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Abordagem Cognitivo-

comportamental
Análise Funcional
Profª Drª Anna Carolina Cassiano Barbosa
Profa. Dra. Camila Campanhã
Profa. Dra. Viviane Freire Bueno
• Analista comportamental parte do pressuposto:

• Todo comportamento é proposital; tem uma função, um objetivo

• A inserção de um novo padrão de comportamento pode se dar ao


manter o propósito original do comportamento disfuncional.

• Comportamentos e seus objetivos:

• Escrever, falar, pegar, brincar, gritar


• Podem ser levantadas as variáveis das quais o comportamento
é a função

• ----- a ferramenta usada se chama ANÁLISE FUNCIONAL

• Definição do Haynes e O´Brien (1990): análise funcional é uma


ferramenta para “a identificação de relações relevantes,
controláveis, causais e funcionais aplicáveis a um conjunto
específico de comportamentos-alvo para um cliente individual”

• Análise funcional: microanálise e marcroanálise


• Microanálise - contingência tríplice (comportamental) (Skinner, 1935)
investigando 3 questões básicas:

• 1. O que acontece? - comportamento

• 2. Em quais circunstancias? - antecedente

• 3. Com quais conseqüências? -consequente

•  

• Por que usar?

• Identificar comportamentos e suas conseqüências (contingencias)

• Instalar/alterar/eliminar comportamentos (mudanças no comportamento só ocorre


quando muda a contingencia) – testar hipóteses sobre as relações funcionais
• Macroanálise - Interação ampla da rede social

• Identificar classes de comportamentos – agrupar comportamentos que são


regidos (controlados) pelas mesmas contingencias (comp. funcionais e
disfuncionais)

• Os comportamentos classes podem ser uma cadeia de comportamento


controlada por uma cadeia de operante (reforçadores) -- requer tempo e
observação topográfica da relação contingencial entre comportamento e o
ambiente

• Especificar comportamentos adaptativos que podem servir as mesmas funções


como os desadaptativos

• Especificar comportamentos que nunca foram adquiridos

• Envolver a figura do terapeuta na análise funcional

• Analisar apenas comportamentos alvos significativos (significado dado pelo


paciente, sofrimento psíquico e social)
• A cliente, a qual chamaremos Ana, é do sexo feminino, 27 anos de idade na
época da avaliação, segundo grau completo e nível sócioeconômico médio;
trabalhava como técnica de laboratório. Estava casada há dois anos e a queixa
apresentada foi depressão. Procurou a clínica psicológica encaminhada pelo
psiquiatra com quem fazia tratamento há um ano, período durante o qual vinha
tomando antidepressivo. Filha mais velha da família, tinha uma irmã e um irmão,
ambos também casados. O relacionamento com o pai, segundo ela, sempre fora
difícil. Na adolescência, ele a expulsara de casa, alegando que não aceitava que
ela saísse à noite com amigos. Por isso, Ana morou por dois anos com a avó em
outra cidade. Sua mãe, segundo a cliente, nunca tomou nenhuma iniciativa em
relação às atitudes do pai. Quando voltou a morar com os pais, Ana passou a
frequentar um grupo de estudos bíblicos da religião Testemunhas de Jeová e fez
várias amizades. Permaneceu nesse grupo por cinco anos e relatou que nesse
período sentia-se muito bem. Considerava que o ideal seria casar-se com
alguém do grupo; porém, envolveu-se com um rapaz que conheceu no trabalho
e se casaram. O marido era da religião Católica e nunca participou das
atividades da religião de Ana. Após casar-se, Ana foi reduzindo sua participação
nas reuniões do grupo, até que parou de frequentá-las totalmente. Também, logo
após seu matrimônio, ocorreu o falecimento de sua avó. (Caso retirado do artigo
Costa & Marinho, 2002)
• Observou-se que Ana contava com um número reduzido de
pessoas significativas em sua vida. A respeito disso, relatou
que tinha apenas uma amiga íntima e acrescentou: ela (a avó)
era a pessoa que mais me dava carinho.

• A cliente apresentava verbalizações que indicavam sentir-se


inferior às demais pessoas

• Com o casamento, Ana pareceu estar em situação de conflito:


consolidar a escolha entre frequentar o grupo bíblico sem o
marido ou acompanhá-lo em suas reuniões sociais que lhe
eram aversivas.
• Etapas da Análise funcional

• 1. Entrevista

• Levantar informações do contexto

• = microanálise (interpessoal);

• = macroanálise (reação social provocada) ===


interação ampla da rede social

• Categorização do comportamento de acordo com o


propósito

• Identificação dos temas comuns


• 2. Observação – ampliação dos contextos
comportamentais

• O que observar?

• linguagem não verbal

• repetição dos padrões comportamentais

• “timing” dos comportamentos e comp. verbais

• coerencia entre linguagem não verbal, padrões


comportamentais e relato verbal.

• Ex: observação do comportamento


• 3. Manipulação experimental das variáveis

• manipulação seqüencial – liberação alterada do


reforço

• verificação do papel do reforço

• verificação do valor de esquiva e fuga

• efeito de mudança no comportamento no ambiente


e vice versa