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3- Processos de Tratamento de Águas de

Abastecimento
Fluxograma do Tratamento Convencional da Água para Fins de Potabilização

Oxidante PRECIPITAÇÃO/PRÉ-OXIDAÇÃO CAPTAÇÃO / AERAÇÃO /


? GRADEAMENTO / PENEIRAMENTO

Pré-Alcalinização MISTURA RÁPIDA Coagulante/Floculante

FLOCULAÇÃO

FLOTAÇÃO DECANTAÇÃO
Oxidante
Auxiliar de filtração
OUTROS PROCESSOS DE
FILTRAÇÃO
TRATAMENTO FÍSICO-QUÍMICO

Adsorção
Troca iônica
Eletrólise DESINFECÇÃO Desinfetante
Eletrodiálise
Separação por membranas
Oxidação avançada
Flúor
FLUORETAÇÃO

Correção e ajuste de pH
CORREÇÃO DE pH

ÁGUA TRATADA
Estação de Tratamento de Água (ETA)
ETA – Grevenbroich/Alemanha

Abastece a cidade de Düsseldorf e outras (NRWF)


Pré-tratamento – Tratamento
Preliminar
Ocorre em função da natureza dos poluentes a serem removidos

 Físicos: removem sólidos em suspensão, sedimentáveis e flutuantes.


Eliminação de sólidos grosseiros e areia.
 Ex: Gradeamento, Peneiramento, Sedimentação e Flotação.

Gradeamento:
 Remove sólidos grosseiros (entupimentos, aspecto desagradável, de
difícil tratamento posterior). Espaçamento entre as barras: 0,5 a 2 cm.

Peneiramento:
 Remove sólidos com diâmetros superiores a 1 mm (entupimentos,
considerável carga orgânica).
 Limpeza das peneiras: pode ser mecanizada (jatos de água ou escovas).
Pré-tratamento – Tratamento
Preliminar

Gradeamento:

Grade Rotativa Mecanizada (Fonte: Ecosan Equip.)


Pré-tratamento – Tratamento
Preliminar

Gradeamento:

Grade Rotativa Mecanizada (Fonte: Ecosan Equip.)


Pré-tratamento – Tratamento
Preliminar

Peneiramento:
 Remove sólidos com
diâmetros superiores a 1
mm (entupimentos,
considerável carga
orgânica).
 Limpeza das peneiras:
pode ser mecanizada
(jatos de água ou
escovas).

Peneira Estática (Fonte: Acetecno Equip Ind.)


Pré-tratamento – Tratamento
Preliminar
Peneira Rotativas
(Fonte: Flowmec Equip.)

Micropeneiras: tem sido


usadas para reduzir SS em
águas brutas com elevada
concentração de algas.
Abertura da malha varia de 20
a 60µm. Carga hidráulica
média de 12-24 m³/m²/h (75%
submersa)
Pré-tratamento – Tratamento Preliminar
 Químicos: através de reações promovem a remoção de poluentes
ou condicionam o efluente a um tratamento subseqüente. Ex:
Clarificação, Precipitação, Cloração, Oxidação, Redução.

Equalização do efluente – Tanque de Equalização


 Tanque com um tempo de residência relativamente alto.

 Objetivo: Impedir choques térmicos, de carga de contaminante, de


pH, de temperatura, etc.

Neutralização (correção do pH)


 A coagulação possui um pH ótimo, que depende do coagulante
usado.
 Adição de cal ou soda: Pré-alcalinização
Neutralização
Adição de cal
– Adiciona-se quantidade suficiente de cal para
reagir com o ácido carbônico e o bicarbonato
presentes no meio (depende do pH).

• Ca(OH)2 + H2CO3 CaCO3 + 2H2O


56 CaO 44 CO2 100 2*18

• Ca(OH)2 + Ca(HCO3)2 2CaCO3 + 2H2O


56 CaO 100 CaCO3 * 100 2*18
Clarificação
Sólidos suspensos Tempo para decantação
Areia grossa Segundos
Areia fina Minutos
Barro Horas
Argila Anos

Por que algumas partículas suspensas demoram para


decantar?
– Tamanho muito pequeno (inferior a 10 microns)
– Carga negativa
– Forma-se um sistema estável (teoria da DCE)
Clarificação
• Para promover a CLARIFICAÇÃO...

– Aeração: promove a oxidação dos sais de Fe

– Pré-cloração: promove a oxidação de


compostos orgânicos e inorgânicos

– Coagulação: neutralização das cargas negativas


das partículas, promovendo sua
AGLOMERAÇÃO (D = v)  aumenta a
eficiência de remoção.
Coagulação e Floculação

Potencial Zeta: é uma função da carga da camada


difusa (por unidade de superfície do colóide) e a
extensão da mesma. Esta é a força que deve ser
vencida para aproximar duas partículas.

Mecanismos de Coagulação:

a) Compressão da Camada Difusa:


• Interação entre as camadas difusas;
• Atração - força de van der Waals;
• Repulsão – força da dupla camada elétrica (DCE).

b) Adsorção e neutralização de carga:


• Estequiometria da reação (Colóides x [Coag.]).

c) Varredura:
• Formação de Hidróxidos [Fe(OH)3 ; Al(OH)3]

d) Adsorção e formação de pontes:


• Utilização de Coadjuvantes de Coagulação Partícula Coloidal e a Dupla
ou Floculantes (Polímeros). Camada Elétrica (DCE)
Precipitação química ou Coagulação/floculação
 Colóides: matéria em suspensão (0,001 a 1 mm) que se
mantém dispersa devido a forças de repulsão. Carga
superficial do colóide/partícula (estável).
 Processo aditivo, que altera o estado físico de sólidos
dissolvidos e suspensos sedimentáveis, para facilitar a sua
remoção por sedimentação.
 A coagulação se dá sob forte agitação para que a partícula
não volte a se estabilizar. Ocorre em poucos segundos.

- Coagulação
- -

Repulsão Coágulos Flocos


(estáveis)
Coagulação/floculação
 Objetivos:
 Abrandamento águas de caldeira (diminuição de
dureza);
 Tratamento de água potável (retirada de colóides,
sólidos, P)
 Pré-tratamento químico de efluentes

 Compostos químicos mais usados:


 Sulfato de alumínio: Al2(SO4)3.18H2O (PM= 666,7)

 Cloreto férrico : FeCl3 (PM= 162,1)

 Sulfato férrico: Fe(SO4)3 (PM= 400)

 Cal: Ca(OH)2 / CaO (PM= 56)


Coagulação
MECANISMOS PARA AUMENTAR A EFICIÊNCIA DAS COLISÕES:
• Contato por movimento térmico, ou movimento Browniano;
• Contato por movimento do volume do fluido, ou agitação;
• Contato resultante da sedimentação diferencial.

FATORES QUE INFLUENCIAM NA COAGULAÇÃO


• Efeitos do pH
• Natureza da Turbidez
• Temperatura da Água
• Efeitos da Agitação
• Efeitos da Dosagem do Coagulante
3
Coagulantes
• São substâncias que sob hidrólise, e em determinados valores de pH,
são capazes de gerar óxidos de sais de Al ou Fe, destacando-se:

ÁCIDOS

Al2(SO4)3 + 6 H2O  2 Al(OH)3 + 3 H2SO4 (↓pH)

Fe2(SO4)3 + 6 H2O  2 Fe(OH)3 + 3 H2SO4 (↓pH)

FeSO4 + 2 H2O  Fe(OH)2 + H2SO4 (↓pH)

FeCl3 + 3 H2O  Fe(OH)3 + 3 HCl (↓pH)

ALCALINOS

NaAlO2 + 2 H2O  Al(OH)3 + NaOH (↑pH)


Simulação da Coagulação/Floculação

Fonte: KURITA – Engenharia e Tratamento de Águas


3
Coagulantes

• Sais de Fe são líquidos ácidos e de alta corrosividade (Nunez, 1999);


• Corrosividade: FeCl3 > Fe2(SO4)3 > FeSO4

Tabela: Alguns dos principais coagulantes e intervalos de pH ótimo.

Coagulante Faixa de pH
Sulfato de Alumínio (Alúmen) 5,0 a 8,0
Sulfato Ferroso Clorado > 4,0
Sulfato Ferroso 8,5 a 11,0
Sulfato Férrico 4,0 a 11,0
Cloreto Férrico 4,0 a 11,0
Calha Parshall: local de adição do coagulante na
água bruta (ETA Gramame/Cagepa/JP/PB)
3
Floculantes (Coadjuvantes de coagulação)

• Otimizam a formação de pontes entre as partículas;


• Produzem flocos maiores e mais fortes;
• São, em sua maioria, polímeros sintéticos solúveis em água;
• Poliacrilamidas (PAM) de alto peso molecular:  eficiência;

Estrutura dos meros de acrilamida que formam a


PAM, segundo ENTRY et al. (2002).
3
Floculantes (Coadjuvantes de coagulação)

Ou material
coloidal
formado
durante o
fenômeno da
coagulaçao

Sedimentação:
Dispensa aeração,
apenas sofre ação
da força da
gravidade

Flotação:
Incorporação de
Bolhas de Ar
Aglomeração de partículas pelo polímero dando durante a
origem aos grandes flocos. (de Sena, 2005). floculação
3
Mecanismos de Floculação:

“A floculação é o processo de agregação entre as partículas dos microflocos a


formarem grandes aglomerados por interação física ou através de floculantes”.

Imagens obtidas com o auxílio de um microscópio óptico (20x)

Figura 1: Efluente de Figura 2: Adição de Figura 3: Adição de


uma indústria de coagulante (FeCl3). floculante (polímero)
alimentos (in natura).
(PAM aniônica).
Teste de jarros
Teste de jarros
Floculador utilizado na Cagepa (ETA Gramame).

Esquema da passagem da
água pelo floculador.
Decantação

A sedimentação pode ser classificada como:


 Quanto ao processo
1. sedimentação em batelada ou descontínua
2. sedimentação contínua

Quanto a finalidade
1. clarificadores: quando a fase que interessa é o líquido
2. espessadores: quando a fase que interessa é a lama

 Quanto a concentração da suspensão


1. sedimentação livre: para baixas concentrações de sólidos
2. sedimentação retardada ou obstada: para altas concentrações de sólidos

 Quanto ao uso do coadjuvantes


1. sedimentação natural: quando não se faz uso de substâncias floculantes
2. sedimentação forçada: quando se faz uso de substâncias floculantes para
aumentar a velocidade de sedimentação
Decantação
Tipo de decantação

discreta
Zona de
Z sedimentação

Zona
Floculenta
Z
mista

Zona de
Zonal
compressão
Compressão

Tipos de
Decantação
Velocidade de Decantação

Redemoinhos,
que prejudicam a queda
da própria partícula e das
subseqüentes.
Velocidade de Decantação

Força de arraste Empuxo

Peso
Fa = 3.π.Dp.v.µ E = Vp.ρ.g

 Fy0
P  m p . g   p .V p . g
P  Fa  E

y Condição para haver decantação:


P > Fa + E
x
Velocidade de Decantação

Força de arraste Empuxo

P  Fa  E Peso

(π/6).Dp³. ρs.g = 3 π.Dp.v.µ + (π/6).Dp³.ρ.g

Dp².( ρs - ρ).g
v = Lei de Stockes !
18.µ
Sedimentação Discreta (Tipo I)

1
Vh
H 2 Vs
B

L  Vh .t Vh . H Q
VS  Vh 
H  V S .t L B. H

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
Sedimentação Discreta (Tipo I)

1
Vh
H 2 Vs
B

Vh . H
VS  Q.H Q Q
L VS  VS  
Q B.H .L B . L As
Vh 
B.H
Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
Sedimentação Discreta (Tipo I)

1 Vs  q
Vh
H 2 Vs
B

Q Q Q
VS   q Taxa de escoamento

B . L As As superficial

Partículas com Vs superiores a q serão removidas


durante o processo de sedimentação gravitacional
Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
Sedimentação Discreta (Tipo I)
Análise do Equacionamento Matemático

Q
VS  q Vs  q
As
Vs=Velocidade de sedimentação (m/s)
q=taxa de escoamento superficial(m3/m2/dia)

►q é função somente da geometria do


decantador, portanto, é um parâmetro de
projeto.

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
Sedimentação Discreta (Tipo I)
Análise do Equacionamento Matemático
Q
VS  q Vs  q
As
Vs=Velocidade de sedimentação (m/s)
q=taxa de escoamento superficial(m3/m2/dia)

► Vs é uma propriedade da partícula, podendo


esta ser manipulada mediante a operação
dos processos de coagulação-floculação

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
Floculação e Sedimentação
Água bruta dc apresenta Vs
Água coagulada

Se Vs > q, todas as
Frequência relativa

partículas com diâmetro


superior a dc serão
removidas

Diâmetro crítico
Diâmetro das partículas
Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
Floculação e Sedimentação
Água bruta
Água floculada
Água coagulada

dp > dc
Partículas
Frequência relativa

sedimentáveis

Diâmetro crítico
Diâmetro das partículas
Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
Sedimentação Discreta (Tipo I)

1
Vh
H 2 Vs
B

Propriedade da sedimentação discreta: A dimensão física


da partícula permanece inalterada durante o seu
processo de sedimentação gravitacional, o que significa
dizer que a sua velocidade de sedimentação é constante.
Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
Sedimentação Floculenta (Tipo II)
► Sedimentação floculenta: a velocidade de
sedimentação das partículas não é mais
constante, uma vez que as mesmas agregam-
se ao longo do processo de sedimentação.

► Com o aumento do diâmetro das partículas


há, conseqüentemente, o aumento de sua
velocidade de sedimentação ao longo da
altura (queda).

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
Sedimentação Floculenta (Tipo II)

1
Vh
H 2 Vs
B

Propriedade da sedimentação floculenta: A dimensão física da


partícula é alterada durante o seu processo de sedimentação
gravitacional (floculação por sedimentação diferencial), o que
significa dizer que a sua velocidade de sedimentação é variável.
Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
DECANTADORES CONVENCIONAIS
EM ETA’S E ETE’S

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
DECANTADORES CONVENCIONAIS
EM ETA’S E ETE’S
DECANTADORES CONVENCIONAIS
ETA ALTO DA BOA VISTA

Decantadores !!!

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
DECANTADORES CONVENCIONAIS
ETA ALTO DA BOA VISTA

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
DECANTADORES CONVENCIONAIS
ETA ALTO DA BOA VISTA

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
DECANTADORES CONVENCIONAIS
ETA ALTO DA BOA VISTA

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
ETA Gramame, CAGEPA/JP/PB
DECANTADORES CONVENCIONAIS
ETA Gramame, CAGEPA/JP/PB

Vista geral dos decantadores e filtros


DECANTADORES CONVENCIONAIS
ETA Gramame, CAGEPA/JP/PB

São 4 em paralelo, com sistemas de “colméias” e


dutos nos orifícios a 6-8cm da superfície da água
DECANTADORES CONVENCIONAIS
ETA Gramame, CAGEPA/JP/PB

Vista geral do sistema de ‘colméias’ em decantadores


DECANTADORES CONVENCIONAIS
PARÂMETROS DE PROJETO
► Taxa de escoamento superficial: de 20 à
60 m3/m2/dia.
► Função das características de
sedimentabilidade do floco, definidas
pelas etapas de coagulação-floculação
► Altura do decantador: 3,0 a 5,0 metros.
► Ângulo das placas com a horizontal: 60o
DECANTADORES CONVENCIONAIS
PARÂMETROS DE PROJETO
► Relação Comprimento/Largura  4
► Taxa de escoamento linear (vertedor) 
1,8 l/m/s
► Re  20.000 (Verificação)

V . R .
R 
m
h
e
DECANTADORES LAMINARES
ETA RIO GRANDE (SABESP)

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
DECANTADORES LAMINARES
ETA CAPIVARI (SANASA)

Fonte: Appt. Sedimentação - Poli-USP, Prof. Dr. Roque Piveli & Prof. Dr. Sidney Seckler
DECANTADORES LAMINARES
PARÂMETROS DE PROJETO

► Comprimento da placa: 0,6 metros a 1,2


metros
► Velocidade de escoamento entre as
placas: 15 cm/min a 20 cm/min
► Espessura entre as placas: 4 cm a 8 cm
DECANTADORES LAMINARES
PARÂMETROS DE PROJETO

► Altura do decantador: 4,0 metros a 6,0


metros.
► Relação Comprimento/Largura  2
► Taxa de escoamento linear (vertedor) 
1,8 l/m/s
DIMENSIONAMENTO DE DECANTADORES

 Cálculo da área

Q
VS  q 
AS

Q 21.600 m 3 / dia
AS    540 m 2
q 40 m 3 / m 2 / dia
DIMENSIONAMENTO DE DECANTADORES

 Verificação do tempo de
detenção hidráulico

Vdec 540 m 2 .4,5 m


h    2,7 horas
Q 0,25 m / s.3.600 s / hora
3
DIMENSIONAMENTO DE DECANTADORES

 Definição da geometria do
decantador

Admitindo uma relação entre L/B igual a 4,


tem-se que:
B  12,0 m
AS  B . L  4. B 2  540 m 2 L  47,0 m
B  11,6 m
AS  B . L  12,0 m .47,0 m  564 m 2
DIMENSIONAMENTO DE DECANTADORES

 Verificação da taxa de escoamento


superficial
Q 21.600 m 3 / dia
q   38, 3 m 3
/ m 2
/ dia
AS 564 m 2

►Cálculo da velocidade horizontal


Q 0,25 m 3 / s
Vh    0,463 cm / s
Ah 4,5 m .12,0 m
DIMENSIONAMENTO DE DECANTADORES

 Dimensionamento das calhas de


coleta de água decantada
ql  0,018. H .q

ql=vazão linear nas calhas de coleta de água


decantada (l/s/m)
H=altura útil do decantador (m)
q=taxa de escoamento superficial no
decantador (m3/m2/dia)
Decantação/Sedimentação
• Carvão Ativado: Para controle de gostos e odores
• Sulfato de Alumínio [ Al2(SO4)3 ]: responsável pela coagulação
• Polímero Sintético: auxilia a coagulação
• Decantador: Tanque onde os flocos maiores e mais pesados vão ao
fundo pela ação da gravidade
• Filtro: formado por camadas de areia e pedras, onde são retidos
substância químicas, microrganismos entre outras partículas

Fonte: SAE Ituiutaba


Decantador
Decantador
Decantador
ETA – Aachen Soers
Decantador
ETE – Casan/SC
Decantação

LODO

HIDROCICLONE
LODO COM MICROAREIA
PARA HIDROCICLONE
POLIMERO
MICRO-AREIA

AGUA
CLARIFICADA

COAGULANTE

ÁGUA
BRUTA
DOSAGEM
COAGULAÇÃO MATURAÇÃO

DECANTADOR
COM RASPADOR
FlocoDecantador
Flotação

Existe três formas de operação destes sistemas:


 DAF - Injeção de ar em um líquido pressurizado,
seguido de uma despressurização repentina (flotação
por ar dissolvido - FAD);
 Aeração por pressão atmosférica (flotação por ar);

 Saturação do líquido com ar a pressão atmosférica ,


seguido da aplicação de vácuo na câmara de flotação
(flotação a vácuo).
3
Flotação

rc
• Processo de separação de partículas via
adesão de bolhas;
• Alta eficiência de remoção de sólidos e O&G;
• Alta eficiência na remoção de algas (>98%)
• Baixa geração de lodo;
dp db
• Principal desvantagem: maior gasto
energético.
• Bolhas: 150-300µm
• Microbolhas: 30-100µm
Figura: Fenômeno de
‘captura’ de partículas.
3
Microfenômenos da Flotação [Rubio et al. (2002)]

1 – COLISÃO E ADESÃO 2 – FORMAÇÃO DE BOLHAS NA SUPERFÍCIE DAS PARTÍCULAS


ρp = 1,003 g/ml

 

Formação Crescimento da Formação do ângulo


Colisão bolha – partícula Adesão e formação do do núcleo bolha de contato
ângulo de contato

4 – CAPTURA OU ARRASTE DE S ÓLIDOS POR B OLHAS


3 – APRISIONAMENTO DE BOLHAS EM FLOCOS

ρp-b = 0,98-0,99 g/ml


Em geral, a relação entre a Razão Ar-Sólido (A/S) e a
velocidade de ascensão tem a seguinte característica:

ρp-b = 0,98-0,99 g/ml

Atinge-se
velocidades de
flotação de 10 ou
mais vezes
superiores as
velocidade de
decantação,
considerando flocos
formados em
mesmas
condições!!!!
Lei de Stokes para Flotação
Coagulação.

Floculação.

Flotação.

Remoções:
- 92% Sólidos
- 84% DQO
Parâmetros principais em um projeto de flotação

 Pressão de saturação (3-8 bar)


 Taxa de recirculação (5-20%)
 Concentração de sólidos do efluente
 Tempo de Retenção e Vazão

Para Clarificação, tR : 20 – 30 min


taxa de escoamento: 0.06 – 0.16 m3/m2 .min
Para Espessamento de lodo: maiores tR
Flotação por ar Dissolvido - DAF
Microbolhas
Flotação por ar Dissolvido - DAF
Flotação por ar Dissolvido - DAF
Flotação por Ar Dissolvido
Flotador DAF
Flotador DAF
Filtração

Filtração rápida
Filtração

CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS FILTROS


 De acordo com o tipo de material filtrante: Areia, carvão, antracito, terra diatomácea, brita, etc.
 De acordo com a disposição do material do meio filtrante no leito: Superposição das camadas
do meio filtrante
 De acordo com o sentido de escoamento da água: Ascendente ou descendente
 De acordo com a velocidade de filtração: Lentos, rápidos ou de taxas elevadas
 De acordo com a pressão existente: Por gravidade ou sob pressão

Filtro lento (baixa taxa de filtração) Filtro rápido (alta taxa de filtração)
•camada de 0,9 a 1,5 m de espessura •camada de 0,46 a 0,76 m de espessura
•areia de ~0,35 mm de diâmetro •areia de ~0,55 mm de diâmetro
•lamina de água de 0,9 a 1,5 m •podem ser operados abertos para a atmosfera
•usado sem necessidade de pré-tratamento (gravitacional) ou em tanques fechados (pressurizados)
•remove a maioria dos sólidos exceto argila •se usado após coagulação e floculação, apresenta
e colóides eficiência de remoção de partículas e de bactérias igual
•reduz 98 a 99% das bactérias ou superior ao de baixa filtração
•taxa de aplicação: Q < 6 m3/m2 dia •taxa de aplicação: Q = 120 a 360 m3/m2 dia (camada
simples)
•Q = 240 a 480 m3/m2 dia (camada dupla)
 Características de Construção e Operação de Filtros

Parâmetro Filtro Lento Filtro Rápido


Taxa de Filtração (m³/m²/dia) 1-8 (4) 100-475
Profundidade do leito (m) 0,3 (cascalho/pedra) 0,5 (cascalho/pedra)
1,0-1,5 (areia) 0,75 (areia)
Tamanho da Areia:
- Tamanho efetivo (mm) 0,15-0,35 0,45 ou maior
- Coeficiente de Uniformidade 2,0-3,0 1,5 ou menos
(Não Estratificado) (Estratificado)
Tempo das “Corridas” 20-120 (20) dias 12-72 (24) horas
Penetração do Material Suspenso Superficial Profunda
Pré-tratamento Aeração ( às vezes, Coagulação) Coagulação e Sedimentação são
essenciais
Método de Limpeza Lavagem da camada superficial (no Suspensão do leito com ar, água,
local, ou fora do filtro) etc.
Custos:
- Construção Alto Baixo
- Operação Baixo Alto
- Depreciação Baixo Alto
Quant. de Água de Lavagem 0,2-0,6% do filtrado 1-6% do filtrado

Fonte: Droste (1997)


Filtração (Filtro Lento)

Pressão Atmosférica

Água
(Efluente)
Alimentação
Areia

Água
Cascalho
Filtrada

Dreno Perfurado
Filtração (Filtro Lento)

Água do Tanque
de Decantação
Alimentação

Sist. Drenagem Antracito (Carvão)

Areia

Pedras ou Compósitos
Água Tratada
Filtração (Filtro Rápido)
Filtração (Filtro Rápido)
Filtração (Filtro Rápido)
Filtração (Filtro Rápido)
Filtros da ETA Gramame.
LAVAGEM DOS FILTROS

À medida que os filtros vão funcionando acumulam-se


impurezas entre os interstícios do leito filtrante,
aumentando progressivamente a perda de carga e
redução na sua capacidade de filtração.
Os filtros rápidos são lavados contracorrente com
velocidade e vazão suficientes para criar turbulência
suficiente para causar o desprendimento das impurezas
retidas e naturalmente grudadas nos grãos do leito
filtrante.
Neste processo ocorre a expansão do leito filtrante e o
transporte da sujeira antes retida pela água de lavagem.
Na lavagem dos filtros são gastos em média 400.000
litros de água tratada por filtro.
Filtros durante o processo de lavagem.
Filtração

MECANISMOS DE FILTRAÇÃO
O mecanismo de remoção de sólidos em suspensão por filtração é
bastante complexo. Vai depender das características físicas e químicas
da suspensão e do meio, da taxa de filtração e das características
químicas da água
 sólidos maiores são removidos por forças intersticiais
 sólidos menores são removidos por dois mecanismos: transporte
(sedimentação, difusão, intercessão e hidrodinâmica) e por fixação
(interações eletrostáticas, ligações químicas e adsorção)

MÉTODOS DE CONTROLE DE VAZÃO


 filtração à pressão constante
 filtração à vazão constante
 filtração à queda variável de vazão
Filtração
Filtração Industrial
Filtração – terminada a fermentação, a cerveja
obtida do fermentador é trasfegada à filtração
(em filtros de pré-capa).

99
Filtração Industrial

Filtração – eliminação de partículas em


suspensão, principalmente células de fermento,
deixando a bebida transparente e brilhante.

100
Filtração Industrial

A filtração não altera a composição e o sabor da


cerveja, mas é fundamental para garantir sua
apresentação, confe-
rindo-lhe um aspecto
cristalino. Geralmente
usa-se terra
diatomácea ou infusória
(diatomite/kieselguhr).

101
ETAPAS DA PRODUÇÃO

102
Filtração Industrial

Leveduras
(retidas pela
filtração com
Terra
Diatomácea)

103
Filtração Industrial

104
Filtração Industrial

105
Filtração Industrial

106
Filtração Industrial

Filtros com Membranas 107


Filtração Residencial

108
Filtração Residencial

109
Filtração Residencial

110
Filtração Residencial

111
Desinfecção

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS PROPRIEDADES DOS DESINFETANTES


 Devem destruir das classes de patogênicos o maior número possível de
organismos e garantir um período longo de resistência a mudanças de
temperatura e a possíveis contaminações após tratamento;
 Nas condições requeridas, não devem ser tóxicos ao homem ou a animais
domésticos, nem causar sabor desagradável a água ou torná-la indesejável por
alguma razão;
 Devem ser um produto barato e abundante, além de ser seguro e fácil de
armazenar, transportar, manipular e aplicar;
 Sua concentração em água deve ser de fácil determinação;
 Devem persistir em água desinfetada na concentração suficiente para
proporcionar uma proteção

AGENTES OXIDANTES QUÍMICOS


 Halogênios: cloro, bromo, flúor e iodo (e seus derivados)
 Ozônio: muito pouco usado pelo alto custo
 Permanganato de potássio: custo elevado
 Peróxido de hidrogênio;
 Íons metálicos: prata
 Álcali e ácidos.
Desinfecção

Cloro  mais utilizado e gera subprodutos tóxicos


Ozônio  eficiência comparável ao cloro, não gera subprodutos*
Ultravioleta  eficiência comparável ou melhor que o cloro
Membranas  alternativa que vem sendo estudada

OBJETIVO: destruição ou inativação de organismos patogênicos

Formas de transmissão de doenças veiculadas pela água:


- ingestão direta de água não tratada;
- ingestão direta de água tratada (falha no tratamento/distribuição);
- ingestão de alimentos infectados lavados com águas contaminadas;
- penetração resultante do contato da pele com a água contaminada.

Obs.1: Desinfecção é diferente de Esterilização !!!


Obs.2: Os vírus da hepatite e da poliomielite não são completamente
inativados por técnicas usuais de desinfecção
Desinfecção

Tabela 1: Principais doenças relacionadas às águas contaminadas por esgotos

F o r m a d e t r a n s m is s ã o D o e nç a A g e n te c a u s a d o r d a d o e n ç a
I n g e s tã o d e á g u a c o n ta m in a d a D is e n t e r ia b a c ila r B a c té r i a ( S h i g e l l a d y s e n t e i r a e )
C ó le r a B a c t é r ia ( V ib r io c h o le r a e )
L e p t o s p ir o s e B a c t é r ia ( L e p t o s p ir a )
S a lm o n e lo s e B a c t é r ia ( S a lm o n e l la )
F e b r e t if ó i d e
B a c t é r ia ( S a lm o n e l la t i p h i)
D is e n t e r ia a m e b ia n a
P r o t o z o á r io ( E n t a m o e b a
G ia r d ía s e
h is t o ly t ic a )
H e p a t it e in f e c c io s a
P r o t o z o á r io ( G ia r d ia la m b ia )
G a s t r o e n t e r it e
V í r u s ( v ír u s d a h e p a t i t e A )
P a r a lis ia in f a n t i l
V ír u s ( e n t e r o v ír u s , p a r v o v ír u s ,
r o t a v ír u s .
V ír u s ( p o l io ie l l it e s v ír u s )

I n g e s tã o de á g ua e a li m e n t o s A s c a r id ía s e H e lm in t o ( A s c a r is lu m b r ic o id e s )
c o n ta m in a d o s T r ic u r ía s e H e l m i n t o ( T r i c h u r i s t r ic h i u r a )
A n c il o s t o m ía s e H e lm in t o ( A n c ilo s to m a
d u o d e n a le )
C o n ta to c o m á g u a c o n t a m in a d a E s c a b io s e S a m a ( S a r c o p t e s s c a b ie i)
T ra c o m a C la m id e ( c h la m y d ia t r a c o m a t is )
E s q u is t o s s o m o s e H e lm i n t o ( S c h is t o s s o m a )
Desinfecção

FATORES QUE GOVERNAM A DESINFECÇÃO QUÍMICA


 Natureza dos organismos que se quer destruir, bem como sua
concentração;
 Natureza e concentração do reagente desinfetante e os produtos de
reação;
 Natureza e condições da água a se desinfetar;
 Da temperatura da água;
 Do tempo de contato.

Efetividade do desinfetante: O3 > HOCl > ClO2 > OCl- > NH2Cl
Resistência do microrganismo: Cistos > vírus > bactéria
Formação de subprodutos tóxicos: O3 < ClO2 < Cloraminas < HOCl
Desinfecção

CINÉTICA DA DESINFECÇÃO
A efetividade de um desinfetante é determinada por ensaios de
laboratório, com o intuito de obter curvas C x T. para cada
microrganismo patogênico.

dN/dt = - kN  ln (N/N0) = -kt  k = Cn


Onde:
N – concentração de microrganismos
t – tempo de contato
k – constante que depende do desinfetante
 – coeficiente de letabilidade específica
C – concentração do desinfetante
n – coeficiente de diluição (geralmente = 1)

ln (N/N0) = -kt  log (N/N0) = - k t


2,3
Desinfecção

Modos de ação dos desinfetantes:


 destruição da organização estrutural da célula;
 interferência no nível energético do metabolismo;
 interferência na biosíntese e no crescimento.

Desinfetantes químicos:

 oxidação ou ruptura da parede celular do microrganismo;


 difusão no interior da célula – interferência na atividade celular.

Desinfetantes físicos:
 transferência de E eletromagnética para o material genético;
 penetra na parede celular – destrói a reprodução.
Desinfecção

Comparação de características técnico-econômicas de algumas tecnologias de


desinfecção.
Características/ Cloração / Ultravioleta Ozônio Micro Ultra
Critérios descloraçação filtração filtração
Segurança + +++ ++ +++ +++
Remoção de ++ ++ ++ +++ +++
bactérias
Remoção de + + ++ + +++
vírus
Residual tóxico +++ - + - -
Custos + + ++ +++ +++
operacionais
Custos de ++ ++ +++ +++ +++
investimento

“–” nenhum, “+” baixo, “++” médio, “+++” alto


Desinfecção

0
-1
Cn t(% morte) = K(% morte)
log (N/N0)

-2
-3
-4

tempo

N/N0 -log N / N0 % Morte


(fração remanescente) (redução logarítimica) (% de inativação)
0,1 1 90
0,01 2 99
0,001 3 99.9
0,0001 4 99.99
Desinfecção
Desinfecção
Desinfecção

Valores de Ct para Inativação de Esporos de Giárdia pelo Ozônio a pH 6-9

Temperatura
Inativação
(log) 0.5 5 10 15 20 25

0,5 0,48 0,32 0,23 0,16 0,12 0,08


1 0,97 0,63 0,48 0,32 0,24 0,16
1,5 1,5 0,95 0,72 0,48 0,36 0,24
2 1,9 1,3 0,95 0,63 0,48 0,32
2,5 2,4 1,6 1,2 0,79 0,60 0,40
3 2,9 1,9 1,4 0,95 0,72 0,48
Desinfecção

Valores de Ct99 para destruição de classes de microrganismos para vários desinfetantes

Agente desinfetante
Microrganismo
HOCl OCl- NH2Cl O3 ClO2 HOBr
E. coli 0,02 1,0 50 0,005 0,2 0,5
Polivirus 1 1,0 10 500 0,005 1,5 0,06
Entamoeba 20 8000 150 2 5 40
histolytica
Desinfecção

Não se dispondo de dados sobre a demanda de cloro da água a ser desinfectada, recomenda-se
iniciar a aplicação com a dosagem de 1 mg/L de cloro. Iniciada a desinfecção, deverão ser coletadas
amostras de água nos extremos da rede de distribuição, a fim de conhecer o pH da água. De posse
deste parâmetro e utilizando-se a Tabela, a seguir determina-se qual a concentração recomendada
de cloro residual livre ou combinado a ser obtido na água após o tempo de contato indicado.

pH Cloro livre em mg/L Cloro combinado em mg/L


após 10 minutos Após 60 minutos

6a7 0,2 1,0

7a8 0,2 1,5

8a9 0,4 1,8

9 a 10 0,8 1,8 a 2,0


CLORO

Custo barato, fácil aplicação e disponibilidade


Compostos principais à base de cloro:
 cloro molecular – Cl2, hipoclorito e dióxido de cloro
Atua como agente oxidante que se dissipa rapidamente no meio
 grandes quantidades de cloro aplicadas – cloro residual

Cloro

Substâncias tóxicas
organocloradas (THM)

Alto nível de substâncias


orgânicas na água
CLORO

Cloro atua na remoção de H2S, Fe, Mn, Nitrito e fenóis;


Na presença de amônia, gera cloraminas (25x menos eficientes que o HOCl)
Na presença de Mat.Org (Subst. Húmicas que dão cor a água), formam
THMs, através de reações lentas, que levam de 24(50%) à 72h(96%) (~1ppm)
 Níveis de THM em água superficiais é maior que de subterrâneas
 Concentração de THM aumenta com o aumento de [Cloro], TºC e pH
 90% do THM mais abundante é o clorofórmio (CHCl3)
CLORO
OZÔNIO

Geração de ozônio
• descarga elétrica + gás contendo oxigênio
• dissociação
• gás instável – O3

Mecanismo de destruição dos m.o.

 Biocida efetivo na destruição de bactérias, fungos e vírus


 Auxilia na remoção da cor e turbidez

Foto 1. Bactéria sadia; Foto 2. Parede celular da Bactéria sendo atacada pelo Ozônio; Foto 3.
Oxidação da Parede celular da bactéria Fotos 4, 5 e 6. Ruptura e destruição da bactéria.
OZÔNIO

Variáveis que influenciam no processo de desinfecção:


 pH alcalinidade
 temperatura matéria orgânica
 sólidos em suspensão ozônio residual

Esquema típico de uma instalação de ozonização


OZÔNIO
VANTAGENS DO PROCESSO:

É mais efetivo que o cloro na destruição de vírus e bactéria;


utiliza curto tempo de contato;
não há residual que necessite ser removido, pois o ozônio se decompõe rapidamente;
não há crescimento posterior de microrganismos, exceto daqueles que foram
protegidos por partículas de sólidos;
é gerado no local e, portanto, há menos problemas associados com transporte e
manuseio.

DESVANTAGENS DO PROCESSO:

baixas doses podem não inativar efetivamente alguns vírus e esporos;


é muito mais complexo que a utilização do cloro ou ultravioleta, requerendo
equipamento sofisticado;
é muito reativo e corrosivo, requerendo material resistente;
é extremamente irritante e possivelmente tóxico, devendo-se evitar a exposição;
o custo pode ser relativamente alto em capital e energia.
OZÔNIO

Exemplos de aplicações

Desinfecção de Água de Desinfecção e Oxidação Retirada de Cor por


Piscuna de Esgotos Oxidação

Desinfecção de Água Lavagem/Desinfecção de Controle


Potável Frutas e Verduras Microbiológico e de
Incrustações em Torres

Controle Microbiolgico Controle Microbiológico Manutenção da


em Armazéns de Grãos de Frutas e Flores Salubridade de
Armazenadas Ambientes e Retirada de
Odores
ULTRAVIOLETA

260 a 265 nm – eficiente para matar os microrganismos.


Resistência dos m.o à luz UV:
 bactérias < vírus < fungos < esporos
 desativados em poucos segundos (1 a 5 segundos)
Desinfecção por UV é um processo exclusivamente físico
Método é promovido pela passagem por uma câmara de irradiação

• alvo principal da desinfecção UV – material genético


ULTRAVIOLETA
VANTAGENS DO PROCESSO:

nenhuma adição de produtos químicos;


não há efeito residual que possa prejudicar humanos, meio ambiente ou
vida aquática;
processo de fácil operação;
ação rápida: 0,5 -5,0 seg contra 20 - 40 minutos no caso do cloro e/ou
ozônio;
não acarreta problemas de corrosão;
baixo uso de energia

DESVANTAGENS DO PROCESSO:

sólidos suspensos e turbidez interferem na eficácia da desinfecção;


requer manutenção e limpeza das lâmpadas;
não há medição por residual para indicar a eficiência, mas apenas o
controle por sobrevivência dos microrganismos.
ULTRAVIOLETA
Planta de desinfecção UV para água de processo na indústria alimentícia

Vazão: 16 m3/h
Número de germes antes do tratamento: 4 NMP/100 ml
Número de germes depois do tratamento: 0

vazão: 18 m3/h

vazão: 180 m3/h


(feira na Alemanha 2001)
Fluoretação

LIMITES RECOMENDADOS PARA A CONCENTRAÇÃO DE ION FLUORETO


SEGUNDO AS NORMAS DE ÁGUA POTÁVEL DO SERIÇO DE SAÚDE
PÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS

Média anual das temperaturas Limites recomendados para a concentração do


máximas diárias do ar (oC) íon fluoreto (mg/l)

Inferior Ótimo Superior

10,0 a 12,1 0,9 1,2 1,7


12,2 a 14,6 0,8 1,1 1,5
14,7 a 17,7 0,8 1,0 1,3
17,8 a 21,4 0,7 0,9 1,2
21,5 a 26,3 0,7 0,8 1,0
26,4 a 32,5 0,6 0,7 0,8
Adsorção

A adsorção aplica-se à transferência física de um soluto, num gás ou num


líquido, para uma superfície sólida, onde ele fica retido em conseqüência de
interações microscópicas com as partículas constitutivas do sólido. O soluto não
se dissolve no sólido, mas permanece na superfície do sólido ou nos poros do
sólido.

O processo de adsorção é muitas vezes reversível, de modo que a modificação


da pressão, ou de temperatura pode provocar a fácil remoção do soluto adsorvido
no sólido. No equilíbrio, o soluto adsorvido tem uma pressão parcial igual à
existente na fase fluida em contato, e pela simples modificação da temperatura,
ou da pressão de operação, o soluto pode ser removido do sólido.

A adsorção é um fenômeno físico que depende, em boa medida, da área


superficial e do volume dos poros. A estrutura dos poros limita as dimensões
das moléculas que podem ser adsorvidas, e a área superficial limita a quantidade
de material que pode ser adsorvido.
Adsorção
Adsorção
Adsorção

É importante a escolha dos adsorventes. Os sólidos devem ter características de


pequena queda de pressão e boa resistência mecânica para suportar o manuseio.
Além disso os adsorventes são seletivos quanto à capacidade de
adsoverem solutos específicos. Por isso, a natureza do sólido deve ser
cuidadosamente ponderada para que se tenha a segurança de um desempenho
satisfatório.

Os adsorventes comerciais incluem a bentonita, a bauxita, a alumina, o carvão de


ossos, a terra fuller, o carvão ativo e a sílica gel.

Os principais equipamentos utilizados na adsorção são colunas empacotadas, onde


percola-se o efluente a ser tratado. Assim que as características do efluente
atingirem uma concentração final superior à aquela estipulada, para-se o processo
para proceder-se a regeneração da mesma.
Adsorção

Determina-se experimentalmente a capacidade de adsorção de um


adsorvente frente a um adsorbato pela construção de isotermas
de Lamgmuir e de Freudlich.

Quantidade de
substância adsorvida
por grama de sólido
Adsorção
Regeneração
Troca Iônica
Troca Iônica

1. Trocadores de cátions fortemente acídicos:


Forma com hidrogênio Forma com sódio
(regenera com HCl ou H2SO4) (regenera com NaCl)
2R-SO3H + Ca2+  (R-SO3)2Ca + 2H+ 22R-SO3Na + Ca2+  (R-SO3)2Ca + 2Na+

2. Trocadores de cátions fracamente acídicos:


Forma com hidrogênio Forma com sódio
(regenera com HCl ou H2SO4) (regenera com NaCl)
2R-COOH + Ca2+  (R-COO)2Ca + 2H+ 2R-COONa + Ca2+  (R-COO)2Ca + 2Na+

3. Trocadores de anions fortemente básicos:


Forma com hidróxido Forma com clorêto
(regenera com NaOH) (regenera com NaCl)
2R-R’3NOH + SO42-  (R-R’3N)2SO4 + 2R-R’3NCl + SO42-  (R-R’3N)2SO4 + 2Cl-
2OH-

4. Trocadores de anions fracamente básicos:


Forma com hdróxido Forma com Clorêto
(regenera com NaOH) (regenera com NaCl)
2R-NH3OH + SO42-  (R-NH3)2SO4 + 2OH- 2R-NH3Cl + SO42-  (R-NH3)2SO4 + 2Cl-
Troca Iônica

Resina de troca iônica


Troca Iônica
Separação por membranas
Separação por membranas
Separação por membranas
Eletro Diálise