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Faculdade de engenharia e Desenho

Diagrama de Dispersão, como Ferramenta na Gestão de Qualidade

Gestão de Qualidade

Universidade Rovuma
Campus de Nacala-Porto
2020
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Carlos A. Soares Mahaua

Diagrama de Dispersão, como Ferramenta na Gestão de Qualidade

Gestão de Qualidade

Trabalho de caracter avaliativo da cadeira


de Edificações no curso de engenharia
Civil, 4° ano, leccionado por Arq. Célia
Davide

Universidade Rovuma
Campus de Nacala-Porto
2020
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Indece

1.Introdução ............................................................................................................................... 2

1.1.Conceitos e suas finalidades ................................................................................................ 3

1.2.Relação entre as variáveis............................................................................................. 3

1.3.Dispersão dos pontos ........................................................................................................ 4

2.Utilidade e suas áreas, em especial na gestão de qualidade de projectos de construção civil 5

2.1 Analise de diagrama de dispersão: ................................................................................... 6

2.2. Vantagens e ......................................................................................................................... 6

2.3. Desvantagem ................................................................................................................... 7

3.Como e quando se deve usar um diagrama de dispersão ........................................................ 7

3.1.Pré-requisitos para construir o diagrama de dispersão ..................................................... 8

3.2.Como fazer um diagrama de dispersão ............................................................................ 8

4.Conclusão................................................................................................................................ 9

5.Referências bibliográficas ..................................................................................................... 10


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1. Introdução

A gestão da Qualidade é uma das sete Áreas de Conhecimento necessárias para se gerenciar
um projeto. Os princípios e os processos da gestão da qualidade têm sido bastante discutidos,
devido à falta de qualidade dos projetos, considerada como grande barreira para o avanço
tecnológico e organizacional da indústria de construção do país. Este artigo tem como
objetivo mostrar quais são os processos da Gestão da Qualidade e sua devida importância no
ambiente de projetos, discutir a definição de qualidade adotados pelo PMI e sua
compatibilidade com a International Organization for Standardization (ISSO), além de
discutir os impactos na implementação dos princípios de qualidade em empresas de projeto
Diagrama de Dispersão – relacionamento existente entre valores correspondentes a uma série
de duas variáveis.
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1.1. Conceitos e suas finalidades

O que é Diagrama de Dispersão?

São gráficos que permitem a identificação entre causas e efeitos, para avaliar o relacionamento
entre variáveis. O diagrama de dispersão é a etapa seguinte do diagrama de causa e efeito, pois
verifica-se se há uma possível relação entre as causas, isto é, nos mostra se existe uma relação,
e em que intensidade.

Considerado uma das 7 ferramentas básicas da qualidade, o Diagrama de Dispersão (também


conhecido como Gráfico de Dispersão, Gráfico de correlação ou Gráfico XY), é uma
representação gráfica da possível relação entre duas variáveis e, dessa forma, mostra de forma
gráfica os pares de dados numéricos e sua relação.

1.2.Relação entre as variáveis

Essa relação entre as variáveis é chamada de correlação, e existem três tipos: positiva, negativa
e nula.

Correlação positiva: quando há uma aglomeração dos pontos em tendência crescente,


significa que conforme uma variável aumenta, a outra variável também aumenta. Por exemplo,
no caso da relação entre temperatura e número de sorvetes vendidos, temos uma relação
positiva.

Correlação negativa: quando os pontos se concentram em uma linha que decresce, significa
que conforme uma variável aumenta, a outra variável diminui, ou seja, quanto maior for a
ocorrência de um dos dados, menor será a ocorrência do outro dado. Por exemplo, se
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correlacionarmos a taxa de natalidade com a riqueza de um país, veremos que quanto mais rico
um país, menor é a taxa de natalidade.

Correlação nula: quando há uma grande dispersão entre os pontos ou eles não seguem
tendência positiva nem negativa, significa que não há nenhuma correlação aparente entre as
variáveis.

1.3.Dispersão dos pontos


A dispersão dos pontos mostra qual a intensidade da relação: forte ou fraca.

Forte: Quanto menor for a dispersão dos pontos, maior será a correlação entre os dados.
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Fraca: Quanto maior for a dispersão dos pontos, menor será o grau entre os dados.

2. Utilidade e suas áreas, em especial na gestão de qualidade de projectos de


construção civil

O ramo da construção civil tem elevadas taxas de desperdício. Acredita-se que 30% dos
materiais utilizados neste ramo são desperdiçados, elevando custo da obra sem se preocupar
com o meio ambiente.
Segundo Souza (1995), a construção civil apresenta diferenças em
relação à indústria de transformação, na qual se desenvolveram os conceitos
relacionados à qualidade. Dessa forma, para a implementação da Qualidade
Total neste setor, são necessárias adaptações específicas das teorias
convencionais, devido à complexidade do processo.

 Buscar ações que minimizem o desperdício de materiais nas obras.


 Criar indicadores de desperdício.
 Padronizar os procedimentos de utilização dos materiais nas obras

Exemplo: Na moldagem de tanques plásticos, avaliação da relação entre a variação de ar (no


sopro -causa) como causa de paredes finas (defeito):
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2.1 Analise de diagrama de dispersão:

2.2. Vantagens e
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2.2. Vantagem e

 Permite a identificação do possível relacionamento entre variáveis consideradas numa


análise;

 Ideal quando há interesse em visualizar a intensidade do relacionamento entre duas


variáveis;

 Pode ser utilizado para comprovar a relação entre dois efeitos, permitindo analisar uma
teoria a respeito de causas comuns.

2.3. Desvantagem

 É um método estatístico complexo, que necessita de um nível mínimo de


Conhecimentos obre a ferramenta para que se possa utilizá-la;

 Exige um profundo conhecimento do processo cujo problema deseja-se solucionar;

 Não há garantia de causa-efeito. Há necessidade de reunir outras informações para que


seja possível tirar melhores conclusões.

3. Como e quando se deve usar um diagrama de dispersão

O Diagrama de Dispersão é usado para analisar a relação entre duas variáveis e em que
intensidade a mudança de um dado impacta outro dado. Assim podemos aplicá-la:

 Ao tentar identificar possíveis causas raiz dos problemas, ou seja, ao invés de


levantar apenas suposições, fazer uma validação com um diagrama de dispersão para
listar hipóteses de causas raiz com base em fatos e dados;
 Para visualizar uma variável com outra e o que acontece se uma se alterar.
 Após brainstorming de causas e efeitos usando um Diagrama de Ishikawa, por
exemplo, para determinar se uma causa e um efeito estão relacionadas. imagine que ao
discutir as causas do número de acidentes em uma rodovia, apareceu como causa o “dia
de chuva”, então é possível fazer um diagrama de dispersão da relação entre dia de
chuva e número de acidentes;
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 Para verificar se as duas variáveis estão relacionadas, ou se há uma possível


relação de causa e efeito.
 Na validação, se 2 efeitos ocorrem a partir de uma mesma causa. Isso é muito útil
quando você tem várias não conformidades com uma mesma causa raiz e você quer
validar se a correlação entre elas é verdadeira;
 Para visualizar a intensidade do relacionamento entre as duas variáveis, e
comparar a relação entre os dois efeitos.
 Ao testar a autocorrelação antes de construir um gráfico de controle: O que pode
acontecer é que mesmo que o diagrama de dispersão mostre uma relação, não suponha
que uma variável causou a outra. Ambos podem ser influenciados por uma terceira
variável que não foi considerada, por isso, ao usar essa ferramenta é necessário o
levantamento constante de hipóteses.

3.1.Pré-requisitos para construir o diagrama de dispersão

Coletar dados sob forma de par ordenado, em tempo determinado, entre as variáveis que se
deseja estudar as relações.

3.2.Como fazer um diagrama de dispersão

 Coletar os pares da amostra que poderão estar relacionados.


 Construir os eixos, a variável causa no eixo horizontal e a variável efeito no eixo
vertical.
 Colocar os dados no diagrama.
 Adicionar informações complementares, tais como: nome das variáveis, período de
coleta, tamanho da amostra e outros.
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4. Conclusão

Com relação à implantação dos sistemas de gestão da qualidade conclui-se que as maiores
dificuldades se encontram no fato de que as empresas de pequeno porte, possuem pouca
capacidade de investimento e grande número de subcontratações e estruturas com poucos
níveis. Em geral, foram obtidos resultados satisfatórios cujo sistema de gestão da qualidade
contribuiu para a padronização dos processos por meio da confecção de procedimentos.

Os escritórios de projetos e construtoras têm alcançado alto índice de melhorias com a


implantação dos sistemas de qualidade, apesar de encontrarem dificuldades de várias questões.
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5. Referências bibliográficas

AMORIM, S.R.L. Qualidade do projeto: uma abordagem voltada para os escritórios de


arquitetura. In: WORKSHOP QUALIDADE DO PROJETO, 1997, Rio de Janeiro. Anais. Rio
de Janeiro: PROARQ/FAU/UFRJ, 1997.

BAÍA, J. L. Sistemas de gestão da qualidade em empresas de projeto: aplicação ao caso das


empresas de arquitetura. 1998. 224 f. Dissertação (mestrado em Engenharia Civil) – Escola
Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.

BIRNBERG, H. G. Project Management for building designers and ouwers. 2nd. Ed.Boca
Ratton: CRC, 1998. 256 f.

CARDOSO, F.F.; SILVA, F.B.; FABRÌCIO, M.M. Os fornecedores de serviços de engenharia


e projetos e a competitividade das empresas de construção de edifícios.

In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL NUTAU-98 DE ARQUITETURA E URBANISMO,


1998, São Paulo. Tecnologias para o Século XXI: anais. São Paulo: FAU/USP, 1998. 1 CD-
ROM.

REIS, P.F. Análise dos impactos da implementação de sistemas de gestão da qualidade nos
processos de produção de pequenas e médias empresas de construção de edifícios. 1998. 254f.
Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo,
São Paulo, 1998.

GUIA PMBOK. Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos.


Terceira edição. Uma Norma Nacional Americana. ANSI/PMI 99-001-2004.

Como se tornar um Profissional em Gerenciamento de Projetos: livro-base de “Preparação para


Certificação PMP – Project Management Professional”/supervisão Paul Campbel Disnsmore;
coordenação: Adriane Cavalieri. 2ª ed. 2005. 352f. Rio de Janeiro.

MELO, P.P.O. Gestão da Qualidade – Processo. 2006. In: PÓS GRADUAÇÃO E


APERFEIÇOAMENTO EM GERENCIAMETO DE PROJETOS. 2006. IETEC.