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Instituto Tecnológico de Aeronáutica

Física 45 – Circuitos, Ondas e Física Moderna

Curso de Física Básica: Ondas – H. Moysés Nussenzveig

Capítulo 5 – Problemas

Alunos:
Davi Tassinari de Figueiredo
Marcelo Handro Maia
Mariana de Sousa Silva
Orlando Gomes dos Reis Neto
Turma 4

São José dos Campos, 30 de setembro de 2002


Exercício 1

Uma corda uniforme, de 20 m de comprimento e massa de 2 kg, está esticada sob


uma tensão de 10 N. Faz-se oscilar transversalmente uma extremidade de corda, com
amplitude de três cm e freqüência de cinco oscilações por segundo. O deslocamento inicial
da extremidade é de 1,5 cm para cima.
a) Ache a velocidade de propagação v e o comprimento de onda  da onda
progressiva gerada na corda.
b) Escreva, como função do tempo, o deslocamento transversal y de um ponto da
corda situado à distância x da extremidade que se faz oscilar, após ser atingido pela onda e
antes que ela chegue à outra extremidade.
c) Calcule a intensidade I da onda progressiva gerada.

Resolução:

(a)
Cálculo da densidade linear da corda e da freqüência angular:

m 2
μ= = = 0,1 kg/m
l 20
ω = 2πf = 10π rad/s
Cálculo da velocidade de propagação da onda na corda:

T 10
v= = = 10 m/s
μ 0,1

Cálculo do número de onda e do comprimento de onda:

ω 10π
k= = = π rad/m
v 10
2π 2π
λ= = =2m
k π
Portanto, a velocidade de propagação da onda progressiva na corda é igual a 10 m/s
e o comprimento de onda dessa onda vale 2 m.

(b)
Como a onda é harmônica e progressiva, a equação que representa esse tipo de
oscilação é da forma y(x , t) = Acos(kx - ωt + φ) . Substituindo os valores obtidos no
item (a), obtemos: y(x , t) = 0,03  cos(πx - 10πt + φ)
Mas, da condição inicial de que o deslocamento da extremidade em que é aplicada a
oscilação é de 1,5 cm para cima segue que:

π
y(0,0) = 0,015 = 0,03  cos(φ)  cos(φ) = 0,5  φ = rad
3
Portanto, o deslocamento transversal da corda é dado pela seguinte função:

π
y(x , t) = 0,03  cos(πx - 10πt + )
3

(c)
A intensidade dessa onda é dada por:

1 1
μv  ωA  =  0,110   10π  0,03 = 0,444 W
2 2
I=
2 2
Exercício 2

A mesma corda descrita no problema 1 está com uma extremidade amarrada num
poste. A outra, inicialmente em repouso na posição de equilíbrio, é deslocada de 10 cm para
cima, com velocidade uniforme, entre t = 0 e t = 0,5 s, quando retorna à posição de
equilíbrio.
(a) Desenhe a forma da corda no instante t = 1,7 s.
(b) Desenhe a forma da corda no instante t = 2,6s.

Resolução:

Do exercício anterior, vem que a velocidade de propagação das ondas na corda é dada
por
v = 10 m/s
Assim, em 0.5 s, tem-se:

λ1  v  τ1
λ1  10  0.5  5 m

Para 1.0 s, vem que:

λ2  v  τ 2
λ2  10  1.0  10 m

Então, têm-se, assim, os comprimentos relativos às frentes de onda.


De posse destes dados, desenhou-se a configuração da corda para :

t = 0.5 s

Para um intervalo de tempo de 1.0 s, a distância percorrida é dada por:

Δt1  1.0 s
s  v  t
Δs1  10 m

Então, a configuração para t = 1.5 s é :

Assim, para um intervalo de tempo de 0.2 s, a distância foi de:

Δt 2  0.2 s
Δs 2  2 m

Logo, a configuração da onda é:

t = 1.7 s

Já para 2.6 s, o intervalo de tempo em relação à última configuração é de 0.9 s. Então,


a distância pode ser determinada por:

Δt 3  0.9 s
Δs3  9 m

Logo, para t = 2.6 s, vem:


Exercício 3

Mede-se a velocidade v de propagação de ondas


transversais num fio com uma extremidade presa a uma parede,
que é mantido esticado pelo peso de um bloco suspenso da outra
extremidade através de uma polia. Depois, mergulha-se o bloco
na água até os 2/3 da altura e verifica-se que a velocidade de
propagação passa para 95,5% da anterior. Qual é a densidade do bloco em relação à água?

Resolução:

Situação 1: T1  P
T1
v1 

Situação 2: T2  P  E
T
v2  2

Então:
2
 v2  T2 T2
  0,955   T2  0,91P
2
   
 v1  T1 P

T2  E  P
0,91  mbloco  g  magua deslocada  g  mbloco  g
2
0,91  blocoVbloco   aguaVbloco  blocoVbloco
3
2
 agua  0,09 bloco
3
bloco
 7,6
 agua
Exercício 4

(a) Mostre, diferenciando a expressão para a velocidade de propagação de ondas numa


corda, que a variação percentual de velocidade v/v produzida por uma variação percentual
T/T da tensão na corda é dada por v/v = ½  T/T.
(b) Um afinador de pianos faz soar a nota lá de um diapasão, de freqüência  = 440 Hz,
para compará-la com a nota lá da escala média de um piano. Com ambas soando
simultaneamente, ele ouve batimentos cuja intensidade máxima se repete a intervalos de
0,5s. Que ajuste percentual ele deve fazer na tensão da corda do piano para afiná-la?

Resolução

(a)
v e T estão relacionados por v = v(T+T) - v(T)  v(T+T) = v(T) + v. Para
variações pequenas, podemos dizer que v(T+T) = v(T) + v’ T, ou seja, v  v’ T. Então
v  v’ T .
T
Como v  , onde  é a densidade linear de massa da corda, tem-se que

11 1 11 T v
v'    .
2 T 2 T 2T
v Δv 1ΔT
Assim, Δ v  ΔT   .
2T v 2 T

(b)

2π 2π
A freqüência angular dos batimentos é Δω    4π . A freqüência angular de
τ 0,5
oscilação do diapasão é d = 2  = 880 . Considerando que freqüência de oscilação do
piano é inferior à do diapasão (o resultado não se alteraria se a considerássemos maior),
obtemos a freqüência de oscilação da corda do piano:

 = d - p  p = d -  = 880  - 4  = 876 

Consideremos v1 e T1 a velocidade e a tensão na corda do piano antes da afinação, e v2


e T2 os valores após a afinação. Como o número de onda da corda do piano permanece
constante (pois o comprimento da corda não muda), podemos escrever
880
880  k v2  k 
v2
880 876 219
876  k v1  876  v1  v1  v2  v2
v2 880 220
v v2  v1 1
 
v v2 220
Utilizando o resultado obtido no item (a), podemos concluir que
ΔT Δv 1
2   9,1 10  3  0,91%
T v 110
Exercício 5

Desprezando efeitos de tensão superficial, pode-se mostrar que as ondas na superfície


da água, com comprimento de onda  muito menor que a profundidade da água,
propagam-se com velocidade de fase v dada por v  g  2 , onde g é a
1
aceleração da gravidade. Mostre que a velocidade de grupo correspondente é vg  v .
2
Resolução:

g g
v   (I)
2 k
 g 
Mas, v  (II). Então, igualando (I) e (II):     gk .
k k k
d 1 g 1 g
Pela definição de velocidade de grupo: v    (III)
dk 2 gk 2 k

1
Comparando (I) e (III): vg  v
2
Exercício 6

Duas ondas transversais de mesma freqüência f = 10 s-1 são produzidas num fio de aço
de 1 mm de diâmetro e densidade 8 g/cm3, submetido a uma tensão T = 500 N. As ondas
são dadas por
 π
y1  A cos  k x  ω t  
 6
y2  2 A sen  ω t  k x 

onde A = 2 mm.
(a) Escreva a Expressão da onda harmônica progressiva resultante da superposição
dessas duas ondas.
(b) Calcule a intensidade da resultante.
(c) Se fizermos variar a diferença de fase entre as duas ondas, qual é a razão entre os
valores máximo e mínimo possíveis da intensidade da resultante?

Resolução:

Cálculo da densidade linear da corda:

maço maço 
 aço   
Vaço l  Aseção Aseção
   aço  Aseção
2
g  diâmetro 
  8 3
   mm
2

cm  2 
 kg 
   8  103  3     0.5 2106 m 2
 m 

  6.28  10 3 kg / m

A velocidade de propagação é dada por:

T
v  282.166 m / s

A freqüência angular é dada por:

ω  2πf  628.32 rad/s

O número de onda de onda é dado por:


k  2.23
v
Assim, deve-se determinar y tal que

y  y1  y2

onde y tem a forma geral de uma onda harmônica

y  At cos k x  ω t   

Dessa forma, seja   k x  ω t . Assim,

 
At cos     A cos    2 A sen    
 6
   
At cos     A cos    2 A cos  
 6  2
At cos     A cos cos  6  sen sen  6  2 cos cos  2  2 sen sen  2 
At  cos θ cos   sen θ sen    A  3
2 cos θ  5 2 sen θ 
Assim, segue que:
At cos   3
2 A
At sen   5
2 A

Logo,
At2   3
2 
A   5 2 A 2
2

At  5.29  103 m

  1.24

y  5.29  103 cos 2.23 x  628 t  1.24 

A intensidade resultante será:


1
I   v   2  At2
2
I  9.79 W

Como a intensidade é diretamente proporcional ao quadrado da amplitude e como esta


é dada pela expressão:
At2  A12  A22  2 A1 A2 cos( 1   2 )

temos que, para uma intensidade máxima,

cos( 1   2 )  1
1
I max    v   2  (9 At2 )
2

Já, para uma intensidade mínima,

cos( 1   2 )  1
1
I min    v   2  (1At2 )
2

Então, a relação entre elas será dada por:

I max
9
I min
Exercício 7

A corda mi de um violino tem uma densidade linear de 0,5 g/m e está sujeita a uma
tensão de 80 N, afinada para uma freqüência f = 660 Hz.
a) Qual é o comprimento da corda?
b) Para tocar a nota lá da escala seguinte, de freqüência 880 Hz, prende-se a corda
com um dedo, de forma a utilizar apenas uma fração p de seu comprimento. Qual é o valor
de p?

Resolução:

(a)
A velocidade das ondas nessa corda do violino vale:

T 80
v= = = 400 m/s
μ 5 10-4

Considerando que a corda vibra no primeiro harmônico (modo fundamental), ao


produzir a nota mi, temos:

v 400
fn =  660 =  L = 0,303 m
2L 2L
Desse modo, o comprimento da corda vale 0,303 m.

(b)
Tomando a razão entre as freqüências das duas notas (considerando que a vibração
ocorre no modo fundamental, em ambos os casos), obtemos:

v
f n' = 2L'  f n' = L  p = L' = f n = 660 = 3
fn v fn L' L f n' 880 4
2L
Assim, a fração da corda utilizada para se tocar a nota lá é igual a 75% do
comprimento total da corda.
Exercício 8

Uma corda de comprimento L está distendida, com uma extremidade presa a um


suporte e a outra extremidade livre.
a) Ache as freqüências fn dos modos normais de vibração da corda.
b) Desenhe a forma da corda associada aos três modos normais de vibração mais
baixos (em ordem de freqüência crescente). A velocidade de ondas na corda é v.

Resolução:

(a)
Para encontrar as freqüências dos modos normais de vibração da corda vamos
considerar ondas estacionárias nessa corda, com a extremidade em x = 0 fixa e a
extremidade x = L livre.
A função que representa uma onda estacionária é da forma:

y(x , t) = A(x)  cos(ωt + φ)

Derivando essa função e substituindo na equação de onda obtemos:

yt = -ω  A(x)  sen(ωt + φ)  y tt = -ω2  A(x)  cos(ωt + φ)

yx = A' (x)  cos(ωt + φ)  yxx = A'' (x)  cos(ωt + φ)

y tt = v2 y xx  -(kv) 2  A(x)  cos(ωt + φ) = v2  A'' (x)  cos(ωt + φ)


 A'' (x) + k 2  A(x) = 0 (I)

A solução geral de (I) é: A(x) = a  cos(kx) + b  sen(kx)


Da condição inicial de extremidade fixa vem que:

y(0 , t) = 0 = a  cos(0) + b  sen(0)   cos(ωt + φ) 


 a  cos(ωt + φ) = 0  a = 0

Da condição inicial de extremidade livre vem que:

y(x , t) = b  sen(kx)  cos(ωt + φ)  y x = kb  cos(kx)  cos(ωt + φ)

yx (L , t) = 0 = kb  cos(kL)  cos(ωt + φ)  cos(kL) = 0 


π 1 π
 kL = nπ +  k n = (n + ) , n = 0,1,2,3...
2 2 L
Como k só pode assumir valores discretos, o mesmo ocorre com a freqüência das
oscilações:

(2n + 1)vπ 1
ωn = v  k n  2πf n = v  k n  f n =  
2L 2π
v
 f n = (2n + 1)  , n = 0,1,2,3...
4L
Portanto, as freqüências dos modos normais de vibração dessa corda são dadas por:
v
f n = (2n + 1)  , n = 0,1,2,3...
4L

(b)
Cálculo do comprimento de onda dos modos normais de vibração:

2π 2π  2L 4L
λn = = = , n = 0,1,2...
kn (2n + 1)π (2n + 1)

Como a freqüência é diretamente proporcional ao valor de n, os três menores


valores para as freqüências ocorrem para n variando de 0 a 2. Assim, a forma da corda para
os modos de vibração mais baixos estão esquematizadas nas figuras abaixo:

Para n = 0 ( λ 0 = 4L ):

4L
Para n = 1 ( λ1 = ):
3
4L
Para n = 2 ( λ 2 = ):
5
Exercício 9

Seja uma corda distendida de comprimento L, com um extremo fixo e outro livre. No
instante t=0, um pequeno pulso de forma triangular está se propagando para a direita na
corda. Depois de quanto tempo a corda voltará à configuração inicial?

Resolução:
T
A velocidade de propagação do pulso é constante e é dada por: v .

Esteja a corda com a seguinte configuração no instante


t  0:

O intervalo de tempo para que o pulso alcance a outra extremidade da corda é dado por:
L
t  . Como a corda possui uma extremidade fixa, nesta há reflexão com inversão de
v
L
fase (defasagem de 180º). Então, em t  :
v
Contudo, na extremidade livre, ocorre reflexão sem inversão de fase (defasagem nula).

L
Assim, como a velocidade do pulso é constante, em t  2  :
v

L
Seguindo o mesmo raciocínio, em: t  3
v

L
t  4
v

Portanto, após um intervalo de tempo de 4L/v o pulso volta a sua configuração inicial.
Exercício 10

Uma corda vibrante de comprimento l presa em ambas as extremidades está vibrando


em seu n-ésimo modo normal, com deslocamento transversal dado pela (5.7.10). Calcule a
energia total de oscilação da corda.
Sugestão: Considere um instante em que a corda esteja passando pela posição de
equilíbrio, de modo que sua energia total de oscilação esteja em forma puramente cinética.
Calcule a densidade linear de energia cinética e integre sobre toda a corda.

Resolução:

 n 
A equação do deslocamento da corda é y n ( x, t )  bn sen x  cos n t   n  , onde
 l 
n
n  v  2 n ; a velocidade em cada ponto da corda é
l
  n 
v( x, t )  y n ( x, t )  bn n sen  x  sen  n t   n  . Quando a corda está passando pela
t  l 
posição de equilíbrio, temos
cos n t   n   0  sen  n t   n   1 
  n 
v ( x, t ) 
y n ( x, t )  bn n sen x 
t  l 
A energia cinética em um elemento infinitesimal da corda, nesta situação, é
2
m v2 1   n  
E ( x, t )   x bn n sen x   ; a densidade linear de energia cinética é
2 2   l 
2
E ( x, t ) 1   n  
  bn n sen x   . Integrando esta expressão sobre toda a extensão da
x 2   l 
corda, obtemos a energia cinética total:

2
 n  n
l l
1   1 
E     bn n sen  x   dx   bn  n  sen 2 
2 2
x  dx 
x 0
2   l  2 x 0  l 
l
1 2 x l  2n   1 2 l l l 
sen  2n  
2 2
  bn  n   sen  x     bn  n   sen 0  
2  2 4n  l   x 0 2  2 4n 4n 
1 1
  bn  n l   bn  2 n  l   2  l  n bn
2 2 2 2 2 2

4 4

Portanto,
E = 2  l  n2 bn2.
Exercício 11

Duas cordas muito longas, bem esticadas, de densidades lineares y


diferentes 1 e 2, estão ligadas uma à outra. Toma-se a posição de 1 2
equilíbrio como eixo dos x e a origem O no ponto de junção, sendo y o
A1 A2
deslocamento transversal da corda (fig.). Uma onda harmônica x
progressiva, yi = A1 cos (k1 x -  t), viajando na corda 1 (x < 0), incide O
B1
sobre o ponto de junção, fazendo-o oscilar com freqüência angular .
Isto produz na corda 2 (x > 0) uma onda progressiva de mesma freqüência, yt = A2 cos
(k2 x -  t) (onda transmitida), e dá origem na corda 1, a uma onda que viaja em sentido
contrário, yr = B1 cos (k1 x +  t) (onda refletida). Dada a onda incidente yi, de amplitude
A1, desejam-se obter a amplitude de reflexão  = B1/A1 e a amplitude de transmissão
 = A2/A1. (a) Dada a tensão T da corda, calcule as velocidades de propagação v1 e v2 nas
cordas 1 e 2, bem como os respectivos números de onda k1 e k2. O deslocamento total na
corda 1 é yi + yr, e na corda 2 é yt. (b) Mostre que, no ponto de junção x = 0, deve-se ter
yi + yr = yt. (c) Aplicando a 3a lei de Newton ao ponto de junção x = 0, mostre que, nesse
ponto, deve-se ter também ( / x) ( yi  yr )  ( / x) ( yt ) . (d) A partir de (b) e (c), calcule
as amplitudes de reflexão e transmissão  e  em função das velocidades v1 e v2. Discuta o
sinal de .

Resolução:

(a)

T  
Para a corda 1, temos v1  e k1    1 . Similarmente, para a corda 2,
1 v1 T
T  
temos v2  e k2    2 .
2 v2 T

(b)

No ponto de junção, ambas as cordas se encontram; não deve haver uma


descontinuidade entre as cordas neste ponto, portanto y1 e y2 devem ser iguais. Assim,
y1 = y2  yi + yr = yt.

(c) T
Ty θ
Em um ponto qualquer da corda 1, a componente
vertical da tensão é dada por Ty = T sen θ, onde θ é o ângulo que
a corda faz com o eixo x no ponto. Estamos trabalhando com
y 
inclinações pequenas, portanto podemos considerar sen θ  tg θ = = (yi + yr). Assim,
x x

no ponto x = 0, tem-se Ty = T  (yi + yr) . Em um ponto qualquer da corda 2, a força
x
vertical é também dada por Ty  = T sen θ. As considerações feitas para a corda 1 também

são aplicáveis, portanto tem-se Ty = T  yt.
x

No ponto x = 0, as trações em cada lado da corda 2


devem ser iguais em módulo e direção; assim, as T T
1
componentes verticais devem ter o mesmo módulo. Deste
   
modo, T  (yi + yr) = T  yt e portanto (yi + yr) =  yt.
x x x x

(d)

Temos, no ponto x = 0:

yi + yr = yt  A1 cos (0k1 - t) + B1 cos (0k1 + t) = A2 cos (0k2 - t) 
 A1 cos (-t) + B1 cos (t) = A2 cos (-t)  A1 + B1 = A2 (I)

( / x) ( yi  y r )  ( / x) ( yt )  -A1 k1 sen (0k1 - t) -B1 k1 sen (0k1 + t) = -


A2 k2 sen (0k1 - t) 
 A1 k1 sen (-t) + B1 k1 sen (t) = A2 k2 sen (-t)  -A1 k1 + B1 k1 = -A2 k2 (II)

Substituindo (I) em (II):


-A1 k1 + B1 k1 = -(A1 + B1 ) k2  A1 (k2 - k1) + B1 (k1 + k2) = 0  A1 (k1 - k2) = B1 (k1 + k2) 
 1 1  v2  v1
  
B1 k1  k 2 v v2  vv v v
    1  1 2  2 1
A1 k1  k 2 1 1  v1  v 2 v1  v2
  
 v1 v2  v1v2

Isolando B1 em (I) e substituindo em (II):

B1 = A2 - A1
-A1 k1 + (A2 - A1) k1 = -A2 k2  2A1k1= A2 (k1 + k2) 
 v
2 2 2
A2 2k1 v1 vv 2v 2
 A  k k    1 2 
1 1 2 1 1 v1  v2 v1  v2
  
 v1 v2  v1v2
Analisando os resultados obtidos, como v1 e v2 são positivos, vemos que  = A2/A1 será
sempre positivo. Já  = B1/A1 será positivo apenas quando v2 for maior que v1; neste caso a
onda refletida estará em fase com a onda incidente. Quando v1 > v2,  será negativo e a
onda refletida terá sinal contrário à onda incidente, ou seja, terá uma diferença de fase de π
em relação a ela.
Exercício 12

No problema 11, a refletividade r da junção é definida como a razão da intensidade da


onda refletida para a intensidade da onda incidente, e a transmissividade t como a razão da
intensidade transmitida para a incidente.
(a) Calcule r e t.
(b) Mostre que r + t = 1, e interprete esse resultado.

Resolução:

Temos que a intensidade de uma onda é dada por:


1
I   v   2  At2
2

Logo, como a refletividade é definida por:


I
r R
Ii
segue que:

2
 1  v1   2  B12  B1 
1
r 2
  
1    v   2  A2
2 1 1 1  A1 

O que pode ser escrito, de acordo com o exercício anterior, como:


r   
2

Logo:
2
v v 
r   2 1 
 v1  v2 

A transmissividade é definida por:


IT
t
Ii
De acordo com a definição de intensidade, vem que:

1   2  v2   2  A22  2  v2  A22
t 2

1    v   2  A2 1  v1  A12
2 1 1 1

T
v22
 v2  A22
v1  A2 
2

t T   
v2
 v1  A1
2
v2  A1 
1

e essa expressão, de acordo com o exercício anterior pode ser escrita como:
v1 2
t  
v2
2
v  2v2 
t  1  
v2  v1  v2 

Logo,
4v1v2
t
 v1  v2  2

Calculando, agora, o valor de r + t, temos:


2
v v  4v1v2 v12  2v1v2  v22  4v1v2
r  t   2 1   
 v1  v2   v1  v2   v1  v2  2
2

v12  2v1v2  v22


r t 
 v1  v2  2
r t 1

E este resultado pode ser interpretado como uma forma da Lei de Conservação de
Energia.