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Curso de Engenharia de Construção Civil, 3º ano, 2º semestre, 2019

Pratica De Campos e Estaleiro


Rebaixamento De Nível D’agua

Elementos do Grupo:
Ali A. Selemane
Edson Norberto Brito
Carlos A. Soares
Nelson Mussa Jamal Mel Docente: dr. Ornilio Cadalamba
INTRODUÇÃO
Os aquíferos encontram-se em profundidades variadas, dependendo do
local e topografia, Quando não são muito profundos, muitas vezes
interferem nas obras que são executadas abaixo da superfície como a
construção de subsolos, infra-estrutura subterrânea, túneis, entre outras.
Esse procedimento é necessário para que a obra fique segura e estável
até que um sistema de drenagem possa ser construído.
Essa técnica precisa ser executada em qualquer tipo de construção onde
o nível freático possa interferir, seja de forma direta ou indiretamente. E
basicamente não existe um parâmetro para decidir qual a dimensão do
projeto necessita, especificamente, desse método.

após a realização de ensaios preliminares de rebaixamento de nível


d’agua, poder-se-á definir quais os métodos a serem empregados.
Cont..

Deve-se ter em mente que, ao se realizar um rebaixamento do lençol freático,


introduzem-se certas alterações nas condições naturais do subsolo. Assim,
poderão surgir danos no interior ou no exterior da escavação, quando o
rebaixamento é realizado incorretamente.

•Devem ser observados os diversos níveis de água do subsolo, as quantidades


de água que se infiltram e que serão bombeadas, e os recalques que
porventura possam aparecer nas vizinhanças das escavações. Para proteção de
edificações adjacentes às zonas de recalque, considere-se a possibilidade de
injeções de água no solo.
TIPOS DE REBAIXAMENTO DO NIVEL
D’AGUA
Três são os processos principais de rebaixamento do Nivel
d’agua:

1. por ponteiras filtrantes (“well-points”)

2. por poços profundos - gravitacionais e a vácuo

3. por eletrosmose
Ponteiras Filtrantes (“well-points”)

Empregam-se ponteiras filtrantes de 1 ½” a 2 ½” de diâmetro, com 30 a 100 cm de


comprimento, para drenagem por gravidade ou a vácuo.

Essas ponteiras filtrantes constituem-se de um tubo de aço perfurado, tendo a seguir


um tubo metálico fechado com 8 m a 9m de comprimento. A instalação das
ponteiras no solo é feita geralmente de jatos de água através da própria ponteira. Na
impossibilidade de se dispor de água em abundância para esse tipo de instalação ou
em solos poucos permeáveis, executa-se a abertura de um furo com 150 mm de
diâmetro, colocando-se no seu interior a ponteira, envolvida por material filtrante
adequado.
PONTEIRAS FILTRANTES (“WELL-POINTS”)

Fig1:Ponteiras Filtrantes
POÇOS PROFUNDOS
O rebaixamento do nível d’água, através de poços profundos, é executado por meio de uma
série de perfurações equidistantes (por ex.: 8m, 10m, 15m ou 20m), com diâmetro de 300
mm a 600 mm.

Dentro dessa perfuração são colocados tubos de aço, constituídos de trechos lisos e
perfurados, nos horizontes permeáveis e abaixo do nível d’água. O diâmetro desses tubos
pode variar de 150 mm a 300 mm, e cada segmento é unido ao outro por solda. Os tubos
devem ser colocados em perfeita verticalidade e o trecho perfurado deverá ser envolvido por
uma tela de nylon de 0,6 mm de diâmetro, para impedir a entrada de partículas dentro do
poço.
POÇOS PROFUNDOS

Fig2: Poços profundos


POÇOS GRAVITACIONAIS
emprego de poços profundos gravitacionais é indicado para os solos
bastante permeáveis, tais como pedregulhos e areias, isto é, onde a água se
infiltre livremente nos poços pela ação de gravidade, e é retirada deste por
meio de bombas submersas. A disposição dos poços é diferente em cada
caso e segundo a posição da cava. Basicamente, distinguem-se poços
internos e externos, em relação à escavação. Ao se colocarem os poços no
interior da escavação, não deverão prejudicar os espaços reservados para
os trabalhos.
POÇOS GRAVITACIONAIS

Fig3:
PROCESSOS A VÁCUO
Nos solos pouco permeáveis, tais como areia fina, areia siltosa ou silte (K
= 10-3 a 10-5 cm/seg), o rebaixamento do lençol freático por gravidade
pode não mais conduzir a resultados satisfatórios, tornando-se a curva de
depressão muito íngreme e limitada.
As forças de adesão e de capilaridade existentes nos poros extremamente
pequenos destes solos, tornam-se tão grandes que a ação da gravidade não é
mais suficiente para deslocar a água em direção aos poços. O sucesso de
poços profundos por gravidade nestes solos é muito pequeno. Dessa
maneira, pode se aplicar vácuo tanto nos “well-points”, como nos poços
profundos.
REBAIXAMENTO À VÁCUO

Fig4:
OUTROS FATORES A SEREM CONSIDERADOS EM UM
SISTEMA DE REBAIXAMENTO
- Fornecimento de Energia Elétrica
Para qualquer sistema de rebaixamento, é indispensável prever, além da rede elétrica
normal, uma fonte de energia de emergência, a fim de impedir a ocorrência de
acidentes, na hipótese de uma interrupção no fornecimento de energia pela rede
pública. A transferência de uma fonte de alimentação para outra deverá ser possível a
qualquer hora.
- Medidas e Observações dos resultados obtidos
É absolutamente necessário observar e registrar os seguintes resultados, ao se
executar um processo de rebaixamento:
• Determinações das vazões dos poços, através de hidrômetros.
• Determinações das curvas de depressão, através dos piezômetros e indicadores de
nível d’água.
• Medidas de recalques de edifícios e da superfície do terreno, através de pinos e
marcos.
Para a escolha do sistema de rebaixamento a ser utilizado, é essencial
a avaliação do dano ou interferência que o fluxo do lençol freático
pode causar à obra. Se for pouca interferência, pode-se utilizar apenas
drenos e poços rasos para retirar do local o excesso da água. Se os
danos forem maiores ou estiverem inviabilizando a obra, pode-se
adotar um sistema efetivo de rebaixamento temporário ou definitivo
do lençol freático.
OS FATORES QUE MAIS INFLUENCIAM NA
ESCOLHA DO SISTEMA SÃO:
· Tipo de obra: para escavações rasas e rebaixamento até 6 metros,
deve-se adotar um sistema de rebaixamento com ponteiras filtrantes.
Quando a necessidade do rebaixamento for maior, deve-se prever um
sistema de rebaixamento por poços profundos e bombas submersas para
grandes vazões de água ou injetores para vazões menores.
· Condições da superfície: a formação geológica e a natureza do
subsolo, assim como a permeabilidade e a drenabilidade do solo ou
rocha são de extrema importância e podem definir o sistema de
rebaixamento a ser utilizado.
· Altura de rebaixamento e quantidade de água a ser bombeada: é
essencial a avaliação da quantidade de água que fluirá para o interior da
escavação. Dependendo da vazão a ser rebaixada e da profundidade,
determina-se o sistema de rebaixamento e os equipamentos a serem
utilizados.
Obrigado!!