
senta um projeto integrador. Além de via-
Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Esses recursos são organizados em: planos bilizar o trabalho com componentes curri-
de desenvolvimento, projetos integradores, culares integrados, este recurso é organi-
sequências didáticas, propostas de acom- zado em etapas conduzidas de modo a au-
panhamento das aprendizagens e material xiliar na gestão da sala de aula e no acom-
audiovisual. panhamento das aprendizagens dos alu-
nos. Cada etapa desenvolve atividades di-
Cada um dos elementos que compõem o
Material digital está estruturado em bi- recionadas à elaboração de um produto fi-
mestres e alinhado a esta coleção. Neste nal a ser apresentado pelos alunos aos seus
Manual do professor, são identificadas familiares, a toda a comunidade escolar ou
oportunidades para aplicação deles junto à comunidade em geral.
aos alunos. Vale salientar que essas opor-
tunidades configuram um complemento ao Sequências didáticas
trabalho em sala de aula, portanto não de- Para cada bimestre são apresentadas
vem ser consideradas como as únicas fer- três sequências didáticas.
ramentas de ensino.
As sequências didáticas são atividades
A seguir, são descritos mais detalhes sobre
complementares, independentes do livro
os elementos que compõem esse material.
do aluno, conduzidas de modo a auxiliar na
Plano de desenvolvimento gestão da sala de aula e com orientações a
Cada bimestre apresenta um plano de respeito do acompanhamento das aprendi-
desenvolvimento. zagens dos alunos. Esses recursos se orga-
O plano de desenvolvimento apresenta nizam com base em objetivos de aprendi-
um panorama da distribuição dos objetos zagens relacionados aos objetos de conhe-
de conhecimento e suas respectivas habili- cimento e às habilidades propostos no pla-
dades da BNCC em cada bimestre do livro no de desenvolvimento para cada bimestre.
do aluno. Além disso, este elemento reúne
orientações que podem auxiliar o trabalho Proposta de acompanhamento
do professor em diversos momentos. Se- da aprendizagem
guem algumas delas.
• Práticas didático-pedagógicas relacio- O Material digital oferece ferramentas
nadas às habilidades desenvolvidas em bimestrais para contribuir no processo de
cada bimestre. acompanhamento da aprendizagem dos
• Práticas recorrentes na sala de aula que objetos de conhecimento e habilidades de-
favorecem o desenvolvimento de habi- senvolvidos a cada bimestre. Cada propos-
lidades vinculadas aos conteúdos do ta de acompanhamento da aprendizagem é
bimestre. composta por uma avaliação e uma ficha
• Objetivos de aprendizagem e habilida- de acompanhamento das aprendizagens.
des essenciais para os alunos avança-
rem nos estudos. Avaliação
• Indicações de livros, filmes, sites, entre
outras fontes de pesquisa e consulta Cada avaliação apresenta dez questões
que se relacionam aos conteúdos do em uma estrutura pronta para ser entregue
bimestre. aos alunos.

XVIII

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Essas avaliações são acompanhadas por dividuais e podem auxiliar o trabalho do
gabaritos que contemplam as respostas cor- professor, principalmente, nas reuniões do
retas, possíveis interpretações das respostas conselho de classe e no atendimento dos
dos alunos e sugestões de reorientação de pais ou responsáveis pelos alunos.
planejamento, de modo a contribuir com o
acompanhamento das aprendizagens dos Material audiovisual
alunos. Além disso, as avaliações apresen-
tam uma grade de correção com o objetivo de O material digital audiovisual é direcio-
facilitar a aferição das habilidades avaliadas. nado aos alunos e composto por áudios e
vídeos que podem ser utilizados para sin-
tetizar os assuntos estudados, aprofundar
Ficha de acompanhamento
das aprendizagens conceitos ou contribuir para a compreensão
de determinados conteúdos.
As fichas de acompanhamento das
aprendizagens são instrumentos que pos- Esse material é direcionado ao estudante
sibilitam uma aferição de aprendizagem e tanto o livro do aluno quanto este manual
objetiva em relação aos objetivos de apren- identificam oportunidades em que os áudios
dizagem do bimestre. Essas fichas são in- e vídeos sugeridos podem ser trabalhados.

A Base Nacional Comum Curricular


A Base Nacional Comum Curricular
necessidades, as possibilidades e os inte-
(BNCC) tem como objetivo definir as apren-
resses dos estudantes e, também, com os
dizagens essenciais que os alunos desen-
desafios da sociedade contemporânea.
volverão de modo progressivo ao longo das
Isso supõe considerar as diferentes in-
etapas da educação básica. Em consonân-
fâncias e juventudes, as diversas cultu-
cia com as Diretrizes Curriculares Nacio- ras juvenis e seu potencial de criar novas
nais da Educação Básica, esse documento formas de existir.
normativo apresenta uma concepção de BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum
educação baseada em princípios éticos, Curricular. 2017. p. 14. Disponível em: <http://basenacionalcomum.
mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018.
políticos e estéticos que favorecem a for-
mação integral dos estudantes.
Na etapa do Ensino Fundamental (Anos
Nesse sentido, a BNCC valoriza a forma- Finais), a BNCC sugere que seja feito um
ção cognitiva dos alunos, mas também re- trabalho de retomada e aprofundamento
conhece a necessidade de trabalhar com do que foi desenvolvido na etapa dos Anos
aspectos socioemocionais, buscando com- Iniciais, principalmente por causa da maior
bater problemas como o preconceito e va- especialização assumida pelos compo-
lorizar a diversidade. Além disso, a BNCC nentes curriculares. Nos Anos Finais, os
apresenta orientações para a construção alunos devem fortalecer também sua au-
de uma sociedade justa, democrática, in- tonomia ao refletir de modo crítico, reali-
clusiva e preocupada com os problemas zando argumentações coerentes, análises
contemporâneos. embasadas criteriosamente e buscando
sempre valorizar o diálogo e os princípios
Independentemente da duração da dos direitos humanos.
jornada escolar, o conceito de educação
Nesse período da vida escolar, os estu-
integral com o qual a BNCC está compro-
dantes vivenciam uma etapa de transição à
metida se refere à construção intencio-
adolescência, o que impõe muitos desafios
nal de processos educativos que promo-
em relação à formação de sua personalidade,
vam aprendizagens sintonizadas com as
por exemplo. Eles também estão inseridos

XIX

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em uma cultura digital em ascensão, que contribuir para evitar análises superficiais,
deve ser pouco a pouco incorporada pela fragmentadas e imediatistas, buscando
escola de modo crítico e responsável. Con- fornecer subsídios para o desenvolvimento
siderando esse contexto, a BNCC pretende pleno, social e pessoal dos alunos.

As competências da BNNC
A organização da BNCC foi estabelecida nas atividades e nas propostas disponibili-
por meio da definição de competências ge- zadas nas orientações ao professor. Nes-
rais, competências específicas de área e ses momentos, os alunos serão incentiva-
competências específicas dos componen- dos a realizar reflexões que os levem a de-
tes curriculares. senvolver seu senso crítico e sua capaci-
Nesta coleção, as competências gerais dade de mobilização social diante dos de-
serão trabalhadas ao longo dos conteúdos, safios contemporâneos.

Competências gerais da BNCC


1 Valorizar e utilizar os conhecimentos historica- 6 Valorizar a diversidade de saberes e vivências
mente construídos sobre o mundo físico, so- culturais e apropriar-se de conhecimentos e
cial, cultural e digital para entender e explicar experiências que lhe possibilitem entender as
a realidade, continuar aprendendo e colaborar relações próprias do mundo do trabalho e fazer
para a construção de uma sociedade justa, de- escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e
mocrática e inclusiva. ao seu projeto de vida, com liberdade, autono-
mia, consciência crítica e responsabilidade.
2 Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à
abordagem própria das ciências, incluindo a in- 7 Argumentar com base em fatos, dados e infor-
vestigação, a reflexão, a análise crítica, a ima- mações confiáveis, para formular, negociar e
ginação e a criatividade, para investigar cau- defender ideias, pontos de vista e decisões co-
sas, elaborar e testar hipóteses, formular e muns que respeitem e promovam os direitos
resolver problemas e criar soluções (inclusive humanos, a consciência socioambiental e o con-
tecnológicas) com base nos conhecimentos sumo responsável em âmbito local, regional e
das diferentes áreas. global, com posicionamento ético em relação ao
cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
3 Valorizar e fruir as diversas manifestações ar-
tísticas e culturais, das locais às mundiais, e 8 Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde
também participar de práticas diversificadas física e emocional, compreendendo-se na diver-
da produção artístico-cultural. sidade humana e reconhecendo suas emoções
e as dos outros, com autocrítica e capacidade
4 Utilizar diferentes linguagens ‒ verbal (oral ou
para lidar com elas.
visual-motora, como Libras, e escrita), corpo-
ral, visual, sonora e digital ‒, bem como conhe- 9 Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de
cimentos das linguagens artística, matemática conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e
e científica, para se expressar e partilhar in- promovendo o respeito ao outro e aos direitos
formações, experiências, ideias e sentimentos humanos, com acolhimento e valorização da di-
em diferentes contextos e produzir sentidos versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus
que levem ao entendimento mútuo. saberes, identidades, culturas e potencialidades,
sem preconceitos de qualquer natureza.
5 Compreender, utilizar e criar tecnologias digi-
tais de informação e comunicação de forma 10 Agir pessoal e coletivamente com autonomia,
crítica, significativa, reflexiva e ética nas di- responsabilidade, flexibilidade, resiliência e de-
versas práticas sociais (incluindo as escolares) terminação, tomando decisões com base em
para se comunicar, acessar e disseminar infor- princípios éticos, democráticos, inclusivos,
mações, produzir conhecimentos, resolver pro- sustentáveis e solidários.
blemas e exercer protagonismo e autoria na
vida pessoal e coletiva.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 2017. p. 9-10.


Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018.

XX

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O trabalho com desenvolvimento das tências gerais (CG), auxiliando os alunos a
competências gerais auxilia os alunos a es- mobilizar seus conhecimentos para se tor-
tabelecer relações com sua vida cotidiana, narem pessoas atuantes na sociedade. Leia
resolver problemas e atuar de modo cons- a seguir algumas estratégias didáticas que
ciente no mundo. podem ser desenvolvidas para que as com-
Algumas iniciativas em sala de aula po- petências gerais sejam contempladas no
dem favorecer o trabalho com as compe- trabalho com esta coleção.

Pesquisa Diálogo Produção de textos escritos

CG 1, 2, 5 CG 4, 7, 8, 9 CG 1, 4, 7
Em atividades que permitem de- Diferentes abordagens de diá- Durante o trabalho com a cole-
senvolver essas competências, logo são propostas ao longo da ção, os alunos poderão utilizar
os alunos são orientados a usar coleção, nas quais os alunos os conhecimentos construídos
de modo responsável os meios são levados a utilizar diversas ao longo dos capítulos para ex-
digitais, além de exercitarem linguagens para se expressar, pressar-se por meio da lingua-
sua curiosidade intelectual. desenvolvendo também a ca- gem escrita para argumentar,
pacidade de argumentação. formular reflexões, registrar in-
formações etc.

Contexto local Interpretação Análise de imagens

CG 6, 8, 10 CG 1, 4, 7 CG 1, 2, 3
Em alguns momentos da cole- Para compreender de modo As análises de imagens permi-
ção, serão estabelecidas rela- crítico os conteúdos apresen- tem que os alunos desenvol-
ções entre os conteúdos e o tados no material, é necessário vam seu senso estético, valori-
contexto de vivência dos alu- trabalhar a capacidade de in- zando diferentes manifesta-
nos. Desse modo, eles poderão terpretação. Desse modo, os ções culturais.
refletir sobre a realidade em alunos terão fundamentação
que vivem para que possam para explicar a realidade e re-
propor possíveis intervenções. conhecer a diversidade.

Esta coleção também contempla as competências específicas de área e as competên-


cias específicas dos componentes curriculares, propostas pela BNCC.

Competências específicas de Ciências Humanas


1 Compreender a si e ao outro como identidades 4 Interpretar e expressar sentimentos, crenças e
diferentes, de forma a exercitar o respeito à dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e
diferença em uma sociedade plural e promover às diferentes culturas, com base nos instrumen-
os direitos humanos. tos de investigação das Ciências Humanas, pro-
movendo o acolhimento e a valorização da di-
2 Analisar o mundo social, cultural e digital e o
versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus
meio técnico-científico-informacional com base
saberes, identidades, culturas e potencialidades,
nos conhecimentos das Ciências Humanas, con-
sem preconceitos de qualquer natureza.
siderando suas variações de significado no tem-
po e no espaço, para intervir em situações do 5 Comparar eventos ocorridos simultaneamente
cotidiano e se posicionar diante de problemas no mesmo espaço e em espaços variados, e
do mundo contemporâneo. eventos ocorridos em tempos diferentes no
mesmo espaço e em espaços variados.
3 Identificar, comparar e explicar a intervenção
do ser humano na natureza e na sociedade, 6 Construir argumentos, com base nos conheci-
exercitando a curiosidade e propondo ideias e mentos das Ciências Humanas, para negociar e
ações que contribuam para a transformação defender ideias e opiniões que respeitem e
espacial, social e cultural, de modo a participar promovam os direitos humanos e a consciên-
efetivamente das dinâmicas da vida social. cia socioambiental, exercitando a responsabili-

XXI

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dade e o protagonismo voltados para o bem tecnologias digitais de informação e comuni-
comum e a construção de uma sociedade jus- cação no desenvolvimento do raciocínio espa-
ta, democrática e inclusiva. ço-temporal relacionado a localização, distân-
cia, direção, duração, simultaneidade, suces-
7 Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e
são, ritmo e conexão.
iconográfica e diferentes gêneros textuais e

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 2017. p. 355.


Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018.

Competências específicas de História


1 Compreender acontecimentos históricos, rela- 4 Identificar interpretações que expressem vi-
ções de poder e processos e mecanismos de sões de diferentes sujeitos, culturas e povos
transformação e manutenção das estruturas com relação a um mesmo contexto histórico,
sociais, políticas, econômicas e culturais ao e posicionar-se criticamente com base em
longo do tempo e em diferentes espaços para princípios éticos, democráticos, inclusivos,
analisar, posicionar-se e intervir no mundo sustentáveis e solidários.
contemporâneo.
5 Analisar e compreender o movimento de popu-
2 Compreender a historicidade no tempo e no lações e mercadorias no tempo e no espaço e
espaço, relacionando acontecimentos e pro- seus significados históricos, levando em conta
cessos de transformação e manutenção das o respeito e a solidariedade com as diferentes
estruturas sociais, políticas, econômicas e cul- populações.
turais, bem como problematizar os significa-
6 Compreender e problematizar os conceitos e
dos das lógicas de organização cronológica.
procedimentos norteadores da produção his-
3 Elaborar questionamentos, hipóteses, argumen- toriográfica.
tos e proposições em relação a documentos,
7 Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais
interpretações e contextos históricos específi-
de informação e comunicação de modo crítico,
cos, recorrendo a diferentes linguagens e mí-
ético e responsável, compreendendo seus signi-
dias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolu-
ficados para os diferentes grupos ou estratos
ção de conflitos, a cooperação e o respeito.
sociais.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 2017. p. 400.


Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018.

Os temas contemporâneos e a formação cidadã


Procuramos trabalhar no decorrer desta
direito de ser negro, índio, homossexual,
coleção com o intuito de estimular os alunos
mulher, sem ser discriminado. De prati-
à participação social, política e cidadã. Para
car uma religião sem ser perseguido.
isso, nesta obra, os alunos encontrarão auxí-
Há detalhes que parecem insignifican-
lio para compreender a cidadania como a efe-
tes, mas revelam estágios da cidadania:
tivação de seus direitos básicos, de modo a
respeitar o sinal vermelho no trânsito,
combater as diversas formas de segregação. não jogar papel na rua, não destruir tele-
fones públicos. Por trás desse comporta-
É muito importante entender bem o mento está o respeito à coisa pública.
que é cidadania. Trata-se de uma palavra
O direito de ter direitos é uma con-
usada todos os dias, com vários sentidos.
quista da humanidade. [...]
Mas hoje significa, em essência, o direito
DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel: a infância, a adolescência
de viver decentemente. e os direitos humanos no Brasil. São Paulo: Ática, 2005. p. 12-13.

Cidadania é o direito de ter uma ideia


e poder expressá-la. É poder votar em Ao longo da coleção, a noção de cidada-
quem quiser sem constrangimento, pro- nia será trabalhada de modo integrado aos
cessar um médico que tenha agido com temas contemporâneos apontados pela
negligência. É devolver um produto es- BNCC. Conheça mais sobre esses temas no
tragado e receber o dinheiro de volta. É o quadro a seguir.

XXII

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Direitos da
criança e do
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), aprovado no Brasil em 1990, trata da necessidade de
adolescente
conceder proteção integral à criança e ao adolescente, atribuindo prioridade a essa parcela da socieda-
de em diversos setores públicos e na destinação de recursos. Essa concepção acerca das crianças e
dos adolescentes passou a compreendê-los como pessoas em estágio de desenvolvimento e que reque-
rem atenção e proteção da sociedade como um todo. Nesse sentido, prima-se por uma educação que
destaque elementos como a prevenção do trabalho e a exploração infantil, a promoção da convivência
familiar saudável, a prevenção da violência intrafamiliar, além do incentivo e apoio à ampliação do uni-
verso cultural das crianças e adolescentes.
Educação
para o
Problemas relacionados à convivência no trânsito se impõem como um dos grandes desafios atuais,
trânsito
principalmente em um mundo cada vez mais urbanizado e com escassos investimentos em planejamen-
to de infraestrutura. Nesse sentido, a educação para o trânsito tem como objetivo contribuir para re-
flexões sobre posturas responsáveis e sustentáveis de pedestres, ciclistas e motoristas.
Educação
ambiental
Considerando as perspectivas alarmantes divulgadas nos últimos anos sobre a situação do planeta, dis-
cutir a educação ambiental na escola tornou-se algo essencial. Essa formação visa preparar cidadãos
para que sejam preocupados, conscientes e que consigam tomar atitudes adequadas em relação ao
consumo de recursos, à poluição, ao despejo indevido de resíduos, à implantação de energias alternati-
vas, entre outras questões. Nesse sentido, assuntos como o desenvolvimento sustentável e o consumo
consciente devem fazer parte do cotidiano dos alunos.
Educação
alimentar e
A preocupação com a alimentação e com o aprimoramento nutricional também é muito importante no
nutricional
contexto atual. Com os altos níveis de industrialização vivenciados nos últimos anos e com a acelera-
ção do ritmo de vida imposta pelo sistema capitalista, nos submetemos a uma alimentação muitas ve-
zes de má qualidade e sem critérios adequados para saúde. Assim, a educação nutricional se faz neces-
sária, para que possamos identificar e seguir melhores hábitos.
Processo de
envelhecimento,
O Estatuto do Idoso foi aprovado no Brasil em 2003, visando garantir o bem-estar das pessoas com
respeito e valori-
idade igual ou superior a 60 anos. Nesse documento, uma série de leis busca promover o respeito, a
zação do idoso
autonomia, a integração e a participação efetiva dos idosos na sociedade brasileira. A educação tem
um papel relevante a cumprir na efetivação dessas leis, atuando na conscientização dos alunos sobre a
importância das pessoas idosas em nossa sociedade, buscando promover a sociabilização e o comparti-
lhamento de experiências entre pessoas idosas e alunos.
Educação
em direitos
A noção de direitos humanos foi construída historicamente, ao longo de anos de lutas e mobilizações.
humanos
Tratar o outro com dignidade, considerando sua condição humana fundamental é um dever de todos. A
escola se apresenta então como um espaço ideal para que essas noções sejam discutidas. Desse modo,
busca-se combater concepções e atitudes que tenham como base perspectivas discriminatórias.
Educação das relações
étnico-raciais e ensino
A aprovação de leis afirmativas, como a lei no 10.639, de 2003, que determinou a introdução do ensino de
de história e cultura
história da África e da cultura afro-brasileira, e a lei no 11.645, de 2008, que estabeleceu a obrigatorieda-
afro-brasileira,
de da inclusão de história e cultura dos povos indígenas aos alunos dos níveis fundamental e médio, cola- africana e indígena
bora para a desconstrução de preconceitos e estereótipos sobre africanos e indígenas, fortemente im-
pregnados no conteúdo escolar. No caso da inserção da história da África e da cultura afro-brasileira e da
história e cultura indígenas, nos currículos dos ensinos fundamental e médio, vemos a expansão dos direi-
tos de grupos tradicionalmente marginalizados, os quais têm agora sua cultura e sua contribuição para a
construção da sociedade brasileira reconhecidas, ao mesmo tempo em que as especificidades desses
grupos devem ser valorizadas como responsáveis por contribuições originais na formação de nosso povo.
Saúde
A escola apresenta um papel importante nas reflexões dos estudantes sobre sua saúde. Os conheci-
mentos apreendidos com base nos componentes curriculares e na convivência diária no ambiente esco-
lar devem sempre contribuir para a formação de hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos
e da higiene, além de promover o cuidado com o bem-estar físico, mental e emocional.
Vida familiar
e social
Conceber a convivência familiar e social como um tema significativo de ser abordado com os estudan-
tes faz parte da proposta de educação integral. Assim, é necessário que se tenha na escola reflexões
sobre: diferentes constituições familiares, conceito de concepções patriarcais e matrilineares, papel
dos membros familiares, regras de convivência com diferentes grupos, importância do diálogo e do res-
peito, entre outras discussões.

XXIII

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Educação para
o consumo
Nos últimos anos, o estabelecimento de políticas responsáveis de consumo tem sido um grande desafio,
levando em conta a repercussão dos meios de comunicação em incentivar o consumo de bens e servi-
ços de modo desenfreado. Com isso, a educação para o consumo visa contribuir para que os estudan-
tes analisem criticamente o contexto atual, identificando assim atitudes consumistas e possíveis alter-
nativas sustentáveis em seu dia a dia.
Educação
financeira
É papel do cidadão compreender as dinâmicas que envolvem a aplicação de investimentos tributários pelo
e fiscal
poder público e também saber lidar com aspectos da economia. Assim, a escola pode contribuir para a for-
mação inicial dos estudantes em relação à educação financeira, apresentando reflexões que envolvam no-
ções de planejamento financeiro, aplicação, investimentos, consumo consciente, tomada de decisões etc.
Trabalho
Reflexões sobre as relações de trabalho são importantes para os alunos compreenderem de modo críti-
co o mundo em que vivemos. Temas como trabalho infantil, desemprego, direitos trabalhistas, impor-
tância dos sindicatos e trabalho escravo devem ser abordados em sala de aula para auxiliar os alunos a
perceber as dinâmicas do sistema capitalista nas quais estão inseridos. A partir de discussões como
essas, é possível auxiliar os alunos a analisarem as condições adversas que podem estar presentes em
seu dia a dia, como é o caso da desigualdade social.
Ciência e
tecnologia
Refletir criticamente sobre as aplicações do desenvolvimento científico, analisando as tecnologias sob
diferentes perspectivas e olhares torna-se essencial no contexto contemporâneo. O espaço escolar
deve estar aberto às transformações e às modernizações, aplicando-as com responsabilidade e capaci-
tando os alunos a desenvolverem o uso consciente desses recursos.
Diversidade
cultural
Entrar em contato com povos e culturas variadas permite aos estudantes desenvolverem a ideia de
diversidade, reconhecendo, portanto, que o mundo é formado por diferentes modos de vida e tradi-
ções. Uma educação escolar voltada à valorização da diversidade favorece a desconstrução de ideias
etnocêntricas. Nesse sentido, o Brasil surge como país privilegiado para discutir tais questões, vista a
grande diversidade de etnias que contribuíram para a formação do povo brasileiro.

O papel do professor
O professor vem desempenhando cada des do relacionamento professor-aluno e
vez mais um papel de mediador entre os con- aluno-aluno, intervindo em casos de possí-
teúdos específicos de cada componente cur- veis dificuldades de aprendizagem e con-
ricular e os conhecimentos adquiridos pelos duzindo suas aulas de modo a promover a
alunos. Assim, o professor deve desenvolver construção do conhecimento pautada em
de maneira constante a reflexão para de- respeito e empatia. Para isso, o docente de-
monstrar que o ato de estudar não é apenas ve ter autonomia, tanto perante seus alu-
fundamental, mas também prazeroso, des- nos quanto perante os colegas. Essa auto-
pertando, assim, o interesse dos alunos. nomia refere-se à capacidade de fazer es-
colhas e de posicionar-se, participando de
A união entre teoria e prática geralmen-
maneira cooperativa diante de percalços e
te ocorre quando o professor propicia aos
desafios. É importante que, ao adotar essa
alunos momentos em que eles possam de-
postura, o professor se esquive de atitudes
bater, refletir e emitir opiniões sobre acon-
impositivas, alheias ao interesse coletivo, e
tecimentos ocorridos em contextos locais e
se dispa de conceitos preestabelecidos.
mundiais. Dessa forma, a prática reflexiva
sobre os conteúdos estudados é essencial Além disso, faz parte do papel do profes-
para o ensino contextualizado. sor estimular a autonomia do estudante, a
fim de que ele assuma um papel proativo
É fundamental que o professor tenha
em sala de aula – e, também, fora dela –,
sensibilidade para perceber as singularida-
encorajando e sendo encorajado ao questio-

XXIV

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namento e à argumentação em suas toma- Para adotar a postura mediadora, a for-
das de decisões. Para isso, o professor deve mação do professor deve ser constante, ex-
assumir a responsabilidade no processo trapolando a sua formação inicial e firman-
ensino-aprendizagem, preservando a cons- do-se em uma carreira docente construída
ciência de que suas ações refletem direta- por meio da observação dos alunos e da
mente no desenvolvimento dos alunos. atualização de práticas e conteúdos.

Práticas pedagógicas

A avaliação
A importância da avaliação O professor pode desenvolver, dentro de
A avaliação é um instrumento que o pro- sua atuação em sala de aula, três tipos de
fessor possui para diagnosticar, analisar, avaliação: diagnóstica, formativa e somativa
sistematizar e orientar suas ações pedagó- (também conhecida como classificatória).
gicas. Entende-se a avaliação como um diá- A avaliação diagnóstica deve ser realiza-
logo contínuo entre professor e aluno, uma da a cada início de um ciclo de estudos, já
vez que, quando elaborada em concordância que se constitui uma sondagem do que os
com o conteúdo ensinado, serve como res- alunos conhecem, ao mesmo tempo em que
posta concreta à prática do professor e ao é uma projeção do que o professor deverá
processo de ensino-aprendizagem. planejar para seu trabalho com os próximos
conteúdos. Segundo Santos e Varela (2007,
No contexto em que atua, deve estar cla-
p. 4), “É uma etapa do processo educacional
ro para o professor que além de a avaliação
que tem por objetivo verificar em que medi-
ser importante, seu processo deve ser con-
da os conhecimentos anteriores ocorreram
tínuo e não se restringir a resultados ou a
e o que se faz necessário planejar para sele-
momentos definidos e estanques, pois ela
cionar dificuldades encontradas.”.
diagnostica os reais problemas e defasa-
gens na aprendizagem dos alunos e colabo- Já a avaliação formativa é importante
ra para a evolução de seu conhecimento. que seja utilizada durante todo o processo
de ensino-aprendizagem, pois está relacio-
Segundo Bonesi e Souza, a avaliação é
nada aos aspectos que proporcionam a for-
definida como:
mação dos alunos e considera o processo
de aprendizagem tão importante quanto o
[...] o ato por meio do qual A e B avaliam que se aprende.
juntos a prática implementada, as apren-
dizagens efetivadas, as conquistas erigi-
A avaliação formativa privilegia a ob-
das, o desenvolvimento conquistado, os
servação do processo ensino-aprendiza-
obstáculos encontrados ou os erros e
gem por meio de diversos instrumentos
equívocos porventura cometidos. Daí
que podem ser utilizados para verificar o
seu caráter dialógico.
alcance dos objetivos almejados, o domí-
BONESI, Patrícia Góis; SOUZA, Nadia Aparecida de. Fatores que
dificultam a transformação da avaliação na escola. Estudos em nio do conhecimento, os avanços, as difi-
avaliação educacional, v. 17, n. 34, maio/ago. 2006. p. 134.
culdades em que o aluno necessita de
uma nova abordagem. O erro é visto como
Assim, professores e alunos participam parte integrante de uma caminhada e re-
da avaliação, que só acontece efetivamente vela a necessidade interventiva em deter-
se as dificuldades, os erros e acertos fize- minado conteúdo ou em dado momento.
rem sentido para ambos, como uma via de GAVASSI, Susana Lisboa. Avaliação formativa:
um desafio aos professores das séries finais do ensino
mão dupla para o ensino e a aprendizagem. fundamental. Medianeira: UTFPR, 2012. p. 21.

XXV

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A avaliação somativa pretende ajuizar o A autoavaliação
progresso realizado pelo aluno no final de A autoavaliação tem papel fundamental
uma unidade de aprendizagem, no sentido na democratização da avaliação. A utiliza-
de aferir resultados já colhidos por avalia- ção dessa ferramenta possibilita tanto a
ções do tipo formativa e obter indicadores alunos quanto a professores avaliarem seu
que permitam aperfeiçoar o processo de desempenho em sala de aula.
ensino. Corresponde a um balanço final, a
uma visão de conjunto relativo a um todo
sobre o qual, até então, só haviam sido fei- [...] Para o aluno autoavaliar-se é alta-
tos juízos parcelares. É fato que a avaliação mente favorável o desafio do professor,
provocando-o a refletir sobre o que está
somativa é a mais utilizada nas escolas e
fazendo, retomar passo a passo seus pro-
que, em muitos casos, representa um cará-
cessos, tomar consciência das estratégias
ter classificatório.
de pensamento utilizadas. Mas não é ta-
Cabe ao professor pensar na avaliação refa simples. Para tal, ele precisará ajus-
como um processo que vai além de sua tar suas perguntas e desafios às possibi-
mera realização, que precisa ser cuidado- lidades de cada um, às etapas do proces-
samente elaborado. O resultado dessa ava- so em que se encontra, priorizando uns e
liação, por sua vez, deve ser devolvido e outros aspectos, decidindo sobre o quê,
revisado com os alunos, para perceberem o como e quando falar, refletindo sobre o
ensino como um processo, o que implica seu papel frente à possível vulnerabilida-
rever os motivos de seus erros a fim de de do aprendiz. [...]
avançar na aprendizagem. O planejamento HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover:
as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001. p. 54.
do processo de avaliação deve incluir con-
teúdos trabalhados em sala de aula de ma-
neira contextualizada e reflexiva, levando Portanto, ao desafiar os alunos, o pro-
em consideração o processo de aprendiza- fessor também passa a refletir sobre a sua
gem do aluno. Deve, ainda, na medida do atuação nos processos didáticos, adequan-
possível, conter atividades que valorizem do-se às necessidades do dia a dia em sala
diferentes formas de expressão do conhe- de aula e tomando consciência de seu pa-
cimento do aluno, como exercícios objeti- pel diante dos desafios do processo de en-
vos, dissertativos, trabalhos em grupo, de- sino-aprendizagem.
bates, e assim por diante. Veja a seguir, sugestões de questiona-
Para que a avaliação não se torne uma mentos autoavaliativos que podem ser
forma de seleção e exclusão, focada apenas apresentados aos alunos.
em princípios de eficiência e competitivi- • O que estou aprendendo?
dade, é importante haver um canal de co- • O que eu aprendi?
municação entre alunos e professor. Desse • De que forma poderia aprender melhor?
modo, os critérios da avaliação, seja ela
formativa ou somativa, precisam ser apre-
• Como poderia agir/participar para
aprender mais?
sentados e discutidos antes de sua realiza-
ção, para que o aluno saiba como e sob • Que tarefas e atividades foram
quais aspectos será avaliado. realizadas?

Quando elaborada, aplicada e revisada • O que aprendi com elas? O que mais
corretamente, a avaliação perde seu caráter poderia aprender?
punitivo e excludente e passa a avaliar o • O que eu aprendi, com meus colegas e
aluno de maneira formativa e continuada, professores, a ser e a fazer?
além de possibilitar que o professor reveja • De que forma contribuí para que todos
sua prática pedagógica. aprendessem mais?

XXVI

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A defasagem em sala de aula
Cada aluno aprende de um jeito. Dentro O rendimento escolar dos alunos e a
de uma mesma sala de aula temos uma di- possível defasagem em sala de aula podem
versidade de alunos quando pensamos em ser influenciados por aspectos cognitivos
características comportamentais e cogniti- (crianças com necessidades especiais rela-
vas. Cada um tem uma história, que é úni- cionadas à linguagem, à percepção ou ao
ca, e decorre das particularidades de sua raciocínio, por exemplo, ou outros proble-
estrutura biológica, psicológica, familiar e mas de saúde), socioculturais (ambiente
sociocultural, resultando em diferenças familiar, lugar onde mora, convívio social,
que interferem diretamente na maneira co- oportunidade de desenvolvimento de ativi-
mo eles se apropriam do conhecimento na dades extracurriculares, tempo e lugar pa-
escola, ou seja, eles aprendem de formas ra se dedicar aos estudos em casa, relação
diversas. Como salienta Bencini (2003), da família com a escola e participação no
“As crianças [e os adolescentes] são o re- processo de educação, entre outros) e polí-
sultado de suas experiências. Para com- tico-institucionais (legislação educacional,
preender seu desenvolvimento é preciso trabalhista e de saúde em seus diversos ní-
considerar o espaço em que elas vivem, a veis, metodologia de ensino adotada pela
maneira como constroem significados, as escola, corpo diretivo escolar, qualificação
práticas culturais etc.”. A questão nortea- e motivação dos professores, infraestrutu-
dora do trabalho docente deve ser: como ra da escola etc.). Desse modo, é necessá-
enfrentar a heterogeneidade das turmas? rio refletirmos a respeito das situações de
Tendo em vista essas condições, é im- ensino e aprendizagem que podem detec-
portante estarmos conscientes de que os ní- tar os tipos de defasagem dos alunos.
veis de aprendizagem em uma sala de aula Para conhecer os níveis de aprendizagem
serão distintos, e devemos estar preparados dos alunos e detectar uma possível defasa-
para lidar com esse aspecto do trabalho do- gem, as ferramentas de avaliação e o traba-
cente, de modo que o desenvolvimento dos lho do professor em conjunto com a coorde-
alunos não seja prejudicado. É função da es- nação pedagógica da escola são fundamen-
cola “[...] detectar a diversidade presente nas tais. “O diagnóstico inicial, as provas, a ob-
salas de aula e criar condições para que os servação de sala de aula, as atividades de
conteúdos trabalhados, quando não são sondagem, as tarefas de casa e a análise de
bem compreendidos, sejam retomados em
cadernos e portfólios são alguns dos instru-
classe com novas atividades e estratégias de
mentos que ajudam a ter um panorama da
ensino” (FRAIDENRAICH, 2010).
turma.” (FRAIDENRAICH, 2010).
Antes mesmo de refletirmos sobre ren-
Geralmente, o que se faz em sala de aula
dimento e defasagem escolar, salientamos
é desenvolver o mesmo tipo de atividade
que, para um bom desempenho dos alunos
para todos os alunos. Em vários casos, al-
em sala de aula, é fundamental que eles
guns alunos terminam mais rápido, outros
compreendam a importância dos estudos e
precisam de mais tempo, e outros nem con-
abandonem a visão pessimista que muitos
seguem realizar a atividade, de maneira que
têm de que “estudar é chato”. Atividades
o objetivo de ensino-aprendizagem nem
instigantes, desafiadoras e que saiam da
sempre é atingido. Essa situação acaba de-
rotina contribuem para atrair a atenção do
sestimulando os que têm resultados e rit-
aluno e para o desenvolvimento de compe-
mos diferentes da maioria da classe.
tências que favoreçam tanto a aprendiza-
gem quanto a sua formação socioemocio- Uma possibilidade de auxiliar todos a
nal. O envolvimento da família nesse pro- atingirem os objetivos de aprendizagem de
cesso é de suma importância para criar maneira satisfatória e eficiente é diversifi-
uma relação de confiança com a escola. car as estratégias de ensino, respeitando

XXVII

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essa diversidade de modo a potencializar músicas, filmes – que desafiam o aluno a
as habilidades de cada aluno. refletir e a diversificar as formas de aprendi-
E quais são as estratégias de ensino que zagem e expressão do conhecimento for-
podem contribuir para corrigir as defasagens mulado. Isso porque há alunos que são mais
dos alunos? São muitas e devem variar de visuais, outros que são mais auditivos, e ou-
acordo com a realidade de cada comunidade tros, cinestésicos. A avaliação diagnóstica
escolar. No entanto, podem começar pelo es- inicial, com atividades variadas de escrita,
paço da sala de aula: em vez de trabalhar per- leitura e interpretação de diferentes lingua-
manentemente com as carteiras enfileiradas, gens, auxilia a detectar as principais carac-
é possível alterar a organização delas em cír- terísticas dos alunos, pois alguns podem ter
culo ou em grupos, para que a interação entre dificuldades em interpretar uma música (es-
os alunos flua. O importante é que a sala de tímulo auditivo), por exemplo, enquanto ou-
aula seja um ambiente flexível. tros podem ter bom desempenho em anali-
sar uma imagem (estímulo visual).
Também devem fazer parte da rotina os
trabalhos em grupo, em dupla e individuais. Utilizar ferramentas digitais também é um
Para cada um deles, é possível desenvolver ótimo recurso, quando corretamente empre-
diferentes habilidades. Ao propor trabalhos gado, mediado pelo professor. No caso das
em dupla ou em grupo, é importante mistu- escolas que tenham sala de tecnologia, o pro-
rar alunos que possuam diferentes níveis de fessor pode usar ferramentas como sites e
aprendizagem, pois dessa forma um ajuda o aplicativos para corrigir as defasagens.
outro e desenvolvem diferentes competên- Em alguns casos, quando se detecta que
cias, como trabalho em equipe, organização, a defasagem de determinado aluno está
liderança e empatia. Em outros momentos, muito aquém do desempenho da turma, é
concentrar nos grupos os alunos com níveis importante desenvolver atividades educa-
de aprendizagem semelhantes é relevante tivas separadas dos demais, para avançar
para dar a atenção necessária, e de maneira com ele na compreensão de certos conteú-
integrada, para o grupo. Já os trabalhos in- dos. Para isso, sempre que possível, reser-
dividuais permitem ao aluno momentos de ve momentos, ainda que semanais, para
autonomia e criatividade. acompanhar individualmente as atividades
Do mesmo modo, é importante utilizar realizadas por alguns alunos. Em outros
outros espaços, além da sala de aula, para casos, atividades extras em sala separada,
atividades de ensino e aprendizagem, como com auxílio de outro professor e da coorde-
o pátio da escola, o laboratório, o bairro, uma nação pedagógica, são conduções relevan-
praça, um parque municipal, um museu etc. tes para a progressão do aluno.
Tais espaços possibilitam, muitas vezes, a Em todas essas situações, o professor
aprendizagem de forma lúdica, informal, deve planejar seu cotidiano, “Por isso, é pa-
permanecendo o objetivo educativo. pel de todo professor ter muito claros os ob-
Outro ponto importante é alternar o uso jetivos e resultados que pretende alcançar
de materiais pedagógicos – revistas, mapas, com uma atividade, para não exigir mais
jogos didáticos, histórias em quadrinhos, nem menos da turma.” (BENCINI, 2003).

O ensino interdisciplinar
O conceito norteador de um trabalho pedagogia integradora, é o de interdiscipli-
educacional feito em parceria, fruto de uma na, definido a seguir.

XXVIII

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volvimento dos alunos motiva o fortaleci-
[...]
mento das relações entre professores de
Interdisciplina — Interação existente diferentes componentes curriculares.
entre duas ou mais disciplinas. Essa inte-
ração pode ir da simples comunicação
[...] O estilo de educação que priori-
de ideias à integração mútua dos concei- za o trabalho em equipe, que busca a
tos diretores da epistemologia, da termi- interdisciplinaridade e o compromisso
nologia, da metodologia, dos procedi- com a integralidade das ações e que
mentos, dos dados e da organização refe- procura respeitar as especificidades de
rentes ao ensino e à pesquisa. Um grupo cada profissão, está pautado nas con-
interdisciplinar compõe-se de pessoas cepções teóricas das metodologias ati-
que receberam sua formação em diferen- vas de ensino-aprendizagem. [...]
tes domínios do conhecimento (discipli- BASSIT, Ana Zahira (Org.). O interdisciplinar: olhares
contemporâneos. São Paulo: Factash Editora, 2010. p. 118.
nas) com seus métodos, conceitos, dados
e termos próprios.
[...] Na escola, uma postura interdisciplinar
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e
traz contribuições quando os alunos come-
interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade
ou ideologia. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2011. p. 54.
çam a estabelecer um relacionamento de
parceria e colaboração com a equipe esco-
lar, bem como com a comunidade onde a
Em sala de aula, essa interação pode escola está inserida.
ocorrer, por exemplo, por meio de projetos
Propostas como essas abrangem estra-
investigativos ou de pesquisa. Por apre-
tégias mais dinâmicas, interativas e cola-
sentarem etapas, como planejamento, le-
borativas em relação à gestão do ensino e
vantamento de hipóteses, coletas de dados,
da aprendizagem; possibilita a formulação
análises, deduções e conclusões, essas ati-
de um saber crítico-reflexivo com base no
vidades possibilitam maior integração en-
diálogo entre os conteúdos de diferentes
tre os componentes curriculares. Além dis-
componentes curriculares; e permite uma
so, elas podem criar situações de aprendi-
nova postura de professores e alunos dian-
zagem de forma dinâmica, por meio da re-
te do conhecimento, deixando de concebê-
flexão, do questionamento e da argumen-
-lo como algo estanque.
tação dos alunos.
Dentro dessa perspectiva, um trabalho [...]
interdisciplinar preocupa-se em relacionar
“Interdisciplinaridade” é um termo
os conceitos de maneira articulada, levan-
utilizado para caracterizar a colaboração
do em conta os objetivos gerais e específi-
existente entre disciplinas diversas ou
cos de cada componente curricular envol- entre setores heterogêneos de uma mes-
vido, com o propósito de evitar a fragmen- ma ciência [...]. Caracteriza-se por uma
tação do conhecimento e instigar o interes- intensa reciprocidade nas trocas, visan-
se dos alunos para envolvê-los diretamente do a um enriquecimento mútuo.
no processo de aprendizagem. Cabe enfati- [...]
zar que o trabalho interdisciplinar deve es- FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração
e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade
tar ligado à vida dos alunos e às suas moti- ou ideologia. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2011. p. 73.
vações, de modo que os envolva e se torne,
além de útil, prazeroso. A fim de promover a superação da frag-
Nessas atividades, os alunos aprendem mentação disciplinar, em sintonia com a
a trabalhar coletivamente, privilegiando a BNCC, esta coleção propõe em diversos mo-
interação com os colegas e favorecendo o mentos uma articulação entre os compo-
desenvolvimento da capacidade de argu- nentes curriculares e seus respectivos obje-
mentar e organizar as informações. O en- tos de conhecimento com base em temas,

XXIX

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conteúdos, recursos e seções que favoreçam sentadas orientações de desenvolvimento
tal abordagem. A seção Encontro com..., por específicas para compreender quais compo-
exemplo, apresenta essa proposta de ma- nentes podem ser desenvolvidos com base
neira clara e fácil de ser reconhecida pelo na leitura de um texto ou na resolução de
professor. Em outros momentos, são apre- uma determinada atividade.

A competência leitora
De acordo com pesquisas recentes, uma
Extrair o significado do texto, de ma-
parcela significativa dos brasileiros, apesar
neira global, ou dos diferentes itens in-
de saber ler e escrever, não consegue com- cluídos nele.
preender textos mais extensos ou comple-
Saber reconduzir sua leitura, avan-
xos, ou seja, não tem competência leitora çando ou retrocedendo no texto, para se
de qualidade. Sabendo que a capacidade de adequar ao ritmo e às capacidades ne-
apreender aquilo que se lê e observa é im- cessárias para ler de forma correta.
prescindível para participar efetivamente Conectar novos conceitos com os con-
da vida em sociedade, é importante que a ceitos prévios que lhe permitirão incor-
escola possibilite ao aluno desenvolver es- porá-los a seu conhecimento.
tratégias de leitura contínua e atenta que o SERRA, Joan; OLLER, Carles. Estratégias de leitura e compreensão
de texto no ensino fundamental e médio. In: TEBEROSKY, Ana
auxiliem a compreender e explorar mensa- et al. Compreensão de leitura: a língua como procedimento.
Tradução: Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2003. p. 36-37.
gens, verbais ou não verbais, em diversos
níveis de cognição. O fato de um aluno ser Além da leitura, a escrita também deve
considerado alfabetizado não significa que ser constantemente estimulada. A produ-
ele consiga utilizar a leitura e a escrita co- ção de textos estimula os alunos a pensa-
mo maneiras de se expressar. rem criticamente e a refletirem sobre aqui-
Nesse sentido, a noção de competência lo que estão escrevendo.
leitora, especificamente, está ligada à práti-
ca de estratégias de leitura que possibili- [...]
tem ao aluno explorar as mensagens (este- Num mundo como o atual, em que os
jam elas em textos, imagens, gráficos, for- textos estão por toda parte, entender o
mulários ou tabelas, por exemplo) em di- que se lê é uma necessidade para poder
versos níveis de cognição, o que viabiliza a participar plenamente da vida social. Pro-
fessores como você têm um papel funda-
interpretação e a compreensão para uma
mental nessa tarefa [...]. Independente-
leitura mais crítica e autônoma, além da
mente de seu campo de atuação, você
construção de novos saberes. pode ajudar os alunos a ler e compreen-
A prática da leitura é importante para der diferentes tipos de texto, incentivan-
ampliar o vocabulário dos alunos e, conse- do-os a explorar cada um deles. Pode en-
siná-los a fazer anotações, resumos, co-
quentemente, torná-los mais seguros para
mentários, facilitando a tarefa da inter-
desenvolver suas habilidades de comuni-
pretação. Pode, enfim, encaminhá-los pa-
cação oral e escrita. Ao desenvolver a com- ra a escrita, enriquecida pelos conheci-
petência leitora, o aluno estabelece mais mentos adquiridos na exploração de li-
facilmente relações entre os diversos as- vros, revistas, jornais, filmes, obras de arte
suntos que fazem parte do seu repertório e manifestações culturais e esportivas.
cultural. Nesse sentido, é importante a [...]
criação de estratégias de leitura que permi- RATIER, Rodrigo. O desafio de ler e compreender em todas as
disciplinas. Nova Escola. São Paulo: Abril, 10 jan. 2010. Disponível
tirão ao aluno: em: <https://novaescola.org.br/conteudo/1535/o-desafio-de-ler-e-
compreender-em-todas-as-disciplinas>. Acesso em: 6 set. 2018.

XXX

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Se o objetivo principal é formar leitores cados, aumentando a autonomia dos alu-
autônomos com base na leitura de textos e nos e tornando-os sujeitos mais ativos no
imagens, é preciso favorecer esse processo próprio aprendizado. Para favorecer a aná-
escolhendo temas relevantes e interessan- lise desses recursos, são propostas ques-
tes à sua faixa etária; selecionando textos tões de interpretação no livro do aluno,
verbais com vocabulário e extensão ade- além de sugestões de questões de análise
quados; apresentando ao aluno o objetivo nas orientações ao professor.
das leituras, a fim de que ele perceba que
em alguns momentos lemos para buscar Promover atividades em que os alunos
informações e, em outros, a leitura consiste tenham que perguntar, prever, recapitular
em diversão, por exemplo; orientando co- para os colegas, opinar, resumir, compa-
mo a leitura deverá ocorrer: silenciosamen- rar suas opiniões com relação ao que le-
te, guiada, em grupo etc. ram, tudo isso fomenta uma leitura inteli-
gente e crítica, na qual o leitor vê a si
Ao longo desta coleção, o desenvolvi-
mesmo como protagonista do processo
mento da competência leitora é constante-
de construção de significados. [...]
mente estimulado por meio da utilização
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução: Cláudia
de recursos textuais e imagéticos diversifi- Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1988. p. 173.

Recursos didáticos
O uso de diferentes recursos didáticos ção ocorre em tempo real mesmo entre
propicia maior dinâmica em sala de aula, pessoas distantes geograficamente.
além de possibilitar que o aluno tenha aces- A presença das TICs ampliou a gama de
so à informação por meio de diferentes lin- elementos disponíveis para enriquecer o
guagens, desenvolvendo assim estratégias trabalho em sala de aula, que há muito tem-
de aprendizagem diversas, afinal, realizar po já contava com recursos tecnológicos co-
uma pesquisa em um livro é diferente de mo televisão, filmes, músicas e projeções.
realizar a mesma pesquisa em uma revista
O uso de tecnologias em sala de aula
ou na internet. Ainda que seja sobre o mes-
potencializa o processo de aprendizagem,
mo assunto, ler uma imagem é diferente de
favorecendo a interação entre professor,
ler um texto verbal, e assim por diante.
aluno e conhecimento. Além disso, por
Dessa maneira, é importante compreen- meio da internet, os recursos e as ferra-
der quais recursos podem ser utilizados em mentas tecnológicas transformam a escola
sala de aula e como esse uso pode efetiva- em um espaço aberto, conectado com o
mente auxiliar o aluno a ser protagonista mundo, capaz de promover trocas de expe-
de seu aprendizado. riências entre professores e alunos de ou-
tras localidades.
Tecnologia
É importante ressaltar, porém, que o uso
A tecnologia faz parte da evolução do
de TICs é um instrumento para o processo de
ser humano e da história da humanidade.
ensino-aprendizagem, e não o foco. A lousa,
Atualmente, temos as tecnologias de infor-
o giz e o professor compartilham espaço na
mação e comunicação (TICs), que modifi-
sala de aula com televisores, CDs, DVDs,
cam as noções de tempo e espaço e in-
computadores, softwares, lousas digitais e
fluenciam diretamente as relações huma-
projetores multimídia e não reduzem o papel
nas. Elas permitem o processamento de
da escola ou do professor na educação.
qualquer tipo de informação, e a comunica-

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trução de conceitos científicos e os concei-
[...] Os recursos semióticos que en-
tos errôneos presentes em muitas ideias de
contramos nas telas dos computadores
senso comum. Os filmes e a televisão têm
são basicamente os mesmos que pode-
em comum o aspecto motivador e, depen-
mos encontrar em uma sala de aula
dendo da ação do professor, podem ser
convencional: letras e textos escritos,
contextualizados com os conceitos científi-
imagens estáticas ou em movimento,
linguagem oral, sons, dados numéri-
cos do currículo escolar. Ao longo da cole-
cos, gráficos, etc. A novidade, em resu- ção são encontradas orientações de traba-
mo, está realmente no fato de que as lho com essas ferramentas.
TIC digitais permitem criar ambientes
que integram os sistemas semióticos Artes gráficas e literatura
conhecidos e ampliam até limites ini- O trabalho com leitura de imagens é ex-
magináveis à capacidade humana de tremamente importante e pode ser utiliza-
(re)apresentar, processar, transmitir e do em diferentes momentos. O próprio ma-
compartilhar grandes quantidades de terial didático apresenta fotografias, pintu-
informação com cada vez menos limi- ras, murais, entre outras imagens que po-
tações de espaço e de tempo, de forma
dem ser exploradas em sala de aula, consi-
quase instantânea e com um custo
derando sempre que possível o contexto
econômico cada vez menor (COLL e
em que a imagem foi produzida, a técnica
MARTÍ, 2001). [...]
utilizada, o artista que a produziu (quando
COLL, César; MAURI, Teresa; ONRUBIA, Javier. A incorporação
das tecnologias da informação e da comunicação na educação: do for o caso) e o objetivo da imagem (apre-
projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. In: COLL,
César; MONEREO, Carles. Psicologia da educação virtual: aprender sentar uma crítica social, expressar um
e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação.
Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 76. sentimento, retratar um momento etc.).
Outra possibilidade é o trabalho com li-
Ao longo da coleção, é possível encon- teratura, que, além de estimular a leitura,
trar sugestões de como aproveitar as novas permite aos alunos o desenvolvimento da
ferramentas e recursos tecnológicos multi- criatividade e da imaginação. É importante
midiáticos e multimodais, presentes no dia que o professor conheça o contexto da obra
a dia dos alunos, para ampliar o campo da (autor, época, público) para que, dessa for-
educação e torná-la mais significativa e ma, o conteúdo se torne mais instigante.
prazerosa, um desafio para a formação das Algumas atividades podem ser realizadas
novas e futuras gerações. de modo a desenvolver nos alunos a com-
petência leitora e a habilidade de interpre-
É inegável que a educação seja influen-
tar textos literários.
ciada pela tecnologia e as diferentes formas
de comunicação, assim como não é possível
desvincular o ensino da comunicação em Jornais e revistas
massa, seja ela impressa ou digital. Por is- A leitura de jornal traz diversos benefí-
so, propomos também a utilização de ou- cios ao trabalho em sala de aula, pois, além
tros recursos no ensino, como programas de contribuir para o desenvolvimento da
de televisão, filmes, pinturas, esculturas, competência leitora, ele é uma importante
histórias em quadrinhos, literatura variada, fonte de informação. Nele estão registradas
jornais, revistas ou trechos de livros paradi- informações, opiniões, fatos históricos,
dáticos, recursos que permitem ao profes- descobertas científicas e conflitos políticos
sor avançar na prática pedagógica. e econômicos. Trata-se de um veículo de
comunicação capaz de auxiliar na forma-
Televisão e cinema ção de cidadãos críticos.
A televisão e o cinema podem ser utili- O trabalho com jornais na escola desen-
zados para mostrar fatos históricos, a cons- volve nos alunos habilidades como: identi-

XXXII

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ficar, relacionar, combinar, comparar, sele- passa a assumir o papel de orientador e tu-
cionar, classificar e ordenar, codificar, es- tor. Ao aluno cabe a responsabilidade pela
quematizar, reproduzir, transformar, me- busca do conhecimento básico, e os está-
morizar, conceituar, criar e reaplicar co- gios mais avançados são norteados pelo
nhecimentos. Esse trabalho também pro- docente e pelo grupo, o que torna o proces-
move a capacidade de indução, dedução, so mais criativo e empreendedor. Nesta co-
levantamento e verificação de hipóteses. leção, o professor encontra sugestões me-
Além de se depararem com textos repro- todológicas que dialogam com essa prática,
duzidos de importantes jornais brasileiros, por exemplo, quando solicita ao aluno uma
ao aluno e ao professor são feitas indica- pesquisa prévia sobre determinado con-
ções de diferentes veículos de comunica- teúdo que venha a ser trabalhado.
ção que podem contribuir com o processo
de ensino e aprendizagem.
[...]
As revistas especializadas (História, Ci-
O importante para inverter a sala de
ências, Linguística) geralmente têm uma aula é engajar os alunos em questiona-
preocupação com o caráter didático de su- mentos e resolução de problemas, re-
as reportagens, que facilita a compreensão vendo, ampliando a aplicando o que foi
e aumenta o comprometimento com o as- aprendido on-line com atividades bem
sunto estudado. Elas são indicadas tanto planejadas e fornecendo-lhes feedback
para a sua leitura quanto para a do aluno, imediatamente.
sempre que o momento for propício. Há muitas formas de inverter o pro-
cesso de aprendizagem. Pode-se come-
Sala de aula invertida çar por projetos, pesquisa, leituras pré-
A sala de aula invertida é, atualmente, vias e produções dos alunos e depois
um recurso que promove o protagonismo promover aprofundamentos em classe
do aluno, incentivando a participação mais com a orientação do professor. [...]
ativa dele no processo de aprendizagem. MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem
mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (Orgs.).
Consiste em o professor sugerir ao aluno Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma
abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 14.
projetos ou pesquisas como atividade ini-
cial. O docente lança um tema ou assunto a
ser pesquisado de acordo com o perfil e a
autonomia do aluno, que se empenha na Pesquisa
busca pelas informações por meio das tec- O ato de pesquisar é fundamental para o
nologias da informação e da comunicação, processo de aprendizagem e está direta-
somadas aos recursos físicos, como livros, mente ligado à proposta da sala de aula in-
enciclopédias, dicionários e combinadas vertida. Nesta coleção, em vários momen-
com seus conhecimentos prévios e estraté- tos, os alunos são instruídos a realizar pes-
gias particulares de estudo. Posteriormente, quisas, tanto individuais quanto coletivas.
ele compartilha suas descobertas, impres- Para que a pesquisa escolar obtenha resul-
sões, conclusões e dúvidas com a turma tados satisfatórios, existem algumas eta-
sob a monitoração do professor. pas importantes que devem ser seguidas
A sala de aula invertida é um ambiente sempre que possível: definição do tema,
de interação resultante da participação, da planejamento, coleta de dados, análise e in-
troca, da síntese e da discussão entre cole- terpretação dos dados, produção do texto,
gas com a supervisão do professor, que revisão, socialização.

XXXIII

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Proposta teórico-metodológica da coleção

Concepção de História
A produção historiográfica passou por nada pela História política factual, contada
profundas transformações ao longo do sé- a partir da perspectiva das classes dirigen-
culo XX. Grande parte dessas transforma- tes. Esses historiadores consideravam que
ções foi desencadeada pelos historiadores a História era uma ciência que devia se de-
franceses Lucien Febvre e Marc Bloch que, dicar exclusivamente à investigação de um
em 1929, fundaram uma revista de debates passado remoto, não admitindo o estudo
historiográficos chamada Annales d’histoire de períodos mais recentes, pois estes esta-
économique et sociale. Nesse periódico, que riam sujeitos à interferência das paixões, o
ficou conhecido como revista dos Annales, que impossibilitaria alcançar o grau de ob-
eram publicados textos que propunham jetividade necessário para a produção do
uma aproximação da História com os cam- conhecimento histórico.
pos de estudos econômicos e sociais. Ao contrário dos historiadores metódi-
A repercussão dessas propostas deu cos, Febvre e Bloch acreditavam que os
origem a um debate entre estudiosos que campos de análise historiográfica, assim
ficou conhecido como Escola dos Annales, como o leque de fontes e sujeitos históri-
que propôs um modelo de História contrá- cos, deveriam ser ampliados. A constitui-
rio a diversos preceitos do que se conven- ção de uma “história total”, como defen-
cionou chamar de História tradicional, em diam, passava por uma necessária renova-
voga desde o século XIX, praticada por his- ção metodológica, pela ampliação do cam-
toriadores metódicos, muitos deles consi- po documental e pela aliança com outras
derados positivistas. disciplinas. Dessa maneira, a Escola dos
A corrente filosófica positivista, surgida Annales acabou por se firmar como uma
na França na primeira metade do século corrente historiográfica aberta às influên-
XIX, afirmava que o conhecimento verda- cias e contribuições de diversas disciplinas,
deiro só poderia ser alcançado por meio de como a Geografia, a Demografia, a Sociolo-
métodos cientificamente comprovados. Os gia, a Psicologia e a Antropologia.
positivistas acreditavam que, desse modo, Além dessas questões, os historiadores
era possível chegar a uma verdade plena- ligados aos Annales passaram a ter uma
mente neutra e objetiva, e que somente os nova concepção sobre a interpretação das
avanços científicos garantiriam o progres- fontes históricas. Eles refutavam a premis-
so da humanidade. sa da História metódica e afirmavam que
Influenciados pelo positivismo, os histo- os documentos não falam por si, pois é o
riadores metódicos tinham a pretensão de historiador quem os faz “falar”, e é ele quem
construir uma História baseada no cientifi- constrói a narrativa histórica com base em
cismo, acreditando ser possível chegar a uma vasta gama de fontes.
um modelo de verdade que evitasse com- Ao longo do século XX, as gerações
pletamente a presença da subjetividade. herdeiras da Escola dos Annales deram
Havia uma ampla preferência por docu- continuidade ao trabalho da primeira gera-
mentos escritos oficiais, sendo a produção ção. Liderada por Fernand Braudel, a se-
historiográfica, consequentemente, domi- gunda geração ficou marcada por produ-

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ções historiográficas que procuravam dar ção em perceber os indivíduos conside-
maior ênfase à longa duração, ou seja, aos rando suas posições sociais. Dessa forma,
aspectos do ambiente e das sociedades eles se distanciaram de muitos pesquisa-
que se transformavam muito lentamente dores ligados à Nova História, que procu-
ao longo dos séculos. ravam, por exemplo, descrever o cotidiano
Ampliando algumas das conquistas das dando pouca importância aos indivíduos e
gerações anteriores e formulando respos- suas posições sociais.
tas aos novos desafios que surgiram du- Assim, consideramos referenciais im-
rante as décadas de 1960 e 1970, a terceira portantes vários dos pressupostos teóricos
geração, que constituiu a chamada Nova da Nova História Cultural e, também, da
História, estendeu as fronteiras da discipli- Nova História, principalmente no que se re-
na incorporando novos objetos de estudo, fere à ideia de conhecimento histórico em
como o sonho, o corpo e a infância. Parte permanente construção, aberto à multipli-
dos historiadores dessa geração passou a cidade de fontes e análises e favorável ao
dedicar uma atenção maior às questões diálogo com outras disciplinas. As aborda-
culturais em detrimento de questões rela- gens sugeridas por essas correntes histo-
cionadas à economia. riográficas propiciam a inclusão de temas e
Algumas das críticas e dos desafios perspectivas antes pouco valorizados, co-
lançados pela Nova História repercutiram mo a história do cotidiano, a história feita
na quarta geração dos Annales, conhecida sob o ponto de vista das minorias e a valo-
como Nova História Cultural. Entre as ca- rização das manifestações populares, sem,
racterísticas dessa corrente está a crítica com isso, desprezar as expressões cultu-
às produções historiográficas que promo- rais advindas das elites letradas. Além dis-
vem uma dicotomia entre cultura popular so, abrem espaço para que se destaquem
e cultura erudita. Outra característica rele- sujeitos históricos que geralmente estão
vante dos estudiosos da Nova História ausentes no discurso tradicional.
Cultural se refere à sua maior preocupa-

As fontes históricas
No século XVIII, estudiosos franceses oficial, principalmente os documentos di-
inseridos na tradição iluminista desenvol- plomáticos, o que gerou uma produção his-
veram um método erudito de crítica das toriográfica centrada na história política.
fontes. Esse método consistia na crítica in- Na passagem do século XIX para o sécu-
terna e externa dos documentos, de modo lo XX, alguns sociólogos já criticavam a
a comprovar, sob rígidos parâmetros cien- pretensa objetividade do método histórico.
tificistas, a sua autenticidade, como a com- No final dos anos 1920, a contestação a es-
paração entre os documentos por meio de sa rigidez documental partiu dos historia-
seu estudo filológico. No século XIX, insti- dores franceses ligados à Escola dos Anna-
tucionalizada na Alemanha, a História se les, responsáveis pela ampliação do campo
tornou uma disciplina acadêmica, e os his- documental à disposição dos historiadores.
toriadores recorreram ao método erudito A ampliação das fontes, o desenvolvimento
dos franceses para o desenvolvimento de de novos temas e novas abordagens, leva-
sua crítica histórica. Esses historiadores, do a cabo pelos historiadores das gerações
da chamada Escola Metódica, privilegia- herdeiras da Escola dos Annales, principal-
vam os documentos escritos e de cunho mente os adeptos da Nova História, como

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Jacques Le Golf, possibilitaram uma reno- fontes históricas, por serem efeitos de
vação nos estudos históricos. ações humanas do passado, não carregam
A ampliação das fontes e o desenvolvi- em si o passado tal como ele aconteceu.
mento de novos temas e novas abordagens Elas trazem, no entanto, a versão do autor
têm, gradativamente, sido incorporados sobre esse acontecimento. Além disso, as
nas escolas brasileiras, transformando, em fontes são sempre lidas de acordo com os
diversos âmbitos, o ensino de História. A valores do momento histórico de quem as
introdução de novos conteúdos no currícu- analisa. As perguntas fundamentais feitas
lo escolar e a ampliação da concepção e por aqueles que desejam analisar uma fon-
uso de documentos históricos em sala de te histórica são: Quando?; Quem?; Onde?;
aula são, ainda hoje, um desafio para edu- Para quem?; Para quê?; Por quê?; Como?.
cadores e historiadores. As ausências dessas respostas também
são dados importantes para a interpreta-
ção das fontes históricas.
Os currículos escolares e o próprio Esses pressupostos devem ser segui-
trabalho em sala de aula têm procurado
dos, e com ainda mais cuidado, ao utilizar
acompanhar o desenvolvimento dos es-
fontes iconográficas, pois utilizá-las de
tudos históricos nas universidades. A
modo acrítico pode levar a equívocos que
velha História de fatos e nomes já foi
devem ser evitados tanto por historiadores
substituída pela História Social e Cultu-
quanto por professores de História.
ral; os estudos das mentalidades e re-
presentações estão sendo incorporados;
pessoas comuns já são reconhecidas co- [...] A iconografia é, certamente, uma
mo sujeitos históricos; o cotidiano está fonte histórica das mais ricas, que traz
presente nas aulas e o etnocentrismo embutidas as escolhas do produtor e to-
vem sendo abandonado em favor de do o contexto no qual foi concebida, ide-
uma visão mais pluralista. alizada, forjada ou inventada. Nesse as-
Reflexões sobre a “criação” do fato pecto, ela é uma fonte como qualquer
histórico ensinado nas aulas de História, outra e, assim como as demais, tem que
as metodologias e as linguagens usadas ser explorada com muito cuidado. Não
na divulgação do saber histórico, as abor- são raros os casos em que elas passam a
dagens, conceituais e práticas, a seleção ser tomadas como verdade, porque esta-
de conteúdos e a sempre atual questão riam retratando fielmente uma época,
“para que serve” têm sido feitas com um evento, um determinado costume ou
competência por educadores e historia- uma certa paisagem. Ora, os historiado-
dores preocupados com o ensino-apren- res e os professores de História não de-
dizagem, em obras ao alcance de todos vem, jamais, se deixar prender por essas
os interessados em aprimorar seu traba- armadilhas metodológicas. [...]
lho com os alunos. [...] A imagem, bela, simulacro da realida-
PINSKY, Carla Bassanezi. Introdução. In: PINSKY,
Carla Bassanezi (Org.). Novos temas nas aulas de história. de, não é realidade histórica em si, mas
São Paulo: Contexto, 2009. p. 7.
traz porções dela, traços, aspectos, sím-
bolos, representações, [...] induções, códi-
gos, cores e formas nelas cultivadas. Ca-
Diante dessa renovação no ensino de
be a nós decodificar os ícones, torná-los
História, acreditamos ser fundamental que
inteligíveis o mais que pudermos, identi-
o professor oriente os alunos acerca da ne-
ficar seus filtros e, enfim, tomá-los como
cessidade de, ao analisar fontes históricas, testemunhos que subsidiam a nossa ver-
levar em consideração contextos, funções, são do passado e do presente, ela tam-
estilos, argumentos, pontos de vista e in- bém, plena de filtros contemporâneos,
tenções dos seus autores. Isso porque as

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As fontes audiovisuais e musicais, como
de vazios e de intencionalidades. Mas a
o cinema e a televisão, ganharam cada vez
História é isto! É construção que não ces-
mais importância para os pesquisadores
sa, é a perpétua gestação, como já se dis-
se, sempre ocorrendo do presente para o
que se dedicam ao século XX, o que foi pos-
passado. É o que garante a nossa descon- sível pelo rápido avanço e sofisticação dos
fiança salutar em relação ao que se apre- recursos eletrônicos. O cuidado que o histo-
senta como definitivo e completo, pois riador deve ter ao lidar com esse tipo de
sabemos que isso não existe na História, fonte é ainda maior que o dispensado às
posto que inexiste na vida dos homens, fontes iconográficas, pois a impressão de
que são seus construtores. [...] objetividade e de retrato fiel da realidade
PAIVA, Eduardo França. História & Imagens. 2. ed. Belo
Horizonte: Autêntica, 2006. p. 17-19. (História &... Reflexões).
vinculado pelas “imagens em movimento”
tende a ser ainda mais persuasiva que a
oferecida pela imagem iconográfica. Além
Fontes arqueológicas, audiovisuais e re-
de fonte de pesquisa, o cinema também
latos orais são outros tipos de fontes im-
funciona como um valioso veículo de apren-
portantes para o historiador. As fontes ar-
dizagem escolar.
queológicas são os únicos recursos dispo-
níveis para o estudo das sociedades ágra- Os relatos orais constituem outro tipo
fas e das chamadas “pré-históricas”. Mes- de fonte privilegiada para estudar a histó-
mo para a compreensão de sociedades com ria recente. As entrevistas gravadas po-
escrita, a arqueologia colabora fornecendo dem ter grande valor como fontes históri-
elementos que geralmente não figuram cas, desde que direcionadas em um proje-
nos documentos escritos, como aspectos to orientado por uma metodologia que es-
do cotidiano observáveis em objetos do- tabeleça claramente os objetivos das en-
mésticos, entre outros recursos. trevistas e se definam as pessoas ou os
grupos a serem abordados.
[...] As fontes arqueológicas constituem O contato com fontes históricas de di-
um manancial extremamente variado pa- versos tipos, como cartas, decretos, diá-
ra o historiador de todos os períodos da
rios, depoimentos, notícias de jornais e re-
História, do mais recuado passado da
vistas, pinturas e textos literários, exige o
humanidade, até os mais recentes perío-
dos e épocas. Se é verdade, como propõe desenvolvimento da competência leitora
o historiador alemão Thomas Welskopp, de diversos tipos e níveis para a construção
que a História da sociedade é sempre do conhecimento histórico.
uma História das relações sociais, das
Ao longo da obra, o desenvolvimento
identidades em confronto, das leituras
da competência leitora é constantemente
plurais do passado, então as fontes ar-
queológicas têm um papel importante a estimulado. As atividades presentes nesta
jogar. No contexto contemporâneo, em coleção têm como objetivo auxiliar os alu-
que se valoriza a diversidade cultural co- nos na compreensão dos conteúdos tra-
mo um dos maiores aspectos da humani- balhados, utilizando para isso fontes de
dade, do viver em sociedade, as fontes informação diversificadas. Além de valo-
arqueológicas ajudam o historiador a dar rizar as experiências vividas pelos alunos
conta de um passado muito mais com- e sua realidade próxima, elas incentivam-
plexo, contraditório, múltiplo e variado
-nos a desenvolver a competência leitora,
do que apenas uma única fonte de infor-
aumentando sua autonomia e tornando-
mação permitiria supor. [...]
FUNARI, Pedro Paulo. Os historiadores e a cultura material.
-os sujeitos mais ativos em seu próprio
In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes históricas.
São Paulo: Contexto, 2006. p. 104-105.
aprendizado.

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Conceitos fundamentais para o ensino de História
Ao longo desta obra, apresentamos aos de uma Constituição. Ao governo assim or-
alunos conceitos que são fundamentais ganizado dá-se o nome de Estado. Quando
para a análise histórica das sociedades. Ve- a prática política se torna inviável ou todos
ja a seguir mais informações sobre alguns os seus mecanismos são esgotados, podem
desses conceitos. ocorrer guerras entre os grupos sociais en-
volvidos. A política está diretamente ligada
Política ao poder, e não apenas ao poder estatal,
Política é um termo polissêmico, ou seja, mas também aos micropoderes diluídos em
pode ser usado em vários sentidos. O uso todas as relações sociais. De acordo com
do termo teve origem nas cidades-Estado muitos estudiosos, a política reside tam-
da Grécia antiga, com a palavra grega poli- bém nas relações entre marido e mulher,
tika derivando de polis, como explica o his- pais e filhos, professores e alunos, dirigen-
toriador Moses Finley: tes de partidos e seus filiados, patrões e
empregados, além das próprias relações
entre governantes e governados.
[...] Não deixa de ser verdadeira [...] a
afirmativa de que, efetivamente, os gre- Trabalho
gos “inventaram” a política. Na tradição
ocidental, a história política sempre se De modo geral, o trabalho é todo ato de
iniciou com os gregos, o que é simboliza- transformação feito pelo ser humano. O tra-
do pela própria palavra “política”, cuja balho, ao longo do tempo, adquiriu diversas
raiz se encontra na palavra pólis. Além formas, organizações e valores. Nas socie-
disso, em nenhuma outra sociedade do dades ditas “tribais”, ou seja, aquelas for-
Oriente Próximo a cultura era tão politi- madas por caçadores e coletores, somadas
zada quanto entre os gregos. [...]. às que praticavam a pecuária e a agricultura
Para que tal sociedade funcionasse e primitivas, o trabalho não era uma ativida-
não desmoronasse, era essencial um am- de separada de outros afazeres cotidianos.
plo consenso, uma noção de comunidade Ao contrário, nas sociedades “tribais” o tra-
e uma autêntica disposição por parte de balho se misturava às esferas religiosas, ri-
seus membros para viverem conforme tualísticas, míticas, era dividido sexualmen-
certas regras tradicionais, aceitarem as te e estava ligado às relações de parentesco.
decisões das autoridades legítimas, só fa- Nessas sociedades, o trabalho não visava à
zerem modificações mediante amplo de- acumulação de excedentes, mas ao supri-
bate e posterior consenso; numa palavra, mento das necessidades da comunidade.
aceitarem o “poder da lei” tão frequente- Entre os antigos gregos e romanos, o
mente proclamado pelos escritores gre- trabalho braçal, penoso, realizado para
gos. [...] A isso se chama política. [...] manter a subsistência — como o do escra-
FINLEY, Moses (Org.). O legado da Grécia: uma nova avaliação.
Tradução: Yvette Vieira Pinto de Almeida. Brasília: Editora da vo, do agricultor, do homem livre pobre e
Universidade de Brasília, 1998. p. 32-34.
até mesmo o do artesão — era desprezado
pelos cidadãos ricos. O ideal do cidadão era
Nesse sentido, a política pode ser enten- a prática do ócio, que lhe proporcionava
dida como um conjunto de relações de po- tempo livre para os prazeres e para a práti-
der. Também pode ser vista como a capaci- ca política, para a administração e defesa
dade humana de organizar um governo ca- da cidade. Na Idade Média, particularmente
paz de regular as disputas pelo poder, o que nas sociedades em que predominava o feu-
é feito nas sociedades modernas por meio dalismo, o trabalho rural baseado na servi-

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dão foi predominante, o que não significa
trabalhar e, logo, não serviam para a es-
que as atividades de comércio e artesanato
cravidão. Além disso, importante contri-
desapareceram. Não devemos esquecer
buição para a cidadania brasileira é a va-
também as relações de trabalho desenvol-
lorização do trabalho doméstico, do tra-
vidas nas corporações de ofício, que deter-
balho feminino e o reconhecimento de
minavam a organização artesanal. Nessas
que a maioria das mulheres realiza uma
corporações, o mestre dominava as técni- jornada dupla de trabalho. Enquanto o
cas e controlava todas as etapas do traba- trabalho doméstico não for considerado
lho, contando com a ajuda de alguns arte- trabalho no Brasil, a maioria das mulhe-
sãos e aprendizes. res brasileiras, principalmente as de bai-
Com o desenvolvimento do capitalismo, xa renda, continuará a trabalhar dupla-
principalmente a partir do final do século mente sem reconhecimento profissional
XVIII, teve início uma das mais radicais ou social. [...]
transformações nas relações do trabalho SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de
conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2006. p. 404.
que se conhece na história. O desenvolvi-
mento da maquinofatura, da fábrica e da
grande indústria transformou, cada uma a Sociedade
seu tempo e em intensidades diferentes, as
relações medievais de trabalho. A nova Sociedade é o conjunto de pessoas que
classe social em ascensão, a burguesia, foi convivem em um determinado espaço, que
paulatinamente conquistando poder eco- seguem as mesmas regras e que compar-
nômico e político. Muitos artesãos e cam- tilham valores, costumes, língua etc. Um
poneses desapropriados, ou expulsos das dos principais elementos comuns a todas
terras senhoriais, tiveram de se submeter a as sociedades hierarquizadas é a existên-
um regime de trabalho assalariado, que cia de conflitos sociais, os quais expres-
lhes retirava a autonomia e o domínio das sam as contradições em nível econômico e
etapas do processo produtivo, ou seja, alie- político. Eles evidenciam as tensões e dis-
nava os trabalhadores. putas, por exemplo, entre diversos grupos
ou classes, ou entre setores da sociedade
civil organizada contra medidas públicas
[...] Uma importante reflexão que os que os prejudicam.
professores podem levantar em sala de
aula em torno do trabalho é sua multipli-
cidade histórica: primeiro, trabalho não é [...] Quem de nós já não vivenciou,
emprego. Não é porque alguém — como como participante ativo ou como sim-
uma dona de casa, por exemplo — não ples espectador de TV, cenas de mani-
tem um emprego que ela não trabalha. festações de grupos, ou mesmo de mul-
Segundo, o trabalho é mutável, na forma tidões, em defesa, por exemplo, do ensi-
como as pessoas o veem ao longo do no público e gratuito ou contra a polui-
tempo. Assim, não apenas entendemos o ção do meio ambiente? Quem não leu
objetivo do trabalho de forma diferente nos jornais notícias sobre greves de tra-
de um japonês, como também definimos balhadores da indústria da construção
trabalho de forma diferente de um grego civil ou da indústria automobilística,
do tempo de Péricles. O risco de anacro- para forçar patrões a atender a suas rei-
nismo na análise histórica de trabalho é vindicações salariais? E quem já não viu
grande. Precisamos estar atentos a essas nessas cenas a presença de policiais
questões em sala de aula e acabar de vez, golpeando com seus cassetetes braços,
por exemplo, com a visão de que os ín- pernas e cabeças de manifestantes, em
dios eram preguiçosos, não gostavam de nome da ordem pública e da segurança?

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outra forma, a cultura sintetiza nossa forma
Com certeza todos já viram, porque são
de valoração do mundo, um conjunto de va-
incontáveis os casos de manifestações e
lores que nos são transmitidos pela família,
movimentos sociais [...].
escola, universidade, círculo de amizades,
[...] O que primeiro nos chama a aten- trabalho, meios de comunicação etc.
ção é o iminente confronto com a polícia
— cena bastante comum em movimen-
[...] Cultura é uma perspectiva do
tos desse tipo. Mas devemos observar
mundo que as pessoas passam a ter em
que nem todo movimento social tem co-
comum quando interagem. É aquilo so-
mo um dos seus desdobramentos o en-
bre o que as pessoas acabam por concor-
frentamento com a polícia. Como tam-
dar, seu consenso, sua realidade em co-
bém não é verdade que todo enfrenta- mum, suas ideias compartilhadas. O Bra-
mento com a polícia significa um movi- sil é uma sociedade cujo povo tem em
mento social. Entretanto, a situação des- comum uma cultura. E no Brasil, cada
crita evidencia um conflito. E o conflito comunidade, cada organização formal,
é um elemento constitutivo de todo mo- cada grupo [...] possui sua própria cultu-
vimento social. [...] ra (ou o que alguns cientistas sociais de-
TOMAZI, Nelson Dacio (Coord.). Iniciação à Sociologia.
São Paulo: Atual, 2000. p. 210. nominam uma subcultura, pois se trata
de uma cultura dentro de outra cultura).
Enquanto a estrutura ressalta as diferen-
Os conflitos intrínsecos às formações ças (as pessoas relacionam-se entre si
sociais geralmente se desenvolvem em em termos de suas posições diferentes),
torno de questões como a conquista de di- a cultura salienta as semelhanças (de
reitos, as injustiças sociais, a busca de que modo concordamos).
meios essenciais à sobrevivência, discrimi- Fazer parte da “cultura jovem” no Bra-
nações etc. Esses conflitos podem crescer, sil, por exemplo, é ter em comum com
prolongar-se no tempo e até mesmo de- várias pessoas certas ideias sobre verda-
sembocar em guerras. Atualmente, os mo- de, política, autoridade, felicidade, liber-
vimentos sociais são os responsáveis pela dade e música. Nas ruas, na palavra es-
canalização dos conflitos latentes na socie- crita e falada, nas universidades, em
dade, arregimentando e organizando os shows e filmes, desenvolve-se uma pers-
grupos descontentes. Para o professor de pectiva à medida que as pessoas com-
História, é importante passar aos alunos a partilham experiências e se tornam cada
visão de que toda a história das sociedades vez mais semelhantes umas às outras,
ditas “civilizadas” foi e é permeada por con- por um lado, enquanto se diferenciam
flitos sociais, que, no entanto, assumiram crescentemente das que se encontram
fora de sua interação. Desenvolve-se uma
formas diversas no decorrer do tempo.
linguagem comum entre os que compar-
tilham a cultura, consolidando a solida-
Cultura
riedade e excluindo os de fora. [...]
A cultura é criada e transmitida na inte-
Cultura é o que as pessoas acabam por
ração social, e é apreendida em nossas rela- pensar em comum — suas ideias sobre o
ções grupais, em que adquirimos identida- que é verdadeiro, correto e importante. Es-
des particulares que nos distinguem de ou- sas ideias nos guiam, determinam muitas
tros grupos e de outras culturas. Por meio de nossas escolhas, têm consequências
da interação, apropriamo-nos de certas além de nosso pensamento. Nossa cultu-
“verdades” socialmente aceitas que se inte- ra, compartilhada na interação, constitui
gram ao nosso código cultural, e esse mes- nossa perspectiva consensual sobre o
mo processo ocorre no sentido inverso, ao mundo e dirige nossos atos nesse mundo.
apreendermos culturalmente o que deve CHARON, Joel M. Sociologia. Tradução: Laura Teixeira
Motta. São Paulo: Saraiva, 1999. p. 103-104.
ser negado, odiado ou desprezado. Dito de

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O ensino de História no Brasil
Nas últimas quatro décadas, o ensino de estavam a volta da História como disciplina
História no Brasil vem passando por profun- autônoma, bem como a reformulação dos
das transformações, as quais ganharam im- currículos, de modo que essa disciplina pu-
pulso com o processo de redemocratização desse formar nos alunos uma visão mais
do país, iniciado com a abertura política do crítica da realidade. Além disso, esses pro-
regime civil-militar (1964-1985) ocorrida no fissionais reivindicavam maior integração
final da década de 1970. Durante o processo entre o ensino de História na educação bá-
de redemocratização, foram bastante atuan- sica e o conhecimento histórico produzido
tes os movimentos de profissionais da edu- nas universidades.
cação na área do ensino de História que bus- No período de elaboração da nova Cons-
cavam reformular os currículos e transformar tituição brasileira, houve intensa mobiliza-
o ensino ministrado nas escolas brasileiras. ção dos setores organizados da população
De fato, durante o regime civil-militar, em defesa de interesses democráticos. En-
houve um esvaziamento nos conteúdos de tre eles estavam os profissionais da educa-
História, que foram fundidos aos conteúdos ção, que lutavam por transformações no
de Geografia, dando origem aos Estudos sistema educacional brasileiro, visando
Sociais, que privilegiavam uma abordagem melhorar suas condições de trabalho e ga-
expositiva e despolitizada da realidade, bus- rantir verbas para aprimorar a qualidade do
cando acomodar o aluno ao seu meio social ensino no Brasil. A Constituição de 1988,
e evitando uma análise crítica da sociedade. conhecida como “Carta Cidadã”, de fato ga-
A partir de 1971, com a introdução nos currí- rantiu avanços democráticos, como o res-
culos escolares das disciplinas de Educação tabelecimento das eleições diretas em to-
Moral e Cívica e de Organização Social e Po- dos os níveis, a garantia das liberdades ci-
lítica Brasileira, foram privilegiadas aborda- vis e o fim da censura.
gens de caráter ufanista. No campo da educação, a entrada em vi-
Nesse contexto, a história era apresenta- gor da nova Lei de Diretrizes e Bases da
da como uma sucessão de fatos lineares, em Educação (LDB), em 1996, e dos Parâme-
que apenas alguns indivíduos eram desta- tros Curriculares Nacionais (PCN), em 1997,
cados como responsáveis pelos aconteci- foi resultado das lutas e dos debates trava-
mentos históricos. Essa visão valorizava al- dos por profissionais de diversas áreas li-
gumas datas do calendário cívico nacional, gados à educação. A partir de então, novas
que realçavam a importância desses “he- concepções educacionais foram instituí-
róis”, e as “pessoas comuns” eram apresen- das, como o trabalho com temas transver-
tadas como meros espectadores da história. sais e com a interdisciplinaridade, e novos
Diante dessa situação, durante o proces- objetivos foram estabelecidos para a edu-
so de redemocratização, entre as principais cação em geral e para o ensino de História
reivindicações dos profissionais do ensino em particular.

O ensino de História e a BNCC


Buscando atingir os objetivos estabele- palmente as Diretrizes Curriculares Na-
cidos pelas novas propostas curriculares cionais (DCNs) e a Base Nacional Comum
que norteiam o ensino de História, princi- Curricular (BNCC), procuramos fazer uma

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seleção de conteúdos e uma abordagem
de transformar a história em ferramenta
que propiciem aos alunos identificar as
a serviço de um discernimento maior so-
suas vivências pessoais às de outros su-
bre as experiências humanas e as socie-
jeitos históricos do passado. Acreditamos
dades em que se vive.
estar, dessa maneira, estimulando não BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional
apenas o seu aprendizado, mas também Comum Curricular 2017. p. 399. Disponível em: <http://
basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018.
promovendo a conscientização e a instru-
mentalização necessárias para o sentido
fundamental de sua participação ativa no A coleção, além disso, apresenta pro-
processo histórico. postas de trabalho ao professor que permi-
tem explorar também a parte diversificada
De acordo com a BNCC, o ensino de
do currículo, envolvendo aspectos sobre
História deve pautar-se no desenvolvi-
história local e interações com a comunida-
mento da atitude historiadora dos alunos
de escolar e externa, considerando assim a
em relação aos conteúdos. Para isso, os
orientação da Lei de Diretrizes e Bases da
alunos devem ser incentivados a assumir
Educação (LDB), de 1996, corroborada
uma posição de sujeitos ativos no proces-
também pela BNCC.
so de ensino e aprendizagem, compreen-
dendo procedimentos característicos do
processo de construção do conhecimento Art. 26. Os currículos da educação in-
histórico e adotando posicionamentos crí- fantil, do ensino fundamental e do ensi-
ticos e responsáveis. no médio devem ter base nacional co-
mum, a ser complementada, em cada
sistema de ensino e em cada estabeleci-
Por todas as razões apresentadas, es-
mento escolar, por uma parte diversifica-
pera-se que o conhecimento histórico se-
da, exigida pelas características regio-
ja tratado como uma forma de pensar,
nais e locais da sociedade, da cultura, da
entre várias; uma forma de indagar so-
economia e dos educandos.
bre as coisas do passado e do presente,
Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível
de construir explicações, desvendar sig- em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/
L9394.htm>. Acesso em: 14 set. 2018.
nificados, compor e decompor interpre-
tações, em movimento contínuo ao lon-
go do tempo e do espaço. Enfim, trata-se

XLII

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Habilidades do 6o ano de História na BNCC
EF06HI01 Identificar diferentes formas de compreensão da noção de tempo e de pe-
riodização dos processos históricos (continuidades e rupturas).
Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado
EF06HI02 das fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades
e épocas distintas.

EF06HI03 Identificar as hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana


e sua historicidade e analisar os significados dos mitos de fundação.
EF06HI04 Conhecer as teorias sobre a origem do homem americano.

Descrever modificações da natureza e da paisagem realizadas por diferentes


EF06HI05 tipos de sociedade, com destaque para os povos indígenas originários e po-
vos africanos, e discutir a natureza e a lógica das transformações ocorridas.

EF06HI06 Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano.


Identificar aspectos e formas de registro das sociedades antigas na África,
EF06HI07 no Oriente Médio e nas Américas, distinguindo alguns significados presen-
tes na cultura material e na tradição oral dessas sociedades.
Identificar os espaços territoriais ocupados e os aportes culturais, científi-
EF06HI08 cos, sociais e econômicos dos astecas, maias e incas e dos povos indígenas
de diversas regiões brasileiras.

EF06HI09 Discutir o conceito de Antiguidade Clássica, seu alcance e limite na tradição


ocidental, assim como os impactos sobre outras sociedades e culturas.

EF06HI10 Explicar a formação da Grécia Antiga, com ênfase na formação da pólis e


nas transformações políticas, sociais e culturais.

EF06HI11 Caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações


sociais e políticas nos períodos monárquico e republicano.

EF06HI12 Associar o conceito de cidadania a dinâmicas de inclusão e exclusão na


Grécia e Roma antigas.

EF06HI13 Conceituar “império” no mundo antigo, com vistas à análise das diferentes
formas de equilíbrio e desequilíbrio entre as partes envolvidas.

EF06HI14 Identificar e analisar diferentes formas de contato, adaptação ou exclusão


entre populações em diferentes tempos e espaços.

EF06HI15 Descrever as dinâmicas de circulação de pessoas, produtos e culturas no


Mediterrâneo e seu significado.
Caracterizar e comparar as dinâmicas de abastecimento e as formas de or-
EF06HI16 ganização do trabalho e da vida social em diferentes sociedades e perío-
dos, com destaque para as relações entre senhores e servos.

EF06HI17 Diferenciar escravidão, servidão e trabalho livre no mundo antigo.

EF06HI18 Analisar o papel da religião cristã na cultura e nos modos de organização


social no período medieval.

EF06HI19 Descrever e analisar os diferentes papéis sociais das mulheres no mundo


antigo e nas sociedades medievais.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 2017.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018. p. 419.

XLIII

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Quadro de conteúdos

XLIV
Veja a seguir o quadro detalhado de conteúdos do 6o ano. Nele, você também vai encontrar CG: Competência geral
as relações entre os objetos de conhecimento do 6o e do 7o ano da BNCC, que indicam as pro- CECH: Competência específica de
Ciências Humanas
gressões de conteúdos ao longo da coleção. CEH: Competência específica de História

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ítulo
Ca p Principais conceitos Temas
Objetos de conhecimento Habilidades Competências
e noções contemporâneos

• História • A questão do tempo, sincronias • EF06HI01 • CECH 4 • Diversidade cultural.


• Sociedade e diacronias: reflexões sobre o • EF06HI02 • CEH 4
• Fonte histórica sentido das cronologias.
Construindo • Sujeito histórico • Formas de registro da história
• Cultura e da produção do conhecimento
a História histórico.
• Tempo da natureza
• Linha do tempo
• Sítios e estratos
arqueológicos
• Tempo cronológico
ítulo
• Tempo histórico e suas
Ca p
durações

• Nomadismo • As origens da humanidade, • EF06HI03 • CG 2 • Vida familiar e social.


• Sedentarismo seus deslocamentos e os • EF06HI04 • CG 3 • Educação ambiental.
• Evolucionismo processos de sedentarização. • EF06HI05 • CG 10
• Criacionismo • EF06HI06 • CECH 4
A origem do • Hominização • CECH 5
ser humano • Pintura rupestre • CEH 2
• Combustíveis fósseis e seus • CEH 6
efeitos no meio ambiente
ítulo
Cap
• Antiguidade • Povos da Antiguidade na • EF06HI05 • CG 2 • Educação em direitos
• Civilização África (egípcios), no Oriente • EF06HI07 • CG 7 humanos.
• Cidade-Estado Médio (mesopotâmicos) e nas • EF06HI13 • CECH 7
• Patrimônio histórico Américas (pré-colombianos). • EF06HI15 • CEH 1
• Politeísmo • CEH 2
Povos do • Mito • CEH 5
Oriente Médio • Código de leis • CEH 6
• Intercâmbio cultural

10/11/18 4:28 PM
• Monoteísmo
• Patriarcalismo
• Império
• Tributação

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• Zoroastrismo
ítulo
Ca p
• Seminomadismo • Povos da Antiguidade na • EF06HI05 • CG 1 • Educação
• Sedentarismo África (egípcios), no Oriente • EF06HI07 • CG 2 das relações
• Estado Médio (mesopotâmicos) e nas • EF06HI16 • CG 4 étnico-raciais
• Politeísmo Américas (pré-colombianos). • EF06HI19 • CG 7 e ensino de
• As diferentes formas história e cultura
• Trabalho • CECH 3 afro-brasileira,
de organização política na
África • Monoteísmo África: reinos, impérios,
• CECH 4 africana e indígena.
antiga • Escassez de cidades-Estados e sociedades • CEH 3 • Vida familiar
água no mundo • CEH 4
linhageiras ou aldeias. e social.
• Civilização • CEH 6 • Educação ambiental.
• Patriarcalismo 7o ano
• Matriarcalismo • Saberes dos povos
• Animismo africanos e pré-colombianos
• Identidade cultural expressos na cultura
Patrimônio histórico material e imaterial.

• Nomadismo
• Seminomadismo
• Intercâmbio cultural
ítulo
Cap
• Mesoamérica • Povos da Antiguidade na • EF06HI05 • CG 1 • Educação
• Região andina África (egípcios), no Oriente • EF06HI07 • CG 2 das relações étnico-
• Pré-colombianos Médio (mesopotâmicos) e nas • EF06HI08 • CG 5 -raciais e ensino de
• Tradição oral Américas (pré-colombianos). • CECH 3 história
• Os povos indígenas originários e cultura
• Império • CECH 7 afro-brasileira,
do atual território brasileiro e
Os povos • Sambaquis seus hábitos culturais e sociais.
• CEH 3 africana e indígena.
da América • CEH 6
7o ano
• Saberes dos povos
africanos e pré-colombianos
expressos na cultura
material e imaterial.
• As formas de organização
das sociedades ameríndias.

XLV

10/11/18 4:28 PM
ítulo
Ca p Principais conceitos Temas
Objetos de conhecimento Habilidades Competências
e noções contemporâneos

XLVI
• Sociedade • O Ocidente Clássico: aspectos • EF06HI09 • CG 1 • Saúde.
• Escravidão da cultura na Grécia e em Roma. • EF06HI10 • CG 8
• Política • As noções de cidadania e • EF06HI12 • CECH 2
• Cidadania política na Grécia e em Roma. • EF06HI15 • CEH 6

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Ocidente
• Democracia • Domínios e expansão das • EF06HI19
clássico: os culturas grega e romana.
• Ostracismo
gregos • Cidade-Estado • Significados do conceito de
“império” e as lógicas
• Intercâmbio cultural de conquista, conflito e
• Tirania negociação dessa forma de
• Monarquia organização política.
• Aristocracia
• Militarismo 7o ano
• Cultura clássica • A ideia de “Novo Mundo”
• Mitologia ante o Mundo Antigo: per-
manências e rupturas de
• Filosofia saberes e práticas na emer-
• Cultura helenística gência do mundo moderno.
• Jogos Olímpicos
ítulo
Cap
• Civilização • O Ocidente Clássico: aspectos • EF06HI05 • CG 1 • Vida familiar
• Monarquia da cultura na Grécia e em Roma. • EF06HI09 e social.
• Sociedade • As noções de cidadania e • EF06HI11
• Política política na Grécia e em Roma. • EF06HI12
• República • Domínios e expansão das • EF06HI13
• Escravidão culturas grega e romana. • EF06HI15
Ocidente • Significados do conceito de
clássico: os • Reforma agrária • EF06HI16
“império” e as lógicas
• Império de conquista, conflito e
• EF06HI17
romanos • Infraestrutura • EF06HI19
negociação dessa forma de
• Ruralização da economia organização política.
• Tetrarquia
• Intercâmbio cultural 7o ano
• Politeísmo • A ideia de “Novo Mundo”
ante o Mundo Antigo: per-
• Monoteísmo
manências e rupturas de
• Bárbaros saberes e práticas na emer-
• Lenda gência do mundo moderno.
• Cultura clássica
• Princípios do Direito Romano
• Línguas neolatinas

10/11/18 4:28 PM
ítulo
Cap

• Idade Média • A passagem do mundo antigo • EF06HI14 • CG 2 • Diversidade cultural.


• Povos germânicos para o mundo medieval. • EF06HI15 • CG 3 • Vida familiar e social.
• Práticas religiosas • A fragmentação do poder • EF06HI16 • CG 8 • Saúde.
• Vikings político na Idade Média. • EF06HI17 • CECH 2

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• Império Romano do Oriente 7o ano • EF06HI18 • CECH 4
O período • Arte bizantina • EF06HI19 • CECH 7
• A formação e o funciona-
Medieval • Cisma da Igreja mento das monarquias eu- • CECH 5
• O legado bizantino ropeias: a lógica da centra- • CEH 4
• Constantinopla lização política e os conflitos • CEH 5
• Feudalismo na Europa. • CEH 6
• Sociedade feudal • O Mediterrâneo como espaço
• Economia feudal de interação entre as
• Os castelos medievais sociedades da Europa, da África
• O poder da Igreja Católica e do Oriente Médio.
• Transformações na 7o ano
Europa feudal
• As lógicas mercantis e o do-
• Espiritualidade medieval mínio europeu sobre os ma-
• Cruzadas res e o contraponto Oriental.
• Desenvolvimento de cidades
e do comércio • Trabalho e formas de
• Peste Negra organização social e cultural.
• Senhores e servos no mundo
antigo e no medieval.
• Escravidão e trabalho livre em
diferentes temporalidades e
espaços (Roma Antiga, Europa
medieval e África).
• Lógicas comerciais na
Antiguidade romana e no
mundo medieval.
• O papel da religião cristã,
dos mosteiros e da cultura na
Idade Média.
7o ano
• Reformas religiosas: a
cristandade fragmentada.
• O papel da mulher na Grécia
e em Roma, e no período
medieval.

XLVII

10/11/18 4:28 PM
Referências bibliográficas
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nologias da informação e da comunicação. desafio-de-ler-e-compreender-em-todas-as-
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Compreensão de leitura: a língua como pro-
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Escola, 1o out. 2010. Disponível em: <https://
gestaoescolar.org.br/conteudo/575/o-reforco Alegre: Artmed, 2003.
-que-funciona>. Acesso em: 6 set. 2018. SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique.
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GAVASSI, Susana Lisboa. Avaliação formativa: Cláudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artmed,
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Conclusão de Curso (Especialização em Edu- ciologia. São Paulo: Atual, 2000.

XLVIII

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VONTADE
de

SABER
HISTÓRIA
Ensino Fundamental – Anos Finais
Componente curricular: História

adriana machado dias


• Bacharela e Licenciada em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
6
• Especialista em História Social e Ensino de História pela UEL-PR.
• Atuou como professora de História em escolas da rede particular de ensino.
• Autora de livros didáticos de História para o Ensino Fundamental e Ensino Médio.

keila grinberg
• Professora licenciada em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ).
• Doutora em História Social pela UFF-RJ.
• Professora do Departamento de História da Universidade Federal do Estado
do Rio de Janeiro (UNIRIO-RJ).

marco césar pellegrini


• Bacharel e Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
• Atuou como professor de História em escolas da rede particular de ensino.
• Editor de livros na área de ensino de História.
• Autor de livros didáticos de História para o Ensino Fundamental e Ensino Médio.

1a edição • São Paulo • 2018

g20_ftd_6vsh_iniciais_p001a009.indd 1 10/11/18 9:49 AM

g20_ftd_mp_6vsh_c1_p001a009.indd 1 10/16/18 11:36 AM


Copyright © Adriana Machado Dias, Keila Grinberg, Marco César Pellegrini, 2018.
Diretor editorial Antonio Luiz da Silva Rios
Diretora editorial adjunta Silvana Rossi Júlio
Gerente editorial Roberto Henrique Lopes da Silva
Editora Nubia de Cassia de Moraes Andrade e Silva
Gerente de produção editorial Mariana Milani
Coordenador de produção editorial Marcelo Henrique Ferreira Fontes
Gerente de arte Ricardo Borges
Coordenadora de arte Daniela Máximo
Projeto de capa Sergio Cândido
Foto de capa Vixit/Shutterstock.com
Supervisor de arte Vinicius Fernandes
Coordenadora de preparação e revisão Lilian Semenichin
Supervisora de preparação e revisão Beatriz Carneiro
Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Elaine Bueno
Supervisora de arquivos de segurança Silvia Regina E. Almeida
Diretor de operações e produção gráfica Reginaldo Soares Damasceno
Projeto e produção editorial Scriba Soluções Editoriais
Edição Ana Beatriz Accorsi Thomson, Bruno Benaduce Amâncio
Assistência editorial João Cabral de Oliveira
Revisão e preparação Amanda de Camargo Mendes, Moisés Manzano da Silva
Projeto gráfico Laís Garbelini
Edição de arte Cynthia Sekiguchi
Iconografia Soraya Pires Momi
Tratamento de imagens Equipe Scriba
Diagramação Daniela Cordeiro
Editoração eletrônica Renan de Oliveira

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Dias, Adriana Machado
Vontade de saber : história : 6o ano : ensino
fundamental : anos finais / Adriana Machado Dias,
Keila Grinberg, Marco César Pellegrini. — 1. ed. —
São Paulo : Quinteto Editorial, 2018.
“Componente curricular: História.”
ISBN 978-85-8392-163-9 (aluno)
ISBN 978-85-8392-164-6 (professor)
1. História (Ensino fundamental) I. Grinberg,
Keila. II. Pellegrini, Marco César. III. Título.
18-20791 CDD-372.89
Índices para catálogo sistemático:

1. História : Ensino fundamental 372.89

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Em respeito ao meio ambiente, as folhas


deste livro foram produzidas com fibras
obtidas de árvores de florestas plantadas,
com origem certificada.
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610
de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD
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Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP Avenida Antonio Bardella, 300
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Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

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Apresentação
Para você, o que é História? Algumas pessoas pensam que História é
o estudo do passado. Outras, porém, afirmam que ela serve para entender
melhor o presente. Nós acreditamos que ela é tudo isso e muito mais!
O estudo da História nos ajuda a perceber as ligações existentes entre
o passado e o presente. A escrita, a música, o cinema, as construções
magníficas, os aviões, os foguetes... Tudo de que dispomos hoje,
desde os produtos fabricados com tecnologia avançada até a liberdade
de expressão, devemos às pessoas que trabalharam e que lutaram,
ou seja, que viveram antes de nós. A História nos permite conhecer
o cotidiano dessas pessoas e perceber como a ação delas foi
importante para construir o mundo como ele é nos dias atuais.
A História nos auxilia a conhecer os grupos que formam as
sociedades, os conflitos que ocorrem entre eles e os motivos de
tais conflitos. Ela nos ajuda a tomar consciência da importância
de nossa atuação política e a desenvolver um olhar mais crítico
sobre o mundo. Assim, nos tornamos mais capazes de
analisar desde uma afirmação feita por um colega
até uma notícia veiculada pela televisão.
Ao estudarmos História, percebemos a importância
do respeito à diversidade cultural e ao direito de cada
um ser como é, compreendendo que esse respeito é
indispensável para o exercício da cidadania e para a
construção de um mundo melhor.
Bem-vindo ao fascinante
estudo da História!

Os autores.
Dimitrios/Shutterstock.com

:49 AM g20_ftd_6vsh_iniciais_p001a009.indd 3 10/10/18 8:14 AM

g20_ftd_mp_6vsh_c1_p001a009.indd 3 10/16/18 11:36 AM


Abertura de capítulo

do
Nas páginas de abertura dos capítulos, você encontrará imagens e um
pequeno texto que despertarão seu interesse pelos assuntos a serem

i za
estudados. Há também algumas questões que propiciam a troca de ideias
com os colegas e o professor, tornando o estudo mais interessante.

an
o rg
m o s e u li v r o e s tá
Co

Enquanto isso... O sujeito na história História em construção


Essa seção vai ajudá-lo a Você conhecerá pessoas que Você verá que na disciplina de
perceber que acontecimentos participaram ativamente do História não existem verdades
diferentes ocorrem ao mesmo processo histórico. Vai perceber definitivas e que novos
tempo em diversos lugares e que a ação de todos os sujeitos estudos podem modificar
cada sociedade tem sua históricos, inclusive a sua, nossa compreensão sobre
própria história. pode transformar a sociedade. acontecimentos do passado.

ro s m es it
es
iv Quando encontrar esse il Quando encontrar esse As sugestões de
S
L

ícone, haverá sugestões ícone, haverá sugestões de sites para você


de livros interessantes filmes que enriquecerão consultar são
relacionados aos seu conhecimento sobre acompanhadas
assuntos estudados. assuntos do capítulo. desse ícone.

g20_ftd_6vsh_iniciais_p001a009.indd 4 10/10/18 8:14 AM g20_

g20_ftd_mp_6vsh_c1_p001a009.indd 4 10/16/18 11:36 AM


i m ag e m m e n ta r
oa ple Encontro com...
nd m
Nessa seção, os temas de História são articulados

co
a
or

B o xe
com assuntos de outras áreas do conhecimento,
E xpl enriquecendo seu aprendizado.

Com base na análise de Aqui você encontrará


fontes históricas, esse boxe informações complementares,
apresentará questões que como textos e imagens,
propiciam o desenvolvimento que vão enriquecer seu
da habilidade de ler imagens. aprendizado.

io Os significados de algumas
r

palavras pouco mencionadas em


Glos

nosso dia a dia ou que podem


gerar dúvidas em relação ao
sentido utilizado no texto serão
destacados nas páginas para
auxiliar na sua compreensão.

Explorando o tema
Nessa seção, serão apresentados textos
e imagens que o levarão a refletir sobre
temas contemporâneos relevantes para
sua formação como cidadão.

Atividades
Localizada ao final de cada
capítulo, essa seção é composta
por diferentes tipos de atividades.
Nela, você poderá checar seu
aprendizado, exercitar diferentes
habilidades e aprofundar os
conhecimentos adquiridos no Investigando na prática
estudo do capítulo. Nessa seção, são apresentados
diferentes tipos de fontes
ti n d o s o
fle br históricas, algumas com
Essa seção apresenta Re explicações sobre seu significado,
e

uma síntese das outras para você analisar. Você vai


oc

principais ideias de observar, comparar, elaborar


a pít u l o

cada capítulo e hipóteses e aprender muito.


contribuirá para que
você avalie como está
seu aprendizado.

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Sumário
ítulo
Cap

Construindo a História 10
O que é História? 12 A linha do tempo 20
As diferentes interpretações 12 Registros da passagem do
Registros da história 13 tempo: os calendários 21
A produção do conhecimento a.C./d.C. 21
histórico 13

Viena, Áustria
Outros calendários 21
A análise de uma fonte histórica 14
Os sujeitos históricos 16 Encontro com...
Arqueologia 22

rte em
A compreensão da noção Vestígios arqueológicos

da A
de tempo 17
Explorando o tema 24

r ia
Tempo da natureza 17

istó
História e outras áreas
eH
Mu
se
ud
Tempo cronológico 17 do conhecimento
Tempo histórico 17
Atividades 26
Transformações e permanências 18
O tempo histórico e suas durações 19 Refletindo sobre o capítulo 29
ítulo
Cap

A origem do ser humano 30


O planeta Terra 32 O período Neolítico 44
A evolução dos seres humanos 34 O início da agricultura 44
As savanas africanas: o berço A criação de animais 44
da humanidade 34 A formação de aldeias 45
ion/SPL/Fotoarena

A hominização 35 Uma aldeia neolítica 46


A teoria evolucionista 36
Investigando na prática 48
O Paleolítico e o Neolítico 37 A pintura rupestre
D i f fu s

A vida no Paleolítico 38 Explorando o tema 50


hoto

A especialização do trabalho 39 Das primeiras fogueiras


blip
Pu

A arte paleolítica 39 à queima indiscriminada de


g ou

combustíveis fósseis
Je

Enquanto isso... 40
ian
ist

Atividades 52
hr

C
no continente americano
História em construção 42 Refletindo sobre o capítulo 55
Cap
ítulo Hipóteses de povoamento da América

Povos do Oriente Médio 56


A Mesopotâmia 58 O trabalho no campo e na cidade 63
Uma sucessão de povos 59 O comércio com outros povos 63
A formação de cidades na Investigando na prática 64
Mesopotâmia 60 O Estandarte de Ur
Desenvolvendo uma civilização 61
P

A religião na Mesopotâmia 66
ani/AF

As sociedades mesopotâmicas 62 Os zigurates 66


ud
Al-S
s an
Es

g20_ftd_6vsh_iniciais_p001a009.indd 6 10/10/18 8:15 AM g20_

g20_ftd_mp_6vsh_c1_p001a009.indd 6 10/16/18 11:36 AM


A mitologia mesopotâmica: o dilúvio 67 Os hebreus 76
A escrita cuneiforme 68 A religião dos hebreus 76
A Monarquia e os reis hebreus 77
Explorando o tema 70
O cotidiano dos hebreus 78
O Código de Hammurabi
Os persas 80
A Fenícia 72
O alfabeto fenício 73 Atividades 82
Um porto comercial no mar Refletindo sobre o capítulo 85
Mediterrâneo 74

ítulo
Cap

África antiga 86
O estudo da história da África 88 História em construção 96
Egípcios e cuxitas 89 Os trabalhadores das
grandes pirâmides
Os antigos egípcios 90
A unificação do Egito 90 Os cuxitas 98
Os faraós negros 98
A organização social 91

rstock.com
As candaces 99
Faraós e sacerdotes 91
A preservação da identidade cultural 99
Nobres, militares e funcionários

te
/Shut
do Estado 91 As pirâmides cuxitas 100

lpies
Camponeses, artesãos e escravizados 91 Explorando o tema 102

scu
Transformações na paisagem O resgate do papel da mulher nas
do rio Nilo 92 sociedades africanas

As práticas religiosas no Encontro com... Geografia 104


Egito antigo 94 Água: recurso vital ameaçado
A crença na vida após a morte 94 Atividades 106
Uma tentativa de monoteísmo 94 Refletindo sobre o capítulo 109
Formas de registro: os hieróglifos 95
Uma escrita complexa 95

ítulo
Cap

Os povos da América 110


As primeiras civilizações andinas Povos indígenas
e mesoamericanas 112 do Brasil 122
Povos da região andina 113 Os Tupi e os Macro-Jê 124
u La Shutterstock.com ,
Venta, Villahermosa

Povos da Mesoamérica 114 Marajoaras e Tapajoaras 124

A América entre Explorando o tema 125


os séculos X e XV 116 O protagonismo indígena
/

Os maias 116 Atividades 126


e Mco/Zbiq
use

Os astecas 118
Refletindo sobre o capítulo 129
rq xi
Pa Mé
u

Os incas 120

:15 AM g20_ftd_6vsh_iniciais_p001a009.indd 7 10/10/18 8:15 AM

g20_ftd_mp_6vsh_c1_p001a009.indd 7 10/16/18 11:36 AM


ítulo
Cap

Ocidente clássico: os gregos 130


A formação da civilização grega 132 Investigando na prática 142
Os habitantes da ilha de Creta 132 Os vasos gregos
Cretenses e micênicos 133 A Guerra do Peloponeso 144
As cidades-Estado gregas 134 O conflito 144
Os efeitos da guerra 144
A cidade de Esparta 135
As mulheres espartanas 135 O Império Macedônico 145

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terstock
A cidade de Atenas 136 A mitologia grega 146
Quem não tinha Explorando o tema 147

Shut
participação política 136

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Os Jogos Olímpicos

oris
As mulheres de Atenas 137

S.B
Encontro com... Filosofia 148
A revolução hoplítica em Atenas 138
O pensamento racional
A população exige mudanças 138
Os tiranos 139
O alfabeto grego 149
A literatura grega 149
Clístenes e a democracia
ateniense 139 Atividades 150
A organização da democracia Refletindo sobre o capítulo 153
ateniense 140

ítulo
Cap

Ocidente clássico: os romanos 154


A origem da civilização romana 156 A extensão do Império 163
A fundação de Roma 156 O Baixo Império 164
A presença etrusca na As tentativas de superação da crise 165
Península Itálica 157
O Cristianismo e a divisão
A presença grega na cultura romana 157 do império 165
Períodos da história romana 157
Explorando o tema 166
A Monarquia em Roma 158 Hipátia de Alexandria
A organização social 158
Organização familiar e social
A República em Roma 159 em Roma 168
A expansão territorial 159 As mulheres romanas 168
a o/

O aumento da escravidão 160 A educação das crianças 169


en an
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s, o
V

no ot
ca /F As conquistas da plebe 160 As atividades de lazer 169
Vati um
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seu /A
Mu risma
As tentativas de reforma agrária 161 Investigando na prática 170
P
A crise da República 162 Os mosaicos romanos
As reformas de Caio Mário 162
Latim: a língua dos romanos 172
O fim da República 162
As línguas neolatinas 172
O Alto Império 163 A literatura latina 173
A Pax Romana 163 A escrita do povo 173

g20_ftd_6vsh_iniciais_p001a009.indd 8 10/10/18 8:15 AM g20_

g20_ftd_mp_6vsh_c1_p001a009.indd 8 10/16/18 11:36 AM


O Direito Romano 174 As lutas de arena 175
Os espetáculos História em construção 176
públicos romanos 175 A cidade de Pompeia
O teatro 175 Atividades 178
As corridas de biga 175
Refletindo sobre o capítulo 181

ítulo
Cap

O período Medieval 182


As invasões germânicas e a A “criação” das três ordens 200
queda de Roma 184 As mulheres na Idade Média 201
Roma é conquistada 184
A economia feudal 202
Os povos “bárbaros” 185
Um feudo medieval 202

elot TRI STAR/Album/Fotoarena


imeiro Cavaleiro. EUA
O que é a Idade Média? 186 História em construção 204
Períodos da Idade Média 187 Projeto Guédelon: construindo
Os povos germânicos 188 um castelo medieval
As atividades do dia a dia 188 O poder da Igreja Católica 206

, o Pr
A
r. L UMBI
A organização social 188 Problemas internos 206

an c
OL
Zu to: C
As crenças religiosas 189 As manifestações heréticas 207

rry Fo
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Je 95.
Os reinos germânicos 189 Investigando na prática 208

19
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rra
Explorando o tema 190 As iluminuras medievais
e e
lat d
ng e
e I Film

Os vikings Transformações na Europa feudal 210


O Império Romano do Oriente 192 Outras inovações técnicas 210
A cidade de Constantinopla 192 Enquanto isso... 211
A mistura cultural e religiosa 193 na Península Arábica
A arte bizantina 193
As Cruzadas 212
O governo de Justiniano 194
A “Terra Santa” 213
O Direito 195 As consequências das Cruzadas 213
Justiniano e o Corpo do
As cidades medievais 214
Direito Civil 195
As corporações de ofício 214
A formação do Império Burgos e burgueses 214
Carolíngio 196
Cambistas e banqueiros 215
O Reino Franco 196
O Império Carolíngio 197
Explorando o tema 216
A Peste Negra
Condes, marqueses e duques 197
As transformações sociais e a
Os feudos 198 arquitetura das igrejas 218
Combinação de tradições romanas As primeiras universidades 219
e germânicas 198 A função social e a importância
A sociedade feudal 199 cultural 219
A nobreza 199 Atividades 220
O clero 199 Refletindo sobre o capítulo 223
Os camponeses 199

Bibliografia 224

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Objetivos do capítulo u lo
pít
• Perceber a importân- Ca

Construindo
cia da análise de fontes
históricas para a produ-
ção do saber histórico.

a História
• Verificar que existem
diferentes interpretações
dos fatos históricos e di-
versas formas de registro
dos saberes históricos.
• Reconhecer a impor-
tância das noções tem-
porais para o estudo da
história.
• Identificar as diferen-
tes maneiras de compre-
ender o tempo.
• Compreender que o
conhecimento histórico
está ligado à verificação
das continuidades e das
rupturas dos processos
históricos.

Orientações gerais
• As imagens apresen-
tadas podem auxiliar os
alunos com o desenvol-
vimento de noções acer-
ca das transformações e
permanências históricas.
Comente com eles que
Pieter Bruegel viveu du-
rante a expansão renas-
centista do século XVI.
No entanto, seus quadros
representam, principal-
mente, pequenas aldeias
rurais, que ainda conser-
vavam características do
mundo medieval. Assim,
é possível reconhecer que
toda obra de arte é uma
representação da reali-
dade e, por isso, deve ser
entendida como reprodu-
Jogos Infantis,
ção subjetiva, de acordo óleo sobre
com a concepção do autor painel de Pieter
sobre o tema represen- Bruegel, 1560.
tado. Enfatize as diferen- Na obra, o pintor
ças entre os suportes das representou adultos
e crianças brincando.
imagens para reforçar a
percepção da diversidade 10
de fontes históricas.

• O texto a seguir apresenta mais informações sobre o


g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd 10 ger uma questão, selecionar registros que tratem do assunto,10/9/18 7:05 PM g20_

processo de análise de documentos e pode ajudar a fun- contextualizar, decodificar e construir uma ou mais versões
desse tema são as tarefas básicas desse tipo de trabalho. E,
damentar o trabalho com o capítulo 1 em sala de aula. para tanto, cabe ao professor de História, como um bom his-
toriador, orientar seus alunos a lidar com a diversidade de
O trabalho com o documento dados, pois são cada vez mais raras as análises históricas ali-
[...]
cerçadas por um único tipo de documento. [...]
Notadamente para os temas atuais, a abrangência das fon- SAMARA, Eni de Mesquita; TUPY, Ismênia Spínola Silveira Truzzi.
tes disponíveis torna viável a prática da crítica histórica em História & Documento e metodologia de pesquisa. Belo Horizonte:
sala de aula desde os níveis mais elementares de ensino. Ele- Autêntica, 2007. p. 67-68. (História & Reflexões).

10

g20_ftd_mp_6vsh_c1_p010a029.indd 10 10/10/18 5:52 PM


• Ao responderem aos
questionamentos pro-
No decorrer do tempo, acontecem transforma- postos, peça-lhes que
ções nos lugares e no modo de vida das pessoas. comparem os elementos
descritos com os costu-
Alguns aspectos, porém, permanecem semelhan-
mes das pessoas e as ca-

Museu de História da Arte em Viena, Áustria


tes de uma época para outra. Nos estudos histó- racterísticas do lugar on-
ricos, procuramos analisar e compreender essas de vivem, na atualidade,
transformações e, também, as permanências. identificando mudanças
Observe as imagens destas páginas e conver- e continuidades nos tipos
de brinquedos e brinca-
se com os colegas sobre as questões a seguir.
deiras, nas vestimentas,
nos padrões estéticos etc.
•A

Revista Feminina. Ano XI. n. 128. 1925. Arquivo Público do Estado de São Paulo, São Paulo
pintura de Pieter
Bruegel é uma fonte que
fornece informações
sobre o cotidiano e os
hábitos europeus no sé-
culo XVI. Ao observá-la,
é possível ter uma ideia
de como eram algumas
construções da época,
que tipo de roupas as
pessoas usavam, do que
as crianças gostavam de
brincar etc. Aproveite a
análise dessa pintura para
avaliar os conhecimentos
prévios dos alunos sobre
Propaganda a importância das fontes
de uma loja para a construção do co-
de roupas
nhecimento histórico.
publicada na
Revista • Durante a análise da
Feminina, propaganda, chame a
1925. atenção dos alunos para
Veja as respostas das questões nas as mudanças que a gra-
orientações ao professor. fia da língua portuguesa
A Na pintura Jogos Infantis, de Pieter sofreu do início do sé-
Bruegel, foram representadas diferentes culo XX até os dias de
brincadeiras. Você consegue identificar hoje, ressaltando a pa-
algumas dessas brincadeiras? Em caso lavra colleção. Diga-lhes
que, no início do século
afirmativo, indique quais.
passado, as mulheres pas-
B Por meio da análise da propaganda acima, saram a conquistar cada
o que você consegue perceber sobre os vez mais o espaço público,
costumes da época em que ela foi produ- caminhando pelas ruas
zida? Que semelhanças e diferenças você sem a presença masculi-
nota entre essa propaganda e uma pro- na, indo às compras de-
paganda de roupas de banho atual? Co- sacompanhadas, e, como
mente. mostra a imagem, tam-
bém frequentando a praia.
C Você sabe quais recursos os historiadores
utilizam para estudar o passado? • Sobre o trabalho com
fontes históricas, consul-
te o livro a seguir.
> PINSKY, Carla Bassa-
11 nezi; LUCA, Tania Regina
de (Orgs.). O Historiador
e Suas Fontes. São Pau-
lo: Contexto, 2009.
:05 PM Respostas
g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd 11 10/9/18 7:05 PM

A Os alunos podem identificar diferentes publicitário, é possível verificar a influência da C Os historiadores utilizam as fontes históri-
brincadeiras, como plantar bananeira (1), rolar moda francesa no Brasil e a influência france- cas para analisar elementos do passado, bus-
aro (2), pula-sela (3), perna de pau (4). sa e inglesa no vocabulário brasileiro, como cando contextualizá-las e compará-las para
B Os alunos podem perceber aspectos da nas palavras maillot, que atualmente foi apor- construírem suas interpretações acerca do
moda em roupas de banho para mulheres da- tuguesada como maiô, e store, em inglês, que modo de vida de outras sociedades.
quela época. Além disso, pela análise do texto significa loja.

11

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BNCC
A percepção de que O que é História?
existem diferentes in-
História é o campo do conhecimento dedicado ao estudo das ações dos seres hu-
terpretações possíveis
manos no tempo e no espaço. Esse estudo envolve as realizações humanas, as trans-
durante o processo de
construção do conhe- formações sociais, políticas e culturais que ocorrem nas sociedades, bem como as
cimento histórico favo- permanências, isto é, aquilo que pouco mudou ao longo do tempo.
rece o trabalho com a A História nos auxilia a conhecer o passado e, desse modo, compreender melhor
competência específica o presente. Assim, nos tornamos mais capazes de agir para transformar a sociedade.
de Ciências Humanas
4 e com a competência
específica de História O que é sociedade?
4. Ao abordar esse tema
Sociedade é um conjunto de pessoas que convivem de maneira organizada, compartilhando
com os alunos, comente
regras, costumes, língua etc. Uma sociedade é composta de instituições e grupos sociais, como
sobre a importância de
a família, a escola, o trabalho. Por meio dos grupos sociais, as pessoas se integram à sociedade,
valorizar a diversidade estabelecendo relações entre si.
entre indivíduos e gru-
pos sociais, combatendo
noções de preconceito e
destacando as visões de
As diferentes interpretações
Purkiss Archive/akg-image/Album/Fotoarena

diferentes sujeitos.
Cada pessoa pode interpretar os acontecimen-
Orientações gerais tos do dia a dia de uma maneira diferente. E essa
diversidade é positiva. Já imaginou se todos pen-
• Questione se os alu- sassem da mesma maneira? Provavelmente não
nos se lembram do que
haveria ideias novas.
estudaram em Histó-
ria nos anos anteriores. Os historiadores, quando estudam determinada
Converse com eles con- sociedade, também podem interpretá-la de dife-
forme forem responden- rentes maneiras.
do, estabelecendo um
diálogo com a turma. É O historiador britânico Eric Hobsbawm (1917-2012)
importante que eles re- privilegiava em suas pesquisas históricas aspectos
conheçam que a História culturais, políticos e econômicos das sociedades.
contribui para a compre- Fotografia de 2007.
ensão das sociedades e
suas características ao
longo do tempo: organi-
Fernando Donasci/Folhapress

zações, transformações, Dependendo dos métodos de pesquisa e das


instituições, mudanças, fontes de que dispõe, o historiador pode dar ênfase,
rupturas, simultaneida- por exemplo, a aspectos políticos, econômicos,
des, permanências, além sociais ou culturais. A ênfase em um ou mais desses
das semelhanças e dife- aspectos possibilita ao historiador construir sua
renças que existem entre
própria interpretação histórica com base no enfoque
elas e das relações entre
os seres humanos que as
escolhido por ele e pela documentação analisada.
constituem.

A historiadora brasileira Karen Worcman


se dedica a estudar relatos e depoimentos
sobre a vida das pessoas. Fotografia de 2005.

12

Sugestão de atividade Dinâmica em grupo


g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd 12 10/9/18 7:05 PM g20_

Para iniciar a discussão sobre o conceito de socieda- cadas e originais, sem repetir as definições dos outros
de, desenvolva com os alunos uma dinâmica em grupo. colegas de turma. Não permita situações de desrespeito
Questione-os sobre o que é sociedade e peça a cada um e leve-os a valorizar o que os colegas expressaram. De-
que fale em uma frase curta o que entende sobre esse pois, leia com eles o boxe da página 12, comparando o
conceito. Aproveite para estimular a conversa para ca- conceito discutido na página com o que foi levantado na
da aluno se expressar e também ouvir a opinião dos dinâmica.
colegas. Oriente-os também a elaborar ideias diversifi-

12

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BNCC
Registros da história

Capítulo 1
Os conteúdos aborda-
Tudo aquilo que a humanidade produz ao longo do tempo pode ser considerado dos nesta página favo-
fonte histórica e, portanto, serve à construção do conhecimento histórico. São exem- recem explorar a habili-
plos de fontes históricas: jornais, livros, cartas, diários, letras de música, histórias em dade EF06HI02 com os
alunos à medida que eles
quadrinhos, pinturas, fotografias, filmes, mapas, moedas, vasos, joias, edifícios, pai-
identificam como ocorre
sagens, esculturas e muitos outros. Também são considerados fontes históricas os a produção do saber his-
relatos orais, por exemplo, as histórias contadas por nossos avós. tórico e qual a importân-
cia das fontes históricas
nesse processo. Explore
com os alunos as fontes
históricas desta página,
Exemplos de objetos perguntando-lhes se sa-
photobeps/Shutterstock.com

que podem ser fontes bem o que são os obje-


históricas. Esses
tos retratados e para que
objetos, utilizados
em várias sociedades eles são utilizados.
ocidentais, foram
produzidos entre o Orientações gerais
final do século XIX e
meados do século XX. • Explique aos alunos
que um objeto ou um
relato em si não são ne-
cessariamente fontes
históricas. Eles passam
As imagens desta
página não a ser fontes quando são
apresentam usados para analisar e
proporção entre si.
interpretar determinada
sociedade ou período,
servindo para a constru-
ção do saber histórico.
Explorando a imagem
• Você consegue identificar os objetos da imagem acima? Qual a utilidade Material digital
desses objetos? Quais informações sobre as sociedades ocidentais podemos
descobrir ao analisar esses objetos? Veja a resposta da questão nas
• O tema sobre registros
e fontes históricas pode
orientações ao professor.
ser ampliado com o pro-
jeto integrador referente
A produção do conhecimento histórico ao 1º bimestre apresen-
tado no material digital,
O conhecimento histórico é aquele produzido com base na aná- A história vivida
que propõe a realização
lise e na interpretação das fontes históricas. Quando um historiador O conhecimento de uma feira de fontes
analisa uma fonte histórica, ele precisa tomar alguns cuidados, pois histórico é diferente da
trazidas pelos próprios
história vivida. A história
já possui uma série de ideias, razões e emoções que interferem em alunos.
vivida refere-se às
sua interpretação. experiências e aos
Uma mesma fonte histórica pode ser interpretada de diversas acontecimentos vividos
pelos indivíduos e grupos
maneiras, dependendo dos critérios de análise de cada historiador.
sociais ao longo do tempo.
Além disso, a descoberta de novas fontes pode mudar o modo como Ela é formada por inúmeros
os processos históricos são compreendidos pelos historiadores. eventos, que ocorrem todos
Eles podem também apresentar diferentes interpretações para fontes os dias e em todos os
já estudadas, dando a elas um novo significado. Portanto, se cada lugares, o que torna
impossível que ela seja
historiador faz a sua própria interpretação dos processos históricos,
estudada por completo.
ela não pode ser considerada uma verdade única e absoluta.
13

:05 PM Resposta
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• É possível identificar vários objetos: toca-discos, tele- objetos e, se possível, leve alguns deles para a sala de au-
fones, discos de vinil, panela, bússola, fita cassete, má- la. É possível obter muitas informações sobre as socieda-
quina de escrever, relógio, balança, cadeado e chaves, des ocidentais ao considerar a finalidade com que criaram
ventilador, máquina de fazer massas, televisão, moedor os objetos, como ouvir música, fazer ligações a distância,
de café, pincel e aparelho de barbear, rolo de linha, dedal escrever, orientar-se espacialmente, marcar as horas, re-
e máquina de costura, lâmpada, câmera fotográfica, rádio frescar-se, iluminar ambientes, preparar alimentos, tirar
e apito. Converse com os alunos sobre a utilidade desses fotografias, assistir à televisão, costurar, entre outras.

13

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Orientações gerais
A análise de uma fonte histórica
• Antes de iniciar a aná-
lise da fonte histórica Ao analisar uma fonte histórica sobre determinado tema, o historiador busca res-
destas páginas, chame a postas para perguntas como: “quem fez?”, “para quem fez?”, “quando fez?”, “como
atenção dos alunos para fez?”, “onde fez?”, “para que serve?” etc.
a multiplicidade de inter-
Um historiador que estuda o Egito antigo, por exemplo, pode consultar diferentes tipos
pretações que uma mes-
ma fonte histórica pode de fontes: construções, objetos de uso cotidiano, textos escritos, pinturas, esculturas etc.
fornecer. A ampliação do Observe na imagem a seguir um detalhe de uma pintura mural egípcia feita por
campo documental pos- volta de 1400 a.C. A pintura foi encontrada na tumba de um escriba chamado Menna.
sibilitou ao historiador a
construção de narrativas
produzidas com base em Escribas fazendo anotações Abrigo para Jarro para
concepções particulares relativas à produção de grãos. Menna. Menna. carregar água.
e de assertivas do tem-
po presente. Desse mo-
do, o historiador poderá
apresentar uma pers- Escriba:
pectiva própria sobre funcionário
do Estado
as fontes, condicionada que sabia
por seu conhecimento, ler, escrever
emoções e experiências. e fazer
Todos esses fatores vão cálculos.
influenciar em sua ma-
neira de trabalhar com
os objetos e fontes à sua
disposição. Um texto
produzido por um histo-
riador baseado em suas
perspectivas é apenas
mais uma interpretação
diante de tantas outras,
contestando a premissa
de uma verdade absoluta
a respeito de uma fonte
ou que esta fale por si,
sem os questionamentos
propostos ao documento
pelo historiador.

Trabalhadores ceifando. Foice. Cesta para transportar cereais.

14

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14

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Por meio dos elementos dessa fonte histórica, é possível notar que os antigos Joeirar: Orientações gerais

Capítulo 1
egípcios praticavam a agricultura. Os indivíduos aparecem joeirando, colhendo o separar o trigo
trigo e transportando-o em cestas com o auxílio de animais, que eram corriquei-
de outros • A atividade apresenta-
cereais com o da nesta página pode ser
ramente utilizados nessas atividades. Para controlar a produção, escribas fazem auxílio de uma
utilizada como forma de
peneira.
anotações, enquanto são supervisionados por Menna em seu abrigo. avaliar a aprendizagem
As pessoas representadas na pintura são
dos alunos. Verifique se
Explorando a imagem egípcias. É possível notar que elas eles são capazes de ob-
trabalhavam na agricultura. Os indivíduos servar os elementos da
• Na pintura abaixo, quem são as pessoas que foram representadas aparecem joeirando, ceifando, colhendo o fonte histórica, compre-
trabalhando? Que atividades elas estão realizando? trigo e transportando-o em cestas para
armazenamento de cereais auxiliados endendo os papéis de
pelos animais, que eram corriqueiramente cada pessoa e as tarefas
utilizados nessas atividades. Além disso, que estão sendo realiza-
Trabalhadores Gado bovino utilizado também foram representados escribas
joeirando o trigo. na agricultura. trabalhando. das. É importante que os
alunos notem a data de
produção da fonte, cerca
de 1400 a.C., verificando,

Museu do Louvre, Paris, França/DEA/G. DAGLI ORTI/Album/Fotoarena


portanto, que a imagem
foi produzida na época
em que viviam os anti-
gos egípcios.

Material digital
•O trabalho de análi-
se de fontes históricas
também pode ser desen-
volvido com a sequência
didática 1 do material
digital, que apresenta
uma proposta de oficina
sobre o tema.

Trabalhadoras em conflito por causa do trigo que sobrou da colheita.

15

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15

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Orientações gerais
Os sujeitos históricos
• Complemente as in-
formações da página co- Sujeitos históricos são todas as pessoas que participam do processo histórico.
mentando com os alunos Além dos sujeitos históricos individuais, existem os sujeitos históricos coletivos,
que a atuação dos sujei- como os grupos de pessoas que atuam em movimentos sociais, que são fundamen-
tos históricos coletivos, tais nas ações de transformação social, cultural, política e econômica.
por meio dos chamados
movimentos sociais, é de Como exemplos de sujeitos coletivos, podemos citar as associações de moradores,
importância fundamental os movimentos estudantis, os sindicatos de trabalhadores e as Organizações Não
em uma sociedade, como Governamentais (ONGs), que atuam diretamente na transformação da realidade.
meio de manifestação e Por muito tempo, foram considerados sujeitos históricos somente pessoas ditas
de reivindicação de me-
“importantes”, como reis, generais e presidentes. Acreditava-se que somente esses
lhorias. Explique-lhes que,
além dos sujeitos coleti- personagens de destaque determinavam os rumos da história. Atualmente, porém,
vos mencionados (sindi- todos os indivíduos ou grupos de pessoas são considerados sujeitos históricos.
catos de trabalhadores,
movimentos estudantis), Museu da Pessoa
Bernardo Emanuelle/Shutterstock.com
há muitos outros movi- Site aberto à participação de todos
mentos sociais, como os que queiram contar sua história. Nele,
é possível conhecer a história de vida
movimentos negro, femi- de milhares de sujeitos históricos.
nista, ambientalista e de Visite o endereço:
combate à homofobia. <http://www.museudapessoa.
net/pt/home>.
• Leia o texto a seguir, Acesso em: 27 jun. 2018.
que pode oferecer sub-
sídios para o trabalho Casal de idosos. Os idosos são
com o tema dos sujeitos sujeitos da história e têm uma longa
históricos coletivos. vivência, com participação em vários
Os movimentos sociais acontecimentos. Eles geralmente
são cíclicos em dois sen- têm muito a contar sobre o
tidos. Em primeiro lugar, passado. Fotografia de 2018.
respondem às circunstân-
cias, que variam segundo
as flutuações e os ciclos
políticos, econômicos e,
talvez, ideológicos. Em se-
Imagem que mostra um
gundo lugar, os movimen-
exemplo da ação do
tos sociais tendem a ter
ciclos de vida próprios. Os sujeito histórico coletivo:

Dirceu Portugal/Futura Press


movimentos como tais, as- professores de Curitiba
sim como seus membros, (PR) durante manifestação
sua mobilização e sua for- por melhores salários e
ça tendem a ser cíclicos, já condições de trabalho.
que mobilizam [os sujei- Fotografia de 2015.
tos coletivos] em resposta
a [...] circunstâncias que,
em si mesmas, são de ca-
ráter cíclico. [...]
Apesar de sua natu-
reza defensiva, de suas
limitações e de suas re-
lações com o Estado, [...]
os movimentos sociais
são agentes importantes
de transformação social
e portadores de uma no-
va visão. Uma razão da
importância dos movi-
mentos sociais, evidente-
mente, é o vazio que eles
preenchem em espaços
nos quais o Estado e ou- 16
tras instituições sociais
e culturais são incapazes
de atuar pelos interesses
de seus membros, ou não
querem fazê-lo. [...] g20_ftd_lt_6vsh_c1_p016.indd 16
Sugestão de atividade Exposição
7/5/19 9:29 AM

FRANK, André Gunder; FUENTES,


Marta. Dez teses acerca dos Se julgar conveniente, solicite aos alunos uma pesqui- gens em uma exposição com o tema “Sujeitos históri-
movimentos sociais. Lua Nova:
Revista de cultura e política. São sa de fotografias, em revistas e na internet, que retratem cos coletivos em ação”. Aproveite para destacar com os
Paulo, jun. 1989. p. 26; 29-30; a atuação de sujeitos históricos coletivos em diferentes alunos a importância desses movimentos, trabalhando
37. Disponível em: <http://www.
scielo.br/scielo.php?script=sci_
tipos de manifestação no Brasil e no mundo. Após a assim com a competência geral 10.
arttext&pid=S0102-6445198 pesquisa, verifique a possibilidade de reunir essas ima-
9000200003>. Acesso em:
5 set. 2018.

16

zg20_ftd_mp_6vsh_c1_p016_fac_simile.indd 16 7/10/19 6:30 PM


A compreensão da noção de tempo
BNCC

Capítulo 1
O tema desta página
possibilita abordar com
O tempo é fundamental para os estudos históricos. Existem, no entanto, diferentes
a turma a habilidade
maneiras de compreender o tempo. Vamos conhecer a seguir algumas delas. EF06HI01, pois explora
percepções sobre dife-
Tempo da natureza rentes formas de com-
preensão de tempo. Ao
Existe o tempo que passa naturalmente e não depende da Cultura: conjunto de conhecimentos, ler com os alunos os
vontade humana, ou seja, não é cultural. Esse é o chamado tempo costumes, valores, crenças, tradições, textos apresentados na
entre outros, que podem ser página, peça a eles que
da natureza, que pode ser percebido, por exemplo, pelo cresci- transmitidos de geração a geração
mento das árvores e pelo envelhecimento das pessoas. em um determinado grupo social. citem exemplos de si-
tuações do cotidiano nas
quais são abordados os
Tempo cronológico tempos da natureza, cro-
nológico e histórico.
Diferentemente do tempo da natureza, o tempo cronológico é medido, contado.
Esse tempo é um elemento cultural, pois foi o ser humano que criou as diversas
formas de medição do tempo. Orientações gerais
O tempo cronológico pode ser dividido em unidades de medida: segundo, minuto,
hora, dia, mês, ano etc. Atualmente, os principais instrumentos usados para medir a • Para a organização do
tempo cronológico, o ser
passagem do tempo cronológico são o relógio e o calendário. humano adotou como
referência alguns fenô-
menos da natureza que

Herrndorff/Shutterstock.com
aconteciam em interva-
los constantes. O tem-
po da natureza é cíclico,
medido por meio da al-
ternância de períodos
claros e escuros (dia e
noite), estações do ano e
fases da Lua, por exem-
plo. No calendário atual,
um mês abrange todas
as fases da Lua, e cada
uma dessas fases tem a
duração de sete dias – o
que chamamos de “se-
mana”.
As pessoas que trabalham em uma fábrica, por exemplo, têm suas atividades reguladas principalmente
pelo tempo do relógio. Acima, trabalhadores em uma fábrica de automóveis. Fotografia de 2018.
• Diferentemente do
tempo cronológico, que
Veja no material audiovisual se refere a medidas cons-
Tempo histórico tantes e proporcionais de
um vídeo sobre o conceito
de tempo.
tempo, o tempo históri-
O tempo cronológico, como vimos, pode ser marcado por instrumen- co considera eventos de
O arteiro e o tempo
tos de medição, por exemplo, o relógio e o calendário, pois sua conta- curta, média e longa du-
Luis Fernando Verissimo.
ração, e seus referenciais
gem é feita com unidades fixas de medida, como a hora, o dia ou o ano. São Paulo: Berlendis e
Vertecchia, 2006. são as mudanças que
O tempo histórico, por sua vez, possui diferentes ritmos e durações, e Nesse livro, uma criança ocorrem nas sociedades.
pode ser verificado principalmente por meio das permanências e trans- conversa com o tempo As transformações do
sobre as transformações
formações que ocorrem nas sociedades. São os historiadores que, em tempo histórico não são
que ocorrem ao longo da
seu trabalho, analisam os elementos que caracterizam o tempo histórico. vida e em diferentes épocas. exatas, podendo apre-
sentar rupturas e tam-
17 bém permanências.

:05 PM • Para subsidiar o trabalho em sala de aula com as no- Material audiovisual 10/19/18 3:08 PM

ções de tempo, veja o livro a seguir.


> WHITROW, Gerald James. O que é tempo? Uma visão
• Para explorar o conceito de tempo com os alunos,
acesse o vídeo que compõe o material audiovisual des-
clássica sobre a natureza do tempo. Tradução: Maria Ig- ta coleção.
nez Estrada. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

17

10/19/18 3:20 PM
Orientações gerais
Transformações e permanências
• Analise as fotografias
com os alunos, chaman- As pessoas e as sociedades se transformam no decorrer do tempo, porém, muitos
do-lhes a atenção para elementos permanecem semelhantes. As fotografias abaixo retratam o Viaduto do
as rupturas e continui- Chá, na cidade de São Paulo, em duas épocas diferentes. Repare que, apesar das
dades no local retratado. transformações, alguns elementos permaneceram de uma época para a outra.
Comente que, ao longo
de aproximadamente

Arquivo/Estadão Conteúdo
100 anos, o espaço onde
se localiza o Viaduto do
Chá passou por mudan-
ças significativas em de-
corrência do processo de
modernização e confor-
me a necessidade dos in-
divíduos. As edificações
retratadas na primeira
fotografia compunham
a arquitetura local, com
influências marcada-
mente europeias, como
a do Teatro Municipal.
As ruas da cidade eram Fotografia do
feitas geralmente de pa- Viaduto do Chá,
ralelepípedos e por elas na cidade de
circulavam homens, mu- São Paulo (SP),
década de 1910.
lheres e diferentes meios
de transporte, como a
carroça, o automóvel e o

Vanessa Volk
bonde-elétrico. Obser-
vando a segunda foto-
grafia é possível perceber
permanências no espa-
ço, como o edifício onde
se localiza o Teatro Mu-
nicipal. As ruas são mais
movimentadas que há
100 anos e apresentam
novos elementos, como
o semáforo e a faixa para
pedestres, indicando, as-
sim, a intensa passagem
de pessoas e automóveis
nesse cenário da cidade
de São Paulo no século Fotografia
do mesmo
XXI. lugar, década
de 2010.

Ao comparar essas fotografias, podemos perceber muitas transformações na pai-


sagem, em decorrência da construção de edifícios e da presença de novos meios de
transporte. Há, porém, algumas permanências, como o próprio Viaduto do Chá e o
prédio do Teatro Municipal, ao fundo, no centro da imagem.
18

g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd 18 10/9/18 7:05 PM g20_

18

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Orientações gerais
O tempo histórico e suas durações

Capítulo 1
• Auxilie os alunos a
O tempo histórico acompanha os ritmos das transformações de cada sociedade: compreenderem a ana-
umas apresentam um ritmo mais acelerado de transformações, outras, nem tanto. logia proposta no diagra-
Para facilitar o entendimento das transformações e das permanências, o historiador ma e explique-lhes que
as águas da superfície,
francês Fernand Braudel propôs três diferentes durações do tempo histórico: a curta,
por sua baixa densidade,
a média e a longa duração. Observe. são mais móveis e fá-
ceis de serem alteradas,
assim como o tempo de

Camila Ferreira
curta duração. Isso ocor-
re por conta de diversos
O tempo de curta fatores, como presença
duração é caracterizado humana, poluição, ações
por eventos breves, como dos ventos, das marés
um golpe político, uma
disputa eleitoral ou a
etc. Já conforme nos
assinatura de uma lei. aproximamos do fundo,
onde as águas se movi-
mentam de modo mais
lento, tal qual o tempo de
longa duração, o ambien-
te se torna mais estável e
O tempo de média duração mais permanente. Dessa
é marcado por transformações mesma forma funciona-
mais lentas, mas que podem ria o nosso entendimen-
ser percebidas no decorrer da to sobre o tempo históri-
vida de uma pessoa, como a
co, que pode ser mais ou
vigência de um sistema
menos estável, conforme
econômico ou a duração do
estudamos sua longa e/
reinado de um monarca.
ou média e/ou curta du-
ração.

O tempo de longa duração é


formado por processos Fonte:
históricos que demoram longos BRAUDEL,
períodos de tempo para ocorrer. Fernand.
É o caso dos valores morais, Escritos sobre
a História.
que se transformam muito Tradução: J.
lentamente. Guinsburg; T.
C. S. da Mota.
São Paulo:
Perspectiva,
1978. p. 44-78.
Com base nessa representação esquemática dos“três tempos históricos”, formulada por Fernand
Braudel, podemos perceber que, como o oceano, o tempo é um só, mas possui camadas temporais
da mesma forma que o oceano possui camadas de água. Nos dois casos, as camadas são
sobrepostas e simultâneas.

É importante observar que os acontecimentos e processos históricos, apesar de


terem diferentes durações, estão interligados e podem ser simultâneos. Por isso, o
historiador, ao analisá-los, precisa levar em conta essas durações.

Simultâneo: evento que ocorre ao mesmo tempo que outro.

19

:05 PM g20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd 19 10/9/18 7:05 PM

19

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A linha do tempo
BNCC
O boxe sobre as pe-
riodizações dos proces-
A linha do tempo ajuda a localizar os fatos históricos no tempo. Na linha do tempo
sos históricos pode ser
utilizado para trabalhar a seguir, que apresenta uma das possíveis divisões dos períodos da história do Brasil,
com os alunos a habi- estão indicados os principais elementos que compõem uma linha do tempo. Observe.
lidade EF06HI01, pois
apresenta uma proble- Barras de periodização Descrição dos períodos
matização acerca dos As barras de periodização são utilizadas para Pequenos textos que descrevem
critérios adotados para indicar a duração de cada um dos períodos as principais características dos
o estabelecimento das representados na linha do tempo. períodos representados.
divisões temporais.

Orientações gerais 1500 a 1822


1889 até os dias de hoje
• Em relação à perio- Período Colonial
1822 a 1889
Nesse período, o Brasil foi Período Republicano
dização, explique aos
uma Colônia de Portugal. Período Imperial Durante a República, o Brasil passou
alunos que, tradicional-
A maior parte do trabalho na Durante o Império, o Brasil a ser governado por presidentes.
mente, muitos historia- agricultura, nos engenhos de passou por um período Esse período foi marcado por muitas
dores dividiam a história açúcar e na mineração era conturbado, com revoltas transformações no modo de vida e
em: Idade Antiga (4000 realizada inicialmente por em diversas províncias, e pela modernização do país.
indígenas e posteriormente teve dois imperadores:
a.C.-476), Idade Média
por africanos escravizados. D. Pedro I e, depois, seu
(476-1453), Idade Moder- filho D. Pedro II.
na (1453-1789) e Idade
Contemporânea (1789-).
Os critérios adotados fo-
ram alguns eventos con- 1550 1600 1650 1700 1750 1800 1850 1900
siderados marcadores de
rupturas históricas, como 1500
1822 1889
Chegada da esquadra portuguesa,
a queda do Império Ro- D. Pedro declara a Proclamação da
comandada por Pedro Álvares Cabral,
mano do Ocidente (476) à costa do Nordeste brasileiro. independência do Brasil República, pelo militar
em relação a Portugal. Deodoro da Fonseca.
e a Revolução Francesa
(1789). Aproveite a opor-
tunidade para problema-
tizar essa visão com os Momentos de ruptura Eixo cronológico
alunos e comente os as- Os fatos indicados por pontos na linha Indicado por uma linha com uma
pectos da história orien- do tempo geralmente marcam momentos seta, o eixo cronológico indica o
tal, por exemplo, que são de ruptura dos processos históricos. sentido linear da passagem do tempo.

desconsiderados nessa
perspectiva de periodi-
zação. A periodização dos processos históricos
• A linha do tempo é um Para facilitar a compreensão dos processos históricos, os estudiosos geralmente dividem o
tempo em períodos, com base em acontecimentos que servem como marcos históricos. Desse
recurso frequentemente
modo, são criadas as periodizações. As periodizações não são naturais, ao contrário, são criações
utilizado por facilitar os feitas pelos seres humanos e, portanto, fazem parte da cultura, podendo variar de lugar para lugar.
estudos históricos. No
Os critérios utilizados na criação de uma periodização podem ser, por exemplo, políticos,
entanto, frise para os econômicos ou culturais. Dependendo dos critérios, podem ser estabelecidas diferentes
alunos que a História periodizações para uma mesma sociedade. A divisão da história do Brasil nos períodos Colonial,
não se pauta apenas nas Imperial e Republicano é uma das mais adotadas, mas não é a única. Trata-se de uma convenção
datas e periodizações. O que destaca os acontecimentos políticos.
texto a seguir comple-
menta essas informa- 20
ções.

Como a História do mundo e ag20_ftd_lt_6vsh_c1_p010a029.indd


nossa própria Utiliza-se
20 a periodização para facilitar a com- Sugestão de atividade Pesquisa 10/9/18 7:05 PM g20_
são essencialmente dinâmicas, também aconte- preensão de uma totalidade; ela nada mais é do Para desenvolver essa temática, proponha
ce de mudarem os marcos de nossas periodiza- que uma ferramenta prática. É fundamental, aos alunos uma atividade de pesquisa seguin-
ções. O estabelecimento de período na História portanto, entender como os fatos históricos se
do o roteiro.
nunca é definitivo e não responde a critérios articulam e como as permanências e rupturas
rigorosos, até porque nossas vidas e a das cole- caracterizam determinado período de tempo. a ) Separe a turma em grupos e disponibilize
tividades não podem ser condicionadas por um BOSCHI, Caio César. Por que estudar História?
as seguintes temáticas a serem escolhidas e
São Paulo: Ática, 2007. p. 46. pesquisadas por cada grupo: calendário chi-
único fato. [...] nês, calendário islâmico, calendário hebraico e

20

g20_ftd_mp_6vsh_c1_p010a029.indd 20 10/10/18 5:53 PM


Registros da passagem do tempo:
BNCC

Capítulo 1
Comente com os alu-
os calendários nos que a forma de medir
o tempo é um dado cul-
O calendário é um instrumento utilizado para medir a passagem do tempo e tural e que o calendário
é, portanto, uma mani-
dividi-lo em unidades, como dias, meses e anos.
festação das tradições e
Em nosso país, é adotado oficialmente o calendário gregoriano, introduzido Ano bissexto:
costumes de uma socie-
em 1582 pelo então papa Gregório XIII. Esse calendário é solar, ou seja, um ano ano que tem dade. É comum que as
corresponde a uma volta da Terra em torno do Sol. Nesse calendário, o ano pos- 366 dias. crenças religiosas esta-
sui 365 dias e, a cada quatro anos, ocorre um ano bissexto. beleçam os critérios pa-
ra a definição de muitos
calendários. É importan-
a.C./d.C. te também destacar aos
alunos que existem os
No calendário gregoriano, a contagem dos anos tem início na data atribuída ao calendários solares, lu-
nascimento de Jesus Cristo. Por isso, nos estudos históricos é comum encontrarmos nares ou lunissolares, ou
as siglas a.C. e d.C., que significam “antes de Cristo” e “depois de Cristo”, respectiva- seja, calendários basea-
mente. Dessa forma, o ano contado a partir do nascimento de Cristo é o ano 1, o dos no tempo da nature-
segundo é o ano 2, e assim sucessivamente, em ordem crescente. Os anos “depois za. Durante a discussão
de Cristo” podem ou não ser acompanhados da sigla d.C. sobre esse assunto, de-
senvolva noções sobre o
Da mesma forma, o primeiro ano anterior ao nascimento de Cristo é o ano 1 a.C., tema contemporâneo Di-
isto é, “antes de Cristo”, o segundo é o ano 2 a.C., e assim sucessivamente, em or- versidade cultural e leve
dem decrescente. os alunos a compreende-
rem a variedade de ca-
lendários, bem como a
Outros calendários necessidade de respeitar
cada um deles a fim de
Além do calendário gregoriano, existem entendê-los como mani-
outros calendários, por exemplo, o islâmico festação cultural de um
e o chinês. povo.
No calendário islâmico, a contagem
dos anos tem início com a Hégira, Orientações gerais
que foi a fuga do profeta Maomé • Explique aos alunos
de Meca para Medina, ocorrida que o ano bissexto tem
no ano 622. um dia a mais que os
anos comuns. Seu obje-
O calendário chinês tradicional tivo é tornar o calendário
divide o tempo em ciclos de doze mais preciso, pois a Terra
anos. Cada ano é representado demora cerca de 365 dias
por um animal, como o tigre, o e seis horas para dar uma
cão ou o macaco. Após doze anos, volta completa em torno
o ciclo se reinicia e os nomes dos do Sol. Como os anos co-
animais voltam a se repetir. muns têm 365 dias, a ca-
da ano acumula-se uma
diferença de seis horas.
m
.co

Ao fim de quatro anos,


ck
to
rs

a diferença acumulada é
te
ut

h
l/S
Pa
ve de 24 horas. Para corri-
lin
yti
Representação de um ciclo de
icu
lar
/S gir essa diferença, a cada
t
12 anos no calendário chinês. ção
par
quatro anos é inserido
Cole
um dia a mais no mês de
21 fevereiro, que passa a ter
29 dias. Portanto, esse
ano que tem 366 dias é
chamado ano bissexto.
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calendário asteca. • De que tipo é o calendário: lunar, solar e o c) Cada grupo deverá então elaborar um pai-
b) Depois de cada grupo escolher seu tema de lunissolar? nel, com imagens e pequenos textos sobre o
pesquisa, os alunos devem procurar em revis- • Quais são as diferenças e semelhanças com calendário que pesquisou, e apresentá-lo ao
tas, livros e na internet informações sobre as o calendário que usamos em nossa sociedade? restante da turma.
seguintes questões: d) Por fim, monte com a turma uma exposi-
• De que forma o calendário é organizado e
• Em quais lugares do mundo o calendário é representado? ção com os painéis.
utilizado?

21

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Encontro com... Arqueologia
Orientações gerais

•O texto a seguir pode


oferecer subsídios para tra-
balhar o tema da seção com Vestígios arqueológicos
os alunos. Ele trata da rela-
ção da Arqueologia com a A Arqueologia é uma área do conhecimento que estuda o modo de vida dos povos
História. do passado por meio da análise dos vestígios materiais por eles produzidos. Muito do
A Arqueologia é uma que sabemos sobre a Antiguidade, por exemplo, se deve ao trabalho dos arqueólogos.
disciplina que não pode Esses profissionais são responsáveis pela escavação, catalogação, pesquisa e in-
ser desvencilhada de mui-
terpretação dos vestígios arqueológicos. Esses vestígios são os mais variados, como
tas outras com as quais
está relacionada. O estudo vasos, talheres, joias e armas.
da cultura material, de to-
do o imenso arsenal de ar-
tefatos que fazem parte do
O sítio arqueológico
cotidiano do ser humano O local onde são feitas as escavações é chamado de sítio arqueológico. O trabalho
depende, em muitos casos,
da interação da arqueolo-
de escavação não é simples, e antes mesmo de começá-lo existem cuidados que
gia com outras áreas. devem ser tomados. Uma escavação malfeita pode danificar os vestígios e prejudicar
A sua relação com a His- os resultados de uma pesquisa arqueológica.
tória é particularmente im-
a ) Que tipo de trabalho realiza o arqueólogo? Qual sua importância para a produ-
portante, quando mais não
fosse porque, para alguns ção do conhecimento histórico?
Veja as respostas das questões nas
arqueólogos, a sua discipli- b) O que é um sítio arqueológico? orientações ao professor.
na nada mais seria do que
uma complementação da
História [...]. Além disso, na A Arqueologia Documento Patrimônio Cultural
Fotografia de
passo a passo – Arqueologia e Antropologia
tradição europeia, da qual arqueólogas
somos também tributá- Raphael De Filippo. São Paulo: Site que apresenta um projeto para
trabalhando na
Companhia das Letras, 2011. divulgar e intensificar a atividade
rios, A arqueologia surgiu arqueológica junto à comunidade.
escavação de um
no seio da História. [...] Livro que mostra as etapas do sítio arqueológico
Visite a página: <https://www.
trabalho arqueológico e seus no município de
A cultura material es- métodos de pesquisa.
arqueologiapublica.com.br/>.
Acesso em: 27 jun. 2018. Urubici (SC), 2016.
tudada pelo arqueólogo
insere-se, sempre, em um
contexto histórico muito
Ricardo Azoury/
Pulsar Imagens

preciso e, portanto, o co-


nhecimento da história
constitui aspecto inelutá-
vel da pesquisa arqueológi-
ca. Assim, só se pode com-
preender a cerâmica grega
se conhecermos a história
da sociedade grega, as di-
ferenças entre as cidades
antigas, as transformações
por que passaram. A histó-
ria, contudo, não é tampou-
co uma descrição do pas-
sado tal qual aconteceu, é
uma interpretação e, por
isso, tanto será importante
conhecer as controvérsias
historiográficas sobre o pe-
ríodo histórico tratado.
Não se trata, assim, de
usar a história como fon-
te segura de informações,
mas de conhecer as dis-
cussões dos historiadores 22
e relacionar tais questões à
cultura material estudada.
FUNARI, Pedro Paulo.
Arqueologia. São Paulo: Contexto,
2006. p. 85. g20_ftd_lt_6vsh_c1_p022.indd 22 7/10/19 5:42 PM

Respostas
a ) O arqueólogo realiza o trabalho de escava- vestígio, considerando sempre elementos do histórico específico, auxiliando no estudo de
ção, catalogação, pesquisa e interpretação dos contexto histórico em que se insere. Esse es- seus costumes e cultura.
vestígios arqueológicos. Ao encontrá-los, es- tudo contribui para corroborar interpretações b) O sítio arqueológico é o local onde são fei-
se profissional estuda as características do feitas por historiadores acerca de um período tas as escavações.

22

g20_ftd_mp_6vsh_c1_p022.indd 22 7/10/19 6:32 PM


• Explique aos alunos
O estrato arqueológico Essa ilustração é

Capítulo 1
uma representação que, dependendo das
artística feita com
Para determinar a datação e interpretar o significado dos vestígios, os ar- base em estudos
condições do terreno e
históricos. Baseado do tipo de intervenção
queólogos consideram o estrato arqueológico onde esses vestígios foram em DEVEREUX,
Paul. Arqueologia: o humana feito nele, os
encontrados. Os estratos são as camadas identificáveis no solo. Nos estudo do nosso estratos de um sítio ar-
passado. Tradução:
estratos mais profundos são encontrados os vestígios mais antigos Dinah de Abreu queológico e sua identi-
e nos estratos superficiais, os mais recentes. Azevedo. São Paulo:
Melhoramentos, 2011. ficação podem ser bem
Os estratos do solo são formados (Ciência Ilustrada). mais complexos do que
ao longo de milhares de anos, princi- os representados na ilus-
palmente por causa da ação da natu- tração ao lado.
reza, como a erosão, as chuvas, o vento • Comente com os alu-
e os terremotos. Veja um esquema que nos que, geralmente, um
sítio arqueológico deve
representa um sítio arqueológico.
contar com a proteção
1 de governos e institui-
ções, pois é um local que
deve ter suas estruturas
Nos estratos mais
próximos da superfície preservadas para que
1 são encontrados os vestígios possam ser
objetos mais recentes. analisados pelos estu-
diosos. Na esfera federal,
temos o Instituto do Pa-
trimônio Histórico e Ar-
tístico Nacional (Iphan),
Cacos de cerâmica 2
datados da Antiguidade
mas existem outros ór-
2 podem ser encontrados gãos em esfera estadual
em estratos e municipal.
intermediários.

Utensílios produzidos
por povos muito
3
3 antigos geralmente são
encontrados em estratos

Art Capri
mais profundos.
Editora Universidade do Arizona

Esquema que representa um sítio arqueológico e


os estratos onde são encontrados vestígios.

Os arqueólogos também podem se dedicar ao estudo


dos comportamentos de consumo das sociedades con-
temporâneas. Para isso, as técnicas científicas são as
mesmas, mas o sítio arqueológico pode ser um aterro
sanitário, por exemplo.

O arqueólogo William Rathje (1945-2012) realizou pesquisas


arqueológicas no aterro sanitário da cidade de Nova York, nos
Estados Unidos. Ao lado, seu livro Lixo! A arqueologia do lixo.

23

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Sugestão de atividade Pesquisa
Proponha aos alunos uma pesquisa com seus c ) A qual faixa etária esse objeto era destinado? g ) É possível estabelecer uma relação entre os
familiares a fim de verificar se eles possuem al- d ) As pessoas de todos os grupos sociais po- costumes da época e o uso do objeto?
gum objeto que muito utilizaram no passado, e diam adquirir esse objeto? Reúna os alunos em grupos para essa pesquisa.
atualmente não usam mais. Eles devem procu- e ) Em que ano, aproximadamente, seu familiar Para isso, estabeleça um prazo, em seguida soli-
rar saber: obteve o objeto? cite aos grupos que apresentem suas descober-
a ) De que material o objeto é feito? f ) Nessa época, o que estava ocorrendo na cida- tas para o restante da turma.
b ) Por que é feito com esse material? de, no Brasil ou no mundo?

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BNCC
Esta seção favorece os
Explorando
alunos a identificarem a o tema História e outras áreas
do conhecimento
importância de diferen-
tes áreas do saber para a
construção do conheci-
mento histórico, favore- Além da Arqueologia, que estuda os mais antigos vestígios humanos, profissio-
cendo a abordagem com nais de outras áreas podem contribuir com a produção do conhecimento histórico,
o tema contemporâneo auxiliando o trabalho do historiador.
Diversidade cultural.
Analise com a turma
cada um dos boxes, que
trazem as contribuições
dos outros campos para
a História. Busque des- O antropólogo estuda o ser
tacar isso com os alunos, humano em seus aspectos físicos
dialogando com eles e culturais, desde a sua evolução
como isso pode trazer biológica até a sua formação
cultural, que inclui mitos,
“novos olhares” para o
costumes e linguagem.
próprio trabalho dos his- Realizando uma pesquisa na feira,
toriadores e para susci- representada na ilustração ao
tar diferentes formas de lado, por exemplo, o antropólogo
abordagem dos temas pode observar e coletar muitas
informações sobre os hábitos
históricos.
alimentares da população.

O filósofo estuda as
impressões dos seres humanos
sobre o mundo. A Filosofia auxilia
na compreensão das ideias e
dos anseios das pessoas de
determinadas épocas.
Assim, é possível que esse
profissional busque compreender
como essas pessoas entendem
conceitos como vida, morte, razão
e verdade e de que maneira esses
conceitos estão relacionados à
vida dessa sociedade.

O sociólogo estuda as
sociedades humanas e as
relações que se estabelecem
entre os indivíduos e os diversos
grupos sociais, como a família, a
escola e as associações de
profissionais. Ao estudar a
sociedade que vive nesse local,
por exemplo, o sociólogo pode
analisar questões tecnológicas,
políticas e econômicas, e como
esses aspectos influenciam nas
relações interpessoais dos seres
humanos que aí vivem.

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Orientações gerais

Capítulo 1
• Comente com os alu-
nos que, além das áreas
Diferentes “olhares”, diferentes análises de conhecimento mos-
tradas nestas páginas,
Para compreender um pouco melhor como outras áreas podem contribuir para a outras podem contribuir
construção do conhecimento histórico, observe a cena ilustrada nestas páginas. Veja para a construção do
quais são os aspectos estudados por profissionais de diferentes áreas e de que ma- conhecimento históri-
neira esses profissionais podem aplicar seus conhecimentos. co. Por exemplo, a Ma-
*Veja a resposta da questão nas temática é importante
orientações ao professor. para estudar diversas
Fotomontagem de Art Capri. Foto:
nanD_Phanuwat/Shutterstock.com construções antigas e a
Química (ou Ciências, de
uma forma mais genéri-
O geógrafo estuda as ca), para estudar o pro-
transformações que ocorrem no
cesso de mumificação.
espaço terrestre, tanto aquelas
causadas por fenômenos naturais
como as que são realizadas pelos Resposta
seres humanos. No estudo da
paisagem ao lado, por exemplo,
• Os profissionais de ou-
tras áreas podem contri-
esse profissional pode avaliar a
distribuição populacional da região, buir trazendo diferentes
observar as áreas degradadas e perspectivas sobre os te-
propor projetos para sua mas a serem estudados
recuperação, além de estudar sua e também noções mais
vegetação e clima característicos. aprofundadas sobre de-
terminado aspecto. Os
sociólogos, por exemplo,
O linguista estuda as
podem contribuir com
transformações que ocorrem nos
idiomas no decorrer do tempo, “novos olhares” sobre as
além de analisar as normas transformações sociais e
gramaticais e os mecanismos de os geógrafos dão desta-
linguagem desenvolvidos que às mudanças e per-
cotidianamente pelos diferentes
manências nos espaços
grupos humanos. Assim, é possível
que esse profissional estude o
geográficos, mostrando
comportamento linguístico da como isso está relacio-
população que vive nesse lugar, por nado às dinâmicas popu-
exemplo, analisando o emprego de lacionais.
neologismos e a transformação
de sua língua ao longo do tempo.

Neologismo: palavra nova, criada


a partir da combinação de outras
já existentes, ou novo sentido
atribuído a palavra já existente.

• De que maneiras profissio-


nais de diferentes áreas po-
dem contribuir com o histo-
riador na produção do co-
nhecimento histórico? *

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Orientações gerais Atividades
• Ao trabalhar com os
alunos a atividade 1, re-
1. História é o campo de conhecimento dedicado ao estudo das
lembre que o estudo das 2. Fontes Exercícios de compreensão ações dos seres humanos no tempo e no espaço.
ações dos seres huma- históricas são
nos no tempo e no espa-
os vestígios 1. O que é História? 5. A linha do tempo apresentada na
deixados pelos
ço envolve as realizações seres humanos 2. O que são fontes históricas? Cite página 20 serve para periodizar os
humanas, as transforma- ao longo do processos históricos de todos os po-
tempo. alguns exemplos.
ções sociais, políticas e Exemplos de vos do mundo? Por quê?
culturais que ocorrem fontes 3. É possível chegar a uma verdade
históricas: 6. Escreva no caderno um texto sobre o
nas sociedades, bem co- única e absoluta na produção do
jornais, livros, que você espera aprender nas aulas
mo as permanências, isto cartas, diários, conhecimento histórico? Justifique
é, aquilo que mudou pou- letras de de História durante este ano letivo.
música, sua resposta. Resposta pessoal. Estimule os alunos a refletir
co ao longo do tempo. pinturas, sobre os assuntos tratados neste capítulo para
• Na atividade 3 co- fotografias,
filmes, mapas,
4. O que são sujeitos históricos?
São considerados sujeitos históricos todas
imaginar o que eles esperam aprender nas
mente com os alunos aulas de História durante o ano letivo.
objetos, relatos as pessoas que, individualmente ou em
que as interpretações orais (como as grupo, participam do processo histórico.
histórias
históricas devem seguir
contadas por Expandindo o conteúdo 5. Não, pois é uma linha do tempo que apresenta acontecimentos
procedimentos metodo- nossos avós) relacionados à história do Brasil. Cada povo possui especificidades
lógicos e ser baseadas etc. 7. Leia o texto a seguir. em sua história e, portanto, requer uma linha do tempo específica.
em evidências e fontes
3. Como o
históricas. conhecimento [...] Mas o que é história, afinal?
histórico é
resultado da História é uma dessas palavras que possuem mais de um significado.
investigação e
produção de Quando dizemos história do Brasil, por exemplo, estamos nos referindo ao
diversos conhecimento que aparece nos livros escritos pelos historiadores: os livros
historiadores,
com visões de de história do Brasil que nos informam sobre as transformações, através
mundo e do tempo, da sociedade que se organizou num certo espaço, desde que ele
contextos
variados, não é começou a ser habitado e que mais tarde ficou conhecido pelo nome de
possível alcançar
uma verdade Brasil. [...]
única e absoluta
sobre os fatos e Mas é só olharmos à nossa volta, para perceber que na sociedade brasi-
interpretações leira existem pessoas e grupos diferentes, vivendo histórias diferentes: nem
históricas.
todos se vestem de modo igual, moram em tipos de casa iguais, brincam
7. a) A primeira com brinquedos iguais, fazem o mesmo tipo de trabalho, acreditam nos
“história” citada é
a história vivida, mesmos deuses, compartilham os mesmos sonhos e memórias ou dançam
que compreende a mesma música. Existem diferenças e desigualdades que marcam e marca-
os fatos e eventos
de todas as ram a nossa sociedade desde que ela começou a se formar.
sociedades, seu
cotidiano, A história vivida por uma pessoa ou por um grupo social é uma coisa; a
tradições,
trabalhos, história-conhecimento, contada nos livros pelos historiadores, é outra; nem
religiões etc. A sempre as duas coincidem. O que aparece nos livros de história não é a
segunda é a
história- história de todas as sociedades, de todos os grupos sociais que compõem a
-conhecimento, sociedade, tampouco de todas as pessoas. [...]
que é aquilo que
os historiadores TURAZZI, Maria Inez; GABRIEL, Carmen Teresa. Tempo e história. São Paulo: Moderna, 2000. p. 36-38.
produzem e que
aparece em livros,
sendo selecionada
e sistematizada.
a ) Quais são os dois tipos de “história” citados no texto? Explique cada um deles.
b ) A sua história é igual à história de seus colegas de sala? Por quê?
Espera-se que os alunos respondam que sua história é diferente da história dos colegas, pois cada um
passa por experiências diversas ao longo da vida e adquire conhecimentos variados em cada uma delas.

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