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REFUGIADOS

Imagine a sua vida como ela é hoje. Agora, imagine perder tudo de um dia para o outro!
Essa é a realidade dos refugiados.

Refugiados são aquelas pessoas que são obrigadas a deixar tudo para trás e reconstruir a
vida em outros países, para escapar a perseguições religiosas, raciais, políticas, tragédias
naturais, e em maior parte dos casos fugir às guerras.

Quando partem, os refugiados costumam enfrentar longas caminhadas ou viagens em


que correm risco de vida. Os que conseguem chegar a um outro país mais seguro,
acabam obrigados a morar em campos de refugiados, em péssimas condições.

Este assunto tem se vindo a agravar por todo o mundo, segundo a ACNUR (Alto
Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a quantidade de pessoas que são
obrigadas a deixar seus países tem vindo a crescer: no final de 2016, 22,5 milhões de
pessoas foram obrigadas a abandonar a sua vida em busca de melhores oportunidades,
nível mais alto registado nas ultimas duas décadas.

Na questão social os refugiados geram muita controvérsia, sendo que em alguns casos
provoca reações preconceituosas, que os consideram uma ameaça. Para elas, essas
pessoas estão ali para roubar os seus empregos ou trazer problemas de segurança aos
seus países. Por outro lado, certas pessoas pensam mais na parte humanitária: estas
pessoas estão a sofrer e não escolheram passar por tantas mudanças.

No caso de Portugal, o nosso país já recebeu cerca de 1866 refugiados desde 2015.
Portugal está entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Economico) que se tornaram mais favoráveis para receber refugiados.
Ao comparar as opiniões públicas de 23 países entre 2002 e 2017, um estudo da OCDE,
conclui que Portugal é um dos países onde mais aumentou o número de pessoas a
acreditar que a imigração melhorou o país e um dos poucos onde a crise de refugiados
de 2015 não degradou a opinião pública.

Os refugiados ao abrigo do programa de recolocação e reinstalação têm apoio de


instituições que recebem, maioritariamente, financiamento europeu.

Cada refugiado adulto recebe 150 euros por mês. Este programa de apoio do governo
dura 18 meses, durante os quais os refugiados devem tornar-se autónomos e sem
precisar de qualquer apoio do governo, o que aconteceu em cerca 42% dos casos, em
2018.

No final de 2018, 48% dos refugiados já estavam integrados em formação profissional,


ensino superior ou emprego.

Na minha opinião, estas pessoas têm todo o direito de sair dos países onde são
massacradas, têm uma vida miserável, mas acho que deveriam ter melhores condições
par o fazer, e não terem de passar por semanas e meses de tortura em busca de uma vida
melhor.

Acho que temos que trabalhar em conjunto para arranjar uma solução para o drama dos
refugiados, pois a ausência de uma solução é um sofrimento para as famílias afetadas,
em que os sobreviventes são privados das mais básicas condições de dignidade e da
possibilidade de trabalhar, independentemente das suas competências e capacidade.

Por outro lado, assim que chegam ao destino deveriam ter tantos direitos como os
cidadãos nativos desse país, tanto como se adaptar á cultura do país em questão, senão
estarão a causar medo e desconfiança e todos que os observam.

Maior parte dos refugiados são provenientes de países onde os atos terroristas são uma
simples demonstração de fé, e o que nos pode garantir que esses refugiados não têm os
mesmos ideais e crenças que os terroristas? Nada, por isso não podemos correr o risco
de ao recebê-los eles se virarem contra nós e sejamos prejudicados por isso.

Em suma, ninguém merece ser refugiado, e todos têm o direito de sair de onde são
massacrados, mas temos de arranjar uma solução para estes terem melhores condições
para o fazer, mas por outro lado, eles deveriam ter os mesmos direitos que nós e deveria
haver mais segurança e seleção nas pessoas que deixamos entrar no nosso país pois nada
nos pode garantir que as suas intenções são as melhores.

Trabalho realizado por:


José Costa, 14640, 11ºAD1