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César da Silva Júnior

Ciências
Sezar Sasson
Paulo Sérgio Bedaque Sanches
Sonelise Auxiliadora Cizoto
Débora Cristina de Assis Godoy
o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais • Componente Curricular: Ciências

Manual do
Professor
Manual do
Professor

Ciências o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais • Componente Curricular: Ciências

CÉSAR DA SILVA JÚNIOR


Licenciado em História Natural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da
Universidade de São Paulo (USP)
Professor de Biologia da rede particular de ensino de São Paulo

SEZAR SASSON
Licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da USP
Professor e autor de Biologia

PAULO SÉRGIO BEDAQUE SANCHES


Bacharel em Física pelo Instituto de Física da USP
Licenciado em Física pela Faculdade de Educação da USP (habilitação em Física, Química e Matemática)
Mestre em Educação a Distância pela Universidad Nacional de Educación a Distancia (Uned) –
Cátedra Unesco, Madri, Espanha

SONELISE AUXILIADORA CIZOTO


Bacharel em Pedagogia pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo
Pós-graduada em Educação pela Faculdade Integrada Metropolitana de Campinas (Metrocamp), São Paulo
Professora de graduação e pós-graduação nas áreas de Psicologia e Educação

DÉBORA CRISTINA DE ASSIS GODOY


Bacharel em Pedagogia e especialista em Alfabetização pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Professora e coordenadora de Ensino Fundamental da rede particular de ensino
na região de Campinas, São Paulo

São Paulo, 1a edição, 2017.


Direção geral: Guilherme Luz
Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas
Gestão de projeto editorial: Tatiany Renó
Gestão e coordenação de área: Isabel Rebelo Roque
Edição: Daniela Teves Nardi, Carlos Eduardo de Oliveira
e Giovana Pasqualini da Silva
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Planejamento e controle de produção: Paula Godo,
Roseli Said e Marcos Toledo
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Ana Paula C. Malfa, Arali Gomes,
Brenda T. M. Morais, Célia Carvalho, Celina I. Fugyama,
Claudia Virgilio, Daniela Lima, Gabriela M. Andrade, Heloísa Schiavo,
Luís M. Boa Nova, Patricia Cordeiro, Raquel A. Taveira,
Rita de Cássia C. Queiroz, Sueli Bossi e Vanessa P. Santos
Arte: Daniela Amaral (ger.) e André Gomes Vitale (coord.)
Diagramação: Vanessa Bertolucci
Licenciamentos de conteúdos de terceiros: Cristina Akisino (coord.),
Angra Marques (licenciamento de textos),
Erika Ramires e Claudia Rodrigues (analistas adm.)
Design: Gláucia Correa Koller (ger.),
Erika Tiemi Yamauchi Asato (projeto gráfico e capa) e Talita Guedes da Silva (capa)
Foto de capa: Artsplav/Shutterstock
Ilustração de capa: Rodrigo ICO

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Índices para catálogo sistemático:


1. Ciências : Ensino fundamental 372.35

2017
Código da obra CL 820675
CAE 623958 (AL) / 623959 (PR)
1a edição
1a impressão

Impressão e acabamento

II MANUAL DO PROFESSOR
Apresentação

Cara professora, caro professor,

Esta coleção foi escrita por professores que vivenciam o ambiente escolar
e prezam o contato com alunos como parte do seu dia a dia. Essa vivência
nos ajudou na busca de uma coleção didática de Ciências adequada para a
faixa etária a que se destina, tanto na linguagem como nos conteúdos e na
metodologia.
O ensino de Ciências para os anos iniciais do Ensino Fundamental apre-
senta grandes desafios: instigar a curiosidade de maneira orientada e or-
ganizada; utilizar linguagem acessível, mantendo a precisão dos conceitos;
desenvolver o interesse pela natureza associado ao processo de alfabetização,
um dos objetivos fundamentais dessa etapa de escolarização.
O desenvolvimento da competência leitora colabora com a formação de
cidadãos reflexivos, críticos, capazes de entender o mundo e interagir com
ele, e aptos a tomar decisões que visem aos benefícios de sua comunidade.
No mundo contemporâneo, o pensamento científico e a compreensão de
como as tecnologias afetam nossa vida são atributos fundamentais a serem
adquiridos.
O livro é um importante recurso no processo ensino-aprendizagem;
entretanto é fundamental ressaltar que o professor exerce papel determi-
nante de mediador entre os alunos e os conteúdos, além de promover a
motivação e o aprendizado significativo.
Entre em contato sempre que quiser expressar críticas e sugestões ou
tiver a necessidade de algum esclarecimento. Sucesso em seu ano letivo!

Os autores

MANUAL DO PROFESSOR III


Sumário

Orientações gerais .......................................................................................... V


A disciplina de Ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental.................. V
Base Nacional Comum Curricular ................................................................................... V
O professor de hoje ..................................................................................................... VII
O trabalho com a diversidade étnica ............................................................................VIII
O trabalho com alunos com baixa visão ou cegos ......................................................... X
Ensino contextualizado................................................................................................... X
Ciências e a interdisciplinaridade................................................................................... XI
Avaliação do aprendizado ............................................................................................ XII

Proposta teórico-metodológica da coleção .................................................... XIII


Bases norteadoras e metodologias .................................................................................... XIII
Atividades colaborativas ...............................................................................................XV
Orientações às pesquisas..............................................................................................XV
Recursos tecnológicos no aprendizado de Ciências .................................................... XVII
A avaliação na prática ............................................................................................... XVIII

Desenvolvimento de habilidades e a BNCC ....................................................... XIX

A estrutura da coleção ............................................................................................ XX


Organização da coleção ...................................................................................................... XX
Seções e boxes .................................................................................................................... XX
Organização dos volumes ......................................................................................... XXIII
Material digital do professor ............................................................................................XXV

Objetivos para o ano letivo ........................................................................... XXV

Referências e sugestões de leitura .............................................................. XXVII


Bibliografia ............................................................................................................... XXVII
Sugestões de leitura para o professor ............................................................................ XXIX
Endereços na internet para consulta do professor ...................................................XXIX

Reprodução do Livro do Estudante com orientações específicas ... 1

IV MANUAL DO PROFESSOR
Orientações gerais
A disciplina de Ciências nos anos iniciais
do Ensino Fundamental
Base Nacional Comum Curricular O ensino de Ciências da Natureza
no contexto da BNCC
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é As orientações da BNCC são embasadas em prin-
um documento de caráter normativo que define cípios éticos, políticos e estéticos contidos nas Diretrizes
o conjunto orgânico e progressivo de aprendiza- Curriculares Nacionais (DCN) da Educação Básica. Por esse
gens essenciais que todos os alunos devem de- motivo, a BNCC estabelece os conhecimentos, as compe-
senvolver ao longo das etapas e modalidades da tências e as habilidades que se espera que todos os alunos
Educação Básica. Conforme definido na Lei de desenvolvam ao longo da escolaridade básica, além de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei valorizar a formação humana integral e para a construção
n. 9 394/1996), a Base deve nortear os currículos de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
dos sistemas e redes de ensino das Unidades Fede- Documentos oficiais de educação recomendam que,
rativas, como também as propostas pedagógicas de nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, o proces-
todas as escolas públicas e privadas de Educação so de ensino-aprendizagem tenha como meta a alfabeti-
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, zação, visando a aquisição do sistema de escrita alfabética
em todo o Brasil. de modo articulado ao seu envolvimento em práticas di-
Base Nacional Comum Curricular. Disponível em:
versificadas de letramento, como informa o Parecer CNE/
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/
BNCCpublicacao.pdf>. Acesso em: 27 set. 2017. CEB n. 11/2010:

os conteúdos dos diversos componentes curriculares


Em outubro de 2015, o Ministério da Educação (MEC) [...], ao descortinarem às crianças o conhecimento
disponibilizou a primeira versão da Base Nacional Comum do mundo por meio de novos olhares, lhes oferecem
Curricular (BNCC). Durante um período de cinco meses, que oportunidades de exercitar a leitura e a escrita de
se estendeu até março de 2016, esse documento ficou dispo- um modo mais significativo.
nível para consulta pública e recebeu contribuições de diferen- BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara
tes atores ligados à educação. Dois meses depois, em maio de Educação Básica. Parecer n. 11, de 7 de julho de
de 2016, foi publicada a segunda versão da BNCC, a qual 2010. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino
Fundamental de 9 (nove) anos. Diário Oficial da
passou por um processo de debate institucional coordenado
União, Brasília, 9 de dezembro de 2010, Seção 1, p.
pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed)
28. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.
e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
php?option=com_docman&view=download&alias=
(Undime). Os resultados desses debates foram sistematizados 6324-pceb011-10&category_slug=agosto-2010-pd
e organizados em relatório produzido por um grupo de tra- f&Itemid=30192>. Acesso em: 28 nov. 2017.
balho também composto pelo Consed e pela Undime, com
base em análise realizada pela Universidade de Brasília (UnB).
Em paralelo à necessidade de alfabetizar o aluno, os
Em abril de 2017, foi publicada a terceira versão da campos do saber atribuídos às disciplinas dos anos iniciais
BNCC, que ficou disponível para consulta e discussão até do Ensino Fundamental devem gradativamente ampliar
11 de setembro, após ter sido submetida a cinco audiências experiências que proporcionem novas formas de o aluno
públicas promovidas pelo Conselho Nacional de Educação relacionar-se com o mundo. Na disciplina de Ciências, esse
(CNE), nas quais cerca de 2150 representantes de secretarias processo pode ocorrer por meio do desenvolvimento do
estaduais e municipais e de entidades da sociedade civil letramento científico, que, conforme a BNCC explica,
compareceram aos debates, em cinco capitais, para contri- seria “a capacidade de compreender e interpretar o mun-
buir com a elaboração do documento. O objetivo é definir o do (natural, social e tecnológico), mas também de trans-
conjunto progressivo de aprendizagens essenciais que todos formá-lo com base nos aportes teóricos e processuais da
os alunos devem desenvolver ao longo da Educação Básica. Ciência.”.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS V


Para isso, o componente curricular de Ciências deve Levantamento, análise e representação
contemplar possibilidades de ler e debater temas como: Ÿ Classificar o lixo em úmido ou seco.
alimentos, medicamentos, combustíveis, lixo, transportes, Ÿ Descartar o lixo úmido para a coleta de rua e organi-
comunicações, contracepção, saneamento e manutenção zar o lixo seco em um recipiente apropriado.
da vida na Terra, etc. Essa discussão deve pautar-se tan-
Ÿ Selecionar entre o lixo seco aquilo que pode ser re-
to por conhecimentos éticos, políticos e culturais quanto
ciclado.
científicos, cumprindo assim o papel de desenvolvimento
e formação integral dos alunos. Ÿ Separar o lixo seco e reciclável em categorias: papel,
vidro, metal e plástico e organizá-los em recipientes
Para garantir o cumprimento desses compromissos, a
individuais. Certificar-se de que o lixo reciclável está
disciplina de Ciências da Natureza deve possibilitar aces-
limpo antes de armazená-lo nos recipientes, evitando
so aos inúmeros conhecimentos científicos produzidos ao
assim a proliferação de insetos.
longo da história e explicar como eles se articulam na
construção dos saberes relacionados às demais disciplinas. Comunicação
Além disso, deve-se mesclar o aprendizado teórico com Ÿ Conversar com pais ou responsáveis sobre as vanta-
o prático, incluindo a realização gradativa dos principais gens de se implementar a coleta seletiva.
processos, práticas e procedimentos da investigação cien-
Ÿ Estabelecer com pais ou responsáveis as datas para
tífica, por meio de situações de aprendizagem que sejam
descartar o lixo reciclável em um ponto de coleta se-
desafiadoras, estimulantes, interessantes e despertem a
letiva próximo da residência.
curiosidade científica dos alunos. O trabalho prático de
investigação científica não deve se limitar somente a reali- Intervenção
zar manipulação de objetos ou realização de experimentos Ÿ Redução do volume de lixo descartado para o lixo
em laboratório, que seguem uma sequência de ativida- comum.
des preestabelecidas e orientadas. Ao contrário, ele deve Ÿ Descarte correto oferecendo possibilidade de renda
ser considerado elemento central na formação do aluno, para coletores de lixo reciclável.
possibilitando a ele questionar de maneira reflexiva seus
Nesse exemplo, o processo de investigação científica
conhecimentos e sua compreensão do mundo que o cerca.
limitou-se a avaliar um problema presente em todas as mo-
Uma estratégia para atingir esses propósitos é incen- radias do Brasil e do mundo: o descarte do lixo. A critério
tivar o aluno a pensar sobre problemas de seu interesse e do professor e de acordo com o nível de compreensão dos
a partir de então analisar como pode resolvê-los, seguindo alunos, essa análise pode ser ampliada de modo a avançar
as etapas de levantamento, análise e representação; co- em questões éticas, políticas e culturais, referentes a esse
municação; e intervenção. Para explicitar uma situação na tema, atendendo assim ao propósito descrito na função
qual o aluno possa percorrer essas três etapas de ação na dessa disciplina, que é o letramento científico que possibi-
resolução de problemas, vamos considerar a problemática lite “compreender e interpretar o mundo (natural, social e
da coleta seletiva de lixo em uma residência e apresentar tecnológico), mas também de transformá-lo com base nos
como poderia ocorrer o desenvolvimento das etapas de aportes teóricos e processuais da Ciência” (Brasil, 2017).
investigação científica. Observe o diagrama:
Considerando o apresentado anteriormente, e de acor-
do com as competências gerais da BNCC, a área de Ciências
da Natureza – e, por consequência, o componente curricular
de Ciências – deve garantir aos alunos o desenvolvimento
das competências específicas listadas a seguir.
Levantamento,
análise e
representação Competências específicas de Ciências
da Natureza para o Ensino Fundamental
Como 1. Compreender as ciências como empreendimento
implementar humano, reconhecendo que o conhecimento cien-
coleta seletiva
tífico é provisório, cultural e histórico.
de lixo
Intervenção em casa Comunicação 2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas
explicativas das Ciências da Natureza, bem como
dominar processos, práticas e procedimentos da

VI MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


grau em complexidade, surge a capacidade de articular
investigação científica, de modo a sentir segurança palavras, que potencializa a comunicação.
no debate de questões científicas, tecnológicas e
O ser humano é um ser social, e sua inserção na socie-
socioambientais e do mundo do trabalho.
dade é um processo único, individual, que depende da cul-
3. Analisar, compreender e explicar características, tura do meio onde está inserido, do momento histórico e
fenômenos e processos relativos ao mundo natural,
das vivências pessoais. Os primeiros contatos sociais acon-
tecnológico e social, como também às relações que
se estabelecem entre eles, exercitando a curio-
tecem no ambiente familiar/social e, geralmente, depois,
sidade para fazer perguntas e buscar respostas. no escolar. E há um longo caminho a percorrer desde que
o indivíduo nasce, ouvindo determinada língua, vivendo
4. Avaliar aplicações e implicações políticas, socio-
ambientais e culturais da ciência e da tecnologia certas emoções, absorvendo certas normas, até inserir-se
e propor alternativas aos desafios do mundo con- em sua cultura e desempenhar um papel na sociedade.
temporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo Nesse caminho, a escola tem um papel importante, pois
do trabalho. se caracteriza como um meio social e público que facilita
5. Construir argumentos com base em dados, evidên- e potencializa a entrada da criança no mundo adulto e
cias e informações confiáveis e negociar e defender na sociedade, isto é, favorece a construção da cidadania.
ideias e pontos de vista que respeitem e promo- O ser humano se constitui pela alteridade, e não pela
vam a consciência socioambiental e o respeito a educabilidade, ou seja, não é influenciado de fora para
si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a
dentro, mas vai criando ou rejeitando modelos que fazem
diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem
parte de determinado contexto social, cultural e histórico.
preconceitos de qualquer natureza.
A busca da autonomia só ocorre quando ele adquire a
6. Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo
capacidade e a oportunidade de se inserir na comunidade,
e bem-estar, recorrendo aos conhecimentos das
Ciências da Natureza.
no mundo em que vive.

7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, au- O aprendizado não ocorre somente na sala de aula. A
tonomia, responsabilidade, flexibilidade, re- escola precisa estar aberta ao que ocorre fora dela. Apren-
siliência e determinação, recorrendo aos co- demos quando ouvimos o canto de um passarinho no par-
nhecimentos das Ciências da Natureza para que, conversamos com um amigo, observamos uma trilha de
tomar decisões frente a questões científico- formigas, vamos ao supermercado, escutamos uma música,
-tecnológicas e socioambientais e a respeito da admiramos um quadro, assistimos à televisão, lemos histórias
saúde individual e coletiva, com base em princípios em quadrinho. O papel do professor é ligar esse aprendizado
éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.
não formal com os conteúdos trabalhados na escola.
Base Nacional Comum Curricular, 2017, p. 276.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ A participação do professor no processo de ensino-
images/BNCCpublicacao.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2017. -aprendizagem é complexa e merece reflexão. Inicialmen-
te, ele precisa acreditar no que faz e gostar do que faz.
Depois, deve assumir que a educação exige compromisso
O professor de hoje com a humanidade e com seus valores. Ele não pode se
esquecer de que se constitui em um modelo para seus
De forma simples, procurei identificar cinco face- alunos, nas ações e nas atitudes. Quando indaga e reflete,
tas que definem o “bom professor”: conhecimento, faz com que seus alunos indaguem e reflitam. Quando res-
cultura profissional, tato pedagógico, trabalho em peita a vida e o ambiente, favorece a consolidação desse
equipe e compromisso social. respeito nos alunos. Quando acredita na importância de
NÓVOA, António. In: Professor: imagens do futuro presente. viver em sociedade, de forma ética e respeitando a plu-
Lisboa: Educa, 2009. ralidade cultural, também isso se reflete nos seus alunos,
que passam a aceitar a diversidade de seus colegas e a
O ser humano nasce, sob vários aspectos, muito me- respeitar opiniões divergentes. Como professores, nossa
nos “pronto” do que os demais mamíferos. Logo após o responsabilidade é grande exatamente pelo fato de que
nascimento, é incapaz de sobreviver sem ajuda. A matu- constituímos modelos para nossos alunos.
ração do sistema nervoso, incompleta, continua nos pri- O ensino deve considerar como se processa a aprendi-
meiros anos de vida e aos poucos o ser humano adquire zagem nos alunos, a importância de uma socialização que
a habilidade de se manter em pé, dar os primeiros passos, possibilite a todos expor o que sabem sobre determinado
compreender as primeiras palavras. Subindo mais um de- assunto, a escolha de atividades significativas, o foco nas

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS VII


competências que se planeja desenvolver, as estratégias raízes no encontro de três povos oriundos de três continen-
a que podemos recorrer, como vídeos, uso da internet, tes geográfica, cultural e historicamente muito diversos, a
entrevistas com pessoas da comunidade, convites a espe- saber: o autóctone indígena, o europeu colonizador e o
cialistas, visitas a museus e tantas outras. africano em condições de escravidão. Sabe-se que esse
Em termos históricos, a concepção do trabalho do encontro intercontinental é limitado inicialmente aos in-
professor passou por mudanças radicais nos últimos anos. dígenas habitantes do litoral da terra recém-descoberta
No passado, o “bom professor” era aquele que dominava pelos portugueses, responsáveis por trazer durante três
o conteúdo de sua disciplina e o transmitia de forma clara. séculos ao novo continente representantes de povos do
continente africano na condição de escravos.
O professor era o agente principal, a “estrela” do evento
aula. Hoje, muito mais do que apenas dominar sua espe- Posteriormente, motivações econômicas, tanto inter-
cialidade, ele deve ser um facilitador do aprendizado, um nas quanto externas, influenciaram na migração de repre-
mediador, um motivador que leve o aluno a adotar uma sentantes de outras nações europeias, bem como asiáticas.
postura ativa que resulte em aprendizado. Um aprendiza- Essa afluência de povos é responsável pela formação de
do contextualizado com sua realidade e suas necessidades. um rico arcabouço cultural.
Mas no que consiste ser um “facilitador do aprendiza- Uma característica importante da formação da socie-
do”? Primeiro, implica pensar em uma seleção de conteúdos dade brasileira é, portanto, a miscigenação, o que torna
conceituais, procedimentais e atitudinais significativos, con- mais rica a paleta de cores e típicos físicos do nosso povo
e retrata a riqueza de frutos do intercâmbio cultural.
textualizados, relacionados à vivência dos alunos, sobre os
quais eles possam se manifestar e relatar seus conhecimen- As influências culturais dos povos formadores de nos-
tos prévios. Consiste na capacidade de o professor proble- sa sociedade estão representadas na culinária, nos costu-
matizar os temas propostos, levando os alunos à percepção mes, nas roupas, nas palavras que compõem nossa língua,
de que seus conceitos prévios podem não ser suficientes nos falares regionais.
para explicar o problema levantado, de forma que sintam, A prática didática, em razão da perspectiva histórica
espontaneamente, a necessidade de se aprofundar no as- então vigente, negligenciou por muitos anos as contribui-
sunto. Facilitar o aprendizado também consiste em orientar ções dos povos indígenas e africanos na formação social
o aluno a pesquisar informações em fontes diversificadas, e cultural da sociedade brasileira. Há que se corrigir esse
que lhes permitam avançar no conhecimento. Implica o pro- desequilíbrio. Não se trata de apresentar essas etnias como
fessor propor experimentos, trabalhos de campo, visitas a apropriações exógenas, mas de reconhecer que elas são
museus, pesquisas na internet ou em bibliotecas. Relacio- intrínsecas à formação social brasileira. Evidentemente, a
na-se à realização de trabalhos coletivos, em que o aluno adoção de novas práticas exige tempo e esforço para se
colabore, discuta, defenda suas opiniões e aprenda a aceitar sedimentar, já que nossa formação acadêmica pode não
a dos colegas. Facilitar o aprendizado está ligado, ainda, à ter nos instrumentalizado para essa abordagem, mas é
capacidade de o professor organizar o conhecimento, re- necessário empenho e criatividade no uso dos novos ins-
colhendo os resultados das pesquisas e dos experimentos, trumentos à disposição. É extremamente importante que
promovendo discussões, orientando as conclusões. os professores trabalhem no sentido de alterar as rotas de
sua prática. Por isso, não se pode perder as oportunidades
Não nos esqueçamos, é claro, das avaliações, proces- que surgirem de incluir em seu curso as várias contribui-
sos em que o professor elabora instrumentos diversos em ções, visões de mundo, costumes, culinária, entre outros
consonância com as atividades realizadas. Elas são impor- aspectos socioculturais dos povos indígenas e africanos, na
tantes tanto para o aluno, que percebe quanto progrediu, busca de uma educação que construa a cidadania.
como para o professor, que, a partir dos resultados, avalia
A sala de aula é espaço importante no combate a
seu percurso, podendo alterá-lo e corrigi-lo conforme as
visões preconcebidas e discriminatórias, uma vez que a
necessidades, ainda no decorrer do processo. Portanto,
escola é um recorte da sociedade, onde convivem crianças,
hoje em dia, o professor, além de ser o “facilitador do
jovens e adultos de origens sociais e culturais diversas. A
aprendizado”, é um parceiro mais experiente, que favorece
abordagem da diversidade étnica e cultural na prática pe-
a negociação de rota com os alunos. dagógica é essencial para a construção de uma sociedade
democrática e tolerante.
O trabalho com a diversidade étnica
A formação do povo brasileiro tem como caracterís- A questão dos afrodescendentes
tica marcante a diversidade étnica, manifestada na diver- Em 2003, a Lei n. 10 639 incluiu no currículo da rede
sidade cultural. O patrimônio cultural nacional tem suas oficial a obrigatoriedade do ensino de História e cultura

VIII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


afro-brasileira. Posteriormente, foi incluída nesse currículo citamos apenas alguns mais conhecidos, que foram as-
História e cultura indígena. Com isso, a Lei de Diretrizes e similados pelas novas populações e se mantêm até hoje.
Bases (LDB) e as DCN deram novo impulso para a promo- Objetos de madeira (arcos, flechas, canoas); cerâmica (po-
ção da igualdade étnica na escola e na sociedade brasi- tes, panelas); pigmentos para pinturas (genipapo, urucum);
leira. O professor deve, portanto, destacar a importância trajes e adornos (peles e penas); palha e fibras (esteiras,
da aceitação e da valorização das diferentes etnias e suas redes, cestos); construção de moradias; cultivo de mandio-
culturas, especialmente a negra e a indígena, que tiveram ca, milho, batata-doce, amendoim, feijão, mamão, abóbo-
grande participação em nossas raízes, de modo a garantir ra, pimenta; conhecimento e coleta de plantas e ervas de
ao aluno a plena integração sociocultural no ambiente em uso medicinal. Além disso, há a incorporação de milhares
que vive, tornando-o crítico e atuante. de palavras à língua portuguesa, dando nome a plantas,
Em 2006, o MEC disponibilizou em seu portal um animais, objetos e lugares.
importante documento denominado Orientações e Ações Um ponto de destaque da importância das popula-
para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Sugerimos ções indígenas é que elas, através da mestiçagem, também
a sua leitura para melhor compreensão da questão dos contribuíram geneticamente para a formação da popula-
afrodescendentes no Brasil. Além do comparecimento ção brasileira atual. Sem dúvida, milhões de brasileiros têm
débil nos conteúdos do currículo escolar, há que se en- boa parcela de DNA indígena.
frentar ainda as questões ligadas ao racismo e ao precon- E a etnobotânica? Ela é o conjunto complexo de re-
ceito, fortes componentes do currículo oculto da escola. lações de plantas com as sociedades humanas passadas e
No referido documento podemos ler “Não nascemos ra- presentes (Posey, 1986). O conhecimento das plantas pelos
cistas, mas nos tornamos racistas devido a um histórico indígenas é tão importante que já foi dito que a morte
processo de negação da identidade e de ‘coisificação’ dos de um pajé é a perda de um precioso arquivo de plantas
povos africanos”. A escola e os professores têm o dever medicinais. Além disso, muitas delas ainda não conhecidas
de combater a produção dessas imagens que destroem podem ser extintas, uma perda irreparável da rica biodi-
a autoestima dos afrodescendentes. versidade brasileira.
O trabalho em sala de aula deve, então, incluir o tra- A etnobotânica inclui o conhecimento de plantas
tamento, a discussão da diversidade, o que vai facilitar o quanto a nomenclatura, uso e aproveitamento pelas po-
processo de ensino-aprendizagem evitando o desinteresse, pulações indígenas, de inestimável valor para o encami-
o baixo aproveitamento e até a evasão escolar dos alunos nhamento de pesquisas em diversas áreas, como agrono-
passíveis de discriminação. mia, farmacologia, nutrição, medicina e fitoterapia. Um
grande número de substâncias que utilizamos para dife-
Povos indígenas e a etnobotânica rentes finalidades veio do patrimônio cultural indígena, da
Em 1500, época da chegada dos primeiros europeus, etnobotânica, praticada há séculos por essas populações.
o Brasil tinha uma população indígena estimada em 5 mi- Citamos apenas alguns exemplos: curare, toxinas da man-
lhões, com mais de 200 etnias distribuídas em sua vasta dioca, ictiotoxinas, inseticidas naturais; chás, compressas
extensão territorial, das quais as mais conhecidas eram as e extratos com princípios ativos de ação digestiva, hepá-
que viviam ao longo do litoral, pelo contato direto com tica, diurética, respiratória, cardíaca, emética, calmante,
os colonizadores portugueses, além de franceses e ho- analgésica, antiglicêmica, anti-hipertensiva, antipirética,
landeses. Atualmente a estimativa é de que a população antitumoral, etc.
seja de apenas 896 917 indivíduos (Censo IBGE 2010), ocu- É importante o respeito aos direitos, a compreensão
pando reservas demarcadas. Essa grande redução indica e a aceitação da diversidade cultural das diferentes etnias,
o quanto os indígenas foram prejudicados desde o início em especial daquelas que muito contribuíram na formação
do povoamento até os dias atuais. Houve, ao longo de das sociedades atuais em todo o país, não só em relação
séculos, extermínio de muitas dessas populações. Atritos à etnobotânica, mas também na própria composição ge-
entre diferentes etnias indígenas e com os colonizadores; nômica do povo brasileiro.
doenças trazidas por estes; trabalho escravo; e, mais re- A Fundação Nacional do Índio (Funai) é uma agência
centemente, invasões e apropriações de suas terras foram governamental criada em 1967 para a proteção da cultura
fatores determinantes dessa redução. indígena e de interesses desses povos. Uma de suas tare-
Poderíamos apresentar alguns dados da cultura in- fas é a demarcação de terras indígenas, onde vivem essas
dígena, muito rica em pinturas, artesanato, danças, con- populações originais, que têm proteção contra qualquer
fecção de objetos de uso comum, agricultura, etc. Mas tipo de interesses alheios a elas.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS IX


Além das ações da Funai, há uma preocupação mun- e aberto a conhecer quem são seus alunos, cada um com
dial quanto aos direitos humanos das populações indíge- características únicas, quer apresentem ou não alguma
nas, o que moveu a Organização das Nações Unidas (ONU) deficiência.
a declarar 1993 o Ano Internacional dos Povos Indígenas. Lembre-se sempre de enfatizar a audiodescrição nas
Em seguida, iniciou o preparo do projeto da Declaração atividades que promover com a turma. Você pode orientar
Universal dos Direitos dos Povos Indígenas. Essa declara- os demais alunos da classe a se dedicarem a essa tarefa,
ção reconhece não apenas direitos individuais, mas os de envolvendo-os em diferentes momentos de forma que to-
uma minoria discriminada. Ela defende os direitos coletivos dos participem e que essa ação não se restrinja a um ou
desses povos quanto a aspectos étnicos e culturais e liga- outro colega. No início seus alunos precisarão de um mo-
dos a estrutura social, autonomia, propriedade da terra e delo – como em tantas outras aprendizagens – para que
usufruto de seus recursos naturais. se espelhem e aprendam a realizar uma audiodescrição.
Você e outros adultos da escola poderão ser esse modelo.
O trabalho com alunos com baixa Lembre-se de envolver os demais profissionais da escola
visão ou cegos nessa empreitada.

Ao trabalhar temas que envolvem a percepção visual,


consideramos que você poderá ter, entre seus alunos,
Ensino contextualizado
crianças com baixa visão ou cegas. Essa condição não im- Hoje a palavra “contextualização” faz parte do vo-
pede que tais crianças sejam envolvidas na compreensão cabulário da maioria dos professores brasileiros que bus-
do conteúdo que está sendo discutido, na participação cam maior aproximação com o mundo do aluno e com
e na execução das atividades e em demais propostas ou conteúdos significativos para ele.
situações que venham a surgir na turma. É de Galileu Galilei a frase “Ninguém ensina nada a
Cada um dos alunos apresenta um grande conjunto ninguém; o máximo que podemos fazer é ajudar as pes-
de características, ou seja, são únicos, particulares. E o soas a descobrir as coisas dentro de si mesmas”. Nela está
mesmo vale para os alunos com alguma deficiência visual, o espírito de um ensino contextualizado. As “coisas” que
ou seja, esses alunos têm muitas particularidades, carac- estão “dentro dos alunos” podem e devem ser exploradas.
terísticas, habilidades e competências que não são afeta- Quando nós, professores, as levamos em consideração,
das pela sua deficiência visual. Esses alunos apresentam estamos facilitando a formação de uma ponte entre o
um conjunto amplo de vários aspectos, entre eles, a de- mundo do aluno e os resultados que queremos alcançar.
ficiência visual. Não permita que tal condição relacionada Ensinar de forma contextualizada equivale, de fato, a optar
à visão seja o único fator determinante pelo qual você, por trabalhar com aquilo que faz sentido para o aluno,
professor, e os demais alunos, com ele se relacionem e aquilo que ele vê no noticiário da televisão e na internet,
o identifiquem. que vivencia em seu cotidiano.
O exercício constante de reconhecer essa condição Quando os conteúdos são apresentados sem con-
entre tantas outras é um fator imprescindível. Por um lado, texto, perde-se a oportunidade de envolver os alunos
para que o aluno com deficiência possa ter valorizada e com a construção dos conhecimentos e eles não têm
trabalhada uma gama enorme de habilidades e compe- como sair da atitude passiva e memorizadora. Ensinar
tências. Por outro lado, isso estimulará os demais alunos de modo contextualizado é levar o aluno a viver o mun-
a aprender a convivência com as diferenças, entre elas a do e se apropriar dele, levá-lo a uma atitude ativa em
deficiência visual. Dessa maneira, você estará ajudando que ele possa “descobrir as coisas dentro de si mesmo”,
a formar cidadãos mais acolhedores, mais empáticos, como afirmou Galileu. Trata-se de usar e desenvolver os
contribuindo para a construção de uma sociedade mais recursos cognitivos do aluno, muito além da simples me-
igualitária e justa. morização, formando uma rede de ações que levem ao
Assim como nenhum dos alunos é igual a outro, aprendizado significativo.
aquele que tem uma deficiência visual também não é. É fundamental que o conteúdo não seja apresentado
Os alunos com deficiência visual não são todos iguais só apenas de forma expositiva e descritiva, em que o alu-
porque possuem a mesma deficiência. Eles têm vivências no seja mantido apenas como receptor da informação,
distintas, vínculos distintos, aprendizagens distintas… E em atitude passiva. Qualquer tema, idealmente, deveria
tantas outras marcas que os tornam únicos, como todos ser introduzido por alguma atividade por meio da qual se
os demais alunos da sua turma. Esteja sempre disponível resgatassem as informações que o aluno traz, criando-se,

X MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


assim, um contexto que daria um “significado” ao tema geral. O tema água pode ainda envolver o enfoque am-
em questão, justificando seu estudo. biental, também em uma visão científica – as várias formas
Em alguns casos, é também desejável problematizar o de poluição da água e os prejuízos para os ecossistemas e
assunto, convidando à reflexão. Perguntas bem colocadas, a vida em geral. Ou, ainda, envolver o aspecto econômico,
sem dúvida, promovem o interesse do aluno, que se sente quando essa poluição prejudica as atividades humanas,
desafiado a mobilizar seus conhecimentos para responder como a agricultura, a pesca ou o lazer. Ou geográfico,
a elas. Esse enfoque é bastante favorecido pelas atividades quando se estuda o regime hídrico da região em que vive-
experimentais, que dão oportunidade aos alunos de levan- mos, por exemplo. O científico se entrelaça com o social,
tarem suposições, experimentarem, observarem os fatos e quando examinamos a questão do tratamento e da distri-
fenômenos e chegarem a conclusões. buição da água: surgem aspectos como os problemas das
Assim, o aluno será estimulado a aprender mais a populações sem saneamento básico e sem acesso à água
respeito, buscando construir explicações satisfatórias. Ao tratada, a incidência de diarreia e verminoses – o enfoque,
longo do processo, o aluno certamente vai reformular, com- aqui, também relacionado às Ciências da Natureza, é tanto
plementar ou até abandonar suas hipóteses iniciais, cons- o da saúde como o do social, do político e até da ética,
truindo hipóteses cada vez mais amplas e aprofundadas. já que estão envolvidas decisões de governantes nas polí-
ticas de saúde pública. Catástrofes naturais que envolvam
Ciências e a interdisciplinaridade a água, como secas prolongadas ou enchentes, e suas
consequências sobre as populações atingidas, permitem
As DCN são bastante enfáticas ao destacar a interdis-
tanto um tratamento social como econômico.
ciplinaridade quando assumem que “todo conhecimento
mantém um diálogo permanente com outros conhecimen- A terceira versão da BNCC, além da preocupação em
tos”. Com relação à organização da matriz curricular, na “decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos
página 34 das DCN, além de falar da contextualização, componentes curriculares”, também visa a abordagem de
insiste na interdisciplinaridade, que “deve ser constante temas contemporâneos de maneira transversal e integra-
em todo o currículo, propiciando a interlocução entre os dora, como podemos observar no trecho a seguir:
diferentes campos do conhecimento e a transversalidade
do conhecimento de diferentes disciplinas [...]”. Por fim, cabe aos sistemas e redes de ensino, as-
Em certa medida, ainda hoje a escola, por ques- sim como às escolas, em suas respectivas esferas
de autonomia e competência, incorporar aos cur-
tões de organização, tem tratado as disciplinas de forma
rículos e às propostas pedagógicas a abordagem de
estanque. Essa organização tem por resultado fazer com
temas contemporâneos que afetam a vida humana
que os alunos desenvolvam uma visão fragmentada do em escala local, regional e global, preferencial-
conhecimento em “matérias”, como Português, História, mente de forma transversal e integradora. Entre
Geografia, Matemática, Ciências, etc. esses temas, destacam-se: direitos das crianças e
Como educadores, no entanto, é importante que te- adolescentes (Lei n. 8 069/1990), educação para o
nhamos em mente o fato de que nossa disciplina dialoga, trânsito (Lei n. 9 503/1997), preservação do meio
constantemente, com os outros campos do conhecimento; ambiente (Lei n. 9 795/1999), educação alimentar
e, por meio de algumas ações concretas, devemos, sem- e nutricional (Lei n. 11 947/2009), processo de en-
velhecimento, respeito e valorização do idoso (Lei
pre que possível, favorecer nos alunos o desenvolvimento
n. 10 741/2003), educação em direitos humanos
dessa visão. De fato, os problemas que o mundo atual nos
(Decreto n. 7 037/2009), bem como saúde, sexuali-
propõe são sempre questões complexas, cuja compreen- dade e gênero, vida familiar e social, educação para
são exige, muitas vezes, que recorramos à utilização de o consumo, educação financeira e fiscal, trabalho,
mais de uma área do conhecimento. ciência e tecnologia e diversidade cultural (Resolu-
Tomemos, como exemplo, o tema água como um ção CNE/CEB n. 7/2010). Na BNCC, essas temá-
daqueles que favorecem o trabalho interdisciplinar. Ele ticas são contempladas em habilidades de todos os
pode ser trabalhado sob o enfoque da ciência: por componentes curriculares, cabendo aos sistemas de
ensino e escolas, de acordo com suas possibilidades
exemplo, suas mudanças de estado, seu ciclo na natu-
e especificidades, tratá-la de forma contextualizada.
reza, sua capacidade de dissolver substâncias, seu alto
Base Nacional Comum Curricular, 2017, p. 13-14.
calor específico – em grande parte responsável por ela Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
ser um ótimo ambiente para muitos seres vivos –, além images/BNCCpublicacao.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2017.
de seu papel no interior das células vivas e do corpo em

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XI


só já é suficiente para derrubar o mito do binômio “alta
Avaliação do aprendizado reprovação/curso forte”. Como regra prática, podemos
A avaliação está presente em nosso cotidiano: avalia- dizer que avaliação e justiça são duas palavras que de-
mos se está quente ou frio, a qualidade e os preços dos vem andar sempre juntas. Esse binômio (avaliação-justiça)
produtos no supermercado, se fomos bem atendidos em deve fazer parte de nossa cultura escolar.
um posto de saúde ou em uma agência bancária, que
Dentro da escola, a avaliação ocorre em três dife-
roupa vamos usar, que profissão queremos seguir, etc.
rentes níveis: avaliação da aprendizagem dos estudantes,
Evidentemente, as intenções das várias avaliações que fa-
avaliação institucional e avaliação do sistema escolar. Por
zemos são diferentes. Escolher a roupa não tem a mesma
esse motivo se fala em avaliação interna e externa. Ava-
consequência de escolher uma profissão ou de aceitar um
liações internas são aquelas feitas por nós, professores,
emprego. Ainda assim, é uma avaliação.
com trabalhos individuais, trabalhos em grupo, arguições
Nosso corpo também se avalia constantemente e orais, etc., que podem culminar em um conceito para cada
de forma automática. Por exemplo, se a temperatura aluno e servem para diagnosticar a eficiência do proces-
está alta, perdemos água pela pele, através do suor, a so de aprendizagem. Já as avaliações externas, como o
água evapora e retira calor de nosso corpo, que baixa Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), o Pisa e
a temperatura. o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), são promovi-
Algumas máquinas também contam com sistemas de das por entidades externas e servem para avaliar não só o
avaliação. No carro, se a temperatura sobe além de certo aluno individualmente, mas todo o sistema de ensino. São
grau, a ventoinha do radiador começa a funcionar para importantes instrumentos que norteiam políticas públicas
esfriar o motor. Alguns automóveis contam com um siste- em educação e auxiliam os profissionais da área a rever
ma que desliga o motor se seus sensores indicarem uma estratégias. Em geral, vêm acompanhadas de questionários
temperatura em grau prejudicial à sua vida útil. socioeconômicos que ajudam nas análises estatísticas que
Na escola, avaliamos o processo de ensino-aprendi- se seguirão.
zagem para obter dados sobre sua eficácia e desencadear as Vamos abordar apenas as avaliações internas, pre-
ações necessárias para correções. Quem avalia os alunos sentes em todas as escolas. Por se tratar de um processo
na escola, em geral, é o professor, algumas vezes com dinâmico, ainda hoje discutimos as melhores maneiras de
o auxílio da equipe pedagógica e de colegas. É ele tam- avaliar os alunos. Será que as notas (processo quantitativo)
bém o responsável pelo cotidiano da avaliação durante dão conta de nos revelar quanto eles aprenderam e nos
suas aulas. Assim, a responsabilidade do professor como fornecem o feedback necessário para possíveis alterações
avaliador deve ser objeto de constante reflexão e, caso em nosso planejamento? Será que uma avaliação qualita-
necessário, mudança. tiva tem precisão suficiente para nos apontar resultados?
A avaliação é um processo que deve considerar tan- Nos últimos anos, o tema avaliação nunca esteve tão no
to o desenvolvimento do aluno, como indivíduo, quanto centro das discussões em educação como agora e as ava-
o percurso do grupo como um todo, coletivamente. Isso liações externas, que de certa forma criam pressão sobre
auxiliará o professor a compreender o processo de apren- as escolas, têm contribuído para isso.
dizagem e possibilitará ajustes no trajeto, de forma a con- Já se foi o tempo em que os professores ensinavam
templar as necessidades dos alunos, proporcionando assim apenas conteúdos conceituais e avaliavam em que propor-
um aprendizado mais significativo. ção eles tinham sido apreendidos pelos alunos. Trabalha-
No Brasil, ainda é comum a falsa crença de que mos mais do que isso com os alunos: envolvemos também
um curso “forte” é aquele que reprova muito. De fato, conteúdos procedimentais e atitudinais. Assim, a esfera
quando comparado a outros países, o Brasil tem índi- avaliativa deve abranger esse universo de aprendizado, in-
ces altíssimos de repetência. Países que mostram alguns cluindo debates, trabalhos colaborativos, questionamentos
indicadores da educação (pública e privada) superiores que envolvam interdisciplinaridade, cidadania, capacidade
aos nossos nos exames internacionais como o Pisa (si- de resolver problemas, capacidade de argumentação, cria-
gla inglesa para Programa Internacional de Avaliação de tividade, etc.
Estudantes, que avalia estudantes que estão saindo do A avaliação é um processo que vai muito além de
Ensino Fundamental), tais como Finlândia, Coreia, Taiwan, notas, pois não há como medir, com precisão matemáti-
Japão, Noruega, Dinamarca, Suécia, Suíça, e alguns paí- ca, se o aluno cresceu em criatividade, em desenvoltura
ses latino-americanos, como o Chile, apresentam índices para falar em público, no respeito aos colegas em um de-
de retenção muito menor que os brasileiros. Isso por si bate e também em outras competências. Há sempre em

XII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


jogo fatores ligados à individualidade e às imprecisões de para avaliações, o professor pode minimizar o problema
nossas medidas. Isso não significa que não deva haver um com avaliações mais frequentes e diversificadas e evitar a
esforço para avaliar além dos conteúdos. Ao contrário, o todo custo dar a elas um caráter punitivo. É preciso deixar
professor pode e deve avaliar de modo contínuo e amplo, claro para os alunos que as avaliações servem, sobretu-
a fim de cobrir toda a gama de conteúdos trabalhados. do, para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem.
Para isso, é preciso que os resultados sejam usados pelo
Em nossa sociedade, de um modo geral, ainda é professor para retomar o trabalho e rever seus objetivos,
bastante comum as pessoas entenderem que não se quando necessário, e sirvam para provocar ações positivas
pode avaliar sem que os estudantes recebam uma nos alunos diante do seu projeto de estudantes.
nota pela sua produção.
É importante ressaltar que não se pode esperar que
Avaliar, para o senso comum, aparece como sinônimo todas as competências trabalhadas sejam adquiridas em
de medida, de atribuição de um valor em forma de um mesmo ciclo. Ainda que os objetivos do planejamento
nota ou conceito. Porém, nós, professores, temos
já indiquem os itens a serem avaliados, é preciso estabe-
o compromisso de ir além do senso comum e não
lecer as competências imprescindíveis para aquele ciclo na
confundir avaliar com medir.
hora de elaborar as avaliações dos seus alunos.
Avaliar é um processo em que realizar provas e testes,
atribuir notas ou conceitos é apenas parte do todo.
Tão importante quanto a avaliação do professor, é
Currículo e avaliação (MEC-2007), p. 19.
a aquela que o aluno faz de sua própria aprendizagem.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/ É preciso que ele perceba o que aprendeu, o que não
arquivos/pdf/Ensfund/indag5.pdf>. aprendeu ou ainda tem dúvidas.
Acesso em: 28 set. 2017.
Incluir o aluno em seu próprio processo de aprendi-
zagem é acreditar nele como protagonista de seu saber.
Um importante cuidado que temos de tomar quando Por isso dedicamos em nossa coleção uma seção especial-
se trata de avaliação é evitar que ela se transforme na mente para esse fim.
preocupação principal dos alunos. Ainda que não seja uma Mais adiante, voltaremos a falar em avaliação, agora
tarefa fácil lidar com a ansiedade deles em dias marcados pela óptica da nossa coleção.

Proposta teórico-metodológica da coleção


Bases norteadoras e metodologias
Com base nas reflexões apresentadas anteriormente bases que nos deram a direção para escrever estes livros.
concebemos a estrutura da coleção, suas seções e a meto- Aulas expositivas como única estratégia pedagógica
dologia que envolve seu uso pelo professor. Em uma ten- revelaram-se insuficientes, sendo necessárias outras estra-
tativa de resumir nosso discurso em algumas palavras e ex- tégias para envolver os alunos e garantir a efetividade da
pressões que fazem parte dos objetivos por nós almejados ação pedagógica. Nesse sentido, adotamos em nossa obra
ao planejar a coleção, podemos relacionar as seguintes: uma abordagem que chamaríamos de “pluralista”, que abre
contextualização, conteúdos significativos, levantamento espaço tanto para a leitura de textos informativos, acom-
dos conhecimentos prévios, problematização, orientação, panhados da exposição feita pelo professor, como também
interdisciplinaridade, autoavaliação, trabalho colaborati- para atividades variadas que desenvolvam conteúdos con-
vo, aprendizagem significativa, investigação, domínio de ceituais, procedimentais e atitudinais.
linguagens, convívio social, cidadania, inclusão científica, Preservamos, em cada tema, textos com informa-
uso de recursos tecnológicos, capacidade de análise crítica, ções e conceitos que permitem desenvolver um curso de
consciência ambiental, educação científica e outras. Segu- Ciências adequado para o Ensino Fundamental nos anos
ramente esse conjunto é significativo para a aprendizagem iniciais. Quando se trata de discutir esse conteúdo com os
de Ciências. Quando pensamos nossa coleção, esses obje- alunos, um instrumento pode ser a exposição feita pelo
tivos nos orientaram e as seções refletem nossa intenção professor de forma organizada. Não estamos nos referindo
de trabalhar com um ou mais objetivos. Foram essas as àquela exposição formal, do tipo “conferência”, em que

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XIII


somente o professor fala e o aluno escuta; estamos suge- alunos mais retraídos. Para isso, a coleção propicia o desen-
rindo algo mais parecido com um diálogo conduzido pelo volvimento das capacidades de oralidade e escuta atenta
professor, em que ele constantemente pergunta, instiga, através das propostas orais e conversas entre os alunos.
ouve as respostas e os “palpites” dos alunos e os comenta, Em todos os casos que citamos, o professor terá
reporta-se a conhecimentos anteriores, retoma, resume, várias oportunidades de avaliar os alunos, em grupo ou
enfim, uma atividade que seja a mais dinâmica possível. individualmente, anotando em fichas atitudes, comporta-
Há também outros momentos, no decorrer do tra- mentos, participação, capacidade de expressão, etc. Os
balho com um tema, em que a exposição “dialogada” de próprios alunos também têm algumas oportunidades de
certos assuntos pode ser útil e bem-vinda. Por exemplo, fazer uma autoavaliação, ou ainda de avaliar seus compa-
quando se finaliza o estudo de um tema, é a oportunidade nheiros de grupo.
de o professor fazer uma síntese e retomar os conceitos Gostaríamos, portanto, de ressaltar que a coleção
apresentados na trajetória do trabalho. Quando o profes-
apresenta estratégias diversificadas, tanto no livro do aluno
sor organiza uma atividade, seja experimental, seja uma
como neste Manual. Há vários argumentos a favor dessa
pesquisa, seja um debate, cabe a ele ouvir as estratégias
multiplicidade de recursos. Um deles se apoia no fato de
sugeridas pelos alunos. Isso também ocorre quando o
que nem todos os alunos aprendem da mesma maneira e
professor “recolhe” dos grupos de alunos os resultados
a diversificação pode garantir que todos eles aprendam,
obtidos nas atividades de experimentos ou em pesquisas
de uma forma ou de outra. Vejamos a citação a seguir.
e os organiza na lousa. Nos dois casos, o professor leva a
turma a pensar nas conclusões decorrentes.
A utilização de uma única abordagem no ambiente da Kempa & Martin-Diaz (1990a, 1990b) chegam a
aula, no entanto, é sempre insuficiente. Acreditamos que dividir em quatro padrões de motivação a preferência
uma condição necessária para a construção do conhecimen- dos estudantes pelos modos de instrução da ciência.
to pelos alunos consiste na participação mais direta e intensa São eles: 1) os executores, 2) os curiosos, 3) os
deles no processo. Quanto maiores forem as oportunidades cumpridores de tarefas, 4) os sociais. Estes últimos
de os alunos serem protagonistas do aprendizado, e não são os que mostram maior afinidade por atividades
em grupo, enquanto os penúltimos preferem um
apenas figuras passivas, maiores serão as probabilidades de
ensino didático convencional, com experimentos
esse aprendizado ser significativo. No caso de nossa obra sustentados por instruções. Os segundos acham
e sua organização, serão descritas a seguir as seções, em melhor aprender a partir de livros, por descoberta,
termos das estratégias participativas que elas permitem. e fazer mais atividades práticas. Por final, no caso
Em todas as situações de trabalho colaborativo, como dos executores, não há identificação de qualquer
realização de experimentos, resolução dos questionamen- das preferências anteriores, parecendo que qualquer
tos, atividades de campo ou estudos do meio, situações estilo lhes é indiferente.
LABURÚ, Carlos Eduardo; ARRUDA, Sérgio de Mello;
de visitas ou entrevistas, algumas delas propostas neste
NARDI, Roberto. Pluralismo metodológico no ensino de
Manual, serão desenvolvidas as competências “cidadãs”, Ciências. In: Ci•ncia e Educa•‹o, v. 9, n. 2, 2003, p. 250.
como a capacidade de colaborar, participar, aceitar opiniões Disponível em: <www.scielo.br/pdf/ciedu/v9n2/07.pdf>.
divergentes, argumentar e se posicionar. Esse aprendizado Acesso em: 27 set. 2017.
com certeza propiciará a formação de cidadãos que sai-
bam lidar com a diversidade e respeitem a pluralidade.
A produção de textos, outra faceta do domínio de Torna-se recomendável, no ambiente da aula, a exe-
linguagens, pode ser incentivada de várias formas, prin- cução de atividades as mais variadas possíveis, que possam
cipalmente para os alunos mais velhos: após um expe- atender às diversas maneiras de aprender.
rimento, em resposta aos questionamentos das leituras Para concluir, temos a convicção de que o equilíbrio
iniciais e finais, sob a forma de questões abertas (que e a dosagem adequada entre as diversas estratégias possi-
são todas elas avaliações que acontecem ao longo do bilitadas pela obra – nenhuma delas suficiente por si só –,
processo). Tudo isso contribuirá para o aprimoramento de tais como a exposição por parte do professor, a leitura
capacidades linguísticas desenvolvidas pela diversidade de textos e de imagens, as oportunidades de expressão
de atividades comunicativas. oral, a produção de textos, o trabalho colaborativo em
Alguns alunos têm, muitas vezes, dificuldades para se experimentos, o estímulo para realizar pesquisas, deverão
expressar oralmente, particularmente em público. Esse é um resultar em aprendizado, tanto de conteúdos, como de
atributo que vale a pena desenvolver, sobretudo naqueles procedimentos e de atitudes.

XIV MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


Entre os ganhos da atividade colaborativa, podemos
Atividades colaborativas citar:
Ÿ Socialização (o que inclui aprendizagem de modalida-
Por acaso é de se duvidar que, através da imitação des comunicacionais e de convivência), controle dos
dos adultos e através da instrução recebida de como impulsos agressivos, adaptação às normas estabele-
agir, a criança desenvolve um repositório completo cidas (incluindo a aprendizagem relativa ao desempe-
de habilidades? nho de papéis sociais) e superação do egocentrismo
VYGOTSKY. A forma•‹o social da mente. (por meio da relativização progressiva do ponto de
São Paulo: Martins Fontes, 1998. p. 110.
vista próprio).
Ÿ Aquisição de aptidões e habilidades (incluindo melho-
rias no rendimento escolar).
Segundo Vygotsky (1896-1934), um indivíduo mer-
Ÿ Aumento do nível de aspiração escolar, ou seja, pers-
gulhado na sociedade desenvolve habilidades por meio
pectiva de continuidade da escolarização.
da interação com o grupo ao qual pertence. Suas ideias
embasam ainda hoje o trabalho colaborativo em edu- Evidentemente, esse conjunto de sugestões e de
cação, que são as atividades em grupo, cuja eficácia resultados esperados deve ser adaptado pelo professor
no desenvolvimento de uma série de habilidades tem às diferentes faixas etárias. Para trabalhos colaborativos,
sido reconhecida pelos educadores modernos. Para não se pode esperar de um aluno do 2o ano a mesma
Vygotsky, a constituição dos sujeitos, sua compreensão desenvoltura de um colega do 5o ano. Mesmo entre nós,
e o desenvolvimento da inteligência intrapessoal (de- professores, o trabalho colaborativo pode ser de grande
nominação posterior aos seus trabalhos) são mediados valia. Temos uma ampla lista de desafios a vencer em nos-
pelas relações interpessoais, ou seja, no convívio com so trabalho pedagógico e a soma de nossas inteligências
os indivíduos de um mesmo contexto social. A própria mostra que quase sempre 1 + 1 > 2.
inteligência interpessoal, como não poderia deixar de
ser, desenvolve-se nesse ambiente. Um bom exemplo Orientações às pesquisas
é o aprendizado da língua que falamos, que se dá Os alunos não param de aprender quando vão para
de maneira eficiente no decorrer da infância. Mas se, casa após “bater o sinal da escola”. Eles vivem seu apren-
quando adultos, nos dispomos a aprender uma segun- dizado com a família, com os amigos, assistindo a pro-
da língua, sentimos dificuldade por não estarmos inse- gramas de televisão, ao ler livros e revistas, ao acessar
ridos no convívio de pessoas que falam tal língua. Não a internet, etc. Por isso, é importante que desenvolvam
é diferente com os demais temas. Quando estamos uma postura investigadora além da sala de aula para am-
mergulhados em um grupo, nossas redes cognitivas pliar seus conhecimentos. Isso deve ser uma constante
são ativadas com maior intensidade, resultando em um na vida deles e para isso devem ser incentivados desde
aprendizado mais efetivo. os primeiros anos escolares. Faz parte desse aprendizado
Grupos colaborativos são aqueles em que todos os discernir fontes confiáveis e aqui é importante a orienta-
componentes compartilham as decisões tomadas e são res- ção segura do professor. Assim, orientar os alunos sobre
ponsáveis pela qualidade do que é produzido em conjunto, como se faz pesquisa deve ser uma preocupação de to-
conforme suas possibilidades e seus interesses. dos os professores.
Com respeito aos trabalhos colaborativos, sugerimos São muitos os recursos disponíveis para pesquisa:
a leitura do artigo “Entendendo o trabalho colaborativo internet, livros, jornais, TV, revistas especializadas, filmes,
em educação e revelando seus benefícios”, de Magda exposições, museus, supermercados, entrevistas com pais
Floriana Damiani. Disponível em: <www.scielo.br/ ou responsáveis, profissionais das várias áreas, etc. Para
scielo.php?pid=S0104-40602008000100013&script=sci_ os alunos mais velhos, é possível propor que identifiquem
abstract&tlng=pt>. Acesso em: 27 set. 2017. a cada texto consultado a ideia principal do autor, tentem
Os trabalhos em grupo desenvolvem habilida- detalhá-la segundo o objetivo proposto e que possam
des e competências próprias desse contexto: os mais registrá-la com todos os dados disponíveis (primeiro o
experientes favorecem o aprendizado dos menos ex- título, com a fonte, autor, local e data).
perientes e, durante a troca, todos organizam seus Na internet, embora a navegação livre seja extre-
conhecimentos. Esses trabalhos também favorecem a mamente rica, é preciso saber onde pesquisar e como
autonomia dos alunos. pesquisar. Se os alunos encontrarem assuntos que lhes

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XV


interessam, mas que fogem ao foco da busca, o professor Ainda na introdução, os alunos poderão descrever,
deve orientá-los a anotar os endereços para visitas futu- quando for o caso, suas hipóteses iniciais em relação
ras, mas não se deterem a ler nesse momento em que o ao problema e os indícios que permitiram levantar essas
enfoque é outro. hipóteses.
Igualmente importante é construir capacidades pro-
cedimentais que possibilitam aos alunos produzir um texto Procedimento e material utilizado
para uma pesquisa. Não se pode exigir de alunos de anos Nesta parte do relatório, os alunos devem descre-
escolares diferentes relatórios com um mesmo padrão. ver, com o maior detalhamento possível, o modo como
Desenvolver a capacidade de pesquisa em várias fon- a atividade foi realizada. É evidente que, nessa descrição,
tes é, de certo modo, preparar o aluno para a vida. O haverá também lugar para o material que utilizaram na
globalizado e exigente mundo do trabalho de hoje requer pesquisa ou na atividade. Se, por exemplo, realizaram uma
profissionais flexíveis, dinâmicos, que transitem em várias entrevista, deverão relatar de que forma registraram as
áreas e estejam dispostos a aprender sempre para se atua- informações que o entrevistado forneceu: se no caderno,
lizar. Assim, se tivéssemos de eleger a mais importante se os depoimentos foram gravados ou filmados, etc.
competência a ser desenvolvida nos alunos, a capacidade No caso de atividades experimentais, todos os pas-
de aprender sempre seria forte candidata. sos da montagem do experimento deverão ser relatados,
Tão importante quanto orientar os alunos para a assim como o material utilizado. Quando se trata de reali-
realização de uma pesquisa, ou para uma atividade práti- zar observações a intervalos de tempo regulares, como no
ca, é também ajudá-los a adquirir a habilidade de relatar, caso de fenômenos biológicos, deve-se descrever o que se
de forma organizada, no que consistiu o trabalho, ou objetivava observar, a periodicidade com que a observa-
seja, os objetivos da atividade. Além disso, contar quais ção foi realizada, a forma como se registrou as mudanças
foram os procedimentos e o material utilizados, os re- observadas (por exemplo, por meio de fotografias, dese-
sultados obtidos e, por fim, as eventuais conclusões a nhos ou anotações no caderno).
que a pesquisa ou a atividade permitiram chegar. Embo-
ra estejamos sugerindo aqui algumas etapas genéricas, Resultados
é preciso que fique bem claro que, como professores, Quando for o caso, pode-se orientar os alunos a
nosso nível de exigência quanto ao grau de elaboração organizar seus resultados, por exemplo, sob a forma de
desses materiais deverá se manter compatível com a faixa uma tabela que permita visualizar melhor o conjunto de
etária dos alunos. dados obtidos. É importante esclarecer aos alunos um
De forma simplificada, com o objetivo de organizar o ponto que eles confundem frequentemente: trata-se da
trabalho, sugerimos algumas etapas que poderão orientar diferença entre o que são “resultados” e o que são “con-
os relatórios dos alunos, quando solicitados a fazer uma clusões”. Resultados são respostas a determinadas inda-
pesquisa adicional, seja ela experimental, seja na forma de gações pontuais, por exemplo, o fenômeno que ocorre
entrevista, de campo, etc. em cada uma das condições em que um experimento é
Em algumas das atividades experimentais desta obra, realizado. A conclusão, ao contrário, é mais ampla: trata-
algumas das etapas a seguir são propostas diretamente -se de uma generalização, que pode ser feita com base
no experimento. Evidentemente, com o detalhamento e o na análise do conjunto de resultados obtidos – seja no
vocabulário adequados à faixa etária. experimento, seja na pesquisa. Assim, a conclusão cons-
titui uma resposta final àquela indagação mais ampla,
Introdução proposta na introdução.
Na introdução, os alunos devem relatar, de forma
clara, os objetivos da pesquisa ou da atividade realizada. Conclusões
Por exemplo: entrevistar os adultos de casa para verificar Ainda em relação às diferenças entre os resultados
quais são os meios de transporte que utilizam para ir ao e as conclusões, um exemplo pode ser útil. Quando um
trabalho. Ou, ainda, no caso de uma atividade prática: aluno mede, em uma atividade, o número de pulsações
simular a ocorrência do dia e da noite no planeta. Ou, de um colega em duas situações diferentes (em repouso
quando se trata de resolver, por meio da experimenta- e após atividade física), ele obtém dois resultados. Por
ção, um problema concreto, este poderia ser expresso exemplo, 80 pulsações por minuto no primeiro caso, e
da seguinte forma: Flutuamos melhor na água do mar 145 pulsações por minuto no segundo caso. Quando,
ou em uma piscina?. após a análise desses resultados, esse aluno afirma que:

XVI MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


“o número de batimentos cardíacos por minuto é maior Para o primeiro desses itens, já discutido neste Manual,
após a atividade física do que no repouso”, ele está che- vale lembrar que estamos mergulhados em um mundo
gando a uma conclusão, que representa uma generaliza- tecnológico e que a escola não pode abstrair esse fato.
ção quanto ao ritmo cardíaco. Ao contrário, em todas as disciplinas, mas em especial no
O momento de elaborar as conclusões também deve curso de Ciências, as discussões sobre os impactos da
ser a oportunidade de os alunos verificarem se suas hipó- tecnologia devem estar presentes.
teses iniciais foram aceitas ou rejeitadas – isto, é claro, nos O segundo item raramente está presente nos currí-
casos em que a atividade permitiu levantar hipóteses ini- culos das escolas brasileiras, mas pode aparecer espora-
ciais, com base na problematização de determinado tema. dicamente em algumas atividades nas aulas de Ciências,
em visitas a indústrias e centros de tecnologia ou ainda
Comentários sobre a atividade em feiras escolares. Trata-se de estudar como as coisas
Esta etapa pode fazer com que os alunos exerçam funcionam. Em alguns países, como a Espanha, há, no En-
sua criatividade, com comentários adicionais sobre o que sino Fundamental, uma disciplina voltada para o estudo do
fizeram sob todos os aspectos que quiserem. Por exemplo, funcionamento das máquinas e dos processos, na qual os
poderão relatar as dificuldades que tiveram ao longo do alunos aprendem na prática alguns dos princípios usados
trabalho, as mudanças no procedimento que porventu- nos produtos tecnológicos. Engrenagens, motores elétri-
ra introduziram, as sugestões que têm para melhorar a cos, bombas-d’água e robôs são exemplos de conteúdos
atividade nos seus diversos aspectos. Podem comentar o dessa disciplina.
motivo pelo qual os resultados que esperavam não foram O terceiro item se refere ao uso de computadores,
verificados criticando o próprio procedimento e tentando tablets, celulares e apps (com programas de uso educacio-
descobrir eventuais falhas. A discussão desses comentários nal, e-mails, redes sociais, páginas da internet, etc.), labo-
pelo professor com a turma pode constituir um momento ratórios de Ciências, salas de projeção multimídia, TV, etc.
de grande riqueza, dando outra dimensão a todo o tra- como ferramenta didática, tanto pelo professor, na escola,
balho. Em decorrência dela, poderão se originar, eventual- como pelos alunos, em casa.
mente, novas problematizações, novas indagações, que Nestas orientações, na seção Endereços na internet
exigirão, por sua vez, a montagem e o planejamento de para consulta do professor, colocamos à disposição do
atividades suplementares, o que levará a uma ampliação professor sites educativos que podem enriquecer suas au-
dos rumos do trabalho original. las. Cada um deles tem uma breve descrição.
A pesquisa na internet é hoje uma grande aliada dos
Bibliografia alunos. Realmente, trata-se de uma gigantesca biblioteca
É de grande valia fazer com que os alunos se habi- com todo tipo de dados, sobre todos os assuntos. Não se
tuem a citar no seu relatório, quando for o caso, as fon- pode prescindir dessa fonte de informações nos dias de
tes pesquisadas, sejam elas artigos de jornal, sejam livros, hoje.
sejam páginas da internet. Em todos esses casos, deverão
Por outro lado, muitos professores se queixam de al-
citar a autoria do material consultado e as datas em que
guns problemas que a internet traz e que não podem ser
o material foi produzido ou acessado na internet. Nesses
abstraídos como se tudo fosse “um mar de rosas”. Veja-
anos iniciais, deve-se fornecer, sempre que necessário, al-
mos algumas dessas queixas:
gumas fontes de pesquisa confiáveis para os alunos, até
que adquiram, aos poucos, a autonomia necessária para Ÿ Há alunos que fazem seus trabalhos com textos
buscar fontes confiáveis por conta própria. que encontram na internet, na base do “copia” e
“cola”, no jargão da Informática, usando Ctrl + C e
Recursos tecnológicos no Ctrl + V. Depois, imprimem, mesmo sem ter lido
quase nada.
aprendizado de Ciências Ÿ Há muitos sites com conteúdos impróprios ou com
Quando se fala em tecnologia na escola, podemos informações de baixas qualidade e credibilidade.
enxergar pelo menos três vertentes para nossas reflexões: Ÿ Os alunos se distraem navegando em páginas que não
Ÿ A tecnologia em nossa vida. têm relação com a pesquisa que devem fazer.
Ÿ Como funcionam os produtos da tecnologia. Vamos analisar cada uma dessas preocupações, to-
Ÿ Uso da tecnologia como auxiliar didático para o pro- das elas relevantes, mas que não justificam o abandono
fessor e para os alunos. do uso da internet. A primeira delas aponta para uma

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XVII


prática antiga, anterior à internet, em que parte dos alu- outra vez mais, é importante alertá-los para que haja
nos copiava trechos de livros para compor seus trabalhos certa disciplina como meio para atingir determinados fins.
de pesquisa. A virtualidade apenas facilitou a cópia, mas Esta preocupação está ligada ainda à nossa ideia de
não trouxe outra novidade negativa além dessa. Eviden- “sociedade da aprendizagem” rumo à “sociedade do co-
temente, a cópia pura e simples não é desejável. Todas as nhecimento”. Essa dificuldade não é só dos alunos, mas
orientações devem conduzir para que os trabalhos tenham de todos nós. A grande quantidade de informações que
uma estrutura própria criada pelo aluno e com a necessária encontramos na rede mundial tem de ser trabalhada,
coerência, o que só pode acontecer se houver contribui- amarrada, repensada, reconstruída e até abandonada, em
ções significativas dele nessa estrutura. Para isso, o aluno alguns momentos, para gerar conhecimento. Aqui, uma
deve ser motivado. vez mais, surge o papel do professor orientador, aquele
Um modo de avaliar o envolvimento dos alunos com que vai ajudar os alunos na construção de conhecimentos,
os trabalhos de pesquisa em livros e na internet é usar frente a um rolo compressor de informações.
o modelo de seminários, nos quais os alunos tenham de Todas essas dificuldades com o uso educacional da
apresentar para a classe um resumo de suas pesquisas e internet devem ser vistas como desafios pedagógicos de
das conclusões a que chegaram. Poderão também respon- nosso tempo e não apenas julgadas pelos seus aspectos
der aos questionamentos dos colegas. Sugerimos que para negativos. A internet veio para ficar, cada vez mais pessoas
os trabalhos de pesquisa na internet sejam escolhidos os têm acesso a ela, cada vez mais as relações entre as pes-
temas que mais interessam a eles, porque assim a motiva- soas envolvem um mediador tecnológico e não é razoável
ção estará garantida. que a escola, que vai um dia devolver seus alunos à co-
A segunda preocupação é, como as demais, perti- munidade, simplesmente ignore esse mundo novo, apenas
nente. Realmente, toda a sociedade está representada na em função das complicações e dificuldades que ele pode
internet, desde os mais bem-intencionados aos mais de- trazer à nossa tarefa.
sonestos. Há nela textos bem escritos com informações Além do uso da rede mundial, até um computador
corretas; há também textos pobres, repletos de erros e não conectado é de grande valia para nosso trabalho como
com informações que não procedem. Vamos encontrar professores. Aulas podem ser preparadas com apresenta-
uma grande quantidade de páginas que trazem conteú- ções multimídias, quando houver condições na escola. Os
dos inadequados para crianças, sejam eles politicamente próprios alunos podem fazer uso de programas de apre-
incorretos, sejam a serviço do comércio consumista. Aí sentação para seus trabalhos e seminários.
entra a importância do professor como educador, como Somando-se aos evidentes ganhos nos resultados
orientador da educação de seus alunos. Cabe a ele forne- imediatos, precisamos considerar que os alunos estão se
cer sites confiáveis e/ou ajudar na análise daqueles que os preparando para a vida adulta e que essas ferramentas são
alunos encontraram. Sem medo de errar, podemos dizer comuns no mundo do trabalho. Cabe à escola iniciá-los
que não era muito diferente na era pré-internet, quando nessa preparação.
podíamos encontrar uma grande quantidade de livros de
baixa qualidade ou com informações de pouca credibilida- A avaliação na prática
de. Evidentemente, a facilidade de acesso às informações, Como já dissemos, a avaliação da aprendizagem es-
boas e ruins, aumentou muito com o aparecimento da colar é um recurso pedagógico útil e necessário para auxi-
internet, mas, mais uma vez, ela não trouxe novidades liar professor, aluno e a própria escola. Quando o professor
negativas além dessa. avalia a aprendizagem do aluno, coleta dados que podem
A terceira preocupação tem a ver com a necessidade reorientar seu processo de ensino. O professor precisa ter
de os alunos aprenderem a focar suas pesquisas. Sem clareza de que não é o único responsável pela aprendiza-
esse foco, é possível que não cheguem às conclusões gem dos alunos, por isso precisa incluir todos os que fa-
daquilo que estão procurando. Uma solução é trabalhar zem parte do processo de aprendizagem, a começar pelo
com eles a eficiência na busca de informações. Contudo, próprio aluno.
é importante considerar que o desejo de conhecer novas Avaliar inclui diagnosticar, o que implica verificar o
páginas não chega a ser um problema. Essa maneira não que o aluno já sabe. Para isso, se prestam, por exemplo,
linear de aprender é característica dos jovens de hoje; eles as questões de abertura das unidades. É preciso também
vão atrás de suas curiosidades e certamente estão apren- observar os alunos e fazer registros sobre habilidades que
dendo mesmo enquanto divagam. Ainda assim, lembramos eles têm. Com esses dados, o professor poderá planejar

XVIII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


estratégias para desenvolver essas habilidades. Isso pode o que ele conseguiu aprender, os caminhos percorridos para
ser feito com base no que o aluno responde nas atividades alcançar o conhecimento, além de mostrar o que ele ainda
propostas, nas opiniões que emite, nos trabalhos em gru- não sabe e quais suas possibilidades de avanço.
po, na realização de experimentos e também em provas Embora haja por parte do professor o desejo de ser
escritas. Com os dados em mãos, é hora de planejar o justo ao avaliar, é preciso ter clareza de que a avaliação é
que fazer. sempre subjetiva. Um mesmo instrumento pode receber
É importante compartilhar com os alunos os objetivos diferentes notas ou conceitos se utilizado por professores
a alcançar, ou seja, o que se espera que eles aprendam distintos e até mesmo pelo mesmo professor em dias
e que habilidades se espera que desenvolvam ao final de diferentes.
cada etapa. Os objetivos de cada unidade se encontram
Os instrumentos que utilizamos devem ter linguagem
na parte específica deste Manual.
clara, de forma que o aluno não tenha dúvidas sobre o
Também é fundamental variar os instrumentos utili- que está sendo solicitado. Quando as provas escritas são
zados para avaliar o aluno, mas mais importante ainda é utilizadas como forma de avaliação, propomos algumas
como eles serão utilizados. Quando o professor der um estratégias:
retorno para o aluno sobre sua aprendizagem, através de
Ÿ Pedir aos alunos que façam coletivamente o levanta-
um dos instrumentos utilizados, deve usar uma linguagem
mento dos assuntos que poderão fazer parte da pro-
descritiva e não com juízo de valor. É preciso falar do tra-
va. Isso ajudará o professor a perceber o que eles já
balho feito e não do aluno. Dessa maneira, pode-se dizer o
que foi aprendido e o que faltou em determinado trabalho sabem. Conteúdos não apontados pelos alunos são,
ou em determinada questão. Pontualmente nesse aspecto provavelmente, aqueles que eles não sabem.
vale destacar a seção Autoavaliação que finaliza todas as Ÿ Solicitar aos grupos que elaborem questões que consi-
Unidades trabalhadas. Orientar os alunos a pensar sobre derem poder fazer parte da prova. Trocar as questões
o que aprenderam e comparar com aquilo que sabiam entre os grupos e discutir suas soluções. Utilizar uma
antes é imprescindível para encaminhá-los no processo de das questões ao elaborar a prova.
autoavaliação. A autoavaliação pode e deve ser aprendida Ÿ Dar aos alunos a oportunidade de revisarem a prova
e, ao se defrontar com tópicos pontuais perguntando so- uma vez realizada. Os alunos que tiverem dúvida vão
bre o que foi aprendido, o aluno terá a oportunidade de buscar a solução e isso ajudará na aprendizagem.
exercitar a habilidade de se autoavaliar. Dar apenas uma Ÿ Após a correção da prova, selecionar uma questão cuja
nota numérica ou conceitual não esclarece para o aluno o resposta tenha causado mais dúvidas na turma. Pedir
que ele sabe e o que não sabe. O processo de avaliação aos alunos que, em grupo, avaliem cada uma das res-
precisa ajudar o aluno a perceber o que e como ele apren- postas dadas e escolham qual é a correta, justificando
de. Cada instrumento de avaliação deverá fornecer dados o que está errado nas demais. Com alunos dos anos
para o próprio aluno se localizar no processo, propiciar iniciais isso poderá ser feito coletivamente e de forma
intervenções e guiar o seu olhar e o do professor. Avaliação oral. Isso também promove a aprendizagem.
não é juízo de valor, e sim coleta de informação a fim de As próprias atividades, as pesquisas e os experi-
ajustar e aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem, mentos sugeridos no livro do aluno podem ser utiliza-
conforme Teresa Esteban e J. F. Silva (2004). dos como instrumento de avaliação pelo professor para
Avaliar o aluno deixa de significar um julgamento sobre que possa verificar como está o trabalho e planejar sua
a aprendizagem dele para servir de modelo capaz de revelar continuidade.

Desenvolvimento de habilidades e a BNCC


Na BNCC, as competências específicas de cada com- dades temáticas, que apresentam seus respectivos Objetos
ponente curricular seguem uma orientação comum desde de conhecimento e desenvolvem diferentes habilidades.
os anos iniciais até os anos finais do Ensino Fundamental. De acordo com a BNCC, entende-se que “As habilida-
Para garantir o desenvolvimento das competências des expressam as aprendizagens essenciais que devem ser
específicas, cada componente curricular divide-se em Uni- asseguradas aos alunos nos diferentes contextos escolares.”

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XIX


As habilidades são identificadas por códigos alfanu- Além do trabalho anual com as três Unidades temáti-
méricos, que apresentam a seguinte função: cas, observa-se a progressão no desenvolvimento das ha-
bilidades de um ano para o outro. Por exemplo, considere
O uso de numeração sequencial para identificar as o Objeto de conhecimento “Material” trabalhado no eixo
habilidades de cada ano ou bloco de anos não re- temático “Matéria e energia” e compare as habilidades no
presenta uma ordem esperada das aprendizagens no 1o, 2o, 4o, e 5o anos. Observe que cada uma das habilidades
âmbito daquele ano ou bloco de anos. A progressão das apresenta um verbo diferente que define um procedimento
aprendizagens, que se explicita na comparação entre comum da ciência ou uma etapa específica do processo
os quadros relativos a cada ano (ou bloco de anos), investigativo, além do conhecimento conceitual científico.
pode tanto estar relacionada aos processos cognitivos
em jogo – sendo expressa por verbos que indicam
processos cada vez mais ativos ou exigentes – quanto [1o ano] Comparar características de diferentes ma-
aos objetos de conhecimento – que podem apresentar teriais presentes em objetos de uso cotidiano.
crescente sofisticação ou complexidade –, ou, ainda, [2o ano] Identificar de que materiais (metais, madei-
aos modificadores – que, por exemplo, podem fazer ra, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte
referência a contextos mais familiares aos alunos e, da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados
aos poucos, expandir-se para contextos mais amplos. e com quais materiais eram produzidos no passado.
Base Nacional Comum Curricular, 2017, p. 281.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ [2o ano] Justificar o uso de diferentes materiais em
images/BNCCpublicacao.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2017. objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas
propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza,
transparência etc.).
No caso da disciplina Ciências, a BNCC adotou [4o ano] Testar e relatar transformações nos materiais
três Unidades temáticas que se repetem em todos os do dia a dia quando expostos a diferentes condições
anos do Ensino Fundamental. A manutenção dessas três (aquecimento, resfriamento, luz e umidade).
Unidades temáticas ao longo do Ensino Fundamental [5o ano] Explorar fenômenos que evidenciem pro-
objetiva a continuidade das aprendizagens e da inte- priedades físicas dos materiais – como densidade,
gração dos Objetos de conhecimento nos nove anos de condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças
escolarização, sendo de extrema importância que elas magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecâni-
se desenvolvam de forma integrada. Veja um exemplo cas (dureza, elasticidade etc.) entre outras.
para o tema saúde: Base Nacional Comum Curricular, 2017, p. 284-293.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
images/BNCCpublicacao.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2017.
para que o estudante compreenda saúde de forma
abrangente, e não relacionada apenas ao seu próprio
corpo, é necessário que ele seja estimulado a pensar Esse mesmo raciocínio pode ser realizado para outros
em saneamento básico, geração de energia, impactos Objetos de conhecimento da componente curricular de
ambientais, além da ideia de que medicamentos são Ciências a fim de reconhecer a progressão das habilidades
substâncias sintéticas que atuam no funcionamento ao longo dos anos. Caberá ao professor reconhecer a me-
do organismo. lhor maneira de trabalhar as habilidades previstas dentro
Base Nacional Comum Curricular, 2017, p. 281. de cada ano do Ensino Fundamental, garantindo o desen-
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
images/BNCCpublicacao.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2017. volvimento das competências específicas e o preparo para
a retomada desses objetos nos anos finais desse segmento.

A estrutura da coleção
Organização da coleção Seções e boxes
A coleção é dividida em unidades, sendo o volume Cada unidade cria situações em que o aluno realiza
do 1 ano composto de 4 unidades, e os volumes do 2o,
o
atividades: expõe suas ideias, lê textos de diferentes lingua-
3o, 4o e 5o ano compostos de 9 unidades. gens, investiga, preenche tabelas, escreve, desenha.

XX MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


Essas atividades começam na abertura da unidade e Abertura da unidade
permeiam todo o desenvolvimento do conteúdo, em especial
A abertura de cada unidade traz uma ou duas ima-
nas seções: Agora é com você, Vamos investigar, Vamos
gens e questões que exploram as imagens e temas cor-
falar sobre..., Autoavaliação e Conectando saberes.
relatos. Assim, inicia-se uma conversa conduzida pelo
Além dessas, a coleção também apresenta a seção Su- professor, com a participação de todos os alunos, com o
gestões, na qual os alunos encontram recomendações de li- objetivo tanto de levantar os conhecimentos prévios quan-
vros, vídeos, músicas e sites relacionados ao tema da unidade. to de motivá-los para o assunto da unidade.
As partes da unidade que podem ser consideradas
Vale aqui ressaltar que nem todos os alunos parti-
texto de teoria têm o papel de organizar os conteúdos
cipam e se envolvem nos debates, mesmo quando estão
básicos e foram elaboradas de acordo com a faixa etária
curiosos ou interessados no assunto. Por vezes são alunos
dos alunos.
mais introvertidos, ou que não se sentem suficientemente
seguros para falar em voz alta, com todo o grupo ouvin-
Conheça seu livro
do-os. Cabe ao professor observar cada situação e avaliar
No início do livro, as seções que descrevemos a seguir
os momentos nos quais pode propiciar de forma tranquila
são apresentadas em linguagem adequada à faixa etária a
e acolhedora também a participação desses alunos. A ha-
que se destina à coleção.
bilidade de falar e de ouvir é importante para o convívio,
Sugerimos fazer a leitura compartilhada dessas pági- as aprendizagens e as atividades realizadas em grupo.
nas antes de começar o trabalho. À medida que for apre-
Ao responder às questões, a vivência de cada aluno é
sentando cada seção, peça aos alunos que folheiem o livro,
compartilhada com seus colegas e constrói-se uma “pon-
procurando diferentes exemplos de cada uma.
te” entre essa vivência e o tema da unidade.
É importante que os alunos compreendam a estrutura
do livro, pois assim ficarão à vontade no seu manuseio. Agora é com você
Ao fazer a apresentação, não se esqueça de men- Nesta seção, o aluno vai ler textos em várias lingua-
cionar o Sumário. É importante que os alunos saibam sua gens (reportagens, poemas, artigos, gráficos, músicas, ma-
função e utilizem-no. pas, tabelas, charges, HQs). Algumas atividades exigem
Ao lado de muitas ilustrações, há selos com as indi- a aplicação de conteúdos dos textos informativos, outras
cações “Cores artificiais”, “Esquema simplificado”, “Ele- trabalham o mesmo assunto, indo um pouco além. Assim,
mentos não proporcionais entre si”. Oriente os alunos a a seção resgata aprendizados e propicia uma expansão dos
respeito do significado dessas indicações: conhecimentos, com situações novas.
Ÿ “Cores artificiais” significa que as cores da ilustração Essas atividades oferecem oportunidades para o de-
não são as reais e são usadas para facilitar a visua- senvolvimento da habilidade de lidar com linguagens de
lização. diversas categorias, tanto textual como gráfica. Vale lem-
Ÿ “Esquema simplificado” significa que o que vemos é brar que desenvolver essa habilidade é fundamental, pois
uma simplificação da realidade. avaliações oficiais como Saeb e Pisa têm mostrado que,
Ÿ “Elementos não proporcionais entre si” significa que nesse quesito, a educação em nosso país ainda está longe
as proporções não são reais. Para facilitar a compre- do ideal.
ensão dos alunos, peça a eles que imaginem uma
mosca e um elefante. Se representássemos na página Vamos investigar
do livro a mosca em seu tamanho real, seria impos- O foco desta seção é fazer com que o estudo das
sível representar o elefante de forma proporcional. Ciências propicie vivências nas quais os alunos sejam capa-
Além dessas informações, inserimos nas legendas das zes de fazer suas próprias descobertas. Além da função de
fotografias de seres vivos o tamanho médio dos animais facilitar e motivar a aprendizagem, as atividades realizadas
ou das plantas. Preferencialmente, a medida apresentada pelos próprios alunos estão ligadas à ideia de “aprender a
corresponde ao maior eixo, seja ele a altura, a largura, o fazer”, um dos famosos quatro pilares da educação pro-
diâmetro ou a envergadura. postos pela Unesco.
Em alguns casos, esse detalhamento está direciona- Na realidade, o verbo “investigar” tem para nós, neste
do apenas ao professor, na parte de orientações espe- contexto, um significado bastante amplo. Pode compreen-
cíficas deste Manual, com indicações de como trabalhar der da simples observação até a análise de determinados
as referências de medida durante a aula. fenômenos.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XXI


Investigar também pode significar a montagem de um Vamos falar sobre...
modelo que se destine a simular ou reproduzir determinado
Esta seção apresenta textos que ampliam o conteú-
fenômeno. Por exemplo, a montagem de modelos que simu-
do que está sendo trabalhado relacionando-os com temas
lem o movimento da Terra sobre si mesma, com ocorrência
atuais e atrelados ao cotidiano do aluno, que também con-
do dia e da noite, e dela ao redor do Sol, ao longo de um ano.
tribuem com a formação cidadã, como direitos humanos,
Investigar pode, em certos casos, implicar atividades
direitos dos animais, preservação do meio ambiente, edu-
mais sofisticadas no seu conjunto. Há, em alguns momen-
cação financeira e cidadania.
tos da obra, situações favoráveis em que algumas etapas
do método científico podem ser reconhecidas, mesmo que O trabalho com esta seção também é uma excelente
o nome de cada uma delas não seja formalizado para os oportunidade para que os alunos desenvolvam habilidades
alunos. A partir da observação da existência de um de- de comunicação, já que ele também será convidado a res-
terminado problema, os alunos podem ser estimulados a ponder a algumas questões oralmente e, eventualmente,
levantar hipóteses baseadas em fatos que já conhecem. Em a expor sua opinião sobre determinado assunto. Alguns
seguida, pode ser sugerida a montagem de um ou mais alunos têm dificuldade para se expressar em público. Esse
experimentos, cujo papel será a verificação da validade é um atributo que vale a pena desenvolver, sobretudo nos
dessas hipóteses. A observação e anotação dos resultados jovens mais retraídos.
levarão a conclusões finais em que as hipóteses iniciais
poderão ser, finalmente, rejeitadas ou aceitas. Conectando saberes
Vamos dar um exemplo. Quando são estudados os Esta seção apresenta temas relevantes e interessan-
tipos de solo, o aluno dispõe da informação de que eles tes que possuem conexão com o assunto que está sendo
normalmente são constituídos de uma mistura de grãos de trabalhado. Tem, dessa maneira, a função de ampliar o
argila, muito pequenos, e de areia, maiores. Um problema conhecimento que o aluno está adquirindo, fazendo-o re-
que pode ser proposto aos alunos é a questão da facilidade fletir a partir de uma perspectiva diferente.
com que a água passa pela argila, pela areia ou pela terra de Os temas podem abrigar diversas áreas do conheci-
jardim. As hipóteses dos alunos, mais do que meros “palpi- mento, promovendo uma integração das diferentes disci-
tes” ou opiniões, poderão se basear no fato de que os grãos plinas, ou, ainda, promover a formação cidadã.
de areia, por serem maiores, mantêm espaços grandes entre
Com um visual atrativo, marcado por fotos e ilustra-
si, enquanto na argila, em outro extremo, os elementos têm
ções interessantes, o trabalho com esta seção, que con-
espaços pequenos entre si, e a terra de jardim, por ser uma
tém, ainda, algumas atividades orais e/ou dissertativas,
mistura, tem espaços intermediários. Assim, a argila deveria
poderá ser bastante rico e prazeroso para os estudantes.
“reter” a água mais do que a terra de jardim, que deveria
retê-la por mais tempo do que a areia, que a água atraves-
Autoavaliação
sa com maior facilidade. Alguns experimentos simples e a
observação dos resultados permitirão, sem muito esforço, Várias pesquisas mostram a importância da autoava-
testar as hipóteses iniciais. Vale dizer que esse fato pode ter liação, pois ela vai ao encontro de uma necessidade atual,
aplicações práticas. Certas plantas, cujas raízes não “se dão que é a de aprender a aprender. Alunos de qualquer idade
bem” com muita água, crescem melhor em solos arenosos são capazes de dizer o que aprenderam e o que não apren-
do que em solos argilosos, exatamente pelo fato de que deram. Utilizar esse instrumento pode ajudar professor e
aqueles solos não retêm a água por muito tempo. aluno a melhorar o processo de ensino e aprendizagem.
A autoavaliação é um instrumento que pode acom-
Glossário panhar os alunos durante a vida escolar. Trata-se essencial-
Em todo o livro, é fundamental que o aluno com- mente de se observar e considerar com atenção e cuidado
preenda o significado das palavras, seja com a ajuda do as diversas habilidades que compõem tanto a aprendizagem
professor, seja consultando o dicionário. Termos pouco como as posturas na realização de atividades diversas, a
conhecidos mereceram, no próprio texto, uma explicação relação interpessoal, a cooperação com o grupo, o envol-
em um pequeno glossário, que deverá facilitar a leitura, vimento, a participação, entre outras. Permite otimizar e
tornando-a mais fluente. ampliar as futuras conquistas dentro do processo de ensino-
Caso os alunos, ao longo do ano letivo, venham a -aprendizagem, como solidificar a autonomia e a cidadania.
elaborar um “dicionário da turma”, considere a possibi- É importante que a autoavaliação aconteça de forma
lidade de incluir as palavras do glossário nesse dicionário constante, para que o aluno se aproprie dela e a utilize
construído por todos. cada vez mais a seu favor, ajudando-o a refletir sobre sua

XXII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


própria aprendizagem e, a partir das constatações feitas, com os alunos sobre a suma importância do respeito e da
a crescer e aprender. solidariedade que deve existir entre os colegas de classe.
Ao final de cada unidade apresentamos uma ficha de
autoavaliação que contempla as expectativas de aprendi- Sugestões
zagem de cada unidade. É importante que os alunos sejam Há quatro categorias de sugestões: Para ler (livros),
orientados ao preencher a ficha e se sintam acolhidos, Para acessar (sites), Para assistir (vídeos) e Para ouvir
sabendo que não serão julgados, mas sim auxiliados, caso (música). A ideia é fazer com que o aluno perceba as várias
não tenham conseguido alcançar determinado objetivo. formas de “enxergar” determinado assunto.
Destaque que os objetivos a serem alcançados cons- Na última página de cada volume há uma lista com
tituem aprendizagens que eles podem constatar ou não alguns dos livros que os autores consultaram para escrever
dentro do seu domínio e que não está em julgamento a a coleção. Explique aos alunos que os autores leram muito
pessoa do aluno. Orientar os alunos a reconhecer quando mais do que os livros citados e que quase todos estão no
uma aprendizagem não está consistente é importante para Manual do Professor.
que um novo caminho seja traçado, haja uma mudança de
rumo, garantindo que tal aprendizagem será apropriada Organização dos volumes
de forma intensa. Nos quadros a seguir estão apresentadas as unidades
Sugerimos ainda que o momento do preenchimen- de cada volume, bem como os Objetos de conhecimento
to da ficha de autoavaliação seja utilizado para conversar e a Unidade temática a que se referem.

1o ano

Unidade Nome Unidade temática Objetos de conhecimento

1 Como eu sou, como nós somos


Corpo humano
Vida e evolução
Respeito à diversidade
2 Você e o seu corpo

3 Vamos contar o tempo? Terra e Universo Escalas de tempo

4 Um mundo de objetos! Matéria e energia Características dos materiais

2o ano

Unidade Nome Unidade temática Objetos de conhecimento

1 Seres vivos: animais e plantas


Seres vivos no ambiente
Plantas
2 Como são as plantas?

3 Onde habitam os seres vivos? Vida e evolução

4 Os ambientes podem ser modificados? Ambientes

5 Cuidando dos ambientes

6 Do que os objetos são feitos?


Propriedades e usos dos materiais
Matéria e energia
Prevenção de acidentes domésticos
7 Como usamos os objetos

8 De onde vem a sombra?


Movimento do Sol no céu
Terra e Universo
O Sol como fonte de luz e calor
9 O Sol que nos aquece

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XXIII


3o ano

Unidade Nome Unidade temática Objetos de conhecimento

1 Locomoção e nutrição

2 Revestimento e reprodução
Características e desenvolvimento
3 Diversidade animal: os vertebrados Vida e evolução
dos animais
4 Diversidade animal: os invertebrados

5 Nosso corpo se movimenta

6 Como percebemos o mundo Produção de som


Matéria e energia Efeitos da luz nos materiais
7 Eu me comunico com o mundo Saúde auditiva e visual

8 Por dentro da Terra Características da Terra


Terra e Universo Observação do céu
9 O solo Usos do solo

4o ano

Unidade Nome Unidade temática Objetos de conhecimento

1 De onde vem a energia dos seres vivos?


Cadeias alimentares simples
Microrganismos
2 Mundo microscópico e saúde humana
Vida e evolução
3 Biomas brasileiros – Parte 1
Biomas brasileiros
4 Biomas brasileiros – Parte 2

5 Misturas Misturas
Transformações reversíveis e não
6 A energia transforma reversíveis
Matéria e energia
Medidas de tempo, distância e
7 Tempo, distância e velocidade
velocidade

O Sol como referência de tempo


8 Pontos cardeais
e de localização
Terra e Universo Calendários, fenômenos cíclicos
9 O Sol e as estações do ano e cultura

XXIV MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


5o ano

Unidade Nome Unidade temática Objetos de conhecimento

1 Eu me alimento Nutrição do organismo


2 Eu respiro Hábitos alimentares
Vida e evolução Integração entre os sistemas
Sangue: distribuição de nutrientes digestório, respiratório e
3
e eliminação de resíduos circulatório
4 Água, um recurso natural Ciclo hidrológico
5 Fontes de energia elétrica Energia elétrica
Matéria e energia Propriedades físicas dos materiais
6 Os materiais e o meio ambiente Consumo consciente
Reciclagem
7 Saneamento básico Vida e evolução Necessidade de saneamento básico
8 O Sistema Solar Constelações e mapas celestes
Movimento de rotação da Terra
Terra e Universo
9 Ampliando nossos sentidos Periodicidade das fases da lua
Instrumentos ópticos

Material digital do professor


Complementa o trabalho desenvolvido no material impresso, com o objetivo de organizar e enriquecer o trabalho
docente, contribuindo para sua contínua atualização e oferecendo subsídios para o planejamento e o desenvolvimento
de suas aulas. Nesse material, você encontrará:
Ÿ orientações gerais para o ano letivo; Ÿ orientações para a gestão em sala de aula;
Ÿ quadros bimestrais com os objetos de conhecimen- Ÿ proposta de projetos integradores para o trabalho com
to e as habilidades que devem ser trabalhadas em os diferentes componentes curriculares;
cada bimestre; Ÿ sequências didáticas para ampliação do trabalho em
Ÿ sugestões de atividades que favoreçam o trabalho com sala de aula;
as habilidades propostas para cada ano; Ÿ propostas de avaliação.

Objetivos para

Banco de imagens/Arquivo da editora


EF67EF01
o ano letivo O primeiro par de letras indica
a etapa de Ensino Fundamental.
O último par de
números
indica a posição
da habilidade
No quadro da página seguinte estão apre- O primeiro par de números na numeração
indica o ano (01 a 09) a que se sequencial do ano
sentadas as unidades deste volume da obra, bem refere a habilidade, ou, no caso ou do bloco de anos.
como as habilidades trabalhadas em cada uma delas. de Arte e Educação Física,
O segundo par de letras indica
o bloco de anos, como segue:
As habilidades previstas na BNCC são precedidas do o componente curricular:
Arte
código de identificação, cuja composição é explicada AR = Arte
15 = 1o ao 5o ano
CI = Ciências
no quadro ao lado. 69 = 6o ao 9o ano
EF = Educação Física
Educação Física
Note que em algumas unidades não são traba- GE = Geografia
12 = 1o e 2o anos
HI = História
lhadas habilidades previstas na BNCC: nessas unida- 35 = 3o ao 5o ano LI = Língua Inglesa
des são abordados conteúdos adicionais aos previs- 67 = 6o e 7o anos LP = Língua Portuguesa
tos na BNCC. Ao estudar esses conteúdos, os alunos 89 = 8o e 9o anos MA = Matemática

também estão, obviamente, desenvolvendo uma sé-


Banco Nacional Comum Curricular, 2017, p. 28.
rie de habilidades que complementam, enriquecem Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/
ou favorecem as habilidades previstas na BNCC. BNCCpublicacao.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2017.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XXV


Os objetos de conhecimento do 1o ano se propõem a estudar:
Ÿ alguns materiais do cotidiano e suas características;
Ÿ as partes do corpo humano e suas funções, bem como a necessidade de manter hábitos de higiene;
Ÿ a sucessão dos dias e das noites e o ritmo de vida das pessoas e de outros seres vivos.

1o ano

Unidade Nome Habilidades trabalhadas

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, de


modo a constatar a diversidade de características, reconhecendo a
1 Como eu sou, como nós somos
importância da valorização, do acolhimento e do respeito a essas
diferenças.
(EF01CI02) Localizar e nomear partes do corpo humano, representá-
-las por meio de desenhos e explicar oralmente suas funções.
2 Você e o seu corpo (EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do
corpo (lavar as mãos antes de comer, lavar os dentes, limpar olhos,
nariz e orelhas, etc.) são necessários para a manutenção da saúde.
(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites
orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros
seres vivos.
3 Vamos contar o tempo?
(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os pe-
ríodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão dos dias, semanas,
meses e anos.
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presen-
4 Um mundo de objetos!
tes em objetos de uso cotidiano.

Legenda:

Eixo Vida e evolução Eixo Matéria e energia Eixo Terra e Universo

XXVI MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


Referências e sugestões de leitura
COLEÇÃO MÃO NA CIÊNCIA. São Paulo: Edições SM, 2005.
Bibliografia
COLL, César. Aprendizagem escolar e construção do
ALMEIDA, Semíramis Pedrosa et al. Cerrado: espécies
conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 1994.
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ANGELIS, Rebeca Carlota. A importância de alimentos
psicológico e educação: psicologia da educação.
vegetais na proteção da saúde. São Paulo: Atheneu, 2001.
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ANTAS, Paulo de Tarso Z.; CAVALCANTI, Roberto B. Aves
CORSON, Walter H. (Org.). Manual global de ecologia.
comuns do Planalto Central. Brasília: Ed. da UnB, 1998.
São Paulo: Augustus, 1993.
ARDLEY, Neil. Dicionário temático de Ciências. São Paulo: CRESTANA, Silvério et al. Centros e museus de Ciência.
Scipione, 1997. São Paulo: Saraiva, 1998.
ASTOLFI, Jean-Pierre et al. A didática das Ciências. CUNHA CAMPOS, M. C.; NIGRO, R. G. Didática de
Campinas: Papirus, 1995. Ciências: o ensino-aprendizagem como investigação.
BARRAVIERA, Benedito. Venenos: aspectos clínicos São Paulo: FTD, 1999.
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Rio de Janeiro: Epub, 1999. o mundo. São Paulo: Moderna, 1996.
BEI. Minerais ao alcance de todos. São Paulo: BEI, 2004. DAJOZ, Roger. Ecologia geral. 2. ed. Petrópolis: Vozes;
(Entenda e aprenda). São Paulo: Edusp, 1973.
BORGES, Roberto C. Serpentes peçonhentas do Brasil. DEUTSCH, L.; PUGLIA, L. R. R. Os animais silvestres:
Belo Horizonte: Atheneu, 2001. proteção, doenças e manejo. São Paulo: Globo, 1990.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional DUARTE, Ruth de Gouvêa. Lições da natureza. São Paulo:
Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira Atual, 1999.
versão revista. Brasília, 2017. Disponível em: <http://
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BRETONES, Paulo (Org.). Jogos para o ensino de FRIEDHOFFER, Robert. O cientista mágico. Lisboa:
Astronomia. Campinas: Átomo, 2013.
Gradiva Júnior, 1991.
BROCKMAN, John; MATSON, Katinga (Org.). As coisas FRISCH, Johan D.; FRISCH, Christian D. Aves brasileiras e
são assim. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. plantas que as atraem. São Paulo: Dalgas Ecoltec, 2005.
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Ciências. São Paulo: FTD, 1999. peçonhentos. São Paulo: Fundacentro, 2001.
CANIATO, Rodolfo. As linguagens da Física. São Paulo: GRIMSHAW, Caroline. Coleção Jornadas Invisíveis
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. O céu. São Paulo: Ática, 1990. GUIA Prático de Ciências (vários volumes). Rio de Janeiro:
CARRETERO, Mario. Construtivismo e educação. Porto Globo, 1994.
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CARVALHO, Anna Maria Pessoa et al. Ciências no Ensino das doenças. Rio de Janeiro: Interamericana, 1984.
Fundamental: o conhecimento físico. São Paulo: Scipione, HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre:
1998. Artmed, 2001.
CHASSOT, Attico. A Ciência através dos tempos. HARLEN, W. Enseñanza y aprendizaje de las Ciencias.
São Paulo: Moderna, 1994. Madrid: Morata, 1989.
CIÊNCIA HOJE NA ESCOLA. Céu e Terra, Corpo Humano HERNÁNDEZ, Fernando; VENTURA, Montserrat.
e Saúde, Meio Ambiente e Águas, Ver e Ouvir, Tempo e A organização do currículo por projetos de trabalho.
Espaço. Rio de Janeiro: SBPC; São Paulo: Global, 1999. Porto Alegre: Artmed, 1997.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XXVII


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Porto Alegre: Mediação, 2007. NARDI, Roberto (Org.). Questões atuais no ensino
HOMMA, Alfredo K. O. Amazônia: meio ambiente e de Ciências. São Paulo: Escrituras, 1998.
desenvolvimento agrícola. Brasília: Embrapa, 1998. NÓVOA, António. Professores: imagens do futuro
LEVINSON, Warren; JAWETZ, Ernest. Microbiologia presente. Lisboa: Educa, 2009.
médica e imunologia. Porto Alegre: Artmed, 1998. ODUM, Eugene P. Ecology and our endangered
LITTMANN, Mark et al. Totality. New York: Oxford life-support systems. Sunderland: Sinauer, 1993.
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Instituto Plantarum, 1998. . Avaliação: da excelência à regulação das
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem aprendizagens – entre duas lógicas. Porto Alegre:
escolar. São Paulo: Cortez, 2005. Artmed, 1999.

LURIA, Alexandre R. Desenvolvimento cognitivo. PIAGET, Jean. Para onde vai a educação. Rio de Janeiro:
São Paulo: Ícone, 1990. José Olympio, 1973.

MACEDO, Lino. Ensaios construtivistas. São Paulo: PURVES, William K. et al. Vida: a ciência da Biologia.
Casa do Psicólogo, 1994. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.

MACHADO, Nílson José. Cidadania e educação. QUEIROZ, Luiz Roberto S. 100 animais brasileiros.
São Paulo: Escrituras, 1997. São Paulo: Moderna/O Estado de S. Paulo, 1998.

. Educação: microensaios em mil toques RAVEN, Peter H. et al. Biology of plants. 6. ed.
New York: W. H. Freeman, 1999.
(volumes I, II e III). São Paulo: Escrituras, 2011.
RAW, Isaias; SANT’ANNA, Osvaldo Augusto. Aventuras
. Epistemologia e didática: as concepções
da microbiologia. São Paulo: Hacker Editores/Narrativa
de conhecimento e inteligência e a prática docente.
Um, 2002.
São Paulo: Cortez, 2011.
RONAN, Colin A. História ilustrada da Ciência.
MADER, Sylvia S. Human Biology. Dubuque: Wm. C.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.
Brown Publishers, 1992.
SALINAS, Dino. Prova amanhã!: a avaliação entre a
MAGALHÃES, Nícia Wendel. Conheça o Pantanal.
teoria e a realidade. Porto Alegre: Artmed, 2004.
São Paulo: Terragraph, 1992.
SCHMIDT-NIELSEN, Knut. Fisiologia animal: adaptação
MEIS, Leopoldo. Ciência, educação e o conflito
e meio ambiente. São Paulo: Santos, 2000.
humano-tecnológico. São Paulo: Senac, 2002.
SPINELLI, Lila; SIQUEIRA, Célia. Air. São Paulo: Scipione,
MELO, Marcos (Org.). Avaliação na Educação. Curitiba:
1997.
Melo, 2007.
. Out in space. São Paulo: Scipione, 1997.
MORAES, Roque et al. Unidades experimentais:
uma contribuição para o ensino de Ciências. . Water planet. São Paulo: Scipione, 1996.
Porto Alegre: Sagra, 1990. VYGOTSKY, L. S. Formação social da mente. São Paulo:
MOREIRA, Marco; MASINI, Elcie. Aprendizagem Martins Fontes, 1984.
significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: WEISSMANN, Hilda (Org.). Didática das Ciências Naturais:
Moraes, 1982. contribuições e reflexões. Porto Alegre: Artes Médicas
MORETTO, Pedro Vasco. Prova: um momento Sul, 1998.
privilegiado de estudo e não um acerto de contas. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar.
Rio de Janeiro: DP&A, 2005. Porto Alegre: Artmed, 1998.
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: ZAGURY, Tania. O professor refém. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1999. Record, 2006.

XXVIII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


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Sugestões de leitura pela arte: propostas de experiências. Porto Alegre:
para o professor Artmed, 2003.
ALMEIDA, R.; FALCÃO, D. Brincando com a ciência: LEGAN, Lucia. A escola sustentável: alfabetizando pelo
experimentos interativos de baixo custo. Rio de Janeiro: ambiente. São Paulo: Imesp, 2007.
Mast, 1996.
MACHADO, Nílson José. Ética e educação. São Paulo:
ALVES, R. A escola que sempre sonhei. Campinas: Ateliê Editorial, 2012.
Papirus, 2005.
PAULO, Iliana Aida; GUERSOLA, Marilena Varejão. Conviva
. Conversas com quem gosta de ensinar. com a diferença! Diga não à discriminação! – oficinas
Campinas: Papirus, 2000. pedagógicas para crianças do Ensino Fundamental –
. Entre a Ciência e a sapiência. São Paulo: 1a a 4a série. Rio de Janeiro: Novamerica, 2006.
Loyola, 1999. PINSKY, J. 12 faces do preconceito. São Paulo: Contexto,
1999.
BARROSO, C. Sexo e juventude. São Paulo: Cortez, 2000.
RAMOS, Anna Claudia. Hoje é amanhã? Rio de Janeiro:
BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática,
YH Lucerna, 2005.
2002.
RIORDAN, James. Histórias do mar. São Paulo: Martins
BORGES, R. M. R.; MORAES, R. Educação em Ciências
Fontes, 2005.
nas séries iniciais. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1998.
SAGAN, Carl. Bilhões e bilhões. São Paulo: Companhia
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares das Letras, 1998.
Nacionais. Brasília, 2013. Disponível em: <portal.mec.gov.br>.
Acesso em: 28 set. 2017. . O romance da Ciência. Rio de Janeiro:
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Relações Étnico-Raciais. Brasília, 2006. Disponível em: SCHEFFLER, I. A linguagem da educação. São Paulo:
<http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/orientacoes_ Edusp, 1974.
etnicoraciais.pdf>. Acesso em: 28 set. 2017. VYGOTSKY, L. S. Formação social da mente. São Paulo:
BRETONES, Paulo (Org.). Jogos para o ensino de Martins Fontes, 1984.
Astronomia. Campinas: Átomo, 2013.
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Páginas governamentais
Ÿ Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
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do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 1994. <www.inep.gov.br>.
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; PALACIOS, J.; MARCHESI, A. Desenvolvimento
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Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1996.
e Tecnológico – Disponível em: <www.cnpq.br>.
DESPRESBITERIS, L. Avaliação da aprendizagem do ponto Ÿ MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia – Disponível em:
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GULLAR, Ferreira. Dr. Urubu e outras fábulas.
Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.
Páginas com conteúdos científicos
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HERNÁNDEZ, F.; VENTURA, M. A organização do currículo
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por projetos de trabalho. São Paulo: Artmed, 1997.
Disponível em: <www.sbpcnet.org.br>.
KOFF, Adélia Maria; SERRÃO, Mônica Armond. Água: Ÿ Com Ciência – Revista Eletrônica de Jornalismo Científico da
um direito de todos. Rio de Janeiro: Novamerica, 2004. SBPC – Disponível em: <www.comciencia.br/comciencia/>.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XXIX


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<http://www.cienciahoje.org.br/>.
Ÿ Banco Internacional de Objetos Educacionais – Disponível em:
Ÿ Ciência Hoje das Crianças on-line – Disponível em: <http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/>.
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Ÿ Olimpíada de Ciências – Disponível em:
Ÿ Jornal da Ciência – SBPC – Disponível em: <http://www.onciencias.org/>.
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Ÿ Centro de Divulgação Científica e Cultural/USP São Carlos
Ÿ Canal Ciência e Cultura – SBPC – Disponível em:
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<http://cienciaecultura.bvs.br/>.
Ÿ Casa da Ciência – Disponível em: <www.cciencia.ufrj.br/>.
Ÿ Estação Ciência da USP – Disponível em:
<www.eciencia.usp.br/>. Ÿ Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Disponível em:
<http://museus.cultura.gov.br/espaco/8554/>.
Ÿ Inovação tecnológica – Disponível em:
<www.inovacaotecnologica.com.br>. Acesso em: 1o dez. 2017.
Ÿ How Stuff Works – Como tudo funciona – Disponível em:
<https://www.howstuffworks.com/>. Programa freeware
Ÿ Ciência e Cultura na Escola – Disponível em: Ÿ LibreOffice – pacote com editor de texto, planilha de
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Ÿ Portal do Jornalismo Científico – Disponível em: <http://pt-br.libre.openoffice.org/>.
<www.jornalismocientifico.com.br/>. Acesso em: 1o dez. 2017.
Acesso em: 1o dez. 2017.
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Ÿ Unesco Brasil – Disponível em: <www.unesco.org.br>. <http://maps.google.com/?hl=pt-BR>.
Ÿ Canal Kids – Unicef – Disponível em: Ÿ Ciclo da água – animação – no Canal Kids – Disponível em:
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<www.canalkids.com.br/meioambiente/sos/ciclo.htm>.
Ÿ Revista Nova Escola – Disponível em:
Ÿ O que aprendemos/herdamos deles? – Disponível em:
<https://novaescola.org.br/>.
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Ÿ Revista Pátio – Disponível em:
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<www.revistapatio.com.br/>.
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Ÿ Profissão Mestre – Disponível em:
Ÿ Vista da Terra – Disponível em:
<http://www.celsoantunes.com.br/tag/revista-profissao-
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mestre/>.
Ÿ Página ilustrada sobre o ciclo da água – Disponível em:
Ÿ Discovery na escola – Disponível em:
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Ÿ Site do governo brasileiro sobre o Pantanal, com vários
Ÿ Biblioteca Virtual de Educação – Disponível em:
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Ÿ DAMIANI, Magda Floriana. Entendendo o trabalho ecossist/pantanal/>.
colaborativo em educação e revelando seus benefícios. Acesso em: 1o dez. 2017.
Disponível em: <www.scielo.br/pdf/er/n31/n31a13.pdf>.
Ÿ Acesso aos textos integrais publicados pelo MEC –
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/>.
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Ÿ Escola do Futuro da USP – Disponível em: Ÿ Saiba mais sobre os índios – Disponível em:
<www.futuro.usp.br/>. <www.canalkids.com.br/viagem/brasil/habitacoes.htm>.
Ÿ Alô Escola – Disponível em: Ÿ Origâmi, aviões e barcos – Disponível em:
<http://www2.tvcultura.com.br/aloescola/>. <www.origami-kids.com/avioesdepapel/
barquinhosdepapel.htm>.
Ÿ Escola Digital – Disponível em:
<http://escoladigital.org.br/>. Ÿ Faz fácil – Disponível em: <www.fazfacil.com.br/>.
Ÿ Centro de Referência em Educação Mário Covas – Acesso em: 1o dez. 2017.
Disponível em: <www.crmariocovas.sp.gov.br/index.php>.
Ÿ Fundação Gol de Letra – Disponível em: Física
<www.goldeletra.org.br/>. Ÿ Ilusão de óptica – Disponível em:
Acesso em: 1o dez. 2017. <www.ilusaodeotica.com/>.

XXX MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


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<www.feiradeciencias.com.br/>.
Ÿ 500 anos de muita criatividade – história das invenções no
Ÿ Seara da Ciência. A óptica da visão humana: ilusões de
Brasil – Disponível em:
óptica. Disponível em: <www.seara.ufc.br/tintim/fisica/
<http://chc.cienciahoje.uol.com.br/500-anos-de-muita-
visao/tintim4-5.htm>.
criatividade/>.
Acesso em: 1o dez. 2017.
Ÿ Carro solar CHC – Disponível em:
<http://chc.cienciahoje.uol.com.br/e-um-passaro-e-um-aviao/>.
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Ÿ Museu das Invenções – Disponível em:
Ÿ Laboratório Didático Virtual de Química/Unesp – <www.museudasinvencoes.com.br/>.
Disponível em: <www2.fc.unesp.br/lvq/>. Ÿ Sociedade do Sol (aquecimento solar) – Disponível em:
Acesso em: 1o dez. 2017. <www.sociedadedosol.org.br/>.
Ÿ Inovação tecnológica – Disponível em:
Biologia e saúde <www.inovacaotecnologica.com.br/index.php>.
Ÿ Biólogo – Disponível em: <www.biologo.com.br/>. Acesso em: 1o dez. 2017.
Ÿ Revista Brasileira de Biologia – Disponível em:
<www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0034-7108>. Artigos, entrevistas e reportagens
Ÿ Dermatologia: site abrangente sobre pele, doenças, Ÿ RICARDO, E. C.; CUSTÓDIO, J. F.; REZENDE JR., M. F.
cuidados com o Sol, etc. – Disponível em: A tecnologia como referência dos saberes escolares:
<www.dermatologia.net>. perspectivas teóricas e concepções dos professores. Revista
Acesso em: 1o dez. 2017. Brasileira de Ensino de Física, v. 29, n. 1, 2007.
Disponível em: <www.scielo.br/scielo.php?script=
Astronomia sci_arttext& pid=S1806-11172007000100020>.

Ÿ Telescópios na escola – Disponível em: Ÿ Nova Escola. Em entrevista, Melina Furman afirma que é
<www.telescopiosnaescola.pro.br/>. preciso ensinar atitudes científicas. Disponível em:
<https://novaescola.org.br/conteudo/859/melina-furman-
Ÿ Constelações indígenas do Brasil – Disponível em:
afirma-que-e-preciso-ensinar-atitudes-cientificas>.
<www.telescopiosnaescola.pro.br/indigenas.pdf>.
Ÿ Nova Escola. A busca pelo saber científico – a
Ÿ Canal Kids. Astronomia. Planetas – Disponível em:
observação de fenômenos e a experimentação
<www.canalkids.com.br/cultura/ciencias/astronomia/
são fundamentais para que os alunos ampliem os
planetas.htm>.
conhecimentos na área. Disponível em: <https://
Ÿ Nasa. Sondas espaciais – Disponível em: novaescola.org.br/conteudo/7494/a-busca-pelo-saber>.
<http://heasarc.gsfc.nasa.gov/nasap/docs/space2_p/ Ÿ Nova Escola. Iniciação científica nos anos iniciais – observar,
probes_p.html>. registrar e comprovar hipóteses sem simplificar a linguagem
Ÿ Astronomia on-line – Disponível em: nem infantilizar. Esse é o caminho para a iniciação científica.
<www.astronomiaonline.com/>. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/1139/
Ÿ Vistas do Sistema Solar – Disponível em: iniciacao-cientifica-nas-series-inciais>.
<www.solarviews.com/portug/homepage.htm>. Ÿ Nova Escola. Em Ciências, é preciso estimular a curiosidade
Ÿ Observatório Nacional do Rio de Janeiro – Disponível em: do pesquisador – a tendência atual da disciplina é fazer
<www.zenite.nu/index.htm>. com que o aluno observe, pesquise em diversas fontes,
Ÿ Museu de Astronomia e Ciências Afins – Disponível em: questione e registre para aprender. Disponível em:
<www.mast.br/>. <https://novaescola.org.br/conteudo/7690/curiosidade-de-
pesquisador>.
Ÿ Portal do Astrônomo – Disponível em:
<www.portaldoastronomo.org/>. Ÿ Nova Escola. “Passo a passo a feira vira um sucesso” – já
no Ensino Fundamental, todos podem desenvolver e exibir
Ÿ Google Moon (mapas da Lua) – Disponível em:
experimentos inspirados em problemas reais. Disponível
<www.google.com/moon/>.
em: <https://novaescola.org.br/conteudo/377/passo-a-
Ÿ Localize um planeta no céu – Disponível em: passo-a-feira-vira-um-sucesso>.
<www.lightandmatter.com/area2planetpt.html>.
Ÿ Nova Escola. Em entrevista, Ana Maria Espinoza diz que
Ÿ Sistema Solar – Disponível em: é essencial ensinar a ler textos de Ciências. Disponível
<http://astro.if.ufrgs.br/ssolar.htm>. em: <https://novaescola.org.br/conteudo/860/ana-maria-
Acesso em: 1o dez. 2017. espinoza-e-essencial-ensinar-a-ler-textos-de-ciencias>.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XXXI


Ÿ Nova Escola. Reportagem “Um livro inesquecível” – alunos curiosidade. São apresentadas algumas das perguntas que
do Maranhão usam textos informativos, procedimentos mais aparecem em sala de aula e o melhor jeito de dar –
de pesquisa e conteúdos de Ciências para fazer uma ou buscar – respostas simples, que conseguem passar
enciclopédia. Disponível em: <https://novaescola.org.br/ bem o conteúdo que elas abordam. Disponível em:
conteudo/1118/um-livro-inesquecivel>. <https://novaescola.org.br/conteudo/1128/por-que-por-que-
por-que>.
Ÿ Nova Escola. Reportagem “Estudar o bairro pode mudar
o planeta” – grandes questões, levadas à sala de aula, Ÿ Nova Escola. A matéria “O que e como ensinar em
ajudam os estudantes a compreender o meio em que Ciências” mostra que a tendência atual da disciplina é
vivem e procurar transformá-lo. Disponível em: fazer com que o aluno observe, pesquise em diversas
<https://novaescola.org.br/conteudo/1108/estudar-o-bairro- fontes, questione e registre para aprender. Disponível em:
pode-mudar-o-planeta>. <https://novaescola.org.br/conteudo/48/o-que-ensinar-em-
ciencias>.
Ÿ Nova Escola. Em entrevista, a presidente da SBPC diz
Ÿ Nova Escola. Em entrevista, Marcelo Gleiser diz que
que o segredo é provocar os alunos – o professor deve
a Ciência se torna fascinante quando você não fica
reformular as questões que propõe a eles. Disponível em:
só na teoria. Disponível em: <https://novaescola.org.
<https://novaescola.org.br/conteudo/862/o-segredo-e-
br/conteudo/858/marcelo-gleiser-a-ciencia-se-torna-
provocar-os-alunos>.
fascinante-quando-voce-nao-fica-so-na-teoria>.
Ÿ Nova Escola. Reportagem “As situações didáticas
Ÿ Nova Escola. Em defesa do planeta. Artigo mostra que a
de Ciências” – a observação de fenômenos, a humanidade acordou para a necessidade de preservar o
experimentação e a reflexão. Disponível em: meio ambiente e impedir a destruição da própria espécie.
<https://novaescola.org.br/conteudo/1146/as-situacoes- Traz histórias de escolas que já estão ajudando os alunos
didaticas-de-ciencias>. a mudar de atitude para se transformar em cidadãos
Ÿ Nova Escola. Em entrevista, Rita Mendonça diz que o mais conscientes. Disponível em: <https://novaescola.org.
educador ambiental ensina por suas atitudes. Disponível em: br/conteudo/1170/em-defesa-do-planeta>.
<https://novaescola.org.br/conteudo/861/rita-mendonca-o- Ÿ CARDOSO, Sheila Pressentin; COLINVAUX, Dominique.
educador-ambiental-ensina-por-suas-atitudes>. Explorando a motivação para estudar química. Química
Ÿ Nova Escola. A reportagem “Por quê? Por quê? Por quê?” Nova, v. 23, n. 3, 2000. Disponível em:
mostra que crianças adoram fazer perguntas. E nada <http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422000000300018>.
melhor que uma aula de Ciências para estimular essa Acesso em: 1o dez. 2017.

XXXII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


Ciências o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais • Componente Curricular: Ciências

CÉSAR DA SILVA JÚNIOR


Licenciado em História Natural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da
Universidade de São Paulo (USP)
Professor de Biologia da rede particular de ensino de São Paulo

SEZAR SASSON
Licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da USP
Professor e autor de Biologia

PAULO SÉRGIO BEDAQUE SANCHES


Bacharel em Física pelo Instituto de Física da USP
Licenciado em Física pela Faculdade de Educação da USP (habilitação em Física, Química e Matemática)
Mestre em Educação a Distância pela Universidad Nacional de Educación a Distancia (Uned) –
Cátedra Unesco, Madri, Espanha

SONELISE AUXILIADORA CIZOTO


Bacharel em Pedagogia pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo
Pós-graduada em Educação pela Faculdade Integrada Metropolitana de Campinas (Metrocamp), São Paulo
Professora de graduação e pós-graduação nas áreas de Psicologia e Educação

DÉBORA CRISTINA DE ASSIS GODOY


Bacharel em Pedagogia e especialista em Alfabetização pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Professora e coordenadora de Ensino Fundamental da rede particular de ensino
na região de Campinas, São Paulo

São Paulo, 1a edição, 2017.

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 1
Direção geral: Guilherme Luz
Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas
Gestão de projeto editorial: Tatiany Renó
Gestão e coordenação de área: Isabel Rebelo Roque
Edição: Daniela Teves Nardi, Carlos Eduardo de Oliveira
e Giovana Pasqualini da Silva
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Planejamento e controle de produção: Paula Godo,
Roseli Said e Marcos Toledo
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Ana Paula C. Malfa, Arali Gomes,
Brenda T. M. Morais, Carlos Eduardo Sigrist, Célia Carvalho,
Claudia Virgilio, Daniela Lima, Gabriela M. Andrade, Lilian M. Kumai,
Luciana B. Azevedo, Maura Loria, Patricia Cordeiro,
Paula T. Jesus e Sueli Bossi
Arte: Daniela Amaral (ger.), André Gomes Vitale (coord.)
e Renato Akira dos Santos (edit. arte)
Diagramação: Estúdio Typegraphic
Iconografia: Sílvio Kligin (ger.), Roberto Silva (coord.), Douglas Cometti,
Roberta Freire Lacerda Santos (pesquisa iconográfica)
Licenciamentos de conteúdos de terceiros: Cristina Akisino (coord.),
Angra Marques (licenciamento de textos),
Erika Ramires e Claudia Rodrigues (analistas adm.)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin
Ilustrações: Ilustra Cartoon e Waldomiro Neto
Design: Gláucia Correa Koller (ger.),
Erika Tiemi Yamauchi Asato (projeto gráfico e capa) e Talita Guedes da Silva (capa)
Foto de capa: Gelpi/Shutterstock
Ilustração de capa: Rodrigo ICO

Todos os direitos reservados por Saraiva Educação S.A.


Avenida das Nações Unidas, 7221, 1o andar, Setor A –
Espaço 2 – Pinheiros – SP – CEP 05425-902
SAC 0800 011 7875
www.editorasaraiva.com.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Ligamundo : ciências, 1º ano : ensino fundamental,
anos iniciais / César da Silva Júnior ...
[et al.]. -- 1. ed. -- São Paulo : Saraiva, 2017.

Outros autores: Sezar Sasson, Paulo Sérgio


Bedaque Sanches, Sonelise Auxiliadora Cizoto, Débora
Cristina de Assis Godoy.
Bibliografia.
Suplementado pelo manual do professor.
ISBN 978-85-472-2431-8 (aluno)
ISBN 978-85-472-2432-5 (professor)

1. Ciências (Ensino fundamental) I. Silva Júnior,


César da. II. Sasson, Sezar. III. Sanches, Paulo
Sérgio Bedaque. IV. Cizoto, Sonelise Auxiliadora.
V. Godoy, Débora Cristina de Assis.

17-10524 CDD-372.35

Índices para catálogo sistemático:


1. Ciência : Ensino fundamental 372.35

2017
Código da obra CL 820675
CAE 623958 (AL) / 623959 (PR)
1a edição
1a impressão

Impressão e acabamento

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

2 MANUAL DO PROFESSOR
APRESENTAÇÃO

O MUNDO EM QUE VIVEMOS É MARAVILHOSO!


NELE, ACONTECEM MUITAS COISAS QUE NOS DEIXAM
CURIOSOS.
QUANDO VOCÊ OBSERVA O MUNDO E PENSA
SOBRE ELE, COMEÇA A FAZER PERGUNTAS. ESSE
É O MOMENTO PARA INVESTIGAR, EXPERIMENTAR,
TESTAR E FAZER NOVAS PERGUNTAS…
FAZER ISSO É FAZER CIÊNCIA!
QUANDO VOCÊ COMPREENDE MELHOR O
MUNDO, PODE AGIR NELE COM MAIS CONSCIÊNCIA.
ASSIM, VAI RESPEITAR MAIS A VOCÊ MESMO,
AOS OUTROS E À NATUREZA.
SUAS DECISÕES SERÃO MAIS ACERTADAS,
E VOCÊ PODERÁ VIVER MELHOR NESTE MUNDO
TÃO INCRÍVEL!

OS AUTORES

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 3
CONHEÇA SEU LIVRO
UNIDADE

Shutterstock/
Zb89V
ABERTURA DA UNIDADE • UM MUNDO
DE OBJETOS!
NA ABERTURA DE CADA
UNIDADE VOCÊ VAI OBSERVAR NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:

OBSERVAR QUE OS OBJETOS

IMAGENS E REFLETIR SOBRE ELAS. FAZEM PARTE DO SEU DIA A DIA.


PERCEBER DIFERENÇAS ENTRE
OS OBJETOS.

ESSE É O MOMENTO PARA VER O COMPREENDER DE QUAIS


MATERIAIS ALGUNS OBJETOS
SÃO FEITOS.

QUE VOCÊ JÁ SABE E DESPERTAR


OBSERVE A IMAGEM E

SEU INTERESSE PELO TEMA CONVERSE COM SEUS


COLEGAS:

QUE SERÁ ESTUDADO. 1. O QUE VOCÊ VÊ NELA?


2. EM DUPLA, DESCREVA UM
OBJETO DA IMAGEM PARA
O COLEGA. DEPOIS, OUÇA A
DESCRIÇÃO DELE.
3. OS OBJETOS QUE VOCÊS
DESCREVERAM PODEM SER
AGRUPADOS POR COR? QUAIS?
4. ALÉM DA COR, QUE OUTRAS
CARACTERÍSTICAS OS OBJETOS
TÊM?

74 75

CONECTANDO SABERES
VOCÊ SABE POR QUE ESSES ANIMAIS POSSUEM OLHOS TÃO GRANDES?
• CONECTANDO SABERES
ESSES ANIMAIS POSSUEM HÁBITOS NOTURNOS E SEUS OLHOS GRANDES
QUE OLHOS GRANDES VOCæ TEM! OS AJUDAM A ENXERGAR BEM MESMO QUANDO A QUANTIDADE DE LUZ NO
AMBIENTE É PEQUENA.
A PARTIR DE TEMAS
INTERESSANTES, DESCUBRA
VOCÊ JÁ REPAROU QUE ALGUNS ANIMAIS POSSUEM OLHOS BEM GRANDES?
DESSA MANEIRA, ELES PODEM ENCONTRAR ALIMENTO E ABRIGO E PERCEBER
QUANDO ALGUM PREDADOR QUE PRETENDE CAÇÁ-LOS SE APROXIMA.
• ELEMENTOS NÃO

COMO A CIÊNCIA SE
PROPORCIONAIS ENTRE SI ALGUNS ANIMAIS DE HÁBITOS NOTURNOS, COMO OS GATOS, SÃO ANIMAIS
QUE CONVIVEM MUITO BEM COM O SER HUMANO.
PORÉM, ALGUNS ANIMAIS SÃO SILVESTRES E NÃO DEVEM SER RETIRADOS

RELACIONA COM OUTRAS


Eric Isselee/Shutterstock

DA NATUREZA, POIS ISSO CAUSA MUITO SOFRIMENTO A ELES, QUE NÃO ESTÃO
ADAPTADOS À VIDA COM O SER HUMANO.

ÁREAS DO CONHECIMENTO.
Fivespots/Shutterstock

LAGARTO.

CORUJA.
Eric Isselee/Shutterstock

GATOS.
Natalia Paklina/Shutterstock

Ian Butler Borneo/Alamy/Latinstock

CONVERSE COM SEUS COLEGAS E RESPONDA:


1 VOCÊ ACHA QUE QUALQUER ANIMAL PODE SER UM ANIMAL DE
ESTIMAÇÃO? POR QUÊ?

2 POR QUE OS ANIMAIS SILVESTRES SOFREM SE FOREM RETIRADOS DA


LÊMURE. LÓRIS. NATUREZA?
94 95

AUTOAVALIAÇÃO

AGORA É HORA DE PENSAR SOBRE O


QUE VOCÊ EXPERIMENTOU E APRENDEU.

SUGESTÕES •
MARQUE UM X NA OPÇÃO QUE MELHOR
REPRESENTA SEU DESEMPENHO.
1. RECONHEÇO A PRESENÇA DOS OBJETOS NO
DIA A DIA.

2. PERCEBO DIFERENÇAS ENTRE OS OBJETOS.

NESTA SEÇÃO, 3. COMPREENDO DE QUAIS MATERIAIS SÃO


FEITOS ALGUNS OBJETOS.

VOCÊ ENCONTRARÁ
RECOMENDAÇÕES DE LIVROS, SUGESTÕES

PARA LER
VÍDEOS, FILMES, MÚSICAS E
Reprodução/Editora Callis

• SEPARANDO AS COISAS, DE EUN HEE NA E


SUN YOUNG KWAK. EDITORA CALLIS.

ENDEREÇOS NA INTERNET. O LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE UM


PERSONAGEM QUE NÃO CONSEGUIA PARAR
DE CLASSIFICAR AS COISAS, AS PESSOAS E OS
ANIMAIS. DESCUBRA COMO ELE RESOLVEU ESSE
PROBLEMA!

• UM PRESENTE DIFERENTE, DE MARTA


Reprodução/Editora Callis

AZCONA. EDITORA CALLIS.


O LIVRO CONTA A HISTÓRIA DO DIA EM QUE
MARCEL GANHOU UM PEDAÇO DE TECIDO
DE PRESENTE DE ANIVERSÁRIO. COM A
IMAGINAÇÃO DE MARCEL, ESSE PRESENTE TÃO
DIFERENTE SE TRANSFORMOU EM BRINQUEDOS
INCRÍVEIS.

93

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

4 MANUAL DO PROFESSOR
• VAMOS FALAR SOBRE... USAR DE NOVO? ISSO É REUTILIZAR!
VAMOS FALAR SOBRE... O AVIÃO DE PAPEL PODE SER FEITO COM UMA FOLHA JÁ ESCRITA OU
DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
MUITAS PESSOAS VIVEM COM ALGUMA DEFICIÊNCIA, COMO NÃO
ENTENDA COMO OS DESENHADA, NÃO É? NESTE CASO, VOCÊ ESTÁ REUTILIZANDO O PAPEL.
VOCÊ PODE
RESÍDUO: RESTO

SEUS CONHECIMENTOS
OBSERVAR, OLHANDO AO DE MATERIAL QUE
CONSEGUIR ANDAR, VER OU OUVIR. DESCARTAMOS, QUE

Oksana2010/Shutterstock
SEU REDOR, NO BAIRRO, NÃO QUEREMOS MAIS.
AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DEVEM TER OS SEUS DIREITOS
NA CIDADE ONDE MORA,

DE CIÊNCIAS PODEM
GARANTIDOS. OS DIREITOS DEVEM SER IGUAIS PARA TODOS.
QUE PRODUZIMOS MUITOS RESÍDUOS.

Fernando Favoretto/Criar Imagem


MUITOS OBJETOS QUE SÃO JOGADOS NO

AJUDAR A COMPREENDER
LIXO PODEM SER APROVEITADOS DE OUTRA
FORMA. DIZEMOS QUE ESSES OBJETOS SÃO
REUTILIZÁVEIS.

TEMAS RELACIONADOS À • ELEMENTOS NÃO


PROPORCIONAIS ENTRE SI

CIDADANIA, À CULTURA,
CONVERSE COM SEUS COLEGAS E RESPONDA:

1 VOCÊ JÁ VIU UM PNEU DESCARTADO COMO RESÍDUO EM LOCAL

ENTRE OUTROS. INADEQUADO?

2 FAÇA UMA LISTA


COM O NOME DE
TRÊS OBJETOS QUE

Yupa Watchanakit/Shutterstock
SÃO JOGADOS FORA,
MAS QUE PODEM SER

GLOSSÁRIO •
REUTILIZADOS.

3 SEPARAR O LIXO QUE


JOGAMOS FORA É
MUITO IMPORTANTE.

AQUI VOCÊ VAI ENCONTRAR O


CADEIRANTE TRABALHANDO. A PESSOA COM DEFICIÊNCIA TEM DIREITO AO TRABALHO COMO
TODAS AS PESSOAS. POR QUÊ?

1. VOCÊ CONHECE ALGUMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA?

SIGNIFICADO DAS PALAVRAS


4 NA SUA CASA, VOCÊS SEPARAM O LIXO? COMO? CONTE AOS COLEGAS.
2. O QUE PODE SER FEITO PARA QUE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM
DEFICIÊNCIA SEJAM RESPEITADOS? 89

22 DESTACADAS NO TEXTO.

VAMOS INVESTIGAR 6. REPITAM OS PASSOS 2, 3 E 4.

VAMOS CONSTRUIR UM DESENHO DO CORPO?

ra
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VAMOS INVESTIGAR •

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IMAGINE COMO SERIA UM DESENHO QUE REPRESENTASSE SEU CORPO: O QUE

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VOCÊ DESENHARIA NELE? VAMOS CONSTRUIR JUNTOS ESSE DESENHO?

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MATERIAL

str
Ilu
NESTA SEÇÃO, VOCÊ VAI
• UM PEDAÇO DE PAPEL UM POUCO MAIOR QUE A ALTURA DO SEU CORPO
• LÁPIS PRETO
• LÁPIS DE COR

REALIZAR EXPERIMENTOS • GIZ DE CERA 7. CADA UM VAI ESCREVER SEU NOME E A DATA NO DESENHO QUE
CORRESPONDE AO SEU CORPO.
COMO FAZER

COM ATIVIDADES DE
8. PINTE O DESENHO DO SEU CORPO.
1. O PROFESSOR VAI FORMAR DUPLAS. 9. USE SETAS PARA INDICAR:
2. ESTIQUEM O PAPEL NO CHÃO. UM ALUNO DA DUPLA DEVE DEITAR-SE SOBRE O • CABEÇA • MÃOS • BARRIGA

OBSERVAÇÃO E PRÁTICA PARA PAPEL ESTICADO E AFASTAR UM POUCO OS BRAÇOS E AS PERNAS.


3. NENHUMA PARTE DO CORPO PODE FICAR DE FORA DO PAPEL.
• BRAÇOS • PERNAS • PÉS
10. EM CADA SETA, ESCREVA O NOME DA PARTE DO CORPO QUE ELA INDICA.

ENRIQUECER E AMPLIAR O 4. COM LÁPIS PRETO, OUTRO ALUNO VAI RISCAR SOBRE O PAPEL,
CONTORNANDO O CORPO DO COLEGA.
OBSERVAÇÃO

1 O PROFESSOR VAI ORGANIZAR OS DESENHOS FIXANDO-OS NA SALA


ESTUDO DO TEMA. DE AULA.
ra
ito
ed
da
ivo
Arqu

2 VEJA OS DESENHOS DOS COLEGAS: SÃO TODOS IGUAIS? QUE DIFERENÇAS


to/
Ne
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VOCÊ NOTA?
om
Wald

3 OBSERVANDO OS DESENHOS FEITOS PELA SUA TURMA, RESPONDA:


DE QUAL DESENHO VOCÊ MAIS GOSTOU?

CONCLUSÃO

1 IMAGINE QUE VOCÊ TENHA DE CONTAR A ALGUÉM COMO É SEU CORPO.


O QUE VOCÊ DIRIA?
5. FEITO O CONTORNO DO CORPO, TROQUEM DE LUGAR. QUEM RISCOU O
CONTORNO DO CORPO DO COLEGA AGORA VAI SE DEITAR SOBRE OUTRO 2 SEU CORPO E O DE SEUS COLEGAS TÊM SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS?
PAPEL EM BRANCO. QUAIS?
34 35

• AGORA É COM VOCÊ


NESTA SEÇÃO, VOCÊ VAI
UTILIZAR O QUE APRENDEU
PARA FAZER NOVAS
DESCOBERTAS.

AGORA É COM VOCÊ


4 CONVERSE COM SEU COLEGA E RESPONDA ÀS QUESTÕES.
A) UMA COLHER PODE SER FEITA DE QUÊ? PINTE A RESPOSTA DE AZUL.
1 VEJA O NOME DE ALGUNS OBJETOS E MATERIAIS E LIGUE CADA OBJETO
AO MATERIAL DO QUAL É FEITO. VIDRO PAPEL TECIDO

CHAVE VIDRO PLÁSTICO MADEIRA METAL

DINHEIRO PLÁSTICO B) O QUE É, O QUE É? QUANTO MAIS SECA, MAIS MOLHADA FICA?

CALÇAS MADEIRA RESPONDA À ADIVINHA COMPLETANDO A PALAVRA ABAIXO.

O LH .
ÍCONES QUE INDICAM
LÂMPADA PAPEL

CANUDINHO TECIDO
C) DE QUE MATERIAL O OBJETO DA ADIVINHA DEVE SER FEITO?
COMO REALIZAR AS
T CID .

ATIVIDADES:
LÁPIS METAL
5 OBSERVE OS DESENHOS FEITOS COM O AUXÍLIO DE ALGUNS OBJETOS.
CONVERSE COM SEUS COLEGAS:
2 VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM RECICLAGEM DE MATERIAIS? O QUE VOCÊ
Fotos: Shutterstock/Montagem: Cesar Wolf

SABE SOBRE ESSA ATIVIDADE?

3 OBSERVE NA IMAGEM ABAIXO ALGUMAS ETAPAS DA RECICLAGEM DO


PLÁSTICO. EM QUAL DELAS VOCÊ PODE COLABORAR?
ORAL
A B C

EM DUPLA
Waldomiro Neto/Arquivo da editora

A) QUE OBJETOS FORAM UTILIZADOS NOS DESENHOS? ESCREVA A RESPOSTA


NAS LINHAS ABAIXO.

A:

• CORES
B:

EM GRUPO
ARTIFICIAIS
• ESQUEMA
SIMPLIFICADO C:
• ELEMENTOS NÃO
PROPORCIONAIS
ENTRE SI

82 83

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 5
SUMÁRIO
UNIDADE 1 UNIDADE 2

COMO EU SOU, VOCÊ E O SEU CORPO. . . . . . . . . . . . 30


COMO NÓS SOMOS. . . . . . . . . . . . . . . 8 PARTES DE UM TODO . . . . . . . . . . . . . . . . 32
COMO EU SOU . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 • VAMOS FALAR SOBRE...
• VAMOS INVESTIGAR PINTURA CORPORAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
O QUE HÁ DE DIFERENTE E DE PARECIDO • VAMOS INVESTIGAR
ENTRE MIM E MEUS COLEGAS DE CLASSE? . . 11 VAMOS CONSTRUIR UM
COMO NÓS SOMOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 DESENHO DO CORPO? . . . . . . . . . . . . . . . . . 34

• VAMOS INVESTIGAR • VAMOS FALAR SOBRE...


AS IMPRESSÕES DIGITAIS . . . . . . . . . . . . . . . 15 COMO CUIDAR DOS OSSOS . . . . . . . . . . . . . 36

• AGORA É COM VOCÊ . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 COMO É BOM CRESCER! . . . . . . . . . . . . . . 37


CRESCER E APRENDER . . . . . . . . . . . . . . . . 38
DIREITOS IGUAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
• VAMOS INVESTIGAR
• VAMOS FALAR SOBRE...
QUAL É A SUA ALTURA? . . . . . . . . . . . . . . . 39
DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA . . . . 22
A LIMPEZA DO CORPO . . . . . . . . . . . . . . . . 41
SOMOS SERES HUMANOS . . . . . . . . . . . . . 23
• VAMOS INVESTIGAR
• VAMOS INVESTIGAR
QUAL É A MELHOR MANEIRA
A VOZ DAS PESSOAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
DE LIMPAR AS MÃOS? . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
• AGORA É COM VOCÊ . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
• AGORA É COM VOCÊ . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
• AUTOAVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
• VAMOS FALAR SOBRE...
• SUGESTÕES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
SEU CORPO EM SEGURANÇA . . . . . . . . . . . . 49
SEGURANÇA NO TRÂNSITO . . . . . . . . . . . . . 50
• AUTOAVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
• SUGESTÕES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51

CONECTANDO SABERES
AJUDAR NA ARRUMAÇÃO DA CASA PODE SER
DIVERTIDO! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
Waldomiro Neto/Arquivo da editora

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

6 MANUAL DO PROFESSOR
UNIDADE 3

VAMOS CONTAR O TEMPO? . . . . . . 54


A VIDA DURANTE O DIA E A NOITE . . . . . 56
ANIMAIS DO DIA E DA NOITE . . . . . . . . . . 56
• VAMOS INVESTIGAR

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


QUAIS SÃO AS NOSSAS ATIVIDADES
AO LONGO DE UM DIA? . . . . . . . . . . . . . . . 57
• AGORA É COM VOCÊ . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
UM DIA APÓS O OUTRO . . . . . . . . . . . . . . 60
• VAMOS FALAR SOBRE...
QUANDO O TEMPO ERA OUTRO . . . . . . . . . . 61
• VAMOS INVESTIGAR
COMO SERÁ O TEMPO
DURANTE ESTE MÊS? . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
AS FRUTAS DA ESTAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . 64
• AGORA É COM VOCÊ . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
• AUTOAVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
UNIDADE 4
• SUGESTÕES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
UM MUNDO DE OBJETOS! . . . . . . . . 74
COMO SÃO OS OBJETOS? . . . . . . . . . . . . . 76
• AGORA É COM VOCÊ . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
• VAMOS INVESTIGAR
COMO PODEMOS AGRUPAR OS OBJETOS?. . . 79
DE QUE SÃO FEITOS OS OBJETOS? . . . . . . 81
• AGORA É COM VOCÊ . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
• VAMOS INVESTIGAR
COMO FAZER UM AVIÃO DE PAPEL? . . . . . . . 85
QUANTOS CLIPES O AVIÃO
CONSEGUE TRANSPORTAR . . . . . . . . . . . . . . 88
USAR DE NOVO? ISSO É REUTILIZAR! . . . . 89
• VAMOS FALAR SOBRE...
Waldomiro Neto/Arquivo da editora

BRINQUEDOS FEITOS POR CRIANÇAS . . . . . . 90


• VAMOS INVESTIGAR
OBJETOS QUE SE ATRAEM . . . . . . . . . . . . . . 91
• AUTOAVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
• SUGESTÕES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93

CONECTANDO SABERES
QUE OLHOS GRANDES VOCÊ TEM! . . . . . . . . 94

BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 7
Objetivos da unidade
UNIDADE

1
Nesta unidade, esperamos que os
alunos, por meio de observações,
identifiquem as próprias caracte-
rísticas e as diferenças e semelhan-
ças entre as pessoas. Esperamos,
COMO EU SOU,
assim, desenvolver nos alunos o
respeito às diferenças.
COMO NÓS SOMOS
Habilidade da BNCC
trabalhada nesta unidade
Ÿ EF01CI04 – Comparar caracterís- NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:
ticas físicas entre os colegas, de
OBSERVAR COMO VOCÊ É.
modo a constatar a diversidade
de características, reconhecendo PERCEBER AS DIFERENÇAS E
a importância da valorização, do SEMELHANÇAS ENTRE AS PESSOAS.
acolhimento e do respeito a essas PERCEBER A IMPORTÂNCIA DO
diferenças. RESPEITO ÀS DIFERENÇAS.

Antes de começar a trabalhar a uni-


dade, sugerimos apresentar o signifi-
cado de algumas palavras que apare- VEJA A IMAGEM E CONVERSE
cerão com frequência nesta unidade. COM SEUS COLEGAS:
Caso a turma esteja confeccionando
um dicionário coletivo, oriente-os a 1. AS PESSOAS QUE VOCÊ VÊ SÃO
inserir essas palavras em seus dicioná- PARECIDAS? Resposta pessoal.
rios. A seguir listamos o significado de 2. ELAS TÊM DIFERENÇAS? QUAIS?
algumas palavras recorrentes. Resposta pessoal.
Semelhança: Relação entre seres, 3. ELAS TÊM SEMELHANÇAS?
objetos ou ideias que possuem ele- QUAIS? Resposta pessoal.
mentos similares entre si.
Identificar: Reconhecer algo ou
alguém distinguindo seus traços espe-
cíficos.
Característica: Elemento ou traço
distintivo de algo ou de alguém.
Sugerimos orientar os alunos que
observem a fotografia e, em seguida,
respondam às questões propostas. O
objetivo dessas questões é estimu-
lá-los a fazer uma primeira reflexão
sobre as semelhanças e as diferenças
entre as pessoas. Se possível, deixe os 8
alunos livres para responder às ques-
tões. Caso perceba que algumas res-
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
postas estão focadas no vestuário ou
na condição social, direcione a aten-
ção dos alunos para as características
físicas.

8 MANUAL DO PROFESSOR
Com a imagem de abertura pre-
tendemos que os alunos observem
as diferenças físicas entre as pessoas.
Se houver crianças com deficiência na

Rawpixel.com/Shutterstock
sala, aproveite para tratar do assun-
to. Caso não haja, use a imagem de
abertura ou remeta-se às crianças ou
pessoas que eles conheçam. Tenha o
cuidado de falar sobre as similaridades
também; por exemplo, que uma crian-
ça cadeirante é como outra qualquer,
gosta de ouvir música, ver televisão,
se divertir e brincar. Mostre aos alu-
nos que as crianças com deficiência
são mais parecidas do que diferentes
deles.
Se achar oportuno, explique a razão
pela qual crianças com autismo apre-
sentam comportamentos como pular
e sacudir os braços. Elas fazem isso
porque muitas vezes têm dificuldade
de se expressar oralmente, então usam
o movimento do corpo para expressar
alegria, frustração, tristeza ou outros
sentimentos.
Diga aos alunos que pessoas com
deficiência nem sempre respondem da
forma como esperamos (da perspecti-
va das convenções sociais) e, por isso
mesmo, devem ser tratadas com res-
peito e empatia, como devemos fazer
com qualquer pessoa. Se pergunta-
rem sobre deficiência, dê explicações
simples, como: uma criança pode ter
alergia à poeira e outra pode ter difi-
culdade para andar. Todas as pessoas
apresentam peculiaridades; somos
semelhantes em muitos aspectos e so-
mos diferentes em outros.

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 9
Unidade 1
Desenvolvimento da aula
Espera-se que os alunos respon-
dam que existem diferenças e seme- COMO EU SOU
lhanças entre as pessoas. As diferen-
ças podem estar na cor dos cabelos, VOCÊ VIU UMA FOTOGRAFIA COM VÁRIAS PESSOAS. AS PESSOAS
dos olhos e da pele; no formato do APRESENTAM DIFERENÇAS UMAS DAS OUTRAS. MAS TAMBÉM APRESENTAM
nariz, dos olhos, da boca, das orelhas;
MUITAS SEMELHANÇAS.
no tamanho, na cor e na textura do
cabelo. As semelhanças estão na pre- E VOCÊ? COMO VOCÊ É?
sença dos órgãos dos sentidos e na FAÇA UM DESENHO DE VOCÊ MESMO NO QUADRO ABAIXO.
posição deles no rosto. O importante
é instigar os alunos a observarem-se • DEPOIS, PINTE O DESENHO COM A COR DOS SEUS OLHOS, CABELO E
uns aos outros: deixe que eles falem PELE.
todas as semelhanças e diferenças que
• ESCREVA SEU NOME ABAIXO DO DESENHO. SE PRECISAR, PEÇA A
acharem pertinentes.
Para a atividade proposta, explique AJUDA DE UM COLEGA OU DO PROFESSOR.
aos alunos que eles devem fazer um
desenho de si mesmos, com todas as
características que eles têm.
Após cada aluno compor seu de-
senho, organize-os em duplas para
realizar a atividade de comparação
entre os desenhos. Dessa forma, de-
monstraremos que todas as pessoas
têm diferenças e semelhanças.

NOME:
• AGORA, TROQUE O SEU DESENHO COM O DE UM COLEGA E COMPARE
OS DOIS DESENHOS. VOCÊ VÊ DIFERENÇAS? E SEMELHANÇAS?
Resposta pessoal.
10

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

10 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
A seção Vamos investigar abre
a possibilidade de se observar as di-
VAMOS INVESTIGAR ferenças e as semelhanças entre nós,
seres humanos. Nesta seção, os alu-
nos terão a oportunidade de observar
O QUE HÁ DE DIFERENTE E DE PARECIDO ENTRE alguns de seus traços físicos e compa-
rá-los com os de seus colegas.
MIM E MEUS COLEGAS DE CLASSE? Assim, na atividade 1, é impor-
NESTA ATIVIDADE, VOCÊ VAI OBSERVAR AS SUAS CARACTERÍSTICAS E AS DE tante que os alunos marquem todas
as características deles, a fim de com-
ALGUNS COLEGAS.
pará-las com as dos seus colegas nas
OBSERVAÇÃO próximas atividades. Caso os alunos
tenham alguma dificuldade em iden-
1 OLHE PARA AS FOTOGRAFIAS E DEPOIS PINTE O QUADRO COM A tificar alguma de suas características,
RESPOSTA QUE CORRESPONDE À SUA CARACTERÍSTICA. Respostas pessoais. auxilie-os. Se possível, para essa ati-
vidade, leve pequenos espelhos para
A) TENHO A PARTE DE BAIXO DA ORELHA: • ELEMENTOS NÃO
PROPORCIONAIS
ENTRE SI
ajudá-los a se observarem, alertando-
-os sobre o cuidado no seu manuseio.
SOLTA PRESA
Aproveite o item a dessa atividade
para contar aos alunos que o nome
Sirikorn Thamniyom/Shutterstock

correto da parte de baixo da orelha


é lóbulo. É importante que os alunos
tenham contato, desde cedo, com os
nomes corretos das partes do corpo;
para isso sugira que eles insiram o sig-
nificado dessa palavra no dicionário
BSIP SA/Alamy/Latinstock

ESTA CRIANÇA ESTA CRIANÇA


TEM A PARTE TEM A PARTE coletivo, caso esteja sendo feito um.
DE BAIXO DA DE BAIXO DA
ORELHA SOLTA. ORELHA PRESA.

B) CONSIGO ENROLAR A LÍNGUA?

SIM NÃO
John Penezic/Shutterstock

A LÍNGUA
VCoscaron/Shutterstock

A LÍNGUA DESTE
DESTE MENINO
MENINO NÃO
ENROLA. ENROLA.
11

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 11
Unidade 1
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
Na atividade 2, os alunos devem
realizar apenas uma estimativa das C) TENHO OLHOS:
características predominantes na sala.
Para isso, peça que eles observem seus ESCUROS CLAROS
colegas de sala e marquem no livro as
características que mais apareceram

Stratos Giannikos/Shutterstock
entre os alunos. Evite a tendência de
os alunos observarem só um colega
da classe para marcar as caracterís-
ticas. Oriente-os a observar todos os
ESTE ESTE
colegas da sala. Assim o levantamento

Ignasi Ruiz/Shutterstock
MENINO MENINO
será mais próximo do real. TEM TEM
OLHOS OLHOS
ESCUROS. CLAROS.

D) ESCREVO COM A MÃO:

ESQUERDA DIREITA

Avril O'Reilly/Alamy/Latinstock
ESTA ESTA
MENINA MENINA

Blend Images/Shutterstock
ESCREVE ESCREVE
COM A COM A
MÃO MÃO
ESQUERDA. DIREITA.

2 EM SUA OPINIÃO, QUAIS DAS CARACTERÍSTICAS APRESENTADAS SÃO


MAIS COMUNS ENTRE SEUS COLEGAS DE SALA? MARQUE COM UM X SUA
ESCOLHA PARA CADA CARACTERÍSTICA.
TER A PARTE DE BAIXO DA TER A PARTE DE BAIXO DA
ORELHA SOLTA. ORELHA PRESA.
ESCREVER COM A MÃO ESCREVER COM A MÃO
DIREITA. ESQUERDA.

TER OLHOS CLAROS. TER OLHOS ESCUROS.

CONSEGUIR ENROLAR NÃO CONSEGUIR ENROLAR


A LÍNGUA. A LÍNGUA.
12 Resposta pessoal.

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

12 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Como um complemento das outras
duas atividades, anote na lousa as
características que eles notaram ser
COLETA DE DADOS predominantes. Em seguida faça um
• AGORA, ANOTE EM CADA QUADRO QUANTOS COLEGAS APRESENTAM levantamento dos dados reais, aluno
CADA UMA DAS CARACTERÍSTICAS LISTADAS. As respostas dependem das por aluno, em uma tabela na lousa,
características dos alunos da sala. perguntando a cada aluno suas ca-
TER A PARTE DE BAIXO DA TER A PARTE DE BAIXO DA racterísticas e anotando-as na tabe-
ORELHA SOLTA. ORELHA PRESA. la, terminando a atividade com uma
ESCREVER COM A MÃO ESCREVER COM A MÃO contagem. Compare, com os alunos,
alguns exemplos de estimativas que
DIREITA. ESQUERDA.
eles fizeram na atividade anterior com
TER OLHOS CLAROS. TER OLHOS ESCUROS. o resultado do levantamento realizado
nesta atividade.
CONSEGUIR ENROLAR A NÃO CONSEGUIR ENROLAR Para fechamento do item Coleta
LÍNGUA. A LÍNGUA. de dados, pode ser interessante a
construção de um gráfico de barras
com os dados obtidos para cada ca-
CONCLUSÃO racterística: cor dos olhos, lóbulo das
• QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS MAIS COMUNS ENTRE SEUS COLEGAS orelhas solto ou preso, ser destro ou
DE SALA? COMPLETE AS FRASES. As respostas dependem das características canhoto, ser ou não capaz de enrolar
dos alunos da sala. a língua.
A) TER A PARTE DE BAIXO DA ORELHA solta/presa . Trata-se de uma excelente oportu-
nidade para introduzir a noção de grá-
B) ESCREVER COM A MÃO esquerda/direita . ficos. O aluno poderá se conscientizar
de que os gráficos, um tipo de lingua-
C) TER OLHOS claros/escuros . gem, facilitam a visualização imediata
de como se distribuem os números,
D) Conseguir/Não conseguir ENROLAR A LÍNGUA. neste caso as características físicas.
No item Pensando sobre os re-
sultados convidamos os alunos a re-
PENSANDO SOBRE OS
Imtmphoto/Shutterstock

fletirem e aplicarem o que acabaram


RESULTADOS
de perceber por meio do trabalho de
• OLHE A FOTOGRAFIA investigação. Para isso, incentive a
DE UMA CRIANÇA conversa para que os alunos relatem
E UM ADULTO. quais as características comuns que
VOCÊ NOTA observaram entre as duas pessoas da
CARACTERÍSTICAS imagem.
COMUNS ENTRE ELES?
QUAIS? Resposta pessoal.

13

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 13
Unidade 1
Desenvolvimento da aula
Nesta página iremos trabalhar um
pouco mais as semelhanças e diferen- COMO NÓS SOMOS
ças entre os seres humanos. Porém, Granata68/Shutterstock

agora vamos convidá-los a observar A COR DOS OLHOS E DO CABELO,


que, além das características físicas, A FORMA DAS MÃOS E DA BOCA E A
as pessoas podem diferenciar-se pelas
ALTURA PODEM NOS TORNAR DIFERENTES
habilidades.
DE ALGUMAS PESSOAS E PARECIDOS
Deixe claro aos alunos que, mes-
mo semelhantes, todos nós somos COM OUTRAS.
diferentes de alguma maneira, seja ALÉM DISSO, AS PESSOAS SÃO DIFERENTES
por alguma característica física, seja NOS GOSTOS E NAS COISAS QUE SABEM
por habilidades; o importante é que
FAZER MELHOR.
os alunos percebam que somos todos
PODEMOS GOSTAR DE MÚSICA E
diferentes de alguma forma. HÁ PESSOAS QUE GOSTAM DE CANTAR, APRENDER A TOCAR UM INSTRUMENTO
OUTRAS SABEM TOCAR UM INSTRUMENTO E DESDE QUE SOMOS CRIANÇAS.

MUITAS GOSTAM DE PRATICAR ESPORTES.


Reinaldo Reginato/Fotoarena

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA


PODEM APRENDER E PRATICAR ESPORTES.

ra
/Arquivo da edito
Waldomiro Neto

CADA PESSOA REALIZA DE FORMA ÚNICA AQUILO QUE GOSTA DE FAZER.

• TEM ALGUMA ATIVIDADE QUE VOCÊ QUIS APRENDER A FAZER E


CONSEGUIU? OU ALGUMA QUE VOCÊ QUEIRA APRENDER? QUAL? CONTE
PARA SEUS COLEGAS.
Resposta pessoal.
14

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestão para o aluno


Se possível, leia para os alunos alguns trechos do livro Tudo bem ser diferente, de Todd Parr,
indicado ao final da unidade.
O livro mostra que as pessoas podem ser diferentes e devem ser respeitadas da mesma maneira.

14 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
O objetivo deste experimento é que
os alunos descubram que as impres-
VAMOS INVESTIGAR sões digitais evidenciam que somos
seres únicos.
Providencie tinta atóxica para mar-
AS IMPRESSÕES DIGITAIS car as impressões digitais dos alunos.
Um pedaço de esponja ou outro ma-

Shutterstock/Montagem: Fernanda Crevin


VOCÊ JÁ REPAROU QUE NAS terial de espuma sólida pode servir de
PONTAS DOS SEUS DEDOS EXISTEM almofada de carimbo. Oriente os alu-
VÁRIAS LINHAS MUITO PEQUENAS? nos a lavar as mãos logo após a ativi-
dade e acompanhe o processo.
ELAS SÃO CHAMADAS IMPRESSÕES
Esta seção apresenta propostas de
DIGITAIS.
pesquisa e socialização das produ-
NESTA ATIVIDADE, VAMOS ções, com exposição oral e troca de
INVESTIGAR SE AS IMPRESSÕES ideias.
DIGITAIS SÃO IGUAIS EM TODAS AS
PESSOAS.
EM ALGUNS DOCUMENTOS É CARIMBADA A
SUA IDEIA INICIAL IMPRESSÃO DIGITAL DO DONO DO DOCUMENTO.

• TODAS AS PESSOAS TÊM IMPRESSÕES DIGITAIS. SERÁ QUE ESSAS


IMPRESSÕES SÃO TODAS IGUAIS? Resposta pessoal.

SIM NÃO

OBSERVAÇÃO

1 USANDO TINTA, FAÇA A MARCA DA IMPRESSÃO DIGITAL DE UM DOS SEUS


DEDOS E PEÇA A UM COLEGA QUE MARQUE A DELE AO LADO. ANOTE O
NOME DE CADA UM PARA IDENTIFICAR AS MARCAS.

NOME: NOME:

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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 15
Unidade 1
A lupa é importante para mostrar
aos alunos as diferenças entre as im- VAMOS INVESTIGAR
pressões digitais que a olho nu são
mais difíceis de perceber. Providencie 2 COM O AUXÍLIO DE UMA LUPA, OBSERVE A SUA IMPRESSÃO DIGITAL E A
algumas lupas para os alunos. Se não
DO SEU COLEGA. ELAS SÃO IGUAIS OU DIFERENTES? Resposta pessoal.
houver lupa disponível, a câmera de um
aparelho celular pode ser usada para
CONCLUSÌO
dar zoom nas impressões digitais ca-
rimbadas e possibilitar a comparação. 1 RESPONDA DE ACORDO COM O QUE VOCÊ OBSERVOU.
Retome a imagem do RG e informe
aos alunos que a impressão digital é • AS IMPRESSÕES DIGITAIS DE UMA PESSOA SÃO IGUAIS ÀS DE OUTRA?
utilizada no documento de identidade
(RG) porque ela é individual, ou seja, SIM, AS IMPRESSÕES DIGITAIS DAS PESSOAS SÃO TODAS IGUAIS.
única para cada pessoa; por isso a im-
pressão digital serve para identificar X NÃO, AS IMPRESSÕES DIGITAIS SÃO DIFERENTES PARA CADA PESSOA.
as pessoas.
2 A RESPOSTA A QUE VOCÊ CHEGOU FOI IGUAL OU DIFERENTE DA SUA
IDEIA INICIAL? Resposta pessoal.

IGUAL DIFERENTE

Fired/Shutterstock
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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

16 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
O objetivo desta seção é possibi-
AGORA É COM VOCÊ litar aos alunos que ampliem o que
aprenderam. As atividades permitem
resgatar a aprendizagem e expandir
os conhecimentos em situações novas.
1 PRESTE ATENÇÃO NO POEMA A SEGUIR E DEPOIS FAÇA O QUE SE PEDE. Antes de iniciar a leitura, converse
com os alunos sobre o título do poe-
DIVERSIDADE ma de Tatiana Belinky, apresentando
o significado da palavra diversidade
[...] como um conjunto que reúne elemen-
UM É MOLENGA UM É BEM JOVEM tos de características diversas. Em
OUTRO FORÇUDO OUTRO, DE IDADE seguida, leia para a sala as estrofes
UM É GAIATO NADA É DEFEITO selecionadas, se possível duas vezes.
Aproveite essa oportunidade para tra-
OUTRO É SISUDO NEM QUALIDADE
balhar as diferenças entre as pessoas
e como essas diferenças devem ser
UM É MOROSO TUDO É HUMANO, respeitadas.
OUTRO ESPERTO BEM DIFERENTE
UM É FECHADO ASSIM, ASSADO
OUTRO É ABERTO TODOS SÃO GENTE

UM CARRANCUDO CADA UM NA SUA


OUTRO, TRISTONHO E NÃO FAZ MAL
UM DIVERTIDO DI-VER-SI-DA-DE
OUTRO, ENFADONHO É QUE É LEGAL
[...]
CABELO CRESPO VAMOS, VENHAMOS
CABELO LISO ISTO É UM FATO
DENTE DE LEITE TUDO IGUALZINHO
DENTE DO SISO AI, COMO É CHATO!
[...]
Waldomiro Neto/Arquivo da editora

TATIANA BELINKY. DIVERSIDADE. SÃO PAULO: QUINTETO EDITORIAL, 1999.

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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 17
Unidade 1
Desenvolvimento da aula AGORA É COM VOCÊ
É possível que alguns alunos não
conheçam o significado de algumas A) HÁ ALGUMA PALAVRA DO POEMA QUE VOCÊ NÃO CONHECE? SE SIM,
palavras, como, por exemplo, enfado- CONVERSE COM O PROFESSOR E OS COLEGAS SOBRE O SEU SIGNIFICADO.
nho e carrancudo. Caso isso ocorra, Resposta pessoal.
converse com os alunos sobre os signi- B) COM A AJUDA DO PROFESSOR, CIRCULE UMA PALAVRA DO POEMA QUE
ficados que eles atribuem a essas pa- INDICA UMA CARACTERÍSTICA E DESENHE ABAIXO UMA PESSOA COM
lavras no contexto do poema. Depois, ESSA CARACTERÍSTICA. Resposta pessoal.
apresente o que, de fato, elas signifi-
cam (carrancudo: mal-humorado, com
expressão fechada; e enfadonho: ente-
diado, aborrecido, cansativo); o impor-
tante é que os alunos não fiquem com
dúvidas quanto ao significado de todas
as palavras.
Caso ache interessante, pergunte
a eles o que acham que significam as
outras palavras, como moroso, forçu-
do, sisudo, entre outras.

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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

18 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Na atividade 2, esperamos que
os alunos percebam a diferença entre
característica física e jeitos de ser.
2 VEJA ESTAS CRIANÇAS: Converse com os alunos e explique
que temos características físicas dife-

Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora


rentes e também diferentes jeitos de
ser. Isso caracteriza a diversidade que
há entre os seres humanos.

A) PINTE AS PALAVRAS ABAIXO QUE INDICAM DIFERENTES TIPOS DE CABELO


DAS CRIANÇAS.
B) CIRCULE AS PALAVRAS ABAIXO QUE INDICAM DIFERENTES JEITOS DE SER.

ALTO ESPERTA
ALEGRE
ALTA ESPERTO

CALADO
JOVEM CRESPO
CALADA

IDOSO
LISO RUIVO
IDOSA

CANHOTA
LOIRO FALANTE
CANHOTO

19

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 19
Unidade 1
Na atividade 3, auxilie os alunos
na leitura do texto e verifique com AGORA É COM VOCÊ
eles se há palavras cujo significado
não conhecem. Aproveite para verifi- 3 USANDO AS PALAVRAS ABAIXO, COMPLETE AS FRASES.
car se eles compreenderam as ideias
do texto.
É um bom momento para propor TESTA OLHOS TRISTES
aos alunos uma brincadeira de mími-
ca: cada aluno deverá comunicar à
classe o que está sentindo somente
BOCA SENTIMENTOS
com gestos e expressões faciais.

O ROSTO FALA

O MODO COMO ABRIMOS OS olhos , FRANZIMOS A

testa OU ABRIMOS A boca PODE INDICAR

SE ESTAMOS ALEGRES OU tristes , COM MEDO OU SURPRESOS,

MOSTRANDO ASSIM NOSSOS sentimentos . EXPRESSÃO FACIAL:


MOVIMENTOS QUE
FAZEMOS COM O
DESDE QUE NASCEMOS É ASSIM: AS EXPRESSÕES ROSTO E QUE INDICAM
O QUE ESTAMOS
FACIAIS MOSTRAM ÀS PESSOAS NOSSAS EMOÇÕES. SENTINDO.

Klemzy/Shutterstock
FOTO NOVA
01_F24A_1LIGCIP1952B09174.JPG

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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

20 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Espera-se que os alunos compreen-
dam o significado de cada direito. Na
DIREITOS IGUAIS conversa, devem avaliar se seus direi-
tos estão sendo respeitados na famí-
lia, na escola e na sociedade.
TODAS AS CRIANÇAS TÊM DIREITOS IGUAIS. PARA GARANTIR ISSO, FOI Sugerimos que leia o texto com os
ESCRITA A DECLARA‚ÌO DOS DIREITOS DA CRIAN‚A. alunos. Após a leitura de cada item,
CONHEÇA ALGUMAS PARTES IMPORTANTES DESSA DECLARAÇÃO. peça que verbalizem o que compreen-
deram. Explique o significado das pala-

Ilustrações: Waldomiro
Neto/Arquivo da editora
vras que eles não conhecem e faça per-
guntas que os ajudem a compreender
cada um dos direitos. É importante que
eles se expressem livremente, expondo
suas dúvidas, citando exemplos e fa-
TODA CRIANÇA TEM TODAS AS TODA CRIANÇA TEM TODA CRIANÇA zendo perguntas. Eles devem ser capa-
DIREITO À ATENÇÃO CRIANÇAS DIREITO A UMA BOA TEM DIREITO A
E AO AMOR. SÃO IGUAIS. ALIMENTAÇÃO. UMA BOA SAÚDE.
zes de compreender esses direitos.

TODA CRIANÇA TODA CRIANÇA TODA CRIANÇA TODA CRIANÇA


TEM DIREITO TEM DIREITO DE PODE SE EXPRESSAR PODE PRATICAR
AO LAZER. IR À ESCOLA. LIVREMENTE. SUA RELIGIÃO.

TODA CRIANÇA PODE TODA CRIANÇA NENHUMA DEVE SER DADA


RECEBER INFORMAÇÕES PODE SE UNIR A CRIANÇA DEVE PRIORIDADE ÀS
PARA SEU BEM. OUTRAS CRIANÇAS. TRABALHAR. CRIANÇAS PORTADORAS
DE DEFICIÊNCIAS.
ADAPTADO DE: ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. COMITÊ SOCIAL HUMANITÁRIO E CULTURAL DA ASSEMBLEIA GERAL.
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA, 1959.

1 CONVERSE COM SEUS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE CADA DIREITO.

2 QUE DIREITO VOCÊ INCLUIRIA NESSA LISTA?


Resposta pessoal.

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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestão para o aluno


Este é um bom momento para ouvir algumas faixas selecionadas do álbum A canção dos direitos
da criança, de Toquinho e Elifas Andreato, um musical infantil baseado na Declaração dos Direitos
da Criança.

MANUAL DO PROFESSOR 21
Unidade 1
Desenvolvimento da aula
Sugerimos que incentive os alunos
a expressar suas ideias. Converse so- VAMOS FALAR SOBRE...
bre as pessoas com deficiência que
eles conhecem, pedindo que ressaltem DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
o direito que elas têm de fazer tudo
MUITAS PESSOAS VIVEM COM ALGUMA DEFICIÊNCIA, COMO NÃO
o que as pessoas sem deficiência fa-
zem. Mostre aos alunos que a melhor CONSEGUIR ANDAR, VER OU OUVIR.
maneira de promover o respeito aos AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DEVEM TER OS SEUS DIREITOS
direitos das pessoas com deficiência GARANTIDOS. OS DIREITOS DEVEM SER IGUAIS PARA TODOS.
é conhecer, respeitar e difundir esses
direitos. Caso os alunos apresentem

Fernando Favoretto/Criar Imagem


dificuldade para entender esses direi-
tos, explique, dando exemplos, que
todos devemos ter acesso à educação,
ao trabalho e à saúde.

CADEIRANTE TRABALHANDO. A PESSOA COM DEFICIÊNCIA TEM DIREITO AO TRABALHO COMO


TODAS AS PESSOAS.

1. VOCÊ CONHECE ALGUMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA? Resposta pessoal.

2. O QUE PODE SER FEITO PARA QUE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM
DEFICIÊNCIA SEJAM RESPEITADOS? Resposta pessoal.

22

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

22 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Nesta página e na seguinte, são
apresentadas algumas características
SOMOS SERES HUMANOS da espécie humana. Deixe que os alu-
nos olhem as fotografias desta página
com atenção, analisando o que cada
VOCÊ PERCEBEU QUE TEMOS CARACTERÍSTICAS QUE FAZEM DE CADA UM DE uma representa (exemplos de algu-
NÓS UM SER ÚNICO. mas coisas que podemos fazer com as
mãos).
AO MESMO TEMPO, TODOS NÓS APRESENTAMOS CARACTERÍSTICAS EM
Sugerimos que apresente aos
COMUM. POR EXEMPLO, A POSIÇÃO DOS OLHOS NO ROSTO, A CAPACIDADE
alunos a língua de sinais brasileira –
DE ESCREVER, DE NOS COMUNICAR E DE APRENDER. ESSAS E OUTRAS Libras – como um meio de linguagem
CARACTERÍSTICAS COMUNS FAZEM DE NÓS SERES HUMANOS. e comunicação para pessoas com de-
OBSERVE ALGUMAS AÇÕES QUE PODEMOS REALIZAR. ficiência auditiva.

Jack Frog/Shutterstock
Mark Janus/Shutterstock

Fernando Favoretto/Criar Imagem

NOSSAS MÃOS NOS PERMITEM COZINHAR, ESCOVAR OS DENTES E ATÉ NOS COMUNICAR.

23

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 23
Unidade 1
Desenvolvimento da aula
Dê sequência ao estudo das carac- PODEMOS ANDAR, CORRER, PULAR E DANÇAR USANDO NOSSOS PÉS, QUE
terísticas da espécie humana: deixe os NOS APOIAM NO CHÃO.
alunos analisarem as imagens com aten-

Fabio Colombini/Acervo do fotógrafo


ção, permitindo que eles gastem o tem-
po que acharem necessário para isso.
Sugerimos que leia o texto com os
alunos e explore as imagens, desta-
cando as características apresentadas.
Ressalte que não ter algum membro,
como mão, braço, pé ou perna, não
descaracteriza ninguém como ser
humano. É importante que os alunos
percebam que os seres humanos são
definidos por um conjunto de carac-
terísticas.

O SER HUMANO APRENDE DESDE CEDO A REALIZAR ATIVIDADES QUE


DEPENDEM DO EQUILÍBRIO DO CORPO SOBRE OS PÉS.

PODEMOS USAR A BOCA PARA FALAR E TAMBÉM PARA CANTAR.

SpeedKingz/Shutterstock
PODEMOS USAR A NOSSA VOZ PARA NOS EXPRESSAR POR MEIO DO CANTO.

TER MÃOS, PÉS E BOCA SÃO ALGUMAS CARACTERÍSTICAS COMUNS ÀS


PESSOAS E A OUTROS ANIMAIS. ALGUMAS AÇÕES QUE CONSEGUIMOS REALIZAR
COM ESSAS PARTES DO CORPO SÃO PRÓPRIAS DOS SERES HUMANOS.
24

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

24 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Outra diferença física entre as pes-
soas é o tipo de voz, explorada nesta
VAMOS INVESTIGAR atividade. O objetivo dela é explorar
a identificação de uma pessoa através
da voz.
A VOZ DAS PESSOAS Explique aos alunos que suposições
são ideias que podem ser verdadeiras
VOCÊ JÁ REPAROU NA VOZ DAS PESSOAS? NESTA ATIVIDADE, VOCÊ E SEUS ou não. Para saber se são verdadeiras,
COLEGAS VÃO INVESTIGAR A VOZ. é preciso testá-las; por isso, antes de
iniciar uma atividade investigativa,
SUA IDEIA INICIAL nós levantamos as hipóteses.
• É POSSÍVEL RECONHECER UM COLEGA APENAS PELA VOZ? Pergunte aos alunos qual é a res-
Resposta pessoal. posta da adivinha. A resposta é o sal,
que está na água do mar.
COMO FAZER
Marque na lousa os acertos e os
1. O PROFESSOR VAI VENDAR OS OLHOS DE UM ALUNO. erros dos alunos que estavam com os
2. DUAS MENINAS E DOIS MENINOS VÃO LER ESTA ADIVINHA, UM DE CADA VEZ, olhos vendados.
EM VOZ ALTA, SEM SE IDENTIFICAR. No item Pensando sobre os re-
sultados, os alunos são chamados a
NA ÁGUA NASCI, NA ÁGUA ME CRIEI perceber a utilidade prática de ser capaz
de identificar a voz de uma pessoa.
SE ME PUSEREM NA ÁGUA,
NA ÁGUA MORREREI.
QUEM SOU?
DA TRADIÇÃO POPULAR.

3. O COLEGA DE OLHOS VENDADOS TENTARÁ DESCOBRIR QUEM LEU A ADIVINHA.


4. CONTE QUANTAS VEZES O COLEGA DESCOBRIU QUEM LEU A ADIVINHA.

CONCLUSÃO
• É POSSÍVEL RECONHECER UMA PESSOA PELA VOZ E PELO MODO DE
FALAR? RESPONDA COM UM X: Resposta pessoal.

SIM NÃO

PENSANDO SOBRE OS RESULTADOS


RECONHECER A VOZ DAS PESSOAS QUE CONVIVEM COM VOCÊ É MUITO
IMPORTANTE.

25

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 25
Unidade 1
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
A atividade 1 busca sistematizar
os conhecimentos adquiridos pelos
1 COLOQUE C PARA CORRETO OU I PARA INCORRETO. Respostas pessoais.
alunos. Esperamos que eles marquem
como corretos os itens que consegui- VOCÊ RECONHECE A VOZ DE SEU PROFESSOR QUANDO ELE CHAMA,
mos identificar com a voz. MESMO QUE VOCÊ NÃO VEJA ONDE ELE ESTÁ.
Se em sua turma há alunos com
deficiência auditiva, converse com os NÃO DÁ PARA RECONHECER AS PESSOAS PELA VOZ.
alunos sobre como devemos nos co-
SEUS AMIGOS OLHAM PARA VOCÊ QUANDO VOCÊ OS CHAMA
municar com essas pessoas.
PORQUE CONHECEM A SUA VOZ.
Na atividade 2, aproveite a opor-
tunidade e reforce que nunca devemos SE VOCÊ FECHAR OS OLHOS E UM AMIGO SEU O CHAMAR, VOCÊ
abrir a porta para estranhos, aceitar CONSEGUE SABER QUEM ESTÁ CHAMANDO.
objetos ou alimentos de pessoas des- NÃO DÁ PARA SABER QUEM ESTÁ CHAMANDO SE VOCÊ NÃO ESTIVER
conhecidas ou acompanhar pessoas OLHANDO.
que não conhecemos, qualquer que
NÃO DÁ PARA SABER PELA VOZ SE UMA PESSOA ESTÁ BRAVA OU
seja o pretexto.
ALEGRE.
É POSSÍVEL RECONHECER UM COLEGA PELA VOZ E PELO MODO DE
FALAR QUANDO ELE FALA AO TELEFONE.

É POSSÍVEL DISFARÇAR A VOZ PARA NÃO SER IDENTIFICADO.

EM MUITOS PRÉDIOS E ATÉ MESMO EM

Goodluz/Shutterstock
CASAS, EXISTE NA ENTRADA UM APARELHO
CHAMADO INTERFONE. FALANDO NESSE
APARELHO, UMA PESSOA QUE CHEGA PODE SE
COMUNICAR COM A PORTARIA OU COM AS
PESSOAS DA CASA.

2 CONVERSE COM SEUS COLEGAS E RESPONDA ÀS QUESTÕES.


A) O INTERFONE É ÚTIL PARA RECONHECER PELA VOZ QUEM ESTÁ QUERENDO
ENTRAR?

Sim, se a pessoa se identificar e reconhecermos a voz dela.

B) QUE CUIDADO DEVEMOS TER PARA EVITAR A ENTRADA DE ALGUÉM


DESCONHECIDO?

Ter certeza de que conhecemos a pessoa que chamou pelo interfone.

26

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

26 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
As atividades desta seção buscam
AGORA É COM VOCÊ aprimorar e consolidar os conheci-
mentos dos alunos quanto às caracte-
rísticas físicas e comportamentais que
os seres humanos podem ter.
1 VEJA A IMAGEM DA CRIANÇA E COMPLETE O NOME DAS PARTES DO Explique aos alunos que, diferen-
temente do ser humano, os outros
CORPO COM AS LETRAS QUE FALTAM.
animais não falam, isto é, não usam
palavras ou frases, mas se comunicam
O L H O
C A BE Ç A de outras maneiras, usando sons, ges-
tos e expressões.
NA R I Z P E S C OÇ O

BO C A B RAÇ O
Syda Productions/Shutterstock

M Ã O

J O E L HO

2 RELACIONE AS ATIVIDADES QUE FAZEMOS COM A PARTE PRINCIPAL DO


CORPO QUE A EXECUTA. USE A LEGENDA.

A) MÃOS D DORMIR C FALAR


B) PÉS
C) BOCA A ESCREVER C COMER
D) O CORPO TODO

A COZINHAR B CORRER

A PINTAR D DANÇAR

• SUBLINHE AS PALAVRAS QUE INDICAM AÇÕES QUE NÓS PRATICAMOS E


QUE ALGUNS OUTROS ANIMAIS TAMBÉM PRATICAM.
27

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 27
Unidade 1
Desenvolvimento da aula AGORA É COM VOCÊ
Cada indivíduo tem características
próprias, que mudam com o decorrer
3 O ROSTO DAS PESSOAS MUDA COM O PASSAR DO TEMPO.
do tempo. As características de uma
criança são bem diferentes das de um

Fotos: Rubens Chaves/Acervo do fotógrafo


idoso.
Para fixar as noções do tempo
abordadas nesta atividade, solicite
aos alunos que tragam fotografias dos
seus familiares quando crianças, adul-
tos ainda jovens e agora.
Outra sugestão é solicitar fotogra-
fias dos alunos em diferentes idades –
para que eles próprios se conscientizem
de que, ao longo do tempo, também
passaram por mudanças físicas.
Verifique se as respostas são coe-
rentes com as fases de desenvolvi-
mento: infância na primeira fotografia,
adolescência na segunda, fase adulta
na terceira e velhice na última.
Converse com os alunos sobre as
pessoas mais velhas que eles conhe-
cem e como elas são, como falam e
andam.

A) ESCREVA COM NÚMEROS, NOS QUADRINHOS, A IDADE QUE VOCÊ ACHA


QUE ESSA PESSOA TEM EM CADA FOTO.
Resposta pessoal.
B) QUE MUDANÇAS ACONTECEM NA APARÊNCIA DAS PESSOAS QUANDO
ELAS VÃO FICANDO MAIS VELHAS?

Respostas possíveis: O cabelo fica branco, a pele enruga, aparecem manchas

na pele.

28

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

28 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Pode ser que esta seja a primeira
vez que os alunos são convidados a
AUTOAVALIAÇÃO se autoavaliarem. Conte a eles o que
significa “autoavaliação”, traçando
paralelo com outros exemplos, como
AGORA É HORA DE PENSAR SOBRE O autorretrato. Diga que é o momento
QUE VOCÊ EXPERIMENTOU E APRENDEU. de pensarem sobre o que aprenderam
MARQUE UM X NA OPÇÃO QUE MELHOR e de registrarem isso. Peça que todos
REPRESENTA SEU DESEMPENHO.
abram a página do livro e leia os tópi-
1. OBSERVO COMO EU SOU. cos da autoavaliação com eles.
O objetivo desta seção é retomar
2. PERCEBO DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS os pontos principais da unidade, per-
ENTRE AS PESSOAS. mitindo aos alunos perceberem a evo-
3. PERCEBO A IMPORTÂNCIA DO RESPEITO ÀS lução de seu conhecimento. Se neces-
DIFERENÇAS. sário, incentive-os a consultar o texto
da unidade, tire possíveis dúvidas e se
certifique de que todos os alunos con-
SUGESTÕES seguiram compreender os temas nela
abordados. Retome também as res-
postas dos alunos às questões iniciais,
PARA LER

Reprodução/Editora Panda Books


verificando se as ideias levantadas por
• TUDO BEM SER DIFERENTE, DE TODD PARR. eles se confirmaram ou não. Mostre,
EDITORA PANDA BOOKS. com esse resultado, quanto aprende-
ram nesta unidade.
O LIVRO MOSTRA QUE AS PESSOAS PODEM
SER DIFERENTES E DEVEM SER RESPEITADAS DA
MESMA MANEIRA.

PARA OUVIR
• A CANÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA, DE TOQUINHO E ELIFAS
ANDREATO. GRAVADORA CIRCUITO MUSICAL.
MUSICAL INFANTIL BASEADO NA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA
CRIANÇA. CADA UMA DAS CANÇÕES REPRESENTA DE FORMA LÚDICA UM
DOS DIREITOS. DISPONÍVEL EM CD E NAS PLATAFORMAS DIGITAIS.

PARA ACESSAR
• www.memorialdainclusao.sp.gov.br/br
SITE DO MEMORIAL DA INCLUSÃO. TRAZ VÁRIAS INFORMAÇÕES SOBRE A
INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA SOCIEDADE.
ACESSO EM: 11 JUL. 2017.

29

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 29
Objetivos da unidade
UNIDADE

2
O foco desta unidade é conduzir
os alunos a identificar as partes
do corpo e reconhecer que todas
são importantes.
Também temos como objetivo
que os alunos reconheçam que,
VOCÊ E O SEU CORPO
com o tempo, o corpo passa por
mudanças: crescemos e ficamos
mais velhos.
Além disso, é importante que
aprendam que os hábitos de higie-
ne, tanto com o corpo quanto com NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:

Ilike/Shutterstock
o ambiente em que vivem, são ne-
cessários para evitar doenças. RECONHECER AS PARTES DO
SEU CORPO.
PERCEBER AS MUDANÇAS NO SEU
Habilidades da BNCC CORPO.
trabalhadas nesta unidade APRENDER COMO LIMPAR SEU
Ÿ EF01CI02 – Localizar e nomear CORPO E OS AMBIENTES EM
partes do corpo humano, repre- QUE VIVE.
sentá-las por meio de desenhos e
explicar oralmente suas funções.
Ÿ EF01CI03 – Discutir as razões pe-
VEJA A IMAGEM E CONVERSE
las quais os hábitos de higiene do
corpo (lavar as mãos antes de co- COM SEUS COLEGAS:
mer, lavar os dentes, limpar olhos, 1. QUE PARTES DO CORPO A
nariz e orelhas, etc.) são necessá-
IMAGEM MOSTRA?
rios para a manutenção da saúde.
Utilizamos as questões iniciais 2. HÁ ALGUMA PARTE QUE NÃO
como disparadoras para a análise e APARECE NA IMAGEM? QUAL?
discussão. Explore os conhecimentos

Luis Louro/Shutterstock
prévios dos alunos sobre o próprio 3. VOCÊ USA TODAS AS PARTES
corpo, sobre os conceitos que pos- DO SEU CORPO? Resposta pessoal.
suem. Nesse momento, o importante 1. A imagem mostra a cabeça, os
é instigar a curiosidade, permitindo ombros, as mãos, o peito, as unhas, o
que exponham suas ideias e obser- umbigo, os dedos das mãos, a barriga, as
pernas, os joelhos, os braços e os pés.
vações, que ouçam as dos colegas e
que se sintam motivados a descobrir 2. As costas, os dedos dos pés, os

Luis Louro/Shutterstock
mais. Permita que se expressem sem
rstock

glúteos e a sola dos pés.


utte

censura quanto a qualquer parte do


uro/Sh

corpo. Portanto, acolha com natu-


Luis Lo

ralidade a fala de todos, mesmo que


utilizem nomes populares para partes 30
do corpo que muitas vezes são atri-
buídos em contexto familiar. Não há Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
problema nem qualquer necessidade
de correção. Isso é o que desejamos:
que “venha à tona”, que aflore es-
pontaneamente para, a partir desses
conhecimentos preliminares, construir
e assimilar os novos.

30 MANUAL DO PROFESSOR
Explore a imagem de abertura em
uma conversa com os alunos. Incen-
tive-os a expor seus conhecimentos
quanto às partes do corpo que obser-
vam na imagem.
Caso tenham dificuldade em saber
o nome de alguma parte do corpo ilus-
trada na imagem, você pode ajudá-los.
Para instigá-los nas respostas às
questões iniciais, pergunte a eles se
na imagem estão representadas todas
as partes do corpo.

Ilike/Shutterstock
Caso exista algum aluno com de-
Ilike/Shutterstock

Ilike/Shutterstock
ficiência física na turma, o trabalho
ficará ainda mais rico. Leve-os a ques-
tionar como essa diferença pode limi-
Ilike/Shutterstock

tar ou não algum movimento, alguma


ação. Se considerar oportuno e perce-
ber que o aluno com deficiência está
à vontade, convide-o a falar sobre as
estratégias e adaptações usadas para
realizar determinados movimentos.
Discuta principalmente a ideia de que
a presença de tal limitação não se
aplica a todas as potencialidades da
pessoa, que ela não deve ser definida,
então, apenas por esse ponto. Exem-
plo: um aluno que tem uma má-for-
mação em algum membro não é me-
lhor nem pior que outro aluno. Essa
é uma característica dele entre tantas
Luis Louro/Shutterstock
Luis Louro/Shutterstock

outras, assim como cada um de nós


Luis Louro/Shutterstock
Luis Louro/Shutterstock

tem características e limitações. É mui-


to importante que os alunos tenham
oportunidade de expor, falar, refletir e
discutir tais aspectos. Isso contribuirá
Luis Louro/Shutterstock

muito para a formação deles como ci-


dadãos que reconhecem, valorizam e
Luis Louro/Shutterstock

consideram as diferenças e os limites


de cada pessoa.

31

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 31
Unidade 2
Desenvolvimento da aula
Comece instigando os alunos a re-
conhecerem as partes do corpo nas
PARTES DE UM TODO
fotografias, relacionando essas partes
às suas respectivas funções. Encami- A IMAGEM QUE VOCÊ VIU NAS PÁGINAS 30 E 31 MOSTRA, EM CADA
nhe a discussão de modo que possam CRIANÇA, ALGUMAS PARTES DO CORPO. TODAS ELAS SÃO IMPORTANTES.
concluir que todas as partes juntas
O CORPO PRECISA DE ALIMENTO, DE ÁGUA E DE ALGUMAS HORAS DE SONO
formam o nosso corpo.
PARA FUNCIONAR BEM.
Para explorar as imagens com os alu-
nos, reserve o tempo que considerar ne- O CORPO DAS PESSOAS É PARECIDO, MAS CADA PESSOA TEM DIFERENÇAS
cessário à leitura dessas imagens. Você QUE A FAZEM ÚNICA.
pode direcionar a leitura fazendo per-
guntas como: “Quais são as semelhan-

Fernando Favoretto/Criar Imagem

Cesar Diniz/Pulsar imagens


ças do corpo das crianças apresentadas
nas fotografias?”; “E quais são as dife-
renças?”; “Como você usa o seu corpo
para se expressar?”.
É importante que os alunos perce-
bam que o corpo de todos nós, mes-
mo tendo características semelhantes,
apresenta diferenças particulares. Caso
note que os alunos não assimilaram
essas ideias, você pode convidá-los a

wavebreakmedia/Shutterstock
observar os colegas na sala de aula e
pedir que indiquem quais são as se-
melhanças e as diferenças entre eles.
Conduza com cuidado a conversa, para
evitar constrangimentos entre eles.

COM O CORPO, PODEMOS FAZER MUITAS COISAS, COMO BRINCAR, DANÇAR E TOCAR UM
INSTRUMENTO.
32

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

32 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
O foco aqui é que os alunos com-
preendam que a pintura corporal é
um meio de expressão, assim como a
VAMOS FALAR SOBRE... roupa que usamos também pode ser,
embora ela também tenha a função de
PINTURA CORPORAL nos proteger do frio, da chuva, etc.

Delfim Martins/Pulsar Imagens


A PINTURA DO CORPO É UMA Permita que os alunos contem o
FORMA DE ARTE DOS POVOS que sabem sobre pinturas corporais.
Você pode, ainda, explorar mais esse
INDÍGENAS. PARA FAZER AS TINTAS, SÃO
tema, uma vez que o Brasil é uma na-
UTILIZADOS FRUTOS E SEMENTES. ção que tem tradições indígenas com
CADA POVO DESENVOLVEU UMA culturas que podem ser resgatadas e
FORMA DIFERENTE DE PINTAR, E AS trazidas para o trabalho em sala de
aula. É uma maneira de os alunos es-
PINTURAS PODEM VARIAR CONFORME
tabelecerem contato com essa riqueza
A SITUAÇÃO. cultural e aprenderem a valorizá-la.
OS DESENHOS PODEM INDICAR, POR EXEMPLO, SE O INDIVÍDUO É Cante a música com os alunos
CASADO OU NÃO E ATÉ MESMO SE ESTÁ SE PREPARANDO PARA LUTAR usando gestos. Ao cantarem mais
devagar ou mais rápido, a atividade
CONTRA OUTRO GRUPO.
fica ainda mais divertida. A ludicida-
1. NAS CULTURAS INDÍGENAS, A PINTURA CORPORAL É COMO ROUPA. de envolvida na música é um valoroso
VOCÊ CONCORDA? Resposta pessoal. instrumento de aprendizagem. Sem-
pre que possível, é importante inserir
2. NA SUA FAMÍLIA, AS PESSOAS TAMBÉM PINTAM O CORPO?
ludicidade, ritmo, harmonia e melodia
DÊ EXEMPLOS. Resposta pessoal. nas atividades cotidianas dos alunos.
Há várias outras músicas que também
VAMOS APRENDER UMA MÚSICA SOBRE O CORPO? trabalham as partes do corpo e que
podem ser usadas.
CABEÇA, OMBRO, JOELHO E PÉ Esperamos assim favorecer a no-
CABEÇA, OMBRO, JOELHO E PÉ meação das partes do corpo pelos
alunos, como os membros, a cabeça,
JOELHO E PÉ
etc. Pode ser também interessante
CABEÇA, OMBRO, JOELHO E PÉ questionar os alunos sobre as partes
JOELHO E PÉ internas, que também fazem parte do
Waldomiro Neto/Arquivo da editora

OLHOS, ORELHAS, BOCA E NARIZ corpo, apesar de não as vermos. Se


achar oportuno, converse com eles
CABEÇA, OMBRO, JOELHO E PÉ
sobre as funções e as atividades reali-
JOELHO E PÉ zadas por essas partes do corpo.
CANTIGA POPULAR.

1 QUAIS NOMES DAS PARTES DO SEU CORPO APARECEM NA MÚSICA?


Resposta pessoal.
2 O QUE VOCÊ PODE FAZER COM OS JOELHOS E OS PÉS?
Resposta pessoal.
33

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 33
Unidade 2
Antes da aula
Providencie papel para que todos
os alunos confeccionem seus dese-
VAMOS INVESTIGAR
nhos do corpo. Pode ser papel ma-
nilha, kraft ou cartolina. No caso da
cartolina, será necessário ter emenda
VAMOS CONSTRUIR UM DESENHO DO CORPO?
na folha. É possível utilizar qualquer
IMAGINE COMO SERIA UM DESENHO QUE REPRESENTASSE SEU CORPO: O QUE
tipo de papel adequado à confecção
dos desenhos. VOCÊ DESENHARIA NELE? VAMOS CONSTRUIR JUNTOS ESSE DESENHO?

Desenvolvimento da aula MATERIAL


O objetivo desta atividade é fazer • UM PEDAÇO DE PAPEL UM POUCO MAIOR QUE A ALTURA DO SEU CORPO
com que o aluno reconheça as diver- • LÁPIS PRETO
sas partes do corpo humano no pró-
prio corpo, que nomeie algumas delas • LÁPIS DE COR
e que aprenda a fazer uma representa- • GIZ DE CERA
ção. Talvez seja a primeira experiência
organizada e orientada sobre a repre- COMO FAZER
sentação do real. 1. O PROFESSOR VAI FORMAR DUPLAS.
Converse com os alunos sobre esse
2. ESTIQUEM O PAPEL NO CHÃO. UM ALUNO DA DUPLA DEVE DEITAR-SE SOBRE O
trabalho de representação. Diga a eles
que representações podem ser feitas PAPEL ESTICADO E AFASTAR UM POUCO OS BRAÇOS E AS PERNAS.
por meio de desenhos a partir de uma 3. NENHUMA PARTE DO CORPO PODE FICAR DE FORA DO PAPEL.
imagem e que, nesse caso, é uma ima-
gem aérea, vista de cima. Conte que 4. COM LÁPIS PRETO, OUTRO ALUNO VAI RISCAR SOBRE O PAPEL,
eles farão essa atividade ao deitar-se CONTORNANDO O CORPO DO COLEGA.
no papel para que o colega contorne
o corpo deles. Os materiais para essa
ora
dit

investigação são simples e fáceis de


ae
d
ivo

serem obtidos. O mais importante é


qu
to/Ar
Ne

organizar duplas que possam interagir


iro
om

tanto na confecção do desenho como


ld
Wa

na etapa posterior, que é a de nomea-


ção das partes do corpo.
Oriente-os a separar materiais para
colorir, incluindo canetas hidrocor.
Se preferir entregar etiquetas com o
nome das partes do corpo para que os
alunos escrevam e depois façam a co-
5. FEITO O CONTORNO DO CORPO, TROQUEM DE LUGAR. QUEM RISCOU O
lagem, inclua, entre os materiais, um
tubo de cola. Sugerimos que os alunos CONTORNO DO CORPO DO COLEGA AGORA VAI SE DEITAR SOBRE OUTRO
nomeiem e registrem por escrito as PAPEL EM BRANCO.
partes do corpo de acordo com as dis- 34
cussões sobre a forma de registrar de
cada palavra. Trata-se de uma oportu-
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
nidade de incrementar o processo de
alfabetização.

34 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Oriente os alunos sobre como in-
serir setas indicativas. Converse sobre
os nomes de outras partes do corpo
6. REPITAM OS PASSOS 2, 3 E 4. que também podem ser inseridas no
desenho e que não foram pedidas
na atividade. Estimule-os a nomear
ora
dit

mais partes e a identificar quais te-


ae
od
uiv

mos em dupla (braços, pernas, mãos,


Arq
to/
Ne

pés, olhos, orelhas). Nesse momento,


iro
om
ald

talvez surja a oportunidade de tra-


:W
es
açõ

balhar, de maneira informal, concei-


str
Ilu

tos de lateralidade. Converse com os


alunos sobre os termos “esquerda” e
“direita”, que podem ser necessários
e que farão sentido na elaboração do
7. CADA UM VAI ESCREVER SEU NOME E A DATA NO DESENHO QUE desenho.
CORRESPONDE AO SEU CORPO. Observar é uma habilidade im-
portante, que pode ser aprendida e
8. PINTE O DESENHO DO SEU CORPO. aprimorada, e que é necessária em
9. USE SETAS PARA INDICAR: aprendizagens, principalmente as
• CABEÇA • MÃOS • BARRIGA mais significativas. Nessa faixa etá-
ria, os alunos precisam verbalizar as
• BRAÇOS • PERNAS • PÉS observações que realizam. Organize
10. EM CADA SETA, ESCREVA O NOME DA PARTE DO CORPO QUE ELA INDICA. a turma para que possa socializar as
descobertas, de modo que todos os
OBSERVAÇÃO alunos possam falar e ouvir os demais.
É provável que eles indiquem que
1 O PROFESSOR VAI ORGANIZAR OS DESENHOS FIXANDO-OS NA SALA as semelhanças são as partes que os
DE AULA. compõem, independentemente de
como são, e que as diferenças podem
2 VEJA OS DESENHOS DOS COLEGAS: SÃO TODOS IGUAIS? QUE DIFERENÇAS ser percebidas na altura, no peso, no
VOCÊ NOTA? Resposta pessoal. formato, na cor, na presença ou na
ausência de algum membro, etc.
3 OBSERVANDO OS DESENHOS FEITOS PELA SUA TURMA, RESPONDA:
DE QUAL DESENHO VOCÊ MAIS GOSTOU? Resposta pessoal.

CONCLUSÃO

1 IMAGINE QUE VOCÊ TENHA DE CONTAR A ALGUÉM COMO É SEU CORPO.


O QUE VOCÊ DIRIA? Resposta pessoal.

2 SEU CORPO E O DE SEUS COLEGAS TÊM SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS?


QUAIS? Resposta pessoal.
35

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestão para o aluno


Este é um bom momento para ler com os alunos um dos livros da coleção Corpim, de Ziraldo.
Editora Melhoramentos.
Esta coleção é composta de seis livros, que tratam do corpo humano de maneira divertida.

MANUAL DO PROFESSOR 35
Unidade 2
Desenvolvimento da aula
Na seção Vamos falar sobre...,
vamos conversar sobre os ossos, como VAMOS FALAR SOBRE...
devemos fazer para cuidar deles.
Nas questões propostas, deixe que COMO CUIDAR DOS OSSOS
os alunos relatem se já quebraram al- AS IMAGENS AO LADO

Fotos: Thinkstock/Getty Images


gum osso, o que eles sentiram e como
fizeram para se recuperar. MOSTRAM A RADIOGRAFIA
Explique que nem sempre é preciso DAS MÃOS DE UMA PESSOA.
engessar o local da fratura, porém a RADIOGRAFIA É UM
imobilização é sempre necessária. TIPO DE FOTOGRAFIA QUE
Para fechar a seção, peça que os
MOSTRA NOSSO CORPO POR
alunos desenhem alguns hábitos que RADIOGRAFIA DA MÃO RADIOGRAFIA DA MÃO
devemos ter para que os ossos cres- DENTRO. VEJA OS OSSOS
ESQUERDA COM TODOS DIREITA COM TODOS OS
çam fortes e saudáveis. Nesse mo- DENTRO DAS MÃOS. OS DEDOS NORMAIS. DEDOS NORMAIS.
mento é importante ressaltar que uma OS OSSOS CRESCEM COM O RESTANTE DO CORPO. SE UM OSSO FOR
alimentação balanceada é sempre
QUEBRADO, SUAS PARTES PODEM SE JUNTAR, RECONSTRUINDO O OSSO
o ideal para manter uma boa saúde.
Diga a eles que o leite é uma boa fon- COMO ERA ANTES.
te de cálcio, porém não é a única, e 1. VOCÊ JÁ QUEBROU ALGUM OSSO? CONTE COMO FOI. Resposta pessoal.
que algumas pessoas são alérgicas ou
2. VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE QUEBROU ALGUM OSSO? O QUE FOI
intolerantes ao leite e, por isso, não
devem consumir esse alimento nem PRECISO FAZER PARA QUE ESSA PESSOA FICASSE CURADA?
seus derivados. Além do leite, outros Resposta pessoal.
alimentos são ricos em cálcio, como NOSSO CORPO PRECISA DA FORÇA DOS OSSOS PARA FAZER
brócolis, couve-manteiga, sardinha, MOVIMENTOS COMO CORRER, ANDAR, PULAR, DANÇAR E LEVANTAR.
amêndoas, espinafre, etc.
3. O QUE PODEMOS FAZER PARA TER OSSOS FORTES? FAÇA UM
DESENHO PARA CADA UMA DAS LEGENDAS A SEGUIR.

TOMAR LEITE, COMER TOMAR SOL NO COMEÇO FAZER ATIVIDADES FÍSICAS.


BRÓCOLIS. DA MANHÃ OU NO FINAL
DA TARDE.

36

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

36 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Motive os alunos a refletir sobre as
mudanças físicas e comportamentais
COMO É BOM CRESCER! relacionadas ao crescimento. Peça que
descrevam o que as crianças das ima-
gens estão fazendo. Pergunte quem
MUITAS PESSOAS GOSTAM DE VER FOTOS ANTIGAS PARA SE LEMBRAR DE deles pratica as atividades mostradas,
LUGARES E PESSOAS QUE CONHECERAM. de qual gostam mais, que esporte pre-
ferem, quem toca algum instrumento
AS FOTOS TAMBÉM PODEM NOS MOSTRAR COMO ÉRAMOS NA ÉPOCA EM
musical ou gostaria de tocar, etc.
QUE ELAS FORAM TIRADAS.
Aproveite para questionar os alunos
REVEJA UMA FOTO SUA DE ALGUNS ANOS ATRÁS E NOTE COMO VOCÊ ESTÁ sobre a percepção que têm do próprio
DIFERENTE HOJE! crescimento. É um bom momento para
que desenvolvam a capacidade de ob-
servação e de investigação.
Para aprimorar a habilidade de
observação dos alunos, solicite que
tragam fotografias que representem o
seu crescimento – fotos desde bebês
até a idade atual. Peça que observem
as fotografias e relatem as mudanças
que ocorreram no corpo.

Fotos: Thinkstock/Getty Images


COM O PASSAR DO TEMPO, TODOS NÓS MUDAMOS. FICAMOS MAIORES,
APARECEM OS DENTES, APRENDEMOS A ANDAR E A FALAR, E ASSIM POR DIANTE.
Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora

NOS PRIMEIROS ANOS


DE NOSSA VIDA
PASSAMOS POR MUITAS
MUDANÇAS.

37

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 37
Unidade 2
Desenvolvimento da aula
Se achar oportuno, faça uma leitu-
ra compartilhada do texto. Ressalte a
CRESCER E APRENDER
importância das horas de sono para o ESTAMOS SEMPRE MUDANDO,
crescimento e quanto é saudável dei- MAS NÃO PERCEBEMOS ISSO NO DIA A
tar-se em horário adequado. Explique DIA. DURANTE O SONO, NOSSO CORPO
k

oc
st
in
que crianças que dormem pouco se

at
e/ L
DESCANSA E É NESSE TEMPO QUE ELE

ur c
So
sentem cansadas e irritadas e têm me-

ge
MAIS CRESCE.

Ima
nos disposição para fazer as ativida-
des ao longo do dia, o que pode afetar A CADA DIA QUE PASSA,
negativamente a aprendizagem. Hoje, APRENDEMOS ALGUMA COISA NOVA
é comum encontrarmos crianças que
AO CONVERSAR, ESTUDAR E BRINCAR.
ficam acordadas até tarde por motivos
variados, como ausência de orienta- MUDA TAMBÉM O JEITO COMO VEMOS
ção de um adulto, esperar que os pais O MUNDO E AS OUTRAS PESSOAS.
cheguem do trabalho, etc. Se esse for
o perfil de algum aluno, oriente-o indi- ENQUANTO CRESCEMOS, APRENDEMOS
SOBRE O MUNDO EM QUE VIVEMOS.
vidualmente e, se achar que é o caso,
converse também com a família.

Rosa Gauditano/Studio R
Instigue os alunos a discutir so-
bre as mudanças que ocorrem com o
corpo com o passar do tempo, assim
como as que ocorrem com a mente,
resultantes de aprendizagens e expe-
riências de vida. Nesse momento, você
vai verificar os conhecimentos prévios
dos alunos sobre o assunto, que se-
rão retomados ao final da unidade.
Permita a eles que comparem suas
concepções antes e depois, de forma
que avaliem a própria aprendizagem.
Esse trabalho de metacognição ajuda
o aluno a adquirir cada vez mais inde-
pendência e, aos poucos, construir e
consolidar sua autonomia.
CONVERSE COM SEUS COLEGAS:

1 O QUE VOCÊ SABE FAZER HOJE QUE UM BEBÊ AINDA NÃO É CAPAZ DE
FAZER?
Resposta pessoal.
2 O QUE MAIS VOCÊ IMAGINA QUE PODERÁ APRENDER COM O PASSAR
DO TEMPO? Resposta pessoal.
38

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

38 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Esta atividade permite aos alunos
medir a altura de um colega, conhe-
VAMOS INVESTIGAR cer a própria altura e compará-la com
a dos colegas, sem nenhum juízo de
valor associado às medidas. Converse
QUAL É A SUA ALTURA? com a turma sobre as diferenças no
desenvolvimento de cada um. Esclare-
VOCÊ CRESCE, MESMO SEM PERCEBER, PORQUE ISSO ACONTECE MUITO ça que, com o passar do tempo, todos
DEVAGAR. vão crescer, porém isso ocorrerá em
tempos diferentes, uns crescerão mais,
QUE TAL MEDIR SUA ALTURA E A DOS COLEGAS? outros menos (como eles mesmos po-
dem constatar entre os adultos). Essa

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


conversa é importante para que se es-
tabeleça um clima de respeito no qual
a altura jamais deverá ser usada para
estabelecer relações de superiorida-
de. Promova essa atividade ao longo
do ano letivo, de forma a possibilitar
comparações entre as próprias medi-
das e a percepção dos diferentes rit-
mos de crescimento. A continuidade
desse trabalho de observação e com-
paração os ajudará a perceber que a
altura é uma característica pessoal
entre tantas outras. Mais tarde, ao
longo do processo de ensino, poderão
aprender que a estatura depende de
MATERIAL uma série de fatores, como a genética
• FITA MÉTRICA e os hábitos alimentares.
• ROLO DE BARBANTE
• TESOURA COM PONTAS
ARREDONDADAS
Waldomiro Neto/Arquivo da editora

• FITA ADESIVA
• LÁPIS PRETO
• ETIQUETA ADESIVA

COMO FAZER
1. ESCREVA SEU NOME NA ETIQUETA.
2. O PROFESSOR VAI MEDIR VOCÊ E
INDICAR SUA ALTURA.
39

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 39
Unidade 2
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
Explique aos alunos que usamos o
metro para medir o comprimento dos 3. CORTE UM PEDAÇO DE BARBANTE COM A MESMA MEDIDA DA SUA ALTURA.
objetos ou as distâncias e que ele é re-
presentado pela letra m. Neste caso,

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


vamos usar o metro para medir a altu-
ra das pessoas. Comente que algumas
palavras podem ser representadas por
uma ou algumas letras, como no caso
de unidades de medida. Mostre aos
alunos que a fita métrica está dividida
em vários pedaços menores do mes-
mo tamanho. Cada um desses “pe-
dacinhos” é chamado de centímetro 4. COLE A ETIQUETA COM SEU NOME NO PEDAÇO DE BARBANTE. USE A FITA
e usamos cm para representar essa
ADESIVA.
palavra. Apenas se achar adequado,
diga que a palavra “centímetro” sig- 5. DEPOIS, VOCÊ E OS COLEGAS DEVEM COLAR OS BARBANTES EM UMA PAREDE
nifica que o metro é dividido em cem DA SALA DE AULA.
partes. Ou seja, cada metro tem 100
centímetros.

ra ito
uivo da ed
Auxilie os alunos a completar com
a altura a frase indicada. Pergunte em

ro Neto/Arq
que outras situações se utiliza a fita

Waldomi
métrica e em que outro instrumento
podemos observar marcações em cen-
tímetros. Peça que peguem uma régua
e a comparem com a fita métrica. Es-
pera-se que eles observem que ambos
os instrumentos mostram os centíme-
tros e que essa medida é equivalente OBSERVA‚ÌO
nos dois. Em seguida, peça que me- • VERIFIQUE OS BARBANTES COLADOS NA PAREDE E CONVERSE COM SEUS
çam um caderno com a régua. Você COLEGAS:
pode fazer a pergunta: “Para medir
sua carteira, é melhor utilizar a régua 1 O QUE O TAMANHO DOS FIOS DE BARBANTE INDICA?
ou a fita métrica? Por quê?”.
2 HÁ COLEGAS COM A MESMA ALTURA?

3 COMPLETE A FRASE:
USANDO A FITA MÉTRICA, DESCOBRI QUE TENHO:

METRO E CENTÍMETROS DE ALTURA.


40

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

40 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Aqui são apresentados posturas e
hábitos de limpeza do corpo. Esses há-
A LIMPEZA DO CORPO bitos estão relacionados com a saúde.
Faça a leitura com os alunos, motivan-
• O QUE AS IMAGENS A SEGUIR MOSTRAM? ESTAS AÇÕES ESTÃO PRESENTES do-os sempre a observar as fotogra-
fias. Comece a leitura pelos que já es-
EM SEU DIA A DIA? CONVERSE COM SEUS COLEGAS.
tão aptos a isso e peça que os demais

Fotos: Thinkstock/Getty Images


acompanhem e tentem identificar as
palavras que já conhecem.
Após a leitura do texto, peça que
observem cada fotografia. Ao final das
observações e depois de realizada a
atividade no final da página, pergunte
se eles têm dúvidas quanto ao signifi-
HÁBITOS COMO ESTES AJUDAM A EVITAR CÁRIES NOS DENTES, MAU CHEIRO NO CORPO E DOENÇAS
RELACIONADAS À FALTA DE HIGIENE. cado de alguma palavra.
Caso os alunos estejam confeccio-
É FÁCIL CUIDAR DA LIMPEZA DOS DENTES E DO CORPO: nando o próprio dicionário, proponha
• TOMAR BANHO TODOS OS DIAS ELIMINA A SUJEIRA DA PELE E DOS CABELOS. que incluam as palavras cujo significa-
• CORTAR E LIMPAR AS UNHAS TIRA A SUJEIRA QUE SE ACUMULA E QUE PODE
do não entenderam.
CAUSAR DOENÇAS.
• ESCOVAR OS DENTES E PASSAR FIO DENTAL DEPOIS DAS REFEIÇÕES EVITA
CÁRIES E OUTRAS DOENÇAS NA BOCA.
• LAVAR AS MÃOS ANTES DAS REFEIÇÕES E DEPOIS DE IR AO BANHEIRO PODE
IMPEDIR A TRANSMISSÃO DE VÁRIAS DOENÇAS.

PINTE AS AFIRMAÇÕES QUE INDICAM HÁBITOS DE HIGIENE QUE VOCÊ DEVE


ADOTAR EM SEU DIA A DIA PARA FICAR SEMPRE LIMPO E SAUDÁVEL.

USAR FIO DENTAL. LAVAR AS MÃOS DEPOIS DE USAR O BANHEIRO.

TOMAR BANHO. NÃO USAR FIO DENTAL. ESCOVAR OS DENTES.

NÃO LAVAR AS LAVAR OS CABELOS E AS NÃO CORTAR AS


ORELHAS. ORELHAS. UNHAS.

LAVAR AS MÃOS NÃO LAVAR AS MÃOS CORTAR E LIMPAR


ANTES DE COMER. ANTES DE COMER. AS UNHAS.

41

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestões para o aluno


Este é um bom momento para trabalhar a leitura dos livros abaixo, indicados para os alunos no
final da unidade.
• Banho sem chuva, de Ana Maria Machado. Editora Salamandra.
O livro conta a história do Mico Maneco, que queria estar bem cheiroso para dançar com a Mona
Maluca. Mas como tomar banho se não está chovendo?
• Dente, de Angelo Machado. Editora Nova Fronteira.
Livro que faz parte da coleção Gente Tem, Bicho Também e que mostra como funcionam e para
que servem os dentes nas pessoas e nos animais.

MANUAL DO PROFESSOR 41
Unidade 2
Antes da aula
O material necessário para realizar
esse experimento é bem simples e fácil
VAMOS INVESTIGAR
de conseguir. Se possível, providencie
uma lupa de boa qualidade, que não
seja de lentes plásticas. Não é preciso
QUAL É A MELHOR MANEIRA DE LIMPAR AS MÃOS?
uma lupa para cada aluno; você pode
LIMPAR AS MÃOS É UM HÁBITO SIMPLES QUE DEVE SER FREQUENTE.
organizá-los em grupos e orientar a
execução e o compartilhamento da A LIMPEZA PRECISA SER FEITA DO MODO CORRETO.
lupa. A terra deve ser vegetal e pode VOCÊ LIMPA SUAS MÃOS DA FORMA CERTA? VAMOS DESCOBRIR NESTA
ser encontrada em lojas onde se ven-
ATIVIDADE.
dem plantas. O ideal é fazer a ativida-
de onde haja água corrente disponível. SUA IDEIA INICIAL
Desenvolvimento da aula ANTES DE INICIAR A ATIVIDADE, RESPONDA.
Espera-se que o experimento con-
• QUAL É A MELHOR FORMA DE LIMPAR AS MÃOS? FAÇA UM X NA OPÇÃO
duza a conclusões e também desen-
MAIS ADEQUADA. Resposta pessoal.
volva nos alunos as habilidades de ob-
servação e de comparação. Também COM PAPEL TOALHA.
desejamos que ele ajude os alunos a
reforçar hábitos de higiene ou a incor-
COM ÁGUA E SABÃO.
porar hábitos mais saudáveis.
Os alunos verão terra aderida às
MATERIAL
unhas e à pele. Explique que observar
é olhar com atenção. • BANDEJA COM TERRA
Com o uso do papel toalha, a maior • ÁGUA CORRENTE
parte, ou mesmo toda a terra, aparen-
temente sai das mãos e das unhas. • LUPA
Com a lupa, pode-se observar que • PAPEL TOALHA
ainda resta muita sujeira, principal-
• SABÃO
mente nas unhas.
• ESCOVA DE UNHA OU ESCOVA DE DENTES SEM USO
• TOALHA

COMO FAZER
1. AMASSE A TERRA COM AS MÃOS. OLHE SUAS MÃOS E UNHAS. O QUE
VOCÊ VÊ?
2. PASSE O PAPEL TOALHA NAS MÃOS E NAS UNHAS. VEJA SE ELAS ESTÃO
LIMPAS. DEPOIS, OBSERVE AS MÃOS E AS UNHAS COM A LUPA. VOCÊ NOTOU
ALGUMA DIFERENÇA?
42

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

42 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Os alunos constatarão que, após
lavar com água e sabão, as mãos fi-
caram limpas. As unhas podem ain-
3. AMASSE NOVAMENTE A TERRA. DEPOIS, LAVE AS MÃOS USANDO ÁGUA E da ficar com terra. Nesse caso, será
SABÃO. ENXUGUE AS MÃOS E VEJA SE ESTÃO LIMPAS. EM SEGUIDA, ESCOVE necessário usar uma escovinha para
COM CUIDADO DEBAIXO DE CADA UNHA DAS DUAS MÃOS. USE A LUPA E limpar embaixo das unhas. Depois,
com a lupa, novamente constatarão a
OLHE OUTRA VEZ. O QUE VOCÊ PERCEBEU?
limpeza das mãos e das unhas.
O papel toalha é utilizado ao final,
CONCLUSÃO
para enxugar as mãos.
• COMO SUAS MÃOS FICARAM MAIS LIMPAS? FAÇA UM X NA OPÇÃO É um ótimo momento para orientar
CORRESPONDENTE. os alunos, sequenciando as etapas
dessa investigação. Ao final dos
COM PAPEL TOALHA. COM ÁGUA E SABÃO. trabalhos, assegure-se de que todos
os alunos estejam com as mãos limpas.
PENSANDO SOBRE OS RESULTADOS Em vista dos resultados obtidos na
investigação, espera-se que os alunos
1 PARA ATENDER OS PACIENTES, OS MÉDICOS DEVEM LIMPAR AS MÃOS digam que se deve lavar os ferimentos
COM PAPEL TOALHA OU COM ÁGUA E SABÃO? com água e sabão para tirar a sujeira.
Com água e sabão.
Leia para os alunos o texto “Técni-
cas de lavagem das mãos” e convide-
-os a pensar como a lavagem correta
das mãos melhora a nossa saúde.
2 SE VOCÊ CAIR E SE MACHUCAR, COMO O FERIMENTO DEVE SER LIMPO? Se achar interessante, transcreva
o texto na lousa, para que os alunos
Com água e sabão. acompanhem a leitura.

Técnica de lavagem das


mãos
Thinkstock/Getty Images

1. Retirar anéis, pulseiras e


relógio.
2. Abrir a torneira e molhar as
mãos sem encostar na pia.
3. Colocar nas mãos
aproximadamente 3 a 5 mL
de sabão [...].
4. Ensaboar as mãos por
aproximadamente
15 segundos.
5. Esfregar a palma e o dorso
SEMPRE QUE VOCÊ SE das mãos com movimentos
MACHUCAR, O FERIMENTO circulares [...].
DEVE SER LIMPO.
6. Os antebraços devem ser
43 lavados cuidadosamente,
também por 15 segundos.
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 7. Enxaguar as mãos e
antebraço em água
corrente abundante,
retirando totalmente o
resíduo do sabão.
8. Enxugar com papel toalha.
[...]
Disponível em: <www.fiocruz.
br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/
lavagem_de_maos.html>.
Acesso em: 16 out. 2017.

MANUAL DO PROFESSOR 43
Unidade 2
Antes da aula
Providencie antecipadamente al-
AGORA É COM VOCÊ
guns dados, de acordo com o número
de alunos, calculando que deverão jo-
gar em duplas. Os pinos para o jogo
podem ser substituídos por grãos de
JOGO DA TRILHA DO DESENVOLVIMENTO
feijão ou milho, ou mesmo bolinhas
1 VAMOS JOGAR TRILHA? SIGA AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR
de papel de cores diferentes. Oriente
os alunos, caso utilizem os grãos, que, E JOGUE COM UM COLEGA.
nesse caso, não deverão ser coloca-
dos na boca. É importante que façam
a distinção entre diferentes momentos
na utilização de grãos: ora servem
como alimento, ora não são utilizados
como tal.
Desenvolvimento da aula
Essa é uma atividade bastante lúdi-
ca e, como tal, vai envolver os alunos
de forma dinâmica, divertida e com
aprendizagem significativa. Os alunos
serão estimulados a ler seguindo um
contexto, além de consolidar e ampliar
o conhecimento específico que foi tra-
balhado na unidade.
Organize os alunos em duplas e
peça que utilizem um tabuleiro nesta
atividade. Se possível, permita que se
acomodem no chão, leve-os para uma
área externa, por exemplo. Entregue
um dado e oriente-os quanto ao uso
dos pinos – conforme indicado nos
preparativos da aula. É importante que
reconheçam que os pinos precisam
ser diferentes para que seja possível
a identificação de cada participante.
Veja que, até mesmo em momentos
aparentemente simples como esse, os
alunos estão exercitando o convívio
com os demais, a habilidade de falar,
ouvir, negociar e resolver possíveis im-
passes. É dessa forma que você estará
contribuindo para formar cidadãos ca- 44
pazes de emitir suas próprias opiniões,
argumentar a favor delas e, sobretu-
do, aceitar e respeitar as opiniões dos Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

demais participantes.

44 MANUAL DO PROFESSOR
Em seguida, é o momento de pedir
que decidam quem será o primeiro jo-
gador. Como estarão em duplas, essa
decisão poderá ser também com uma
atividade lúdica: jogando “par ou ím-
par” ou “pedra, papel e tesoura”, es-
crevendo o nome dos dois participan-
tes em pedacinhos de papel para um
sorteio, ou de outra forma que julgar
pertinente. Em qualquer caso, oriente
os alunos sobre como proceder. O pri-
meiro jogador, então, inicia jogando o
dado. Pergunte a eles: “Que número o
dado indica?”. E depois: “O que faze-
mos agora que sabemos o número?”.
Oriente-os ajustando o que for ne-
cessário em cada dupla. Lembre-se: é

Ilustra Cartoon/Arquivo da editora


possível que uma dupla esteja pronta
para o jogo enquanto outra necessite
de mais orientações suas. Essas dife-
renças não constituem um problema,
indicam apenas que as conquistas e as
habilidades dos alunos são distintas, o
que é muito rico no processo de ensino-
-aprendizagem. Ao debaterem e pensa-
rem sobre “como se joga esse jogo”, os
alunos estarão refletindo, analisando
variáveis e considerando possibilidades,
que, por si só, já se configuram como
importantes aprendizagens.
No decorrer da atividade, incenti-
ve os alunos a ler com você os textos
relacionados a cada casa onde o pino
parar e oriente-os, caso necessário,
sobre como proceder nos casos em
que se deve ficar sem jogar uma roda-
da e avançar ou voltar certo número
de casas.
Instrua-os a repetir os procedimen-
tos de jogar o dado e mover o respec-
tivo pino, até que um dos alunos atinja
a casa 20.
Considere também a viabilidade de
jogar a trilha mais de uma vez, em dias
45 distintos. Além disso, pode ser que
você depare com alunos que lidam
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
bem com a simples diversão envolvida
no jogo, suportando perder, e outros
que necessitem de seu auxílio para li-
dar com a derrota. Essa é uma forma
de ajudar os alunos que favorece o
crescimento intelectual.

MANUAL DO PROFESSOR 45
Unidade 2
Desenvolvimento da aula AGORA É COM VOCÊ
Aproveite a atividade 2 para mo-
tivar e inserir os alunos ainda mais no
2 LEIA A TIRINHA A SEGUIR E, DEPOIS, CONVERSE COM SEUS COLEGAS.
processo de alfabetização. As histórias
em quadrinhos são um ótimo recurso

© Mauricio de Sousa/Mauricio de Sousa Editora Ltda.


para esse processo, pois apresentam
textos curtos e com uma linguagem
simples, de fácil compreensão. Nes-
ta atividade, é importante orientar e
incentivar a leitura da HQ a partir de
uma leitura compartilhada.
Para completar a atividade 3,
incentive os alunos a escrever no ca-
derno o nome dos nove objetos desco- FONTE: BANCO DE IMAGENS MSP.

bertos na cena. Se achar conveniente,


A) A MÃE DO CASCÃO FICOU ESPANTADA AO ENTRAR NO QUARTO.
o trabalho pode ser feito em duplas
ou trios, favorecendo o compartilha- POR QUÊ? Resposta pessoal.
mento das descobertas e a prática do
B) CASCÃO FICOU FELIZ QUANDO A MÃE DISSE QUE O QUARTO DELE “ESTÁ
trabalho em grupo.
Aqui há ainda uma oportunidade UM LIXO”. VOCÊ TAMBÉM FICARIA? Resposta pessoal.
de dizer aos alunos que as toalhas (ba-
C) VOCÊ LIMPA SEU QUARTO? Resposta pessoal.
nho e rosto) são itens de uso pessoal
e que não devemos compartilhá-las,
mesmo com parentes. Considere, po- 3 OBSERVE O DESENHO E CIRCULE NOVE ITENS DE HIGIENE CORPORAL.
rém, a realidade familiar da sua turma,

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


principalmente no que se refere ao uso
individual da toalha de rosto.

46

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

46 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Sugerimos realizar a atividade 4
coletivamente; para isso, copie na lou-
sa a lista de frases. Em seguida, leia
4 ESCREVA ANTES DE CADA FRASE O NÚMERO DO DESENHO QUE uma a uma as frases e peça que os
alunos façam a relação entre os núme-
COMBINA COM ELA.
ros das imagens com a frase. No fim
da atividade, permita que os alunos
2
3 copiem as respostas em seus livros.
1
Aproveite a atividade 5 para
conversar com os alunos sobre os
cuidados com os animais de estima-
ção e com a saúde deles. Permita que
socializem com a classe como cuidam
dos animais. Anote na lousa palavras-

Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora


-chave relacionadas ao assunto: cão,
gato, escovação, banho, vacina-
ção, etc.
4
Pergunte aos alunos qual é o ani-
mal de estimação do personagem
5 ROUPA LIMPA TAMBÉM É SAÚDE. 5
Cebolinha. É possível que eles não
consigam identificar qual animal está
2 ESCOVAR OS DENTES AJUDA A PREVENIR CÁRIES. representado na tirinha. Caso isso
ocorra, informe a eles que o Floquinho
1 MÃOS LIMPAS! LAVAR SEMPRE ANTES DE COMER! é um cachorro e é um personagem
fictício.
4 UNHAS CORTADAS E BEM CUIDADAS.

3 TOMAR BANHO TODOS OS DIAS.

5 LEIA A TIRINHA E RESPONDA À QUESTÃO.


© Mauricio de Sousa /Mauricio de Sousa Editora Ltda.

FONTE: BANCO DE IMAGENS MSP.

• O CASCÃO ACHA QUE OS AMIGOS DELE NÃO GOSTAM DE SEUS ANIMAIS.


VOCÊ CONCORDA COM ELE? Resposta pessoal.

47

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 47
Unidade 2
Desenvolvimento da aula AGORA É COM VOCÊ
Na maioria das fotografias da ati-
vidade 6, são adultos que realizam
as tarefas. No entanto, oriente os alu- 6 VEJA AS CENAS.
nos para o fato de que crianças podem

Lordn/Shutterstock

Thinkstock/Getty Images

Thinkstock/Getty Images
auxiliar nas tarefas domésticas, desde
que não ofereçam riscos à saúde e à
integridade física. Tarefas que envol-
vam risco de queimaduras, quedas e
choques elétricos ou exijam uso de
força física não devem ser atribuídas
a crianças.
Os alunos devem reconhecer obje-
tos usados na limpeza e nos cuidados
com a casa e nomeá-los. Promova a
socialização das respostas, desafiando
os alunos a lerem as palavras e desco-

Iakov Filimonov/Shutterstock

Pinkyone/Shutterstock

sirtravelalot/Shutterstock
brirem qual letra falta em cada caso.
Uma maneira diferente de fazer
esta atividade é escrever as letras que
faltam em pedaços de papel, para se-
rem depois sorteados. O aluno que
recebeu o papel com a letra S, por
exemplo, deve anotar na lousa essa
letra e os demais dizem em qual pa-
lavra ela deve ser colocada. Realize o
mesmo procedimento até completar a
atividade.
Para as atividades orais, conduza a
A) COMPLETE O NOME DOS OBJETOS USADOS NAS TAREFAS MOSTRADAS
conversa de forma a conscientizar os
alunos de que todos, em uma casa, NAS FOTOGRAFIAS.
devem colaborar na execução das ta- VA SS OURA ESFRE G ÃO
refas domésticas.
Registre na lousa as tarefas indica- FE RR O DE PASSAR ROUPA SACO DE LI X O
das pelos alunos e assinale de quais MÁ Q UINA DE LAVAR E SP O NJ A
delas eles participam. Pergunte, tam-
bém, quais dessas tarefas poderiam B) VOCÊ REALIZA ALGUM TIPO DE TAREFA DOMÉSTICA? CONTE PARA OS
ser feitas para manter a limpeza da
COLEGAS E O PROFESSOR. Resposta pessoal.
sala de aula e do pátio da escola.
Questione os alunos sobre quem pode C) NA SUA OPINIÃO, TODOS DA FAMÍLIA DEVEM AJUDAR NAS TAREFAS
realizar essas tarefas na escola e como
DOMÉSTICAS? POR QUÊ? Resposta pessoal.
é possível contribuir para a manuten-
ção da limpeza no ambiente. Se achar 48
conveniente, estabeleça um rodízio de
tarefas a fim de colaborar na manu- Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
tenção da limpeza da sala de aula.

48 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Na seção Vamos falar sobre...
falaremos sobre a segurança dos par-
quinhos. Instrua os alunos a observar
VAMOS FALAR SOBRE... as duas imagens e peça que digam
quais dos dois ambientes é mais segu-
SEU CORPO EM SEGURANÇA ro para eles brincarem.
OBSERVE ESTA ILUSTRAÇÃO: Na leitura das duas imagens, per-
gunte aos alunos quais foram os ele-

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


mentos que eles observaram na pri-
meira imagem que fizeram com que
percebessem que aquele era um lugar
seguro para brincar. E quais foram os
elementos que observaram na segun-
da imagem que os fizeram ter uma
impressão contrária.
Na atividade oral do final da pá-
gina, deixe que os alunos exponham
suas ideias sobre o que pode ser feito
para melhorar a segurança na segun-
da imagem. É importante que você
conduza a conversa para que eles
1. ESSE É UM LOCAL SEGURO PARA BRINCAR? POR QUÊ? mantenham o foco na segurança.
Resposta pessoal.
AGORA, COMPARE COM ESTA ILUSTRAÇÃO:

Waldomiro Neto/Arquivo da editora

2. O QUE VOCÊ OBSERVA DE DIFERENTE NESSE LOCAL?


Resposta pessoal.
3. O QUE PODE SER FEITO PARA TORNAR ESSE LOCAL MAIS SEGURO?
Resposta pessoal.

49

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 49
Unidade 2
Desenvolvimento da aula
Continuamos com o assunto sobre
segurança, porém agora falaremos da SEGURANÇA NO TRÂNSITO
segurança no trânsito.
QUAIS CUIDADOS SÃO

Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora


Sugerimos que você, ao término da
atividade, proponha um debate em NECESSÁRIOS TOMAR PARA
sala de aula, pedindo que discutam CRUZAR UMA RUA COM
quais são as ações que eles devem to- SEGURANÇA?
mar para aumentar a própria seguran-
1. AS CRIANÇAS DA PRIMEIRA
ça em diversos ambientes, como: par-
ques, atravessando a rua, ao andar de IMAGEM ESTÃO SEGURAS?
carro, dentro de casa, na escola, etc. 2. NA SEGUNDA IMAGEM,
O importante é o aluno notar que VOCÊ OBSERVA ITENS DE
simples atos como atravessar a rua
SEGURANÇA NA MENINA
em uma faixa de segurança, quando
o semáforo estiver indicando que ele COM A BICICLETA?
pode atravessar, e usar equipamentos 3. E NA PESSOA QUE ESTÁ
como capacete para andar de bicicle- NO CARRO?
ta, cadeirinha e cinto de segurança
quando andar de carro, etc., previnem 4. CONVERSE COM SEUS
muitos acidentes e aumentam a sua COLEGAS SOBRE OUTRAS
segurança. MANEIRAS DE VOCÊ
FICAR SEGURO AO AR
LIVRE, EM CASA E NA ESCOLA.
FAÇA UM DESENHO MOSTRANDO O QUE VOCÊS DESCOBRIRAM.

50

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

50 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
O objetivo desta seção é retomar
os pontos principais da unidade, per-
mitindo ao aluno perceber a evolução
AUTOAVALIAÇÃO de seu conhecimento. Se necessário,
incentive os alunos a consultar o texto
AGORA É HORA DE PENSAR SOBRE O desta unidade, tire possíveis dúvidas
QUE VOCÊ EXPERIMENTOU E APRENDEU. e se certifique de que todos conse-
MARQUE UM X NA OPÇÃO QUE MELHOR guiram compreender os temas abor-
REPRESENTA SEU DESEMPENHO. dados. Retome também as respostas
dos alunos às questões iniciais, verifi-
1. RECONHEÇO AS PARTES DO MEU CORPO. cando se as ideias levantadas por eles
se confirmaram ou não. Mostre por
2. PERCEBO MUDANÇAS NO MEU CORPO QUE
ACONTECEM QUANDO CRESÇO.
meio delas quanto aprenderam nesta
unidade.
3. SEI CUIDAR DA LIMPEZA DO MEU CORPO E
DOS AMBIENTES EM QUE VIVO.

SUGESTÕES

PARA LER
• BANHO SEM CHUVA, DE ANA MARIA MACHADO

Reprodução/Salamandra
E CLAUDIUS. EDITORA SALAMANDRA.
O LIVRO CONTA A HISTÓRIA DO MICO MANECO,
QUE QUERIA ESTAR BEM CHEIROSO PARA DANÇAR
COM A MONA MALUCA. MAS COMO TOMAR
BANHO SE NÃO ESTÁ CHOVENDO?

• COLEÇÃO CORPIM, DE ZIRALDO. EDITORA MELHORAMENTOS.


COLEÇÃO COM SEIS LIVROS QUE TRATA SOBRE O CORPO HUMANO DE UMA
MANEIRA DIVERTIDA.

• DENTE, DE ANGELO MACHADO. EDITORA


Reprodução/Ed. Nova Fronteira

NOVA FRONTEIRA.
LIVRO QUE FAZ PARTE DA COLEÇÃO GENTE
TEM, BICHO TAMBƒM E QUE MOSTRA COMO
FUNCIONAM E PARA QUE SERVEM OS DENTES NAS
PESSOAS E NOS ANIMAIS.

51

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 51
Unidade 2
Desenvolvimento da aula
Na seção Conectando saberes, CONECTANDO SABERES
trabalharemos um pouco mais com os
alunos sobre como podem ajudar nas
tarefas de casa sem fornecer nenhum
risco à sua saúde ou à sua integridade AJUDAR NA ARRUMAÇÃO DA CASA
física.
PODE SER DIVERTIDO!
Nesse primeiro momento, leia o
texto inicial e deixe que os alunos SEMPRE DEVEMOS MANTER O LUGAR EM QUE VIVEMOS LIMPO E ARRUMADO.
analisem as imagens. Caso ache per- PARA QUE ISSO ACONTEÇA, SUA AJUDA É MUITO IMPORTANTE.
tinente, dê outros exemplos de tarefas
que eles podem fazer, como arrumar a VEJA COMO VOCÊ PODE COLABORAR:
cama, tirar o lixo do banheiro, regar as

Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora


plantas, ajudar a guardar as compras,
alimentar os animais, etc.

SEPARE AS ROUPAS SUJAS DAS ROUPAS LIMPAS. MANTENHA SUAS ROUPAS SEMPRE DOBRADAS
E ORGANIZADAS.

APÓS ESTUDAR OU FAZER A LIÇÃO DE CASA, DEPOIS DE BRINCAR, NÃO DEIXE DE GUARDAR
ARRUME O SEU MATERIAL ESCOLAR. OS SEUS BRINQUEDOS.

52

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Ampliando a aula
Sugira aos alunos que conversem com os colegas sobre as tarefas que fazem em casa.
• Qual tarefa você faz no local em que vive?
• O que você faz para deixá-la divertida?

52 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Continue a leitura do texto ou, se
achar pertinente, você pode promover
a leitura compartilhada. O aprimora-
TALVEZ VOCÊ PENSE QUE ALGUMAS DESSAS TAREFAS NÃO SÃO DIVERTIDAS, mento dessa habilidade é importante
MAS VOCÊ PODE TORNÁ-LAS MAIS AGRADÁVEIS. para o processo de alfabetização no
qual o aluno está inserido.
VEJA ALGUMAS IDEIAS:
Depois de os alunos fazerem os
• CANTE UMA MÚSICA DE QUE GOSTA MUITO ENQUANTO DOBRA E GUARDA desenhos, incentive-os a expor as
AS SUAS ROUPAS. experiências deles. Peça que relatem
• IMAGINE QUE ESTÁ EM UM ACAMPAMENTO NA SELVA ENQUANTO ARRUMA como eles fazem para deixar as tare-
SEUS BRINQUEDOS. fas de organização ou de limpeza do
ambiente em que vivem mais diverti-
• IMAGINE QUE ESTÁ PROTEGENDO SEU MATERIAL ESCOLAR DO TERRÍVEL das. Nessa idade, os alunos gostam
ATAQUE DE UM MONSTRO ENQUANTO O GUARDA. de apresentar os seus relatos e, dessa
USE SUA IMAGINAÇÃO E TORNE A ARRUMAÇÃO UMA TAREFA DIVERTIDA! forma, estaremos estimulando a ora-
lidade e a organização das ideias dos
• NO ESPAÇO ABAIXO, FAÇA UM DESENHO DE VOCÊ SE DIVERTINDO alunos.
ENQUANTO AJUDA NA ORGANIZAÇÃO OU LIMPEZA DO LUGAR EM
QUE VIVE.

53

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 53
Objetivos da unidade
UNIDADE

3
Nesta unidade, esperamos que os
alunos entendam que os seres hu-
manos e os outros animais têm com-
portamentos distintos quando é dia e
quando é noite. Além disso, espera-
VAMOS CONTAR
mos que eles identifiquem algumas
maneiras de medir o tempo.
O TEMPO?
Habilidades da BNCC
trabalhadas nesta unidade
Ÿ EF01CI05 – Identificar e nomear NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:
diferentes escalas de tempo: os pe-
COMPREENDER COMO O DIA E A
ríodos diários (manhã, tarde, noite)
NOITE AGEM NA VIDA DOS SERES
e a sucessão dos dias, semanas, HUMANOS E DE OUTROS ANIMAIS.
meses e anos.
RECONHECER MANEIRAS DE
Ÿ EF01CI06 – Selecionar exemplos CONTAR O TEMPO.
de como a sucessão de dias e noi-
tes orienta o ritmo de atividades
1. Não; porque é impossível o dia e a
diárias de seres humanos e de ou- noite acontecerem no mesmo momento
tros seres vivos. OBSERVE AS IMAGENS
As questões iniciais conduzirão a E CONVERSE COM SEUS
exploração da imagem e o levanta-
COLEGAS: (um período sempre
mento dos conhecimentos prévios que ocorre depois do outro).
os alunos têm do assunto. 1. AS DUAS IMAGENS MOSTRAM
Incentive-os a socializar suas expe- O MESMO LUGAR. VOCÊ
riências. Com isso, será possível ava-
ACHA QUE AS FOTOS
liar a percepção que cada um possui
dos fenômenos celestes e como se de- FORAM TIRADAS NO MESMO
verá conduzir o estudo dessa unidade. MOMENTO? POR QUÊ?
Esperamos também que o aluno 2. QUAL FOTO MOSTRA O DIA?
responda que a luminosidade do dia é
mais intensa por causa do Sol e veem- E QUAL MOSTRA A NOITE?
-se com dificuldade ou não se veem COMO VOCÊ CHEGOU A ESSA
as estrelas e a Lua. Já à noite, a lumi- CONCLUSÃO?
nosidade é menor e é possível ver as
3. ALÉM DAS DIFERENÇAS
estrelas e a Lua.
MOSTRADAS NAS IMAGENS,
QUE OUTRAS DIFERENÇAS
EXISTEM ENTRE O DIA E A
NOITE? Resposta pessoal.
54 2. A foto do alto mostra a noite
e a foto de baixo, o dia.

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

54 MANUAL DO PROFESSOR
Nesse momento, você pode expli-
car a eles que, durante o dia, o Sol
impera. Seu brilho é muito intenso e
a atmosfera, por estar cheia de partí-
culas em suspensão, espalha essa luz
toda, iluminando o céu diurno e “es-

John Gress/Corbis/Getty Images


condendo” as estrelas e os planetas,
que podemos ver à noite. Cuidado
para não dizer que o Sol ofusca as
outras estrelas durante o dia. Sem o
espalhamento da luz pela atmosfera,
poderíamos, sim, ver as estrelas. É o
que acontece no espaço. Dentro de
uma nave, fora da atmosfera terrestre,
podemos ver o Sol tendo como fundo
o céu estrelado.
Ainda nas questões iniciais, inves-
tigue como os alunos podem perceber
o dia e a noite sem o sentido da visão.
Eles podem citar a diferença de tempe-
ratura (geralmente mais alta durante o
dia do que à noite) e também diferen-
ças entre as atividades exercidas em
um período e em outro. Se na sua tur-
ma tiver algum aluno com deficiência
visual, inclua-o no debate inicial; você
pode descrever as imagens de abertu-
ra e, caso ele se sinta à vontade, per-
gunte como ele faz para perceber se
Carl Forbes/Shutterstock
é dia ou noite. Com essa pergunta, o
aluno poderá reforçar que sente a mu-
dança de temperatura, mas ele tam-
bém pode dizer que durante o dia ele
escuta os pássaros e outros animais
que têm hábitos diurnos, à noite, ele
escuta mais grilos, corujas ou outros
animais de hábitos noturnos.
Para finalizar a abertura, pergun-
te aos alunos se é possível contar o
tempo. É esperado que eles digam que
sim, que podemos contar minutos, ho-
ras, dias, semanas, meses, anos, etc.
CIDADE DO RIO DE JANEIRO VISTA
DE CIMA. RIO DE JANEIRO, 2015.
Deixe que eles exponham os conhe-
cimentos deles; nesse primeiro mo-
55 mento, não há necessidade de corri-
gi-los nem de complementar as suas
respostas, lembre-se de que estamos
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
fazendo um levantamento prévio para
direcionar melhor as aulas.

MANUAL DO PROFESSOR 55
Unidade 3
Desenvolvimento da aula
Se achar oportuno, anote na lousa
as atividades que os alunos costumam A VIDA DURANTE O DIA E A NOITE
fazer durante o dia e à noite. Compare
o que foi dito por período (diurno ou DURANTE O DIA, ENQUANTO ESTÁ CLARO, TEMOS DIVERSAS ATIVIDADES.
noturno) e pela variedade de ativida- DEPOIS, FICA CADA VEZ MAIS ESCURO, E A NOITE CHEGA. DURANTE A NOITE,
des realizadas em cada período. Bus-
TEMOS OUTRAS ATIVIDADES.
que um denominador comum entre o
que é feito durante o dia e durante a • PENSE NAS SUAS ATIVIDADES DURANTE O DIA. AGORA PENSE NAS QUE
noite, sugerindo que somos animais TEM DURANTE A NOITE. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE ELAS? CONVERSE
mais ativos durante o dia e que isso é COM SEUS COLEGAS E COM O PROFESSOR.
reforçado socialmente.

Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora


Os alunos podem citar como ani-
mais diurnos os domésticos, como os
cães, e algumas aves, como a galinha.
As aves que cantam logo que o dia
nasce também podem ser lembradas.
Como animal noturno, eles podem ci-
tar corujas, ratos e morcegos. O im-
portante é acolher todas as respostas
BRINCAR E IR À ESCOLA SÃO ATIVIDADES QUE TEMOS DURANTE O DIA.
orientando-os a elaborar as duas lis- À NOITE, RELAXAMOS E DORMIMOS.
tas. Os registros na lousa são valiosos
porque, além de os alunos poderem
acompanhar o conteúdo (animais ANIMAIS DO DIA E DA NOITE
diurnos e noturnos), também podem
DURANTE O DIA VAMOS À ESCOLA PARA ESTUDAR

Fabio Colombini/
Acervo do fotógrafo
observar como são feitos os registros,
como as palavras são escritas, qual a OU AO PARQUE PARA BRINCAR. OS HÁBITOS QUE
direção da escrita, etc., tudo isso faz TEMOS DURANTE O DIA SÃO CHAMADOS DIURNOS.
parte do processo de alfabetização. OS ANIMAIS DIURNOS,
HÁ ANIMAIS QUE SÃO MAIS ATIVOS DURANTE O
COMO O SABIÁ,
DIA, OU SEJA, SÃO ANIMAIS DIURNOS. ALIMENTAM-SE DURANTE O
DIA. TAMANHO: CERCA DE
JÁ OS ANIMAIS QUE SÃO MAIS ATIVOS À NOITE SÃO
25 CENTÍMETROS.
CHAMADOS ANIMAIS NOTURNOS. ELES CONSEGUEM

Luiz Cláudio Marigo/Tyba


ENCONTRAR ALIMENTO NO ESCURO. DURANTE O DIA,
ESSES ANIMAIS SE ABRIGAM OU DORMEM.
• VOCÊ CONHECE ALGUM ANIMAL DE HÁBITO A CUÍCA É UM ANIMAL
BRASILEIRO DE HÁBITO
DIURNO? E DE HÁBITO NOTURNO? CONVERSE NOTURNO. SEUS OLHOS
COM SEUS COLEGAS E O PROFESSOR E FAÇA PERMITEM QUE ELA
ENXERGUE BEM NO ESCURO.
NO CADERNO DUAS LISTAS COM O NOME TAMANHO: CERCA DE
DESSES ANIMAIS. 30 CENTÍMETROS.

56

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestões para os alunos


• Esse é um bom momento para ler com os alunos o livro Dia, de Regina Rennó e Thiago Rennó
Moreira. Livro com muitas ilustrações que mostra as atividades das pessoas ao longo do dia e
da noite.
• Caso a escola disponha de um aparelho de CD, ouça a música “O dia e a noite”, de Bia Bedran, do
CD A caixa de música de Bia. A canção trata da passagem do tempo e do ciclo do dia e da noite.

56 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Essa é uma atividade na qual o alu-
no vai comparar os seus hábitos com
VAMOS INVESTIGAR os do colega. O levantamento da ideia
inicial pode ser feito de forma coleti-
va, porém a hipótese final é pessoal
QUAIS SÃO AS NOSSAS ATIVIDADES AO LONGO e o aluno deve registrá-la assinalando
uma das duas opções e escrevendo ou
DE UM DIA? desenhando no espaço indicado. É im-
SERÁ QUE DURANTE
portante que se faça um registro das

Rawpixel.com/Shutterstock
ideias iniciais, uma vez que elas serão
O DIA VOCÊ TEM AS
confrontadas ao final da atividade.
MESMAS ATIVIDADES QUE Incentive os alunos a usar o dese-
SEUS COLEGAS? VAMOS nho e o registro escrito para a confec-
DESCOBRIR! ção da tabela. Permita que mesclem
essas duas formas de registro; assim
estaremos contribuindo para o proces-
so de alfabetização no qual o aluno
PODEMOS FAZER MUITAS está inserido.
ATIVIDADES DIFERENTES
AO LONGO DE UM DIA.

SUA IDEIA INICIAL

1 VOCÊ ACHA QUE TODOS OS ALUNOS DA TURMA TÊM AS MESMAS


ATIVIDADES AO LONGO DE UM DIA? Resposta pessoal.

SIM NÃO

2 DESENHE SUA PRINCIPAL ATIVIDADE EM CADA UM DOS PERÍODOS ABAIXO.


O QUE EU FAÇO DE MANHÃ O QUE EU FAÇO À TARDE O QUE EU FAÇO À NOITE

COMO FAZER
1. O PROFESSOR VAI FORMAR GRUPOS.
2. COMPARE SEUS DESENHOS COM OS DOS COLEGAS DE GRUPO.
57

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 57
Unidade 3
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
A conclusão da seção Vamos in-
vestigar começa na atividade 1; CONCLUSÌO
para isso faça a discussão coletiva
sobre os resultados da pesquisa. Na 1 VOCÊ E SEUS COLEGAS FAZEM AS MESMAS ATIVIDADES AO LONGO DE
atividade 2, os alunos poderão di- UM DIA? Resposta pessoal.
zer que cada um gosta de fazer coisas
diferentes, portanto as atividades po- SIM NÃO
dem variar.
No entanto, há atividades que vão 2 VOCÊ E SEUS COLEGAS TÊM ALGUMAS ATIVIDADES IGUAIS TODOS OS
coincidir, como, por exemplo, comer, DIAS. ASSINALE ESSAS ATIVIDADES. Respostas pessoais.
dormir, tomar banho, escovar os den-
tes, que estão relacionadas com as ne- ACORDAR BRINCAR
cessidades humanas, e outras, como ir
à escola e brincar, relacionadas à faixa
ESCOVAR OS DENTES TOMAR BANHO
etária, à cultura e ao contexto em que
vivem, que vão variar.
COMER DORMIR
Na atividade 4, incentive os alu-
nos a escrever as atividades que eles
fazem diferente dos colegas; caso haja IR À ESCOLA
necessidade, ajude-os no processo
da escrita. Na atividade 5, visamos 3 SE VOCÊ SE LEMBRAR DE OUTRAS ATIVIDADES QUE VOCÊ E SEUS COLEGAS
desenvolver a oralidade dos alunos,
TÊM TODOS OS DIAS, ESCREVA-AS NAS LINHAS ABAIXO. Respostas pessoais.
que, além de incluir a capacidade de
falar, desenvolve a capacidade de ou-
vir e compreender a fala dos demais
alunos.

4 QUE ATIVIDADES DE VOCÊS SÃO DIFERENTES? COM A AJUDA DO


PROFESSOR, ESCREVA-AS ABAIXO. Respostas pessoais.

5 CONVERSE COM SEUS COLEGAS: POR QUE VOCÊ ACHA QUE ISSO ACONTECE?
Resposta pessoal.
58

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

58 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
A atividade desta seção objetiva
AGORA É COM VOCÊ exemplificar como a existência do dia
e da noite influencia nas atividades
dos seres humanos. Além disso, espe-
ramos que para o item b desta ativi-
1 A MAIORIA DAS PESSOAS TRABALHA DURANTE O DIA, MAS HÁ PESSOAS dade o aluno responda que as pessoas
que trabalham durante a noite devem
QUE TRABALHAM DURANTE A NOITE OU EM PERÍODOS ALTERNADOS.
dormir e descansar durante o dia, ao
OBSERVE AS IMAGENS E FAÇA O QUE SE PEDE. contrário das que trabalham durante
Alexandre Tokitaka/Pulsar Imagens
o dia. Os horários das refeições e do

Rosmi Duaso/Alamy/Latinstock

Minerva Studio/Shutterstock
convívio com a família e amigos tam-
bém devem ser diferentes em razão do
horário de trabalho noturno.

CARTEIRO. JORNALISTA. MÉDICO.


Fernando Favoretto/Criar Imagem

Antonio Guillem/Shutterstock

PORTEIRO. GERENTE DE BANCO. COZINHEIRO. Lukovic Photograpy/Shutterstock

A) DESSAS PROFISSÕES, MARQUE COM UM X AQUELAS QUE PODEM SER


REALIZADAS TANTO DURANTE O DIA QUANTO À NOITE.

CARTEIRO X PORTEIRO

X JORNALISTA GERENTE DE BANCO

X MÉDICO X COZINHEIRO

B) PENSE NO DIA A DIA DAS PESSOAS QUE TRABALHAM DURANTE A NOITE.


EM QUE A VIDA DESSAS PESSOAS É DIFERENTE DA VIDA DAS PESSOAS QUE
TRABALHAM DURANTE O DIA? CONVERSE COM SEUS COLEGAS.
Resposta pessoal.
59

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 59
Unidade 3
Desenvolvimento da aula
A música em sala de aula é im-
portante, não somente como forma UM DIA APÓS O OUTRO
lúdica de ensino, mas principalmente
como facilitadora da socialização e da DEPOIS DO DIA VEM A NOITE, E DEPOIS DA NOITE VEM O DIA. E ASSIM
linguagem, ambas importantes para OS DIAS VÃO PASSANDO, UM APÓS O OUTRO. PARA ORGANIZAR AS NOSSAS
o processo de alfabetização. Assim, ATIVIDADES, É IMPORTANTE SABER EM QUE DIA DA SEMANA ESTAMOS.
sugerimos que você cante com os alu-
nos a música proposta e use a letra QUE TAL CANTAR UMA CANÇÃO SOBRE OS DIAS DA SEMANA?
para ajudar no processo de alfabeti-
zação e letramento. Você poderá, por QUANTOS SÃO OS DIAS DA SEMANA?
exemplo, pintar cada dia da semana SÃO SETE, SÃO SETE
de uma cor. QUANTOS SÃO OS DIAS DA SEMANA?
Reúna as respostas dos alunos e SÃO SETE, SÃO SETE
discuta brevemente os recursos que a
maioria usa para contar ou consultar SEGUNDA-FEIRA, TERÇA-FEIRA
o tempo de maneira geral: a hora, o QUARTA-FEIRA, QUINTA-FEIRA, SEXTA-FEIRA
dia em que estamos e o mês. Se julgar SÁBADO E DOMINGO (2X)
conveniente, ressalte o uso de deter-
minadas tecnologias, como relógios DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA
e celulares. Isso será um gancho inte- VOU PARA A ESCOLA ESTUDAR
ressante para o que vem a seguir. Na EU APRENDO MUITA COISA
nossa sociedade, contamos o tempo
EU APRENDO O BÊ-Á-BÁ
em horas, dias, semanas, meses e

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


anos. Eles poderão ainda citar: minu- MAS NO SÁBADO EU LEVANTO
tos, segundos, quinzenas, bimestres, BRINCO MUITO SEM PARAR
trimestres e semestres. Nem todas as
NO DOMINGO EU DESCANSO
sociedades organizam o tempo assim.
Algumas culturas contam a passagem COM MEUS PAIS VOU PASSEAR
do mês em “luas”. Como exemplo te- PATATI PATATÁ. DIAS DA SEMANA. DISPONÍVEL EM:
<www.letras.mus.br/patati-patata/807456/>.
mos povos indígenas brasileiros e po- ACESSO EM: 24 JUL. 2017.
vos árabes.
COMO VOCÊ FAZ PARA SABER QUE DIA É HOJE?
QUANDO NÃO HAVIA RELÓGIOS
E CALENDÁRIOS, AS PESSOAS
OBSERVAVAM O CÉU PARA CONTAR

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


A PASSAGEM DO TEMPO.

ALGUNS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL


USAVAM A POSIÇÃO DAS ESTRELAS NO CÉU
PARA CONTAR A PASSAGEM DO TEMPO.
60

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

60 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Em geral contamos o tempo (e
os calendários são a maneira mais
HOJE, CONSIDERAMOS QUE UM DIA

Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora


usada para isso) como meio de or-
INTEIRO TEM 24 HORAS. ALÉM DE HORAS, ganizar rotinas e compromissos.
USAMOS DIAS, SEMANAS, MESES E ANOS Além disso, ao contar o tempo, sa-
PARA CONTAR E ORGANIZAR O TEMPO. bemos em que fase da vida esta-
mos, quanto tempo ela dura, etc.
NOSSO CALENDÁRIO DIVIDE O ANO Na agricultura, os calendários são
EM MESES E OS MESES EM SEMANAS. uma importante ferramenta para sa-
• VOCÊ ACHA IMPORTANTE CONTAR ber a melhor época de plantio e de co-
O TEMPO? POR QUÊ? Respostas pessoais. lheita; na pesca, utiliza-se a contagem
do tempo para saber o melhor período
USAMOS O CALENDÁRIO PARA ORGANIZAR de pesca, sem que isso interfira no ta-
OS COMPROMISSOS DO DIA A DIA. manho da população (período repro-
dutivo); e assim por diante.
VAMOS FALAR SOBRE... Após a leitura do texto da seção
Vamos falar sobre..., espera-se que
QUANDO O TEMPO ERA OUTRO o aluno responda que hoje a comu-
nicação é acessível a muitas pessoas
IMAGINE QUE VOCÊ TIVESSE UM AMIGO MORANDO EM OUTRO PAÍS
ao contrário do que era antigamente.
E QUE VOCÊ PUDESSE FALAR COM ELE SOMENTE UMA OU DUAS VEZES Além disso, é possível se comunicar
POR ANO. ANTIGAMENTE, ANTES DOS CELULARES E DA INTERNET, A a todo o momento e em tempo real
COMUNICAÇÃO ENTRE AS PESSOAS ERA BEM DIFERENTE. com as pessoas. Como desvantagem,
pode-se pensar que ter acesso a um
AS LIGAÇÕES TELEFÔNICAS ERAM

Junior Rozzo/Rozzo Imagens


aparelho que possibilite a comunica-
CARAS E NEM SEMPRE ERA POSSÍVEL LIGAR ção em tempo real pode gerar descon-
PARA LUGARES DISTANTES. POR ISSO, AS centração e atrapalhar a realização de
PESSOAS COSTUMAVAM UTILIZAR CARTAS determinadas tarefas, como o traba-
PARA MANDAR E RECEBER NOTÍCIAS. lho e o estudo.
ESSAS CARTAS PODIAM DEMORAR
SEMANAS OU MESES PARA CHEGAR.
HOJE, PODEMOS NOS COMUNICAR
A TODO MOMENTO COM PESSOAS DE DURANTE MUITO TEMPO, A CARTA FOI
A PRINCIPAL FORMA DE COMUNICAÇÃO
PRATICAMENTE QUALQUER LUGAR DO ENTRE AS PESSOAS QUE MORAVAM
MUNDO. LONGE.

1. VOCÊ JÁ VIU UMA CARTA RECEBIDA POR ALGUM DE SEUS FAMILIARES?


E VOCÊ, JÁ RECEBEU UMA CARTA? Respostas pessoais.
2. QUAL É A VANTAGEM DO TELEFONE SE COMPARADO À CARTA?
VOCÊ VÊ ALGUMA DESVANTAGEM? Respostas pessoais.

61

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestão para o aluno


Esse é um bom momento para ler com os alunos o livro Marcelo: de hora em hora, de Ruth
Rocha.
Nesse livro, você vai aprender com Marcelo uma forma divertida de ver as horas, além de enten-
der como e por que as pessoas dividem o tempo em pedacinhos.

MANUAL DO PROFESSOR 61
Unidade 3
Desenvolvimento da aula
O objetivo desse experimento é fa-
zer com que os alunos percebam como
VAMOS INVESTIGAR
é o tempo em relação à temperatura e
à presença ou não de chuva, ou seja,
o tempo atmosférico.
COMO SERÁ O TEMPO DURANTE ESTE MÊS?
Esse tempo tem a ver com meteo- A PALAVRA ”TEMPO” TEM VÁRIOS SIGNIFICADOS. PODEMOS USÁ-LA PARA
rologia, com previsão de tempo, se
FALAR, POR EXEMPLO, SE VAI CHOVER OU FAZER SOL.
vai chover ou não, se fará frio ou não.
Não se relaciona com o tempo cro- SUA IDEIA INICIAL

GingerArt/
Shutterstock
nológico, que mede a passagem dos NESTE MÊS TEREMOS MAIS DIAS QUENTES
fenômenos. OU FRIOS? CHUVOSOS OU SEM CHUVA?
Oriente os alunos a fazer a marca-
ção no calendário, todos os dias em • ESCREVA OU FAÇA UM DESENHO QUE MOSTRE SUA RESPOSTA.
um mesmo horário; por exemplo, se
eles estudam de manhã, oriente que
eles façam o registro todos os dias às
10 horas da manhã, até aos sábados
e domingos, evitando, assim, marca-
ções diferentes em virtude da oscila-
ção de temperatura.

OBSERVAÇÃO

• PREENCHA ABAIXO O NOME DO MÊS EM QUE ESTAMOS E USE AS CORES


DA LEGENDA PARA PINTAR CADA DIA DO CALENDÁRIO DA PÁGINA AO
LADO, DE ACORDO COM O QUE VOCÊ OBSERVAR DO TEMPO.
QUENTE
FRIO
NEM QUENTE NEM FRIO
ENSOLARADO
NUBLADO
CHUVOSO MÊS:
62

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

62 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Para os alunos responderem à con-
clusão, faça a leitura compartilhada
da frase e, se necessário, auxilie-os na
COMO ESTÁ O TEMPO? escrita da resposta.
Para finalizar a atividade, incenti-
ve-os a escrever o nome dos objetos
que deveriam ser levados na visita.
1 2 3 4 5 6 7 Esse processo é importante para o le-
tramento dos alunos, proporcionando,
8 9 10 11 12 13 14 assim, o domínio da linguagem tanto
na leitura quanto na escrita.
15 16 17 18 19 20 21

22 23 24 25 26 27 28

29 30 31

CONCLUSÃO

• NO MÊS DE , O TEMPO FICOU

NA MAIORIA DOS DIAS.

PENSANDO SOBRE OS RESULTADOS

SE UM AMIGO TIVESSE VINDO PASSAR ESSE MESMO MÊS NA SUA CIDADE,


O QUE ELE DEVERIA TER COLOCADO NA MALA?
• ESCREVA OU DESENHE O QUE SEU AMIGO DEVERIA TER TRAZIDO.

63

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 63
Unidade 3
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
O objetivo desse experimento é fa-
zer com que os alunos percebam que
há ciclos na natureza que determinam
AS FRUTAS DA ESTAÇÃO
épocas melhores para consumir ou en- VOCÊ JÁ REPAROU QUE EM ALGUMAS ÉPOCAS DO ANO CERTAS FRUTAS
contrar uma fruta. Aproveite para ex-
ESTÃO MAIS SABOROSAS E QUE, EM OUTRAS, AS MESMAS FRUTAS NÃO ESTÃO
plicar que em outra época, fora de seu
ciclo, a fruta pode não se desenvolver TÃO SABOROSAS ASSIM?
da mesma maneira. COSTUMAMOS DIZER QUE ESSAS FRUTAS MAIS SABOROSAS SÃO AS FRUTAS
Faça a leitura compartilhada do DA ESTAÇÃO.
texto. Se achar oportuno você pode
ainda escolher alguns alunos para le- COMER AS FRUTAS DA ESTAÇÃO É BOM PARA A SAÚDE E TAMBÉM PARA
rem o texto para turma. Ao final da FAZER ECONOMIA, PORQUE NESSA ÉPOCA ELAS TAMBÉM FICAM MAIS BARATAS.
leitura, pergunte aos alunos se eles
MAS COMO SABER QUAIS SÃO AS FRUTAS DA ESTAÇÃO?
ficaram com dúvidas quanto ao signi-
ficado de alguma palavra, esclareça-a SUA IDEIA INICIAL
e, caso eles estejam confeccionando • FAÇA UM DESENHO DAS FRUTAS QUE VOCÊ ACHA QUE SÃO DA
um dicionário, insira nele essa palavra. ESTAÇÃO ESTE MÊS.

64

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

64 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Na resposta da atividade 1 do
item Observação pode ser que os
alunos lembrem com maior facilida-
OBSERVAÇÃO de das frutas que estão consumindo
naquele mês, portanto é importante
1 AGORA, PEÇA AJUDA A SEUS PAIS OU A OUTRO ADULTO DA SUA que você os auxilie nas respostas. Vale
FAMÍLIA PARA PESQUISAR QUAIS SÃO AS FRUTAS DA ESTAÇÃO, NESTE lembrar que você poderá encontrar,
MÊS, NA REGIÃO EM QUE VOCÊ MORA. DEPOIS, ANOTE O QUE VOCÊ
na internet, sites que contenham in-
formações sobre frutas da estação na
DESCOBRIU NO QUADRO ABAIXO. Resposta pessoal.
região onde os alunos vivem.
MÊS FRUTAS DA ESTAÇÃO

2 SUA IDEIA INICIAL SE CONFIRMOU? CONTE PARA SEUS COLEGAS.


Resposta pessoal.
SIM NÌO

CONCLUSÃO

• NA REGIÃO ONDE MORO, O MÊS DE

É BOM PARA COMER


Waldomiro Neto/Arquivo da editora

.
65

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 65
Unidade 3
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
Para a atividade em que os alunos
precisam compor uma lista de com- PENSANDO SOBRE OS RESULTADOS
pras, oriente-os a escrever o nome
das frutas que desejam colocar nela. • IMAGINE QUE VOCÊ PRECISA FAZER UMA LISTA DE COMPRA COM
É importante que eles entendam que FRUTAS BOAS PARA COMER NESTE MÊS. DESENHE AS FRUTAS QUE VOCÊ
na lista devem constar somente as fru- COLOCARIA NA LISTA.
tas da estação. Após eles escreverem
a lista deles, oriente-os a socializar as
respostas.
Você pode incrementar a aula fa-
zendo perguntas como: “Por que vo-
cês gostam dessa fruta?” “Vocês pre-
ferem comê-la ou tomar o suco dessa
fruta?”. Incentive-os a expor as ideias
deles.

66

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

66 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Na seção Agora é com você,
AGORA É COM VOCÊ pretendemos sistematizar o conheci-
mento dos alunos. Na atividade 1,
apresentamos a letra de uma música
que mostra de forma leve o dia e a
1 ACOMPANHE A LEITURA DA LETRA DA CANÇÃO. noite, assim como os afazeres envol-
vidos nesses períodos. Aproveite a
O DIA E A NOITE atividade para incentivar a leitura dos
O DIA ME ACORDA alunos; você pode fazê-la comparti-
lhada ou escolhendo alguns alunos
ABRINDO A JANELA
para que cada um leia uma estrofe. Ao
SUA CARA CONTENTE VEM ME DESPERTAR fim da leitura, pergunte se no texto há
DEMORO UM POUQUINHO, E BEM DEVAGARINHO alguma palavra que eles não conhe-
EU ABRO MEUS BRAÇOS PARA O DIA CHEGAR cem; caso isso ocorra, apresente seu
LÁ FORA O DIA ESTÁ CHEIO DE PRESSA significado.
CORRE ATRÁS DE TODO MUNDO
QUE SEMPRE TEM MUITA COISA PRA FAZER
A VIDA É UMA GRANDE ESCOLA
ONDE ADULTOS E CRIANÇAS
TODO DIA TODA HORA

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


TÊM LIÇÕES PARA APRENDER
A NOITE TÃO BELA
ENFEITA A JANELA
COM SUAS ESTRELAS BAILANDO NO AR
EU FICO QUIETINHO, EU QUERO UM CARINHO,
E A NOITE ME ABRAÇA PRA EU PODER SONHAR
TODO DIA O DIA VEM,
A NOITE TAMBÉM.
BIA BEDRAN. O DIA E A NOITE. IN: . A CAIXA DE
MòSICA DE BIA. [S.L.]: ROB DIGITAL, 1995. 1 CD. FAIXA 1.

A) PINTE DE AMARELO OS TRECHOS DA LETRA SOBRE O QUE ACONTECE


DURANTE O DIA.

B) PINTE DE AZUL OS TRECHOS DA LETRA SOBRE O QUE ACONTECE DURANTE


A NOITE.

2 DE QUAL PERÍODO VOCÊ GOSTA MAIS? POR QUÊ? CONTE AOS COLEGAS.

DO DIA DA NOITE
Resposta pessoal. 67

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 67
Unidade 3
Desenvolvimento da aula AGORA É COM VOCÊ
Na atividade 3, esperamos que
os alunos digam que o que marca os
3 ENTRE O DIA DE HOJE E O DIA DE AMANHÃ, HAVERÁ UMA NOITE.
períodos de um dia é a presença da lu-
minosidade do Sol. Os alunos podem O QUE MARCA A DIFERENÇA ENTRE O DIA E A NOITE?
dar essa resposta de diversas manei- A diferença entre o dia e a noite é marcada pela iluminação do Sol.
ras, dizendo que durante o dia é claro
e à noite é escuro, por exemplo.
A atividade 4 também se refere
aos períodos dia e noite, porém ela 4 OS ANIMAIS TAMBÉM NOTAM A DIFERENÇA ENTRE DIA E NOITE? COMO
instiga os alunos a pensar em como VOCÊ PERCEBE ISSO? DÊ DOIS EXEMPLOS.
esses períodos do dia influenciam na
vida dos animais. Esperamos que os Sim. É possível perceber isso, por exemplo, quando os pássaros se recolhem para
alunos deem exemplos de animais
com hábitos diurnos e noturnos. Pode as árvores ao final do dia, quando os cães dormem, quando as corujas saem à noite,
ser que os alunos tenham mais dificul-
dade em exemplificar animais de há- os morcegos voam mais em busca de alimento, etc.
bitos noturnos; caso isso ocorra, volte
com eles ao início da unidade, quando 5 DESENHE UM ANIMAL DE SUA ESCOLHA. DEPOIS ESCREVA O NOME DELE
apresentamos alguns exemplos, e aju- E INDIQUE SE TEM HÁBITOS DIURNOS OU NOTURNOS.
de-os a chegar a uma resposta.

NOME:

ANIMAL DIURNO ANIMAL NOTURNO

68

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

68 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Na atividade 6, por meio da es-
trofe de uma música, instigamos os
alunos a pensar em por que não con-
6 LEIA O TRECHO DE MAIS UMA CANÇÃO. seguimos ver as estrelas durante o dia.
Vale lembrar que não conseguimos
AS ESTRELAS QUE DE NOITE EU VIA ver as estrelas porque o brilho do Sol
TODAS ELAS LÁ NO CÉU ESTÃO é muito intenso e a atmosfera terres-
MESMO SEM VÊ-LAS DURANTE O DIA tre espalha esse brilho, fazendo com
que as estrelas fiquem “escondidas”
ESTÃO NO CÉU COM O SOL GORDÃO
EDITH DERDYK E PAULO TATIT. TRILHARES. IN: PALAVRA CANTADA.
durante o dia.
CAN‚ÍES CURIOSAS. [S.L.]: PALAVRA CANTADA, 1998. 1 CD. FAIXA 6. No item b, pode ser que os alunos
tenham dificuldade em saber qual es-
A) DURANTE A NOITE, VOCÊ PODE VER MUITAS ESTRELAS NO CÉU. ONDE ELAS trela eles podem ver durante o dia;
ESTÃO QUANDO É DIA? caso isso ocorra, diga a eles que o Sol
é uma estrela que tem um brilho mui-
Durante o dia, também há estrelas no céu. Não podemos vê-las porque o brilho to intenso. Ainda nessa atividade, os
alunos podem desenhar a Lua como
do Sol (que é a estrela mais próxima do planeta Terra) é muito intenso e não nos estrela. Relate a eles que a Lua não é
uma estrela nem um planeta: ela é um
permite enxergar as demais estrelas.
satélite natural da Terra, pois gira em
torno dela.
B) FAÇA UM DESENHO MOSTRANDO AS ESTRELAS DA FORMA COMO VOCÊ
PODE VÊ-LAS DURANTE A NOITE E DURANTE O DIA.

DURANTE A NOITE DURANTE O DIA

69

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 69
Unidade 3
Desenvolvimento da aula AGORA É COM VOCÊ
Nessa idade é comum que os alu-
nos costumem iniciar a numeração do
7 COM O PROFESSOR E OS COLEGAS, COMPLETE O CALENDÁRIO ABAIXO
primeiro dia do mês no domingo, por
se tratar do primeiro espaço na tabela. COM O MÊS ATUAL. DEPOIS, FAÇA O QUE SE PEDE.
É importante a utilização do calendá-
rio diariamente para que percebam MÊS:
que nem sempre isso acontece. Por
isso, pergunte-lhes em que dia da se- SEGUNDA- TERÇA- QUARTA- QUINTA- SEXTA-
DOMINGO SÁBADO
mana estão e que dia numérico é esse. -FEIRA -FEIRA -FEIRA -FEIRA -FEIRA
Localize-o no calendário de linhas e
colunas para que possam conhecer a
organização cartesiana do tempo em
nossa sociedade. Você pode pedir que
cada aluno localize em que semana
cai a data do aniversário dele.

A) PINTE DE AMARELO O ESPAÇO DO CALENDÁRIO QUE MOSTRA O DIA DE


HOJE.
B) PINTE DE VERDE O ESPAÇO DO CALENDÁRIO QUE MOSTRA O DIA DE
ONTEM.
C) PINTE DE AZUL O ESPAÇO DO CALENDÁRIO QUE MOSTRA O DIA DE
AMANHÃ.
D) NO CALENDÁRIO QUE VOCÊ COMPLETOU, CONTE QUANTAS VEZES
APARECEM OS DIAS DA SEMANA.

DOMINGO QUINTA-FEIRA

SEGUNDA-FEIRA SEXTA-FEIRA

TERÇA-FEIRA SÁBADO

QUARTA-FEIRA

70
As respostas dependem do mês e do dia em que a atividade for realizada.

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

70 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
A atividade 8 apresenta um poe-
ma de Pedro Bandeira que mostra a
contagem do tempo de forma simples.
8 LEIA O POEMA DE PEDRO BANDEIRA COM O PROFESSOR E DEPOIS Incentive a leitura dos alunos: você
pode fazer essa leitura de forma com-
RESPONDA ËS QUESTÍES.
partilhada ou escolhendo alguns alu-
SEIS VEZES DOIS Dç DOZE MESES nos para que cada um deles leia uma
pequena parte do texto; dessa forma,

da editora
TRINTA DIAS TEM NOVEMBRO, estaremos desenvolvendo não só a

Neto/Arquivo
ABRIL, JUNHO E SETEMBRO. habilidade da leitura, mas também a
VINTE E OITO SÓ TEM UM, oralidade dos alunos.

Waldomiro
OS MAIS TODOS, TRINTA E UM! Para responder a essa atividade,
é interessante que você entregue aos
OLHE SEMPRE PARA A FRENTE, alunos um calendário anual do ano
SEM OLHAR PARA O TRASEIRO. vigente; assim ficará mais fácil respon-
POIS SE ALGUÉM SE DISTRAIR der aos itens da questão.
VAI PERDER UM ANO INTEIRO! Lembre-se de dizer aos alunos que
a cada quatro anos o mês de fevereiro
CADA MÊS É UM BRINQUEDO, tem um dia a mais e que, quando isso
TODA VEZ QUE VOCÊ DIZ. ocorre, trata-se de um ano bissexto.
VAMOS JUNTOS DECORAR,
POIS BRINCAR EU SEMPRE QUIS!

SE JANEIRO É QUEM COMEÇA,


MUITA COISA ELE TRAZ.
A SEGUIR VEM FEVEREIRO,
E VEM MARÇO LOGO ATRÁS!

É ABRIL QUE VEM CHEGANDO,


MAIO VEM LOGO A SEGUIR.
QUANDO JUNHO ACABAR,
O SEMESTRE VAI PARTIR!

JULHO VEM TRAZENDO FÉRIAS,


MAS SE EU NOTO QUE ACABOU,
PASSO LOGO POR AGOSTO
E É SETEMBRO QUE CHEGOU!

OUTUBRO É O MÊS DA CRIANÇA,


E O ANO ESTÁ NO FIM.
VEM NOVEMBRO, VEM DEZEMBRO,
E O NATAL ESTÁ PARA MIM!
71

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 71
Unidade 3
Continue a leitura do poema. É im-
portante incentivar que todos os alu- AGORA É COM VOCÊ
nos leiam o texto, seja de forma indivi-
dual, seja coletivamente, em que cada CADA ANO É UM PACOTINHO,
aluno lê uma estrofe. Você também MUITA COISA ELE TRAZ.
pode ler o poema enquanto os alunos POIS JANEIRO VEM NA FRENTE,
vão acompanhando.
E DEZEMBRO VEM POR TRÁS!
Caso você escolha ler o texto e os
alunos acompanharem, oriente-os a ESSES SÃO TODOS OS MESES,
seguir a leitura acompanhando com o
DÃO UM ANO INTEIRINHO.
dedo; dessa forma, os alunos ficarão
mais atentos ao que se está lendo e SE ATÉ DOZE EU CONTAR,
não se perderão na leitura. UMA DÚZIA DÁ CERTINHO!
Ao final do texto, oriente-os a res-
ponder aos itens que são apresentados SE ALGUÉM ME DER SÓ DOIS,
nesta atividade. É importante que os VOU POR SEIS MULTIPLICAR.
alunos percebam que os meses não E NO FIM DESSA CONTINHA
possuem sempre a mesma quantidade OUTRA DÚZIA TEM DE DAR!
de dias: alguns têm 30 dias, outros têm
31 e fevereiro tem 28 dias (reforce o SE ALGUÉM ME DER UM QUATRO,
fato de que em ano bissexto o mês de FAÇO QUATRO VEZES TRÊS.

Wald
fevereiro apresenta um dia a mais).

o
miro
E UMA DÚZIA DEU TAMBÉM,

Neto
/Arq
NO FINAL, VEJAM VOCÊS!

uivo
da e
dito
MAS SE ALGUÉM AINDA ACHAR POUCO,

ra
E ESTE NÚMERO AUMENTAR,
VAI FICAR COM TREZE MESES,
E ESTA É A CONTA DO AZAR!
PEDRO BANDEIRA. MAIS RESPEITO, EU SOU CRIAN‚A!
SÃO PAULO: MODERNA, 2009.

A) QUANTOS MESES TEM UM ANO? Um ano tem doze meses.

B) PINTE NO POEMA, A PARTIR DA QUARTA ESTROFE, O NOME DOS MESES.

C) OS MESES NÃO TÊM SEMPRE O MESMO NÚMERO DE DIAS. SABENDO


DISSO, RESPONDA:
• QUAIS TÊM 30 DIAS? Abril, junho, setembro e novembro.
• QUAIS TÊM 31 DIAS? Janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro.
• QUAL TEM 28 DIAS? Fevereiro.
72

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

72 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
O objetivo desta seção é retomar
os pontos principais da unidade, per-
AUTOAVALIAÇÃO mitindo ao aluno perceber a evolução
de seu conhecimento. Se necessário,
incentive os alunos a consultar o texto
AGORA É HORA DE PENSAR SOBRE O da unidade, tire possíveis dúvidas e se
QUE VOCÊ EXPERIMENTOU E APRENDEU. certifique de que todos os alunos con-
MARQUE UM X NA OPÇÃO QUE MELHOR seguiram compreender os temas nela
REPRESENTA SEU DESEMPENHO. abordados. Retome também as res-
1. COMPREENDO COMO O DIA E A NOITE postas dos alunos às questões iniciais,
AGEM NA VIDA DOS SERES HUMANOS E DE verificando se as ideias levantadas por
OUTROS ANIMAIS. eles se confirmaram ou não. Mostre
por meio delas quanto aprenderam
2. RECONHEÇO MANEIRAS DE CONTAR O TEMPO.
nesta unidade.

SUGESTÕES

PARA LER

Reprodução/Editora Paulus
• DIA, DE REGINA RENNÓ E THIAGO RENNÓ. EDITORA
PAULUS.
LIVRO COM MUITAS ILUSTRAÇÕES, QUE MOSTRA AS
ATIVIDADES DAS PESSOAS AO LONGO DO DIA E DA NOITE.

• MARCELO: DE HORA EM HORA, DE RUTH ROCHA. Reprodução/Editora Salamandra

EDITORA SALAMANDRA.
NESSE LIVRO VOCÊ VAI APRENDER COM O MARCELO UMA
FORMA DIVERTIDA DE VER AS HORAS, ALÉM DE ENTENDER
COMO E POR QUE AS PESSOAS DIVIDEM O TEMPO EM
PEDACINHOS.

PARA OUVIR
• O DIA E A NOITE, DE BIA BEDRAN, DO CD A CAIXA DE MÚSICA DE
BIA, 1995.
CANÇÃO QUE TRATA DA PASSAGEM DO TEMPO E DO CICLO DO DIA E DA
NOITE.

73

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 73
Objetivos da unidade
UNIDADE

4
Nesta unidade, pretendemos que
os alunos reconheçam que muitos
objetos fazem parte do dia a dia
deles e que são importantes para
as atividades que exercem no co-
UM MUNDO
tidiano. Além disso, é esperado
que os alunos identifiquem que
DE OBJETOS!
os objetos podem ser diferentes
uns dos outros, pois podem ser
feitos de materiais diferentes.

NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:


Habilidade da BNCC
trabalhada nesta unidade OBSERVAR QUE OS OBJETOS
FAZEM PARTE DO SEU DIA A DIA.
Ÿ EF01CI01 – Comparar característi-
PERCEBER DIFERENÇAS ENTRE
cas de diferentes materiais presen-
OS OBJETOS.
tes em objetos de uso cotidiano.
COMPREENDER DE QUAIS
As questões iniciais objetivam le-
MATERIAIS ALGUNS OBJETOS
vantar o conhecimento dos alunos
SÃO FEITOS.
acerca do conteúdo trabalhado na
unidade. Para que as atividades se-
jam mais bem aproveitadas, organize
a turma em duplas para que possam OBSERVE A IMAGEM E
responder às atividades propostas. Na CONVERSE COM SEUS
atividade 1, esperamos que os alu- COLEGAS:
nos respondam que a imagem mostra
diversos objetos que eles usam na es- 1. O QUE VOCÊ VÊ NELA?
cola. Na atividade 2, espera-se que 2. EM DUPLA, DESCREVA UM
eles citem características como a cor,
OBJETO DA IMAGEM PARA
o formato, a utilidade, o tamanho,
etc. Auxilie-os a descrever os objetos O COLEGA. DEPOIS, OUÇA A
por meio dessas características. Na DESCRIÇÃO DELE. Resposta pessoal.
atividade 4, é possível que os alu-
3. OS OBJETOS QUE VOCÊS
nos citem, além das características já
mencionadas, outras relacionadas ao DESCREVERAM PODEM SER
uso que se faz desses objetos, como AGRUPADOS POR COR? QUAIS?
Sim.
dureza, transparência, etc. 4. ALÉM DA COR, QUE OUTRAS
CARACTERÍSTICAS OS OBJETOS
TÊM? Resposta pessoal.
1. A imagem mostra objetos
relacionados ao ambiente escolar.
74

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

74 MANUAL DO PROFESSOR
O objetivo da imagem de abertura
é fazer com que os alunos observem os
objetos e os agrupem de acordo com
as características que puderem ser

Shutterstock/
Zb89V
reconhecidas. Desafie-os a agrupar
os objetos seguindo outros critérios
além da cor, como forma, utilidade,
transparência, impermeabilidade, grau
de dureza, textura, peso, brilho, etc.
Permita que, nesse momento, também
incluam características subjetivas, tais
como “objetos de que eu mais gosto”,
“bonito ou feio”. Caso seja possível
manusear objetos similares aos da fo-
tografia, eles podem até classificá-los
pelo aroma. Todas essas possibilida-
des são ricas e interessantes para a
introdução do tema da unidade.
Essa é uma boa oportunidade para
usarem o vocabulário relacionado ao
conteúdo desta unidade de modo in-
terativo, lúdico e participativo.

75

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 75
Unidade 4
Desenvolvimento da aula
Pode-se incrementar a atividade
usando um cronômetro e determinan-
COMO SÃO OS OBJETOS?
do um tempo para que os alunos ob-
servem as imagens e deem a resposta. OLHE À SUA VOLTA E VEJA OS DIFERENTES OBJETOS. ELES PODEM NOS
Permita a interação da turma durante AJUDAR A DESENHAR, COMO É O CASO DO LÁPIS. PODEM SER USADOS
a realização da atividade. A adivinha PARA BRINCAR, COMO A BOLA. TAMBÉM PODEM NOS PROTEGER E NOS DAR
é um gênero que tem como finalida- CONFORTO, COMO AS ROUPAS E OS TÊNIS.
de o desafio, a descoberta por meio
da brincadeira. Você pode propor que VOCÊ PODE RECONHECER UM OBJETO TOCANDO, CHEIRANDO E OLHANDO.
os alunos elaborem as próprias adivi- VAMOS BRINCAR DE “O QUE É, O QUE É?” COM OS OBJETOS APRESENTADOS
nhas. O jogo de adivinhas pode contri-
NAS IMAGENS A SEGUIR?
buir para o processo de alfabetização.
Outra maneira de incrementar a • ELEMENTOS NÃO
aula é levando outros objetos para a PROPORCIONAIS ENTRE SI

sala. Oriente os alunos a observar os


objetos e a fazer algumas adivinhas

ScofieldZa/Shutterstock

Sevenke/Shutterstock
para esses objetos novos. Para finali-
zar a atividade, socialize as adivinhas, Lleistock/S
hutterstock

pedindo que um aluno diga uma adi-


vinha para um objeto. Certifique-se
de que todos os alunos participaram

DenisNata/Shutterstock
dessa atividade. Andrey Eremin/Shutterstock

Caso em sua turma haja algum


aluno com deficiência visual, inclua-o

Chones/Shutterstock
na atividade; entregue um objeto para
ele e oriente-o a compor uma adivinha
para o restante dos alunos.

O QUE É, O QUE É? DESCUBRA QUAIS SÃO OS OBJETOS.

1 PODE FLUTUAR NA ÁGUA. É COLORIDO, LISO E REDONDO. Bola.


2 É COMPRIDO E MOLE. PODE SER USADO PARA BRINCAR DE PULAR. Corda.
3 PODE SER USADO PARA COLOCAR BEBIDAS. É TRANSPARENTE E DURO. Copo.
4 É MOLE, LISO E VERDE. PODE FICAR CHEIO DE AR. Bexiga.
5 É VERMELHO E FEITO DE PLÁSTICO. PODE SER USADO PARA
COLOCAR ÁGUA. Balde.

6 PODE FICAR ENCHARCADO. É VERDE, AMARELO E MACIO. Esponja de cozinha.


76

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestão para os alunos


Esse é um bom momento para solicitar que os alunos leiam o livro Separando as coisas, de Eun
Hee Na e Sun Young Kwak.
O livro conta a história de um personagem que não conseguia parar de classificar as coisas, as
pessoas e os animais. Descubra como ele resolveu esse problema!

76 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
A seção Agora é com você desta
AGORA É COM VOCÊ página tem por objetivo aprimorar o
conhecimento dos alunos. A ativida-
• ELEMENTOS NÃO de 1 pretende, por meio de imagens
PROPORCIONAIS ENTRE SI
conhecidas, desenvolver a habilidade
1 COMPLETE O NOME DO OBJETO DE CADA IMAGEM. DEPOIS, DESENHE da escrita nos alunos; além disso, de-
senvolve o conhecimento de algumas
OUTRO OBJETO QUE TENHA A MESMA CARACTERÍSTICA DESCRITA.
propriedades dos materiais. Outra ha-
A) PESADO bilidade desenvolvida é a percepção
dos alunos, pois, quando solicitamos
Spfotocz/Shutterstock que desenhem outros objetos com as
mesmas características, esperamos
que eles percebam, por exemplo, que
outro objeto transparente como a ré-
gua é o copo de vidro. Ao término da
M E S A . atividade, se achar oportuno, socialize
as respostas dos alunos corrigindo-as
B) LEVE oralmente.
k
toc
ers
utt
/Sh
kis
sala
Vas
gelis
Van

C AN E TA.

C) TRANSPARENTE
ck
rsto
h utte
g Yu/S
Fen

RÉ G U A .

D) COLORIDO
Ivailo Nikolov/Shutterstock

QU A DRO.
77

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 77
Unidade 4
Desenvolvimento da aula AGORA É COM VOCÊ
A atividade 2 objetiva desenvol-
ver a percepção da leitura de ima- E) MACIO
gem e desenvolver o senso crítico dos
alunos. A imagem foi escolhida para

GalapagosPhoto/Shutterstock
que os alunos percebam que a roda é
redonda porque ela facilita mover os
objetos.
Os alunos podem sugerir diversas
soluções para resolver o problema: T RAVESSEI R O.
retirar os objetos que estão dentro da
carroça para ficar mais leve, trocar as F) DURO
rodas quadradas por rodas redondas

Duplass/Shutterstock
• ELEMENTOS NÃO
para a carroça deslizar mais facilmen- PROPORCIONAIS
ENTRE SI
te, colocar mais pessoas puxando e
empurrando a carroça, trocar a pes-
soa que está puxando a carroça por
um trator, etc.
C A DEI R A .

2 OBSERVE A IMAGEM E CONVERSE COM SEUS COLEGAS: O QUE VOCÊ


FARIA PARA FACILITAR O TRABALHO DAS PESSOAS DA IMAGEM?
POR QUÊ?

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


• FAÇA UM DESENHO MOSTRANDO A SOLUÇÃO QUE VOCÊ PENSOU PARA ESSE
PROBLEMA. Resposta pessoal.

78

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Ampliação da aula
Sugira aos alunos que conversem sobre o formato dos objetos.
• Por que a roda tem o formato redondo?
• Por que a cadeira, geralmente, tem quatro pernas?
• Por que o garfo tem pontinhas?

78 MANUAL DO PROFESSOR
Antes da aula
Separe alguns objetos para você
levar para a sala de aula, como:
VAMOS INVESTIGAR Ÿ uma pedra pequena;
Ÿ uma esponja vegetal de banho;
Ÿ uma bola pequena e lisa;
COMO PODEMOS AGRUPAR OS OBJETOS? Ÿ um ralador de alimentos;
OS OBJETOS PODEM SER MUITO DIFERENTES ENTRE SI, DEPENDENDO DE SUA Ÿ uma escova de cabelos;
FUNÇÃO E DO QUE SÃO FEITOS. Ÿ balão de festa, vazio;
Ÿ algodão.
VAMOS CONHECER AS CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS OBJETOS?
Desenvolvimento da aula
SUA IDEIA INICIAL
Divida a turma em grupos de dois
• TODOS OS OBJETOS SÃO IGUAIS? ou três alunos. Entregue a cada grupo
os objetos que serão utilizados para
SIM NÃO Resposta pessoal.
que eles possam manuseá-los. São
objetos simples, fáceis de serem obti-
COMO FAZER dos. Se não for possível trazer todos
1. EM DUPLA, OBSERVE OS OBJETOS QUE O PROFESSOR TROUXE. os objetos para cada grupo, entregue
um objeto por grupo e, depois de eles
2. COMO SÃO ESSES OBJETOS? CONVERSE COM SEU COLEGA SOBRE O QUE OS fazerem as observações, troque o
TORNA DIFERENTES, COMO A COR, O PESO, PARA QUE SERVE. objeto de grupo. O importante é que
no fim da atividade todos os grupos
3. AGORA, VEJA O ESQUEMA A SEGUIR. ESCOLHA NO LISO tenham manuseado todos os objetos
QUADRO AO LADO A PALAVRA QUE REPRESENTA A propostos. O objetivo dessa atividade
MACIO
CARACTERÍSTICA QUE MAIS COMBINA COM CADA GRUPO é exercitar a habilidade de observa-
RUGOSO
DE OBJETOS. ANOTE DENTRO DO ESPAÇO LARANJA. ção, análise e classificação por meio
das diferentes características dos ma-
• ELEMENTOS NÃO
Rugoso PROPORCIONAIS
teriais, como maleabilidade, textura
Chittakorn59/
Shutterstock

ENTRE SI e consistência. Essas habilidades são


muito importantes para o processo de
aprendizagem de vários conceitos rele-
vantes para a faixa etária dos alunos.
Caso os alunos tenham dificuldade
Africa Studio/Shutterstock

Jiang Hongyan/Shutterstock

em identificar essas características,


OBJETOS explique usando outros objetos da
sala como exemplos.

Viktoriia Borovska/Shutterstock

Liso
Macio
Alina Cardiae Photography/Shutterstock

79

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 79
Unidade 4
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
Faça a correção da etapa Obser-
vação oralmente; dessa forma es- OBSERVAÇÃO
tamos possibilitando que os alunos
• COMO AS OUTRAS DUPLAS REGISTRARAM AS CARACTERÍSTICAS DOS
socializem as descobertas, com opor-
OBJETOS DO ESQUEMA DA PÁGINA ANTERIOR?
tunidade para falar e para ouvir os
demais. Você pode solicitar às duplas
que registrem na lousa o objeto liso,
por exemplo.
Ao fazer a correção da atividade
1 da Conclusão, você pode ampliar a
discussão pedindo que os alunos indi-
quem as características dos objetos da
atividade realizada na página anterior.
Eles podem indicar características
referentes a: forma (redondo, qua-
drado, retangular, triangular); trans- CONCLUSÃO
parência (opaco ou transparente); re-
sistência (dureza); tamanho (grande,
1 TODOS OS OBJETOS TÊM AS MESMAS CARACTERÍSTICAS?
pequeno); cor (variadas); densidade
SIM X NÃO
(flutua ou afunda); permeabilidade
(permeável ou impermeável); brilho
(brilhante ou opaco); etc. 2 A SUA IDEIA INICIAL ESTAVA CORRETA?
É importante que os alunos reco-
SIM NÃO Resposta pessoal.
nheçam que um ralador macio e liso
não vai servir para sua função (ralar
os alimentos); se for macio, se defor- PENSANDO SOBRE OS RESULTADOS
mará quando o pressionarmos contra
o alimento; se for liso, não cortará o 1 O RALADOR É USADO NA COZINHA PARA RALAR OS ALIMENTOS.
alimento.
SABENDO DISSO, RESPONDA:

A) O RALADOR PODE SER MACIO?

SIM X NÃO

B) POR QUÊ?

X SE O RALADOR FOR LISO, ELE NÃO SERVE PARA RALAR.

X O RALADOR PRECISA SER RUGOSO PARA RALAR.

80

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

80 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Esperamos introduzir entre os alu-
nos a percepção de que os materiais
DE QUE SÃO FEITOS OS OBJETOS? usados para confeccionar os objetos
são adequados aos seus usos.
Deixe que os alunos utilizem o tem-
OS OBJETOS SÃO FEITOS DE MATERIAIS QUE AJUDAM NO SEU USO. po de que necessitarem para analisar
IMAGINE: COMO SERIA USAR UM SAPATO FEITO DE PEDRA? OU UMA COLHER a imagem desta página. Para finalizar,
FEITA DE PAPEL? você pode realizar a atividade propos-
ta ao final da página de forma oral.
POR ISSO, PARA A PRODUÇÃO DE DIFERENTES OBJETOS, DIVERSOS MATERIAIS Oriente os alunos a indicar os obje-
PODEM SER ESCOLHIDOS, DE ACORDO COM A SUA UTILIDADE. ELEMENTOS NÃO
PROPORCIONAIS ENTRE SI
tos cujos materiais eles conseguiram
identificar e enfatize as respostas
assertivas. Se necessário, auxilie-os

Fotos: Skylines/Shutterstock
a analisar a composição de todos os
objetos da imagem.
Caso ache interessante, para fina-
lizar a atividade, você pode perguntar
aos alunos se alguns dos objetos po-
dem ser feitos de materiais diferentes
do que estão representados na ima-
gem. Eles podem dizer que os talhe-
res podem ser feitos de plástico, por
exemplo. Diga a eles que, às vezes,
o mesmo objeto pode ser feito com
outros materiais sem prejudicar o seu
uso, mas que alguns desses materiais
podem ser prejudiciais ao meio ambien-
te se descartados de forma incorreta.

• VOCÊ CONSEGUE IDENTIFICAR DO QUE SÃO FEITOS OS OBJETOS DA


IMAGEM?
81

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 81
Unidade 4
Desenvolvimento da aula
Para a atividade de ligar, é espera-
AGORA É COM VOCÊ
do que os alunos relacionem os obje-
tos com os materiais de que são fei-
tos; caso os alunos tenham dificuldade
com a leitura das palavras, auxilie-os
1 VEJA O NOME DE ALGUNS OBJETOS E MATERIAIS E LIGUE CADA OBJETO
na leitura. AO MATERIAL DO QUAL É FEITO.
Além disso, algum aluno pode argu-
CHAVE VIDRO
mentar, corretamente, que na lâmpada
existe também metal, assim como no
DINHEIRO PLÁSTICO
lápis existe também grafite. Caso isso
ocorra, talvez seja interessante estimu-
CALÇAS MADEIRA
lar a discussão para que os alunos des-
cubram por si só que alguns objetos
LÂMPADA PAPEL
são feitos de mais de um material.
Para a atividade oral 2, pode ser CANUDINHO TECIDO
que os alunos não conheçam o termo
reciclagem; caso isso ocorra, informe LÁPIS METAL
aos alunos que reciclagem é o termo
usado para nomear o processo que
tem por objetivo reutilizar o material CONVERSE COM SEUS COLEGAS:
de objetos jogados fora, transforman- 2 VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM RECICLAGEM DE MATERIAIS? O QUE VOCÊ
do-os em objetos novos, ou, ainda, SABE SOBRE ESSA ATIVIDADE? Resposta pessoal.
dar um novo uso para um objeto que
seria descartado. 3 OBSERVE NA IMAGEM ABAIXO ALGUMAS ETAPAS DA RECICLAGEM DO
Para a atividade oral 3, espe- PLÁSTICO. EM QUAL DELAS VOCÊ PODE COLABORAR?
ra-se que o aluno responda que a
imagem mostra as seguintes etapas:
separação de garrafas plásticas para
reciclagem, processamento do plásti-
co (reciclagem do material) e fabrica-
ção de novas garrafas plásticas. Os

Waldomiro Neto/Arquivo da editora


alunos podem colaborar na etapa de
separação do lixo para reciclagem.

• CORES
ARTIFICIAIS
• ESQUEMA
SIMPLIFICADO
• ELEMENTOS NÃO
PROPORCIONAIS
ENTRE SI

82

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

82 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
A seção Agora é com você ob-
jetiva ampliar e concretizar os conhe-
cimentos dos alunos. A atividade 4
4 CONVERSE COM SEU COLEGA E RESPONDA ÀS QUESTÕES. visa desenvolver a habilidade de lei-
tura e escrita dos alunos. No item a,
A) UMA COLHER PODE SER FEITA DE QUÊ? PINTE A RESPOSTA DE AZUL. esperamos que os alunos ampliem as
suas observações e percebam que os
VIDRO PAPEL TECIDO
objetos podem ser feitos de outros
materiais sem prejudicar seu uso. Já
PLÁSTICO MADEIRA METAL na atividade 5, de forma descon-
Metal, madeira ou plástico. traída, inserimos a escrita. É muito im-
B) O QUE É, O QUE É? QUANTO MAIS SECA, MAIS MOLHADA FICA? portante, sempre que possível, desen-
RESPONDA À ADIVINHA COMPLETANDO A PALAVRA ABAIXO. volver essa habilidade no processo de
alfabetização no qual os alunos estão
T O A LH A .
inseridos.

C) DE QUE MATERIAL O OBJETO DA ADIVINHA DEVE SER FEITO?

T E CID O .

5 OBSERVE OS DESENHOS FEITOS COM O AUXÍLIO DE ALGUNS OBJETOS.

Fotos: Shutterstock/Montagem: Cesar Wolf

A B C

A) QUE OBJETOS FORAM UTILIZADOS NOS DESENHOS? ESCREVA A RESPOSTA


NAS LINHAS ABAIXO.

A: Prendedores de roupas.

B: Clipe.

C: Canudos.

83

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 83
Unidade 4
Desenvolvimento da aula AGORA É COM VOCÊ
No item d, esperamos que os alu-
nos percebam que algumas vezes po- B) DE QUE MATERIAL CADA OBJETO É FEITO? ESCREVA A RESPOSTA NAS
demos utilizar os objetos para outra LINHAS ABAIXO.
finalidade que não seja aquela para a
qual eles foram pensados inicialmente. A: Madeira.
Essa atividade é importante para des-
pertar a criatividade dos alunos. Além B: Metal.
disso, nas próximas páginas, vamos
trabalhar os diferentes usos de um C: Plástico.
objeto e a reutilização de objetos usa-
dos, como uma forma de reciclagem. C) QUAL É A UTILIDADE ORIGINAL DE CADA OBJETO? E NO DESENHO, QUE
FUNÇÃO ELES ADQUIRIRAM?

D) AGORA É A SUA VEZ DE USAR A IMAGINAÇÃO! ESCOLHA UM OBJETO


PEQUENO QUE CAIBA NO QUADRO ABAIXO. USE ESSE OBJETO PARA FAZER
UM DESENHO BEM CRIATIVO.

c) O prendedor de roupas serve para prender roupas no varal, o clipe para


prender folhas e o canudo para tomar (chupar, sugar) líquidos. No desenho,
o prendedor virou garras (braços) do caranguejo, o clipe virou o corpo do
trompete e os canudos viraram pernas de pau.

84

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Ampliação da aula
Proponha aos alunos que confeccionem desenhos usando alguns objetos do dia a dia, como
mostrado na atividade 5.
Para essa finalidade, leve para a sala de aula alguns objetos como moeda (podem usá-la como
a cabeça de um boneco), lacres de latinha de refrigerante (podem usar para fazer as asas de uma
borboleta), rolha de vinho (podem usar para fazer o nariz do Pinóquio) e tampas de refrigerante
(podem usar para fazer uma flor), o importante é deixar os alunos expressarem a criatividade.

84 MANUAL DO PROFESSOR
Antes da aula
Separe folhas de papel A4, uma
para cada aluno, de preferência folhas
VAMOS INVESTIGAR usadas, pois assim estaremos refor-
çando o conceito de reciclagem. Expli-
que aos alunos que a espessura dessa
COMO FAZER UM AVIÃO DE PAPEL? folha não pode ser muito fina.

VOCÊ PODE FAZER UM AVIÃO APENAS


Desenvolvimento da aula

ESB Professional/Shutterstock
COM PAPEL E ELE VAI VOAR DE VERDADE! O objetivo desse experimento é fa-
zer com que os alunos se envolvam na
SUA IDEIA INICIAL construção de um brinquedo usando
papel reaproveitado e que compreen-
• SE VOCÊ SOLTAR UM AVIÃO DE PAPEL
dam como o formato da folha de
E UMA BOLA DE PAPEL DA MESMA papel pode passar por um processo
ALTURA, O QUE VAI ACONTECER? O simples de transformação. Além disso,
AVIÃO E A BOLA DE PAPEL VÃO CAIR serão exploradas as habilidades mo-
JUNTOS NO CHÃO? FAÇA UM X NA toras, já que precisarão manipular a
RESPOSTA. folha de papel e, posteriormente, lan-
çar os aviões. Com os aviões prontos e
SIM NÃO Resposta pessoal. testados, será o momento de colocar
clipes em diversos pontos e comparar
os voos realizados.
MATERIAL
• FOLHA DE PAPEL
• LÁPIS DE COR E CANETINHAS
• CLIPES DE PAPEL

COMO FAZER
1. DOBRE A FOLHA DE PAPEL AO MEIO, NO
SENTIDO DO COMPRIMENTO. PASSE A UNHA
PARA REFORÇAR A MARCA DA DOBRA.

2. EM UM DOS LADOS DO PAPEL, DOBRE


Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora

AS DUAS PONTAS FAZENDO COM QUE SE


ENCONTREM COM O CENTRO DA DOBRA
QUE VOCÊ FEZ NA ETAPA 1.

85

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 85
Unidade 4
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
É importante, durante o processo
de confecção dos aviões, que você leia 3. AGORA, DOBRE NOVAMENTE PARA O

Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora


as instruções para os alunos e oriente- CENTRO DA LINHA. UM LADO DE CADA VEZ.
-os a olhar atentamente para a ilustra-
ção ao lado do texto. Essas ilustrações
têm por objetivo auxiliar os alunos
no preparo do brinquedo. Sugerimos
que você também faça o seu avião
4. VEJA SE ESSAS DUAS DOBRAS ESTÃO NO
para que, a cada dobradura que fizer,
demonstre para toda a sala o passo CENTRO DA LINHA.
a passo da feitura do brinquedo; a vi-
sualização de uma pessoa preparando
o avião é importante para os alunos
entenderem o processo e as imagens. 5. DOBRE AO MEIO, FAZENDO COM QUE OS
Pode ser que alguns alunos encon- DOIS LADOS SE ENCONTREM.
trem dificuldade para confeccionar o
seu avião de papel, principalmente
se em sua turma houver algum alu-
no com deficiência motora; caso isso 6. FAÇA UMA DOBRA RETA PARA BAIXO, COMO
ocorra, você pode ajudá-lo nas dobra-
VOCÊ VÊ NA IMAGEM. PASSE A UNHA PARA
duras ou ainda, como uma forma de
socialização, pedir a um dos colegas REFORÇAR A MARCA DA DOBRA.
que tenha maior facilidade com a do-
bradura que ajude esse aluno.
7. DOBRE DA MESMA MANEIRA DO OUTRO
LADO.

8. ABRA O AVIÃO COM CUIDADO. ESTÁ QUASE PRONTO! AGORA FAÇA UMA
PEQUENA DOBRA EM CADA PONTA PARA QUE SEU AVIÃO GANHE IMPULSO
E VOE.

Ilustrações: Waldomiro Neto/Arquivo da editora

86

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

86 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Para fazer o teste dos aviões, leve
toda a turma para o pátio da escola e
oriente-os a jogar os aviões. Se achar
PRONTO! AGORA É SÓ TESTAR E BRINCAR! pertinente, peça que os alunos façam
VOCÊ PODE ENFEITAR SEU AVIÃO COM DESENHOS COLORIDOS, IDENTIFICÁ-LO
alguma marca em seu avião para que
seja mais fácil reconhecê-lo durante o
COM UM NOME, OU O QUE MAIS IMAGINAR!
voo. É importante que eles observem
o avião deles e façam anotações de
OBSERVAÇÃO como ele se comporta no ar.
1 O PROFESSOR VAI ORGANIZAR A TURMA EM UM LOCAL ONDE POSSAM Feitas as primeiras observações,
entregue a eles outra folha de papel
SOLTAR OS AVIÕES DE PAPEL.
e oriente-os a amassar essa folha
para formar uma bolinha. Em seguida,
2 OBSERVE O DESEMPENHO DOS AVIÕES DE PAPEL NO AR.
mostre aos alunos como lançar a bo-
3 DEPOIS, O PROFESSOR VAI FORNECER OUTRA FOLHA DE PAPEL, DO linha de papel e peça que eles façam
observações e anotações.
MESMO TAMANHO DA FOLHA QUE VOCÊ USOU PARA FAZER O AVIÃO.
Espera-se que os alunos percebam
4 AMASSE BEM ESSA FOLHA, FAZENDO UMA BOLA DE PAPEL. que a bola cairá e que o avião tende a
se deslocar para a frente, associando
5 SEGURE SEU AVIÃO COM UMA MÃO E A BOLA DE PAPEL COM A OUTRA, esse fato à existência da asa e ao for-
NA MESMA ALTURA.
mato do avião.
Ao término desta aula, oriente os
6 SOLTE OS DOIS AO MESMO TEMPO E OBSERVE O QUE ACONTECE. alunos a recolher todas as bolinhas de
papel e a descartá-las no lixo. Se a es-
CONCLUSÃO cola fizer coleta seletiva, oriente-os a
descartar o papel na lixeira correta; se
CONVERSE COM SEUS COLEGAS: achar pertinente, você pode explicar a
eles a que tipo de material correspon-
1 COMO SEU AVIÃO VOOU? de cada uma das cores das lixeiras.
2 COMO VOARAM OS AVIÕES DOS COLEGAS? QUAL FOI MAIS ALTO? QUAL
FOI MAIS LONGE?

3 O AVIÃO E A BOLA DE PAPEL CAÍRAM JUNTOS NO CHÃO? FAÇA UM X


NA RESPOSTA.

SIM

X NÃO

4 POR QUE ISSO ACONTECEU?

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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 87
Unidade 4
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
Essa segunda Observação requer
que a turma trabalhe em pequenos
grupos. Organize-os para que expe-
QUANTOS CLIPES O AVIÃO CONSEGUE
rimentem os voos com clipes. Aproxi- TRANSPORTAR?
madamente seis clipes é a quantidade
ideal para o teste. Quanto mais clipes OBSERVAÇÃO
colocados, maior deve ser a ineficiên-
cia do avião para voar. Depois, faça a 1 O PROFESSOR VAI ORGANIZAR A TURMA EM GRUPOS. CADA GRUPO VAI
turma socializar a brincadeira pedindo CONSTRUIR UM NOVO AVIÃO.
que um grupo por vez demonstre o
voo para todos. É o momento de fazer 2 COLOQUEM ALGUNS CLIPES NO AVIÃO CONSTRUÍDO E FAÇAM O TESTE:
algumas perguntas: “Todos os grupos O AVIÃO VOA BEM?
colocaram os clipes nos mesmos lo-
cais?”; “Qual é o maior número de cli- 3 COLOQUEM MAIS CLIPES E VERIFIQUEM SE O AVIÃO CONTINUA
pes transportado por um avião?”; “Os VOANDO.
aviões podem transportar qualquer nú-
mero de clipes?”; “Qual foi a maior di- 4 ANOTEM QUAL É O MAIOR NÚMERO DE CLIPES QUE O AVIÃO DO SEU
ficuldade que o grupo encontrou para GRUPO CONSEGUE TRANSPORTAR.
fazer o avião voar com os clipes?”. E
outras perguntas que você julgar perti- CONCLUSÃO
nentes e desafiadoras.
Espera-se que os alunos percebam 1 TODOS OS AVIÕES CONSEGUIRAM TRANSPORTAR O MESMO NÚMERO DE
qual forma de transportar os clipes CLIPES?
nos aviões é mais eficiente. É interes-
sante que percebam a importância de SIM NÌO Resposta pessoal.
equilibrar o peso, distribuindo os cli-
pes de modo que garantam um bom 2 QUAL FOI O MAIOR NÚMERO DE CLIPES QUE UM AVIÃO CONSEGUIU
desempenho no voo.
TRANSPORTAR? Resposta pessoal.

3 EM QUAIS LOCAIS DO AVIÃO OS GRUPOS COLOCARAM OS CLIPES?


Resposta pessoal.
PENSANDO SOBRE OS RESULTADOS
CONVERSE COM SEUS COLEGAS:

Shutterstock/Phonlamai Photo
• O MODO COMO OS CLIPES SÃO
DISTRIBUÍDOS NO AVIÃO FAZ COM QUE ELE
VOE MELHOR? POR QUÊ?

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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

88 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Aqui pretendemos concretizar as
informações acerca da reutilização
USAR DE NOVO? ISSO É REUTILIZAR! de objetos que seriam considerados
resíduos. É importante que os alunos
percebam que, muitas vezes, descar-
O AVIÃO DE PAPEL PODE SER FEITO COM UMA FOLHA JÁ ESCRITA OU tamos objetos que poderiam ser usa-
DESENHADA, NÃO É? NESTE CASO, VOCÊ ESTÁ REUTILIZANDO O PAPEL. dos para confeccionar outros objetos
com finalidades diferentes.
VOCÊ PODE
RESÍDUO: RESTO Nas atividades orais, promova um
OBSERVAR, OLHANDO AO DE MATERIAL QUE
DESCARTAMOS, QUE debate entre os alunos. Aprender a se
Oksana2010/Shutterstock

SEU REDOR, NO BAIRRO, NÃO QUEREMOS MAIS. expressar oralmente e aprender a ou-
NA CIDADE ONDE MORA, vir o que o colega tem para falar são
QUE PRODUZIMOS MUITOS RESÍDUOS. algumas das habilidades que preten-
demos que os alunos desenvolvam.
MUITOS OBJETOS QUE SÃO JOGADOS NO
Na atividade 3, esperamos que
LIXO PODEM SER APROVEITADOS DE OUTRA os alunos digam que quando aprovei-
FORMA. DIZEMOS QUE ESSES OBJETOS SÃO tamos novamente objetos que seriam
REUTILIZÁVEIS. descartados estamos ajudando a di-
minuir a quantidade de resíduos das
• ELEMENTOS NÃO nossas cidades.
PROPORCIONAIS ENTRE SI
Além disso, a atividade 4 preten-
CONVERSE COM SEUS COLEGAS E RESPONDA: de desenvolver o senso crítico dos alu-
nos quanto ao descarte incorreto dos
1 VOCÊ JÁ VIU UM PNEU DESCARTADO COMO RESÍDUO EM LOCAL resíduos que geramos. Se achar opor-
INADEQUADO? tuno, cite brevemente a importância
que a coleta seletiva tem para o meio
2 FAÇA UMA LISTA ambiente.
COM O NOME DE
TRÊS OBJETOS QUE
Yupa Watchanakit/Shutterstock

SÃO JOGADOS FORA,


MAS QUE PODEM SER
REUTILIZADOS.

3 SEPARAR O LIXO QUE


JOGAMOS FORA É
MUITO IMPORTANTE.
POR QUÊ?

4 NA SUA CASA, VOCÊS SEPARAM O LIXO? COMO? CONTE AOS COLEGAS.

89

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 89
Unidade 4
Desenvolvimento da aula
Na seção Vamos falar sobre...
finalizamos a discussão de como reu- VAMOS FALAR SOBRE...
tilizar os objetos. Faça a leitura com-
partilhada do texto e deixe que os BRINQUEDOS FEITOS POR CRIANÇAS
alunos utilizem um tempo analisando
TODA CRIANÇA GOSTA DE BRINQUEDO, NÃO É MESMO? ELE PODE SER
as fotografias. Ao término da leitura,
pergunte aos alunos se eles não co- COMPRADO OU GANHADO, MAS FAZER NOSSO BRINQUEDO TAMBÉM PODE
nhecem alguma das palavras. SER UMA BRINCADEIRA!
Depois, solicite aos alunos que VEJA ESTES BRINQUEDOS FEITOS COM OBJETOS REUTILIZADOS.
respondam as atividades propostas.

Fotos: Mama Belle Love kids/Shutterstock


É importante que eles percebam que
podemos usar objetos que seriam jo-
gados no lixo para fazer novos obje-
tos, como os brinquedos.
Na atividade 2, incentive os alu-
nos a socializarem com a turma as
suas experiências na confecção de
brinquedos. Nessa idade os alunos
gostam de contar as suas experiên-
cias; além disso, atividades orais aju- 1. QUE OBJETOS FORAM USADOS PARA FAZER OS BRINQUEDOS?
dam a desenvolver as habilidades de Garrafa, tampinhas de garrafa, canudo, palitos de sorvete e elástico.
organizar as ideias, expor os seus pen- 2. VOCÊ JÁ FEZ ALGUM BRINQUEDO? QUAL? QUE MATERIAIS VOCÊ
samentos e de ouvir os amigos. USOU? CONTE PARA A CLASSE. Resposta pessoal.
3. DESENHE NO ESPAÇO ABAIXO UM BRINQUEDO FEITO COM OBJETOS
REUTILIZADOS. PODE SER UM BRINQUEDO QUE VOCÊ JÁ FEZ, QUE
VOCÊ IMAGINA OU QUE ALGUM COLEGA TENHA FEITO.

90

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestão para os alunos


Um presente diferente, de Marta Azcona. Editora Callis.
O livro conta a história do dia em que Marcel ganhou um pedaço de tecido de presente de ani-
versário. Com a imaginação de Marcel, esse presente tão diferente se transformou em brinquedos
incríveis.

90 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Para esta atividade, será preciso
providenciar ímãs para os alunos e or-
VAMOS INVESTIGAR ganizar a turma para que tragam os
demais materiais necessários. O expe-
rimento poderá ser realizado em gru-
OBJETOS QUE SE ATRAEM po para um melhor aproveitamento
dos materiais disponíveis. Há ímãs de
EXISTEM OBJETOS QUE SÃO ATRAÍDOS POR vários formatos: circulares, em forma
OUTROS OBJETOS. de vara, retangulares, etc. Certifique-

Necla bayraktar/Shutterstock
ALGUNS MATERIAIS SÃO ATRAÍDOS POR ÍMÃS.
-se de que o ímã a ser usado não seja
pequeno demais para evitar que os
O PROFESSOR VAI DISTRIBUIR ÍMÃS E ALGUNS alunos o coloquem na boca.
OBJETOS ENTRE A TURMA. É importante salientar que nem to-
QUAIS OBJETOS SERÃO ATRAÍDOS PELO ÍMÃ? OBJETOS ATRAÍDOS POR UM ÍMÃ. dos os objetos de metal são atraídos
por ímãs. Os metais que são atraídos
SUA IDEIA INICIAL pelo ímã são chamados ferromagné-
• ELEMENTOS NÃO
PROPORCIONAIS ENTRE SI ticos; como exemplo temos o ferro e
1 OBSERVE OS OBJETOS A SEGUIR: o níquel. Já os metais como o cobre,
a prata e o ouro não são ferromag-
néticos, ou seja, não são atraídos
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ers
toc
k
Dragance137/Shutterstock Ajt/S
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pelo ímã. Assim, as moedas podem
Hamdyzainal/Shutterstock
m one
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n/S Phot
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S.
ou não ser ferromagnéticas; isso de-
Reprodução/Casa
da Moeda do
Brasil/Ministério
da Fazenda

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rst
oc
k
itr
y/S
hu
penderá do metal com o qual elas
tte
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k são confeccionadas; por exemplo,
Peter Kotoff/Shutterstock Billion Photos/Shutterstock
as moedas de 5 centavos – que são
confeccionadas de cobre – não serão
2 QUAIS OBJETOS SERÃO ATRAÍDOS PELO ÍMÃ? FAÇA UM X. atraídas pelo ímã.
Portanto, ao escolher moedas para
LÁPIS DE COR X CLIPES DE METAL RÉGUA levar aos alunos, verifique antes se
são ou não ferromagnéticas. Lem-
BORRACHA X TESOURA X COLHER bre-se de que o exemplo de resposta
que inserimos no livro refere-se a uma
moeda de metal ferromagnético.
X MOEDA BRINQUEDO DE PLÁSTICO CANUDO

MATERIAL
• LÁPIS DE COR • BRINQUEDO DE PLÁSTICO
• BORRACHA • RÉGUA
• MOEDA • CLIPES DE METAL
• COLHER • CANUDO
• TESOURA DE PONTAS ARREDONDADAS
91

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 91
Unidade 4
Desenvolvimento da aula VAMOS INVESTIGAR
Nessa atividade, esperamos que
os alunos percebam que os objetos COMO FAZER
de metal ferromagnético são atraídos
pelo ímã, da mesma forma que espe- 1. CADA GRUPO DEVERÁ ESPALHAR OS OBJETOS SOBRE UMA MESA.
ramos que os alunos percebam que 2. AGORA, TENTEM PEGAR OS OBJETOS SEM COLOCAR AS MÃOS NELES,
os objetos feitos de plástico não são
APENAS UTILIZANDO O ÍMÃ.
atraídos pelo ímã.
Na atividade 3 do item Pensan- 3. EXPERIMENTEM COLOCAR O ÍMÃ BEM DISTANTE DO OBJETO E APROXIMAR
do sobre os resultados oriente-os AOS POUCOS.
a primeiro tentar encostar o ímã do
jeito que estão segurando e, em se-
CONCLUSÃO
guida, apenas um aluno da dupla vai
virar o ímã e tentar aproximar do ímã 1 OS OBJETOS ATRAÍDOS PELO ÍMÃ CORRESPONDERAM AOS OBJETOS
do amigo. Esperamos que eles notem
MARCADOS EM SUA IDEIA INICIAL?
que há um lado do ímã que fará com
que os ímãs sofram repulsão. Para fi- 2 COMO SÃO OS OBJETOS QUE FORAM ATRAÍDOS PELO ÍMÃ? ESSES
nalizar, ajude-os a concluir que o sig-
OBJETOS SE PARECEM? EXPLIQUEM.
nificado da palavra atrair é aproximar;
caso eles estejam preparando um di- 3 COMO SÃO OS OBJETOS QUE NÃO FORAM ATRAÍDOS PELO ÍMÃ?
cionário, peça que incluam nele essa
palavra.
PENSANDO SOBRE OS RESULTADOS

1 O QUE SIGNIFICA A PALAVRA “ATRAIR”?

2 COM A AJUDA DE UM COLEGA, COLOQUE UMA FOLHA DE PAPEL ENTRE


OS OBJETOS ATRAÍDOS PELO ÍMÃ E O ÍMÃ. EXPERIMENTE MOVER O ÍMÃ.
O QUE ACONTECE COM OS OBJETOS QUE ESTÃO DO OUTRO LADO?

3 VOCÊ E SEU COLEGA


VÃO TENTAR
APROXIMAR DOIS DOS
ÍMÃS DISTRIBUÍDOS
PELO PROFESSOR.
TENTEM ENCOSTAR UM
NO OUTRO. MUDEM

Junior Rozzo/Rozzo Imagens


O LADO DOS ÍMÃS EM
CADA TENTATIVA. O QUE
VOCÊS OBSERVARAM?
92

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

92 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
O objetivo desta seção é retomar
os pontos principais da unidade, per-
mitindo ao aluno perceber a evolução
AUTOAVALIAÇÃO de seu conhecimento. Se necessário,
incentive os alunos a consultar o texto
AGORA É HORA DE PENSAR SOBRE O da unidade, tire possíveis dúvidas e se
QUE VOCÊ EXPERIMENTOU E APRENDEU. certifique de que todos os alunos con-
MARQUE UM X NA OPÇÃO QUE MELHOR seguiram compreender os temas nela
REPRESENTA SEU DESEMPENHO. abordados. Retome também as res-
1. RECONHEÇO A PRESENÇA DOS OBJETOS NO postas dos alunos às questões iniciais,
DIA A DIA. verificando se as ideias levantadas por
eles se confirmaram ou não. Mostre
2. PERCEBO DIFERENÇAS ENTRE OS OBJETOS. por meio delas quanto aprenderam
nesta unidade.
3. COMPREENDO DE QUAIS MATERIAIS SÃO
FEITOS ALGUNS OBJETOS.

SUGESTÕES

PARA LER

Reprodução/Editora Callis
• SEPARANDO AS COISAS, DE EUN HEE NA E
SUN YOUNG KWAK. EDITORA CALLIS.
O LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE UM
PERSONAGEM QUE NÃO CONSEGUIA PARAR
DE CLASSIFICAR AS COISAS, AS PESSOAS E OS
ANIMAIS. DESCUBRA COMO ELE RESOLVEU ESSE
PROBLEMA!

• UM PRESENTE DIFERENTE, DE MARTA


Reprodução/Editora Callis

AZCONA. EDITORA CALLIS.


O LIVRO CONTA A HISTÓRIA DO DIA EM QUE
MARCEL GANHOU UM PEDAÇO DE TECIDO
DE PRESENTE DE ANIVERSÁRIO. COM A
IMAGINAÇÃO DE MARCEL, ESSE PRESENTE TÃO
DIFERENTE SE TRANSFORMOU EM BRINQUEDOS
INCRÍVEIS.

93

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 93
Unidade 4
Desenvolvimento da aula
Na seção Conectando saberes, CONECTANDO SABERES
apresentamos aos alunos alguns ani-
mais que possuem hábitos noturnos,
tendo como característica comum o
fato de enxergarem no escuro. Em pes- QUE OLHOS GRANDES VOCæ TEM!
quisas recentes, cientistas chegaram à
conclusão de que animais de hábitos VOCÊ JÁ REPAROU QUE ALGUNS ANIMAIS POSSUEM OLHOS BEM GRANDES?
noturnos enxergam no escuro devido
a uma adaptação dos olhos, que con-
• ELEMENTOS NÃO
fere a esses animais proteção e lhes PROPORCIONAIS ENTRE SI
permite procurar alimento à noite.
Se achar pertinente, você pode ler
a reportagem completa, indicada no

Eric Isselee/Shutterstock
boxe Sugestão para o professor.
Resuma essas descobertas para os
alunos. Fivespots/Shutterstock

Informe aos alunos o tamanho que


os animais listados a seguir podem ter:
Ÿ coruja – aproximadamente, 30 cm
de altura;
Ÿ lagarto – 7,5 cm de comprimento; LAGARTO.
Ÿ lêmure – aproximadamente, 45 cm CORUJA.
(sem cauda) e 1 m (com cauda);
Ÿ lóris – aproximadamente, 30 cm.
Natalia Paklina/Shutterstock

Ian Butler Borneo/Alamy/Latinstock


LÊMURE. LÓRIS.
94

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestão para o professor


<www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/12/141203_vert_earth_cores_escuro_dg>. Acesso
em: 18 out. 2017.
Site que apresenta a reportagem completa da descoberta dos cientistas sobre os animais com
hábitos noturnos.

94 MANUAL DO PROFESSOR
Desenvolvimento da aula
Desperte a consciência dos alunos
para o sofrimento animal. Corujas,
cobras, lagartos e lóris são animais
VOCÊ SABE POR QUE ESSES ANIMAIS POSSUEM OLHOS TÃO GRANDES? silvestres que sofrem se retirados de
ESSES ANIMAIS POSSUEM HÁBITOS NOTURNOS E SEUS OLHOS GRANDES
seu habitat. É muito difícil e complexo
reproduzir esses habitat em cativeiro,
OS AJUDAM A ENXERGAR BEM MESMO QUANDO A QUANTIDADE DE LUZ NO
o que causa sofrimento aos animais e
AMBIENTE É PEQUENA. encurta o tempo de vida deles.
DESSA MANEIRA, ELES PODEM ENCONTRAR ALIMENTO E ABRIGO E PERCEBER Em geral ter animais silvestres (ou
QUANDO ALGUM PREDADOR QUE PRETENDE CAÇÁ-LOS SE APROXIMA. exóticos) como animais de estimação
é um modismo, por isso muitas pes-
ALGUNS ANIMAIS DE HÁBITOS NOTURNOS, COMO OS GATOS, SÃO ANIMAIS soas os adquirem. Porém, depois de
QUE CONVIVEM MUITO BEM COM O SER HUMANO. perceberem o trabalho e o gasto que
esses animais demandam, acabam
PORÉM, ALGUNS ANIMAIS SÃO SILVESTRES E NÃO DEVEM SER RETIRADOS
abandonando-os à própria sorte.
DA NATUREZA, POIS ISSO CAUSA MUITO SOFRIMENTO A ELES, QUE NÃO ESTÃO
Nesse sentido, converse com os
ADAPTADOS À VIDA COM O SER HUMANO. alunos sobre a responsabilidade de ter
um animal de estimação, ainda que
domesticado, pois eles exigem cuida-
dos, carinho, amor e atenção.
Informe aos alunos que o tamanho
médio de um gato doméstico é 40 cm.

Eric Isselee/Shutterstock

GATOS.

CONVERSE COM SEUS COLEGAS E RESPONDA:


1 VOCÊ ACHA QUE QUALQUER ANIMAL PODE SER UM ANIMAL DE
ESTIMAÇÃO? POR QUÊ?
Não. Animais silvestres não devem ser animais de estimação.
2 POR QUE OS ANIMAIS SILVESTRES SOFREM SE FOREM RETIRADOS DA
NATUREZA?
Porque fora da natureza não podem viver de maneira adequada.
95

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 95
BIBLIOGRAFIA
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Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

96 MANUAL DO PROFESSOR