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ESTADO DE RORAIMA

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
SEÇÃO DE TREINAMENTO E
QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL
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CURSO
de
REDAÇÃO FORENSE
e
ELEMENTOS DA GRAMÁTICA

PROFESSOR EDUARDO SABBAG

Material Complementar

JULHO / 2010
BOA VISTA/RR
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1) REDAÇÃO

DICAS DE REDAÇÃO

Importância da Leitura e do Hábito da Escrita

Diz o senso comum que quem lê muito necessariamente escreve bem. Mas, na prática, não
é bem assim que funciona. Nem todos que leem bons textos, em grande quantidade, escrevem
bem. Por outro lado, é impossível escrever bem sem muito tempo gasto em leituras.
Se somente a leitura não basta, é certo que é grande ajuda para se tornar um bom autor.
Adquire-se, com o hábito da leitura, cultura geral, requisito para ser um bom e crítico escritor.
Além disso, o contato com o texto de qualidade faz com que se apreenda, mesmo que
inconscientemente, a forma da narrativa, a estrutura das orações, a colocação e a força das
palavras. Isso tudo pode fazer a diferença na hora da Redação.
Artigos de opinião e editoriais, por exemplo, são ótimos mecanismos para a observação e
aquisição do domínio das estruturas dissertativas, além, é claro, de ser excelente fonte para o
enriquecimento do vocabulário e do senso crítico. Mas nada substitui a prática habitual da escrita.
Não há grandes segredos para ser um bom autor, seja na elaboração de reportagens,
artigos, dissertações, poemas ou romances. É somente com muito empenho, esforço, disciplina e
paciência que se adquire o controle da técnica redacional. Sobre esse tema, podemos citar o
ilustre escritor português Eça de Queiroz, que dizia: “A simplicidade do texto resulta sempre de
um violento esforço. Não se atinge uma expressão fácil, concisa e harmoniosa, sem longas e
tumultuárias lutas em que arquejam juntos espírito e vontade”.
Vou repetir a você o que sempre digo aos meus alunos: leia em abundância, tudo o que cair
à mão, mas dê preferência aos textos de qualidade. E, na mesma medida, exercite a sua escrita,
por meio de atividades que estimulam a sua criatividade textual. Mantenha um diário, faça
Redações, escreva contos, poemas, e por que não romances? A Leitura e a Escrita são
igualmente importantes para se tornar um bom redator. Certamente, seguindo essas dicas, você
atingirá o seu objetivo.

Biblioteca

É indispensável que, durante os seus estudos e a sua preparação, você tenha acesso a
boas obras, bons livros de referência. São eles que sanarão as suas dúvidas e darão elementos
para um enriquecimento das suas capacidades. Sejam próprios, emprestados ou de bibliotecas,
procure manter um fácil acesso a eles. Acompanhe a lista a seguir:

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a. Um bom dicionário, completo e atualizado, especialmente após o recente Acordo


Ortográfico. Hoje em dia já existem as versões digitais dos dicionários, que são uma
verdadeira “bênção” para os mais preguiçosos. Tais versões, desde que completas, suprem
satisfatoriamente o material impresso. Sugestão: DICIONÁRIOS: AURÉLIO ou HOUAISS
(grandes).

b. Uma gramática. Há várias gramáticas de qualidade disponíveis. Escolha a de sua


preferência, com o linguajar que mais lhe agrada. Mas só valem as gramáticas completas.
As versões “míni” só são úteis em situações emergenciais. Como referência, tenha uma
gramática completa. Algumas sugestões de autores: A escolher: Cegalla; Celso Cunha;
Evanildo Bechara; Faraco &Moura.

c. Um dicionário de dificuldades. A Língua Portuguesa, pela sua complexidade, não


tem todas as suas dúvidas sanadas nas gramáticas tradicionais. Por conta disso, é
importante que você tenha um bom Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa, no
qual você poderá elucidar as questões mais sutis e delicadas quanto ao bom uso do nosso
idioma. Sugestão: Dicionário De Dificuldades Da Língua Portuguesa, Domingos Paschoal
Cegalla, Edição de Bolso, Editora L&PM Pocket.

d. VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. O VOLP, editado pela


Academia Brasileira de Letras, é um levantamento de todas as palavras em língua
portuguesa, com indicação de sua grafia, prosódia, ortoépia, classe gramatical e outras
informações úteis. Se a palavra não está no VOLP, ela não existe no idioma pátrio, pelo
menos oficialmente. Difere do dicionário por não conter o significado das palavras.
Atualmente, é de fundamental importância, tendo em vista o recente Acordo Ortográfico
celebrado entre os países de Língua Portuguesa e as dezenas de dúvidas advindas de suas
normas.

Lembre-se: ao surgir uma dúvida, por exemplo, quanto à grafia de uma palavra ou quanto à
sintaxe de uma oração, busque socorro imediatamente na obra de referência adequada. Não
deixe para depois nem permaneça com a dúvida. É muito comum ouvir que se tem “preguiça” de
consultar uma gramática ou um dicionário. Tal conduta não é adequada a quem almeja bom
desempenho em uma Redação. Encontre a solução para a sua dúvida! O conhecimento é
cumulativo, e cada vez que nos socorremos em uma obra de referência significa uma vez a
menos que teremos de consultá-la no futuro.

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BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA

Livros específicos:

- REDAÇÃO LINHA A LINHA, Thaís Nicoleti de Camargo, Editora Publifolha;

- TÉCNICA DE REDAÇÃO - O que é preciso saber para escrever bem, Lucília H. do Carmo
Garcez, Editora Martins Fontes;

- CURSO DE REDAÇÃO, Antônio Suárez Abreu, Editora Ática;

- Enciclopédia do Estudante vendida pelo Estadão. VOLUME 8 - REDAÇÃO E COMUNICAÇÃO.

- A ARTE DE ESCREVER BEM - Um guia para jornalistas e profissionais do texto - Dad Squarisi
e Arlete Salvador. Editora Contexto.

- Revista Língua Portuguesa Especial - REDAÇÃO - O seu futuro em 30 linhas. Editora


Segmento.

C) Bibliografia Avançada (APRIMORAMENTO DA ESCRITA):

COMUNICAÇÃO EM PROSA MODERNA. Othon M. Garcia. Editora FGV.

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Problemas que afetam a nobreza na linguagem: os clichês e chavões

Segue, abaixo, uma lista de lugares-comuns ou clichês que retiram a robustez argumentativa da
ideia a ser transmitida:

1. A cada dia que passa 20. Lavar a alma 39. Parece que foi ontem

2. A todo vapor 21. Leque de opções 40. A vida é uma luta

3. A toque de caixa 22. Lugar ao sol 41. A escalada da violência

4. Antes de mais nada 23. Luz no fim do túnel 42. A ciranda de preços

5. Cair como uma luva 24. Menina-dos-olhos 43. A corrida armamentista

6. Chover no molhado 25. Na ordem do dia 44. Apostar todas as fichas

7. De mão beijada 26. No fundo do poço 45. Tecer comentários

8. Do Oiapoque ao Chuí 27. Ovelha-negra 46. Administrar a vantagem

9. Divisor de águas 28. Isto é óbvio e ululante 47. Reverter a situação

10. Erro gritante 29. Pelo andar da carruagem 48. Agradar a gregos e troianos

11. Efeito dominó 30. Em petição de miséria 49. Página virada

12. Em sã consciência 31. Requinte de crueldade 50. A pressa é inimiga da

13. Estar no páreo 32. Saraivada de golpes perfeição

14. Faca de dois gumes 33. Sentir na pele 51. Passar em brancas nuvens

15. Fazer das tripas coração 34. Separar o joio do trigo 52. Botar a boca no trombone

16. Fez por merecer 35. Trazer à tona 53. Pode tirar o cavalo da chuva

17. Fugir da raia 36. Trocar farpas 54. Deu o tiro de misericórdia

18. Gerar polêmica 37. Via de regra

19. Hora da verdade 38. Voltar à estaca zero

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2) VÍRGULA

Exercícios Gabaritados:

1. Neguei-o eu, e nego. (Rui Barbosa)


Regra: objeto direito pleonástico, enfático ou redundante.

2. O amor, por exemplo, é um sacerdócio. (Machado de Assis)


Regra: expressão explicativa intercalada.

3. Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista,
manicura. (Manuel Bandeira)
Regra: separação de orações e caso de enumeração.

4. Por onde fordes, ela irá convosco. (Carlos Drummond de Andrade)


Regra: oração adverbial anteposta.

5. Além da conversa das mulheres, são os sonhos que seguram o mundo na sua órbita. (José
Saramago)
Regra: adjunto adverbial anteposto.

6. A política não é uma ciência, mas uma arte. (Otto Von Bismarck)
Regra: conjunção coordenativa adversativa.

7. Não tenha pressa, mas não perca tempo. (José Saramago)


Regra: conjunção coordenativa adversativa.

08. Se a montanha não vem a Maomé, Maomé vai à montanha. (Maomé)


Regra: oração adverbial anteposta.

9. Assim é, se lhe parece. (Luigi Pirandello)


Regra: oração adverbial posposta (há facultatividade na vírgula)

10. Para morrer com estilo, viver em Barroco. (Umberto Eco)


Regra: a vírgula e a supressão de termo (elipse).

11. Eras muito, eras todos, e nunca eras ninguém. (Fernando Pessoa)
Regra: a vírgula para separar orações.

12. O experimento nunca erra, somente erram vossos juízos. (Leonardo da Vinci)
Regra: a vírgula para separar orações.

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13. Penso, logo existo. (René Descartes)


Regra: a vírgula antes de conjunção coordenativa.

14. Säo Paulo dá café, Minas dá leite e a Vila Isabel dá samba(Noel Rosa).
Regra: a vírgula para separar orações.

15. Em se plantando, tudo dá. (Pero Vaz de Caminha)


Regra: oração adverbial anteposta (reduzida de gerúndio).

16. Ou afundar, ou nadar. (W. Shakespeare)


Regra: a vírgula com repetição propositada de conjunção (polissíndeto).

17. Vim, vi e venci! (Júlio César)


Regra: a vírgula para separar orações.

18. Eu não sou ministro, eu estou ministro. (Eduardo Matos Portela)


Regra: a vírgula para separar orações.

19. Livre nasci, livre vivo, livre morrerei. (Pietro Aretino)


Regra: a vírgula para separar orações.

20. Não lamento morrer, mas deixar de viver (François Mitterrand)


Regra: a vírgula antes de conjunção coordenativa.

21. Enquanto se ameaça, descansa o ameaçado. (Miguel de Cervantes)


Regra: oração subordinada adverbial anteposta.

22. Amai, amai, que tudo mais é nada. (La Fontaine)


Regra: (I) a vírgula para separar termos repetidos; (II) a vírgula para separar orações.

23. Pisado, o menor verme se revira. (W. Shakespeare)


Regra: oração adverbial anteposta, reduzida de particípio.

24. Nós, as mulheres, não somos tão fáceis de conhecer! (Santa Teresa de Ávila)
Regra: a vírgula e o aposto.

25. O sertanejo é, antes de tudo, um forte. (Euclides da Cunha)


Regra: expressões explicativas intercaladas.

26. Eu levo a primeira parte, porque me chamo leão. (Fedro)


Regra: a vírgula antes de conjunção causal, separando orações.

27. Onde é necessário vencer, convém ceder. (Quintiliano)


Regra: oração subordinada adverbial anteposta.

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28. Se todos fossem humoristas, não tinha graça nenhuma. (Renato Pereira)
Regra: oração subordinada adverbial anteposta.

29. Se deves julgar, investiga. Se deves reinar, manda. (Sêneca)


Regra: oração subordinada adverbial anteposta.

30. Já se ouve cantar o negro, pela agreste imensidäo. (Cecília Meireles)


Regra: a vírgula e o adjunto adverbial posposto (facultatividade).

31. Eles mandam, e vós servis; eles dormem, e vós velais; eles descansam, e vós trabalhais;
eles gozam o fruto de vossos trabalhos, e o que vós colheis deles é um trabalho sobre outro.
(Antônio Vieira)
Regra: a vírgula para separar orações, com sujeitos distintos, sendo aquelas unidas pela partícula
“e”.

32. Brasília, Capital da República, foi fundada em 1960.


Regra: (I) a vírgula e os topônimos; (II) a vírgula e o aposto.

33. A poesia, a dança, a escultura, a música, tudo é forma de expressão.


Regra: a vírgula para separar enumerações.

34. Minha casa tem dois dormitórios, dois banheiros, uma cozinha, uma sala e um pequeno
quintal.
Regra: a vírgula para separar enumerações.

35. A poluição ambiental, meus senhores, tem sido um grave problema.


Regra: a vírgula e o vocativo.

36. O senhor Carlos, chefe da empresa, adiou a decisão.


Regra: a vírgula e o aposto.

37. Maria, o chefe da firma vai promover você!


Regra: a vírgula e o vocativo.

38. Naquele dia, porém, ninguém se manifestou.


Regra: a vírgula e a conjunção coordenativa intercalada.

39. No inverno, ela me deixou. Felizmente, tudo acabou bem.


Regra: adjuntos adverbiais antepostos.

40. Quero que você volte, ou melhor, fique comigo para sempre.
Regra: a vírgula e a expressão corretiva intercalada.

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3) ARTIGOS DO PROFESSOR

Artigo 1

A SENDA DO PRONOME: EU TE AMO ou EU A AMO?

No campo dos pronomes, parece que os registros na oralidade e a língua culta não
convivem bem. Estão quase sempre em conflito! A contenda não ocorre à toa. O sistema de
pronomes do português é demasiadamente rico e bastante complexo. Se em certa região do país,
diz-se “Quero que você venha amanhã.”, em outra será possível ouvir “Quero que tu venha
amanhã.” E note que, além da fala variada, há a possibilidade de ocorrência de erros, como na
imprópria conjugação verbal da segunda frase. Melhor seria registrá-la “Quero que tu venhaS
amanhã.”

A celeuma freqüenta, a olhos vistos, o dia-a-dia do povo brasileiro. O Jornal do Brasil


reproduziu em hilária charge, a fala despretensiosa do brasileiro, deleitando-se em seu
coloquialismo:

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O brasileiro adotou – de “adoção”, mesmo, propriamente dita – a expressão “eu te amo”. Por
aqui, sempre se ouve e se diz – até com certa prolixidade – o tal “eu te amo”. A frase é clássica e
típica entre aqueles que estão enamorados e, até mesmo, entre aqueles que ainda não o estão,
porém já pretendem deixar avisado que são detentores de tal sentimento. Portanto, a expressão
serve, quanto ao amor, em si, para externá-lo, simulá-lo e, curiosamente, antecipá-lo.

Voltando à análise da máxima “eu te amo”, faz-se necessário recapitular algumas regras de
gramática.

No sistema de pronomes, destacam-se os pronomes pessoais – aqueles que ocupam a


função de sujeito das frases, chamados de pronomes pessoais do caso reto: eu, tu, ele(a), nós,
vós, eles(as). Estes podem ser comutados por outros, intitulados pronomes pessoais do caso
oblíquo: me, te, o, a, os, as, nos, vos, lhe, lhes, comigo, contigo, consigo, conosco,
convosco, e outros.

O pronome “te” (caso oblíquo) refere-se à segunda pessoa do singular “tu” (caso reto). Na
maior parte do Brasil, não se usa o pronome “tu”, preferindo-se o tratamento “você” ou “senhor(a)”
– estes, pronomes de tratamento. Nessa medida, é fundamental estabelecer a adequada
correlação com o pronome pessoal do caso reto, que se deseja empregar. Assim: “tu” avoca a
utilização dos pronomes “te”, “ti”, “teu”, “tua”, e “contigo”; por sua vez, o pronome “você(s)” avoca
o uso dos pronomes de terceira pessoa “lhe”, “seu”, “sua”, “consigo”, além daqueles que
funcionam como complementos diretos (“o”, “a”, “os”, “as”), ou como complementos indiretos
(“lhe” e “lhes”).

Frise-se, em tempo, que o pronome oblíquo “te” pode exercer a função sintática de objeto
direto ou de objeto indireto. Posso utilizar, em segunda pessoa, a forma “Falta-te juízo!”. Aqui, o
“te” é o objeto indireto do verbo faltar (falta juízo “a alguém”). Todavia, se escrevo “Ele detesta-
te!”, o “te” é um objeto direto (detesta “alguém”). Fazendo as adaptações para a terceira pessoa,
as frases ficariam “Falta-lhe juízo!” e “Ele detesta-o/a!” O pronome “lhe”, por sua vez, assume a
função de objeto indireto na oração, sempre relacionado com a terceira pessoa. Exemplo:
”Entregue o memorando ao advogado.” Com o pronome, teremos: ”Entregue-lhe o memorando.”
O verbo “amar”, à luz das regras de sintaxe, é transitivo direto e, como tal, requer objeto
direto. Os pronomes pessoais de terceira pessoa que complementam o verbo transitivo direto
são: “o”, “a”, “os”, “as”. Houve por bem Paulinho Moska, na bela canção “Espaço Liso (o Fado)”,
quando registrou “(...) Eu amo a alma, e não a pessoa (...)/ Eu amo o meu meio, e não o meu
fim”.
Nessa medida, sob a perspectiva da linguagem culta, não se deve dizer “Maria, eu te amo”,
mas, sim, “Maria, eu a amo” (ou “Maria, eu amo você”). Curiosamente, a primeira formação –
“Maria, eu a amo” – pode fazer com que “o tiro saia pela culatra”, indicando que o falante ama

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uma outra candidata...Não há dúvida: esses ditos populares são sábios....


Todavia, o brasileiro que utiliza corretamente a segunda pessoa (tu), está autorizado a
continuar dizendo “Maria, eu te amo”. Tudo dependerá de qual será a situação de comunicação
em que a frase será produzida ou exteriorizada.

Vale destacar, ainda, que as expressões coloquiais “eu te amo”, “eu te quero”, “eu te devoro”
são comuns em versos de nossa música popular. Nos versos elogiáveis da canção “Amor I love
you”, de Marisa Monte e Carlinhos Brown, encontramos, logo de início: “(...) Deixa eu dizer que te
amo/ Deixa eu pensar em você (...)”.

Conquanto se saiba que a canção é dotada de beleza singular, tais versos não teriam
andado bem, na trilha da gramática tradicional. O primeiro verso indica o interlocutor “tu”,
enquanto o segundo verso encerra-se com menção ao pronome “você”. Faltou a uniformidade de
tratamento, isto é, o emprego de pronomes que pertencem à mesma classe gramatical. Todavia,
com a franqueza necessária, é possível assegurar a ocorrência de um “erro” na bela
canção musical?

No âmbito da linguagem formal, em que se prima pelo nível de língua mais cuidado, há de
haver registros que se coadunem com os padrões exigidos pela gramática de rigor, quanto à
uniformidade de tratamento. Por outro lado , na língua do cotidiano, o uso dos pronomes tende a
se afastar dos padrões recomendados pela língua culta. Além disso, nos melódicos versos
transcritos, estamos diante do que se costuma intitular “licença poética”, que, desde os remotos
tempos dos parnasianos, outorga ao poeta a permissão para veicular certos “desregramentos”,
com a suficiente vênia. Diz-se, não sem razão, que, na defesa da licença poética, a excessiva
liturgia da forma pode prejudicar a espontaneidade do sentimento, artificializando a expressão, e
disso não se pode discordar.

Assim, no confronto de padrões de fala, teremos:

Padrão coloquial: Você deve comprar o que te pedi.


Padrão culto: Você deve comprar o que lhe pedi.
Padrão culto: Tu deves comprar o que te pedi.
Ou:
Padrão coloquial: Eu te considero como um grande amigo, pai!
Padrão culto: Eu o considero como um grande amigo, pai!

Note que, no primeiro exemplo de uso do padrão culto, estabeleceram-se as correlações


“você – lhe” e “tu – te”, enquanto no padrão coloquial desponta a associação “você – te”. Por sua
vez, no segundo exemplo, o padrão culto recomenda que se substitua o pronome “te” pelo

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pronome “o”. Diante disso, a indagação não merece resposta simplista, que separe o “certo” do
“errado”.

A expressão “eu te amo” é dita aqui e acolá, dia a dia. Encontra-se cristalizada na mente do
povo brasileiro que, deixando de lado a gramática tradicional, exterioriza tal sentimento por meio
da (quase sempre) espontânea frase. É a presença do português “vivo”, que, afastando a
“ditadura dos pronomes”, substitui com facilidade a forma “você” por “tu, aderindo-se à máxima
“eu te amo”. E isso não é de hoje! Machado de Assis, Artur de Azevedo e tantos outros escritores
já adotavam a substituição da forma “você” por “tu”. Manoel Bandeira até se valeu de curiosa
invenção, na sublime criação lexical na poesia “Neologismo”, incorporando o pronome “te” ao
verbo “adorar”, em benefício do aspecto lúdico da poesia, ao burilar a ímpar formação verbal
“teadorar”, em contraponto ao nome próprio da pessoa a quem se exprimiu o amor – a Teadora!

O amor é um dos sentimentos mais sublimes e triviais das pessoas, apreensível até pelos
menos capazes, e há de se questionar se o respeito irrestrito às regras, neste caso, não retiraria
a naturalidade que deve marcar a sua exteriorização, em menor ou maior escala. Além disso, à
luz das normas cultas de rigor, os versos, perdendo a expressividade e coloquialismo
necessários, assim ficariam: “(...) Deixa-me dizer que te amo/Deixa-me pensar em ti (...)” ou “(...)
Deixa-me dizer que a amo/ Deixa-me pensar em você (...)”. Sobraria rigor; faltaria leveza...

O mesmo raciocínio, penso estender-se às demais ocorrências em nossa música popular


brasileira. A propósito, são incontáveis as canções, em cujos versos – e até em títulos! –
aparecem as formas coloquiais “eu te amo” ou “eu te quero”. A licença poética dá guarida a
nossos eminentes poetas. Não se deve duvidar da capacidade ímpar de compositores como
Cartola, Arnaldo Antunes, Djavan e Alceu Valença, que, nos títulos das canções, “Verde que eu te
quero rosa”, “Que te quero”, “Te devoro” e “Eu te amo”, respectivamente, adotaram o padrão
coloquial. De modo idêntico, tal padrão pode ser encontrado em trechos de belas canções, como
“Conquero”, de Jorge Ben Jor [“(...) Quero te ver quero te ver/ Quero te ver, amor/ Te quero te
quero/ te quero, amor (...)”]; “Espanhola”, de 14 Bis [“(...)Te amo espanhola/ Te amo espanhola/
Se for chorar/ Te amo (...)”]; e, em outra canção de Marisa Monte (“A Sua”) [“(...) Que eu te adoro
cada vez mais/ E que eu te quero sempre em paz (...) E como eu te quero tanto bem (...)”].

Sendo assim, cabe ao falante a tolerância desejável perante as particularidades dos


padrões da fala – se culto ou se coloquial. A tolerância com que aceitamos o “erro” acaba por nos
moldar à complacência, incentivando a familiarização com as inúmeras particularidades de nossa
língua. Entre “eu te amo” ou “eu a/o amo”, fique com Olavo Bilac: “Amo-te, ó rude e doloroso
idioma (...)”.

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Artigo 2

“AS PALAVRAS, COMO AS ABELHAS, TÊM MEL E FERRÃO.”

Há erros que se cristalizam no dia-a-dia da comunicação oral. Isso se evidencia em


coletividades que utilizam idiomas complexos, como o nosso, a par das demais nações lusófonas.

É comum a indicação da ocorrência de festas “beneficientes”. Trata-se de um evento


inexistente. A razão? A festa só poderá ser beneficente. A beneficência ou filantropia é a
atividade caritativa ou que traz benefício. A pronúncia equivocada, certamente, não trará nenhum.
Faz-se mister ajudar quem necessita...e por que não o fazer com gramaticalidade?

Em outro giro, quando se quer dar um tratamento vago e indeterminado, referindo-se a


outrem, usa-se a forma estereotipada “fulano, beltrano e ...”. Com efeito, parece-nos que faltou a
terceira referência, não é mesmo? Digamos que o suspense é propositado. A razão? Fala-se e
grafa-se com imprecisão o termo omitido. Assimilemos: fulano, beltrano e sicrano – esta última
com -s e sílaba -cra (e não “-cla”). Não há dúvida que a sonoridade da forma correta é estranha.
Todavia, não se trata de boa ou má sonoridade, mas de correção ortográfica, e dela não
podemos prescindir.

É sabido que as palavras têm força demasiada. Assemelham-se ao pássaro que foge da
gaiola, não retornando mais ao local de onde partiu. Há de haver cautela na anunciação dos
termos. Nesse passo, tem-se ouvido a expressão “no que pertine...”. Muita calma! Trata-se de
menção a verbo inexistente em nosso léxico. Encontram-se, sim, dicionarizados os termos
pertinente e pertinência, porém o verbo não foi previsto. Assim, seu uso deriva da imaginação.
Deve-se evitar a forma, substituindo-a por “no que concerne...”, “no que tange...” ou, ainda, “no
que se refere...”.

O eminente lexicógrafo Houaiss define Barbarismo como o “uso sistemático de formas


vocabulares inexistentes na norma culta da língua, por parte de falantes que não a dominam
inteiramente”. Os exemplos citados enquadram-se no conceito descrito, a par da imaginada
locução “a grosso modo”. A imaginação está no fato de que se trata de expressão latina que
repele a preposição -a. Portanto, deve-se grafar tão-só grosso modo. Ademais, por ser latim,
deve ser a locução escrita entre aspas, em itálico ou com qualquer grifo indicador de tal
circunstância. Portanto, grafe sempre grosso modo, e não “a grosso modo”. Não esqueça
também que a pronúncia é peculiar do latim – diz-se grosso (gró) modo (mó), e não com o timbre
fechado. Soa estranho? Nem tanto...todavia, se não a aprovou, utilize os sinônimos, em
português, “aproximadamente”, “sumariamente”, entre outros. Podemos usar e abusar da

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prodigalidade léxica de nosso vasto idioma.

Com efeito, os equívocos mencionados são curiosos. Não menos intrigante é a


disseminação deles no falar diário. Situações há em que a forma correta – por ser tão rara diante
do uso iterativo da expressão condenável –, pode causar estranheza e ser tida como inválida.
Note a forma precisa: aficionado. O adjetivo deve ser assim grafado e pronunciado. Não existe a
forma “aficcionado”, com dois “cês”. Quem é entusiasta ou nutre simpatia por algo é um
aficionado e ponto final. Talvez o dislate derive da equivocada correlação com o termo “ficção”,
porém não há similitude entre as formas.

Os ingleses têm uma emblemática máxima: “A imaginação é a inteligência se divertindo”. De


fato, não há nada mais fértil que nosso poder de criar, de imaginar. Entretanto, a comunicação
deve se dar com o rigor das normas cultas. A inteligência pode se divertir, porém a “diversão” não
deve provocar irritabilidade a quem se dirige, tornando o ouvinte irascível – aliás, um termo mal
pronunciado por aí. Deve-se falar assim, e não com dois “erres”: “irrascível” – um vocábulo
inexistente. Não esqueça: “As palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão.” (provérbio suíço)

4) EXERCÍCIOS DE PORTUGUÊS

Português 01

01 Todas as orações a seguir têm o mesmo tipo de predicado, EXCETO:


A) Você acha certo isso?
B) Já nasceu rico.
C) A casa estava fechada.
D) Chamei-lhe muitas vezes de ladrão.

02 Indique a alternativa em que tenha ocorrido ERRO de concordância nominal.


A) Seguem juntos os recibos.
B) Junto à moça ficavam os cães.
C) Encerrado as inscrições, apuraram o número de candidatos.
D) Na estrada, era necessário atenção redobrada em dias de chuva.

03 Indique a alternativa em que tenha ocorrido ERRO de concordância verbal.


A) Os Estados Unidos mantém rígido controle em seus aeroportos.
B) Devem-se pesquisar novos medicamentos para a doença.

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C) Dez por cento da produção será exportada pela empresa.


D) Grande número de moças saiu da sala antes de encerrarem a seção.

04 Assinale a alternativa CORRETA com relação à concordância verbal.


A) Quais de vós cometeu o maior pecado?
B) Fui eu quem pagou as despesas.
C) Falta três segundos para o término da partida.
D) Mais de cem pessoas foi testemunha do assalto.

05 Assinale a alternativa CORRETA com relação à regência verbal.


A) Comunicou as alunas que não haveria aula na semana seguinte.
B) Ainda não pagamos os honorários aos advogados do processo.
C) Paguei o advogado, mas não me sobrou muito dinheiro.
D) Sua decisão obsta o progresso da empresa.

06 Assinale a alternativa INCORRETA com relação à regência nominal.


A) Ele era residente na Rua Progresso.
B) Era preferível morrer a ceder a seus impulsos.
C) Minha falta à escola foi satisfatoriamente justificada.
D) Sempre fui apaixonado com ela.

07 Todas as alternativas estão corretas com relação à colocação do pronome átono,


EXCETO:
A) Maria não vai casar-se outra vez.
B) Disseram-me que a jóia era falsa.
C) Os presos já tinham rebelado-se mais de duas vezes no ano.
D) Vê-la-ia mais vezes se pudesse.

08 Marque a alternativa em que a pontuação tenha sido feita de acordo com a norma culta.
A) Ainda não o encontrei; não posso portanto, marcar o jantar.
B) Tudo era permitido no mosteiro, ou melhor, quase tudo.
C) Levarei a mercadoria mas, não posso pagá-la à vista.
D) A mim me acusam ainda, de ingênuo.

09 Assinale a alternativa INCORRETA com relação ao uso de todo e suas variações.


A) Por lei, todo edifício construído na cidade deve ter escadas de segurança.
B) Todo homem é mortal, mas todo o homem não é mortal.
C) Toda a cidade possui nome.
D) Toda a região ficou às escuras durante o temporal.

10 Todos os substantivos têm somente uma forma para ambos os números, EXCETO:
A) porta-joias C) clipes
B) pires D) conta-gotas

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RESPOSTAS

Questão 1 - alternativa C
Questão 2 - alternativa C
Questão 3 - alternativa A
Questão 4 - alternativa B
Questão 5 - alternativa B
Questão 6 - alternativa D
Questão 7 - alternativa C
Questão 8 - alternativa B
Questão 9 - alternativa C
Questão 10 - alternativa C

Português 02

01 Assinale a alternativa CORRETA quanto à grafia.


A) discrição
B) degladiar
C) vigir
D) suscinto

02 Todas as palavras a seguir devem ser acentuadas graficamente, EXCETO:


A) hifen
B) item
C) biquini
D) juizes

03 Assinale a alternativa em que haja ERRO na interpretação dos elementos de


composição da palavra em destaque.
A) anomia: ausência de leis
B) ignívomo: que expele fogo
C) sesquicentenário: cento e cinqüenta anos
D) litografia: gravura em madeira

04 Todas as palavras a seguir apresentam o mesmo número de sílabas e são paroxítonas,


EXCETO:
A) gratuito
B) silencio
C) insensível
D) melodia

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05 Assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque tenha sido CORRETAMENTE


empregada.
A) Preveu-se que faria mau tempo no fim de semana.
B) A mãe interviu na briga e acalmou os ânimos.
C) Após o encontro, os operários anteveram uma melhora salarial.
D) A babá entretinha os meninos enquanto eu cuidava do lanche.

06 Assinale a alternativa que NÃO apresenta encontro consonantal.


A) supermercado
B) assoalho
C) admissão
D) fúcsia

07 Assinale a alternativa INCORRETA quanto à descrição da palavra.


A) distinguir: um encontro consonantal e dois dígrafos
B) cinqüentão: dois encontros consonantais, um ditongo crescente e um di-tongo decrescente
C) qüiproquó: dois ditongos crescentes e um encontro consonantal
D) antiguidade: dois dígrafos e nenhum ditongo

08 Assinale a alternativa CORRETA quanto à divisão silábica, à ortografia e à análise da


estrutura fonética da palavra em destaque.
A) SE-RI-ÍS-SI-MO - vocábulo proparoxítono, com um hiato e um dígrafo
B) AR-RIT-MIA - vocábulo oxítono, com dois encontros consonantais e um ditongo decrescente
C) FLU-I-DOS - vocábulo paroxítono, com um encontro consonantal e um hiato
D) PRE-TEN-CI-O-SO - vocábulo paroxítono, com um encontro consonantal, um dígrafo e um
hiato

09 Assinale a alternativa em que a classificação e a forma plural do termo destacado,


indicadas entre parênteses, estejam CORRETAS.
A) O rapaz, que era escrivão, não tinha a aprovação dos pais da noiva. (adjetivo, escrivães)
B) Tomamos bastante cerveja na festa. (advérbio, bastantes)
C) Dei-lhe um bom-dia seco e saí. (substantivo composto, bons-dias)
D) Chego em primeiríssimo lugar. (numeral, primeiriíssimos)

10 Assinale a alternativa em que esteja INCORRETA a classificação do período e da oração


destacada.
A) Soube-se que ela chega hoje. (Período composto por subordinação; oração subordinada
substantiva subjetiva.)
B) Carlos saiu cedo e voltou de madrugada. (Período composto por coordenação; oração
coordenada sindética aditiva.)
C) Parece que vai chover novamente. (Período composto por subordinação; oração subordinada
substantiva objetiva direta.)
D) O certo é que a cidade cresceu muito. (Período composto por subordinação; oração
subordinada substantiva predicativa.)

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RESPOSTAS

Questão 1 - alternativa A
Questão 2 - alternativa B
Questão 3 - alternativa D
Questão 4 - alternativa A
Questão 5 - alternativa D
Questão 6 - alternativa B
Questão 7 - alternativa B
Questão 8 - alternativa A
Questão 9 - alternativa C
Questão 10 - alternativa C

Português 03

01 ''Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil''.


O pronome relativo que refere-se:
A) a português.
B) a fala gostoso.
C) à língua.
D) a porque.
E) a ele.

02 ''... que eu não entendia bem.''


Se pluralizarmos a palavra eu, do verso acima, teremos a forma verbal
A) entendíamos.
B) entenderíamos.
C) entendemos.
D) entenderemos.
E) entendi.

03 Em: ''Nós macaqueamos a sintaxe lusíada'', verificamos que a frase está na voz ativa.
Passando-a para a voz passiva, o verbo terá a forma
A) tinha sido macaqueada.
B) era macaqueada.
C) terá sido macaqueada.
D) é macaqueada.
E) foi macaqueada.

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04 Na frase:
''Fale bem o português do Brasil.''
O verbo fale está no imperativo afirmativo e indica que o ouvinte é você (3ª pessoa do
singular). Passando o verbo para o imperativo negativo e conservando a mesma pessoa
gramatical, teremos:
A) não fales.
B) não fala.
C) não fale.
D) não falai.
E) não faleis.

05 Dadas as frases:
I. Os jornais, os livros, a boca do povo, tudo traz a vida.
II. Faz anos que macaqueamos a sintaxe lusíada.
III. O problema são as pessoas fofoqueiras.
Considerando as normas de concordância, concluímos que:
A) apenas III está correta.
B) todas as frases estão corretas.
C) apenas I está correta.
D) apenas II está correta.
E) todas as frases estão incorretas.

06 Observe as frases:
I. Há bastantes informações sobre o português.
II. Hoje, há menas pessoas falando bem o português.
III. É necessário aprendizagem da língua materna.
Quanto às regras de concordância, concluímos que
A) todas estão incorretas.
B) apenas I e II estão incorretas.
C) apenas I está incorreta.
D) apenas II está incorreta.
E) apenas III está incorreta.

07 Indique a alternativa incorreta quanto à regência:


A) Ninguém tem respeito pela língua do povo.
B) A cidade em que morei é muito calma.
C) Ele criticou o filme a que assistiu ontem.
D) Refiro-me à cidade em cujo centro foi armado um circo.
E) Obedeçamos as leis que a vida nos impõe.

08 Observe: ''A vida vinha da boca do povo.''


Na oração acima, o termo grifado é:
A) um adjunto adnominal. D) objeto direto.
B) um adjunto adverbial. E) complemento nominal.
C) objeto indireto.

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09 ''... O que fazemos


é macaquear ...''
No período acima, o verbo fazer tem sujeito
A) claro e simples.
B) indeterminado.
C) simples - a palavra que.
D) inexistente.
E) oculto.

10 ''O que fazemos


É macaquear
A sintaxe lusíada.''
A palavra, acima destacada, formou-se por:
A) derivação sufixal.
B) derivação prefixal.
C) derivação imprópria.
D) composição por justaposição.
E) composição por aglutinação.

RESPOSTAS

Questão 1 - alternativa E
Questão 2 - alternativa A
Questão 3 - alternativa D
Questão 4 - alternativa C
Questão 5 - alternativa B
Questão 6 - alternativa D
Questão 7 - alternativa E
Questão 8 - alternativa B
Questão 9 - alternativa E
Questão 10 - alternativa A

Português 04

01 Todos os termos sublinhados exercem a mesma função sintática, EXCETO:


A) Quem avisa amigo é.
B) Falta um mês para o casamento.
C) Acabou-se o encanto.
D) Ele é tudo o que sempre quis.

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02 Assinale a alternativa cujo trecho grifado deva ocorrer OBRIGATORIAMENTE entre


vírgulas.
A) O médico a quem sempre paguei em dólares recusou-se a me receitar pelo telefone.
B) A lei promulgada em 1928 ainda está em vigor na cidade.
C) A garota que ainda ontem vimos pela TV acabou de sair daqui.
D) Amanhã que é domingo poderei dormir até tarde.

03 Assinale a alternativa que traga forma verbal no futuro do subjuntivo.


A) Se encontrar Teresa, avise-a da minha enfermidade.
B) Que Deus a guarde de todos os males!
C) Se ele quisesse, teria tido minha ajuda.
D) Dormir é sempre bom.

04 Assinale a alternativa CORRETA com relação ao emprego do pronome relativo.


A) Aquela é a ponte por baixo de cujos arcos nos escondemos.
B) A casa que moro não é tão grande quanto a sua.
C) O jantar o qual fui convidado pouco me empolgou.
D) Ela é a pessoa quem sempre mais obedeci.

05 Todas as palavras grifadas pertencem à mesma classe, EXCETO:


A) Bebia todo o vinho que lhe davam.
B) A cidade onde ela reside é bem pequena.
C) Quando tal ouvi, desmaiei.
D) A mulher cujas lágrimas enxuguei no passado só me faz chorar.

06 Todos os adjetivos compostos a seguir variam em número, EXCETO:


A) médico-odontológico
B) verde-amarelo
C) surdo-mudo
D) azul-turquesa

07 Nas sentenças a seguir, os substantivos grifados são femininos, EXCETO:


A) Não aceitei o drinque porque não bebo aguardente.
B) Na verdade, o que ele tinha na pele era eczema.
C) Toda festa na casa de João vira bacanal.
D) De entrada, comeremos salada de alface.

08 Todas as orações grifadas a seguir exercem a mesma função, EXCETO:


A) Não vi quando ele entrou.
B) Soubemos que ele comprou as entradas.
C) Se ela chega hoje eu não sei.
D) Que ela voltaria logo era esperado.

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09 Assinale a alternativa em que o acento indicador de crase tenha sido empre-gado


INCORRETAMENTE.
A) Esta camisa é igual à que comprei.
B) Refiro-me à Vossa Excelência.
C) Fui à Madri de meus sonhos antes da Copa.
D) Foi um baile à fantasia.

10 Marque a alternativa que traga ERRO no emprego do verbo haver.


A) Houveram-na por louca.
B) Minha colega havia-me por milionária.
C) As pessoas haviam chegado cedo à festa.
D) Na verdade, haviam outras questões em jogo.

RESPOSTAS
Questão 1 - alternativa D
Questão 2 - alternativa D
Questão 3 - alternativa A
Questão 4 - alternativa A
Questão 5 - alternativa C
Questão 6 - alternativa D
Questão 7 - alternativa B
Questão 8 - alternativa D
Questão 9 - alternativa B
Questão 10 - alternativa D

Português 05

01 Marcar o item cuja frase se apresenta redigida da forma mais adequada, considerando-
se clareza, elegância, precisão e correção.
A) Quais de vós pretendem fazer da exceção uma regra a fim de melhorarem nossa imagem?
B) Quais de vós pretendeis fazer da exceção uma regra afim de melhorarem nossa imagem?
C) Quais de vós pretendem fazer da excessão uma regra a fim de melhorar nossa imagem?
D) Quais de vós pretendeis fazer da exceção uma regra a fim de melhorardes nossa imagem?
E) Quais de vós pretendem fazer da excessão uma regra afim de melhorarem nossa imagem?

02 Marcar o item cuja frase se apresenta redigida da forma mais adequada, considerando-
se clareza, elegância, precisão e correção.
A) Espero que grande parte dos advogados averigúe a qüestão da lentidão judicial.
B) Espero que grande parte dos advogados averigüe a questão da lentidão judicial.
C) Espero que grande parte dos advogados averigüem a qüestão da lentidão judicial.
D) Espero que grande parte dos advogados averigúem a questão da lentidão judicial.
E) Espero que grande parte dos advogados averigüe a qüestão da lentidão judicial.

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03 Marcar o item cuja frase se apresenta redigida da forma mais adequada, considerando-
se clareza, elegância, precisão e correção.
A) Ontem só 20% dos advogados foram de encontro as idéias divulgadas pela imprensa.
B) Ontem, 20% só dos advogados foram de encontro às idéias divulgadas, pela imprensa.
C) Ontem, só 20% dos advogados foi ao encontro às idéias divulgadas pela imprensa.
D) Ontem, 20% dos advogados só foram de encontro das idéias divulgadas pela imprensa.
E) Ontem, só 20% dos advogados foram de encontro às idéias divulgadas pela imprensa.

04 Marcar o item cuja frase se apresenta redigida da forma mais adequada, considerando-
se clareza, elegância, precisão e correção.
A) O juiz chegou antes deles decidirem sobre o custo dos telefonemas e cartas enviadas.
B) O juíz chegou antes de eles decidirem sobre o custo das telefonemas e cartas enviadas.
C) O juiz chegou antes de eles decidirem sobre o custo dos telefonemas e cartas enviadas.
D) O juíz chegou antes deles decidirem sobre o custo das telefonemas e cartas enviados.
E) O juíz chegou antes deles decidirem sobre o custo dos telefonemas e cartas enviados.

05 Marcar o item cuja frase se apresenta redigida da forma mais adequada, considerando-
se clareza, elegância, precisão e correção.
A) O propietário informou aos seus subordinados das novas regras para a análise do balanço.
B) O propietário informou aos seus subordinados as novas regras para a análise do balanço.
C) O proprietário informou os seus subordinados das novas regras para a análize do balanço.
D) O proprietário informou os seus subordinados das novas regras para a análise do balanço.
E) O proprietário informou aos seus subordinados das novas regras para a análize do balanço.

06 Marcar o item cuja frase se apresenta redigida da forma mais adequada, considerando-
se clareza, elegância, precisão e correção.
A) Se reouver o prestígio abalado, a Justiça reivindicará salários mais altos.
B) Se reaver o prestígio abalado, a justiça reivindicará salários mais altos.
C) Se reaver o prestígio abalado, a Justiça revindicará salários mais altos.
D) Se reaver o prestígio abalado, a justiça revindicará salários mais altos.
E) Se reouver o prestígio abalado, a Justiça revindicará salários mais altos.

07 Assinale a opção na qual o termo em negrito tem valor de substantivo.


A) É necessário que todos participem do processo.
B) Você trouxe o café que eu pedi?
C) Que bom você ter vindo...
D) Ele tinha um quê de agressividade.
E) O rapaz a que me refiro acaba de chegar.

08 Assinale a opção em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente.


A) cafezinho - decano - gratuito - rubrica
B) polen - tenis - camera - perdoo
C) miosotis - ferteis - condor - barbarie
D) cateter - filatelia - levedo - hifens
E) torax - hifen - conduta - parabens

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09 Na oração ''Roubaram-lhe todos os tostões'', o termo em negrito tem a função de


A) predicativo do sujeito.
B) complemento nominal.
C) adjunto adnominal.
D) objeto direto.
E) objeto indireto.

10 Assinale a opção em que todas as palavras estão grafadas corretamente.


A) entitulado - gerimum - sargeta - tigela
B) magestade - maizena - cerejeira - ferruginoso
C) pagem - ogeriza - diligência - gorgeta
D) rigidez - exceção - megera - submersão
E) cangica - disperção - extenso - mixto

RESPOSTAS

Questão 1 - alternativa A
Questão 2 - alternativa D
Questão 3 - alternativa E
Questão 4 - alternativa C
Questão 5 - alternativa D
Questão 6 - alternativa A
Questão 7 - alternativa D
Questão 8 - alternativa B
Questão 9 - alternativa C
Questão 10 - alternativa D

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