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De Facto As Cacterísticas Do Direito Empresarial São Várias Mas Iremos Nos Focar Em Algumas,

Nomeadamente:
1. Cosmopolitismo,
2. Dinamismo,
3. Flexibilidade,
4. Informalismo,
5. Presunção De Solidariedade,
6. Onerosidade,
7. Liberdade De Concorrência,
8. Protecção Do Crédito E Da Boa-Fé, E
9. Facilidade De Prova.
E FACTO, O COSMOPOLITISMO ENCERRA EM SI A IDEIA DE QUE O DIREITO COMERCIAL DE UM
DETERMINADO ESTADO, QUE ESTÁ REFLECTIDO NAS NORMAS COMERCIAS APROVADAS PELAS
AUTORIDADES COMPETENTES DE CADA ESTADO (EM MOÇAMBIQUE É A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
OU O GOVERNO) SÃO IONFLUENCIADAS PELAS NORMAS COMERCIAIS INTERNACIONAIS
(CONVENÇÕES INTERNACIONAIS, TRATADOS, ETC).
ASSIM, ENCONTRAMOS NO DIREITO COMERCIAL CONTRATOS INTERNOS QUE SE INSPIRAM NOS
CONTRATOS CONSTANTES DE INSTRUMENTOS JURÍDICOS INTERNACIONAIS. POR EXEMPLO, O O
CNTRATO DE COMPRA E VENDA MERCANTIL CONSTANTE DO CÓDIGO COMERCIAL FOI BASTANTE
INFLUENCIADO PELO CONTRATO DE COMPRA E VENDA INTERNACIONAL BASTANTE ESTUDADO NO
"DIREITO COMERCIAL INTERNACIONAL". POR OUTRO LADO, AS NORMAS DE RESOLUÇÃO
EXTRAJUDICIAL DE CONFLITOS DE NATUREZA COMERCIAL TAMBÉM TEM INSPIRAÇÃO NOS
INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS SOBRE A RESOLUÇÃO DE EXTRAJUDICIAL DE CONFLITOS
COMERCIAIS. ESTAMOS A FALAR DA ARBITRAGEM, MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO.EM SÍNTESE, O
DIREITO COMERCIAL INTERNO DE UM ESTADO ESTÁ EM PERMANENTE CONTACTO COM O DIREITO
COMERCIAL INTERNACIONAL. ESTA REALIDADE VERIFICA-SE NO NOSSO DIA A DIA QUANDO, POR
EXEMPLO, IMPORTAMO SUMA VIATURA DO JAPÃO.
O DINAMISMO DO DIREITO COMERCIAL RESULTA DA RÁPIDA EVOLUÇÃO DA "ACTIVIDADE
COMERCIAL". NÃO SÓ AS NORMAS DO DIREITO COMERCIAL SÃO ALTERADAS COM FRENQUÊNCIA
PARA ESTAREM SEMPRE ADEQUADAS COM A REALIDADE COMERCIAL, MAS TAMBÉM NOVAS
REALIDADES COMERCIAL CARECEM DE REGULAÇÃO NOVA. É O EXEMPLO DO SURGIMENTO DE
NOVOS CONTRATOS COMERCIAIS. POR EXEMPLO O CONTRATO DE FRANQUIA, O CONTRATO DE
LEASING, ETC, SÃO NOVOS CONTRATOS E IMPLICOU A APROVAÇÃO DE NOVAS NORMAS JURÍDICAS
PARA A REGULAÇÃO DESSES CONTRRATOS. HÁ PAÍSES EM QUE NOVOS CONTRATOS COMERCIAIS
AINDA NÃO TEM PREVISÃO LEGAL/REGULAÇÃO, COMO É O CASO DO CONTRATO DE FRANQUIA EM
MOÇAMBIQUE.
EM RIGOR É MATÉRIA DO DIREITO DOS CONTRATOS COMERCIAIS. MAS UM EXEMPLO DE FRANQUIA
É O KFC, MIMMOS, MACDONAD, ETC. NA FRANQUIA TEM UM EMPRESÁRIO COMERCIAL QUE É DONO
DE UMA MARCA E PERMITE QUE UM OUTRO EMPRESÁRIO COMERCIAL EXPLORE A SUA MARCA.
O FACTO É NO DIREITO EMPRESARIAL OS EMPRESÁRIOS SÃO MOVIDOS PELO INTERESSE DE OBTER
LUCROS MEDIANTE EXERCÍCIO DA SUA ACTIVIDADE EMPRESARIAL E NÃO PRATICAR ACTOS DE
CARIDADE. TANTO É ASSIM QUE MESMO A CHAMADA "RESPONSABILIDADE SOCIAL" DE UQE TANTO
SE FALA TEM LIMITES LEGAIS. O CERTO É QUE EM MOÇAMBIQUE AS EMPRESAS NÃO PODEM FAZER
DOAÇÕES ACIMA DE 5% DOS SEUS RENDIMENTOS.
OS SÓCIOS DE UMA SOCIEDADE COMERCIAL CONTRIBUEM COM DINHEIRO OU PATRIMÓNIO
(INVESTEM) PARA EXERCR UMA ACTIVIDADE COMERCIAL COM VISTA À OBTENCÃO DE LUCROS NO
FINAL DO ANO DE EXERCÍCIO ECONÓMICO.

O QUE DIZ SOBRE SOLIDARIEDADE ESTA CORRECTO, MAS JA TENHO RESERVAS SOBRE A PARTE FINAL
PORQUANTO, DEVEMOS TER PRESENTE QUE EM DIREITO EMPRESARIAL A PRESUNCAO DE
SOLIDARIEDADE SIGNIFICA QUE NO SILENCIO DEVEMOS ENTENDER QUE OS DEVEDORES RESPONDEM
TODOS DE FORMA INDIVIDUAL EPLA TOTALIDADE DO DEBITO, AQUI COLOCA-SE OS QUE EXERCEM O
COMERCIO, QUANDO PLURALIDADE, UM EXEMPLO, IMAGINEMOS QUE O LEONER E A NATERCIA
ESTAO A EXERCER JUNTOS UMA ACTIVIDADE EMPRESARIAL.
NESSE CASO DEVEMOS PRESUMIR QUE QUER UM QUER OUTRO PODEM SER RESPONSAVEIS POR
TODA A OBRIGACAO.A ISSO CHAMAMOS PRESUNCAO DE SOLIDARIEDADE, E EH MESMO PARA
GARANTIR A SEGURANCA DO COMERCIO JURIDICO E EVITAR QUE UM EXIME-SE DE
RESPONSABILIDADE COM ARGUMENTO DE QUE OUTRO EH QUE DEVE CUMPRIR.
OBRE AS CARACTERISTICAS APENAS PERMITAM-ME DESTACAR AINDA O INFORMALISMO, ESTA ESTA
ASSOCIADA AO DINAMISMO DE QUE FALAMOS NA ULTIMA SESSAO, NO SENTIDO DE QUE O DIREITO
EMPRESARIAL NAO SE COMPADECE COM PROCEDIMENTOS RIGIDOS, OU SEJA, A DINAMICA DA
ACTIVIDADE EMPRESARIAL EXIGE QUE SE PAUTE POR PROCEDIMENTOS NAO RIGOROSOS.
ACTOS DE COMERCIO DEFENDIA A IDEIA DE QUE SERIA TODOS AQUELES ACTOS QUE TENDO
CONTEUDO ECONOMICO TRADUZIRIA A INTERPOSICAO NA TROCA, OU SEJA, QUE PRESSUPOE A
PARTICIPACAO DE UM SUJEITO ENTRE O PRODUTOR E O CONSUMIDOR PARA GARANTIR A
CIRCULACOA DA RIQUEZA.
OI AI QUE SURGIU A TEORIA DA INTERMEDIACAO E ESPECULACAO, PARA DEFENDER A TESE DE QUE
AQUELA PESSOA QUE FAZ A INTERPOSICAO NA CIRCULACAO DA RIQUEZA NAO EH UM SUJEITO
QUALQUER, EH UMA PESSOA ESPECIFICA QUE TEM OBJECTIVOS PROPRIOS NA SUA ACTUACAO,
SENDO QUE ESSES OBJECTIVOS CORRESPONDEM A OBTENCAO DE UM LUCRO, OU SEJA, SERA ACTO
DE COMERCIO AQUELE EM QUE UM INTERMEDIACIO ATUANDO COM UM FIM LUCRATIVO PERMITE
FACILITA A CIRCULACAO DA RIQUEZA.

EM RIGOR PODEMOS DIZER QUE SÃO ACTOS DO COMÉRCIO OS PRATICADOS PELO EMPRESÁRIO
COMERCIAL "NO EXERCÍCIO DE UMA EMPRESA COMERCIAL", O QUE SIGNIFICA QUE OS ACTOS
PRATICADOS FORA DO EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE COMERCIAL E QUE NÃO SIGNIFICAM NENHUMA
OBRIGAÇÃO DA EMPRESA NÃO SÃO CONSIDERAMOS ACTOS DE COMÉRCIO.

PARA ESCLARECERMOS QUE DE FACTO SÃO ACTOS SUBJECTIVOS OS PRATICADOS NO EXERCÍCIO DE


UMA EMPRESA COMERCIAL (ALÍNEA B) DO N.º 1, DO ARTIGO 4 DO CÓDIGO COMERCIAL).
SERÃO ACTOS OBJECTIVOS OD ESPECIALMENTE REGULADOS NA LEI COMERCIAL (ALÍNEA A), N.º 1, DO
ARTIGO 4 DO CÓDICO COMERCIAL).
ASSIM, A COMPRA DE MATÉRIA PRIMA POR UM EMPRESÁRIO COMERICIAL PARA ALIMENTAR A SUA
INDÚSTRIA VAI SER UM ACTO DE COMÉRCIO SUBJECTIVO E A NOMEAÇÃO DE UM ADMINISTRADOR
DE UMA EMPRESA COMERCIAL POR PARTE DE UM EMPRESÁRIO COMERCIAL VAI SER UM ACTO
OBJECTIVO (ESTÁ PREVISTO NO PRESENTE CÓDIGO).
OS ACTOS DE COMÉRCIO SUBJECTIVOS SÃO TAMBÉM ACTOS DE COMÉRCIO ABSOLUTOS (SÃO
ESSENCIAIS DO COMÉRCIO E FUNDAM-SE NO COMÉRCIO). OS ACTOS DE COMÉRCIO TAMBÉM
PODEM SER UNILATERAIS OU BILATERAIS.
SERÃO UNILATEIRIAS OS PRATICADOS PELO EMPRESÁRIO COMERCIAL NUMA RELAÇÃO JURÍDICA EM
QUE A OUTRA PARTE DO CONTRATO NÃO É EMPRESÁRIO COMERCIAL (VEJAM ARTIGO 5 DO CÓDICO
COMERCIAL). NOS ACTOS BILATERAIS AS DUAS PARTES DA RELAÇÃO CONTRATUAL SÃO
EMPRESÁRIOS COMERCIAIS.
NO EXEMPLO DO EMPRESÁRIO COMERCIAL QUE COMPRA MATÉRIA PRIMA PARA ALIMENTAR A SUA
INDÚSTRIA ESTAREMOS PERANTE UM ACTO DE COMÉRCIO UNILATERIAL SE A OUTRA PARTE QUE LHE
VENDE A MATÉRIA PRIMA NÃO FOR EMPRESÁRIO COMERCIAL. ESTAREMOS PERANTE UM ACTO DE
COMÉRCIO BILATERAL SE O VENDEDOR FOR TAMBÉM UM EMPRESÁRIO COMERCIAL.

APESAR DO CÓDIGO COMERCIAL NÃO DEFINIR EMPRESÁRIO COMERCIAL, ESTE NOS DIZ QUEM PODE
SER EMPRESÁRIO COMERCIAL, ISTO É, QUEM É QUE PODE EXERCER A ACTIVIDADE COMERCIAL
DESCRITA NO ARTIGO 3 DO CÓDIGO COMERCIAL, E ESTO ESTÁ DESCRITO NO ARTIGO 2 DO CÓDIGO
COMERCIAL. ASSIM, PODE SER EMPRESÁRIO COMERCIAL "
A) PESSOAL SINGULARES OU COLECTIVAS E
B) SOCIEDADE COMERCIAIS". VEJAMOS ENTÃO O QUE É QUE SE PODE DIZER SOBRE PESSOAS
SINGULARES E MAIS TARDE ANALISARESMO UM POUCO A QUESTÃO DE SOCIEDADE COMERCIAIS
PESSOA SINGULAR CONTRAPÕE-SE A PESSOA COLECTIVA.
PESSOA SINGULAR É UMA PESSOA FÍSICA, PESSOA HUMANA E PESSOA COLECTIVA É UMA
"ORGANIZAÇÃO", POR EXEMPLO UMA ONG, UMA ASSOCIAÇÃO, UMA SOCIEDADE, ETC.
EXCEPCAO PREVISTA NO ARTIGO 10 REFERE-SE A POSSIBILIDADE D MENOR ELE MESMO EXERCER O
COEMRCIO PELO QUE SEU FILHO TERA INCAPACIDADE ABSOLUTA E NAO PODE EXERCER O
COMERCIO. SITUACAO DIFERENTE SERA ELE SER SOCIO DE UMA SOCIEDADE COMERCIAL PORQUE AI
ELE PODE SER.QUERO DESTACAR UM ASPECTO NO CASO DA AUTORIZACAO PELOS PAIS, EH QUE SE
PRESTAREM BEMA TENCAO AO ARTIGO 10 NR 2 IRAO NOTAR QUE NAO EH QUALQUER PAI QUE PODE
DAR AUTORIZACAO, APENAS AQUELE QUE TENHA A GUARDA DO MENOR.
SIGNIFICA ISTO QUE SE OS PAIS ESTIVEREM SEPARADOS E SE TIVER DETERMINADO QUEM FICA COM
A GUARDA DO FILHO, AQUELE A QUEM NAO TIVER SIDO DIFERIDA A GUARDA NAO TEM
LEGITIMIDADE PARA DAR AUTORIZACAO.