Você está na página 1de 37

MORFOLOGIA DOS FUNDOS

OCEÂNICOS

O DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA PERMITIU


CONHECER O FUNDO DOS OCEANOS E ASSIM RECOLHER
DADOS QUE APOIAM A TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL.
MORFOLOFIA DOS FUNDOS
OCEÂNICOS
Esquema do Perfil do Fundo
Oceânico
Rifte: fenda enorme no fundo oceânico, entrecortada transversalmente
por milhares de outras fendas.
Dorsal médio oceânica: cadeia montanhosa
submersa alinhada de um e de outro lado do rifte.

Fossa Abissal ou oceânica: depressão profunda e alongada no fundo


oceânico, muitas vezes paralela ao bordo dos continentes.
Esquema do Perfil do Fundo
Oceânico
Plataforma continental: prolongamento submerso da região litoral do
continente.

Talude continental: declive acentuado que se


segue à plataforma continental.
Planície Abissal: região plana situada de um
e outro lado da dorsal medio-oceânica.
A crusta continental é igual à crusta
oceânica?
Os oceanos nascem e morrem?
Manutenção do tamanho do Planeta
Terra
Nas Fossas Abissais a crusta oceânica é destruída, quando mergulha por
baixo da crusta continental e derrete no interior da Terra.

Nos Riftes forma-se nova crusta oceânica, que se expande lentamente para
ambos os lados num movimento tipo tapete rolante.
O Magnetismo das Rochas

A Terra comporta-se como um gigantesco íman,


gerando à sua volta um campo de forças magnéticas – a
magnetosfera.
 O campo magnético da Terra é facilmente determinado com uma
bússola.

 A bússola é um instrumento de orientação que permite determinar


direções. Contém um ponteiro livre, magnetizado, que se alinha com o
campo magnético terrestre e aponta para o norte magnético.
 Algumas rochas como o basalto possuem minerais ferromagnesianos,
como por exemplo a magnetite.

 Quando se formam, por arrefecimento do magma, os cristais de


magnetite sofrem um processo de magnetização, orientando-se de
acordo com o campo magnético terrestre no momento da sua
formação.

 Os minerais ferromagnéticos ficam permanentemente orientados.


 O paleomagnetismo revelou que o campo magnético terrestre tem
sofrido alterações ao longo dos tempos.

 O paleomagnetismo registado nas rochas e a determinação da sua


idade de ambos os lados da dorsal médio – atlântica, revelou que
existe um padrão regular de polaridade magnética e da idade
preservada nas rochas dos fundos oceânicos.
 Ficha página 61
Teoria da Tectónica de Placas
Propõe que a camada superficial da Terra
está fragmentada em placas tectónicas (ou
placas litosféricas) de tamanhos diferentes
que flutuam sobre a astenosfera movendo-se
umas em relação às outras.
MAPA DAS PLACAS LITOSFÉRICAS

3
2
1

5 6
4

Placa da Antártida 7
A maioria dos movimentos ocorre entre os
bordos, ou limites, das placas que podem ser:

Divergentes - onde é gerada nova crusta, à


medida que as placas se afastam umas das
outras.
Convergentes- onde a crusta é destruída, à
medida que uma placa mergulha sob a outra.

Conservativos- onde a crusta não é produzida


nem destruída, à medida que as placas deslizam
horizontalmente uma em relação à outra.
O que faz mover as
placas litosféricas?
Alguns cientistas consideram que a causa são os movimentos do magma -
Correntes de convecção. Os materiais quentes do fundo do manto,
aquecidos por baixo devido ao calor do núcleo, sobem em direção à
litosfera, ao mesmo tempo que os materiais mais frios da parte superior
descem, formando assim correntes circulares de material plástico.
Quais as consequências
da colisão
de placas tectónicas?
Colisão
de crosta oceânica
com crosta continental
Colisão
de continentes de duas
placas diferentes

Exemplo: Colisão da Índia com o Tibete


Consequências da Mobilidade das Placas
Litosféricas
• Construção ou destruição dos fundos oceânicos
• Mudança de posição dos continentes
• Sismos
• Vulcões
• Deformações da crusta terrestre

Cadeias montanhosas
Exemplos Dobras
Falhas
Arcos insulares ( série de ilhas
vulcânicas)
Ocorrência de Dobras e Falhas

O movimento das placas litosféricas leva ao


aparecimento de estruturas, que
correspondem à resposta das rochas aí
existentes, devido à aplicação de forças;

Destas forças resultam dobras e falhas.


TIPO DE FORÇAS

• Força distensiva (ou de distensão)

• Força compressiva (ou de compressão)

• Força de cizalhamento
DOBRAS
• As dobras resultam da ação de forças
compressivas (ou de compressão) que atuam
sobre as rochas, sem ultrapassar o limite de
elasticidade;
• Estas rochas apresentam um comportamento
dúctil, ou seja, as rochas deformam-se mas não
fraturam;
• Estas forças compressivas resultam da colisão de
placas devido ao seu movimento convergente.
FALHAS
• Uma falha resulta da ação de diferentes tipos de
forças, em que é ultrapassado o limite de
elasticidade;

• As rochas fraturam e os blocos movem-se um em


relação ao outro;

• Neste caso as rochas têm um comportamento


frágil, ou seja, fraturam pois não conseguem
aguentar uma grande tensão sem fraturar.
TIPO DE FALHAS
• Falha normal – resulta de forças distensivas e são
comuns na zona de rifte;

• Falha inversa – resulta de forças compressivas


frequentes nas zonas de cadeias montanhosas;

• Falha de desligamento – resulta de forças


horizontais e opostas. Os blocos deslizam
horizontalmente e são frequentes nas dorsais.
DOBRAS E FALHAS

Falha inversa Falha normal Falha de desligamento


DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
DAS ESPÉCIES
O movimento das placas tectónicas tem criado
aos seres vivos barreiras, nomeadamente:
- rios
- oceanos
- mares
- montanhas
- lagos, etc.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
DAS ESPÉCIES
 Estas barreiras levam os seres vivos a adaptarem-se a
novas situações, podendo levar ao aparecimento de
novas espécies;
 As novas espécies originam uma maior biodiversidade,
no entanto, conservam algumas semelhanças, exemplos:
- aligator americano e o crocodilo africano;

Aligator
- avestruz africana e a ema australiana;

Ema australiana

- rinoceronte africano e o rinoceronte asiático;

Rinoceronte asiático

- a existência de marsupiais na Austrália e os mamíferos nos


restantes continentes.