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Capitalismo tardio e sociabilidade moderna – Fernando novais e João Mello

 PARTE 1 – 04/04/2018 (P. 559 – 609)

PERGUNTA: O conceito de Capitalismo tardio é um pouco estranho. Os autores se


referem a ele no sentido de países que industrializaram-se tardiamente em relação a
países desenvolvidos, logo, a industrialização é tardia, não o capitalismo; pois, a forma
de organicidade da política internacional é capitalista; logo não seria interessante o
termo “Intensificação do capitalismo industrial Brasileiro e sociabilidade moderna”?

 Fernando Novais: Fernando Antônio Novais, um dos mais importantes


historiadores brasileiros, nasceu em 1933, em Guararema, no interior de
São Paulo. Formou-se em história na Faculdade de Filosofia da Universidade
de São Paulo, onde lecionou de 1961 a 1985. Em 1986, transferiu-se para o
Instituto de Economia da Unicamp. Como professor ou pesquisador, realizou
trabalhos em universidades portuguesas– Lisboa e Coimbra– e americanas–
Texas, Califórnia e Columbia. Ministrou cursos também no Instituto de
Estudos da América Latina, vinculado à Universidade de Paris, e na
Universidade de Louvain, na Bélgica. Sua pesquisa de doutorado, Portugal e
Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), de 1973, tornou-se
um marco da historiografia brasileira. (organzidaor do historia da vida
privada do brasil)

 João Manuel Cardoso Mello: João Manuel Cardoso de Mello é um professor e


economista. Um dos fundadores da FACAMP[1] e Unicamp, se graduou em
Direito e mais tarde se formou em Ciências Sociais na USP. Após passar por um
curso do BNDE-CEPAL, começou a trabalhar no Banco Mercantil. No entanto,
convidado por Zeferino Vaz, abandonou seu emprego para ser docente da
Unicamp.[2] Lá, em 1975, defendeu a tese sobre a história do Brasil: O
Capitalismo Tardio.[2] Foi assessor especial de Dílson Funaro do Ministério da
Fazenda de 1985 a 1987, quando foi um dos idealizadores do Plano Cruzado.[3]
Hoje é Diretor Geral da FACAMP, as Faculdades de Campinas.
 INTRODUÇÃO:
o 1950-1979: Brasil estava prestes a se tornar uma nação moderna –
sentimento de modernidade se dá pelo poder de consumo e estética da da
modernidade (logo, espíritos da nova classe média – porém, nem todos
eram de classe média);
o Incorporação de coquistas materiais do capitalismo;
o Caracteristicas singulares do povo brasileiro: cordialidade (Não no
sentido de Holanda), criatividade e tolerância;
o 1967: Modernização, acesso ao primeiro mundo (sob ditadura – 1 ano
antes do AI5);
o “A partir dos anos80, entretanto, assiste-se ao reverso da medalha: as
dúvidas quanto às possibilidades de construir uma sociedade
efetivamente moderna tendem a crescer e o pessimismo ganha, pouco a
pouco, intensidade” (p.560);
o O processo:
 1945 – 1964: Momento decisivo do processo de industrialização
(setores mais avançados, investimentos de grande poder,
migrações internas e a urbanização ganham ritmo acelerado;
 1964 (mudança politica que se acirra até 1967-1968); porém não
é percebido até o fim dos anos 79, por conta do progresso
econômico (percebida por quem?);

PERGUNTA: Os autores deixam muitas aberturas: “as dimensões significativas não


eram perceptíveis”, mas perceptíveis à quem?

 1980 (década perdida) – estagnação econômica (ou seja, não


tinha mais progresso desenvolvimentista), superinflação (forte
aumento de preço dos bens de consumo), desemprego, violência,
scalada das drogas, etc;
 Análise brasileira: do otimismo à desilusão, do legal ao real
(gomes);
 OS NOVOS PADRÕES DE CONSUMO:
o 1930 – 1980 e aceleradamente em 1950 -1970 (econômica moderna, com
padrões de países desenvolvido);
o Industria têxtil, indústria farmacêutica, indústria alimentícia; indústria
automobilística; indústrias de base (p.562);
o Fogões, ferro de passar, chuveiro eléticro, geladeira; etc;
o Tv, rádio Am e Fm;
o “O consumo de refrigerantes multiplucou-se, deslocando os sucos de
frutas: o guaraná, o da Antartica preferido ao da Brahma, o Fratelli Vita,
no Nordeste, a Coca-Cola, muito depois da Pepsi-Cola’ (p.565);
o Mudanças no sistema de comercialização dos novos produtos: Shopping
Centers e supermercados (produtores locais são esfacelados)
 ADENTO, COMO MILLS APONTA SOBRE A
IMPORTANCIA DA EXISTENCIA DO SHOPPING PARA
NOVA CLASSE MÉDIA: “A importância psicológica dessa
passagem para o lazer de massa é que a moral do trabalho da
antiga classe média – o evangelho do trabalho – foi substituída na
sociedade dos empregados por uma ética do lazer; essa
substituição implicou uma ruptura profunda e quase absoluta
entre o trabalho e o lazer. Hoje, o trabalho é julgado em termos
de valores de lazer.” (p.253-4, a nova classe media, mills) Ou
seja, o sujeito sente prazer apenas no lazer, que torna-se o
consumo; logo, precisa-se de espaços para que este lazer ocorra
com mais facilidade.
o Primeiro Shopping center do Brasil – 1966, Iguatemi São Paulo;
o Surgimento de grandes cadeias de lojas – indústria do comércio;
o Isto gera mudança de hábitos: como ir comer fora, para consumir o novo;
hábitos de higiene, por conta dos diferentes produtos (mudança de
hábitos de higienes, papel positivo (p.568);
o Industria estética;
o Vestuário também passa por diferença estética, logo, diferença de
comportamento (p.570, 571);
o Desaparece entre homens e mulheres uma distinção rígida de roupa,
existe o processo de atultização da estética da moda infantil;
o O boom de produtos abre espaço para novas mesclas de identidade para
que poderia comprar;
o Industria farmacêutica aumenta o tempo de vida dos brasileiros (p.573 –
574);
o Variações de consumo apontam para uma nova sociabilidade:
unidimensional, higienista, individualista e com grande tempo de vida;
louca para satisfazer o prazer projetado no consumo (Dessublimação
repressiva)
 UMA SOCIEDADE EM MOVIMENTO:
o “Matutos, caipiras, jecas: certamente era com esses olhos que, em 1950,
os 10 milhões de citadinos viam os outros 41 milhões de brasileiroq eu
moravam no campo, nos vilarejos e cidadezinhas de menos de 20 mil
habitantes” (p.574);
o Vida da cidade era atrativa, pois tinha o progresso individual (VER
SIMMEL), e a vida no campo era a expulsão;
o Estrutura do campo em 1950: latifundiários capitalistas; Médios
proprietários, alguns pequenos arrendatários, propriedades familiares;
o “No entanto, no conjunto do país, a esmagadora maioria, cerca de 85%, é
foramada por posseiros, pequenos proprietários, parceiros, assalariados
temporários ou permanentes, extremamente pobres ou miseráveis”
(p.575);
o Campo, a família girava em torno da fampilia conjugal (fortes raizers do
patriarcado, como apontado por Antonio Candido;
o Para o pequeno proprietário rural por conta das mas condições de
colheita e do monoolio latifundiário, muitas vezes mudava para cidade
em busca de emprego (NOVA CLASSE MÉDIA): “Os filos constituíam
novas famílias, era impossível acomodá-los naquela pedaço de cão que
produzia tão pouco: mais pressão por novas terras. Mas as terras
melhores e mais próximas já estavam ocupadas pelo grande proprietário.
Para os assalariador permanentes, a dispensa podia chegar a qualquer
momento, porque a cana ou café foram mal, ou por desentemdimentos
com o administrador da fazenda ou gerente da usina. Começava, então, a
procura de emprego, qe não era nada fácil” (p. 579);
o Industria do agronegócio substitui muitos trabalhadores;
o Cidades receberam muitos migrantes, asism como avançaram dentre
1950-1980;
o “Foi assim que migraram para as cidades, nos anos 50, 8 milhões de
pessoas (cerca de 24% da população rural do Brasile em 1950); quase 14
milhões, nos anos 60 (cerca de 36% da população rural de 1960); 17
milhões nos anos 70 (cerca de 40% da população rural de 1970). Em três
décadas, a espantosa cifra de 39 milhoes de pessoas” (p.581);
o Industriaçização avançada cria novas oportunidades de investimento e
trabalho;
o Capitalismo escolhe as classes;
o Capitalismo cria ilusão de oportunidades;
o Brasil nos anos 50 era desigual, então não se tinha ascensão de trabalho,
não se tinha;
o Protagonistas sociais da industrialização: imigrante estrangeiro (italianos,
libaneses sírios, eslavos, alemãs, portugueses judeus, japoneses,
espanhoes, migrante rural e o negro urbano e seus descendentes –
nenhum, ou pouquíssimos eram grande empresário – “Mas alguns
tinham conseguido passar a donos de pequenos negócios, muitos
trabalhavam por conta própria ou já tinham uma tradição de trabalho na
indústria” (p.582)s;
o Pais e mães ficam orgulhoses com os filhs formados em médicos,
dentistas, ngenheriso, jornalistas, advogados, economistas... (p. 584);
o Migrante tural também se sente vencedor – sai do nada para ter pouco
como profissionais liberais (p.584);
o Negros ficam confinados a trabalhos subalternos;
o 1950-1980: descolcamento e constante para procura de melhores,
movimento de uma classe para outra, ascensções e quedas;
o “sociedade rural abafada pelo tradicionalismo para o duro mundo da
concorrência da grande cidade, ou para o mundo sem lei da fronteira
agrícola” (p.586) – desestabilização da harmonia entre campo e cidade
(MILLS)
o 586 – aponta no ultimo paragrafo o numero nas cidades no fim dos anos
80.
 ESTRUTURA SOCIAL E MOBILIDADE:
o Divisões de classes: base social, trabalho qualificado, classe média e topo
da sociedade (p.587-8);
o Algumas profissões eram supervalorizadas: cultura desejava ser ou
ostentava ser;
o Profissões tem um valor social, mais que um valor mercantil;
o Visão utilitária da prátiva política e religiosa acompanhava o brasil desde
a colônia (Patriomonialismo, colonialismo) – Observar livro de Bosco
quando ele faz esta análise no capítulo 1;
o Vida torna-se um empreendimento cooperativo para ascensão social por
meio do trabalho;
o 1950: sistema bancário cresce fortemente, principalmente o setor de
crediários e empréstimos; industrias de bense de consumo e industrias de
construção civil também crescem;
o Empresa estrangeiras se consolidão, assim como empressa publicas (?) –
estado coorporativo (p.591);
o Subida da renda urbana (mais consumo):

PERGUNTA: Pode-se afirmar que a solidão e isolamento da vida urbana faz que o o
sujeito se reprima mais, e o consumo, uma busca não apenas por liberar essas pulsões,
mas por ter um efeito de reconhecimento, identificação, que gera prazer.

o BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimeto Econômico) – obras civis e


financiamentos públicos;
o Banco do brasil (BB) relações cotidiana, com os sujeitos;
o Banqueiros: ricos;
o Classe média (p. 593)
 Empresas exigem novo padrão de direção e gestão;
 (novo, pode-se infere que a educação tenha um papel na
disseminação da nova forma de sociabilidade);
 “Surgem escolas de administração de empresas, clubes de
gerentes e revistas especializadas, que tratam de difundir os
pradões americanos de gestão” (p.593);
 Publicidade, grande profissão e simbologo da nova classe média
(a estética do desejo);
 Estado novo traz organismos coercitivos e repressivos novos (p.
593) – mudança de comportamento;
 Aparelho de regulação e intervenção econômica estatal:
siderurgia, petróleo, energia elétrica, banco do brasil e bnds;
 Aparelho social do estado: educação, saúde e previdência;
 Setor produtivo estatal;
 Classe média queria utilizar tanto os benefícios estatais, quanto
privados para ascensão social;
 Afirmação pelo trabalho, baseado nas flutuações mercantis;
 “A industrialização acelerada e a urbanização rápida tendem,
portanto, a quebrar a relativa homogeneidade da classe média” (p.
597);
 Classe media baixa era funcional, utilitária e a classe média alta,
seria a intelectualizada (pois tinha acesso as universidades);
 Boom dos prificionais e pequenos proprietários: que desejavam
autonomia para sair da condição de proletários;
 Ver depoimentos da página 598;
 Mostra as dificuldades de trabalho da classe média, ao enves de
demoniza-la (p.598-9)
 Salario do operariado não deixa seus filhos estudarem por conta
que necessitam sobreviver (lazer X trabalho – Mills);
 Pela necessidade da casa propri: classe social faz parte da família
(forte noção patriarcado);
 “São as formas de organização capitalista que determinam a
hierarquia do trabalho. Às posições objetivamente superiores e
inferiores, corresponde uma estrutura de remunerações, as quais,
por sua vez, dão acesso à posse da riqueza e à aquisição de bens e
servições de consumo” (p.604);
 Mimetismo dos grantes pelos pobres, miseráveis, médios é um
padrão de consumo e atualização de transformação: porém, é um
tipo ideal;
 1950: novo tipo ideal é o american way of life;
 Consumo: sentir-se moderno em uma sociedade atrasada (p. 605).
 PARTE 2: 605 À 658.
 TENTAIVA DE MODERNIDADE:
o Penetração do capitalismo não teve resistências;
o “Apenas a vida em família não é mais governada pelo passado, pela
tradição, senão que pelo futuro, pela aspiração à ascesão individual,
traduzida antes de tudo pela corrida ao consumo” (p.605);
o Ocio tranfigura-se através do conformo material;
o Valor da hierarquia: renda, não se teve aristocracia autentica;
o Espirito aventureiro, o empreendedorismo, parecia uma cobiça
caulculada;
o Visão patrimonialista de estado do brasil nunca foi tomada por valores
aristocráticos;
o Estado torna-se instrumento de benesses – esta é a crise da atual
democracia?
o Valores capitalista e como eles se modificam no Brasil segundo Novais:
 Liberdade – manifestação da vontade;
 Logo, a vontade é manifesta através do não faze nada, do ócio,
que é consumo material, que leva ao hommo economicus
utilitários;
 Não se pode confundir o brasil com valores modernos, pois os
modernos surgem com a reforma protestate: respeito ao corpo,
família companheira, educação dos filhos, moral sexual, valor da
autonomia, valor dos direitos do cidadão, da igualdade real, da
educação republicana, do desenvolvimento espirital, da
criatividade e da autenticidade (p.607);
 “Historicamente, a modernidade resulta e avança por meio da
tensão permanente entre o conjunto de valores mercantis,
utilitários, proprieamente capitalistas, e outro conjunto de
valores, fundamentados seja religiosa, seja secularmente”
(p.607);
 No Brasil se forma, como aponta Gilberto Freyre a partir de um
Cristianismo inteiramente esvaziado de ética: religião utilitária

PERGUNTA: religiões puritanas também tornam-se utilitárias, porém tem o ethos


empreendedor)?

o Critianismo utlitario aumenta a tensão moral;


o Como CPJ osbserva em Formação do Brasil Contemporaneo,: “não há
nexos éticos entre os homens, mas só relações de exploração econômica
e de dominação plítica, nesta sociedade em que impera a ‘vontade de
poder’ em meio à espontaneidade dos afetos, que a razão instrumental
pode penetrar com facilidade” (p.608) – Esta razão instrumental é a
sociedade unidimensional.

OBS: O Brasil é o país que utilitariza o processo de civilizações, isto esta no


comportamento esvaziado de ética, segundo Caio Prado Jr. Se a Nova Classe Média é
a expressão do utilitarismo, a circulação cultural com os eua, cai como uma luva para
o Brasil: Ser civilizado é ser do American Way of Life, não como os Europeus.

o Entretanto, existe uma resistência cultural, porém um desejo de avanço


econômico – Brasil pré-capitalista (leia-se, brasil pré-
forteindustriaçização)
o Movimento para moralizar o brasil vem da reforma católica –
sincronicamente ao movimento de 1930; Penetrando no trabalhismo
positivista, socialista,a comunista e no solidarismo cristão (1870 a´te
1920);
o Efeitos: Romantização católica, progresso católico, ideias éticos
católicos (ligado ao corpo);
o Estabelece valor de responsabilidade pessoal; santificação dos deveres;
condenação do materialismo (ser inferior para ser superior);
o “A família católica, em 1950, não se reduzia às funções de promoção
social de seus membros, era, também, uma agência poderosa de
moralização da sociedade, ainda que já penetrada pelo individualismo”
(p.610)

OBS: Relacionando com Tudo bem: Juarez tem ethos da nova classe média, porém, é
católico. Catolicismo utilitário?

o Radicalizção do casamento Romantico (p.611)


o Mulher como santa, intocável;
o Homem inciava-se cedo (prostitutas, empregads domestica). Para casar, a
moça tinha que ser virgem;
o Homem, por mais das mudanças sociais, ainda continuava o “chefe da
casa”;
o O desejo de trabalhar, de prover, de ter independência das mulheres
estava da classe média para cima, pois, nas classes inferiores, as
mulheres já trabalhavam;
o Existiu o controle de natalidade dorte nessa época, mulher sempre em
casa: para educar melhor o filho;
o Nos ambientes mais tradicionais, o filho era educado a base de violência
física e repressão, sem muito dialogo;
o Regras do capitalismo brasileiro:
 Concorrencia ilude (qualidade pessoais não são inatas);
 O trabalho é determinado pelas qualidades pessoais;
o “A distribuição desigual deste conjunto de atributos constitui, em cada
momento, monopólios que são apropriados e estabelecem vantagens
competitivas decisivas para classes, frações de classes, camadas sociais,
indivíduos” (´p.614-5);
o Luta pela igualdade = quebra pelos monopólios;
o Como mobilizar o povo para se desalienar? Como valorizar os direitos
do cidadão com anos de subserviência (desde estravizados se
acostumando com trabalhos, até a concorrência que iludia);
o Pensamentos social antiindividualisma surgem no brasil a partir da
secularização da ideologia, política e ética católica;
o Nacionalismo da classe media foi que impulsionou o salto
industrializante;
o Havia interesses dominantes que preferiam não democratizar
culturalmente o brasil;
o Comunicações dominada, até pela igreja por ireadios de centro direita,
ontra os comunistas-ateus;
o “O embate não dizia respeito à defesa do que já ficara sepultado no
passado, a economia exportadora e a sociedade agrária, não colocava em
tela de juízo a necessidade ou não da industrialização. O que estava em
jogo, isto sim, eram dois estilos de desenvolvimento econômico, dois
modelos de sociedade urvana de massas: de um lado, um capitalismo
selvagem e plutocrático; de outro, um capitalismo domesticado pelos
valores modernos da igualdade social e da participação democrática dos
cidadãos, cidadaõs conscientes de seus dieritos, educados,
verdadeiramente autônomos, politicamente ativos. Portanto, 1964
representou a imposição, pela força, de uma da sformas possíveis de
sociedade capitalista no Brasil” (p.618);
 O CAPITALISMO DOS VENCEDORES.
o Golpe de 1964 dura 21 anos e torna a sociedade deformada e plitocrática;
o Em 1980: desigualdade em renda e riqueza maiores do que em 1960
(p.619); concorrência desregulada entre trabalhadores, monopliação das
oportunidades de vida;
o “Ou seja, os rendimentos dos trabalhadores subalternos são comprimidos
para abrir espaço simultaneamente para lucros astronômicos e para a
diferenciação das rendas e do consumo dos funcionários do dinheiro e da
nova classe média” (p.649);
o Latifundiário torna-se empresas rurais;/: ex – sadia e perdião;
o Maioria das pessoas que vivia no campo em 1980, 40 milhoes de
pessoas, continuava na pobreza absoluta;
o Entre 1960-1980, o êxodo rural aumenta: 31 milhões de pessoas,
pressionando a base do mercado de trabalho;
o Empregos de migrantes rurais: doméstica, construção civil, ocupação na
indústria – enclousure brasileiro;
o “Houve, por outro lado, uma extraordinário massificação de certas
profissões que eram, anteriormente, de qualificação média. Na
construção civil, é o caso do pedreiro, do pintor, do encanador e mesmo
do eletricista, afetados pela simplificação trazida pelos novos mateirias e
pelas novas técnicas. Por exemplo, o rolinho substituiu as várias broxas,
facilitando a terfa de aplicação de tintas sintéticas. A massificação fi,
contudo, de maior profundidade nos serviçes e nos trabalhos de
escritório, dando lugar ao nascimento de uma nova camada de
trabalhadores comuns, cujo salário se aproximavam dos percebidos pelo
simples operário industrial. A ampliação do ensino fundamental, mesmo
nas condições em que foi feita, criou uma oferta abundante de mão-de-
obra apta a ecercer postos de trabalhos subalternos, torineiros, pouco
exigentes em termos de escolaridade – praticamente só requeriam ler e
escrever -, que se ampliavam rapidamente” (p.621);
o “Os empregos criados pela industriaçização acelerada e pla urbanização
rápida eram “com certeira assinada”: o número de seguros contribuintes
da Previdencia Social passa de 3 milhoes, em 1960, para 9,5 milhoe , em
1970 e chega a 23,8 milhoes em 1980” (p.621);
o Aumento de qualidade de vida por conta do novo emprego, acecsso a
sociabilidade moderna (nova classe média);
o Segmentação do mercado de trabalho:
 1 – para o mesmo trabalho subalterno, os slários e benefícios
indiretos são decrescentes em relaão ao tamanho da empresa e à
formalização ou não da relação de emprego (o status do emprego
muda para mesma função);
 “Quase todos os trabalhadores subalternos epxrimentaram
ascesão social: porque se livraram da miséria rural, por que
saíram da construção civil e foram para a indústria, porque se
viram livres do trabalho ‘sujo’, ‘pesado’, ‘monotono’ do
operário: mas, també, porque, bem ou mal, incorporaram os
pradoes de consumo e o estilo de vida modernos” (p.625) – Esta é
a nova classe média por um prisma econômico.
OBS: É VÁLIDO RESSALTAR QUE FERNANDO NOVAIS APONTA QUE
O CAPITALISMO BRASILEIRO NÃO TINHA VALORES MODERNOS,
LOGO O ESTILO DE VIDA MODERNO, A ESTÉTICA É BASEADA E
ASSIMILADA ATRAVÉS DE VALORES E CONSTRUÇÃO À
ASSIMILAÇÃO DO AMERICAN WAY OF LIFE, DIFUSOR DA
ESTÉTICA E “ÉTICA” DA NOVA CLASSE MÉDIA ESTADUNIDENSE. A
NOVA CLASSE MÉDIA BRASILEIRA SE FORMA EM DOIS
MOMENTOS: 1 – A ASCENSÇÃO DA CULTURA DA NOVA CLASSE
MEDIA ESTADUNIDENSE EM ASSIMILAÇÃO A CULTURA DE CLASSE
MÉDIA BRASILEIRA E 2 – A CONVERGENCIA ENTRE O MOVIMENTO
DE NOVOS SETORES DE TRABALHO E A CULTURA DOS VALORES
MODERNOS DA NOVA CLASSE MÉDIA.
 1980: maioria dos trabalhos na pobreza absolta em regiões de
mto dinamismo econômico – rurais;
 Baixos salários, em uma economia de expansão acelerada: altos
lucros;
 “No governo, também: os slários da cúpula dispararam
descolando-se inteiramente da base do funcionalismo público. (p.
627);
o 1960 – incorporação de multinacionais;
o “O capitão da indústria, comandante de um grupo econômico, controlava
um motante de riqueza em muito acresdio” (P.627) (COMANDANTE
DA NOVA CLASSE MÉDIA)
o Os diretores que surgem, p.627;
o Aumento dos shopping centers, de spas, de turismos, de colégios
aprticulares, etc v(p.628)
o Grupos que dirigem a alta renda do capitalos: grandes, pequenos e
médios empresários, pessoal da direção da empresa privada);
o Novas classe média, geram novos consumidores, lojo, uma nova camada
de clientes (p.630);
o Nova classe média, criada pela expansão extraordinária do emprego
público e privado de “qualificação intermediária”; (p.631)
o Empregos: medico sistema publico, plantonista, professor universitário,
professor primeiro e segundo grau, advogados;
o Renda desse estrato pode subir devido a mulher (considerados classe
dominantes” (p.631);
o A nova classe média está, em geral, plenamente integrada nos padrões de
consumo moderno de massas, de alumentação, de vestuário, dehigiene
pessoal e beleza, de higiene da casa “ (p.631)

OBS: Por isso existe a progressão da coca cola na mesa de jantar de tudo bem.

o Adquirem símbolos de status;


o Padroes de vida da nova classe mpedia: serviço baratos;
o Nova classe média, pensa mais em seu conformo do que as classes
medias (p,632);
o Nova classe média no brasil é gerada dentre 1960 – 1980 pela
industrialização acelerada;
o Trabalhadores industriais manuais aproximam-se do padrão de vida da
nova classe média;
o “O Brasil, que já chocara as nações civilizadas ao manter a escravidão
até finais do século XIX, volta a assombrar a consciência moderna ao
exibir a sociedade mais desigual do mundo. Não é por acaso que o termo
brazilianization vai se tornando sinônimo de capitalismo selvagem.
o Ultimo parágrafo da pg 633 – dados estatísticos de ascensçao da nova
classe média no brasil;
o Desqualificação e massificação de certos postos de trabalho é gerada pela
nova classe média;
o “Estamos, portanto, diante de um capitalismo plutocrático mas
extremamente dinâmico” (p.635);
o Expansão extrema: 1967-1979;
o Fraturação da sociedade deformada de Celso furtado:
 1 – Primeiro mundo: magnatas, ricos e privilegiados;
 2 – Nova classe média: simulacro do primeiro mundo “povoado
de serviçais mal remunerados, que garantem um padrão de ida
muito superior ao destrudao por seus congêneres do verdadeiro
Primeiro Mundo” (p.636);
 3 – pobres e miseráveis;
o Brasil gera uma aparência de democratização de oportunidades, enquanto
utilitarizava novos cargos e dopava a nova classe média.

OBS: a nova classe média para Novais só surge com a relação a partir da economia,
não que el não considere outras questões, porém a minha pergunta é: O que,
culturalmente, forma a Nova Classe Média? Por que os sujeitos se deram pro
satisfeitos com a economia utilitária que o Brasil os ofereceu? Quais são as diferenças
entre Antiga e Nova Classe Média Brasileira?

 NOSSA VIDA MODERNA:


o Autoritarismo plutocrático fecha o espaço público;
o Herança: abastarda a educação, predomonio esmagador da cultura de
massas (A cultura de massas, principalmente com o reforço da indústria
cultura: A civilização brasileira se dá a partir da sociedade
unidimensional e o autoritarismo plutocrático da Ditadura Militar
brasileira); miséria moral, pobreza espiritual, despolitizaão da vida
social;

PERGUNTA: “A substituiçãoo da ética católica por valores modernos fundamentados


racionalmente ficou bloqueada” , mas Novais disse que fora incorporado o estilo de
valores modernos: o utilitário do utilitário?

o Cultura nas universidades, arte queriam clamar por direitos sociais;


o “REvoução de 64” garante, duradouramente a dominação dos ricos e
privilegiados: As pessoas não querem direitos políticos, sociais, elas
querem poder de consumo (como a nova classe média – efeitos
condicionantes da estrutuda da civilização da sociedade
unidimensional): domínio de comunicação ligada a INDUSTIA
CULTURA AMERICANIZADA;
o Industria cultural trazia o embate das industrias de consumo e novos
ethos;
o Televisão chega no Brasil em 1950 – Assis Chateubriand;
o Aparelho de tv se difunde rapidamente dentre os brasileiros (ver
estatísticas da pagina 638);
o “No que diz respeiro aos jornais e revistas, sua expansão no pós-64 está
ancorada no crescimento danova classe média, que tem renda sucidiente
para comprálos” (p.638)

OBS: Apesar da importância da televisão para difundir a cultura da nova classe


média, não se pode colocar a nova classe média como sendo todos os aspectos da
sociedade unidimensional: O que aparece na nova classe média é posição mais
aguda dos dispositivos da sociedade unidimensional, entretanto, deve-se pensar a
equação completa do comportamento social por exemplo: A transformação do
sentido de ócio em bens materiais, a concorrência ilusória, o sentido de prestigio da
sociedade pre capitalista, as continuidades do brasil antigo na estrutural
referencial da sincronia do tempo estudado, a reforma católica. Valores antigos +
Estetica de vida moderna americaneizada: brazilination – capitalismo selvagem,
Sociedade unidimensional em sua última esfera;

OBS: Marcuse não vê o Brasil se tornar o que se tornou, escreve a sociedade


unidimensional em 1964, assim com Wright mills, que escreve em 1951.

o Empresas de jornais tornam-se em empresas capitalistas;


o Periodo liberal democrático do brasl – 1945 – 1964 (era um período de
utopia);
o Exposta ao impacto da indústria cultural, centrda na televisão, a
sociedade brasileira passou diretamente de iletrada e deseducada a
massificada, sem percorrer a etapa intermediaria de absorção da cultura
moderna” (p.640)
o Fala sobre a forma e publico e recepção da televisão massificada (640 –
644).

OBS: MONOGRAFIA: O PERIODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA


FEZ UM PROCESSO DE CIVILIZAÇÃO DA SOCIEDADE UNIDIMENSIONA
NO BRASIL.

 A QUE PONTO CHEGAMOS.


o “Sérgio Buarque de Holanda, em Visão do Paraíso, jpa havia assinalado
ser a nossa história uma verdadeira ‘procissão de milagres’” (p.644);
o Ação deliberada da vontade coletiva: desejo de modernização (o que
forma essa vontade coletiva – unidimensionalidade);
o Brasil não incorpora os resultadaos das revolução industrial por estar no
escrasvismo, porém, este escravismo não entra em uma dinâmica
industrial?
o Por que este desejo de industrializar? “Copiamos tudo menos o que é
essencial: formas de organização capitalista capazes de assegurar um
mínimo de capacidade autônoma de financimanento e inovação” (p.646)
o Problemas: crise do pretoleo 1974 (levando a rise da divida externa);
o Anotações abaixo Novais pensa junto com Luiz Gonzaga Belluzzo;
o Final dos anos 80 – hiperinflação;
o Anos 90 – muito desemprego: multiplica-se camelos, trafico de drogas,
crime organizado;
o Outras profissões como: personal trainer, personal stylist;
o Cresce neoliberalismo e as especulações – 190 milos de brasileiros
sujeitos a mercado financeiro e as estatais pareendo ao mercado
financeiro;
o Forte fastos sociais para aumento de competitividade, gerando aumento
de lucros (similar a DM);
o Diferença entre período da redemocratização pra DCM é que a DCM era
autoritária-plutocratico, e na redemocratização é neoliberal-plutocratico;
o Diretas já fora um fracasso, par Novais, pois escolheu um inimigo total
para os problemas e tirou o problema da estrutura do estado: a ditadura
militar deveria ser cultada (movimento similar ocorre com a classe
média);
o Casamento toma-se tons cada vez mais burocráticos;
o Brasil, torna-se um país mais burocrático;
o Educação perde caráter autoritários, o que fz com que pais tenhamq eu se
esforçar mais;
o Existe ausência de Valores modernos no Brasil – exatamente por
mimetizar o estilo americanizado que já era sem valores;
o Fenomeno leva a substituição do cidadão pelo consumidor;
o Midias vemde o neoliberalismo – solução democrática para que se
mantenha a plutocracia;
o Individualismo esmaga o individuo (paradoxo do brasil pos anos 80);
o Sindrome brasileira, par aJurandir FReure Costa: “Cultura da
sobrevivência”, mas sobrevivência de que? Das vontades individuais?
o Fernando novais marxista que se aproxima de Adorno e provavelmente
Hobsbawm para pensar cultura.