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Faculdade de engenharia e Desenho

Resumo Sobre Pressupostos para Edificação-(PROJECTO)

Edificações

Universidade Rovuma
Campus de Nacala-Porto
2020
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Carlos A. Soares Mahaua

Resumo Sobre Pressupostos para Edificação-(PROJECTO)

Edificações

Trabalho de caracter avaliativo da cadeira


de Edificações no curso de engenharia
Civil, 4° ano, leccionado por Arq. Arone
F. Mecupia

Universidade Rovuma
Campus de Nacala-Porto
2020
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Indece

1. O Desenho de uma casa ou prédio...................................................................................... 2

2. Como projetar um edifício/casa para a edificação (Distribuição dos espaços) .................. 3

2.1. Distribuição dos espaços ................................................................................................. 4

2.2. Situações a considerar ..................................................................................................... 5

3. Relação do clima local e a edificação ................................................................................. 6

4. Sequência Completa de Elementos Gráficos na representação do Projecto Arquitetónico


para a Edificação, passando pela Aprovação Municipal ........................................................... 8

5. Classificação dos edifícios em função do material construtivo .......................................... 8


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1. O Desenho de uma casa ou prédio

Segundo Schuler e Mukai (200‐?), O Desenho é a principal forma de comunicação e


transmissão das idéias do arquiteto, é necessário que os outros profissionais envolvidos
possam compreender perfeitamente o que está representado em seus projetos. Da mesma
forma, é necessário que o arquiteto consiga ler qualquer outro projeto complementar ao
arquitetónico, para possibilitar a compatibilização entre estes.

Basicamente existem três maneiras para representar a forma de uma edificação através de
desenho:

1. Através da vista que aparece quando se destampa a casa (planta Baixa);

Em planta indicamos onde ficarão as portas, janelas, as repartições também é preciso


assinalar as funções dos espaços e as medidas entre as paredes, a representação de rede de
esgoto, hidráulica e elétrica.

2. Através da vista que aparece ao se cortar casa na vertical (planta de corte);

Na planta de corte ou elevação marca-se a altura das paredes e do teto (terra, sapata,
paredes, vigas, estrutura de cobertura).
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3. E através da vista da casa olhada de frente ou de lado (vistas ou alçados).

Nos alçados ou fachadas desenhamos aposição das portas e das janelas, a forma do
teto e outras construções em anexo.

“A normatização para desenhos de arquitetura tem a função de estabelecer regras e conceitos


únicos de representação gráfica, assim como uma simbologia específica e pré‐determinada,
possibilitando ao desenho técnico atingir o objetivo de representar o que se quer tornar real”
(SCHULER e MUKAY, 200‐?).

2. Como projetar um edifício/casa para a edificação (Distribuição dos espaços)

Em consideração ao desenho de uma casa ou qualquer edifico, visto que não cabe na sua
forma natural em papel, o ideal é fazer a redução da sua escala. Em escala natural 1:100,
cuja um metro na realidade será um centímetro no papel.

Diferentemente do processo tradicional, onde o espaço do desenho está limitado pelo


tamanho da folha de papel, desta forma o desenhista pode representar um detalhe do
edifício, o próprio edifício, a quadra aonde este se situa, o entorno desta quadra, ou seja,
objetos de diferentes escalas de medidas, em uma mesma área ou espaço de
desenvolvimento do modelo.

As linhas e traços são os principais elementos gráficos do desenho arquitetónico. Além


de definirem o formato, dimensões e posicionamento das paredes, portas, janelas, pilares,
vigas, escadas, etc. também informam as características e dimensões de cada elemento
projetado. Sendo assim, deverão estar perfeitamente representadas dentro do desenho.
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As linhas de um desenho normalizado devem ser regulares, legíveis (visíveis) e devem


possuir contraste umas com as outras. Nas plantas, cortes e fachadas, para sugerir
profundidade, as linhas sofrem uma gradação no traçado em função do plano onde se
encontram.

Segundo o manual do arquiteto descalço: para entendermos melhor o processo de desenho


e distribuição dos espaços (como projetar), começaremos por exemplificar para melhor
compressão uma pequena casa pequena com 6x9m, com dois quartos, uma sala, cozinha e
banheiro WC. (as áreas húmidas ou coban que são cozinha e casa de banho WC).

2.1 Distribuição dos espaços


1. Começaremos pelas áreas húmidas ou Coban (posição da cozinha e casa de banho
WC);

2. Depois sala de comum ou de jantar;

3. Finalmente os quartos e segue-se as colocações das portas e janelas e os aspetos


estéticos.
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2.2 Situações a considerar

Quando o terreno não é plano deve-se deixar uma parte mais alta que a outra, e desta
forma ligando-as por meio de escadas.

Aspetos: em questões de estética, para evitar que a casa não tenha aparência de uma
caixa, pode-se deslocar alguns cómodos para dar a casa um formato mais irregular.
Portanto, não deve ser de um jeito muito exagerado. Exemplo:

O lugar: logicamente que a orientação da casa no terreno depende do acesso a rua e


posição do sol. Caso do norte geográfico. Exemplo:

Mudança de Espaço: O importante é situar os quartis em direcção ao leste ou, pelo


menos, ao nordeste ou ao sudeste, para que as pessoas acordem com o sol no quarto e
também garantir uma boa ventilação nos Quartos, que dão para o oeste ficam muito
quentes na hore de dormir.
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Segundo pavimento: em terrenos pequenos alguns cómodos ficam no segundo andar.


Usando a planta inicial como exemplo, os dois quartos devem ficar no andar de
cima, porem, a escada pode ser apoiada na parede do COBAN.

3. Relação do clima local e a edificação

Para projetar um edifício temos que ter em conta algumas condições nomeadamente:
O tipo de clima, norte geográfico em função da localização do terreno, topografia e
tipo de solos; conhecer as normas construtivas para alocarmos o edifício no terreno.

Fazer localização correta das áreas húmidas e secas, as entradas e saída da ventilação
de edifício.
Caso não observação do clima podem acontecer casos tal como:
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A mesma casa teria outra distribuição em uma zona de clima tropical seco, com todos
quarto dando para um pátio interno. As janelas não estão indicadas suas posições
dependem da orientação e da direção do vento para a ventilação. Veja a parte da
iluminação.
Os quartos em forma retangular são mais fáceis de construir e de arrumar, por outro
lado as formas irregulares podem dar ao ambiente um aspeto diferente e inesperado,
mais agradável.

Em um clima tropical seco, é o tipo de clima que geralmente as edificacoes tendem a


ter os tectos mais planos, portanto, pede-se mover as paredes ou alterar a altura do
tecto para tornar a fachada mais atrativa e desta forma evitar a ter uma casa-caixa. Ex:

No clima tropical húmido, ou até mesmo em climas temperados, os tetos tendem a ser
inclinados. Ex:

1.
2.
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4. Sequência Completa de Elementos Gráficos na representação do Projecto


Arquitetónico para a Edificação, passando pela Aprovação Municipal

Na representação dos projetos de edificações na aprovação Municipal são utilizados os


seguintes desenhos:

 Planta de Localização;
 Planta de implantação geral;
 Planta baixa;
 Fundações e seus pormenores;
 Fachadas (Vistas ou Alçados);
 Cortes e seus pormenores;
 plantas técnicas (Hidráulica, Esgoto, elétrica);
 Planta de Cobertura;
 Planta de Situação;
 Desenhos de Detalhes;
 Perspetivas(3D);
 Mapa de vãos.

5. Classificação dos edifícios em função do material construtivo

Os edifícios podem ser classificados quanto aos materiais construtivos em seguintes:

CONSTRUÇÃO ARTESANAL: quando são usados na construção dos edifícios materiais


conjugados, métodos e processos empíricos e intuitivos. Comum em construções rurais, com
técnicas e arquitetura nativas. Ex: edifícios feitos Pau-pique

CONSTRUÇÃO TRADICIONAL: quando são usados na construção dos edifícios,


materiais conjugados em cimento, aço, madeira tal como nas zonas urbanizadas, utilizando
métodos e processos da construção civil normalizada.
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CONSTRUÇÃO TRADICIONAL EVOLUIDA: quando são usados na construção dos


edifícios, aprimora-se pela racionalização, padronização e modulação, com maior grau de
normalização.

CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA: quando são usados na construção dos edifícios,


estagio mais avançado da Tradicional Evoluída caracteriza-se pela montagem de
componentes pré-fabricados.

Os edifícios t a m b é m podem ainda distinguir-se pelo tipo de construção e,


previsivelmente, pela sua capacidade de resistência:
Grupo A – Edifícios em pedra;
Grupo B – Edifícios em pedra com reforços;
Grupo C – Edifícios em alvenaria de perda e tijolo;
Grupo D – Edifícios com pavimentos de betão armado;
Grupo E – Edifícios em betão armado.