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ABNT/CB-003

PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 8840


AGO 2019

Amostragem de líquidos isolantes — Requisitos

APRESENTAÇÃO
1) Este Projeto de Revisão foi elaborado pela Comissão de Estudo de Óleos Minerais Isolantes
Projeto em Consulta Nacional

(CE-003:010.001) do Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), nas reuniões de:

07.03.2017 06.06.2017 12.09.2017

05.12.2017 06.03.2018 05.06.2018

11.09.2018 29.11.2018

a) é previsto para cancelar e substituir a ABNT NBR 8840:2013, quando aprovado, sendo
que nesse ínterim a referida norma continua em vigor;

b) não tem valor normativo.

2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória.

3) Analista Técnico da ABNT responsável pelo projeto – Newton Ferraz.

4) Tomaram parte na sua elaboração, participando em no mínimo 30 % das reuniões realizadas


sobre o Texto-Base e aptos a deliberarem na Reunião Especial de Análise da Consulta Nacional:

Participante Representante

ABB Celso Ferra


ACS LABORATÓRIOS André Sá
BALTEAU Aurora Namie Santos
BRASTRAFO João Carlos Gomes
CARGILL Roberto Ignácio da Silva
CELESC Alexandre Rios Martins
CEMIG Roberto Lois

© ABNT 2019
Todos os direitos reservados. Salvo disposição em contrário, nenhuma parte desta publicação pode ser modificada
ou utilizada de outra forma que altere seu conteúdo. Esta publicação não é um documento normativo e tem
apenas a incumbência de permitir uma consulta prévia ao assunto tratado. Não é autorizado postar na internet
ou intranet sem prévia permissão por escrito. A permissão pode ser solicitada aos meios de comunicação da ABNT.

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CTEEP Erick Amaral Campos


CONSULTOR Alexandre Machado
CONSULTOR Luiz do Nascimento P. Júnior
COPEL Giovani Teixeira
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ELETROBRÁS CEPEL Luiz Alberto F. da Silva


ELETROBRÁS FURNAS Julio Cesar Fiorillo Santos
Silvio Ribeiro
Vinicius Gabriel Cruz
ELETROPAULO Jaqueline Valério
ERGON Hideo Takitani
FLUILAB Iadson Barbosa
INSTITUTOS LACTEC Martinho Vichinheski
Viviane Calixto
Rodrigo Soares Ferreira
ISOLUB JS João Carlos Sihvenger
ITAIPU BINACIONAL Mires Luci Pelisser
LABOIL Tiago Bresolim
LWART Talita Maganha
MGM CONSULTORIA Claudio Galdeano
Milton M. Silva Júnior
NYNAS Jayme Nunes
QUANTIQ José Rubens Costa
SATC Jeferson Morona
SIEMENS Paula Wronski da Paz
Renata Campos Costa
SM CONTROLE DE QUALIDADE Suzana Martoreli
TAESA Sheila Southgate de Oliveira
TRAFOCARE Írio Kawasima
TSEA ENERGIA Emanuel Assé
Tamiris Santos Araújo
VEGOOR Geovana Santos
Helena Maria Wilhelm
Paulo Fernandes

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VEGOOR Tatiane Pereira


WEG Lilian Tatiana Chanas Vacca
WPA AMBIENTAL Angelo Rigo
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Amostragem de líquidos isolantes — Requisitos

Insulating liquids sampling — Requirements


Projeto em Consulta Nacional

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto
da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários
e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.

Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as
datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.

A ABNT NBR 8840 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), pela Comissão
de Estudo de Óleos Minerais Isolantes (CE-003:010.001). O Projeto de Revisão circulou em Consulta
Nacional conforme Edital nº XX, de XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX.

A ABNT NBR 8840:2019 cancela e substitui a ABNT NBR 8840:2013, a qual foi tecnicamente revisada.

O Escopo em inglês da ABNT NBR 8840 é o seguinte:

Scope
This Standard specifies the requirements for sampling insulating liquids, whether of mineral, natural
or synthetic vegetable origin or silicones, in drums, tanks, flexible bags or in oil-insulated electrical
equipment.

This Standard applies to insulating liquids of mineral, vegetable and synthetic origin.

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Introdução

Os procedimentos de amostragem de líquidos isolantes são muito importantes para assegurar a con-
fiabilidade dos ensaios e, por consequência, a emissão de laudos confiáveis.
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Uma retirada de amostra de líquido isolante realizada sem os devidos cuidados implica em retrabalhos,
maiores custos etc.

Esta Norma abrange todas as etapas, desde a limpeza e esterilização dos materiais utilizados na reti-
rada, até os tipos de frascos e seringas e outros dispositivos utilizados e os procedimentos adequados
para a garantia da confiabilidade das análises das amostras no laboratório.

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Amostragem de líquidos isolantes — Requisitos

1 Escopo
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Esta Norma especifica os requisitos para amostragem de líquidos isolantes, estando estes em tambo-
res, tanques, bolsas flexíveis ou em equipamentos elétricos isolados a óleo.

Esta Norma é aplicável aos liquidos isolantes de origem mineral, vegetal e sintéticos.

2 Referências normativas
Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais,
constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento
(incluindo emendas).

ABNT NBR 8371, Ascarel para transformadores e capacitores – Características e riscos

ABNT NBR 14274, Óleo mineral isolante – Determinação da compatibilidade de materiais empregados
em equipamentos elétricos

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
dispositivos de amostragem
dispositivos usados para a retirada de amostras de líquidos isolantes de recipientes de entrega, como
sondas, pipetas e sifões, e de equipamentos elétricos, como mangueiras de conexão, adaptadores
e válvulas de drenagem, incluindo frascos, seringas e outros acessórios

3.2
equipamentos elétricos
equipamentos elétricos isolados com óleo, como transformadores de força e instrumentos, reatores,
buchas, cabos, capacitores etc.

3.3
lote
determinado número de tambores cujo líquido isolante seja proveniente de um mesmo tanque e seja
fornecido de uma única vez

3.4
amostra individual
amostra retirada do mesmo nível de um recipiente

3.5
amostra média
mistura de amostras de diferentes níveis de um recipiente

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4 Princípios gerais para amostragem de líquidos isolantes


4.1 Generalidades

No caso em que o transporte de líquidos isolantes seja realizado por meio de tambores, tanques e
carretas-tanque, as amostras de líquido isolante devem ser retiradas, preferencialmente, da parte
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inferior do tanque, tambores ou equipamentos elétricos, onde há a possibilidade de haver contaminação,


provavelmente mais concentrada.

Na Tabela 1, estão representados os dispositivos de amostragem a serem utilizados em cada tipo de


recipientes de entrega, bem como o tipo de amostragem que deve ser realizado em cada caso.

Tabela 1 – Tipos de amostras de líquidos isolantes


Tipo de entrega Amostragem recomendada Dispositivo a ser usado
—— Amostrador manual com pressão positiva –
sifão – Figura 3

—— Amostrador manual a vácuo


Tambores Individual média
—— Amostrador tipo bomba rotativa manual

—— Sonda tipo amostrador de superfície – Figura 2


—— Sonda tipo amostrador de profundidade –
Figura 1
Tanques Individual média
—— Sonda tipo amostrador de superfície – Figura 2
Bolsas flexíveis Individual —— Bomba por termovácuo
—— Conexões redutoras
Equipamentos
Individual
elétricos
—— Bomba manual a vácuo

Durante a retirada das amostras, todas as precauções possíveis devem ser tomadas para não conta-
minar os líquidos isolantes com umidade e materiais particulados. A amostragem de líquidos isolantes
em locais com umidade relativa superior a 70 % deve ser evitada.

Quando a amostragem for realizada ao ar livre, a retirada das amostras deve ser evitada em dias
chuvosos. Em caso de ventania, deve ser utilizado um anteparo ou dispositivo similar para proteger a
retirada da amostra de contaminações externas.

Para amostragem em locais que apresentam muita sujidade, os cuidados no momento da amostragem
devem ser redobrados, com a finalidade de evitar o risco de contaminação por materiais particulados
que podem afetar os resultados finais no momento das análises do líquido isolante.

Para evitar qualquer tipo de condensação, deve ser garantido que os dispositivos de amostragem a
serem utilizados para as retiradas das amostras estejam na temperatura ambiente ou superior.

Antes do início da amostragem, os dispositivos devem ser lavados com o próprio líquido isolante a
ser amostrado, e este líquido isolante da lavagem do frasco deve ser descartado. O operador não
pode tocar a superfície dos dispositivos de amostragem sem o uso de luvas nitrílicas, bem como deve

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evitar o contato da pele com os líquidos isolantes a serem retirados. As amostras de líquidos isolantes
devem ser protegidas contra a exposição à luz durante o transporte e a armazenagem.

NOTA O procedimento de limpeza do frasco com o líquido isolante pode ser desconsiderado caso os
responsáveis pela amostragem garantam a integridade de limpeza do recipiente de retirada.

4.2 Dispositivos de amostragem


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4.2.1 Generalidades

Devido ao fato de que os resultados dos ensaios são afetados pelas impurezas contidas nas amostras,
as seguintes precauções devem ser observadas:

 a) os dispositivos de amostragem utilizados para retirada de amostras devem ser destinados exclu-
sivamente a cada tipo de líquido isolante;

 b) garantir que as vedações e as mangueiras dos dispositivos de amostragem utilizados sejam com-
patíveis com os tipos de líquidos isolantes a serem retirados;

 c) os dispositivos de amostragem devem ser limpos e secos, conforme descrito na Seção 5.

Particular atenção deve ser dada para evitar a presença de impurezas sólidas nos dispositivos, como
poeira, fibras etc.

4.2.2 Sondas para amostragem

Dois tipos de sondas para a retirada de amostras estão descritos e ilustrados nas Figuras 1 e 2. Aço
inoxidável e alumínio são materiais adequados para estes dispositivos de amostragem.

4.2.2.1 Sonda tipo amostrador de profundidade

O amostrador de profundidade, mostrado na Figura 1, é adequado para a retirada de amostras do


fundo de um tanque distante 1 cm a 2 cm do fundo. Este dispositivo deve ser confeccionado com tubos
e conexões de aço inoxidável ou alumínio, usinados em toda a sua extensão. Deve ser suficientemente
pesado para afundar no líquido, suspenso por um cabo ou corrente de aço. Não podem ser utilizadas
cordas ou outros materiais fibrosos.

Este tipo de amostrador possui uma haste no eixo da válvula que a abre automaticamente quando a
haste atinge o fundo do tanque. A amostra entra no recipiente pela da válvula de fundo e o ar é liberado
simultaneamente pela da válvula de topo. As válvulas se fecham quando o amostrador é removido.

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Dimensões em milímetros
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Figura 1 – Amostrador de profundidade

4.2.2.2 Sonda tipo amostrador de superfície

O amostrador de superfície, mostrado na Figura 2, é adequado para a retirada de amostras da parte


superior de um tanque ou tambor. Este dispositivo deve ser confeccionado com tubos e conexões de
aço inoxidável ou alumínio, usinados em toda a sua extensão. Não podem ser utilizadas cordas ou
outros materiais fibrosos.

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Dimensões em milímetros
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Figura 2 – Amostrador de superfície

4.2.3 Amostrador manual sob pressão

4.2.3.1 Amostrador manual a vácuo

Este tipo de dispositivo realiza a amostragem do líquido isolante por diferença de pressão entre o
frasco e o recipiente. A amostra não entra em contato com o amostrador manual, uma vez que este
dispositivo é usado apenas para fazer vácuo no frasco onde, em seguida, a amostra flui pela mangueira
do recipiente para dentro do frasco apenas pela diferença de pressão.

4.2.3.2 Amostrador manual com pressão positiva (sifão)

O amostrador manual com pressão positiva, mostrado na Figura 3, apresenta-se em material de vidro
e aço inoxidável. Recomenda-se que o amostrador tenha diâmetro interno de cerca de 13 mm, para
retirar o líquido da amostra de tubo de metal (diâmetro interno de 5 mm) para a aplicação de pressão.
Na medida em que a pressão positiva é aplicada, o líquido é transferido para o recipiente de retirada
do líquido isolante.

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Dimensões em milímetros
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Figura 3 – Amostrador manual com pressão positiva (sifão)

4.2.3.3 Amostrador tipo bomba rotativa manual

Dispositivo utilizado para retirada de amostras em tambor, que se apresenta em material de ferro
fundido ou polietileno e possui um tubo de sucção desmontável (três partes) e um adaptador para
tambor de 200 L.

4.2.4 Frascos

Os frascos de amostragem podem ser de vidro (âmbar ou transparente), alumínio ou plástico resistente
ao líquido isolante (ver Tabela 2). Frascos de vidro transparente devem ser protegidos contra exposição
à luz. Consequentemente, o uso de frascos na cor âmbar é o mais recomendado.

Os frascos devem ser selados com tampas apropriadas, que devem ser de plástico resistente ao líquido
isolante e possuir batoque de vedação. Os frascos de alumínio ou de plástico devem ser fechados por
meio de fechamento duplo (cápsulas selantes de tetrafluoretileno ou outro material plástico resistente
ao líquido, adaptado a tampas com rosca).

Não podem ser utilizadas tampas de cortiça ou de vidro esmerilhado. Também não podem ser utilizados
selos de parafina ou borracha. Recomenda-se o uso de frasco com capacidade de até 1 L, conforme
a necessidade, para os ensaios requeridos (ver Tabela 2).

4.2.5 Seringa de vidro

Seringa de vidro graduada, estanque a gás, com tamanho adequado para um volume de amostra de
óleo (20 mL até 100 mL), equipada com bico metálico tipo “luer lock” e válvula plástica de três vias com
corpo e rotor de polietileno de alta densidade (PEAD).

O uso da seringa com tambor e êmbolo correspondente é recomendado no caso da retirada de amostra

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para análise de gases dissolvidos, visando garantir que o êmbolo flua livremente com as variações
do volume de líquido isolante, evitando a formação de pressão dentro da seringa e possível quebra
durante o seu manuseio. Não podem ser usadas seringas de plástico.

NOTA Recomenda-se lavar as superfícies do êmbolo com o próprio líquido isolante a ser analisado para
evitar a formação de bolhas na superfície do pistão.
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O volume de amostra depende das técnicas analíticas utilizadas. Normalmente, para análise de gases
dissolvidos no líquido isolante, seringas de volumes variados de 20 mL até 100 mL são consideradas
suficientes.

4.2.6 Conexões redutoras para amostragem de líquido isolante

Dispositivos utilizados no registro inferior do transformador composto por um conjunto de conexões


rosqueáveis, um registro para fechamento e uma mangueira apropriada. Este dispositivo é acompa-
nhado de um conjunto de conexões e reduções de PVC, de aço inoxidável ou de latão, para encaixe
em qualquer tipo de registro entre ½ pol e 2 pol.

5 Limpeza dos dispositivos e recipientes de amostragem


Os recipientes de amostragem não descartáveis podem ser limpos com água potável, usando deter-
gente neutro e/ou desengordurante.

Após a lavagem com água e sabão, pode também ser utilizada uma solução de potassa alcoólica com
concentração igual a 0,4 N (ver Anexo A) para lavagem das vidrarias, devendo o último enxágue ser
realizado com água deionizada ou destilada.

Depois da limpeza, os dispositivos e os recipientes, com exceção das seringas, devem ser secos
em uma estufa com circulação de ar, à temperatura de 110 °C, por no mínimo 2 h, e devem resfriar
lentamente dentro desta ou no interior de outro local apropriado para a secagem. Deixar a vidraria
completamente fria antes de colocar o batoque, evitando o acúmulo de umidade em seu interior.

As seringas, após a lavagem, devem ser secas desmontadas, ou seja, o êmbulo, o tambor e a válvula
de três vias, devem estar separados, utilizando uma estufa com circulação de ar e temperatura de
50 °C por no mínimo 4 h.

Depois de secos, os dispositivos e os recipientes devem ser imediatamente protegidos contra possíveis
contaminações.

O uso de recipiente de plástico autoclavável que apresente um nível conhecido e satisfatório de lim-
peza (poeira e umidade) é requerido. Para assegurar o grau de limpeza destes recipientes, o mesmo
procedimento de limpeza utilizado para os frascos de vidro deve ser adotado, tomando cuidado com
a temperatura de secagem dos frascos.

Para os frascos de plástico autoclavável, cada laboratório deve verificar qual é a temperatura máxima
de suportabilidade do polímero, com o objetivo de não danificar o recipiente no momento da secagem.

NOTA Convém que cada laboratório estabeleça um critério de controle de qualidade que assegure que o
procedimento de limpeza tenha sido eficiente.

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6 Limpeza dos pontos de amostragem


Antes do início da amostragem, deve ser realizada uma limpeza externa no flange cego da válvula
de amostragem, utilizando panos limpos ou papel-toalha, com o objetivo de remover toda a sujidade
visível.
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Em seguida, ao remover o flange cego da válvula de amostragem, proceder com a limpeza da parte
interna do registro para remoção de resíduos de líquidos isolantes e eventuais contaminantes como
partículas e água.

Após a limpeza interna do dispositivo, fazer a conexão dos redutores e do sistema de amostragem,
deixando fluir o líquido isolante, com o objetivo de lavar o sistema.

NOTA Caso seja utilizado o papel-toalha para a remoção da sujeira, é importante que o responsável pela
retirada garanta que não haja resíduo de fibra na válvula que possa comprometer a integridade da coleta e,
consequentemente, confiabilidade dos resultados das análises.

7 Volume da amostra e escolha do recipiente


O volume da amostra a ser retirado depende dos ensaios e dos procedimentos operacionais a serem
utilizados.

Para os ensaios de rotina, são recomedáveis 1 000 mL de líquido isolante para análise individual
e 2 000  mL para análise completa (ver Anexo B).

Os volumes de líquido isolante apresentados na Tabela 2 servem apenas como uma orientação
preliminar. O laboratório responsável pela execução dos ensaios deve ser consultado, a fim de fornecer
informações referentes aos volumes necessários para os ensaios em função da metodologia analítica
e dos equipamentos utilizados.

Tabela 2 – Recipientes de amostragem apropriados para ensaios em líquidos isolantes (continua)


Recipiente de amostragem Seringa Frasco Frasco Volume de líquido
Plástico isolante
Material Vidro Vidro ou metal mL
autoclavável
Ensaios
Gases dissolvidos Sim 20 – 100
Teor de água Sim Sim 10 – 50
Fator de potência Sim Sim Sim 150 – 250
Partículas Sim 200 – 1 000
Rigidez dielétrica Sim 500 – 1 000
Teor de PCB Sim 20
Outros ensaios físico-químicos Sim Sim 250
Enxofre corrosivo Sim Sim 1 000
Teor de furanos Sim Sim 20
Dibutilparacresol (DBPC) Sim Sim 50

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Tabela 2 (conclusão)
Recipiente de amostragem Seringa Frasco Frasco Volume de líquido
Plástico isolante
Material Vidro Vidro ou metal mL
autoclavável
Ensaios
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Dibenzildissufeto (DBDS) Sim Sim 20


Teor de passivador (TTA) Sim Sim 20

O uso de frascos de plástico não é permitido para a retirada de amostra para o ensaio de teor de água,
rigidez dielétrica e partículas, devido à possível contaminação do líquido isolante por difusão com ar
atmosférico do ambiente externo. No caso dos outros ensaios, os frascos de plástico devem ser de
materiais compatíveis com os óleos a serem coletados, por exemplo polietileno de alta densidade
(PEAD), polipropileno (PP) ou policarbonato, os quais não contaminam o líquido isolante com os seus
aditivos. Cada tipo novo de frasco plástico deve ser ensaiado antes do seu uso, para ser verificada
a sua compatibilidade com o líquido isolante, conforme a ABNT NBR 14274.

8 Segurança e qualidade da amostragem


A amostragem de líquido isolante em equipamentos elétricos deve ter atenção particular, devendo ser
seguidos os cuidados relacionados à segurança durante a retirada da amostra.

No caso de equipamento elétrico energizado, verificar se o líquido isolante em seu interior não está
sob pressão negativa, antes da retirada da amostra. Durante a amostragem, a pressão negativa pode
introduzir bolhas de ar no líquido isolante, podendo provocar falha no equipamento elétrico, e coloca
em perigo o profissional que está coletando a amostra.

Durante a retirada de amostra, cuidados devem ser tomados para garantir a proteção contra a liberação
súbita de líquido isolante, evitando acidentes e derramamentos.

A retirada de amostra representativa é de fundamental importância para se obter uma avaliação


confiável da condição operacional do equipamento elétrico. No caso de uma amostragem inadequada,
até mesmo os métodos analíticos mais modernos não podem fornecer resultados que indiquem com
segurança a qualidade do líquido isolante do equipamento.

As retiradas de amostras devem ser sempre realizadas por profissionais devidamente capacitados.

Os métodos de retirada de amostras aqui descritos são adequados para equipamentos com grandes
volumes de líquido isolante, como transformadores de força. No caso de equipamentos com pequenos
volumes de líquido isolante, é essencial garantir que o volume de líquido isolante coletado não coloque
em risco a operação do equipamento.

No caso da amostragem do líquido isolante de buchas, transformadores de instrumentos, transfor-


madores de corrente (TC), transformadores de potencial (TP) ou cabos, as instruções do fabricante
do equipamento devem ser seguidas com cuidado. Caso contrário, sérios danos ou falhas podem
ser provocados nos equipamentos. A retirada de amostras de líquido isolante nestes equipamentos
elétricos deve ser realizada somente com os equipamentos desenergizados. Durante a amostragem,
cuidados devem ser tomados para evitar uma possível liberação súbita de líquido isolante.

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Para a determinação do teor de água no líquido isolante, a retirada da amostra deve ser realizada,
preferencialmente, nos dias com umidade relativa do ar inferior a 70 %, para evitar a condensação de
umidade sobre a superfície dos dispositivos de amostragem e a possível contaminação da amostra.

9 Local de amostragem
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A amostragem deve ser realizada em pontos onde as amostras são representativas para todo o volume
de líquido isolante no interior do equipamento (por exemplo, da válvula de drenagem de líquido isolante
ou da válvula de retirada de amostras de líquido isolante). Às vezes, na tentativa de localizar uma
falha, é necessário retirar amostras de locais que não são considerados representativos, por exemplo,
o relé de gás. Para transformadores com duas válvulas montadas em série, o seguinte procedimento
deve ser usado: abrir a válvula externa e somente depois abrir a válvula interna. Este procedimento
é muito importante para evitar a entrada de ar nos transformadores.

No caso de bucha que não possua ponto de amostragem, as amostras podem ser retiradas do topo.
As instruções do fabricante devem ser seguidas para determinar o ponto mais adequado de retirada
do líquido isolante. Inserir uma mangueira flexível no líquido isolante da bucha, a partir do topo, e
conectar a esta a válvula reguladora de três vias da seringa.

No caso de buchas pressurizadas à temperatura ambiente, este procedimento não é aplicável, e


recomenda-se que sejam verificadas as instruções fornecidas pelos fabricantes dos equipamentos.

10 Conexão entre o ponto de amostragem e o dispositivo de amostragem


A conexão entre o dispositivo usado para a retirada da amostra (conexões redutoras, bomba de amos-
tragem etc.) e o ponto de amostragem do equipamento elétrico depende das características constru-
tivas do equipamento. Caso a válvula de amostragem não permita a fixação adequada do dispositivo,
deve ser utilizado um adaptador.

Fixar uma mangueira flexível de plástico ou de borracha resistente ao líquido isolante no dispositivo
de amostragem e conectar ao ponto de amostragem.

Para a realização da amostragem do líquido isolante, seja ele mineral, éster natural ou sintético e
silicone, as mangueiras utilizadas devem ser resistentes a ponto de não oferecer risco de contaminação
para a amostra.

Recomenda-se, para amostragem de óleo mineral, a utilização de mangueiras plásticas do tipo


fluoradas ou de borracha de silicone. No caso de óleos não minerais (por exemplo, ésteres naturais
e sintéticos), as mangueiras de conexão podem ser de polipropileno, politetrafluoretileno (PTFE) ou
metálica.

Para evitar contaminação cruzada no procedimento de amostragem sucessiva, realizar uma limpeza
cuidadosa do dispositivo de amostragem e posterior lavagem com o líquido isolante a ser amostrado.

11 Procedimento de amostragem
11.1 Amostragem em tanque de armazenagem ou caminhão tanque

É recomendado que o procedimento de amostragem seja realizado somente após um período de


repouso do líquido isolante dentro do tanque, por no mínimo 1 h.

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Amostras de líquidos isolantes em tanques ou caminhões-tanques podem ser coletadas pela válvula
de descarga do tanque ou mediante o uso de um amostrador de profundidade ou de superfície.

11.1.1 Utilização da sonda tipo amostrador de profundidade

No caso de amostragem utilizando a sonda tipo amostrador de profundidade, proceder conforme


a seguir:
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 a) realizar a lavagem do amostrador de profundidade e do frasco com a primeira amostragem.


Ambos devem estar previamente limpos;

 b) baixar o amostrador pelo domo do vagão-tanque ou escotilha do tanque até atingir o fundo;

 c) quando preenchido, remover o amostrador e transferir o seu conteúdo para o recipiente de
amostragem;

 d) fechar e rotular o recipiente imediatamente, e enviar para o laboratório.

11.1.2 Utilização da sonda tipo amostrador de superfície

No caso de amostragem utilizando a sonda tipo amostrador de superfície, proceder conforme a seguir:

 a) realizar a lavagem do amostrador de superfície e do frasco com a primeira amostragem;

 b) encher o amostrador de superfície com sua válvula fechada, por imersão lenta do líquido até que
a borda da sonda fique logo abaixo da superfície, de tal maneira que o líquido flua para dentro do
amostrador;

 c) encher o amostrador novamente e transferir a amostra para o frasco, deixando-a fluir lentamente
através do orifício inferior contra as paredes do frasco, evitando o turbilhonamento no fundo;

 d) repetir esta operação até que se obtenha líquido suficiente para encher o frasco.

NOTA Antes da retirada da amostra de um tanque, convém que quantidade suficiente de líquido isolante
seja drenada até o final da tubulação, com o objetivo de realizar a limpeza e a lavagem do dispositivo de
amostragem.

11.1.3 Amostragem na válvula de descarga

Este procedimento de amostragem permite obter uma amostra representativa do fundo do tanque.
Caso haja suspeita de contaminantes leves, é necessária a circulação do líquido isolante, ou a retirada
de amostra na superfície.

Para amostragem na válvula de descarga do tanque, o procedimento de amostragem deve ser o


seguinte:

 a) remover a proteção da válvula de descarga, se existir;

 b) remover toda a sujeira e poeira visível da válvula utilizando tecido limpo ou papel-toalha;

 c) acionar, se existir, a bomba do tanque e abrir a válvula de descarga do tanque para permitir o fluxo
de líquido isolante;

 d) fazer uma purga com pressão maior, se possível, para retirar contaminantes aderentes à parte
interna do tanque e tubulação, e depois permitir o fluxo lento do líquido isolante de pelo menos
três vezes o volume da tubulação do tanque para dentro de um recipiente de descarte de líquido
isolante;

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 e) lavar os frascos de amostragem com o líquido isolante a ser analisado;

 f) encher os frascos com líquido. Deixar no frasco, aproximadamente, 4 cm de ar livre a ser medido
a partir da borda do recipiente.

NOTA Caso seja utilizado o papel-toalha para a remoção da sujeira, é importante que o responsável pela
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retirada de amostra garanta que não haja resíduo de fibra na válvula que possa comprometer a integridade
da coleta e, consequentemente, a confiabilidade dos resultados das análises.

11.2 Amostragem de tambor

As amostras devem ser retiradas somente depois que os tambores forem deixados em repouso, na
posição vertical, com a abertura para cima e protegidos contra chuva, no mínimo por 1 h. A Tabela C.1
recomenda um critério para aceitação e rejeição de lotes de tambores, em relação aos resultados das
análises de laboratório.

11.2.1 Utilização da bomba manual a vácuo

Realizar a amostragem conforme o procedimento a seguir:

 a) abrir a tampa do tambor e ajustar na abertura o tampão;

 b) introduzir a mangueira no orifício da bomba;

 c) acoplar o frasco, rosqueando-o na cabeça da bomba até o final da rosca;

 d) iniciar o processo de amostragem, imergindo a ponta do dispositivo até aproximadamente a


metade do tambor;

 e) para realizar a transferência do líquido isolante para o frasco, bombear manualmente pelo cabo
da bomba;

 f) realizar a lavagem do dispositivo, bem como do frasco que será utilizado para a retirada do líquido
isolante;

 g) deslocar a ponta do dispositivo até o fundo do tambor e proceder à retirada da amostra repre-
sentativa para a realização dos ensaios, evitando a formação de bolhas durante a realização do
procedimento.

NOTA A fim de evitar a contaminação das amostras, recomenda-se sempre realizar a limpeza, retirando
qualquer resíduo da bomba, antes de sua utilização.

11.2.2 Utilização da bomba rotativa manual

Realizar a amostragem conforme o procedimento a seguir:

 a) abrir a tampa do tambor e ajustar na abertura o tampão;

 b) introduzir a ponta do dispositivo no orifício da bomba;

 c) iniciar o processo de amostragem, imergindo a ponta do dispositivo até aproximadamente a


metade do tambor;

 d) para realizar a transferência do líquido isolante para o frasco, girar a alavanca manualmente;

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 e) realizar a lavagem do dispositivo bem como do frasco que será utilizado para a retirada do líquido
isolante;

 f) deslocar a ponta do dispositivo até o fundo do tambor e proceder à retirada da amostra repre-
sentativa para a realização dos ensaios, evitando a formação de bolhas durante a realização do
procedimento.
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NOTA A fim de evitar a contaminação das amostras, recomenda-se sempre realizar a limpeza, retirando
qualquer resíduo da bomba, antes de sua utilização.

11.2.3 Utilização da sonda tipo amostrador de superfície

Realizar a amostragem conforme o procedimento a seguir:

 a) realizar a lavagem do amostrador de superfície e do frasco com a primeira amostragem;

 b) encher o amostrador de superfície com sua válvula fechada, por imersão lenta do líquido, até que
a borda da sonda fique logo abaixo da superfície, de tal maneira que o líquido flua para dentro do
amostrador;

 c) encher o amostrador novamente e transferir a amostra para o frasco, deixando-a fluir lentamente
pelo de seu orifício inferior contra as paredes do frasco, evitando o turbilhonamento no fundo;

 d) repetir esta operação até que se tenha obtido líquido suficiente para encher o frasco.

NOTA Antes da retirada da amostra de um tanque, convém que uma quantidade suficiente de líquido
isolante seja drenada até o final da tubulação, com o objetivo de realizar a lavagem e a limpeza do dispositivo
de amostragem.

11.3 Amostragem em equipamento elétrico

11.3.1 Amostragem em seringa

11.3.1.1 Antes de iniciar a retirada da amostra, realizar o procedimento para o ensaio de integridade
da seringa, conforme descrito a seguir:

 a) colocar a válvula de três vias na posição “A” ou “C” (aberta – Figura 4 – posição 4);

 b) apertar o êmbolo e colocá-lo totalmente dentro do corpo da seringa;

 c) fechar a válvula de três vias (posição “B” – Figura 4 – posição 4);

 d) puxar o êmbolo da seringa e segurá-lo sob pressão durante aproximadamente 30 s;

 e) soltar o êmbolo cuidadosamente, que deve voltar para dentro da seringa na posição original;

 f) colocar a válvula de três vias novamente na posição “A” ou “C” (aberta – Figura 4 – posição 4);

 g) apertar e empurrar rapidamente o êmbolo completamente para dentro da seringa;

 h) caso alguma quantidade de ar esteja presa entre o êmbolo e o corpo da seringa, verificar o motivo
da entrada de ar e fazer a devida correção, pois a seringa ou a válvula de três vias não está
vedando hermeticamente.

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11.3.1.2 Após o ensaio de integridade da seringa, a amostragem deve ocorrer conforme procedimento
descrito a seguir:

 a) antes do início da amostragem, deve ser realizada uma limpeza externa no flange cego da válvula
de amostragem, utilizando panos limpos ou papel-toalha, tendo como objetivo a remoção de toda
a sujidade visível;
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 b) em seguida, ao remover o flange cego da válvula de amostragem, proceder à limpeza da parte
interna do registro para remoção de resíduos de líquidos isolantes e eventuais contaminantes,
como partículas e água;

 c) após a limpeza interna do dispositivo, fazer a conexão dos redutores e sistema de amostragem,
deixando fluir o líquido isolante, com o objetivo de lavar o sistema;

 d) verificar se as superfícies do coletor estão limpas e conferir se o registro do equipamento está
fechado;

 e) remover toda a sujeira e poeira visíveis da válvula com tecido limpo e sem fiapos;

 f) adaptar a mangueira flexível (“3” – Figura 4) na válvula de amostragem (“1”) e abri-la, cuidado-
samente, deixando fluir cerca de 2 L de líquido isolante ou, caso o volume do equipamento não
permita este descarte, considerar no mínimo três vezes o volume da tubulação para dentro do
recipiente de descarte;

 g) conectar a seringa de vidro apropriada ao ponto de amostragem do equipamento elétrico,


conforme a Figura 4 “a”, e abrir a válvula de amostragem (“1”);

 h) girar o regulador da válvula de três vias para a posição “A”, para permitir a entrada lenta de líquido
isolante na seringa (“b” – Figura 4). O êmbolo não pode ser puxado, porém, ele deve poder
se mover para trás sob a pressão do líquido isolante, até o completo enchimento da seringa.
É importante tomar cuidado para que o fluxo não seja rápido demais, pois isto pode quebrar a
seringa;

 i) colocar a válvula de três vias (“4”) na posição “c” para permitir, mediante o pressionamento do
êmbolo, a drenagem do líquido isolante para o recipiente de descarte (“6”). Durante a drenagem,
colocar a seringa na sua posição vertical, com o bico para cima, conforme mostra a Figura 4 “c”.
Certificar-se de que as superfícies do tambor da seringa e do êmbolo estejam completamente
cobertas de líquido isolante;

 j) repetir os procedimentos descritos nas alíneas (i e j) até que nenhuma bolha de ar esteja presente.
Nesta condição, colocar a válvula de três vias (“4”) na posição “A” e encher a seringa com o
líquido isolante da amostra (Figura 4 “d”);

 k) colocar a válvula de três vias (“4”) na posição “B” e fechar a válvula de amostragem do
equipamento (“1”);

 l) antes de desconectar a seringa, verificar se há o aparecimento de bolhas no líquido isolante. Caso
haja bolhas, repetir o processo de amostragem novamente. Feito isso, desconectar a seringa;

 m) identificar as amostras, cuidadosamente, utilizando etiquetas (ver Seção 12).

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Legenda
1 válvula de amostragem
2 adaptador
3 mangueira flexível
4 válvula de três vias
5 seringa
6 recipiente de descarte

Figura 4 – Amostragem de líquido isolante em seringa

NOTA 1 Evitar a contaminação da superfície externa do êmbolo e das superfícies internas do tambor da
seringa por poeira ou areia. Estas partículas podem afetar a qualidade da vedação da seringa, além de
causar potencial dano ao êmbolo até sua quebra. Este tipo de contaminação pode ser provocado por ventos
carregando poeira ou pelo manuseio inadequado da seringa com panos ou papéis sujos. Recomenda-se
que atenção especial seja dada a esta etapa e, em caso de contaminação, lavar o êmbolo e a seringa com
líquido isolante para retirada da sujidade e posterior limpeza das superfícies com tecido ou papel que não
deixe fibras ou outros resíduos, e então reiniciar o procedimento de amostragem até a aquisição de amostra
adequada.

NOTA 2 Caso seja utilizado papel-toalha para a remoção da sujeira, é importante que o responsável pela
retirada da amostra garanta que não haja resíduo de fibra na válvula que possa comprometer a integridade
da retirada e, consequentemente, a confiabilidade dos resultados das análises.

11.3.2 Amostragem em frasco

Realizar o procedimento de amostragem em frasco, conforme descrito a seguir:

NOTA Para uma melhor compreensão, recomenda-se ver as Figuras 5 e 6.

 a) antes do início da amostragem, deve ser realizada uma limpeza externa no flange cego da válvula
de amostragem, utilizando panos limpos ou papel-toalha, tendo como objetivo a remoção de toda
a sujidade visível;

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 b) em seguida, ao remover o flange cego da válvula de amostragem, proceder à limpeza da parte
interna do registro para a remoção de resíduos de líquidos isolantes e eventuais contaminantes,
como partículas e água;

 c) após a limpeza interna do dispositivo, fazer a conexão dos redutores e sistema de amostragem,
deixando fluir o líquido isolante, com o objetivo de lavar o sistema;
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 d) abrir a válvula de amostragem e regular para um fluxo constante de líquido isolante. Devem ser
tomadas precauções para não contaminar a amostra por poeira ou umidade;

 e) a válvula de amostragem (“1” na Figura 5) deve ser mantida nesta posição durante toda a execução
deste procedimento;

 f) deixar fluir cerca de 2 L a 5 L de líquido isolante ou, caso o volume do equipamento não permita
este descarte, considerar no mínimo 500 mL de escoamento do líquido isolante;

 g) convém que, antes da realização da amostragem, uma alíquota do líquido isolante presente no
equipamento seja retirada em um béquer e, imediatamente, seja feita a leitura da temperatura do
fluido. Esta medição pode ser realizada por um termômetro do tipo espeto, temômetro de vidro
ou infravermelho;

 h) encher o frasco até a metade de sua capacidade, tampá-lo, lavá-lo com a mesma matriz da amos-
tragem e descartar o líquido isolante no recipiente de descarte (Figura 5 – “6”);

 i) manter o frasco inclinado, com o objetivo de evitar o turbilhonamento do líquido isolante. Retirar
a amostra para ensaio, não permitindo que a mangueira de coleta (Figura 5 – “3”) toque as
superfícies internas do frasco (Figura 5 – “7”), enchendo o frasco em sua totalidade, devendo o
líquido isolante permanecer, aproximadamente, 4 cm abaixo da boca do frasco. Tampar e rotular
o frasco.

Legenda

1 válvula de amostragem
2 adaptador
3 mangueira flexível
6 recipiente de descarte
7 frasco de amostragem

Figura 5 – Exemplo de amostragem em frasco

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Legenda

1 frasco
2 tampa plástica rosqueável
3 selo de vedação cônico em polietileno

Figura 6 – Exemplo de tampa de vedação para frasco

NOTA 1 O procedimento de limpeza do frasco com o líquido isolante pode ser desconsiderado, caso os
responsáveis pela amostragem garantam a integridade de limpeza do recipiente de retirada de amostra.

NOTA 2 Caso seja utilizado o papel-toalha para a remoção da sujeira, é importante que o responsável pela
retirada de amostra garanta que não haja resíduo de fibra na válvula que possa comprometer a integridade
da retirada e, consequentemente, confiabilidade dos resultados das análises.

Para as amostragens realizadas em equipamentos que contenham concentrações de PCB acima de


50 mg/kg, todas as conexões e mangueiras utilizadas devem ser devidamente higienizadas após a
retirada, de forma a garantir que não haja qualquer contaminação residual existente que seja prove-
niente do equipamento amostrado e que possa colocar em risco o procedimento de retirada e a con-
fiabilidade dos resultados das análises realizadas.

Adicionalmente, os procedimentos de segurança e de meio ambiente que devem ser seguidos para
estes casos onde há contaminação do equipamento por PCB estão descritos na ABNT NBR  8371.

Todo o procedimento de amostragem deve ser efetuado com fluxo de líquido isolante constante e sem
interrupção. A posição do manípulo da válvula de amostragem do equipamento não pode ser alterada,
sob risco de serem introduzidas partículas de origem metálica e/ou de ser alterada a quantidade de
partículas pela alteração de fluxo.

A amostragem em tanques, durante o tratamento do líquido isolante novo, antes do enchimento, deve
ser feita, preferencialmente, durante a circulação do líquido isolante, nos pontos de entrada dos filtros
de partículas.

Caso haja suspeita de saturação dos filtros, coletar amostras na entrada e na saída da máquina de
tratamento do líquido isolante.

A amostragem em equipamentos, após o tratamento do líquido isolante, deve ser feita, preferencialmente,
durante ou após a circulação do líquido isolante.

12 Etiqueta de identificação e ficha de amostragem


A ficha de amostragem deve incluir todas as informações necessárias para identificação correta da
amostra, bem como todos os detalhes e informações especiais que podem ajudar na realização dos
ensaios. Além das informações estarem descritas na ficha de retirada de amostra, recomenda-se

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também que estejam descritas na etiqueta de identificação. A seguir são apresentadas as informações
mínimas que devem constar tanto na etiqueta de identificação da amostra como na ficha de amostragem:
 a) identificação do frasco/seringa;

 b) cliente;
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 c) local do equipamento;

 d) ponto de amostragem;

 e) data da amostragem;

 f) classe de tensão;

 g) potência;

 h) fabricante;

 i) ano de fabricação;

 j) volume do líquido isolante;

 k) número de série;

 l) temperatura do líquido isolante no momento da amostragem;

 m) umidade relativa do ar;

 n) situação do equipamento (se ele está em operação);

 o) tipo de equipamento;

 p) tipo de líquido isolante;

 q) tipo de coleta e análise;

 r) motivo da análise.

Cada recipiente deve ser identificado com uma etiqueta que indique a procedência do líquido isolante,
tipo, data da amostragem, identificação do tanque ou tambor etc. Cada amostra deve estar acompa-
nhada de sua etiqueta ou placa de identificação individualmente.

13 Transporte e armazenagem de amostras


Para a armazenagem e o transporte das amostras, devem ser utilizados recipientes com volumes
apropriados em função dos ensaios a serem realizados. O tipo de material e o volume do recipiente
são indicados na Tabela 2.

Os frascos devem permanecer fechados, de maneira que seja permitida a sua selagem, mediante o
uso de tampas de plástico resistente ao líquido isolante retirado. Vedações (batoques) de politetraflu-
oretileno (PTFE) e de polipropileno (PP) devem ser utilizadas.

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O oxigênio dissolvido presente na amostra de líquido isolante pode ser consumido, e hidrocarbonetos
e óxidos de carbono podem ser formados por oxidação. Esta reação é acelerada pela exposição
da amostra à luz. Por este motivo, os recipientes de amostragem de vidros transparentes (seringas
e frascos) devem ser protegidos contra exposição à luz, por exemplo, dentro de caixa de papelão.

As caixas utilizadas para o transporte de amostras em seringas devem ser capazes de protegê-las
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firmemente durante o seu transporte. Porém, estas caixas devem permitir que os êmbolos das seringas
estejam livres e, ao mesmo tempo, devem garantir que as válvulas não entrem em contato com o
material da caixa, quaisquer que sejam as posições das seringas durante o seu transporte.

Em geral, a análise de uma amostra deve sempre ser realizada, tão logo quanto possível, depois da sua
retirada, para evitar possíveis reações de oxidação, perdas de gás ou qualquer tipo de contaminação.

Para maior confiabilidade dos resultados, o tempo máximo recomendado entre a amostragem e os
ensaios de laboratorio é de 30 dias.

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Anexo A
(informativo)

Solução de potassa alcoólica 0,4 N


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A.1 Modo de preparo


Dissolver 22,44 g de hidróxido de potássio (KOH) em 1 L de álcool etílico comercial e guardar em
frasco de polietileno.

A.2 Uso
Colocar a solução em contato com a região a ser limpa e deixar atuar por 5 min. A potassa alcoólica
é excelente para corrigir o escorrimento em vidrarias podendo ser reutilizada várias vezes.

A.3 Cuidados
A potassa alcoólica é uma mistura de limpeza muito forte, não sendo recomendado que fique em
contato com o vidro por mais de 5 min, pois ela o ataca lentamente. No caso de contato com a pele ou
roupas, lavar abundantemente com água corrente.

NOTA O hidróxido de potássio pode ser apresentado em forma de lentilha, flocos ou bastão de cor
branca. O hidróxido absorve gás carbônico ao ar e é higroscópico.

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Anexo B
(informativo)

Ensaios a serem efetuados em amostras individuais


Projeto em Consulta Nacional

Um grande número de ensaios pode ser aplicado aos óleos minerais e vegetais isolantes presentes
em equipamentos elétricos.

Os ensaios relacionados na Tabela B.1, classificados como grupos 1, 2 e 3, são realizados em óleos
minerais isolantes em serviço, conforme descrito na ABNT NBR 10576.

A Tabela B.2, por sua vez, classifica os grupos em 1 e 2, devendo ser utilizada para análise de óleos
vegetais isolantes em serviço, conforme descrito na ABNT NBR 16518.

Os ensaios relacionados na Tabela B.3 devem ser realizados com o objetivo de se certificar das pro-
priedades dos óleos de silicone para aplicações elétricas, conforme a ABNT NBR 10506.

Os ensaios relacionados nas Tabelas B.1 a B.3 são considerados suficientes para determinar se as
condições do óleo estão adequadas com o objetivo de manter o equipamento em operação e de
sugerir o tipo de tratamento necessário (recondicionamento ou regeneração), quando aplicável.

Tabela B.1 – Ensaios em óleo mineral isolante em serviço (continua)


Propriedade Grupo a Norma
Análise de gases dissolvidos 1 ABNT NBR 7070
Cor e aparência 1 ABNT NBR 14483
Densidade 1 ABNT NBR 7148
Fator de perdas dielétricas 1 ABNT NBR 12133
ABNT NBR 14248
Índice de neutralização (acidez) 1
ABNT NBR 14448
Rigidez dielétrica 1 ABNT NBR IEC 60156
Tensão interfacial 1 ABNT NBR 6234
Teor de água 1 ABNT NBR 10710
Sedimento e borra 2 –
Teor de inibidor 2 ABNT NBR 12134
Bifenilas policloradas (PCB) 3 ABNT NBR 13882
Compatibilidade 3 ABNT NBR 14274
Enxofre corrosivo 3 ABNT NBR 10505
ABNT NBR 10504
Estabilidade à oxidação 3
ABNT NBR 15362

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Tabela B.1 (conclusão)


Propriedade Grupo a Norma
Partículas (contagem de partículas) 3 ABNT NBR 14275
Ponto de fluidez 3 ABNT NBR 11349
Projeto em Consulta Nacional

Ponto de fulgor e combustão 3 ABNT NBR 11341


Resistividade 3 ASTM D 1169
Teor de DBDS 3 ABNT NBR 16412
Teor de passivador 3 ABNT NBR 16270
Viscosidade cinemática 3 ABNT NBR 10441
Metais 2 ASTM D 7151
Ferrografia analítica e quantitativa 2 –
a Ensaios de rotina (grupo 1), ensaios complementares (grupo 2) e ensaios investigativos (grupo 3).

Tabela B.2 – Ensaios em óleo vegetal isolante em serviço


Ensaio Grupo a Método de ensaio
Análise de gases dissolvidos 1 ABNT NBR 7070
Cor e aparência 1 ABNT NBR 14483
Fator de perdas dielétricas 1 ABNT NBR 12133
Índice de neutralização 1 ABNT NBR 14248
Rigidez dielétrica 1 ABNT NBR IEC 60156
Ponto de fulgor e ponto de combustão 1 ABNT NBR 11341
Teor de água 1 ABNT NBR 10710
Viscosidade cinemática 1 ABNT NBR 10441
Bifenilas policloradas (PCB) 2 ABNT NBR 13882
Densidade 2 ABNT NBR 7148
Enxofre corrosivo 2 ABNT NBR 10505
Resistividade volumétrica (resistência específica) 2 ASTM D 1169
Tendência à evolução de gases 2 ASTM D 2300
ABNT NBR 15422 e
Estabilidade à oxidação 2
IEC 62770
a Ensaios de rotina (grupo 1) e ensaios complementares (grupo 2).

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Tabela B.3 – Ensaios em óleos de silicone isolante


Propriedade Norma
Aspecto visual ABNT NBR 8663
Índice de refração –
Projeto em Consulta Nacional

Densidade ASTM D 1298


Teor de voláteis –
Viscosidade cinemática ASTM D 445
Ponto de fulgor e combustão ABNT NBR 11341
Índice de neutralização (acidez) ASTM D 974
Teor de água ABNT NBR 10710
Rigidez dielétrica ASTM D877
Resistividade volumétrica –
Fator de dissipação e permissividade ABNT NBR 5245

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Anexo C
(informativo)

Critérios de amostragem
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A Tabela C.1 fornece um exemplo de critério de amostragem, e critério para aceitação e rejeição de
líquidos isolantes quando fornecido em tambores.

Tabela C.1 – Critério de amostragem em tambores


Tamanho do lote Amostragem Acumulativo Nº AC a Nº RE b
2 a 15 2 2 0 1
16 a 25 3 3 0 1
26 a 90 5 5 0 1
91 a 150 8 8 0 1
151 a 280 13 13 0 1
20 20 0 2
281 a 1 200
20 40 1 2
32 32 0 2
> 1 200 32 64 1 2
a Nº AC – Número de aceitação: número máximo de unidades que falharem para aceitar o lote.
b Nº RE – Número de rejeição: número total de unidades que falharem para rejeitar o lote.

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Anexo D
(normativo)

Procedimento para retirada de amostras para o ensaio de contagem de


partículas
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Proceder conforme a seguir:

 a) abrir a válvula de amostragem e regular para um fluxo constante de líquido isolante;

 b) manter a válvula de amostragem nesta posição durante toda a execução deste procedimento;

 c) deixar escoar pelo menos 5 L de líquido isolante, antes da retirada da amostra;

 d) encher o frasco de coleta até a metade de sua capacidade, tampar, agitar por cerca de 20 s
e descartar o óleo no recipiente de descarte;

 e) retirar a amostra para ensaio, mantendo o frasco inclinado a 45° em relação ao fluxo de líquido
isolante, não permitindo que a mangueira de coleta toque as superfícies internas do frasco,
enchendo o frasco até 3/4 de seu volume. Tampar e rotular o frasco. As amostras devem ser
coletadas em duplicata.

Todo o procedimento de amostragem deve ser efetuado com fluxo de líquido isolante constante e sem
interrupção. A posição da válvula de amostragem do equipamento não pode ser alterada, sob risco de
serem introduzidas partículas de origem metálica ou de ser alterada a quantidade de partículas pela
alteração de fluxo.

A amostragem em equipamentos, após o tratamento do líquido isolante, deve ser feita, preferencial-
mente, durante a circulação do líquido isolante ou imediatamente após.

A amostragem em tanques, durante o tratamento do líquido isolante novo, antes do enchimento, deve
ser feita, preferencialmente, durante a circulação do líquido isolante, nos pontos de entrada dos filtros
de partículas.

Caso haja suspeita de saturação dos filtros, coletar amostras na entrada e na saída da máquina de
tratamento do líquido isolante.

Devem ser tomadas precauções para não contaminar a amostra por poeira ou umidade.

NOTA O procedimento de limpeza do frasco pode ser desconsiderado, caso os responsáveis pela amos-
tragem garantam a integridade de limpeza do recipiente de retirada de amostras.

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Bibliografia

[1]  ABNT NBR 5426, Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos
Projeto em Consulta Nacional

[2]  ABNT NBR 8371, Ascaréis para transformadores e capacitores – Características e riscos

[3]  ABNT NBR 10506, Silicone para aplicações elétricas – Verificação das propriedades

[4]  ABNT NBR 10507, Silicone para aplicações elétricas – Requisitos

[5]  ABNT NBR 10576, Óleo mineral isolante de equipamentos elétricos – Diretrizes para supervisão
e manutenção

[6]  ABNT NBR 11635, Óleos minerais de alto ponto de fulgor, para equipamentos elétricos –
Procedimento

[7]  ABNT NBR 15422, Óleo vegetal isolante para equipamentos elétricos

[8]  ABNT NBR 16518, Óleo vegetal isolante para equipametnos elétricos – Diretrizes para supervisão
e manutenção

[9]  IEC 60475, Method of sampling insulating liquids

[10]  Resolução ANP Nº 36, Regulamento Técnico ANP Nº 4/2008

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