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PROPOSTA DE ATIVIDADES DIDÁTICAS PARA O ENSINO DE

MATEMÁTICA COM VISTAS À APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA


DE CONCEITOS MATEMÁTICOS

PRAGUE OF DIDACTIC ACTIVITIES FOR MATHEMATICS EDUCATION WITH A VIEW


TO SIGNIFICANT LEARNING OF MATHEMATICAL CONCEPTS

Vaneza De Carli Tibulo


Doutora em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde
Universidade Federal de Santa Maria
vaneza_dc@yahoo.com.br

Cleiton Tibulo
Doutorando do Programa de Pós-graduação em Meteorologia
Universidade Federal de Santa Maria
tibulo_cleiton@hotmail.com

Maria Cecília Pereira Santarosa


Doutora em Ensino de Física
Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde
Universidade Federal de Santa Maria
mcpsrosa@gmail.com

ISSN 1982-4866. Revista Dynamis. FURB, Blumenau, v.24, n.1, p.94 -115, 2018.
Vaneza De Carli Tibulo, Cleiton Tibulo, Maria Cecília Pereira Santarosa.

Resumo
A disciplina de Matemática nas escolas tem se tornado uma grande preocupação para todos os
envolvidos no processo de ensino e aprendizagem: alunos, pais e professores. O grau de
dificuldade apresentado pelos alunos, bem como sua desmotivação, tem promovido a evasão
escolar, ou aprendizagens mecânicas. Em termos cognitivos, este tipo de aprendizagem não
resulta em atribuição de significados por parte dos alunos, além de não ficar retido na estrutura
cognitiva por muito tempo. Diante deste contexto, chegou-se a um ponto que se faz necessária
a adoção de estratégias didáticas que alcancem os estudantes de forma mais atraente, a fim de
motivar o aluno para uma aprendizagem significativa, tornando o processo de ensino e
aprendizagem mais dinâmico, prazeroso e agradável. Diante deste desafio é apresentado neste
trabalho um conjunto de atividades didáticas que vem auxiliando no ensino e aprendizagem da
disciplina de Matemática na Seção de Apoio Pedagógico do Colégio Militar de Santa Maria.
Discute-se as implicações deste estudo com viés na Teoria da Aprendizagem Significativa.
Palavras-chave: Ensino de Matemática; Aprendizagem Significativa; Práticas Escolares;
Atividades Didáticas.

Abstract
The discipline of mathematics in schools has become a major concern for all those involved in
the teaching and learning process: students, parents and teachers. The degree of difficulty
presented by students, as well as their lack of motivation, has promoted school dropout, or
mechanical learning. In cognitive terms, this type of learning does not result in the attribution
of meanings on the part of the students, besides being not retained in the cognitive structure
for a long time. Given this context, it has become necessary to adopt didactic strategies that
reach the students in a more attractive way, in order to motivate the student to a significant
learning, making the teaching and learning process more dynamic, pleasant is nice. Given this
challenge is presented in this work a set of didactic activities that is aided in the teaching and
learning of the discipline of Mathematics in the Pedagogical Support Section of the Military
College of Santa Maria. The implications of this biased study are discussed in Significant
Learning Theory.
Keywords: Mathematics Teaching; Significant Learning; School Practices; Didactic Activities.

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ISSN 1982-4866. Revista Dynamis. FURB, Blumenau, v.24, n.1, p.94 -115, 2018.
Vaneza De Carli Tibulo, Cleiton Tibulo, Maria Cecília Pereira Santarosa.

1 INTRODUÇÃO

A Matemática nos últimos anos tem se tornado a vilã das disciplinas em todos os níveis
de ensino. Os alunos em sua grande maioria têm desenvolvido uma resistência e até mesmo
certo temor à disciplina, que acabam deixando os professores perplexos e em muitas vezes sem
atitude perante o problema. De acordo com Silva et al. (2013) é necessário que se tire da cabeça
das crianças e dos adolescentes que a Matemática é difícil e entediante.
Para Oliveira (2007), ensinar Matemática é mediar o processo de desenvolvimento do
raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de
resolver problemas. Nós educadores de Matemática devemos procurar alternativas para
aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, a
concentração.
Santarosa (2016) alerta para o fato de que o ato de “ensinar” Matemática requer um
entendimento acerca da natureza epistemológica da matemática e, uma investigação dos
conhecimentos prévios dos alunos, necessários para a nova aprendizagem. Os conceitos
matemáticos são abstratos, sendo que sua assimilação perpassa pelo entendimento de suas
diferentes formas de representação: algébrica, gráfica, escrita, etc.
Todas estas questões complexas acerca das dificuldades do ensino da Matemática
culminam numa discussão e análise de estratégias e práticas para o trabalho em sala de aula,
que visam transformar a realidade das dificuldades levantadas e nos fazem pensar quais seriam
as suas origens, quais as dificuldades de sua interpretação. A Matemática tornou-se o “bicho
papão” das escolas e não aprender Matemática estaria justificado ou seria normal.
É sabida por toda a sociedade a grande importância que a Matemática tem para o
desenvolvimento de pesquisas e que influencia diretamente ou indiretamente em quase todas
as áreas que abrangem a sociedade atual. A matemática é estruturante do conhecimento
científico (PIETROCOLA, 2002); ela surge para dar conta dos problemas enfrentados na
ciência; mas para que se estimule o aprendiz ao espírito crítico e reflexivo de um cientista, é
necessário que este seja um “gerador de conhecimentos”, e não um mero “reprodutor” deles.
Assim, é notável que estratégias e práticas escolares mais dinâmicas e atrativas devem ser
propostas, desde o início de sua formação escolar.
Cabe a comunidade escolar e ao mundo acadêmico desenvolver estratégias que a tornem
mais atrativa e ligada à realidade para a aprendizagem significativa da Matemática. É dever de
todos os educadores desta disciplina proporcionar um material instrucional que seja
potencialmente significativo para o aluno, nas aulas de Matemática.
No nível da escola básica: “É desejável buscar conciliar a alegria da brincadeira com a
aprendizagem escolar e podemos salientar a gritante necessidade de implantar uma nova forma
do ensino da Matemática no Ensino Fundamental e Médio” (SILVA et al., 2013, p.26).
Várias são as tendências adotadas no ensino da matemática que podem ser utilizadas para
despertar a motivação dos alunos, com vistas à aprendizagem significativa dos conteúdos
abordados. Groenwald et al. (2004) destacam algumas perspectivas no ensino da Matemática
que se contrapõem ao ensino tradicional: resolução de problemas, modelagem Matemática,
jogos e curiosidades matemáticas, novas tecnologias, história da Matemática, etnomatemática
e ensino por projetos de trabalho.

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Particularmente, os jogos como metodologia de ensino da matemática são destacados por


Fonseca et al. (2014), como a estratégia preferencial por parte dos alunos, especialmente no
que tange ao despertar da competividade.
Neste sentido, este trabalho tem por finalidade apresentar algumas atividades didáticas
que vem sendo aplicadas no Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) na Seção de Apoio
Pedagógico (SAP) e tem tornado as aulas de Matemática mais dinâmicas e atrativas. Algumas
atividades são simples como a própria Matemática. Também é sabido que o ensino da disciplina
passa sim por resoluções de listas de exercícios, o que se pretende é demonstrar que em algumas
oportunidades, pode-se aplicar atividades diferenciadas. Procura-se descrever o
desenvolvimento do trabalho com viés em alguns conceitos-chave da teoria da aprendizagem
significativa (TAS) (AUSUBEL, 2003), a fim de que o leitor perceba a potencialidade das
atividades descritas, como promotoras da aprendizagem significativa.

2 APOIO PEDAGÓGICO PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

A aprendizagem significativa (AUSUBEL, 2003) é um processo cognitivo por meio do


qual a nova informação interage com conhecimentos prévios da estrutura cognitiva do aprendiz,
de maneira substantiva e não arbitrária.
São necessárias duas condições para a ocorrência da aprendizagem significativa: o
material instrucional deve ser potencialmente significativo, isto é, deve ter significado lógico
para o aluno, de forma que este possa atribuir significado psicológico a matéria de ensino
(MOREIRA, 2006). O significado lógico tem a ver com a existência dos conhecimentos
prévios, na estrutura cognitiva do aluno, necessários para a nova aprendizagem. Isto remete o
professor a necessidade de desvelar a estrutura cognitiva do aluno, a fim de verificar a
existência ou não dos conhecimentos prévios.
A segunda condição diz respeito a predisposição do aluno, em aprender de forma
significativa. Considera-se que esta predisposição por parte do aluno, está relacionada ao fator
motivacional, que deve ser mediado pelo professor.
Com relação a evidenciação de aprendizagem significativa por parte dos alunos, Ausubel
(2003) propõe aplicar uma atividade distinta daquelas trabalhadas em sala de aula, onde o aluno
necessite os conhecimentos anteriores para resolvê-las.
Novak e Gowin (1984) explicam que não há uma dicotomia entre aprendizagem
mecânica e significativa, isto é, a aprendizagem mecânica pode tornar-se significativa, e vice-
versa. A aprendizagem mecânica é útil, por exemplo, quando o aluno não possui conhecimentos
prévios necessários para a nova aprendizagem.
Outro conceito-chave importante da TAS é o de organizador prévio, definido como
material introdutório, a ser trabalhado antes do material propriamente dito. Ele deve ser
utilizado na ausência de conhecimentos prévios, por parte do aluno. Pode ser apresentado na
forma de jogos, de filmes, de histórias, etc., desde que esteja num nível mais geral do que o
próprio material a ser aprendido.
A proposta da SAP de Matemática tem esta intenção, promover motivação para uma
aprendizagem significativa do aluno, por meio de material instrucional potencialmente
significativo. A proposta aplica-se em turno inverso ao ensino regular (turno integral) com
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intuito principal de reduzir o fracasso escolar e proporcionar aos alunos com dificuldades a
oportunidade de re/construir os conhecimentos prévios exigidos na disciplina, para a
aprendizagem dos novos conceitos.
Outrossim, busca-se implementar uma cultura contínua e rotineira de apoio aos alunos,
sendo um dos pilares de auxílio direto aos professores do turno regular e uma fonte de consulta
aberta e acessível a todos os alunos. Sendo assim, a SAP instituiu, como aspecto basilar de suas
ações, a presença do lúdico, unindo a aplicação de conceitos matemáticos de modo diferenciado
à metodologia tradicional.

3 APRESENTAÇÃO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

A grande dificuldade dos professores de Matemática em desenvolver atividades


diferenciadas, visando uma aprendizagem com significado para o aluno, esbarra na carga
horária elevada, na desmotivação dos alunos e dos próprios professores ou na falta de material
da própria escola. Para Fischer et. al (2006) o que se vê nas escolas são professores que não
conseguem alcançar um resultado satisfatório junto aos alunos e alunos que não conseguem
aprender Matemática, ou sentem dificuldade em aplicar os conteúdos.
O que será mostrado neste trabalho não depende de grandes recursos financeiros, o que
é exigido é: esforço e motivação por parte do professor em preparar as atividades, a fim de
resgatar os conhecimentos prévios dos alunos.
Nesta parte do trabalho são apresentadas algumas das atividades didáticas desenvolvidas
com alunos do Ensino Fundamental e Médio. As mesmas encontram-se descritas e ilustradas
para que o leitor possa se situar durante a apresentação das atividades. Tais atividades são
abordadas a partir de situações que possam dar sentido aos conceitos trabalhados, por parte do
educando.

3.1 EXPLORANDO AS FIGURAS GEOMÉTRICAS DO GINÁSIO/QUADRA DE


ESPORTES

Os ginásios/quadras de esportes oferecem uma gama de figuras geométricas planas


expostas que os alunos quase diariamente pisam nelas e não se dão conta ou não associam com
os conteúdos vistos em sala de aula. De acordo com Cunha e Silva (2012) atividades lúdicas
tornam o ensino da matemática mais atrativo, dinâmico e prazeroso, possibilitando ao professor
um leque de possibilidades de demonstrações de conteúdos trabalhados em sala de aula. Nesta
etapa, é importante lançar questionamentos aos alunos, para que sejam capazes de discorrer
sobre a situação apresentada, mediando o seu processo de construção do conhecimento.
Nesta atividade, as medidas das figuras da quadra permitem deduzir e aplicar as fórmulas
na prática. Os alunos tornam-se parte importante do processo e auxiliam nas medições e nas
deduções, além de estar em um ambiente que os motiva, o ginásio de esportes.
No Quadro 1 apresentamos em detalhes uma atividade que explora algumas das figuras
geométricas planas projetadas em quadras de esportes.

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Quadro 1 – Detalhamento da atividade: Explorando as figuras geométricas do


ginásio/quadra de esportes

Explorando as figuras geométricas ginásio/quadra de


Título da atividade
esportes.
Conhecimentos prévios Noções básicas de circunferência.
Participantes Alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental.
Figuras geométricas planas (circunferências, círculos, arcos,
Assuntos abordados
cordas e ângulos).
Construir conhecimentos sobre circunferências, círculos, arcos,
cordas e ângulos e suas propriedades, fazendo o aluno
Objetivos didáticos
compreender e utilizar de forma mais adequada esses
conhecimentos em seu cotidiano.
Duração Duas horas-aula.
Ginásio de esportes/quadra de esportes, cordas e barbante, fita
Recursos e materiais necessários métrica, quadro branco portátil, apagador, canetão para quadro
branco, e transferidor de madeira.
Visando facilitar a compreensão de circunferências e seus
elementos, os alunos foram conduzidos ao ginásio de esportes.
Aproveitando-se das formas planas do centro da quadra de
futsal, os alunos podem manusear essas formas aplicando todos
Descrição e estratégias utilizadas
os conteúdos descritos acima com cordas barbantes e fita
métrica, testando e interpretando fórmulas matemáticas. Por
meio da contextualização e da observação da planificação, o
aluno deduz como calcular na prática os assuntos abordados.
Fonte: Autores.

Diversas propriedades podem ser trabalhadas nestas figuras geométricas planas, como por
exemplo: arcos, circunferências e cordas, aproveitando-se do círculo central da quadra de futsal.
Isto é, a situação estampada na quadra de esportes da escola dá sentido aos conceitos principais
para a aprendizagem dos elementos da circunferência.
A Figura 1 demonstra a atividade sendo aplicada.
Figura 1 - Ginásio de esportes do CMSM

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

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3.2 CAMPEONATO DE TABUADA

Atividade realizada com a finalidade de aprimorar e relembrar a tabuada por meio de


jogos. Além de desenvolver o raciocínio lógico, memorização e a interação com os colegas.
Como vimos na TAS, a memorização é importante em muitos contextos, como o da tabuada.
Contudo é importante que o aluno, em fase anterior ou posterior à memorização, tenha
entendido, ou venha a entender, o significado dos cálculos efetuados na tabuada.
Segundo Diniz, Milani e Smole, (2007, p. 10) ao fazer relação ao jogo colocam que: “Por
sua dimensão lúdica, o jogar pode ser visto como uma das bases sobre a qual se desenvolve o
espírito construtivo, a imaginação, a capacidade de sistematizar e abstrair e a capacidade de
interagir socialmente”.
No Quadro 2 apresentamos em detalhes o jogo da tabuada.

Quadro 2 – Detalhamento da atividade: Campeonato de tabuada


Título da atividade Campeonato de tabuada.
Conhecimentos prévios Noções básicas de tabuada.
Participantes Alunos do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Tabuada.
Reconhecer e aplicar as propriedades estruturais da
Objetivos didáticos multiplicação. Distinguir os termos de uma multiplicação.
Fatores (múltiplos e multiplicadores) e o produto.
Duração Duas horas-aula.
Folha cartão ou similar de textura mais grossa, tesoura e papel
Recursos e materiais necessários contrátil para confecção do baralho com todas as
possibilidades de tabuada do um ao dez.
Os alunos desenvolvem a atividade em grupos com as
seguintes regras: cada grupo recebe um baralho completo
contendo cartas com perguntas e cartas com respostas. Para dar
início ao jogo 06 cartas são distribuídas aleatoriamente para
cada aluno e o restante fica em um monte no centro da mesa,
Descrição e estratégias utilizadas
cada aluno ordenadamente pode pescar uma carta por vez,
quando o indivíduo vincular a carta da pergunta com a carta da
resposta, formando o par, baixa-o na mesa. Ganha quem baixar
todas as cartas da mão primeiro. E assim pode ser repetida
diversas vezes.
Fonte: Produção dos autores.

A Figura 2 demonstra imagens do campeonato de tabuada em execução.

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Figura 2 - Campeonato de tabuada

Fonte: Acervo pessoal do autor.

3.3 PASSA OU REPASSA

Gincana Matemática, tem por objetivo a revisão de conteúdos para a prova trimestral de
Matemática. A atividade lúdica visa desenvolver o domínio do conteúdo trimestral através de
desafios propostos desenvolvendo a dinâmica de trabalho em grupo.
No Quadro 3 apresentamos em detalhes da atividade do jogo de Passa ou repassa.
Quadro 3 – Detalhamento da atividade: Passa ou Repassa
Título da atividade Passa ou Repassa.
Conhecimentos prévios Conteúdos do trimestre.
Participantes Alunos do 6º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Conteúdos do trimestre.
Objetivos didáticos Revisar os conteúdos trimestrais para avaliação.
Duração Duas horas-aula.
Questões Matemáticas, quadro branco e canetão para quadro
Recursos e materiais necessários
branco.
Os alunos devem ser divididos em grupos. O professor sorteia
a questão a ser resolvida (elaborada previamente) e a coloca
no quadro, o grupo que resolver primeiro levanta a mão e
resolve no quadro explicando para os demais colegas como a
Descrição e estratégias utilizadas
fez, se a questão estiver certa o grupo ganha três pontos, se a
resolução estiver errada perde um ponto. E assim, vão sendo
sorteadas e resolvidas diversas questões Matemáticas
abordando os conteúdos desejados.
Fonte: Produção dos autores.

A Figura 3 demonstra alunos de grupos diferentes resolvendo questões.

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Figura 3 - Passa ou repassa

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.4 CORRIDA MALUCA DO CONHECIMENTO

A "Corrida Maluca do Conhecimento" é uma atividade interdisciplinar desenvolvida com


os alunos do 8° e 9° ano do Ensino Fundamental. A atividade lúdica tem por objetivos revisar
e desenvolver conteúdos das disciplinas de Matemática e Português, além de estimular o
trabalho em grupo, integrar alunos de diferentes anos escolares e também proporcionar
atividades prazerosas na busca de desenvolver a desenvoltura do aluno perante situações
problemas. O compartilhamento de significados, quando reunidos em grupos, favorece a
aprendizagem significativa, pois requer que cada membro do grupo discuta como resolveu os
problemas.
Segundo Cunha e Silva (2012), jogos possibilitam estimular a curiosidade e o interesse
do aluno, rompendo as barreiras da rotina e do comodismo.
No Quadro 4 apresentamos em detalhes a atividade da corrida maluca do conhecimento.

Quadro 4 – Detalhamento da atividade: Corrida maluca do conhecimento

Título da atividade Corrida maluca do conhecimento.


Conhecimentos prévios Conteúdos do trimestre.
Participantes Alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Conteúdos do trimestre.
Objetivos didáticos Revisar os conteúdos trimestrais para avaliação.
Duração Quatro horas-aula.
Fita zebrada, 02 dados com dimensões
(30cmX30cmX30cm), envelopes pardos, cola, fita adesiva,
Recursos e materiais necessários
cones de acordo com o número de grupos, brindes para as
equipes.

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Deve ser confeccionada uma pista com fita zebrada com trinta
(30) divisões, todas numeradas em ordem crescente. Cada
divisão da pista é chamada de casa e dentro dela, contém um
envelope com uma (01) questão de Matemática e Português.
Devem ser confeccionados dois dados (Cubos) de arestas 30
cm e cones coloridos (de acordo com o número de grupos) que
identificam os grupos
Os alunos são divididos em grupos, cada grupo deve ter um
aluno líder, que é o responsável por jogar o dado e verificar
Descrição e estratégias utilizadas
quantas casas deve andar a partir do início. Ao chegar à casa
correspondente, o aluno líder pega o envelope com as questões
e vai até o grupo resolvê-las (o tempo de resolução é de 3
minutos). Quando esgotado o tempo o aluno líder do grupo
apresenta a resolução para a banca de professores (pelo menos
(01) um professor de Português e Matemática). Se a resolução
estiver correta permanece na casa que está, se estiver incorreta,
retraí o número de casas correspondente ao encontrado quando
jogou o dado.
Fonte: Produção dos autores.

Durante a brincadeira, vários prêmios foram sorteados para os participantes. Na Figura


4 é possível observar o dispositivo montado para atividade.

Figura 4 - Corrida maluca sendo aplicada

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.5 SESSÃO DE CINEMA

Exibição do filme “A Corrente do Bem” tendo como objetivos o desenvolvimento dos


diversos valores presentes, bem como, a abordagem dos conteúdos de Progressão Aritmética
(PA) e Progressão Geométrica (PG), em Matemática.
No Quadro 5 apresentamos em detalhes a atividade da sessão de cinema.

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Quadro 5 – Detalhamento da atividade: Sessão de cinema


Título da atividade Sessão de cinema.
Noções básicas de Progressão Aritmética (PA) e Progressão
Conhecimentos prévios
Geométrica (PG).
Participantes Alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio.
Progressão Aritmética (PA) e Progressão
Assuntos abordados
Geométrica (PG).
Aplicar os conceitos de PA e PG, partindo de situação
Objetivos didáticos
problema.
Duração Quatro horas-aula.
Sala de aula com projetor e computador ou televisão para
Recursos e materiais necessários
projetar o filme.
Aplicar o filme como situação problema para
Descrição e estratégias utilizadas
introdução/revisão dos conteúdos de PA e PG.
Fonte: Produção dos autores.

A Figura 5, sessão de cinema na sala lúdica da Seção de Apoio Pedagógico (SAP).


Figura 5 - Sessão de cinema

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.6 AULA DE RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

Aula expositiva de Matemática em pátio aberto, com objetivo de abordar assuntos de


Geometria, em específico, relações métricas no triângulo retângulo.
No Quadro 6 apresentamos em detalhes da atividade realizada em pátio externo.
Quadro 6 – Detalhamento da atividade: relação métrica no triângulo retângulo
Título da atividade Relação métrica no triângulo retângulo.
Conhecimentos prévios Teorema de Pitágoras.
Participantes Alunos do 9º ano do Ensino Fundamental.
Relações métricas no triângulo retângulo, Seno, Cosseno e
Assuntos abordados
Tangente.

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Perceber a presença e a importância dos ângulos retos e das


formas triangulares, em especial as envolvendo triângulo
Objetivos didáticos retângulo, estabelecendo relações entre as medidas de
elementos dos triângulos retângulos que permitam a resolução
de situações do cotidiano.
Duração Duas horas-aula.
Fita métrica, transferidor, barbante, quadro branco portátil e
Recursos e materiais necessários
uma haste de metal para simular a altura do triângulo.

Atividade prática de Matemática em local aberto, onde os


Descrição e estratégias utilizadas alunos devem construir um triângulo retângulo com barbantes
e uma haste de ferro, aplicando as suas propriedades na prática.
Fonte: Produção dos autores.

A Figura 6 demonstra a construção e aplicação das relações métricas no triângulo


retângulo.
Figura 6 - Aula de relação métrica no triângulo retângulo

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.7 EXPLORANDO A MATEMÁTICA ATRAVÉS DA ORIENTAÇÃO

A orientação Matemática visa associar a prática esportiva a conteúdos de Matemática. A


atividade pode abordar diversos conteúdos e disciplinas. É desenvolvida em área externa, onde
os alunos orientam-se através de carta terreno em busca de encontrar o prisma locado no
terreno, dentro dele estão as questões de matemática e demais disciplinas desejadas.
O Quadro 7 traz alguns aspectos importantes para a aplicação da atividade.
Quadro 7 – Detalhamento da atividade: Orienmática
Título da atividade Orientação Matemática.
Conhecimentos prévios Conteúdos do trimestre.
Participantes Alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Conteúdos do trimestre.
Objetivos didáticos Revisar os conteúdos trimestrais para avaliação.
Duração Quatro horas-aula.

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Área externa, carta terreno, bússola, prismas para montar a


pista de orientação, questões de Matemática e Português de
Recursos e materiais necessários
acordo com número de prismas, brindes para as equipes,
prancheta para anotação.
Revisão dos conteúdos de matemáticas através de jogos,
Descrição e estratégias utilizadas
atividade em grupo e prática esportiva.
Fonte: Produção dos autores.

A Figura 7 apresenta alunos resolvendo questões nos pontos da pista de orientação.


Figura 7 - Pista de “Orientação” sendo executada por alunos do CMSM

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

A atividade é desenvolvida em grupos, cada equipe é largada em horários diferentes e na


sua saída recebe 01 carta terreno, 01 bússola e 01 folha de resposta. O tempo para execução da
pista é de aproximadamente 54 minutos e como são 09 pontos, há 18 questões a serem
resolvidas, 09 de Matemática e 09 de outras disciplinas.
A pontuação final é dividida em duas partes iguais, para o tempo (50%), e número de
acertos (50%). O tempo é o inverso da execução da pista, ou seja, se o grupo executou a pista
em 30 minutos recebe o que falta para completar os 54 minutos (54–30=24 pontos). Já a parte
das questões, cada acerto corresponde a 03 pontos, num total de 54 pontos pelos acertos
(18x3=54). Desta forma, privilegia-se a parte de orientação/Educação Física igualmente com a
parte dos conteúdos de Matemática e de outas disciplinas envolvidas.
A atividade também visa desenvolver o trabalho em equipe, através da tomada de
decisões nas resoluções, controle do tempo, deslocamento conjunto. Podendo ser formulada
para que se trabalhe com duas séries distintas. Para tanto é necessário se prever questões que
abordem conteúdos das séries envolvidas e as equipes devem ser mescladas com alunos dos
dois anos escolares. Nesse contexto, o trabalho em equipe fica ainda mais evidente, pois alunos
que não convivem no dia a dia precisam efetuar a troca mútua de conhecimento.

3.8 AULA PRÁTICA DE MATEMÁTICA DE PRISMAS QUADRANGULARES

Na oportunidade foram abordados conteúdos de geometria espacial. Como exemplos,


foram utilizadas viaturas militares e objetos da Pista de Treinamento em Circuito.

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No Quadro 8 apresentamos em detalhes da atividade realizada em área externa abordando


conteúdos de prismas quadrangulares.
Quadro 8 – Detalhamento da atividade: Aula prática de Matemática de Prismas
Aula prática de Matemática de Prismas
Título da atividade
quadrangulares.
Conhecimentos prévios Geometria plana.
Participantes Alunos do 2º ano do Ensino Médio.
Área e volume de prismas quadrangulares, triangulares,
Assuntos abordados hexagonal e debatidos conteúdos de área e volume de
cilindros.
Aplicar na prática os cálculos de volume de prismas
Objetivos didáticos quadrangulares, triangulares, hexagonal e debatidos
conteúdos de área e volume de cilindros.
Duração Duas horas-aula.
Dois caminhões (01 baú e 01 aberto) emprestados pela
Recursos e materiais necessários
garagem do CMSM, fita métrica e quadro branco.
Atividade prática aplicando os conteúdos de prismas
quadrangulares em objetos do cotidiano dos alunos. Onde os
Descrição e estratégias utilizadas
alunos participam efetivamente dos cálculos de áreas e volume
dos caminhões.
Fonte: Produção dos autores.

Na Figura 8, apresentamos alunos efetuando as medições e cálculos.


Figura 8 - Aula prática de Matemática

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.9 AULA DE CILINDROS

Na oportunidade desenvolveu-se o cálculo de embalagens no formato de cilindro, sendo


revisados conceitos de área e volume das referidas figuras.
No Quadro 9 apresentamos em detalhes da atividade da aula de cilindros.
Quadro 9 – Detalhamento da atividade: Aula de Cilindros
Título da atividade Aula de Cilindros.
Conhecimentos prévios Geometria plana.
Participantes Alunos do 2º ano do Ensino Médio.
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Vaneza De Carli Tibulo, Cleiton Tibulo, Maria Cecília Pereira Santarosa.

Assuntos abordados Volume e área total de cilindros.


Aplicar na prática os cálculos de volume de cilindros e área
Objetivos didáticos
total.
Duração Duas horas-aula.
Recipientes com formato cilíndrico, réguas, fita métrica,
Recursos e materiais necessários
quadro branco e canetão para quadro branco.
Atividade prática aplicando em sala de aula, onde os alunos
foram divididos em grupos. Cada grupo recebeu um recipiente
(embalagem) cilíndrico, os mesmos efetuaram os cálculos
Descrição e estratégias utilizadas
propostos, conferiram com o rótulo se eram condizentes e
apresentavam para os demais colegas os resultados
alcançados.
Fonte: Produção dos autores.

A Figura 9 demonstra a aula de cilindros sendo aplicada.


Figura 9 - Aula de cilindros

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.10 TRABALHANDO CONJUNTOS

A atividade visa memorizar as definições sobre conjunto, interseção, união, adição e


subtração de conjuntos. Os conjuntos são representados por fitas coloridas e os alunos
representam os números.
No Quadro 10 apresentamos em detalhes da atividade de conjuntos.
Quadro 10 – Detalhamento da atividade: Trabalhando conjuntos
Título da atividade Trabalhando conjuntos.
Conhecimentos prévios Propriedades básicas da teoria de conjuntos.
Participantes Alunos do 6º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Conjuntos (interseção, união, adição e subtração de conjuntos).
Objetivos didáticos Aplicar na prática os conceitos de conjuntos.
Duração Duas horas-aula.
Recursos e materiais necessários Fita de cores diferentes para representar os conjuntos.

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Vaneza De Carli Tibulo, Cleiton Tibulo, Maria Cecília Pereira Santarosa.

O modo de jogo consiste em dividir os alunos em dois grupos.


O professor sorteia a questão a ser resolvida e o grupo coloca
as peças (alunos) dentro do conjunto correspondente, se a
Descrição e estratégias utilizadas
resposta estiver certa, ganha três pontos se estiver errada perde
um ponto. Sendo intercaladas as questões sorteadas para cada
grupo.
Fonte: Produção dos autores.

Na Figura 10, observamos a atividade de conjuntos na prática.


Figura 10 - Trabalhando conjuntos

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.11 JOGO DA MEMÓRIA

O jogo tem por objetivo facilitar o aprendizado dos alunos com a regra de sinais e
tabuada. No Quadro 11 apresentamos em detalhes da atividade do jogo da memória.
Quadro 11 – Detalhamento da atividade: Jogo da memória
Título da atividade Jogo de memória.
Conhecimentos prévios Noções básicas de tabuada e regra de sinais.
Participantes Alunos do 7º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Tabuada e regra de sinais.
Aplicar a multiplicação e a divisão a dois números inteiros
Objetivos didáticos quaisquer. Identificar o sinal do produto ou do quociente de
números inteiros com sinais quaisquer.
Duração Duas horas-aula.
Folha cartão ou similar, tesoura e papel contrátil para
Recursos e materiais necessários confecção do jogo de memória com diversas possibilidades de
tabuada, alternando sinal positivo e negativo.
Os alunos desenvolvem a atividade em grupos.
Cada grupo recebe um jogo de memória completo com cartas
que contém perguntas e outras resposta. Para dar início ao jogo
as cartas ficam viradas em cima da mesa, cada aluno, em
Descrição e estratégias utilizadas
ordem, tem chance de virar duas cartas se encontrar a pergunta
e a resposta fica com as cartas e assim cada um vai jogando na
sua vez, até acabar as cartas. Ganha quem terminar o jogo com
mais cartas. E pode ser repetida diversas vezes.
Fonte: Produção dos autores.

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Na Figura 11 pode-se observar os grupos do jogo de memória.


Figura 11 - Jogo da memória

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.12 ACESSIBILIDADE

O projeto acessibilidade consiste no estudo das rampas para cadeirantes no CMSM. Os


alunos foram desafiados a verificar se a inclinação e comprimento das rampas estavam de
acordo com as normas vigentes na legislação atual de acessibilidade.
No Quadro 12 apresentamos em detalhes as atividades da atividade que visa discutir a
acessibilidade do CMSM.
Quadro 12 – Detalhamento da atividade: Acessibilidade
Título da atividade Acessibilidade.
Conhecimentos prévios Porcentagem e equação do primeiro grau.
Participantes Alunos do 9º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Equação matemáticas, porcentagem, leituras de tabelas.
Ampliar os conhecimentos de Álgebra, em particular os
relativos à resolução de equações, utilizando situações
Objetivos didáticos problemas do cotidiano com dados tabelados descritos em
Normas especificas que envolvam conjuntamente
porcentagem.
Duração Duas horas-aula.
Quadro portátil branco, fita métrica e normas vigentes sobre
Recursos e materiais necessários
acessibilidade.
Os alunos foram levados até o local (rampa para cadeirantes),
de posse nas normas vigentes, foram desafiados a resolver
uma situação problema extraindo os dados necessários das
Descrição e estratégias utilizadas
normas vigentes. Posteriormente foi verificado conjuntamente
se a rampa de acesso obedecia a todas as regulamentações
especificadas nas normas da ABNT.
Fonte: Produção dos autores.

Na Figura 12, observa-se a rampa de acesso para pessoas com deficiência locomotora
em estudo.

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Figura 12 - Estudo das rampas de acesso do CMSM

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

Os materiais necessários foram: quadro portátil branco, fita métrica e normas vigentes
sobre acessibilidade.

3.13 ESTUDO DO TRIÂNGULO RETÂNGULO

Os estudos das propriedades do triângulo retângulo, e as razões trigonométricas nos


ângulos 30º, 45º e 60º, ficam mais claras para os alunos quando são manipulados na prática.
Também é uma oportunidade para levá-los em área aberta, fugindo do ensino convencional
realizado em sala de aula.
O Quadro 13 traz alguns aspectos importantes para aplicação da atividade do estudo do
Teorema de Pitágoras e Razões Trigonométricas.
Quadro 13 – Detalhamento da atividade: Estudo do triângulo
Título da atividade Estudo do triângulo.
Conhecimentos prévios Teorema de Pitágoras e Razões Trigonométricas.
Participantes Alunos do 9º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Teorema de Pitágoras e Razões Trigonométricas.
Estabelecer relações entre medidas de elementos dos
Objetivos didáticos triângulos que permitam resolver situações do trabalho, do
cotidiano e das ciências.
Duração Duas horas-aula.
Quadro portátil branco, canetão para quadro branco, fita
Recursos e materiais necessários
métrica, transferidor e escada.
Em área externa a escada foi apoiada na parede, formando um
triângulo retângulo. Com ajuda da trena e do transferidor
desenvolveu-se os cálculos dos catetos, dado o comprimento
Descrição e estratégias utilizadas da escala (hipotenusa) utilizando-se seno, cosseno e tangente
para os ângulos de 30º, 45º e 60º. Também aplicou-se o
teorema de Pitágoras para comprovar o comprimento da
escada.
Fonte: Produção dos autores.

Observa-se na Figura 13, aula em ambiente aberto em dia de temperatura mais baixa em
Santa Maria-RS.
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Figura 13 - Estudo do triângulo retângulo em local aberto

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.14 SISTEMA DE EQUAÇÃO E INEQUAÇÃO MATEMÁTICA

A balança de prato é uma ferramenta interessante para aprimorar ou aprofundar os


conceitos de inequação e equação Matemática. Elas oportunizam fazer demonstrações práticas
utilizado diversas medidas diferentes. Também se aproveita para fazer conversões de unidades
de medidas.
O Quadro 14 explana aspectos importantes para aplicação da atividade de estudo dos
sistemas de equações e inequações.
Quadro 14 – Detalhamento da atividade: Sistema de equação e inequação Matemática
Título da atividade Sistema de equação e inequação Matemática.
Equações básicas de uma incógnita, transformação de unidades
Conhecimentos prévios
de medidas.
Participantes Alunos do 7º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Sistema de Equações e Inequação.
Representar situações problemas na forma de equações e
Objetivos didáticos
inequações do 1º grau.
Duração Duas horas-aula.
Quadro portátil branco, canetão para quadro branco, balança
Recursos e materiais necessários de prato com diferentes unidades de massa e quadro branco
portátil.
Os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental foram levados
para área externa, onde foi montado um dispositivo com
balanças de prato que buscam a igualdade de pesos entre os
produtos. Com esse propriedade da igualdade/desigualdade foi
Descrição e estratégias utilizadas
possível demonstrar na prática os conceitos de sistemas de
equação e inequação. Na sequência os alunos puderam
manipular as balanças, explorando as propriedades de
equação, inequação e unidades de medida.
Fonte: Produção dos autores.

Verifica-se na Figura 14, a balança usada como exemplo na aula.

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Figura 14 - Aula de sistema de equação e inequação Matemática

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

3.15 COMPRIMENTO DE CIRCUNFERÊNCIA

Comprimento de circunferências é um dos conceitos mais utilizados em Matemática. A


sua definição e aplicação pode ser ligada a diversas situações problemas do cotidiano. Os
conceitos básicos deste conteúdo são iniciados no 6º ano do Ensino Fundamental, sendo de
fundamental importância para o aluno visualizar suas aplicações.
No Quadro 15 apresentamos em detalhes as atividades da atividade de comprimento de
circunferência.

Quadro 15 – Detalhamento da atividade: Perímetro de figuras


Título da atividade Perímetro de figuras.
Conhecimentos prévios Figuras geométricas.
Participantes Alunos do 6º ano do Ensino Fundamental.
Assuntos abordados Perímetro.
Determinar experimentalmente o comprimento de uma
Objetivos didáticos
circunferência e o valor π.
Duração Duas horas-aula.
Recursos e materiais necessários Barbante, pneus, bicicleta.
Em sala de aula de posse dos materiais descritos acima,
explicar o conceito de raio, diâmetro e circunferência utilizado
o pneu da bicicleta como exemplo. Introduzir o conceito de
Descrição e estratégias utilizadas circunferência e efetuar o cálculo. Na parte prática da aula
dividir os alunos em grupos e distribuir materiais circulares
para os mesmos efetuarem os cálculos e diâmetro da
circunferência e comprimento da circunferência.
Fonte: Produção dos autores.

A Figura 15 apresenta a aula de comprimento de circunferência sendo executada.

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Figura 15 – Comprimento de circunferência

Fonte: Acervo pessoal dos autores.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As atividades desenvolvidas e demonstradas não visam substituir as práticas tradicionais,


mas alterná-las com atividades que possam motivar os alunos para aprendizagens
significativas. Alunos que possuem dificuldades podem receber um estímulo e se motivar com
atividades diferenciadas.
Todas as atividades foram desenvolvidas na perspectiva de organizadores prévios,
trazendo os alunos de uma implicação mais geral, para uma mais específica, promovendo o
ensino para uma aprendizagem significativa.
Os professores de Matemática não podem entrar em uma constante inércia e aceitar os
rótulos impostos à disciplina. A Matemática é uma das poucas disciplinas que seus conteúdos
surgiram da prática e da necessidade do homem. Desta forma, cabe mantê-la em seu patamar
inicial, de ser essencial para o desenvolvimento e manutenção de novas tecnologias.
As práticas simples muitas vezes são as mais eficazes e não visam transformar o aluno
em um Matemático, mas pelo menos que ele não tenha aversão a disciplina.
Por fim, este trabalho mostrou algumas das diversas atividades efetivadas na área de
Matemática na Seção de Apoio Pedagógico do Colégio Militar de Santa Maria, de modo que
esse registro seja o primeiro passo para a criação de padrões de qualidade no combate ao
fracasso escolar de toda ordem. Para tal, demonstram-se possibilidades de aplicações do efetivo
ensino por competência, indicam-se parâmetros e soluções totalmente aplicáveis às demais
escolas; não sendo, de forma alguma, um fim em si mesma.
Convém destacar que o potencial da atividade diz respeito ao resgate dos conhecimentos
prévios dos estudantes, para a aprendizagem dos conceitos trabalhados. Os organizadores
prévios utilizados como atividades, proporcionaram a motivação para a aprendizagem.
Também, destaca-se o compartilhamento de conhecimentos, num processo de interacionismo
social professor-aluno e aluno-aluno, evento importante para aprendizagens significativas e
críticas. Em trabalhos futuros, com o apoio didático referenciado neste trabalho, almeja-se
investigar quais esquemas de ação são externalizados pelos estudantes, frente às situações com
as quais se deparam para resolvê-las.

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Vaneza De Carli Tibulo, Cleiton Tibulo, Maria Cecília Pereira Santarosa.

REFERENCIAIS

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Plátano Edições Técnicas, Lisboa. 2003.
CUNHA, J. S; SILVA, J. A. V. A importância de atividades lúdicas no Ensino da
Matemática. 1º Encontro nacional do PIBID – Matemática e III EIEMAT Escola de Inverno
de Matemática, Santa Maria, 2012.
FONSECA, F. S.; LIMA, J. D.; MACHADO, O.; DIAS, O. R. K.; PINHEIRO, J.;
STAMBERG, C. S. O Ensino da Matemática trabalhando Através de Oficinas Lúdicas com
Atividades Diferenciadas e Jogos. IV EIEMAT e 2º Encontro Nacional Pibid Matemática, de
06 a 08 agosto 2014.
FISCHER, M.; GOULART. G. K. S. C.; GOULART, C. Ensinando matemática Através de
Atividades Lúdicas. Revista Eletrônica de Educação Matemática do Curso de Pedagogia,
v(I), n(2), p. 67-81, 2006.
GROENWALD, C. L. O.; DA SILVA, C. K.; MORA, C. D. Perspectivas em Educação
Matemática. Acta Scientiae, v. 6, n1, p. 37-55, 2004.
MOREIRA, M. A. A Teoria da Aprendizagem Significativa e sua implementação em sala de
aula. Editora UnB, Brasília. 2006.
NOVAK, J. D.; GOWIN, B. Aprender a Aprender. Plátano Edições Técnicas: 1984, Lisboa.
OLIVEIRA. S. A. O lúdico como motivação nas aulas de Matemática. Jornal Mundo Jovem,
edição (377), 2007.
PIETROCOLA, M. A matemática como estruturante do conhecimento físico. Caderno
Catarinense de Ensino de Física, v.19, n.1: p.89-109, agosto 2002.
SANTAROSA, M. C. P. Ensaio sobre aprendizagem significativa no ensino da matemática.
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SILVA, J. L. S.; EVANGELISTA. J. R.; SANTOS. R. B.; MENDES, P. M. Matemática
Lúdica Ensino Fundamental e Médio. Revista Educação em Foco, n(6), p. 26-27, 2013.

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