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Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 409

ASPECTOS DAS SOCIEDADES ANÔNIMA E LIMITADA 
 
Amanda dos Santos Saraiva, Júlio César Campioni Lima, Tatiana Vieira dos Santos, Pedro Teófilo de 
Sá 
 
Curso de Ciências Contábeis, UNOESTE – Universidade do Oeste Paulista. E‐mail: amandinhasaraiva002@hotmail.com 
 
 
RESUMO 
Este  artigo  tem  como  objetivo  levantar  algumas  diferenças  básicas  na  constituição  e  na 
administração das sociedades anônimas e limitadas para identificar as formas de administração de 
cada tipo societário. Para atingir tais objetivos, foram estudadas algumas características das duas 
espécies  de  sociedades:  a  anônima  e  a  limitada,  passando  pela  constituição  e  administração  de 
ambas.  Com  isso,  traz  alguns  esclarecimentos  para  auxiliar,  os  possíveis  sócios  no  momento  do 
investimento do capital social criando uma organização empresarial. 
Palavras‐chave: Sócios. Administração. Capital. Sociedade Anônima. Sociedade Limitada. 
 
 
INTRODUÇÃO E OBJETIVO 
No  mundo  contemporâneo,  permeado  pela  globalização,  as  pessoas  procuram  cada  vez 
mais a estabilidade pessoal, profissional e financeira em busca de um futuro que lhes assegurem 
uma digna sobrevivência. Como forma de execução de tal pretensão, algumas pessoas optam pela 
formação  de  sociedades  comerciais.  Todavia,  no  momento  da  constituição  societária  os 
denominados  sócios,  que  serão  os  empresários,  deverão  ter  a  preocupação  inicial  de escolher  o 
tipo societário para depois tomar uma série de providências antes da abertura da empresa. 
No  Brasil  existem  diversos  tipos  societários,  dentre  eles,  encontram‐se  com  maior 
destaque a sociedade limitada e sociedade anônima, por serem mais utilizadas. Ambas possuem 
estruturas  e  normas  diferenciadas,  o  que  podem  gerar  dúvida  no  momento  da  opção  e  da 
constituição, além de levar a diferentes formas de administração da organização. 
A  sociedade  limitada  tem  seu  capital  dividido  em  cotas  e  seus  sócios,  responsabilidade 
limitada ao valor das suas participações no capital social. A administração pode ficar a cargo dos 
sócios ou até mesmo ser delegada, desde que determinada no contrato social. 
Na sociedade anônima o capital é dividido em ações e a responsabilidade dos acionistas se 
limita ao valor dos papéis subscritos. O art. 138 da Lei 6.404/76 determina que a administração da 
sociedade anônima cabe ao conselho de administração e à diretoria, ou apenas a esta, de acordo 
com o que que for determinado no estatuto social. 
Observa‐se que ambas guardam diferenças na forma de criação e administração, por isso, é 
comum que no momento da constituição societária, alguns futuros empresários tenham dúvidas, 

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se  optam  pela  sociedade  anônima,  ou  se  pela  Limitada.  É  preciso  cautela  para  não  fazer  juízo 
equivocado, quanto à escolha do tipo societário, pois diferem na formação e administração, e isto 
influenciará na escolha. 
Devido à dualidade na escolha do tipo societário, é importante esclarecer alguns pontos da 
forma  de  administração  das  sociedades  anônimas  e  limitadas,  e  algumas  responsabilidades  dos 
sócios. 
Diante das possíveis dúvidas que podem surgir para aquele que pretende criar a sociedade 
é que se pretende esclarecer algumas distinções que envolvem os tipos societários, auxiliando o 
leitor  e  os  empresários  ao  melhor  entendimento  antes  da  opção  da  espécie  societária  no 
momento da formação.  
Em  razão  de  tal  necessidade,  o  presente  trabalho  tem  como  objetivo  geral  levantar 
algumas diferenças básicas na constituição e na administração das sociedades anônima e limitada. 
E, como objetivo específico identificar as formas de administração de cada tipo societário. 
 
METODOLOGIA 
Método é o conjunto de atividades sistemáticas e racionais, que, com maior segurança e 
economia, permite alcançar‐se o objetivo por meio de conhecimentos válidos e verdadeiros, que 
traçam  o  caminho  a  ser  seguido,  detectando  erros  e  auxiliando  as  decisões  do  pesquisador. 
(LAKATOS  e  MARCONI,  2010,  p.65).  Sendo  assim,  para  a  realização  deste  artigo,  faz‐se  uso  da 
pesquisa bibliográfica, pautada em livros, por meio de interpretações de autores e especialistas no 
assunto, revistas especializadas e sites periódicos. Para as autoras, faz‐se necessária a pesquisa em 
diversos materiais, para que se tenha certeza das colocações expostas neste artigo, e lembrando 
que um caminho traçado sempre facilitará seu resultado. 
Este estudo tem um caráter exploratório descritivo e analítico sobre aspectos da sociedade 
anônima  e  sociedade  limitada.  A  pesquisa  baseia‐se  na  revisão  bibliográfica  em  livros  e  artigos 
sobre o tema determinado.  
 
Características de Sociedade Anônima e Limitada 
Antes  de  apontar  as  características  de  cada  uma  das  duas  sociedades  mais  utilizadas  no 
Brasil, é preciso passar, rapidamente, pela constituição, para depois, em item separado, abordar a 
administração. 
Sociedade Anônima é um tipo societário utilizado para empreendimentos de grande porte. 
A  sua  formação  se  dá  pela  reunião  de  pessoas  que,  juntas,  investem  capital,  que  depois  será 

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fracionado e o resultado denominado de ações. O estatuto social é o documento de criação que 
contempla  o  tipo  de  sociedade,  se  aberta  ou  fechada,  dependendo  da  negociação  das  ações  na 
bolsa  de  valores  ou  não  e  conterá  as  seguintes  informações:  denominação,  prazo  de  duração, 
sede, objeto social, capital social, ações, forma de diretoria, conselho fiscal e término do exercício 
(BERTOLDI, 2011, p.309‐18). 
Este tipo societário é classificado como de capital, por não privilegiar a qualidade pessoal 
do sócio, a exemplo do que acontece na limitada. É também denominada de companhia, e devido 
à  divisão  do  capital  em  ações,  a  responsabilidade  dos  sócios  se  limita  ao  valor  dos  papéis  que 
foram adquiridos, subscrito (COELHO, 2009, p.67). 
Os  sócios  farão  a  escolha,  no  ato  da  criação,  e  a  sociedade  será  de  capital  aberto  ou 
fechado,  o  que  levará  à  possibilidade  de  negociação  na  bolsa  de  valores,  ou  não.  Nesse  passo, 
pode‐se dizer que ela se diferencia da limitada, que não tem papeis para negociação, é classificada 
como sociedade de pessoas (BERTOLDI, 2011, p.222). Certamente, a opção pela companhia aberta 
ou  fechada  terá  desdobramentos  na  forma  de  administração  de  cada  uma  e  os  sócios 
desempenharão papeis distintos. 
A  sociedade  limitada  é  tida  como  sociedade  de  pessoas  por  dar  grande  importância  aos 
atributos pessoais de quem pretende entrar para a sociedade. A constituição depende da vontade 
dos sócios, que, depois de expressada, deverá formalizá‐la num contrato social, que precisará ser 
levado  à  junta  comercial,  para  regularização  das  regras  a  serem  seguidas  pelos  sócios  e 
administradores, segundo Coelho (2012).  
Nesta  espécie  societária  o  capital  é  dividido  em  cotas,  que  representam  uma  parte  ou 
fração do capital social. São essas cotas que limitam a responsabilidade dos sócios na sociedade. 
Daí  se  dizer  que  os  sócios  responderão  limitadamente  ao  valor  das  cotas  adquiridas.  A 
responsabilidade dos sócios pela formação do capital social será solidária, ou seja, caso um sócio 
não cumpra com a obrigação de pagamento da cota, os demais deverão fazê‐lo, conforme ressalta 
Júnior (2008, p.151). Nesse passo, difere da sociedade anônima. 
A  administração  da  limitada  se  apresenta  de  forma  diferenciada  da  sociedade  anônima, 
seja ela aberta ou fechada, já que a companhia segue o estatuto social e a lei 6.404/76, ao passo 
que  a  limitada  segue  o  contrato  social,  código  civil  e,  supletivamente,  a  mencionada  lei  das 
companhias, fatos que já demonstram as diferenças de constituição e administração. 
 
 
 

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Administração Societária 
A  administração  seja  de  um  tipo  societário  ou  de  outro  é  feita  por  aquela  pessoa  que 
cuidará  dos  aspectos  de  gestão  da  sociedade,  atuando  como  responsável  pela  manutenção  e 
desenvolvimento  do  negócio.  Tal  pessoa  poderá  ou  não  integrar  o  corpo  social,  como  se  verá 
adiante. 
Segundo Requião (2011, p.585) a administração pode ser formada com a simplicidade das 
típicas sociedades de pessoas, onde um sócio desempenha apenas a gerência e representa ativa e 
passivamente a sociedade. 
É indispensável a qualquer sociedade, seja ela limitada ou anônima, ter uma administração 
competente e responsável, para gerir a sociedade de maneira correta e eficaz, respeitando suas 
regras e normas legais, obtendo assim um bom desenvolvimento da sociedade e o consequente 
atingimento do objetivo social. 
A  administração  é  indispensável  para  garantir  o  bom  funcionamento  das  organizações. 
Segundo Chiavenato (2003) ela é uma das atividades mais importantes dentro de uma empresa, 
garantindo assim maior sucesso e equilíbrio das organizações. 
Os administradores das sociedades anônima e limitada são responsáveis pela condução das 
atividades empresariais, representando a empresa nos negócios e juridicamente. 
 
Administração e Responsabilidade dos sócios na Sociedade Anônima 
A administração da sociedade anônima deve ser desenvolvida e mantida de acordo com o 
estabelecido  no  estatuto  social.  É  a  forma  de  permitir  que  o  empreendimento  se  estruture,  se 
mantenha e cresça no meio empresarial a fim de atender à finalidade negocial da sociedade. Para 
tanto, será necessário que a sociedade tenha um corpo diretivo, órgãos, que facilitarão o alcance 
dos objetivos sociais. 
Segundo  Bertoldi  (2011,  p.309‐18)  os  órgãos  são:  Assembleia‐geral:  responsável  por 
deliberar por todos os assuntos da companhia; Conselho de Administração: responsável pela ajuda 
à diretoria nas decisões estratégicas, ademais, é obrigatório para as sociedades de capital aberto e 
facultativo  para  as  de  capital  fechado;  Diretoria:  esta  é  obrigatória  e  responsável  direta  pela 
administração  e  realização  o  objetivo  social  da  sociedade,  traçando  as  metas  estipuladas  pela 
assembleia geral; Por fim, o Conselho Fiscal: responsável pelo controle e fiscalização da sociedade 
e dos administradores. 
São  considerados  administradores  da  sociedade  anônima,  os  membros  do  conselho 
administrativo  e  os  membros  da  diretoria  que  devem  seguir  uma  série  de  normas  relativas  a 

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requisitos,  impedimentos,  investidura,  remuneração,  deveres  e  responsabilidades  (BERTOLDI, 


2011, p.322).  
A  administração  da  sociedade  anônima  deve  seguir  as  regras  estabelecidas  no  estatuto 
social,  devendo  ser  complementada  pela  lei  6.404/76.  O  seu  exercício  se  dará  pelos  órgãos,  ou 
também  denominados  conselhos,  tratados  anteriormente,  que  auxiliarão  a  diretoria,  com  poder 
de  decisão.  Segundo  Coelho  (2012,  p.264)  existem  dois  sistemas  de  administração  distintos:  o 
monista  e  o  dualista.  Pelo  sistema  monista,  o  acionista  se  responsabiliza  pela  fiscalização  e 
supervisão  dos  diretores.  Já  no  sistema  dualista  quem  realiza  esta  função  é  o  conselho  de 
administração. Nesse aspecto, guarda distinção em relação à limitada, cuja fiscalização compete a 
todos os sócios indistintamente. 
Na  sociedade  anônima,  tanto  os  membros  do  conselho  de  administração  quanto  os 
diretores  são  considerados  administradores  e,  portanto,  possuidores  de  deveres  e 
responsabilidades pelos seus atos, no exercício da função. 
Como se pode ver, a administração da companhia é exercida pelos órgãos anteriormente 
mencionados,  cujos  atos  são  praticados  pelo  administrador.  Nesse  contexto,  encontra‐se  a  lição 
de Coelho (2012) enfatizando que o dever de administração é um dever legal, dentre eles: dever 
de  diligência:  exige  que  o  administrador  seja  diligente  em  suas  funções;  dever  de  lealdade: 
incumbe ao administrador a obrigação de ser leal e não usar em proveito próprio as informações 
que  possui  sobre  a  companhia;  finalmente,  o  dever  de  informar:  este  determina  que  as 
informações  sobre  deliberações  ou  fatos  importantes  devem  ser  divulgadas  de  modo  imediato, 
dentre outros. 
Em  relação  ao  papel  dos  sócios  na  administração  social,  em  que  pese  a  responsabilidade 
ser  proporcional  ao  valor  das  ações  adquiridas,  eles  responderão  pelos  atos  de  gestão,  quando 
estes causarem prejuízos à sociedade. 
 
Administração e Responsabilidade dos Sócios na Sociedade Limitada 
Na sociedade limitada, a administração deverá seguir rigorosamente as determinações do 
contrato social, da lei civil e complementarmente as regras da lei 6.404/76. Caberá a um diretor, a 
um,  alguns  ou  todos  os  sócios,  a  possibilidade  de  exercício  do  cargo  de  diretor.  E  ainda,  deverá 
estar nomeado no contrato social ou em ato separado aquele que exercerá tal função decorrente 
do cargo de diretor. 

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Segundo  Martins  (2011,  p.170)  algumas  sociedades  optam  pela  administração 


desempenhada por um ou mais sócios, podendo também ser atribuída a não sócios dependendo 
do contrato social. Tudo depende da vontade dos sócios e da necessidade da sociedade. 
Nesta espécie societária têm‐se dois tipos de administração. Segundo Júnior (2008, p.164) 
a primeira é formada pelos sócios e poderão até mesmo delegar a terceiros estranhos ao corpo 
social, que deverão seguir o contrato social; E de acordo com Martins (2011, p.223) já a segunda, 
está poderá formar conselhos a exemplo do que acontece com a sociedade anônima. A adoção de 
conselhos  pela  sociedade  limitada  precisa  trazer  a  previsão  no  contrato  social  e  servirá  para 
facilitar a administração social com responsabilidade dividida. 
As  obrigações  dos  administradores  não  diferem  da  sociedade  anônima,  pois  a  mesma 
diligência  empregada  lá  caberá  aqui  também,  já  que  ambas  tem  o  mesmo  objetivo  social  e  os 
administradores responderão pelos prejuízos causados no exercício das suas funções.  
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
As duas espécies societárias tratadas neste artigo são as mais comuns no Brasil quando as 
pessoas pretendem estabelecer uma organização comercial. A fim de melhor entender o tema, o 
trabalho  teve  como  objetivo  geral  levantar  algumas  diferenças  básicas  na  constituição  e  na 
administração  das  sociedades  anônima  e  limitada.  E,  como  objetivo  específico  identificar  as 
formas de administração de cada tipo societário. 
Para  atingir  tais  objetivos,  foram  estudadas  algumas  características  das  duas  espécies  de 
sociedades, a anônima e a limitada, passando pela constituição e administração de ambas.  
Verificou‐se  que,  na  sociedade  anônima,  utilizada  para  as  sociedades  de  grande  porte,  o 
capital  é  formado  e  depois  dividido  em  ações  que  comportarão  ou  não  negociação  na  Bolsa  de 
Valores e os sócios respondem pelo valor das ações adquiridas. A negociabilidade é que definirá se 
a  sociedade  é  de  capital  aberto  ou  fechado.  E  ainda,  a  administração  e  a  sua  forma  está 
intimamente ligada ao estatuto social e às regras da lei 6.404/76. 
Com  relação  à  sociedade  limitada,  esta  é  utilizada  para  empreendimentos  de  pequeno  e 
médio porte. A formação ocorre através do contrato social, documento que expressará todas as 
regras de administração, e em caso de omissão, deve‐se socorrer ao código civil, e supletivamente 
à  lei  6.404/76.  A  administração  está  inserida  nesse  contexto  e  os  sócios  respondem  pelos 
excessos, da mesma forma que na sociedade anônima. Quanto a responsabilidade dos sócios, eles 
responderão  limitadamente  pelo  valor  das  cotas  adquiridas.  Porém,  tal  responsabilidade  será 

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solidária quando um sócio deixar de cumprir com a integralização da cota. Nesse aspecto, difere 
da responsabilidade na sociedade anônima. 
Quanto  à  forma  de  constituição,  elas  adotam  procedimentos  diferenciados,  seguem  leis 
específicas  e  diferentes.  A  sociedade  anônima,  por  ser  utilizada  para  as  sociedades  de  grande 
porte,  tem  uma  lei  específica,  a  6.404/76,  muito  mais  complexa  e  detalhada,  tanto  que  na 
sociedade  limitada,  caso  não  tenha  regra  no  contrato  social,  nem  no  código  civil,  esta  deverá 
buscá‐las de forma suplementar na lei da sociedade anônima, lei 6.404/76. 
Pode‐se  concluir  então  que  para  escolha  do  tipo  societário  a  ser  constituído  os  sócios 
precisam  ser  esclarecidos  acerca  do  tipo  de  investimento  que  pretendem  fazer.  Não  menos 
importante é a informação da forma de criação dos dois tipos societários mais utilizados no Brasil, 
além da responsabilidade dos sócios na formação do capital social, e as formas de administração e 
seus possíveis desdobramentos. 
 

REFERÊNCIAS 

BERTOLDI, M. M.; RIBEIRO, M. C. P. Curso Avançado de Direito Comercial, 6ª Ed. rev. e atual. São 
Paulo: RT, 2011. 

CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração, 7ª Ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: 
Elsevier 2003 

COELHO, F.U. Curso de Direito Comercial, 13° Ed. São Paulo: Saraiva, 2009. 

___________. Curso de Direito Comercial, 24° Ed. São Paulo: Saraiva, 2012. 

___________. Manual de Direito Comercial, 16° Ed. São Paulo: Saraiva, 2012. 

___________.Manual de Direito Comercial, 17ª Ed. rev. Atual. São Paulo: Saraiva, 2006.  

GONÇALVES,  M.  G.  V.  P.  R.;  GONÇALVES,  V.  E.  R.  Direito  Comercial:  direito  de  empresa  e 
sociedades empresárias, 3ª Ed. Reformulada. São Paulo: Saraiva, 2010. 

JÚNIOR, W. F. Manual de Direito Comercial, 9ª Ed. São Paulo: Atlas, 2008. 

LAKATOS, E. M.; MARKONI, M. A.; Fundamentos de Metodologia Científica. 7 ed. São Paulo: Atlas, 
2010. 

MARTINS, F. Curso de Direito Comercial, 34º Ed. rev. atual. e ampl. por Carlos Henrique Abrão. Rio 
de Janeiro: Forense, 2011. 

NEGRÂO, R. Manual de Direito Comercial e de Empresa, 9ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2012. 

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REQUIÃO, R. Curso de Direito Comercial, 30º Ed. rev. e atual. por Rubens Edmundo Requião, São 
Paulo: Saraiva, 2011. 

RAFAEL  Melchior  Vieira,  João.  Artigo:  Responsabilidade  Civil  do  Administrador  de  Sociedade 
Anônima.  Disponível  em:<http://www.artigos.com/artigos/sociais/direito/responsabilidade‐civil‐
do‐administrador‐de‐sociedade‐anonima‐3974/artigo/>. Acesso em: 02 set. 2012. 

MACHADO,  Priscila.  Artigo  Aspectos  Gerais  da  Sociedade  Anônima.  Disponível 


em:<http://www.webartigos.com/artigos/aspectos‐gerais‐da‐sociedade‐an‐ocirc‐nima/2042/>. 
Acesso em: 29 ago. 2012. 

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