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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUL DE MINAS – UNIS/MG

ENGENHARIA CIVIL – 9° B NOTURNO

MATEUS HENRIQUE MEDEIROS

MEMORIAL DESCRITIVO E DE CÁLCULO

PROJETO DE INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAIS

(ÁGUAS PLUVIAIS)

VARGINHA
2018
1. APRESENTAÇÃO

O presente memorial descritivo trata-se de um projeto de instalações prediais para águas


pluviais de uma residência multifamiliar, tendo em sua composição quatro pavimentos com três
apartamentos por nível. A lavanderia é conjugada e a garagem no subsolo.

2. NORMAS TÉCNICAS DE REFERÊNCIA

O presente memorial descreve o projeto de drenagem de águas pluviais, com base nas
seguintes normas técnicas.

 ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas;


 NBR 10844/89 – Instalações prediais de águas pluviais.

3. DESCRIÇÃO DO PROJETO DE ÁGUAS PLUVIAIS

3.1 Calhas

As calhas são elementos de captação das águas pluviais dos telhados. Normalmente têm
seção transversal quadrada, retangular ou em meia cana (CEHOP, 2004). Ou seja, é um canal
que recolhe a água das coberturas, terraços ou similares e a conduz a um ponto de destino (NBR
10844/89).

3.2 Condutores Verticais

Segundo a NBR 10844/89 os condutores verticais são tubulações verticais destinadas a


recolher águas de calhas, coberturas, terraços e similares e conduzi-las até a parte inferior do
edifício.

3.3 Condutores Horizontais

Segundo a NBR 10844/89 os condutores horizontais são canais ou tubulações


horizontais destinadas a recolher e conduzir as águas pluviais até locais permitidos pelos
dispositivos legais.
3.4 Caixa de Inspeção

Sempre que houver mudança de direção de uma rede, quando localizada no terreno,
haverá necessidade de colocação de uma caixa de inspeção (Netto, 1998).

3.5 Caixa de Areia

Caixa utilizada nos condutores horizontais destinados a recolher detritos por deposição.
Para tubulações enterrada devem estar ligadas a caixas de areias sempre que houver conexão
com outra tubulação, mudança de direção ou declividade e a cada trecho de 20 metros nos
percursos retilíneos. (NBR 10844/89)

4. MEMORIAL DESCRITIVO

Para realização do projeto e os cálculos, foram considerados os seguintes parâmetros:

 Telhado com Platibanda (altura de 1,00 metro);


 Pé direito = 10,30 m;
 Tempo de Retorno igual há 5 anos para coberturas;
 Intensidade da Precipitação, de acordo com a NBR 10844/89, determina para Belo
Horizonte uma intensidade de 227 mm/h;
 Declividade do telhado conforme a telha fibrocimento do fabricante Brasilit, igual a 10%;
 Calhas do tipo água furtada com declividade de 0,5%, seção semicircular e fator de
rugosidade igual a 0,011;
 Condutores Verticais: diâmetro calculado com base na equação de Plumbing Code, sendo
considerado diâmetro mínimo de 75 mm conforme Vasconcelos (2017), admitindo a relação
y/D igual a 0,70.
 Condutores Horizontais: inclinação do condutor igual a 0,5% para fator de rugosidade igual
a 0,011.
 Utilizou tubulação enterrada e caixa de areia, conforme a NBR 10844/89 determina.
5. MEMORIAL DE CÁLCULO

5.1 Determinação da vazão de projeto

Para as vazões de projeto foi utilizado a seguinte equação.

Q = (C x i x A)/60

Onde:
Q = vazão pluvial, l/min
C = coeficiente de run off (C = 1)
i = intensidade da precipitação, mm/h
A = área de contribuição dos telhados, m²

5.2 Intensidade para Varginha – MG (Plúvio)

Fórmula:

𝑲 ∗ 𝒕𝒓𝑨
𝒊=
(𝒕 + 𝒃)𝒄

Onde:

Parâmetro K = 5987,104
Parâmetro A = 0,218
Parâmetro B = 32,694
Parâmetro C = 1,087
i= intensidade em mm/h
tr = tempo de retorno em anos = 5 anos
t = tempo de duração em minutos = 5 minutos

𝟓𝟗𝟖𝟕, 𝟏𝟎𝟒 ∗ 𝟓𝟎,𝟐𝟏𝟖


𝒊=
(𝟓 + 𝟑𝟐, 𝟔𝟗𝟒)𝟏,𝟎𝟖𝟕

𝒊 = 𝟏𝟔𝟒, 𝟓 𝒎𝒎/𝒉
5.3 Áreas de Contribuição

De acordo com a Figura 01, foi possivel deteminar ás areas de contribuição levando em
consideração os incrementos devidos à inclinação do telhados e as paredes da platibanda que
intercepta a água da chuva. Sendo a declividade do telhado igual a 10%.

Figura 01- Iindicações para cálculos da área de contribuição

Fonte: NBR 10844/89.

A divisão das áreas de platibanda, pisos e telhado encontram-se disponíveis em anexo.


O cálculo da área do telhado encontra-se descrito nas equações abaixo.

h 1,01
A1 = (a + ) x b = (8,15 + ) x 4,97 = 𝟒𝟑, 𝟎𝟐 𝐦²
2 2

h 0,77
A2 = (a + ) x b = (5,30 + ) x 12,03 = 𝟔𝟖, 𝟑𝟗 𝐦²
2 2

h 1,01
A3 = (a + ) x b = (7,45 + ) x 10,00 = 𝟕𝟗, 𝟓𝟓 𝐦²
2 2

h 0,72
A4 = (a + ) x b = (5,30 + ) x 7,00 = 𝟑𝟗, 𝟔𝟐 𝐦²
2 2
5.2 Vazão para Calhas

 Áreas para telhado A1


A1 + PA1 + PB1 + PC2 = 43,02 + 7,51 + 2,11 + 7,95 = 60,59 m²

 Áreas para telhado A2


A2 + PC1 + PB4 + PD1 = 68,38 + 19,25 + 6,10 + 20,16 = 113,90 m²

 Áreas para telhado A3


A3 + PA2 + PF1 + PE2 = 79,55 + 7,52 + 16,00 + 2,99 = 106,06 m²

 Áreas para telhado A4


A4 + PF2 + PE1 + PB3 = 39,62 + 11,20 + 15,40 + 5,98 = 72,2 m²

𝐶 ∗ 𝑖 ∗ 𝐴 1 ∗ 164,5 ∗ 𝐴
𝑄= ⸫ ⸫𝑄 = 2,74 ∗ 𝐴
60 60

QA1 = 166,02 l/min = 2,77 l/s


QA2 = 312,09 l/min = 5,20 l/s
QA3 = 290,60 l/min = 4,84 l/s
QA4 = 197,83 l/min = 3,30 l/s

Tabela 01 - Capacidade de calhas semicirculares com coeficientes de rugosidade n = 0,011 (q= L/min)

Fonte: NBR 10844/89

A partir da vazão crítica (QA2 = 312,09 l/s), determinou-se a calha semicircular padrão
para o projeto com diâmetro interno de 125 mm e declividade 1%.
5.3 Condutores Verticais

Segundo a NBR 10844/89 os condutores verticais são tubulações verticais destinadas a


recolher águas de calha, coberturas, terraços e similares e conduzi-las até a parte inferior do
edifício.
Não há fórmulas hidráulicas para o seu dimensionamento. A NBR10.844, apresenta
ábacos onde podem ser dimensionados. Porém para este projeto foi utilizado a seguinte tabela
para dimensionamento dos condutores verticais.

Tabela 01: Determinação dos condutores verticais

Fonte: Adaptado de BOTELHO E RIBEIRO Jr., 1998.

QA1 = 2,77 / 2 (condutores) = 1,37 l/s (60,59 m²) = 100 mm


QA2 = 5,20 / 2 (condutores) = 2,60 l/s (113,90 m²) = 100 mm
QA3 = 4,84 / 2 (condutores) = 2,42 l/s (106,06 m²) = 100 mm
QA4 = 3,30 / 2 (condutores) = 1,65 l/s (72,2 m²) = 100 mm
REFERÊNCIAS

 BRASILIT. Telha de Fibrocimento Ondulada. Disponível em :


<http://www.brasilit.com.br/produtos/telha-de-fibrocimento-ondulada>. Acesso em: 17 junho
2018.

 CEHOP. Companhia Estadual de Habilitação e Obras Públicas. 2004

 NBR 10844: Instalação Predial de Águas Pluviais. Rio de Janeiro: ABNT, 1989.

 NETTO, José Martiniano Azevedo. Manual de Hidraúlica. 8. ed. [S.l.]: Edgard


Blucher, 2000. 669 p.

 VASCONCELOS, Ivana Prado. Notas de Aula. Varginha. 2018.


PA1=7,51 m2 PA2=7,52 m2

160
101

PB2=7,34 m2
430

PB1=2,11 m2
PB3=5,98 m2 PB4=6,10 m2
101
77

72

160

PC1=19,25 m2 PC2=7,95 m2
430

PD1=20,16 m2
88

160
72
430
PE1=15,40 m2

PE2=2,99 m2
160

101
77

160
PF1=16,00 m2 430 PF2=11,20 m2

PG1=21,02 m2
160
77

72

160

PH1=7,52 m2
77
72
430
PE1=15,40 m2

PE2=2,99 m2
160

101
77

160
PF1=16,00 m2 430 PF2=11,20 m2

PG1=21,02 m2
160
77

72

160

PH1=7,52 m2
77
72
470
325

AP1=15,28 m2

COBERTURA - TETO CX D'ÁGUA


1700

1203 497

COBERTURA
530
815

345 355 503

285

470
AP2=16,22 m2
345 355 503
745

530
700 1000

1700