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EIXO TEMÁTICO: Educação e Trabalho

AÇÃO PROAMCME:
descrição da política pública de formação de
conselheiros municipais de educação implementada
pelo programa de apoio a educação municipal
Angelo Dantas de Oliveira

IV Jorneduc. SALVADOR/BA. 04 a 06 de setembro de 2019


Introdução

Esta apresentação consiste numa socialização de parte da pesquisa desenvolvida ao longo do


Mestrado em Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (GESTEC), do Programa de Pós-
Graduação em Educação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Por entender que os Conselhos Municipais de Educação (CME) se constituem como espaço para a
construção da participação democrática dos cidadãos, na gestão das políticas públicas de educação, é
que surgiu o interesse em estudar as ações desenvolvidas pela SECBA, por meio do PROAM, ao
elaborar e executar, a partir do ano de 2011, um curso de formação para os conselheiros (Projeto
Proam/CME).

Na pesquisa o estudo trouxe como conceito condutor o de políticas públicas associado ao de


federalismo, além da reflexão sobre como o Estado e o federalismo se associam à compreensão dos
processos de elaboração das políticas públicas para educação, e, junto a eles, as relações federativas
e a atuação dos conselhos gestores de políticas públicas como são os Conselhos Municipais de
Educação.

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Objetivo do trabalho

O escopo do estudo visou analisar, no âmbito do


estado da Bahia, uma política pública que trazia o
discurso do fortalecimento dos Conselhos Municipais
de Educação (CME) por meio da formação continuada
de seus membros.

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Revisão de literatura

• Um dos primeiros estudos foi realizado Wanderley Ribeiro (1998), dissertação de mestrado
defendida na Universidade Federal da Bahia, sob o título “Conselhos Municipais de Educação e
a descentralização da gestão educacional na Bahia”.

• Castro (2016) na tese “Conselho Municipal de Educação de Feira de Santana: O Contexto da


Produção dos Textos Oficiais”, não tratou da questão da formação dos conselheiros municipais.
Visou “compreender os princípios e concepções presentes nos textos oficiais que regulamentam a
criação e organização do CME de Feira de Santana”

• Aragão et al (2011) em “Formação continuada para conselheiros municipais de educação: a


experiência da Bahia, 2010-2011”, promove a descrição da organização do Curso de Formação
Continuada de Conselheiros Municipais de Educação oferecido pela UFBA. Mostra a base legal,
política e pedagógica do curso e como os cursistas se apropriaram do AVA para as atividades.

• Em virtude da ausência de estudos que tomem a formação de conselheiros municipais de


educação na Bahia como uma política pública, o presente veio para preencher esta lacuna.
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METODOLOGIA
• A metodologia levou em consideração formas diferenciadas para a coleta informações através do
cruzamento de dados obtidos pela pesquisa bibliográfica e pela pesquisa documental, o
que possibilitou observar evidências distintas no processo de criação e implementação da
política pública em análise.

• Para compreender como a ação de formação de conselheiros municipais de educação ascendeu


na agenda de políticas, a referência foi o arcabouço metodológico do “modelo de múltiplos
fluxos” de John Kingdon (2003) e o Ciclo de Políticas (policy cycle) (CAPELLA, 2006:
GELINSKI, 2008: FREY, 2000).

• Com a pesquisa bibliográfica foi possível estruturar as bases teóricas do estudo que traz como
conceitos condutores: políticas públicas e federalismo (BORDIGNON, 2009).

• O recorte temporal da pesquisa - 2011 e 2015 - consistiu os anos em que a Ação PROAM/CME
foi efetivada e reelaborada.

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Principais resultados
do projeto
Apesar do gradativo crescimento do número de CME na Bahia, não havia estudos ou pesquisas que
discutissem, especificamente, a formação de conselheiros municipais de educação como objeto de
estudo.

Tabela 1: Número de Conselhos Municipais de Educação na Bahia


Período
Situação dos municípios com CME
2004 2005 2006 2007
Total de Municípios 417 417 417 417
Municípios cadastrados no SICME 242 242 304 348

Municípios com ato legal de criação do SME 131 202 259 305

Percentual de município com SME 31% 48% 62% 73%

Elaborada a partir dos Perfil dos Conselho Municipais de Educação MEC/Pró-Conselho 2004-2005-2006-
2007.

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Principais resultados
do projeto

A efetivação do Projeto de Fortalecimento dos Conselhos Municipais de Educação ocorreu nos


anos de 2011, 2012 e 2013, e dos percursos formativos foram produzidos relatórios anuais.

Tabela 2 – Números obtidos nos relatórios do Projeto de Fortalecimento dos Conselhos nos anos de efetividade
do mesmo – 2011 e 2013

1º ano do Projeto 2º ano 2


Item do Relatório
2011 2013
Municípios adidos 127 24
Cursistas Inscritos 512 140
Direc – envolvida 30 4
Formadores 11 4
Nº de Polos 12 4
Etapas de Formação 3 3

Fonte: Elaborado pelo autor a partir dos relatórios dados obtidos junto ao PROAM

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Principais resultados
do projeto
O percentual de atendimento pela Ação PROAM/CME atinge 38% dos municípios com CME.
Tabela 3 – Conselhos Municipais de Educação Instituídos na Bahia (2006-2014)
Ano 2006 2009 2011 2014

Quantidade de 323 361 393 398


CME
Fonte: IBGE – Disponível em: http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=ba. Acesso em: 06 de março de
2019.

Os números referentes à participação dos conselheiros cursistas nas formações.


Quadro 2 – Adesão dos municípios e o número de cursistas em cada oficina.

Período das oficinas


Itens do Relatório 1ª Oficina: 01, 03, 2ª Oficina: 10 a 3ª Oficina: 20/11
05 e 10.08.11 21.10.11 a 09.12.11
Número de Municípios Adidos 127 127 127
Número de Municípios Presentes 93 69 59
Número de conselheiros Previstos 512 512 512
Número de conselheiros Presentes 318 195 179
Elaborado pelo autor a partir do relatório do Proam 2011.
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Conclusões
• As políticas públicas implementadas pela SECBA, através do PROAM, tiveram o
condão de aproximar o Estado de seus municípios e consolidar um padrão de
gestão pública para fortalecer as relações de colaboração e cooperação, de forma
horizontalizada.
• O Proam, através do Projeto de Fortalecimento dos Conselhos Municipais de
Educação, criou uma interlocução com as gestões municipais e com as
comunidades locais, sem romper o limite federativo do município.
• A formação técnica oferecida pelo PROAM visou qualificar os conselheiros para
atuar na execução de procedimentos rotineiros dos CME, que possibilitasse
qualificar os conselheiros para superar problemas locais referentes à educação, e,
a partir deles, melhorar os índices educacionais do município, o que repercutiria
também nos índices gerais da Bahia.
• Mais do que uma intenção programática, para mudar a realidade do
planejamento e implementação de políticas públicas para educação no Estado da
Bahia, será necessário um intenso processo de amadurecimento no sentido da
construção de políticas públicas interinstitucionais.

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Contato:
Angelo Dantas de Oliveira
Secretaria de Educação do Estado da Bahia
Colégio Estadual Mário Augusto Teixeira de Freitas
Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Apoio Educacional e
Tecnologia da Informação Isaías Alves
Universidade do Estado da Bahia (Uneb)
angelodantaso@gmail.com

Muito obrigado!

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