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ESTRUTURAS DE

CONCRETO III –
CCE0185
DOCENTE: Maíra de Azevedo Oliveira
• MSc em Engenharia de Petróleo (UENF)
• Especialista em Engenharia de Petróleo (UCP)
• Engenheira Civil (UENF)
2 CARACTERÍSTICAS DA DISCIPLINA

➢ Contextualização:
O concreto armado é o material mais usado em sistemas estruturais. Esta
disciplina é continuação de Estruturas de Concreto I e, portanto, também possui importante
papel no curso, pois reúne os conhecimentos de desenho técnico, Materiais de construção,
Resistência dos materiais e Teoria das Estruturas, promovendo os conhecimentos iniciais
que visam a atuação tanto em projetos de estruturas de concreto armado como na
execução de estruturas em obra. Possibilita o entendimento do comportamento das
estruturas e o contato com as plantas de forma e armadura, que formam a linguagem de
projeto.

➢ Objetivos gerais:
Aprender os principais conceitos sobre projeto e dimensionamento de estruturas

de concreto armado segundo as normas vigentes , bem como os principais conceitos de

concreto protendido.
3 CARACTERÍSTICAS DA DISCIPLINA

➢ Objetivos específicos

▪ Conhecer as principais características do concreto armado e identificar os


parâmetros relevantes ao projeto estrutural;
▪ Entender os princípios básicos de ação e segurança em estruturas de concreto
armado;
▪ Identificar e determinar as solicitações em estruturas de concreto armado;
▪ Dimensionar elementos estruturais de concreto armado;
▪ Conhecer as principais características do concreto protendido e identificar os
parâmetros relevantes ao projeto estrutural;
4 BIBLIOGRAFIA BÁSICA

▪ FUSCO, Péricles Brasiliense Técnica de Armar as Estruturas de


Concreto2-
▪ CHOLFE, Luiz e BONILHA, Luciana;Concreto Protendido: Teoria e
Prática. 1 ed. São Paulo: PINI, 2013
▪ CARVALHO, Roberto Chust- Estruturas em Concreto Protendido -
pós-tração pré-tração e cálculo e detalhamento. 1ed. São Paulo:
PINI, 2013
5 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

▪ LEONHARDT, F., MONNING, E., Construções de Concreto,6 v.,


Editora Interciência
▪ BUCHAIM, Roberto. Concreto Protendido tração axial, flexão
simples e força cortante.Londrina, EDUEL3-
▪ EMERICK, Alexandre A. Projeto e Execução de Lajes
ProtendidasInterciência, 20054-
▪ GUERRIN, A; LAVAUR, Roger-Claude. Tratado de concreto
armado.São Paulo: Hemus, 2002-2003. 6v
▪ BORGES, Alberto Nogueira. Curso prático de cálculo em concreto
armado: projetos de edifícios. 2. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico,
2007.
6 CARACTERÍSTICAS DA DISCIPLINA

➢ Ementa

▪ Dimensionamento de Escadas;
▪ Reservatórios
▪ Consolos Curtos (vigas curtas em balanço)
▪ Fundamentos do Concreto Protendido.
7 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

➢ Plano de avaliação

▪ Avaliação 1 (AV1) – Conteúdo ate o dia de sua realização


▪ Avaliação 2 (AV2) – Todo conteúdo da disciplina
▪ Avaliação 3 (AV3) – Todo conteúdo da disciplina

Para aprovação:

▪ Media > 6.0, considerando as duas maiores notas;


▪ Nota mínima 4.0 em pelo duas das três avaliações;
▪ Presença > 75%
8 ESCADAS – dimensionamento
9 ➢ Definição:

▪ Escadas são elementos projetados para unir diferentes desníveis em uma


edificação

▪ escada em concreto armado tem como elemento resistente uma laje armada
em uma só direção. Os degraus não têm função estrutural

➢ Ela deve garantir

▪ Segurança estrutural
▪ Segurança funcional
▪ Estética
▪ Comodidade.
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➢ Segurança e ergonomia:

Por motivos de segurança e ergonomia as escadas devem atender a


certos padrões para que não sejam muito íngremes ou muito estreitas:

• Código de obras do município;


• Corpo de bombeiros;
• ABNT NBR 9050 – 2015 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços
e equipamentos urbanos
• ABNT NBR 9077 – 2001 - Saídas de emergência em edifícios
11
➢ Exigência funcional, estética e comodidade

O lance mínimo deve ser de três degraus e o máximo, entre dois


patamares consecutivos, não exceder a 3,70m de altura
As escadas de segurança devem ter requisitos a prova de fogo e
fumo para permitir o escape das pessoas em situações de emergência.
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e- espelho, que corresponde a altura
do degrau,
p -passo ou piso, que corresponde

ao comprimento do degrau,
n - numero de degraus
lv- desnivel a ser vencido pela
escada,
lh- comprimento, em projeção
horizontal,
da escada,
hl-altura livre.
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➢ Terminologia e Dimensões

As dimensões dos pisos e espelhos devem ser constantes em toda


a escada ou degraus isolados. Para o dimensionamento, devem ser
atendidas as seguintes condições: (NBR 9050).

a) 0,63 m ≤ p + 2e ≤ 0,65 m;
b) pisos (p): 0,28 m ≤ p ≤ 0,32 m;
c) espelhos (e): 0,16 m ≤ e ≤ 0,18 m

▪ Dimensões recomendadas:

- Largura da escada
- escadas secundarias ou de serviço: 70 a 90 cm
- edifícios residenciais e de escritórios: 120 cm
14 ➢ Terminologia e Dimensões
15 ➢ Exemplo:

1- Verificar os valores de e (espelho) e p (passo)


2- Calcular n (número de degraus) e Lh (comprimento, em projeção
horizontal da escada)

• e=17.5cm e p=29cm
• Altura de piso a piso Lv=280cm

1- VERIFICAÇÃO:

a) 0,63 m ≤ p + 2e ≤ 0,65 m
b) pisos (p): 0,28 m ≤ p ≤ 0,32 m;
c) espelhos (e): 0,16 m ≤ e ≤ 0,18 m

a) 29+2x17.5=64cm Ok!
b) ok
c) ok
16 ➢ Exemplo:

2-
n= 280 cm/ 17,5cm =16 degraus
Lh= p (n-1)
Lh= 29 (16-1) = 435 cm
17 ➢ Dimensionamento Estrutural:

Em geral, o dimensionamento de escadas será feito considerando a


flexão, utilizando as mesmas expressões para cálculo de lajes e vigas.
18 ➢ Relembrando ( Estruturas de Concreto I): Fórmulas e nomenclaturas
• Rever conceitos da disciplina!!!

▪ Nomenclaturas:
d- altura útil (distância entre o CG da armadura longitudinal até a fibra mais
comprimida do concreto).
h= altura da seção transversal de uma peça
c= cobrimento da armadura ( d= h- c)
fck- resistência característica do concreto à compressão
fyk- resistência característica de escoamento do aço
Md- Momento majorado (ou de cálculo)
fcd e fyd – resistências minoradas ( de cálculo) do concreto e aço
respectivamente)
bw- largura da seção (para laje considerar 1m)
19 ➢ Relembrando ( Estruturas de Concreto I): Fórmulas e nomenclaturas

ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS (ELU)

- Majoração das cargas : x 1,4


- Minoração das resistência : / 1,4 (para concreto) ; /1,15 ( para aço)

▪ Unidades:
Exemplos:
Aço CA 50 – 500 Mpa
Concreto C 20- 20 Mpa

Mpa 1 ------------- 10³ kPa


Mpa 1 ------------- 10-1 kN/ cm²
▪ Cálculo de As (armadura longitudinal) – laje e viga ( USAR AS FÓRMULAS
20
DE SUA PREFERÊNCIA)....

Fórmula adimensional para o cálculo da área de aço:


1) Calcular KMD

𝑀𝑑
KMD =
𝑓𝑐𝑑.𝑏𝑤.𝑑 2

2) Encontrar KZ na tabela

3) Aplicar a fórmula de As:

As = Md / (KZ.d.fs)
fs = fyd – se KX= 0,45 (Concretos até classe C50) ou KX= 0,35 (concretos entre
C50 e C90)
21

Usar a fómula:

As = Md / (KZ.d.fyd)

KZ ------- z/d
z– braço da alavanca: distância entre o ponto de aplicação da resultante das
tensões normais de compressão no e tração no aço.

KX -------- x/d

x - (Linha Neutra)- “divide” a seção em duas partes: uma parte onde os pontos
são tracionados e outra, onde os pontos são comprimidos.
Para concretos até C50

22
23
24 ➢ Dimensionamento Estrutural:

▪ Ações a se considerar:
São analisadas considerando-as verticais por metro quadrado de
projeção horizontal e classificando-as do seguinte modo:

• Permanentes:
- Peso próprio
- Peso do revestimento
- Corrimão, etc
25 ➢ Dimensionamento Estrutural:

• Variáveis:
- Escada com acesso público: 3 kN/ m²
- Escada sem acesso público: 2,5 kN/ m²

• Cargas sobre o patamar:


- Peso próprio (Pp= 25kN/m³ x h)
- Peso do revestimento
- Peso do gradil: corrimão, peitoril ou parede
- Sobrecarga de utilização
➢ Dimensionamento Estrutural:

26
• Cargas sobre o lanço:
No trecho inclinado a espessura a ser considerada na composição
de cargas é:

Se houver peitoril de alvenaria, deve-se considerar o seu peso distribuído ao longo da


largura da escada (≤ 1,5m) sendo calculado em 1,5 kN/m³
27 ➢ Dimensionamento Estrutural:

O tipo mais usual de escada tem um modelo estrutural corresponde


a uma laje armada em uma só direção, simplesmente apoiada, solicitada por
cargas verticais. Como este modelo estrutural corresponde a uma viga
isostática, podem-se calcular reações e solicitações utilizando o vão projetado
28 ➢ Dimensionamento Estrutural:
▪ Espessura da laje:

A espessura da laje pode ser fixada em função do comprimento do vão, pela


seguinte orientação:

Espessura (h) quanto ao vão da escada (l)

Estabelecida a espessura para a laje da escada, deve-se ter o cuidado de


não levar a armadura dupla (espessura insuficiente) ou armadura mínima
(espessura exagerada).
29 ➢ Dimensionamento Estrutural:

▪ Área de distribuição:
Nas escadas (lajes armadas em uma só direção), deve-se ter uma
armadura de distribuição, na direção transversal a armadura principal
30 ➢ Dimensionamento Estrutural:

▪ TABELAS PARA CONSULTA:

• Tabela 1 – com a área de aço calculada, escolhe-se uma próxima (maior) e


determina-se o diâmetro e o espaçamento das barras (para a armadura
principal e de distribuição)

• Tabela 2 – pode- se verificar o número de barras necessário.

OBS: Para saber quanto de área cada barra possui, basta usar a fórmula :

π𝑑²
As barra= onde d= diâmetro da barra
4
31 ➢ TABELA 1:
32
➢ TABELA 1:
33
➢ TABELA 2:
34
➢ TABELA 2:
35 ➢ Dimensionamento Estrutural:

Na seção de inflexão do trecho com degraus para o patamar, deve-


se ter o cuidado especial com o detalhamento da armadura. Sempre que
houver tendência à retificação de barra tracionada, em regiões em que a
resistência a esses deslocamentos seja proporcionada por cobrimento
insuficiente de concreto, a permanência da barra em sua posição deve ser
garantida por detalhamento especial. No caso das escadas, deve-se substituir
cada barra da armadura principal por outras duas prolongadas além do seu
cruzamento e devidamente ancoradas.
36
37
➢ Escada de vãos paralelos :

Este tipo de escada está ilustrado na figura abaixo. Podem ter ou


não vigas ao longo do contorno externo. Para o dimensionamento pode ser
considerada como duas escadas isoladas armadas transversalmente ou
longitudinalmente.
38 ➢ ESCADAS ARMADAS TRANSVERSALMENTE

Nas escadas armadas transversalmente tem-se a armadura


principal no sentido perpendicular ao sentido do trânsito e as vigas de
apoio no sentido paralelo ao trânsito, como visto na figura abaixo
.Este tipo de escada é comumente encontrado em residências, sendo
construída entre duas paredes que lhe servem de apoio.
39 ➢ ESCADAS ARMADAS LONGITUDINALMENTE

Nas escadas armadas longitudinalmente a armadura


principal é colocada no mesmo sentido do trânsito e as vigas de apoio
são colocadas, em geral, perpendicularmente à armadura principal.
40 Escada de vãos paralelos :

EXERCÍCIO 1:
Escada de um prédio residencial, que apresenta dois vãos Paralelos. e=
17,5 cm; p = 28,0 cm No lado interno dos degraus, existe um peitoril com
carga correspondente a 1,0 kN/m². Concreto C20; aço CA-50. Adotar
recobrimento ( c ) de 2,0 cm
41
Etapas de Resolução
42
1- Verificação quanto aos critérios da NBR 9050/15

a) 0,63m ≤ p+ 2 e ≤ 0,65m

b)0,28m ≤ p ≤ 0,32m

c) 0,16m ≤ e ≤ 0,18m

2-Determinação da inclinação da escada:

tg α= e/ p

3- Determinação do vão da escada (l)

𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑣𝑖𝑔𝑎1
l= + vão do patamar + Ʃ largura dos degraus +
2
𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑣𝑖𝑔𝑎2
2

▪ Determinação de h:
43
4- Determinação das cargas ( q1 e q2)

4.1 – Determinação de q1 ( carga no patamar)

• Peso próprio ( h x ɣ concreto armado)


+
• Revestimento
+
• Reboco
+
• Sobrecarga variável ( residencial)

TOTAL :
44

4.2 – Determinação de q2 ( carga sobre o lance)

• Peso próprio (h x ɣ concreto armado/ cos α)


+
𝑒
• Degraus : ( ) x ɣ concreto)
2
+
• Revestimento
+
• Reboco
+
• Sobrecarga variável ( residencial)

• Peitoril

TOTAL :
45

5 – Determinação das solicitações

• Determinação das reações e do Momento Máximo ( Mmáx)


46 6 – Determinação das armaduras (área de aço)

➢ Armada em uma só direção:

▪ Armadura principal ( Asprinc) e Armadura de distribuição ( Adist)

- As princ ( usar fórmulas e tabela de dimensionamento de lajes)


- As dist (fazer verificação – adotar maior valor)!
47
➢ Taxa mínima(As mín)

As mín = ρmín (%) . Ac


Ac= bw. h
48
49
50
➢ TABELA 2:
51
7- Detalhamento das armaduras

As escadas podem ser armadas em 1 ou 2 direções (cruz)

➢ armada em uma só direção – uma direção é a principal e a outra é a de


distribuição)

▪ Armada longitudinalmente:
Armadura principal – sentido longitudinal
Armadura de distribuição – sentido transversal

▪ Armada transversalmente
Armadura principal - sentido transversal
Armadura de distribuição – sentido longitudinal
52

▪ Armaduras transversalmente

As escadas armadas transversalmente são sustentadas nas suas bordas por


vigas inclinadas ou paredes. A armadura principal está disposta na direção transversal
ao sentido de subida da escada
53

▪ Armaduras longitudinalmente

Em uma escada armada longitudinalmente, a armadura principal está


disposta na mesma direção do sentido de subida da escada. Nesse tipo de escada os
apoios costumam estar localizados no início e no fim de um lance da escada
54
➢ Armada em duas direções (em cruz)
Também chamada de escada armada em cruz, a escada armada
nas duas direções possui apoios nos dois sentidos
55
➢ Escada sem patamares
56
• Esquema geral:
EXERCÍCIO 2: Escada de único lance sem patamares
57 Dimensionar e detalhar a seguinte escada considerando os seguintes
dados

• Vigas de Apoio: V1 20x40cm

V2 20x40cm

• Vão disponível (lh): 420 cm

• Pé-direito (lv): 280 cm

• Concreto: C25 fck= 25 Mpa

• Aço: CA-50 fyk= 500 MPa

• Parapeito de tijolo furado:


ɣ= 13 kN/m³

Largura: 15cm
Altura: 100cm
• Carga acidental aplicada de 2kN/m ao longo do parapeito
58 • c = 2.5 cm

• Largura da escada (Lesc): 127 cm


Etapas de Resolução
59
1-Dimensionamento dos degraus

• Número de degraus:
• Espelho (e):
• Piso (p):
• Vão (lh):

2- Verificação quanto aos critérios da NBR 9050/15

a) 0,63m ≤ p+ 2 e ≤ 0,65m

b)0,28m ≤ p ≤ 0,32m

c) 0,16m ≤ e ≤ 0,18m
60 3- Vão de cálculo (l)

l =lh+V1/2+V2/2

4- Determinação da altura da laje

5 - Cálculo da inclinação da escada

tg α= e/ p
61 6 - Cálculo das Cargas

• Peso próprio: (h/cosα ) x ɣ concreto armado


+

• Degraus e/2 x ɣ concreto


+

• Carga acidental: q acidental/ L escada

• Carga variável

+
• Parapeito: (ɣ par x largura x altura) / larg escada

TOTAL:
62 OBS: Carga acidental no Parapeito

Segundo o item 2.2.1.5 da NBR 6120 (1980), ao longo dos


parapeitos e balcões devem ser consideradas aplicadas uma
carga horizontal de 0,8 kN/m na altura do corrimão e uma carga vertical
mínima de 2 kN/m.

▪ se houver cargas verticais de parapeito: dividir pela largura da escada;


▪ a forca horizontal de 0,8kN/m no topo do parapeito não tem
influencia nos esforços solicitantes.
7- Modelo de Cálculo
63

• Cálculo de M
• Cálculo de Md
8- Cálculo de As
64
8.1- Cálculo de As (principal)

-fórmulas e tabelas
-Verificar a taxa mínima!!

As mín = ρmín (%) . Ac


Ac= bw. h
8.2- Cálculo de Asdist
65
9- Detalhamento das armaduras (usar
66 smax=20cm)
67
68
9- Detalhamento das armaduras
69
➢ Escadas de vãos perpendiculares entre si
70
Considera-se como “lance principal” aquele que tem os dois apoios
externos (viga ou parede) nas suas extremidades. O “lance secundário” será
aquele que tem apoio externo (viga ou parede) somente em uma das
extremidades. Na outra extremidade, o lance secundário fica apoiado no lance
principal.
71

Admite-se que a reação do lance secundário sobre o principal se


distribui ao longo da largura “a” do lance principal, segundo uma variação
triangular. Ou seja, supõe-se que a reação esteja aplicada a a/3. A carga do trecho
comum aos dois lances é considerada apenas no lance principal. No trecho em
que as armaduras se cruzam sempre se deve colocar por baixo a armadura
do lance principal.
➢ Escadas em viga com degraus em balanço
72
Os degraus são isolados e se engastam em vigas, que podem
ocupar posição central ou lateral
Mesmo no caso da viga ocupar posição central, deve-se considerar
a possibilidade de carregamento assimétrico ocasionando torção na viga, com
ações variáveis (q e Q) atuando só de um lado.
Os degraus são armados como pequenas vigas, sendo interessante,
devido à sua pequena largura, a utilização de estribos.
Os degraus podem também ser engastados em uma coluna, que,
neste caso, estará sujeita a flexão composta.
➢ Escada em balanço ou em degraus isolados
73
▪ Cálculo dos degraus:
74
Considerar uma carga acidental concentrada de 2,5kN, aplicada na
posição mais desfavorável (neste caso, a extremidade do balanço).

▪ Cálculo da viga :
Considerar a carga acidental uniformemente distribuída sobre toda a
superfície da escada (usualmente, uma carga de 2,5kN/m2).
➢ Escada em balanço engastada em viga lateral
75
➢ Escada em balanço engastada em viga lateral
76

p (kN/m2) = peso próprio + revestimento + carga acidental uniformemente distribuída


sobre a escada;

F= 0,8kN/m;

Q(kN/m) = peso próprio do parapeito + carga acidental vertical de 2,0 kN/m.

H = altura do parapeito
➢ Empuxo ao vazio
77
Na seção de inflexão do trecho com degraus para o patamar, um
cuidado especial deve ser tomado com o detalhamento da armadura. Sempre
que existir tendência à retificação da barra tracionada, em regiões em que a
resistência a esses deslocamentos seja proporcionada por cobrimento
insuficiente de concreto, a permanência da barra em sua posição deve ser
garantida por detalhamento especial. Deve-se substituir cada barra da
armadura principal por outras duas prolongadas além do seu cruzamento e
devidamente ancoradas.
78
Pode-se perceber através da Figura a seguir que a armadura tem
uma tendência a se retificar, saltando para fora da massa de concreto que
nessa região, tem apenas a espessura do cobrimento:
79 Este detalhamento mostrado na figura anterior deve ser evitado, pois
existe a possibilidade de ruptura do concreto e exposição da armadura. O
detalhamento mais adequado segue na figura a seguir::
➢ Consolo curto
80
▪ São vigas curtas em balanço com 0,5d<a<d
▪ São dimensionados através do modelo de treliça abaixo
▪ As forças no tirante Rsd e na biela comprimida Fc são
obtidas fazendo o equilíbrio de momentos nos ponto A e B;.
Fazendo momento em B
81

De onde resulta a forca no tirante :

A área de armadura e dada por:

Fazendo momento em A:

De onde resulta a forca de compressão na biela


A inclinação da biela e dada por :
82
Onde c e a largura do aparelho de apoio

As dimensões c1 e c2 são:

A dimensão Z e dada por:

A tensão σd no apoio e:
Onde b e a largura do consolo
83
A tensão σ2d na biela inclinada é dada por:

Substituindo a expressão de Fc resulta:

Para evitar o esmagamento de concreto, deve-se garantir que:


Onde fcdr e resistência a compressão reduzida pelos efeitos da
fissuração dada por
▪ Detalhamento:
84

• A armadura do tirante deve ser ancorada em laço como mostra N1;(armadura do


tirante)
• Os estribos verticais N3 servem apenas para enrijecer a armadura (armadura de
suspensão)
• Os estribos horizontais N2 aumentam a capacidade resistente das bielas de
compressão, e servem para garantir uma ruina mais dúctil, e devem possuir uma
área maior ou igual a 40% da área da armadura do tirante (armadura de costura)
▪ Armadura do tirante
85

Como o tirante é muito curto, da face externa do consolo até a face


oposta do pilar (ou apoio), é essencial cuidar da ancoragem da armadura
prevista para esse tirante, nas duas extremidades, especialmente naquela
junto à extremidade do consolo.

▪ Armadura de costura

Não é permitido o projeto de consolos curtos ou muito curtos sem


armadura de costura. Ela é fundamental para permitir uma ruptura mais dúctil
.
do consolo e evitar redução da carga de ruptura. Os consolos curtos devem ter
armadura de costura mínima igual a 40 % da armadura do tirante, distribuída na
forma de estribos horizontais em uma altura igual a 2/3 d.
▪ Armadura de suspensão
86
Quando existir carga indireta, deve-se prever armadura de suspensão
para a totalidade da carga aplicada.

OBS: As ações permanentes indiretas são constituídas pelas deformações


impostas por retração e fluência do concreto, deslocamentos de apoio,
imperfeições geométricas e protensão
• Dentes Gerber
87
• São prolongamentos que se projetam nas extremidades das vigas, com o
objetivo de apoia-las em consolos criados nas faces dos pilares ou em outros
apoios.

• Os dentes Gerber tem comportamento estrutural semelhante ao dos consolos,


podendo ser empregado o mesmo modelo de cálculo.
As diferenças mais importantes são:
88
1 – geralmente, a biela do dente Gerber é mais inclinada, porque ela deve se apoiar
na armadura de suspensão dentro da viga;
2- a armadura principal do dente Gerber deve penetrar na viga, procurando
ancoragem nas bielas de cisalhamento na viga;
3 – a armadura de suspensão deve ser calculada para a forca total Pd.

Para o calculo da armadura principal do tirante e para a verificação da compressão


na biela, empregam-se as mesmas expressões deduzidas para os consolos
89
90 ➢ Exercício 3:

Dados do consolo da figura,

Carga: P= 100 kN
Pd= 140kN
fck= 25 Mpa
fcdr= 9,6 Mpa
Aço CA50

• Considerar A cost = 0,5. As tir

1-Fazer as verificações necessárias


2-Calcular As tirante e As costura
➢ Viga- parede
91

é válida.

❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.

Viga parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão)
= ( h / l), de modo que a hipótese da seção plana não mais é valida.
parede
igaOs limites entre vigas-parede e vigas esbeltas são definidos pelas
92
relações limites de l/h, onde:seção

l = vão da viga
- h = altura total da viga
- Os limites são :
- ( l / h ) < 2,0 vigas parede biapoiadas
- ( l / h ) < 2,5 vigas parede de dois vãos
- ( l / h ) < 3,0 vigas parede continuas com mais de dois vãos plana não
mais é válida.

• Para vigas tradicionais, normalmente as alturas equivalem a:


❑ H= é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l), de
modo que h = l/10ipótese da seção plana não mais é válida.
Como dimensionar ?

93
Quanto ao dimensionamento de vigas-parede, a NBR 6.118/2014
permite, em seu item 22.4.3, que sejam utilizados modelos planos elásticos lineares
ou não lineares e modelos concebidos a partir do Método das Bielas e Tirantes
Para Vps com alturas ainda muito elevadas, impõem-se a
94
definição de uma altura eficaz (he), pois neste caso a parte superior da
viga não chega a ser mobilizada, adotando os seguintes valores

❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
a hipótese da seção plana não mais é válida.
▪ Detalhamento

95
• Armadura de flexão
Nas vigas-parede os tirantes de tração não podem ser
concentrados em uma ou poucas camadas de armadura, mas cobrir toda
a zona efetivamente tracionada, conforme o modelo de cálculo adotado.
Nas vigas biapoiadas, essa armadura deve ser distribuída em altura da
ordem de 0,15 h.

• Detalhamento das armaduras nos apoios


é Sobre os apoios, devem ser distinguidas 3 faixas para a colocação das
armaduras:uma
• viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l), de me da s
96 -20 % superiores de h: As1 = ( l/ 2h − 0,50) . As
60 % centrais de h: As2 = (1,50 − / 2h) . As
20 % inferiores de h: devem ser distribuídos os ferros da armadura do vão.
A armadura horizontal mínima é de 0,075 % b por face, por metro

l
▪ Observações:
• Ancorar nos apoios para a força Rsd ≥ 0,8As.fyd , ou seja, As cal ≥ 0,.8 As.
• Nos apoios extremos, a ancoragem deve ser feita usando ganchos no plano
horizontal
• Metade das barras da armadura da faixas superior e intermediária pode ser
interrompida a uma distância de 0,4 he a partir de cada face do apoio. A outra
metade deve ser disposta ao longo de todo o comprimento da viga-parede.mais
a.
97
▪ Armadura longitudinal ou principal:
98

❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.
▪ Armadura longitudinal ou principal
99

• Para vigas- parede, o momento de fissuração é menor do que o


momento de fissuração das vigas esbeltas
• Assim, a armadura mínima é dada por e fissuração é menor do que o
momento de fissuração das vigas esbeltas.

❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.
10 ▪ Detalhamento
0
• Ancoragem da armadura de flexão positiva nos apoios

A armadura de flexão deve ser prolongada integralmente até os


apoios e aí bem ancorada. Não podem ser usados ganchos no plano vertical,
dando-se preferência a laços ou grampos no plano horizontal, ou dispositivos
especiais
10 ▪ Armadura de pele
1 Tem por objetivo absorver as tensões de tração inclinadas. Elas
também limitam as eventuais fissuras no concreto, devido , por exemplo , à
retração. Este tipo de armadura pode ser constituída por estribos verticais
ou barras verticais isoladas e barras horizontais; e pode ser determinada
pela seguinte e expressão :
▪ fissuração é menor do que o momento de fissuração das vigas esbeltas.
As=0,1 .b cm²/m em cada face
10
▪ Armadura de suspensão
2

Deve ser colocada uma armadura vertical, de suspensão, capaz de


transmitir carga no interior, até uma altura igual ou no mínimo a altura útil.
A carga a ser suspensa deve incluir todas as cargas atuantes na parte
inferior a viga parede.
Exemplo de carga a ser suspensa: carga de uma laje de reservatório
que se apoia no fundo de uma parede
Essa armadura de suspensão devem envolver a armadura principal
longitudinal do vão.

Asus= pd2/fyd em cada face

Pd2= pk2 x 1,4


Pk2 (carga atuante no fundo)
10 ▪ Modelo de biela-tirante para viga bi-apoiada – para evitar o
3 esmagamento do concreto é necessário limitar as tensões de
compressão na região dos apoios. Essas tensões são obtidas através
da análise do nó de apoio do modelo.fissuração é menor do que o
momento de fissuração das vigas esbeltas.

❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.
10 • Modelo de biela-tirante para viga biapoiada: menor do que o momento
4 de fissuração das vigas esbeltas.

❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.
• menor do que o momento de fissuração das vigas esbeltas.
10 Exercício 4: seja a seguinte viga-parede de um reservatório. A carga pk1
5 são provenientes da tampa, e a carga pk2 é proveniente da laje de fundo

❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.

• Dados:
AÇO CA50
fck= 20 Mpa
d’= 5,25cm
• menor do que o momento de fissuração das vigas esbeltas.
10 a)Calcular:
6 ▪ As longitudinal
▪ Comprimento de ancoragem necessário ( lbnec)
▪ Verificação quanto a fissuração

❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.

▪ As suspensão
▪ As pele
❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.
10 Pra Determinação de As ef (utilizado)
7
❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.
10 PrCálculo de lb nec:
8
❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.
10 PrCálculo de lb nec:
9
3
fctd =0,15 202 Mpa

fctd = 1,105 Mpa

fbd= 2,25.1.1 .1,105 =2,76 Mpa

lb= (10mm / 4). (500/1,15) / 2,5

lb= 434,7mm ou 43,7 cm

lbnec= (0,7. 43,7. 0,73)/ 4,71 = 4,74 cm

0,3. 43,7 = 13,1 cm ; 10.1 cm= 10cm; 10


cm
lbnec= 13,1 cm
❑ Vi parede é uma viga com uma grande relação (altura / vão) = ( h / l),
de modo que a hipótese da seção plana não mais é válida.
11 • Armadura de suspensão:
0
Pd= 1,4 pk2
Pd= 1,4. 23 = 32,2 kN/m

As= Pd/ fyd = 23/ (50/1,15) = 0,74 cm²/m

• Armadura de costura:

• Apele= 0,1. b = 0,1. 15 = 1,5 cm²/m


11 ➢ Reservatórios
1

▪ Classificação: de acordo com a localização no terreno:


• Enterrado (quando completamente embutido no terreno);
• semi-enterradoou semi-apoiado (altura líquida com uma parte abaixo
do nível do terreno;
• apoiado (laje de fundo apoiada no terreno);
• Elevado (reservatório apoiado em estruturas de elevação)
• elevado(reservatório apoiado em estruturas de elevação)
11
2
▪ de acordo com a divisão em células:
11
3
• Reservatório com divisão em interna vertical
• Reservatório com divisão em interna horizontal

A divisão em células tem a finalidade de permitir a limpeza do


mesmo sem que ocorra uma interrupção no abastecimento de água em um
prédio.
11 ▪ de acordo com a forma
4

• Reservatórios enterrados, semienterrados e apoiados

-Normalmente circulares ou retangulares

-De modo geral, não existe restrição

-É comum construir estes reservatórios divididos em duas câmaras, por uma


parede interna (para atender a diferentes etapas de construção)
11 • Reservatórios elevados
5

-Construídos em uma grande variedade de formas

-Imaginação do projetista
11 • Reservatórios apoiados:
6
11 • Reservatórios semi-enterrados
7
11 • Reservatórios elevados
8
11 ▪ Arranjo de Reservatórios Elevados de Edifícios
9

• Geralmente apoiados sobre os pilares das escadas dos edifícios;


• Altura em torno de 2 a 2,5m, para evitar esforços exagerados nas lajes
mesmo que obrigue que algumas paredes fiquem em balanço em relação
aos pilares.
12 ▪ Ações que podem atuar em um reservatório:
0

• Ações indiretas :
São aquelas que impõem deformações nas estruturas e,
consequentemente, esforços:

- Fluência
- Retração
- Variação de temperatura
- Deslocamentos de apoios
- Imperfeições geométricas
• Ações diretas:
12 São esforços externos que atuam nas estruturas gerando
1
deslocamentos e esforços internos em seus elementos estruturais.

- Para reservatórios elevados:


- Peso próprio:+ Sobrecarga: G
- Água (peso + empuxo): A
- Vento: V

-Para reservatórios térreos:


- Peso próprio + sobrecarga: G
- Água (peso + empuxo): A
- Terra (empuxo das paredes): T
- Lençol freático (sub-pressão): L
12 - As ações a considerar variam de acordo com a posição do reservatório
2
- Nos reservatórios, além do peso próprio e das ações devido à sobrecarga,
atuam ações indicadas a seguir:

▪ Nos reservatórios elevados: empuxo d´água


▪ Nos reservatórios apoiados: empuxo d´água e reações do terreno
12
3

Nota-se que para o reservatório cheio, há concomitância da ação devido


à massa de água e à reação do terreno, devendo ser considerada, no cálculo, a
diferença entre essas duas ações. Como, nos casos mais comuns, a reação do
terreno ( no fundo) é sempre maior que a ação devido à massa de água, as
situações das ações ficam com o aspecto indicado.
12 ▪ Nos reservatórios enterrados: empuxo d’água, empuxo de terra,
4 subpressão da água, quando houver lençol freático e reação do
terreno.

▪ Para reservatórios cheios há concomitância da ação devido ao


empuxo d’água, com a ação devido ao empuxo de terra, devendo
ser considerada, no cálculo, a diferença entre essas duas ações.
Como, nos casos mais comuns, o empuxo ´d’água nas paredes é
maior que o da terra e, no fundo, a reação do terreno é sempre
maior que a massa de água, as situações das ações ficam com os
aspectos indicados para o reservatório vazio e para o reservatório
cheio.
12 ▪ Nos reservatórios enterrados vazios:
5
12 ▪ Nos reservatórios enterrados cheios:
6
12 Nos reservatórios enterrados, no período antes do reaterro,
7 deve-se levar em consideração a situação de ações do reservatório
apoiado no solo.
12 Outra situação que deve ser considerada é o caso do
8 reservatório enterrado abaixo do nível do terreno, onde a ação da
tampa do reservatório, devido a circulações de veículos, deve ser
levada em conta. É o caso, por exemplo de garagem de edifício, onde
o reservatório enterrado fica sujeito a este tipo de ação.
12 Deve-se analisar, para os reservatórios enterrados, o caso
9 do lençol freático ser mais elevado que o fundo do mesmo, neste
caso, além da ação externa devido ao empuxo do solo, deve-se levar
em consideração o empuxo provocado pelo lençol freático. A ação
desta subpressão está representada na figura abaixo, e o valor desta
ação sobre a laje de fundo e sobre as paredes é proporcional a altura
hL.
13 • Para estruturas de reservatórios o projeto deve levar em conta as
0 forças devidas ao vento, agindo perpendicularmente a cada uma
das fachadas. O efeito do vento é importante em casos de
reservatórios elevados, onde os pilares recebem este efeito e
devem, portanto, ter sua segurança verificada.
13 As lajes que compõem o reservatório estão submetidas a
1 cargas perpendiculares ao seu plano médio, bem como a cargas
atuando no próprio plano da laje.
▪ Funcionamento com placa (para cargas normais ao plano da laje)
▪ Funcionamento como viga ou viga-parede (para cargas aplicadas
no plano da laje)
13 • Nos cálculos como viga-parede considera-se:
2 -carga devido a tampa;
-carga devido ao fundo;
-peso próprio da parede;
-Revestimento
13
3
13 As lajes são analisadas como lajes isoladas, engastadas ou
4
simplesmente apoiadas em suas bordas.
Essas condições são definidas em função da tendência de giro
relativo das diversas placas .
13 São utilizadas tabelas para cálculo de esforços (Momentos
5
Fletores e Reações de Apoio): Marcus, Bares, etc.
13 São obtidos os momentos fletores positivos e negativos
6
considerando as lajes isoladas.
13 • Após a compatibilização dos momentos fletores negativos,
7
deve-se corrigir os momentos fletores positivos relativos à mesma
direção.
• A correção dos momentos fletores positivos é feita integralmente, ou
seja, os momentos fletores no centro da laje devem ser aumentados
ou diminuídos adequadamente, de acordo com a variação do
respectivo momento negativo, após a compatibilização.
• As ações na laje da tampa, laje do fundo e peso próprio das paredes,
acrescidas do peso d’água, são transmitidas aos pilares
intermediários das paredes do reservatório, que funcionam como:

- Vigas usuais: l/h≥2


- Vigas- parede: l/h< 2 – vigas bi- apoiadas
- l/h< 2,5 – vão extremos de vigas contínuas
- l/h< 3,0 – vãos internos de vigas contínuas
13 - As ligações da laje de tampa com as paredes podem ser
8
consideradas articuladas e as demais devem ser consideradas
engastadas.
13 - Procedimento prático, comumente empregado para lajes consiste em
9
dispor como armadura adicional, as barras que seriam interrompidas
pela abertura, faceando as laterais da mesma.
- Os bordos da abertura necessitam de uma armadura de proteção a
qual pode ser em forma de ganchos ou grampos.
14
0 Exercício 5 :Dimensionar o reservatório da figura abaixo:

.
TAMPA

14 1- lajes
1 .
a -Ações atuantes na laje de tampa:
peso próprio (0,10 x 25) = 2,5 kN/m2
revestimento adotado = 1,00 kN/m2
sobrecarga NBR 6120 = 0,50 kN/m2
total p1 = 4, 0 kN/m2

b –Calculo das reações e momentos


λ=2,78/4,78 = 0,581 ≡ 0,60
Rx=0,001x267x4,0x2,78=3 kN/m
Ry=0,001x340x4,0x2,78=3,8 kN/m
Mx= 0,001x86,9x 4,0x(2,78)2 = 2,70kN.m/m
My= 0,001x40,7x 4,0x(2,78)2 = 1,30kN.m/m

1
14
2 .
FUNDO

14
c) Ações atuantes na laje de fundo:
3
peso próprio (0,15 x 25) = 3,75 kN/m2
revestimento adotado = 1,00 kN/m2
pressão hidrostática = 2,37x10=23,7 kN/m2
total p2 ≡29 kN/m2

d) Calculo das reações e momentos


λ=2,78/4,78 = 0,581 ≡ 0,60
Rx= 0,001x244x29x2,78=19,7 kN/m
Ry= 0,001x353x29x2,78=28,5 kN/m
Mx= 0,001x38,2x 29x(2,78)2 = 8,6 kN.m/m
My= 0,001x14,9x 29x(2,78)2 = 3,3 kN.m/m
Xx= 0,001x78,4x29x(2,78)2 = 17,6kN.m/m Xx= 0,001.mxe. Plx²

Xy= 0,001x56,2x29x(2,78)2 = 12,6kN.m/m Xy= 0,001. mye. Plx²


14
4

1
PAREDES 1 e 2
14 e) Ações atuantes nas paredes 1 e 2:
5
pressão hidrostática = 2,37x10=23,7 kN/m2
total p3 ≡ 24 kN/m2

f) Calculo das reações e momentos


λ=2,50/2,78 = 0,89 ≡0,90
Rx= (0,001x122x24x2,50)/2=3,7 kN/m
Rxe= (0,001x293x24x2,50)/2=8,8 kN/m
Ry=( 0,001x325x24x2,50)/2=9,8 kN/m
Mx= 0,001x12,9x 24x(2,5)2= 1,9kN.m/m
My= 0,001x13,3x 24x(2,5)2= 2,0 kN.m/m
Xx= 0,001x30,7x24x(2,5)2 = 4,6kN.m/m
Xy= 0,001x39,5x24x(2,5)2 = 5,9kN.m/m

1
14
6
14
7
PAREDES 3 e 4
14
g) Ações atuantes nas paredes 3 e 4:
8
pressão hidrostática = 2,37x10=23,7 kN/m2
total p3 ≡ 24 kN/m2

h) Calculo das reações e momentos


λ=2,50/4,78 = 0,52 ≡0,50
Rx= (0,001x221x24x2,50)/2=6,6 kN/m
Rxe= (0,001x434x24x2,50)/2=13 kN/m
Ry= (0,001x345x24x2,50)/2=10,4 kN/m
Mx= 0,001x9,4x 24x(2,5)2 = 1,4kN.m/m
My= 0,001x26x 24x(2,5)2 = 3,9 kN.m/m
Xx= 0,001x36,2x24x(2,5)2 = 5,4kN.m/m
Xy= 0,001x62,1x24x(2,5)2 = 9,3kN.m/m

1
14
9
15
0
15 Compatibilização dos momentos positivos e negativos
1
2- Compatibilização dos momentos fletores entre o fundo e paredes 1 e 2
15
2
•(12,6+ 5,9)/2 = 9,3 kN.m/m ; (yf+ y1)/2
•0,8 . 12,6 = 10,8 kN.m/m

3- Compatibilização dos momentos fletores entre o fundo e paredes 3 e 4

•(17,6+ 9,3)/2 = 13,5 kN.m/m; (xf+ y2)/2


•0,8 . 17,6 = 14,08 kN.m/m

4- Compatibilização dos momentos fletores entre as paredes:

•(4,6+ 5,4)/2 = 5 kN.m/m ; Yp = (x1 + x2 )/2


•0,8 . 5,4 = 4,32 kN.m/m

1
5 – Compatibilização dos momentos fletores positivos no fundo
15
3
Mx= 8,6 + (17,6 –14,08) = 12,1 kN.m/m (Mxf +
(Xxf - Yfundo-parede 3-4)
•My= 3,3 + (12,6 –10,8) = 5,1 kN.m/m (Myf +
(Xyf- Yfundo–parede1-2)
6.1- Esforços finais para o dimensionamento (kNm/m)
15
4

6.2- Esforços finais para o dimensionamento (kN/m)

1
6.2
15
5

TAMPA FUNDO

1
6.2
15
6 PAREDES 1 e 2

PAREDES 3 e 4

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