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Orlísio Massingue

Escoamento Superficial

Licenciatura em Engenharia Cívil


4ºAno

Universidade Pedagógica
Maputo
2020

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Orlísio Massingue

Escoamento Superficial

Licenciatura em Engenharia Civil

4ºAno

Este trabalho será apresentado na FET


no departamento de Engenharia Civil na
cadeira de Hidráulica Geral II leccionada
pelo Eng. Juscelino Macamo docente da
cadeira

Universidade Pedagógica
Maputo
2020

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Índice

Introdução ....................................................................................................................................... 4
Objectivos ....................................................................................................................................... 5
 Gerais ................................................................................................................................... 5
 Específicos ........................................................................................................................... 5
Definições ....................................................................................................................................... 6
Tipos de Escoamento com Superfície Livre ................................................................................... 6
I- Laminar ................................................................................................................................ 6
II- Permanente........................................................................................................................... 6
III- Turbulento ........................................................................................................................ 6
Tipos de Canais ............................................................................................................................... 7
Velocidades no Escoamento de Superfície Livre ........................................................................... 8
Distribuição de Pressões ............................................................................................................... 10
Conclusão...................................................................................................................................... 12
Referências Bibliográficas ............................................................................................................ 13

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Introdução
Diz-se que um líquido está em escoamento com superfície livre, quando alguma parte da secção
em que este escoa está em contacto com a atmosfera.
Deste modo, é importante ressaltar a importância do estudo deste tipo de escoamento; varias
vezes já nos deparamos com valas de drenagem e para a concepção destas há estudos
previamente feitos de modo que se tenha uma vala com capacidade de captar a água vinda dos
mais diversos pontos sem que haja a sobrecarga da mesma ou degradação, isto é possível pois
fazem-se estudos da forma, materiais a serem empregues, tudo isto e mais ara que se tenha um
sistema de drenagem são.
No presente trabalho, far-se-á menção de alguns aspectos que são considerados para o estudo
deste e mais canais, trar-se-ão algumas definições de tal modo que nos situemos, analisara-se a
distribuição das velocidades ao longo da secção transversal e longitudinal e a distribuição da
pressão.

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Objectivos
 G erai s
1. Apresentar bases teóricas para a compreensão do Escoamento com Superfície Livre.

 Especí fi cos
1. Apresentar as definições mais abordadas neste capítulo
2. Apresentar os tipos e canais de escoamento com superfície livre
3. Mostrar a variação das Velocidades e Pressões na secção

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Definições
1. Escoamento com Superfície Livre: este está sujeito à pressão atmosférica em pelo menos
um ponto da sua secção. (S/A; Hidráulica Geral- Escoamento Sup. Livre; 2007)
Exemplo: Curso de Água Natural; Colector de Esgotos; Galeria de Águas Pluviais; e
mais.

2. Canais: “caminhos” onde um curso natural de água escoa. (BRAGA, João; Escoamento
Sup. Livre- Parte 1; 2013)

3. Secção molhada: parte da seção transversal que é ocupada pelo líquido. (BRAGA, João;
Escoamento Sup. Livre- Parte 1; 2013)

4. Raio Hidráulico: relação entre a área molhada e perímetro molhado. (BRAGA, João;
Escoamento Sup. Livre- Parte 1; 2013)

5. Profundidade Hidráulica: relação entre a área molhada e a largura superficial. (BRAGA,


João; Escoamento Sup. Livre- Parte 1; 2013)

6. Talvegue (Linha de fundo do Canal): Ponto geométrico mais baixo da secção


transversal. (BRAGA, João; Escoamento Sup. Livre- Parte 1; 2013)

7. Declive (i): inclinação longitudinal de um canal. 𝑖 = tan 𝜃. (BRAGA, João; Escoamento


Sup. Livre- Parte 1; 2013)

8. Secções Mistas: aquelas que na sua secção possuem diferentes rugosidades ao longo do
perímetro mohado. (BRAGA, João; Escoamento Sup. Livre- Parte 1; 2013)

Tipos de Escoamento com Superfície Livre


A semelhança do escoamento em secção cheia aqui também tem-se os mesmos tipos de
escoamentos e com a mesma avaliação (a partir do Número de Reynolds “Re”):

I- Lami nar: 𝑅𝑒 < 2000


𝑢×𝐷
II- Permanente : 𝑅𝑒 ≅ 2000 𝑅𝑒 =
𝜐

III- Turbul ento : 𝑅𝑒 > 2000


(BRAGA, João; Escoamento Sup. Livre- Parte 1; 2013)

O escoamento permanente só é possível em canais prismáticos, quando não há variação da


secção nem da rugosidade ao longo do percurso.

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Gradualmente Variado
Escoamento (REGOLFO)

Permanente Rapidamente Variado

Tipos de Canais

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No dimensionamento de grandes canais, o aconselhável é recorrer a fórmula de Colebrock-
White substituindo o diâmetro da fórmula pelo diâmetro hidráulico.
NB: Diâmetro hidráulico é o quádruplo do Raio Hidráulico.

Velocidades no Escoamento de Superfície Livre


a) A velocidade máxima do escoamento não ocorre na superfície como aparenta, mas sim
ligeiramente abaixo da superfície;

b) A zona onde se dá a velocidade máxima (na zona superficial), é denominada Filão;

c) Quando colocados corpos flutuantes nas margens da secção, estes tendem a mover-se
para a zona central;

d) As linhas de igual valor de velocidade denominam-se Isótacas ou Linhas Isotáquicas;

e) As Linhas Isotáquicas dizem respeito a velocidades médias no tempo.

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As imagens acima ilustram a distribuição das velocidades ao longo da secção dos canais.

Quando perante uma secção mista, recorre-se a Fórmula de Einstein para o cálculo da
Rugosidade Equivalente (K eq).

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Distribuição de Pressões
A semelhança do visto em Hidrostática (em que a pressão do fluído aumentava com a
profundidade), aqui nos Escoamentos de superfície livre também usa-se a mesma regra.

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Conclusão

Do presente trabalho pôde-se ver que o escoamento com superfície livre dá-se tanto em canais
assim como em secções fechadas (ou seja, secção não cheia);
Pudemos ainda ver que os canais podendo ter varias secções, a mais usual é a secção trapezoidal,
mas existem outras, para colectores de águas negras a mais comum é a secção circular. E
aquando do dimensionamento de grandes canais o recomendado é o emprego da fórmula de
Colebrock-White, ainda nas secções;
Vimos que quando perante uma secção mista o mais adequado é o uso da rugosidade equivalente
esta que nos facilitará no dimensionamento e para o cálculo desta rugosidade Equivalente usa-se
a fórmula de Einstein.
Num canal a velocidade de escoamento varia transversalmente e longitudinalmente dependendo
da secção, e como visto ao contrário da distribuição de pressões, a velocidade máxima sita um
pouco abaixo da superfície e na zona central do canal, por isso ao colocar um corpo flutuante
este tende a aproximar-se da zona central, ao passo que a pressão aumenta da superfície para o
fundo da secção (a semelhança do estudo feito em Hidrostática).

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Referências Bibliográficas
1- ATAIDE, Wendy F.; Escoamento à Superfície Livre; 2018

2- VALENTE, José C. T.; Escoamentos com Superfície Livre em Regime


Uniforme. Campo de Velocidades – Volume 1; 1982; Porto

3- BRAGA, João; Escoamento Sup. Livre- Parte 1; 2013

4- S/A; Hidráulica Geral- Escoamento Sup. Livre; 2007

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