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Manual CGC-400

DEIF do Brasil
Av Brasil, 2287
Jd. Chapadão CEP 13070-
178
Campinas/SP
19-3579-4681
Sumário
1 - Operação via Display ..................................................................................................... 2

2 - Modos de Operação ....................................................................................................... 7

3 - Software .......................................................................................................................... 8

4 - Leitura e escrita de Parâmetros .................................................................................. 28

5 - Firmaware ..................................................................................................................... 29

6 - Comissionamento ........................................................................................................ 34

7 – Entradas e Saídas ........................................................................................................ 37

8 - Multi-inputs (entradas analógicas) ............................................................................. 38

10 - Aplicações................................................................................................................... 44

11 - Diagrama de Interligação ........................................................................................... 48


1-Operação via Display
1.1-Funções dos leds e botões:

NO. Função NO. Função Secundária


1 Role a tela para cima 1 Alterar setpoint do parâmetro para mais
2 Role a tela para baixo 2 Alterar Setpoint do parâmetro para menos
3 Acesso ao menu/Confirma Alteração
4 Retorna a tela anterior 4 Remove mensagens
5 Modo manual/bloqueio 5 Pressione manual duas vezes para block mode
6 Teste de Lâmpadas
7 Seleciona modo automático
8 Seleciona modo teste
9 Fechamento do disjuntor/contator da rede
10 Abertura do disjuntor/contator da rede
11 Fechamento do disjuntor/contator do Gen.
12 Abertura do disjuntor/contator do Gen.
13 Start (Modo manual)
14 Stop (Modo manual
15 Reset horn relay
Led no. Identificação do Led. Função do Led
1 Alarme Indica quando se tem alarmes ativos
2 Alimentação Ok Indica se a alimentação do controle está ok, se
estiver verde o controle está operacional, se estiver
em vermelho, a auto-verificação falhou.
3 4 x Leds Leds indicadores de função, configuráveis atráves
de lógicas (M-Lógic)

4 Modo Manual Indica que o modo manual está ativo

5 Modo Automático Indica que o modo automático está ativo


6 Rede OK Led verde indica que a rede está presente e OK.
Led. Vermelho indica falha de rede.
Led. Verde piscando indica o tempo de “mains ok
delay” para devolver a carga a concessionária.
7 MB ON Status de disjuntor/Contator de rede Fechado.
8 GB ON Status de Disjuntor/Contator do Gen. Fechado
9 Tensão e Frequência Ok Indica que a tensão e a frequência do gen. Está
dentro das nominais
10 Funcionamento Feedback de funcionamento do motor.
1.2-Display e estrutura de menu.

Sistema de menu Exibir:


Este menu apresenta as leituras feitas pelo controlador (tensão, corrente, frequência...) em diferentes telas as

quais podem ser escolhidas utilizando os botões e do display.

Precionando o botão ira aparecer um menu no canto direito do display, com as seguintes opções

Menu de Logs:
Este menu os logs (histórico) de eventos, alarmes e bateria.

Menu de configuração (que normalmente não são utilizados pelo operador):


Este menu é utilizado para o comissionamento do controlador, e se o operador precisa de informações
detalhadas que não estão disponíveis no sistema de visualização do menu.

Lista de alarme:
Esta lista mostra os alarmes reconhecidos e não reconhecidos que se encontram ativos. Os alarmes também
pode ser reconhecido pressionando o botão OK, porém os alarmes só seram removidos da lista, após a causa
do alarme ter sido solucionada.

Menu de serviço:
Este menu contém status de entradas, saídas, estado M-Logic e dados sobre a unidade.
1.3-Comissionamento via Display

Comissionamento dos controladores CGC podem ser realizados via display, desde que seguido o diagrama de
instalação básico fornecido pela Deif do Brasil.
Para alteração da curva das entradas analógica, inibir algum alarme em condições especificas, mudar de o
Breaker de contatorar para disjuntor e ou programar logicas no M-logic, somente é possível com a utilização
do computador .

Ao pressionar o botão aparecerá no cando direito do display do controlador uma lista conforme figura
abaixo.

Selecionando a opção irá se obter acesso ao menu de parâmetros do controlador conforme figura abaixo.
Em Set up menu teremos as seguintes opções:

1000 Protection Conjunto de parâmetros referente as proteções elétricas do gerador


e da rede
2000 Breaker Conjunto de parâmetros relacionados aos breaker da rede e grupo
gerador
2500 Regulation Regulagem (H5 EIC)
3000 Digital Input Entradas Digitais
4000 Analogue inputs Entradas analógicas
5000 Outputs Saídas (Relés)
6000 Gereral Setup Configurações gerais (Nominais da máquina, relação de TP/TC...)
7000 Test/Mains set Configuração modo teste/rede
7500 Comunication Comunicação modbus (H2) e comunicação com motor eletrônico
(CAN H5 EIC)
9000 Adv. User Menu Informações sobre o software, escalas, conf. de senhas...

Inicie o comissionamento selecionando a opção 6000 do menu de parâmetros e pressionando o botão .


Selecionando a opção 6000, você será redirecionado a um novo menu, selecione novamento a opção 6000
“Nom. Setting 1”. Nesta opção você terá acesso a alterar os valores de Frequência, Potência, corrente, tesão e

o RPM. Após cada operação realizada, o botão deverá ser precionado para que seje aplicado a alteração.

Após a configuração das nominais, precione o botão para voltar ao menu anterior, selecione agora a
opção 6040.
Os parâmetros 6040 refere-se a relação de TP (Trasnformador de tensão) e TC ( Transformador de Corrente) a
ser utilizado no gerador. Já o parâmetro 6050 refere-se a relação de TP a ser utilizado no barramento.

*Caso as referências de tensão de gerador e barra forem maiores que 480V, será necessário a instalação
de transformador de Potência.

-Após a configuração dos parâmetros referentes as relações de TP/TC, pressionar novamento o botão .
Novamente no menu anterior selecionar o parâmetro 6170, onde deverá constar no campo “Type”
informações referentes ao método a ser utilizado para detecção de funcionamento do motor, que pode ser as
opções:

- Frequency - Leitura de frequência


- MPU Input - Pick-up magnético
- EIC (Comunicação Can com o motor)

Caso seje utilizado a opção MPU Input, dever ser informado no campo “Teeth” do mesmo parâmetro a
quantidade de dentes da cremalheira.
- No parâmetro 6210 no campo “Cooling down”, poderá ser programado o tempo de resfriamento.
2-Modos de Operação
2.1-AMF – Falha de Rede (Parâmetro 6070)

Descrição do modo Auto .


O aparelho inicia automaticamente o grupo gerador quando identifica que a tensão referente a concessionária
se encontra menor (Subtensão) ou maior (Sobretensão) do que o parametrizado no parametro 6000 “Tensão
Nominal” . É possível ajustar o aparelho para alterar a operação do grupo gerador de duas formas diferentes: O
disjuntor da rede será aberto e em seguida sera dado o comando de paritda ao grupo gerador. Quando for
constatado pelo controlador que as referências de tensão da rede estão OK, o controlador dará inicio ao ciclo
de devolução de carga para a rede.

2.2-Load Take Over – Transferência de Carga (Parâmetro 6070)

Descrição do modo Auto.


A finalidade do modo de operação Load Take Over é de transferir a carga importada da rede para o gerador. O
controlador inicia automaticamente o grupo gerador, abre o disjuntor da rede e em seguida fecha o disjuntor do
gerador. O comando de partida pode ser configurado através da configuração de uma entrada digital com a
função de “Auto Start/Stop, ou ainda a configuração de um timer (Configuração feita atravez de software), que
através de logica ativa a mesma função Auto start/stop. Ao ser retirado o comando, o controle dá início a
devolução de carga, do gerador para a rede. O controlador envia o comando de abertura do disjuntor do
gerador, em seguida fechamento do disjuntor da rede e em seguida entra no modo de resfriamento.

2.3-Island – Ilha (Parâmetro 6070)

Descrição do modo Auto.


O aparelho inicia automaticamente o grupo gerador e fecha o disjuntor do através de um comando de partida
utilizando uma entrada digital programanda com a função de Auto start/stop.
3-SOFTWARE
3.1-Instalação

O Utility Software é uma ferramenta gratuita criada para realização da parametrização do


controlador AGC e outros equipamentos da DEIF, além de permitir visualização e controle do
sistema. O aplicativo é disponibilizado para download em nosso website, para instalar em seu
computador siga os passos:

a) Acesse o site oficial da DEIF, www.deif.com, e clique no link Documentation & Software no
menu horizontal superior (figura 1.1).
.d

Figura 1.1 – Site global da DEIF.

b) Na página carregada clique no link Software Download no menu vertical esquerdo (figura 1.2).

Figura 1.2 – Site global da DEIF.


c) Procure pelo campo de seleção, nele encontram-se todos os softwares e firmwares
disponibilizados pela DEIF para trabalho de comissionamento e operação dos equipamentos no
dia-a-dia. Selecione o Multi-line 2 Utility Software v.3.x (figura 1.3).
Figura 1.3 – Site global da DEIF.

d) Após selecionar o software serão apresentadas algumas informações e será solicitado um


endereço de e-mail (figura 1.4) para o qual o link de download será enviado. Preencha,
pressione Submit e verifique sua caixa de entrada. Salve o arquivo em um diretório qualquer de
seu computador (figura 1.5).

Figura 1.4 – Site global da DEIF.


Figura 1.5 – Link de download do Utility Software.

e) Terminado o download, abra a pasta onde foi salvo o instalador e clique duas vezes sobre o
mesmo para iniciar a instalação e clique em Next (figura 1.6).

Figura 1.6 – Processo de instalação do Utility Software.


f) Os termos da licença serão exibidos. Marque a caixa I aceept the agreement e clique em Next
para prosseguir (figura 1.7).

Figura 1.7 – Processo de instalação do Utility Software.

g) Leia as informações apresentadas e clique em Next (figura 1.8).

Figura 1.8 – Processo de instalação do Utility Software.


h) Selecione o local de instalação. Recomenda-se não alterar o destino de instalação se não tiver
certeza do que está sendo feito. Clique em Next (figura 1.9).

Figura .9 – Processo de instalação do Utility Software.

i) Selecione os componentes desejados. Recomenda-se fazer a instalação de todos os


componentes. Clique em Next (figura 1.10).

Figura 1.10 – Processo de instalação do Utility Software.


j) Clique em Next nas duas próximas janelas e em Install na terceira para iniciar a instalação do
software (figura 1.11).

Figura 1.11 – Processo de instalação do Utility Software.

k) Será necessária a instalação de drivers durante o processo. Clique em Next/Install/Finish


sempre que solicitado (figura 1.12).

Figura 1.12 – Processo de instalação do Utility Software.


l) Após instalação dos drivers clique em Finish (figura 1.13).

Figura 1.13 – Processo de instalação do Utility Software.

Depois de concluídas as etapas acima o Utility Software está pronto para uso. O próximo passo é
se comunicar com o controlador.

3.2 Comunicação

Ao abrir o Utility Software nos deparamos com a tela inicial do aplicativo. Para iniciar a
comunicação é necessário configurar a porta serial ou o endereço IP do controlador. Clique no
ícone Application settings (figura 1.14) para configurar o tipo de comunicação. Será aberta uma
janela para configuração do porta serial ou IP (figura 1.15).

Figura 1.14 – Ícone de configuração de conexão entre o equipamento e o aplicativo.

Caso a comunicação seja feita via porta serial, recomenda-se verificar no Device Manager
(gerenciador de dispositivos) do Windows a porta correta.
Figura 1.15 – Janela de configuração de conexão entre o equipamento e o aplicativo.

Após a configuração da porta, clique no ícone Start communication with the device (figura 1.16).

Figura 1.16 – Ícone para iniciar a comunicação com o equipamento.

Será solicitado o nível de acesso e senha (figura 1.17). O nível basic não possui senha e permite
apenas a visualização de certas informações e parâmetros. Existem ainda os níveis customer,
service e master. Por padrão suas senhas são 2000, 2001 e 2002 respectivamente. Tais senhas
podem ser alteradas através de parâmetros. O nível master dá acesso total a todas as
funcionalidade do controlador.

Figura 1.17 – Solicitação de nível de acesso.


Após estabelecida a comunicação, o ícone Start communication with the device será
desabilitado e o ícone Stop communication with the device será habilitado. Na parte inferior da
tela será apresentado o status da conexão (figura 1.18).

Figura 1.18 – Equipamento conectado.


3.3 Ferramentas

Uma vez conectado ao equipamento, encontramos no menu vertical esquerdo diversas opções que
possibilitam explorar todas as funcionalidades do Utility Software, desde a supervisão de
informações, leitura de medições, envio de comandos e visualização de logs de alarmes e eventos,
até a configuração do controlador propriamente dita.

3.4 Device

O primeiro ícone que encontramos no menu é o Device. Ao selecionar essa ferramenta nos
deparamos com uma tela com diversas informações e regulagens do equipamento conectado
(figura 1.19), alarmes, modo de operação, status dos disjuntores, entre muitas outras. O Device é
uma ferramenta de supervisão.
Figura 1.19 – Ferramenta Device.

3.5 Application Supervision

Com a ferramenta Application Supervision (figura 1.20) é possível monitorar toda planta e saber
status de cada componente da mesma, se os disjuntores estão abertos ou fechados, se a barra
está energizada ou desenergizada, estado de operação dos geradores e a ocorrência de alarmes.
O que difere essa ferramenta da ferramenta Device é que aqui podemos ver não só informações do
equipamento conectado, mas de todos os equipamentos presentes na aplicação que comunicam
com o equipamento conectado.

Figura 1.20 – Ferramenta Application Supervision.


Para abrir a legenda clique no ícone Show/Hide plant supervision legend (figura 1.21). Na
legenda será indicado o significado de cada cor e cada símbolo tornando-se possível avaliar o
estado de cada parte da planta.

Figura 1.21 – Application Supervision - legenda.

3.6 Alarms

Em Alarms (alarmes) podemos visualizar os alarmes do controlador. Existem duas guias na parte
superior para exibição de alarmes ativos e histórico de alarmes. Existe ainda a possibilidade de
exportação da lista de alarmes através do ícone Export no menu superior, podendo-se gerar
arquivos no formato txt, pdf ou xls.

3.7 Trending

Trending é uma ferramenta de construção de gráficos em tempo real de todas as grandezas que o
controlador monitora, com isso o técnico pode avaliar as condições do equipamento. Para definir os
valores a serem monitorados o operador deve clicar no ícone Edit the trending tags, a seguir uma
janela se abre com as opções (figura 1.22).
Figura 1.22 – Trending – seleção de grandezas.

Do lado esquerdo da janela de Tags encontra-se a lista de todas as grandezas que podem ser
monitoradas. Escolha a opção a ser monitorada e clique na seta para selecioná-la. Todos os itens
selecionados estarão agrupados do lado esquerdo, e na frente do item haverá uma indicação de
cor. Esta é a cor da linha no gráfico para esta grandeza. Depois de selecionadas todas as
grandezas a serem monitoradas clique em OK.

Agora será possível observar na parte inferior da tela a lista dos itens selecionados e na tela
principal o gráfico referente aos valores monitorados (figura 1.23). Para alterar-se a cor, minimizar
ou maximizar a tela, clique duas vezes sobre o nome do valor monitorado para abrir a janela de
configuração.

Figura 1.23 – Trending – leitura de tensão.


3.8 Parameters

A ferramenta Parameters (parâmetros) exibe toda a configuração do controlador (figura 1.24). Os


parâmetros são agrupados por categorias ou abas, por padrão a aba All groups é selecionada
inicialmente. As demais abas contêm a mesma informação, porém agrupadas de acordo com sua
categoria. Por exemplo, na aba Prot Temos todos os parâmetros referentes às proteções do
sistema, na aba Sync todos os parâmetros referentes à sincronização e assim sucessivamente.

Figura 1.24 – Janela de parametrização.

Cada linha refere-se a um parâmetro, a figura 1.25 ilustra a estrutura de um parâmetro.

Figura 1.25 – Linha de parametrização.

Para fazer qualquer alteração em algum parâmetro é necessário clicar duas vezes com o botão
esquerdo do mouse em qualquer ponto da linha, uma janela será aberta para realização da nova
configuração (figura 1.26). É importante ressaltar que cada parâmetro possui um nível de acesso,
podendo ou não ser permitido sua configuração de acordo com o tipo de usuário selecionado no
momento da conexão entre o Utility Software e o equipamento.

Figura 1.26 – Ajuste de setpoint.

3.9 Inputs/Outputs

Em Inputs/Outputs podemos visualizar o estado de todas as entradas e saídas. Para identificar


uma chave especifica basta acioná-la e o led referente a entrada se destacará. De forma análoga,
sempre que algum relé for acionado, este poderá ser visualizado (figura 1.27).

Figura 1.27 – Ferramenta Inputs/Outputs.


3.10 Options

A ferramenta Options (opções) nos informa quais opções estão habilitadas em nosso controlador
(figura 1.28). Isso pode ser útil para identificar quais recursos o controlador nos oferece.

Figura 1.28 – Janela Options.

3.11 Logs

Os logs são os registros de ocorrências no sistema. Para visualizá-los clique no ícone Read logs
(figura 1.28) e escolha o tipo de log: Event log (registros de eventos), Alarm log (registro de
alarmes) e Battery log (registros da bateria). É possível exportar os registros da mesma forma
explanada no tópico 1.3.3. Os controladores DEIF além de registrar o acontecimento, ele armazena
as leituras elétricas no momento da ocorrência.

Figura 1.28 – Ferramenta Logs.


3.12 Translations

Em Translations podemos traduzir todas as mensagens, alarmes e informações disponibilizadas


pelo controlador em até 11 diferentes idiomas ou variações. A seleção da tradução a ser utilizada é
feita via parâmetro.
Para criar uma tradução clique no ícone Read languages from device no menu superior, o
processo de leitura pode levar alguns minutos, feito isso a tarefa é simples, basta editar os textos e
quando finalizado clicar em Write languages from the device.

3.12 M-Logic

O M-logic é uma ferramenta que proporciona ao técnico responsável pelo comissionamento uma
flexibilidade muito grande na aplicação do equipamento dispensando o uso de CLP e relés
externos. Ele é composto por quarenta linhas de lógica booleanas permitindo a construção de
diversas combinações, como entradas digitais, alarmes, condições de leitura, etc.
Para criar uma lógica clique no ícone Read M-Logic from the device no menu superior para ler as
lógicas já criadas evitando assim sobrescrevê-las (figura 1.29).

Figura 1.29 – Ferramenta de criação de lógicas.


Depois de atualizada a tela, crie suas lógicas nas linhas que estiverem disponíveis. Cada linha é
composta por três eventos que podem ser trabalhados individualmente ou combinados entre si
utilizando os operadores OR (ou) ou AND (E), conforme apresentado nas figuras 1.30 e 1.31.

Figura 1.30 – Estrutura da linha de lógica.

Figura 1.31 – Eventos, operadores e saídas.

Depois de finalizada(s) a(s) lógica(s), clique no ícone Write logical compiler settings to the
device para escrever a lógica no controlador.
3.14 Application Configuration

Toda vez que instalamos um grupo gerador precisamos informar ao controlador de que forma ele
irá trabalhar. Nos controladores DEIF não é necessário parametrizar e ajustar o equipamento para
trabalhar em paralelo. Uma vez que o equipamento já está comissionado, deve-se apenas
desenhar a planta.

Figura 1.32 – Ferramenta Application configuration.

Clique no ícone New plant configuration para abrir a tela de configuração de uma nova planta
(figura 1.32). Será exibido um aviso dizendo que o controlador já possui uma planta e verificando se
você deseja sobrescrevê-la. Clique em Yes.

Figura 1.33 – Janela Plant options.


Na tela principal aparecerá uma planta no centro e ao lado esquerdo da tela teremos uma janela de
configuração para realizar alterações (figura 1.34).

Figura 1.34 – Ferramenta Application configuration.


Na janela de configuração podemos informar todas as condições de funcionamento da planta,
acrescentando geradores, redes, inserindo ou extraindo disjuntores, informando a condição de
funcionamento dos disjuntores, por pulso ou contínuo (figura 1.35).

Figura 1.35 – Area control.


Após configurada a planta, é necessário enviá-la aos controladores, clique no ícone Write plant
configuration to the device para escrevê-la no equipamento (figura 1.36).

Figura 1.36 – Write plant application.


4 - Leitura e escrita da parametrização
Para ler a parametrização atual do controlador ou para se escrever uma parametrização
previamente salva no computador, temos dois caminhos distintos: através do menu superior em
Connections>Batch jobs, opção Read from device para ler informações e Write to device para
se escrever as informações ou clicando no ícone Batch read and write no menu superior (figura
1.37).

Figura 1.37 – Leitura e escrita da parametrização.


Ao clicar em Read from device a tela Batch job (Reading) se abrirá (figura 1.38). Selecione os
itens que você deseja salvar no seu computador, clique em Run. Após isso, a tela Save As (salvar
como) surgirá, escolha a pasta e o nome do arquivo desejado para que o arquivo seja salvo e
pressione Save (salvar). Depois de concluído o processo clique em Close (fechar).

Figura 1.38 – Batch job (Reading).


Para enviar uma parametrização previamente salva no computador para o equipamento DEIF,
primeiro abra o arquivo previamente salvo. Clique no ícone Open. Uma janela para escolha do
arquivo que será enviado ao módulo se abrirá. Selecione o arquivo e clique em Open (figura 1.39).

Figura 1.39 – Janela de carregamento de parametrizações previamente salvas.

Após aberta a parametrização clique em Write to device e siga os mesmos passos realizados no
processo de leitura dos parâmetros.

5 - Firmware
5.1 Download

Sempre que ocorre uma atualização de firmware (software interno do equipamento), a DEIF
disponibiliza o mesmo em seu site no seguinte endereço:
http://www.deif.com/download_center/software_download (figura 2.1).

Figura 2.1 – Site global da DEIF.


Após solicitar o download do firmware desejado será enviado um e-mail com o link para download
do mesmo. Acesse seu e-mail e salve o arquivo em um diretório de sua preferência (figura 2.2).

Figura 2.2 – Link para download do firmware.


O arquivo estará compactado (figura 2.3). Antes de enviá-lo ao controlador será necessário
descompactar o mesmo. Para tal, utilize um programa de sua preferência para extrair o firmware
(figura 2.4).

Figura 2.3 – Arquivo compactado do firmware.


Figura 2.4 – Processo de extração do firmware.

Agora temos o arquivo compactado, um arquivo de texto com informações e o firmware


descompactado, este último é o que deve ser usado (figura 2.5).

Figura 2.5 – Firmware descompactado.


5.2 Atualização

Para atualizar o firmware, conecte-se ao controlador através do Utility Software. Antes de iniciar o
procedimento de atualização recomenda-se a criação uma cópia da parametrização do
equipamento com finalidade de backup caso seja necessário futuramente. Após estar conectado ao
módulo, clique no ícone Write a firmware to device (figura 2.6).

Figura 2.6 – Processo de atualização do firmware.


Ao clicar em Open o procedimento exibirá a mensagem ilustrada na figura 2.7 para confirmar a
atualização do firmware e alertar que os dados atuais serão apagados.

Figura 2.7 – Janela de confirmação de atualização do firmware.

Para continuar clique em Yes.

Observação: após clicar em confirmar a operação não se poderá cancelar a mesma. Com esta
ação iniciaremos o processo conforme demonstrado a na figura 2.8.
Figura 2.8 – Processo de atualização do firmware.

Depois de concluído o processo, aparecerá uma mensagem de conclusão e será informado sobre o
reboot do equipamento.

Figura 2.9 – Atualização do firmware concluída.


Clique em OK, o processo foi concluído com sucesso. Aparecerá a mensagem “Do you want to
connect to the device now?” (figura 2.10).

Figura 2.10 – Mensagem de conexão com o controlador.

Clique em Yes para se conectar.


6 - COMISSIONAMENTO
Seguem os passos básicos:

1° passo: verifique as grandezas nominais;


2° passo: verifique o Governor;
3° passo: verifique o AVR;
4° passo: verifique as proteções do gerador;
5° passo: realize os ajustes necessários.

Inicie o comissionamento do equipamento ajustando os parâmetros gerais do equipamento, na aba


Gen.

Figura 3.2 – Parâmetros nominais.

Na figura 3.2 são exibidos os parâmetros nominas: frequência, potência ativa, corrente, tensão e
rotação. É possível configurar até quatro nominais no controlador, e no parâmetro 6006 Enable
nominal set habilita-se o grupo de parâmetros a serem usados. Com este recurso, é possível
configurar-se uma lógica para alteração dos parâmetros através de uma entrada digital, esta lógica
será demonstrada na explicação do M-Logic.

Os parâmetros 6041, 6042 e 6051, 6052 referem-se à relação do transformador de tensão (TP) do
gerador e do barramento, respectivamente. É imprescindível a instalação de transformador de
tensão quando a referência de Tensão AC (V/f) for maior que 690V, vide Data Sheet referente ao
módulo em questão.

Os parâmetros 6043, 6044 referem-se à relação do transformador de corrente (TC).


Figura 3.3 – Parâmetros de ajustes do motor.

O grupo de parâmetros exibidos na figura 3.3 referem-se à:

6171 - Número de dentes da cremalheira;


6172 - Como o controlador irá detectar funcionamento do gerador, pode ser pelo pick-up magnético
ou entrada binária;
6173 - Qual a rotação para o módulo considerar o funcionamento do motor;
6174 - Quando será removido o comando de partida no motor de arranque;
6181 - Pré-lubrificação, caso seja necessário lubrificar a máquina antes da partida;
6211 - Tempo de resfriamento, tempo em que o grupo moto-gerador irá ficar funcionando após o
comando de parada. Este tempo é recomendado pelo fabricante do motor;
6220 - Tempo levado para o módulo verificar se as nominais estão dentro do previsto.

6.1 Proteções

Após a configuração básica, abra a aba Prot para configurar as proteções de seu equipamento.
Todas os parâmetros nessa aba estão em porcentagem em relação às condições nominais do
equipamento, configuradas anteriormente (figura 3.4).

Figura 3.4 – Alguns parâmetros de proteção.

acesse o parâmetro 7561 engine I/F na aba Comm para informar ao controlador o modelo do
motor utilizado (figura 3.9).
Figura 3.9 – Seleção do modelo de motor.
No parâmetro 7563 EIC Controls selecione ON para habilitar a comunicação (figura 3.10).

Figura 3.10 – Parâmetro para habilitar a comunicação.

Para fazer leitura das informações do motor eletrônico no display do controlador (na tela V1) é
necessário habilitar o parâmetro 7564 EIC Auto view (figura 3.11).

Figura 3.11 – Parâmetro para habilitar leituras.


Os parâmetros a partir do 7570 EIC Comm error até o parametro 7660 EIC Oil temp 2 referem-se
à proteção que o controlador irá executar a partir das informações recebidas através da
comunicação com o motor eletrônico.

7 - ENTRADAS E SAÍDAS
Agora que já foram realizados todos os ajustes e proteções do equipamento, é necessário
configurar as funções adicionais como entradas analógicas, entradas digitais, relés, montar lógicas
específicas através do M-logic, enfim todas as condições que a sua aplicação necessita.

7.1 Entradas digitais

Após identificar a entrada digital que se deseja utilizar é necessario definir a função desta entrada
digital que poderá ser utilizada de três formas: como alarme, como comando ou como parte de uma
lógica escrita no M-logic (este último caso será tratado no capitulo de 6).

7.2 Entradas digitais como alarmes

Para programar uma entrada digital como alarme basta ir nos parâmetros na aba Digital e clicar
duas vezes sobre a entrada para abrir a janela de configuarção conforme ilustrado na figura 5.1.

Figura 5.1 – Configuração da entrada digital como alarme.


7.3 Entradas digitais como comandos

Os controladores DEIF possuem diversas funções pré-programadas. Para utilizá-las basta clicar no
ícone Configuration of the inputs/outputs settings e para abrir a janela de configuração das
entradas e saídas, em seguida clique no ícone Read from device para o software ler as
configurações do controlador refentes as entradas e saídas. Encontre a função desejada e informe
qual entrada será utilizada para executar esta função, após configurado clique em Write to the
device para escrever a nova configuração (figura 5.2).

Figura 5.2 – Configuração da entrada digital como comando.

8 - Multi-inputs (entradas analógicas)


Nos controladores DEIFestão disponiveis três entradas que podem ser utilizadas de diversas
formas conforme a necessidade do cliente. Estas entradas podem ser utilizadas como entradas de
0 a 40V, 0 a 20mA, PT100/PT1000, VDO ou entrada binária. Para configurar uma entrada
analógica precisamos inicialmente determinar a forma em que ela será utilizada, para isso acesse a
aba USW e clique na entrada a ser configurada (figura 5.3).
Figura 5.3 – Configuração de entrada analógica.
8.1 Entradas RMI

As entradas analógicas podem ser utilizadas como entradas VDO para leitura de sensores
analógicos para monitorar um variação de resistência ou ligação de sensores para pressão de óleo,
temperatura de água e nível de combustivel. Após a definição do uso é necessário configurar a
curva do sensor fornecida pelo fabricante do mesmo.

Obs: nestas entradas é possivel instalar qualquer sensor disponível no mercado, desde que a
curva possa ser configurada.

Para configurar a curva do sensor acesse a aba VDO da entrada desejada, na primeira linha
selecione a curva desejada conforme figura 5.4, ou escolha uma curva configurável, e configure os
valores nas demais linhas.

Figura 5.3 – Configuração de entrada analógica.


8.2 RMI pressão de Óleo

A tabela VDO a seguir é utilizada para pressão de óleo, no caso da curva configurável a variação
de resistência pode ser de 0-480 e os valores de pressão podem ser ajustados.

8.3RMI temperatura de água

A tabela VDO a seguir é utilizada para sensor de temperatura de água, no caso da curva
configurável a variação de resistência pode ser de 0-480 e os valores de temperatura podem ser
ajustados.
8.4 RMI nível de combustível

A tabela VDO a seguir é utilizada para sensor de nível de combustível, no caso da curva
configurável a variação de resitência pode ser de 0-480 e os valores de nível podem ser
ajustados.

Obs: se todas as entradas analógicas forem selecionadas como VDO elas não poderão receber
nenhum valor de tensão sob risco de danificação da porta.

8.5 Alarmes RMI

No ítem anterior foram programadas as portas multi-input para leitura RMI, agora precisamos
utilizar esta informação para alarmes. Para configurar os alarmes acesse a aba Analogue onde
existem três linhas para cada Multi Input conforme demostrado na figura 5.4.

Figura 5.4 – Parâmetros para configuração.


Utilizaremos como exemplo a multi-input 102. Neste caso temos os parâmetros 4220 RMI 6.1, 4230
RMI 6.2 e 4240 W.fail 6. Para configurar os parâmetros clique duas vezes no parâmetro para abrir
a janela de configuração (figura 5.5). Como existem dois parâmetros, podem ser programados dois
alarmes. Um para aviso e outro para trip ou um para alto e outro para baixo nível. O parâmetro
4240 W.fail, se habilitado, monitora os fios de ligação do sensor e o alarme será acionado em caso
de rompimento dos fios.

Figura 5.5 – Parâmetros para configuração.


9 - Command timer
Os controladoes DEIF estão equipados com quatro temporizadores (timers) internos, que podem
ser utilizados para executar funções periódicas. Programamos a periodicidade do temporizador, e
no M-logic definimos a função a ser executada quando este estiver ativo.

Figura 5.6 – Command timer.


Para programar os timers, abra a tela parâmetros na aba General. Os parâmetros 6961 Start
Timer 1 até 6966 Stop Timer 1 fazem paate do mesmo temporizador. O primeiro trata-se do
período de ativação do timer e o segundo o período de finalização. A mesma condição serve para
todos os timers, abaixo segue o passo-a-passo para configuração.

ENDEREÇO CONFIGURAÇÃO
6961 Start Timer 1 selecine os dias da semana para ativar
6962 Start Timer 1 selecione a hora para início
6963 Start Timer 1 selecione o minuto para início
6964 Stop Timer 1 selecine os dias da semana para finalizar
6965 Stop Timer 1 selecione a hora para finalizar
6966 Stop Timer 1 selecione o minuto para finalizar
10 - APLICAÇÕES
Neste capitulo iremos abordar as aplicações do controlador. Após a criação da planta no
Application Configuration é necessario informar ao controlador o modo em que irá operar. Para
isto acesse a tela parâmetros na aba General no parâmetro 6070 select genset mode e selecione
uma das opções: Island Operation, Auto Mains Failure (AMF), ou Load Take Over. A seguir
iremos apresentar a planta e explicar cada um dos modos de operação possivel para cada tipo de
planta.

10.1 Auto Mains Failure

Nesta primeira planta há apenas duas possibilidades de aplicação: Auto Mains Failure. Nestes
dois modos não é necessário que o controlador leia a potência da rede, é somente necessário
referência de tensão e frequência para sincronização.
A tela Application Configuration ficará da forma a seguir:

Automatic Mains Failure: este modo de operação é também conhecido como operação em
emergência ou falha de rede, ou seja, o gerador irá operar somente na falta de energia da
concessionária. Quando a energia da concessionária retornar, o grupo gerador será parado após a
carga ser transferida novamente para a concessionária. O controlador continua monitorando os
valores de tensão e frequência dentro dos valores informados na aba Mains nos parâmetros 7063
low voltage e 7064 high voltage para tensão e 7073 low frequency e 7074 high frequency para
frequência.

Se ocorrer alguma anormalidade na concessionária que esteja fora dos limites estipulados, o
controlador comanda a abertura do disjuntor de rede (MB) e a partida do motor do gerador. Após a
estabilização da tensão e frequência do gerador, o controlador comanda o fechamento do disjuntor
do gerador (GB) assumindo toda a carga. Quando a rede se normalizar, ou seja, estiver dentro dos
limites estipulados, o controlador irá contar o tempo determinado nos parâmetros 7062 Mains OK
Delay U para tensão e 7072 Mains OK Delay F para frequência e após finalizado o tempo, o
controlador faz a transferência de carga para a concessionária. Esta transferência pode ser aberta
(sem sincronização) ou fechada (com sincronização)

carga será fechada. Caso os parâmetros estejam desabilitados, o controlador não sincroniza e
teremos uma transferência aberta de carga.
10.2 Island Operation

Nesta planta há apenas uma possibilidade de modo de operação, que é o modo Island (ilha).
Como o proprio nome sugere, neste modo o equipamento está trabalhando de modo isolado a
outras fontes de energia. Abaixo está o modelo da planta no Application Configuration.
10.3 Load Take Over

Neste modo de modo de operação, quando solicitado, o grupo gerador incia o processo de
transferência de carga e a assume totalmente a carga que antes era alimentada pela
concessionária.
Esta aplicação depende de um comando de partida automática (Auto Start/Stop) que pode ser
enviado através de uma entrada digital configurada para esta função, ou a configuração de um
timer para partida e parada como visto anteriormente.