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Ecologia

1ª Edição

Ecologia

Cláudio Augusto Vieira Rangel

TROL 1
Ecologia
DIREÇÃO SUPERIOR
Chanceler Joaquim de Oliveira
Reitora Marlene Salgado de Oliveira
Presidente da Mantenedora Wellington Salgado de Oliveira
Pró-Reitor de Planejamento e Finanças Wellington Salgado de Oliveira
Pró-Reitor de Organização e Desenvolvimento Jefferson Salgado de Oliveira
Pró-Reitor Administrativo Wallace Salgado de Oliveira
Pró-Reitora Acadêmica Jaina dos Santos Mello Ferreira
Pró-Reitor de Extensão Manuel de Souza Esteves

DEPARTAMENTO DE ENSINO A DISTÂNCIA


Gerência Nacional do Ead Bruno Mello Ferreira
Gestor Acadêmico Fábio Simas

FICHA TÉCNICA
Texto: Cláudio Augusto Vieira Rangel
Revisão Ortográfica: Marcus Vinícius da Silva e Rafael Dias Carvalho Moraes
Projeto Gráfico e Editoração:, Eduardo Bordoni, Fabrício Ramos, Marcos Antonio Lima da Silva
Supervisão de Materiais Instrucionais: Janaina Gonçalves de Jesus
Ilustração: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos
Capa: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos

COORDENAÇÃO GERAL:
Departamento de Ensino a Distância
Rua Marechal Deodoro 217, Centro, Niterói, RJ, CEP 24020-420 www.universo.edu.br

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universo – Campus Niterói

R196e Rangel, Claudio.


Ecologia / Claudio Rangel ; revisão de Marcus Vinicius da
Silva e Rafael Dias de Carvalho Moraes. – Niterói, RJ:
EAD/UNIVERSO, 2014.

113 p. : il.

1. Ecologia. 2. Ecossistemas. 3. Ciclos biogeoquímicos. 4.


Etologia. 5. Ecologia humana. 6. Ecologia humana. 7.
Ecossistemas aquáticos. I. Silva, Marcus Vinicius da. II.
Moraes, Rafael Dias de Carvalho. III. Título.

CDD 574.50

Bibliotecária: Elizabeth Franco Martins CRB 7/4990


Informamos que é de única e exclusiva responsabilidade do autor a originalidade desta obra, não se responsabilizando a ASOEC
pelo conteúdo do texto formulado.
© Departamento de Ensi no a Dist ância - Universidade Salgado de Oliveira
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, arquivada ou transmitida de nenhuma forma
ou por nenhum meio sem permissão expressa e por escrito da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, mantenedora
da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO).

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Ecologia

Palavra da Reitora

Acompanhando as necessidades de um mundo cada vez mais complexo,


exigente e necessitado de aprendizagem contínua, a Universidade Salgado de
Oliveira (UNIVERSO) apresenta a UNIVERSO Virtual, que reúne os diferentes
segmentos do ensino a distância na universidade. Nosso programa foi
desenvolvido segundo as diretrizes do MEC e baseado em experiências do gênero
bem-sucedidas mundialmente.

São inúmeras as vantagens de se estudar a distância e somente por meio


dessa modalidade de ensino são sanadas as dificuldades de tempo e espaço
presentes nos dias de hoje. O aluno tem a possibilidade de administrar seu próprio
tempo e gerenciar seu estudo de acordo com sua disponibilidade, tornando-se
responsável pela própria aprendizagem.

O ensino a distância complementa os estudos presenciais à medida que


permite que alunos e professores, fisicamente distanciados, possam estar a todo
momento ligados por ferramentas de interação presentes na Internet através de
nossa plataforma.

Além disso, nosso material didático foi desenvolvido por professores


especializados nessa modalidade de ensino, em que a clareza e objetividade são
fundamentais para a perfeita compreensão dos conteúdos.

A UNIVERSO tem uma história de sucesso no que diz respeito à educação a


distância. Nossa experiência nos remete ao final da década de 80, com o bem-
sucedido projeto Novo Saber. Hoje, oferece uma estrutura em constante processo
de atualização, ampliando as possibilidades de acesso a cursos de atualização,
graduação ou pós-graduação.

Reafirmando seu compromisso com a excelência no ensino e compartilhando


as novas tendências em educação, a UNIVERSO convida seu alunado a conhecer o
programa e usufruir das vantagens que o estudar a distância proporciona.

Seja bem-vindo à UNIVERSO Virtual!

Professora Marlene Salgado de Oliveira

Reitora
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Ecologia

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Ecologia

Sumário

Apresentação da disciplina.................................................................................................................................... 07

Plano da disciplina...................................................................................................................................................... 09

Unidade 1 – A Importância do Conhecimento dos Ciclos Biogeoquímicos e

dos Ecossistemas Aquáticos na Ecologia........................................................................... 11

Unidade 2 – A sucessão ecológica e suas etapas ...................................................................................... 29

Unidade 3. Relações Ecológicas .......................................................................................................................... 41

Unidade 4. A Etologia................................................................................................................................................ 55

Unidade 5. Ecologia Humana ............................................................................................................................... 63

Unidade 6. Ecologia Aplicada............................................................................................................................... 91

Considerações finais .................................................................................................................................................. 107

Conhecendo a autora .............................................................................................................................................. 108

Referências...................................................................................................................................................................... 109

Anexos ............................................................................................................................................................................ 110

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Ecologia

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Ecologia

Apresentação da Disciplina

Prezado aluno,

Conheça à disciplina de Ecologia, seja bem-vindo.

O gozo da paz está diretamente relacionado e ligado à existência de condições


mínimas de vida por parte de todos aqueles que se encontram neste planeta,
sobretudo, a raça humana, que desempenha um papel de responsabilidade maior
perante todos os demais seres vivos ou não vivos que habitam esta esfera de vida.
O respeito pelo ambiente em que vivemos é um passo importante para assegurar a
qualidade de vida e o desenvolvimento ambiental consciente, pois, somente assim
poderemos pensar serenamente sobre o futuro da humanidade e de todos os seres
deste planeta.

A Ecologia, seu conhecimento e entendimento consistem num passo


importante, para não dizer determinante, no processo de perpetuação da vida
saudável do planeta, pois, é com esta consciência que iniciamos o processo de
ensino-aprendizagem desta disciplina no formato “on-line” assim como, outras,
observando o contexto descrito acima.

A educação deve passar a ter papel principal, ou seja, deverá ser capaz de
preparar subsídios para que a sociedade tenha sujeitos capazes de pensar e agir de
forma consciente e criativa, em sua plenitude, e o olhar ecológico estende esta
observância aos demais fatores do ambiente, nem sempre considerado pela
humanidade, tão preocupada em produzir e consumir, retirando daí recursos que
fatalmente irão se extinguir.

Desta maneira, iremos iniciá-lo no estudo e na compreensão dos principais


problemas que surgiram ou venham a surgir no contexto teórico desta disciplina,
buscando enfatizar a importância do seu ensino para atender a diferentes áreas do
conhecimento, enfatizando sua importância profissional, social e humana,
contribuindo desta forma na construção de uma postura critica, consciente e
participativa do ser humano perante as urgências ambientais que vislumbramos no
cenário mundial.

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Ecologia

Nossa presença será observada por você no andamento de suas atividades,


buscando orientá-lo quando for necessário, por isso vamos em frente, estudando,
analisando e cumprindo passo a passo todas as atividades, cumprindo todos os
prazos!

Depositamos credibilidade e excelência no seu desempenho.

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Ecologia

Plano da Disciplina

A ecologia possui objetivos que no contexto do ensino aprendizagem propicia


o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias à formação de um
ser humano mais consciente de seus deveres ambientais e que esteja preparado
para executar atividades que contribuam para o bem estar físico e social da
humanidade em face das atribuições ambientais do planeta.

OBJETIVOS GERAIS

 Conhecer os principais ciclos biogeoquímicos, entender as suas


aplicabilidades relacionando-os aos seres vivos e o meio ambiente.
Reconhecer processos envolvendo sucessão ecológica fazendo um
estudo e análise dos tipos de sucessão;

 Identificar e compreender as interferências da humanidade no


ambiente, buscando traçar uma metodologia de ação que priorize a
conscientização e a busca pela sustentabilidade;

 Reconhecer os ecossistemas aquáticos e suas características, bem


como interferências antrópicas ou não, apresentadas a esses
ecossistemas, observando a importância de sua preservação e
manutenção;

 Compreender fatores e identificar problemas que denotem a


interferência do homem no ambiente ocasionando situações de
melhora ou piora no meio ambiente.

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A Importância do

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Conhecimento dos Ciclos
Biogeoquímicos e dos
Ecossistemas Aquáticos na
Ecologia

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Nesta unidade teremos a oportunidade de conhecer com detalhes como


chegamos ao termo Ecologia, seus primeiros passos na concepção do homem, suas
ramificações, divisões e conceitos, para então podermos entender e caminhar
seguramente nos caminhos que se delineiam esta importante disciplina.

Objetivos da Unidade :

Entender a importância de se manter vivo o sentido literal do termo Ecologia.

Trilhar os caminhos apresentados pela disciplina ao longo de seu curso,


compreendendo melhor suas ramificações.

Plano da Unidade :

 A Ecologia no Contexto da Sociedade Humana

 Ecossistemas Aquáticos

Fique à vontade nos estudos da primeira unidade.

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A Ecologia no Contexto da Sociedade Humana

Sabemos que os organismos ao morrerem ou perderem parte de seu corpo


têm sua matéria orgânica degradada e os elementos químicos que a formavam
podem voltar ao ambiente, sendo aproveitados por outros seres vivos. Esse
processo de que se falou, ou seja, os elementos químicos que faziam parte dos
seres vivos e retornaram ao ambiente abiótico fazem parte dos ciclos
biogeoquímicos (Gr bios, vida, e geo, Terra), tal fato demostra que os elementos
químicos transitam entre a biosfera e o planeta. Se toda essa matéria pertencente
aos cadáveres não fossem reaproveitadas, alguns átomos fundamentais na
constituição de outros seres vivos poderiam se acabar.

A reciclagem desses átomos na natureza é compromisso dos organismos


decompositores, principalmente por certos fungos e bactérias que se nutrem dos
cadáveres e do material fecal dos mais diversos tipos de seres vivos, ao degradar
esta matéria eles modificam as moléculas das substâncias orgânicas em moléculas
mais simples, que passam para o ambiente abiótico podendo ser utilizadas por
seres bióticos como matéria prima na produção de suas substâncias.

É importante sabermos que em ecologia é fundamental estudar não apenas os


componentes bióticos e suas consequentes relações com o ambiente, mas
principalmente os componentes abióticos, pois só assim compreenderemos que
estas duas partes da ecologia coevoluem e influenciam-se. Dos elementos que
circulam na natureza sabemos que pelo menos 30 são exigidos pelos organismos
vivos (essenciais). Alguns como carbono, hidrogênio, e oxigênio, são necessários
em grandes porções, outros em menor ou muito menor, no entanto, seja como for,
os elementos essenciais possuem ciclos biogeoquímicos definidos, e os elementos
não essenciais apesar de menos ligados aos organismos também circulam e
transitam com os elementos essenciais através do ciclo da água ou por afinidade
química com eles.

Iniciaremos pelo ciclo da água que é muito importante pois encontra-se


associado aos processos metabólicos de todos os seres vivos, e pode ser observado
de duas formas, o pequeno e o grande ciclo.

O pequeno ciclo da água é aquele pelo qual não ocorre participação dos seres
vivos. Dizemos que a água dos oceanos, rios, lagos, geleiras e até mesmo as
embebidas pelo solo evaporam e sobem na forma gasosa para as camadas mais

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Ecologia

altas da atmosfera, chegando lá sofrem o processo de condensação originando as


nuvens a partir do qual retorna a crosta na forma de chuva. Este ciclo contribuiu e
ainda contribui muito no favorecimento do clima para a vida na terra.

O grande ciclo da água é aquele que ocorre com a participação dos seres
vivos, através da transpiração e respiração das plantas e dos animais. Tomamos
como exemplo as plantas que através de suas raízes absorvem a água infiltrada no
solo, esta constitui uma das matérias primas utilizadas no processo de fotossíntese,
pois, os átomos de hidrogênio são parte integrante dos glicídios produzidos, e os
átomos de oxigênio se unem formando o gás oxigênio (O2) que é liberado para a
atmosfera no processo fotossintético.

Na respiração as plantas utilizam as moléculas orgânicas fabricadas por elas


mesmas, com esse processo de degradação elas obtêm energia e o resultado desse
processo é a liberação de gás carbônico e água no ambiente. A perda de água nas
plantas pelo processo de transpiração ocorre continuamente principalmente
durante o dia, no entanto esse processo é essencial para que a água absorvida
pelas raízes seja transportada até as folhas pois é lá que ocorre a fotossíntese, além
do que a liberação da água na forma de vapor feita pelos estômatos (órgão
presente no interior das folhas que absorve energia proveniente da luz solar),
resfria a planta e contribui para manter a humidade do ar favorável a vida. Os
animais também participam no processo de absorção de água através de sua
ingestão, bebendo-a ou ingerindo-a através de alimentos, porém, estão sempre
perdendo-a na urina, nas fezes, e nos processos respiratórios.

Parte desta água absorvida pelas plantas e pelos animais é aproveitada na


síntese de outras substâncias, ficando incorporada em seus tecidos até sua morte,
quando ocorre sua devolução ao ambiente através da ação de organismos
decompositores.

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O ciclo do carbono

O carbono é encontrado na atmosfera e dissolvido na água, em pequenas


proporções, como dióxido de carbono (CO2). É retirado da atmosfera e dos
ambientes aquáticos pela fotossíntese e liberado novamente através da respiração,
ele é disponibilizado para confecção de substâncias orgânicas dos seres vivos, tais
como, proteína, glicídios, lipídios, etc.
Os organismos mortos que se acumulam no solo também participam do ciclo
do carbono porque eles são decompostos por microorganismos que oxidam este
material orgânico e devolvem o gás carbônico para a atmosfera.

A combustão de fósseis, que têm o carvão e o petróleo como exemplos


representativos, é outro processo de liberação do gás carbônico.
Nos Herbívoros a maior parte da energia contida no alimento ingerido não é
aproveitada, ela é eliminada nas fezes e sofrem ação dos organismos
decompositores, as substâncias orgânicas que foram incorporadas também sofrem
degradação na respiração celular para o fornecimento de energia no metabolismo,
neste caso o carbono é liberado na forma de dióxido de carbono. Em relação ao
carbono aproveitado, este passa a constituir a sua biomassa que futuramente pode
vir a ser transferida a um organismo carnívoro ou também decomposta novamente
por decompositores, desta forma o carbono que inicialmente foi captado no
processo fotossintético vai passando pelos níveis tróficos e ao mesmo tempo
retornando a atmosfera como resultante do processo respiratório, e através dos
decompositores que desempenham seu papel em todos os níveis tróficos.
Existem também os combustíveis fósseis que são resultantes de
transformações lentas das substâncias orgânicas de organismos que sofreram
soterramento de forma rápida preservando-se assim da ação dos decompositores,

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mantendo em seu interior a energia química originalmente captada do sol através


da fotossíntese. O carvão mineral, o gás natural, e o petróleo são exemplos de
combustíveis fósseis e sua utilização pela espécie humana tem devolvido a
atmosfera átomos de carbono que ficaram sem circular durante milhões de anos.
Boa parte do aumento da concentração de dióxido de carbono no planeta se deve
a utilização destes combustíveis, que subiram de 0,026% para 0,04% nos últimos
cem anos, parece pouco, mas em termos proporcionais representam um aumento
de quase 50%, o que de acordo com muitos cientistas provoca elevação da
temperatura média do planeta.

O ciclo do oxigênio
O oxigênio é um elemento químico da natureza muito importante para a
nossa sobrevivência porque dele dependemos para a realização da nossa
respiração. Este gás principalmente se apresenta na atmosfera com a fórmula de
O2.
Está presente na camada de ozônio como O3. A importância da camada de
ozônio é filtrar a radiação dos raios ultravioletas. Luz invisível que é nociva à nossa
saúde quando é radiada com muita intensidade. O excesso desta luz pode
provocar o câncer de pele.

Muitos compostos orgânicos e inorgânicos, como a água (H2O) e o gás


carbônico (CO2), possuem o oxigênio como um elemento químico de suas
composições.
A principal forma de reserva de oxigênio para os seres vivos é a atmosfera
onde podemos encontra-lo na forma de gás oxigênio e dióxido de carbono. O gás
oxigênio, o dióxido de carbono, e a água constituem as três principais fontes
inorgânicas do átomo de oxigênio, estes encontram-se constantemente trocando
átomos entre si durante os processos metabólicos na biosfera

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O ciclo do nitrogênio
O nitrogênio ocorre na atmosfera como o gás N2 e é muito abundante, ele
perfaz cerca de 79% do ar atmosférico, porém, a grande maioria dos seres vivos
não consegue utilizá-lo na sua fórmula molecular. Os seres vivos só conseguem
aproveitá-lo por dois processos freqüentes na natureza: os processos de fixação e
posterior nitrificação, realizado pelas bactérias fixadoras de nitrogênio, tais como as
cianobactérias, bactérias do gênero Rhizobium, e fungos, que podem viver
livremente no solo ou associados às raízes de plantas. Quando associados, pela
biofixação, transformam o N2 atmosférico em amônia (NH3), que é a forma
utilizável pelos seres vivos. A amônia é incorporada pelos aminoácidos das plantas
onde vivem. E este é um exemplo de relação interespecífica (falaremos mais sobre
isso adiante), através da qual, a planta se beneficia com a biofixação.

A amônia sintetizada pelos biofixadores associados é transformada em nitrito


e, depois, nitrato pelas bactérias nitrificantes (Nitrossomonas e Nitrobacter), que são
as biofixadoras que vivem livremente no solo. Estas bactérias são autotróficas
quimiossintetizantes, ou seja, são organismos capazes de produzir o seu próprio
alimento através de processos puramente químicos, que não dependem da
irradiação solar. Ao contrário da fotossíntese realizada pelas plantas, que também
são autotróficas, mas precisam da luz do sol para realizar o processo de produção
de alimento e energia. A fotossíntese foi descrita anteriormente para explicar sobre
a produção primária. Lembram? A quimiossíntese das bactérias autotróficas
nitrificantes se processa como descrito neste parágrafo. A energia da nitrificação
descrita é utilizada para a síntese de substâncias orgânicas. O nitrogênio do nitrato
é utilizado para a síntese de proteínas, aminoácidos e ácidos nucléicos. As
proteínas são formadas pela união de vários aminoácidos, que possuem o
nitrogênio como NH2. Elas, as proteínas estão presentes nas membranas das
células, que são as membranas plasmáticas, também chamadas de membranas
citoplasmáticas porque elas envolvem o citoplasma das células.

Os ácidos nucléicos, como o ácido desoxirribonucléico, o DNA, e o ácido


ribonucléico, o RNA, participam da codificação genética da seguinte maneira: no
núcleo, o DNA possui os genes com as informações genéticas; ele se duplica
formando duas novas moléculas de DNA, que possuem o mesmo material genético
da molécula-mãe; estas novas moléculas, por sua vez, garantem a transmissão

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deste material genético idêntico para duas novas células resultantes do processo
de divisão celular; o RNA é formado por vários nucleotídeos que compõem os
ácidos nucléicos, que ajudam na transcrição da informação genética quando
ocorre a reprodução. O nitrogênio está presente no RNA através das bases
nitrogenadas.

Outras substâncias nitrogenadas, como a uréia e o ácido úrico, mais as


proteínas degradadas do corpo dos organismos mortos, são transformadas em
amônia, novamente, pelas bactérias e pelos fungos decompositores. A amônia
volta para o ciclo.

Após um novo processo de nitrificação, o nitrogênio, como o gás N2, é


devolvido para a atmosfera, reiniciando o ciclo do nitrogênio.

Adubação verde e desnitrificação


Interferência de agricultores no ciclo do nitrogênio ocorre com muita
intensidade, pois, estes tem como objetivo aumentar a produtividade em seus
cultivos, em função disso para aumentar a quantidade de nitrogênio disponível no
solo eles cultivam plantas leguminosas como feijão, soja, ervilha, alfafa etc; que
abrigam em suas raízes bactérias fixadoras de nitrogênio. Esta forma de cultivo
pode ser desenvolvida tanto em plantações consorciadas como em rotação de
culturas, que é a plantação de espécies distintas no mesmo terreno em períodos
diferentes.

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Ecologia

Quando uma parte dos compostos nitrogenados presentes no solo passsa


pelo processo de nitrificação outra sofre desnitrificação que é um processo
realizado por bactérias genericamente denominadas bactérias desnitrificantes, que
para obter energia degradam compostos nitrogenados liberando gás nitrogênio
que retorna a atmosfera

O ciclo do fósforo
O fósforo (P) é importante para o ser vivo porque ele faz parte das moléculas
energéticas de Trifosfato de adenosina (ATP) e do material hereditário.

Os fosfatos inorgânicos são encontrados nas rochas fosfálicas, no solo e nas


plantas. O fósforo das rochas fosfálicas é dissolvido e carreado pelas chuvas, que o
transportam para os solo e para o lençol freático através da percolação. Desta
forma, ele chega aos mares. Neles encontramos outra fonte de fósforo, os peixes.
Quando os consumimos, ingerimos todo o fósforo que precisamos para os nossos
ossos. Os fosfatos inorgânicos que as plantas utilizam para produzir os compostos
químicos importantes á manutenção da vida são incorporados à biomassa vegetal
e depois voltam a ser inorgânicos através dos consumidores herbívoros. Quando
inorgânico, é encontrado nos solos e nele ficam depositados como parte dos
nutrientes existentes. As florestas absorvem este nutriente muito importante para a
construção dos organismos e o crescimento dos vegetais. Os animais voltam a
consumi-los, com o consumo das plantas. Para depois voltarem para o solo e
mares. Assim se processa a ciclagem do fósforo, que não possui fase gasosa e,
portanto, não é encontrado na atmosfera.

O ciclo do fósforo é observado sobre dois aspectos diferentes quando


relacionados a escalas de tempo. Uma parte deste átomo é reciclada localmente
entre solo plantas consumidoras, e decompositoras, Num tempo relativamente
curto chamado de ciclo de tempo ecológico. A outra parte é sedimentada e
incorporada as rochas, este processo implica em um tempo muito mais longo,
podendo ser chamado de ciclo de tempo geológico.

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Ecologia

Os ciclos biogeoquímicos são responsáveis pela ciclagem de muitos outros


nutrientes dispostos nos ecossistemas como variadas formas químicas, orgânicas e
inorgânicas. Sem eles, como ficaria a biosfera? Os processos biológicos, geológicos,
geográficos, químicos, físicos e climatológicos participam destes ciclos quando
possibilitam a ocorrência dos mesmos.

Ecossistemas Aquáticos

Os organismos do ambiente aquático são


representados por três grandes grupos que
recebem os seguintes nomes: Bentos, Plâncton, e
Nécton.

Bentos (Gr benthos, fundo do mar) é formado


por organismos presentes na sua grande maioria
em regiões de fundo, eles podem ser sésseis,
encontram-se fixados ao fundo, ou errantes,
encontram-se deslocando-se sobre o fundo. Os
seres bentônicos geralmente se nutrem de
cadáveres e detritos orgânicos, porém existem
representantes carnívoros.

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Ecologia

Plâncton (Gr plankton, errante) é formado por seres flutuantes que apesar da
capacidade de executar movimentos próprios nadando ativamente, eles não são
capazes de superar a força das correntes, sendo assim vivem sendo carregados por
elas. O plâncton se divide em duas categorias; o fitoplâncton, também chamado de
plâncton fotossintetizantes, e o zooplâncton, também chamado de plâncton não
fotossintetizante, o primeiro é representado pelas algas microscópicas como as
diatomáceas e dinoflagelados que ao lado das bactérias fotossintetizantes formam
como produtoras as principais cadeias alimentares aquáticas, o plâncton não
fotossintetizante é representado pelos foraminíferos, crustáceos, celenterados,
anelídeos.

Fitoplâncton

Zooplâncton

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Ecologia

Nécton (Gr nektos, apto a nadar) é formado por seres que se movimentam
ativamente na água e não se subordinam a ação das correntezas, como parte
integrante deste grupo encontramos a maioria dos peixes, as baleias, os golfinhos,
alguns crustáceos (camarões), e alguns moluscos,( lulas, e sépias).

Ecossistemas de água doce


Podemos separar esse ecossistema em dois tipos básicos, que têm a ver com a
forma de movimento da água, em um as águas têm muito pouco movimento,
dizem que ela é parada, um exemplo são os lagos, as lagoas, e os charcos, este
ambiente também é chamado ecossistema dulcícola lêntico.

Estes ambientes na maioria dos casos apresentam elevada biodiversidade,


nele encontramos organismos produtores variados, tais como, plantas que vivem
parcialmente ou totalmente submersas, pelo fitoplâncton, e plânctons
fotossintetizantes (cianobactérias, e diatomáceas), temos também organismos do
zooplâncton que se alimentam dos organismos produtores, estes por sua vez
servem de alimento aos peixes.

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Ecologia

No outro ambiente de águas rápidas conhecido como ecossistema dulcícola


lótico, onde temos rios, riachos e corredeiras. Neste ambiente encontramos pouca
diversidade do plâncton, os produtores são basicamente algas fixadas as rochas,
encontramos também moluscos insetos e peixes, que buscam alimento nas
margens destes locais, visto que aí o fluxo de água é menos intenso.

Ecossistemas marinhos
O ambiente marinho compreendido pelos mares e oceanos possui cerca de ¾
da superfície terrestre com profundidades que variam de poucos metros, na
maioria dos casos em regiões litorâneas, a mais de onze mil metros de
profundidade. A principal característica do habitat do ambiente marinho é sua
elevada estabilidade e homogeneidade em relação a composição química e a
temperatura. Temos aproximadamente 3,5 gramas de sal por litro de água, com
predominância do cloreto de sódio. Podemos separar este ambiente em dois
grandes domínios, o bentônico que é relacionado ao fundo, e o pelágico que é
relacionado as massas d’água.

Outro parâmetro determinante é a luz solar, que consegue penetrar em seu


interior até uma profundidade aproximada de duzentos metros, neste caso,
denominamos zona fótica (Gr photos, luz), abaixo disso quando ocorre a ausência
de luz passamos a chamar zona afótica. Na metade superior da zona fótica
encontramos o fitoplâncton marinho responsável direto pela manutenção da vida
nos mares, nesta parte, encontramos também o zooplâncton, e consequentemente
uma grande variedade de outros organismos consumidores, tais como cardumes
de peixes.

Na zona afótica encontramos regiões denominadas de acordo com a


profundidade, a primeira recebe o nome de batial, se estende a partir dos duzentos
até os dois mil metros de profundidade, a temperatura da água é baixa e sua fauna
é pobre, os demais organismos que habitam esta região se sustentam através da
matéria orgânica proveniente da superfície. A próxima região é denominada
abissal, se inicia a partir dos dois mil metros, estendendo-se até os seis mil metros
de profundidade, esta região possui seres com características exóticas, como
exemplo, lulas gigantes e peixes bioluminescentes.

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Ecologia

Enfim chegamos a região mais profunda dos oceanos, que se inicia abaixo dos
seis mil metros de profundidade, é conhecido pelo nome hadal, nesta região sua
fauna ainda é pouco conhecida, geralmente são esponjas e moluscos.

Na unidade seguinte poderemos observar detalhadamente o que é sucessão


ecológica suas etapas, suas atribuições, bem como, as situações onde esta ou
aquela situação representa, melhora, ou não para os componentes abióticos e
bióticos do planeta, então até ela.

É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, presentes no


caderno de exercício! Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar
sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija as
respostas no caderno e depois as envie através do nosso ambiente virtual de
aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

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Ecologia

Exercícios - Unidade 1

1) Os elementos químicos que os organismos necessitam em grande quantidade –


carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre – circulam dentro dos
organismos, e desses para o ambiente físico e vice-versa. Esse padrão de
movimentação de elementos químicos por meio dos organismos e dos
compartimentos do ambiente físico é chamado de ciclo biogeoquímico.

A respeito dos ciclos desses elementos, é correto afirmar:

a) no ciclo do carbono, o dióxido de carbono atmosférico é fonte imediata de


carbono para os organismos terrestres, já que a maior parte do carbono da Terra
é encontrada na atmosfera.
b) embora o nitrogênio represente 78% da atmosfera da Terra, apenas umas
poucas bactérias, fungos e cianobactérias podem convertê-lo em formas
biológicas úteis.
c) a precipitação ácida, uma importante consequência regional das modificações
humanas dos ciclos do nitrogênio e enxofre, produz chuvas com pH ácido pela
presença de ácido sulfúrico e ácido clorídrico.
d) o ciclo do fósforo difere dos ciclos biogeoquímicos do carbono, enxofre e
nitrogênio por não possuir uma fase gasosa: o fósforo existe, principalmente,
como fosfato ou compostos semelhantes, mas a maioria dos seus depósitos é de
origem marinha.
e) Além das erupções vulcânicas, as únicas fontes de compostos de enxofre voláteis
são certas algas marinhas que produzem grandes quantidades de dimetil-
sulfeto (CH3SCH3)

2) Atualmente, a produção de energia tem sido uma questão muito importante


para a nossa sociedade. O petróleo é um exemplo representativo de qual elemento
químico?
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Ecologia

a) Oxigênio.
b) Nitrogênio.
c) Carbono.
d) Fósforo.
e) Enxofre.

3) Os consumidores herbívoros fazem o fósforo voltar primeiramente para:


a) a atmosfera.
b) o solo.
c) as rochas.
d) as plantas.
e) o mar.

4) Os ciclos biogeoquímicos referem-se à movimentação dos elementos químicos


no ecossistema entre os seres vivos e o meio ambiente. Analise as afirmativas
abaixo sobre os diversos ciclos e assinale a alternativa correta.

a) o fósforo é incorporado aos seres vivos através dos vegetais pela absorção de
fosfatos dissolvidos na água e solo.
b) toda água absorvida por plantas e animais é utilizada na síntese de outras
substâncias, retornando ao meio ambiente exclusivamente através dos
decompositores.
c) o carbono da atmosfera é incorporado aos seres vivos através da respiração.
d) as bactérias fixam o nitrato atmosférico e o transfere para as plantas através de
N2 .
e) a utilização do etanol em substituição aos combustíveis fósseis acarretou um
aumento na concentração de óxidos de enxofre na atmosfera.

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Ecologia

5) Um estudo caracterizou 5 ambientes aquáticos, nomeados de A a E, em uma


região, medindo parâmetros físico-químicos de cada um deles, incluindo o pH nos
ambientes. O gráfico I representa os valores de pH dos 5 ambientes. Utilizando o
gráfico II, que representa a distribuição estatística de espécies em diferentes faixas
de pH, pode-se esperar um maior número de espécies no ambiente:

a) A.
b) B.
c) C.
d) D.
e) E.

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Ecologia

28
Ecologia

2 A sucessão ecológica e
suas etapas

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Ecologia

Nesta unidade teremos a oportunidade de conhecer com detalhes o que vem


a ser sucessão ecológica, entenderemos o que significa espécie pioneira, como
chegamos ao termo essésis, seus primeiros passos na formação do ambiente, e
suas ramificações.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Ao final dessa unidade, o aluno deverá apresentar condições de conhecimento


do significado e da origem de alguns termos utilizados em Ecologia. Visualizar
conceitos referentes à ecologia. Compreender a relação entre seres vivos, o homem
e o ambiente. Deverá ser capaz de trilhar os caminhos apresentados pela disciplina
ao longo de seu curso, compreendendo melhor suas ramificações.

PLANO DA UNIDADE

 Conhecer os termos empregados na ecologia;

 Apresentação dos caminhos que possibilitam a melhor compreensão


da disciplina;

 Interagir com a natureza de posse dos conhecimentos prévios em


ecologia.

Bem-vindo à segunda unidade.

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Ecologia

Espécies pioneiras

Existem regiões no planeta Terra em que o clima e as condições do solo não


são favoráveis ao desenvolvimento dos seres vivos, tais como, lavas vulcânicas
recém-solidificadas, superfície de rochas, dunas de areias e etc. Porém certos
indivíduos possuem a capacidade de sobreviver e de se instalar nesses locais
inóspitos sendo conhecidos como espécies pioneiras, com o passar do tempo,
essas espécies conseguem modificar as condições de um determinado local, o que
permite a entrada de outras espécies.

Um exemplo disso seriam as dunas de areia que podem ser colonizadas por
espécies de gramíneas cujas sementes são trazidas pelo vento e conseguem
suportar o calor, a insuficiência de água e o solo inconstante, iniciando a conquista
do lugar.

A colonização pelas espécies pioneiras acabam modificando as características


originais do local, diminuindo as elevadas e inconstantes modificações da
temperatura do solo, o que contribui para a manutenção de certo grau de
umidade. O material orgânico dos pioneiros acaba se acumulando no solo,
gerando um aumento de nutrientes disponíveis e a retenção de água. Com essas
novas condições de ambiente, outros indivíduos podem aparecer e se estabelecer,
essas espécies recém-chegadas e as pioneiras passam a competir, tal fato, ocasiona
a substituição das espécies pioneiras pelas recém-chegadas.

As consecutivas proles de plantas e animais que nascem, crescem, morrem e


se decompõem tornam o solo gradativamente mais abastado em matéria orgânica
e umidade. E o procedimento gradativo de conquista de um hábitat, em que a
conciliação das comunidades vai se modificando ao longo do tempo, é designada
sucessão ecológica.

Sucessão primária e sucessão secundária

31
Ecologia

Como vimos no caso das dunas, a sucessão tem início em uma área antes
inabitada, cujas condições primitivas são altamente antagônicas à vida; nesse caso
estamos falando de sucessão primária. E esse processo é geralmente lento, e
podem-se levar dezenas ou centenas de anos para que um solo antes rochoso
possa acolher uma vegetação rala de arbustos e de gramíneas.

Já no tipo de sucessão secundária é quando ocorre em locais que já foram


ocupados por uma comunidade biológica, logo possui condições iniciais mais
favoráveis de estabelecimento de seres vivos. É o caso de campos de cultivos
abandonados, de florestas derrubadas e de áreas destruídas por queimadas.

Evolução das comunidades durante a sucessão

Às vezes é possível calcular o tipo de sucessão que acontecerá em


determinado local, pois a identidade biológica ali presente distende a evoluir até
atingir um clímax, que são condicionadas pelas peculiares físicas e climáticas do
local. Por exemplo, um campo de cultivo abandonado onde antes havia uma
floresta, terá disposições a atingir esse mesmo tipo de comunidade final, passando
por uma sucessão de comunidades intermediárias: campos=> arbustos=> floresta
intermediária=> floresta semelhante à original.

No decorrer da sucessão, o ecossistema de forma geral tenderá a se tornar


mais complexos e com maiores números de nichos ecológicos e, como
consequência de espécies.

Microlima (Gr micros, pequeno; klima, inclinação, considerando-se a zona onde


se vê a estrela polar mais ou menos inclinada e, consequentemente, onde faz mais
ou menos frio. Tomou o sentido “ambiente” depois da obra Climats, do escritor
francês André Maurois). Trata-se do conjunto de característica físicas de um
ambiente limitado, ou de uma divisão do ecossistema. Deve ser diferenciado de
clima, cujo conceito mais amplo se refere às condições meteorológicas de uma
vasta região geográfica, envolvendo temperatura, pressão, vento, umidade do ar,
precipitação pluviométrica, variações de pressão atmosférica etc. Comumente se
usa para designar o conjunto de características diferenciais de cada um dos
32
Ecologia

estratos de uma floresta. O primeiro deles, o estrato mais alto, corresponde ao


ápice das copas das árvores, muito iluminado durante o dia, quente, varrido pelos
ventos e, portanto, com pouca umidade. Depois, um segundo estrato, ao nível da
ramagem intensa, mostra-se menos quente, mas úmido, de temperatura constante
9quente, nas florestas temperadas). O quarto estrato revela outro microclima se
encontra em outro estrato, correspondente ao do interior da floresta, por entre os
troncos das árvores, local por onde transitam as feras, É um ambiente escuro, muito
úmido, de temperatura constante (quente, nas florestas equatoriais e tropicais; frio,
nas florestas temperadas). O quarto estrato revela outro microclima, o do solo
encharcado pela água que desce da folhagem e não evapora porque a luz do sol
nunca chega a ele, onde se desenvolvem cogumelos e vivem os animais que
andam de rastro. Em cada microclima, a fauna encontrada é mais ou menos
especializada e evita passar aos demais. é a referência utilizada pelos biólogos para
determinar ás condições ambientais particulares do hábitat ao qual estão
adaptadas determinadas espécies. Durante o procedimento de sucessão, surgem
microclimas que permitem a vinda e o estabelecimento de novos indivíduos.

O surgimento de novos nichos ecológicos durante a sucessão induz ao


acréscimo da diversidade de espécies na comunidade, ou seja, ao acrescentamento
da biodiversidade. Aumentando com isso, o número total de indivíduos capazes de
viver no local, portanto a biomassa do ecossistema em sucessão. Aumentando
também a homeostase, isto é, a capacidade de se manter estável apesar das
variações ambientais. O máximo de homeostase é atingido quando a comunidade
atinge um estado de estabilidade compatível com as condições próprias da região.
Essa comunidade estável é designada comunidade clímax e constitui o final da
sucessão ecológica. Na comunidade clímax, a biodiversidade, a biomassa e as
condições microclimáticas pretendem se manter estáveis.

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Ecologia

Exemplos de Sucessão Ecológica

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Ecologia

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Ecologia

É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, presentes no


caderno de exercício! Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar
sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija as
respostas no caderno e depois as envie através do nosso ambiente virtual de
aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

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Ecologia

Exercícios - Unidade2

1- Existem regiões no planeta Terra em que o clima e as condições do solo não


são favoráveis ao desenvolvimento de seres vivos, tais como lavas vulcânicas
recém-solidificadas, superfície de rochas, dunas de areias etc. Porém certos
indivíduos possuem a capacidade de sobreviver e de se instalar nesses locais
inóspitos sendo conhecidos como:

a) espécies iniciadoras.

b) espécies modificadoras.

c) espécies pioneiras.

d) sucessão primária.

e) espécies invasoras.

2- Complete as lacunas:

Procedimento gradativo de conquista de um __________, em que a


conciliação das comunidades vai se modificando ao longo do tempo, é designada
________________.

a) hábitat- sucessão ecológica .

b) hábitat- sucessão primária.

c) sucessão ecológica- hábitat.

d) hábitat- sucessão secundária.

e) território – sucessão ecológica

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Ecologia

3- Às vezes é possível calcular o tipo de sucessão que acontecerá em


determinado local, pois a identidade biológica ali presente distende a evoluir até
atingir um clímax, que são condicionadas pelas peculiares físicas e climáticas do
local. Coloque V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Por exemplo, um campo de cultivo abandonado onde antes havia uma


floresta, terá disposições a atingir esse mesmo tipo de comunidade final, passando
por uma sucessão de comunidades intermediárias: arbustos=> campos=> floresta
intermediária=> floresta semelhante à original.

( ) Em decorrer da sucessão, o ecossistema de forma geral tenderá a se


tornar menos complexos e com maiores números de nichos ecológicos e, como
consequência de espécies.

( ) Microlima é a referência utilizada para determinar ás condições


ambiental particulares do hábitat ao qual estão adaptadas determinadas espécies.

( ) O surgimento de novos nichos ecológicos durante a sucessão induz ao


acréscimo da diversidade de espécies na comunidade, ou seja, ao acrescentamento
da biodiversidade.

Marque a alternativa correta.

a) V-F-V-F.

b) V-V-F-F.

c) F-V-V-F.

d) F-F-V-V.

e) F-V-V-V.

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Ecologia

4- O máximo de homeostase é atingido quando a comunidade atinge um


estado de estabilidade compatível com as condições próprias da região. Essa
comunidade estável é designada:

a) comunidade estável.

b) homeostasia.

c) sucessão ecológica.

d) espécies pioneiras.

e) comunidade clímax .

5- Diferencie sucessão primária de sucessão secundária utilizando exemplos.

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Ecologia

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Ecologia

3 Relações Ecológicas

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Ecologia

A abordagem nesta unidade deverá propiciar ao aluno a compreensão


necessária para entender como se caminha o relacionamento entre os seres vivos,
destacando a importância das associações onde teremos a oportunidade de
conhecer com detalhes como o ambiente procede em relação às trocas realizadas
com os seres vivos, para então podermos entender e caminhar seguramente nos
caminhos que se delineiam esta importante disciplina.

OBJETIVOS DESSA UNIDADE

Ao final dessa unidade, o aluno deverá apresentar condições de Identificar e


compreender as relações ecológicas entre os organismos em seus habitats e nichos
ecológicos. Compreender a importância destas relações entre os seres vivos, o
homem e o ambiente. Deverá ser capaz de trilhar os caminhos apresentados pela
disciplina ao longo de seu curso, compreendendo melhor suas ramificações.

PLANO DA UNIDADE

 Relações intraespecíficas harmônicas

 Relações intraespecíficas desarmônicas

 Relações interespecíficas harmônicas

 Relações interespecíficas desarmônicas

Bem-vindo à terceira unidade.

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Ecologia

As relações que se estabelecem entre os seres vivos possuem a importância


ecológica de manter o meio ambiente ou as organizações naturais em perfeito
funcionamento. As condições ambientais, como os fatores físicos e químicos
podem ser limitantes à produção de alimento e energia necessários à
sobrevivência de todas as espécies vegetais e animais. Isto acontece quando o
ambiente não está “nutrido” de material necessário aos processos responsáveis
pelo equilíbrio ecológico.

As relações que ocorrem entre os seres vivos


podem ser harmônicas (quando nenhum organismo é
prejudicado, seja da mesma espécie ou não) ou
desarmônicas (quando pelo menos um dos organismos
é prejudicado através das inter-relações que ocorrem).
Mas, é necessário ressaltar que o prejuízo temporário
promovido por processos naturais não afeta,
definitivamente, um compartimento ecológico.
Quando um ciclo de processos se finaliza, este fator
biológico, traduzido pelas relações biológicas, também
é responsável por outros ciclos que ocorrerão. O meio
ambiente é dinâmico e se renova constantemente.

O importante para a disciplina é que as inter-


relações que existem através das relações entre as
espécies representam um fator biológico importante
porque é um dos fatores que explica sobre a saúde
ambiental.

As relações ecológicas são as interações entre diversos organismos que


constituem uma comunidade biológica. São classificadas em relações
intraespecíficas, quando envolve organismos da mesma espécie e relações
interespecíficas, quando envolve organismos de espécies diferentes e como dito
anteriormente harmônicas ou desarmônicas. A seguir descrevermos
detalhadamente as relações que ocorrem entre os seres vivos.

43
Ecologia

Relações intraespecíficas harmônicas

Colônia (Lat. colonia, grupo de indivíduos segregados): São associações de


membros de uma mesma espécie que formam uma integração funcional,
estrutural e que revelam um profundo grau de interdependência vital, como
consequências não conseguem sobreviver isoladamente. Todos os indivíduos
levam vantagem, e eles dependem uns dos outros.

Existem dois tipos de colônias: as homotípicas, onde não há diferenciação


entre eles, nem divisão de trabalho, e as heterotípicas, onde há diferenciação entre
cada indivíduo e divisão de trabalho.

Um exemplo de animais que constituem colônias homotípicas são os corais,


que são formados por milhões de pequenos animais que secretam um esqueleto
rígido criando uma forte proteção externa.

44
Ecologia

Um exemplo de colônia heterotípica é o caso das caravelas, que possuem


indivíduos morfologicamente diferentes que desempenham funções específicas
também diferentes, a parte superior das caravelas secretam gases que as mantém
flutuando, e a parte inferior se responsabiliza da proteção, nutrição etc.

Sociedade (Lat societate, agrupamento e ou reunião): É uma forma de relação


harmônica intraespecífica na qual seus integrantes revelam apenas um pequeno
grau de interdependência vital, facultando-lhes a possibilidade de se viver
isoladamente.

Nas sociedades também ocorrem relações homeotípicas, representadas pelos


cardumes, manadas, bandos, alcateias, e a própria sociedade humana, e as
heterotípicas como sucede com as abelhas, cupins, e formigas.

Relações intraespecíficas desarmônicas

Canibalismo: É uma forma de interação variante do predatismo, onde um


indivíduo mata e se alimenta de outro da própria espécie. Esses casos ocorrem
normalmente com insetos, aranhas, escorpiões, peixes, etc., na maioria das vezes
após o ato sexual, quando as fêmeas eliminam o macho. Na espécie humana
quando ocorre canibalismo este recebe o nome de antropofagia (Gr ánthropos,
homem; phagein, comer).

Competição: Ocorre em praticamente todas as espécies, pois está ligada à


seleção natural, onde tem a vantagem o mais apto. A competição nada mais é do
que a disputa por recursos entre indivíduos.

Encontramos dois tipos de competição, a intraespecífica, e a interespecífica; A


territorialidade é um bom exemplo de competição intraespecífica, onde o animal
escolhe um lugar, se estabelece e defende-o de outro da mesma espécie, vimos
isso em leões, macacos, focas, aves, etc.

No caso da interespecífica, podemos observar duas espécies de cracas:


Balanus, e Chtamalus, que convivem na mesma região, os primeiros predominam
45
Ecologia

na região de maré baixa e os Chtamalus na zona de maré alta, no entanto, suas


larvas que nadam competem pela fixação em qualquer lugar, porém, os Balanus
não sobrevivem na parte alta da rocha.

Relações interespecíficas harmônicas

Comensalismo (Lat cum, com, mensa, mesa): Um organismo que se alimenta


de restos de alimentos deixados por outro organismo de espécie diferente sem
que lhe cause prejuízo nem qualquer outra moléstia, neste caso apenas uma
espécie se beneficia, no entanto, a outra não sofre prejuízo.

O exemplo mais conhecido é o caso do tubarão e o peixe rêmora.

46
Ecologia

Protocooperação(Gr protos, primeiro ou primitivo; + elemento composto


cooperação): Dois indivíduos se beneficiam sem que lhes ocorram uma associação
obrigatória, pois não dependem um do outro.

É perfeitamente possível a vida isolada de cada um; todavia eles se associam


sempre que podem.

Temos como exemplo a relação entre o boi e a ave anu. Tal ave se alimenta de
parasitas e pequenos insetos que se encontram na pele do boi. Ao limpar sua pele,
o anu se beneficia através do alimento e da proteção, e o boi se beneficia se
livrando dos parasitas que poderiam causar-lhe doenças.

Inquilinismo (Lat inquilinu, inquilino; + sufixo ismo, “qualidade de”): Nessa


relação um animal usa o outro como moradia. Apenas um indivíduo é beneficiado,
mas sem prejudicar o hospedeiro, que também serve de proteção para ele.

A figura a seguir representa o peixe palhaço utilizando como abrigo e


proteção uma anêmona do mar

47
Ecologia

Mutualismo (Lat mutuare, trocar, dar e receber; + sufixo al, relação, e ismo,
“natureza de”): Forma de relação harmônica interespecífica necessária à
sobrevivência dos seres que a realizam, já que, isolados, não encontram condições
para viver. É um tipo de relacionamento bilateral, que resulta em benefícios para
ambos os associantes. Os exemplos dessa forma de associação foram até
recentemente enquadrados sob a denominação de simbiose, termo que,
modernamente, assume outra definição. O mutualismo difere da protocooperação
pelo grau de interdependência dos associantes, que é total no mutualismo e
parcial na protocooperação, as associações de algas com fungos, na constituição
dos liquens, e o relacionamento de microrganismos que produzem enzimas
hidrolisantes da celulose com animais xilófagos (baratas e cupins) ou ruminantes
(boi, cabra, camelo) representam exemplos de mutualismo.

Relações interespecíficas desarmônicas

Amensalismo (Gr a, sem; mensa, mesa; + sufixo ismo, “condição de”): Tipo de
relação não harmoniosa entre organismos (geralmente alimentar), caracterizada
pela competição entre indivíduos de uma comunidade biótica que ocupam numa
mesma área o mesmo nicho, ou nichos similares.

Ás vezes esta competição se torna mais violenta, pois alguns indivíduos


produzem e lançam substâncias no meio que são capazes de impedir o
desenvolvimento de outros indivíduos ou mesmo causar-lhe a morte, como no
caso do fungo que produz uma substância que produz e secreta uma substância
que causa a morte de uma bactéria, essa substância é muito utilizada pela
medicina atual e recebe o nome de penicilina, outro exemplo é o eucalipto que
produz e secreta substâncias que inibem ou até mesmo eliminam a instalação de
plantas de porte médio ou grande, ou até mesmo de porte pequeno.

A Maré Vermelha é outro exemplo de amensalismo, causado por microalgas


dinoflageladas que são tóxicas ao ambiente marinho.

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Ecologia

Sinfilia(Gr syn, com ou juntamente, phyl, tribo ou grupo, + sufixo ia,


“qualidade” ou “condição”): Quando um indivíduo se favorece da produção e
trabalho de outra espécie. Esta relação também recebe o nome de esclavagismo.

Um exemplo de sinfilia é o das formigas que costumam aprisionar certas


espécies de pulgão, criando esses insetos em cativeiro no interior do próprio
formigueiro como animais domésticos, e alimentando-se do líquido açucarado que
eles eliminam pelo ânus em virtude da nutrição rica em carboidratos.

Herbivoria(Lat herba erva; vorare, comer, devorar): Quando um animal se


alimenta do tecido vegetal de uma planta viva. É comumente visto em qualquer
região do mundo. É considerada uma das relações mais importante da natureza,
pois é através dela que a energia captada da luz solar pelos produtores pode passar
para os demais níveis tróficos.

Parasitismo(Gr para, ao lado; sitos, alimento): Relação interespecífica


desarmônica onde um organismo considerado parasita se instala na superfície ou
no interior de outro ser, retirando matéria orgânica para sua nutrição, e através da
manutenção estreita desta relação provoca dependência nutritiva no outro,
causando danos que podem variar desde pequenos distúrbios até doenças graves
que podem levar a morte.

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Ecologia

Os parasitas podem ser classificados em ecto, e endoparasitas, quando se


encontra na superfície ou dentro do corpo respectivamente, e podem ser também
temporários (pulgas, mosquitos), provisórios (larvas de moscas) e permanentes
(não abandonam o hospedeiro em nenhum momento da vida), temos o
Trypanossoma cruzi e a Taenia sp.

Predatismo(Lat praeda, caçar; + sufixo ismo, condição): relação desarmônica


na qual uma espécie ataca, mata e devora organismos de outra espécie. A
predação num primeiro momento pode beneficiar o predador, porém do ponto de
vista ecológico ela é um mecanismo que regula a densidade das duas populações
porque se a população de predador aumenta, diminui a de presa, e com a sua
diminuição, consequentemente ocorrerá diminuição na população de predadores,
cabe salientar que isto ocorre em um ambiente em equilíbrio.

A estreita correlação observada entre as populações de predadores e de


presas é muito importante no processo de sobrevivência não só delas como um
todo, mas do ambiente em geral.

No exemplo a seguir, observamos um guepardo perseguindo uma gazela.

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Ecologia

Nesta unidade você conheceu as principais características das relações entre


os seres vivos, pôde entender a importância de cada uma no contexto do equilíbrio
ecológico. A seguir entraremos na unidade seguinte traçando um perfil do
comportamento animal na nova modalidade de ciência ligada à ecologia.
Falaremos da Etologia.

É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, presentes no


caderno de exercício! Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar
sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija as
respostas no caderno e depois as envie através do nosso ambiente virtual de
aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

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Ecologia

Exercícios - Unidade 3

1) Um gavião com carrapatos e piolhos em suas penas, captura um rato, com


pulgas em seus pelos. Quais são as relações interespecíficas que ocorrem entre
esses animais, respectivamente?

a) Parasitismo, competição e inquilinismo.


b) Parasitismo, comensalismo e predatismo.
c) Competição, parasitismo e mutualismo.
d) Parasitismo, competição e predatismo.
e) Predatismo, comensalismo e mutualismo.

2) Qual desses casos seria um exemplo de competição intraespecífica?

a) As aranhas fêmeas da família da viúva-negra têm costume de matar e


devorar o macho, logo após o ato sexual.
b) A hiena não vai à caça, elas ficam rodeando grupos de leões e comem as
sobras de alimento que os leões não quiseram comer.
c) Dois grupos de leões disputam entre si por um mesmo território ou
alimento.
d) As orquídeas se hospedam no alto de árvores onde pode receber mais luz
e se proteger de animais do solo.
e) Gafanhotos e gado competindo por capim.

3) Abutres e urubus se beneficiando com os restos alimentares de animais


carnívoros:

a) amensalismo.
b) comensalismo.
c) competição interespecífica.
d) competição intraespecífica.
e) mutualismo.

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Ecologia

4) É um tipo especial de competição interespecífica e que consiste em uma espécie


sendo prejudicada sem que haja qualquer prejuízo ou benefício para a outra.
Indivíduos de uma mesma espécie liberando substâncias que prejudicam ou
impedem o desenvolvimento de outras espécies competidoras:

a) amensalismo.
b) comensalismo.
c) competição interespecífica.
d) competição intraespecífica.
e) mutualismo.

5) Como se chama a relação entre o crocodilo e o pássaro-palito que se alimenta


dos detritos e sanguessugas presentes na boca do crocodilo?

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Ecologia

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Ecologia

4 A Etologia

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Ecologia

Nesta unidade teremos contato com uma nova modalidade de ciência, a


Etologia que trata do estudo do comportamento dos animais em face de seus
hábitos e de suas acomodações as circunstâncias ou condições ambientais,
processo de regulação dos organismos no meio ambiente.

OBJETIVOS DESSA UNIDADE

Ao final dessa unidade, o aluno deverá apresentar condições de compreender


os processos de comportamento apresentado pelos organismos que denotem a
sua busca pela sobrevivência em seus habitats, apresentando características
posturais que evidenciem sua conduta as funções dos organismos em face de seus
costumes populacionais, bem como a dinâmica de suas populações, nos habitats,
nichos ecológicos e nos ecossistemas. Compreender a relação entre seres vivos, o
homem e o ambiente.

PLANO DA UNIDADE

 A história introdutória da Etologia

Bem-vindo à quarta unidade.

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Ecologia

A etologia (Gr éthos, costume ou hábito; logos, estudo ou tratado) explica


diretamente o funcionamento de todos os organismos vivos, em relação com seu
meio ambiente, levando em conta a evolução do organismo e da espécie ao longo
de sua existência. É uma ciência criada por Karl Von Frish, Konrad Lorenz e Nikolas
Timbergen. Estuda o relacionamento de animais com membros da mesma espécie,
com membros de outras espécies e com o ser humano, e também o
comportamento desses animais diante de mudanças em seu habitat. Esse estudo é
voltado para a observação do comportamento animal em seu ambiente natural, e
nunca em laboratórios ou zoológicos, por exemplo.

Estuda, além disso, a motivação de tal conduta, porque essa conduta


aconteceu dessa forma e não de outra, se preocupando em levar em conta se o
padrão de comportamento é nato, adquirido ou adaptativo. O padrão de
comportamento nato nasce com o indivíduo, o comportamento adquirido é
desenvolvido durante a vida do indivíduo, é instintivo, mas morre com ele,
enquanto o comportamento adaptativo é obtido, e depois passado de geração em
geração.

Os etólogos distinguem-se por uma disposição metodológica que gira em


torno das proposições de Nicholas Tinbergen. Em 1963, foi proposto por ele que
primeiramente deve-se ressaltar e descrever o comportamento; posteriormente,
um julgamento completo do comportamento deve ser feita com quatro pontos
fundamentais nas análises causais, ontogenéticas, filogenéticas e funcionais.

 A análise causal é feita por meio de uma relação entre um


determinado comportamento com uma qualidade antecedente,
sendo analisados os estímulos externos responsáveis pela conduta e
as estruturas motivacionais internos;

 A análise ontogenética envolve uma semelhança do comportamento


com o período, interesse posto em torno do processo de distinção e
de conexão dos moldes comportamentais no andamento do
desenvolvimento de um indivíduo jovem;

57
Ecologia

 A análise filogenética explora a história do comportamento no rumo


da evolução da espécie;

 A análise funcional coloca uma analogia entre certo comportamento


e modificações que acontecem no ambiente circundante ou dentro
do próprio indivíduo.

A história introdutória da Etologia

A etologia é uma ciência fácil de definir, difícil foi ficar procurando uma
explicação para o termo instinto. A razão principal de se descontar o pensamento
biológico sobre a Etologia foi o fato de se terem sido impedidos de se
aprofundarem no estudo do comportamento em virtude de uma disputa
ideológica entre duas proeminentes escolas da psicologia. A escola da psicologia
finalista representada primeiramente por William MacDougall e mais tarde por
Edward Chase Tolman, que aceitava o instinto, mas não o explicava. De acordo
com MacDougall e sua escola, tudo que os animais fazem é na busca de um
propósito, e este propósito é estabelecido por seus instintos, extranaturais, e
infalíveis.

A Escola behaviorista de psicologia criticou a adoção de fatores extranaturais


como não científicos, e exigiu explicações causais. Através de sua metodologia,
essa escola procurou distanciar-se dos psicólogos objetivistas considerando o
experimento controlado a única fonte legítima de conhecimento, refutando os
métodos empíricos, pois segundo esta escola estes deveriam figurar entre as
especulações filosóficas.

Naquele tempo as críticas construtivistas feitas pelos behavioristas em


relações as opiniões sustentadas pelas escolas objetivistas eram em todos os
sentidos salutares, o que não se percebeu foi um desastroso erro lógico que crescia
dentro do pensamento behaviorista, sendo que somente processos de
aprendizado podiam ser examinados experimentalmente, e já que todo
comportamento precisa ser analisado experimentalmente então concluíram os
behavioristas que todo comportamento deve ser aprendido, tal fato além de
logicamente falso é efetivamente absurdo.
58
Ecologia

Conhecendo a visão de cada um, e tendo feito críticas justificáveis, tanto os


objetivistas, quanto os behavioristas, foram forçados a manter posições extremas.
Essa disputa ideológica exercida pelas duas escolas da psicologia permaneceu em
atividade quando completamente sem ser notado por ambas, e
independentemente de suas influências, o estudo científico de padrões
comportamentais inatos começou a acontecer. Na virada do século Charles Otis
Whitman e, alguns anos mais tarde sem a participação do mesmo, Oskar Heinroth
descobriram a existência de padrões de movimentando, cujas similaridades e
diferenças de espécie para espécie, de gênero para gênero e, até mesmo de grupos
taxonômicos para outros, e são mantidas com a mesma constância, e exatamente
do mesmo modo, de maneira que são comparáveis a caracteres anatômicos. Em
outras palavras esses padrões de movimento tornam-se uma característica tão
confiável de um grupo em particular, como são os dentes ou as penas, ou
quaisquer outros atributos físicos distintivos, usados em morfologia comparada.
Para este fato não podem haver qualquer outra explicação, se não a de que
similaridades, e dissimilaridades destes movimentos coordenados, podem ser
remetidas a uma origem comum, em uma forma ancestral que também já possuía
estes mesmos movimentos em uma forma primitiva, ou seja, o conceito de
homologia pode ser aplicado à elas.

Tais fatos por si sós já deixam claro que estes movimentos originaram-se
filogeneticamente, e estão escritos no genoma. É justamente isto que é esquecido
pelos estudiosos do comportamento que gostariam de explicar de forma
satisfatória toda diferença conceitual existente entre características inatas e
adquiridas. A descoberta de que os padrões de movimento são homólogos foi o
ponto de equilíbrio pelo qual a Etologia marcou a sua origem através do estudo
comparativo do comportamento.

Konrad Lorenz descobriu por sua conta que os padrões de movimento são
homólogos e a partir de então começou a criar mecanismos conceituais,
comportamentais e acadêmicos no intuito de prepararem-se para exercer críticas
sobre as duas escolas de Psicologia em dois pontos fundamentais, o primeiro era
de que o instinto simplesmente não existe, e o segundo é de que todo
comportamento animal é aprendido, era totalmente falso.

59
Ecologia

Após vários anos de tentativas e erros a Etologia finalmente começou a fazer


parte dos estudos realizados pela academia.

É HORA DE SE AVALIAR!

Neste momento em que finalizamos o conteúdo desta unidade de


estudos, é fundamental que você não se esqueça de realizar as atividades
propostas. Elas são fundamentais para ajudá-lo a fixar o conteúdo teórico
trabalhado, a sistematizar as ideias e os conceitos apresentados, além de
proporcionar a sua autonomia no processo ensino-aprendizagem.

60
Ecologia

Exercícios - Unidade 4

1) Os principais temas estudados pela Etologia estão dispostos a seguir, EXCETO:

a) evolução do comportamento dos animais;


b) relacionamento entre os animais de uma mesma espécie que vivem em grupos
(famílias) ou isolados;
c) comportamento dos animais com as mudanças que ocorrem na natureza
(aquecimento global, secas, alagamento de regiões, etc.);
d) comportamento animal diante de sua locomoção para um ambiente não natural
(laboratórios);
e) o relacionamento e comportamento dos animais com os seres humanos em
diversas situações;

2) Os nomes de cientistas a seguir são importantes para a história da humanidade,


suas descobertas foram determinantes para resolução de muitos problemas, a
Etologia é parte integrante destas descobertas. Assinale nas alternativas que
seguem o Cientista que ajudou a criar esta Ciência.

a) Charles Darwin.
b) Isaac Newton.
c) Gregor Mendel.
d) Sigmund Freud.
e) Konrad Lorenz.

3) A razão principal de se descontar o pensamento biológico sobre a Etologia foi o


fato destes terem sido impedidos de se aprofundarem no estudo do
comportamento. Segundo o texto, tal fato ocorreu em virtude de:
a) ocorrerem distúrbios na academia Biológica.
b) uma disputa ideológica entre duas proeminentes escolas da psicologia.
c) uma disputa ideológica entre duas proeminentes escolas da pedagogia.
d) etnias comportamentais dos animais irracionais.
e) etnias pedagógicas dos estados africanos.

61
Ecologia

4) Os etólogos distinguem-se por uma disposição metodológica que gira em torno


das proposições de Nicholas Tinbergen. Segundo ele um julgamento completo do
comportamento deve ser feita com quatro pontos fundamentais, exceto:
a) análises causais.
b) ontogenética.
c) hemogênica.
c) filogenética.
d) funcional.

5)A Etologia é a ciência que estuda a motivação do comportamento animal. Qual é


a importância do estudo ser realizado no habitat natural do indivíduo?

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62
Ecologia

5 Ecologia Humana

63
Ecologia

Nesta unidade teremos contato com os ambientes terrestres e suas


particularidades, observaremos a porção da biosfera denominada litosfera, com as
características físicas, geográficas e biológicas presentes nesses ambientes, como o
homem interage com os seres e qual a melhor maneira de entendê-los e
consequentemente preservá-los.

OBJETIVOS DESSA UNIDADE

Reconhecer os ecossistemas terrestres e suas características, bem como


interferências antrópicas ou não, apresentadas a esses ecossistemas, observando a
importância de sua preservação e manutenção.

PLANO DA UNIDADE

 Ecologia humana

 Efeito estufa

 A destruição da camada de ozônio

 A extinção das espécies

 O acumulo de lixo no planeta

 A questão ambiental:população, natureza, sociedade e técnologia

 Interferências humanas nos ecossistemas

 Impactos ambientais em ecossistemas

 Impactos ambientais em ecossistemas agrícolas

 Impactos ambientais em ecossistemas naturais

Bem-vindo à quarta unidade.

64
Ecologia

Ecologia Humana

O aumento das populações humanas e a exploração dos recursos naturais têm


causado alterações bem significativas no meio ambiente. O futuro das espécies
depende da compreensão de que fazemos parte da biosfera. Como foi dito
anteriormente o grupo de seres vivos com características semelhantes, que
convivem em determinada área geográfica, são capazes de se reproduzir e gerar
descendentes férteis é o que designamos de população biológica e esta consiste
na base de cálculo para o estudo da Ecologia e em contrapartida, temos a questão
ambiental que entre outras coisas, através do desenvolvimento, promove a
ocupação em todos os ambientes do planeta, gerando impactos que alteram os
ecossistemas naturais, agrícolas, ocasionando interferências humanas nestes
ambientes. Nesta unidade falaremos um pouco desta situação, porém, agora
iremos recordar alguns conceitos mencionados anteriormente para podermos
caminhar no sentido de ilustrar melhor os caminhos da ecologia humana no
contexto planetário.

A densidade populacional é um conceito importante para qualquer tipo de


assunto referente à população, quando o assunto se refere à humanidade
chamamos de densidade demográfica e sua elevação acentuada como é o que
vem ocorrendo com a população humana neste planeta.

Para entender o comportamento das populações de um ecossistema fazemos


utilização do estudo de crescimento populacional. Medidas do tamanho de uma
população, tomadas em diferentes intervalos de tempo, informam se ela está em
expansão, em declínio ou estável, permitindo assim, realizar correlações com
fatores como disponibilidade de alimento, clima e etc.

Podemos conceituar taxa de crescimento populacional como a variação do


número de seres vivos da população em determinado período de tempo. Se não
levarmos em consideração o tamanho da população, mas apenas a variação do
número de indivíduos no período relacionado, estaremos falando de taxa de
crescimento populacional absoluto ou bruto (TCB).
TCB = Nf - Ni
T

65
Ecologia

Já a taxa de crescimento populacional relativo ou real (TCR), faz referência a


variação do número de indivíduos de uma população em relação ao seu número
inicial. Observe:

TCR = Nf - Ni
Ni

Uma análise importante da população humana em relação à sua formação em


idades, ou seja, ao número de pessoas existentes em cada faixa etária. Essa
distribuição por faixa de idade é expressa em gráficos que chamamos de pirâmides
de idade ou pirâmides etárias. A análise dessas pirâmides revela tendências do tipo
de crescimento da população.

Pirâmides etárias

O crescimento acelerado da população humana deve-se principalmente à


diminuição da taxa de mortalidade, decorrente tanto de avanços agrícolas e
tecnológicos, que têm aumentado a produção de alimentos, como de progressos
médicos e sanitários, que têm prolongado a expectativa de vida das pessoas.

O ambiente vem sofrendo sérias ameaças, o aumento da população humana é


a maior delas e em consequência disto geramos outros fatores que se tornam
problemas maiores ainda, o agravamento do efeito estufa, contribuindo em muito
para o aumento da temperatura global, destruição da camada de ozônio, extinção
das espécies, esgotamento dos recursos naturais e principalmente o acumulo de
lixo no planeta. Falaremos mais a seguir sobre estes problemas.
66
Ecologia

Efeito Estufa

A luz irradiada pelo sol alcança o planeta Terra, e então parte dessa luz é
refletida novamente para o céu. A energia contida por essa luz, parte é refletida, e a
outra parte fica armazenada na atmosfera, pois os gases presentes nesta, tais como
o gás carbônico retém um pouco dessa energia.

São esses gases que mantém o planeta aquecido o suficiente para que nele
possa se manter vida, funciona como o vidro numa estufa. Em meados do século
XX a quantidade de gases atmosféricos aumentou significativamente, isso ocorreu
devido ao desmatamento, e a queima de combustíveis fósseis. Tal evento resultou
no que chamamos de aquecimento global, um aumento na temperatura terrestre,
que caso continue poderá prejudicar o nosso ecossistema.

Uma das maiores consequências geradas pelo aquecimento global, é o


derretimento das calotas polares, tal acontecimento eleva o nível do mar, e
consequentemente interfere na vida dos organismos que habitam as regiões
polares (pinguins, peixes, ursos polares, etc.).

67
Ecologia

A destruição da camada de ozônio

Na atmosfera da Terra numa altura relativa entre 12, e 50 km, ocorre a


formação de uma enorme quantidade de gás ozônio (O3), construindo assim, uma
camada que retém a radiação ultravioleta irradiada pelo sol, funcionando então
como uma espécie de “filtro solar”.

68
Ecologia

A radiação ultravioleta, apesar de ser usada para bronzeamento, é danosa ao


material biológico, pois essa quebra moléculas de proteínas e ácidos nucleícos.
Queimaduras causadas pelo sol e câncer de pele são um exemplo do que pode ser
causado por essa radiação.

O Ozônio é produzido a partir do gás oxigênio, pois este recebe um pouco da


radiação ultravioleta e se transforma, no entanto o ozônio se transforma
constantemente em oxigênio, quando tais reações ocorrem com a mesma
frequência e intensidade, o equilíbrio entre a quantidade de ozônio fabricada e
destruída é mantido.

Porém na década de 80 foi observada a formação de um buraco na camada de


ozônio e, logo, vários outros furos nesta camada foram surgindo na atmosfera do
planeta, e coincidentemente os casos de câncer de pele aumentaram.

Isso ocorreu devido à produção de alguns gases conhecidos como CFC


(clorofluorcarbonos), esses gases eram usados em geladeiras, ar condicionado,
além de seus elementos serem matérias-primas na produção de espumas de
plástico, cola, e etiquetadores, também são utilizados como o material
pressurizante nas latas de aerossóis, como os desodorantes e inseticidas.

O gás escapa e vai em direção à atmosfera, e recebe radiação ultravioleta, e


então libera o cloro que reage com o ozônio, e então o transforma em oxigênio.
Felizmente muitos países tem se conscientizado e substituíram os gases CFC por
outros produtos menos danosos ao ambiente, acordos foram formados, porém
acredita-se que a recuperação da camada de ozônio pode levar mais de cinquenta
anos.

69
Ecologia

A extinção das espécies

Um exemplo muito conhecido de extinção completa de uma espécie, é o da


ave dodô, que antigamente se instalava nas ilhas Mascarenhas, no Oceano Índico.
Tal ave habitou primeiramente a ilha Maurício e se extinguiu por volta de 1680,
porém espécies aparentadas à ele ainda sobreviveram e se extinguiram
posteriormente entro os anos de 1750 e 1800, tais espécies viviam nas ilhas
Reunión e Rodríguez.

70
Ecologia

Uma ave grande, de porte aproximado do peru, com uma


cabeça grande, e com um bico recurvado, este era o dodô,
que foi extinguido devido a caça de marinheiros holandeses,
que utilizavam sua carne como alimento, e também a
introdução de animais nas ilhas, que destruíam os ninhos das
aves, comiam filhotes e consumiam os ovos.

O acúmulo de lixo no planeta

Na ecologia 1 falamos das queimadas, e da eutrofização, agora falaremos do


lixo gerado pelo consumo desenfreado da humanidade, tais como combustíveis
fósseis, onde a sua principal fonte geradora consiste nos motores dos veículos, das
indústrias que produzem substâncias como monóxido de carbono, dióxido de
enxofre, e outros hidrocarbonetos que juntamente com o dióxido de carbono
constituem nos poluentes mais perigosos para os ambientes das grandes
metrópoles, e dentre os citados, o pior de todos é o monóxido de carbono (CO),
por se tratar de um gás incolor e inodoro, e um pouco mais leve que o ar, é
produzido pela queima incompleta das moléculas orgânicas, esta substância tem a
propriedade de se combinar de forma irreversível com a hemoglobina no sangue,
impossibilitando-a de transportar o gás oxigênio. O tempo de exposição ao
monóxido de carbono leva a perda de consciência, e até a morte, a pessoa
intoxicada por esse gás, tem sintomas de asfixia e
aumento dos ritmos respiratório e cardíaco. Outra
forma muito perigosa da exposição desta
substância é dentro de banheiros com
aquecimento a gás no chuveiro, um pequeno
defeito pode levar a pessoa a inconsciência e
consequentemente a morte, por isso é muito
importante que a utilização destes equipamentos
obtenha manutenções regulares.

71
Ecologia

A questão ambiental: população, natureza, sociedade e


tecnologia

A questão ambiental, atualmente, é um dos problemas frequentemente


citados entre os mais graves que assolam o planeta Terra, haja vista que, a relação
homem/natureza mostra-se desigual devido ao caráter de consumo desenfreado
da sociedade.

O problema principal reside no fato de que a população mundial cresce de


maneira exponencial, atingindo a marca de 6,6 bilhões de habitantes no início de
2007. Estimativas mais pessimistas apontam que, a continuar crescendo no atual
ritmo, o planeta Terra terá, em 2012, 7 bilhões de habitantes, chegando a 11
bilhões de habitantes ainda no século XXI, mais precisamente em 2096.

Para termos a real noção do crescimento populacional do planeta, por volta de


1802, havia na Terra cerca de 1 bilhão de habitantes. Para que esse número
dobrasse, foram necessários aproximadamente 125 anos, tendo o planeta Terra
alcançado a marca de 3 bilhões de habitantes em apenas 34 anos, já em 1961. Para
concluirmos esses números, é interessante observarmos que a população mundial
aumentou mais de 6 vezes em cerca de duzentos anos e, estima-se que, a cada ano,
a Terra ganhe 130 milhões de novos habitantes.

O crescimento demográfico mundial passou, basicamente por três fases. A


primeira foi aquela caracterizada pelo equilíbrio populacional registrado até a
Revolução Industrial, onde o número de nascimentos e o número de óbitos
registrados eram equivalentes. As taxas de natalidade eram elevadas, pois
caracterizavam o papel da família, sendo esta a unidade econômica da sociedade
da época e sustentava-se na força de trabalho dos filhos. Em contrapartida, as taxas
de mortalidade também eram elevadas, reflexo da precariedade da alimentação,
das condições sanitárias e de assistência médica.

A segunda fase, conhecida como fase de explosão demográfica, foi aquela na


qual houve uma sensível queda nas taxas de mortalidade e uma manutenção das
taxas de natalidade. A Revolução Industrial foi um dos principais elementos que
contribuíram para determinar tal queda, já que ela causou a melhoria das
condições médico-sanitárias (antibióticos, vacinas, tratamentos, combate às
epidemias, etc) e também provocou o aumento da produção de alimentos. Como
nos diz Moreira (1993, p. 47):

72
Ecologia

Geradora de uma cadeia de transformações que atinge


fundo as condições de higiene social, a Revolução
Industrial reduz bruscamente as taxas de mortalidade e
precipita a expansão populacional, que já vinha se
arrastando de alguns séculos. Com esta revolução na
higiene social, amplia-se largamente a bifurcação
natalidade-mortalidade, porque as taxas de natalidade não
acompanham o declínio das de mortalidade, mantendo-se
elevadas.

Interessante observar que os países menos desenvolvidos, que são aqueles


que estão no sudeste e leste da Ásia, no Sahel africano (região situada entre o Saara
e as terras mais férteis ao sul), na América Latina e em parte da Oceania, ainda
passam pela segunda fase, devido ainda possuir elevadas taxas de natalidade. A
manutenção dessas taxas pode ser explicada pela dificuldade em se adotar
métodos de controle de natalidade (acesso à informação, questões religiosas,
elevado contingente de população rural, etc.).

A última fase, chamada de fase de estagnação é aquela onde se encontram os


chamados países desenvolvidos e tem por características as baixas taxas de
natalidade e de mortalidade. Nesses países, a queda da natalidade pode ser
explicada pela larga difusão dos métodos anticoncepcionais, pelo planejamento
familiar, pelo elevado custo de criação dos filhos (despesas com alimentação,
educação e saúde, principalmente), pelo aumento da escolarização e pela maior
participação das mulheres no mercado de trabalho. Porém, como já dissemos, a
população mundial ainda cresce num ritmo muito elevado, pois muitos países da
África e, sobretudo, da Ásia continuam a ter taxas de natalidade muito altas.

Esse aumento demográfico, é claro, gera uma maior demanda pela produção
de alimentos e também uma maior utilização dos recursos naturais. Porém, essa
demanda não é acompanhada pela capacidade de reposição de tais recursos,
podendo ocasionar um colapso nos ecossistemas se a utilização dos recursos
disponíveis não for feita de um modo racional, planejado. Afirma-se que, para que
a sociedade de consumo que se apresenta atualmente seja mantida, seriam
necessários mais quatro ou cinco planetas Terra.

73
Ecologia

A Revolução Industrial, além de possibilitar o aumento populacional, tornou


possível o desenvolvimento de novas tecnologias que, por sua vez, alavancaram a
quantidade e a variedade de produtos disponíveis e, consequentemente,
intensificaram a retirada de matérias-primas da natureza, que passou a ser vista
como uma grande fonte de valor comercial.

As fontes de energia, a água e os minerais, utilizados da forma como vêm


sendo, entraram numa tendência de esgotamento que preocupa o mundo todo. As
cada vez mais constantes imagens de destruição da natureza que vemos nos
jornais, nas revistas, na televisão e em diversos outros meios de comunicação, nada
mais são do que evidências do mundo consumista em que vivemos.

É claro que todos nós temos nossa parcela de responsabilidade pela


degradação da natureza, mas a "febre" consumista afeta, paradoxalmente, aqueles
que estão longe de obter altos padrões de consumo, é o que confirma o Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento em seu Relatório de Desenvolvimento
Humano de 1998: “o crescimento desenfreado do consumo” está exercendo uma
pressão desenfreada sem precedentes sobre o ambiente, ameaçando duplamente
os que menos “consomem”, justamente, é a população dos países mais pobres que
sofre com a poluição e degradação dos solos, das florestas, dos rios e dos oceanos,
segundo o mesmo relatório. Já, os países desenvolvidos, são os responsáveis pela
retirada de mais da metade dos recursos naturais.

74
Ecologia

Interferências humanas nos ecossistemas

A interferência do homem na natureza pode causar efeitos trágicos e sem


controle. De acordo com citações anteriores, no início o homem interagia em
harmonia com a natureza, ele a explorava de forma controlada e minimamente, o
que não causava grandes problemas ao ecossistema. Conforme o homem foi
evoluindo, e com isso, dispondo de mais tempo para desenvolver suas ideias,
começaram a surgir então, as primeiras civilizações que todos conhecemos.

A presença da disponibilidade de tempo propiciaram o surgimento da


industrialização e consequentemente o aumento da tecnologia que de forma
permanente, passou a se espalhar por todo o mundo.

É a partir da industrialização e do desinteresse que o Homem tem pela


natureza demonstrados no início deste processo que ocasionou grandes mudanças
nos ecossistemas. O Homem sacrifica a natureza para conseguir todos os seus
objetivos criando cada vez mais objetos, gerando maior consumo de combustíveis,
na sua grande maioria de origem fóssil ou mineral, emitindo cada vez mais gases
para a atmosfera, tomando ou destruindo territórios onde anteriormente
abrigavam espécies de animais e vegetais, que tinham um papel a desempenhar
nesta escala ecossistêmica, tudo isso por causa da carne, da pele, do marfim no
caso dos elefantes e cada vez mais aumentando a retirada e o consumo de matéria
prima.

A interferência humana interrompeu as relações ambientais naturais mediante


novas técnicas de criação, como a estabulação, a alimentação visando maior ganho
de peso, a manutenção de muitos animais em menor espaço. Nestas
circunstâncias, os animais foram se tornando cada vez mais sensíveis e
necessitavam receber vacinas para adquirirem imunidade (processo artificial). As
íntimas condições de residência e contato entre homens e animais, fizeram com
que determinados germes causadores de doenças nos animais se adaptassem à
espécie humana. Hoje em dia percebemos um numero muito grande de espécies
de animais que antes viviam em ecossistemas naturais que passaram a estar em
meios urbanos ou muito próximos a esses, como por exemplos cavalos, porcos,
cães, gatos, etc. Com esses animais também vieram muitos agentes causadores de

75
Ecologia

doenças que podem estar associados a esse novo meio de convívio entre animais e
homens.

A interferência humana é notada com as novas construções e a interação cada


vez maior de animais antes encontrados nas florestas e que hoje em dia estão cada
vez mais urbanos, como por exemplo, as aves de rapina que passaram a ser vistos
nos altos prédios.

Na história contemporânea, os animais passaram a adquirir um valor muito


grande para o homem por diversos fatores, cada vez em maior número as espécies
correm risco de extinção e tem-se consciência da importância da permanência
delas para manutenção de um ecossistema equilibrado. A interferência humana no
ecossistema de nosso planeta, através da destruição indiscriminada de espécies
animais, pode acarretar efeitos futuros imprevisíveis, até mesmo prejudiciais ao
próprio Homem. Seguindo essa direção, a proteção aos animais se justifica não
como um imperativo moral, mas como uma necessidade para a sobrevivência da
humanidade.

Ainda podemos notar a interferência humana nos ecossistemas como a


modificação da paisagem como um todo geralmente de modo irreparável, desde o
principio das construções das cidades as florestas foram as grandes “penalizadas”,
pois delas foram extraídas as matérias primas para as primeiras construções.

No Brasil ocorreu uma grande devastação em primeiro momento na mata


atlântica, e depois desta, o Cerrado é o ecossistema brasileiro que mais sofreu com
a ocupação humana. O desmatamento para a retirada de madeira e a produção de
carvão foram as atividades que antecederam e viabilizaram a ocupação
agropecuária no ecossistema, e que persistem até os dias de hoje.

Os anos 60 que havia métodos de prevenção e ideias para impedir os


processos destrutivos. Processos esses em que se percebe que afetaram
drasticamente o homem e seu modo de vida. O surgimento de novas doenças e o
desaparecimento de diversas espécies de plantas e animais está associado a essa
destruição do ecossistema pelo homem.

Devido às constantes interferências humanas na biosfera, torna-se urgente


estudar com mais profundidade as ações de preservação, recuperação e
principalmente a manutenção de ecossistemas, desenvolvendo ferramentas para
seu gerenciamento. Muitas dessas funções são críticas à nossa sobrevivência, tais
como: a manutenção da fertilidade do solo, regulação do clima, purificação do ar,
76
Ecologia

fotossíntese e regulação dos níveis do gás carbônico, controle natural de pragas,


polinização em culturas, fornecimento de bens do ecossistema tais como alimento,
madeira e água fresca, entre outras.

Impactos ambientais em ecossistemas

O impacto ambiental pode ser caracterizado como a alteração das


propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, isto pode ser
causado por qualquer forma de substancia ou energia, ou seja, um “desequilíbrio
ambiental” causado pela ação do homem, mas, também pode ser resultado de
alguns acidentes naturais como terremotos, explosão de um vulcão, queda de
raios, maremotos. Os impactos podem ser divididos naqueles ocorridos nos
ambientes naturais, agrícolas e urbanos. Porém se somados acabam tendo um
efeito global.

A devastação de florestas tropicais para introdução de pastagens, por


exemplo, pode causar desaparecimento de espécies animais e vegetais,
assoreamento dos rios, empobrecimento do solo, diminuição do índice de chuvas,
além do agravamento do efeito estufa pela combustão de árvores. Os principais
impactos ambientais ocorridos no mundo hoje são: desmatamento de florestas,
poluição com agrotóxicos, erosão, efeito estufa, inversão térmica, ilhas de calor e
chuva ácida.

Os resultados do impacto ambiental podem afetar a saúde, segurança ou o


bem estar da população na a qual é atingida por essa. Ainda podem afetar
atividades sociais e econômicas que depende da boa conservação do meio
ambiente, neste contexto podemos até mesmo citar as questões estéticas e
sanitárias do meio ambiente, visto que a degradação provida pelo impacto
ambiental altera em modo quase definitivo a paisagem.

Por muito tempo as relações entre o ambiente natural e o construído foram


vistas sob o prisma do conflito. Mundos separados, e até certo ponto, um servindo
de plano de fundo ou jardim ao outro. A ideia da separação, do ambiente natural
do construído durou muito tempo. Mesmo as correntes de arquitetos que
aparentemente valorizavam os espaços verdes não conseguiam perceber que a
cidade de concreto, asfalto e vidro, na verdade, não constituía um ambiente
separado da natureza, mas era uma natureza transformada, um novo ecossistema
77
Ecologia

integrado, modificado, diferente do ambiente natural, mas não fora dele, não
imune aos seus ciclos, dinâmicas e reações.

O impacto ambiental ainda pode ser definido ou entendido como um


desequilíbrio no meio ambiente no qual gerado por um choque resultante de uma
ação humana ou relacionado com a influência desse sobre o meio ambiente. Mas
também podemos dizer como impacto ambiental o resultado de acidentes
naturais, como por exemplo: a erupção de um vulcão, pois, pode provocar a
alteração drástica em um grande território natural descaracterizando-o as vezes de
modo irreversível, o impacto de um raio pode gerar outras degradação em um
local, e diversos outros.

É cada vez mais comum notarmos grandes impactos ambientais resultantes de


atividade humana, que de maneira geral tem se agravado devido a ações e
costumes cada vez mais intensificados, o que exigem um maior extrativismo da
natureza provido do sistema produtivo construído ao longo da historia,
descaracterizando a naturalidade dos ecossistemas.

Para existência de um ecossistema, supõem-se haver um ambiente em


perfeito equilíbrio, caracterizado por uma relação entre plantas, animais, clima e
solo. Também devido a isso, a existência de um ecossistema implica também
autossuficiência e a existência de organismos produtores de matéria e energia e a
de consumidores e decompositores. Dessa forma pode-se falar na existência de um
sistema especial, o sistema urbano, que é constituído apenas de uma etapa
consumidora, o que interfere em vários ecossistemas, pois etapas produtoras e
decompositoras se realizam em outros sistemas, sobrecarregando esses
ecossistemas.

Igualmente a um ecossistema, a cidade consome matéria e energia e gera


subprodutos, esse é o seu grande problema. As grandes aglomerações urbano-
industriais consomem incríveis quantidades de energia e matérias-primas, muito
mais do que o necessário para sustentar suas populações. Assim, também
produzem toneladas e toneladas de subprodutos que, não sendo reciclados, vão se
acumulando no ar, no solo e nas águas, causando uma série de desequilíbrios no
meio ambiente.

Como foi citado anteriormente podemos ter diversas ações diferenciadas nas
quais resultam o impacto ambiental, devido a isso podemos ter diferentes meios
de definir o impacto bem como sua intensidade ou área no qual foi deflagrado.

78
Ecologia

Pela área ou escala, termo mais utilizado, no qual um impacto ambiental interagiu
podemos diferenciar em escala global, regional e local. Iremos definir como cada
tipo de escala pode ser identificada. Um impacto ambiental de escala global é
definido por afetar o meio ambiente em todo planeta, como por exemplo, a
destruição da camada de ozônio que propicia um aumento do clima em escala
global. O impacto em escala regional geralmente atinge uma grande área,
podendo até mesmo atingir um continente inteiro, pode ser causados por
terremotos, maremotos, vulcões, uso de pesticidas em uma plantação pode afetar
a flora e fauna da região. O impacto em escala local é um quando um grande
transtorno no meio natural em um local pode ser caracterizado por a implantação
de uma indústria na qual toda área construída e seu entorno ficam
descaracterizado de forma às vezes irreparável.

Além de podermos caracterizar impacto ambiental por escalas, dependendo


da região atingida, também podemos diferenciar impactos ambientais de
ecossistemas agrícolas ou urbanos, embora estejam geralmente inclusas em escala
local e regional.

Citando os impactos ambientais globais, esses podem ser criados por


associações de impactos locais ou regionais que acabam tendo efeito em escala
global. Por exemplo, a devastação de florestas tropicais por queimadas para a
introdução de pastagens pode provocar desequilíbrios nesse ecossistema natural:
extinção de espécies animais e vegetais, empobrecimento do solo, assoreamento
dos rios, menor índice pluviométrico, etc., mas a emissão de gás carbônico como
resultado da combustão das árvores vai colaborar para o aumento da concentração
desse gás na atmosfera, agravando o "efeito estufa".

A humanidade também faz parte integrante do meio ambiente em que vive.


Esse também é um componente da frágil cadeia que sustenta a vida no planeta, e
não possui o poder absoluto da natureza e continua precisando dela para a sua
sobrevivência e para a sobrevivência de milhares de espécies dos diversos
ecossistemas. Neste contexto a uma crescente necessidade de se rediscutir o
modelo de desenvolvimento, o padrão de consumo, desigual distribuição de
riqueza e o padrão tecnológico existentes no mundo atual.

O meio ambiente possui uma incrível capacidade de regeneração e


recuperação contra eventuais impactos esporádicos, descontínuos ou localizados,
muitos desses caracterizados e gerados pela própria natureza, mas a agressão

79
Ecologia

causada pelo homem é contínua, isto não dá tempo suficiente para a natureza se
regenerar satisfatoriamente seu ambiente.

Existem diversos tipos de impactos ambientais, os mais vistos hoje em dia, são
aqueles que alteram drasticamente as florestas. Em muitas regiões estas não se
encontram mais ou foram totalmente descaracterizadas da sua forma original.
Também existem diversas outras formas de degradar o meio ambiente seja ele
natural, agrícola ou urbano.

As diversas formas de se avaliar o impacto ambiental, geralmente são feitos


por instrumentos jurídicos de estudos como: Avaliação de Impacto Ambiental (AIA)
ou Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Em possíveis impactos futuros, é necessário
a utilização de outros tipos de instrumentos. Em casos mais complexos se faz
necessários estudos mais profundos, onde devem ser caracterizados possíveis
soluções em casos graves. Existem diversos outros tipos de instrumentos jurídicos,
muitos desses são caracterizados pelo seu uso em casos específicos por órgãos
competentes.

Impactos ambientais em ecossistemas agrícolas

Os impactos ambientais em ecossistemas agrícolas são resultados da agressiva


exploração de áreas para plantio, em muitos casos vem a ser resultado da
modernização do campo e da introdução de novas técnicas agrícolas, a produção
de alimentos aumentou significativamente. Contudo, apesar dos espantosos
avanços tecnológicos, a fome ainda ronda milhões de pessoas em países
subdesenvolvidos, principalmente na África. Além disso, como resultado da
revolução agrícola, enfrenta-se, atualmente, uma série de desequilíbrios no meio
ambiente.

Nos ecossistemas agrícolas podem haver diversos desequilíbrios, tais como:


Onde o plantio de uma única espécie em grandes extensões de terra tem causado
desequilíbrio nas cadeias alimentares preexistentes, favorecendo a proliferação de
vários insetos, que se tornaram verdadeiras pragas com o desaparecimento de seus
predadores naturais. Por outro lado, a maciça utilização de agrotóxicos, na
tentativa de controlar tais insetos, tem levado a proliferação de linhagens
resistentes, forçando a aplicação de pesticidas cada vez mais potentes. Isso, além
80
Ecologia

de causar doenças nas pessoas que manipulam e aplicam esses venenos e


naqueles que consomem os alimentos contaminados, tem agravado a poluição dos
solos.

Outro impacto sério causado pela agricultura é a erosão do solo. A perda de


milhares de toneladas de solo agricultáveis todos os anos, em consequência da
erosão, é um dos mais graves problemas enfrentados pela economia agrícola. O
processo de formação de novos solos, como resultado do intemperismo das
rochas, é extremamente lento, daí a gravidade do problema.

O combate a erosão pode ser feito de diversas formas, como: Terraceamento


em que consiste em fazer cortes formando degraus nas encostas das montanhas, o
que dificulta ao quebrar a velocidade de escoamento da água, o processo erosivo.
Essa técnica é muito comum em países asiáticos, como a China, o Japão, a
Tailândia. As curvas de nível no qual consiste que esta técnica consiste em arar o
solo e depois e fazer semeadura seguindo as cotas altimétricas do terreno. Para
reduzi-la ainda mais, é comum a construção de obstáculos no terreno, espécies de
canaletas, com terra retirada dos próprios sulcos resultantes da ação. O cultivo
seguindo as curvas de nível é feito em terrenos com baixo declive, propício à
mecanização. Outra forma muito eficaz de se combater a erosão é a associação de
culturas: em que deixam boa parte do solo exposto à erosão é comum plantar
entre uma fileira e outra, espécies leguminosas que recobrem bem o terreno. Essa
técnica, além de evitar a erosão, garante o equilíbrio orgânico do solo.

A biodiversidade é, comumente, associada a animais e plantas silvestres. Mas


em ambientes agrícolas também existem uma serie espécies que nem sempre são
conservadas, e também não há uma preocupação com a diversidade biológica na
agricultura ou agrobiodiversidade. Proteger variedades de mandioca, milho, arroz,
feijão, preservar nossos ecossistemas agrícolas, é tão importante quanto às
iniciativas nesse sentido voltadas à floresta amazônica ou à mata atlântica, ao
mico-leão-dourado e ao lobo-guará, entre outros. Muitas variedades e espécies
agrícolas já se extinguiram e outras correm risco de extinção. Isso em um contexto
em que nossa alimentação baseia-se em um número cada vez mais reduzido de
espécies, o que resulta em consequências negativas para o meio ambiente e para
nossa saúde, diretamente associada à qualidade dos alimentos que comemos.

Existem outros tipos de impactos provocados pela agricultura como a


poluição atmosférica que se caracteriza pelo fato que a produção de material

81
Ecologia

vegetal capture carbono da atmosfera, o carbono liberado por atividades


relacionadas supera a quantidade capturada. Esse carbono é liberado pela queima
de diesel dos tratores, produção de fertilizantes e defensivos agrícolas, além da
decomposição de restos de cultura. Isso contribui para o aumento do aquecimento
global.

Os lençóis aquáticos superficiais ou profundos, vem sendo atingidos através


dos meios de plantio agrícolas com o uso descontrolado de adubos e defensivos
tóxicos, que causam sérios problemas de contaminação de águas por resíduos e
materiais lixiviados no solo, que podem causar problemas inclusive com a
eutrofização e contaminação de águas potáveis. Esse tipo de impacto atingindo e
contaminando os reservatórios superficiais e profundos, comprometem de forma
perigosa e provavelmente irremediável as reservas disponibilizadas em nosso
subsolo, decretando assim uma falência múltipla nas estruturas abióticas dos
ecossistemas que como dito anteriormente, são depredadas e degradadas, apesar
de sua indiscutível necessidade para sustentar todo o modelo de sociedade
conhecido pela humanidade.

Outro tipo de degradação ao ambiente é o avanço sobre áreas nativas o que


causa a destruição de nascentes, soterramento dessas ou a impermeabilização das
áreas onde essas ocorrem.

Além da erosão que é um problema constante em áreas agrícolas também


podemos notar a desertificação, fato que é caracterizado pelo esgotamento total
dos nutrientes do solo. O uso inadequado destes vem desgastando-os forma
espantosa, tornando-os quase totalmente inférteis. Isso vem fazendo com que
quase nenhuma planta consiga sobreviver em muitas dessas áreas, tornando-as
futuros desertos. Esse processo é irreversível em alguns casos.

Há muitos outros impactos ambientais que a agricultura, assim como toda


permanência do homem, causa.

Impactos ambientais em ecossistemas naturais

O processo de destruição dos ecossistemas naturais pode ocorrer em pequena


ou grande escala e tem uma série de consequências socioambientais e econômicas
negativas. As ocupações decorridas devido a urbanização sem planejamento têm
contribuído muito para o processo de degradação ambiental. Desse modo
82
Ecologia

podemos definir um impacto ambiental por qualquer alteração do meio ambiente


causada por ação humana, de forma que o impacto ecológico é dito como um
efeito total que produz uma variação ambiental, seja natural ou provocada pelo
homem, sobre a ecologia de uma região, como, por exemplo, a construção de uma
represa.

As florestas tropicais sofrem um dos principais impactos ambientais que


ocorrem em um ecossistema natural é a devastação das florestas, notadamente das
tropicais, as mais ricas em biodiversidade. Essa devastação ocorre basicamente por
fatores econômicos, tanto na Amazônia quanto nas florestas africanas e nas do Sul
e Sudeste Asiático. As causas do desmatamento são: extração da madeira para fins
comerciais, instalação de projetos agropecuários, implantação de projetos de
mineração, construção de usinas hidrelétricas, propagação do fogo resultante de
incêndios.

A exploração madeireira é feita em muitos casos clandestinamente ou, muitas


vezes, com a conivência de governantes inescrupulosos e insensíveis aos graves
problemas ecológicos decorrentes dela. Em outros casos os próprios governantes
incentivam os processos de devastação da natureza alegando crescimento
econômico e esquecendo-se de possíveis resultados prejudiciais no futuro pelo
desequilíbrio causado. Outros grandes problemas são os incêndios ou queimadas
de florestas, que consomem uma quantidade incalculável de biomassa todos os
anos, são provocados para o desenvolvimento de atividades agropecuárias, muitas
vezes em grandes projetos para áreas extensas.

No Brasil notamos que as principais consequências do desmatamento são a


destruição da biodiversidade, genocídio e etnocídio das nações indígenas, erosão e
empobrecimento dos solos, enchentes e assoreamento dos rios, diminuição dos
índices pluviométricos, elevação das temperaturas, proliferação de pragas e
doenças e desertificação.

A primeira consequência do desmatamento é a destruição da biodiversidade,


como resultado da diminuição ou, muitas vezes, da extinção de espécies vegetais e
animais. Um efeito do desmatamento é o agravamento dos processos erosivos. A
erosão é um fenômeno natural, que é absorvido pelos ecossistemas sem nenhum
tipo de desequilíbrio. A retirada da cobertura vegetal expõe o solo ao impacto das
chuvas. As consequências dessa interferência humana são várias: Aumento do
processo erosivo, o que leva a um empobrecimento dos solos, como resultado de

83
Ecologia

sua camada superficial, e, muitas vezes, acaba inviabilizando a agricultura.


Assoreamento de rios e lagos, como resultado da elevação da sedimentação, que
provoca desequilíbrios nesses ecossistemas aquáticos, além de causar enchentes e,
muitas vezes, trazer dificuldades para a navegação. Extinção de nascentes; o
rebaixamento do lençol freático, resultante da menor infiltração da água das
chuvas no subsolo. Diminuição dos índices pluviométricos, em consequência do
fenômeno descrito acima, mas também do fim da evapotranspiração.

Estima-se que metades das chuvas-ácidas sobre as florestas tropicais são


resultantes da evapotranspiração, ou, seja da troca de água da floresta com a
atmosfera. Elevação das temperaturas locais e regionais, como consequência da
maior irradiação de calor para a atmosfera a partir do solo exposto. Agravamento
dos processos de desertificação, devido à combinação de todos os fenômenos até
agoira descritos. Redução ou fim das atividades extrativas vegetais, muitas vezes de
alto valor socioeconômico. Proliferação de pragas e doenças, como resultado de
desequilíbrios nas cadeias alimentares. Além desses impactos locais e regionais da
devastação das florestas, há também um perigoso impacto em escala global. A
queima das florestas seja em incêndios criminosos, seja na forma de lenha ou
carvão vegetal vem tem colaborado para aumentar a concentração de gás
carbônico (CO2) na atmosfera. É importante lembrar que esse gás é um dos
principais responsáveis pelo efeito estufa.

Dessa forma é mais crescente o interesse de se preservar a natureza devido a


própria conservação do modo de vida do Homem. Como foi dito anteriormente
percebe-se um aumento a partir da década de 60 para se conservar a natureza. Mas
esta é uma vontade ainda pequena. Hoje em dia nota-se que é cada vez maior e
mais importante a atividade autossustentável onde a exploração tenta auxiliar a
natureza a se recompor diante da exploração sofrida. Entre esses meios um dos
mais importantes é a busca de meio alternativos de combustíveis, visando um
menor índice de lançamento de poluentes na atmosfera. Outra forma de se
explorar de forma sustentável é o replantio em áreas devastadas, por plantas
nativas da região, isso não resolve o problema de desmatamento mais visa
amenizar os resultados gerados por esse.

O interesse de se conservar a natureza vai bem além da utilização de novos


combustíveis e do reflorestamento, existem diversas outras formas de se conserva
a natureza, mas ainda é pequeno incentivo por esses processos de conservação.

84
Ecologia

A questão ambiental no Brasil revela diversos aspectos que devem ter uma
atenção especial, por exemplo, reestruturação do espaço competitivo de mercado
em função das transformações do setor produtivo sob o ponto de vista da
exploração sustentável. Enfim, numa concepção conjunta, existe uma série de
destaques a serem apresentados e que demandariam outros argumentos, tais
como a questão florestal, a de poluentes químicos da indústria, e, sobretudo da
dinâmica produtiva de exploração e produção do petróleo.

Um ponto importante para preservação ambiental é a questão da educação


ambiental que na sua forma mais simples, tem por objetivo mostrar as pessoas e,
sobretudo às crianças, a importância do ambiente em que vivemos, que deve ser
preservado como um tesouro que temos a responsabilidade de guardar, e que não
devemos destruir nem desperdiçar. Cuidar do meio ambiente pode ser entendido
como mais um dos princípios morais e éticos que também são objeto de
preocupação dos educadores - as crianças devem aprender a ser responsáveis,
cumprir suas obrigações, respeitar os mais velhos, tratar bem a seus semelhantes,
não se comportar de modo agressivo.

As diferentes perspectivas sobre a questão ambiental e o desenvolvimento


sustentável estão permeadas por outra questão, que é a do papel dos governos e
das organizações da sociedade para levar à frente políticas ambientalmente
corretas e adequadas. Existem os que defendem a necessidade de grandes
sistemas de poder e estruturas complexas de planejamento dentro dos países
como internacionalmente; outros acreditam muito mais na força das organizações
comunitárias e do poder local; outros, finalmente, colocam suas esperanças na
criatividade e eficiência da iniciativa privada.

A relação entre estas perspectivas políticas e os valores ambientais não são


óbvias, e afetam questões como a natureza do regime democrático e o
funcionamento de sistemas federativos como o brasileiro: em nome de uma
perspectiva geocêntrica, há quem defenda o fortalecimento do poder dos
governos centrais e a criação de sistemas internacionais com grande capacidade
de controle e intervenção, enquanto que outros defendem a descentralização
política e a ação comunitária. Todas estas perspectivas são, em maior ou menor
grau, combinações de conhecimentos, avaliações e valores que as pessoas
possuem a respeito da natureza, da vida humana e da sociedade.

85
Ecologia

Quanto mais conheçamos a respeito do que vem ocorrendo na natureza e na


sociedade, mais teremos condições de levar à frente e fortalecer nossos valores.
Existe hoje um grande esforço de conhecer melhor o sentido ambiental da
atividade humana, inclusive por parte de agências governamentais internacionais e
nacionais, que precisa ser aperfeiçoado e ampliado. O nosso papel, na educação
ambiental, não deve e nem pode se limitar à difusão retórica de nossos valores.
Além de dar o exemplo, temos que mostrar aos estudantes as diferentes
alternativas e visões sobre o tema ambiental e, sobretudo, transmitir
conhecimentos que possam aumentar sua capacidade de entender e avaliar os
possíveis sentidos e alcances das diferentes opções.

Nesta unidade você conheceu um pouco mais sobre a ação da humanidade no


planeta, provocando desequilíbrios que na maioria dos casos são prejudiciais a
todos.

Na unidade seguinte encontraremos a Ecologia aplicada que consiste em


aplicações ecológicas visando uma maior sustentabilidade. Vamos até lá.

É HORA DE SE AVALIAR!

Não se esqueça de realizar as atividades desta unidade de estudo, Elas


irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo
de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois as
envie através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA).

Interaja conosco!

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Ecologia

Exercícios – Unidade 5

1- Com o aumento das populações humanas e a exploração dos recursos naturais


se tem causado alterações bem significativas no meio ambiente. O futuro das
espécies depende da compreensão de que fazemos parte da:

a) atmosfera.
b) natureza.
c) biomas.
d) meio ambiente.
e) biosfera.

2- O grupo de seres vivos de mesma espécie que convivem em determinada área


geográfica é o que designamos de população biológica. Segundo o texto dois
aspectos, são essenciais nas características de uma população. Assinale nas
alternativas a seguir estes dois aspectos:

a) densidade populacional e taxa de mortalidade.


b) densidade populacional e taxa de crescimento.
c) taxa de crescimento e densidade existencial.
d) densidade territorial e taxa de crescimento.
e) taxa de natalidade e densidade territorial .

3- Para entender o comportamento das populações de um ecossistema fazemos


utilização do estudo de crescimento populacional. Medidas do tamanho de uma
população, tomadas em diferentes intervalos de tempo, informam se ela está em
declínio ou estável, permitindo assim, realizar correlações com fatores como:

I- Disponibilidade de alimento
II- Clima
III- Densidade
IV- Pirâmides de idade
87
Ecologia

Estão corretos:

a) I-II-III-IV.
b) I e II .
c) I-III-IV .
d) II e IV.
e) III e IV.

4- Observe a pirâmide abaixo.

Podemos classificá-la como:


a) pirâmide de energia.
b) pirâmide alimentar.
c) pirâmide de gênero.
d) pirâmide etária.
e) pirâmide de biomassa.

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Ecologia

5- Uma população humana é semelhante a qualquer outra população biológica e


está sujeita aos mesmos fatores gerais que regulam e limitam o crescimento
populacional. Porém a população mundial tem crescido aceleradamente. Como
podemos explicar esse processo?

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Ecologia

90
Ecologia

6 Ecologia Aplicada

91
Ecologia

Até o presente momento você viajou por conceitos, situações, e pôde


entender o que é ecologia, passeou por ambientes visualizou relações e em todos
os casos você pôde observar que as ações antrópicas sempre promoveram algum
tipo de transtorno ao que se considera natural.

Nesta unidade você conhecerá a Ecologia aplicada, que consiste na utilização


racional e o mais natural possível dos conceitos em ecologia aplicados em cultivos,
criações, e etc. A forma que a natureza procede é o ponto de partida que a
humanidade encontrou para tirar proveito de seus recursos sem comprometer de
forma definitiva o ambiente. Vamos adiante.

OBJETIVOS DESSA UNIDADE

Reconhecer os métodos e as aplicações ecológicas que os cientistas


estudaram como o intuito de melhorar e contribuir com o planeta preservando
seus recursos, ou utilizando-os de forma sustentável, observando a importância de
sua preservação e manutenção.

PLANO DA UNIDADE

 A luta biológica

 A noção de luta integrada

 A manutenção dos equilíbrios naturais

 As estações do refúgio

 A noção de espécie indicadora. O diagnóstico ecológico.

 Os estudos ecológicos, bases das intervenções

 Ecologia aplicada e proteção da natureza

 A ação do homem sobre a biosfera. A destruição dos recursos


naturais

 A destruição das espécies e dos ecossistemas

 A conservação da natureza

 Os parques nacionais e as reservas naturais

92
Ecologia

A Ecologia está sempre se desenvolvendo e por esse motivo seu exercício está
cada vez mais recorrente. Serão apontados aqui, alguns exemplos, de Ecologia
Aplicada.

A luta biológica

São métodos relacionados a utilização de organismos vivos, ou dos seus


produtos, com objetivo de diminuir ou reduzir as perdas ou danos causados por
organismos nocivos.ao ser humano, à maneiras de cultivar a terra ou plantas
(culturas) ou ao gado. Ou seja, são processos que modificam através de linhagens
indesejáveis, o equilíbrio das populações que existem em determinado
ecossistema natural ou, transformado por meios culturais. Esse método apesar de
antigo obteve maiores utilizações e conhecimento há poucos anos, por causa do
modo inoperante dos inseticidas e seus danos ao meio ambiente. Deve-se ressaltar
que a luta biológica não tem como intuito a supressão total de uma espécie, mais
sim, sua manutenção, onde seus estragos sejam mínimos e inferiores ao custo das
operações de luta. Até porque a eliminação total de uma classe através de
qualquer sistema e por via química seria impraticável.

A luta biológica na maioria das vezes está relacionada a supressão de insetos


prejudiciais, porém também há estudos contra roedores, ervas daninhas, etc. Os
métodos para que isso possa ocorrer são bem alteráveis, podem até mesmo ser
bem simples, como no caso que Ankersmit relata através das lagartas da cortadora,
que são condenadas a desaparecer por causa da iluminação das árvores durante 2
minutos no inverno que prejudicam sua diapausa.

Outros exemplos dessa prática é a aplicada aos insetos predadores ou


parasitos das espécies que devem ser eliminadas, como exemplo temos o
Himenóptero Braconídeo Opius concolor,no qual sua larva consegue de
desenvolver na mosca da azeitona Dacus oleae, para resolver esse problema
acharam um hospedeiro de substituição e por isso conseguimos ter em qualquer
estação Opius concolor nos olivais em ocasião adequada. Podemos citar também
o piolho de San José Quadraspidiotus perniciosus, cochonilha que danifica árvores
frutíferas que foi controlado através de um Himenóptero Calcidoídeo. Pois a
relação existente entre este parasito e seu hospedeiro, causa a diapausa em estado
93
Ecologia

quiescente no Himenóptero cometendo as duas classes se ampliarem ao mesmo


período.

Em relação aos predadores a luta biológica apresenta muito sucesso, pois há


alguns anos, ainda no século XIX uma joaninha que te sua origem na Austrália,
Rodalia cardinalis, dificulta o crescimento da cochonilha da laranjeira Icerya
puchasi que quando foi inserida por acaso em uma grande quantidade de países,
conseguiu extinguir as culturas de laranja, limão e mimosas.

Essa prática também está presente na utilização da microbiologia através de


micro-organismos patogênicos que são estudados por causa de sua aplicação
específica. A bactéria Bacillus thuringenis apresenta uma toxina que apesar de ser
ineficaz com muitas espécies se torna prejudicial para as lagartas, já que seu
intestino possui pH superior a 9 os cristais protéicos da toxina da bactéria só se
dissipam em ambiente alcalino, se tornando eficaz contra a Lagarta. Os vírus
possuem um papel importante nesse âmbito também, o Smithiavirus pityocampae
consegue induzir uma doença caracterizada por inclusões poliédricas citoplásmicas
nas lagartas processionárias causando a redução de sua população, diminuindo
assim as áreas destruídas dos pinheiros.

Já o vírus Myxoma, causador da mixamatose em coelhos também já foi


empregado para o equilíbrio da população deste roedor, como no caso que
ocorreu na França onde houve uma diminuição de 99% destes animais. A Austrália
também teve a influencia desse vírus, onde obteve um rápido resultado e
modificação dos hábitos alimentares dos predadores dos coelhos. Tendo um ponto
negativo por causa da baixa ou nenhuma fecundidade dos bútios que se
alimentavam dos roedores.

Ouro método importante da luta biológica é o autocida, que tem como


objetivo lançar sujeitos tornados improdutivos sem que tivesse sido atingida sua
habilidade de acasalamento. Geralmente é o macho que é esterilizado. Por isso,
todas as fêmeas acasalarem uma vez com eles serão estéreis. Temos como modelo
de acontecimento dessa técnica nos Estados Unidos, onde foi possível a supressão
da mosca Cochliomya hominivorax que se amplia nos bovinos e até mesmo no
homem levando-os a ter o aumento de apostema subcutâneo.

O inconveniente causado por agentes químicos para a eliminação de ervas


daninha levou a utilização da luta biológica. Pois elas causavam o desaparecimento
completo de papoulas e centauris azuis e em seus lugares apareciam gramíneas

94
Ecologia

adventícias e nada se podia fazer. A luta contra as ervas daninhas obteve três
consequências importantes: Nas ilhas Havaí com a planta Lantana camara através
de insetos fitófagos Lepidóptero Tortricídeo Crosidosema lantane e o Díptero
Agromizídeo que se alimentam dessa planta.Na Austrália contra os cactos do
gênero Opuntia e a mariposa Cactoblastis cactorum. E ainda na Austrália com a
Hypericum perforatum que foi controlada por dois Coleópteros.

Com todos esses exemplos podemos perceber como a luta biológica é


importante para o equilíbrio e manutenção das populações nos ecossistemas.

A noção de luta integrada

Tem como objetivo o aumento das interferências contra os destruidores,


causando a redução destes, mantendo as linhagens prejudiciais abaixo do limite
aceitável. Ou seja, trocar os métodos de pesticidas por métodos de lutas biológicas
sempre que possível. Porém para que haja a luta integrada de forma apropriada é
necessário que se tenha informação aprofundada da fauna em insetologia do local,
considerando-se a identidade das espécies referente a evolução de suas
populações.

A manutenção dos equilíbrios naturais

Os ecossistemas possuem condições de se evoluir para a harmonia e


complexidade através da ausência de influência humana. Quando não há o
equilíbrio dos ecossistemas e a ação contra os parasitas é feita de maneira errônea
e se quer eliminar rapidamente e brutalmente uma espécie dinâmica, acontece o
fenômeno de pest resurgence, onde há um aumento da população e
consequentemente a nocividade da linhagem. Mas, também podemos ter a
incidência da secondary pest outbreaks que é quando, uma espécie que era
poupada pelas intervenções toma o lugar da primeira no nicho ecológico que ficou
vazio, ou por espécies imigrantes.

95
Ecologia

As estações do refúgio

São zonas de extensão variável onde a natureza se conservou praticamente


ilesa ao amparo da influência do homem. E é muito importante para a conservação
do equilíbrio natural. Florestas não exploradas, pradarias naturais das montanhas,
margens de rios e mares, cercas nas regiões de matas e os campos reservados aos
coelhos são estações de refúgio. Podem servir como depósito de espécies úteis e
restringir as populações de destruidores, tornando também os ecossistemas mais
complexos e estáveis e fragmentam as culturas anulando a dispersão dos insetos
nocivos, restringindo os inconvenientes da monocultura.

A noção de espécie indicadora o diagnóstico ecológico

Espécies indicadoras possuem exigências ecológicas bem definidas que


permitem reconhecer meios possuidores de características especiais. Um bom
exemplo disso é a dissipação de líquens em troncos de árvores, sendo sinal do
acréscimo do número de gás sulforoso no ar.

Os estudos ecológicos, bases das intervenções

O início dos estudos ecológicos possui grande importância para qualquer


intervenção em um ecossistema. Como no caso de estudos em zonas litorais
halófilas do sul da França, onde os Dípeteros Ceratopogonídeos são vetores do
arbovírus e de filariose, mas com o restringir no tempo e no espaço os tratamentos
químicos contra as larvas conjunto na definição do solo e da flora ocorre uma
mudança dos biótopos larvários. Ainda no sul, a luta contra os mosquitos com
bases ecológicas racionais, evitam espalhar inseticidas por toda parte e em
grandes quantidades. Mapas fitoecológico também se fazem necessários, pois é
através deles que agrupamentos vegetais podem ser analisados e até mesmo
colher dados sobre a natureza do solo.

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Ecologia

EXEMPLOS DE LUTA BIOLÓGICA

ESPÉCIE INDICADORA

Alguns são particularmente sensíveis a


compostos tóxicos, sendo utilizados
como indicadores de:
1. Componentes tóxicos do ar
poluído, particularmente de
dióxido de enxofre;
2. Mapeamento de metais pesados e
outros poluentes ao redor de polos
industriais;
3. Instrumentos para monitorar a
contaminação por substâncias
radioativas;

97
Ecologia

Ecologia aplicada e proteção da natureza

Pode-se dizer que a proteção da natureza também é proteção para o homem,


pois ele depende dela, sendo um dos elementos da biosfera.

A ação do homem sobre a biosfera. A destruição dos


recursos naturais

O número de habitantes da biosfera tem crescido demasiadamente, mas a


produtividade da biosfera é pequena para toda essa população. E isso vem
causando muitos problemas, como a produção das culturas que não é suficiente, a
destruição dos recursos naturais, a ação de incêndios florestais (sejam eles
voluntários ou não) destroem milhares de toneladas de material orgânico,
desmatamento, a monocultura de café e cana-de-açúcar que esgotam os
nutrientes do solo, a pesca sem controle e a destruição mais ou menos consciente
e involuntária de produtos alimentares. Alguns fenômenos como a erosão e o
dessecamento também têm influência na redução dos recursos disponíveis.

A POLUIÇÃO DA BIOSFERA

A poluição da Biosfera está divida em três partes: poluição pelos detritos


industriais, poluição por pesticidas e poluição radioativa que vêm crescendo muito
ultimamente.

POLUIÇÃO PELOS DETRITOS INDUSTRIAIS

A poluição atmosfera ocorre pelo acúmulo de gases como o gás carbônico, o


monóxido de carbono, diversos compostos do enxofre, do cloro e do nitrogênio
que são lançados no ar através dos automóveis e fábricas. A elevação da
temperatura do globo, que teria como consequência a fusão dos gelos polares e a
98
Ecologia

elevação do nível do mar, pode acontecer se o gás carbônico continuar crescendo


em número no ar, já que vem sendo acentuado pela irradiação. Outro fator seria o
fenômeno conhecido como smog(nevoeiro tóxico) que causou a morte de muitas
pessoas em Londres.

A poluição da água doce também é a causa de muitos problemas ambientais,


sendo causados por fábricas, resíduos de esgotos e agente biodegradáveis.
Usamos o DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) para determinar o nível de
poluição da água, utilizando a noção de zonas dos sapróbios, onde se usa o
conceito de espécies indicadoras. Os resíduos petrolíferos causam desastres no
mar, atingindo até mesmo as aves, ostras e mexilhões nesse ambiente. Por isso se
faz hoje a necessidade de legislação para punir os responsáveis por lançamento de
petróleo no mar, limitando os processos catastróficos.

POLUIÇÃO PELOS PESTICIDAS

Conjunto de produtos químicos que tem por finalidade limitar o numero de


animais e vegetais, considerados prejudiciais é o que chamamos de pesticidas. Ex:
inseticidas, herbicidas,fungicidas etc.

A protrusão dos equilíbrios naturais é uma das implicações dos inseticidas


sobre a fauna e durante muitas décadas era a medida mais importante para o
controle das espécies nocivas, atualmente não é considerado uma boa alternativa
por conter 3 ações devastadoras como a destruição numerosa das espécies úteis
ou indiferentes empobrecendo assim, os ecossistemas; se acumulam durante
vários anos ( como exemplo o DDT) nos ecossistemas; aparecimento de raças
resistentes que são difíceis de serem exterminadas.

POLUIÇÃO RADIOATIVA

Desde a década de quarenta a poluição radioativa constituía um dos maiores


perigos para o homem. Núcleos de hélio ( 2 prótons e 2 nêutron) carregados
positivamente é o composto da radiação. Os resultados das radiações pendem de
sua energia e da magnitude da radiação, ou seja, dependem do número de
partículas emitidas por unidade de tempo. A porção de radiação que abrange um

99
Ecologia

organismo é considerada medindo-se a quantidade de energia diferida ou


absorvida pelas moléculas desse organismo. Utilizam-se como unidades, entre
outras, as seguintes: O Roentgen ( símbolo R/ é a porção de radiação que garante a
absorção de uma energia de 100 ergs para 1 cm de água ou de 83,3 ergs para 1g de
ar); O Rad( é a dose de radiação que causa uma assimilação de 100 ergs por grama
de tecido vivo); O Rem ( dose de radiação que determina os mesmos efeitos no
homem que uma dose de 1 roentgen de raios y).

De um organismo para o outro temos variações de rádio-sensibilidade,


podendo ser por dose letal e idade. A duração de um rádio-elemento é o tempo
necessário à desintegração de 50% de seus átomos.

As precipitações mais importantes radioativas são as do estrôncio 90(se


armazena no esqueleto), do iodo 131(que se armazena na tireoide), e do césio137,
que se encontram nos tecidos humanos em consequência da precipitação
causadas por explosões nucleares ou por resíduos industriais atômicos que não
sabemos como nos desfazer. Os malefícios resultantes da acumulação de radio-
elementos no organismo pode ser individual (cancerização) ou genético, com o
aumento da taxa de mutação e produção de descendentes anormais. Pois assim
como os pesticidas a radiação se concentra pouco a pouco ao longo das cadeias
alimentares.

A destruição das espécies e dos ecossistemas

A rarefação e o aniquilamento de muitas espécimes está relacionada à ação do


homem na biosfera. Os desaparecimentos são muito fáceis de perceber como nos
casos que ocorreram na França em 1627 na morte do último auroque, no
desaparecimento do dronte da ilha Maurício no arquipélago das Mascarenhas, na
África do sul com o sumiço de dois espécimes de zebras e a morte em cativeiro do
último pombo migrador Ectopistes migratorius originário da América do Norte.

Além de várias linhagens ameaçadas de extinção como o bisão da Europa, o


leão da Ásia, ursos e aves de rapina e invertebrados ameaçados pelos pesticidas e
destruição de seus biótopos ou até mesmo pelo invento comercial.

100
Ecologia

Não são apenas as espécies que correm riscos, os ecossistemas também. As


dunas e praias arenosas com sua fauna e flora estão perdendo o lugar para
construções. As florestas estão sendo derrubadas ou queimadas causando a
ausência da cobertura vegetal que tem função de proteger o solo contra a erosão.
A retirada de árvores copada e plantação de árvores resinosas acabam acidificando
o solo e não oferecem refugio aos animais.

A conservação da natureza

Com todas as poluições e degradações que vêm sidos causados na natureza,


sua conservação, manutenção e equilíbrio têm se tornando uma das missões mais
importantes de todo biologista.

A conservação dos solos

Pode ser feito de várias maneiras e aplicados de forma peculiar em cada caso,
além de ser uma das maiores necessidades ambientais. Podemos citar o
reflorestamento de terras desamparadas o que evitaria a erosão e assoreamento
que compromete também o equilíbrio hidrológico de uma região, o abandono de
prática de monocultura e evitar a superpastagem que danifica e retira toda a
oportunidade de reconstituição do solo.

A conservação das espécies e dos ecossistemas

A conservação de apenas uma espécie é muito difícil, por este motivo


compreendeu-se que deveria se preservar o conjunto do ecossistema em que se
vive a espécie. Sendo possível esta justificativa por algumas razões: razões estéticas
(a conservação das esplêndidas vistas e dos seres importantes que nelas se

101
Ecologia

encontram justifica-se tanto, no nível estético, quanto a permanência dos marcos


antigo) e razões científicas e práticas (a heterogeneidade dos indivíduos, em
decorrência de uma extensa evolução, estabelece uma das mais respeitáveis
condições de harmonia da biosfera no tempo).

São poucas as espécies que realmente são nocivas, por isso a conservação da
natureza também obriga a rever este conceito, como no caso das aves de rapina,
cujas populações sofreram reduções catastróficas por conta da caça sem limite e
ignorância mantida por pessoas que retiram lucros dessa situação, além de
envenenamento de numerosas linhagens por efeito de pesticida em seu
organismo. A acusação feita que as aves de rapina destroem boa parte da
quantidade de caça é errônea, pois elas utilizam um quantidade pequena de caça e
capturam quase sempre indivíduos doentes, contribuindo assim para o bom
estado sanitário da caça.

As medidas criteriosas contribuíram para salvar espécies que pareciam estar


extintas, foi o caso do bisão da Europa e do antílope saiga originário da Polônia e
Mongólia.

Além da assistência e do salvamento das espécies advertidas, alguns


ecossistemas atraentes são submetidos a um estatuto particular, o de Parque
Nacional ou Reserva Natural, o que ajuda a por fim à deterioração de tais
ecossistemas.

Os parques nacionais e as reservas naturais

A criação de Reservas Naturais e Parques Nacionais se deram por causa do


interesse de se proteger áreas naturais que eram praticamente intactas a ação do
homem. Reserva Natural integra uma área destinada a proteger de maneira
absoluta um meio com sua fauna e flora, onde seja proibido exercer qualquer
atividade humana, sendo permitida apenas a entrada de alguns cientistas. Já os
Parque Nacionais são áreas que apresentam um certo interesse biológico, porém
não são interditados ao público, mas proibidas atividades industriais, comerciais ou
capazes de prejudicar o desenvolvimento natural da fauna e flora.

102
Ecologia

PARQUES NACIONAIS E RESERVAS NATURAIS EXISTENTES NO BRASIL

É HORA DE SE AVALIAR!

Não se esqueça de realizar as atividades desta unidade de estudo, Elas


irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo
de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois as
envie através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA).

Interaja conosco!

103
Ecologia

Exercícios da Unidade 6

1- As causas de poluição da biosfera são cada vez mais numerosas. No caso da


poluição pelos detritos industriais, como ocorre?
a) Devido a grande quantidade de gases tóxicos lançados na atmosfera pelos
automóveis e pelas fábricas industriais.
b) Os detritos industriais não desempenham um papel importante na poluição
das águas.
c) O mar é um gigantesco depósito de esgotos onde o homem não interfere com
os seus resíduos.
d) O grau de poluição das águas, não irá interferir na produção de peixe.
e) Devido a grande quantidade de inseticidas (DDT).

2- As causas de poluição da biosfera são dia a dia mais numerosas. Leia


atentamente as alternativas que seguem:
I – A poluição pelos detritos industriais é ocasionada por pesticidas que pretendem
afastar as pragas das plantações.
II – Os gases tóxicos lançados pelas fábricas, sendo o gás carbônico, o monóxido de
carbono, diversos compostos de enxofre, do cloro e do nitrogênio os mais
importantes, se enquadram na poluição pelos detritos industriais.
III – A poluição pelos pesticidas ocorre quando enormes quantidades desse
produto químico são destinadas a lutar contra animais e vegetais considerados
nocivos. O pesticida com maior índice de produção é DBO.
IV – A poluição radioativa pode fazer-se em consequência da precipitação causada
pelas explosões nucleares, ou pelos resíduos da indústria atômica.

Assinale a alternativa correta:


a) Apenas a opção I está incorreta.
b) Apenas a opção III está correta.
c) As opções II e IV estão corretas.
d) As opções II e III estão corretas.
e) Todas as opções estão corretas.

104
Ecologia

3- Compreendeu-se bem cedo que a proteção de uma espécie tomada


isoladamente era muito difícil. E necessária a conservação do conjunto do
ecossistema em que vive a espécie. Sobre a justificativa da conservação das
espécies marque verdadeiro(V) ou falso (F) as alternativas abaixo:

( ) Razões estéticas
( ) Razões científicas e práticas
( ) Razões experimentais
( ) Espécies nocivas
( ) Predação

Assinale a alternativa correta:

a) V-V-V-V-V .
b) V-V-F-F-F.
c) V-F-V-F-V.
d) F-V-F-V-V.
e) V-V-F-F-V.

4- Qual é o nome do produto que destrói numerosas espécies úteis ou indiferentes


e empobrecem os ecossistemas?
a) Petróleo.
b) Inseticidas.
c) Hidrocarbonetos.
d) Esgoto .
e) Radiação.

105
Ecologia

5) Explique a diferença de Parques Nacionais e Reservas Naturais:

___________________________________________________________________

___________________________________________________________________

___________________________________________________________________

___________________________________________________________________

___________________________________________________________________

___________________________________________________________________

106
Ecologia

Considerações Finais

Esperamos que os conhecimentos adquiridos contribuam efetivamente para a


sua vida, tornando-se parte útil da sua formação. A aplicação dos exercícios
presentes nessa disciplina é fundamental para a fixação destes conhecimentos, e
pode ser complementada com pesquisas individuais autônomas. Acreditamos que
a formação do aluno, sobretudo nos cursos à distância, extrapola o conteúdo
presente nas apostilas, sobretudo com o advento da internet, que coloca à nossa
disposição uma bibliografia praticamente ilimitada. Por isso, embora tenhamos
reunido aqui todo o conteúdo essencial referente à disciplina , incentivamos a
complementação desses estudos com pesquisas e exercícios encontrados em
outros livros .

Fazendo isso, você enriquecerá seu repertório e se aproximarão ainda mais do


objetivo de se tornar profissionais completos e competentes, aptos a realizar com
segurança os mais variados trabalhos. Espero que tenhamos contribuído para essa
formação e desejamos aos alunos os melhores cumprimentos e votos de muito
sucesso.

107
Ecologia

Conhecendo o Autor

Claudio Augusto Vieira Rangel

Professor da UNIVERSO há cinco anos, onde ministra conteúdos voltados para


o ambiente, nas disciplinas de ECOLOGIA do curso de Ciências biológicas e
também é professor na rede de ensino público e privado desde 1987, atuando na
educação básica, no ensino médio. Além disso, possui p experiência de oito anos
em Aquicultura (cultivo de organismos aquáticos), onde é autor técnico em
confecção de laboratório de larvicultura de pós-larvas de camarões e alevinos de
peixes.

Possui bacharelado em Biologia Marinha, Licenciatura em Ciências,


especialização em Docência do ensino superior e é Mestre em ensino de Ciências
da Saúde e do Ambiente, possui artigos na área de Aquicultura e Educação.

108
Ecologia

Referências bibliográficas

ASSIS,. J. C. de. Preservação da água: questão de sobrevivência – folheto


editado pelo CREA-RJ. 2002.

________ Brasil 21 Uma nova ética para o desenvolvimento. [José Chacon


de Assis]. – 6. ed..,1. impr. – Rio de Janeiro: CREA, RJ 2001.96p

BRASIL. Agenda 21. Brasília, Ed. Centro de Documentação e Informação. Cord.


De Publicações.1995.

BRASIL. Congresso Nacional. Constituição da República Federativa do


Brasil. Brasília, 1988.

109
Ecologia

A
nexos

110
Ecologia

Gabaritos

Unidade 1

1-d

2-c

3-b

4-a

5-d

Unidade 2

1-c

2-a

3-d

4-e

5- Como vimos no caso das dunas, a sucessão tem início em uma área antes
inabitada, cujas condições primitivas são altamente antagônicas à vida; nesse caso
estamos falando de sucessão primária. E esse processo é geralmente lento, e
podem-se levar dezenas ou centenas de anos para que um solo antes rochoso
possa acolher uma vegetação rala de arbustos e de gramíneas.

Já no tipo de sucessão secundária é quando ocorre em locais que já foram


ocupados por uma comunidade biológica, logo possui condições iniciais mais
favoráveis de estabelecimento de seres vivos. É o caso de campos de cultivos
abandonados, de florestas derrubadas e de áreas destruídas por queimadas.

111
Ecologia

Unidade 3

1-d

2-c

3-b

4-a

5- Relação interespecífica harmônica, protocooperação.

Unidade 4

1-d

2-e

3-b

4-c

5- A partir de estudos baseados na etologia podemos entender mais os


animais, mas eles só agem de forma natural quando estão em seu habitat. Em
laboratórios os animais mudam seu comportamento.

Unidade 5

1-e

2-b

3-b

4-d

5-O crescimento acelerado da população humana deve-se principalmente à


diminuição da taxa de mortalidade, decorrente tanto de avanços agrícolas e
tecnológicos, que têm aumentado a produção de alimentos, como de progressos
médicos e sanitários, que têm prolongado a expectativa de vida.

112
Ecologia

Unidade 6

1-a

2-c

3-b

4-b

5-Parques Nacionais - são regiões que apresentam certo interesse biológico


que não é interditado ao público, mas onde são proibidas as atividades industriais,
comerciais.

Reservas Naturais - integral como zona destinada a proteger de maneira


absoluta de meio com sua fauna e flora. É proibido exercer nela qualquer atividade
humana, a entrada é reservada a alguns raros cientistas.

113