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Campus de Ilha Solteira

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA

Dissertação de Mestrado

Planejamento da Expansão de
Sistemas Elétricos de Distribuição
Considerando Fatores de Riscos em
Análise Econômica

Frederico Jacob Candian

Orientador: Prof. Dr. Antonio Padilha Feltrin

Dissertação apresentada à Faculdade


de Engenharia - UNESP – Campus de
Ilha Solteira, para obtenção do título
de Mestre em Engenharia Elétrica.

Ilha Solteira – SP
Junho / 2008
FICHA CATALOGRÁFICA

Elaborada pela Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação


Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação da UNESP - Ilha Solteira.

Candian, Frederico Jacob.


C217p Planejamento da expansão de sistemas elétricos de distribuição considerando
fatores de riscos em análise econômica / Frederico Jacob Candian. -- Ilha Soltei-
ra : [s.n.], 2008.
74 f.

Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista. Faculdade


de Engenharia de Ilha Solteira, 2008

Orientador: Antonio Padilha Feltrin


Bibliografia: p.57-58

1. Energia elétrica – Mercado. 2. Planejamento da expansão. 3. Análise


econômica. 4. Energia elétrica – Distribuição. 5. Engenharia econômica.
Frederico Jacob Candian

Planejamento da Expansão de Sistemas Elétricos de


Distribuição Considerando Fatores de Riscos
em Análise Econômica

Dissertação de mestrado submetida ao Programa de Pós-


Graduação em Engenharia Elétrica da Faculdade de
Engenharia – Campus de Ilha Solteira da UNESP, como
parte dos requisitos exigidos para a obtenção do título de
Mestre em Engenharia Elétrica.

UNESP - Ilha Solteira


Junho / 2008.
Agradecimentos

Primeiramente a Deus, por permitir a realização deste sonho, com saúde e vontade
para superar os obstáculos até a conclusão deste trabalho tão importante.
A minha querida esposa Ariane, pelo amor, carinho, paciência e incentivo em
todos os momentos que passamos neste período.
Aos meus amados pais, Maury e Lenir, à tia Leila e à minha querida irmã Michelle
por serem prova de que tudo que é feito com amor e carinho rendem bons frutos e que
não existe distância que separe a união da família.
Ao meu orientador, professor Antonio Padilha Feltrin, pela confiança, auxílio e
principalmente paciência para a finalização deste trabalho.
Ao meu colega Marcelo Oliveira que sempre me deu apoio junto a UNESP.
Ao professor Sérgio Azevedo de Oliveira pelos ensinamentos, dicas e apoio
recebido durante o trabalho.
Aos meus amigos Vinícius Benichio e Ana Martinelli, da Elektro, que acreditaram
em mim e me ensinaram muito desde o início de minha carreira.
A Concessionária Elektro Eletricidade e Serviços pela colaboração e apoio em
todo período deste trabalho.
Resumo

Para análises atualizadas de expansão do sistema elétrico de distribuição, as


empresas buscam otimizar os investimentos direcionando-os da melhor forma possível
para atender os critérios técnicos estabelecidos pelo órgão regulador envolvendo o
menor risco e maior retorno financeiro.
Atualmente, muitos estudos ainda são realizados analisando os investimentos em
curto prazo, desconsiderando as variações futuras no mercado de energia e escolhendo o
empreendimento com menor custo inicial.
Este trabalho tem como objetivo desenvolver um modelo através da aplicação de
metodologias técnicas e econômicas para encontrar a melhor opção de expansão do
sistema elétrico de distribuição utilizando técnicas de engenharia econômica em longo
prazo, considerando análise de sensibilidade e quantificação de risco através de
probabilidades.
Serão analisadas alternativas de expansão do sistema elétrico através de
simulações técnicas verificando os critérios de disponibilidade, carregamento e queda
de tensão no horizonte previsto.
As alternativas viáveis serão analisadas economicamente considerando, além das
técnicas de engenharia econômica, a sensibilidade do sistema elétrico para atendimento
às novas demandas e variações do crescimento de mercado, bem como os riscos
associados a cada alternativa utilizando fatores de probabilidade e custo de perdas
técnicas obtidas através de simulações.
Para ilustrar este modelo, foi realizado um estudo de caso em determinada região
pertencente a uma concessionária de distribuição de energia do Sudeste do País.
Será mostrado neste trabalho que, quando as análises são realizadas em longo
prazo considerando diversas alternativas tecnicamente viáveis e as variáveis necessárias
para análise econômica, o empreendimento mais viável a ser realizado poderá ser o que
tiver o maior investimento.
Abstract

Current analysis on power distribution system expansion require companies to


look after optimized investments by allocating them appropriately in order to meet the
technical criteria set by the regulation agency considering the lowest risk and the
highest financial result.
Nowadays, many analyses are still performed taking into account short term
investments thus not considering the future variances of the energy market, and
selecting the lowest initial investment enterprise option.
This work aims to develop a model with technical and economic methodologys
to identify the best option for expanding the power distribution system by using long
term driven economic engineering considering sensitivity analysis and probability risk
assessment.
Alternatives for the power distribution system will be analyzed through technical
simulations that verify different criteria such as availability, system load and system
tension fall in the comprised horizon.
Feasible alternatives will be economically analyzed taking into consideration
economic engineering techniques and furthermore analyzing the sensitivity of the power
grid to supply new demands and variances on market growth. Analysis will also present
the risks associated to each alternative by using probability factors and technical losses
costs obtained through simulations
The application of such a methodology is demonstrated through a case study in a
determined region of a power distribution company.
This work will demonstrate that when long term analysis is made considering
several feasible technical and economic variables, the most attractive enterprise can be
even that one with the largest investment.
Sumário

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 10
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA – ANÁLISE ECONÔMICA ............................. 12
2.1. Princípios para Tomada de Decisão ........................................................................ 12
2.2. Fluxo de Caixa ......................................................................................................... 13
2.3. Taxa Mínima de Atratividade .................................................................................. 14
2.4. Método da Taxa Interna de Retorno (TIR) .............................................................. 15
2.4.1. Vantagens do Método da Taxa Interna de Retorno (TIR) ................................................. 17
2.4.2. Desvantagens do Método da Taxa Interna de Retorno (TIR)............................................ 17
2.5. Método da Taxa Interna de Retorno Modificada (TIR-M)...................................... 18
2.5.1. Vantagens do Método da Taxa Interna de Retorno Modificada (TIR-M)......................... 19
2.5.2. Desvantagens do Método da Taxa Interna de Retorno Modificada (TIR-M) ................... 19
2.6. Método do Valor Presente Líquido (VPL) .............................................................. 19
2.6.1. Vantagens do Método do Valor Presente Líquido (VPL) ................................................. 21
2.6.2. Desvantagens do Método do Valor Presente Líquido (VPL) ............................................ 21
2.7. Método do PayBack ................................................................................................ 22
2.7.1. Vantagens do Método do PayBack ................................................................................... 23
2.7.2. Desvantagens do Método do PayBack .............................................................................. 23
2.8. Análise de Sensibilidade.......................................................................................... 23
2.8.1. Medidas de Risco .............................................................................................................. 25
2.9. Premissas para Análise do Projeto........................................................................... 26
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA – ANÁLISE TÉCNICA DE PLANEJAMENTO... 27
3.1. Horizontes de Planejamento .................................................................................... 27
3.1.1. Estabelecimento de Cenários ............................................................................................ 28
3.1.2. Estudos de Longo Prazo .................................................................................................... 28
3.1.3. Estudos de Curto e Médio Prazo ....................................................................................... 29
3.2. Etapas Principais do Processo de Planejamento ...................................................... 29
3.2.1. Preparação de Dados ......................................................................................................... 29
3.2.2. Formulação de Alternativas .............................................................................................. 30
3.2.3. Estudos Elétricos ............................................................................................................... 31
3.2.4. Estudos Econômicos ......................................................................................................... 32
3.2.5. Diagrama de Blocos do Estudo ......................................................................................... 33
4. ESTUDO DE CASO ................................................................................................ 34
4.1. Características do Sistema ....................................................................................... 35
4.1.1. Dados dos Transformadores .............................................................................................. 35
4.1.2. Dados dos Alimentadores.................................................................................................. 36
4.1.3. Sistema em Estudo ............................................................................................................ 37
4.1.4. Dados de Mercado............................................................................................................. 38
4.1.5. Diagrama Unifilar ............................................................................................................. 39
4.2. Alternativas .............................................................................................................. 39
4.2.1. Alternativa – 01 ................................................................................................................. 41
4.2.2. Alternativa – 02 ................................................................................................................. 43
4.3. Análise Econômica .................................................................................................. 46
5. ANÁLISE DE SENSIBILIDADE ............................................................................ 51
5.1. Análise dos Resultados ............................................................................................ 54
6. CONCLUSÃO .......................................................................................................... 56
7. REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 58
8. APÊNDICE A – Terminologia (Diretrizes de Planejamento) .................................. 60
9. APÊNDICE B – Estudo Elétrico e Simulações ........................................................ 62
Lista de Figuras

Figura 2.1 – Fluxo de Caixa. ....................................................................................... 14


Figura 2.2 – Taxa Interna de Retorno.......................................................................... 17
Figura 2.3 – Perfil do VPL. ......................................................................................... 21
Figura 2.4 – Comportamento do PayBack. ................................................................. 22
Figura 4.1 – Diagrama Unifilar dos Transformadores da SE BJP. ............................. 35
Figura 4.2 – Sistema Elétrico da Região. .................................................................... 37
Figura 4.3 – Crescimento do Mercado da Região. ...................................................... 38
Figura 4.4 – Diagrama Unifilar do Sistema Elétrico. .................................................. 39
Figura 4.5 – Carregamento SEs (ALT-01). ................................................................. 42
Figura 4.6 – Carregamento dos Transformadores (ALT-01). ..................................... 43
Figura 4.7 – Carregamento dos Transformadores (ALT-02). ..................................... 44
Figura 4.8 – Carregamento SEs (ALT-02). ................................................................. 45
Figura 4.9 – Valor Presente Líquido (VPL) das Alternativas. .................................... 50
Figura B.1 – Diagrama Unifilar do Sistema Elétrico. ................................................. 62
Figura B.2 – Transformador TR-01 de 15/18,75 MVA – 138-13,8 KV. .................... 63
Figura B.3 – Transformador TR-02 de 25/33 MVA – 138-13,8 KV. ......................... 63
Figura B.4 – Transformador TR-03 de 12,5 MVA – 138-34,5 KV. ........................... 63
Figura B.5 – Transformador TR-04 de 12,5 MVA – 138-34,5 KV. ........................... 64
Figura B.6 – Transformador TR-05 de 40 MVA – 138-34,5 KV. .............................. 64
Figura B.7 – Transformador TR-06 de 5/6,25 MVA – 34,5-13,8 KV. ....................... 64
Figura B.8 – Condutores Primários. ............................................................................ 65
Figura B.9 – Regulador de Tensão 200 A – 2 equipamentos e 3 equipamentos. ........ 65
Figura B.10 – Banco de Capacitores (1.200 KVAr). .................................................. 66
Figura B.11 – Simulação: 2008 – sem obra. ............................................................... 67
Figura B.12 – Simulação: 2014 – sem obra. ............................................................... 68
Figura B.13 – Simulação: 2014 – com obra - ALT-01. .............................................. 69
Figura B.14 – Simulação: 2018 – sem obra - ALT-01. ............................................... 70
Figura B.15 – Simulação: 2018 – com obra - ALT-01. .............................................. 71
Figura B.16 – Simulação: 2014 – com obra - ALT-02. .............................................. 72
Figura B.17 – Simulação: 2016 – sem obra - ALT-02. ............................................... 73
Figura B.18 – Simulação: 2016 – com obra - ALT-02. .............................................. 74
Lista de Tabelas

Tabela 4.1 – Dados Técnicos dos Transformadores da SE BJP. ................................. 36


Tabela 4.2 – Dados Técnicos dos Alimentadores da SE BJP. ..................................... 36
Tabela 4.3 – Crescimento Anual do Mercado de Consumo de Energia. ..................... 38
Tabela 4.4 – Descrição dos Investimentos (ALT-01). ................................................. 41
Tabela 4.5 – Descrição dos Investimentos (ALT-02). ................................................. 44
Tabela 4.6 – Fluxo de Caixa. ....................................................................................... 49
Tabela 5.1 – Análise de sensibilidade ao mercado (CASO-01). ................................. 51
Tabela 5.2 – VPL esperado e análise de risco (CASO-01).......................................... 52
Tabela 5.3 – Análise de sensibilidade ao mercado (CASO-02). ................................. 52
Tabela 5.4 – VPL esperado e análise de risco (CASO-02).......................................... 53
Tabela 5.5 – Resultados da Alternativa 01. ................................................................. 54
Tabela 5.6 – Resultados da Alternativa 02. ................................................................. 54
1. INTRODUÇÃO

O planejamento da expansão de uma rede elétrica de distribuição tem por objetivo


realizar o diagnóstico do desempenho sob os critérios básicos (queda de tensão,
carregamentos de equipamentos e redes de distribuição, perdas elétricas nos elementos
da rede, etc.). Isto é necessário para assegurar boas condições técnico-econômicas das
instalações e a qualidade do serviço de energia elétrica através de investimentos
adequados, atendendo aos critérios e padrões estabelecidos pelo órgão regulador
(GONEN, 2008).
De acordo com o exposto acima, no planejamento é avaliada a necessidade de
construção/reforço de redes de distribuição, substituição de transformadores ou
instalação de novos transformadores de subestações, construção de novas subestações,
instalação de equipamentos especiais, etc. (GONEN, 2008).
Estas análises são realizadas através de softwares específicos para simulação de
planejamento da expansão e o desempenho do sistema elétrico é verificado por cálculos
de fluxo de potência.
Com as condições técnicas aceitas, há necessidade de uma avaliação econômica
dos investimentos a serem realizados através de alternativas viáveis.
Para estudos de expansão de rede de distribuição, a maioria das concessionárias de
energia elétrica utiliza análises de curto prazo envolvendo empreendimentos com menor
custo, porém este tipo de análise pode direcionar o investidor a, nem sempre, escolher a
melhor alternativa econômica.
Neste trabalho, será demonstrada um modelo para escolha da melhor opção de
investimento no planejamento de expansão do sistema elétrico através de utilização de
técnicas de engenharia econômica em longo prazo, considerando análise de
sensibilidade e quantificação de risco através de probabilidades.
Primeiramente, são realizadas simulações (DIgSILENT, 2000) do sistema elétrico
para todo período de análise incluindo alternativas de investimento para adequá-lo aos
critérios técnicos necessários para atendimento ao crescimento de mercado previsto.

10
Esta análise é discutida no capítulo 3 considerando possíveis horizontes de
planejamento, e definindo cenários e estabelecendo as principais etapas do processo.
Após a seleção das alternativas com melhor viabilidade técnica nas simulações,
faz-se uma análise para determinar qual a melhor alternativa viável economicamente.
Esta análise está baseada no capítulo 2 onde se descreve os métodos de engenharia
econômica.
Além da avaliação econômica das alternativas, utiliza-se análise de sensibilidade
considerando diferentes cenários com variações na previsão de crescimento do mercado
de energia. O risco de cada alternativa é avaliado através das probabilidades de
ocorrência de cada cenário considerado.
No capítulo 4, apresenta-se o estudo de caso, envolvendo um sistema de
distribuição de uma determinada região pertencente a uma concessionária de
distribuição de energia do Sudeste do País, no qual será demonstrada a aplicação das
fundamentações teóricas de análise econômica e planejamento técnico.
No capítulo 5, apresenta-se a análise de sensibilidade econômica das alternativas
em função da variação do mercado de energia nos próximos anos. Esta análise auxiliará
o investidor a decidir sobre a melhor alternativa, do ponto de vista técnico-econômico,
considerando diferentes cenários simulados.
As conclusões deste estudo são apresentadas no capítulo 6.
No capítulo 7, apresenta-se a bibliografia utilizada para auxiliar neste estudo.
Nos apêndices A e B, são apresentadas algumas terminologias utilizadas no estudo
e as características técnicas dos equipamentos com as simulações realizadas,
respectivamente.

11
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA – ANÁLISE
ECONÔMICA

Este capítulo está baseado na referência (CORREA, 2002) e tem como objetivo
fazer uma revisão de literatura com alguns métodos de engenharia econômica, tais
como:
 Fluxo de Caixa (representa as entradas e saídas de recursos que ocorrem ao
longo do desenvolvimento de um projeto),
 Valor Presente Líquido (valor líquido atual de um investimento utilizando a taxa
interna de retorno e uma série de pagamentos e receitas),
 Taxa Interna de Retorno (taxa de retorno de um investimento na análise do fluxo
de caixa),
 PayBack ou Prazo de Retorno do Capital (mede o tempo de retorno de um
investimento) e
 Análise de Sensibilidade (avalia os resultados através de variação das entradas
do projeto).

2.1. Princípios para Tomada de Decisão

A análise prévia dos investimentos permite que se racionalize a utilização dos


recursos de capital. Para a solução de um problema de análise de investimentos, dentro
da complexidade do mundo atual, é necessário o conhecimento de técnicas especiais
estudadas em uma disciplina conhecida por Engenharia Econômica.
Diante de uma oportunidade de investimento, na análise do projeto é observada
qual a melhor alternativa ou qual a melhor atitude tomar.
Para auxiliar no processo de tomada de decisão, conta-se com os métodos de
engenharia econômica, que conforme (FRANCISCO, 1985), "Dá-se o nome de

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engenharia econômica ao conjunto de métodos utilizados nas análises de investimentos
e das técnicas empregadas na escolha da melhor alternativa".
A análise de um projeto deve levar em consideração fatores econômicos e
financeiros, tais como a rentabilidade do projeto e a disponibilidade de recursos; além
de fatores técnicos de qualidade e operação do sistema elétrico que devem ser
considerados satisfatórios em todas alternativas analisadas.
Para se proceder a análise de um projeto, deve-se ter, de acordo com
(FRANCISCO, 1985):
a) um investimento a ser realizado;
b) deve haver as alternativas tecnicamente viáveis;
c) comparação das alternativas;
d) escolha da melhor alternativa.
A decisão final deverá recair sobre a melhor alternativa técnica/econômica
disponível, levando em consideração os critérios acima mencionados.
Neste estudo serão avaliados os critérios do ponto de vista econômico para tomada
de decisão, pois as alternativas já foram escolhidas considerando os critérios técnicos,
bem como a capitalização das perdas de energia (CIPOLI, 1993).

2.2. Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa é a representação gráfica do conjunto de entradas (receitas) e


saídas (despesas) relativo a um certo intervalo de tempo definido, algumas vezes ligado
a um projeto específico. Destaca-se dois aspectos importantes dentro do conceito da
engenharia econômica:
 O tempo, que se refere à longevidade do projeto e é um item importante
no processo de análise e tomada de decisão; e,
 O valor do dinheiro, ou seja, os juros, que neste estudo de caso será
chamado de Taxa Mínima de Atratividade (TMA), mas que também é
conhecida por taxa de desconto.
O fluxo de caixa pode ser representado através de um diagrama conforme a
Figura 2.1, onde no eixo horizontal são marcados os períodos de tempo e as setas
verticais, as saídas e entradas de recursos. As setas para baixo representam as saídas de
recursos e as setas para cima, as entradas de recursos.

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Figura 2.1 – Fluxo de Caixa.

O fluxo de caixa é uma ótima ferramenta para auxiliar nas tomadas de decisões.
É através dele que os custos fixos e variáveis ficam evidentes, permitindo-se desta
forma um controle efetivo sobre determinadas questões empresariais.
O valor presente líquido, a taxa interna de retorno, a taxa interna de retorno
modificada e o payback são obtidos através das informações do fluxo de caixa com base
na taxa mínima de atratividade.

2.3. Taxa Mínima de Atratividade

Para avaliação das alternativas de investimento, esta taxa apresenta como principal
característica o reconhecimento da variação do valor do dinheiro no tempo (que está
associado ao fluxo de caixa). Este fato evidência a necessidade de se utilizar uma taxa
de juros quando a análise for efetuada através de um deles. A questão é definir qual será
a taxa a ser empregada.
Neste trabalho, considera-se a taxa empregada como base nos estudos das empresas
de energia elétrica.
A taxa mínima de atratividade é a taxa que faz o investidor optar ou não por um
projeto, assumindo um certo grau de risco e por um tempo geralmente determinado.
Entretanto, um investidor pode optar por um rendimento ou taxa de retorno menor,
assumindo consequentemente um grau de risco também menor.
Para se avaliar um determinado investimento, são aplicados três tipos de taxas de
juros com significados diferentes, a saber (LAPPONI, 1999):
a) Taxa mínima requerida, que é a taxa de juros que o investidor exige para
aceitar um investimento:

14
b) Taxa esperada é a taxa de juros que surge do fluxo de caixa do investimento.
Refere-se a uma medida de rentabilidade do investimento.
c) Taxa realizada é a taxa de juros obtida depois da conclusão do investimento,
isto é, refere-se a uma medida exata da rentabilidade do investimento.

De fato, um projeto provavelmente terá taxas diferentes como resultado final, do


que aquelas inicialmente estimadas. Essas taxas podem ser maiores ou menores,
dependendo das variações ocorridas no fluxo de caixa ao longo da realização do projeto,
tanto no lado das receitas, como no lado das despesas.
Portanto, ao se falar de taxa mínima de atratividade, deve-se ter sempre bem
claro a seguinte definição: uma unidade monetária no presente vale mais do que uma
unidade monetária no futuro.

2.4. Método da Taxa Interna de Retorno (TIR)

Por definição, a Taxa Interna de Retorno é a taxa de juros que torna nulo o valor
presente líquido do projeto, isto é, uma taxa de juros onde as receitas e despesas se
igualam.
Apesar de ser amplamente utilizada como ferramenta de apoio às decisões de
investimento, a TIR, ao contrário do VPL, é um pouco mais complicada de se obter. É
um método exato e também se enquadra no princípio de equivalência.
A partir de um determinado fluxo de caixa é estabelecida uma taxa de juros, que
pode ser a taxa mínima de atratividade. A TIR de um projeto é calculada por tentativa e
erro (ou iterações) segundo a expressão abaixo:

n
TIR= ∑
j= 0
Fj . (1+i)-j = 0 ... (2.1)

Onde:
Fj = Fluxo de caixa;
i = Taxa de juros;
n= número de períodos.

15
Normalmente, a TIR não pode ser resolvida analiticamente, e sim apenas através
de iterações, ou seja, através de interpolações com diversas taxas de juros até chegar
àquela que apresente um VPL igual a zero.
Um defeito crítico do método de cálculo da TIR é que múltiplos valores podem
ser encontrados se o fluxo anual de caixa mudar de sinal mais de uma vez (ir de
negativo para positivo e para negativo novamente, ou vice-versa) durante o período de
análise. "Poderão aí ocorrer algumas situações de difícil solução, como é o caso dos
fluxos de caixa que não admitem TIR no campo real ou que admitem TIRs múltiplas"
(CASAROTTO; KOPITTKE, 1998).
Ao se proceder uma análise de investimento, a melhor alternativa do ponto de
vista deste método, é a que tiver a maior taxa de retorno, sendo que esta taxa de retorno,
deverá ser sempre maior que a taxa mínima de atratividade. Assim, para se tomar uma
decisão com base no método da TIR, deve-se levar em consideração os seguintes
critérios:
• TIR > TMA => as entradas são maiores que as saídas, então, o projeto é
economicamente atrativo;
• TIR = TMA => as entradas são iguais as saídas, então, deve-se avaliar se os
riscos envolvidos no projeto são compensatórios;
• TIR < TMA => as entradas são menores do que as saídas, então, o projeto
não é economicamente atrativo;

A Figura 2.2 mostra a Taxa Interna de Retorno, e conforme descrito, esta taxa
evidencia em que ponto o Valor Presente Líquido do investimento será igual a zero.

16
Figura 2.2 – Taxa Interna de Retorno.

Tem-se que ter atenção quanto aos aspectos abaixo:


• Uma TIR de X% para um projeto não significa que esse projeto vai dar
retorno de X%. Significa apenas que esse fluxo de caixa terá VPL positivo
enquanto a taxa de desconto utilizada for menor que X%.
• A TIR e o VPL são indicadores complementares e devem ser analisados em
conjunto dado que cada um fornece uma informação diferente sobre a
viabilidade de um projeto.

2.4.1. Vantagens do Método da Taxa Interna de Retorno (TIR)

• Fácil sua visualização de resultado por ser expresso em percentuais.


• Leva em consideração o valor do dinheiro no tempo.

2.4.2. Desvantagens do Método da Taxa Interna de Retorno (TIR)

17
• O resultado não é consistente em análises quando ocorrem diversas trocas de
sinal com o fluxo de caixa.
• O resultado é consistente apenas em análises onde o primeiro desembolso
seja negativo, indicando saídas.

2.5. Método da Taxa Interna de Retorno Modificada (TIR-M)

A TIR-M é uma nova versão da TIR convencional e procura corrigir seus


problemas estruturais relacionados às questões das raízes múltiplas ou inexistentes e das
taxas de financiamento e de reinvestimentos dos lucros; bem como os fluxos de caixas
incomuns.
Neste método, o fluxo de caixa é modificado, trazendo os fluxos negativos para
valor presente e levando os fluxos positivos para valor futuro no último período do
fluxo, considerando a TMA. Com os valores concentrados no instante zero e no período
final, o cálculo da taxa interna de retorno se torna fácil e direto conforme expressão
abaixo:

 1

  VFentr  ( Ano _ fim − Ano _ ini ) 
TIR-M =     −1 ...(2.2)
  VPinv  
 
Onde:
TIR-M = Taxa Interna de Retorno Modificada:
VFentr = é o valor futuro, ou um saldo de caixa, que se deseja obter no
final do período de análise.
VPinv = valor presente de um investimento
Ano_fim = ano final da análise
Ano_ini = ano inicial da análise

Através deste método, chega-se a uma taxa interna de retorno, na qual os lucros
são remunerados a uma taxa condizente com a realidade da empresa e os investimentos
são financiados a taxas compatíveis com às do mercado; consequentemente, uma taxa
de retorno mais realista.
Recomenda-se, para verificar a possibilidade de utilização da TIRM, que se
responda a duas perguntas:
1 - Existe raiz real?

18
2 - Se existe, é possível reaplicar à mesma taxa?
Se as duas respostas forem sim, ter-se-á uma TIR adequada, porém com qualquer
outra resposta não se terá solução para o problema se o cálculo for baseado na TIR
convencional.
E é neste ponto que a TIR-M pode ajudar. Em primeiro lugar contornando o
problema das raízes não reais e, em segundo lugar, possibilitando um amplo espectro de
análise em função de variadas formas de reaplicação.

2.5.1. Vantagens do Método da Taxa Interna de Retorno Modificada (TIR-M)

• Cálculo fácil e direto.


• Corrige os problemas de troca de sinais no fluxo de caixa, raízes múltiplas e
refinanciamento para o cálculo da TIR.

2.5.2. Desvantagens do Método da Taxa Interna de Retorno Modificada (TIR-M)

• Embora os resultados sejam mais reais, eles dificultam o entendimento dos


resultados por parte dos gestores, não sendo assim tão utilizados como a TIR
convencional.

2.6. Método do Valor Presente Líquido (VPL)

O método do valor presente líquido é considerado um método exato e que se


encaixa no conceito de equivalência, onde para se fazer uma comparação os valores
devem estar numa mesma data no tempo.
Caracteriza-se pela transferência para o instante presente de todas as variações de
caixa esperadas, descontadas à taxa mínima de atratividade. Em outras palavras, é o
transporte para a data zero de um diagrama de fluxos de caixa, de todos os recebimentos
e desembolsos esperados, descontados à taxa de juros considerada.

19
O método do valor presente líquido, leva em consideração o valor temporal dos
recursos financeiros. Este método mede o saldo atual, após se descontar o investimento
e o juro que o projeto retornará ao investidor após a sua realização, tal método pode ser
visto como “o montante pelo qual aumenta o valor da firma depois de ser realizada a
alternativa - de investimento - que se estuda. Portanto, o valor presente líquido permite
estabelecer mecanismos que aumentem ou maximizem o valor da firma.” (PAREJA,
1999).
O valor presente líquido pode ser calculado conforme expressão a seguir:

n
VPL = ∑
j= 0
Fj . (1+i)-j ... (2.3)

Onde:
Fj = Fluxo de caixa;
i = Taxa de juros = TMA;
n = número de períodos.

Assim, segundo a expressão (2.3), é mostrada a relação inversa entre a taxa


mínima de atratividade e o valor presente líquido, ou seja, à medida que a taxa mínima
de atratividade se eleva o valor presente líquido diminui.
O método do valor presente líquido segue os seguintes critérios para tomada de
decisão:
• VPL > 0 : entradas são maiores que as saídas, portanto, este é um bom
projeto e que pode ser aceito;
• VPL = 0 : as entradas são iguais as saídas, portanto, deve-se analisar se os
riscos envolvidos no projeto compensam;
• VPL < 0 : as entradas são menores que as saídas, portanto, o projeto não é
bom e não deve ser aceito.
As alternativas acima expostas se aplicam somente no caso de se aceitar ou não
uma proposta, todavia se houverem várias alternativas a escolher, a melhor alternativa
será a que apresentar o maior valor presente líquido, considerando que todas as
alternativas serão analisadas a partir de uma mesma taxa mínima de atratividade.
A Figura 2.3 mostra o perfil do VPL de acordo com esta descrição. O gráfico
evidencia que quanto maior a taxa de juros para um mesmo projeto, menor será o Valor
Presente Líquido.

20
Figura 2.3 – Perfil do VPL.

2.6.1. Vantagens do Método do Valor Presente Líquido (VPL)

• pode ser aplicado a fluxos de caixa que contenham mais de uma variação de
sinal, tanto de entrada, como de saída.
• leva em consideração o valor do dinheiro no tempo, ou seja, uma unidade
monetária hoje tem um valor maior do que uma unidade monetária a ser
possuída no futuro.
• Considera a depreciação, por utilizar fluxo de caixa (lucros líquidos +
depreciação).

2.6.2. Desvantagens do Método do Valor Presente Líquido (VPL)

• Determinação da taxa mínima de atratividade, ou seja, determinar qual taxa


de juros o investidor usará como referência para calcular se é vantajoso ou
não optar pelo investimento.

21
• Admitir que as taxas não variam com o tempo, o que não é verdade na
maioria dos casos.

2.7. Método do PayBack

O Método do PayBack consiste na identificação do prazo necessário para


recuperar o capital investido, ignorando as consequências além do período de
recuperação e o valor do dinheiro no tempo. Quando é utilizado o valor presente dos
fluxos de caixa, este critério é chamado de Payback Descontado.
A empresa define previamente um prazo máximo para que o projeto reponha o
custo dos investimentos necessários, sendo que este prazo é chamado de período de
corte. A decisão é tomada comparando-se o Payback do projeto com o período de corte
adotado pela empresa.
Ao se usar este método, não são levados em consideração os valores residuais
para os investimentos em máquinas e equipamentos após o término do projeto.
A Figura 4 a seguir, mostra o comportamento do PayBack, onde no eixo x,
ocorrerá o exato momento em que o capital investido é recuperado (~4 anos).

Figura 2.4 – Comportamento do PayBack.

22
2.7.1. Vantagens do Método do PayBack

• Auxilia na tomada de decisão, quando utilizado em conjunto com outros


métodos, tais como o VPL e da TIR
• O projeto pode ser recusado quando não for possível a recuperação do
capital investido dentro de sua vida útil;
• É de grande poder de argumentação, quando o investimento for realizado em
períodos de incertezas;
• Método simples e fácil de calcular. Além disso, dá uma indicação rudimentar
do risco do projeto.

2.7.2. Desvantagens do Método do PayBack

• Não leva em consideração o valor do dinheiro no tempo e tampouco os juros


envolvidos no projeto;
• Não leva em consideração a vida do investimento;
• De difícil aplicação, para o caso onde o fluxo de caixa analisado tenha várias
inversões de sinal e quando os projetos comparados tiverem investimentos
iniciais diferentes.
• Ignora todos os fluxos de caixa posteriores ao período de corte.
• O uso de um mesmo período de corte pode levar uma empresa a aceitar
muitos projetos de curto prazo, mas que não maximizam sua riqueza.
• Pode ser um alto grau de investimento no curto prazo e levar a não
maximização do valor para o acionista.

2.8. Análise de Sensibilidade

Na elaboração de fluxos de caixas, espera-se que as previsões sejam realizadas


efetivamente, pois os mesmos foram elaborados a partir de projeções mais prováveis.
Contudo, como a realização de um projeto leva um determinado tempo para a sua
execução, este tempo envolve riscos e consequentemente incertezas.

23
Vários são os fatores que levam a incerteza, entre eles:
• Fatores econômicos: super ou subdimensionamento de oferta e demanda,
alterações de preços de produtos e matérias-primas, investimentos
imprevistos, etc.
• Fatores financeiros: falta de capacidade de pagamento, insuficiência de
capital, etc.
• Fatores técnicos: inadequabilidade de processo, material, tecnologia
empregada, etc
• Outros: fatores políticos e institucionais adversos, regulatórios, clima,
problemas de gerenciamento de projetos, etc.
Assim, a análise de sensibilidade de um projeto auxilia na tomada de decisão,
através de uma projeção de cenários, quando de possíveis alterações que possam ocorrer
no fluxo de caixa analisado.
A análise de sensibilidade de um fluxo de caixa nos dá uma indicação da
importância de cada uma das variáveis do projeto na determinação do VPL e da TIR, e
quanto os mesmos se alteram em resposta a uma mudança no valor de cada variável.

"... A análise de sensibilidade procura responder a perguntas do tipo: o que


aconteceria na alternativa se variássemos um determinado parâmetro no fluxo de
caixa?" (HIRSCHFELD, 1998). Esta análise pode ser feita, através da projeção de
cenários, de acordo com as seguintes questões:
• Qual a variação mínima e máxima do mercado de energia elétrica para
viabilizar o projeto?
• Projeção de cenários do tipo: "pessimista", "referência" e "otimista".
• Qual é o custo máximo para se aceitar o projeto?
A análise de sensibilidade auxilia no processo de tomada de decisão, quando as
pequenas alterações dos parâmetros afetam os valores obtidos de forma significativa.
“Quando uma pequena variação num parâmetro altera drasticamente a rentabilidade
de um projeto, diz-se que o projeto é muito sensível a este parâmetro e poderá ser
interessante concentrar esforços para obter dados menos incertos” (CASAROTTO;
KOPITTKE, 1998).

24
2.8.1. Medidas de Risco

Demonstra-se abaixo uma forma de mensurar os riscos e as incertezas em


finanças:
• Desvio Padrão

∑ (VPL
2
DP = i − VPL ) .Pi ...(2.4)
i =1

Onde:
DP = desvio padrão;
i = índice da probabilidade;
n = quantidade de cenários;
VPLi = valor presente líquido na probabilidade i;
VPL = valor presente líquido esperado;
Pi = probabilidade i em %.

• Coeficiente de Variação
É a medida de risco para se comparar investimentos com diferentes taxas de
retorno e diferentes riscos (desvios-padrão).

DP
CV = ...(2.5)
VPL
Onde:
CV = coeficiente de variação;
DP = desvio padrão;
VPL = valor presente líquido esperado.

O coeficiente de variação mostra o risco por unidade de retorno e oferece


uma melhor base para a comparação de quando os retornos esperados das duas
variáveis não são iguais. Quanto maior o CV, maior será o risco.

25
2.9. Premissas para Análise do Projeto

Neste trabalho analisam-se alternativas de investimentos considerando


empreendimentos de subestações e redes elétricas de distribuição em determinada
região pertencente a uma concessionária de distribuição de energia do Sudeste do País
devido ao crescimento de mercado.
O horizonte para análise das alternativas considerado é o ano de 2034. Será
escolhida como alternativa vencedora, aquela que apresentar melhor VPL e TIR-M,
considerando a análise de sensibilidade com a quantificação dos riscos.
No que tange a análise de sensibilidade, esta envolve variações plausíveis no
consumo de energia (chamado de mercado neste trabalho), onde, para cada cenário são
obtidos valores diferentes dos índices considerados.

26
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA – ANÁLISE
TÉCNICA DE PLANEJAMENTO

O planejamento do sistema elétrico de distribuição consiste em estudos baseados


nas projeções do crescimento da demanda de energia elétrica ao longo dos anos, de
modo a se obter diagnósticos de curto, médio e longo prazo sobre as condições de
disponibilidades e operação dos sistemas elétricos.
A maneira tradicional de apresentar diagnósticos está baseada geralmente em um
horizonte de cinco anos para redes de distribuição e dez anos para subestações, no
sentido de se determinar as necessidades de expansão e melhoria do sistema elétrico.
Neste trabalho, será mostrado que, para analisar a melhor alternativa de investimento,
deve-se avaliar um horizonte de longo prazo.
O planejamento do sistema elétrico de distribuição procura determinar os fatores
fundamentais a serem levados em conta nas decisões sobre investimentos, portanto são
necessários métodos organizados para elaborar propostas de expansão e melhoria do
sistema elétrico que sejam baseados no diagnóstico das condições técnicas de
disponibilidade e qualidade de fornecimento (FLETCHER; STRUNZ, 2007); e
posteriormente compará-las economicamente.

3.1. Horizontes de Planejamento

O horizonte de planejamento deve compatibilizar-se com o tipo de estudo a ser


realizado, de forma que, a alternativa escolhida não seja afetada por investimentos além
deste horizonte. Este horizonte deve ser tal, para que a previsão de mercado seja
razoavelmente confiável (ELETROBRÁS, 1982). Esta confiabilidade pode ser
melhorada através de análises de sensibilidade e medidas de risco mostradas no capítulo
anterior.

27
Este horizonte de planejamento deve caracterizar as necessidades do consumidor
e fornecer hipóteses de concepção e orientação geral para as decisões (FLETCHER;
STRUNZ, 2007).
De maneira geral, pode-se distinguir os horizontes de planejamento conforme
descrito a seguir:

3.1.1. Estabelecimento de Cenários

O estabelecimento de cenários para estudos de transmissão de energia elétrica


alcança um horizonte de até trinta anos, onde se estabelecem tendências do contexto
sócio-econômico, institucional, político e ambiental.
Para sistemas de distribuição de energia elétrica, normalmente as empresas
realizam estudos de curto prazo para redes (até cinco anos) e médio prazo para
subestações (até dez anos) principalmente devido às possíveis variações nos cenários
comparado aos altos níveis de investimentos previstos. As obras previstas no plano de
investimento são revistas anualmente atualizando o horizonte.
A possibilidade de se avaliar empreendimentos através de alternativas de altos
investimentos com estudos de longo prazo é viável considerando os métodos
demonstrados neste trabalho.

3.1.2. Estudos de Longo Prazo

Com horizonte de até trinta anos se procuram analisar as estratégias de


desenvolvimento do sistema elétrico, os principais troncos, estabelecendo-se um
programa de desenvolvimento tecnológico e industrial; são definidas as diretrizes para
os estudos de médio e curto prazos e determinados os custos marginais de expansão a
longo prazo.
Os componentes condicionantes para estes estudos são a evolução do mercado, a
disponibilidade de fontes energéticas, as tendências de evolução tecnológicas e os
impactos ambientais dos projetos.

28
3.1.3. Estudos de Curto e Médio Prazo

Com horizonte de 5 anos para curto prazo e de 5 a 10 anos para médio prazo, são
apresentadas as decisões relativas à expansão do sistema elétrico, definido os
empreendimentos e sua alocação temporal, sendo realizadas as análises das condições
de atendimento ao mercado. É definido o plano de investimento, em metas físicas e
financeiras.

3.2. Etapas Principais do Processo de Planejamento

Os estudos de planejamento de sistemas elétricos consistem, basicamente, em


comparações entre duas ou mais alternativas previamente formuladas. Essas
comparações são, fundamentalmente, de duas naturezas:
• Técnica: desempenho da alternativa sob o ponto de vista elétrico;
• Econômica: custo e benefício da alternativa.
De uma maneira geral os estudos desenvolvem-se em uma sequência da qual se
destacam as seguintes fases:
• Preparação de dados;
• Formulação de alternativas;
• Estudos elétricos (simulação ou cálculos teóricos);
• Estudos econômicos;
• Avaliação final.

3.2.1. Preparação de Dados

Para a realização de estudos de planejamento, são coletados os seguintes dados


(ELETROBRÁS, 1982):
• Topologia da rede:
- Comprimento dos condutores por bitola entre os principais blocos
de carga e equipamentos especiais;
- Conexão dos alimentadores nos barramentos das subestações.
• Condutores primários:

29
- Bitola e características técnicas do cabo (ex.: resistência,
reatância, limite operativo de corrente);
- Tensão média de operação;
- Corrente máxima e média realizada no último ano;
• Transformadores das subestações:
- Tensão nominal e relação de tap existente;
- Potência nominal;
- Impedância entre enrolamentos;
- Perdas no cobre e no ferro;
- Defasagem angular;
- Potência máxima e média realizada no último ano;
• Equipamentos especiais (regulador de tensão, banco de capacitor, etc);
- Potência e tensão nominal;
- Relação de taps;
- Defasagem angular.
• Potência (MW e MVAr) dos blocos de carga e principais clientes
existentes no sistema em estudo;
• Crescimento do mercado de energia para cada região no período
considerado.

3.2.2. Formulação de Alternativas

De posse da configuração básica do sistema de distribuição e conhecendo-se as


projeções de mercado, podem-se formular alternativas para a expansão e melhoria do
sistema elétrico.
As alternativas de investimentos (obras) serão analisadas através de estudos de
simulação e deverão atender a qualidade de fornecimento adequada, nível de tensão,
carregamento de condutores e equipamentos através do crescimento de mercado no
horizonte previsto.

30
3.2.3. Estudos Elétricos

A partir da definição da configuração, para as diversas alternativas consideradas,


pode-se proceder a uma análise técnica e econômica dos investimentos propostos.
A evolução das diversas alternativas de expansão até o ano horizonte é definida
pela análise técnica de seu desempenho, por simulação digital ou cálculos teóricos, onde
o modelo considerado depende do horizonte de estudo analisado (cenário, longo prazo,
médio prazo e curto prazo).
Nos estudos de longo prazo, geralmente são utilizadas redes em modelo
simplificado onde pode-se concentrar as cargas contidas nos ramais de distribuição de
um alimentador, sendo este um aspecto intrínseco ao processo de simulação.
Nos estudos de médio prazo, são utilizados modelos mais elaborados, quanto à
representação dos elementos do sistema, sendo mais detalhada a análise elétrica do
sistema.
No planejamento de curto prazo, são utilizados os mesmos modelos de análise
empregados nos estudos de médio prazo, no entanto são considerados modelos mais
representativos de carga e equipamento.
A evolução da expansão do sistema elétrico é determinada pela análise técnica
de seu desempenho em regime permanente.
Esta análise consiste no cálculo da queda de tensão, das perdas e do
carregamento dos condutores e equipamentos, através de simulação digital ou cálculos
teóricos. Os resultados são comparados com os limites pré-estabelecidos pela empresa
ou pela legislação vigente. Quando esses valores não atendem aos limites, são previstas
propostas de melhorias/expansão do sistema elétrico, como instalação de bancos de
reguladores de tensão e bancos de capacitores, substituição de cabos, construção de
novos alimentadores ou subestações, substituição de transformadores de subestações,
etc. (ELETROBRÁS, 1982).
As diversas alternativas em estudo até o ano horizonte são analisadas em regime
normal de carga pesada para avaliar as condições de carregamento, queda de tensão e
resultado das perdas. Através das perdas simuladas em carga máxima podem-se calcular
as perdas em carga média através do fator de perda e fator de carga (OLIVEIRA;
FELTRIN; DE OLIVEIRA; CAMARGO; CANDIAN; PEREIRA, 2006, CODI , 1996).

31
Como produto final da análise técnica é estabelecido um programa de obras para
cada alternativa até o ano horizonte, definindo os tipos de reforços e suas respectivas
datas de implantação.
Após a análise técnica, faz-se uma análise econômica para determinar qual
melhor alternativa técnico-econômica.

3.2.4. Estudos Econômicos

Definidas as alternativas de investimento e efetuado os estudos elétricos, as


etapas seguintes consistem na elaboração da análise econômica conforme metodologia
apresentada no capítulo 2.
Em síntese, é realizado o levantamento de todos os custos e investimentos
associados às alternativas ao longo do horizonte analisado, e a determinação do seu
valor total. Como estes investimentos e custos ocorrem em datas diferentes, utilizam-se
técnicas de Engenharia Econômica, objetivando-se referenciá-los a uma mesma data.
Depois, são computados de forma a se obter o valor final de cada alternativa
(ELETROBRÁS, 1982).
Para análise econômica, utilizam-se como base de cálculo os seguintes dados:
• Tarifas de compra e venda de energia;
• Crescimento de mercado previsto;
• Custo das perdas de energia;
• PIS/COFINS;
• Depreciação dos ativos;
• Taxas de operação e manutenção;
• Recuperação de ICMS;
• RGR (Reserva Global de Reversão): quota anual recolhida pelas
concessionárias de energia elétrica com base em 2,5% dos investimentos;
• Imposto de renda;
• Taxa de fiscalização.

Como resultado, deverá ser selecionado para compor o plano de investimento


aquela alternativa que apresentar o maior valor presente líquido (VPL) e TIR-
Modificada, considerando os riscos na análise de sensibilidade.

32
3.2.5. Diagrama de Blocos do Estudo

Abaixo é apresentado um diagrama de blocos contendo um resumo do processo


de análise realizado neste estudo.

Região com problemas


técnicos (queda tensão,
carregamento, etc).

Levantamento dos dados


de equipamentos, cargas
e redes.

Formulação de alternativas
técnicas para expansão ou
melhoria do sistema elétrico.

Simulação do fluxo de
potência para análise dos
critérios técnicos.

Análise econômica das


alternativas de obras
aprovadas tecnicamente.

Análise de sensibilidade do
sistema elétrico e
quantificação dos riscos.

Definição da melhor
alternativa de melhoria
técnica/econômica.

33
4. ESTUDO DE CASO

O caso analisado corresponde a uma região de concessão de uma distribuidora


do Estado de São Paulo, englobando três cidades que serão consideradas como três
mercados, e serão denominadas nesta dissertação como: BJP, NAZ e PIR.
Neste capítulo, é avaliado o sistema elétrico da região de BJP considerando o
crescimento de mercado previsto para o período de 2008 a 2018, extrapolado para o ano
de 2034.
O foco principal deste estudo foi o município de NAZ, que devido ao
crescimento do mercado, já estava previsto no plano de investimento da empresa uma
nova fonte de 34,5-13,8 KV. Investimento este previsto através de estudos anteriores,
porém o mesmo está sendo revisto em função das condições verificadas pelo estudo de
mercado atual.
Percebe-se um crescimento maior próximo ao município de BJP, onde se
localiza a subestação de BJP (SE BJP), cujas características elétricas são apresentadas a
seguir. Destaca-se também o mercado do município de PIR que é atendido através da
transformação 138-34,5 KV da SE BJP.
Em relação à seleção das alternativas de atendimento foi considerada além das
informações de mercado, a sensibilidade relativa à evolução dos sistemas elétricos da
concessionária para atendimento às novas demandas nos outros alimentadores que
impactam o carregamento dos transformadores das subestações existentes.
Foram avaliados também os riscos associados a cada alternativa, verificando que
na pior das hipóteses a alternativa que não contempla uma nova fonte de imediato em
NAZ, atenderá de forma satisfatória o crescimento do mercado previsto para essa
localidade.
Assim é importante ressaltar ainda que as demandas se encontram distribuídas
entre a SE BJP e a localidade de NAZ, sendo as maiores cargas próximas a SE BJP; e
entre as referências citadas, o sistema possui clientes predominantemente rurais.

34
Outro ponto de atenção é a possibilidade de entrada de blocos de cargas de
características industriais nas proximidades de BJP, em função das condições logísticas
favoráveis da região. Neste caso, um crescimento marginal (cargas industriais)
expressivo alteraria as lógicas de planejamento previstas para o sistema em análise, com
rentabilidades diferenciadas em relação ao planejado. Para situações como esta, análises
específicas devem ser realizadas no ano da ocorrência, o que não está contemplado
neste estudo.
Para avaliação da melhor alternativa de investimento, será realizado estudo de
longo prazo, com isso será utilizado um modelo simplificado do sistema elétrico onde
serão consideradas as subestações com seus transformadores de potência, as redes
primárias de distribuição e equipamentos especiais de rede. Excluem-se deste estudo os
transformadores de distribuição, as redes secundárias e os ramais de ligação; os quais
são avaliados diariamente através das necessidades individuais de cada setor.

4.1. Características do Sistema

4.1.1. Dados dos Transformadores

Na Tabela 4.1, são apresentados os dados técnicos dos transformadores da SE


BJP utilizados na simulação e na Figura 4.1, o diagrama unifilar correspondente.

Figura 4.1 – Diagrama Unifilar dos Transformadores da SE BJP.

35
Tabela 4.1 – Dados Técnicos dos Transformadores da SE BJP.

4.1.2. Dados dos Alimentadores

Na Tabela 4.2, é apresentado os dados técnicos dos alimentadores da SE BJP


utilizados na simulação.
Tabela 4.2 – Dados Técnicos dos Alimentadores da SE BJP.

36
4.1.3. Sistema em Estudo

Na Figura 4.2 é mostrado o sistema elétrico em estudo contendo as subestações


e alimentadores destacando as SE’s BJP, ATI e PIR, e a região de NAZ, que atualmente
é atendida pelo AL 08 (13,8 KV) da SE BJP.

Figura 4.2 – Sistema Elétrico da Região.

37
4.1.4. Dados de Mercado

Na Tabela 4.3 e na Figura 4.3 é mostrada a previsão de crescimento do mercado


de consumo de energia elétrica nas três regiões compreendidas no estudo, os quais
foram realizados pela distribuidora. No período entre os anos de 2.019 e 2.034,
considerou-se o crescimento permanecendo constante e igual ao valor do ano de 2.018.

Tabela 4.3 – Crescimento Anual do Mercado de Consumo de Energia.

Figura 4.3 – Crescimento do Mercado da Região.

É importante ressaltar que o estudo de mercado sinaliza uma expectativa de


maior redução no crescimento previsto para os sistemas de NAZ e PIR do que para BJP.

38
4.1.5. Diagrama Unifilar

Na Figura 4.4 é apresentado o diagrama unifilar atual do sistema de BJP


utilizado para análise técnica através do software de simulação (DIgSILENT, 2000),
destacando o objeto principal de análise que é o alimentador 08 que atende NAZ
(alimentador em 13,8 KV que estará trabalhando acima do limite operativo no horizonte
próximo devido ao crescimento do mercado), bem como as duas alternativas de
empreendimento que serão detalhadas a seguir.

Região de NAZ

Figura 4.4 – Diagrama Unifilar do Sistema Elétrico.

4.2. Alternativas

Devido ao crescimento do mercado previsto para a região de NAZ, mostrou-se


necessário um novo empreendimento para suprir esta demanda.

39
Dentre as possíveis alternativas para o atendimento ao crescimento do mercado
do sistema em estudo pode-se citar:
 alternativa 01: construção de 12 Km de rede compacta em 34,5 KV derivando-se
de um novo cubículo da SE BJP 138-34,5 KV e a construção de uma nova fonte
de 34,5-13,8 KV com um transformador de 5/6,25 MVA e dois cubículos em
NAZ;
 vantagens:
- alívio do sistema 13,8 KV, postergando investimentos nas
transformações 138-13,8 KV;
- redução das perdas técnicas;
 desvantagens:
- alto investimento inicial, considerando o risco de redução do
mercado em relação ao previsto;
 alternativa 02: construção de 12 Km de rede compacta em 13,8 KV isolada para
34,5 KV derivando-se de um novo cubículo da SE BJP138-13,8 KV
considerando a troca do TR-01 de 15/18,75 MVA para 25/33,33 MVA e a
inclusão de um banco de regulador de tensão, postergando a construção de uma
nova fonte de 34,5-13,8 KV em NAZ.
 vantagens:
- menor investimento inicial, considerando o risco de redução do
mercado em relação ao previsto;
- possibilidade de migrar para alternativa 01 caso haja aumento do
mercado em relação ao previsto;
 desvantagens:
- risco de aumento do mercado em pouco tempo na região de NAZ
gerando necessidade de investimento em uma nova fonte ficando
os transformadores de BJP com pouca carga;
 alternativa 03: inserir novo regulador de tensão de 300 A na rede deslocando o
de 200 A existente adiante, postergando a construção do novo alimentador
 vantagens:
- menor investimento inicial, considerando o risco de redução do
mercado em relação ao previsto;
 desvantagens:
- postergação da construção de um novo alimentador em pouco
tempo;
- equipamentos adicionais em série possibilitando aumento das
taxas de falhas;
- não haverá ganho com as perdas técnicas.

40
Independente da alternativa escolhida haverá necessidade de expansão para um
novo alimentador devido à capacidade dos cubículos.
Devido principalmente as desvantagens técnicas, a alternativa 03 não será
avaliada economicamente.
Dentre as possíveis alternativas para o atendimento ao crescimento do mercado
do sistema em estudo, selecionou-se para avaliação econômica as alternativas que
apresentaram melhor viabilidade técnica nas simulações realizadas.
No apêndice B são mostrados os estudos técnicos realizados bem como as
simulações das alternativas.

4.2.1. Alternativa – 01

Essa alternativa refere-se à construção de 12 Km de rede compacta em 34,5 KV


derivando-se de um novo cubículo da SE BJP 138-34,5 KV e a construção de uma nova
fonte de 34,5-13,8 KV com transformador de 5/6,25 MVA e dois cubículos em NAZ.
Na Tabela 4.4 a seguir é discriminada a seqüência de investimentos (corrigidos
pelo IGPM para o ano previsto) para essa alternativa conforme violação dos parâmetros
de carregamento dos elementos/equipamentos envolvidos.
Tabela 4.4 – Descrição dos Investimentos (ALT-01).
R$ corr. x
Ano Equipamento/obra
1.000
2013 Terreno NAZ 37,74
2014 Cubículo 34,5 KV - SE BJP 237,11
2014 Rede compacta – 12 km em 34,5 KV 987,96
2014 SE NAZ c/ TR 5/6,25 MVA e 1 Cubículo 1.580,74
2014 Troca dos TR3 e TR4 por 40MVA 2.502,84
2018 Troca TR-01 para 33,3 MVA 2.057,83
2020 Cubículo 13,8 KV - SE BJP 312,34
2025 Novo AL para PIA 34,5 KV – 13 km 2.030,38
2030 Instalar o TR 12,5 MVA (34,5 KV) 123,61
2032 Instalar o TR 18,75 MVA (13.8 KV) 135,50
2031 Cubículo 13,8 KV - SE BJP 517,66
TOTAL 10.523,73

O gráfico da Figura 4.5 representa o carregamento dos transformadores TR-01,


TR-03 e TR-04 da SE BJP e do TR-01 da nova SE NAZ ao longo do período de estudo,
mostrando que a primeira obra seria necessária apenas em 2014.

41
Troca do TR-03 e 04 SE NAZ 34,5- Troca do TR-01 para Insere o TR 12,5MVA Insere o TR 18,75MVA
para 40MVA 13,8kV 33,33MVA 138-34,5kV que foi 138-13,8kV que foi

110%

100%

90%

80%

70%
Carregamento (%)

60%

50%

40%

30%

20%

10%

0%
2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 2022 2024 2026 2028 2030 2032 2034

TR-01 TR03-04 NAZ

Figura 4.5 – Carregamento SEs (ALT-01).

42
Na Figura 4.6 é mostrado o gráfico da evolução do carregamento dos
transformadores em MVA durante o período de estudo:

TR-01 TR03-04 NAZ

50

45

40

35
Carregamento (MVA)

30

25

20

15

10

0
2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

2022

2023

2024

2025

2026

2027

2028

2029

2030

2031

2032

2033

2034

2035

2036
Figura 4.6 – Carregamento dos Transformadores (ALT-01).

4.2.2. Alternativa – 02

Essa alternativa refere-se à construção de 12 Km de rede compacta em 13,8 KV


isolada para 34,5 KV derivando-se de um novo cubículo da SE BJP138-13,8 KV
considerando a troca do TR-01 de 15/18,75 MVA para 25/33,33 MVA e a inclusão de
um banco de RT de 200 A com dois equipamentos.
Na Tabela 4.5 a seguir é discriminada a seqüência de investimentos (corrigidos
pelo IGPM para o ano previsto) para essa alternativa conforme violação dos parâmetros
de carregamento dos elementos/equipamentos envolvidos.

43
Tabela 4.5 – Descrição dos Investimentos (ALT-02).
R$ corr. x
Ano Equipamento/obra
1.000
2014 Cubículo 13,8 KV - SE BJP 237,11
2014 Troca TR-01 para 33,3 MVA 1.712,47
2014 Rede compacta 13,8 kV- 12 km 987,96
2014 Banco de RT c/ 2 eqs. de 200 A 256,87
2016 Troca dos TR3 e TR4 por 40MVA 2.743,64
2020 Cubículo 13,8 KV - SE BJP 312,34
2022 Mais um RT no banco 104,62
2025 Novo AL para PIA 34,5 KV – 13 km 2.030,38
2028 Terreno NAZ 75,17
2029 SE NAZ c/ TR 5/6,25 MVA e 1 Cubículo 3.148,19
2030 Instalar o TR 12,5 MVA (34,5 KV) 123,61
2032 Instalar o TR 18,75 MVA (13.8 KV) 135,50
2031 Cubículo 13,8 KV - SE BJP 517,66
TOTAL 12.385,53
Na Figura 4.7 é mostrado o gráfico da evolução do carregamento dos
transformadores em MVA durante o período de estudo:
TR-01 TR03-04 NAZ

50

45

40

35
Carregamento (MVA)

30

25

20

15

10

0
2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

2022

2023

2024

2025

2026

2027

2028

2029

2030

2031

2032

2033

2034

2035

2036

Figura 4.7 – Carregamento dos Transformadores (ALT-02).

Na Figura 4.8 é apresentado o gráfico que representa o carregamento dos


transformadores TR-01, TR-03 e TR-04 da SE BJP e do TR-01 da nova SE NAZ ao
longo do período de estudo, mostrando também que a primeira obra seria necessária
apenas em 2014.
44
Troca do TR-01 para Troca do TR-03 e 04 SE NAZ 34,5- Insere o TR 12,5MVA Insere o TR 18,75MVA
33,33MVA para 40MVA 13,8kV 138-34,5kV que foi 138-13,8kV que foi

110%

100%

90%

80%

70%
Carregamento (%)

60%

50%

40%

30%

20%

10%

0%
2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 2022 2024 2026 2028 2030 2032 2034

TR-01 TR03-04 NAZ

Figura 4.8 – Carregamento SEs (ALT-02).

45
4.3. Análise Econômica

Destacam-se abaixo as considerações realizadas para análise econômica das


alternativas:
Os investimentos anuais representam a somatória dos desembolsos, corrigidos
pelo IGP-M, mostrados nas Tabelas 4.4 e 4.5.
Foi considerado, neste primeiro momento, que o mercado se comportará
conforme previsto inicialmente (sensibilidade de mercado = 100%, ou seja, sem
variação).
Foi considerada a taxa mínima de atratividade de 15% e o custeio das perdas em
R$ 75,00 por MWh (preço médio referencial de compra da energia).
Nas projeções de resultados foram considerados todos os custos/despesas fixas e
outras variáveis envolvidas conforme demonstrado no item 3.2.4.
Não foram considerados os investimentos em baixa tensão, pois os mesmos
ocorrem naturalmente através da entrada de novos clientes e, independente da
alternativa, serão os mesmos. Com isso não impactam na análise da escolha da melhor
alternativa de investimento.
Abaixo são mostradas as formulações utilizadas para o cálculo do fluxo de
caixa, VPL e TIR-M:

 Receita bruta:
Rb = Cm * 8.640 * 0,92 * Tv ...(3.1)
Onde:
Rb = receita bruta (R$);
Cm = crescimento de mercado (MVA);
8.640 = quantidade de horas em um ano (horas);
0,92 = fator de potência;
Tv = tarifa de venda de energia no ano (R$).

46
 Custo da energia:
Ce = Cm * 8.640 * 0,92 * Tc ...( 3.2)
Onde:
Ce = custo da energia (R$);
Tc = tarifa de compra da energia no ano (R$).

 PIS/COFINS:
PC = 3,65% * Rb ...( 3.3)

 Receita líquida:
Rl = Rb - Ce - PC ...( 3.4)

 Custo das perdas:


Cp = PMW * 8.640 * PR$/MWh ...( 3.5)
Onde:
Cp = custo das perdas (R$);
PMW = perdas médias (MW);
PR$/MWh = custo das perdas por MWh (R$/MWh).

 Margem de contribuição:
Mc = Rl - Cp ...( 3.6)

 Depreciação:
DR$ = Inv * D% ...( 3.7)
Onde:
DR$ = depreciação dos investimentos no ano (R$);
Inv = total de investimentos no ano corrigidos pelo IGPM (R$);
D% = taxa de depreciação anual do bem (%).

 Operação e Manutenção:
OPR$ = Inv * OP% ...( 3.8)
Onde:
OPR$ = custo de operação e manutenção dos investimentos no ano (R$);
OP% = taxa de operação e manutenção anual do bem (2%).

47
 RGR (Reserva Global de Reversão):
RG_TFR$ = Inv * RG_TF% …( 3.9)
Onde:
RG_TFR$ = quota de RGR recolhida sobre os investimentos no ano (R$);
RG_TF% = taxa da RGR (2,5%).

 Lucro operacional:
Lop = Mc - DR$ - OPR$ - RG_TFR$ …( 3.10)

 Imposto de renda:
IRR$ = Lop * IR% …( 3.11)
Onde:
IRR$ = valor de imposto de renda a ser descontado (R$);
IR% = taxa de imposto de renda de pessoa jurídica (%).

 Lucro líquido:
Ll = Lop - IRR$ …( 3.12)

 Fluxo de Caixa:
FC = Ll - Inv - DR$ - RECICMS …( 3.13)
Onde:
FC = fluxo de caixa anual (R$);
RECICMS = recuperação de 60% a 65% ao ano de ¼ do ICMS referente ao
investimento (R$).

 Valor presente líquido e TIR-Modificada:


Calculados conforme equações: 2.1 e 2.3.

Na Tabela 4.6 são apresentados os investimentos e o fluxo de caixa resultante


para cada alternativa considerando as projeções de resultados com base nas receitas e
investimentos esperados de acordo com as formulações descritas acima.

48
Tabela 4.6 – Fluxo de Caixa.

Entradas

Saídas

Comparando as duas alternativas verifica-se que, para esse mercado, a


alternativa 02 é a que possui maior VPL e TIR modificada sendo a que apresenta o
melhor resultado.

49
Na Figura 4.9 é mostrada a variação do VPL obtido para cada alternativa em
diferentes horizontes de análise.

Figura 4.9 – Valor Presente Líquido (VPL) das Alternativas.

Pode-se observar através do comportamento do VPL, que o horizonte de análise


é muito importante; pois nota-se variação quanto ao melhor VPL durante o período,
pois há cruzamentos entre as curvas.
Se a análise for realizada:
- até 2015, a ALT-02 é melhor,
- até 2017, a ALT-01 é melhor,
- após 2018, a ALT-02 é melhor e permanece até 2034.

50
5. ANÁLISE DE SENSIBILIDADE

Complementando a análise básica, efetuou-se uma análise da sensibilidade do


sistema elétrico em relação ao crescimento do mercado de energia para as três regiões.
Para cálculo dos resultados, esta variação é aplicada sobre os valores mostrados
na Tabela 4.3 (ex.: para um crescimento de mercado previsto de 4,5% : 100% significa
que não houve variação e 110% significa que o valor altera-se para 4,95%).
Para quantificação dos riscos, utiliza-se probabilidade de ocorrência para cada
cálculo de sensibilidade, determinadas pelo investidor através da avaliação do cenário
atual e premissas adotadas pela empresa considerando o horizonte do estudo.
• Caso – 01:
Neste caso, foi considerada a mesma variação de crescimento do mercado para
as três localidades desde 2008 até 2034.
Na Tabela 5.1 é mostrado o resultado do VPL e TIR-M para as duas alternativas,
obtido através da análise econômica considerando as variações no mercado de cada
localidade.
Tabela 5.1 – Análise de sensibilidade ao mercado (CASO-01).

51
Na Tabela 5.2 é mostrada a análise de risco considerando o VPL esperado para
cada alternativa de acordo a probabilidade de cada caso ocorrer, destacando seus
respectivos desvios padrões e coeficientes de variação, definidos nas equações 2.4 e 2.5.

Tabela 5.2 – VPL esperado e análise de risco (CASO-01).

• Caso – 02:
Neste caso, foi considerada variação de crescimento do mercado diferente para
as três localidades desde 2008 até 2034.
Na Tabela 5.3 é mostrado o resultado do VPL e TIR-M para as duas alternativas,
obtido através da análise econômica considerando as variações no mercado de cada
localidade.
Tabela 5.3 – Análise de sensibilidade ao mercado (CASO-02).

52
Na Tabela 5.4 é mostrada a análise de risco considerando o VPL esperado para
cada alternativa de acordo a probabilidade de cada caso ocorrer, destacando seus
respectivos desvios padrões e coeficientes de variação, definidos nas equações 2.4 e 2.5.

Tabela 5.4 – VPL esperado e análise de risco (CASO-02).

53
5.1. Análise dos Resultados

Mostra-se nas Tabelas 5.5 e 5.6, o resumo dos resultados da análise contendo a
comparação entre as alternativas para cada caso considerando o valor agregado, o risco
e a sensibilidade ao mercado.

Tabela 5.5 – Resultados da Alternativa 01.

Alternativa 01 Caso 01 Caso 02

Valor Agregado (VPL) - R$x1.000 R$ 5.525,12 R$ 6.256,83

Risco (CVvpl) 13,48% 15,01%


Sensibilidade à variação de mercado
R$ 744,99 R$ 939,11
(DVvpl) - R$x1.000

Tabela 5.6 – Resultados da Alternativa 02.

Alternativa 02 Caso 01 Caso 02

Valor Agregado (VPL) - R$x1.000 R$ 7.186,14 R$ 7.386,51

Risco (CVvpl) 10,29% 6,06%


Sensibilidade à variação de mercado
R$ 739,48 R$ 447,59
(DVvpl) - R$x1.000

De acordo com os resultados obtidos, observa-se que a alternativa 02 é a de maior


valor agregado (Caso 01: R$ 7.186 mil e Caso 02: R$ 7.387 mil), sendo a opção de
menor risco (Caso 01: CVvpl = 10,3% e Caso 02: CVvpl = 6,1%) e menor sensibilidade
à variação de mercado (Caso 01: DVvpl = R$ 739 mil e Caso 02: DVvpl = R$ 448 mil).
A alternativa 01, relativa à ampliação inicial da transformação de 138-34,5 KV
para atendimento ao município de NAZ através da construção de uma nova fonte 34,5-
13,8 KV, possui maior risco nos dois casos (Caso 01: CVvpl = 13,5% e Caso 02: CVvpl
= 15,0%).
Ressalta-se também a importância do período de análise, onde uma avaliação de
curto prazo poderá sinalizar um plano de investimentos de menor valor agregado (vide
gráfico da Figura 4.9).

54
É oportuno destacar que a análise foi desenvolvida considerando-se basicamente o
crescimento vegetativo da região. Em caso de crescimentos marginais (grandes
indústrias) aos percentuais projetados, faz-se necessário o desenvolvimento de uma
nova avaliação. Para situações como esta, análises específicas devem ser realizadas no
ano da ocorrência, o que não está contemplado neste estudo.
Constatou-se, que em raras exceções, a alternativa 01 (construção inicial da SE
NAZ) apresentou melhores resultados conforme pode-se observar na Tabela 5.3. Esses
casos particulares coincidem com uma maior taxa de aumento dos valores planejados de
crescimento do mercado de BJP em relação a NAZ. Caso algumas dessas situações
sejam consolidadas, pode-se, através do cronograma de investimentos propostos,
realizar uma correção de direção das obras sem maiores prejuízos.
A alternativa 02 prevê um plano de expansão mais otimizado, pois possibilita a
migração para alternativa 01 com prejuízos minimizados em relação ao projeto de
planejamento do sistema elétrico em estudo.
Pelas características elétricas do sistema da região, essa opção nos permite o
atendimento da região de NAZ através da simples expansão do sistema de 13,8 KV
(isolado para 34,5 KV) e instalação de equipamentos de correção de tensão (RT´s).
O planejamento proposto está aberto a várias opções de otimização, como
exemplo pode-se evidenciar outra possibilidade alternativa à ampliação da
transformação 138-13,8 KV, TR-01 de 15/18,75 MVA para 25/33,33 MVA, que
contempla a instalação do segundo bay de transformação utilizando-se outro
transformador de 15/18,75 MVA proveniente de rodízio devido a ampliação de outras
SE´s. Neste exemplo ter-se-ia um maior valor agregado para a alternativa 02 sob os
pontos de vistas técnico e econômico.
O estudo considerado não contempla o plano de investimentos no sistema de baixa
tensão, logo para efeito de valor financeiro agregado real, os VPLs não podem ser
utilizados, uma vez que sua finalidade é a comparação entre valores agregados previstos
para as alternativas propostas. A inserção destes investimentos não alteraria a conclusão
do estudo.

55
6. CONCLUSÃO

O objetivo deste trabalho foi demonstrar uma metodologia para escolha da melhor
opção de investimento para expansão do sistema elétrico através de utilização de
técnicas de engenharia econômica em longo prazo.
Além das análises técnicas para verificação dos critérios de disponibilidade,
carregamento e queda de tensão realizadas através de simulações (DIgSILENT, 2000),
apresentadas no capítulo 3, pode-se verificar a aplicação da engenharia econômica e
métodos de análise de sensibilidade com quantificação dos riscos para auxiliar nas
escolhas de investimentos em empreendimentos de expansão do sistema elétrico de
distribuição.
Esta aplicação é muito importante, principalmente nas análises de médio e longo
prazo envolvendo diretamente as perdas técnicas de energia das alternativas em estudo.
Para análise econômica, foi desenvolvida uma planilha em EXCEL
(MICROSOFT, 2003) no qual os métodos apresentados no capítulo 2 foram inseridos
gerando os resultados apresentados nos capítulos 4 e 5.
Com este estudo, pode-se concluir que é necessário avaliar a longo prazo os altos
investimentos de determinadas regiões considerando os critérios técnicos aceitáveis e
regulados, o retorno do investimento, os riscos associados a cada alternativa utilizando
análise econômica com fatores de probabilidade e custo de perdas técnicas obtidas
através de simulações.
Estas análises podem ser atualizadas anualmente mantendo o período previsto,
onde as principais variáveis (taxas, preços, previsão de mercado, etc.) podem ser
alteradas permitindo que seja realizada nova simulação e avaliação do plano de
investimento.
Foram apresentados os resultados parciais deste estudo no Simpósio Brasileiro de
Sistemas Elétricos (CANDIAN; FELTRIN, 2008), em abril de 2008.

56
Para sequência deste trabalho, pode-se alterar outras variáveis que influenciam a
análise econômica e sensibilidade do sistema elétrico, que neste estudo foi utilizado o
mercado de energia e inserir variações do crescimento de mercado diferentes ao longo
do horizonte previsto.

57
7. REFERÊNCIAS

CANDIAN, F. J.; PADILHA-FELTRIN, A. Utilização de análise econômica com


fatores de riscos na expansão de sistemas de distribuição. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO
DE SISTEMAS ELÉTRICOS. SBSE, 2008, Belo Horizonte, Anais.. Belo Horizonte:
[s.n], 2008.
CANDIAN, F. J.; PADILHA-FELTRIN, A. Utilização de análise econômica com
fatores de riscos na expansão de sistemas de distribuição. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO
DE SISTEMAS ELÉTRICOS- SBSE, 2008, Belo Horizonte, Anais.. Belo Horizonte:
[s.n], 2008.
CASAROTTO, N.; KOPITTKE, B. H. Análise de investimentos: matemática financeira,
engenharia econômica, tomada de decisão, estratégia empresarial. 8. ed. São Paulo:
Atlas, 1998.
CIPOLI, J. A. Engenharia de Distribuição. Rio de Janeiro: Ed. Qualitymark, 1993. 340
p.
COMITÊ DE DISTRIBUIÇÃO - CODI. Método para determinação, análise e
otimização das perdas técnicas em sistemas de distribuição. Rio de Janeiro: Eletrobrás.
1996. (Doc. Técnico, CODI-3.2.19.34).
CORREA, E. L.. A viabilidade econômica do gás natural. 2002. 83 f. Dissertação
(Mestrado em Engenharia de Produção) – Faculdade de Engenharia de Produção,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002.
DE FRANCISCO, W. Matemática financeira. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1985.
DIgSILENT: power factory. 13.0. Gomaringen, Germany: Digital Simulation and
Electrical Network Calculation Program, 2000. (Software).
ELETROBRÁS. Planejamento de sistemas de distribuição. Rio de Janeiro: Editora
Campus ,1982. v.1 Coleção distribuição de energia elétrica.
FLETCHER, R. H.; STRUNZ, K.. Optimal distribution system horizon planning - part
I: Formulation. IEEE Transactions on Power Systems, New York, v.22, n.2, p.791-799,
2007.
FLETCHER, R. H.; STRUNZ, K.. Optimal distribution system horizon planning - part
II: Application. IEEE Transactions on Power Systems, New York, v.22, n.2, p.862-870,
2007.
GONEN, T. Electric power distribution system engineering. 2. ed. Boca Raton FL
EUA: CRC Press, 2008.

58
HIRSCHFELD, H. Engenharia econômica e análise de custos. 6. ed. São Paulo: Atlas,
1998.
LAPPONI, J. C. Projetos de investimento. São Paulo: Lapponi, 1999.
MICROSOFT Office Excel 2003 (11.8211.8202) SP3. (s.l.): Microsoft Corporation,
2003. (Software).
OLIVEIRA, M. E.; PADILHA-FELTRIN, A.; OLIVEIRA, S. A.; CAMARGO, D. B.;
CANDIAN, F. J.; PEREIRA, M. A. Metodologia para calcular indicadores de perdas
técnicas na distribuição. In: CIDEL. Buenos Aires: [s.n], 2006.
PAREJA, I. V. Construction of cashflow a pedagogical.[s.l.]:[s.n], 1999. p. (note)

59
8. APÊNDICE A – Terminologia (Diretrizes de
Planejamento)

Para clareza de entendimento da diretriz são definidos alguns termos técnicos


comumente utilizados:

- SISTEMA ELÉTRICO - circuito elétrico ou conjunto de circuitos elétricos de


distribuição interrelacionados que possibilitam o transporte de energia elétrica.

- SUBESTAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO - parte de um sistema elétrico, dotado de


dispositivos de manobras, controle, proteção e transformação, da qual derivam os
alimentadores.

- ALIMENTADOR - rede elétrica destinada a levar energia de uma subestação de


distribuição, através das redes primárias que suprem os transformadores de
distribuição.

- REDE PRIMÁRIA - parte de um alimentador que supre diretamente ou por


intermédio de ramais primários os transformadores de distribuição.

- REDE SECUNDÁRIA - rede elétrica destinada a transportar energia dos


transformadores de distribuição aos pontos de consumo (clientes).

- TRANSFORMADOR DE DISTRIBUIÇÃO - transformador de potência utilizado


em sistemas de distribuição para atendimento de clientes em baixa tensão (ex.: TR
13,8 KV – 0,220 KV).

- CARGA INSTALADA - somatória das potências nominais das cargas ligadas ao


sistema elétrico.

- CONSUMO - quantidade de energia elétrica absorvida em um dado intervalo de


tempo.

- DEMANDA - quantidade de potência da carga utilizada durante um intervalo de


tempo definido.

- DEMANDA MÁXIMA - maior demanda verificada durante um intervalo de


tempo especificado.

- FATOR DE CARGA - relação entre a demanda média de potência e a demanda


máxima ocorrida em um determinado período de tempo.

60
- FATOR DE DEMANDA - relação entre a demanda máxima de potência e a sua
correspondente carga instalada.

- FATOR DE POTÊNCIA - relação entre a potência ativa e a potência aparente.

- QUEDA DE TENSÃO - é a diferença entre as tensões elétricas existentes entre


dois pontos de um circuito elétrico, observado num mesmo instante. OBS.: Para
efeito desta diretriz em particular, os valores citados nas análises e simulações
elétricas dizem respeito a “QUEDA DE TENSÃO BALANCEADA”;

- RAMAL DE LIGAÇÃO - conjunto de condutores e acessórios que liga uma rede


secundária de distribuição a uma ou mais unidades de consumo.

- MERCADO DE ENERGIA – demanda consumida pelos clientes (KW).

61
9. APÊNDICE B – Estudo Elétrico e Simulações

Neste apêndice será apresentada a metodologia utilizada para simulações


técnicas das alternativas e as características elétricas dos equipamentos. Foi utilizado o
software (DIgSILENT, 2000) para as simulações do fluxo de carga utilizando o
diagrama unifilar e componentes elétricos abaixo:

- - - - - - => equipamentos e rede novos

Figura B.1 – Diagrama Unifilar do Sistema Elétrico.

62
Nas Figuras B.2 a B.7 são demonstradas as entradas de dados do software
(DIgSILENT, 2000) contendo as características técnicas dos transformadores das
subestações.

Figura B.2 – Transformador TR-01 de 15/18,75 MVA – 138-13,8 KV.

Figura B.3 – Transformador TR-02 de 25/33 MVA – 138-13,8 KV.

Figura B.4 – Transformador TR-03 de 12,5 MVA – 138-34,5 KV.


63
Figura B.5 – Transformador TR-04 de 12,5 MVA – 138-34,5 KV.

Figura B.6 – Transformador TR-05 de 40 MVA – 138-34,5 KV.

Figura B.7 – Transformador TR-06 de 5/6,25 MVA – 34,5-13,8 KV.

64
Na Figura B.8 é demonstrada a entrada de dados do software (DIgSILENT,
2000) contendo as características técnicas dos condutores primários.

Figura B.8 – Condutores Primários.

Na Figura B.9 é demonstrada a entrada de dados do software (DIgSILENT,


2000) contendo as características técnicas dos reguladores de tensão.

Figura B.9 – Regulador de Tensão 200 A – 2 equipamentos e 3 equipamentos.

65
Na Figura B.10 é demonstrada a entrada de dados do software (DIgSILENT,
2000) contendo as características técnicas do banco de capacitores.

Figura B.10 – Banco de Capacitores (1.200 KVAr).

A Figura B.11 representa a simulação do sistema elétrico atual e a Figura B.12, a


simulação para o ano 2014 sinalizando a primeira necessidade de melhoria no sistema
elétrico.
Nas Figuras B.13 a B.15 são demonstradas as simulações do sistema elétrico
com as principais obras da alternativa 01 para os anos que necessitam de melhorias.
Nas Figuras B.16 a B.18 são demonstradas as simulações do sistema elétrico
com as principais obras da alternativa 02 para os anos que necessitam de melhorias.

66
Na Figura B.11, é mostrado o resultado do fluxo de potência considerando as cargas atuais (ano 2008). Observa-se que o sistema se comporta sem problemas de queda de tensão e carregamento.

DIgSILENT
Station1/SE BJP
138.000 kV
1.000 p.u. 15.314 MVA

TR3_12.5MVA_138-34.5kV

TR4_12.5MVA_138-34.5kV
-0.000 deg 13.658 MW 27.670 MVA
6.927 Mvar 6.963 MVA 5.691 MVA 24.853 MW

TR2_33.3MVA_138-13.8kV
0.064 kA 5.615 MW 5.579 MW 12.166 Mvar

TR1_18.75MVA_138-13.8kV
81.677 % 4.116 Mvar 1.122 Mvar 0.116 kA

TR5_40MVA_138-34.5kV
0.892 0.029 kA 0.024 kA 0.898
0.062 MW 55.701 % 45.526 %
0.807 0.980
0.011 MW 0.007 MW
-2
-3 0.000 MVA
-2 -0.000 MW -1 0.000 MVA 0
0.000 Mvar -0.000 MW
0.000 kA 0.000 Mvar
14.775 MVA 55.701 %
-13.596 MW 0.000 kA
-1.000 45.526 %
-5.783 Mvar 0.011 MW
0.617 kA Station7/Tercia.. 6.789 MVA 5.649 MVA -1.000
81.677 % -5.605 MW -5.572 MW 0.007 MW
-0.920
0.000 kV -3.831 Mvar Station4/Tercia.. -0.930 Mvar
0.000 p.u.
0.062 MW 0.000 deg 0.114 kA 0.095 kA
Station3/Barra 13.8kV 19.898 kV
45.526 % Station5/Terci.. Station8/Terci..
55.701 % 0.999 p.u.
13.835 kV -0.826 27.933 deg -0.986 19.924 kV 0.000 kV

1.003 p.u. 5.468 MVA 0.011 MW 0.007 MW 1.001 p.u. 0.000 p.u.
0.000 deg Station2/Barra 34.5kV
0.000 MVA 27.952 deg
-33.880 deg 5.034 MW 0.000 MW
-0.000 Mvar
9.307 MVA 2.135 Mvar 34.500 kV
8.562 MW 0.228 kA
0.000 kA
0.000 %
34.500 kV 1.000 p.u.

3.648 Mvar 45.638 % 1.000 1.000 p.u. -1.893..


12.148 MVA 0.000 ..
0.000 MW
0.388 kA 0.921 -1.893 deg 11.176 MW 0.000 ..
-0.000..
4.761 Mvar 0.000 kA
0.00 km
#AL 336

0.000 MW

#AL 336
0.00 km
0.000 %
0.920 0.203 kA 1.000
0.000 ..
0.000 MW SE_13.8_2008 SE_13.8_2009 SE_13.8_2010 SE_13.8_2011 SE_13.8_2012 SE_13.8_2013 SE_13.8_2014 SE_13.8_2015 SE_13.8_2016 SE_13.8_2017 SE_13.8_2018 SE_13.8_2019 SE_13.8_2020 SE_13.8_2021 SE_13.8_2022 SE_13.8_2023 SE_13.8_2024
5.468 MVA 0.920

#AL 336_34.5
0.000 MVA
-5.034 MW 0.000 MW

0.00 km
-0.000 MW
0.000 Mvar
-2.135 Mvar 0.000 kA
SE_13.8-Atual 0.228 kA 0.000 %
-1.000
45.638 % 0.000 MW
SE_34.5-Atual SE_34.5_2008 SE_34.5_2009 SE_34.5_2010 SE_34.5_2011 SE_34.5_2012 SE_34.5_2013 SE_34.5_2014 SE_34.5_2015 SE_34.5_2016 SE_34.5_2017 SE_34.5_2018 SE_34.5_2019 SE_34.5_2020 SE_34.5_2021 SE_34.5_2022
-0.921 Station9/Ano 2019 a 2026 0.000 ..
0.000 MW -0.000..
Station6/Barra AL's_13.8k.. 13.835 kV
1.003 p.u.
0.000 ..
0.000 kA
-33.880 deg 0.000 %
13.834 kV -1.000
0.000 ..
1.002 p.u. Ano 2017 a 2026
-33.880 deg 5.468 MVA
5.034 MW 34.500 kV
2.135 Mvar 1.000 p.u.
-1.893 deg
0.228 kA
45.638 % 12.00 km
0.921 #AL 336_34.5
0.012 MW SE_13.8_2025 SE_13.8_2026 SE_13.8_2027 SE_13.8_2028 SE_13.8_2029 SE_13.8_2030 SE_13.8_2031 SE_13.8_2032 SE_13.8_2033 SE_13.8_2034
#AL 336
0.40 km

5.447 MVA
-5.022 MW
-2.111 Mvar SE_34.5_2023 SE_34.5_2024 SE_34.5_2025 SE_34.5_2026 SE_34.5_2027 SE_34.5_2028 SE_34.5_2029 SE_34.5_2030 SE_34.5_2031 SE_34.5_2032 SE_34.5_2033 SE_34.5_2034
0.228 kA
45.638 % 10.00 km
-0.922 #AL 336 0
0.012 MW 2.633 MVA
CC 07230 -2.601 MW AT_SE NAZ
-0.413 Mvar
13.782 kV 0.108 kA 0.000 kV
0.999 p.u. 21.542 % 0.000 p.u.
-34.071 deg 4.561 MVA -0.988 RT - 200A - 3eqs 0.000 deg
0.900 MVA 4.257 MW 0.012 MW
0.765 MW 1.637 Mvar
0.474 Mvar 0.191 kA CC 00895 BRT-novo

0.000 p.u.
0.000 deg
0.000 kV
0.038 kA 38.209 %

ART-novo
0.933 14.114 kV 13.747 kV

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV
0.850 0.031 MW Empresa 02 1.023 p.u. 0.996 p.u.
0.000 MW -37.212 deg -38.071 deg 0.000 MVA
#AL 336

-0.000 MW
1.50 km

0.230 MVA 0.726 MVA 1.791 MVA


0.196 MW 0.617 MW 1.788 MW 0.000 Mvar
0.121 Mvar 0.384 Mvar -0.092 Mvar 0.000 kA 0 0
4.508 MVA 0.150 MVA 1.80 km 0.000 %
Empresa 05 0.127 MW 0.009 kA 0.030 kA 0.073 kA #AL 2/0
-4.226 MW 13.203 % 32.556 % -1.000
-1.572 Mvar 0.079 Mvar 0.000 MW
0.006 kA 0.850 0.849 0.999

#AL 336
2.00 km
0.191 kA 0.000 MW 0.004 MW 0.022 MW
38.209 % 2.058 MVA
-0.937 0.850 0.000 MVA
0.000 MW -1.744 MW
0.031 MW 2.50 km -1.093 Mvar 0.000 MW
CO 3502 #AL 2/0 0.086 kA -0.000 Mvar
38.411 % 0.000 kA
Empresa 07 0.000 %
-0.847
2.50 km
13.625 kV

#AL 2/0
0.987 p.u. 0.022 MW 1.000
0.115 MVA 0.130 MVA 4.122 MVA 0.000 MW
-34.700 deg 0.098 MW 0.111 MW 3.890 MW CF01796 - MT_SE NAZ
0.061 Mvar 0.068 Mvar 1.363 Mvar 1.770 MVA 2.088 MVA
0.005 kA 0.006 kA 0.175 kA -1.766 MW 1.766 MW
34.933 % 0.112 Mvar 1.114 Mvar 13.747 kV
0.850 0.850 0.944 0.073 kA 0.086 kA 0.996 p.u. 1.438 MVA
0.000 MW 0.000 MW 0.017 MW 32.556 % 38.411 % -38.071 deg 1.217 MW
-0.998 0.620 MVA
1.00 km
#AL 336

0.721 MVA 0.846 0.766 Mvar


-0.613 MW 0.022 MW 0.022 MW 0.527 MW
0.060 kA 0.327 Mvar
-0.380 Mvar 26.839 %
4.094 MVA 0.030 kA CC02641 0.026 kA
0.846

2.50 km
#AL 2/0
-3.872 MW 13.203 % 0.015 MW
Empresa 04 Empresa 03 -1.327 Mvar -0.850 0.850
13.948 kV 0.000 MW
0.175 kA 0.004 MW 1.011 p.u.
34.933 % 1.418 MVA
-37.916 deg -1.201 MW
-0.946 B15 1.226 MVA
0.017 MW -0.000 MW -0.752 Mvar
CC 01790 0.060 kA
14.019 kV -1.226 Mvar
0.051 kA 26.839 %
1.016 p.u. -0.848 CARGA 3
13.531 kV -37.286 deg
0.981 p.u. 0.350 MVA 0.371 MVA -0.000 RL03929 0.015 MW
-35.098 deg 4.025 MVA 0.298 MW 0.315 MW 0.000 MW
1.80 km
#AL 336

0.070 MVA 0.000 MVA 3.813 MW 0.184 Mvar 0.196 Mvar


0.060 MW 0.000 MW 1.290 Mvar 1 13.553 kV
0.014 kA 0.015 kA 0.982 p.u.
0.037 Mvar 0.000 Mvar 0.172 kA 6.796 % 0.768 MVA
0.003 kA 0.000 kA 34.351 % -38.223 deg 0.649 MW
0.850 0.850 0.650 MVA
0.947 0.000 MW 0.001 MW 0.553 MW 0.410 Mvar
0.850 0.050 MW 6.30 km
1.000 0.033 kA
3.00 km
#AL 336

0.342 Mvar #AL 2/0


0.000 MW 0.000 MW 0.028 kA 14.532 %
0.845 0.753 MVA
3.945 MVA CARGA 1 0.850 0.011 MW -0.638 MW
1 -3.763 MW 0.000 MW -0.400 Mvar
2.50 km
#AL 2/0

-1.185 Mvar 0.033 kA


Empresa 01
0.172 kA 14.532 %
34.351 % -0.847
-0.954 CARGA 4 0.011 MW
0.050 MW

ART-1_CF 04542 0.370 MVA ART-2_CF 0731..


-0.315 MW
13.260 kV -0.195 Mvar 13.287 kV
0.961 p.u. 0.015 kA 0.963 p.u.
-36.310 deg 3.945 MVA -38.433 deg 0.753 MVA
3.763 MW 6.796 %
-0.850 0.638 MW
1.185 Mvar 0.400 Mvar
0.172 kA 0.001 MW
0.033 kA
85.886 % 32.564 %
0.954 B15(1)
0.847
RT - 200A - 2eqs

0.003 MW 0.000 MW
13.970 kV

RT_100 A
1.012 p.u.
-11 -37.325 deg -7
0.370 MVA
0.315 MW
0.195 Mvar 0.750 MVA
3.932 MVA 0.015 kA -0.637 MW
-3.760 MW -0.395 Mvar
-1.149 Mvar 0.850 0.030 kA
0.160 kA 0.000 MW 32.564 %
85.886 % -0.850
-0.956 0.000 MW
BRT-1_CC 00684 0.003 MW BRT2

14.199 kV 14.199 kV
1.029 p.u. CARGA 2 1.029 p.u. 0.750 MVA
-36.722 deg 1.350 MVA -68.533 deg
1.148 MW 2.649 MVA 0.637 MW
0.711 Mvar 2.612 MW 0.395 Mvar
0.055 kA 0.438 Mvar 0.030 kA
0.108 kA
0.850 21.542 % 0.850
0.000 MW 0.986 0.000 MW
0.012 MW

CARGA 5
Empresa 06

Figura B.11 – Simulação: 2008 – sem obra.


67
Na Figura B.12 é mostrado o resultado do fluxo de potência considerando o crescimento de mercado até o ano 2014 (sem obra). Observa-se sobrecarga nos TRs 01, 03 e 04 e no RT-200 A e queda de tensão nas barras antes dos
RTs.

DIgSILENT
Station1/SE BJP
138.000 kV
1.000 p.u. 20.845 MVA

TR3_12.5MVA_138-34.5kV

TR4_12.5MVA_138-34.5kV
0.000 deg 18.150 MW 44.786 MVA
10.252 Mvar 11.554 MVA 12.506 MVA 39.530 MW

TR2_33.3MVA_138-13.8kV
0.087 kA 10.774 MW 10.606 MW 21.051 Mvar

TR1_18.75MVA_138-13.8kV
111.173 % 4.173 Mvar 6.626 Mvar 0.187 kA

TR5_40MVA_138-34.5kV
0.871 0.048 kA 0.052 kA 0.883
0.097 MW 92.433 % 100.047 %
0.933 0.848
0.030 MW 0.034 MW
-2
-4 0.000 MVA
-2 -0.000 MW -3 0.000 MVA 0
0.000 Mvar -0.000 MW
0.000 kA 0.000 Mvar
19.825 MVA 92.433 %
-18.053 MW 0.000 kA
-1.000 100.047 %
-8.193 Mvar 0.030 MW
0.827 kA Station7/Tercia.. 11.265 MVA 12.008 MVA -1.000
111.173 % -10.745 MW -10.572 MW 0.034 MW
-0.911
0.000 kV -3.385 Mvar Station4/Tercia.. -5.695 Mvar
0.000 p.u.
0.097 MW 0.000 deg 0.189 kA 0.201 kA
Station3/Barra 13.8kV 19.914 kV
100.047 % Station5/Terci.. Station8/Terci..
92.433 % 1.000 p.u.
-0.954 26.011 deg -0.880 19.891 kV 0.000 kV
13.835 kV
7.357 MVA 0.030 MW 0.034 MW 0.999 p.u. 0.000 p.u.
Station2/Barra 34.5kV
1.003 p.u. 0.000 MVA 25.997 deg 0.000 deg
-35.074 deg 6.574 MW 0.000 MW
3.303 Mvar -0.000 Mvar
12.477 MVA 0.000 kA 34.500 kV 34.500 kV
0.307 kA 11.479 MW 0.000 % 1.000 p.u.
61.404 % 1.000 1.000 p.u. -3.682..
4.890 Mvar 0.000 MW
-3.682 deg
0.000 ..
0.000 ..
0.894 0.521 kA 23.170 MVA -0.000..
#AL 336

0.000 kA
0.00 km

0.000 MW

#AL 336
0.00 km
21.316 MW 0.000 %
0.920 9.081 Mvar
1.000
0.000 ..
SE_13.8_2008 SE_13.8_2009 SE_13.8_2010 SE_13.8_2011 SE_13.8_2012 SE_13.8_2013
0.000 MW SE_13.8_2015 SE_13.8_2016 SE_13.8_2017 SE_13.8_2018 SE_13.8_2019 SE_13.8_2020 SE_13.8_2021 SE_13.8_2022 SE_13.8_2023 SE_13.8_2024 0.388 kA
7.357 MVA

#AL 336_34.5
0.000 MVA
-6.574 MW

0.00 km
-0.000 MW
0.000 Mvar 0.920
-3.303 Mvar 0.000 kA 0.000 MW
SE_13.8-Atual 0.307 kA SE_13.8_2014 0.000 %
-1.000
61.404 % 0.000 MW
SE_34.5-Atual SE_34.5_2008 SE_34.5_2009 SE_34.5_2010 SE_34.5_2011 SE_34.5_2012 SE_34.5_2013 SE_34.5_2015 SE_34.5_2016 SE_34.5_2017 SE_34.5_2018 SE_34.5_2019 SE_34.5_2020 SE_34.5_2021 SE_34.5_2022
-0.894 Station9/Ano 2019 a 2026 0.000 ..
0.000 MW SE_34.5_2014 -0.000..
Station6/Barra AL's_13.8k.. 13.835 kV
1.003 p.u.
0.000 ..
0.000 kA
-35.074 deg 0.000 %
13.834 kV -1.000
0.000 ..
1.002 p.u. Ano 2017 a 2026
-35.074 deg 7.357 MVA
6.574 MW 34.500 kV
3.303 Mvar 1.000 p.u.
-3.682 deg
0.307 kA
61.404 % 12.00 km
0.894 #AL 336_34.5
0.021 MW SE_13.8_2025 SE_13.8_2026 SE_13.8_2027 SE_13.8_2028 SE_13.8_2029 SE_13.8_2030 SE_13.8_2031 SE_13.8_2032 SE_13.8_2033 SE_13.8_2034
0.40 km
#AL 336

7.318 MVA
-6.552 MW
-3.258 Mvar SE_34.5_2023 SE_34.5_2024 SE_34.5_2025 SE_34.5_2026 SE_34.5_2027 SE_34.5_2028 SE_34.5_2029 SE_34.5_2030 SE_34.5_2031 SE_34.5_2032 SE_34.5_2033 SE_34.5_2034
0.307 kA
61.404 % 10.00 km
-0.895 #AL 336 0
0.021 MW 3.505 MVA
CC 07230 -3.377 MW AT_SE NAZ
-0.936 Mvar
13.761 kV 0.144 kA 0.000 kV
0.997 p.u. 28.766 % 0.000 p.u.
-35.311 deg 6.167 MVA -0.964 RT - 200A - 3eqs 0.000 deg
1.157 MVA 5.569 MW 0.021 MW
0.983 MW 2.649 Mvar
0.609 Mvar 0.259 kA CC 00895 BRT-novo

0.000 p.u.
0.000 deg
0.000 kV
0.049 kA 51.746 %

ART-novo
0.903 14.069 kV 13.550 kV

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV
0.850 0.057 MW Empresa 02 1.019 p.u. 0.982 p.u.
0.000 MW -39.266 deg -40.234 deg 0.000 MVA
#AL 336

-0.000 MW
1.50 km

0.296 MVA 0.936 MVA 2.348 MVA


0.252 MW 0.795 MW 2.331 MW 0.000 Mvar
0.156 Mvar 0.495 Mvar 0.285 Mvar 0.000 kA 0 0
6.064 MVA 0.193 MVA 1.80 km 0.000 %
Empresa 05 0.164 MW 0.012 kA 0.038 kA 0.096 kA #AL 2/0
-5.511 MW 17.080 % 42.832 % -1.000
-2.530 Mvar 0.102 Mvar -0.000 MW
0.008 kA 0.850 0.849 0.993

#AL 336
2.00 km
0.259 kA 0.000 MW 0.006 MW 0.039 MW
51.746 % 2.662 MVA
-0.909 0.850 0.000 MVA
0.000 MW -2.254 MW
0.057 MW 2.50 km -1.416 Mvar 0.000 MW
CO 3502 #AL 2/0 0.113 kA -0.000 Mvar
50.400 % 0.000 kA
Empresa 07 0.000 %
-0.847
2.50 km
#AL 2/0
13.532 kV
0.981 p.u. 0.039 MW 1.000
0.148 MVA 0.167 MVA 5.561 MVA -0.000 MW
-36.097 deg 5.080 MW CF01796 - MT_SE NAZ
0.126 MW 0.142 MW
0.078 Mvar 0.088 Mvar 2.262 Mvar 2.306 MVA 2.713 MVA
0.006 kA 0.007 kA 0.237 kA -2.292 MW 2.292 MW
47.448 % -0.249 Mvar 1.452 Mvar 13.550 kV
0.850 0.850 0.914 0.096 kA 0.113 kA 0.982 p.u. 1.865 MVA
0.000 MW 0.000 MW 0.032 MW 42.832 % 50.400 % -40.234 deg 1.576 MW
-0.994 0.797 MVA
1.00 km
#AL 336

0.928 MVA 0.845 0.996 Mvar


-0.789 MW 0.039 MW 0.677 MW
0.039 MW 0.079 kA
-0.489 Mvar 0.420 Mvar
35.308 % 0.034 kA
5.504 MVA 0.038 kA CC02641 0.845

2.50 km
#AL 2/0
-5.048 MW 17.080 % 0.026 MW
Empresa 04 Empresa 03 -2.195 Mvar -0.850 0.850
13.813 kV 0.000 MW
0.237 kA 0.006 MW 1.001 p.u.
47.448 % 1.829 MVA
-40.031 deg -1.550 MW
-0.917 B15 1.202 MVA
0.032 MW -0.000 MW -0.972 Mvar
CC 01790 0.079 kA
13.945 kV -1.202 Mvar
0.050 kA 35.308 %
1.010 p.u. -0.847 CARGA 3
13.395 kV -39.363 deg
0.971 p.u. 0.450 MVA 0.478 MVA -0.000 RL03929 0.026 MW
-36.597 deg 5.415 MVA 0.382 MW 0.406 MW 0.000 MW
1.80 km
#AL 336

0.090 MVA 0.000 MVA 4.971 MW 0.237 Mvar 0.252 Mvar


0.077 MW 0.000 MW 2.148 Mvar 1 13.295 kV
0.019 kA 0.020 kA 0.963 p.u.
0.047 Mvar 0.000 Mvar 0.233 kA 8.799 % 0.993 MVA
0.004 kA 0.000 kA 46.680 % -40.436 deg 0.839 MW
0.850 0.850 0.836 MVA
0.918 0.000 MW 0.002 MW 0.711 MW 0.531 Mvar
0.093 MW 6.30 km
0.850 1.000 0.043 kA
3.00 km
#AL 336

0.440 Mvar #AL 2/0


0.000 MW 0.000 MW 0.036 kA 19.173 %
0.845 0.967 MVA
5.255 MVA CARGA 1 0.850 0.020 MW -0.820 MW
1 -4.878 MW 0.000 MW -0.513 Mvar
2.50 km
#AL 2/0

-1.953 Mvar 0.043 kA


Empresa 01
0.233 kA 19.173 %
46.680 % -0.848
-0.928 CARGA 4 0.020 MW
0.093 MW

ART-1_CF 04542 0.476 MVA ART-2_CF 0731..


-0.405 MW
12.998 kV -0.251 Mvar 12.944 kV
0.942 p.u. 0.020 kA 0.938 p.u.
-38.138 deg 5.255 MVA -40.720 deg 0.967 MVA
4.878 MW 8.799 %
-0.850 0.820 MW
1.953 Mvar 0.513 Mvar
0.233 kA 0.002 MW
0.043 kA
116.711 % 42.963 %
0.928 B15(1)
0.848
RT - 200A - 2eqs

0.005 MW 0.000 MW
13.881 kV

RT_100 A
1.006 p.u.
-14 -39.413 deg -10
0.476 MVA
0.405 MW
0.251 Mvar 0.964 MVA
5.229 MVA -0.819 MW
0.020 kA
-4.873 MW -0.508 Mvar
-1.894 Mvar 0.850 0.039 kA
0.213 kA 0.000 MW 42.963 %
116.711 % -0.850
-0.932 0.000 MW
0.005 MW
BRT-1_CC 00684 BRT2

14.199 kV 14.199 kV
1.029 p.u. CARGA 2 1.029 p.u. 0.964 MVA
-38.667 deg 1.735 MVA -70.848 deg
1.475 MW 3.537 MVA 0.819 MW
0.914 Mvar 3.399 MW 0.508 Mvar
0.071 kA 0.980 Mvar 0.039 kA
0.144 kA
0.850 28.766 % 0.850
0.000 MW 0.961 0.000 MW
0.021 MW

CARGA 5
Empresa 06

Figura B.12 – Simulação: 2014 – sem obra.


68
Na Figura B.13 é mostrado o resultado do fluxo de potência considerando o crescimento de mercado até o ano 2014 (com obra - ALT-01: construção de 12 Km de rede compacta em 34,5 KV e nova fonte de 34,5-13,8 KV com
um transformador de 5/6,25 MVA conectando-se no final do AL-08 para atender as cargas da região de NAZ. Troca do TR-03 e TR-04 - 138-34,5 KV de 12,5MVA por 40MVA).

DIgSILENT
Station1/SE BJP
138.000 kV
1.000 p.u. 17.423 MVA

TR3_12.5MVA_138-34.5kV

TR4_12.5MVA_138-34.5kV
0.000 deg 15.631 MW 44.743 MVA
7.696 Mvar 27.343 MVA 39.329 MW

TR2_33.3MVA_138-13.8kV
0.073 kA 23.698 MW 21.335 Mvar

TR1_18.75MVA_138-13.8kV
92.923 % 13.639 Mvar 0.187 kA

TR5_40MVA_138-34.5kV
0.897 0.114 kA 0.879
0.075 MW 68.356 %
0.867
0.105 MW
-2
-3
-2 0 -4 0.000 MVA
-0.000 MW
16.756 MVA 0.000 Mvar
-15.557 MW 0.000 kA
-6.225 Mvar 68.356 %
0.699 kA Station7/Tercia.. 25.866 MVA -1.000
92.923 % -23.593 MW 0.105 MW
-0.928
0.000 kV Station4/Tercia.. -10.603 Mvar
0.000 p.u. 0.433 kA
Station3/Barra 13.8kV 0.075 MW 0.000 deg 0.000 kV Station5/Terci.. Station8/Terci..
0.000 p.u.
68.356 %
0.000 deg 0.000 kV -0.912 19.881 kV
13.835 kV 0.000 p.u. 0.105 MW 0.999 p.u.
1.003 p.u. 4.291 MVA 23.802.. Station2/Barra 34.5kV
0.000 MVA 0.000 deg
-34.430 deg 4.078 MW 0.000 MW
1.335 Mvar 12.477 MVA -0.000 Mvar
34.500 kV
0.179 kA
0.000 kA 34.500 kV
11.479 MW 0.000 %
1.000 1.000 p.u.
1.000 p.u.
-5.738..
35.813 % 4.890 Mvar -0.000 MW
0.000 ..
0.950 -5.738 deg 0.000 ..
0.521 kA 23.170 MVA -0.000..
#AL 336
0.00 km

0.000 MW 2.739 MVA 0.000 kA

#AL 336
21.316 MW

0.00 km
0.000 %
0.920 2.277 MW 9.081 Mvar
1.000
0.000 ..
0.000 MW 1.523 Mvar 0.388 kA
SE_13.8_2008 SE_13.8_2009 SE_13.8_2010 SE_13.8_2011 SE_13.8_2012 SE_13.8_2013 SE_13.8_2015 SE_13.8_2016 SE_13.8_2017 SE_13.8_2018 SE_13.8_2019 SE_13.8_2020 SE_13.8_2021 SE_13.8_2022 SE_13.8_2023 SE_13.8_2024
4.291 MVA 0.046 kA

#AL 336_34.5
0.000 MVA
-4.078 MW 9.167 %

0.00 km
-0.000 MW
0.920
-1.335 Mvar 0.000 Mvar
0.000 kA
0.831 0.000 MW
SE_13.8-Atual 0.179 kA SE_13.8_2014 0.000 % 0.014 MW
-1.000
35.813 % -0.000 MW
-0.950 Station9/Ano 2019 a 2026 SE_34.5-Atual SE_34.5_2008 SE_34.5_2009 SE_34.5_2010 SE_34.5_2011 SE_34.5_2012 SE_34.5_2013 SE_34.5_2015 SE_34.5_2016 SE_34.5_2017 SE_34.5_2018 SE_34.5_2019 SE_34.5_2020 SE_34.5_2021 SE_34.5_2022
0.000 ..
0.000 MW SE_34.5_2014 -0.000..
Station6/Barra AL's_13.8k.. 13.835 kV
1.003 p.u.
0.000 ..
0.000 kA
-34.430 deg 0.000 %
13.834 kV -1.000
0.000 ..
1.002 p.u. Ano 2017 a 2026
-34.430 deg 4.291 MVA
4.078 MW 34.500 kV
1.335 Mvar 1.000 p.u.
-5.738 deg
0.179 kA
35.813 % 12.00 km
0.950 #AL 336_34.5 2.710 MVA
0.007 MW SE_13.8_2025 SE_13.8_2026 SE_13.8_2027 SE_13.8_2028 SE_13.8_2029 SE_13.8_2030 SE_13.8_2031 SE_13.8_2032 SE_13.8_2033 SE_13.8_2034 -2.262 MW
#AL 336
0.40 km

-1.493 Mvar
0.046 kA
9.167 %
4.279 MVA -0.835
-4.070 MW 0.014 MW
-1.320 Mvar SE_34.5_2023 SE_34.5_2024 SE_34.5_2025 SE_34.5_2026 SE_34.5_2027 SE_34.5_2028 SE_34.5_2029 SE_34.5_2030 SE_34.5_2031 SE_34.5_2032 SE_34.5_2033 SE_34.5_2034
0.179 kA
35.813 % 10.00 km
-0.951 #AL 336 0
0.007 MW 1.232 MVA
CC 07230 -1.058 MW AT_SE NAZ
0.631 Mvar
13.797 kV 0.050 kA 34.140 kV
1.000 p.u. 10.011 % 0.990 p.u.
-34.593 deg 3.168 MVA -0.859 RT - 200A - 3eqs -6.095 deg
1.157 MVA 3.087 MW 0.003 MW 2.710 MVA
0.983 MW 0.711 Mvar 2.262 MW
0.609 Mvar 0.133 kA CC 00895 BRT-novo 1.493 Mvar

0.000 p.u.
0.000 deg
0.000 kV
0.048 kA 26.511 % 0.046 kA

ART-novo
0.975 14.205 kV 13.938 kV 42.105 %

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV
0.850 0.015 MW Empresa 02 1.029 p.u. 1.010 p.u. 0.835
0.000 MW -36.823 deg -37.422 deg 0.000 MVA 0.012 MW
#AL 336

-0.000 MW
1.50 km

0.296 MVA 0.936 MVA 1.282 MVA


0.252 MW 0.795 MW 0.011 MW 0.000 Mvar
0.156 Mvar 0.495 Mvar -1.282 Mvar 0.000 kA 0 0
3.146 MVA 0.193 MVA 1.80 km 0.000 %
Empresa 05 0.164 MW 0.012 kA 0.038 kA 0.052 kA #AL 2/0
-3.072 MW 16.912 % 23.154 % -1.000
-0.679 Mvar 0.102 Mvar 0.000 MW
0.008 kA 0.850 0.849 0.009

#AL 336
2.00 km
0.133 kA 0.000 MW 0.006 MW 0.011 MW
26.511 % 2.658 MVA
-0.976 0.850 0.000 MVA
0.000 MW -2.251 MW
0.015 MW 2.50 km 0.000 MW -1.413 Mvar
CO 3502 #AL 2/0 -0.000 Mvar 0.110 kA
0.000 kA 42.105 %
Empresa 07 0.000 % -0.847
2.50 km
#AL 2/0
13.703 kV
0.993 p.u. 1.000 0.012 MW
0.148 MVA 0.167 MVA 2.672 MVA 0.000 MW
-35.088 deg 2.640 MW CF01796 - MT_SE NAZ
0.126 MW 0.142 MW
0.078 Mvar 0.088 Mvar 0.412 Mvar 1.292 MVA
0.006 kA 0.007 kA 0.113 kA 0.000 MW
22.516 % 1.292 Mvar 13.938 kV
0.850 0.850 0.988 0.052 kA 1.010 p.u. 1.861 MVA
0.000 MW 0.000 MW 0.007 MW 23.154 % -37.422 deg 1.573 MW
0.000 0.797 MVA
#AL 336
1.00 km

0.928 MVA 0.994 Mvar


-0.789 MW 0.011 MW 0.677 MW
0.077 kA 0.420 Mvar
-0.489 Mvar 34.259 %
2.663 MVA 0.038 kA CC02641 0.033 kA
0.846

2.50 km
#AL 2/0
-2.633 MW 16.912 % 0.025 MW
Empresa 04 Empresa 03 -0.397 Mvar -0.850 0.850
14.320 kV 0.000 MW
0.113 kA 0.006 MW 1.038 p.u.
22.516 % 1.828 MVA
-37.329 deg -1.549 MW
-0.989 B15 1.292 MVA
0.007 MW -0.000 MW -0.971 Mvar
CC 01790 0.077 kA
14.082 kV -1.292 Mvar
0.052 kA 34.259 %
1.020 p.u. -0.847 CARGA 3
13.655 kV -36.918 deg
0.989 p.u. 0.450 MVA 0.478 MVA -0.000 RL03929 0.025 MW
-35.384 deg 2.580 MVA 0.382 MW 0.406 MW 0.000 MW
#AL 336
1.80 km

0.090 MVA 0.000 MVA 2.556 MW 0.237 Mvar 0.252 Mvar


0.077 MW 0.000 MW 0.349 Mvar 1 13.690 kV
0.018 kA 0.020 kA 0.992 p.u.
0.047 Mvar 0.000 Mvar 0.109 kA 8.712 % 0.992 MVA
0.004 kA 0.000 kA 21.819 % -37.613 deg 0.838 MW
0.850 0.850 0.836 MVA
0.991 0.000 MW 0.002 MW 0.711 MW 0.530 Mvar
0.850 0.020 MW 6.30 km
1.000 0.042 kA
#AL 336
3.00 km

0.440 Mvar #AL 2/0


0.000 MW 0.000 MW 0.035 kA 18.590 %
0.845 0.967 MVA
2.555 MVA CARGA 1 0.850 0.018 MW -0.820 MW
1 -2.536 MW 0.000 MW -0.513 Mvar
2.50 km
#AL 2/0

-0.307 Mvar 0.042 kA


Empresa 01
0.109 kA 18.590 %
21.819 % -0.848
-0.993 CARGA 4 0.018 MW
0.020 MW

ART-1_CF 04542 0.476 MVA ART-2_CF 0731..


-0.405 MW
13.519 kV -0.251 Mvar 13.350 kV
0.980 p.u. 0.020 kA 0.967 p.u.
-36.265 deg 2.555 MVA -37.880 deg 0.967 MVA
2.536 MW 8.712 %
-0.850 0.820 MW
0.307 Mvar 0.513 Mvar
0.109 kA 0.002 MW
0.042 kA
54.552 % 41.657 %
0.993 B15(1)
0.848
RT - 200A - 2eqs

0.001 MW 0.000 MW
14.019 kV

RT_100 A
1.016 p.u.
-8 -36.968 deg -7
0.476 MVA
0.405 MW
0.251 Mvar 0.964 MVA
2.551 MVA 0.020 kA -0.819 MW
-2.535 MW -0.508 Mvar
-0.288 Mvar 0.850 0.039 kA
0.104 kA 0.000 MW 41.657 %
54.552 % -0.850
-0.994 0.000 MW
BRT-1_CC 00684 0.001 MW BRT2

14.199 kV 14.199 kV
1.029 p.u. CARGA 2 1.029 p.u. 0.964 MVA
-36.548 deg 1.735 MVA -68.008 deg
1.475 MW 1.231 MVA 0.819 MW
0.914 Mvar 1.060 MW 0.508 Mvar
0.071 kA -0.626 Mvar 0.039 kA
0.050 kA
0.850 10.011 % 0.850
0.000 MW 0.861 0.000 MW
0.003 MW

CARGA 5
Empresa 06

Figura B.13 – Simulação: 2014 – com obra - ALT-01.


69
Na Figura B.14 é mostrado o resultado do fluxo de potência considerando o crescimento de mercado até o ano 2018 (sem obra). Observa-se sobrecarga no TR-01.

DIgSILENT
Station1/SE BJP
138.000 kV
1.000 p.u. 20.789 MVA

TR3_12.5MVA_138-34.5kV

TR4_12.5MVA_138-34.5kV
0.000 deg 18.428 MW 51.852 MVA
9.623 Mvar 31.082 MVA 45.132 MW

TR2_33.3MVA_138-13.8kV
0.087 kA 26.704 MW 25.529 Mvar

TR1_18.75MVA_138-13.8kV
110.875 % 15.907 Mvar 0.217 kA

TR5_40MVA_138-34.5kV
0.886 0.130 kA 0.870
0.097 MW 77.706 %
0.859
0.127 MW
-2
-4
-2 0 -5 0.000 MVA
-0.000 MW
19.830 MVA 0.000 Mvar
-18.331 MW 0.000 kA
-7.563 Mvar 77.706 %
0.828 kA Station7/Tercia.. 29.152 MVA -1.000
110.875 % -26.577 MW 0.127 MW
-0.924
0.000 kV Station4/Tercia.. -11.980 Mvar
0.000 p.u. 0.488 kA
Station3/Barra 13.8kV 0.097 MW 0.000 deg 0.000 kV Station5/Terci.. Station8/Terci..
0.000 p.u. 77.706 %
0.000 deg 0.000 kV -0.912 19.876 kV
13.835 kV 0.000 p.u. 0.127 MW 0.998 p.u.
1.003 p.u. 5.022 MVA 22.950.. Station2/Barra 34.5kV
0.000 MVA 0.000 deg
-35.175 deg 4.704 MW 0.000 MW
-0.000 Mvar
1.758 Mvar 14.812 MVA 34.500 kV
0.210 kA
0.000 kA 34.500 kV
13.627 MW 0.000 %
1.000 1.000 p.u.
1.000 p.u.
-6.531..
41.912 % 5.805 Mvar -0.000 MW 0.000 ..
0.937 -6.531 deg 0.000 ..
0.618 kA 26.027 MVA -0.000..
#AL 336
0.00 km

3.177 MVA 0.000 kA


0.000 MW

#AL 336
0.00 km
23.945 MW 0.000 %
0.920 2.632 MW 10.200 Mvar
1.000
0.000 ..
0.000 MW 1.780 Mvar 0.436 kA
SE_13.8_2008 SE_13.8_2009 SE_13.8_2010 SE_13.8_2011 SE_13.8_2012 SE_13.8_2013 SE_13.8_2015 SE_13.8_2016 SE_13.8_2017 SE_13.8_2019 SE_13.8_2020 SE_13.8_2021 SE_13.8_2022 SE_13.8_2023 SE_13.8_2024
5.021 MVA 0.053 kA

#AL 336_34.5
0.000 MVA
-4.704 MW 10.633 %

0.00 km
-0.000 MW
0.000 Mvar 0.920
-1.758 Mvar 0.000 kA 0.828 0.000 MW
SE_13.8-Atual 0.210 kA SE_13.8_2014 SE_13.8_2018 0.000 % 0.019 MW
-1.000
41.912 % -0.000 MW
SE_34.5-Atual SE_34.5_2008 SE_34.5_2009 SE_34.5_2010 SE_34.5_2011 SE_34.5_2012 SE_34.5_2013 SE_34.5_2015 SE_34.5_2016 SE_34.5_2017 SE_34.5_2019 SE_34.5_2020 SE_34.5_2021 SE_34.5_2022
-0.937 Station9/Ano 2019 a 2026 0.000 ..
0.000 MW SE_34.5_2014 SE_34.5_2018 -0.000..
Station6/Barra AL's_13.8k.. 13.835 kV
1.003 p.u.
0.000 ..
0.000 kA
-35.175 deg 0.000 %
13.834 kV -1.000
0.000 ..
1.002 p.u. Ano 2017 a 2026
-35.175 deg 5.021 MVA
4.704 MW 34.500 kV
1.758 Mvar 1.000 p.u.
-6.531 deg
0.210 kA
41.912 % 12.00 km
0.937 #AL 336_34.5 3.138 MVA
0.010 MW SE_13.8_2025 SE_13.8_2026 SE_13.8_2027 SE_13.8_2028 SE_13.8_2029 SE_13.8_2030 SE_13.8_2031 SE_13.8_2032 SE_13.8_2033 SE_13.8_2034 -2.612 MW
#AL 336
0.40 km

-1.739 Mvar
0.053 kA
10.633 %
5.005 MVA -0.832
-4.694 MW 0.019 MW
-1.737 Mvar SE_34.5_2023 SE_34.5_2024 SE_34.5_2025 SE_34.5_2026 SE_34.5_2027 SE_34.5_2028 SE_34.5_2029 SE_34.5_2030 SE_34.5_2031 SE_34.5_2032 SE_34.5_2033 SE_34.5_2034
0.210 kA
41.912 % 10.00 km
-0.938 #AL 336 0
0.010 MW 1.326 MVA
CC 07230 -1.216 MW AT_SE NAZ
0.531 Mvar
13.789 kV 0.054 kA 34.082 kV
0.999 p.u. 10.789 % 0.988 p.u.
-35.359 deg 3.709 MVA -0.917 RT - 200A - 3eqs -6.943 deg
1.332 MVA 3.562 MW 0.003 MW 3.138 MVA
1.132 MW 1.035 Mvar 2.612 MW
0.702 Mvar 0.155 kA CC 00895 BRT-novo 1.739 Mvar

0.000 p.u.
0.000 deg
0.000 kV
0.056 kA 31.060 % 0.053 kA

ART-novo
0.960 14.196 kV 13.938 kV 48.636 %

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV
0.850 0.021 MW Empresa 02 1.029 p.u. 1.010 p.u. 0.832
0.000 MW -37.853 deg -38.469 deg 0.000 MVA
0.013 MW
#AL 336
1.50 km

0.340 MVA 1.079 MVA 1.280 MVA -0.000 MW


0.289 MW 0.915 MW 0.011 MW 0.000 Mvar
0.179 Mvar 0.570 Mvar -1.280 Mvar 0.000 kA 0 0
3.677 MVA 0.222 MVA 1.80 km 0.000 %
Empresa 05 0.189 MW 0.014 kA 0.044 kA 0.052 kA #AL 2/0
-3.541 MW 19.496 % 23.139 % -1.000
-0.992 Mvar 0.117 Mvar -0.000 MW
0.009 kA 0.850 0.849 0.009

#AL 336
2.00 km
0.155 kA 0.000 MW 0.008 MW 0.011 MW
31.060 % 3.070 MVA
-0.963 0.850 0.000 MVA
0.000 MW -2.599 MW
0.021 MW 2.50 km 0.000 MW -1.634 Mvar
CO 3502 #AL 2/0 -0.000 Mvar 0.127 kA
0.000 kA 48.636 %
Empresa 07 0.000 % -0.847

2.50 km
#AL 2/0
13.671 kV
0.991 p.u. 1.000 0.013 MW
0.170 MVA 0.192 MVA 3.121 MVA -0.000 MW
-35.913 deg 3.045 MW CF01796 - MT_SE NAZ
0.145 MW 0.163 MW
0.090 Mvar 0.101 Mvar 0.684 Mvar 1.291 MVA
0.007 kA 0.008 kA 0.132 kA 0.000 MW
26.358 % 1.291 Mvar 13.938 kV
0.850 0.850 0.976 0.052 kA 1.010 p.u. 2.153 MVA
0.000 MW 0.000 MW 0.010 MW 23.139 % -38.469 deg 1.819 MW
0.000 0.917 MVA
#AL 336
1.00 km

1.068 MVA 1.151 Mvar


-0.907 MW 0.011 MW 0.779 MW
0.089 kA 0.483 Mvar
-0.563 Mvar 39.640 %
3.106 MVA 0.044 kA CC02641 0.038 kA
0.845

2.50 km
#AL 2/0
-3.035 MW 19.496 % 0.033 MW
Empresa 04 Empresa 03 -0.664 Mvar -0.850 0.850
14.311 kV 0.000 MW
0.132 kA 0.008 MW 1.037 p.u.
26.358 % 2.109 MVA
-38.359 deg -1.786 MW
-0.977 B15 1.291 MVA
0.010 MW -0.000 MW -1.121 Mvar
CC 01790 0.089 kA
14.055 kV -1.291 Mvar
0.052 kA 39.640 %
1.018 p.u. -0.847 CARGA 3
13.609 kV -37.963 deg
0.986 p.u. 0.518 MVA 0.550 MVA -0.000 RL03929 0.033 MW
-36.244 deg 3.009 MVA 0.440 MW 0.467 MW 0.000 MW
#AL 336
1.80 km

0.104 MVA 0.000 MVA 2.946 MW 0.273 Mvar 0.290 Mvar


0.088 MW 0.000 MW 0.609 Mvar 1 13.651 kV
0.021 kA 0.023 kA 0.989 p.u.
0.055 Mvar 0.000 Mvar 0.128 kA 10.039 % 1.147 MVA
0.004 kA 0.000 kA 25.527 % -38.690 deg 0.969 MW
0.850 0.849 0.962 MVA
0.979 0.000 MW 0.002 MW 0.818 MW 0.614 Mvar
0.028 MW 6.30 km
0.850 1.000 0.049 kA
3.00 km
#AL 336

0.507 Mvar #AL 2/0


0.000 MW 0.000 MW 0.041 kA 21.557 %
0.845 1.114 MVA
2.970 MVA CARGA 1 0.850 0.025 MW -0.944 MW
1 -2.918 MW 0.000 MW -0.591 Mvar
2.50 km
#AL 2/0

-0.551 Mvar 0.049 kA


Empresa 01
0.128 kA 21.557 %
25.527 % -0.848
-0.983 CARGA 4 0.025 MW
0.028 MW

ART-1_CF 04542 0.547 MVA ART-2_CF 0731..


-0.465 MW
13.435 kV -0.288 Mvar 13.257 kV
0.974 p.u. 0.023 kA 0.961 p.u.
-37.232 deg 2.970 MVA -39.000 deg 1.114 MVA
2.918 MW 10.039 %
-0.850 0.944 MW
0.551 Mvar 0.591 Mvar
0.128 kA 0.002 MW
0.049 kA
63.824 % 48.307 %
0.983 B15(1)
0.848
RT - 200A - 2eqs

0.001 MW 0.000 MW
13.982 kV

RT_100 A
1.013 p.u.
-9 -38.020 deg -7
0.547 MVA
0.465 MW
0.288 Mvar 1.110 MVA
2.964 MVA -0.944 MW
0.023 kA
-2.917 MW -0.585 Mvar
-0.528 Mvar 0.850 0.045 kA
0.121 kA 0.000 MW 48.307 %
63.824 % -0.850
-0.984 0.000 MW
0.001 MW
BRT-1_CC 00684 BRT2

14.199 kV 14.199 kV
1.029 p.u. CARGA 2 1.029 p.u. 1.110 MVA
-37.556 deg 1.998 MVA -69.148 deg
1.698 MW 1.327 MVA 0.944 MW
1.053 Mvar 1.219 MW 0.585 Mvar
0.081 kA -0.524 Mvar 0.045 kA
0.054 kA
0.850 10.789 % 0.850
0.000 MW 0.919 0.000 MW
0.003 MW

CARGA 5
Empresa 06

Figura B.14 – Simulação: 2018 – sem obra - ALT-01.


70
Na Figura B.15 é mostrado o resultado do fluxo de potência considerando o crescimento de mercado até o ano 2018 (com obra - ALT-01: troca do TR-01 de BJP de 15/18,75MVA por 25/33,3MVA).

DIgSILENT
Station1/SE BJP
138.000 kV
1.000 p.u.

TR3_12.5MVA_138-34.5kV
20.651 MVA

TR4_12.5MVA_138-34.5kV
0.000 deg 18.410 MW 51.705 MVA
31.082 MVA 45.114 MW
9.355 Mvar

TR2_33.3MVA_138-13.8kV
26.704 MW 25.262 Mvar
0.086 kA

TR1_18.75MVA_138-13.8kV
15.907 Mvar 0.216 kA
62.014 %

TR5_40MVA_138-34.5kV
0.130 kA 0.873
0.892 77.706 %
0.079 MW 0.859
0.000 MVA
-0.000 MW 0.127 MW
-3
0 0.000 Mvar
0.000 kA -2 0 -5 0.000 MVA
62.014 % -0.000 MW
19.830 MVA -1.000
-18.331 MW 0.000 Mvar
0.079 MW 0.000 kA
-7.563 Mvar
0.828 kA 77.706 %
Station7/Tercia.. 29.152 MVA -1.000
62.014 % -26.577 MW
-0.924 0.127 MW
7.981 kV Station4/Tercia.. -11.980 Mvar
0.079 MW 1.001 p.u. 0.488 kA
Station3/Barra 13.8kV 25.092 deg 0.000 kV Station5/Terci.. Station8/Terci..
0.000 p.u. 77.706 %
0.000 deg 0.000 kV -0.912 19.876 kV
13.835 kV 0.000 p.u. 0.127 MW 0.998 p.u.
1.003 p.u. 5.022 MVA 0.000 deg 22.950.. Station2/Barra 34.5kV
0.000 MVA
-4.535 deg 4.704 MW 0.000 MW
-0.000 Mvar
1.758 Mvar 14.812 MVA 34.500 kV
0.210 kA
0.000 kA 34.500 kV
13.627 MW 0.000 %
1.000 1.000 p.u.
1.000 p.u.
-6.531..
41.912 % 5.805 Mvar 0.000 MW 0.000 ..
0.937 -6.531 deg 0.000 ..
0.618 kA 26.027 MVA -0.000..
0.000 kA
0.00 km
#AL 336

0.000 MW 3.177 MVA

#AL 336
0.00 km
23.945 MW 0.000 %
0.920 2.632 MW 10.200 Mvar
1.000
0.000 ..
0.000 MW 1.780 Mvar 0.436 kA
SE_13.8_2008 SE_13.8_2009 SE_13.8_2010 SE_13.8_2011 SE_13.8_2012 SE_13.8_2013 SE_13.8_2015 SE_13.8_2016 SE_13.8_2017 SE_13.8_2019 SE_13.8_2020 SE_13.8_2021 SE_13.8_2022 SE_13.8_2023 SE_13.8_2024
5.021 MVA 0.053 kA

#AL 336_34.5
0.000 MVA
-4.704 MW 10.633 %

0.00 km
-0.000 MW
0.920
-1.758 Mvar 0.000 Mvar
0.000 kA
0.828 0.000 MW
SE_13.8-Atual 0.210 kA SE_13.8_2014 SE_13.8_2018 0.000 % 0.019 MW
-1.000
41.912 % 0.000 MW
SE_34.5-Atual SE_34.5_2008 SE_34.5_2009 SE_34.5_2010 SE_34.5_2011 SE_34.5_2012 SE_34.5_2013 SE_34.5_2015 SE_34.5_2016 SE_34.5_2017 SE_34.5_2019 SE_34.5_2020 SE_34.5_2021 SE_34.5_2022
-0.937 Station9/Ano 2019 a 2026 0.000 ..
0.000 MW SE_34.5_2014 SE_34.5_2018 -0.000..
Station6/Barra AL's_13.8k.. 13.835 kV
1.003 p.u.
0.000 ..
0.000 kA
-4.535 deg 0.000 %
13.834 kV -1.000
0.000 ..
1.002 p.u. Ano 2017 a 2026
-4.535 deg 5.021 MVA
4.704 MW 34.500 kV
1.758 Mvar 1.000 p.u.
-6.531 deg
0.210 kA
41.912 % 12.00 km
0.937 #AL 336_34.5 3.138 MVA
0.010 MW SE_13.8_2025 SE_13.8_2026 SE_13.8_2027 SE_13.8_2028 SE_13.8_2029 SE_13.8_2030 SE_13.8_2031 SE_13.8_2032 SE_13.8_2033 SE_13.8_2034 -2.612 MW
#AL 336
0.40 km

-1.739 Mvar
0.053 kA
10.633 %
5.005 MVA -0.832
-4.694 MW 0.019 MW
-1.737 Mvar SE_34.5_2023 SE_34.5_2024 SE_34.5_2025 SE_34.5_2026 SE_34.5_2027 SE_34.5_2028 SE_34.5_2029 SE_34.5_2030 SE_34.5_2031 SE_34.5_2032 SE_34.5_2033 SE_34.5_2034
0.210 kA
41.912 % 10.00 km
-0.938 #AL 336 0
0.010 MW 1.326 MVA
CC 07230 -1.216 MW AT_SE NAZ
0.531 Mvar
13.789 kV 0.054 kA 34.082 kV
0.999 p.u. 10.789 % 0.988 p.u.
-4.718 deg 3.709 MVA -0.917 RT - 200A - 3eqs -6.943 deg
1.332 MVA 3.562 MW 0.003 MW 3.138 MVA
1.132 MW 1.035 Mvar 2.612 MW
0.702 Mvar 0.155 kA CC 00895 BRT-novo 1.739 Mvar

0.000 p.u.
0.000 deg
0.000 kV
0.056 kA 31.060 % 0.053 kA

ART-novo
0.960 14.196 kV 13.938 kV 48.636 %

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV
0.850 0.021 MW Empresa 02 1.029 p.u. 1.010 p.u. 0.832
0.000 MW -7.213 deg -38.469 deg 0.000 MVA 0.013 MW
#AL 336

-0.000 MW
1.50 km

0.340 MVA 1.079 MVA 1.280 MVA


0.289 MW 0.915 MW 0.011 MW 0.000 Mvar
0.179 Mvar 0.570 Mvar -1.280 Mvar 0.000 kA 0 0
3.677 MVA 0.222 MVA 1.80 km 0.000 %
Empresa 05 0.189 MW 0.014 kA 0.044 kA 0.052 kA #AL 2/0
-3.541 MW 19.496 % 23.139 % -1.000
-0.992 Mvar 0.117 Mvar 0.000 MW
0.009 kA 0.850 0.849 0.009

2.00 km
#AL 336
0.155 kA 0.000 MW 0.008 MW 0.011 MW
31.060 % 3.070 MVA
-0.963 0.850 0.000 MVA
0.000 MW -2.599 MW
0.021 MW 2.50 km 0.000 MW -1.634 Mvar
CO 3502 #AL 2/0 -0.000 Mvar 0.127 kA
0.000 kA 48.636 %
Empresa 07 0.000 % -0.847
2.50 km
13.671 kV

#AL 2/0
0.991 p.u. 1.000 0.013 MW
0.170 MVA 0.192 MVA 3.121 MVA 0.000 MW
-5.272 deg 0.145 MW 0.163 MW 3.045 MW CF01796 - MT_SE NAZ
0.090 Mvar 0.101 Mvar 0.684 Mvar 1.291 MVA
0.007 kA 0.008 kA 0.132 kA 0.000 MW
26.358 % 1.291 Mvar 13.938 kV
0.850 0.850 0.976 0.052 kA 1.010 p.u. 2.153 MVA
0.000 MW 0.000 MW 0.010 MW 23.139 % -38.469 deg 1.819 MW
1.068 MVA 0.000 0.917 MVA
1.00 km
#AL 336

1.151 Mvar 0.779 MW


-0.907 MW 0.011 MW 0.089 kA
-0.563 Mvar 0.483 Mvar
39.640 % 0.038 kA
3.106 MVA 0.044 kA CC02641 0.845

2.50 km
#AL 2/0
-3.035 MW 19.496 % 0.033 MW
Empresa 04 Empresa 03 -0.664 Mvar -0.850 0.850
14.311 kV 0.000 MW
0.132 kA 0.008 MW 1.037 p.u.
26.358 % 2.109 MVA
-7.718 deg -1.786 MW
-0.977 B15 1.291 MVA
0.010 MW -0.000 MW -1.121 Mvar
CC 01790 0.089 kA
14.055 kV -1.291 Mvar
0.052 kA 39.640 %
1.018 p.u. -0.847 CARGA 3
13.609 kV -7.322 deg
0.986 p.u. 0.518 MVA 0.550 MVA -0.000 RL03929 0.033 MW
-5.603 deg 3.009 MVA 0.440 MW 0.467 MW 0.000 MW
#AL 336
1.80 km

0.104 MVA 0.000 MVA 2.946 MW 0.273 Mvar 0.290 Mvar


0.088 MW 0.000 MW 0.609 Mvar 1 13.651 kV
0.021 kA 0.023 kA 0.989 p.u.
0.055 Mvar 0.000 Mvar 0.128 kA 10.039 % 1.147 MVA
0.004 kA 0.000 kA 25.527 % -38.690 deg 0.969 MW
0.850 0.849 0.962 MVA
0.979 0.000 MW 0.002 MW 0.818 MW 0.614 Mvar
0.850 0.028 MW 6.30 km
1.000 0.049 kA
#AL 336
3.00 km

0.507 Mvar #AL 2/0


0.000 MW 0.000 MW 0.041 kA 21.557 %
0.845 1.114 MVA
2.970 MVA CARGA 1 0.850 0.025 MW -0.944 MW
1 -2.918 MW 0.000 MW -0.591 Mvar
2.50 km
#AL 2/0

-0.551 Mvar 0.049 kA


Empresa 01
0.128 kA 21.557 %
25.527 % -0.848
-0.983 CARGA 4 0.025 MW
0.028 MW

ART-1_CF 04542 0.547 MVA ART-2_CF 0731..


-0.465 MW
13.435 kV -0.288 Mvar 13.257 kV
0.974 p.u. 0.023 kA 0.961 p.u.
-6.591 deg 2.970 MVA -39.000 deg 1.114 MVA
2.918 MW 10.039 %
-0.850 0.944 MW
0.551 Mvar 0.591 Mvar
0.128 kA 0.002 MW
0.049 kA
63.824 % 48.307 %
0.983 B15(1)
0.848
RT - 200A - 2eqs

0.001 MW 0.000 MW
13.982 kV

RT_100 A
1.013 p.u.
-9 -7.379 deg -7
0.547 MVA
0.465 MW
0.288 Mvar 1.110 MVA
2.964 MVA 0.023 kA -0.944 MW
-2.917 MW -0.585 Mvar
-0.528 Mvar 0.850 0.045 kA
0.121 kA 0.000 MW 48.307 %
63.824 % -0.850
-0.984 0.000 MW
BRT-1_CC 00684 0.001 MW BRT2

14.199 kV 14.199 kV
1.029 p.u. CARGA 2 1.029 p.u. 1.110 MVA
-6.915 deg 1.998 MVA -69.148 deg
1.698 MW 1.327 MVA 0.944 MW
1.053 Mvar 1.219 MW 0.585 Mvar
0.081 kA -0.524 Mvar 0.045 kA
0.054 kA
0.850 10.789 % 0.850
0.000 MW 0.919 0.000 MW
0.003 MW

CARGA 5
Empresa 06

Figura B.15 – Simulação: 2018 – com obra - ALT-01.


71
Na Figura B.16 é mostrado o resultado do fluxo de potência considerando o crescimento de mercado até o ano 2014 (com obra - ALT-02: construção de 12 Km de rede compacta em 13,8 KV isolada para 34,5 KV com um banco
de RT de 200 A com dois equipamentos conectando-se no final do AL-08 para atender as cargas da região de NAZ. Troca do TR-01 de 15/18,75 MVA para 25/33,33 MVA.

DIgSILENT
Station1/SE BJP
138.000 kV
1.000 p.u.

TR3_12.5MVA_138-34.5kV
20.348 MVA

TR4_12.5MVA_138-34.5kV
0.000 deg 17.954 MW 44.298 MVA
11.554 MVA 12.506 MVA 39.335 MW
9.574 Mvar

TR2_33.3MVA_138-13.8kV
10.774 MW 10.606 MW 20.373 Mvar
0.085 kA

TR1_18.75MVA_138-13.8kV
4.173 Mvar 6.626 Mvar 0.185 kA
61.104 %

TR5_40MVA_138-34.5kV
0.048 kA 0.052 kA 0.888
0.882
0.078 MW 92.433 % 100.047 %
0.000 MVA 0.933 0.848
-0.000 MW 0.030 MW 0.034 MW
-3
0 0.000 Mvar 0.000 MVA
0.000 kA -2 -0.000 MW -3 0.000 MVA 0
61.104 % 0.000 Mvar -0.000 MW
19.518 MVA -1.000 0.000 kA
-17.877 MW 0.000 Mvar
0.078 MW 92.433 % 0.000 kA
-7.834 Mvar -1.000
0.815 kA 100.047 %
Station7/Tercia.. 11.265 MVA 0.030 MW 12.008 MVA -1.000
61.104 % -10.572 MW
-0.916 -10.745 MW 0.034 MW
7.980 kV -3.385 Mvar Station4/Tercia.. -5.695 Mvar
0.078 MW 1.001 p.u.
0.201 kA
25.210 deg 0.189 kA Station5/Terci.. Station8/Terci..
Station3/Barra 13.8kV 19.914 kV
100.047 %
92.433 % 1.000 p.u.
-0.954 26.011 deg -0.880 19.891 kV 0.000 kV
13.835 kV 0.000 p.u.
7.043 MVA 0.030 MW 0.034 MW 0.999 p.u. Station2/Barra 34.5kV
1.003 p.u. 0.000 MVA 25.997 deg
0.000 deg
-4.424 deg 6.398 MW 0.000 MW
-0.000 Mvar
2.944 Mvar 12.477 MVA 34.500 kV
0.294 kA
0.000 kA 34.500 kV
11.479 MW 0.000 %
1.000 1.000 p.u.
1.000 p.u.
-3.682..
58.783 % 4.890 Mvar 0.000 MW 0.000 ..
0.908 -3.682 deg 0.000 ..
0.521 kA 23.170 MVA -0.000..
#AL 336
0.00 km

0.000 kA
0.000 MW

#AL 336
0.00 km
21.316 MW 0.000 %
0.920 9.081 Mvar
1.000
0.000 ..
SE_13.8_2008 SE_13.8_2009 SE_13.8_2010 SE_13.8_2011 SE_13.8_2012 SE_13.8_2013
0.000 MW SE_13.8_2015 SE_13.8_2017 SE_13.8_2019 SE_13.8_2020 SE_13.8_2021 SE_13.8_2022 SE_13.8_2023 SE_13.8_2024 0.388 kA
7.043 MVA

#AL 336_34.5
0.000 MVA
-6.398 MW

0.00 km
-0.000 MW
0.000 Mvar 0.920
-2.944 Mvar 0.000 kA 0.000 MW
SE_13.8-Atual 0.294 kA SE_13.8_2014 SE_13.8_2016 SE_13.8_2018 0.000 %
-1.000
58.783 % 0.000 MW
SE_34.5-Atual SE_34.5_2008 SE_34.5_2009 SE_34.5_2010 SE_34.5_2011 SE_34.5_2012 SE_34.5_2013 SE_34.5_2015 SE_34.5_2017 SE_34.5_2019 SE_34.5_2020 SE_34.5_2021 SE_34.5_2022
-0.908 Station9/Ano 2019 a 2026 0.000 ..
0.000 MW SE_34.5_2014 SE_34.5_2016 SE_34.5_2018 -0.000..
Station6/Barra AL's_13.8k.. 13.835 kV
1.003 p.u.
0.000 ..
0.000 kA
-4.424 deg 0.000 %
13.834 kV -1.000
0.000 ..
1.002 p.u. Ano 2017 a 2026
-4.424 deg 4.887 MVA 2.159 MVA
4.395 MW 2.003 MW 34.500 kV
2.138 Mvar 0.806 Mvar 1.000 p.u.
-3.682 deg
0.204 kA 0.090 kA
40.794 % 18.020 % 12.00 km
0.899 0.928 #AL 336_34.5
0.009 MW 0.046 MW SE_13.8_2025 SE_13.8_2026 SE_13.8_2027 SE_13.8_2028 SE_13.8_2029 SE_13.8_2030 SE_13.8_2031 SE_13.8_2032 SE_13.8_2033 SE_13.8_2034
#AL 336
0.40 km

4.870 MVA
-4.386 MW
-2.118 Mvar SE_34.5_2023 SE_34.5_2024 SE_34.5_2025 SE_34.5_2026 SE_34.5_2027 SE_34.5_2028 SE_34.5_2029 SE_34.5_2030 SE_34.5_2031 SE_34.5_2032 SE_34.5_2033 SE_34.5_2034
0.204 kA
40.794 % 10.00 km 2.076 MVA

-0.709 Mvar
-1.957 MW
2.081 MVA
-7

0.046 MW
-1.956 MW

0.709 Mvar
#AL 336

18.020 %

2.081 MVA
-0.900

0.090 kA

1.957 MW

0.001 MW
45.054 %
0.090 kA
-0.940
0.009 MW 1.360 MVA -0.695 Mvar

0.940
CC 07230 -1.354 MW 0.084 kA AT_SE NAZ
-0.124 Mvar 45.054 %
13.786 kV 0.055 kA -0.942 0.000 kV
0.999 p.u. 11.088 % 0.001 MW 0.000 p.u.
-4.584 deg 3.722 MVA -0.996 RT - 200A - 3eqs 0.000 deg
1.157 MVA 3.402 MW 0.003 MW
0.983 MW 1.509 Mvar
CC 00895 BRT-novo

-6.412 deg
0.609 Mvar 0.156 kA

13.337 kV
0.966 p.u.
0.048 kA 31.172 %

ART-novo
0.914 14.160 kV 14.199 kV

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV

TR1_6.25MVA_34.5-13.8kV
0.850 0.021 MW Empresa 02 1.026 p.u. 1.029 p.u.
0.000 MW -6.802 deg -6.626 deg 2.076 MVA
#AL 336

1.956 MW
1.50 km

0.296 MVA 0.936 MVA 0.610 MVA


0.252 MW 0.795 MW 0.308 MW 0.695 Mvar
0.156 Mvar 0.495 Mvar -0.527 Mvar 0.084 kA 0 0
3.685 MVA 0.193 MVA 1.80 km 16.882 %
Empresa 05 0.164 MW 0.012 kA 0.038 kA 0.025 kA #AL 2/0
-3.381 MW 16.967 % 11.059 % 0.942
-1.465 Mvar 0.102 Mvar 0.008 MW
0.008 kA 0.850 0.849 0.504

2.00 km
#AL 336
0.156 kA 0.000 MW 0.006 MW 0.003 MW
31.172 % 0.794 MVA
-0.918 0.850 2.063 MVA
0.000 MW -0.302 MW
0.021 MW 2.50 km -0.734 Mvar -1.948 MW
CO 3502 #AL 2/0 0.032 kA -0.678 Mvar
14.439 % 0.084 kA
Empresa 07 16.882 %
-0.380

2.50 km
#AL 2/0
13.651 kV
0.989 p.u. 0.003 MW -0.944
0.148 MVA 0.167 MVA 3.183 MVA 0.008 MW
-5.068 deg 2.950 MW CF01796 - MT_SE NAZ
0.126 MW 0.142 MW
0.078 Mvar 0.088 Mvar 1.198 Mvar 0.611 MVA 0.798 MVA
0.006 kA 0.007 kA 0.135 kA -0.305 MW 0.305 MW
26.928 % 0.529 Mvar 0.737 Mvar 14.108 kV
0.850 0.850 0.927 0.025 kA 0.032 kA 1.022 p.u. 1.859 MVA
0.000 MW 0.000 MW 0.010 MW 11.059 % 14.439 % -6.993 deg 1.572 MW
-0.499 0.797 MVA
#AL 336
1.00 km

0.928 MVA 0.382 0.993 Mvar


-0.789 MW 0.003 MW 0.677 MW
0.003 MW 0.076 kA
-0.489 Mvar 0.420 Mvar
33.820 % 0.033 kA
3.166 MVA 0.038 kA CC02641 0.846

2.50 km
#AL 2/0
-2.939 MW 16.967 % 0.024 MW
Empresa 04 Empresa 03 -1.176 Mvar -0.850 0.850
14.177 kV 0.000 MW
0.135 kA 0.006 MW 1.027 p.u.
26.928 % 1.827 MVA
-7.124 deg -1.548 MW
-0.928 B15 1.267 MVA
0.010 MW -0.000 MW -0.970 Mvar
CC 01790 0.076 kA
14.037 kV -1.267 Mvar
0.052 kA 33.820 %
1.017 p.u. -0.847 CARGA 3
13.575 kV -6.898 deg
0.984 p.u. 0.450 MVA 0.478 MVA -0.000 RL03929 0.024 MW
-5.359 deg 3.077 MVA 0.382 MW 0.406 MW 0.000 MW
#AL 336
1.80 km

0.090 MVA 0.000 MVA 2.863 MW 0.237 Mvar 0.252 Mvar


0.077 MW 0.000 MW 1.129 Mvar 1 13.863 kV
0.019 kA 0.020 kA 1.005 p.u.
0.047 Mvar 0.000 Mvar 0.131 kA 8.741 % 0.991 MVA
0.004 kA 0.000 kA 26.175 % -7.180 deg 0.838 MW
0.850 0.850 0.836 MVA
0.930 0.000 MW 0.002 MW 0.711 MW 0.530 Mvar
0.029 MW 6.30 km
0.850 1.000 0.041 kA
3.00 km
#AL 336

0.440 Mvar #AL 2/0


0.000 MW 0.000 MW 0.035 kA 18.346 %
0.845 0.967 MVA
3.028 MVA CARGA 1 0.850 0.018 MW -0.820 MW
1 -2.833 MW 0.000 MW -0.513 Mvar
2.50 km
#AL 2/0

-1.068 Mvar 0.041 kA


Empresa 01
0.131 kA 18.346 %
26.175 % -0.848
-0.936 CARGA 4 0.018 MW
0.029 MW

ART-1_CF 04542 0.476 MVA ART-2_CF 0731..


-0.405 MW
13.358 kV -0.251 Mvar 13.528 kV
0.968 p.u. 0.020 kA 0.980 p.u.
-6.230 deg 3.028 MVA -7.440 deg 0.967 MVA
2.833 MW 8.741 %
-0.850 0.820 MW
1.068 Mvar 0.513 Mvar
0.131 kA 0.002 MW
0.041 kA
65.443 % 41.110 %
0.936 B15(1)
0.848
RT - 200A - 2eqs

0.002 MW 0.000 MW
13.974 kV

RT_100 A
1.013 p.u.
-10 -6.948 deg -5
0.476 MVA
0.405 MW
0.251 Mvar 0.964 MVA
3.018 MVA -0.819 MW
0.020 kA
-2.832 MW -0.508 Mvar
-1.044 Mvar 0.850 0.039 kA
0.123 kA 0.000 MW 41.110 %
65.443 % -0.850
-0.938 0.000 MW
0.002 MW
BRT-1_CC 00684 BRT2

14.199 kV 14.199 kV
1.029 p.u. CARGA 2 1.029 p.u. 0.964 MVA
-6.539 deg 1.735 MVA -37.568 deg
1.475 MW 1.363 MVA 0.819 MW
0.914 Mvar 1.357 MW 0.508 Mvar
0.071 kA 0.130 Mvar 0.039 kA
0.055 kA
0.850 11.088 % 0.850
0.000 MW 0.995 0.000 MW
0.003 MW

CARGA 5
Empresa 06

Figura B.16 – Simulação: 2014 – com obra - ALT-02.


72
Na Figura B.17 é mostrado o resultado do fluxo de potência considerando o crescimento de mercado até o ano 2016 (sem obra). Observa-se sobrecarga nos TRs 03 e 04.

DIgSILENT
Station1/SE BJP
138.000 kV
1.000 p.u.

TR3_12.5MVA_138-34.5kV
22.244 MVA

TR4_12.5MVA_138-34.5kV
0.000 deg 19.498 MW 47.732 MVA
12.203 MVA 13.462 MVA 42.200 MW
10.707 Mvar

TR2_33.3MVA_138-13.8kV
11.460 MW 11.242 MW 22.305 Mvar
0.093 kA

TR1_18.75MVA_138-13.8kV
4.192 Mvar 7.405 Mvar 0.200 kA
66.800 %

TR5_40MVA_138-34.5kV
0.051 kA 0.056 kA 0.884
0.877
97.621 % 107.696 %
0.088 MW
0.000 MVA 0.939 0.835
-0.000 MW 0.033 MW 0.040 MW
-4
0 0.000 Mvar 0.000 MVA
0.000 kA -2 -0.000 MW -4 0.000 MVA 0
66.800 % 0.000 Mvar -0.000 MW
21.240 MVA -1.000 0.000 kA
-19.410 MW 0.000 Mvar
0.088 MW 97.621 % 0.000 kA
-8.626 Mvar -1.000
0.886 kA 107.696 %
Station7/Tercia.. 11.898 MVA 0.033 MW 12.865 MVA -1.000
66.800 % -11.202 MW
-0.914 -11.427 MW 0.040 MW
7.979 kV -3.314 Mvar Station4/Tercia.. -6.326 Mvar
0.088 MW 1.001 p.u.
0.215 kA
24.773 deg 0.199 kA Station5/Terci.. Station8/Terci..
Station3/Barra 13.8kV 19.916 kV
107.696 %
97.621 % 1.000 p.u.
-0.960 25.755 deg -0.871 19.887 kV 0.000 kV
13.835 kV
7.646 MVA 0.033 MW 0.040 MW 0.999 p.u. 0.000 p.u.
Station2/Barra 34.5kV
1.003 p.u. 0.000 MVA 25.738 deg 0.000 deg
-4.828 deg 6.898 MW 0.000 MW
-0.000 Mvar
3.296 Mvar 13.599 MVA 34.500 kV
0.319 kA
0.000 kA 34.500 kV
12.511 MW 0.000 % 1.000 p.u.
63.814 % 1.000 1.000 p.u. -3.920..
5.330 Mvar 0.000 MW 0.000 ..
0.902 -3.920 deg 0.000 ..
0.568 kA 24.597 MVA -0.000..
0.00 km
#AL 336

0.000 kA
0.000 MW

#AL 336
0.00 km
22.629 MW 0.000 %
0.920 9.640 Mvar
1.000
0.000 ..
0.000 MW 0.412 kA
SE_13.8_2008 SE_13.8_2009 SE_13.8_2010 SE_13.8_2011 SE_13.8_2012 SE_13.8_2013 SE_13.8_2015 SE_13.8_2017 SE_13.8_2019 SE_13.8_2020 SE_13.8_2021 SE_13.8_2022 SE_13.8_2023 SE_13.8_2024
7.646 MVA

#AL 336_34.5
0.000 MVA
-6.898 MW

0.00 km
-0.000 MW
0.000 Mvar 0.920
-3.296 Mvar 0.000 kA 0.000 MW
SE_13.8-Atual 0.319 kA SE_13.8_2014 SE_13.8_2016 SE_13.8_2018 0.000 %
-1.000
63.814 % 0.000 MW
SE_34.5-Atual SE_34.5_2008 SE_34.5_2009 SE_34.5_2010 SE_34.5_2011 SE_34.5_2012 SE_34.5_2013 SE_34.5_2015 SE_34.5_2017 SE_34.5_2019 SE_34.5_2020 SE_34.5_2021 SE_34.5_2022
-0.902 Station9/Ano 2019 a 2026 0.000 ..
0.000 MW SE_34.5_2014 SE_34.5_2016 SE_34.5_2018 -0.000..
Station6/Barra AL's_13.8k.. 13.835 kV
1.003 p.u.
0.000 ..
0.000 kA
-4.828 deg 0.000 %
13.834 kV -1.000
0.000 ..
1.002 p.u. Ano 2017 a 2026
-4.828 deg 5.290 MVA 2.358 MVA
4.733 MW 2.165 MW 34.500 kV
2.363 Mvar 0.933 Mvar 1.000 p.u.
-3.920 deg
0.221 kA 0.098 kA
44.154 % 19.682 % 12.00 km
0.895 0.918 #AL 336_34.5
0.011 MW 0.055 MW SE_13.8_2025 SE_13.8_2026 SE_13.8_2027 SE_13.8_2028 SE_13.8_2029 SE_13.8_2030 SE_13.8_2031 SE_13.8_2032 SE_13.8_2033 SE_13.8_2034
0.40 km
#AL 336

5.270 MVA
-4.722 MW
-2.340 Mvar