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Uso do E x c e l p a r a Q u ím ic o s

u f w * ^

U n iv e r s id a d e F e d e r a l d e S ã o C a r l o s

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EdUFSCar - Editora da Universidade Federal de São Carlos

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EdU FSCar
2013
© 2005 dos autores
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por
qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônicos ou mecânicos, incluindo fotocópia e gravação)
ou arquivada em qualquer sistema de dados sem permissão escrita da editora.

Revisão
Ingrid Pereira de Souza Favoretto
Meiry Ane Agnese

Produção Gráfica
Luís Gustavo Sousa Sguissardi

Editoração Eletrônica
Júlio Cezar Bastoni da Silva

Impressão e Acabamento
Departamento de Produção Gráfica da Universidade Federal de São Carlos

Ficha catalográfica elaborada pelo DePT da Biblioteca Comunitária da UFSCar

Oliveira, André Fernando de, et al.


048u Uso do excel para químicos / André Fernando de Oliveira,
et al -- São Carlos : EdUFSCar, 2013.
34p. - (Série Apontamentos).

ISBN - 978-85-7600-050-1

1. Química. 2. Ferramenta de apoio ã experimentação.


I. Título.

CDD - 540 (204)


CDU - 540
SUMARIO

PREFACIO

1. INTRODUÇÃO........................'....................................................................................8

2. PLANILHAS ELETRÔNICAS...................................................................................... 8

3. PENSANDO NA CONSTRUÇÃO DA PLANILHA..................................................... 8

4. EXEMPLO DE APLICAÇÃO....................................................................................... 9

5. APRESENTAÇÃO DO EXEMPLO............................................................................10

6. RESUMO DA ETAPAS A SEREM REALIZADAS................................................... 12

7. ORGANIZAÇÃO DA PLANILHA..............................................................................12

8. PROCEDIMENTOS....................................................................................................13

9. ESCREVENDO FÓRMULAS.................................................................................... 17

10. UTILIZAÇÃO DE FUNÇÕES................................................................................... 21

11. CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS.............................................................................22

12. MODELOS DE REGRESSÃO................................................................................26

13. CONSIDERAÇÕES............................................................................................... 33
PREFACIO
O tratamento dos dados experimentais é uma etapa muito importante no trabalho científico.
Assim, considera-se que o professor deve dedicar um bom tempo ao tema. Portanto, o principal ob­
jetivo deste Apontamento é fornecer ao estudante de Química orientações sobre como melhor utili­
zar uma importante ferramenta computacional no mundo cientifico atual: a planilha eletrônica.
Os exemplos e contra-exemplos presentes neste Apontamento são valiosos recursos didáti­
cos, pois uma regra pode ser mais bem compreendida quando acompanhada de exemplos sobre seu
emprego. Além do papel fundamental que o professor desempenha no processo de aprendizagem
dos alunos, a disponibilidade de um texto de consulta que forneça exemplos claros de como utilizar
a planilha eletrônica toma-se, com certeza, elemento facilitador desse processo de aprendizagem.
A planilha eletrônica Microsoft Excel, pertencente ao pacote Microsoft Office, atende ple­
namente às necessidades de organização, tratamento e apresentação de dados e de simulação de
sistemas químicos. Além disso, esse recurso computacional apresenta grande compatibilidade com
outros programas do Microsoft Office, assim como com versões mais recentes do Microcal Origin,
por exemplo. Portanto, ao longo desse Apontamento, são abordados os seguintes tópicos: planilhas
para uso repetitivo, cálculo de fórmulas, construção de gráficos e uso de modelos de regressão em
gráfico ou planilha.
O desenvolvimento desses tópicos é feito por meio de um problema-exemplo: calibração
de dois eletrodos íon-seletivos para fluoreto e determinação de fluoreto em uma amostra. Não é
preciso que o leitor tenha amplo conhecimento sobre eletrodos íon-seletivos, pois as informações
necessárias para a elaboração da planilha são apresentadas no próprio texto. Espera-se apenas que
o leitor tenha um conhecimento mínimo da linguagem utilizada em Química e noções elementares
do Excel (noções estas que o professor pode fornecer facilmente).
Os autores esperam que este texto possa auxiliar os professores no ensino do tratamento
de dados experimentais em disciplinas de Química, assim como possa oferecer ao aluno um texto
para consulta simples e de fácil compreensão.
8 EdU FSC ar Apontamentos
-

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste Apontamento é apresentar algumas vantagens quanto ao uso de planilhas


eletrônicas para a organização, o tratamento e a apresentação de dados e para a simulação de siste­
mas químicos, a partir da exposição de um exemplo de planilha.

2. PLANILHAS ELETRÔNICAS

As planilhas eletrônicas na área de Química são muito úteis principalmente para:

• tratamento de dados;
• simulação de sistemas químicos simples;
• apresentação de resultados.

Entre os programas mais adequados para a apresentação e tratamento de dados, citam-se


Microcal Origin, Matlab, Mathematica e Statistica.
Em muitas aplicações, entretanto, a planilha eletrônica Microsoft Excel, do pacote Microsoft
Office1, atende plenamente às necessidades de tratamento, simulação e apresentação dos resulta­
dos, pois:

• é largamente utilizada, estando instalada em praticamente todo computador pessoal;


• proporciona uma interface com o usuário bastante agradável, além de ser de fácil uso;
• permite a realização de cálculos e construção de gráficos de forma bastante simples;
• apresenta grande compatibilidade com outros programas, como aqueles do próprio Micro­
soft Office, assim como com versões mais recentes do Microcal Origin. Nesse caso, é possí­
vel abrir o Excel a partir do Origin, aumentando a versatilidade de ambos.

3. PENSANDO NA CONSTRUÇÃO DA PLANILHA

Para a elaboração de uma planilha deve-se considerar alguns aspectos:

• A planilha deve ser clara e informativa para que possa ser usada posteriormente pelo pró­
prio organizador ou mesmo por outra pessoa.
• Deve ser organizada de forma que seu usuário possa encontrar facilmente as informações
importantes da planilha.

1Altemativamente, a planilha do pacote Open Office ou Star Office também pode ser utilizada, com a vantagem de ser
um freeware (programa grátis). Detalhes sobre seu uso, entretanto, não serão tratados neste texto.
Uso do Excel para Químicos 9

Em relação aos cálculos na planilha, é necessário, antes de qualquer coisa, compreender o que
está sendo calculado, pois é muito difícil (senão impossível!) elaborar uma planilha útil e estetica­
mente agradável ao usuário quando não se compreende o cálculo ou o problema a ser resolvido.
Logo, é pertinente “perder” algum tempo estudando o problema e os cálculos a serem exe­
cutados, assim como efetuar alguns dos cáculos sem o auxílio da planilha, pois esta é uma forma
segura de verificar a validade das fórmulas apresentadas na planilha.

4. EXEMPLO DE APLICAÇÃO

Para evidenciar algumas das facilidades do uso do Excel na resolução de problemas de Quí­
mica, será apresentado, a seguir, um problema-exemplo que envolve a calibração de dois eletrodos
íon-seletivos para fluoreto e a determinação de fluoreto em uma amostra. Mesmo que o leitor não
entenda muito de eletrodos íon-seletivos, não é necessário que se preocupe, pois tudo o que for
necessário para a elaboração da planilha será apresentado a seguir (fórmulas, gráficos, etc.).
Tópicos abordados no exemplo:

• Construção de planilhas para uso repetitivo.


• Formatação de células:
♦ número de casas decimais;
♦ notação científica;
♦ apresentação de expoentes.
• Cálculo de fórmulas.
• Cópia de fórmulas.
• Inserção de funções preexistentes (isto é, fúnções definidas pelo próprio Excel).
• Fixação de células.
• Nomeação de células.
• Construção de gráficos:
♦ Scatterplot - gráfico de espalhamento/dispersão;
♦ sobreposição de curvas no mesmo gráfico;
♦ ajuste das escalas dos eixos;
♦ opções de formatações.
• Uso de modelos de regressão em gráficos e diretamente na planilha:
♦ linear;
♦ polinomial - quadrática;
♦ avaliação da qualidade do ajuste.
10 E dU FS C ar Apontamentos
-

5 . A P R E S E N TA Ç Ã O DO EX EM PLO

D e te rm in a ç ã o d e flu o re to e m u m a a m o s tra u s a n d o u m e le tro d o ío n -seletivo


p a ra flu o re to

Uma maneira muito interessante para a determinação de fluoreto em uma amostra é por meio
de sua curva analítica,2 ou seja, a relação entre as diferenças de potencial elétrico medidas e as
concentrações de fluoreto em soluções-padrão.
Para o desenvolvimento desse exemplo de planilha serão consideradas duas curvas analíticas,
obtidas a partir de dois conjuntos de valores da diferença de potencial elétrico (AE) referentes aos
dois eletrodos íon-seletivos para fluoreto, em relação a um eletrodo de referência. Esses valores
foram obtidos para diferentes adições de alíquotas de uma solução estoque de fluoreto 0,10 mol/L
sobre um volume inicial de solução TISAB III (tampão de força iônica) igual a 25 mL. O diagrama
esquemático do arranjo experimental é apresentado na Figura 1. Os valores da AE obtidos em fun­
ção do volume adicionado são apresentados na Tabela 1.

Tabela 1 Valores da AE em função do volume da solução de fluoreto 0,1 mol/L adicionada sobre
15 mL de TISAB III e 10 mL de água deionizada, para dois eletrodos íon-seletivos.

Volume /|iL A E /m V
Eletrodo 1 Eletrodo 2
10 507,6 562,4
20 490,6 544,0
50 467,5 521,0
100 448,3 502,5
200 438,8 492,4
500 432,1 484,1
1.000 426,3 461,2
1.500 409,0 443,3
2.000 375,1 426,0

A curva analítica dos eletrodos íon-seletivos é obtida por meio do lançamento dos valores de
AE versus o logaritmo negativo da concentração de fluoreto, -log{[F ]/(mol/L)}, representado por
“ pF”, em forma de gráfico. A equação geral, usualmente linear, com base na equação de Nemst,
pode ser escrita como:

2Também conhecida por curva de calibração. Representa a relação experimental obtida a partir da medida da resposta
analítica para diferentes concentrações do analito em soluções-padrão.
Uso do Excel para Químicos 11

AE = E0 + S.pF ( 1)

em que Eo’ é o potencial condicional da célula eletroquímica e representa a soma de vários termos
constantes, como o potencial-padrão do eletrodo indicador, o potencial-padrão do eletrodo de re­
ferência, a dependência do coeficiente de atividade, etc. O fator S representa a sensibilidade do
eletrodo e tem o valor teórico de 59,16 mV/década.
Assim, para obter a curva analítica e a estimativa experimental dos valores de Eo’ e S deve-
se calcular a concentração de fluoreto em cada ponto, que, nesse caso, pode ser calculada pela
expressão:
çestoque ^
c —
= F
(V + V.) (2 )

em que:
CF®stoque £ a concentração de fluoreto na solução estoque (valor constante);
V. é o volume total adicionado na solução estoque na célula eletroquímica (valor variável);
V é o volume inicial de solução formada por TISAB III e água deionizada ou solução-teste (valor
constante).
As curvas analíticas e seus modelos de regressão sobre os quais esse exemplo trata são apre­
sentados na Figura 20.

eletrodo de referência

ISE volume de solução

► eletrólito

barra
magnética
agitador

Figura 1 Diagrama esquemático da célula eletroquímica para a determinação da curva analítica.


12 EdU FSC ar -Apontamentos

Depois da obtenção da curva analítica, determina-se a concentração de fluoreto na solução-


teste, mediante procedimento similar ao de obtenção da curva, substituindo a água pela solução-
teste.3 Após medir a diferença de potencial (AE) dessa solução, a concentração é calculada pela
expressão:

C am =4.10 s W
em que Eo’ e S são parâmetros determinados previamente pelo modelo de regressão.

6. RESUMO DAS ETAPAS A SEREM REALIZADAS

• Calcular a concentração de fluoreto na célula eletroquímica após cada adição de solução


estoque (Equação 2).
• Calcular o logaritmo negativo dessas concentrações -log{[F-]/(mol/L)}.
• Construir um gráfico AE versus -log{[F-]/(mol/L)}.
• Obter os parâmetros da curva de calibração (Equação 1).
• Calcular a concentração de uma solução-teste (Equação 3).

7. ORGANIZAÇÃO DA PLANILHA

Na organização de uma planilha, é necessário indicar com clareza o que os números e cálcu­
los representam, para que, posteriormente, o usuário saiba como usá-la ou, no mínimo, não perca
tempo tentando compreendê-la.
Na Figura 2 é apresentado um exemplo de planilha pouco organizada. Observa-se, por
exemplo, que:

• a unidade da coluna Volume (coluna B) não é apresentada;


• a grandeza e unidade das colunas 1 e 2 (colunas C e D) não estão definidas;
• a grandeza e os cálculos realizados nas colunas seguintes (E e F) não são apresentados;
• o número de casas decimais e a formatação das colunas E e F são inadequados;
• há valores dispersos e não identificados, por exemplo, 25 nas célula G4 e 0,1 na célula G5,
etc.

Este é apenas um dos procedimentos possíveis para a detetminação do analito com ISE.
Uso do Excel para Químicos 13

A C

2 ; 10 m l de amostra e 15 rnL de TISÁB III (comum e


3 j. Volume \\
T j 10 , 507,6 562.4 I 3.9984E-05 2d
5 : s 20 s 490,6 544.0 7,9? 3 0 W ,097257 0.1
T i ...............í 50 : 467,5 521.0 ~ õ a ^ g g s \ 3,E
T J ; 100 448,3 502,5 398406 3,399674
¥ f ......... " 150 438,8 ~ 4 9 2 l 1,000596421* 3,224447
9 1 200 r 432,1 0,000793651 3,100371
10] 250 r íM
426, 0,000990099 3,004321
T íl 500 1 461,2 0,001960784 2,70757
12] 1000 8 443,3 0,003846154 2,414973
13] ' 375,1 426.0 0,007407407 2,130334
J4 1
is l ' 0,1
'1fil
Figura 2 Planilha pouco organizada.

É interessante lembrar que a organização de uma planilha é motivada pelo gosto e pela ma­
neira de trabalho de cada um. A seguir, é apresentado um exemplo de organização.

8. PROCEDIMENTOS

8.1 Cabeçalho

As primeiras três ou quatro linhas da planilha são utilizadas para o cabeçalho, que deve con­
ter o título da planilha e a definição das constantes que serão utilizadas no cálculo (Figura 3). O
número de linhas para o cabeçalho poderá ser aumentado ou reduzido a posteriori, de acordo com
a necessidade.
Pode-se observar, na Figura 3, que, na parte inicial da planilha, a célula A3 foi utilizada para
identificar o conteúdo da célula seguinte, B3, a qual contém o valor numérico da concentração da
solução estoque de fluoreto. Observe que a unidade dessa concentração foi colocada na célula se­
guinte, C3, para evitar que a célula B3 fosse reconhecida como texto pelo Excel.
As colunas B e C, entre as colunas de Volume (coluna A) e Potencial Medido de cada
eletrodo (colunas D e E), foram reservadas, respectivamente, para o cálculo da concentração de
fluoreto e do seu logaritmo negativo (pF, ou seja, -log [F-]).
14 EdUFSC3f - Apontamentos

Unidades
(célula diferente)

g f Microsoft Excel - ISE

Figura 3 Parte inicial da Planilha com alguns valores já lançados.

8.2 Comentários

Para facilitar a compreensão de algumas células, aumentando, assim, a legibilidade da pla­


nilha, pode-se acrescentar um comentário, que é identificado por um triângulo no canto superior
da célula (Figura 3). O conteúdo do comentário aparece quando o mouse é mantido por alguns
segundos sobre a célula em questão.
Para adicionar um comentário em uma célula, basta clicar sobre ela e, no menu Inserir (Fi­
gura 4), selecionar a opção comentário. Outra opção é clicar sobre a célula com o botão direito e
selecionar a opção Inserir comentário. Finalmente, uma caixa de texto será aberta, cujo tamanho
pode ser alterado clicando-se sobre os cantos da moldura da caixa e arrastando com o mouse.
Uso do Excel para Químicos 15

1 Curva Analítica de Eletrodo Íon-Seletivo para Fluoreto


2 Curso de Excel para Químicos_______
3 Cestoque ^ AFO: 15 mL de amostra e 10
4 Volume TotaF mL de T I5 A 8 III
±Í Volume total
Volume adicionado g(F' Potencial AFO: TI5AB I I I -
/ uL 'i/noi/Lj Eletrodo 1 Eb i i w r modificado: EDTA
8 10 507,6 562.4 substituindo CDTA
9 20 490,6 544.0
10 50 467,5 521.0
11 100 448,3 502.5
12 150 438,8 492,4
13 200 432,1 484,1
14 250 426,3 478,3
15 500 409,0 461,2
16 1000 390,8 443,3
17 2000 375,1 426,0
J9

Figura 4 Comentários adicionados em uma planilha.

Observação: O Microsoft Excel introduz as iniciais do usuário antes do comentário. Entretanto,


pode-se removê-las.
A remoção do comentário é feita de forma análoga à edição, lembrando-se sempre de clicar
previamente sobre a célula de interesse.
O tamanho da janela do comentário pode (e deve) ser ajustado para facilitar a leitura. Com o
botão direito do mouse, pode-se editar o comentário para alterá-lo ou, até mesmo, excluí-lo.
As vezes, as equações mais simples utilizadas podem ser detalhadas nos comentários. Entre­
tanto, não é possível o uso do Microsoft Equation 3.0, que imporia uma qualidade estética muito
melhor.

8.3 Formatação de bordas

Para a formatação de bordas similares àquelas apresentadas na Figura 3, basta selecionar as


células de interesse e, no menu Inserir, selecionar a opção Formatar células -> Borda. Pode-se
utilizar também a tecla de atalho (CTRL 1) para essa finalidade.
16 EdU FSC ar Apontamentos
-

Na Figura 5, pode-se observar que é possível alterar o tipo de traço e/ou cor da borda clicando
na posição desejada no quadro branco, que representa a região selecionada na planilha, para colo­
car ou remover o traço.
vrial - 10 - N 1 S
Formatar células
A3 Cestoque
6 1 C~ Número 1 Alinham ento 1 Fonte i j | Padrões | Proteção
Curva A nalítica d e E letrodo Linha
Curso de Dicas do E xcel para Q uím icos £st3o:____________ __
Cestoque 0,1 m o i/t
Nenhuma ----------
Volum e Total 25 mL
Nenhuma C ontorno In te rn a

Volum e 1H log[F'J P<


/ul /(m ol/L)
Texto Texto
10 j 4.00E-05 , 4,40
20 ‘ 7.99E-05 4,10
50 1 2.00E-04 3,70 Texto Texto
100 3.98E-04 3,40
150 i 5.96E-04 3,22 Autom ático
200 ( 7.94E-04 3,10 Jj Ji
250 9.9QE-04 3,00
O estilo de borda selecionado pode ser aplicado clicando nos diagram as de
500 1.96E-03 2,71 pr«definições, na visualização ou nos botões acima.
1000 ! 3.85E-03 2,41
2000 7.41E-03 ‘ 2,13
OK

Figura 5 Colocação de traços (bordas) nas células ou em regiões de interesse.

8.4 Fórmulas

A Figura 6 apresenta um exemplo para o cálculo da concentração de fluoreto na célula po-


tenciométrica. Na coluna A (a partir da célula A8) são listados os valores das alíquotas de solução-
padrão de fluoreto adicionadas; na coluna B, a concentração de fluoreto no meio (em mol/L); e, na
coluna Ç, o logaritmo negativo da concentração de fluoreto no meio.
A concentração de fluoreto (coluna B) varia de acordo com a Equação 4 ao longo do expe­
rimento.
Qestoque y
c = (VT+V,)
(4)

em que:
Çestoque £ a COncentração de fluoreto na solução estoque;
V. éo volume da alíquota de solução-padrão adicionado;
VT é o volume total da célula, que representa a soma dos volumes inicial e adicionado.
Uso do Excel para Químicos 17

ç estoque j/T
! i Curso de Excel para Químicos_______
» ;Cestoque 0,1 rnoi/L Ci
■ Volum e Total 25 m l (K + K)

Ajuste de unidades
Cuidado!!! (volume total em microlitros)

Figura 6 Exemplo de alteração da prioridade de cálculos na redação de fórmulas.

9. ESCREVENDO FORMULAS

Para que o programa reconheça que uma fórmula está sendo escrita, é necessário iniciá-la
com o sinal de igual =.
Após pressionar a tecla =, as células que fazem parte da fórmula podem ser inseridas:

• clicando sobre elas com o botão esquerdo do mouse (quando aparece uma marcação na
célula); ou
• movimentando essa marcação por meio das setas do teclado até chegar na célula de interes­
se; ou ainda,
• escrevendo a fórmula diretamente.
Após escrever a fórmula inteira (lembrando as prioridades do cálculo), pressionar a tecla
ENTER.
No exemplo em questão, na célula B8 contém a fórmula que representa a Equação 4:
=A8*B3/(B4* 1000+A8).
Nesse caso, o volume inicial foi apresentado em mililitros (mL) e as alíquotas de solução
estoque de fluoreto foram apresentadas em microlitros (pA) - mais fácil e seguro na prática, pois
não é necessário realizar a conversão antes de lançar os dados na planilha. Foi necessário o uso de
fatores para corrigir as unidades, em que o valor do volume de fluoreto adicionado em pL (célula
A8) fôra convertido em mL antes de ser somado ao volume inicial (célula B4).
Observação: Faça sempre uma análise dimensional para confirmar a fórmula.
18 E dU FS C ar Apontamentos
-

9.1 Prioridade de cálculo

Observa-se, também, que a prioridade dos cálculos em uma célula do Microsoft Excel é si­
milar àquela das calculadoras:

Io - funções especiais;
2o - logaritmo, exponenciação;
3o - multiplicação e divisão; e
4o - adição e subtração.

Para que a prioridade não seja alterada, utilizam-se parênteses, lembrando que não é permiti­
do o uso de colchetes ou chaves na construção de fórmulas no Microsoft Excel. Observe a impor­
tância dos parênteses utilizados na fórmula inserida na célula A8.
E usual dividir a fórmula em partes para que fique mais fácil examiná-la. Assim, no exem­
plo aqui apresentado, primeiro calculou-se a concentração de fluoreto na coluna B e depois, seu
logaritmo.4
E sempre importante conferir o resultado utilizando uma calculadora. Lembre-se de que,
às vezes, todo um trabalho pode ficar errado em virtude de um resultado errado obtido em uma
fórmula!
Para a edição da fórmula, pressiona-se a tecla F2. Cada célula referenciada na fórmula apare­
ce com uma cor diferente na planilha, facilitando a visualização de sua localização (Figura 7).
m A rq u iv o E d ita r E xib ir In s e rir F o rm a ta r Fg

B C
1 Curva Analítica de Eletrodc
2 :Curso de Excel para Químicos s
3 :Cestoque ............... Q,1. mol/L
4 Volume Total ............... 25. rmL
5
6 Volume [F1
7 /u L /(moI/L)
81 10 J =A8*$B$3/($B$4*1000+/
9 20 '
10 Í 50

Figura 7 Uso da tecla F2 para visualizar as células que fazem parte da fórmula.

É importante não dividir nem demais nem de menos a fórmula, pois isso toma fórmula e planilha confusas.
Uso do Excel para Químicos 19

Para não ter de repetir uma mesma fórmula em outra linha ou coluna, é comum copiar a cé­
lula que contém a fórmula. Essa prática, entretanto, exige alguns cuidados, pois o Excel copia a
fórmula e muda o endereço das células para que os novos valores sejam considerados. Entretanto,
a fórmula pode conter valores constantes que devem ser preservados.
Portanto, ao se copiar uma fórmula, verifique sempre quais células contêm valores constan­
tes que deverão ser mantidos
No exemplo apresentado na Figura 7, é possível observar que as células B3 e B4 contêm va­
lores constantes, correspondendo, respctivamente, ao valor da concentração da solução de estoque
e ao valor do volume inicial. Assim, para copiar a fórmula da célula A8 para as linhas de baixo
considerando os novos valores de volume adicionados, mas preservando os valores das células B3
e B4, coloca-se o cifrão ($) na frente da letra e do número que representa a célula (nesses casos,
essas células ficarão escritas como $B$3 e $B$4). No exemplo, a célula que representa o volume
adicionado está sem o cifrão, de forma que poderá variar quando a célula for copiada (Figura 8).

9.2 O uso do cifrão

O cifrão tem a propriedade de manter constante o parâmetro utilizado no cálculo, seja ele
uma coluna, uma linha ou apenas uma célula. Essa propriedade é definida pelo posicionamento
do cifrão: quando se posiciona o cifrão na frente da letra, a coluna correspondente toma-se fixa na
fórmula. Por exemplo, em $B4, a coluna B está fixada. Quando o cifrão está na frente do número,
fixa-se a linha. Por exemplo, a linha 4 está fixada em B$4. Para fixar uma célula, usam-se, portanto,
dois cifrões: um na frente da letra e outro na frente do número, como em $B$3 e $B$4.

A B
j_ .Curva Analítica de Eletrodo
2 í Curso de Excel para Químicos
3 Cestoque j 0.1, jfnol/L
4 Volum e Total! 25, ,mL
5
Uso do cifrão para “fixar” a 6 Volum e ^ [F'J 4 o g [P l
célula com valor constante ___ / uL oU L)
8 = A 8 ^ B $ 3 /( $ B $ ^ í 0 00+AS)
T r 20
10 50
11 100
12 150
13 ?nn

Figura 8 Célula fixada pelo uso do cifrão.


20 EdU FS C ar Apontamentos
-

9.3 Copiando fórmula

A cópia de uma célula com fórmula é similar ao procedimento de cópia de qualquer célula.
Entretanto, há vários procedimentos possíveis:
Clique na célula (ou células) que deseja copiar. No menu Editar clique na opção Copiar.
Pode-se, ainda, clicar na célula com o botão direito do mouse e selecionar a opção COPIAR. Uma
terceira opção é usar uma tecla de atalho, pressionando simultaneamente as teclas CTRL e C.
Em seguida, marque as células de destino (aquelas que conterão as fórmulas copiadas). Fi­
nalmente, a fórmula pode ser transferida (colada) utilizando a opção Colar no menu Editar ou
clicando nas células com o botão direito do mouse e selecionando a opção Colar. Uma terceira
opção é usar uma tecla de atalho, pressionando simultaneamente as teclas CTRL e V.
Outra forma alternativa de fazer a cópia da fórmula é movendo o cursor do mouse sobre o
canto inferior da célula (ou células marcadas) de interesse até que ele se transforme em um sinal
de Em seguida, clique, segure e arraste o mouse sobre as células para onde serão copiadas as
fórmulas (Figura 9). Essa transferência, entretanto, só pode ser realizada para células vizinhas.

__ IF-] -Ick
/(mol/L)
4.00E-0

Clicar e puxar com o botão


esquerdo do mouse
pressionado.

Figura 9 Uma forma de copiar a fórmula de uma célula para outra adjacente.

É bastante comum “esquecer” de fixar os termos que devem ser constantes na fórmula. Se
isso ocorrer, a fórmula copiada resultará em valores errados na célula de destino. Por isso, deve-se
sempre evitar erros dessa natureza.
A Figura 10 apresenta uma célula copiada de forma errada, pois a fórmula original não con­
tinha os cifrões para fixar as células. No exemplo, o valor correto dessa célula é 7,99.10'5(ou seja,
7,99E-05).
Uso do Excel para Químicos 21

Fórmula errada!!

Figura 10 Erro comum na cópia de uma célula com fórmula.

A fórmula contida em uma célula pode ser analisada editando-a com o auxílio da tecla F2
(Figura 10). Com esses comandos, são exibidas as células cujos valores são utilizados na fórmula
em questão. Assim, pode-se encontrar células com referências erradas.
Outra maneira de verificar a existência de erros é realizar o cálculo de alguma (ou algumas)
célula copiada em uma calculadora e comparar o resultado obtido.
A Figura 11 apresenta a fórmula copiada corretamente, uma vez que foram fixadas as células
referentes à concentração da solução estoque de fluoreto ($B$3) e o volume inicial total da célula
($B$4).
T I e D A. . J L ;
1 Curva Analítica de Eletrodo lon-Se j ; Curva Analítica de Eletrodo í<
ife C u rs o de Excel para Químicos
3 Cestoque 0,1 mol/L 3 ; Cestoque O ^lm o l/L
4 Volume Total 25 ml 4 í V olume Total í ií m L
5 5
6 Volume ■Io#'] Potencial U B - Volume [F ] -log[F] Pot
7 /uL /(mol/L) Eletrodo 1 f 1- /u L /(mol/L) EU
8 10 4.0GE-05 l
8 10 4.00E-05 507,6
9 20 490,6 S 20 7.99E-05
« 50 467,5 18, 50 2.00E-Q4
11 100 448,3 11 100 3.98E-04
12 150 438,8 12 ; 150 5.96E-04
Fórmula copiada 13 200 7.94E-04
13 200 ◄------------- — ------
W 250 426,3 corretamente 14 250 9.90E-04
15 500 409,0 J f' 503 1.96E-03
18 1000 390,8 3.85E-03
17 ZOO 375,1 1 7 ? ^ A Í > Í É l$3/{ $ B$4*1 COO+A1 7 Í
18? 1«

Figura 11 Apresentação da fórmula de concentração de fluoreto copiada corretamente. São apre­


sentados os valores finais e a edição de uma célula.

10. UTILIZAÇÃO DE FUNÇÕES

Diferentes funções matemáticas, estatísticas, lógicas, etc. podem ser incluídas na planilha.
Uma maneira simples de obter a relação entre diferentes funções é clicando diretamente no ícone
f
f x..í ou selecionando a opção Função no menu Inserir.
O cálculo da função pF, ou seja, -log[F-], é apresentado na Figura 12.
22 E dU FSC ar -Apontamentos

in -log[P ] Pot
/fmoi/L) Elt
4 ,00E-Q5 -LOG(BB) I í
7.99E-05 4,10

Figura 12 Exemplo de uma função matemática: cálculo do -log[F-].

11. CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS

No Excel, cada conjunto de dados presentes em um gráfico (valores de x e y) é chamado de


seqüência. No caso do exemplo em discussão, uma seqüência é formada pelos dados de -log[F-]
(abcissa ou eixo x) e outra pelos da Diferença de Potencial Elétrico do Eletrodo 1 (ordenada ou eixo
y). Quando os conjuntos de dados são comparados, eles podem ser apresentados no mesmo gráfico
(nesse caso, existirá mais de uma seqüência).
Para a construção de gráficos, há algumas alternativas de seqüência. A mais simples talvez

seja teclar (sem marcar nenhuma célula) no ícone: Assistente de gráfico


Uma tela para seleção do tipo de gráfico é mostrada na Figura 13. Na grande maioria dos ca­
sos, para dados experimentais, utiliza-se o gráfico tipo Dispersão. Além disso, deve ser selecionada
a opção sem pontos conectados.

Assistente de grafico - etapa 1 de 4 - tipo de gráfico

Tipos padrão J Tipos personalizados j


Tipo de gráfico: Sybtipo de gráfico:
Ui Colunas
E Barras
\ty, Linha
Pizza

j£ Area
Q Rosca
«Ijr Radar
m Superfície
•* Bolhas a \:a
i.í
Dispersão, Compara pares de valores.

Manter pressionado para exibir exemplo

Cancelar Concluir

Figura 13 Janela para seleção do tipo de gráfico.


Uso do Excel para Químicos 23

Com a opção Avançar, surge a etapa seguinte do Assistente de gráfico, na qual será realizada
a seleção dos dados na planilha (Figura 14).

Assistente de gráfico - e tap a 2 de 4 - dados de origem ... tJ

Figura 14 Detalhe da etapa 2 do Assistente de Gráfico.

Quando as colunas de dados (valor da abcissa e da ordenada) são vizinhas entre si, utiliza-se
a opção Intervalo de dados, clicando-se no ícone destacado na Figura 14. Após a seleção do inter­
valo,5 o ícone apresentado na Figura 15 é novamente pressionado.
Uma forma mais geral é o uso da pasta Seqüência, na qual os valores de X e Y, assim como
o nome para cada seqüência de dados, são selecionados separadamente (Figura 14). Para adicionar
nova seqüência, utiliza-se a opção Adicionar.
Após a seleção dos dados, avança-se para a próxima etapa, na qual podem ser selecionadas
várias opções,6 em diferentes pastas.

5 A seleção de intervalos envolvendo células da abcissa não-vizinhas das células das ordenadas pode ser reali­
zada separando-as com ponto e vírgula após a seleção da coluna da abcissa e antes da seleção das ordenadas.
6 E possível concluir o gráfico com as opções atuais e retomar posteriormente a essa caixa de opções.
24 EdU FS C ar Apontamentos
-

-log{F'] Potencial Medido /m V


Eletrodo 1 "'Eletrodo
4,40 507,6 562,4
4,10 490,6 544,0
3,70 467,5 521,0
3,40 448,3 502,5
3,22 438,8 492,4
3,10 432,1 484,1
3,00 426,3 478,3
2,71 409,0 461,2
2,41 390,8 443,3
2,13 375,1 426,0

Figura 15 Seleção do intervalo de dados para o gráfico.

Na pasta Títulos, podem (e devem) ser adicionados os nomes dos eixos (usualmente com a
unidade da grandeza envolvida). Em relatórios, não é necessária essa adição, pois os nomes já
estão contidos nas legendas.
As linhas de grade são usualmente eliminadas, desmarcando-se todas as opções correspon­
dentes na pasta Linhas de Grade.
Quando houver mais de uma seqüência de dados, é recomendável apresentar a Legenda (na
sua respectiva pasta) e movê-la, após terminar o gráfico, para alguma área do gráfico que não en­
cubra nenhuma informação (algum ponto, eixo, etc.).
Pode-se concluir, então, o gráfico nesse estágio. O aspecto do gráfico obtido a partir dessas
opções é apresentado na Figura 16.
_______________ i_______ i---------------------------------------------------

♦ Eletrodo 1
LU
■ Eletrodo 2
tlll!

.0 4—
0,00 1,00 2,00 3,00 4,00
-l°g{lF -J/fm oi/L)}

Figura 16 Aspecto do gráfico após sua criação.


Uso do Excel para Químicos 25

Ainda que existam todas as informações necessárias no gráfico, é possível melhorar sua esté­
tica, tomando mais agradável sua visualização e facilitando a interpretação de seus resultados.
Por exemplo,
• A cor de fundo pode ser retirada (o que economiza tinta durante a impressão).
• Com um duplo clique dentro da área do gráfico, longe dos eixos e dados, surge a caixa
Formatar Área de Plotagem. Essa caixa também aparece clicando com o botão direito do
mouse. Seleciona-se a opção Nenhuma na região Área.
• A escala dos eixos pode ser alterada com um duplo clique ou com o uso do botão direito do
mouse sobre os eixos. O número de casas decimais e o tipo de número apresentado (geral,
científico, porcentagem, etc.) também podem ser alterados, assim como o alinhamento do
texto, o tamanho e a fonte utilizados.
Assim, o gráfico adquire um outro aspecto, como pode ser visto na Figura 17.

♦ Eletrodo 1
* Eletrodo 2

4 ,0 4 ,5 5,0

-log{[F]/(mol/L)}

Figura 17 Aspecto do gráfico após alterações.

Dicas

• Quando se clica sobre um dos pontos de uma seqüência, seus valores são marcados por
caixas coloridas na planilha. É possível alterar o conjunto de dados clicando em um dos lados
da caixa e arrastando o mouse.
• A quantidade de pontos em uma seqüência pode ser alterada clicando no canto inferior di­
reito dessas caixas e arrastando o cursor.
26 EdU FSC ar Apontamentos
-

• Para acrescentar seqüências em um mesmo gráfico de forma rápida, clique na parte superior
da área do gráfico e pressione as teclas CTRL e C simultaneamente, e, em seguida, as teclas
CTRL e V.

12. MODELOS DE REGRESSÃO

Os modelos de regressão são expressões matemáticas que tentam explicar o comportamento


de um conjunto de pontos por meio do ajuste adequado dos parâmetros existentes nas expressões.
• Modelo linear: y = a + b.x, em que a e b são parâmetros a serem ajustados.
• Modelo quadrático: y = a + brx + b2x2, em que a, bj e b2 são parâmetros a serem ajusta­
dos.
• Modelo logarítmico e Modelo exponencial: existem outros modelos de regressão além
destes. Alguns modelos podem ser calculados transformando-os em funções lineares (por
exemplo, modelo logaritmo).
Outros, chamados modelos não-lineares, exigem programas mais especializados (Microcal
Origin, Mathematica, Matlab, etc.).
Para o cálculo dos parâmetros dos modelos de regressão (a, bp etc.) são utilizados algoritmos
adequados, sendo os principais: “método dos quadrados mínimos” e “método da máxima verossi­
milhança”, que não serão descritos neste texto. O importante, contudo, é que o Excel pode realizar
esses cálculos para os modelos apresentados fornecendo os parâmetros de interesse.7
A qualidade do ajuste do modelo escolhido para representar os dados experimentais deve ser
verificada sempre. Existem vários métodos para avaliar o ajuste:
• Coeficiente de determinação (r2): o valor desse parâmetro varia entre 0 e 1. Quanto mais
próximo de 1, melhor o ajuste ou “melhor a correlação entre os dois conjuntos de dados”. Em
casos de curvas analíticas, os valores variam entre 0,99 e 0,99999. E a forma mais comum
de avaliação, embora não seja a melhor.
• Desvio-padrão dos resíduos: a diferença entre o valor experimental e o valor calculado
pelo modelo de regressão é chamada resíduo (Figura 18). Se forem calculados os resíduos
associados a todos os pontos, pode-se obter a média (igual a zero) e o desvio-padrão dos re­
síduos,8 que tem a mesma unidade de y.
• Análise dos resíduos: os resíduos podem ser lançados em gráfico, em função dos valores
de x ou dos valores de y estimados, isto é, pode-se construir um gráfico “Resíduo versus x”
ou “Resíduo versus y” ou, ainda, em função da ordem com que os dados foram coletados.

7 O Excel utiliza o método dos quadrados mínimos para os cálculos.


8 No cálculo desse desvio-padrão, o grau de liberdade deve ser igual ao número de pontos menos 2.
Uso do Excel para Químicos 27

Desses gráficos, o primeiro é bastante utilizado. Espera-se um conjunto de resíduos aleato­


riamente dispersos ao redor do valor zero. A presença de um padrão no comportamento dos
resíduos indica a escolha inadequada do modelo ou a presença de um ponto “fora da curva”
(ioutlier), ou seja, um ponto que não pertence ao resto do conjunto.

Figura 18 Representação do resíduo de um ponto experimental em relação a um modelo de re­


gressão. Neste caso, foi realizado um gráfico do tipo “Resíduo versus x”.

No Excel, há diversos caminhos para obter os parâmetros dos modelos de regressão:


• Diretamente no gráfico. A curva referente ao modelo é também apresentada.
• Na planilha, na forma de uma matriz do Excel. Esse formato permite que as células da
planilha sejam utilizadas como referenciais nas fórmulas. Fornece também uma quantidade
maior de informação que o modo anterior.
• Utilizando funções específicas, tais como INCLINAÇÃO e INTERCEPÇÃO,9 pode-se
obter apenas os parâmetros citados (e não valores de desvios-padrão, r2, etc., como na função
anterior).

Termo utilizado pelo Excel.


28 EdU FS C ar Apontamentos
-

• Por meio do suplemento Análise de Dados, gera-se uma nova planilha com inúmeros parâ­
metros, úteis, inclusive, para avaliação do modelo por meio da Ano va.10A quantidade apre­
sentada de dados é, na maioria dos casos, excessiva , tomando difícil seu uso.

12.1 Modelo de regressão no gráfico

É muito comum utilizar um modelo de regressão adequado, a fim de obter os parâmetros que
descrevem o comportamento dos dados. No Excel, os modelos de regressão são chamados Linhas
de tendência. Para adicionar um modelo de regressão, clique com o botão direito do mouse sobre
algum ponto da seqüência no gráfico e selecione a opção Adicionar linhas de tendência, quando
aparecer a caixa apresentada na Figura 19:

Adicionar linha de tendência

Tipo__jl
Tendência/tipo de regressão*

p der.*'

Linear Logarítmica Polinomial

««/'r F

Potência Exponencial Média móvel

Com base na sequência;


s‘S3
Eletrodo 2

OK Cancelar

Figura 19 Caixa para incluir um modelo de regressão no gráfico.

Nessa caixa, o modelo de regressão desejado deve ser selecionado (no caso do exemplo, li­
near). Na pasta Opções, as opções exibir a equação no gráfico e exibir valor de R-quadrado no
gráfico devem ser assinaladas.

10Anova: análise de variância. Ferramenta estatística muito poderosa.


Uso do Excel para Químicos 29

Para alterar as características dessa linha de tendência, clique com o botão direito sobre ela e
selecione a opção Formatar linha de tendência.
Além das pastas já discutidas, há também a pasta Padrões, que permite diminuir a espessura
das linhas, tomando o aspecto do gráfico mais agradável.
Pode-se observar o resultado final na Figura 20. Para manter a qualidade estética e técnica da
planilha, o número de algarismos significativos pode ser alterado clicando sobre a caixa de equação
e pressionando as teclas CTRL e 1 (formatar célula) ou clicando com o botão direito do mouse e
selecionando a opção Formatar células. Para alterar os nomes das variáveis y e x , deve-se clicar
sobre a equação para entrar no modo de edição.

Figura 20 Gráfico com os modelos de regressão.

12.2 Modelo de regressão na planilha - Função Proj.Lin

Muitas vezes, os parâmetros da equação de um modelo de regressão são utilizados para o


cálculo,de outros parâmetros de interesse químico, como, por exemplo, determinar a concentração
de fluoreto de uma amostra (Equação 3).
A função proj.lin é outra maneira de calcular os modelos de regressão. Entre as vantagens
de seu uso, pode-se citar:
• os parâmetros da equação do modelo de regressão são valores distintos em células distintas,
ou seja, podem ser utilizados diretamente em outras fórmulas, utilizando a referência de suas
células;
• o proj.lin fornece outros parâmetros importantes relacionados ao modelo de regressão, tais
como: coeficiente de determinação (r2), desvio-padrão dos resíduos, desvio-padrão das es-
30 E dU FSC ar Apontamentos
-

timativas dos parâmetros da equação do modelo. Por exemplo, o desvio-padrão do termo


constante pode ser utilizado na estimativa dos limites de detecção e quantificação.

12.3 Modelo de regressão linear

No caso da regressão linear, a fimção fornece uma matriz com duas colunas e cinco linhas.
Como já explicado anteriormente, cada célula contém um valor de um parâmetro associado ao
modelo.
Um exemplo do resultado da função proj.lin sobre duas colunas de dados é apresentado na
Figura 21.

modelo - Eletrodo 1 m h
58,70 249 ,7 5 -•ITl %
0,26 0 ,8 6 Sres
0,9998 0,5 57 5 ;F dt
50756,6 8 SSreq SSres
15775,5 2,49 — i _________

Figura 21 Exemplo de resultado da função proj.lin e representação dos parâmetros associados.

Assim, viu-se que a matriz corresponde a um modelo de regressão linear com equação igual
a y = mx + b, em que, m é a inclinação da reta e b, intercepto (primeira linha da matriz) (Figura
21). Na linha seguinte são fornecidos os desvios-padrão desses parâmetros. Na terceira linha, r2 e
sres representam o coeficiente de determinação e o desvio-padrão dos resíduos. Na linha seguinte,
pode-se observar o valor do teste F11 e o grau de liberdade (número de pontos menos 2, nesse caso).
Na última linha são fornecidos os valores do quadrado da soma da regressão e dos resíduos, que são
utilizados em teste Anova (Análise de variância).
Para executar a função proj.lin:
• Marcar uma região de células vazias contendo duas colunas de cinco linhas (Figura 22).
Como essa região é difícil de ser caracterizada, pode-se marcá-la com uma borda mais inten­
sa para ressaltar a região do proj.lin.

O teste F é um teste estatístico com função de comparar a variância de duas populações.


Uso do Excel para Químicos 31

F } G H J
i Fluoreto

do /m V
e tro d o f
562.4
544.0
521.0
502.5
492,4
484.1
478,3
461.2
443.3
426,0

Figura 22 Região onde será obtida a matriz da função proj.lin.

• Digitar =proj.lin(
• Com o cursor (ou com as setas do teclado), clicar e segurar na coluna de y (com o teclado,
use as teclas CTRL e SHIFT e SETA, para marcar a região de interesse), digitar ponto-e-
vírgula.
• Clicar e segurar na coluna de x e digitar ponto-e-vírgula duas vezes(;;).
• Digitar Verdadeiro) e teclar ENTER.
32 EdU FS C ar Apontamentos
-

f =proj. iint,cd: c i / , us:t-1 /; .veraaaeiroj


t*

C D n i 1 J___j K
3 Químicos
0,1 mol/L
25 mL

Potencial Medido /m V
il/L) | /(mol/L) Eletrodo 1 ^ Eletrodo 2* í
E-05 4,40 0,40 507,6 562,4 =proj lm(E8.E17;C8 C17;;verdadeiro)|
E-05 4,10 0,80 490,6 544,0
E-04 3,70 2,00 467,5 521,0
E-04 3,40 3,98 448,3 502,5
E-04 3,22 5,96 438,8 492,4
E-04 3,10 7,94 432,1 484,1
E-04 3,00 9,90 426,3 478,3
E-G3 2,71 19,61 409,0 461,2 j j
E-03 2,41 38,46 390,8 443,3
E-03 t.„--- 2 13 74,07 1, 375,1 , , 426,0 ; i

Figura 23 Sintaxe completa da função proj.lin e as colunas de x e y utilizadas.

• Para finalizar a função, aperte as teclas CTRL e SHIFT e ENTER, simultaneamente.


(ATENÇÃO: esse conjunto de teclas é necessário pelo fato de o resultado ser uma matriz
do Excel). Na Figura 24 pode-se observar a matriz com os formatos dos números arrumados
e os principais valores em negrito.

modelo - Eletrodo 1
58,70 249 ,7 5
0,26 i 0,86
0,9998 0,5 57 5
50756,6 8
15775,5 2,49

Figura 24 Resultado da função proj.lin.

Na primeira linha são apresentados os dois principais valores: a inclinação (58,70 mV/dec),
que representa a sensibilidade S do eletrodo (Equação 1), e o intercepto (249,75 mV), que repre­
senta o potencial condicional Eo’.
Uso do Excel para Químicos 33

Na segunda linha, pode-se observar os respectivos erros-padrão dos parâmetros da linha an­
terior. Na terceira linha é apresentado o coeficiente de determinação (0,9998) e o erro-padrão dos
resíduos (da estimativa de y). As linhas seguintes já foram discutidas.

12.4. Modelo de regressão polinomial

Muitas vezes, é necessário obter o modelo polinomial (quadrático, por exemplo) ou o modelo
de regressão múltipla, ou seja, uma equação do tipo y = b + + m2x2 + ... + mnxn, em que x.
corresponde a diferentes conjuntos de variáveis independentes (várias inclinações e um intercepto),
como, por exemplo, em planejamentos fatoriais.
A função proj.lin também pode fornecer esses tipos de regressão.
Para cada grau ou variável x a mais na regressão, deve ser acrescentada uma coluna na matriz.
Os parâmetros são apresentados de acordo com a Figura 24. Assim, para um modelo quadrático,
deve haver 3 colunas e 5 linhas. Para um modelo cúbico, 4 colunas e 5 linhas, e assim por diante.
Da mesma forma, quando forem selecionados os conjuntos de dados, deve haver um número
adequado de colunas para as variáveis independentes. No caso do modelo quadrático, deve haver
uma coluna de valores de x2 ao lado da coluna de valores de x.
A Figura 25 apresenta a representação dos parâmetros para uma regressão com n conjuntos
de variáveis independentes.
Em que:
m, é ã inclinação da reta;
A ! b : c : D ’ E F
se, é o erro-padrão de m,;
mn m2 m-j b b é o intercepto da reta no eixo y;
rn
L l j
sen
mn-1
s e n_i se2 se-] seb seb é o erro-padrão de b;
p3....'| r2 sev r2éo coeficiente de determinação (r2);
p* \ F df seyé o erro-padrão de estimativa de y;
I5 1 ssr eg ssresid
df é o grau de liberdade;
ssreg é a soma dos quadrados da regressão; e
ssre,id é a soma dos quadrados dos resíduos.

Figura 25 Representação dos parâmetros da função proj.lin para modelos polinomiais.

13. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foram apresentadas apenas algumas das principais aplicações do Excel em Química, lem­
brando que o objetivo deste Apontamento é fornecer uma base introdutória sobre o uso do Excel na
resolução de problemas químicos.
34 EdU FSC ar -Apontamentos

É importante ressaltar que muitas outras funções e aplicações também são utilizadas, poden­
do gerar números aleatórios, valores de diferentes tipos de distribuição, etc. Isso sem considerar
as macros, que podem realizar tarefas repetitivas e, até mesmo, programar com auxílio do Visual
Basic para Excel.
Há algumas planilhas12 de uso bem direcionado que utilizam os recursos apresentados ao
longo deste Apontamento e outros mais “sofisticados”, como, por exemplo:
• TitGer, uma planilha para simulação de titulação de mistura de espécies polipróticas. Nessa
planilha usou-se recursos do Visual Basic para Excel, Gráficos, cálculos nas células, etc.
• Curvas de distribuição de espécies, uma planilha simples com cálculos e gráficos de distri­
buição de espécies de ácidos fracos.

E-MAIL DOS AUTORES:

ferqa@umc.br
astreasilva@uol.com.br
mariotenan@lexxa.com.br
mflores@saint-goubain.com
sergioolivo@vahoo.com.br

12 Essas planilhas podem ser encontradas na página http://www.ccet.umc.br/~ferga/utils.


Série
Apontamentos — ciências exatas e engenharias EdUFSCar
• A ções devid as a o v e n to em e d if ic a ç õ e s • H ip e r te x to de m é t o d o s de m a t e m á t ic a a p lic a d a co m
João Alfredo A zzi Pitta M a p le V
José Antonio Salvador
• C a r tilh a - 2 - ed iç ã o
da ló g ic a , A
Maria do Carmo Nicoletti • In t r o d u ç ã o à b io f ís ic a e s tr u tu r a l
Ignez Caracelli e Julio Zukerman-Schpector
• C a r t il h a P r o l o g , A
Maria do Carmo Nicoletti • IN TR O D UÇ ÃO À TEC N O LO G IA AG RO IN DU STR IAL
Cláudio Hartkopf Lopes e Maria Teresa M endes Ribeiro
• C o ntexto c u r r ic u la r do E stado de S ã o P a u l o : r e fle ­ Borges
xõ es VIA REG ISTR O S DE R EPR ESEN TAÇ ÃO SEM IÓ TIC A , O
Paulo César Oliveira (Org.) • I n t r o d u ç ã o ao c o n tr o le de p r o c e s s o s q uím ic o s c om
M atlab - v o lu m e s 1 e 2
• C o nt ro le dig ital de p r o c e s s o s q u ím ic o s c o m M atlab e Wu Hong Kwong
S lM U L IN K
Wu Hong Kwong • In t r o d u ç ã o a o c o n tr o le pr e d itiv o co m M atlab
Wu Hong Kwong
• C o ntro le na fa b r ic aç ão de á lc o o l
Cláudio Hartkopf Lopes e Maria Teresa M endes Ribeiro • I n tr o d u ç ã o a o s c o n c e ito s e c á lc u lo s da Q u ím ic a A na ­
Borges lít ic a : 1. E q u ilíb r io Q u ím ico e in t r o d u ç ã o à Q u ím ic a A nalí­
t ic a Q uantitativa
• C urso de F ísica C omputacional 1 para físicos e engenheiros Orlando Fatibello Filho
FÍSICOS
Regiane Aparecida Ragi Pereira • In tr o d u ç ão às lig a ç õ e s q uím ic a s
José de Anchieta Rodrigues
• D e s e n vo lvim en to de m ét o d o s p o r HPLC
Quezia B. Cass e Ana Lúcia Gusmão Degani • L ig a ç õ e s em e s tr u tu r a s de aç o
Alex Sander Clemente de Souza
• D esen vo lvim en to de n o vo s e m p r e e n d im e n t o s
• L ó g ic a para p r in c ip ia n te s
Ana Lucia Vitale Torkomian e Edemilson Nogueira
Mark J. R. Cass
• D im e n s io n a m e n to de e le m e n to s e s t r u t u r a is em a ç o
• L o g ís t ic a : v isão g lo b a l e p ic k in g
segundo a N B R 8 8 0 0 :2 0 0 8
Daniel Fernando Bozutti, Miguel A. Bueno-da-Costa e
Alex Sander Clemente de Souza
Remigio Ruggeri
• E le t r ic id a d e a p lic a d a à e n g e n h a r ia
• M a t la b : fu n d a m e n to s e p r o g r a m a ç ã o
Maria Zanin e loshiaqui Shimbo
Carlos Eugênio Vendrametto Junior e
Selma Helena de Vasconcelos Arenales
• E quações d ife r e n c ia is par c iais c om M a p le V
José Antonio Salvador
• M o delo de apr endizado de m áq uina baseado em e xem plar es :
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS E ALGORITM OS, O
• E s tr u tu r a e p r o p r ie d a d e s dos p o lím e r o s
Maria do Carmo Nicoletti
Abigail Salles Lisbão
• M o d e lo s p r o b a b ilís t ic o s a p lic a d o s à E n g e n h a r ia de
• E v apo ra do res
P r o d u ç ão
Everaldo Cesar da Costa Araújo
Reinaldo Morabito
• E xer c ício s a p lic a d o s à fís ic o - q u ím ic a dos po lím e r o s
• P r o g r a m a ç ã o l in e a r : u m a a b o r d a g e m p r á tic a
Abigail Salles Lisbão
Wu Hong Kwong
• F undam entos da t e o r ia de c o n ju n t o s fu zzy • R a io s X: d ifr a ç ã o e e s p e c t r o s c o p ia
Maria do Carmo Nicoletti e Heloísa de Arruda Camargo José de Anchieta Rodrigues

• F u n dam ento s da t e o r ia dos g r a f o s pa r a c o m p u ta ç ã o • R e d aç ão de r ela tó r io s para q u ím ic o s


Maria do Carmo Nicoletti e Estevam Rafael Hruschka André Fernando de Oliveira, Astréa F. de Souza Silva e
Mário Alberto Tenan
Série
Apontamentos —ciências exatas e engenharias EdUFSCar
S is tem as n u m é r ic o s e tr a tam en to de in teir o s no P as c a l
Maria do Carmo Nicoletti e Sandra Abib

T R O C A D O R E S DE CALO R
Everaldo Cesar da Costa Araújo

Uso DO EXC EL PARA Q U ÍM IC O S, O


André Fernando de Oliveira, Astréa F. de Souza Silva,
Mário Alberto Tenan, Marcos Flores Júnior e
Sérgio Lineu Olivo

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