Você está na página 1de 151

[Título do documento]

http://www.anatomiadocorpo.com/

Anatomia Humana – Corpo Humano


A Anatomia Humana é um campo da Biologia que estuda os sistemas do corpo
humano. O estudo da anatomia tem evoluído muito com o apoio da tecnologia.

Sistemas do Corpo Humano


O corpo humano apresenta sistemas biológicos que realizam funções específicas
necessárias para a nossa vida.
Sistema Esquelético
Nosso corpo possui 206 ossos, divididos em diferentes grupos: ossos da cabeça, do
pescoço, do ouvido, do tórax, do abdômen, dos membros inferiores e dos membros
superiores.
Sistema Muscular
O corpo humano é composto por cerca de 640 músculos, que juntos representam
cerca da metade do peso humano. Existem diferentes tipos e formatos de músculos, os
quais são apresentados em nossa seção sobre o sistema.
[Título do documento]

Sistema Tegumentar
A pele humana é o maior órgão de nosso corpo. Na anatomia humana, este órgão é
descrito e estudado no sistema tegumentar, que também inclui o cabelo e as unhas.
Sistema Urinário
Sistema responsável pela eliminação da ureia, criada a partir de alimentos consumidos.
O sistema é composto por 2 rins, 2 ureteres, a bexiga, os músculos do esfíncter e a
uretra.
Sistema Respiratório
Sistema responsável pela respiração humana e as trocas gasosas com meio ambiente.
Sistema Endócrino
Sistema o qual se encontram diferentes glândulas importantíssimas para o corpo
humano. Tais glândulas possuem funções tais como o metabolismo, crescimento e
função sexual.
Sistema Nervoso
O Sistema Nervoso controla as ações voluntárias e involuntárias do corpo humano. O
sistema é divido em Sistema Nervoso Central e Periférico. O primeiro consiste no
Cérebro e na Medula Espinhal, o segundo consiste-se nos Nervos.
Sistema Circulatório
Importante sistema da anatomia humana responsável sangue, nutrientes, oxigênio,
dióxido de carbono e hormônios, em torno do corpo.
Sistema Digestivo
Sistema responsável pela digestão dos alimentos consumidos pelo ser humano. Fazem
parte desse sistema:boca, esófago, estômago, intestino delgado, intestino grosso,
recto e ânus. O fígado e pâncreas produzem sucos digestivos e costumam
serem incluídos no sistema.

Divisão do Corpo Humano


Para facilitar o estudo, o corpo humano é dividido em:
 Cabeça (Crânio e face)
 Pescoço
 Tronco (Tórax, abdome e pelve)
 Membros Superiores (Ombro, braço, antebraço e mão)
[Título do documento]

 Membros Inferiores (Quadril, coxa, perna e pé)

História da Anatomia Humana


Embora os primeiros registros de dissecações em seres humanos sejam de Alexandria,
no século II a.C., muitos consideram seu início em meados do século V a.C. quando, no
sul da Itália, Alcméon de Crotona realizou dissecações em animais, tentendo entender
os aspectos do corpo humano.
Em 1543 foi produzido o primeiro livro Atlas de Anatomia – “De Humani Corporis
Fabrica” – pelo médico belga Andreas Vesalius.

Esqueleto Humano – Sistema Esquelético – Ossos


do Corpo Humano
[Título do documento]

O sistema esquelético humano é o composto de ossos e cartilagens. Neste artigo


especial iremos analisar o esqueleto humano e seus principais componentes.  O corpo
humano possui 206 os ossos, divididos em: ossos da cabeça , do pescoço, do ouvido,
do tórax, do abdômen, dos membros inferiores e dos membros superiores.
Um plano que passe ao mesmo tempo pela apófise orbitária externa e pelo buraco
auditivo externo, divide a cabeça em duas partes: o crânio e a face.

Crânio Humano
[Título do documento]

O crânio é uma caixa óssea mais ou menos esférica, destinada a abrigar a mais
importante parte do sistema nervoso, o encéfalo. Compõe-se de oito ossos, dos quais
quatro são ímpares, situados na linha mediana do corpo, e quatro, colocados
lateralmente, formam dois pares. Os quatro ossos ímpares são: o frontal, o occipital, o
esfenoide e o etmoide.
Os quatro dispostos em pares são: os dois parietais e os dois temporais. O frontal é um
osso ímpar, mediano e simétrico, situado na parte anterior do crânio. Na sua borda
inferior, notam-se as duas arcadas orbitarias, cada uma terminada em duas apófises, a
apófise orbitaria externa e a apófise orbitaria interna.
A sua face anterior, convexa, mostra, logo acima da raiz do nariz, uma leve
proeminência, a bossa frontal média ou glabela. Aos lados, na mesma face anterior,
duas outras saliências tomam o nome de bossas frontais laterais.

Crânio Humano – Ossos da Cabeça e da Face


Humana
O crânio humano é normalmente composto de 22 ossos. Para facilitar sua
análise, separamos os ossos do crânio humano em divisões. Abaixo
poderemos analisar um a um, os ossos da cabeça, baseado na imagem acima.
[Título do documento]

Na face inferior do frontal existe a chanfradura etmoidal, largo recorte


retangular onde se encaixa o osso etmoide. A face posterior, finalmente, é
côncava e corresponde à superfície cerebral. No recém-nascido o frontal
mostra, ao longo da linha mediana, a sua separação em duas metades
simétricas, pela chamada sutura metópica.

OSSOS DA CABEÇA – CRÂNIO


 occipital
O occipital, osso ímpar, mediano, simétrico, ocupa a parte posterior e inferior
do crânio. Examinado pela face posterior, ou externa, que é convexa, o mostra,
primeiramente, um largo orifício ovalar, o buraco occipital, que põe a cavidade
craniana em comunicação com o canal medular.

Nas margens do buraco occipital, há duas saliências cobertas de cartilagem:


são os côndilos occipitais, destinados a articular-se com a primeira vértebra, ou
atlas. A superfície situada atrás desse buraco occipital, mais ou menos rugosa,
é a escama do occipital. A face interna do osso, em relação com o encéfalo, é
côncava.

 esfenoide
[Título do documento]

O esfenoide, osso mediano, ímpar, simétrico, lembrando uma borboleta,


ocupa a parte média da base do crânio. Consta de um corpo, duas pequenas
asas, duas grandes asas e duas apófises pterigoides. O corpo apresenta,
superiormente, uma escavação, a sela túrcica, ou fossa pituitária. As duas
pequenas asas se destacam da parte superior do corpo e têm forma triangular.
As grandes asas se destacam da parte média do corpo. As apófises pterigóides
estão situadas na parte inferior, e, para vê-las, devemos olhar o crânio por
baixo.

O etmoide, impar, mediano, simétrico, está adiante do esfenoide, na base do


crânio, encaixado na chanfradura etmoidal do frontal. Pequeno, delicado e
complexo, este osso apresenta os seguintes elementos:

1) lâmina vertical, mediana, com uma porção acima da lâmina horizontal,


denominada apófise crista galli, e urna porção abaixo da lâmina horizontal,
que contribui, com o nome de lâmina perpendicular, para a divisão da
cavidade nasal em duas fossas;

2) lâmina horizontal, atravessada por numerosos orifícios, que lhe dão o


aspecto de crivo, donde lhe provém ainda o nome de lâmina crivada do
etmoide;

3) massas laterais, mais ou menos cúbicas, de cujas faces se destacam, de cada


lado, duas lâminas delgadas mais ou menos enroladas sobre si mesmas, e às
quais se dá o nome de cartuchos superiores (5) cartuchos médios (6).

 parietais
Os parietais, ossos pares, estão situados lateralmente na parte superior do
crânio, atrás do frontal e adiante do occipital. Cada um deles teria a forma
quadrilátero, apresentando duas faces e quatro bordas. A face externa,
convexa, tem uma saliência no centro, mais evidente na criança que no adulto:
é a bossa parietal. A face interna, côncava, em relação com o cérebro, mostra
uma série de sulcos, comparados, em conjunto, com as nervuras de uma folha
de figueira.

 temporais
Os temporais, ossos pares, acham-se lateralmente, abaixo dos parietais. Tem
cada temporal uma porção superior, em forma de lâmina delgada e convexa,
denominada escama do temporal. Do lado de fora, e logo abaixo da escama,
há um orifício, o buraco auditivo externo; adiante desse orifício, des-taca-se
uma apófise que se dirige para frente, em direção à face: é a apófise
zigomática, que com o osso malar vai constituir a arcada zigomática. Atrás do
[Título do documento]

buraco auditivo externo, está uma saliência volumosa, cônica, a apófise


mastóide.

Examinado por dentro do crânio, o temporal apresenta uma grande pirâmide


triangular, o rochedo, em cujo interior estão alojadas as partes do ouvido
médio e do ouvido interno. Na face póstero-superior do rochedo, vê-se o
buraco auditivo interno; e, no seu ápice, a abertura do canal carotidiano, por
onde passa uma importante artéria, a carótida interna.

Ossos da Face

Destinada a formar o aparelho mastigador e a conter quatro importantes órgãos de


sentido, a face é constituída de quatorze ossos: um osso móvel, que é o maxilar
inferior, e treze fixos que, em conjunto, formam o maxilar superior.
O maxilar inferior, único osso móvel da face, é ímpar, mediano e simétrico. Sua forma
geral lembra uma ferradura. Tem ele um corpo e dois ramos ascendentes.A borda
inferior do corpo corresponde ao mento, ou queixo; a borda superior apresenta, no
adulto, dezesseis cavidades, ou alvéolos, onde se encaixam as raízes dos dentes
inferiores.
[Título do documento]

Cada ramo ascendente do maxilar inferior termina, em cima, por duas apófises: uma,
anterior, delgada, é a apófise coronóide; outra, posterior, arredondada, coberta de
cartilagem, é o côndilo do maxilar inferior, que se articula com o osso temporal para os
movimentos da mastigação.
Dos treze ossos fixos da face, um, o vômer, é ímpar, mediano; os outros doze

formam seis pares. O vômer é uma lâmina delgada, dentro do nariz, e que, com a
lâmina perpendicular do etmóide, divide a cavidade nasal em duas fossas.
Os seis pares de ossos restantes são:
1) os maxilares superiores, os maiores deste grupo, e que concorrem para a formação
das cavidades orbitárias, das fossas nasais e da abóbada palatina, e dão implantação
aos dezesseis dentes superiores;
2) os malares, que correspondem às chamadas maçãs do rosto;
3) os nasais, ou ossos próprios do nariz, que formam o dorso deste órgão;
4) os únguis, ou lacrimais, lâminas delicadas no canto interno e inferior da órbita;
5) os ossos palatinos, atrás dos maxilares superiores, e com duas porções: uma porção
horizontal, .que termina posteriormente a abóbada palatina, e uma porção vertical,
soldada em ângulo reto com a primeira;
6) os cartuchos inferiores, pequenas lâminas ósseas, no interior do nariz, um em cada
fossa nasal, abaixo dos cartuchos médios, que, como vimos, são dependências do
etmóide.

ESQUELETO DO TRONCO

O esqueleto do tronco consta de três partes: coluna vertebral, costelas e esterno:


[Título do documento]

Coluna vertebral
Dentre suas funções, apresenta como principais:

 Possibilita que a pessoa se mantenha em pé de forma ereta

 Movimentação dos membros  superiores  e  inferiores

 Junto às costelas, promove a proteção dos órgãos

 Proteção da medula espinhal

A coluna vertebral, ou raque, é uma haste óssea situada na região

posterior do tronco, ao longo da linha mediana. Corresponde, de

cima para baixo, ao pescoço (região cervical), ao dorso (região dorsal),

aos rins (região lombar) e à bacia (região pélvica ou sacro-coccigiana).

A coluna vertebral é formada por elementos ósseos superpostos, as

vértebras.  

Coluna Vertebral do Corpo Humano – Funções |


Anatomia
A coluna vertebral, também chamada coluna raquídia ou apenas raque, é
constituída essencialmente por pequenos ossos discóídes as vértebras -,
superpostos de maneira regular e unidos por ligamentos. A coluna está situada
na finh média da parte posterior do tronco e, além de sustentar os ossos do
crânio, da bacia, as costelas e a maior parte das vísceras, serve de proteção à
medula espinhal ou nervosa.

A coluna é a estrutura que caracteriza todos os vertebrados: peixes, anfíbios


(sapos), répteis, aves e mamíferos são dotados de coluna vertebral. Além disso,
os vertebrados apresentam uma extensão do sistema nervoso central a
medula -, contida no interior da coluna.

Divisões: Regiões da Coluna Vertebral


Divide-se a coluna vertebral em quatro regiões: a região cervical,
correspondente ao pescoço; a região dorsal, correspondente ao dorso; a
região lombar, aos rins; a região sacro-coccigiana, à bacia. Há sete vértebras
cervicais, doze vértebras dorsais, cinco vértebras lombares. Quanto à região
[Título do documento]

sacro-coccigiana, dois ossos a constituem: o sacro, que por sua vez é formado
pela soldadura de cinco vértebras, e o cóccix, formado pela soldadura de
quatro vértebras. O total das vértebras ascende, pois, a trinta e três.

Algumas vértebras têm nomes especiais: a primeira vértebra cervical, por uma
reminiscência mitológica, chama-se atlas; a segunda, cuja articulação, pela sua
apófise odontóide, com a vértebra atlas, permite os movimentos de rotação da
cabeça, tem o nome de axis; a última cervical, de apófise espinhosa mais
evidente que a das outras, é a vértebra proeminente.

Regiões e curvaturas da coluna vertebral


[Título do documento]

Olhada lateralmente, a coluna vertebral apresenta quatro curvas


anteroposteriores; a primeira, na região cervical, é côncava para trás; a
segunda, na região dorsal, é côncava para diante; a terceira, na região lombar,
é côncava para trás; a quarta, na região sacro-coccigiana, é côncava para
frente. Essas diversas inflexões da coluna vertebral a tornam muito resistente.
O exagero da curva dorsal tem o nome de cifose; o da curva lombar, o de
lordose.

As curvas laterais da coluna vertebral, visíveis quando a olhamos de frente ou


por detrás, são muito menos acentuadas e inconstantes. Se muito evidente, a
curva lateral constitui a escoliose, que é dextra ou sinistra, conforme apresente
à direita ou à esquerda a sua convexidade. As curvas ântero-posteriores da
coluna vertebral não são primitivas, mas adquiridas.

No ventre materno, o feto apresenta, de começo, uma coluna quase retilínea,


formando apenas uma leve concavidade anterior. No quinto mês de vida fetal,
pronuncia-se o ângulo sacro-vertebral, estabelecendo o limite entre a região
lombar e a sacro-coccigiana.

A curva cervical se forma entre o terceiro e o quinto mês após o nascimento,


motivada pela elevação da cabeça; a curva lombar se estabelece entre o
terceiro e o quinto ano, consolidando-se aos quinze anos aproximadamente. O
aparecimento da curva lombar se relaciona com a estação bípede assumida
pelo homem.

Diferentes tipos de machucados na coluna requerem ações específicas


baseado na região em que se atua.

CARACTERÍSTICAS GERAIS
Em sua parte anterior, as vértebras são formadas por um corpo: na parte
posterior, por um arco, que delimita o orifício ou forame vertebral. O corpo é
um pequeno cilindro sólido e achatado, ligeiramente oval. O arco localiza-
se atrás do corpo e é formado principalmente por duas lâminas dispostas em
“V” e voltadas para a frente; essas lâminas unem-se ao corpo através de
pedículos.

O orifício vertebral tem a forma aproximada de um círculo e é delimitado,


anteriormente, pelo corpo, lateralmente, pelos pedículos, e, posteriormente,
pelas lâminas do arco; a sobreposição dos orifícios vertebrais constitui o
chamado canal vertebral, que contém a medula.

Articulação
[Título do documento]

A articulação dos corpos vertebrais é feita por meio de discos intervertebrais,


com exceção das vértebras da região sacrococcígea, que estão soldadas entre
si. Os discos são coxins tibrocartilaginosos de grande resistência, que
funcionam como articuladores e amortecem os choques sofridos pela coluna.
As articulações são ainda facilitadas por ligamentos.

Tórax e Costelas
As costelas são arcos ósseos achatados, presos pela extremidade

posterior nas vértebras dorsais, e cuja extremidade anterior se dirige

para o esterno. Temos, de cada lado, doze costelas separadas umas

das outras pelos espaços intercostais. As sete primeiras chegam até

ao esterno, com o qual se articulam por meio de cartilagem própria:

chamam-se por isso costelas verdadeiras; as três seguintes ligam-se,

não ao esterno, mas à cartilagem da sétima verdadeira: chamam-se

falsas costelas; as duas últimas, finalmente, não se prendem a nada na

extremidade anterior: são as costelas flutuantes. 

Caixa Torácica e Bacia –


Ossos do Corpo –
Anatomia
A caixa torácica e a bacia são formações ósseas que constituem os principais
elementos de proteção de importantes órgãos.

Classicamente, considera-se que o corpo humano é formado por cabeça,


tronco e membros. E o tronco é constituído por parte da coluna vertebral,
tórax e bacia.

TÓRAX
[Título do documento]

É uma grande caixa óssea que protege órgãos vitais como o coração e os
pulmões, além dos grandes vasos. Sua função protetora estende-se também
ao fígado e ao estômago, órgãos situados no abdome. Isso porque o
diafragma, faixa muscular que separa as cavidades abdominal e torácica,
localiza-se em nível mais alto do que as últimas costelas. As costelas, portanto,
protegem também a porção superior da cavidade abdominal.

O esqueleto do tórax tem a forma de um cone truncado e achatado. A


disposição característica das costelas levou os anatomistas a designarem o
tórax como “jaula torácica”.

Costelas, cartilagens costais, vértebras e o osso esterno compõem o esqueleto


do tórax. As vértebras torácicas ou dorsais constituem a porção mais longa da
coluna vertebral. Associadas a seus discos Intervertebrais, são os principais
elementos de sustentação do tórax.

Existe uma vértebra dorsal para cada um dos doze pares de costelas. As
costelas, por sua vez, articulam-se com a coluna vertebral torácica. A rigor, as
costelas não ficam soltas e sim encaixadas em uma placa óssea situada na
frente do tórax, o esterno. Esse osso impede que as costelas fiquem
desarticuladas.

ESTERNO
Além de servir como ponto de apoio para a maioria das costelas, o esterno
funciona também como proteção adicional para a região central do tórax.

 Saiba mais sobre o ESTERNO

COSTELAS E CARTILAGENS
[Título do documento]

O corpo humano apresenta doze pares de costelas. As sete primeiras, que se


articulam diretamente com o esterno, são denominadas costelas verdadeiras.
As três seguintes são as falsas costelas, articulando-se indiretamente com o
esterno através de uma cartilagem costal. As duas últimas (costelas flutuantes)
não se articulam com o esterno.

As dez costelas que se unem ao esterno o fazem por meio de cartilagens


fibrosas; a presença dessas cartilagens confere uma mobilidade muito maior
ao esqueleto do tórax. A própria estrutura das costelas favorece a flexibilidade,
porque são longas, muito delgadas, em forma de arco; quando submetidas a
compressão nas duas extremidades, curvam-se elasticamente.

As costelas participam da mudança deformado tórax, na respiração, por outro


mecanismo. Quando os pulmões estão vazios, ficam mais próximas umas das
outras e dirigidas para baixo. Durante a inspiração, por ação dos músculos
respiratórios, elevam-se e projetam-se para diante.

Dessa maneira, ampliam as dimensões do tórax. É por isso que o técnico de


raios X manda o cliente inspirar profundamente e reter a respiração para tirar
uma radiografia do pulmão. O alargamento dos espaços entre as costelas e a
expansão dos pulmões facilitam a localização de eventuais alterações
pulmonares.

Esse movimento é sincronizado para todas as costelas verdadeiras pelo


esterno e é possível somente graças ao tipo especial de articulação das
costelas com as vértebras. Essas articulações possibilitam a rotação simultânea
das costelas, que ocorre nesses movimentos.
[Título do documento]

O próprio esterno contribui ativamente nas alterações dinâmicas do tórax. Na


inspiração, o corpo esternal projeta-se para diante, graças à articulação móvel
com o manúbrio, que fica relativamente fixo.

A elasticidade do esqueleto do tórax é muito grande nas crianças. Ela permite


que o esterno seja empurrado até quase a coluna vertebral, sem o risco de
fratura de costelas.

No entanto, esse fato ocorre somente até os 25 anos, em média. Após essa
idade ocorre um aumento na rigidez das costelas, que ficam, portanto, menos
elásticas. No entanto, mesmo depois dos 25 anos, o tórax continua bastante
flexível. Essa flexibilidade facilita as manobras da moderna ressuscitação
cardíaca, efetuada por compressão e descompressão alternadas ao nível do
esterno (tórax fechado).

ANATOMIA—CAIXA TORÁCICA E
BACIA
Em idade mais avançada, as cartilagens costais sofrem um processo gradual de
calcificação, o que determina uma diminuição sensível da elasticidade torácica.

Em pessoas idosas, o tórax torna-se a tal ponto rígido que poderão surgir
fraturas espontâneas, causadas por um simples acesso de tosse asmática ou
tuberculosa. Essas fraturas são mais freqüentes no lado direito do tórax,
especialmente da quinta à nona costelas.

O perigo maior dessas fraturas é a possibilidade de lesão da pleura ou do


próprio pulmão, com a formação de um hemopneumotórax. Outra ocorrência
grave presente nas fraturas múltiplas de costelas, determinadas por
esmagamento do tórax, é a embolia gordurosa.

Fragmentos de substância gordurosa da medula, que preenche o interior das


costelas, destacam-se e penetram na circulação. Esses pequenos fragmentos
são levados até os pulmões, onde podem determinar a obstrução dos vasos
pulmonares; em conseqüência, forma-se uma área de enfarte pulmonar.
Quando essa área é extensa, ocasiona graves alterações respiratórias e
circulatórias.

BACIA ÓSSEA
[Título do documento]

Como o tórax, a bacia óssea protege uma cavidade ocupada por órgãos
importantes. Esse espaço é chamado covkiade pélvIca nome derivado de
pélvis, a outra denominação da
bacia
Além de proteger os órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto), a parte superior da
bacia envolve parcialmente a cavidade abdominal. Essa porção da bacia é
conhecida como falsa bacia ou bacia anatómica, de interesse secundário. A
bacia verdadeira, ou obstétrica, é mais
importante. Seu nome advém do destacado papel que desempenha no
processo de parto.

O esqueleto da bacia é formado pela fusão dos dois ossos coxais (ossos do
quadril) com a parte final da coluna vertebral, sacro e cóccix. Os ossos coxais
são as primeiras porções dos membros inferiores e formam a cintura pé/pica,
correspondente, nos membros superiores, à cintura escapular (omoplata e
clavícula).

A bacia obstétrica é também denominad apequena boda, porque suas


dimensões são menores.

A grande bacia ou bacia anatômica é delimitada pela porção superior dos dois
ossos ilíacos. Essas regiões são conhecidas como asas ilíacas, por sua
conformação característica “em asa”.
[Título do documento]

Considerada de modo geral, a bacia desempenha importante função protetora


dos órgãos pélvicos e de parte dos abdominais. Isso porque a resistência
mecânica da bacia óssea é considerável: suporta pressões dinâmicas de até
250 kg. Essa característica explica a raridade de fraturas da bacia, mesmo em
caso de acidentes graves.

No entanto, existem pontos de menor resistência, os chamados pontos débeis


da bacia, que poderão sofrer fraturas. Um deles é o púbis, situado na parte
anterior.

As fraturas da bacia, relativamente raras, podem ser muito perigosas, devido à


possibilidade de perfuração dos órgãos nela contidos, especialmente o reto e a
bexiga.

Esterno
O esterno é um osso impar, mediano e simétrico, situado na parte

anterior do tórax. Comparavam-no os antigos anatomistas a uma

espada de gladiador. Sua extremidade superior tem o nome de

manúbrio; sua extremidade inferior, cartilaginosa, é o apêndice

xifóide; ficando entre as duas extremidades o corpo do esterno.

Esterno – Osso do Tórax do Corpo Humano


É um osso formado pela reunião de três peças ósseas: manúbrio, corpo e
processo xistoide. Os antigos anatomistas compararam o esterno a uma
espada de gladiador: a pequena peça superior que se articula com as
clavículas, o manúbrio, seria o punho (de manubrium, punho); o segmento
mais importante, o corpo, seria a lâmina da espada; ao passo que o processo
xifóide – um pequeno osso móvel da região da boca do estômago –
representaria o protetor da ponta da espada.

Além de servir como ponto de apoio para a maioria das costelas, o esterno
funciona também como proteção adicional para a região central do tórax.

O esterno tem várias outras características importantes. É um osso


predominantemente esponjoso e altamente vascularizado. Por esse motivo, é
vulnerável a lesões ósseas tuberculosas e sifilíticas, e à formação de certos
tumores, como os tumores secundários propagados do pulmão e das mamas
(metástases ósseas).
[Título do documento]

A grande vascularização do esterno está relacionada com a presença de


medula vermelha em seu interior. É um dos poucos ossos, no adulto, que
contém a medula vermelha, encarregada da produção de células do sangue
(hematopocse). Essa característica, associada ao fato de ser um osso bastante
superficial, recoberto apenas por pele, tem grande utilidade prática: é o local
escolhido para a colheita de amostras da medula, para exame microscópico.

Esse exame, denominado mielograma, é essencial para o diagnóstico de


alterações graves do sangue, como alguns tipos de leucemia e enfermidades
em que ocorre falta de produção de glóbulos brancos (agranulocitose).

O esterno tem sido utilizado também para estudos da circulação venosa e


linfática do tórax. A introdução de substâncias de contraste (radiopacas) no
interior do dsso permite evidenciar, através de radiografias, a situação exata
das veias e dos vasos linfáticos. Esse método é de grande valia para o
diagnóstico da propagação de tumores mamários e pulmonares.

Frequentemente, nos casos de gêmeos anormais – os conhecidos “siameses” –


os corpos estão unidos pelo esterno. Gémeos com esse tipo de malformação
congênita são denominados toracópagos (de págos, coisa unida a outra).
Ocasionalmente a fusão se apresenta apenas ao nível do processo xifóide;
nesse caso, os gêmeos são denominados xifópagos. No entanto, são
conhecidos popularmente como “xipófagos” por um erro comum de
transposição fonética.

imagem:  photobucket
[Título do documento]

OSSOS DOS
MEMBROS SUPERIORES

No esqueleto humano, cada membro superior, ou torácico, tem

quatro segmentos de ossos: cintura escapular, braço, antebraço e

mão.

Cintura escapular — A cintura escapular, ou espádua, é formada de

dois ossos: a clavicula e a omoplata.

CLAVÍCULA — É um osso longo, par, situado na parte superior, anterior

e lateral do tórax, em posição horizontal. Tem a forma de um S e, das

suas extremidades, a interna se articula com o manúbrio esternal,

enquanto que a externa se prende ao acrômio da omoplata.

OMOPLATA — Osso chato, par, a omoplata está colocada na parte

superior, posterior e lateral do tórax. Sua face anterior, assentada


[Título do documento]

sobre a parede torácica, é côncava e toma o nome de fossa escapular.

Sua face posterior, convexa, apresenta uma grande saliência, a

espinha da omoplata, que divide a face em duas regiões: a primeira,

acima da espinha, é a fossa supra espinhosa; a segunda, abaixo da

espinha, e muito maior, é a fossa infraespinhosa. A espinha da

omoplata termina por uma saliência denominada acrômio.

Ossos dos Braços

O segundo segmento do membro superior, o braço, é formado por

um osso único, o úmero. O úmero é um osso longo, e apresenta:

1. uma extremidade ou epífise superior, arredondada, chamada

também cabeça do úmero;

2. um corpo, ou diáfise, com o aspecto de haver sofrido uma

torção;

3. uma extremidade ou epífise inferior, na qual se notam, a contar

de fora para dentro: uma pequena saliência não coberta de

cartilagem, que é o epicôndilo; uma saliência coberta de

cartilagem, arredondada, o côndilo; uma porção ainda coberta

de cartilagem, e em forma de polia, a tróclea; e, finalmente,


[Título do documento]

uma saliência sem cartilagem, a epitróclea. Na parte posterior

da epífise inferior do úmero, vê-se uma escavação, a cavidade

olecraniana.

Antebraço
O antebraço, terceiro segmento do membro superior, tem dois ossos:

o rádio, para o lado de fora, e o cúbito, para o lado de dentro.

(Estando o braço pendente, e a palma da mão voltada para frente,

diz-se que, está para fora o osso mais afastado da linha mediana do

corpo, e, para dentro, o mais próximo).

O rádio, osso longo, tem: epífise superior (cuja forma lembra um

segmento de cilindro), presa ao corpo pelo colo do rádio; corpo do

rádio, tendo, logo abaixo do colo, uma saliência rugosa, a

tuberosidade bicipital, em que se prende o tendão inferior do

músculo bíceps; extremidade ou epífise inferior, a parte mais

volumosa do osso, e na qual existe uma saliência, a apófise estiloide

do rádio.

Conheça os OSSOS DO OMBRO, BRAÇO E ANTEBRAÇO

Mão
A mão, quarto e último segmento do membro superior, consta de três

partes: o carpo, o metacarpo e os dedos.

Conheça os OSSOS DA MÃO

OSSOS DOS MEMBROS


INFERIORES
[Título do documento]

Membros inferiores. — Cada membro inferior, ou abdominal, consta

de quatro segmentos: cintura pélvica, coxa, perna e pé.

Cintura pélvica
A cintura pélvica, que prende ao tronco os demais segmentos do

membro inferior, é, na infância, formada de três ossos distintos: o ilio,

em cima; o pube, em baixo e adiante; o isquio, em baixo e atrás.

Coxa
A coxa, segundo segmento do membro inferior, é constituída por um

só osso, o fêmur. Osso longo, o fêmur tem uma epífise superior, um

corpo ou diáfise, e uma epífise inferior. A epífise superior mostra uma


[Título do documento]

dilatação arredondada, a cabeça do fêmur, coberta de cartilagem, e

servindo para a articulação com a cavidade cotilóide do osso ilíaco. A

cabeça do fêmur está presa ao resto do osso por uma porção

cilíndrica, denominada colo. Um pou co abaixo deste, no tam-se duas

saliências rugosas, o grande e o pequeno trocanter.

Perna
A perna, terceiro segmento do membro inferior, é constituída por

dois ossos: tíbia e perônio. Demais, adiante da articulação da tíbia

com o fêmur, correspondendo ao joelho, coloca-se um pequeno osso

curto, a rótula.

A tíbia, bem maior que o perônio, está na parte interna da perna, e,

como osso longo que é, tem uma epífise superior, um corpo e uma

epífise inferior. A epífise superior, mais volumosa que a inferior,

apresenta duas escavações mais ou menos horizontais, as cavidades

glenóides da tíbia, destinadas a se articular com os dois côndilos

femurais. A borda inferior do corpo da tíbia, cortante na sua parte

média, corresponde à região que chamamos de “canela”. Na

extremidade inferior do osso, no lado de dentro, há uma volumosa

saliência, o maléolo interno, correspondente à face interna do

tornozelo.

O perônio, osso longo também articulado em cima com a tíbia e, em

baixo, com a tíbia e o pé, é bastante delgado.

Na sua extremidade inferior, há uma saliência, o maléolo externo,

correspondente à face externa do tornozelo.

Ossos do Pé
[Título do documento]

O pé, quarto e último segmento do membro inferior, apresenta três

partes: tarso, metatarso e dedos.

TARSO — O tarso consta de sete ossos, um menos que o carpo. Dois

destes ossos estão situados na parte posterior do pé: o astrágalo, em

cima, articulando-se com a tíbia e o perônio; o calcâneo, em baixo, o

mais volumoso dos ossos do tarso, formando o calcanhar, que

repousa sobre o solo. Os outros cinco ossos do tarso, colocados

adiante dos dois primeiros, são: o cubóide, do lado de fora,

prolongando para a frente o calcâneo; o escafóide, para o lado de

dentro; e os três cuneiformes, adiante do escafoide.

METATARSO — O metatarso é formado de cinco ossos, os meta

tarsianos, prolongados, na frente, pelos dedos do pé.

DEDOS — Os dedos do pé, também chamados pedartículos, são

cinco, possuindo cada um três falanges. O grande pedartículo,

homólogo do polegar, não tem, como este, senão duas falanges.

 Veja outros temas da ANATOMIA HUMANA


[Título do documento]

Sistema Muscular –
Anatomia do Músculos do
Corpo Humano
A anatomia do sistema muscular é bem complexa. O peso total da

massa de músculos estriados alcança, num homem de 70 quilos,

cerca de 30 quilos, o que representa quase a metade do peso

corporal. Não vamos enumerar todos os músculos, o que seria

fastidioso e inútil; para analisar o sistema muscular, separamos os

principais exemplos, tirados das várias regiões do corpo humano, na

seguinte ordem:

1. cabeça;

2. pescoço;

3. região posterior do tronco;

4. tórax;

5. abdômen;

6. membros superiores;

7. membros inferiores.

Músculos da cabeça
[Título do documento]

Os músculos da cabeça podem dividir-se em dois grupos: os

mastigadores e os da mímica.

Músculos mastigadores. — Este grupo compreende os músculos

elevadores e os abaixadores do maxilar inferior. Os elevadores do

maxilar superior são o temporal, o masseter, o pterigóideo interno e

o pterigóideo externo.

O músculo abaixador do maxilar inferior é o digástrico, que será

referido a propósito dos músculos do pescoço.

 Saiba mais sobre os MÚSCULOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO


[Título do documento]

Músculos da Cabeça e do
Pescoço | Anatomia
Humana
Nesta página apresentamos a anatomia e as funções dos principais

Músculos da Cabeça e do Pescoço.

Crianças e adultos ficam assombrados quando uma trapezista, a 30

metros de altura e sem a rede de proteção, balança-se á vontade,

segura apenas pelos cabelos. E o que é mais surpreendente: com o

“rabo-de-cavalo” preso somente à boca do trapezista.

Esse número apresentado nos circos tem uma explicação muito

simples: treinamento intensivo de um músculo da mastigação, o

chamado masseter, cujo nome já indica sua função: masseter, em

grego, significa amassador. Esse potente músculo é o principal

responsável pela movimentação vigorosa da mandíbula,

especialmente no ato de mastigar alimentos de grande consistência.

Sua ação impulsiona os molares que trituram os alimentos.

MASTIGAÇÃO
O masseter pode ser facilmente palpado e observado. O movimento

de “apertar” os dentes com força coloca-o em evidência. Também

pode ser observado no “riso sardônico”, estado de contratura dos

músculos faciais, que ocorre no tétano. Os músculos mastigadores

são músculos esqueléticos, pois se inserem apenas em ossos. Além


[Título do documento]

dos masseteres, outros três pares de músculos encarregam-se da

mastigação.

Os músculos temporais, os pterigoideos mediais e os pterigoideos

laterais completam, de cada lado da face, a ação do par de

masseteres. Os masseteres, os temporais e os pterigoideos mediais

encarregam-se de elevar a mandíbula e pressionar os dentes da

arcada dentária inferior contra a superior.

Calcula-se que a máxima pressão alcançada nesse ato seja de,

aproximadamente, 240 kg, o que explica a proeza do trapezista.

Mantida em elevação por esses músculos, a mandíbula é deslocada

para frente pelos pterigoideos laterais e para trás por alguns

fascículos (pequenos feixes de fibras musculares) dos temporais.

Quando apenas um dos pterigoideos laterais se contrai, provoca o

deslizamento da mandíbula para diante e para o lado oposto. Esse

movimento, muito executado pelos habituados em goma de mascar,


[Título do documento]

lembra bastante o realizado pelos ruminantes na mastigação

interminável do capim.

Um acidente que pode ocorrer com a mandíbula é o seu

deslocamento (luxação da mandíbula), causado, por exemplo, por um

bocejo exagerado. Consiste na desconexão da articulação

temporomandibular, isto é, da articulação móvel que une a cabeça da

mandíbula a uma depressão existente no osso temporal a chamada

fossa mandibular -, localizada um pouco adiante da orelha. Os

movimentos dessa articulação podem ser facilmente percebidos,

colocando-se os dedos um pouco adiante da orelha, enquanto se

movimenta a mandíbula.

Na luxação da mandíbula, as cabeças desse osso (uma de cada lado)

saem completamente das respectivas fossas mandibulares. A cabeça

da mandíbula desloca-se para diante da articulação e o indivíduo fica

com a boca aberta: não consegue fechá-la devido ao deslocamento da

superfície articular do osso.

A correção é bastante simples, mas depende sempre da boa

relaxação dos músculos mastigadores. A tendência a contrai-los

impede a manobra de mobilização da mandíbula, necessária para

corrigir a luxação.
[Título do documento]

OS MÚSCULOS DA CALOTA
CRANIANA
O crânio é revestido por um envoltório fibroso, firmemente aderido

ao couro cabeludo a chamada aponeurose epicraniana (epi = sobre).

A aponeurose, por outro lado, é fixada frouxamente ao periósteo

(membrana fibrosa) que recobre os ossos do crânio. O espaço entre a

aponeurose e o crânio é preenchido por tecido conjuntivo frouxo, o

que permite o fácil deslizamento do couro cabeludo sobre o crânio.

Em suas extremidades, a aponeurose é continuada por finas tiras de

tecido muscular, que constituem, na frente, o músculo frontal, e atrás,

o músculo occipital. Uma parte das fibras do músculo frontal desce,

sem fixação óssea, até se misturar com as fibras dos músculos

orbiculares e olho.
[Título do documento]

Outras fibras terminam na parte central da testa, ao nível de um

pequeno músculo, o piramidal do nariz (também denominado pró

cero, de procerus, elevado). E o responsável pelo enrugamento da

pele da região entre as sobrancelhas, ou seja, pelo movimento de

“franzir o cenho”.

Lateralmente, a continuação da aponeurose constitui os músculos

temporais, um de cada lado. Os feixes frontais são responsáveis pelo

movimento de surpresa no qual se elevam as sobrancelhas. O

franzimento da testa também é determinado por esses feixes. A ação

alternada dos músculos frontal e occipital move o couro cabeludo

para a frente e para trás. Os músculos temporais, por sua vez,

auxiliados pelos pequenos músculos auriculares, encarregam-se de

movimentar as orelhas.

MIMICA
Raiva, ternura, alegria, medo, satisfação, repugnância e um sem-

número de emoções podem ser exprimidas silenciosamente pela

ação de vários músculos da face. São, por esse motivo, denominados

músculos da mímica. Agrupam-se, sobretudo, ao redor da boca, das

órbitas dos olhos e do nariz.

Alguns exemplos desses músculos são o elevador do lábio superior, o

elevador do ângulo da boca, o elevador do lábio superior e da asa do

nariz, o depressor do lábio inferior e o depressor do ângulo da boca.

Os músculos mentuais (de mento, queixo) são responsáveis pela

projeção do lábio inferior para diante e enrugamento simultâneo da

pele do queixo.
[Título do documento]

O músculo bucinador, que reforça as bochechas, interfere no

movimento de assoprar, de onde seu nome (“buzinador”); também

repuxa o ângulo da boca, no riso. De ação semelhante, mas muito

mais pronunciada, é o risório, que atua no riso forçado.

No pescoço, há um único músculo da mímica, o platisma (de platys,

placa), largo e delgado, que recobre o pescoço na frente e nos lados.

Atua em várias manifestações mímicas: na expressão de melancolia,

faz os cantos da boca ficarem caídos; nos esforços violentos, fica

repuxado. E consegue, também, movimentar ligeiramente os mamilos

para cima.

Ao contrário dos mastigadores, que se inserem firmemente nos

ossos, os músculos da mímica são músculos cutâneos, de um tipo

especial, que se inserem, pelo menos em uma de suas extremidades,

na camada profunda da pele.

MÚSCULOS DOS MOVIMENTOS


DA CABEÇA
[Título do documento]

Alguns músculos são responsáveis pelos movimentos da cabeça em

várias direções, destacando-se entre eles os músculos escalenos e o

músculo esternocleidomastoideo. Este último, com denominação tão

extensa (porque se lixa no osso esterno, na clavícula e no processo

proeminência mastoide do osso temporal), causa um relevo

pronunciado na pele do pescoço, quando se movimenta a cabeça

para os lados.

Os escalenos, três músculos que formam uma massa triangular

(escaleno = triângulo de lados desiguais), estendem-se das vértebras

cervicais até as duas primeiras costelas. São encarregados de

flexionar a cabeça para os lados e, quando atuam em conjunto,

opõem-se á força da gravidade para manter a cabeça ereta (ação

antigravitacional). Quando o indivíduo está com sono, em posição


[Título do documento]

sentada, a cabeça tende a cair para o lado, em parte devido ao

relaxamento desses músculos.

Outros músculos responsáveis pelos movimentos da cabeça são os

chamados reto maior e o longo do pescoço. São eles que fazem a

cabeça dobrar para diante, para trás, para os lados, ou executar o

movimento de rotação. E atuam também como músculos

antigravitacionais.

Músculos da mímica – Face

São também chamados músculos cuticulares, por se acharem

intimamente relacionados com a pele. Quase todos se dispõem em

torno dos orifícios palpebrais, das narinas e da boca, concorrendo

para as expressões fisionômicas.

Citemos alguns exemplos:

o frontal, na parte anterior do crânio, forma, ao contrair-se, rugas

horizontais na testa, expressivas da atenção, da surpresa;


[Título do documento]

2) os orbiculares dos olhos, em torno do orifício palpebral, fecham os

olhos, quando se contraem;

3) o superciliar, na parte interna da arcada superciliar, produz rugas

verticais na testa, próprias da dor, da cólera, da impaciência;

4) os orbiculares dos lábios, que circunscrevem a abertura bucal,

funcionam na preensão de alimentos, na sucção, no beijo (musculus

osculatorius), no assobio, na articulação de consoantes labiais;

5) o buzinador está na bochecha; quando a boca se enche de ar e, em

seguida, este músculo se contrai, o ar é expelido, o que é

indispensável ao ato de tocar instrumentos de sopro;

6) o elevador comum da asa do nariz e lábio superior, entre o ângulo

interno da órbita e o lábio superior, exprime, ao executar o

movimento que o seu nome indica, o desdém, o asco;

7) o risorius de Santorini, músculo delgado, está na bochecha, logo

por baixo da pele, por cima do buzinador, e puxa para trás, ao

contrair-se, a comissura labial, o que sucede no sorriso. Músculos do

pescoço.

Músculos do Pescoço
[Título do documento]

Dos músculos do pescoço, lembremos apenas os seguintes:

1) o cuticular acha-se na região ântero-lateral do pescoço,

imediatamente por baixo da pele; é uma lâmina muscular

quadrilátera, delgada, atrofiada no homem, desenvolvida em alguns

mamíferos (no cavalo, por exemplo); e, puxando para baixo, ao

contrair-se, a pele do queixo e do lábio inferior, concorre para a

expressão da tristeza, da cólera, do terror, do sofrimento;

2) o esterno-cleidomastdideo situado lateralmente no pescoço, por

baixo do cuticular, é um músculo forte que se prende, inferiormente,

no esterno e na clavícula (esterno-cleido) e, superiormente, na apófise

do temporal (mastóideo), e que movimenta a cabeça, inclinando-o

para o lado do músculo e submetendo-a a um movimento de rotação,

em que o queixo se volta para o lado oposto ao do músculo;

3) os escalenos, músculos profundos do pescoço, situados entre as

primeiras costelas e as apófises transversais das vértebras cervicais,

pertencem ao grupo dos músculos inspiradores, pois, quando se

contraem, elevam as costelas;


[Título do documento]

4) o digástrico, que vai da base do crânio ao osso hióide, e, em

seguida, à parte média do maxilar inferior, tomando, deste modo, a

forma de um arco, com a concavidade para cima, e funcionando

como abaixador do maxilar inferior no ato da mastigação.

Músculos da região posterior do


tronco

Mencionemos apenas os dois que se seguem:

1) o trapézio, superficialmente situado, triangular, estendendo-se

desde o occipital até a parte inferior da coluna dorsal, atrai para a

direção da linha mediana a espádua, ao mesmo tempo que a eleva;


[Título do documento]

2) o grande dorsal, na parte posterior e inferior do tronco, largo e

delgado, de forma triangular, leva o braço, ao contrair-se, para trás,

para baixo e para dentro.

 Saiba mais sobre Músculos do TRONCO, TRAPÉZIO E DORSO

Músculos do Tronco:
Trapézio, Coluna e Dorso
– Anatomia
Os músculos do tronco são fundamentais no dia-a-dia. Sentar na

cama, levantar de uma cadeira, amarrar os cordões dos sapatos são

ações repetidas inúmeras vezes, sem maiores dificuldades. E mais

ainda: o movimento de encostar a ponta dos dedos nos artelhos, sem

dobrar as pernas – exercício físico muito comum -, pode ser

executado, com um pouco de treino, por qualquer pessoa. Daí

pensar-se erroneamente que é mais fácil dobrar a espinha (coluna

vertebral) para diante do que para trás.

Ocorre, porém, que ao amarrar os cordões dos sapatos, a maioria das

pessoas dobra os joelhos. Também o ato de levantar da cama ou da

cadeira é facilitado pela flexão das pernas. E tocar a ponta dos pés

com os dedos, mantendo a perna esticada, exige muito pouca

participação da espinha- Dá-se apenas a rotação da bacia em torno

das cabeças dos fêmures; a coluna vertebral mantém-se

praticamente reta. Por outro lado, o movimento de dobrar a espinha


[Título do documento]

para trás é possibilitado apenas pela grande flexibilidade da porção

lombar da coluna vertebral.

Além disso, os outros segmentos móveis da coluna também se

curvam para trás. E só as vértebras do pescoço permitem amplos

movimentos de flexão para a frente. Mas, embora seja mais fácil

dobrar a coluna para trás, isso só é possível mediante treino seguido,

que promova o desenvolvimento adequado dos músculos que

flexionam a coluna nesse sentido (músculos extensores da coluna) e

que aumente a elasticidade dos ligamentos que unem as vértebras.

Músculos da Coluna Vertebral


Alguns músculos do tronco desempenham papel fundamental na

estática da coluna (esplênio. eretor da espinha) e, portanto, na

manutenção da postura em pé. Num esqueleto montado, em


[Título do documento]

exposição, as vértebras não desmoronam porque são amarradas com

arames, mas no corpo humano isso não acontece, evidentemente.

Há, em verdade, todo um trabalho arquitetônico perfeito: as

vértebras são mantidas em suas posições por numerosos ligamentos

elásticos e fibrosos que se prendem em diversos pontos de cada uma

delas. Músculos pequenos, mas potentes, ligam vértebras vizinhas,

colaboram na sua sustentação e ainda promovem movimentos

localizados da espinha. Os grandes movimentos para a frente, para os

lados e para trás são resultantes da ação conjunta desses músculos.

Os Músculos da coluna vertebral. Inserem-se nas vértebras e nas

costelas, formando, ao longo de toda a espinha, uma resistente

massa muscular que sustenta esse arcabouço ósseo do corpo

humano. Além disso, os movimentos da coluna para a frente, para os

lados e para trás são resultantes da ação conjunta dessas músculos.


[Título do documento]

Músculos do Dorso
Na evolução da espécie, quando o homem assumiu a posição ereta,

vários músculos que serviam para manter os membros superiores

apoiados no chão perderam sua importância. Destituídos de função,

esses músculos emigraram para o dorso e passaram a revestir os

músculos mais profundos das costas. Conservaram-se, porém,

ligados aos movimentos do ombro e do braço.

Trapézio
[Título do documento]

O mais importante deles é o chamado trapézio, denominação

originada da sua forma. Dispõe-se como um capuz de monge e por

esse motivo era conhecido antigamente como músculo cucullaris (do

latim cucuilus, capa). É responsável pelo movimento conhecido

popularmente como “dar de ombros”, em que o trapézio eleva a

omoplata (ou escápula) e, com ela, todo o ombro. O músculo elevador

da escápula também participa desse movimento.

Contudo, a ação mais importante desses e de outros músculos do

mesmo grupo (romboides) é promover a rotação da omoplata para

permitir a elevação dos braços. São também responsáveis pela

descida controlada e gradual dos braços levantados; nessa função

atuam, portanto, como músculos antigravitacionais.

Dorso Maior
Outro importante músculo que emigrou para o dorso é o dorsal

maior, que força a descida do braço contra uma resistência. Quando

esta é muito grande, o músculo promove a elevação do corpo. O


[Título do documento]

dorsal maior atua ainda no movimento de expiração, provocando a

compressão da parte posterior do abdome.

Músculos do tórax
Dos numerosos músculos das paredes torácicas, vejamos estes:

1) o grande peitoral, na região ântero-lateral, situado

superficialmente, é triangular, e, pela função, adutor do braço;

2) o pequeno peitoral, por baixo do precedente, também triangular,

faz descer, quando se contrai, a articulação da espádua;

3) o grande denteado, largo, aplicado sobre á parede lateral do tórax,

ora atua como inspirador, ora solicita para diante a articulação da

espádua.

 Saiba mais sobre Músculos do TÓRAX

Músculos do Torax –
Peitoral – Anatomia
Humana
MÚSCULOS DO TÓRAX – O peitoral maior é o principal responsável

pela aparência robusta de um tórax masculino, devido à saliência que

produz logo adiante das axilas, quando bem desenvolvido. Esse

extenso músculo, que encobre o peitoral menor, promove o

levantamento dos braços para os lados, controla sua descida e é

muito importante na elevação do corpo pelos braços.


[Título do documento]

Abaixo dos dois peitorais (maior e menor) situa-se o

músculo denteado anterior. Seu nome origina-se do aspecto típico

que determina na pele da região lateral do tórax. Quando o braço é

levantado e os músculos são contraídos, aparecem saliências

dispostas como degraus de uma escada, comparáveis aos dentes de

uma serra. Quando as pessoas magras prendem a respiração com o

peito cheio de ar, as elevações do músculo são facilmente percebidas.

As saliências correspondem aos feixes do músculo que recobrem a

superfície externa das nove ou dez primeiras costelas, onde se

prendem. Nas costas, todos os feixes convergem para a omoplata,

que é o outro ponto de inserção do músculo. O denteado anterior é

responsável pela imobilização ou movimentação da omoplata, de

acordo com o tipo de movimento executado pelo ombro.


[Título do documento]

Os músculos torácicos mais profundos são fundamentais na

mecânica respiratória. Inserem-se nas costelas e entram em ação

tanto na inspiração como na expiração. A esse grupo pertencem os

músculos elevadores das costelas; intercostais e outros.

Um músculo muito especial – o diafragma – separa a cavidade

torácica da cavidade abdominal. Seu papel é sobretudo respiratório,

mas sua contração forçada, durante a evacuação, micção e parto,

provoca o aumento da pressão interna do abdome.

 Músculos do abdômen

 Saiba mais sobre MÚSCULOS DO ABDÔMEN

Músculos do Abdômen –
músculos abdominais –
Anatomia
Os músculos do abdômen (músculos abdominais) revestem as

paredes laterais, anterior e posterior do abdome, funcionando como

uma espécie de cinta que contém as vísceras. Por esse motivo,

quanto mais fortes e desenvolvidos são os músculos anteriores e


[Título do documento]

laterais do abdome, menor é a tendência de projeção da barriga para

diante.

O mais importante deles é o músculo reto do abdome, que participa

dos movimentos respiratórios e dos esforços expulsivos, como tosse,

espirros e defecação. O músculo reto, bem como outros músculos do

abdome (transverso e oblíquos externo e interno) não só mantêm as

vísceras em sua posição, no interior da cavidade abdominal, como

também são responsáveis por vários movimentos do tronco.

Outro importante músculo abdominal é o quadrado lomba,, que

marca a linha da cintura. Tem como funções a flexão lateral da coluna

e o abaixamento da última costela, na respiração.

Principais Músculos do Abdômen


Mencionemos seis dos muitos músculos que circunscrevem a

cavidade abdominal:

1) o grande reto do abdômen, ao lado da linha mediana, em forma

de fita, desde a extremidade do esterno até o pube, com interrupções

esbranquiçadas, é músculo abaixador das costelas, e, portanto,

expirador, mas, também, ao endireitar-se, pela contração, comprime

as vísceras abdominais;
[Título do documento]

2) o grande oblíquo do abdômen, largo, superficial, mais ou menos

quadrilátero, na parte ântero-lateral do abdômen, abaixa as costelas

(músculo expirador), inclina o tórax para a frente e comprime os

órgãos abdominais;

3) o pequeno oblíquo do abdômen, por baixo do precedente,

cruzando com as dele as suas fibras, largo, delgado, tem ação mais ou

menos igual à do grande oblíquo;

4) o transverso do abdômen, de direção horizontal, situado por

baixo do músculo anterior, à maneira de uma cinta incompleta atrás,

comprime, pela contração, as vísceras abdominais, que ele aplica de

encontro à coluna vertebral;

5) o diafragma, músculo delgado em forma de cúpula côncava para

baixo, separa a caixa torácica da cavidade abdominal, e, quando se

contrai, abaixa-se, pelo que aumenta a caixa torácica (músculo

inspirador) e, ao mesmo tempo, comprime as vísceras abdominais. O

diafragma separa a cavidade torácica da abdominal e é o mais

Importante músculo da mecânica respiratória. Tem forma de cúpula

e, ao contrair-se, desloca-se pare baixo; dessa maneira, comprime as

vísceras abdominais,ao mesmo tempo em que aumenta a amplitude

do tórax.

6) Músculo quadrado lombar. Insere-se na última costela, nas

vértebras lombares e no osso Ilíaco. Delimita o espaço lateral que

corresponde à cintura. Sua contração provoca a flexão lateral da

coluna. Além disso, tem função auxiliar na respiração, pois abaixa a

última costela na inspiração, facilitando a descida do diafragma.


[Título do documento]

Músculos dos membros


superioreres

Estão neste grupo os músculos da espádua, do braço, do antebraço e

da mão. Vamos mencionar alguns:

1) o deltoide cobre o lado externo da articulação da espádua e, pela

sua ação, é abdutor e elevador do braço;

2) o bíceps, longo e fusiforme, situado na parte anterior do braço, em

que faz, ao contrair-se, notável saliência, é flexor do antebraço sobre

o braço;

3) o tríceps braquial, músculo longo situado na parte posterior do

braço, é extensor do antebraço;


[Título do documento]

4) o grande palmar, na parte anterior do antebraço, insere-se, em

cima, nas vizinhanças da articulação do cotovelo, e, em baixo, por

quatro tendões distintos, nos quatro últimos dedos, que ele flexiona;

6) o extensor comum dos dedos, na parte posterior do antebraço, vai

do epicôndilo aos quatro últimos dedos, dos quais, como o nome

indica, determina a extensão.

 Saiba mais sobre MÚSCULOS DO BRAÇO, ANTEBRAÇO E MÃO

Músculos do Braço,
Antebraço e Mão –
Anatomia Humana
Os Músculos do Braço, Antebraço e Mão humana são numerosos. O

homem é o único animal que possui mãos altamente aperfeiçoadas.

O desenvolvimento desse instrumento de alta precisão foi

diretamente responsável por grande parte das conquistas da

humanidade. As alterações anatômicas resultantes da enorme

capacidade funcional da mão humana foram, por outro lado, obtidas

gradualmente durante a evolução da espécie.

A medula espinhal, um grosso feixe de fibras nervosas encaixado no

interior da espinha, apresenta, no homem, uma nítida dilatação à

altura dos ombros. Essa modificação – pouco evidente nos

quadrúpedes – foi provocada pelo aparecimento de numerosas fibras


[Título do documento]

adicionais, que formam a intrincada rede de nervos dos membros

superiores.

De maneira semelhante, o próprio cérebro modificou-se no homem,

em decorrência das exigências motoras da mão. A área do cérebro

responsável pelo comando consciente de todos os movimentos do

corpo já foi estudada detalhadamente. Verificou-se que a zona

responsável apenas pela movimentação da mão é muito mais extensa

que toda a área que comanda os movimentos da coxa, da perna e do

pé.

Músculos do Braço e Antebraço


[Título do documento]
[Título do documento]

Os quatro principais músculos do braço – porção do membro

superior que vai do ombro ao cotovelo – dispõem-se em dois grandes

grupos: um anterior e um posterior.

O anterior é formado pelos músculos braquial, coracobraquial e

bíceps braquial, que promovem a flexão do antebraço sobre o braço.

O grupo posterior é composto por um único músculo, muito

volumoso, o tríceps braquial, responsável pela extensão do braço e

antebraço. As denominações bíceps e tríceps decorrem da presença

de duas e três massas carnosas (ventres musculares),

respectivamente, em cada um desses músculos.

Os músculos do antebraço – que são bastante numerosos – podem

ser divididos em três grupos: anterior, lateral e posterior. Os

principais músculos da região anterior são o braquiorradial e o

pronador redondo, que também participam da flexão do antebraço

sobre o braço.

Os músculos laterais e posteriores do antebraço exercem mais ou

menos as mesmas funções, isto é, promovem a extensão da mão, a

rotação de sua palma para baixo (pronador quadrado) ou para cima

(supinador longo e supinador curto). Estes dois últimos movimentos

são tecnicamente denominados supinação e pronação.

O bíceps, embora fundamentalmente um flexor do antebraço sobre o

braço, é também o mais potente músculo supinador dos membros

superiores. Todavia, os dois movimentos executados pelo músculo

bíceps são independentes, de modo que é possível ocorrer o bloqueio

de apenas um deles, nos casos em que há paralisia parcial do

músculo.
[Título do documento]

Os músculos do antebraço, além de interferirem nos movimentos

de pronossupinação, exercem ações muito mais complexas ao

movimentar a mão. Sua atividade pode ser percebida ao se apalpar o

antebraço enquanto são feitos movimentos diferentes, como

dedilhar, ordenhar, tentar quebrar uma caixa de fósforos com uma

única mão ou puxar um gatilho.

Apesar da diminuição gradual do volume muscular do braço até os

dedos, a elaboração de movimentos delicados é muito maior nas

porções finais do membro superior. Conseqüentemente, a inervação

motora nessa área é muito mais abundante.

Músculos da Mão
[Título do documento]

Diversos músculos colaboram na tarefa de manter a mão esticada

(músculos extensores da mão). Um deles, o extensor dos dedos, é

responsável pelo esticamento simultâneo dos dedos indicador, médio

e anular. O mínimo, apesar de ser um dedo relativamente menos

importante, apresenta uma característica especial: possui um

músculo extensor exclusivo (músculo extensor do dedo mínimo).

O indicador, além do polegar, é o único dedo que pode ser

amplamente movimentado sem interferir no movimento dos outros

três dedos. Isso é explicado pelo fato de existirem pequenas faixas

fibrosas que unem os tendões exteriores do médio, anular e mínimo.

Por esse motivo, não se consegue esticar completamente esses

dedos, quando um deles é mantido dobrado.

Dobrar os dedos isoladamente implica dificuldades semelhantes. Dois

grupos de músculos (flexores superficiais e profundos) são

encarregados dessa função. O flexor profundo apresenta um tendão

comum para os dedos médio, anular e mínimo, enquanto o

superficial tem tendões isolados.

A pinça Humana
Por volta dos nove meses de idade, a criança começa a apresentar

uma nova característica de importância fundamental. Torna-se capaz

de pegar pequenos objetos com precisão de movimentos, graças à

pinça formada pelos dedos indicador e polegar.

Na evolução infantil, essa aquisição reproduz uma transformação que

se verificou na passagem do estágio de macaco superior para

homem. Os macacos, apesar da semelhança de suas mãos com as


[Título do documento]

humanas, não conseguem opor corretamente o polegar contra o

indicador, no movimento de pinça.

Essa aquisição da espécie humana é a principal responsável pelos

movimentos mais delicados e precisos executados com as mãos. Sua

importância pode ser bem avaliada nos casos de amputação

traumática de dedos, quando o polegar é sacrificado. Como esse

dedo corresponde ao ramo mais móvel da pinça, sua ausência

impossibilita o importante movimento.

A capacidade de oposição do polegar contra os outros dedos

(abdução) é devida a músculos especiais que esse dedo apresenta.

Um dos mais característicos, utilizado no movimento de “contar nos

dedos”, é o chamado músculo oponente do polegar, que possibilita

sua rotação e flexão simultâneas, de modo a permitir que sua

extremidade toque a dos outros dedos. Além desse músculo, mais

sete outros músculos exclusivos do polegar completam os seus

amplos movimentos.

Músculos dos membros inferiores


[Título do documento]

No sistema muscular inferior, compreendem-se sob este título os

músculos da bacia, da coxa, da perna e do pé. Dada a inutilidade de

enumerá-los todos, contentemo-nos com exemplos:

1) os três glúteos (grande, pequeno e médio), na região póstero-

lateral da articulação coxofemoral, são abdutores da coxa e

desempenham, especialmente o grande e o médio glúteo, papel

importante na estação bípede, pois firmam a bacia sobre o fêmur;

2) o quadriceps crural, na parte anterior da coxa, termina, em baixo,

num tendão que vai ter à rótula, e por sua ação, é extensor da perna;

3) os adutores da coxa, em número de três de cada lado, estendem-se

da bacia à linha áspera do fêmur (face posterior deste osso) e, como o

nome indica, aproximam uma coxa da outra;

4) o bíceps crural, na parte posterior da coxa, é flexor da perna;

5) o costureiro, longa fita muscular que cruza diagonalmente a face

interna da coxa, flexiona a perna sobre a coxa e esta sobre a bacia, ao

mesmo tempo que imprime à coxa um movimento de adução e


[Título do documento]

rotação para fora, tudo, afinal, quanto faz o alfaiate ao tomar posição

para costurar à mão;

6) os gêmeos da perna, em número de dois, o externo e o interno,

formam a região da panturrilha, ou barriga da perna, e terminam em

baixo no tendão de Aquiles;

7) o solear por baixo dos precedentes, serve-se, inferiormente, do

mesmo tendão de Aquiles para inserir-se no calcâneo, sendo, como

os gêmeos, extensor do pé, ou ainda, estando o pé sobre o solo,

elevador do corpo.

Músculos da Coxa, Perna


e Pé – Anatomia Humana
Para melhor analisarmos os músculos da perna, dividimos o estudo

em músculos da coxa e músculos da perna abaixo do joelho e pé.

Músculos da Coxa
A musculatura anterior da coxa é quase inteiramente composta

pelo quadríceps. Esse músculo é formado por quatro massas

carnosas (ventres musculares), individualmente conhecidas como

músculos vasto medial, vasto lateral, crural e reto anterior. O

primeiro, que é extensor da perna, corresponde à massa muscular

mais interna da coxa- Origina-se no ângulo posterior do eixo do

fêmur e dirige-se à rótula e ao tendão do músculo reto anterior.


[Título do documento]

O vasto lateral parte de uma protuberância (diálise lateral) do remir e

termina inserindo-se na rótula e no tendão do músculo reto anterior.

É extensor da perna, na altura da articulação do joelho. O músculo

crural nasce da face medial do fêmur e termina também inserindo-se

na rótula e no tendão do músculo reto anterior. É,

fundamentalmente, um extensor da perna. O reto anterior tem duas

porções: a longa inicia-se numa protuberância do íleo; a curta, na

borda da articulação coxofemoral; a inserção inferior das duas

porções dá-se na margem superior da rótula. O reto anterior é


[Título do documento]

extensor da perna, na articulação do joelho.

Na porção posterior da coxa, destacam-se três músculos: o

semigendinoso, o semimembranoso e o bíceps crural.

O primeiro origina-se da superfície interna da protuberância do

ísquio (porção inferodorsal do osso ilíaco). Sua ação inclui o

movimento do fêmur para trás, sua rotação interna, na altura dos

quadris, e a rotação interna da perna, na articulação do joelho.

O músculo semimembranoso origina-se da tuberosidade do ísquio e

da protuberância interna do fémur, estendendo-se até a tíbia, até a

protuberância externa e inferior do fêmur e até a cápsula da

articulação do joelho. Sua ação flete a tíbia na articulação do joelho,

gira-a para dentro, flexiona o fêmur na articulação do quadril e faz

sua rotação interna.

O bíceps crural, como o nome indica, tem duas porções. A curta

origina-se na parte dorsal superior do fêmur e estende-se até a

cabeça do perônio (ou ffbula); promove a flexão do joelho e gira a

perna externamente. A porção longa inicia-se no ísquio e prossegue

até a protuberância externa superior da tíbia; movimenta o fêmur

para trás, com rotação interna, e é também responsável pela flexão

da perna, com rotação externa, na junção do joelho.

Com a perna flexionada, as inserções dos tendões do

semimembranoso e do bíceps são claramente visíveis. A depressão

que se forma entre elas é denominada cavidade poplítea.


[Título do documento]

Músculos – Perna (panturrilha) e



[Título do documento]

A porção anterior da perna correspondente à tíbia não possui

músculos. Por isso, o osso pode ser facilmente percebido sob a pele.

A parte correspondente ao perônio, o outro osso da perna, é

envolvida por poderosa massa muscular.

São todos músculos longos, cuja extremidade inferior se liga aos

ossos do pé. Desses músculos, o mais importante é o tibial anterior.

Iniciase na tíbia, mas passa para o lado oposto da perna, inserindo-se

no primeiro osso cuneiforme do pé e na base do primeiro metatarso.


[Título do documento]

Sua contração flete o pé e eleva a sua face interna. Na face lateral

exterior da perna, junto ao tibial anterior, situa-se o extensor comum

dos dedos. Inicia-se na protuberância externa da

extremidade superior da tíbia e na margem anterior do perônio;

termina numa larga membrana tendinosa, da qual partem um tendão

quese insere na base da segunda falange dos quatro dedos mais

externos e dois tendões que se prendem na base da terceira falange

dos mesmos dedos.

Sua contração flexiona o pé sobre a perna e estende os dedos do

pé. Na porção posterior da perna, destacam-se os músculos

gêmeos, que formam a chamada panturrilha (“barriga da perna”).

Iniciam-se, separadamente, na cavidade poplítea, unindo-se depois e

terminando no chamado ted3a de Aquiles. Os B&mcos provoarn a

flexão da perna, na altura da articulação do joelho, e estendem o

pé, de modo a possibilitar a elevação do corpo na ponta dos pés.


[Título do documento]

Contração Muscular –
Fisiologia e Tipos – Como
Ocorre e O que é?
A Contração Muscular é super importante para a movimentação

humana. No reino animal, os músculos destinam-se a duas funções:


[Título do documento]

movimentos e força. Na contração dos músculos do esqueleto, os

movimentos produzem sempre a aproximação de ossos articulados

entre si, enquanto o relaxamento muscular permite o afastamento

deles. Torna-se evidente que a aproximação só é possível pelo

encurtamento das fibras que formam os músculos, o que é

denominado de contração isotônica.

Já o aumento de tensão ou força muscular é realizado pela contração

isométrica; isto é, o comprimento do músculo não varia. Exemplo

claro de contração isométrica é o do atleta que sustenta no ar um

pesado haltere. Enquanto sustém a barra, seus braços e pernas

acham-se em contração, embora não produzam movimento.

BIOQUÍMICA DA CONTRAÇÃO
MUSCULAR
Entre a movimentação muscular do homem vivo e o rigor mor/is

existe a diferença fundamental de uma molécula de fosfato. Isso

porque o ATP (adenosinatrifosfato) contém três moléculas de

fosfato e muita energia para liberar, tornando possíveis as contrações

musculares. Verdadeira bateria elétrica de duração eremera, o ATP

contém carga energética suficiente para realizar um único

movimento.
[Título do documento]

Quando descarregado, torna-se ADP (adenosinadifosfato), ou seja,

perde uma molécula de fosfato. No rigor mortis, todos os ATPs já

gastaram sua molécula de fosfato e se transformaram em ADPs,

provocando a contração rígida e permanente.

Contudo, sabe-se que os movimentos musculares não dependem, tão

simplesmente, da presença ou ausência de moléculas de fosfato,

embora não se conheça exatamente todo o mecanismo da contração

muscular. A fibra muscular, quando se contrai, pode ser comparada a

uma máquina que realiza determinado trabalho utilizando a energia

de alta voltagem fornecida pelo ATP, molécula que funciona como um

acumulador.

Ao ceder sua carga energética, transforma-se no ADP descarregado,

que necessita de “recondicionamento” sob pena de parar a máquina e

impedir novas contrações. Torna-se necessário, portanto, um

recebimento de fosfato de creatina, substância nitrogenada

proveniente do metabolismo dos aminoácidos.

Da mesma forma que a bateria do automóvel não se recondiciona

apenas com a “carga rápida”, também o “acumulador” ATP requer,


[Título do documento]

logo em seguida, uma “carga lenta”. Esta se processa através da

queima dos hidratos de carbono (açúcar) que, ingeridos com a

alimentação, são absorvidos no intestino e passam para o sangue

como glicose. A glicose não é aproveitada imediatamente como

combustível, sendo armazenada no fígado e nas fibras musculares

em longas cadeias de glicogênio.

Tipos de Contração
Contração isométrica, contração isotônica e contração isocinética.

 A contração isométrica ocorre quando o músculo se contrai,

produzindo força sem mudar seu comprimento.

 A contração isotônica caracteriza-se como uma contração em que

as fibras musculares se encurtam ou alongam

 Na contração isocinética o músculo se contrai e encurta, em

velocidade constante

Recuperação Muscular
Na contração muscular, todo o ATP gasto é imediatamente reposto,

graças à intervenção do fosfato de creatina. Este cede seu fosfato


[Título do documento]

para a molécula de ADP, durante a “carga rápida”, refazendo o ATP.

Depois dessa reação o fosfato de creatina transforma-se em creatina

simples. E para repor o estoque de fosfato de creatina entram em

ação os açúcares. O glicogênio e, a seguir, a glicose, são desmontados

durante a “carga lenta” para que os fosfatos existentes no glicogêhio

sejam imediatamente aproveitados pelas moléculas de creatina.

Nessa desmontagem do glicogênio, dois processos podem ser

observados: quando existe oxigênio suficiente durante a complexa

série de reações em cadeia que compreende a desmontagem, os

produtos finais serão gás carbônico e água; havendo falta de oxigênio

– nos exercícios musculares prolongados, por exemplo -, a

desmontagem não é tão’ completa e apresenta como resultado

apenas a formação de ácido lético.

No primeiro caso, a água é eliminada através da sudorese abundante

dos pulmões, transformando-se em vapor de água. Nos dias frios, o

vapor condensa-se e sai pela boca ou pelo nariz a cada expiração. Já o

gás carbônico é facilmente eliminado pelos pulmões, graças ao ritmo

aumentado dos movimentos respiratórios.

Ácido lático
Com o ácido lático os processos não se apresentam tão simples.

Inicialmente, deposita-se na fibra muscular e determina um aumento

da acidez local, um dos fatores responsáveis pela dificuldade de

recomposição do ATP. Por esse motivo – somado a outros

mecanismos ainda não bem esclarecidos -, o ácido lático determina a

fadiga muscular e a sensação de cansaço, após exercícios físicos

prolongados.
[Título do documento]

No rigor mortis, o ácido lático acumulado em grande quantidade

devido à falta de oxigênio contribui também para a rigidez muscular.

A crescente acidez que ele determina ativa enzimas especiais que

destroem as moléculas de ATP, transformando-as em ADP, ou seja,

em “acumuladores” descarregados.

Articulações – Sistema
Articular | Tipos do Corpo
Humano – Anatomia

As articulações podem ser classificadas de acordo com o grau de

mobilidade que proporcionam à parte do esqueleto onde estão

situadas. Neste artigo apresentamos os principais tipos de

articulações do corpo humano. Você pode ver cada um com mais


[Título do documento]

detalhe em nosso post: AS ARTICULAÇÕES DOS MEMBROS

SUPERIORES E INFERIORES

Tipos de Articulações do Corpo


As do crânio são fixas; pode-se dizer que é só uma sutura que une um

osso a outro. Por isso, essas articulações recebem o nome de

SINARTROSES (do grego syn, junto, unido; arthron, articulação). Nesse

tipo de junção, as duas superfícies ósseas tornam-se quase contínuas,

uma diante da outra; entre elas há apenas uma camada de tecido,

conjuntivo ou cartilaginoso. No caso dos ossos do crânio, esse tecido

é calcificado.

Mas existem articulações que possuem apenas uma relativa

mobilidade, sendo consideradas semimóveis: são as ANFIARTROSES.

O tecido que une os dois ossos é fibrocartilaginoso e constitui a

articulação. Bom exemplo desse tipo de ligação é a que existe entre

os dois ossos púbis – a chamada sínfise pubiana -, de particular

importância no esqueleto feminino. A gestação provoca a secreção de

um hormônio (relaxina) que determina a diminuição da consistência

do tecido fibroso, que então se relaxa.

Os ossos da bacia Ficam mais móveis, e é por isso que a gestante

apresenta um certo desequilíbrio na locomoção e maior facilidade

para quedas. O relaxamento da articulação pubiana, que separa um

pouco os dois os-505 púbis, é participante essencial do trabalho de

parto: graças a ele, alarga-se a fenda para a passagem do feto.

O terceiro tipo de articulações inclui as mais complexas, que são as

MÓVEIS, tecnicamente denominadas DIARTROSES. Para se ter


[Título do documento]

exemplos dos movimentos que essas articulações permitem, basta

pensar nos que são executados pelos membros superiores e

inferiores: andar, agachar, sentar, manipular e carregar objetos. Sem

as articulações dos joelhos, cotovelos, pés, mãos e dedos, nenhum

desses movimentos seria possível. Uma das características das

articulações móveis é a presença de uma cavidade, entre as duas

extremidades ósseas, que concorre para que uma deslize livremente

sobre a outra.

ELEMENTOS ARTICULARES
A articulação não é apenas o ponto de união; é um conjunto de

elementos, anatomicamente bem definidos. Esses elementos variam

conforme a função que exercem. Quando a função da junta é dar

grande mobilidade a uma parte do esqueleto, como é o caso das

articulações dos membros, a peça atinge maior grau de diferenciação.

De modo geral, devem existir três elementos básicos na construção

de uma articulação: superfície ósseas, partes moles interósseas e

partes moles periféricas. Nas articulações móveis, que são mais

complexas, as extremidades articulares dos ossos são amplas e

revestidas por uma camada de tecido cartilaginoso.

As superfícies ósseas que constituem as margens da articulação

variam muito quanto à forma. Em geral, existe correspondência entre

uma das bordas e a outra, a fim de facilitar o “encaixe”. Quando uma

superfície articular é côncava, a superfície oposta tem a forma

convexa correspondente, e assim por diante. Existem superficies


[Título do documento]

articulares em forma esférica, elíptica, cilíndrica, plana, côncava e

convexa.

A forma das extremidades ósseas é fundamental para determinar os

diferentes tipos de movimento. Quando a extremidade tem forma

cilíndrica ou semelhante a uma roldana, permite apenas movimentos

em ângulo. É o caso das articulações que existem no cotovelo.

Os movimentos podem ser mais amplos quando as duas

extremidades que se juntam têm forma de meia-lua, como na

articulação da coxa com o quadril. Um exemplo de movimentação

com duas superfícies articulares planas pode ser encontrado no pé,

no ponto onde os ossos cuneiformes se ligam ao metatarso,

realizando movimentos bem mais limitados.

Entre as duas superfícies existe a cartilagem articular, que é um

tecido esbranquiçado, sólido mas flexível. A relativa elasticidade

desse tecido permite que ele se estire sem se romper, voltando ao

estado anterior quando cessam as pressões.

Esse revestimento, por sua vez, também varia de acordo com o tipo

de articulação e as funções que cada uma deve cumprir. As

superfícies articulares que sofrem maiores pressões, por exemplo,

possuem tecido cartilaginoso mais espesso. Assim é que, devido à

posição ereta do homem, os membros inferiores têm cartilagens

articulares muito mais grossas que os membros superiores.

As duas superfícies ósseas de uma articulação ligam-se uma à outra

por estruturas especiais. Estas são elementos fibrosos constituídos

pela cápsula articular, verdadeira bolsa que recobre as superfícies


[Título do documento]

articulares. O rompimento dessas estruturas pode ocasionar a

alteração definitiva das funções da articulação.

LUBRIFICAÇÃO E DESLIZAMENTO
A cápsula articular é revestida por uma membrana conjuntiva, com

funções bem definidas. É a membrana sinovial, ou sinóvia, que recebe

esse nome porque fabrica um líquido viscoso e transparente,

semelhante à clara de ovo (do grego syn, união; ovum, ovo).


[Título do documento]

Continuamente depositado sobre as superfícies ósseas, a fim de

facilitar o deslizamento sobre elas, esse líquido é muito importante

para colocar em ação os mecanismos do esqueleto. O líquido sinovial

contribui, portanto, para a mobilidade das articulações móveis (as

fixas não contêm esse lubrificante, pois não executam qualquer

movimento).

A membrana sinovial é um tecido conjuntivo que possui vasos

sanguíneos, linfáticos e nervos. E graças à constante presença do

líquido sinovial, sua superfície interna é geralmente lisa e viscosa.

Com o movimento, os vasos linfáticos e sanguíneos absorvem mais

líquido, enquanto o repouso das articulações faz diminuir essa

absorção.

O tecido cartilaginoso das articulações é alimentado pela difusão das

substâncias nutritivas do liquido sinovial. Tanto que, se um fragmento

de cartilagem ficar solto dentro do líquido sinovial, não só se manterá

íntegro, como até poderá crescer além das proporções normais.

Articulações: Da Mão,
Ombro e Cotovelo ao
Quadril, Joelho e Pé
O menisco é um reforço de tecido fibroso que existe em várias juntas,

sendo especialmente forte no joelho. Exposto a atritos, compressões

e tensões constantes e contínuas, pode ser lesado; nesse caso,


[Título do documento]

precisa ser extraído. A cirurgia, muito simples, permite que a

articulação logo se refaça e normalize. No entanto, poderá surgir um

problema definitivo quando os ligamentos do joelho estiverem

rompidos. Estes, ao contrário do menisco, não podem ser reparados

e originam lesão definitiva.

Nos membros humanos, a maior parte das articulações

favorece amplos movimentos: pertencem à categoria das diartroses

(articulações móveis). Graças a elas, o homem pôde, ao assumir a

posição ereta, manipular objetos e executar movimentos variados.

Membros Superiores:
1 . Cada costela liga-se ao  esterno por meio de  cartilagens. Esse tipo  de

articulação, no entanto,  quase não propicia  movimentos. No caso

da  primeira costela,  a movimentação é nula,  configurando a sinartrose.

2. Os ossos do crânio são  ligados entre si por  articulações fixas,

chamadas  suturas. Em (A), exemplo de  sutura denteada; em

(B),  exemplos de sutura  escamosa e harmônica.


[Título do documento]

3. Existem articulações  que possuem apenas uma  relativa

mobilidade,  sendo, por isso,  consideradas semimóveis.  São

chamadas  anfiartroses e  constituem-se de tecido  fibrocartilaginoso.  A

sínfise pubiana é um  exemplo típico desse tipo de articulação:  durante a

gravidez,  ocorre a secreção de um  hormônio chamado  relaxina; essa

substância determina a  diminuição da  consistência do tecido  fibroso,

que então  pode se relaxar.


[Título do documento]

Cotovelo
[Título do documento]

Articulações do Ombro
[Título do documento]

Os movimentos amplos, executados pelos membros superiores, são

comandados e orientados a partir do próprio tronco, ao qual se ligam

através do ombro. Músculos especiais colaboram na movimentação e

ajudam a manter a estabilidade dos grupos articulares pelos quais

são responsáveis.

A clavícula une-se à omoplata e ao esterno, na articulação do ombro,

e torna possíveis todos os movimentos típicos das diartroses: a

clavícula sobe, abaixa, avança, retrocede e ainda faz movimentos de

circundação.
[Título do documento]

Outra articulação liga o úmero – osso do braço – ao ombro

propriamente dito; é uma das articulações mais móveis e permite

todos os movimentos típicos de modificação da posição do membro

superior em relação à linha do tronco. Os movimentos feitos na raiz

do membro são muito importantes para dar à mão toda a liberdade

necessária para executar suas funções de preensão.

Com esse mesmo objetivo de oferecer grande amplitude de

movimentos, entra em ação um terceiro grupo articular: o do

cotovelo, que liga o braço ao antebraço. Nesse grupo há articulações

de dois tipos, que permitem dobrar o braço, no movimento de flexão

e extensão, e que ainda são responsáveis pela rotação, que torna

possível virar a palma da mão para dentro ou para fora. Para dobrar o

braço, os dois ossos do antebraço movem-se como um só, no mesmo

eixo.

Isso pontue o rádio é unido ao cúbito, por articulações, nas duas

extremidades: junto ao cotovelo e junto ao pulso. Um quinto grupo

de articulações une a mão ao antebraço: é o pulso, tecnicamente

denominado articulação radio carpina. Efetua os movimentos típicos

das diartroses e dá à mão toda a flexibilidade indispensável para

executar suas funções.

Membros Inferiores:
Articulação do Quadril / fêmur
[Título do documento]

O fêmur é ligado à bacia por uma articulação, na qual as duas

extremidades são segmentos de esfera que combinam perfeitamente.

Essa característica é responsável pela mobilidade da coxa.  Em (A), está

representada a cabeça do fêmur, recoberta pela cartilagem articular. Em

(B), o revestimento interno da articulação, a cartilagem articular e o

ligamento da cabeça do fêmur. Em (C), uma secção frontal da articulação

mostra as várias formações que participam de sua constituição.


[Título do documento]

Articulação do Joelho
[Título do documento]
[Título do documento]

Articulações do Pé

O homem mantém-se em pé, senta, levanta, corre etc. Para tudo isso,

serve-se continuamente dos grupos de articulações dos membros

inferiores.

A parte superior dos membros inferiores liga-se aos ossos da bacia

(sacro e ilíacos) e é um dos pontos básicos para o homem poder ficar

em pé. O fêmur – osso da coxa – articula-se com o osso ilíaco numa

junta móvel que permite que a coxa se estenda, se aproxime e se

afaste da linha do tronco e, ainda, que o corpo gire em torno das

pernas. A cabeça do fémur funciona como um globo que gira em

tomo de um eixo, que, no caso, é representado pelo próprio corpo do

osso.

Ao longo da evolução do homem, a posição ereta levou a um enorme

desenvolvimento da tíbia, único osso da perna que se articula com o

fêmur e que praticamente sustenta o corpo.


[Título do documento]

O perônio, parceiro da tíbia no esqueleto da perna, é menos

desenvolvido. Nos outros animais, os dois ossos se articulam juntos

com a coxa, com igual valor.

Nos vertebrados de grande porte, como o cavalo e o elefante, o

perônio, ao longo da evolução, desapareceu completamente: fundiu-

se com a tíbia para formar um só osso. No homem, a tíbia é unida ao

perônio nas duas extremidades e os movimentos que executa são

bem reduzidos. Nos membros inferiores há ainda um último grupo

articular, que liga a perna ao pé, ao qual confere mobilidade.

Sistema Endócrino
Humano – Glândulas
Endocrinas

Sistema endócrino é um conjunto de glândulas que possuem como

ação a produção dos hormônios.


[Título do documento]

Abaixo analisamos as principais glândulas do corpo humano,

começando pela Tiroide.

Tiroide

A tiroide, elemento mais importante do sistema endócrino, está

situada na parte superior e anterior do pescoço, aos lados da

traqueia, vizinha da cartilagem tiroide. Consiste em dois lobos ovais

ligados entre si por um istmo, ficando o órgão com a aparência de um

H. A largura da tiroide é de 6 a 7 centímetros; a altura, de 3

centímetros, sendo o seu volume, em conjunto, um pouco maior na

mulher que no homem.

Envolvida por uma cápsula conjuntiva, a tiroide está constituída pela

reunião de pequeninas vesículas, atapetadas por uma camada de

células epiteliais prismáticas. O conteúdo de cada vesícula é uma

substância amorfa, amarelada, mole e transparente, a substância

coloide, que encerra o hormônio da glândula, a tiroidina,

particularmente rica em iodo.

Hipotiroidismo
Observa-se o hipotiroidismo na espécie humana em diversas

circunstâncias: por insuficiência congênita da tiroide, por extirpação


[Título do documento]

acidental ou operatória da glândula, por crescimento tumoral (bócio),

com prejuízo do seu tecido secretor, por lesão infectuosa

(tuberculose, sífilis da tiroide). Uma das consequências do

hipotiroidismo é o mixedema.

Progressiva diminuição da capacidade mental: a palavra se torna

demorada e incolor; a fisionomia exprime apatia, estupidez. Ao

mesmo tempo, a pele toma uma consistência gelatinosa, pastosa ou

mucosa, sem infiltrar-se de água (mixedema). Caem os cabelos, o

pulso é lento, a temperatura baixa.

Se se praticar, então, a determinação do metabolismo basal do

paciente, encontra-se resultado muito inferior ao normal, revelando

que as oxidações do organismo se reduziram.

Se a atrofia da tiroide ocorre na infância, o crescimento do esqueleto

se suspende, podendo os ossos longos aumentar de grossura, mas

não de comprimento. Opera-se precocemente a soldadura dos ossos

do crânio, estaciona o desenvolvimento mental. Podem viver muito

anos, mas a inteligência se conserva em nível infantil.

Hipertiroidismo
O hipertiroidismo, ou atividade excessiva da glândula tiroide, ocorre

na doença de Basedow, cujos sintomas capitais são: o bócio

(hipertrofia verdadeira da glândula), a saliência dos globos oculares

(exoftalmia), a aceleração do ritmo cardíaco (taquicardia) e o tremor.

O metabolis-mo basal aumenta de intensidade; o peso diminui,

revelando-se com isso o incremento das oxidações. A extirpação de

parte da glândula produz a atenuação do mal.


[Título do documento]

Os casos leves de hipertiroidismo encontram-se com freqüência.

Neles se enquadram os indivíduos de “constituição emotiva”, com

exagero de reflexos, vivacidade de reação vasomotora (rubor e

palidez sucedendo-se rapidamente), suores frios, tremor das mãos e

dos lábios, arroubos emotivos freqüentes. Para certos autores, a

tiroide é a “glândula da emoção”.

Paratiroides

As paratiroides são quatro (ou mais) pequeninas glândulas

endócrinas, duas de cada lado da tiroide, com a qual muitas vezes se

fundem. Cabe ao respectiva hormônio regular a concentração do

cálcio no sangue. Sendo a secreção insuficiente, o cálcio diminui, e

desde logo aparece, como fenômeno capital, a tetania, manifestada

por contrações fibrilares dos músculos, tremor geral e espasmos.

O excesso do hormônio paratiroidiano (injetado


experimentalmente em animais) aumenta o cálcio do sangue e, se
muito grande, determina várias perturbações, como debilidade,
vômito, etc., podendo acarretar a morte.

Cápsulas suprarrenais
[Título do documento]

Em número de duas, uma à direita e outra à esquerda, as cápsulas


suprarrenais se encontram na cavidade abdominal, sobre os rins,
com os quais mantêm apenas relações de vizinhança, sem nenhuma
dependência funcional. Cada glândula, de 3 centímetros de altura e 2
e meio de largura, pesa de 5 a 6 gramas. São amarelas; sua forma
tem sido comparada à de uma volumosa vírgula deitada.

Estão envolvidas por uma membrana conjuntiva, e o seu tecido se


divide em duas partes: 1) uma porção periférica, ou substância
cortical, amarela, representando cerca de dois terços do órgão; 2)
uma porção central, a substância medular, muito menor.

Em várias regiões do organismo, no próprio abdômen, se encontram


com frequência suprarrenais acessórias, de dimensões pequenas. No
animal, a ablação de ambas as glândulas produz fatalmente a morte,
em poucos dias.

A destruição das duas medulas, conservada, porém, uma boa parte


da zona cortical, é compatível com a vida, e parece mesmo não
influenciar as funções do animal. O córtex, pois, é essencial à vida, ao
passo que a medula aparentemente não é.

Hipófise
[Título do documento]

A Hipófise, também conhecida como glândula pituitária, é uma


pequena glândula do tamanho de um feijão controlada
pelo controlada hipotálamo, responsável pela secreção dos
hormônios do corpo. Esta pequena glândula também é conhecida
como “glândula mestra”, pois secreta hormônios que controlam o
funcionamento de outras glândulas.

 Saiba mais sobre a Hipófise

Glândulas sexuais
As glândulas sexuais — ovário e testículo — além de fabricarem as
células reprodutoras respectivas, ainda segregam hormônios de
grande importância. Privados delas desde novos, os animais não se
desenvolvem normalmente, pois não aparecem os atributos
morfológicos e funcionais secundários, próprios de cada sexo. Aves
ou mamíferos, nesse caso, dão um tipo neutro, que, para aquelas, se
aproxima do tipo masculino, e, para estes, se assemelha ao tipo
feminino.

Os efeitos da ablação não se manifestam quando, antes dela, o


animal recebe, em qualquer região do corpo, enxerto de glândula
idêntica à que se lhe vai tirar.

No homem, observam-se resultados análogos: a característica


distribuição de pelos cutâneos não se dá; a barba não vem; a laringe
[Título do documento]

não aumenta na puberdade, permanecendo a voz com tonalidade


infantil.Demais, os membros inferiores crescem em excesso, a
atividade mental se mostra preguiçosa. Quanto ao sexo feminino, as
observações a respeito são menos precisas.

O hormônio masculino provém das células intersticiais (ou células de


Leydig), distribuídas por grupos isolados no interior da glândula.

O hormônio feminino é produzido pelos elementos epiteliais que


constituem o córtex do ovário.

Pâncreas

Encontram-se, disseminados no tecido pancreático, pequeninos


corpúsculos arredondados ou ovalares, as ilhotas de Langerhans, de
100 a 200 mícrons de diâmetro, e representando, em conjunto, cerca
da centésima parte da massa total do órgão.

As ilhotas de Langerhans são glândulas de secreção interna e


fabricam um hormônio denominado insulina.
[Título do documento]

Os trabalhos experimentais e a observação clínica mostram que a


insulina, no sangue, determina acréscimo na oxidação do açúcar, e ao
mesmo tempo facilita a síntese deste em glicogênio.

Quando a secreção escasseia, ou desaparece, uma doença grave se


manifesta, a diabete, em que o açúcar se acumula no sangue e é
eliminado pela urina.

Pâncreas e o suco
pancreático – Funções da
Glândula
O pâncreas é glândula anexa ao duodeno. Volumoso e alongado,
está ele profundamente situado na cavidade abdominal, atrás do
estômago, tendo à esquerda o baço, à direita a concavidade
duodenal. Sua posição é mais ou menos horizontal; seu peso regula
70 gramas. Ao abrir-se um cadáver, quase nunca se pode observar
bem o pâncreas, porque ele a si próprio se digere logo após a morte.

É de costume considerar na glândula pancreática três partes: a


extremidade direita, ou cabeça, encaixada na curva duodenal; o
corpo; e a cauda, ou extremidade esquerda, mais ou menos afilada,
vizinha do baço.
[Título do documento]

Estrutura do Pâncreas
O pâncreas, como glândula que é, consta essencialmente de células
epiteliais. Podemos dividir as células pancreáticas em dois grupos: as
que formam ácinos pancreáticos, e as ilhotas de Langerhans.

1) Os ÁCINOS são grupos de células destinadas a fabricar o suco


pancreático. Cada ácino tem um canal excretar; os canais excretares
dos diferentes ácinos, reunindo-se entre si, formam tubos cada vez
mais calibrosos, que terminam desembocando em dois condutos: o
canal de Wirsung, que percorre o pâncreas em todo o comprimento, e
desemboca na empola de Vater no duodeno, 8 a 10 centímetros após
o piloro, juntamente com o colédoco, do fígado; e o canal acessório,
muito menor, indo do próprio canal de Wirsung ao duodeno, no
ponto correspondente à carúncula maior.

Ao canal de Wirsung cabe a missão de verter no intestino o suco


pancreático. O canal acessório, como o nome indica, só
excepcionalmente desempenha essa função.
[Título do documento]

2) As ILHOTAS DE LANGERHANS são corpúsculos arredondados ou


()vaiares, disseminados sem ordem entre os ácinos. Representam
tecido glandular, e, de fato, fabricam uma substância de grande
importância, a insulina. Mas, não possuindo canais excretores, as
ilhotas de Langerhans são forçadas a despejar o seu produto
diretamente no sangue.

O pâncreas, como se vê, é ao mesmo tempo glândula de secreção


externa ou exócrina, pelos seus ácinos, e glândula de secreção
interna ou endócrina, pelas ilhotas de Langerhans.
[Título do documento]

Anatomia e Estrutura do Pâncreas


Visto de frente, o pâncreas lembra uma grossa espiga de milho, com
sua superfície lobulada. Disposto horizontalmente por trás do
estômago, estende-se do duodeno até o baço, ao qual se liga por uma
dobra de tecido eritoneal. Mede cerca de l0 a 15 centímetros e pesa,
no adulto, 60 gramas, em média.

A parte mais volumosa do pâncreas – extremidade próxima ao


estômago – é chamada cabeça; a outra extremidade, cauda; a porção
intermediária, corpo. O pâncreas tem cor amarelada e levemente
rosada. A cápsula que o envolve é tão fina que mal se faz notar nos
exames anatômicos do órgão.

Também os lobos e suas subdivisões – os lóbulos – são separados por


septos muito delgados, que contribuem muito pouco para a
sustentação interna. A leveza do órgão dispensa reforço.

Embora as duas funções do pâncreas sejam bem definidas, a divisão


de trabalho de suas diferentes células não obedece a qualquer
esquema topográfico rígido. As células que secretam insulina estão
dispostas de maneira irregular, em grumos, na massa de tecidos de
onde provém o suco pancreático.

Esses grumos cercados de massa de tecidos por todos os lados foram


apropriadamente batizados de ilhotas por seu descobridor. Daí o
nome que conservam até hoje: ilhotas de Langerhans.

Envolvidas em novelos de vasos capilares, as ilhotas de Langerhans


despejam diretamente no sangue o produto de sua secreção, que
passa pelas paredes permeáveis dos vasos.

Suco pancreático e o canal de


Wirsung
O suco pancreático é produzido por outro tipo de células, que se
agrupam em câmaras de vários tamanhos no interior do órgão. Essas
câmaras ligam-se ao exterior por um sistema de canais.
[Título do documento]

O principal desses canais é o de Wirsung. reforçado externamente


por paredes de tecido conjuntivo. Em geral, o pâncreas apresenta
também um dueto acessório – o chamado canal de Santorini -, que
complementa a função drenadora do canal de Wirsung. Esses dois
canais vão desaguar no mesmo local em que desemboca a bile. Dali,
as duas secreções (suco pancreático e bile) passam para o duodeno.

Do canal de Wirsung, dentro do pâncreas, saem ramos laterais mais


delgados, que se dispõem como uma espinha de peixe. E, desses
ramos, partem canais ainda mais finos, chamados canais
interlobulares, porque passam entre os lóbulos.

Por sua vez, os canais interlobulares ramificam-se em duetos ainda


mais estreitos, os canais intercalados. Estes, finalmente, acabam
formando câmaras microscópicas – os ácinos pancreáticos -,
revestidas internamente pelas células secretoras do suco pancreático.

A secreção do suco pancreático obedece a um mecanismo muito


parecido com o da bile.

Quando a massa de alimentos já parcialmente transformada (quimo)


chega ao duodeno, certas células do intestino começam a secretar
hormônios. As substâncias gordurosas provocam a secreção de
colescistoquinina, hormônio que passa para a corrente sanguínea e,
ao chegar ao fígado, estimula a secreção de bile.

Processo semelhante ocorre com relação ao pâncreas. Substâncias


ácidas provocam no duodeno (e também no jejuno) a secreção de um
hormônio chamado secretina, que também vai estimular a produção
de suco pancreático, quando chegar aos ácinos do pâncreas através
da corrente sanguínea.

Quando o suco pancreático exerce sua atividade alcalina no duodeno,


a ação dos ácidos é neutralizada. Diminui, então, a secreção de
secretina e desaparecem os estímulos de produção do suco
pancreático.

Quando uma substância como a caseína (proteína encontrada


especialmente no leite e que constitui o principal componente do
queijo) chega ao duodeno, começa a ocorrer no intestino a secreção
[Título do documento]

de pancreozimina, também estimulante do suco pancreático. Isso


porque a caseína não é solúvel em água, mas sim em meio alcalino,
como o que é proporcionado pelo suco pancreático.

Os ácinos pancreáticos obedecem, ainda, a estímulos nervosos,


originados de ramificações do nervo vago.

Sistema Circulatório
Humano – Anatomia do
Aparelho Cardiovascular

O Sistema Circulatório (cardiovascular)  humano possui como


composição central o sangue. O sistema cardiovascular consiste no
[Título do documento]

sangue, no Coração e nos Vasos Sanguíneos. Ao sangue, líquido que


circula em nossas artérias e veias cabe nada menos de quatro
funções:

1) recolher, nos alvéolos pulmonares e nas vilosidades intestinais, o


oxigênio e demais alimentos de que necessitamos, e distribuí-los às
células;

2) receber, destas mesmas células, as substâncias de desassimilação


por elas expelidas, e levá-las a órgãos especiais (pulmão, rins, etc.),
que se encarregam de eliminá-las;

3) estabelecer relações entre as várias partes do organismo,


distribuindo por elas os produtos das glândulas de secreção interna;

4) auxiliar o equilíbrio da temperatura, e do conteúdo em água, no


organismo;

5) contribuir para a defesa deste último.

O sangue apresenta-se como um líquido vermelho, variando de


tonalidade segundo o vaso de que provém; escuro, se de veia,
vermelho vivo, se de artéria, dependendo, a diferença, do grau de
oxigenação. Viscoso, um pouco mais denso que a água (1,060).

A quantidade total do sangue, aliás variável por múltiplas


circunstâncias, regula, segundo Bischoff, que a mediu em dois
criminosos guilhotinados, 1/13 do peso do indivíduo: 5 litros,
portanto, para quem pese 65 quilos. Os órgãos que mais sangue têm,
além do coração e dos grandes vasos, são o fígado, os músculos e os
pulmões.

Estrutura do sangue
[Título do documento]

O sangue, base de todo o Sistema Circulatório, é composto de uma


parte liquida, o plasma, tendo em suspensão inúmeros corpúsculos
microscópicos, os glóbulos sanguíneos, de que há três espécies: os
glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas. Existem
ainda no sangue, dissolvidos ou combinados, três gases, o oxigênio, o
azoto e o anidrido carbônico.

pH do sangue
Ao londo do Sistema Circulatório, o pH do sangue oscila entre 7,35 e
7,45, — indicando, portanto, reação levemente alcalina, a qual é
praticamente constante. De que modo se conserva constante o pH do
sangue, apesar da incessante produção de ácidos pelo organismo, e
da ingestão cotidiana de alimentos tais como o ovo, a carne, o peixe,
que aumentam a acidez ?

Mantém-se essa constância graças à existência, no organismo, da


chamada “reserva alcalina”, constituída por grande quantidade de
compostos (bicarbonatos, fosfatos), que são prontamente
mobilizados sempre que a acidez tende a predominar. Colabora
também para o mesmo fim a função excretora exercida pelos rins,
pulmões e pele.

Glóbulos vermelhos
[Título do documento]

Os glóbulos vermelhos, hemácias ou eritrócitos, são os mais


numerosos do sangue, pois existem na proporção de 5 milhões por
milímetro cúbico de líquido. Na mulher esse número é de 4 milhões e
500 mil, ao passo que alcança no recém-nascido 5 milhões e 600 mil.

Têm os glóbulos vermelhos a forma de pequeninos discos, escavados


no centro. São perfeitamente elásticos, podendo de-formar-se
transitoriamente, para passar nos mais finos capilares. Medem, no
sangue circulante, pouco mais de 8 mícrons de diâmetro, e, quando
fixados nas preparações, 7 mícrons.

A superfície total das hemácias de um homem de 70 quilos é avaliada


em cerca de 3.000 metros quadrados, ou 1.500 vezes mais que a
superfície do próprio corpo. Extensão assim tão grande facilita o
intercâmbio gasoso entre os glóbulos e o plasma.

Abaixo apresentamos as divisões teóricas do Sistema Circulatório:


Pequena e Grande Circulação.

Pequena circulação
Por comodidade didática do estudo do Sistema Circulatório, é
costume considerar-se uma grande e uma pequena circulação
sanguínea.
[Título do documento]

A pequena circulação, entre o coração e os pulmões, tem por fim


arterializar. o sangue. Inicia-se no ventrículo direito, de onde sai
sangue venoso, pela artéria pulmonar; a artéria pulmonar logo se
bifurca, mandando um ramo para cada pulmão, onde se dá a
capilarização dos vasos.

Os capilares, depois de se haverem espalhado pelos pulmões, em


contacto íntimo com as paredes alveolares, se reúnem aos poucos,
formam vasos cada vez maiores, e terminam por quatro veias
pulmonares, que vão desembocar na aurícula esquerda.

O sangue que foi do ventrículo direito para os pulmões era venoso;


o que veio dos pulmões para a aurícula esquerda é arterial.

Grande circulação

A grande circulação sanguínea tem por fim levar sangue arterial aos
vários órgãos, e, depois, recolher o sangue venoso ao coração.
Começa no ventrículo esquerdo, cujo sangue sai pela artéria aorta,
distribui-se em todo o corpo, órgão por órgão, por meio dos
inúmeros ramos do tronco aórtico.

Depois de haver banhado os tecidos, regressa o sangue ao coração,


pelas veias que desembocam na aurícula direita. Se, agora,
considerarmos como ponto de partida os pulmões, podemos dizer
[Título do documento]

que desses órgãos sai sangue arterializado, o qual se distribui pelos


tecidos; e que dos tecidos o sangue, agora venoso, volta aos pulmões.

Vasos da grande circulação


A grande circulação sanguínea começa no ventrículo esquerdo, pela
artéria aorta, cujos ramos se distribuem por todo o organismo. A
artéria aorta tem, a princípio, trajeto ascendente; descreve, depois,
uma curva chamada crossa da aorta, torna-se descendente, passa por
detrás do coração, ao longo do esôfago; percorre, de cima para baixo,
a cavidade torácica, atravessa o diafragma.  Saiba mais sobre a
PEQUENA E GRANDE CIRCULAÇÃO

Pequena e Grande
Circulação Sanguínea –
Veias e Artérias do Corpo
A passagem ininterrupta de um líquido num circuito tubular
fechado exige a presença de uma bomba em algum ponto desse
circuito.
No caso da circulação do sangue, há dois circuitos diferentes:
o pulmonar e o sistêmico. A pequena circulação se estabelece entre
o coração e os pulmões. A grande circulação liga o coração às
demais partes do organismo.

Para o funcionamento simultâneo dos dois circuitos são


necessárias duas bombas. O coração é uma bomba dupla: sua
metade direita encarrega-se da circulação do sangue no circuito
pulmonar; a metade esquerda, na grande circulação.

Assim, o sangue venoso, isto é, que já alimentou todos os tecidos do


organismo e já lhes forneceu oxigênio, chega ao coração pelas duas
veias cavas (superior e inferior). Entra pelo átrio direito do coração e,
quase imediatamente, passa para o ventrículo direito. Este
encarrega-se de encaminhá-lo aos pulmões, onde o sangue sofre uma
depuração: perde o gás carbônico resultante das queimas celulares
[Título do documento]

nos vários tecidos do corpo e ganha novo suprimento de oxigênio


para redistribuir ao organismo.

VEIAS E ARTÉRIAS
O vaso que conduz o sangue do ventrículo direito até os pulmões,
para que seja oxigenado, é a artéria pulmonar. Apesar de conduzir
sangue venoso, esse vaso é denominado artéria, ao invés de veia.
Mas isso é explicável. Por definição, as artérias levam o sangue do
coração para os órgãos, isto é, têm sentido centro-periferia.

Após circular pelo pulmão e ser transformado de venoso em


arterial, o sangue retorna ao coração pelas veias pulmonares.
Como no caso das artérias pulmonares, esses vasos são
denominados veias, apesar de levarem sangue arterial. A direção
periferia-centro é responsável por seu nome.

As veias pulmonares desembocam no átrio esquerdo; deste, o sangue


passa para o ventrículo esquerdo, de onde é distribuído a todo o
organismo. Deve ser ressaltado que o sangue conduzido aos pulmões
pela artéria pulmonar não se destina à nutrição desses órgãos – que é
feita pelas artérias brônquicas -, mas tão-somente à oxigenação em
seu interior.
[Título do documento]

IRRIGAÇÃO E DRENAGEM
Na saída do ventrículo esquerdo origina-se a aorta, artéria de maior
calibre do organismo, da qual derivam, direta ou indiretamente, todas
as artérias da grande circulação. Seus primeiros ramos – as
coronárias – se destinam à nutrição dos tecidos do próprio coração.
Em seguida, a aorta descreve uma curva semelhante a um enorme
ponto de interrogação (crossa da aorta), de onde se origina o tronco
braquiocefálico -(artéria anônima).

Este se subdivide em carótida comum direita e subclávia direita.


Sucessivamente, a aorta dá origem à carótida comum esquerda e
subclávia esquerda. As subclávias irrigam os membros superiores. As
carótidas encarregam-se de praticamente toda a irrigação da cabeça.
O sangue venoso da cabeça, pescoço, membros superiores e tórax é
coletado pela veia cava superior, que desemboca no átrio direito do
coração.

Após atravessar o diafragma, a aorta passa a chamar-se


abdominal, lançando ramos para todos os órgãos do abdome e para
os membros inferiores. De modo geral, estes tomam o nome das
estruturas que irrigam: artéria renal, artéria hepática, artéria
ovariana, artéria glútea, artéria retal, e assim por diante.
[Título do documento]

O sangue que retorna das pernas e da cavidade abdominal é coletado


pela veia cava inferior, que resulta da fusão das duas veias ilíacas
comuns, na altura da quarta vértebra lombar. A veia cava inferior
sobe à direita da aorta abdominal, passa através do diafragma e
desemboca no átrio direito do coração.

Principais veias do sistema


circulatório

Citemos apenas os principais troncos.

Veia cava superior


A veia cava superior recolhe à aurícula direita o sangue que alimentou
a cabeça e os membros superiores. É formada pela confluência dos
dois troncos venosos brdquio-cefálicos, o direito e o esquerdo. Cada
tronco venoso braquio-cefálico é formado de duas veias:

1. a subclávia, que recolhe o sangue do membro superior;


2. a jugular interna, portadora do sangue da cabeça.

Veia cava inferior


[Título do documento]

A veia cava inferior recolhe ao coração o sangue proveniente dos


membros inferiores e do tronco. Origina-se da confluência das duas
ilíacas primitivas. Cada ilíaca primitiva, por sua vez, é formada
pela veia ilíaca interna ou hipogástrica (vinda da bacia) e pela veia ilíaca
externa  (proveniente do membro inferior).

No seu trajeto ascendente, a veia cava inferior, que percorre a


cavidade abdominal e a torácica, vai recebendo muitos
afluentes, tendo como os principais as veias as veias renais (vindas
dos rins) e as veias supra-hepáticas (oriundas do fígado). Avolumada
por todos esses afluentes, a veia cava inferior desemboca na aurícula
direita.

Circulação porta

A veia porta é uma das mais importantes do Sistema Circulatório.


Vamos resumidamente mostrar o seu modo de origem e distribuição.
Nasce a veia porta pela confluência de três veias:

a) veia esplênica, proveniente do baço, do pâncreas e do estômago;

b) veia mesentérica inferior (ou pequena mesaraica) proveniente do


intestino grosso;

c) veia mesentérica superior (grande mesaraica), vinda do intestino


delgado e de parte do intestino grosso. Reunidas as três veias formam-se
[Título do documento]

o tronco da veia porta, que se dirige para o fígado, onde penetra pelo
hilo, na face inferior. No fígado, a veia porta se resolve em inúmeros.

Saiba mais:
 Circulação dos Rins, Bexiga e Intestinos
 Aorta Abdominal e Artérias Lombares
 Tronco Celíaco e Artérias Hepática, Esplênica e Mesentérica 

Estrutura dos vasos sanguíneos


Chamam-se artérias os vasos que levam sangue do coração para os
outros órgãos ao londo do Sistema Circulatório. Chamam-se veias os
que, dos outros órgãos, trazem sangue ao coração.

Na grande circulação sanguínea, entre o coração e os órgãos, as


artérias conduzem sangue arterial, e as veias, sangue venoso; mas, na
pequena circulação sanguínea, entre o coração e os pulmões, dá-se
o contrário: as artérias conduzem sangue venoso, as veias sangue
arterial.

Não é, pois, a natureza do sangue conduzido, mas o sentido da


condução em relação ao coração, que distingue as artérias das veias.
Demais, como depois se verá, há entre elas, também, diferenças de
estruturas.

Artérias
As paredes das artérias compõem-se essencialmente de três túnicas:

1. túnica interna, endotelial, de uma camada única de células


endoteliais muito achatadas:
2. túnica média, formada de fibras musculares lisas;
3. túnica externa, ou adventícia, de fibras conjuntivas, dispostas
principalmente no sentido longitudinal.

Veias
As paredes das veias só apresentam duas túnicas:
[Título do documento]

1. túnica interna, de células achatadas;


2. túnica externa, com elementos musculares, elementos elásticos
e elementos conjuntivos. Válvulas venosas. — No interior das
veias dos membros inferiores e superiores, existem pequenas
válvulas, denominadas válvulas venosas, que distribuem por
todo o vaso o peso da coluna líquida, a qual, sem elas,
descansaria inteira sobre a parte inferior da veia.

Estrutura dos capilares


Chamam-se capilares as terminações das artérias e o início das veias.
São vasos finíssimos, cujo calibre está entre 5 mícrons (capilares dos
centros cerebrais e retina) e 25 mícrons (capilares dos ossos). Na
formação de suas paredes, entram especialmente células epiteliais,
dispostas de maneira a construir um tubo, sobre o qual se estendem
alguns elementos conjuntivos, que formam uma espécie de
membrana adventícia rudimentar.

Nas paredes dos capilares, notam-se, muitas vezes, orifícios ou


estornas, que, segundo pensam os autores, são aberturas praticadas
pelos glóbulos brancos do sangue, para se evadirem dos condutos
circulatórios. Através das paredes dos capilares, fazem-se as trocas de
alimentos e materiais de desassimilação entre o sangue e a linfa.

Coração
O coração é o órgão central do Sistema Circulatório, por isso criamos
um artigo especial sobre ele:

 Saiba mais sobre o CORAÇÃO

Coração Humano – Tudo


sobre o Órgão
[Título do documento]

O coração, órgão central do aparelho circulatório, é um músculo oco,


destinado a impulsionar o sangue através dos vasos. Nessa tarefa, comporta-
se como uma bomba aspirante e premente, pois aspira o sangue das veias, e,
depois de cheio, recalca para a frente, para as artérias, o sangue que recebeu.

Com a forma aproximada de um cone, o coração está situado na cavidade


torácica, entre os dois pulmões, tendo atrás de si o esôfago e a artéria aorta,
como os quais forma o mediastino, espécie de repto que separa um pulmão
do outro. Sua base volta-se para cima, um pouco desviada para a direita; o
ápice dirige-se para baixo e para a esquerda. O tecido cardíaco é vermelho-
escuro e apresenta, na superfície, zonas de gordura, que aumentam com a
idade.

Coração no Aparelho Circulatório


O sangue circula continuamente em um sistema tubuloso fechado que forma,
em conjunto, o aparelho circulatório. Na composição deste, entram os
seguintes elementos:

1.°) o coração, reservatório muscular dividido em quatro cavidades;

2.°) as artérias, canais ramificados que conduzem o sangue do coração aos


outros órgãos (vasos eferentes), notáveis pela espessura de suas paredes
[Título do documento]

3.°) as veias, outro sistema ramificado, cujos canais levam o sangue dos vários
órgãos ao cora-ção (vasos aferentes), e se distinguem desde logo das artérias
pela tenuidade e flacidez das paredes;

4.°) entre esses dois sistemas, o sistema capilar, conjunto de vasos muito finos,
que nascem nas artérias e se lançam nas veias.

Aurículas e ventrículos

O coração está dividido em quatro cavidades, duas superiores ou aurículas,


duas inferiores ou ventrículos. As aurículas, que recebem o sangue trazido
pelas veias, não se comunicam entre os ventrículos, que impelem o sangue
para as artérias, também não se comunicam entre si. Cada aurícula, porém, se
comunica com o ventrículo do mesmo lado por um orifício denominado orifício
auriculo-ventricular.

No orifício do lado direito, há uma válvula de três lingüetas ou valvas, a válvula


tricúspide, que, quando a ventrículo se contrai, impede a volta do sangue para
a aurícula. No orifício do lado esquerdo, há, igualmente, uma válvula, com duas
lingüetas, a válvula mitral, de função idêntica à da tricúspide. Ambas as
válvulas possuem cordões tendinosos, presos, de um lado, nas bordas das
valvas, e, de outro, no assoa-lho dos ventrículos. Por ocasião da contração
ventricular, esses cordões tendinosos impedem que a lingüeta se volva para a
aurícula.

Orifícios do coração
[Título do documento]

Examinando-se a aurícula direita vê-se que ela possui três orifícios de entrada
para o sangue, e um de saída. Dos de entrada, um é o da veia cava superior,
que traz ao coração o sangue que banhou a cabeça e os membros superiores;
outro é o da veia, cava inferior, que traz o sangue que banhou o tronco e os
membros inferiores; o terceiro é o da veia coronária, por onde se recolhe à
aurícula o sangue que alimentou as paredes do próprio coração. O orifício de
saída é o que comunica com o ventrículo direito, já acima referido. Guarnece-o,
conforme vimos, a válvula tricúspide.

O ventrículo direito do coração, além deste último orifício, por onde recebe
sangue, apresenta um outro, por onde o sangue é expulso, o orifício da artéria
pulmonar, munido de três válvulas sigmoides, as quais, após a contração
ventrícular, impedem o retrocesso do sangue da artéria para o ventrículo.

Á aurícula esquerda apresenta quatro orifícios de entrada, correspondentes


às quatro veias pulmonares, que lhe trazem o sangue arterializado nos
pulmões. O orifício de saída vai ter ao ventrículo esquerdo, e, como já
dissemos, está provido de uma válvula, a válvula mitral.

O ventrículo esquerdo, de paredes mais espessas que as do direito. (pois


deve impelir o sangue para todo o organismo), apresenta, além do orifício já
referido, de comunicação com a aurícula, um grande orifício de saída, o da
artéria aorta, munido de três válvulas, as sigmóides aórticas, que evitam o
retrocesso do sangue da artéria para o ventrículo.
[Título do documento]

Estrutura do coração

As paredes cardíacas são formadas de três túnicas superpostas: o miocárdio, o


endocárdio e o pericárdio.

O miocárdio
Parte essencial do coração situada entre as duas outras túnicas, é delas a mais
espessa. De tecido muscular estriado, vermelho, suas contrações automáticas
permitem ao órgão cumprir a tarefa propulsora do sangue. Há um sistema de
fibras musculares para as aurículas, e outro, independente, para os
ventrículos.

 Endocárdio
Membrana fina e lisa, de células endoteliais muito achatadas, dispostas numa
só camada. Recobre o coração o pericárdio, saco membranoso de duas
lâminas, uma externa, fibroserosa, chamada lâmina parietal, outra interna,
serosa, chamada lâmina visceral. Entre as duas existe a cavidade pericárdica,
apenas virtual, pois as lâminas se acham em contato uma com a outra,
umedecidas pelo líquido pericárdico.

Saiba mais sobre o PERICÁRDIO

Funcionamento do coração
[Título do documento]

O músculo cardíaco contrai-se periodicamente, do que resulta a expulsão


do sangue para as artérias. A cada contração sucede um período de repouso,
de afrouxamento das paredes, em que as cavidades novamente se enchem de
sangue. A contração cardíaca chama-se sístole; o período de repouso, ou
afrouxamento das paredes, é a diástole. Dá-se, primeiramente, a sístole das
aurículas, pela qual o conteúdo destas cavidades passa para os ventrículos;
vem, em seguida, a sístole dos ventrículos, que impele o sangue para as
artérias. Às duas sístoles sucede a diástole geral. Cada movimento total do
coração (sístole e diástole) dura 0,8 de segundo, sendo 0,1 para a sístole
auricular, 0,3 para a sístole ventricular, e o restante, 0,4, para a diástole.

Trabalho do coração humano


Para desempenhar-se de sua tarefa, que consiste em impulsionar, em cada
sístole, uma certa massa de sangue, com determinada velocidade, o coração
executa um trabalho mecânico. Faltam alguns elementos para o cálculo exato
desse trabalho, mormente a quantidade exata de sangue enviado em cada
sístole, dos ventrículos para as artérias. Supondo-se essa quantidade igual a
60cm3 para cada ventrículo, e a velocidade de 500 milímetros por segundo,
imprimida ao sangue na aorta.

Assim finalizamos nosso estudo sobre o Sistema Circulatório

Tipos de sangue
[Título do documento]

Os tipos de sangue que existem são A, O que são os mais


comuns, além dos tipos AB e B que são mais raros.

As pessoas com sangue do tipo O podem doar sangue para


qualquer pessoa mas só podem receber doações de pessoas
com o mesmo tipo de sangue. Por outro lado as pessoas do
tipo AB podem receber sangue de qualquer pessoa mas só
podem doar para pessoas com o mesmo tipo sanguíneo.

Já, pessoas com sangue do tipo A podem doar apenas para


outras do tipo A ou tipo AB, assim como as do tipo B só podem
doar para B e AB. Se deseja saber sobre os componentes do
sangue leia: Componentes do sangue e suas funções.

Saiba qual é a alimentação mais indicada para você, de acordo


com o seu tipo sanguíneo.

O que é o fator Rh
[Título do documento]

Além disso, existe o fator Rh, que determina se o tipo de


sangue é positivo ou negativo e influencia na compatibilidade
sanguínea. Assim, pessoas com sangue positivo podem
receber de pessoas com qualquer Rh, mas só podem doar
para outras com sangue positivo. Enquanto se o sangue tiver
Rh negativo pode doar para pessoas com sangue positivo
ou negativo mas só podem receber negativo.

Tabela de compatibilidade
sanguínea para doação de sangue
A tabela a seguir mostra para quem se pode doar sangue e de
quem se pode receber:

  Pode doar para: Pode receber doação de:

Sangue tipo AB+ e A+ A+, A-, O+ e O-


A+

Sangue tipo A+, A-, Ab+ e AB- A- e O-


A-

Sangue tipo B+ e AB+ B+,B-, O+ e O-


B+

Sangue tipo B+, B-, AB+ e AB- B- e O-


B-

Sangue tipo AB+ A+, B+, O+, AB+, A-, B-,


AB + O- e AB- (todos)

Sangue tipo AB+ e AB- A-, B-, O- e AB-


AB-
[Título do documento]

Sangue tipo A+, B+, O+ e AB+ O+ e O-


O+

Sangue tipo A+, B+, O+, AB+, A-, B-, O- O-


O- e AB- (todos)

Saiba qual é o tipo de sangue do


seu filho
Normalmente só se sabe o tipo de sangue da criança quando
se faz um exame de sangue de rotina, ou a pedido do pediatra
para determinar o diagnostico de alguma doença.

No entanto sabendo o tipo sanguíneo dos pais é possível saber


qual poderá ser o tipo de sangue da criança, como mostra a
tabela:

Mã A+ A- B+ B- AB+ AB- O+ O-
e

Pai

A+ A+ A ou A+, A, B, A+,B+ A+,B+ A+ A ou


ou O B+, AB ou ou AB ou O
O+ +ou - AB+ ou O AB+ +ou- O+ +ou-
ou +ou-
O+

A- A ou A- ou A, B, A-, A+,B+ A-, B- A ou A-


O+ O- AB B-, ou AB ou O ou
ou - ou O AB- +ou- AB- +ou- O-
+ou- ou
O-
[Título do documento]

B+ A+, A, B, B+ B ou A+, A,B B+ B ou


B+, AB ou O+ B+ ou ou Ab ou O
ou O
AB+ O+ ou- AB+ +ou- O+ +ou-
+ou-
ou
O+

B- A, A-, B ou B- A, B A-, B- B ou B-
B,AB B-, O ou ou AB ou O ou
ou O AB- +ou- O- +ou- AB- +ou- O-
+ou- ou
O-

AB A+, A, B A+, A, B A+, A, B A+ A ou


+ B+ ou B+ ou B+ ou ou AB ou B
ou AB ou AB AB+ +ou- B+ +ou-
AB+ +ou- AB+ +ou-

AB- A, B A-, A, B A-, A, B A-, B- A ou A-


ou B- ou ou B- ou AB ou B ou
AB AB- AB ou +ou- AB- +ou- B-
+ou- +ou- AB-

O A+ A ou B+ B ou A+ ou A ou O+ O
ou O ou O B+ B +ou-
O+ +ou - O+ +ou- +ou-

O- A ou A ou B ou B ou A ou A- ou O O-
O O- O O- B B- +ou-
+ou-
+ou - +ou-

Essa tabela pode ajudar a confirmar a paternidade da criança,


se houver alguma dúvida a esse respeito.
[Título do documento]

Na gravidez, quando a mãe é Rh negativo e o bebê é positivo


existe probabilidade da gestante produzir anticorpos para
eliminar o bebê podendo levar a um aborto. Por isso, as
grávidas com este tipo de sangue devem consultar o
ginecologista para verificar quando há a indicação de injeção
de imunoglobulina anti-D, mas nunca há problemas graves
numa primeira gravidez. Saiba mais em: Como o tipo de
sangue negativo pode afetar a gravidez.

Condições indispensáveis para


doar sangue
Para doar sangue tem que:

 Ter entre 16 e 65 anos;


 Pesar mais de 50 Kg;
 Caso tenha feito uma tatuagem, aguardar entre 6 a 12
meses para certificar que não foi contaminado com nenhum
tipo de hepatite e que continua saudável;
 Não fumar durante 2 horas após a doação de sangue, sob
o risco de desmaiar;
 Nunca ter usado drogas ilícitas injetáveis;
 Aguardar um ano após a cura de alguma DST;
 Evitar ingestão de alimentos gordurosos 4 horas antes da
doação do sangue.

Os homens só podem doar sangue uma vez a cada 2 meses e


no máximo 4 vezes por ano e as mulheres a cada 3 meses e
no máximo 3 vezes por ano. Cada doação demora cerca de
meia hora.

Como doar sangue


O indivíduo que deseja doar sangue deve ir a um dos postos
de colheita de sangue, preencher um formulário com diversas
questões sobre sua saúde e hábitos de vida. O formulário será
analisado por um especialista e, se o indivíduo estiver apto,
poderá então sentar-se numa maca para doar o sangue.
[Título do documento]

Um enfermeiro irá colocar uma agulha na veia do braço do


indivíduo, por onde correrá o sangue para uma bolsa própria
para armazenar o sangue. A doação dura, aproximadamente,
meia hora e é possível pedir licença do trabalho neste dia, sem
ter seu salário descontado.

Ao findar a doação, será oferecido um lanche reforçado ao


doador, para repor suas energias, pois é normal que o doador
sinta-se fraco e tenha tonturas, apesar da quantidade de
sangue retirada não chegar a meio litro e o organismo logo
recompor esta perda.

É seguro doar sangue e o doador não pega nenhuma doença,


porque segue normas nacionais e internacionais de segurança
do sangue do Ministério da Saúde, da Associação Americana e
do Conselho Europeu de Bancos de Sangue.

Sistema Digestivo
Humano – Aparelho
Digestivo | Resumo da
Anatomia
O Sistema Digestivo (também chamado de Sistema Digestório) consta
essencialmente de um tubo de 10 a 12 metros de comprimento, colocado
adiante da coluna vertebral, e aberto nas duas extremidades. Estudaremos, na
ordem mencionada, estas cinco partes, e respectivos anexos, tanto anatômicos
como fisiologicamente.
[Título do documento]

A boca

O primeiro importante componente do Sistema Digestivo. A primeira porção


do tubo digestivo é a boca, sede de duas importantes funções, a mastigação e
a insalivação.
[Título do documento]

A cavidade bucal apresenta uma parede anterior, que são os lábios; duas
paredes laterais, as bochechas; urna parede superior, a abóbada palatina; e
uma parede posterior, compreendendo o véu palatino e a abertura que
comunica a boca com a faringe.Anexos à boca existem certos órgãos de
grande importância no fenômeno da digestão: a língua, os dentes e as
glândulas salivares.

 Saiba mais sobre a BOCA

Boca – Funções e
Divisões – Sistema
Digestivo | Anatomia
A boca é descrita pelos anatomistas como a cavidade oval que estabelece
ligação entre o tubo digestivo e o exterior. Um de seus órgãos, a língua, é
dotado dos receptores sensíveis do paladar, sentido importante para as
funções nutritivas, no que diz respeito à escolha da alimentação, e para as
funções digestivas, diretamente estimuladas pelo gosto dos alimentos. Além
disso, a boca faz parte do aparelho fonador, desempenhando papel
fundamental na articulação das palavras.

Tecnicamente, a boca apresenta seis limites principais. O da frente é formado


pelos lábios. Dos dois lados, as bochechas. Em cima, uma abóbada formada
pelos palatos dum e mole. No fundo, há uma passagem que estabelece
comunicação entre a cavidade e

os compartimentos mais internos. Embaixo, finalmente, a boca é limitada pela


língua e região sublingual. Quando fechada, a língua preenche-a quase
inteiramente, encostando-se no palato.

As arcadas dentárias dos maxilares apresentam-se como um muro, em forma


de ferradura, que divide a cavidade bucal em duas partes. A exterior é o
chamado vestíbulo e a interior, a boca propriamente dita.

A PAREDE ANTERIOR
Os lábios, superior e inferior, recobrem a porção anterior das arcadas
dentárias. Se se afastam um pouco, abrem a fenda bucal porta de
[Título do documento]

comunicação do canal digestivo e de parte das vias respiratórias com o meio


exterior.

ara movimentar-se, os lábios dispõem de um aparelho muscular bastante


complexo. É formado por alguns dos chamados músculos da m(mica, que se
constituem de fibras de musculatura estriada. Feixes dessas fibras percorrem
um trajeto ovalado, em torno da fenda bucal, formando o músculo orbicular
dos lábios. À sua volta, outros feixes musculares dispõem-se em raios, cada um
com determinada função.

O revestimento da parte externa dos lábios é uma continuação da pele do


rosto e da mucosa da boca. A beirada livre dos lábios é revestida por uma
mucosa tão fina que deixa transparecer o vermelho vivo dos feixes
musculares, intensamente irrigados. Essa mucosa é rica em terminações
nervosas, destinadas à percepção da sensibilidade térmica (frio e calor) e tátil.
A parte interna é revestida por uma mucosa grossa.

AS PAREDES LATERAIS
[Título do documento]

As bochechas são as paredes que delimitam a boca lateralmente. Nelas


encontram-se os másculos bucinadores. Por baixo deles, um pequeno
acúmulo de tecido adiposo a chamada bola de Biclzat contribui para dar forma
arredondada à bochecha.

O “CÉU” DA BOCA
O palato, ou abóbada palatina, recobre a boca e a separa da cavidade nasal.
Esse teto é limitado, lateral e anteriormente, pela arcada dentária superior. E
toda essa área é dura: a mucosa que a reveste e adere quase diretamente aos
ossos. Nesse palato duro, a mucosa apresenta várias saliência transversais,
que variam em número e disposição: são as cristas palatinas transversas. Já o
fundo da abóbada o chamado véu palatino ou palato mole não recobre
nenhum osso e, por essa razão, é móvel e flexível.

A PAREDE POSTERIOR
Na parede posterior abrê-se a passagem para a faringe. Não é uma simples
abertura, mas uma ligação com os canais internos. Um istmo liga os dois lados
da passagem: é o istmo da garganta, formado pela raiz da língua. O contorno
dessa abertura é estabelecido pelo véu palatino, que se inclina para trás e para
baixo.

O contorno inferior do véu palatino apresenta, no centro, uma saliência cônica


a úvula (conhecida como campainha) -, que dispõe de um músculo especial
para movimentar-se: o músculo da úvula. De cada lado da úvula erguem-se
duas arcadas curvas, que formam os pilares anterior e posterior. Entre eles há
um pequeno canal, onde se salientam duas glândulas linfáticas: as amígdalas
ou tonsilaspalatinas.

O ASSOALHO DA BOCA
A maior parte do limite inferior da boca é recoberta pela língua, cuja base se
apóia numa camada de feixes musculares tensos, situada entre os dois lados
da mandíbula. Sob a língua há uma prega mucosa que se estende até a
gengiva, na base da boca: é ofrénulo lingual freio que prende a língua ao
assoalho da boca.

A língua é uma estrutura completamente muscular, dotada de enorme


mobilidade. Toda sua superfície é revestida por uma mucosa de estrutura e
aspecto diferentes nas várias regiões. Na face inferior e nas bordas é rósea; a
[Título do documento]

face dorsal (superior) é mais clara e opaca. Sobre a mucosa estão distribuídas
em pequenas e numerosas saliências: as papilas linguais.

Língua
Graças à sua mobilidade, é ela auxiliar precioso da mastigação. Demais, sua
sensibilidade especial aos sabores lhe permite perceber, muitas vezes, o
estado dos alimentos, pelo que é tida como “sentinela” à entrada do tubo
digestivo.

Dentes
Os dentes são órgãos esbranquiçados, duros, de consistência pétrea,
implantados nos alvéolos dos maxilares.

Em cada dente se distinguem, superficialmente, três partes:

1. uma porção visível, fora do alvéolo, que é a coroa do dente;


2. uma porção oculta no alvéolo, denominada raiz;
3. uma porção intermediária, o colo.

Saliva
O produto segregado pelas glândulas salivares fundamental ao sistema
digestivo é a saliva. Diferem as salivas, segundo a glândula que as produziu,
chamando-se saliva mista à mistura das três espécies. Em 100 partes de saliva,
há mais ou menos 95 de água, alguns sais, sulfocianeto de potássio, mucina e
um fermento, a ptialina, que desdobra o amido em maltose.

A ptialina, ou amilase salivar, atua melhor em meio neutro, sendo a sua


atividade prejudicada pelos ácidos e destruída pelo aquecimento a 60 graus.

Como sucede aos fermentos em geral, a ação da ptialina sobre o amido é


impedida pela presença do próprio produto da reação: quando 80% do amido
se transformou em maltose, o fenômeno cessa. Provocam a secreção salivar
excitações diversas.

Os movimentos da mastigação, a presença de substâncias quaisquer na boca,


basta para isso. Contudo, a ação das substâncias sápidas é a mais adequada
para despertar a secreção salivar. O cheiro dos alimentos, a sua vista, a simples
representação mental deles, pode despertar a atividade das glândulas
salivares: é o que se chama secreção psíquica.
[Título do documento]

Saiba mais sobre a SALIVA E A MASTIGAÇÃO

Saliva na Mastigação e
Deglutição – Ptialina,
Mucina e Lisozima
Num período de 24 horas, o homem chega a secretar, em média, de 1 a 1 litro
e meio de saliva. Tal quantidade corresponde à importância da secreção
salivar, cuja função não é apenas a de umedecer e lubrificar o bolo alimentar. A
rigor, o processo químico da digestão já se inicia na boca. Por isso, embora
99% da saliva sejam constituídos por água, o restante é representado por
substâncias orgânicas e inorgânicas diversas.

Parte é formada por sais de sódio, cálcio e magnésio, que se encontram


normalmente nos líquidos do organismo. Na fração restante encontram-se a
ptialina, a mucina e a lisozima.

Ptialina
A ptialina age sobre o amido, substância farinácea que se encontra no arroz,
no feijão, na batata, no milho e em muitos outros alimentos. É o amido que
estimula e ativa a secreção salivar quando o miolo de pão entra em contato
com a língua e a mucosa da boca. A ptialina transforma o amido em maltose,
de estrutura química mais simples.

Mas, para que a ação da ptialina seja eficiente, é preciso que o amido de
cereais e verduras seja previamente cozido para eliminar o invólucro de
celulose que protege as células vegetais. Somente os animais herbívoros
possuem suco digestivo dotado de enzimas capazes de digerir a celulose. No
homem, a digestão dessa substância se faz incompletamente, por ação
fermentativa de bactérias de putrefação que habitam o intestino grosso.

Como os alimentos demoram muito pouco tempo na boca, a ptialina não pode
exercer suas funções típicas de modo completo nesse curto período. Mas a
ação transformadora prossegue parcialmente no estômago, enquanto a
ptialina localizada no bolo alimentar não é atingida pelo suco gástrico.

Mucina
[Título do documento]

A mucina, outro componente da saliva, parece possuir apenas a função


mecânica de proporcionar viscosidade à saliva e, dessa maneira, aliviar o atrito
do bolo alimentar contra as paredes do tubo digestivo, no caminho para o
estômago.

Lisozima
A lisozima, finalmente, é uma substância bactericida que coopera no controle
dos germes da boca. A saliva exerce essa função protetora pela ação química
da lisozima e pela ação mecânica de sua própria consistência fluida, que
remove detritos continuamente. As substâncias orgânicas, em ambiente úmido
e quente como a boca, propiciam perigoso caldo de cultura para a proliferação
de bactérias.

MASTIGAÇÃO

Todos os músculos dos lábios, das bochechas, da mandíbula e da língua que


interferem na mastigação são músculos estriados, isto é, voluntários. A
coordenação dos complexos movimentos de mastigação é feita com base em
sensações que se originam dos dentes e da superfície da mucosa da boca.

Essas sensações orientam os impulsos motores que o cérebro emite para os


músculos mastigadores.

A mastigação começa quando os dentes incisivos cortam os alimentos (a


menos que a incisão seja dispensável). Em seguida, os movimentos musculares
da língua e dos lábios, entre outros, colocam o alimento em posição para ser
moído pelos pré-molares e pelos molares (molar quer dizer “que mói”).
[Título do documento]

A moagem se faz pela ação de músculos como o masseter, que erguem e


abaixam a mandíbula, em coordenação com outros movimentos que repõem
continuamente o alimento entre os molares superiores e inferiores. No ato de
mastigar, a mandíbula também se movimenta para a frente e para os lados,
com uma pressão equivalente a cerca de 130 kg.

O objetivo da mastigação é o de reduzir o tamanho das partículas a serem


digeridas, bem como promover a mistura dos alimentos com a saliva. Em
condições normais, as partículas são reduzidas a fragmentos de tamanho
inferior a 2 milímetros. As maiores não chegam a ultrapassar muito o limite de
1 centímetro.

Os terminais nervosos da boca avaliam o tamanho das partículas e indicam,


subconscientemente, se a redução atingiu as dimensões apropriadas para a
deglutição.

Além de preparar a deglutição, o ato de mastigar coopera indiretamente para a


digestão. Por um mecanismo de reflexo condicionado, a mastigação determina
a secreção de suco gástrico, principalmente por ação psíquica. Além disso, a
mistura mais uniforme do bolo alimentar com a saliva e o suco gástrico facilita
a ação química da digestão e abrevia o esvaziamento do estômago.

DEGLUTIÇÃO
A deglutição é um complicado processo, através do qual o bolo alimentar
passa da boca para a faringe, e daí para o esôfago Ocorre, porém, que a
faringe se bifurca para fazer contato com dois órgãos diferentes: por uma
abertura, comunica-se com a laringe, para a qual deve passar o ar e nunca
partículas sólidas ou líquidas. Pela outra, comunica-se com o esôfago, tubo que
a liga ao estômago, e pelo qual devem passar os alimentos.

Para que a triagem se faça corretamente, é preciso que numerosos músculos


atuem em perfeita coordenação: a descida de substâncias líquidas ou sólidas
pela faringe deve determinar o fechamento automático da laringe
(conseqüentemente a interrupção dos movimentos respiratórios).

A penetração de partículas na laringe é às vezes perigosa. A irritação pode


provocar tosse ou fortes contrações espasmódicas, com um prolongado
espasmo da glote. A obstrução resultante, em casos raros, pode levar à asfixia.

A deglutição é um processo continuo. Teoricamente, porém, é comum dividi-lo


em três etapas. Na fase oral, que se segue à da mastigação, o bolo alimentar é
acumulado no dorso da parte livre da língua e impelido por ela para trás.
[Título do documento]

Enquanto isso, o palato mole se aproxima da parede posterior da orofaringe


para fechar a entrada da nasofaringe.

A partir daí, a contração do palato mole e um movimento especial da língua


impelem o bolo alimentar para dentro da orofaringe, parte superior da faringe
em contato com a boca. Essa deslocação produz um movimento peristáltico
(não voluntário), que se propaga em onda, e impele o bolo para diante.

Digestão bucal
Os fenômenos digestivos que se passam na boca são os seguintes:

1. gustação dos alimentos, para o que concorrem as terminações nervosas


da língua, e a saliva, que dissolve partículas alimentares suscetíveis de
solução;
2. mastigação, feita pelos dentes, que cortam, dilaceram e trituram,
auxiliados pela língua e bochechas, que fazem que os alimentos passem
de um lado para outro;
3. início da sacarificação do amido, que, atacado pela amilase salivar, ou
ptialina, começa a transformar-se em maltose.

Este último fenômeno prossegue no estômago, durante ainda uns trinta a


quarenta minutos, pela saliva deglutida com os alimentos. Findo esse tempo, o
ácido clorídrico do estômago, impregnando completamente o bolo alimentar,
torna inativa a ptialina.

Faringe
 Saiba mais sobre a FARINGE

Faringe e Amígdalas |
Orgãos Humanos –
Anatomia
[Título do documento]

A faringe é a segunda porção das vias digestivas (a primeira é a boca) e


respiratórias (a primeira é o nariz), que nela se entrecruzam. É uma estrutura
de grande resistência: por ela passam. sem causar-lhe dano, correntes de ar
cuja velocidade varia entre IS (respiração normal) e 300 km/hora (tosse e
espirros); também é capaz de suportar temperaturas que variam de -10° a
70°C. Além disso e do encargo de transportar alimentos ao esMago, a faringe,
logo após o nascimento, é povoada por microrganismos patogênicos, contra os
quais tem de lutar durante toda a vida.

A faringe segue-se o esôfago, canal muscular que conduz os alimentos ao


estômago. Ao contrário da boca, quase não apresenta percepções sensitivas.
Ainda assim, desempenha função importante e ativa no mecanismo da
deglutição. São suas contraçôes musculares automáticas (movimentos
peristólticos) que impelem as substâncias alimentícias para a cavidade
estomacal.

Faringe: Sistema Digestivo e


Respiratório
Segundo segmento do tubo digestivo, a faringe é um conduto
musculomembranoso, situado atrás das fossas nasais e da cavidade bucal. As
fossas nasais abrem-se nela por dois orifícios ovalares, as coavas. A cavidade
bucal com ela se comunica por intermédio do istmo da garganta, que a base da
língua oblitera. Inferiormente, a faringe se comunica com o esôfago e com a
laringe. Vê-se, pois, que a faringe dá passagem ao ar respirado (das fossas
nasais para a faringe, desta para a laringe), e ao bolo alimentar (da boca para a
faringe, desta para o esôfago).
[Título do documento]

As duas vias, a respiratória e a digestiva, nela se cruzam, pois a respiratória,


que é superior, se torna anterior, e a digestiva, que é inferior, se torna
posterior.

O comprimento da faringe alcança 14 centímetros. A sua superfície interna é


revestida por uma mucosa, cujo epitélio é, na parte superior ou nasal, igual ao
da mucosa do nariz: cilíndrico, estratificado, ciliado; e, na parte inferior ou
bucal, igual ao da boca: pavimentoso e estratificado.

ANATOMIA E DIVISÕES DA
FARINGE
O comprimento da faringe alcança 14 centímetros. A sua superfície interna é
revestida por uma mucosa, cujo epitélio é, na parte superior ou nasal, igual ao
da mucosa do nariz: cilíndrico, estratificado, ciliado; e, na parte inferior ou
bucal, igual ao da boca: pavimentoso e estratificado.

NASOFARINGE
Na porção superior da faringe existe um trecho denominado nasofaringe (por
causa de suas relações com o nariz). As paredes da nasofaringe apresentam
dois pequenos orifícios laterais, dispostos simetricamente. Essas aberturas
fazem ligação da faringe com a (trompa de Eustáquio, canal que se comunica
com a caixa do tímpano, no ouvido médio.

A passagem do ar da faringe para o ouvido, através da trompa de


Eustáquio, permite manter o equilíbrio entre a pressão interna do ouvido e a
pressão atmosférica. Quando esta última se altera rapidamente (por exemplo,
quando um avião decola ou aterrissa), a diferença entre a pressão interna e a
externa é bem perceptível. Se a diferença for muito acentuada, poderá causar
[Título do documento]

uma leve dor nos tímpanos. Por isso, as aeromoças distribuem balas entre os
passageiros, quando o avião levanta voo.

Os movimentos de deglutição da saliva forçam a abertura dos orifícios de


comunicação entre a faringe e a trompa de Eustáquio. Com isso, o ar sai ou
entra, conforme seja maior a pressão externa ou a interna, e o equilíbrio se
restabelece.

A nasofaringe apresenta, através do nariz, comunicação com os selos


paranasais que, inflamados, provocam a sinusite (de sinus, seio). Por outro
lado, a comunicação com o nariz permite a introdução de sondas no estômago
de um paciente, pelo nariz, sem provocar reações espasmódicas mais intensas.

OROFARINGE
A região da faringe que se comunica com a boca e com a laringe é a orofaringe.
Sua parede posterior pode ser vista quando a boca está aberta. É uma região
importante porque aí se concentram pequenos órgãos que bloqueiam a
invasão de micróbios ao organismo. Essa defesa é exercida pelas amígdalas
(ou tonsilas) palatinas, amígdalas linguais, amígdalas tubáricas e amígdalas
faríngeas, todas elas interligadas por canais linfáticos, formando o grande anel
linfático de Waldeyer.

E na parede posterior da orofaringe que se costuma fazer o pincelamento, às


vezes necessário, para combater inflamações locais. A região é muito sensível e
qualquer estimulo provoca reações reflexas, especialmente as de vômito. Os
espasmos do soluço, provavelmente, também se originam desse ponto, pelo
menos em parte.

A orofaringe é separada da laringe pela epiglote, cartilagem que barra a


entrada de detritos nas vias respiratórias.

HIPOFARINGE
Logo abaixo da orofaringe encontra-se uma terceira secção faringiana,
chamada faringe laringeana ou hipofatinge. É o trecho da faringe situado atrás
da laringe, na altura da quinta e sexta vértebras do pescoço. Existem aí duas
fossetas laterais, chamadas recessos piriformes.

Amígdalas – Órgãos da Faringe


[Título do documento]

Anexas à mucosa da faringe, uma de cada lado, estão as amígdalas, órgãos


mais ou menos quadrangulares, de superfície irregular, e lembrando, pelo
aspecto, duas amêndoas. As amígdalas, cuja função é ainda obscura, não são
órgãos digestivos e aqui as mencionamos unicamente pela sua correlação
topográfica.

Laringe
 Saiba mais sobre a LARINGE
[Título do documento]

Laringe – Sistema
Respiratório | Anatomia
Humana
Em sua parte posterior, a boca continua por uma câmara tubular flexível a
faringe. Por da passam indiscriminadamente sólidos, líquidos e gases. Pouco
mais abaixo, entretanto, existe um desvio e a faringe se bifurca em dois tubos
diferentes. Os líquidos e os sólidos devem encaminhar-se apenas para o
esôfago, tubo que conduz ao estômago. Os gases, especialmente o ar, devem
encaminhar-se para a laringe, tubo que conduz à traqueia.

E a traqueia, por sua vez, é a via de acesso aos brônquios, que penetram nos
pulmões. Se, por alguma anormalidade, o ar penetra no esôfago, provoca uma
alteração chamada aerofagia (deglutição de ar), que acaba inflando o
estômago e provocando distúrbios no processo digestivo.

Por outro lado, se líquidos ou sólidos penetram na laringe, o organismo reage.


Os músculos da laringe contraem-se imediatamente em espasmo e nos
movimentos típicos da tosse.

O elemento que evita esses desvios é a epiglote, válvula cartilaginosa que fecha
a laringe, numa passagem estreita, denominada glote, onde se localizam as
cordas vocais. Situada junto à raiz da língua, a epiglote é empurrada para trás
pelo bolo alimentar que vai ser deglutido. Ao dobrar-se, obstrui a entrada da
laringe e deixa passar por cima dela os alimentos.
[Título do documento]

No entanto, não é só pela ação da epiglote que os alimentos deixam de


penetrar na laringe. Os músculos laríngeos também participam desse processo
de proteção do organismo. Ao se contraírem, elevam a laringe e a epiglote.
Esse movimento pode ser claramente percebido quando um homem bebe
água. A cada gole, o pomo-de-adão se eleva sincronizadamente, o que revela o
movimento de obstrução. Dessa maneira, ao mesmo tempo em que suspende
a respiração, o fechamento da laringe impede a penetração de alimentos nas
vias respiratórias inferiores.

A contração dos músculos da laringe é muito eficiente na suspensão do


mecanismo respiratório. A autópsia de pessoas que morreram afogadas
revelou, muitas vezes, que a verdadeira causa da morte não foi a obstrução
das vias aéreas pela água, encontrada nos pulmões apenas em pequena
quantidade. A sufocação principal teria sido, portanto, um resultado do
estreitamento automático da laringe, para impedir a entrada da água, e não a
inundação das vias aéreas.

A Fonação
A laringe desempenha uma segunda função importante no organismo: é o
principal órgão da fonação. A língua, os dentes e os lábios também têm sua
participação, introduzindo modificações nos sons provenientes da laringe. Em
conjunto, o aparelho fonador depende do aparelho respiratório, que expele o
[Título do documento]

ar, cuja passagem pela laringe faz vibrar as cordas vocais, produzindo ondas
sonoras. As cordas vocais obstruem parcialmente a laringe no trecho
acinturado do meio. Não são cordas, portanto, mas dois bicos musculosos e
vibráteis.

Cartilagens e Músculos da Laringe


Por dentro, a laringe tem conformação de ampulheta, mas com cintura dupla,
uma vez que na parte mais estreita existem cavidades irregulares, conhecidas
corno ventrículo de Morgagni e sáculo laríngeo.
Vista por fora, parece um funil, formado pelo encaixe de
complexas cartilagens, cuja peça mais importante é a cartilagem tireáidea, que
compõe a parede anterior da laringe. Nos homens, essa cartilagem apresenta
uma projeção pontuda, voltada para a frente. É o conhecido pomo-de-adio,
que é dotado de grande sensibilidade: um golpe traumático nessa estrutura
provoca a constrição espasmódica dos músculos da laringe, com consequente
sufocação, que pode ser mortal.
Mais abaixo, unindo a laringe à traqueia, encontra-se a cartilagem cricóide, de
forma aproximadamente anular. Sobre os bordos desta, na face anterior,
encontram-se as cartilagens aritenó idear, sobre as quais se inserem as cordas
vocais. A armação cartilaginosa da laringe, de consistência comparável à de
celuloide grosso, facilita a penetração do ar, que seria mais dificil num tubo
mole como o esôfago.

Os músculos da laringe desempenham funções coordenadas de grande


importância. Em casos anormais, como os de uma reação
alérgica grave, poderá resultar na região um acúmulo de água, que obstrui a
passagem do ar e pode exigir abertura cirúrgica (traqueotomia) e intubação.

Em pacientes anestesiados, é relativamente comum que os músculos da


faringe se contraiam num espasmo perigoso, que pode ser facilmente
prevenido e contornado pela intubação. Dessa maneira, o ar pode fluir
diretamente para dentro da traquéia, sem passar
pela laringe. Espasmo bastante comum dos músculos da laringe é o
provocado pelos soluços. Na verdade, esse espasmo se origina no diafragma, e
vários outros músculos e nervos participam do fenômeno.

Mas é a contração dos músculos da laringe que, no soluço,


interrompe abruptamente a passagem de ar. O papel dos músculos da laringe
vai mais longe ainda. Na deglutição, por exemplo, esses músculos são mais
importantes do que a própria epiglote. Esta apenas complementa a ação dos
músculos. Tanto assim que quando a epiglote é removida, por uma
causa qualquer, o desvio continua a funcionar com razoável eficiência, graças à
coordenação perfeita da musculatura da laringe.
[Título do documento]

Esôfago
 Saiba mais sobre o ESÔFAGO
[Título do documento]

Estômago
 Saiba mais sobre o ESTÔMAGO

Estômago Humano –
Características da
Anatomia
Quarta porção do tubo digestivo, o estômago é uma bolsa mais ou menos
dilatada, em continuação ao esôfago e precedendo o intestino. Está situado na
parte superior da cavidade abdominal, logo abaixo do diafragma e do fígado, e
repousa sobre o colo transverso.

Comparado pela forma a uma gaita de fole, coisa que entre nós mal se
conhece, o estômago se apresenta como um cone de eixo recurvado, tendo a
base para cima e um pouco para a esquerda, e o ápice para baixo e um pouco
[Título do documento]

para a direita. Notam-se nele duas curvaturas, duas tuberosidades e dois


orifícios.

Das duas curvaturas, uma é a grande curvatura, ou borda esquerda do órgão;


outra é a pequena curvatura, ou borda direita. Das duas tuberosidades, uma é
a grande tuberosidade, base do estômago em relação imediata com p.
abóbada diafragmática e, por intermédio dela, com o pulmão esquerdo; outra,
é a pequena tuberosidade, na extremidade direita da grande curvatura, vizinha
do piloro.

Dos dois orifícios, um é a cárdia, de comunicação com o esôfago, e desprovida


de válvula; outro é o piloro, de comunicação com o intestino delgado, munido
de uma válvula, o esfíncter pilórico.

Dimensões do Estômago
Varia a capacidade do estômago de 1.000 a 1.500 centímetros cúbicos.
Encontram-se, contudo, volumes inferiores e superiores a esses limites,
resultado não só de doenças como de maus hábitos alimentares.

Estrutura
[Título do documento]

Compõe-se o estômago de quatro túnicas: a mais externa é a serosa, dobra do


peritônio; vêm, depois, de fora para dentro, a túnica muscular, a celulosa e a
mucosa, tendo esta um epitélio simples, cilíndrico. Saiba mais sobre o
PERITÔNIO

Suco gástrico
As glândulas da mucosa do estômago segregam um líquido digestivo de
grande importância, o suco gástrico. A produção diária de suco gástrico, no
homem, é de cerca de 2 litros. São seus elementos de maior relevância um
ácido e três fermentos, pepsina, quimosina e lipase.

O ácido do estômago, ácido clorídrico, se encontra no suco gástrico na


proporção de 3 por 1.000. Seu papel, no fenômeno digestivo, é de importância:

1. ativa a pepsina, fermento que não atua sem a presença de um ácido;


2. tem ação antisséptica, matando grande número das bactérias que,
juntamente com os alimentos, são deglutidas;
3. atuando sobre a mucosa gástrica, antes da válvula pilórica, determina a
abertura desta; atuando depois da válvula, determina-lhe o fechamento,
o que permite a passagem gradual dos alimentos do estômago para o
duodeno;
4.  no duodeno, ainda continua o ácido clorídrico a sua ação útil,
provocando, como se verá, a secreção pancreática.

 Saiba mais sobre a AMILASE, LIPASE E TRIPSINA


[Título do documento]

Pepsina
A pepsina é um fermento digestivo produzido pela mucosa do estômago.
Só atua em meio ácido, pelo que se supõe que ela exista no estado de
propepsina e que o ácido clorídrico a transforme em pepsina ativa. Sua ação
consiste em decompor os albuminóides em substâncias mais simples, as
proteoses, c, em seguida, simplificar ainda estas últimas, transformando-as em
peptonas.

As proteínas da carne, do leite, dos vegetais, etc., são deste modo atacadas
pela pepsina, que as vai gradualmente decompondo, para que possam
penetrar no sangue e servir de material na reconstrução dos tecidos. A ação da
pepsina, contudo, não leva a demolição da molécula protéica até ao máximo:
chega, em regra, apenas às peptonas, deixando aos fermentos vertidos no
intestino a tarefa de ultimar a destruição.

Como todos os fermentos, a pepsina atua sem tomar parte propriamente na


reação, analogamente aos catalisadores da química. O calor a destrói. Seu
poder é considerável: exerce-se sobre massa de albuminóides 2.000 vezes
superior ao seu próprio peso.

Quimosina
A quimosina é também fermento do suco gástrico. Destina-se à
precipitação da caseína do leite, do que resulta a coagulação deste. O
fenômeno se processa em duas fases. Em primeiro lugar, a quimosina atua
sobre a caseína do leite, transformando-a em uma substância denominada
paracaseína. A paracaseína, em seguida, reage com os sais de cálcio do leite,
formando uma proteína insolúvel, que constitui o coalho.

A ação da quimosina não vai além da coagulação; a digestão do coalho é feita


pela pepsina do estômago, e, depois, no intestino, pela tripsina.

Lipase gástrica
A lipase gástrica é um fermento para as gorduras, que ela desdobra em
seus elementos: glicerina e ácidos gordurosos. No estômago, o fenômeno se
dá, de maneira apreciável, apenas quando a gordura se acha em estado de
grande divisão como, por exemplo, na gema do ovo. A maior parte da digestão
deste alimento cabe à lipase pancreática, que será depois estudada.

Há, na digestão gástrica, fenômenos químicos e fenômenos mecânicos.


[Título do documento]

Fenômenos químicos do
Estômago
Consistem essencialmente no seguinte:

1. acidificação do bolo alimentar, pelo ácido clorídrico;


2. decomposição dos albuminoides pela pepsina;
3. caseificação do leite pela quimosina. Pode haver ainda, conquanto em
proporções reduzidas, digestão das gorduras, pela lipase, e do amido,
pela ptialina deglutida. Esses vários fenômenos, dos quais o mais
importante é, sem dúvida, o ataque dos albuminoides pelo ácido
clorídrico e pela pepsina.

Fenômenos mecânicos do
Estômago
Graças à sua musculatura, disposta em três planos entrecruzados, pode o
estômago revolver em todos os sentidos o bolo alimentar, transformando-o,
pouco a pouco, em massa semifluida, impregnada de ácido, o quimo. Imóveis
quando o estômago está vazio, suas paredes vão gradualmente se
movimentando, pondo em agitação o conteúdo alimentar, para misturá-lo
intimamente.

Alguns minutos após a ingestão dos primeiros alimentos, começa a evacuação


do estômago. Várias ondas peristálticas atingem o piloro, cuja válvula se abre,
deixa passar uma pequena quantidade e, imediatamente, se fecha.

Daí a pouco, nova abertura, nova passagem de alimento, seguida de


fechamento. Passam primeiro os hidratos de carbono; depois, os
albuminóides, que, duas horas após a refeição, se acham geralmente no
intestino; finalmente, as gorduras, que não só se demoram mais no estômago,
como ainda retardam a saída dos outros alimentos.

Contudo, mesmo algumas horas após a refeição, ainda o conteúdo gástrico é


de uns 40 centímetros cúbicos, consistindo em suco digestivo, muco, saliva e
alimentos regurgitados do duodeno. O mecanismo de abertura e fechamento
da válvula pilórica é determinado, em grande parte, pelo ácido clorídrico.

Atuando no estômago, portanto antes do piloro, o ácido, por um reflexo,


determina a abertura da válvula; e, logo que passa, atuando então sobre o
intestino, determina o fechamento dela.
[Título do documento]

Daí a pouco, neutralizado o ácido no intestino e acidificada a região pilórica do


estômago, nova abertura, seguida de novo fechamento. Conquanto seja o
estômago de grande importância na digestão, podemos viver sem ele. Em
animais, e mesmo no homem, tem sido praticada a sua extirpação, sem
prejuízo grave para a digestão.

Intestino Delgado
 Saiba mais sobre o INTESTINO

Intestino Humano –
Delgado, Duodeno e
Grosso
[Título do documento]

O intestino delgado, quinta porção do tubo digestivo, começa na válvula


pilórica, que o comunica com o estômago, e termina na válvula íleocecal, por
onde desemboca no intestino grosso. Seu comprimento é de 6 a 8 metros; seu
diâmetro, de cerca de 3 centímetros.

O homem ocupa, neste particular, situação intermediária entre os herbívoros,


ou animais de intestino longo, e os carnívoros, animais de intestino curto. No
gato, o intestino é três vezes o comprimento do corpo do animal; no cão,
quatro a seis vezes; no homem, sete a oito vezes; no porco, quatorze vezes; no
carneiro, vinte e sete vezes. Nos herbívoros, em cuja alimentação
preponderam células envoltas em celulose, faz-se mister a demora destas no
canal alimentar, para que sofram a ação fermentativa das bactérias, que
destrói a membrana celulósica.

Dividiam os antigos autores o intestino delgado em três partes: duodeno (por


ter cerca de doze dedos de comprimento), jejuno (porque encontrado
geralmente vazio), e íleo.

Atualmente a anatomia considera, para o intestino delgado, apenas duas


partes: uma porção fixa, que é o duodeno e uma porção flutuante, o
jejuno-íleo. Há, em cada uma, certas particularidades que serão daqui a pouco
mencionadas. Por enquanto, vejamos o que é comum às duas.

Estrutura da Parede Intestinal


[Título do documento]

Compõe-se a parede intestinal de quatro túnicas, assim designadas, de fora


para dentro: serosa, muscular, celulosa e mucosa. É, como se vê, a mesma
estrutura do estômago, do qual, aliás, o intestino constitui a continuação.

1) A túnica SEROSA representa uma dependência do peritôneo, membrana


que, como já dissemos, envolve as vísceras abdominais e pélvicas.

2) A túnica MUSCULAR é formada de duas ordens de fibras lisas: as externas,


longitudinais; as internas, circulares.

3) A túnica CELULOSA, de natureza conjuntiva, interpõe-se entre a túnica


muscular e a mucosa.

4) Finalmente, a túnica MUCOSA tem a constituição geral das mucosas: uma


camada profunda, de natureza conjuntiva, constitui a derme; uma camada
superficial, atapetando a superfície interna do intestino, forma o epitélio, que é
simples e cilíndrico.

Mucosa Intestinal
Na mucosa intestinal, há certos elementos de grande importância: as válvulas
coniventes, as vilosidades e os orifícios glandulares.

As VÁLVULAS CONIVENTES são dobras transversais da mucosa, salientes na


cavidade intestinal. Algumas chegam a descrever um anel completo; a maioria•
acompanha apenas parte da- circunferência do intestino. Há cerca de 900
dessas válvulas em todo o intestino delgado. A sua presença torna Mais
extensa a superfície intestinal, pois, se conseguíssemos esticar a mucosa, ela
atingiria perto de 14 metros de comprimento em vez de 6 a 8, que é o
comprimento do intestino.

As VILOSIDADES são pequenas saliências lineares ou cônicas, tão numerosas e


tão próximas umas das outras, que dão à mucosa um aspecto aveludado. O
corte da vilosidade mostra o seguinte: a) um epitélio, o próprio epitélio
intestinal; b) no centro, um tubo, o vaso quilifero, que se inicia na extremidade
livre da vilosidade e vai desembocar no sistema linfático; c) uma artéria,
ramificada em capilares arteriais; d) capilares venosos, continuação dos
capilares ‘arteriais, que, reunindo-se, formam uma veia. As vilosidades, como
se verá, são órgãos absorventes dos alimentos já digeridos, que elas retiram
do intestino e transmitem ao sangue.

Finalmente, os ORIFÍCIOS GLANDULARES pertencem a numerosas glândulas


espalhadas na espessura das paredes do intestino. Estas glândulas, que
fabricam o suco intestinal, pertencem a dois tipos diferentes, pelo que umas,
[Título do documento]

encontradas em todo o intestino delgado, se chamam glândulas de


Lieberkuhn, e outras, só do duodeno, se chamam glândulas de Brunner.

Duodeno
O duodeno, primeira parte do intestino delgado, distingue-se do jejuno-íleo
por ser fixo. Seu comprimento é de cerca de 24 centímetros e sua forma é a de
um C, em cuja concavidade se encaixa a cabeça do pâncreas. A estrutura do
duodeno é a mesma já descrita para o intestino delgado em geral, havendo,
igualmente, na sua mucosa, válvulas coniventes, vilosidades e orifícios
glandulares, entre os quais os das glândulas de Brunner, que só no duodeno
existem.

Mas há elementos peculiares ao duodeno, que vamos mencionar: a empola de


Vater e as carúnculas. A empola de Vater é uma cavidade em plena parede
duodenal, onde desembocam dois canais: o colédoco, que vem do fígado, e o
canal de Wirsung, proveniente do pâncreas. Na mucosa duodenal a empola de
Vater se revela por uma saliência chamada carúncula maior. Um pouco acima
desta, vê-se outra saliência, muito menor, a carúncula menor, correspondente
ao orifício terminal do canal acessório do pâncreas.

Intestino grosso

O intestino grosso, sexta e última porção do tubo digestivo, começa na válvula


íleo-cecal, e termina no esfíncter anal. Tem de comprimento cerca de um
[Título do documento]

metro e meio; de diâmetro, 7 centímetros. Está dividido em três partes: o ceco,


o colo e o reto. O CECO, porção inicial do intestino grosso, está abaixo da
válvula íleo-cecal.

Como anexo, apresenta o apêndice cecal, porção rudimentar do intestino. O


COLO, a parte mais grossa do intestino grosso, compreende: uma porção
ascendente, que vai do ceco à proximidade do fígado; uma porção transversa,
da vizinhança do fígado ao baço; uma porção descendente, que vem até a
fossa ilíaca esquerda; uma porção oblíqua, que termina no reto, e é chamada
colo sigmóide.

A superfície do colo mostra, exteriormente, numerosas saliências ou bases


arredondadas, correspondentes, no interior, a depressões ou empolas.

A última porção do intestino grosso é assim chamado pela sua direção mais ou
menos retilínea. A estrutura do intestino grosso é igual à do intestino delgado:
quatro túnicas se sucedem, de fora para dentro, a serosa, a musculosa, a
celulosa, e a mucosa.

A mucosa não tem nem vilosidades, nem válvulas coniventes. Apresenta


pequenos orifícios, pertencentes a glândulas produtoras de muco. O intestino
grosso desempenha, no fenômeno digestivo, um papel até certo ponto
secundário, cabendo-lhe expulsar os resíduos inaproveitados da alimentação,
de mistura com alguma substância de excreção.


[Título do documento]

Intestino Grosso

Fígado e a secreção biliar


[Título do documento]

O fígado desempenha funções importantíssimas em nosso organismo. Umas


dependem de secreções que ele verte diretamente no sangue (secreções
internas) e serão estudadas em lição posterior, em que se exporá a anatomia
do órgão. Outras são relacionadas com a bílis, que a glândula hepática envia ao
intestino (secreção externa), que coopera de maneira muito eficaz nos
fenômenos digestivos. Vamos, pois, expor as noções fundamentais referentes
à bílis, e analisar a sua interferência na digestão intestinal.

 Saiba mais sobre o FÍGADO

Bílis – Secreção e excreção


A bílis não pode deixar de ser citada no estudo do Sistema Digestivo. Ela é
fabricada pelas células hepáticas, e lançada em canalículos ramificados no
interior do fígado, os quais, após sucessivas confluências, formam o canal
hepático, que sai do órgão pelo hilo, na face inferior. O canal hepático, depois
de curto trajeto, se bifurca, dando, de um lado, o canal cístico, que vai à
vesícula biliar situada por baixo do fígado, e, de outro, o colédoco, que desce
para o duodeno, em cujo interior se abre numa dilatação denominada empola
de Tater.
[Título do documento]

A secreção da bílis é contínua. À medida que deixa o fígado, pelo canal


hepático, é ela encaminhada para a vesícula biliar, onde se armazena.

Uma válvula, o esfíncter de Oddi,no orifício terminal do colédoco, impede que


a bílis se lance no duodeno fora das horas de digestão, e a obriga a refluir para
a vesícula.

Quando as primeiras porções de quimo deixam o estômago e penetram no


duodeno, o contacto dos alimentos com a mucosa intestinal provoca um
reflexo, pelo qual as paredes da vesícula se contraem, impelindo a bílis, ao
mesmo tempo em que o esfíncter de Oddi se inibe. A bílis tem, pois, nesse
momento, livre passagem para o duodeno, onde se mistura intimamente com
os alimentos e com o suco pancreático.

A bílis no Sistema Digestivo


A bílis representa, ao mesmo tempo, uma excreção e uma secreção digestiva.

 Como veículo de excreção, a bílis transporta os pigmentos biliares, a


colesterina, os ácidos biliares, que pelo menos em parte são eliminados
com as fezes.

 Como secreção digestiva, a bílis, conquanto desprovida de fermentos,


possui uma influência zimastênica (Roger), pois é capaz de aumentar a
ação de certos fermentos. É assim que ela reforça o poder amilolítico do
suco pancreático e permite à lactase intestinal atuar sobre a lactose.

 Mas a sua atividade no sistema digestivo se manifesta principalmente


sobre a digestão das gorduras: a lipase pancreática é sensivelmente
ativada por ela. Se representarmos por 1 a quantidade de gordura
desdobrada pelo suco pancreático, deveremos representar por 2, e
mesmo 2,5, a intensidade da fermentação na presença da bílis. Se, como
no duodeno, o meio for acidulado pelo ácido clorídrico, a ativação é
ainda maior.

 A bílis favorece igualmente a absorção das gorduras. De fato, os ácidos


biliares atuam como solventes das gorduras e dos ácidos gordurosos. A
experiência em animais demonstra que, quando se impede a chegada
da bílis ao duodeno, a maior parte das gorduras deixa de ser absorvida,
é eliminada com as fezes.

Absorção do Sistema Digestivo


[Título do documento]

Os produtos da digestão, desde que transformados em quilo, atravessam a


mucosa intestinal e penetram no sangue. É a absorção digestiva. Se bem que o
fenômeno se possa realizar em todo o tubo digestivo, desde a boca até o
intestino grosso, é o intestino delgado o mais adequado para efetuá-lo.
Veremos, pois, tão somente a absorção ao nível deste órgão.

Na mucosa do intestino delgado, há, como se sabe, pequenas saliências,


denominadas vilosidades. Recordemos que nestas vilosidades existem
capilares sanguíneos e ainda, no centro, o início de um vaso linfático ou
quilifero.

O alimento, uma vez digerido, isto é, simplificado e pronto para penetrar no


sangue, deve atravessar o epitélio da mucosa e entrar nos capilares
sanguíneos e vasos quilíferos. Certos produtos digestivos ingressam logo nos
vasos sanguíneos. Tais são a água, os sais, a glicose, os produtos albuminoides,
um pouco de gordura.

Os albuminoides são absorvidos sob a forma de ácidos aminados, que o


sangue vai distribuir pelas células, para que cada uma recolha os de que
precisa. Pelos linfáticos penetra a gordura. Esta última, absorvida sob forma de
glicerina e ácido gorduroso, na própria mucosa se recompõe, de forma que os
quilíferos se apresentam ricos de gotículas gordurosas.

Chegando ao aparelho circulatório, os alimentos são arrastados pelo sangue e


pela linfa, e gradualmente distribuídos às várias regiões do organismo.

Cumpre não esquecer que o sangue saído das vilosidades intestinais, rico em
alimentos recém absorvidos, vai, pela veia porta, ao fígado. Este importante
[Título do documento]

órgão do sistema digestivo está encarregado de lhes regularizar a


distribuição, armazenando os excessos e alterando as substâncias tóxicas. Tais
funções da glândula hepática virão estudadas em capítulo especial.

Fenômenos mecânicos da
digestão
Os alimentos, enquanto estão sendo atacados pelos vários fermentos
digestivos, e depois que se acham transformados em quilo, vão sendo
vagarosamente impelidos através do tubo intestinal. Dessa impulsão, que é
feita pelos movimentos peristálticos do órgão, resulta uma mistura mais íntima
dos alimentos com os sucos digestivos, e um contacto mais completo dos
produtos da digestão com a mucosa que os vai absorver.

Os movimentos peristálticos que ocorrem no Sistema Digestivo provêm das


contrações da musculatura intestinal, determinadas por gânglios nervosos
situados na espessura das próprias paredes.

Os intestinos, importantíssimos órgãos do Sistema Digestivo,  se movimentam,


pois, automaticamente. Demais, os seus gânglios recebem, dos centros
nervosos, impulsos moderadores ou excitadores, que lhes regulam a atividade.
A observação tem demonstrado que os hidratos de carbono percorrem o
intestino delgado todo em cerca de quatro horas; as gorduras, em cinco; os
proteicos, em seis horas.

Matérias fecais do Sistema


Digestório
Os materiais inaproveitados, de mistura com as excreções reunidas no
intestino, chegam à válvula íleo-cecal, e, pelo respectivo orifício, ao intestino
grosso, que se encarrega de expulsá-los, sob a forma de matérias fecais.
Constam estas, portanto, de duas partes, intimamente misturadas: o resíduo
de origem alimentar, não digerido ou não absorvido, e as excreções, umas
provindas da própria mucosa intestinal, outras, do fígado, por intermédio da
bílis. A excreção dos materiais fecais pões fim à nossa completa análise sobre
o Sistema Digestivo.