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Após demissão de Mandetta, São Paulo, Rio e Brasília registram panelaços

Redação 3 horas atrás


Nomeado Tito, o puma selvagem foi criado como gato doméstico antes de ser resgatado
por equipe especializada. Jovem adota felino selvagem pensando que era gato
O presidente Jair Bolsonaro (C) durante o lançamento de seu novo partido, Aliança
pelo Brasil, em 21 de novembro de 2019 em BrasíliaBolsonaro escolhe o nº 38 para
seu novo partido
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta © Dida Sampaio/Estadão O ministro da
Saúde, Luiz Henrique Mandetta
Depois de confirmada a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta
quinta-feira, dia 16, em meio à pandemia do novo coronavírus, as cidades de São
Paulo, Rio de Janeiro e Brasília registraram panelaços contrários à saída do
titular da pasta.

Na capital paulista, houve manifestação pelo menos nos bairros Bela Vista, Vila
Madalena, Praça Roosevelt, Bela Vista, Barra Funda e Pinheiros. Foram registrados
também alguns gritos no bairro Jardins. No Rio, houve panelaço e gritos de protesto
em Copacabana, Botafogo, Cosme Velho, Flamengo, Glória, Laranjeiras e Santa Teresa.
Entre os xingamentos, houve quem chamou o presidente da República Jair Bolsonaro
(sem partido) de "genocida". Alguns poucos manifestantes gritaram em apoio a
Bolsonaro. Em Brasília, foram registrados panelaços na Asa Norte.

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Desde o início da pandemia, houve panelaços quase que diários dirigidos contra o
presidente. No entanto, eles em geral ocorreram às 20h30. Já a manifestação frente
ao descontentamento com queda de Mandeta aconteceu por volta das 16h30, logo depois
de o médico comunicar sua demissão pelo Twitter.

Henrique Mandetta

@lhmandetta
Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério
da Saúde.
Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr
de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e

314 mil
16:17 - 16 de abr de 2020
Informações e privacidade no Twitter Ads
72,2 mil pessoas estão falando sobre isso
Mandetta e Bolsonaro protagonizaram uma série de desentendimentos após a chegada do
novo coronavírus ao Brasil, já que cada um defende uma abordagem diferente em
relação a como combater a pandemia. Enquanto o ministro e a maioria dos médicos e
epidemologistas defende medidas de fortes restrições sociais para evitar a
disseminação da doença, Bolsonaro gostaria de implementar o que chama de
"isolamento vertical", estratégia que procura isolar apenas pessoas que pertencem a
grupos de risco, mais sucetíveis a desenvlver quadro grave.

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Levantamentos mostram que a maioria da opinião pública era favorável à permanência
de Mandetta na Saúde. No contexto do combate à pandemia do novo coronavírus, a
popularidade do ministro começou a aumentar a partir de meados de março. Tracking
da Atlas indica que, ainda no mês passado, Mandetta ultrapassou o ministro da
Justiça, Sérgio Moro, e se tornou o quadro mais bem avaliado do governo.

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Segundo fontes do Planalto, o presidente deu início ao processo de substituição do
médico depois de considerar uma provocação a entrevista do ministro ao programa
Fantástico, no domingo, na qual cobrou uma “fala única” do governo quanto às
medidas de controle da pandemia.

O cargo será agora assumido pelo oncologista Nelson Teich, que se reuniu com
Bolsonaro pela manhã. O médico foi consultor da área de saúde na campanha de Jair
Bolsonaro, em 2018, e é fundador do Instituto COI, que realiza pesquisas sobre
câncer.

Em seu currículo, o oncologista também registra ter atuado como consultor do


secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde,
Denizar Vianna, entre setembro do ano passado e março deste ano. Teich e Vianna
foram sócios no Midi Instituto de Educação e Pesquisa, empresa fechada em fevereiro
de 2019.