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Linhas da Ordem Jurídica

Direito (Universidade do Porto)

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Baixado por Catarina Fernandes (scatarinabarbosa12@gmail.com)
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Linhas da Ordem Jurídica

1º Linha base – de ordem jurídica – problemas como o Luís e a Maria –


contrato de arrendamento, qualidade dos sujeitos que se relacionam entre dos
(privados).

- Paridade e intersubjetividade entre os sujeitos porque todos intervêm na


mesma qualidade como sujeitos privados.

O sujeito privado pode ser uma pessoa individual ou coletiva.

Intenção de igualdade, de uma participação dinâmica dos sujeitos.

O caso da agressão está no 1º e 2º linha.

O equilíbrio de interligação que existia entre os sujeitos deixa de haver pois


surgem danos num dos sujeitos.

O Luís tem que tornar o António sem danos (compensar).

Direito privado tem vários domínios um deles é Direito privado geral é o


Direito Civil.

Quando há transações involuntárias.

2º Linha base - Relação em que os direitos, pelo menos um dos


sujeitos aparecer a assumir sua qualidade de ente pública, que dicar que está
capaz de assumir um poder público.

Parte do sujeito público: sujeito pertence a uma certa comunidade – que


preserva e protege certos valores e que se alguém via esses valores já falamos
de um plano privado.

Justiça Geral : tem a ver com aquilo que a comunidade pode exigir de lados os
seus membros ou que cada um dos membros: exige da comunidade há aqui
uma relação de reciprocidade.

- Domínio do Direito Constitucional onde fundamentalmente se estabelecem


regras em um sistema político.

Relações de Direito Fiscal – têm uma relação clara entre o estado e cidadão.

Intenção de garantir que estas relações desenvolvem, exigindo determinados


tipos de responsabilidades, mas também dever com a comunidade.

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Proteger os cidadãos, perante a prepotência do estado.

Linha descendente
3º Linha - é um conjunto de tarefas que foram assumidas
pelo estado, após a II Guerra Mundial. Estado social e/ou Estado de
Providência (intervenção do Estado).

Temos a sociedade organizada em Estado, através das políticas públicas, que


atingiu, inevitavelmente o cidadão, pedindo sacrifícios e fornecendo benefícios.
Exige uma colaboração de todos os cidadãos, em nome da sociedade. A ideia
de intervir na sociedade. Justiça distributiva. Ex.: os impostos.

Expressões Latinas

Quid jurio? Significa pressupor o Direito

Expressão usada quando se pretende encontrar uma resposta para uma


controvérsia juridicamente relevante, pressupondo os critérios do direito.

Quid jus? Questiona-se sobre o próprio Direito

Tipo de pergunta:

• Quais são as exigências do Direito?


• O que distingue o Direito?
• O que permite distinguir os problemas jurídicos relevantes dos outros?

NOTA: Atualmente, a identificação do Direito com lei é insustentável.

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Controvérsia prática juridicamente relevante:

- Devem existir dois ou mais sujeitos

A controvérsia juridicamente relevante possibilita os sujeitos (ou partes) de:

- Assumirem duas posições diferentes


- Manifestarem essas diferenças, pois são sujeitos autónomos.

O que dá identidade à controvérsia?

- O facto de os sujeitos partilharem a mesma ordem jurídica, apesar de


sustentarem posições diferentes. Assim, a controvérsia deve ser um litígio, ou
seja, um sistema jurídico com os mesmos critérios e fundamentos, e não um
diferendo.

Não existem os mesmos critérios e, por isso, não há comunicação possível


entre as partes.

Na controvérsia jurídica:

Existe a possível intervenção de um terceiro imparcial de maneira a


definir os direitos do sujeito A e do sujeito B, esclarecendo as diferentes
posições das partes e encontrando uma resposta para tal controvérsia.

Essa 3º pessoa convoca as mesmas normas e os mesmos princípios


que as partes sustentam.

Intersubjetividade é traduzir-se numa bilateralidade atributiva


=
Correspectividade de direitos e deveres

Pelo que se o sujeito sobre o qual recai o dever não o cumpre

O sujeito titular do correspondente direito (que será violado com o incumprimento)


tem a faculdade de exigir o cumprimento exigibilidade) utilizando os meios
coercitivos que o Direito lhe reconhece e que constituem a garantia do seu
Direito.

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Da exigibilidade deriva a tercialidade.

A decisão judicial tem de ser cumprida (Executabilidade) e para tal existem as


sanções (o Direito tem como nota essencial o seu carater sancionatório).

Funções da Ordem Jurídica

Função Primária: é uma função primária prescritiva, o Direito vai prescrever


modelos de ação.

Antes de mais nada, temos que saber o que distingue esta função do Direito.

(Tanto o Direito como a moral pretendeu orientar os nossos comportamentos).

Vemos o Direito como princípio de ação orientadora, critério de sanção.


(Sanções positivas e negativas). Todo e qualquer meio de que o Direito se serve para
se tornarem, efetivamente, prático.

Princípio de ação: o Direito fornece esquemas/ modelos que nos permitem


orientar a nossa ação.

Notas caraterizadoras do Direito que não encontramos na moral:


intersubjetividade (relação entre dois sujeitos, onde existem direitos e deveres que devem ser
compreendidos);

Bilateralidade atributiva (considera-se a conecção direitos e deveres, só compreendo o


meu direito se perceber o dever do outro), o que na moral não se verifica;
comparatibilidade (Tercialidade).

Moral + Direito

Exige que se cumpram os deveres, Exige o cumprimento das obrigações


adesão da consciência.
jurídicas

Imperatividade

Pura atributiva

Diz respeito apenas aos deveres. Diz respeito aos direitos e deveres.

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A relação jurídica tem a ver com a perspetiva dos dois sujeitos ao


mesmo tempo.

Tratando-se de uma conduta que pertence a duas ou mais pessoas,


quando uma falha a outra é facultado a exigir. Da atributividade decorre a
exigibilidade – Miguel Reale.

Comparatibilidade tem a ver com Tercialidade

Sistema de padrões que possa convocar para


ocupar as posições dos sujeitos envolvidos.

As relações jurídicas têm fundamentalmente a ver com as posições que


se comparam (relações são inevitavelmente comparativas).

Comparatibilidade entre direitos e deveres é típica na relação jurídica.

Direito como critério de exigibilidade – critério subjetivo (poder de exigir).

Sentido objetivo – Direito (“law”)

Sentido subjetivo – direito (“right”)

Para termo efetivo um facto jurídico, para se fazer cumprir a exigibilidade


têm as sanções.

Se – hipótese / previsão Estrutura da

Então – estatuição norma

Dimensão sancionatória.

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É difícil por vezes definir o que é estatuição e o que já é dimensão


sancionatória.

Sanções positivas

Hipótese abstrata – tipificação

Problema da Os critérios
primários

Partilha do O Direito como e a sua

Mundo norma de Dever-Ser Estrutura Interna

“Se … / Então”

Como princípio constitutivo da nossa ação *

O Direito como

Norma de Dever – Ser que é

A Sanção

Ubi Societas

Ibi Ius

*As normas legais para desempenharem a função primária, ou seja, para se


apresentarem como critérios que indicção aos sujeitos como é que estes
devem agir e associam à adoção ou não desse comportamento uma certa
consequência jurídica (uma sanção) têm que apresentar a seguinte estrutura
interna:

a) uma previsão ou hipótese no qual o legislador consagrou um tipo abstrato de


situação, sendo que se o caso concreto e particular apresentar as mesmas
características deste tipo abstrato, então será regulamentado com aquilo que
vem consagrado na outra parte da norma legal a que se chama

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b) consequência ou estatuição jurídica.

Assim sendo, a aplicação de uma norma legal ao caso concreto, exige que
encontremos nesse caso as notas caraterizadoras do tipo abstrato da situação
que está consagrado na previsão dessa norma.

Em conclusão, a estrutura interna de uma lei que desempenha a função


primária, pode reconduzir-se ao esquema “Se … Então”

Consequência / Estatuição

Previsão/

Hipótese

Uma norma tem: *uma certa estrutura lógica * um enunciado – a 1º parte é a


previsão de um tipo de acontecimento que se pode passar na vida real
(previsão / hipótese da norma); a 2º parte é a resposta que o Direito dá à
situação prevista.

Estrutura da norma

Se … então …

Norma Ex.: Art. 1550º / 1º do código civil

Exemplo de Sanção positiva que é atribuído ao


proprietário um direito protestativo para que esta possa exigir a mesma
resposta do Direito.

Com
dimensão sancionatória

1º Parte – hipótese / previsão (Se)

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2º Parte – Estatuição (provisão) (então)

Invalidade

Anulabilidade *

Nulidade (pode ser evocada

(absoluta) apenas por outras


pessoas

Pode ser invocada por qualquer um (+ Grave)

*- Grave

Ineficácia – Inexistência

1º Linha Sanções Reconstrutivas ≠ Sanções Compensatórias

Da

Ordem consiste em voltar ao justiça corretiva,

Jurídica momento anterior à consiste na compensação

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Prática que desencadeou do sujeito que causou

O ato (art. 1340) danos para com a

Vítima, tornar a vítima

Indemnizada. Ex.: art.

483º e 496º / nº1

Sanção primitiva = Sanção repressiva

Ex.: pena de prisão

A atribuição de um direito à uma sanção positiva; Ineficácias são um tipo de


Sanção negativa.

Ex.: um certo contrato não produz os efeitos que, se pretendiam.

Ineficácia Inexistência

(sanções negativas) O ato não chega a ter matrialidade

(falta da declaração de vontade no casamento de um


dos

Invalidades noivos)

(Ex.: o negócio constitui-se mas

Viciado)

Ao nível do Direito penal temos também as medidas de segurança (para os


agentes inimputáveis) para além das penas.

A maior parte das sanções não usa diretamente a força (visam antes a
atribuição de Direitos e deveres aos suspeitos) ao contrário das sanções
permitivas (sanções de Direito penal).

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A coação * é um recurso que o Direito utiliza em última instância para se tornar


efetivo.

*é uma característica do Direito.

O que carateriza o Direito é a coencividade.

O Direito deve estar comprometido com uma série de valores / princípios.

Órnius é um tipo de Sanção

(ter oumus a pessoa tem um poder para evitar uma


determinada consequência).

Função do Direito

Função primária Função secundária

• “Dever Ser” Institucionalização

Função do onicutação de normas e instituições

De comportamentos jurídicas para tornar

Efetiva a função primária

Do Direito

Lex Superiori derrogat Legi inferiori Lei superior derroga a lei inferior.

Lex Specialis derrogat Legi generali Lei especial derroga a Lei geral

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Regras secundárias que atuam sempre quando se realizam concorrências


entre leis.

• Se na lei estiver indicada a sua própria


vigência ou se detiver a um fator temporário –
a lei termina a sua vigência por
CADUCIDADE

• Lei pode destinar-se a ter vigência temporária


mas são raras

Ex.: Legislação que se destina a proteger


deter.

Cidadãos de uma detenção, país que foram


combatentes numa detenção, guerra.

• A cessação da vigência ocorre através de um ato exterior a revogação


da lei que vai ser substituída por uma outra lei.

CADUCIDADE ≠ Revogação – Expressa

- Tácita

Exige um (cada nova lei vem tratar o mesmo problema que a


lei antiga

Ato Tratava mas de uma forma diferente)

Momento da determinação, realização procedimental

Sempre que interpomos uma ação contra outro esse ato resulta num processo
constituído por várias fases reguladas e regradadas pelo Direito.

Regras de procedimento são regras secundárias porque não são elas


que vão resolver o problema, mas ainda assim são indispensáveis para auxiliar
a resposta para a resolução deste mesmo problema.

Ver art. 1550, nº 1 do código civil.

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