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SINDICÂNCIA

Definição

Sindicância é o procedimento sumário adotado pela autoridade competente para a apuração de


atos e fatos indicativos de irregularidades que envolvem servidores da Corporação, antecedendo a outras
providências cíveis, criminais ou administrativas.

Este meio sumário de investigação é de largo uso na Polícia Milita e tem se revelado
instrumento valioso na repressão eficaz a ato ou fato, de certa gravidade, que possa causar desequilíbrio ou
prejuízo ao normal funcionamento de qualquer setor do serviço, seja ele administrativo ou operacional.

A instauração de sindicância não pode ser dispensada:

I – quando se verifica dificuldade na rápida coleta de provas que definam a responsabilidade ou


a autoria de práticas irregulares;

II – quando se quer avaliar a correta intensidade ou conseqüências de uma infração;

III – quando a complexidade dos fatos impedirem uma tomada de decisão rápida e segura;

IV – quando subsidiar exclusão disciplinar/ex-offício de militar com menos de cinco anos de


efetivo serviço.

A sindicância, como se vê, é a base de decisões, quase sempre de larga repercussão no âmbito da
administração e, por esse motivo, confere à autoridade os elementos essenciais a decisões.

Apesar de ser um meio sumário de investigação, a Sindicância não poderá prescindir de normas
preestabelecidas de uma forma lapidar, a fim de que cumpra aquele papel delineado nos parágrafos
anteriores.

Entretanto, o sindicante deve cuidar para que uma importância exagerada à forma não prejudique
o conteúdo, cuja hipertrofia não pode desrespeitar os parâmetros formais.

As normas e formulários traçados no Manual de Sindicâncias pretendem conferir um equilíbrio


entre estes dois aspectos fundamentais da sindicância, buscando padronizar o procedimento em suas varias
circunstancias.
Para obtenção de equilíbrio entre conteúdo, forma e a necessária padronização, o sindicante deve
atentar para os seguintes requisitos fundamentais:

I – Clareza: é dela que decorrem informações mais precisas para composição do relatório final,
bem como a disposição coerente e lógica das provas obtidas;

II – Brevidade: a Sindicância deve ser realizada rapidamente, a fim de que a autoridade


delegante possa determinar, incontinente, providências cabíveis, impedindo a prorrogação de um mal nocivo
à disciplina, à ordem ou à boa marcha dos serviços administrativos ou operacionais;

III – Objetividade: as investigações devem ater-se à irregularidade questionada, sem adentrar em


questões paralelas, a menos que também constituam infração disciplinar ou tenham conexões capazes de
melhor esclarecer o fato apurado.
Quando ao ritual a ser observado, a Sindicância apresenta três fases distintas:

I – Instauração: portaria da autoridade competente que é o ato oficial constitutivo da sindicância


e o impulsionador da investigação, anexos à portaria e capa onde é feita a autuação;

II – Instrução: é todo o conjunto de provas, manifestações, inquirições e perícias, tendentes à


pesquisa e esclarecimento dos fatos havidos como irregulares, como representativo de forma e a elementos
em demanda da verdade;

III - Relatório: é a síntese descritiva dos fatos, trabalhos, sua natureza, provas e conclusões sobre
a existência ou não de irregularidades. Encerra-se com o parecer do sindicante.

Competência

São autoridades competentes para proceder à Sindicância:

I – Comandante-Geral;

II – Chefe do Estado-Maior;

III – Chefe do Gabinete Militar, Comandos Intermediários (CRP e CCB), Diretores e o


Ajudante-Geral;

IV – Comandantes de Unidade autônomas, Chefes de Seções do EMPM, Chefes de Centros e os


Comandantes de Subunidades independentes.
Esta competência, obedecidas as normas regulamentares de jurisdição, hierarquia e comando,
poderá ser delegada a oficial da ativa.

Procedimentos

Instauração

A determinação para apuração de fatos em sindicância será feita por escrito, preferentemente em
portaria ou despacho ou ofício, de que conste o fato a ser apurado.

O sindicante devera ser sempre oficial de maior posto ou mais antigo que o sindicado.

Se, no curso da Sindicância, seu encarregado verificar a existência de indícios contra oficial de
posto superior ao seu ou mais antigo, encerrará os trabalhos com relatório e tomará as providências
necessárias para que suas atribuições sejam delegadas a outro oficial.

A autoridade delegante, ao receber a Sindicância com o relatório, dará a ela uma solução
preliminar, acolhendo (ou não) o parecer do Sindicante e determinando, por via de conseqüência, o
prosseguimento das apurações por outro oficial, sem necessidade de nova Portaria.

Pela importância, a elaboração de sindicância com o relatório deverá ser confiada à pessoa de
qualidades técnicas e morais que a capacitem para o exercício da missão.

Na designação do encarregado, autoridade competente terá em conta os valores intrínsecos ao


caráter do selecionado, sua inteligência, absoluta discrição, discernimento e apurado senso de justiça.
Tanto a autoridade que determina a abertura de sindicância, como aquela que a preside, ante a
presunção da existência de ilícito disciplinar, evitarão situações de falso alarme, juízos infundados ou
preestabelecidos, críticas ou censuras mordazes, imputações irrefletidas ou intempestivas, que projetarão uma
imagem assaz perniciosa à estrutura administrativa que deve congregar em suas hostes (tropa; exército)
indivíduos que respondam pela sedimentação dos alicerces e contornos da moralidade pública.
Quanto ao Sigilo do ato ou fato objeto de apuração, a Sindicância classifica-se em:
I – Pública;
II – Reservada.
Se a Sindicância RESERVADA for instaurada com Portaria, esta deverá ser publicada em
Boletim Interno Reservado.
O Oficial, ao receber a designação, deve agir imediatamente, evitando que se apaguem vestígios
ou se torne impossível à coleta de provas.
Recomenda-se ao Sindicante:
I – Dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e a situação das coisas,
enquanto necessário;
II – Apreender os instrumentos e todos os objetos que tenham relação com o fato;
III – Arrolar testemunhas, marcando a data da audiência;
IV – Efetuar prisão do (s) infratores, observadas as formalidades legais;
V – Colher todas as provas que sirvam para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias.
A rapidez com que o Sindicante se põe em campo para desincumbir-se de suas tarefas, confere à
Sindicância um de seus mais importantes princípios: a OPORTUNIDADE.
Ao receber a ordem (Portaria ou Despacho), o Oficial encarregado da Sindicância deverá lavrar
sua AUTUAÇÃO em capa própria.
AUTUAÇÃO (reunir em forma de processo, processar) = Termo destinado a incorporar a
Portaria de demais peças que a acompanham ou dão origem à Sindicância ao corpo do processo.
Na numeração da Sindicância, a capa receberá o número 1 e contém a AUTUAÇÃO.
Para início dos trabalhos da Sindicância, o encarregado fará um TERMO DE ABERTURA,
relatando as providências tomadas, tais como:
- juntada (ato de juntar ou anexar (peças em um processo) de documentos;
- intimações (chamar (alguém) perante a autoridade policial);
- Ofícios (cópias).
Sempre que uma Sindicância for iniciada com a inquirição das testemunhas (ato de a autoridade
competente indagar da testemunha o que ela sabe acerca de determinado fato), o Termo de Abertura
substituirá a Assentada que precederia a esta inquirição.
Após a lavratura (exarar por escrito; escrever, redigir) da AUTUAÇÃO e TERMO DE
ABERTURA ou ASSENTADA, passa-se à segunda fase do procedimento da Sindicância: a INSTRUÇÃO.
Instrução

É importante, então, que o Oficial, logo que for designado Encarregado, faça um planejamento
de seu trabalho, lendo atentamente os documentos iniciais que lhe forem entregues e esquematizando a
apuração, analisando:
a) o fato (como está colocado);
b) envolvidos (Sindicados, vítimas, testemunhas);
c) conclusão inicial (em tese);
d) providências a serem tomadas (que comportarão o teor da Portaria de Abertura) imediata ou
mediatamente, conforme decorrerem os trabalhos.
e) perícias, exames, autos de corpo de delito a serem requisitados, para que se comprove,
materialmente, o fato objeto de apuração.
Instrução é o trabalho de investigação propriamente dito, em que a partir da audição das
testemunhas e a redução a termo de seu depoimento, o Sindicante colherá os elementos necessários à
comprovação da autoria e cabal elucidação das circunstancias em que se deu o ato ou fato irregular.

INVESTIGAÇÀO POLICIAL
É o exercício da investigação policial. Tem lugar antes e durante a Sindicância. É através dela
que o Oficial Encarregado aplicará sua habilidade pessoa[, técnicas e outros conhecimentos adquiridos na
vida profissional, objetivando apresentar o trabalho da melhor forma possível.

A polícia investigatória não possui regras rígidas, porém, está presente em todas as ações
executadas, como na coleta de provas, na determinação de diligências para a localização de pessoas, armas,
objetos, etc., na escolha de testemunhas, nas inquirições, etc.

O planejamento inicial e a condução criteriosa da polícia investigatória é que determinarão o


sucesso ou fracasso na apuração do fato.

Todo Oficial Encarregado de Sindicância deve explorar ao máximo a sua capacidade de


investigação, não se descuidando de nenhum detalhe Aliás, um detalhe à primeira vista insignificante poderá
ser chave da questão.

Esta atividade, então, se reveste de tal importância que deve ser iniciada mesmo antes da
instauração da Sindicância, principalmente quando houver vestígios, exatamente quando se planeja o
trabalho.
A Instrução pode constituir-se de:
1 – Inquirição de Testemunhas;
2 – Acareação e Reinquirição;
3 – Reconhecimento de pessoa ou coisa;
4 – Documentos;
5 – Perícias e Exames;
1 – Inquirição de testemunhas (pessoa que viu ou ouviu alguma coisa, ou que é chamada a
depor sobre aquilo que viu ou ouviu)
As testemunhas, assim como o Sindicado (indivíduo contra quem se instaura a sindicância),
deverão ser ouvidos em período que medeie entre 07:00 e 18:00 horas, salvo caso de urgência inadiável, que
será mencionado na Assentada.
Não poderão ser ouvidas por mais de 04 (quatro) horas consecutivas, sendo-lhes facultado
descanso de 30 (trinta) minutos, sempre que tiverem de depor ou prestar declarações além daquele tempo.
Se o depoimento não ficar concluído até às 18:00 horas, será encerrado, para prosseguir no dia
seguinte, em hora determinada pelo Sindicante; não sendo útil o dia seguinte, a inquirição poderá ser adiada
para o 1º dia que o for, salvo caso de urgência.
O Sindicante lavrará Assentada do dia e hora do início das inquirições e, da me início das
inquirições e, da meu interrupção.
Testemunha
O vocábulo "testemunha" provém do latim TESTIMONIUM que quer dizer, na linguagem
jurídica, a pessoa que atesta a veracidade de um ato, que presta esclarecimentos sobre fatos que lhe são
perguntados, afirmando-os ou os negando.

Trata-se, pois, a prova testemunhal de uma prova pessoal, inspirando-se a sua adoção na
presunção de veracidade nas afirmações que cada qual prestar.

Acentua o Código e a legislação em geral, da obrigatoriedade que todos têm em depor quando
convocados ou requisitados, tal se vê no art. 354, ressalvados os que não podem em relação a parentes em
linha direta, à condição de matrimoniados e os irmãos e os do art. 355, do CPPM. (13).

Importante considerar-se o crédito que deve dar aos depoimentos como prova, que não é
prevalente, entrando na composição dos elementos necessários à formação da convicção.

Vale assinalar que o testemunho poderá ser o de terceiro, o do ofendido, o do acusado; e o do co-
indiciado, ou o do co-acusado, isto é co-réu.

Nesta última hipótese, teríamos o testemunho do acusado sobre fato de outrem.

Devem assim ser apreciados os depoimentos, preliminarmente, quanto ao sujeito, isto é, em


relação à personalidade de quem depõe, quanto à forma, na verificação de como foi prestado o depoimento,
sob o parâmetro da lei, e, quanto ao conteúdo, que é o exame de seu próprio texto, do que nele se tenha de
valor para permitir uma elucidação verdadeira, dele resultando uma verdade inconteste.

Qualquer pessoal poderá ser testemunha.


À autoridade caberá apreciar os depoimentos, atendendo aos antecedentes morais e penais das
testemunhas, sua idade e interesse no fato, sua relações com o Sindicado e ofendido, à verossimilhança dos
eventos relatados e às contradições de suas narrativas.
A testemunha deve declarar seu nome, idade, estado civil, residência, profissão e lugar onde
exerce sua atividade; se for parente e em que grau do Sindicado ou do ofendido; quais suas relações com
qualquer deles e relatar o que sabe ou tem razão de saber a respeito do fato e circunstâncias que com ele
tenham pertinência.
As testemunhas serão inquiridas, separadamente, de modo que uma não ouça o depoimento da
outra.
A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor, salvo se for ascendente, descendente,
afim em linha reta, cônjuge, ainda que divorciado, ou irmão do Sindicado, bem como pessoa que com ele
tenha vínculo de adoção, salvo quando não for possível, por outro modo, abster-se ou integrar-se à prova do
fato e de suas circunstâncias.
As pessoas que devam guardar segredo, em razão de função, ministério, ofício ou profissão,
ficam proibidas de depor, salvo de forem desobrigadas pela parte interessada ou quiserem prestar
depoimento.
A testemunha prestará o compromisso de dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado.
Este compromisso não será, entretanto, deferido aos doentes e deficientes mentais, aos menores de 14 anos,
nem às pessoas que não têm obrigação de depor.
Não será permitida à testemunha a manifestação de suas apreciações pessoais, salvo quando
inseparáveis da narrativa do fato.
Carta Precatória = Documento pelo qual um órgão judicial demanda a outro a prática de ato
processual que necessite ser realizado nos limites de sua competência territorial. [também se diz apenas
precatória.]
No curso da Sindicância, seu encarregado poderá expedir Carta Precatória à autoridade militar
superior do local onde a testemunha estiver servindo ou residindo, a fim de notifica-la ou inquiri-la, ou
designar Oficial que a inquira, obedecendo às normas de hierarquia, se a testemunha for militar. Com a
Precatória, o encarregado enviará cópias da parte que deu origem à Sindicância e da Portaria que lhe
determinou a abertura e os quesitos formulados, além de outros dados que julgar necessários ao
esclarecimento do fato.
As testemunhas ouvidas numa Sindicância serão enumeradas pela ordem de oitiva, recebendo
cada uma ordinal correspondente.
O Sindicante deverá por em prática todas as técnicas de investigação, procurando, antes do
interrogatório, formar um quadro amplo, relacionando, antes, as perguntas mais convenientes a serem feitas
às testemunhas, evitando simplesmente transcrever um relato.
O Sindicante deve mostrar à testemunha os pontos em que ela se contradiz e convida-la a
desfazer tais conflitos.
Um interrogatório bem conduzido poderá levar ao esclarecimento total de um fato delituoso.
Durante as audições, sempre que se erra ou omitir uma palavra, estando utilizando máquina de
datilografia, não muito usual mais, deve-se evitar rebater, rasurar ou escrever entre linhas. Reinicia-se o
trecho do termo a partir da repetição anterior à palavra datilografada erradamente, inserindo-se a seguinte
palavra: “DIGO”, seguida de dois pontos. Tal procedimento, não é mais comum, tendo em vista a larga
difusão e utilização de trabalhos feitos em PC, com softwares de edição de textos, tais como Word, Word
Perfect e outros.
Após a leitura do ”TERMO”, verificando-se algum engano, antes do fecho, deve-se fazer a
retificação necessária.
Para o Sindicado, Acusador, Vítima e Suspeitos, lavra-se o Termo de Declarações, não se
deferindo o compromisso legal de dizer a verdade, comum nos depoimentos.
A expressão “AOS COSTUMES DISSE NADA”, constante da qualificação da Testemunha,
significa que esta é idônea e não tem parentesco, amizade profunda, intimidade nem qualquer outro
impedimento que possa tornar seu depoimento suspeito, inverídico ou incorreto. Caso contrário escreve-se:
“AOS COSTUMES DISSE SER IRMÃO DO SINDICADO (OU DA VÍTIMA, ETC.)”, ou simplesmente:
”DECLAROU SER COMPADRE DO SINDICADO“, etc.
Em tais casos ou mesmo em se tratando de menores de 18 anos, a testemunha será ouvida como
INFORMANTE, sem a obrigação de prestar o compromisso: “Prometeu dizer a verdade do que souber e lhe
for perguntado” ou “Testemunha compromissada na forma da lei, prometeu dizer a verdade do que souber e
lhe for perguntado” e ao seu depoimento se dará valor restrito, de acordo com o interesse (ou capacidade) que
possa ter no caso.
Se a testemunha for superior hierárquico do Sindicante, este deverá ouvi-la em particular, ou
dela simplesmente solicitará esclarecimentos por ofício.
Neste caso, seu depoimento será considerado peça de informação e será juntado aos autos, com a
lavratura do respectivo Termo de Juntada.
Se a Testemunha, Vítima, Sindicado ou Acusador, no decorrer de seu depoimento ou declaração,
disser alguma coisa que, de alguma forma, o incrimine, deverá o Sindicante chamar duas testemunhas que
ouvirão a leitura do termo e assinarão logo abaixo do nome do declarante ou depoente.
Com estas mesmas pessoas, depois de ouvidas, se não puderam, ou não souberem assinar, o
Sindicante deverá providenciar uma pessoa idônea, que assinará o termo “A ROGO” (aquele que intercede;
intercessor) do interessado, devendo tal circunstância ser narrada no fecho do mencionado termo, com ela
assinando duas testemunhas dessa circunstância.
Para maior segurança, o Sindicante deve exigir, além da assinatura final, que a testemunha ou
declarante rubrique todas as folhas de seu depoimento ou declaração, devendo atentar para não deixar
assinaturas soltas em páginas isoladas e vazias.
A Sindicância, reunidas as peças, terá suas páginas numeradas e rubricadas pelo Sindicante,
devendo seu verso ser bloqueado com linhas verticais ou com a expressão “EM BRANCO” (carimbada ou
escrita), sempre que ali nada houver sido escrito. Será rubricada e numerada como o mesmo número do
anverso, acompanhado da letra "v” o verso que tiver sido utilizado.
A Sindicância é um processo sumário, que dispensa a figura do Escrivão (agente público que
escreve autos, termos de processo, atas e outros documentos de fé pública), podendo ser utilizado um
escrevente, que fará os trabalhos de digitação. Dispensam-se também os termos de DATA, DESPACHO,
RECEBIMENTO, CERTIDÃO e CONCLUSÃO, comuns e necessários no IPM (Inquérito Policial Militar),
que está sempre mudando de mãos entre Encarregado e Escrivão.
Quando forem ouvidas várias pessoas num mesmo dia, o Sindicante lavrará apenas um Termo de
Assentada.
2 – Acareação e Reinquirição
Em caso de divergências entre as testemunhas, ou entre estas e o Ofendido ou Acusador, o
Sindicante providenciará a devida “ACAREAÇÃO” (pôr cara-a-cara, ou frente a frente; pôr testemunhas,
cujos depoimentos ou declarações não são concordes, em presença umas das outras para tomar novos
depoimentos; acaroar, para esclarecimento dos pontos divergentes).
Se nenhum resultado positivo advier dessa Acareação, restará ao Sindicante, pelo menos, a
oportunidade de concluir sobre qual dos depoimentos ou qual das Testemunhas merece fé e consideração, ou
qual lhe parece mais verdadeira, o que poderá ser constatado pela maneira de se expressarem, pelo
nervosismo ou insegurança, pelas atitudes de cada Testemunha, quando confrontadas.
A Reinquirição (ato ou efeito de reinquirir) é feita quando surgem fatos que ensejam
esclarecimento de algum ponto ou fato.
3 – Reconhecimento de pessoa ou coisa
Quando houver necessidade de fazer o reconhecimento de pessoa ou coisa, adotar-se-á o
seguinte procedimento:
I – a pessoa que tiver de fazer o reconhecimento será convidada a descrever a pessoa que deve
ser reconhecida;
II – a pessoa a ser reconhecida será colocada, se possível, ao lado de outras que com ela tiverem
qualquer semelhança, convidando-se a aponta-la quem houver de fazer o reconhecimento;
III – se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito de
intimidação ou por outra influência, não diga a verdade em face da pessoa a ser reconhecida, o Sindicante
providenciará para que a primeira não seja vista pela segunda.

No tocante ao reconhecimento, como prova testemunhal, deve-se esclarecer que o


reconhecimento não é meio ou elemento de prova, mas um ato instrutório informativo, destinado a robustecer
o pressuposto e a avaliar a credibilidade de um elemento de prova.

Na verdade, quer resulte positivo, quer negativo, ele por si nada pode provar com respeito aos
fatos alegados. Prova é o testemunho; o reconhecimento é mero contraste da prova, é elemento para a
avaliação dela e não elemento probatório.

Por outro lado, de acordo com o STF "o reconhecimento dos réus, em juízo, por testemunhas
idôneas e insuspeitas, desmoraliza a negativa dos réus, que, a prevalecer, tornariam inexplicáveis os
reconhecimentos feitos" (RTJ 881371).

Quanto ao reconhecimento por fotografias, comumente utilizado, há certa tendência em se


afirmar a precariedade desse instrumento de prova, que assumiria maior credibilidade, se obedecida a regra
geral para o reconhecimento, previsto no artigo 368 e seguintes, do CPPM.
Deve-se alertar, portanto, que estas formalidades são, em certa medida, a própria garantia da
viabilidade do reconhecimento como prova, pois através de seu cumprimento se dirime a margem de erro que
estes instrumentos em geral apresentam.
Do ato será lavrado Termo pormenorizado, subscrito pelo Sindicante, pela pessoa chamada para
fazer o reconhecimento e por duas testemunhas presenciais.
No reconhecimento de coisa, proceder-se-á de acordo com as instruções acima, no que for
aplicável.
Se várias forem as pessoas chamadas a efetuar o reconhecimento de pessoa ou coisa, cada uma
deverá faze-lo em separado, evitando-se qualquer comunicação entre elas. Se forem várias as pessoas ou
coisas que tiverem de ser reconhecidas, cada uma o será por sua vez.
4 – Documentos
Documento é todo objeto que representa, em si, reunida e fixada, a manifestação, por parte de
uma pessoa, de um pensamento, de uma vontade, ou a enunciação de um fato próprio, ou a narração de um
acontecimento.
Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou particulares.
As fotocópias de documentos devem ser autenticadas por Oficial.
Se o Sindicante tiver notícia da existência de documento relativo a ponto relevante da
Sindicância, providenciará sua juntada aos autos, se possível.
Poderá, igualmente, requisitar das repartições ou estabelecimento públicos as certidões ou cópias
autênticas necessárias à prova do fato. Se, dentro do prazo fixado, não for atendido, representará à autoridade
competente contra o funcionário responsável, sendo esta uma medida extrema.

Especial cuidado deverá ter o Encarregado quando se trate de cópias fotostáticas que devem ser
autenticadas e legíveis.

Quanto ao valor dos documentos deve ser esclarecido que, enquanto os documentos públicos valem por si
mesmos, os particulares necessitam ser autenticados quer pela expressa declaração de seu(s) autor (es), quer
pelo reconhecimento de letra e firma, pelo Escrivão.
5 – Das Perícias e Exames
A Perícia pode ter por objeto os vestígios materiais deixados pelo fato irregular ou as pessoas ou coisas que,
por sua ligação com a infração, possam servir-lhe de prova. Pode ser determinada pela autoridade ou
requerida por qualquer das partes, mas, salvo no caso de Exame de Corpo de Delito, pode ser negada, se
reputada (considerada, julgada) desnecessária ao esclarecimento da verdade.
O Sindicante formulará os quesitos que entender necessários, podendo faze-lo também o
Sindicado. Os quesitos devem ser específicos, simples e de sentido inequívoco, mas não podem ser
sugestivos nem conter implícita a resposta.
As Perícias serão, sempre que possível, feitas por dois peritos especializados no assunto ou com
habilitação técnica, nomeados, de preferência, dentre oficiais da ativa.
Os Peritos descreverão minuciosamente o que examinarem e responderão, com clareza e de
modo positivo, aos quesitos formulados, que serão transcritos no laudo. As respostas poderão ser
fundamentadas, em seqüência a cada quesito.
Os Peritos poderão solicitar da autoridade competente a apresentação de pessoas, instrumentos
ou objetos que tenham relação com o fato, assim como os esclarecimentos que se tornem necessários à
orientação da perícia.

A autoridade militar poderá solicitar, através da Diretoria de Pessoal, as perícias e exames


realizados pelos institutos médico-legais, dos laboratórios oficiais e de quaisquer repartições técnicas,
militares ou civis, necessários as perícias e exames que se tornarem necessários à Sindicância, bem como
para o mesmo fim, homologar os que neles tenham sido regularmente realizados, exceção feita às perícias de
trânsito, que podem ser solicitadas diretamente à repartição competente.
Se houver divergências entre os peritos, serão consignadas no auto de exame as declarações e
respostas de um e de outro, ou cada um redigirá separadamente seu laudo, e a autoridade nomeará um
terceiro. Se este divergir dos outros, a autoridade poderá mandar proceder a novo exame por outros peritos.

No caso de inobservância de formalidade ou no caso de omissão, obscuridade ou contradição, a


autoridade militar mandará suprir o procedimento ou completar ou esclarecer o laudo. Poderá, igualmente,
sempre que entender necessário, ouvir os peritos, para qualquer esclarecimento, ou ainda mandar proceder a
novo exame por outros peritos.

Sempre que conveniente e possível, os laudos de perícias ou exames serão ilustrados com
fotografias, microfotografias, desenhos ou esquemas, devidamente rubricados pelos peritos.

Em atenção à natureza do exame, a autoridade militar marcará prazo razoável, que poderá ser
prorrogado, para a apresentação do laudo.

As perícias, exames e outras diligências que, para fins probatórios, tenham de ser feitos em
quartéis, navios, aeronaves, estabelecimentos ou repartições, militares ou civis, devem ser precedidas de
comunicação aos respectivos comandantes, diretores ou chefes.
O Sindicante poderá ainda juntar aos autos fotos, plantas, croquis e outros documentos, de
acordo com o caso, desde que possam "fazer luz" ao caso em apuração.

Às "Normas de Elaboração de Sindicância na Polícia Militar e Formulários", comentadas por


este Manual, aplica-se, subsidiariamente, o Código de Processo Penal Militar vigente, bem como o "Manual
do Inquérito Policial Militar”, aprovado pela Resolução Nr 775, de 22Mai80.

Relatório

A Sindicância será encerrada com um minucioso relatório, em que o Sindicante mencionará as


diligências feitas, as pessoas ouvidas e os resultados obtidos, com a indicação do dia, hora e lugar em que
ocorreu o fato sindicado.

O relatório constitui-se, portanto, de uma síntese descritiva dos fatos, trabalhos, sua natureza,
provas e conclusões sobre a existência ou não de irregularidades.

É encerrado com uma CONCLUSÃO em que o Sindicante indicará:


- a existência de crime, propondo neste caso a transformação da Sindicância em Inquérito
Policial-Militar, nos termos da alínea “f”, do art. 10, do Código de Processo Penal-Militar;
- a existência de transgressão disciplinar, propondo o enquadramento dos implicados ou outras
medidas administrativas;

- a existência de crime e de transgressão disciplinar, propondo a abertura de IPM e outras


medidas administrativas;

- a inexistência de infração ou irregularidade, propondo, no caso, o arquivamento dos autos.

O relatório deve ser feito em tantas vias quantos forem os sindicados mais uma. A primeira via
fará parte dos autos e as demais serão arquivadas nas pastas dos militares investigados.

O relatório passa a ser "parecer", quando contiver opiniões pessoais do Sindicante, em forma de
sugestão.

Como no IPM, em que o encarregado não deve classificar o crime porque é ao Promotor que
cabe a DENÚNCIA, também o Sindicante deve evitar enquadrar neste ou naquele artigo dos Regulamentos a
infração ou irregularidade constatada.
Remessa
Após a feitura do relatório, a Sindicância é encerrada com um Termo de Remessa dos autos à
autoridade que determinou instaurá-la.
Os autos serão encaminhados por ofício.
Solução
A autoridade delegante, ao receber os autos da Sindicância, dar-lhe-á solução, determinando:
- instauração de IPM, em caso de existência de indícios de crime;
- enquadramento disciplinar dos implicados, quando ocorrer transgressão da disciplina militar;
- adoção de outras medidas administrativas: transferência de companhia ou de destacamento,
recolhimento à sede, submissão do faltoso a Conselho de Disciplina ou sua exclusão disciplinar, dependendo
das circunstâncias e do que tiver sido apurado.
Arquivamento,
A não ser nos casos de ocorrência de crime, em que a Sindicância será transformada em IPM
(Letra "f", do art. 10 do CPPM), com a lavratura da respectiva Portaria, a autoridade delegante determinará
seu arquivamento.

Quando, com base na Sindicância for nomeado e convocado um conselho de disciplina


para julgamento do Sindicado, os autos deverão ser juntados ao respectivo ofício de
convocação e nomeação.

Considerações diversas sobre Sindicâncias

1 – Sindicante e Sindicado:
Sindicante - é o militar encarregado de realizar uma Sindicância.
Sindicado - é a pessoa ou fato objeto da Sindicância.

2 – Transformação de Sindicância em IPM


Se, no decorrer da Sindicância, for constatada a existência de indícios de infração penal- militar
(crime), esta será transformada em IPM, de conformidade com a letra “f”, do artigo 10 do Código de
Processo Penal-Militar.

3 - Extrato de Fé-de-Ofício e Nota de Prêmio e Castigos (NPC)


A Sindicância sobre militar acusado de embriaguez ou ato que afete, por sua natureza, a honra
pessoal, o pundonor militar ou decoro da classe, deverá ser instruída com o extrato de fé-de-ofício ou nota de
prêmios e castigos (NPC) do Sindicado.

4 – Escrevente
O encarregado, caso não seja datilógrafo, deverá solicitar da autoridade delegante um Escrevente
(2º ou 1º Tem, se o Sindicado for Oficial ou Sub Ten ou Sgt, se o sindicado for praça) para os trabalhos de
datilografia.
A designação desse escrevente, bem como o compromisso que presta de manter o sigilo dos
trabalhos, são verbais, podendo seu nome, se for o caso, figurar na capa da Sindicância.
Todos os termos, ou autos, quando houver escrevente, terminarão da seguinte forma: "para
constar, mandei lavrar este termo que assino".
A Sindicância deverá ser datilografada em espaço dois.

5 - Aspecto Sigiloso da Sindicância


Quando a Sindicância for reservada, não se deve publicar a Portaria, nem mesmo em BRPM,
antes de seu encerramento.
Far-se-á tal publicação após o encerramento da Sindicância, juntamente com seu Relatório e
Solução.
Dessa forma, evita-se a ocorrência de situações constrangedoras tanto para o Sindicante como
para o Sindicado e sensíveis prejuízos ao bom andamento das apurações.

6 - Sindicância - Insubsistência
Quando, após o início da Sindicância, se constatar que seu objeto é fato resolvido noutra
apuração, a Portaria que a determinou deve tornar-se in- subsistente, com publicação em boletim.

7 – Sindicância Sumária
Sindicância Sumária é aquela que tem como objetivo apurar, em exame rápido e sem
formalidades, qualquer ato ou fato aparentemente irregular.
É iniciada por despacho de qualquer autoridade a Oficial ou Praça sob seu comando direto ou
chefia. Pode ser iniciada também por ordem verbal da mesma autoridade.
A Sindicância Sumária é uma apuração mais simples, podendo, inclusive, ser feita sem
obediência às formalidades exigidas para a Sindicância.
Visa a apontar, igualmente, o responsável ou responsáveis pelo evento o considerado irregular e
não exige a lavratura de termos de declarações. Seu encarregado pode limitar-se a entrevistar as partes,
relatando ou oferecendo seu parecer à autoridade competente, com suas conclusões.
A opção pela Sindicância Sumária dependerá da gravidade da ocorrência e da necessidade de
obtenção de provas para rápida decisão sobre fato corriqueiro ou cuja repercussão não prejudique o prestígio
da Polícia Militar.

8 - Apuração nas Frações Destacadas


Sindicância fora da sede, impõe ao Sindicante a adoção de cautelas, que assegurem a consecução
de melhores resultados.
O Sindicante deverá proceder da seguinte maneira:
1 - chegar à localidade onde serão processadas as apurações, em trajes civis e manter-se
incógnito, na medida do possível, quanto à sua condição e objetivos;
2 - procurar, inicialmente, auscultar pessoas da sociedade local, colhendo opiniões sobre a
atuação e conduta da fração, especialmente dos militares sindicados;
3 - fazer contatos com a fração, ouvindo os sindicados e outros militares, se conveniente.
Para evitar constrangimento ou pressão, dos militares sindicados contra testemunhas civis, o
Sindicante tornará as seguintes precauções:
a - recolherá, com antecedência, os militares solteiros sindicados à sede do Batalhão ou da fração
mais próxima;
b - afastará do serviço com antecedência, os militares casados Sindicados, fazendo-os
permanecer em sua residência, ou na fração mais próxima, até a conclusão das apurações ou solução da
Sindicância.

4 - Dependendo, ainda, da gravidade da situação local, os militares casados sindicados poderão


ser recolhidos à sede da Unidade.

5 - O Sindicante não permitirá a interferência de militares da fração na inquirição de


testemunhas, a fim de não prejudicar a apuração.

9 - Prazos
Estabeleceu-se o prazo de 15 (quinze dias) para a conclusão da Sindicância. Este prazo começa a
ser contado a partir do recebimento da documentação-origem pelo Sindicante.
O prazo poderá ser prorrogado por 10 (dez) dias, pela autoridade que determinou a Sindicância,
mediante pedido justificado do Sindicante.
juntar aos autos laudo pericial ou peça técnica de demorada ou custosa elaboração.
Neste caso, a conclusão da Sindicância poderá, justificadamente, ser prorrogada pelo prazo que
se fizer necessário, devendo o Sindicante diligenciar para que não ultrapasse o limite de 60 (sessenta) dias.
A autoridade competente para decidir a Sindicância deverá solucioná-la no prazo máximo de 10
(dez) dias, contados a partir de sua entrega pelo Sindicante.

10 - Apuração de Acidentes, que Envolvem Viaturas da Polícia Militar

Alguns procedimentos adicionais devem ser observados, no caso de Sindicâncias instauradas


para apurar acidentes que danifiquem viaturas da Corporação.

O objeto principal da Sindicância é a definição da culpa pelo acidente. Todo o cuidado, tanto no
aspecto formal quanto no de conteúdo, deve ser dispensado a sindicâncias desta natureza, pois suas peças são
fundamentais à instrução de ações e contestações do Estado, em lides originárias de danos advindos de
acidente.

O Comandante (ou Chefe) da Unidade ou Fração a que estiver distribuída a viatura deverá
instaurar a Sindicância dentro de 48 (quarenta e oito) horas após a ocorrência.
Quando os danos causados às viaturas da Corporação forem inferiores à metade do valor do
salário mínimo vigente na região, a Sindicância poderá ser dispensada, mas deve ser enviado à Diretoria de
Apoio Logístico relatório pormenorizado do fato.

A Sindicância deverá conter:


I - declarações dos motoristas envolvidos no acidente;
II - declarações das vítimas ou prejudicados;
III - declarações de testemunhas, exceto se não as houver;
IV - laudo pericial realizado pela Polícia Técnico-Científica da Secretaria de Estado da
Segurança Pública;
V - orçamento das despesas necessárias à recuperação dos veículos ou coisas danificadas,do
Estado e do particular;
VI - cópia do documento de habilitação dos motoristas envolvidos e do certificado de
propriedade dos veículos;
VII – parecer do encarregado
Concluída a Sindicância, o Comandante da Unidade remeterá os autos à Diretoria de Apoio
Logístico, para estudo e remessa ao Departamento Jurídico do Estado. Em caso de acordo amigável entre as
partes, a remessa só se fará após sua concretização formal.
No relatório da Sindicância deverá vir expresso o nome de quem deve ser responsabilizado pelos
danos causados à viatura e o valor da respectiva indenização. Se esta responsabilidade couber ao servidor da
Polícia Militar, o Comandante determinará, em boletim Interno, o desconto do valor total dos danos, dividido
em parcelas mensais de 20% (vinte por cento) do respectivo soldo, com exceção da última parcela que poderá
ter valor inferior (Resolução Nr 1.032, de 12 Jul 82), desde que o militar,autorize os descontos em seus
vencimentos (Resolução Nr 2.134 de 03Mar89).
Na solução da Sindicância, a autoridade deverá ter em mente que, se o dano na viatura for de tal
monta que inviabilize sua recuperação, o valor da indenização será o preço de cotação da viatura no mercado.
Além disso, o limite máximo de responsabilidade pecuniária do servidor será de vinte valores de
referência vigentes no Estado de MATO GROSSO.

FALHAS MAIS COMUNS ENCONTRADAS NOS AUTOS DE SR (ACIDENTE DE


VIATURAS)
1. Falta de documentos dos veículos,
2. Falta de documentos dos condutores;
3. Falta de orçamentos para recuperação de veículos;
4. Falta de comprovantes da recuperação, tais como: cópia de empenho, NF ou recibo;
5. Preenchimento incorreto da ficha de acidente;
6. Deixa de constar no relatório e solução se o veiculo foi recuperado ou não;
7. Deixa de imputar as responsabilidades, citar valores e a quem;
8. Falta de numeração e rubrica das páginas pelo sindicante;
9. Aproveitamento de papel impróprio para sindicância, tais como: Folha fora do padrão e
escrita em um dos lados coisas que não tem nada a ver com autos;
10. Envolvimento de terceiros em acidente faltando laudo pericial;
11. Confecção de sindicância sem capa;
12. Termo de compromisso não preenchido;
13. Uso de corretivos para apagar erros de digitação;
14. Numeração incorreta das folhas quando usadas de ambos os lados;
15. Falta de assinaturas em algumas folhas por parte do sindicante;
16. Falta de Termo de Abertura;

OBS: Alguns sindicantes têm sido omissos em seus pareceres e conclusões.


TERMOS TÉCNICOS E JURÍDICOS

ABERTURA - termo que se usa no início do processo.


ACAREAÇÃO - confronto de duas pessoas em cujas declarações existem divergências a serem esclarecidas.
AOS COSTUNIES - expressão usada na assentada de inquirição de testemunhas na qual se revela o grau de
parentesco, afinidade ou interesse no caso, entre o depoente e o indiciado e vítima.
A ROGO - assinatura de terceiro que substitui a do declarante, quando este não sabe ou não pode assinar seu
depoimento.
ASSENTADA - termo lavrado no início, interrupção e encerramento dos trabalhos de audição de pessoas.
AUTOPSIA - exame médico feito no interior do cadáver, para descobrimento da causa da morte. O mesmo
que NECROPSIA.
AUTO - peça escrita, de natureza judicial, constitutiva do processo que registra a narração minuciosa, formal
e autêntica de determinações ordenadas pela autoridade competente.
AUTOS - conjunto de peças que formam o processado.
AUTUAÇÃO - termo lavrado pelo Sindicante/Escrivão para reunião da portaria e demais peças que a
acompanham que deram origem a Sindicância/Inquérito (capa da SR/IPM).
AVALIAÇAO - ato realizado por peritos com a finalidade de apurar o valor da coisa destruída, deteriorada
ou desaparecida que foi objeto da infração penal.
BUSCA - procura ou pesquisa visando encontrar pessoal ou material que tenha relação de uma forma ou de
outra com o fato delituoso.
CARTA PRECATÓRIA - documento que se remete a urna autoridade solicitando-lhe a audição de pessoa
que se encontra em sua jurisdição.
CITAÇÃO - chamamento do réu a juízo para ver-se processar. Emana de ordem judicial. O réu não pode ser
interrogado (no processo) sem antes ser citado. Há um caso de citação pela autoridade policial, quando esta
desenvolve o processo sumário. Exemplo: Lei 4.611/65.
COMPROMISSO - juramento prestado pelo escrivão ou peritos de cumprirem fielmente as determinações do
encarregado do inquérito e do CPPM e guardarem sigilo do que tiverem conhecimento. Ainda, juramento
prestado pela testemunha de dizer a verdade em seu depoimento.
CONDUTOR - agente que apresenta o conduzido à autoridade competente para ratificar a prisão e promover
a lavratura do APF.
CORPO DE DELITO - conjunto de elementos sensíveis ao fato delituoso, constatados através de exames
periciais, que visam materializar, tipificar e qualificar a infração.
CRIME MILITAR - ilícito penal praticado nas condições previstas nos artigos 9º e 10 do CPM.
DELEGAÇÃO - atribuição de poderes de para instauração de Sindicância, que poderá ser retomada,
tornando-se insubsistente o ato que a outorgou, por razões legais ou administrativas.
DILIGÊNCIAS - ação levada a efeito para apuração do fato que motivou a Sindicância; são os atos
praticados visando a elucidação das circunstâncias, autoria e materialização da falta cometida.
ENCARREGADO - nome que se atribui ao oficial a quem se destinou a Portaria para instauração da
Sindicância.
ESCREVENTE - militar designado para executar os trabalhos de datilografia quando o Oficial designado
para a Sindicância não for datilógrafo. Trata-se de situação excepcional.
EXAME - estudo, pesquisa, averiguação de um estado de coisa.
EXUMAÇÃO - ato de se proceder ao desenterramento de cadáver para nele se processar o exame cadavérico
de necropsia.
HORÁRIO DIURNO - tempo estabelecido por lei, compreendido entre as sete e dezoito horas para audição
de pessoas.
IDONEIDADE - bom conceito social (moral e profissional), que toma urna pessoa digna de credibilidade.
IMPEDIMENTO - situação existente que obsta a participação de determinada pessoa na Sindicância.
INCOMUNICABILIDADE - proibição a um preso de se comunicar com outrem.
INDICIADO - pessoa sobre a qual pairam as acusações da prática ou mesmo indícios do cometimento do fato
delituoso. Nos IPM destinados à JME somente policiais-militares podem ser indiciados, visto que esta não
tem competência para julgar civis.
INFORMANTE - testemunha da qual a lei não exige compromisso de dizer a verdade em seu depoimento.
INQUIRIÇÃO - tomada de depoimento de testemunhas.
INTERROGATÓRIO - audição do indiciado em juízo, também usado na fase do inquérito.
INTIMAÇÃO - ato de compelir alguém a comparecer perante o encarregado do inquérito.
JUNTADA - ato através do qual o Sindicante faz a anexação ao processo de documentos vindo às suas mãos
e que interessam a Sindicância.
MINISTÉRIO PÚBLICO - titular da pretensão punitiva do Estado. Hoje não mais existe a terminologia
Ministério Público Militar junto à JME.
NOTA DE CULPA - instrumento pelo qual se dá ao preso ciência dos motivos de sua prisão, bem como de
seu condutor e testemunhas.
NOTIFICAÇÃO - ciência dada, para prática de ato devido e futuro. Geralmente para comparecimento em
local, data e horário determinados para a execução do ato. Em juízo a testemunha é notificada.
OFENDIDO - pessoa física ou jurídica atingida diretamente pelo ato delituoso.
PERÍCIA - exame técnico procedido por perito, retratado através de laudo pericial. PERITO - técnico
designado para examinar e dar parecer sobre assunto de sua especialidade.
PORTARIA - documento através do qual autoridade designa e delega competência a um oficial para instaurar
uma Sindicância.
PRAZO - período de tempo estipulado legalmente para determinado ato ou realização de um trabalho.
PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO - ato de prender o agente estando ele cometendo a infração penal,
acabando de cometê-la, é perseguido logo após em situação que faça presumir ser ele o autor da infração ou
encontrado logo após com instrumentos, armas, objetos ou papéis que autorizem aquela presunção,
PRISÃO PREVENTIVA - ato processual penal cautelar decretado pelo Juiz, tanto na fase investigatória,
como processual.
PRORROGAÇÃO - dilatação do prazo anteriormente fixado, por circunstâncias imprevistas no decorrer da
Sindicância.
PROVAS - conjunto de elementos que promovem o convencimento da certeza da existência do fato e sua
autoria.
QUALIFICAÇÃO - dados que individualizam uma pessoa, utilizado no inicio de cada tornada de
declarações. Deve conter: nome completo, nacionalidade, naturalidade, idade, filiação, estado civil, profissão,
residência, posto ou graduação e Unidade em que serve, se militar.
QUESITOS - perguntas previstas em legislação para cada caso específico além de outras julgadas
convenientes pelo encarregado do inquérito a serem feitas aos peritos.
RECONHECIMENTO - termo através do qual se precede a confirmação ou não da identificação de um
pessoa ou coisa.
RECONSTITUIÇÃO - reprodução simulada do fato delituoso na conformidade da lei.
RELATÓRIO - documento final do IPM, ou do APF no qual seu encarregado descreve minuciosamente o
fato apurado e faz sua conclusão final, cujo nome é "solução”, que poderá ser ou não homologada pelo Cmt
da OPM.
REINQUIRIÇÃO - ato de reperguntar a uma pessoa inquirida anteriormente, que deixou alguma coisa a ser
esclarecida.
REMESSA - ato de entrega da Sindicância, após o seu término, à autoridade delegante. REQUISIÇÃO -
pedido formulado pelo encarregado da Sindicância solicitando a uma autoridade o comparecimento de
pessoas, fornecimento de documentos, materiais, ou ainda outras providências necessárias à Sindicância.
RESTITUIÇÃO - devolução do bem ao lesado ou a terceiro de boa-fé feita pelo encarregado da Sindicância,
da qual se lavra o respectivo temo.
SEQUESTRO - apreensão de bens em posse do indiciado ou de terceiro por serem produtos da infração penal
ou adquiridos com provemos da mesma.
SUSPEIÇÃO - situação existente que compromete a imparcialidade do encarregado da Sindicância perante
aos trabalhos. Deve ser declarada por ele quando ocorrer a situação.
TEMPO DE INQUIRIÇÃO – período de tempo consecutivo de inquirição permitido por lei.
TERMO - documento que formaliza os atos praticados no curso da Sindicância.
TESTEMUNHA - pessoa chamada a depor na Sindicância, por ser conhecedora do fato de uma forma
qualquer.

ROTEIRO DE UM INQUÉRITO POLICIAL MILITAR

1. Uma Sindicância dificilmente será idêntica a outra em virtude das peculiaridades de cada caso. Assim,
peças que nela aparecem podem não existir em outra e a ordem delas nem sempre é a mesma.
2. Entretanto, existem peças que são comuns a todas as Sindicâncias, consideradas essenciais e que não
podem, sob pretexto algum, faltar.
São elas, na ordem em que geralmente aparecem na Sindicância:
AUTUAÇÃO
PORTARIA DE DESIGNAÇÃO DO ENCARREGADO
TERMO DE ABERTURA
TERMO DE DECLARAÇÕES
ASSENTADA
TERMOS DE INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHAS
PERÍCIAS OU EXAMES
CROQUIS
RELATÓRIO
SOLUÇÃO
REMESSA

3. PEÇAS QUE PODEM SURGIR NA SINDICÂNCIA - além daquelas peças comuns e essenciais a toda
Sindicância, existem outras que se relacionam diretamente com cada tipo de fato a ser apurado e diligências a
serem empreendidas.
São elas:
AUTO DE AVALIAÇÃO
AUTO DE BUSCA E APREENSÃO
AUTO DE EXAME CADAVÉRICO
AUTO DE EXAME DE CORPO DE DELITO (DIRETO E INDIRETO)
AUTO DE EXAME DATILOSCÓPICO
AUTO DE EXAME DE EMBRIAGUEZ
AUTO DE EXAME PERICIAL (OUTRAS PERÍCIAS)
AUTO DE EXAME DE SANIDADE
AUTO DE EXUMAÇÃO E NECROPSIA
AUTO DE PRISÃO (PROVISÓRIA)
AUTO DE RECONSTITUIÇÃO
CARTA PRECATÓRIA
TERMO DE ACAREAÇÃO
TERMO DE COMPROMISSO DE PERITO
TERMO DE RECONHECIMENTO
TERMO DE RESTITUIÇÃO DE COISAS APREENDIDAS
SOLICITAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA
Fl: ____/____
____________
Sindicante
MODELO 1

(CAPA)

ANO DE...........

POLÍCIA MILITAR DE MATO GROSSO

(Unidade)

SINDICÂNCIA REGULAR

SINDICANTE:...................................................................................
SINDICADO:....................................................................................
OBJETO: (o motivo da apuração)............................................................................

AUTUAÇÃO

Aos.............dias do mês de .......................do ano de........................., nesta cidade


de..............................., Estado de MATO GROSSO, no Quartel do.................... (onde for) autuo a Portaria Nr.
.......... de......./......./....... e demais documentos que a este junto e me foram entregues. Para constar,
eu ................. (nome do Sindicante, posto/graduação), Sindicante, datilografei/digitei (ou mandei
datilografar/digitar) e assino este termo.

.......................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante

Obs.:
No caso de vários sindicados, citar o mais antigo “e outros”.
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 2

PORTARIA Nr______

Ao Nr................. Posto/Graduação .........................................

Tendo chegado a meu conhecimento, através dos documentos juntos,


que ........................................................... (síntese dos fatos) ................................., determino seja, com a
possível urgência, instaurada a respeito uma Sindicância, delegando-lhe, para este fim, as atribuições que me
competem.

Quartel em ................., ............ de ..................... de ...................

(nome, posto, função da autoridade delegante)


Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 3

TERMO DE ABERTURA

Aos.......... dias do mês ....................... do ano de................., (nesta cidade ou na cidade de)
........................................., Estado de ............, no ............................. (local do procedimento), em
cumprimento à Portaria Nr. .........., de fls. ........dei início a esta Sindicância, tomando as declarações (ou
depoimento) de (nome da pessoa, suspeito, sindicado, acusado, vítima ou testemunha), como adiante se vê.
Para constar, Eu, ............., (nome e posto/graduação), Sindicante, datilografei/digitei (ou mandei
datilografar/digitar) e assino este termo.

......................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante

Obs:
1) pode substituir a assentada;
2) pode especificar outra atividade que não seja a audição, sempre dando início aos trabalhos;
3) último procedimento da fase de instauração, motivo pelo qual sua data tem de coincidir com a da
autuação;
4) quando substituir a assentada para declarações ou depoimentos, estes atos devem iniciar-se na mesma
folha em que referido termo for redigido.
Fl _____/_____
____________
Escrivão
MODELO 4

ATO DE NOMEAÇÃO DE DEFENSOR

Aos ............. dias do mês de ............................ do ano de .............., nesta cidade de (ou na
cidade de) ........................................., Estado de ............, no ............................. (local do procedimento), onde
eu ............................................ (nome e posto/graduação) me encontrava, compareceu o
Dr. ............................................., Advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção ...................., sob o Nr...................., indicado pelo Nr. ....................., (posto/graduação e nome do
acusado) ..................................., na ................... (SR, SRR, SR sobre acidente de Vtr, SS e CSD), através de
procuração apresentada e inserida nos autos, ficando, desde já nomeado como Defensor no referido processo.

.......................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 5
TERMO DE DECLARAÇÕES

Declarações prestadas por............................................. (nome, se militar


posto/graduação, sindicado, acusado, envolvido, outros).

...................................................... (nome completo de quem vai ser ouvido), nacionalidade


.........................................., estado civil ................................., natural de ..........................., com ............. anos
de idade, filho de ............................. (pai e mãe), com a profissão de ...................... (se militar constar posto
ou graduação, número de polícia, unidade, fração e local onde serve), residente à (Rua, Avenida, Praça,
etc.), Nr .............., cidade .................., sabendo ler e escrever. Perguntado a respeito dos fatos que deram
origem a esta sindicância (ou tomada de declarações quando não se tratar de sindicância), cuja Portaria de
fls. ........ lhe foi lida, respondeu que .............................. (pergunta-se o que a pessoa sabe a respeito,
deixando-a falar livremente; pergunta-se sobre aquilo que não ficar claro ou sobre detalhes a serem
esclarecidos e, em seguida, serão redigidas as declarações em excertos iniciados pela palavra “que”
separados por ponto-e-vírgula, procurando precisar bem a (s) data (s), hora (s), local (is) e circunstâncias
do evento, bem como testemunha (s), se houver, citando nomes. Terminada a declaração espontânea,
formular as perguntas da seguinte forma: “Perguntado ................., respondeu que .......................” . Nada
mais havendo, o termo será encerrado como adiante se vê). Nada mais disse nem lhe foi perguntado. Para
constar lavrei este termo que, iniciado às ............ horas, foi encerrado às ........... horas do mesmo dia, depois
de lido e achado conforme, é assinado pelo declarante e por mim (nome e posto/graduação), Sindicante, que
datilografei/digitei (ou mandei datilografar/digitar). (se for necessário, registra-se, após “declarante” o
seguinte: e “por duas testemunhas que ouviram a leitura deste termo”).
................................................................
(nome e posto/graduação)
Declarante
(nome completo)
Testemunha
(nome completo)
Testemunha
(nome e posto/graduação)
Sindicante
Obs:
1) somente em casos específicos são inseridas as testemunhas de audição;
2) deve ser precedido do Termo de Abertura ou Assentada, iniciado logo após, na mesma folha;
3) quando se tratar de audição de uma única pessoa num mesmo dia, não precedida de Termo de Abertura, a
Assentada poderá ser inserta no próprio termo.
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 6

TERMO DE DECLARAÇÕES

Declarações prestadas por............................................. (nome, se militar


posto/graduação, envolvido, outros).

Aos........... dias do mês de............. do ano de ............., (nesta cidade ou na cidade


de) ........................................., Estado de ............, no ............................. (local do procedimento), onde
eu ........................................................... (nome, posto/graduação), me encontrava,
compareceu .............................................................. (nome, se militar posto/ graduação, envolvido, outros)
nacionalidade .................., estado civil ................, natural de............., com ......... anos de idade, filho
de ............... (pai e mãe), com a profissão de .................... (se militar constar posto ou graduação, número de
polícia, unidade, fração e local onde serve), residente à (Rua, Avenida, Praça, etc.), Nr. ........., cidade
de ................., sabendo ler e escrever. Perguntado a respeito dos fatos que deram origem a esta sindicância
(ou tomada de declarações quando não se tratar de sindicância), cuja portaria de fls. ......... lhe foi lida,
respondeu que ..................... (pergunta-se o que a pessoa sabe a respeito, deixando-a falar livremente;
pergunta-se sobre aquilo que não ficar claro ou sobre detalhes a serem esclarecidos e, em seguida, serão
redigidas as declarações em excertos iniciados pela palavra “que” separados por ponto-e-vírgula,
procurando precisar bem a (s) data (s), hora (s), local (is) e circunstâncias do evento, bem como testemunha
(s), se houver, citando nomes. Terminada a declaração espontânea, formular as perguntas da seguinte
forma: “Perguntado ................... respondeu que .......................”. Nada mais havendo, o termo será
encerrado como adiante se vê). Nada mais disse nem lhe foi perguntado. Para constar, lavrei este termo que,
iniciado às ........ horas, foi encerrado às ........ horas do mesmo dia, depois de lido e achado conforme, é
assinado pelo declarante e por mim (nome e posto/graduação), Sindicante, que datilografei/digitei (ou
mandei datilografar/digitar). (se for necessário registra-se após “declarante”, o seguinte: “e por duas
testemunhas que ouviram a leitura deste termo”).

(nome e posto/graduação)
Declarante
(nome completo)
Testemunha
(nome completo)
Testemunha
(nome e posto/graduação)
Sindicante
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 7

TERMO DE ASSENTADA

Aos .............. dias do mês de .............................do ano de ......................, (nesta cidade ou


na cidade de) ......................................................, Estado de ............, no ....................................... (local do
procedimento), foram inquiridas, por mim, as (testemunhas, envolvidos, sindicados, etc.) como adiante se vê.
Para constar, Eu ........................... (nome e posto/graduação), Sindicante, datilografei/digitei (ou mandei
datilografar/digitar) e assino este termo.

.......................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante

Obs:
1) obrigatória para audição de qualquer pessoa, exceto quando substituída pelo Termo de Abertura;
2) pode ser inserta no próprio termo (conforme modelo 6), quando se tratar de uma única pessoa ouvida num
mesmo dia.
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 8

PRIMEIRA TESTEMUNHA

.......................(nome)........................, (nacionalidade) ........................, com ...... anos de


idade, natural de ....................., Estado de ........................., filho de (pai e mãe) .......................................,
(estado civil) ................, profissão de .................... (se militar, posto/graduação, número de polícia, Unidade,
cargo e local onde serve), residente à (Rua, Avenida, Praça, etc.), Nr. ..........., (nesta cidade ou na cidade
de) .............., sabendo ler e escrever, aos costumes disse nada (ou declarou ser amigo íntimo do queixoso,
parente, etc.). Prestou o compromisso legal de dizer a verdade (ou testemunha compromissada na forma da
lei. Se a testemunha for parente, amiga íntima ou tiver laços de afinidade com uma das partes, não prestará
o compromisso). Inquirida a respeito dos fatos que deram origem a presente Sindicância (ou deram origem a
este depoimento. Se conveniente, cuja portaria de fls. .......... lhe foi lida), respondeu que ................
(pergunta-se o que a testemunha sabe a respeito, deixando-a falar livremente; pergunta-se sobre aquilo que
não ficar claro ou sobre detalhes a serem esclarecidos e, em seguida, será redigido o depoimento em
excertos iniciados pela palavra “que” separados por ponto-e-vírgula, procurando precisar bem a (s) data
(s), hora (s), local (is) e circunstâncias do evento, bem como outras testemunhas, se houver, citando nomes”.
Terminado o depoimento espontâneo, formular as perguntas da seguinte forma: “Perguntada ...................
respondeu que .......................”. Nada mais havendo, o termo será encerrado como adiante se vê). Nada mais
disse nem lhe foi perguntado. Para constar, lavrei este termo que, iniciado às ........ horas, foi encerrado
às ........ horas do mesmo dia, depois de lido e achado conforme, é assinado pela testemunha e por mim (nome
e posto/graduação), Sindicante, que datilografei/digitei (ou mandei datilografar/digitar).

.................................................................
(nome completo)
Testemunha
.................................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante

Obs:
1) para casos de acusações graves, colher assinatura da testemunha de leitura do termo;
2) precedido de Termo de Abertura ou Assentada, mas pode ser inserto no próprio termo de depoimento,
quando ouvida uma única pessoa no mesmo dia;
3) a testemunha é enumerada na ordem em que é ouvida no processo (primeira, segunda, terceira
testemunha).
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 9

TERMO DE ACAREAÇÃO

Aos ........ dias do mês ............... do ano de ................., nesta cidade de ....................,
Estado de MATO GROSSO, no Quartel (ou outro local), aí presentes as testemunhas.........................
e ......................, já inquiridas nestes autos, às fls. ........., presente o Sindicante, por este foram, à vista das
divergências existentes em seus depoimentos, nos pontos (tais e tais, decliná-los) e sob o compromisso
prestado, reinquiridas tais testemunhas, uma em face da outra, para explicar ditas divergências. E, depois de
lidos perante elas os depoimentos referidos nas partes divergentes, pela testemunha (nome completo) foi dito
que ................. e pela testemunha (nome completo) foi dito que ......................... . Como nada mais
declararam, assinam comigo este termo, lavrado por mim, ................................ (nome, posto/graduação),
Sindicante.

.........................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante
.........................................................
(nome completo)
Testemunha
.........................................................
(nome completo)
Testemunha
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 10
(CAPA)

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO


(Unidade)

SINDICÂNCIA REGULAR

CARTA PRECATÓRIA
DEPRECANTE: (Encarregado da SR que pede a diligência deprecada).
DEPRECADO: (Autoridade encarregada da diligência - Oficial designado pelo Cmt da Unidade).
AUTUAÇÃO

Aos ....................... dias do mês de ..................... do ano de ................ nesta cidade


de .................. Estado de MATO GROSSO, no Quartel do ........................ autuo o ofício Nr........./.......... e
demais documentos juntos que, para constar, lavro este termo. Eu ................................................., (nome e
posto/graduação), Deprecante, datilografei (digitei) e assino.

...........................................................
Deprecado
Obs.: 1) O Código de Processo Penal Militar, em seu artigo 361, assim reza:
“Art. 361 – No curso de inquérito policial militar, o seu encarregado poderá expedir carta
precatória à autoridade militar superior do local onde a testemunha estiver servindo ou residindo, a fim de
notificá-la e inquiri-la, ou designar oficial que a inquira, tendo atenção nas normas de hierarquia, se a
testemunha for militar. Com a precatória, enviará cópias da parte que deu origem ao inquérito e da portaria
que lhe determinou a abertura, e os quesitos formulados, para serem respondidos pela testemunha, além de
outros dados que julgar necessários ao esclarecimento do fato.
Parágrafo único – Da mesma forma, poderá ser ouvido o ofendido, se o encarregado do inquérito
julgar desnecessário solicitar-lhe a apresentação à autoridade competente”.
2) igual procedimento deverá ser aplicado, analogicamente aos procedimentos administrativo-
disciplinares.
3) objetivando uniformização de procedimentos na Corporação, uma vez cumprida a diligência,
a documentação deverá retornar à Unidade de origem, no caso da PMMG e ao Comandante-Geral, via
Diretoria de Pessoal, no caso de outras Polícias Militares.
4) depois da capa, insere-se o termo de depoimento solicitado na Precatória e remete-se à
autoridade que expediu o pedido.
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 11

AUTO DE RECONSTITUIÇÃO

Aos ................ dias do mês de.......................... do ano de ............, no ................... (local


onde houve a transgressão disciplinar) ................…, presente o ............. (posto/graduação e
nome) .........................., Sindicante, comigo o acusado ......................... (nome) e (nome de outras pessoas que
vão cooperar na reconstituição) ........................ e o ofendido (nome) ..................... (caso esteja presente),
procedeu-se à reconstituição dos fatos que estão sendo apurados, segundo descrição do
sindicado ....................... e do ofendido ....................... e (ou) das testemunhas .........................., tudo de
acordo com ............................ fotografias e respectivas legendas, rubricadas por mim, Sindicante, pelo
acusado (se for o caso, pelo ofendido). Do quê, para constar, lavrei o presente auto que vai assinado pelo
acusado (e pelo ofendido ou testemunhas, se for o caso) e por mim, Sindicante, que o subscrevo.

................................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante
................................................................
(nome da pessoa que reconheceu)
Testemunha
................................................................
(nome de quem foi ou não reconhecido)
Sindicado (ou correspondente)
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 12

TERMO DE RECONHECIMENTO

Aos ...... dias do mês de.................... do ano de ............, presente este Sindicante e o Sr.
(nome e qualificação da pessoa que vai fazer o reconhecimento) ....................... que, convidado a descrever a
pessoa reconhecida, disse que ................... (transcrever a descrição, procurando esclarecer sinais que
possibilitem a individualização). Em seguida, ....................... (nome e qualificação do suspeito ou pessoa a
ser reconhecida) foi colocado(a) ao lado de ......................., pessoa que com ele, em tese, possui semelhança
física (pode ser descrita essa semelhança), tendo ...................... (nome da pessoa que está fazendo o
reconhecimento) apontado (ou não reconhecido).............. (nome da pessoa que está sendo reconhecida) como
sendo a pessoa que (escrever o que foi declarado por quem está reconhecendo). E, como nada mais foi
declarado, este Sindicante deu por encerrado este termo que assina, juntamente com (nome da pessoa que
reconheceu) .......................... e com (nome da pessoa que foi reconhecida).

................................................................
(nome, posto/graduação)
Sindicante
................................................................
(nome da pessoa que reconheceu)
Testemunha
................................................................
(nome de quem foi ou não reconhecido)
Sindicado (ou correspondente)

Obs.:
1) não pode ser procedido de reconhecimento por fotos;
2) evitar contato visual anterior ou qualquer outro procedimento que induza ao reconhecimento;
3) utilizar recursos apropriados (sala de reconhecimento e outros), evitando constrangimentos à pessoa que
procederá ao reconhecimento.
Fl _____/_____
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Sindicante
MODELO 13

AUTO DE EXAME DE CORPO DE DELITO (direto)

Aos ........ dias do mês de ....................... do ano de ................., nesta cidade


de ...................., Estado de ........................., no ............................ (local do exame), presente este Sindicante,
os peritos nomeados (nome dos peritos; se militares, a Unidade em que servem, se civis, o endereço
completo), e as testemunhas (nomes e endereços completos de duas testemunhas), depois de prestado pelos
peritos o compromisso de bem e fielmente desempenhar os deveres de seu cargo, declarando com verdade o
que encontrarem e em suas consciência entenderem, foram encarregados de proceder ao exame na pessoa
(nome completo do ofendido), idade ......., naturalidade ................., bem assim, de responderem aos seguintes
quesitos:
Primeiro - Se houve ofensa à integridade corporal ou a saúde do paciente; Segundo - Qual
o instrumento ou meio que produziu a ofensa; Terceiro - Se foi produzida por meio de veneno, fogo,
explosivo, asfixia ou tortura ou outro meio insidioso ou cruel; Quarto - Se resultou em incapacidade para as
ocupações habituais por mais de trinta dias; Quinto - Se resultou em perigo de vida; Sexto - Se resultou
debilidade permanente, perda ou inutilização de membro, sentido ou função; Sétimo - Se resultou em
incapacidade permanente para o trabalho, enfermidade incurável ou deformidade permanente (outros
quesitos julgados necessários pelo Sindicante). Em conseqüência, passaram os peritos a fazer o exame
ordenado, findo o qual declararam o seguinte: (transcrevem-se todos os exames e diligências a que houveram
procedido e tudo que encontraram e viram). E, portanto, responderam aos quesitos da forma seguinte: Ao
primeiro: (transcreve-se a resposta dada); ao Segundo: (transcreve-se a resposta dada); (assim
sucessivamente até o último quesito). Estas foram as declarações que, em sua consciência e sob compromisso
prestado, fizeram. E, por mais nada haver, lavrou-se este auto que, depois de lido e achado conforme, vai
assinado pelos peritos, testemunhas e por mim (nome e posto/graduação), Sindicante.

................................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante
(nome e posto)
1º perito
(nome e posto)
2º perito
(nome completo)
Testemunha
(nome completo)
Testemunha
Fl _____/_____
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Sindicante
MODELO 14

AUTO DE CORPO DE DELITO


(indireto)

Aos ...... dias do mês ................... do ano de ..........., nesta cidade de .................., Estado de
MATO GROSSO, no (local do exame), presente o Sindicante, compareceram .......................
(nome)................... e ................... (nome)............... os quais disseram que no dia .............., cerca das .........
horas, no ............. (local), viram a vítima ................... (nome) ......................., que apresentava (descrever a
lesão), produzidas por .............. (nome) .............. com (descrever o objeto usado). E, como nada mais
disseram nem lhes foi perguntado, deu-se por findo este exame que, depois de lido e achado conforme, vai
assinado pelo Sindicante e pelas testemunhas.

.........................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante
.........................................................
(nome completo)
Testemunha
.........................................................
(nome completo)
Testemunha
Fl _____/_____
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Sindicante
MODELO 15

AUTO DE AVALIAÇÃO

Aos ........ dias do mês ............ do ano de ................., nesta cidade de .................., Estado
de ........................, no Quartel do .................., presente o Sindicante, os peritos nomeados (nome dos peritos),
ambos do (se militares, a unidade onde servem; se civis, profissão e residência ou setor em que trabalham) e
as testemunhas (nomes de duas testemunhas; se militares a unidade em que servem, se civis, endereço
completo), todos abaixo assinados, depois de prestados pelos referidos peritos o compromisso de bem e
fielmente desempenharem os deveres de seu cargo, declarando com verdade o que encontrarem e em suas
consciências entenderem, aquela autoridade encarregou-os de proceder à avaliação dos seguintes objetos
danificados (relacionar os objetos apresentados para avaliação), os quais lhes foram apresentados. Em
seguida, os peritos, depois dos exames necessários, declararam que os objetos referidos tinham os seguintes
valores (citar os objetos e seus valores, inclusive por extenso), importando seu valor total em
R$....................................(por extenso).
Estas foram as declarações que, em sua consciência e sob o compromisso prestado,
fizeram. Por mais nada haver, deu-se por finda esta avaliação e lavrou-se este auto que, depois de lido e
achado conforme, vai assinado pelo Sindicante, peritos e testemunhas referidas.

.................................................................
(nome e posto/graduação)
Sindicante
.........................................................
(nome e posto)
1º perito
.........................................................
(nome e posto)
2º perito
.........................................................
(nome completo)
Testemunha
.........................................................
(nome completo)
Testemunha
Fl _____/_____
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Sindicante
MODELO 16

AUTO DE BUSCA E APREENSÃO


(caso de mandado judicial)

Aos ......... dias do mês ................. do ano de .................., nesta cidade de ....................,
Estado de ........................., no Quartel do.............., na sala (ou repartição ou dependência), onde eu, (nome e
posto/graduação), Sindicante (ou correspondente), na presença das testemunhas A e B (nome,
posto/graduação, de preferência escolhidas entre os já ouvidos ou então fazer de cada uma ligeira
qualificação, filiação, naturalidade, idade, estado civil, etc.), procedi à busca .........(citar o local) e
apreendi ............... (descrever o(s) objeto(s) da apreensão, com as seguintes características: tamanho, forma,
marca, acessórios, etc., de forma a dar uma descrição detalhada e completa, que se encontrava(m) sobre
(uma carteira, mesa, cadeira, ou dentro de uma caixa, mala, armário, etc.), (se possível esclarecer aos
cuidados de quem estaria e local do achado). A esse ato compareceu .................... (nome, qualificação de
quem for responsável pelo objeto desaparecido ou furtado, quando não for enumerado e suas características
não estiverem definidas), que o mesmo reconheceu como o que lhe foi pago e que é objeto desta Sindicância.
Para constar, Eu................................ (nome, posto/graduação) Sindicante, datilografei/digitei este ato que vai
por todos assinado.

.........................................................
(nome, posto/graduação)
Sindicante
.........................................................
(nome, posto/graduação)
Testemunha
.........................................................
(nome, posto/graduação)
Testemunha

Obs.:
- Observar os casos em que há exigência de mandado judicial.
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 17

TERMO DE RESTITUIÇÃO

Aos ........ dias do mês ........... do ano de .........., nesta cidade de ..................., no Quartel
do ................... , presente este Sindicante, compareceu (nome da pessoa que vai receber o bem, Nr do
documento de identidade, órgão expedidor e data da expedição, e endereço), a quem foi deferida, nos autos,
e efetivada a entrega dos seguintes bens de sua propriedade (................) que foram apreendidos, conforme
auto de apreensão de fls. ....... . Para constar, lavrei este termo que vai assinado por mim, pelo recebedor do(s)
bem(ens) e pelas testemunhas que a tudo assistiram.

.........................................................
(nome, posto/graduação)
Sindicante

.........................................................
(pessoa que recebe o bem restituído)

.........................................................
(nome e qualificação, se houver)
Testemunha

.........................................................
(nome e qualificação, se houver)
Testemunha

Obs.:
somente quando houver comprovação da propriedade.
Fl _____/_____
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Sindicante
MODELO 18

TERMO DE JUNTADA

Aos ......... dias do mês de ............... do ano de .............., neste Quartel do ...........................
(ou outro local), faço a juntada a estes autos dos documentos de fls ....... a ......., que adiante se vêem. Do quê,
para constar, lavro o presente.

.........................................................
(nome, posto/graduação)
Sindicante

Obs.:
O Termo de Juntada é utilizado para autuar qualquer documento ou termo não produzido pelo Sindicante.
Fl _____/_____
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Sindicante
MODELO 19

TERMO DE ABERTURA DE VISTAS

Aos ........ dias do mês de ............... do ano de ..........., abro vista destes autos, por 05
(cinco) dias, ao Nr. ....................., (posto/graduação e nome do acusado) ...................................,
na ................... (SR, SRR, SR sobre acidente de Vtr, SS e CSD) acusado ............................ (ou seu defensor),
para apresentação de razões escritas de defesa, ficando a parte, desde já, ciente do teor do artigo 316, do
Código Penal Militar (CPM). Do quê, para constar, lavrei a presente.

.........................................................
(nome, posto/graduação)
Sindicante

Obs:
“Art. 316. Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio,
documento verdadeiro, de que não podia dispor, desde que o fato atente contra a administração ou o serviço
militar:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, se o documento é público; reclusão, até 5 (cinco) anos, se o
documento é particular”.

RECIBO

Recebi do Sr. ............................................., em ......./......../.............., os seguintes


documentos:
1. Parte disciplinar Nr. ........ de ......./......./............;
2. Cópia de documento .................., com .............. fls;
3. Conheço o teor do art. 316 do CPM.

.........................................................
(nome, posto/graduação)
Sindicado
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 20

PROCURAÇÃO

Pelo presente instrumento particular de mandado que fez datilografar/digitar e assina,


(nome) ........................., (nacionalidade) ..........................., (estado civil) ................, (profissão) ..............,
residente e domiciliado na cidade de ...................... à (Av/Rua/Praça) ............................., Nr. ........,
bairro .....................constitui e nomeia seu bastante procurador nessa cidade de ..................., o
Sr. ..................., (nacionalidade) ..............., estado civil ........., profissão ........., identidade Nr. ..........,
expedido pela ..........., em ..../..../....., filho de ................... e de ....................., residente e domiciliado à
(Av/Rua/Praça) ....................... Nr. ......, bairro ............., na cidade de ....., Estado de ........., a quem confere os
necessários poderes, especificamente para ............................. .

Por ser verdade, assina a presente.

............, .... de ........... de ............

....................................................
Assinatura
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 21

SINDICÂNCIA REGULAR

RAZÕES ESCRITAS DE DEFESA

1. INTRODUÇÃO.

2. DESENVOLVIMENTO – O MÉRITO DA ACUSAÇÃO.

3. CONCLUSÃO.

.........., .... de ........... de ...........

....................................................
Defensor
Fl _____/_____
____________
Sindicante
MODELO 22

RELATÓRIO

1. INTRODUÇÃO
Esta Sindicância teve por finalidade apurar ........................... (relatar o fato sucintamente), que teria
ocorrido (a) no ......................... (local e data), envolvendo o(s) Nr .......................................(posto/graduação
e nome).

2. DOS FATOS
2.1 Diligências desenvolvidas;
(Citar as diligências desenvolvida, enumerando-as, conforme abaixo)
2.1.1 Foram ouvidos o(s) sindicado(s):
2.1.1.1 posto/graduação e nome, fls ......... (relatar sucintamente o respectivo termo);
2.1.1.2 ....................................................... .
2.1.2 Foram ouvidas as testemunhas:
2.1.2.1 Fulano de tal, fls. ........ (relatar sucintamente o respectivo termo);
2.1.2.2 ...................., fls. .........
2.1.3 Foram ouvidos os envolvidos:
2.1.3.1...................., fls. ......... (relatar sucintamente o respectivo termo);
2.1.3.2...................., fls. .........;
2.1.3.3...................., fls. ..........
2.1.4 Reconstituição, croquis, laudos, etc. (se houver).
2.2 Antecedentes
(relatar antecedentes, tais como animosidade entre as partes, antecedentes do sindicado, do queixoso,
outros).
2.3 Análise das razões escritas de defesa
(relatar a tese da defesa e seus considerandos)
2.4 Análise das demais provas
(relatar tudo conforme ficou apurado, fazendo citações de declarações e provas que constam nos autos).
2.5 Síntese e correlação entre as provas
(confrontar todas as provas, inclusive as razões escritas de defesa, eliminando as contradições e agrupando
as comprovações existentes).

3. CONCLUSÃO
Do exposto e da análise do que pudemos apurar, verifica-se que (houve ou não transgressão ou
indícios de crime; que a queixa é inverídica; não fazer enquadramento ou citações de leis ou regulamentos
específicos).

4. PARECER

Concluídos os trabalhos, somos de parecer que:


- esta Sindicância seja arquivada;
- o .............................. (número, posto/graduação e nome) seja punido disciplinarmente;
- esta Sindicância seja encaminhada à: ..........................................;
- etc.

Quartel em ............................, ......... de ........................ de ................

.........................................................
(nome, posto/graduação)
Sindicante
Fl _____/_____
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Sindicante
MODELO 23

(OFÍCIO DE REMESSA)

POLÍCIA MILITAR DE MATO GROSSO

(Unidade)

Ofício Nr. .........


...................... (cidade), ....../......./.........

Do (posto/graduação e nome) - Sindicante.


Ao Sr. (posto e nome) – Sub Cmt (ou correspondente).
Assunto: Remessa de autos de Sindicância
Anexo: Autos, contendo um total de ........ fls.
Ref.: Portaria Nr. .............. de ....... /......../.....................

Tendo concluído a Sindicância determinada pela portaria da referência, remeto-vos


estes autos para solução.

.........................................................
(nome, posto/graduação)
Sindicante

Obs:
- somente acompanha os autos, sem ser juntado pelo Sindicante.
Fl _____/_____
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Sindicante
MODELO 24

SINDICÂNCIA / SOLUÇÃO

O ..................... (posto da autoridade delegante e Unidade de comando), no uso de suas


atribuições legais, previstas no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar (RDPM) e no Manual de
Processos e Procedimentos Administrativos (MAPAD), após acurada análise dos autos a que se refere a
Portaria Nr. .......... de ...../....../............., e considerando as provas carreadas para o bojo da Sindicância,

RESOLVE:

1. Acolher (ou inacolher) o parecer do Sindicante;


2. Determinar as seguintes medidas administrativas:
(Exemplos):
a) Enquadrar disciplinarmente o sindicado;
b) Arquivar os autos.

Quartel em ..............., ...... de ..................... de ...........

.........................................................
(nome, posto)
(Autoridade delegante)