Você está na página 1de 9

09/12/2019

Aula 1 – A profissão

MSc. Janaina Fernandes

09/12/2019

 do grego: necro (morte, morto ou cadáver) +


psia (ação de ver ou examinar)

A necropsia é um procedimento médico que


consiste em examinar um cadáver para
determinar a causa e modo de morte e
avaliar qualquer doença ou ferimento que
possa estar presente.

 CBO: 3281 – Técnicos em necrópsia e


taxidermistas

Sinônimos:

 Autópsia.
 Necroscopia.
 Crítica.
 Análise.
 Autopse

https://www.significadosbr.com.br/necropsia

1
09/12/2019

Estabelece-se o dia 13 de Outubro como o Dia


do Necropsista sendo esta data o dia de
nascimento em 1821 de Rudolf Ludwig Karl
Virchow, considerado pai da Patologia moderna
e autor da técnica de Virchow, que em 1874
padronizou um importante conjunto de
procedimentos usados pelos Técnicos em
Necropsia onde os órgãos são retirados um a
um, pesados examinados separadamente de
forma específica, mediante abertura padrão do
tórax e abdome (biacrômio esterno pubiana) e
do crânio (bimastoidea vertical). Após o exame
dos órgãos, estes são recolocados no cadáver.

 faz a assistência ao médico legista.


 auxilia o médico perito na identificação da causa
de uma morte.
 Pode fazer a abertura do corpo, identificar
lesões internas e coletar amostras para exames
laboratoriais.
 pode fechar o corpo e prepará-lo para o
sepultamento.
 Algumas funções: receber e registrar cadáveres,
preparar e organizar a sala, disponibilizar os
instrumentos necessários para o procedimento,
limpá-los e armazená-los.

 IML (Instituto Médico Legal), auxiliando o médico


legista;
 SVO (Serviço de Verificação de Óbito);
 laboratórios de anatomia em Instituição de
Ensino, auxiliando a equipe na preparação de
peças anatômicas para estudo.
 Em alguns estados do Brasil ele está no quadro
da carreira da polícia civil, (treinamento de
abordagem similar, com prova de aptidão física e
psicológica, comprovação de idoneidade e
investigação social)
 Funerárias
 Hospitais públicos e particulares (necrotérios)

2
09/12/2019

 Identificação dos corpos;


 Abertura, evisceração e fechamento dos
corpos;
 Identificaçãodos órgãos; projeteis e
traumas;
 Fixação de peças anatômicas para posterior
exame, a devida identificação, guarda,
organização e arquivamento temporário do
material em estudo e de reserva, tanto do
material de necropsia quanto das peças
cirúrgicas;

 Preparo das várias soluções fixadoras;


 Manutenção dos aparelhos e instrumental;
 Arrumação e limpeza da mesa de necropsia e
instrumental;
 Afiação do instrumental cortante;
 Embalsamento de cadáveres.

 Receber e entregar cadáveres de pacientes


falecidos no Hospital, acondicionando-os em
geladeira.
 Realizar a necropsia dos pacientes, nos casos
pertinentes.
 Proceder ao preparo do corpo post-mortem,
incluindo eventual formalização ou
embalsamento do mesmo (ou tanatopraxia em
locais que fornecem esse serviço ex: SVOC-USP).
 Entregar o corpo aos familiares e Serviço
Funerário.
 Realizar a limpeza e manutenção da sala de
necropsia e utensílios.

3
09/12/2019

 Preparar soluções químicas utilizadas na


conservação e trato de espécimes
anatômicos.
 Acondicionamento, manuseio e recorte de
peças anatômicas mantidas em soluções
químicas fixadoras.
 Auxiliar o médico no exame de peças
anatômicas, realizando eventualmente
fotografias e dissecções.

É subdividida em três tipos:

1) Necropsia médico-legal ou forense, que se


destina a identificar o processo da morte em
casos de violência ou de causa duvidosa;
2) Verificação de óbito, realizada em casos de
morte não violenta de pessoas sem
acompanhamento médico regular
3) Necropsia hospitalar, realizada por médicos
anatomopatologistas, em pacientes internados,
falecidos em decorrência de doenças.

A técnica da necropsia consiste em estudar as


alterações de todos os órgãos após a morte, a
partir de três passos:

1) Exame macroscópico (observação a olho nu


dos órgãos retirados), que fornece material para
o passo seguinte;
2) Exame microscópico, onde serão vistas as
alterações celulares.
3) Correlação dos achados macro e
microscópicos com os dados da história do
paciente, podendo-se então estabelecer a causa
da morte, a doença de base e outras
doenças existentes.

4
09/12/2019

A necropsia não serve apenas para identificar a


causa do óbito; ela tem diversas outras funções:

1) Controle de qualidade do diagnóstico e do


tratamento: através do conhecimento dos achados da
necropsia, por parte da equipe que atendeu o
paciente, visando identificar possíveis falhas e suas
causas, buscando correções para que não se repitam
em outro paciente.
2) Fonte de informação para a Secretaria de
Saúde: permitindo a realização de estatísticas
precisas sobre as doenças mais frequentes, o que
influi na política de saúde do Estado e do Município.
3) Material para ensino: dos médicos residentes,
alunos e professores. A correlação clínico-patológica
realizada durante todas as etapas da necropsia é um
excelente exercício, constituindo a maior fonte de
ensinamento em Patologia.

4) Material para pesquisa científica.


5) Reconhecimento de novas doenças e de
novos padrões de lesão.
6) Reconhecimento do efeito do tratamento na
evolução da doença.
7) Esclarecimento de casos sem diagnóstico
clínico firmado ou naqueles em que a morte do
paciente foi inesperada.

http://www.labapc.com.br/orienta%C3%A7%C3%B5es-gerais/item/30-necr%C3%B3psia.html

A necrópsia clínica é realizada para


determinar não somente a causa mortis, mas
também todos os processos patológicos que
afetam o indivíduo. Esse tipo de exame é feito
por um médico patologista, é solicitado pelos
profissionais da saúde que trataram o paciente
e deve ser autorizado pelos membros da
família.

5
09/12/2019

A necropsia forense é realizada pelo médico


legista. Normalmente é aquela transmitida
nas mídias como rádio e televisão. É o tipo
legalmente ordenado para resolver mortes
repentinas ou suspeitas. Contudo, as
necrópsias também são feitas para formação
médica e pesquisa de doenças.
 O juiz é quem faz a solicitação da necrópsia
forense por qualquer morte suspeita de
crime e não pode ser rejeitada pelos
familiares.

Após a morte, o corpo do indivíduo passa por


modificações que são chamadas de alterações
cadavéricas, que são divididas nas seguintes
etapas:

 Rigidez e manchas cadavéricas.


 Gasosa.
 Coliquação.
 Esqueletização.

Antes que uma necrópsia seja realizada, os


investigadores reúnem todas as informações possíveis
sobre o assunto e os eventos que levaram o indivíduo
à óbito, consultando médicos, registros médicos e
membros da família, além de examinarem as
circunstâncias e o local da morte.

Na necrópsia são feitas duas inspeções:


 Externa – medição e pesagem do corpo, anotações
quanto a roupas, objetos de valor pertencentes,
cor dos cabelos e olhos, sexo, idade do sujeito,
etnia, etc.
 Interna – são removidos os órgãos pélvicos e
abdominais, peito, quando necessário o cérebro,
etc.

6
09/12/2019

Após o exame de necrópsia todos os órgãos


são devolvidos ao corpo.

A necrópsia é tida como o único método


confiável para confirmar o sucesso no
diagnóstico médico entre 70 a 85 por cento dos
casos. Esse processo deve ser efetuado e é
insubstituível para fornecer as informações que
constarão na certidão de óbito.

Um médico-legista abre e analisa os órgãos de


três cavidades do corpo: crânio, tórax e
abdome, para descobrir as circunstâncias e as
causas da morte.

Os procedimentos e o trabalho dos legistas em uma


vítima de morte violenta.

1. Após o reconhecimento da família, o corpo é


identificado com um número que remete a
documentos como o RG e o Boletim de Ocorrência.
Roupas e projéteis são enviados para o Instituto de
Criminalística, da Polícia Científica, que faz perícias
em “cenas de crime” e objetos. O cadáver é pesado
e lavado com água e sabão.
2. Na sala de necropsia, o exame começa com a
análise externa do corpo. Médico e auxiliar procuram
furos de bala, lesões e até sinais que identificam o
morto, como uma tatuagem ou uma cicatriz. Todos os
detalhes são anotados e farão parte de um
documento emitido pelo IML.

7
09/12/2019

3. “O próximo passo é o exame interno, pela


abertura das cavidades do cadáver e pelo exame
minucioso de suas vísceras”, conta Roberto Souza
Camargo, diretor do IML de São Paulo. Com um
cort que vai do pescoço ao púbis e que pode ter
formato de Y, de T ou de I, o legista tem acesso à
caixa torácica e ao abdome.

4. Os órgãos agredidos que podem ajudar na


descoberta da causa da morte são retirados e
examinados – como um coração esfaqueado ou o
estômago, no caso de envenenamento. É feita
tanto uma análise geral quanto microscópica e os
resultados são combinados no relatório final.

5. Depois dos órgãos do tórax, o médico corta o


couro cabeludo de uma orelha a outra para
remover o cérebro. A tampa do crânio é retirada
com uma serra elétrica, mas o cérebro só pode ser
arrancado se todos os nervos que o conectam ao
corpo são cortados – entre eles, os nervos ópticos,
ligados aos olhos

8
09/12/2019

6. Ao final da análise, os órgãos são reinseridos e o


corpo é fechado. Os pequenos pedaços utilizados
em exames são incinerados. O legista usa uma
costura contínua, que tem um ponto inicial e
segue do começo ao fim dos cortes. Cabelos e
roupas escondem as suturas durante o enterro.

7. O processo inteiro, da chegada à liberação do


corpo, dura de quatro a oito horas. A necropsia
leva entre duas e três horas. Ao fim do exame, o
IML emite uma Declaração de Óbito, com a
identificação e o motivo da morte. Com esse
documento, a família consegue retirar a Certidão
de Óbito em um cartório.

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-e-feita-uma-autopsia/