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Limo Amisse

Tema:

Processos Construtivos

(Resumo)

Universidade Rovuma

Campus de Nacala

2019
Limo Amisse

Tema:

Processos Construtivos

(Resumo)

Resumo de processos construtivos, a ser


apresentado na cadeira de Práticas de campo e
estaleiro, no Curso de Engenharia de
Construção Civil. 3º ano

Docent: Ornilo Cadalamba

Universidade Rovuma

Campus de Nacala

27.09.2019

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Índice:
1 Introdução: ...................................................................................................................... 5
2 ARMADURA ESTRUTURAL....................................................................................... 6
2.1 Armadura positiva .................................................................................................... 6
2.2 Armadura negativa ................................................................................................... 6
2.3 Armadura Ativa ....................................................................................................... 6
2.3.1 Armadura Ativa tem dois modelos de peças: ................................................... 7
2.4 Emprego de Armaduras ........................................................................................... 7
2.5 Armação – práticas .................................................................................................. 7
2.6 Equipamentos e ferramentas .................................................................................... 7
2.6.1 As ferramentas e equipamentos empregados são: ............................................ 7
2.7 Pré-montagem .......................................................................................................... 8
2.7.1 Execução ........................................................................................................... 8
2.7.2 Montagem ......................................................................................................... 8
3 REALIZAÇÃO DE IMPLANTAÇÃO DA OBRA ....................................................... 8
3.1 Equipamentos e materiais ........................................................................................ 8
3.2 Tipos de implantação de obra .................................................................................. 9
3.2.1 Destacam-se 3 tipos mais comuns: ................................................................... 9
4 IMPLANTAÇÃO DE FUNDAÇÕES ............................................................................ 9
5 IMPLANTAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS .............................................. 10
5.1 Recomendações ..................................................................................................... 10
6 ABERTURA DE CABOUCOS ................................................................................... 10
7 ESCAVAÇÃO E ENTIVAÇÃO .................................................................................. 11
7.1 O que é a escavação e a sua importância na obra? ................................................ 11
7.2 Os meios utilizados ................................................................................................ 12
7.3 Escavação em abertura de valas ou trincheiras ...................................................... 12
7.3.1 Riscos Mais Frequentes .................................................................................. 12
7.3.2 Principais Causas Na Origem Do Risco ......................................................... 12
8 ESCAVAÇÃO NA ABERTURA DE FUNDAÇÕES EM ESTACAS ....................... 13
9 ENTIVAÇÃO ............................................................................................................... 13
10 REBAIXAMENTO DE NÍVEL D’AGUA .................................................................. 13

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10.1 Tipos de rebaixamento do Nível d’agua ................................................................ 13
11 POÇOS PROFUNDOS ................................................................................................ 14
12 POÇOS GRAVITACIONAIS ...................................................................................... 14
13 OUTROS FATORES A SEREM CONSIDERADOS EM UM SISTEMA DE
REBAIXAMENTO .............................................................................................................. 15
13.1 Fornecimento de Energia Elétrica.......................................................................... 15
13.2 Medidas E Observações dos resultados obtidos .................................................... 15
13.3 Os fatores que mais influenciam na escolha do sistema são:................................. 15
14 Conclusão: .................................................................................................................... 17
15 Bibliografia: .................................................................................................................. 18

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1 Introdução:

Todo e qualquer um deseja ter uma obra perfeitamente executada, mais importa então
salientar que, a implantação de obra é o ponto de partida para alcançar essa meta desejada e
deve ser realizada com extremo cuidado e precisão para evitar problemas futuros. Neste
trabalho contextualizamos de forma clara os pontos indispensáveis desta etapa construtiva.

Após a implantação dos vários elementos da fundação, deverão ser abertos os respetivos
caboucos até à cota indicada no projeto, incluindo a espessura do betão de limpeza. Esta cota
depende quer da capacidade resistente do solo, quer da presença de elementos de construção,
como caixas de elevadores, redes de drenagem e de esgotos, entre outros, que condicionem
o posicionamento altimétrico das fundações.

Os aquíferos encontram-se em profundidades variadas, dependendo do local e topografia,


quando não são muito profundos, muitas vezes interferem nas obras que são executadas
abaixo da superfície como a construção de subsolos, infraestrutura subterrânea, túneis, entre
outras. Esse procedimento é necessário para que a obra fique segura e estável até que um
sistema de drenagem possa ser construído.

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2 ARMADURA ESTRUTURAL

É conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra, isto é, à peça depois
que o concreto atinge sua resistência aos 28 dias, permanecendo escorada a obra obedecendo
a regras bem definidas de desforma.

 A armadura, segundo definição proposta por FUSCO (1975), “é o componente


estrutural de uma estrutura de concreto armado, formado pela associação de diversas
peças de aço”.

2.1 Armadura positiva

Também chamada de positivo, é a armadura situada na parte inferior das lajes e vigas,
responsável por resistir à tração proveniente dos momentos negativos;
 A armadura positiva, é normalmente utilizada em vigas ou lajes. Assim, são utilizadas
para combater os esforços de tração do Momento Fletor Positivo, verificado no
cálculo da estrutura.

2.2 Armadura negativa

Também chamada de negativo, é a armadura situada na parte superior das lajes e vigas,
responsável por resistir à tração proveniente dos momentos negativos;
 A armação negativa, é normalmente utilizada em vigas e lajes.
 Assim, são utilizadas para combater os esforços de tração do Momento Fletor
Negativo, verificado no cálculo da estrutura.

2.3 Armadura Ativa

 A armadura ativa, é aquela que sofre uma tensão prévia, uma protensão.
 É utilizada na construção civil, nos concretos protendidos, através dos fios e
cordoalhas de aço.

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2.3.1 Armadura Ativa tem dois modelos de peças:
 Armadura longitudinal: peças paralelas, dispostas no sentido da maior dimensão do
elemento estrutural;
 Armadura transversal: peças paralelas, dispostas no sentido da menor dimensão do
elemento estrutural.

2.4 Emprego de Armaduras

Segundo LEONHARDT & MONNIG (1978):


 Absorver os esforços de tração em peças estruturais solicitadas à flexão e à tração,
contribuindo para a capacidade resistente ou para a estabilidade da estrutura;
 Fazer com que as fissuras no concreto, sob a Acão de cargas de utilização,
permaneçam na ordem de grandeza de capilares;
 Limitar a abertura das fissuras devido a estados de tensão produzidos por efeitos de
coação, tais como o impedimento à deformação, no caso de variação de temperatura
de retração, de estruturas híper estáticas, etc.

2.5 Armação – práticas

 A execução da armação envolve as seguintes atividades: corte, dobra, pré-montagem


e montagem.

2.6 Equipamentos e ferramentas

 A escolha dos equipamentos e ferramentas de corte precisa levar em consideração os


materiais definidos no projeto (aço em barras ou em telas soldadas) e o volume do
serviço.

2.6.1 As ferramentas e equipamentos empregados são:


 Manuais: arco de serra e tesoura de cortar ferro (tesourão). Utilizado quando o
serviço é realizado em obras de pequeno porte;
 Elétricas: policroíte. Em obras de pequeno, médio e grande porte que realizam o
corte do aço no canteiro;

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 Hidráulicas: utilizadas em centrais de corte e dobra de aço e em canteiros de grandes
obras, devido ao seu alto custo.

2.7 Pré-montagem
2.7.1 Execução
Durante o planeamento, procure definir as peças que serão montadas na central de armação
e aquelas que serão montadas na própria fôrma. Para isso, considere:

 Dimensões das peças


 Sistema de transporte
 Facilidade de execução

A escolha e o uso de um bom espaçador é importante, para que a estrutura tenha o cobrimento
adequado às condições de exposição da estrutura, protegendo a armadura contra a corrosão.

2.7.2 Montagem
Para que a armadura esteja na posição especificada e no espaçamento correto. Se for
necessário, coloque mais espaçadores, de modo a garantir o cobrimento da armadura.
No caso da laje, o problema fundamental a ser evitado é o posicionamento incorreto da
armadura negativa. Utilize gabaritos (caranguejos) e respeite o comprimento de ancoragem
especificado no projeto, para que não haja escorregamento da armadura e, consequentemente,
patologias na estrutura.

3 REALIZAÇÃO DE IMPLANTAÇÃO DA OBRA


Nada mais é do que demarcar no terreno a posição dos principais elementos da construção,
começando pela fundação e alguns elementos estruturais intermediários, sempre conferindo
com as orientações do projeto. Para começar o processo de implantação, é crucial que o
terreno esteja preparado.

3.1 Equipamentos e materiais

Além da equipe que fará o serviço, influenciam diretamente no resultado final da sua
implantação. Sendo assim, especialmente em obras mais complexas, recomenda-se o uso de
equipamentos eletrônicos (estação total, nível a laser) e o advento da topografia.
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 Uma implantação com erros de esquadro ou medida fará com que a construção fique
com medidas diferentes das especificadas em projeto, gerando retrabalho de mão de
obra, prazo de execução e desperdício de materiais. Sendo assim, recomenda-se
melhor atenção possível nessa etapa.

3.2 Tipos de implantação de obra


3.2.1 Destacam-se 3 tipos mais comuns:
3.2.1.1 Implantação por cavalete:
esse método é indicado para obras simples de pequeno porte, tendo vantagem de utilizar
menor quantidade de recursos em relação a outras técnicas. Os cavaletes são formados por
duas estacas e uma travessa de onde saem os alinhamentos, conforme a imagem em anexo.
A travessa deve estar nivelada e confere maior estabilidade a estrutura.

3.2.1.2 Implantação por tabua corrida:


técnica recomendada para obras maiores ou com muitos elementos, em que se contorna a
futura construção com cavaletes contínuos compostos de estacas e tabuas niveladas. Alem
disso, são cravados pontaletes para definir o gabarito e conferir maior estabilidade ao
contorno. Esses pontaletes já devem ser colocados nivelados e alinhados.

3.2.1.3 Implantação topográfica:


Processo para obras de grande envergadura, ou com muitos elementos a serem locados, exige
maior precisão nas medidas. É crucial a contratação dos serviços de equipe de topografia que
gera uma execução mais organizada da obra, favorecendo o cumprimento de cronogramas.

4 IMPLANTAÇÃO DE FUNDAÇÕES

Essa etapa de fundação deve ser feita com muita cautela, pois servira de base para as demais
implantações. No caso de locação de estacas por ex., seu correto posicionamento é essencial
para a distribuição de cargas conforme projeto.
No caso de uma fundação superficial, como uma sapata, é importante assegurar a cota
e a posição da mesma, garantindo centralização do carregamento do pilar. Um deslocamento
nesse carregamento pode gerar cargas na qual a sapata não foi dimensionada, causando danos
a estrutura.

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5 IMPLANTAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS

Assim como nas fundações, um erro na locação de um elemento estrutural afeta a distribuição
de cargas da edificação. Um pilar posicionado erroneamente, por ex., afetará a carga em
todos os demais pilares.
Além disso, é nesta etapa que são alocadas as esperas para instalações elétricas e
hidráulicas, evitando desperdícios futuros com correções e furos em elementos estruturais.

5.1 Recomendações

 Fazer conferencias da distancia de pilares ate o eixo auxilia na identificação de erros na


implantação.
 Ficar atento as atualizações no projeto diminui retrabalho, pois, especialmente no inicio
da obra, o projeto pode sofrer constantes revisões.
 A betonarem dos pontaletes na terra confere mais resistência e evita movimentações do
mesmo.
 Pintar o gabarito de branco, auxilia na visualização das marcações e linhas.
 O topografo deve deixar mais que um ponto de referencia no terreno, preferencialmente
em locais fixos, como postes.

6 ABERTURA DE CABOUCOS

Cabouco é a base de uma construção, isto é, abertura de fossa ou vala para se assentar os
alicerces de uma construção.
As dimensões da escavação dependerão do elemento de fundação e do processo construtivo
utilizado para a sua execução. No caso de o solo permitir (fortemente coerente que possibilite
a sustentação, na vertical, das paredes da escavação, sem desmoronamentos), os elementos
de fundação poderão ser betonados contra o terreno

No caso de se utilizar cofragens para a execução da fundação, deverá ser deixado um espaço
de trabalho adicional de 30 a 50 cm em redor de toda a fundação, para permitir a colocação
e o escoramento da cofragem.

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A abertura dos caboucos pode ser realizada de forma manual ou mecânica, sendo no
último caso a verticalidade das paredes e a regularização dos fundos executada manualmente.
O tipo de escavação bem como o equipamento utilizado ficam geralmente ao critério do
empreiteiro.

Ao se atingir a cota da fundação, deverá ser confirmada a capacidade resistente do solo


prevista no projeto ou no relatório geotécnico. Esta inspeção poderá ser auxiliada por
métodos empíricos expeditos, por exemplo, através de um exame visual do solo, verificando
a origem geológica, as dimensões das partículas do solo, o teor em água e inferindo as
propriedades físicas, por exemplo a partir das marcas deixadas pelos pés ou pelo
equipamento de escavação ou pela resistência à cravação manual de um elemento metálico.

Após a escavação, o fundo deverá ser limpo (removendo parcelas de terreno desagregado) e
compactado manual ou mecanicamente de modo a aumentar a densidade do terreno pela
redução dos seus vazios e evitar o recurso a uma camada de betão de limpeza mais espessa.
Deve evitar-se que o solo retirado seja armazenado junto à periferia da escavação, de
modo a minorar o risco de aí voltar a cair e a não sobrecarregar o terreno adjacente para evitar
a descarga das paredes da fundação, sendo em seguida retirado e conduzido a depósito. Este
procedimento tem também como objetivo desobstruir os “cangalhos” e as circulações.

De referir ainda que a realização dos caboucos para execução das vigas de fundação se
processa de forma muito semelhante à descrita para as sapatas, com a particularidade de
geralmente ser efetuada de uma só vez com a pá mecânica operada pela giratória, o que
condiciona a largura do cabouco à da própria pá.

7 ESCAVAÇÃO E ENTIVAÇÃO
7.1 O que é a escavação e a sua importância na obra?

A escavação nada mais é do que o processo de criação de furos e valas no terreno, de acordo
com o projeto desenvolvido. Estas escavações servem para a fundação, que será encaixada
nestas aberturas na terra. Ou seja, é indispensável o estudo do projeto, suas medidas e
características, para definir então qual a largura e tamanho das valas a serem desenvolvidas.

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Caso contrário, a fundação não irá ter a sustentação necessária, e um grande valor monetário
deverá ser investido para refazer o terreno e, novamente, realizar a escavação.
Em uma obra, construção ou reforma, a escavação é um dos processos mais importantes e
essenciais entre todos os outros aspetos, e é indispensável para a construção de casas e/ou
edifícios, sendo fundamental para a sustentação e segurança de toda a estrutura que virá a ser
desenvolvida.

7.2 Os meios utilizados

Os meios utilizados para a escavação podem ser muito diferentes, por isso, para uma melhor
análise da atividade de escavação há necessidade de subdividir a mesma em dois tipos:
Escavação em terra;
Escavação em rocha ou desmonte;

7.3 Escavação em abertura de valas ou trincheiras

A abertura de valas ou trincheiras deve ser encarada como um caso particular da escavação
a céu aberto.
Na grande parte dos casos, este tipo de escavação é próximo de valas técnicas ou em valas
técnicas já consolidadas. Nestes casos, devem ser consultados todos os cadastros das redes
técnicas subterrâneas a fim de se evitar roturas ou colisões com as mesmas e prevenir
possíveis acidentes. Dado tratar-se de escavações normalmente pontuais definindo espaços
normalmente pequenos, o “enchimento” das valas ou trincheiras por gases é frequente e deve
ser encarado como um risco não negligenciável

7.3.1 Riscos Mais Frequentes


 Projeção de materiais ou objetos;
 Explosões acidentais;
 Intoxicações.

7.3.2 Principais Causas Na Origem Do Risco


 Falta de preparação e cuidado no planeamento dos rebentamentos;
 Trabalho efetuado por pessoal não habilitado e sem experiência em explosivos;

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 Não utilização dos EPI’s necessários.

8 ESCAVAÇÃO NA ABERTURA DE FUNDAÇÕES EM ESTACAS

Sempre que a capacidade de carga do terreno não satisfaça as necessidades de carga das
fundações ou quando o terreno é heterogéneo na área de implantação o recurso a estacas é
usual.

É um trabalho que requer a intervenção de empresas da especialidade, pois o equipamento


para este tipo de escavações é muito específico e dispendioso.

9 ENTIVAÇÃO

Revestimento executado de madeira alumínio em poços galarias, ou escavação de certa


profundidade destinado a impedir desmoronamento.

10 REBAIXAMENTO DE NÍVEL D’AGUA


10.1 Tipos de rebaixamento do Nível d’agua

Três são os processos principais de rebaixamento do Nível d’agua:


1. por ponteiras filtrantes (“well-points”)
2. por poços profundos - gravitacionais e a vácuo
3. por eletrosmose

Ponteiras Filtrantes (“well-points”)

Fig1: Ponteiras Filtrantes

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11 POÇOS PROFUNDOS

O rebaixamento do nível d’água, através de poços profundos, é executado por meio de uma
série de perfurações equidistantes (por ex.: 8m, 10m, 15m ou 20m), com diâmetro de 300
mm a 600 mm.
Dentro dessa perfuração são colocados tubos de aço, constituídos de trechos lisos e
perfurados, nos horizontes permeáveis e abaixo do nível d’água. O diâmetro desses tubos
pode variar de 150 mm a 300 mm, e cada segmento é unido ao outro por solda. Os tubos
devem ser colocados em perfeita verticalidade e o trecho perfurado deverá ser envolvido por
uma tela de nylon de 0,6 mm de diâmetro, para impedir a entrada de partículas dentro do
poço.

Fig2: Poços profundos

12 POÇOS GRAVITACIONAIS

Emprego de poços profundos gravitacionais é indicado para os solos bastante permeáveis,


tais como pedregulhos e areias, isto é, onde a água se infiltre livremente nos poços pela ação
de gravidade, e é retirada deste por meio de bombas submersas. A disposição dos poços é
diferente em cada caso e segundo a posição da cava. Basicamente, distinguem-se poços
internos e externos, em relação à escavação. Ao se colocarem os poços no interior da
escavação, não deverão prejudicar os espaços reservados para os trabalhos.

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Fig3:

13 OUTROS FATORES A SEREM CONSIDERADOS EM UM SISTEMA DE


REBAIXAMENTO
13.1 Fornecimento de Energia Elétrica

Para qualquer sistema de rebaixamento, é indispensável prever, além da rede elétrica normal,
uma fonte de energia de emergência, a fim de impedir a ocorrência de acidentes, na hipótese
de uma interrupção no fornecimento de energia pela rede pública. A transferência de uma
fonte de alimentação para outra deverá ser possível a qualquer hora.

13.2 Medidas E Observações dos resultados obtidos

É absolutamente necessário observar e registrar os seguintes resultados, ao se executar um


processo de rebaixamento:
 Determinações das vazões dos poços, através de hidrômetros.
 Determinações das curvas de depressão, através dos piezômetros e indicadores de
nível d’água.
 Medidas de recalques de edifícios e da superfície do terreno, através de pinos e
marcos.

13.3 Os fatores que mais influenciam na escolha do sistema são:

Tipo de obra: para escavações rasas e rebaixamento até 6 metros, deve-se adotar um sistema
de rebaixamento com ponteiras filtrantes. Quando a necessidade do rebaixamento for maior,
deve-se prever um sistema de rebaixamento por poços profundos e bombas submersas para
grandes vazões de água ou injetores para vazões menores.

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Condições da superfície: a formação geológica e a natureza do subsolo, assim como
a permeabilidade e a drenabilidade do solo ou rocha são de extrema importância e podem
definir o sistema de rebaixamento a ser utilizado.
Altura de rebaixamento e quantidade de água a ser bombeada: é essencial a avaliação
da quantidade de água que fluirá para o interior da escavação. Dependendo da vazão a ser
rebaixada e da profundidade, determina-se o sistema de rebaixamento e os equipamentos a
serem utilizados.

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14 Conclusão:

Desta feita conclui-se que é sempre fundamental analisar as edificações, observando


de forma atenciosa e analítica a abertura dos cabocos nos edifícios. Porem destaca-se como
sendo uma das principais partes muito impotente de qualquer obra, dai que como técnicos
deve-se observar tecnicamente pelas normas recomendadas em abertura de caboucos.

Posso afirmar que a implantação é uma etapa essencial para um início de um


empreendimento com qualidade, que garante as medidas do projeto e auxilia no cumprimento
do seu cronograma e orçamento. Em casos de obras maiores ( acima de dois pisos ou com
subsolo), vale a pena investir em um serviço de topografia, não apenas para as marcações
iniciais, mas também par acompanhar o decorrer da obra, locando os elementos estruturais
subsequentes e garantindo a conformidade da edificação.

Quando o responsável de obra ter um conhecimento sobre processo de implantação,


ajuda a entender a melhor opção para seu empreendimento, evitando problemas futuros e
gastos desnecessários.

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15 Bibliografia:

Correia dos Reis, A. Organização e Gestão de Obras. Edições Técnicas E.T.L.,


Lisboa, 2010.
FARIA, José Amorim: Gestão de Obras e Segurança. FEUP, 2014
Manual de Segurança, CICCOPN.
Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil (Decreto-lei 41821, de 11 de
Agosto de 1958).

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