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INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL

DIRETORIA COLEGIADA

INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS/DC Nº 100, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2003.

DAS NORMAS E PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS

DAS NORMAS E PROCEDIMENTOS APLICÁVEIS À ATIVIDADE DE CONSTRUÇÃO CIVIL

CAPÍTULO VI

DA REGULARIZAÇÃO DE OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL

Seção I

Da Documentação

Art. 489. Compete ao responsável ou ao interessado pela regularização da obra no INSS, a apresentação
dos seguintes documentos, conforme o caso:

I - Declaração e Informação Sobre Obra (DISO), conforme modelo previsto no Anexo XVI, devidamente
preenchida e assinada pelo responsável pela obra ou representante legal da empresa, em duas via
destinadas à APS e ao declarante;

II - planilha com relação de prestadores de serviços assinada pelos responsáveis pela empresa, em duas
vias, conforme o modelo do Anexo XVIII;

III - alvará de concessão de licença para construção ou projeto aprovado pela prefeitura municipal, e
quando exigido pela prefeitura ou, na hipótese de obra contratada com a Administração Pública,
não-sujeita à fiscalização municipal, o contrato e a ordem de serviço ou a autorização para o início
execução da obra;

IV - habite-se ou certidão da prefeitura municipal ou projeto aprovado ou, na hipótese de obra contrata
com a Administração Pública, termo de recebimento da obra ou outro documento oficial expedido por
órgão competente, para fins de verificação da área a regularizar;

V - quando houver mão-de-obra própria, documento de arrecadação comprovando o recolhime


contribuições sociais previdenciárias e das destinadas a outras entidades e fundos, com vinculaç
inequívoca à matrícula CEI da obra e, a partir de janeiro de 1999, também a respectiva GFIP es
identificada com a matrícula CEI da obra e, quando não houver mão-de-obra própria, a GFIP com
declaração de ausência de fato gerador;

VI - até janeiro de 1999, a nota fiscal, a fatura ou o recibo de prestação de serviços emitido por
empreiteira ou subempreiteira que tiverem sido contratadas, com vinculação inequívoca à obr
acompanhado da cópia do respectivo documento de arrecadação com vinculação inequívoca à matrícul
CEI da obra;

VII - a partir de fevereiro de 1999, a nota fiscal, a fatura ou o recibo de prestação de serviços emitidos por
empreiteira ou subempreiteira que tiverem sido contratadas, com vinculação inequívoca à obra, com
destaque da retenção de onze por cento do valor da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços
e, também, a partir de 1° de outubro de 2002, a GFIP específica para o tomador matrícula CEI da obra;

VIII - a partir de março de 2000, a nota fiscal ou a fatura relativa aos serviços prestados por c
intermediados por cooperativa de trabalho, que, de forma inequívoca, esteja vinculada à obra e a
responsável pela obra para o tomador matrícula CEI da referida obra, na qual foi declarado o valor pago à
cooperativa de trabalho, observado o disposto no inciso II art. 462.

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§ 1° O responsável pessoa física, além dos documentos previstos nos incisos I a VIII do caput, conforme
o caso, deverá apresentar documento de identificação, CPF e comprovante de residência, observado
disposto no inciso III do art. 460. (nova redação dada pela IN 105, de 24/03/2004)

§ 2° O responsável pessoa jurídica, além dos documentos previstos nos incisos I a VIII do caput,
conforme o caso, deverá apresentar:

I - contrato social original de constituição da empresa ou cópia autenticada, para comprovação d


assinaturas dos responsáveis legais constantes da DISO e, no caso de sociedade anônima, de sociedade
civil ou de cooperativa, apresentar também a ata de eleição dos diretores e cópia dos respectivo
documentos de identidade;

II - cópia do último balanço patrimonial acompanhado de declaração, sob as penas da lei, firma
representante legal e pelo contador responsável com identificação de seu registro no Conselho Regional
de Contabilidade (CRC), de que a empresa possui escrituração contábil regular, ou livro Diário,
devidamente formalizado, do período de execução da obra e respectivo Razão, observado o lapso d
noventa dias previsto no § 13 do art. 225 do RPS, bem como as cópias dos Termos de Abertura
Encerramento do Diário.

§ 3° As informações prestadas na DISO são de inteira responsabilidade do proprietário do imó


incorporador ou dono da obra, que responderá civil e penalmente pelas declarações que fornecer.

§ 4º A DISO e a planilha prevista no inciso II do caput, deverão ser encaminhados ao Serviço ou à Seção
de Fiscalização quando:

I - não se efetivar o recolhimento das contribuições devidas aferidas no ARO;

II - se referir a pessoa jurídica cuja CND foi emitida com base no disposto no art. 487.

§ 5º A falta dos documentos previstos nos incisos III e IV do caput, pode ser suprida por outro documento
capaz de comprovar a veracidade das informações prestadas na DISO em relação à área da obra ou às
datas de início e de término, tais como o contrato, as notas fiscais ou faturas de prestação de serviç
Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

§ 6º Deverão ser devolvidos ao sujeito passivo os documentos relacionados nos incisos III a VIII do
caput bem como os dos §§ 1° e 2°
deste artigo, exceto as cópias e a declaração de existência de contabilidade, após a conferência
informações contidas nos documentos referidos nos incisos I e II do caput.

§ 7° A CND ou a CPD-EN relativa à demolição, à reforma ou ao acréscimo deverá especificar apenas a


área objeto da demolição, da reforma ou do acréscimo, em conformidade com o projeto da obra, c
habite-se, certidão da prefeitura municipal, planta ou projeto aprovados, termo de recebimento da ob
quando contratada com a administração pública ou outro documento oficial expedido por órgão
competente.

§ 8° Somente poderá ser emitida CND ou CPD-EN contendo, além das áreas mencionadas no § 7º deste
artigo, a área original da construção, para a qual ainda não tenha sido emitida certidão, se o interessado
na CND ou na CPD-EN fizer prova de que aquela área encontra-se regularizada.

§ 9° Se o projeto envolver apenas reforma e se a apuração da remuneração for efetuada com base no valor
de contratos e notas fiscais, e não com base na área da reforma, a CND ou a CPD-EN será emitida pel
APS, com a identificação da matrícula da obra, para quaisquer das finalidades previstas na Lei nº 8.212,
de 1991.

§ 10. É dispensada a apresentação de CND ou de CPD-EN para fins de averbação do imóvel res
unifamiliar do tipo econômico, construído sem mão-de-obra remunerada, bastando ser apresentada,
cartório de registro de imóvel, a declaração, sob as penas da lei, assinada pelo proprietário ou dono da

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obra pessoa física, de que ele e o imóvel atendem às condições previstas no inciso I do art. 476.

§ 11. No caso de obras realizadas por empresas em consórcio, contratadas por empreitada total, para fins
do disposto no art. 491, a empresa líder deverá apresentar toda a documentação relativa à sua participação
na obra, bem como toda documentação das demais consorciadas, na APS circunscricionante
estabelecimento centralizador. (nova redação dada pela IN 105, de 24/03/2004)

Art. 490. Para fins de expedição de Certidão Negativa de Débito (CND) de obra de construção civ
realizada na forma do inciso III do art. 476, exigir-se-á a apresentação de todos os elementos do proje
com as especificações da forma de execução da obra do conjunto habitacional pelo sistema de mutirão.

Seção II

Liberação de CND sem Exame da Contabilidade

Art. 491. A CND ou a CPD-EN de obra de construção civil, sob responsabilidade de pessoa jurídica, q
tenha cumprido o disposto no inciso II do § 2. do art. 489, será liberada sem exame dos livros contábeis,
se a empresa cumprir, exclusivamente em relação à esta obra, os requisitos previstos no art. 544, além de
apresentar:

I - no caso de edificações prediais, área regularizada, obtida na forma prevista no Capítulo IV deste
Título, correspondente a, no mínimo, setenta por cento da área total do imóvel, observada a aplica
redutores, previstos no art. 463, quando for o caso;

II - nos demais tipos de obras sujeitas a matrícula, remuneração dos segurados contida em GFIP
documento de arrecadação específico, com vinculação inequívoca à obra, correspondente a, no míni
setenta por cento do valor da remuneração contida em nota fiscal de serviço ou contrato, apurada de
acordo com o disposto na Seção I do Capítulo III deste Título.

§ 1° Para efeito do inciso II do caput, serão consideradas as remunerações citadas nos arts. 460 a 462,
sem conversão em área.

§ 2º Quando o percentual mínimo previsto nos incisos I e II do caput não for atingido, a CND ou a
CPD-EN será liberada: .

I - de imediato, mediante o recolhimento, conforme o caso, integral das contribuições sociai


previdenciárias e das destinadas a outras entidades e fundos, apuradas por aferição nos termos dos arts.
441, 442, 618, 619, 621 e 622 ou nos termos do Capítulo IV deste Título, desde que solicitada pelo
responsável pela regularização da obra;

II - após Auditoria-Fiscal específica da obra, se realizada em até dez dias;

III se não-cumpridos os procedimentos previstos nos incisos I e II, no prazo estabelecido no art. 582,
hipótese em que deverá ser
remetida a DISO para o Serviço ou Seção de Fiscalização da Gerência-Executiva para o planejamento
ação fiscal.

§ 3º Independentemente da expedição da CND, fica ressalvado ao INSS o direito de cobrar qua


importância que venha a ser considerada devida em futura Auditoria-Fiscal.

§ 4° A inobservância do disposto no § 11 do art. 489 implicará indeferimento do pedido de CND ou


CPD-EN relativa à obra realizada pelo consórcio.

Art. 492. Quando a empresa não apresentar escrituração contábil no momento da regularização, a CND
será liberada mediante o recolhimento integral das contribuições sociais previdenciárias e das destinadas
a outras entidades e fundos, apuradas por aferição nos termos dos arts. 441, 442, 618, 619, 622 e 623, ou
nos termos do Capítulo IV deste Título, conforme o caso, desde que solicitada pelo responsáv

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regularização da obra, observado o disposto no art. 489.

Art. 493. A CND ou a CPD-EN para fins de averbação de obra de construção civil poderá ser renovada de
ofício com base em documento anteriormente concedido, caso o sujeito passivo não tenha consegu
utilizá-la no prazo de sua validade legal.

Art. 494. A Auditoria-Fiscal e a expedição da CND ou da CPD-EN são da competência


Gerência-Executiva circunscricionante do estabelecimento centralizador do responsável pela matrícula.

Art. 495. A CND de obra de entidade beneficente ou religiosa, executada sem a utilização de
mão-de-obra remunerada, será emitida desde que atendidos os requisitos previstos no art. 477.

Seção III

Da Decadência na Construção Civil

Art. 496. O direito da Previdência Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após dez ano
contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido
constituído.

§ 1° Cabe ao interessado a comprovação da realização de parte da obra ou da sua total conclusão em


período abrangido pela decadência.

§ 2° Servirá para comprovar a realização da obra em período decadencial, e apenas para o mês ou os
meses a que se referir, um dos seguintes documentos, contanto que tenha vinculação inequívoca à obra
seja contemporâneo do fato a comprovar:

I - comprovante de recolhimento de contribuições sociais na matrícula CEI da obra;

II - notas fiscais de prestação de serviços;

III - recibos de pagamento a trabalhadores;

IV - comprovante de ligação de água ou de luz;

V notas fiscais de compra de material nas quais conste o endereço da obra como local de entrega; (nova
redação dada pela IN 105, de 24/03/2004)

VI ordem de serviço ou autorização para o início da obra, quando contratada com órgão público;

VII alvará de concessão de licença para construção.

§ 3° A comprovação do término da obra em período decadencial dar-se-á com a apresentação de


habite-se, certidão de conclusão de obra (CCO) ou um dos respectivos comprovantes de pagamento
Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou de certidão de lançamento tributário contendo o histórico
do respectivo IPTU ou um dos seguintes documentos:

I - auto de regularização, auto de conclusão, auto de conservação ou certidão expedida pela prefe
municipal que se reporte ao cadastro imobiliário da época ou registro equivalente, lançados em p
abrangido pela decadência, em que conste a área construída, passível de verificação pelo INSS;

II - termo de recebimento de obra, no caso de contratação com órgão público, lavrado em perío
decadencial;

III - escritura de compra e venda do imóvel, em que conste a sua área, lavrada em período decadencial.

§ 4° A comprovação de que trata o § 3º deste artigo, dar-se-á também com a apresentação de, no
mínimo, três dos seguintes documentos:

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I - correspondência bancária para o endereço da edificação, emitida em período decadencial;

II - contas de telefone ou de luz, de unidades situadas no último pavimento, emitidas em períod


decadencial;

III - declaração de Imposto sobre a Renda comprovadamente entregue em época própria à Secretaria
Receita Federal, relativa a exercício pertinente a período decadencial, na qual conste a discriminação
imóvel, com endereço e área;

IV - vistoria do corpo de bombeiros, na qual conste a área do imóvel, expedida em período decadencial;

V - planta aerofotogramétrica do período abrangido pela decadência, acompanhada de laudo técn


constando a área do imóvel e a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

§ 5° As cópias dos documentos que comprovam a decadência deverão ser anexadas à DISO.

VOLTA

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