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O SUCESSO É ÓBVIO

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JOEL MORAES

O SUCESSO É ÓBVIO
Sete hábitos óbvios
das pessoas de sucesso

Santos
2015

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Colabore com a produção cultural.


A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui
violação dos Direitos Autorais (Lei 9.610/98)

Foi feito o Depósito


Editor: Paulo Pechmann Legal na Biblioteca Nacional
(Lei no 1825, de 20/12/1907)
Revisão: Edna Alessio

Capa: Daniela Freitas

Projeto gráfico e diagramação: Marcia Woods de Carvalho

Produção: Editora Comunnicar

Impressão: psi7 2015 - 1a edição

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Santos Junior, Joel Moraes


O sucesso é óbvio: sete hábitos óbvios das
pessoas de sucesso / Joel Moraes. -- Santos,
SP : Editora Comunnicar, 2015

ISBN 978-85-8136-055-3

1. Conduta de vida 2. Hábitos 3. Motivação


4. Otimismo 5. Sucesso I. Título.

15-04336 CDD-158.1
Índices para catálogo sistemático:
1. Sucesso: Psicologia aplicada 158.1

Rua Dr. Carvalho de Mendonça, 143 - cj. 14


Cep.: 11070-100 - Santos - SP
Tel.: 13 3224.8633 / I.D.: 55*129*2277
www.comunnicar.com.br

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Para todas as pessoas


que buscam incessantemente
a excelência humana.

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Agradeço a todas as pessoas nas


quais eu me inspirei ou utilizei para
me servir de base nesta obra: meus
pais, amigos, mentores e instituições.
Em especial, meus agradecimentos
à família Neymar e a toda a equipe
do Instituto Projeto Neymar Jr. Sem
vocês, eu não conseguiria responder
a esta questão a que me propus.

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SUMÁRIO

Introdução, 11

1 O sucesso, 21

2 Prática deliberada
é determinante, 37

3 Controle seus resultados, 45

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4 Você é aquilo
que acredita ser, 53

5 Não existe ninguém bem


sucedido que seja pessimista, 57

6 Tudo começa
com o pensamento, 67

7 O mundo é reflexo
de como você está, 73

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Introdução

A utilização da terminologia óbvia neste livro foi uma ma-


neira de demonstrar, de forma simples, como alguns con-
ceitos básicos, óbvios ao senso comum, podem nos ajudar
na conquista dos nossos objetivos. Este é um livro óbvio,
sobre assuntos óbvios, tratados de maneira óbvia. Então,
por que escrever sobre obviedade? Porque o óbvio pode
não ser tão óbvio assim para aqueles que possuem pouca
ou nenhuma informação sobre um determinado assunto.
Quero esclarecer que o número sete não é cabalístico,
embora existam obras que o retratam dessa forma. Eu,
conscientemente, o utilizei para provocar uma reflexão ini-
cial sobre números fechados, conceitos inflexíveis e ver-
dades absolutas. Apesar de ter lido inúmeros livros que
definem “dicas” acabadas, caminhos terminados sobre o
sucesso, eu não acredito que exista apenas um modelo,
ou poucos modelos. Ao contrário, as pessoas podem ex-
plicar de diversas maneiras seus sucessos. Embora não
acreditando numa fórmula fechada, ainda existem, sim,
padrões que as pessoas de sucesso seguem; não os mes-
mos exemplos, mas, sem dúvida nenhuma, os mesmos
padrões. Este é um livro de reforço de conteúdo e não de
verdades absolutas. Existe uma possibilidade grande de
haver mais ou menos hábitos de sucesso. Aqui eu retrato
sete e, garanto, eles funcionam.

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Outro fator que me motivou a escrever este livro é o fato


de que eu, desde mais novo, sempre ter tido a curiosidade
de saber porque algumas pessoas são mais bem sucedi-
das no que fazem do que outras. Assim, pude perceber
que existem padrões e explicações simples de serem con-
textualizados, contudo não tão simples de serem aplica-
dos. Não tenho dúvida de que todas as pessoas consegui-
rão entender o que escrevo nesta obra, mas tenho dúvidas
se todas irão aplicar os hábitos que nela descrevo. E essa
não é uma inquietação óbvia.
Fui atleta profissional de natação durante quase vinte
anos. Durante esse tempo, participei de inúmeros cam-
peonatos estaduais, nacionais e internacionais, chegando
até representar a seleção brasileira. Ao mesmo tempo, fui
treinador de natação e preparador físico de mais de mil
atletas com os quais pude trabalhar e conviver desde as
categorias de base até nadadores olímpicos e recordis-
tas mundiais. Esse período me deu muita experiência, es-
quentou ainda mais a minha inquietação: Por que existem
tão bons atletas, que são super dedicados, esforçados,
comprometidos e que, no momento principal, não conse-
guem atingir um desempenho satisfatório?
Atualmente, trabalho com grandes empresários e em-
presas, e a pergunta continua sendo a mesma: por que
existem empresários e empreendedores que são super
dedicados, esforçados, comprometidos e que, no momen-
to principal, na hora H, não conseguem atingir desempe-
nho satisfatório? Por que algumas pessoas conseguem,

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e outras não, atingir o sucesso? As pessoas de sucesso


possuem padrões em comum? Elas têm algo em comum?
A resposta é simples e rápida como a pergunta. SIM. A res-
posta é ainda mais avassaladora: os padrões são óbvios
depois de entendidos.
Os estudos que fiz ao longo da minha carreira me fizerem
compreender essa inquietude geral da humanidade. Existem
várias teorias interessantes sobre o sucesso e sua rota. Eu
não sou o único e nem serei o último a propor discussões
ou, quem sabe, provocações. O SUCESSO É ÓBVIO? “Sete
hábitos óbvios das pessoas de sucesso” apresenta algumas
considerações simples e de fácil aplicação. E a notícia mais
importante é que elas funcionam! Sabe por quê? Porque são
simples e óbvias.
Os três itens mais retratados neste livro são: o Hábito, o
Óbvio e o Sucesso.

Sobre o Hábito
O hábito é um comportamento acionado pelo nosso cére-
bro para economizarmos energia, pois, se precisássemos
de todo o poder cerebral para executar todas as nossas
atividades, teríamos estafa mental antes de chegarmos à
hora do almoço; e isso não seria nada interessante.
Charles Duhigg, autor do livro “O Poder do Hábito: por
que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios”, resu-
me o hábito em três fases: Gatilho, Rotina e Recompensa.
• Gatilho é o mecanismo que aciona o hábito. O cérebro

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detecta um padrão ou uma sugestão e ativa o hábito para


ficar livre e executar outras funções.
• Rotina é a sequência de ações que começamos a reali-
zar automaticamente, sem pensarmos muito sobre elas.
• Recompensa é o que sempre buscamos quando o hábito é
acionado, e geralmente está associado a uma sensação de
prazer, de dever cumprido, de saciedade ou de realização.
Para Stephen Covey, no seu livro “Os Sete Hábitos das
Pessoas Altamente Eficazes”, os sete hábitos são uma
abordagem altamente integrada que passa da dependên-
cia (você cuida de mim) para a independência (eu cuido de
mim mesmo) e para a interdependência (podemos fazer
algo melhor juntos). Os sete hábitos são: 1) Proatividade.
2) Comece com o objetivo em mente. 3) Primeiro o mais
importante. 4) Pense em ganha-ganha. 5) Procure primei-
ro compreender, depois ser compreendido. 6) Sinergia e 7)
Afine o instrumento (renovação).

Sobre o Óbvio
Outra proposta que considero importante apresentar so-
bre o óbvio é um clássico, o livro “Adams Óbvio”. A obra
conta a história real de um publicitário, que relata como
obter sucesso usando simplesmente o bom-senso e o
óbvio das situações, e se destacava como um empreende-
dor de visão otimista. Ele ressalta a história em que, perto
do fim do último ano da escola, o diretor teve a ideia de tra-
zer um grande palestrante, James B. Oswald, presidente da

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famosa Oswald Advertising Agency. Adams ficou tão en-


tusiasmado com a palestra que decidiu trabalhar naquela
empresa de publicidade.
Decidido e motivado, Adams procurou o tal presidente
da consolidada Oswald Advertising Agency. Ao chegar à
frente do presidente Adams disse: “decidi que quero traba-
lhar em propaganda, e com o senhor. Pensei que o óbvio
a fazer era vir direto dizer-lhe isto. O senhor não parece
acreditar que eu possa a vir me tornar um bom homem de
propaganda, de modo que vou ter de dar um jeito e provar
o contrário. Não sei ainda como vou fazer isso, mas vou
procurá-lo outra vez, assim que souber.”
Vinte anos depois, Oliver B. Adams é vice-presidente da
Oswald Advertising Agency. Adams adquiriu esse mérito
todo apenas usando o que ninguém tinha observado, o
que estava na frente de todos. Adams era objetivo, ele ti-
nha a habilidade de buscar o óbvio de todas as situações
em que ele era exposto, obtendo o sucesso das empresas
em que ele desenvolvia as campanhas de publicidade.
Por fim, o autor expressa cinco maneiras de testar o óbvio:
1. Este problema, depois de resolvido, será simples.
Parafraseando que uma solução deve ser simples de ser
resolvida, se for complexa, não será tão eficaz assim.
2. Esta solução é compatível com a natureza humana?
Lembra que qualquer pessoa, em qualquer lugar e de
qualquer natureza deve compreender com razoável facili-
dade o que você fala.

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3. Colocar a ideia no papel.


Capacidade de colocar em poucas palavras a solução.
4. Ela “explode” na cabeça das pessoas?
Que desperte nas pessoas a frase “como não pensei nisso
antes? Era tão óbvio!”
5. Saber reconhecer o momento certo.
E que tenha a sua aplicação no momento certo, perceber
o timing de aplicação mais apropriado.

Sobre o Sucesso
Falar sobre o sucesso é fantástico pelas inúmeras de-
finições que encontramos. Para mim, sucesso é atingir
os próprios objetivos, quaisquer que sejam. Uma pessoa
de sucesso é aquela que define um objetivo e o alcança,
simples assim. Para tanto, ainda me apodero de um dos
principais autores e contribuintes para o sucesso que co-
nheço, Napoleon Hill.
No começo do século XX, um dos empresários mais
bem-sucedidos dos Estados Unidos, Andrew Carnegie,
decidiu que queria saber quais eram as características
comuns entre todos os grandes homens de sucesso da
época. Para isso, contratou um jovem chamado Napoleon
Hill e deu a ele a tarefa de estudar – durante vinte anos
– sobre as seis mil pessoas mais ricas e poderosas do
mundo e descobrir o que elas tinham em comum. Hill não
só as estudou como também entrevistou pessoalmente
centenas delas, incluindo Thomas Edison, Graham Bell,

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George Eastman, Henry Ford, John Rockfeller, Theodore


Roosevelt e Woodrow Wilson.
Logo após o trabalho apresentado a Andrew Carnegie,
o rico conteúdo foi transformado num curso, no qual Na-
poleon Hill definiu dezesseis leis que todas as pessoas de
sucesso seguiam, conscientemente ou não:

1. Associação com outras pessoas com o mesmo perfil


de pensamento
A primeira lei revela que todos os grandes homens tive-
ram que se associar a outras pessoas para conseguir rea-
lizar os seus objetivos. Napoleon Hill afirmava que a união
de duas ou mais mentes gerava um todo que era maior do
que a soma das partes, o que ele chamou de Master Mind.

2. Objetivo principal definido


Todas as pessoas de sucesso tinham um objetivo prin-
cipal claramente definido em suas mentes, muitas vezes,
ricos em detalhes.

3. Confiança em si próprio
Todos os entrevistados demonstravam grande confiança
em seu potencial.

4. Economia
As pessoas de sucesso controlavam suas finanças e
tinham maior poder de investimento do que as pessoas
que não tinham sucesso.

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5. Iniciativa e Liderança
Perfil claro de líder. Os entrevistados eram pessoas ca-
pazes de gerar iniciativas através de suas ideias e liderá-
-las com eficácia.

6. Imaginação
Solucionavam problemas através do uso da imaginação;
e essa prática era constante.

7. Entusiasmo
Grande parte das maiores personalidades de sucesso
do mundo eram absolutamente apaixonadas por seus ob-
jetivos. Entusiasmo este que era o motor para todos os
momentos, sobretudo nas adversidades.
“O homem geralmente triunfa com mais facilidade num
campo de esforços em que se lança de corpo, alma e co-
ração.” (Napoleon Hill)

8. Autocontrole
O autocontrole é a capacidade de liderar a si mesmo.
Não ser vítima das mudanças ou de estados alterados
de consciência, é de fato estar no comando de sua pró-
pria vida.

9. Hábito de fazer mais do que a obrigação


Segundo Napoleon Hill, existem dois tipos de pessoas
que estão fadadas ao fracasso:

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• aquelas que não fazem o que lhes é pedido.


• aquelas que só fazem o que lhes é pedido.

10. Personalidade atraente


Os negócios resultam das interações humanas. Cultivar
uma personalidade atraente é ser uma figura agradável,
simpática e bem apresentada. Não tem relação com pa-
drões de beleza e, sim, de comportamentos.

11. Pensar com exatidão


Trata-se do pensamento orientado diretamente para um
objeto/objetivo. Em outras palavras, as pessoas de sucesso
possuem foco. É o pensamento diretivo, resolutivo, focado.

12. Concentração
Apesar de ser mais difícil, nos dias atuais, manter-se
concentrado, as pessoas de sucesso possuem uma capa-
cidade de concentração acima da média, quando compa-
radas às pessoas que não prosperam.

13. Cooperação
Os homens de sucesso entendem que a cooperação é o
melhor caminho para a realização pessoal e profissional.

14. Fracasso
Esse item é curioso. Hill concluiu que todas as pessoas
que atingiram uma grande realização na vida fracassaram

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algumas vezes antes, em outras palavras, quebraram. O


conceito por detrás do fracasso é que fracassar é uma ma-
neira de aprender a como não errar novamente.

15. Tolerância
Capacidade de tolerar as adversidades inerentes da
vida. As pessoas bem sucedidas possuem tolerância aci-
ma da média e esta os direciona para as suas metas.

16. Fazer ao outro aquilo que quer que seja feito a você
mesmo
Essa é a lei conhecida como “A Regra de Ouro”. As pes-
soas de sucesso conseguem tratar o outro como gosta-
riam de serem tratadas. É o conceito de alteridade.
Após eu conviver por vários anos com pessoas bem su-
cedidas, eu percebi, entre eles, inúmeras características
em comum de sucesso. Inúmeras dessas características,
e traços são retratados com bastante atenção neste livro.
Os anos de convívio e as inquietantes perguntas que fiz e
ainda faço para empresários, esportistas, professores, ins-
tituições conceituadas me guiaram nos capítulos a seguir.
Além disso, pessoas que não são famosas, mas são bem
sucedidas, fizeram parte desta pesquisa. Convido você a
navegar nesta pergunta: O sucesso é óbvio?

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1
O sucesso

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Às vezes, acreditamos que uma coisa é


muito óbvia, mas ela não o é! A pessoa
que faz acontecer acha óbvio fazer acon-
tecer e o cara que não faz também diz:
“Olhe, é só acreditar e fazer acontecer”.
A diferença está na ação, e isso é muito
óbvio. Mas, se fosse tão óbvio, não “per-
deríamos” tempo falando disso.

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O sucesso é um conceito relativo, uma palavra subjeti-


va. O que significa sucesso para mim, pode não significar
sucesso para você. Um estudo interessante da “Revista
Época” perguntou a diversos leitores o que é era sucesso
para eles. Vejamos as inúmeras respostas:

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Embora seja passível de várias opiniões, parece que


uma é unânime sobre sucesso:
Sucesso nada mais é que você concretizar seus objetivos.
Algumas pessoas acreditam que o sucesso é viver com
seus pares, em paz e com saúde. Outras definem sucesso
como serem bem sucedidas e realizadas profissionalmen-
te; para outras, é possuir bens materiais, como expresso
no estudo da “Revista Época”.
Independente de sua proposta de vida, sucesso é alcan-
çar seus objetivos.
Em todas as conferências e cursos de que participei eu
percebi que a maioria das pessoas entende sucesso como
alcançar objetivos pessoais, ou seja, para elas, o sucesso
está muito mais atribuído às satisfações delas com elas
mesmas do que às satisfações materiais.
Conseguimos notar com facilidade esse contexto nas mí-
dias sociais, por exemplo. É enorme o número de pessoas
que compartilham dizeres, frases e ensinamentos que nos
fazem viver mais e melhor. Frases inspiradoras focadas no
SER ao invés de no TER.
Muitas delas se concentram bem mais em trabalhar e
viver naquilo como acreditam, que faz sentido para elas,
do que em profissões que não têm relação com seus ob-
jetivos de vida, por exemplo, apesar de maiores salários.
Estudos demonstram que, para a maioria das pessoas da
geração Y, o emprego deve ter algo atribuído à significância

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e não apenas ao dinheiro. Para essas pessoas, ser bem


sucedido é fazer algo que faça sentido para elas.
Um pouco mais sobre mídias sociais; mundo de possi-
bilidades das pessoas terem seguidores e fãs que estão
sempre alertas ao que é compartilhado na web. Na inter-
net, um conteúdo pode gerar uma audiência incrível em
poucas horas. Como a internet permite isso com excessiva
facilidade, um número elevado de conteúdos é disponibili-
zado na rede. Cada conteúdo busca algo, “curtidas”, aces-
sos e compartilhamentos, por exemplo. Nada de novo até
aí. Embora esses mecanismos funcionem muito bem, ain-
da existem pessoas que confundem sucesso com popula-
ridade. Alguns desses conteúdos são populares e outros,
de sucesso. Enquanto os conteúdos populares buscam
audiência, os de sucesso, famosos, acertam no alvo quan-
do retratam algo de valor, geralmente gatilhos que mexem
e reforçam nossas crenças e valores.
Você pode ser popular por algo que não lhe ofereça
retorno ou até mesmo traga consequências negativas,
principalmente por atos cometidos erroneamente, ape-
sar de centenas de milhares de pessoas terem notado. O
sucesso não lhe traz popularidade negativa. Obviamente
não! As pessoas de sucesso, na simples expressão, são
populares porque são um sucesso naquilo que realizam.
Nossas mensagens fixam na mente das pessoas por seis
motivos, segundo Jonah Berger, em seu livro “Contágio,
por que as coisas pegam”.

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Princípio 1: Moeda Social - O que nós fazemos e o que


isso impacta na vida das pessoas. Qual a impressão delas
sobre aquilo que fazemos para nós e para a sociedade ao
nosso redor? Pessoas adoram compartilhar conteúdo que,
de fato, ajudam e inspiram outras em suas vidas.
Princípio 2: Gatilhos - Gatilhos são estímulos inconscien-
tes, são estalos que incitam as pessoas a pensarem em
coisas relacionadas. Por exemplo: Rio de Janeiro remete
a Pão de Açúcar e Cristo Redentor; Brasil a Carnaval e
Futebol, e assim por diante.
Princípio 3: Emoção - Quando nos importamos, compar-
tilhamos. Conteúdo naturalmente contagiante, em geral,
evoca algum tipo de emoção. Coisas emocionais, com fre-
quência são compartilhadas.
Princípio 4: Público - Tornar nossas ideias mais públi-
cas. Precisamos planejar iniciativas que se anunciem por
si mesmas e criem resíduo comportamental que perdure,
mesmo depois de as pessoas terem adotado a ideia.
Princípio 5: Valor prático - É útil o que você diz para mim?
Consigo transferir para a minha vida, para a minha reali-
dade? Mostre-me o como! Esses elementos contagiam as
pessoas e são rapidamente transformados em sucesso.
Princípio 6: Histórias - Contar histórias. As pessoas ado-
ram histórias, sobretudo aquelas que parecem com as his-
tórias de vida delas.
Os bem sucedidos criam conexões com os seus seguidores,

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a partir daquilo que falam e, mais ainda, daquilo que fa-


zem. Portanto, O QUE FAZEMOS é mais importante do
que o que FALAMOS, apesar de a nossa fala preceder
nossas ações.
Você já deve ter ouvido esta célebre frase:

“SUAS ATITUDES GRITAM


TÃO ALTO
QUE MAL POSSO OUVI-LO.”

Pois bem, esse é o conceito. Pessoas fazem a revolução


no mundo com suas ideias, crenças e, por fim, atitude. O
autor Napoleon Hill, após seus estudos com pessoas de
sucesso, escreveu a “Filosofia do Sucesso”, uma análise
detalhada, poética e óbvia sobre os bem sucedidos e os
mal sucedidos:

“Se você pensa que é um derrotado,


você será derrotado.
Se não pensar ‘quero a qualquer custo!’
Não conseguirá nada.
Mesmo que você queira vencer,
mas pensa que não vai conseguir,
a vitória não sorrirá para você.

Se você fizer as coisas pela metade,

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você será fracassado.


Nós descobrimos nesse mundo
que o sucesso começa pela intenção da gente
e tudo se determina pelo nosso espírito.

Se você pensa que é um malogrado,


você se torna como tal.
Se almeja atingir uma posição mais elevada,
deve, antes de obter a vitória,
dotar-se da convicção de que
conseguirá infalivelmente.

A luta pela vida nem sempre é vantajosa


aos fortes nem aos espertos.
Mais cedo ou mais tarde, quem cativa a vitória
é aquele que crê plenamente
Eu conseguirei!”

NADA
ACONTECE
POR
ACASO

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Se você quiser ser rico, tem que guardar e


ganhar muito mais dinheiro do que gasta e
ganha. Se você quiser ser especialista, tem
que se especializar horas e anos a fio. Se
você quiser ser corajoso, tem que agir dian-
te do medo. O hábito explica o sucesso, ou
o fracasso.

Nada na nossa vida, na sua vida, acontece por acaso,


sempre existe um motivo que precede o acontecimento.
Esse hábito, esse conceito, é fundamental no entendi-
mento do seu caminho em busca dos seus objetivos. O
resultado e consequências das coisas que você adqui-
re, que você conquista, estão diretamente relacionados
a um evento anterior. Todas as pessoas bem sucedidas

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entendem e defendem essa premissa de que tudo tem


uma explicação prévia e que nada acontece por acaso.
Algumas teorias sobre esse conceito podem ser apre-
sentadas. Na filosofia, ela é conhecida como a lei da CAU-
SA E DO EFEITO. É uma argumentação usada pelos filó-
sofos para abordar a teoria da Evolução dos Seres Vivos
como solução da origem da vida. Esse conceito que aqui
descrevo, e como você pode observar, é bem antigo. Des-
cartes, um filosofo francês, afirmou que:
“Não há nenhuma coisa existente da qual não se possa
perguntar qual é a causa.”
Aristóteles afirmou que “Uma pedra de granito poderia
se transformar numa estátua desde que um escultor se
dispusesse a esculpi-la”.
Esse conceito de nada acontecer por acaso também foi
fundamentado em leis da física. A Terceira Lei de Newton
diz que para cada ação existe uma reação de mesma inten-
sidade e sentido oposto. Simples assim! Se você diz bom-
-dia, com cordialidade, educação; se é solícito, bem humo-
rado e de bem com a vida, você receberá os mesmos votos.
Esse é o primeiro hábito das pessoas de sucesso: acre-
ditar que nada acontece por acaso, mostra que existe uma
relação direta entre os resultados que você conquista e
suas atitudes. Dessa forma, as atividades que são unica-
mente relacionadas à “sorte”, por exemplo, sem uma expli-
cação coerente, perdem sua força de argumentação.

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É muito comum ouvirmos que um amigo ou conhecido


tem muita sorte na vida. Muitos são os estudos que inves-
tigaram a Sorte, chegando à conclusão de que ela existe e
pode ser explicada. A sorte se relaciona intimamente com a
Lei da Causa e Efeito ou Terceira Lei de Newton. Nos con-
ceitos sobre sorte, podemos identificar com certa facilidade
mais explicações lógicas e científicas do que pensamos.
Observe esse exemplo: é muito pouco provável alguém
encontrar um namorado (a) se não sair de casa. Sem estar
perto de pessoas. Apesar de esta apresentação simplória,
você ainda pode retrucar:
– Joel, eu encontrei minha esposa numa conversa, chat
de internet e isso quer dizer que tive sorte, embora tenha
permanecido em casa.
Exato! É isso mesmo que quero dizer. Contudo exis-
te uma explicação para isso. A sorte não tem a ver com
uma atitude cósmica e inexplicável. A sorte é um evento
relacionado à probabilidade. Você ligou seu computador,
notebook ou dispositivo com acesso à internet e entrou
num local onde tem acesso e possibilidade de conversa.
Entenda que você aumentou sua probabilidade para que
isso ocorresse, neste caso, encontrar a esposa.

NADA ACONTECE POR ACASO!


Existe uma história muito interessante. Sem dúvida, esse
acontecimento é, no mínimo, muito curioso, um clássico
dos Jogos Olímpicos de Inverno. O ocorrido é a saga de

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Steven Bradbury, o primeiro campeão olímpico de inverno


da Austrália e de todo o hemisfério sul do planeta na pati-
nação no gelo.
Ele conquistou a medalha de ouro nos mil metros, pis-
ta curta, na edição Olímpica realizada em Salt Lake City,
2002. Até aí, nada de anormal. Mas a maneira pela qual ele
conseguiu essa medalha é o fato mais intrigante e espeta-
cular. Alguns até brincam quando falam que a possibilidade
de ele conquistar aquela medalha olímpica era a mesma de
um time do Chipre vencer a Liga dos Campeões da Europa.
Bradbury já havia participado de outros eventos olímpi-
cos. Em 1994, era o favorito, mas, após uma queda, ele
perdeu a medalha, conquistando somente um bronze no
revezamento 4x1250 metros. Naquele mesmo ano, sofreu
um corte profundo na perna em uma corrida, perdeu qua-
tro litros de sangue e cento e onze pontos como “brinde”.
Seis anos depois, outro acidente, uma fratura na coluna
cervical e dezenas de pontos após um novo corte.
Observem que foram dois acidentes sérios, e Bradbury
ainda consegue, dois anos depois, participar dos jogos
de 2002. Sem dúvida, essa seria a sua última aparição
olímpica. Com vinte e nove anos e com alguns quilos a
mais que no passado, seu objetivo era apenas uma co-
locação honrosa na sua despedida dos Jogos, em sua
quarta participação. Iria para o encerramento de sua car-
reira com poucas possibilidades de realizar o sonho de
ser campeão olímpico.

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A patinação possui alguns detalhes interessantes. Por


exemplo, existem três fases antes da disputa da medalha:
classificatória, quartas de final e semifinal. Após essas três
fases, os atletas finalistas, que são cinco, disputam a me-
dalha na eletrizante final.
Na fase classificatória, Bradbury se classificou com cer-
ta tranquilidade, porém, nas quartas de final, ele somen-
te conseguiu o terceiro lugar e foi eliminado (pois apenas
os dois primeiros colocados têm o direito de continuar em
busca da final). Assim, ele daria fim aos jogos olímpicos.
Mas algo aconteceu: um competidor da França, que era
um dos favoritos ao título, foi desclassificado da mesma
bateria, e Bradbury ficou com a segunda vaga, avançando
para as semifinais. Já nas semifinais, Bradbury era o coad-
juvante e suas chances eram remotas. A disputa se iniciou,
e ele estava consideravelmente atrás dos quatro primeiros
colocados nas voltas finais. Foi quando, de repente, um
competidor caiu sozinho na última volta, logo na primeira
curva. Na sequência, outros dois bateram entre eles e caí-
ram. Bradbury se aproveitou, chegando à segunda coloca-
ção, o que deu a incrível vaga para a final.
Esta história esta ficando fascinante, não? Ainda existem
mais fatos curiosos. Antes da final olímpica, em uma entre-
vista, Bradbury disse:
“Eu já era lento, e agora serei mais ainda, pois irei para
a minha quarta corrida seguida. Não tenho mais gasolina
no tanque, então, não faz sentido ficar no bolo se, no final,

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eu vou ficar em último de qualquer jeito. Então, a ideia é


aproveitar que alguém trombe ali na frente.”
Já na tão esperada final e durante a prova, os cinco com-
petidores disputavam três medalhas, ou melhor, quatro,
pois Bradbury era apenas mais um participante de luxo.
A corrida acontecia e, após cinco voltas, ele seguia em
quinto lugar, bem distante dos demais, que se revezavam
na disputa do título em uma disputa muito acirrada, todos
bem próximos uns dos outros. Chega a última volta, e Bra-
dbury estava atrás, sem menores chances de qualquer
medalha. Foi quando, na última curva, o chinês que estava
disputando o título toca no coreano e cai. O coreano perde
o equilíbrio e, ao cair, derruba o americano que derruba o
canadense. Tudo isso muito rápido, ou seja, todos caíram
nos últimos metros da prova e adivinhe: vem de trás a ze-
bra Bradbury e vence a prova olímpica.
E agora, foi sorte? Ele previu o seu título? Essa prova
pode ser facilmente assistida no Youtube colocando o
nome dele no campo de busca. Assista, é incrível! Antes
de discutirmos mais sobre esse acontecimento olímpico
de Bradbury, vamos a um estudo clássico sobre sorte, de-
senvolvido pelo professor e psicólogo Richard Wiseman.
Essa pesquisa foi conduzida com quatrocentas pessoas
em todas as áreas de atuação (algumas classificadas como
muito sortudas e outras, como pessoas com pouca sorte).
A mais nova tinha dezoito anos e a mais velha da pesquisa,
oitenta e quatro.

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Veja só! A pesquisa foi conduzida durante quatro anos, e


os entrevistados responderam tanto a questionários como
foram entrevistados no laboratório de Wiseman. O que
Wiseman verificou é que existem diferenças básicas de
comportamento entre quem acredita que tem sorte e quem
não é uma pessoa sortuda. Logo após a sua pesquisa, o
pesquisado conclui que a sorte não é um dom com o qual
nascemos, mas, sim, algo construído e ampliado por nós
mesmos ao longo da vida. Nas conclusões de Wiseman,
quatro características tornaram-se semelhantes em todas
as pessoas sortudas:
1) Pessoas com sorte constantemente encontram oportu-
nidades casuais e conhecem pessoas que têm um efeito
benéfico em suas vidas. Em contraste, pessoas azaradas
raramente têm esse tipo de experiência.
2) Pessoas de sorte tomam boas decisões sem saber o
porquê, usam sua intuição. Pessoas de azar tendem ao
fracasso e ao desespero.
3) Pessoas de sorte sonham alto, são ambiciosas e têm o
dom de entender melhor a verdade. Pessoas de azar são
o contrário.
4) Pessoas de sorte têm a capacidade de transformar uma
situação ruim, uma adversidade em uma ação positiva.
Pessoas de azar não têm essa capacidade.
Voltemos a Bradbury. Ele foi sortudo? Repare na frase
dita antes das finais:

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“Então a ideia é aproveitar que alguém trombe ali na frente.”


Intuição? Sim, INTUIÇÃO e também PROBABILIDADE!
As mesmas conclusões justificadas por Wiseman: “Já que
não tenho chances, minha gasolina está no fim, espero
que alguém cometa um erro fatal”. Bradbury contou com
uma probabilidade aumentada. Ele verificou esse padrão,
e estar ali já daria a ele a chance de vencer através dessa
probabilidade. A sorte veio da probabilidade desse espor-
tista, pois, para vencer, ele precisou estar lá, competin-
do. Ele precisou manter-se ativo, em nível olímpico para
que ao menos pudesse ter a oportunidade de competir. O
resultado foi fruto de todas as oportunidades criadas ao
longo da carreira de Bradbury. Outro fato que não pode
ser deixado de lado é que Bradbury já tentava seu título
há mais de dez anos, denotando mais uma vez a sorte
advinda por probabilidade.
Sorte é atitude! SORTE É AÇÃO! Nada acontece por
acaso. Sempre haverá a CAUSA para explicar o EFEITO.

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prática deliberada
é determinante

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Um dia você vai ter de dormir três ho-


ras, tomar café “pra cacete”, para virar a
madrugada, não atender seus pais nem
namorada. Um dia, você vai ter de seguir
sua intuição e dar a mínima para o que
os outros estão falando. Vai chegar o
momento em que você não vai negociar,
porque será não negociável. Vai chegar
o minuto em que você vai ter que dizer
“não mesmo”, e não é não! Vai haver um
segundo, aquele segundinho, que será
o seu segundo de fama, e, caso você o
mereça, você terá, ao menos, a opor-
tunidade de ter fama, por um segundo
de fama. Quando chegar esse momen-
to, aquele segundo, esteja preparado
para não titubear, pois quem se prepa-
ra, triunfa.

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Você já se perguntou como os Beatles e Mozart pude-


ram ser gênios musicais em suas composições? Como
grandes esportistas atingem seus desempenhos máximos
com excelência? Como matemáticos, artistas e cientistas
alcançam expertises, mudando gerações e teorias? Como
grandes empresários conseguem vencer nos negócios?
Perguntas como essas são interessantes e novamente
existe um padrão que se repete e responde com clareza a
essas questões. Na literatura, também é possível ter aces-
so a várias publicações sobre esse assunto. Estudos que
focaram na investigação dos motivos pelos quais algumas
pessoas se destacam das demais.
Citarei três estudos clássicos sobre esse tema. As pes-
quisas de Bloom, de Csikszentmihalyi e de Erickson. De
maneira longitudinal, em aproximadamente quatro anos,
esses pesquisadores avaliaram meninos e meninas con-
siderados talentos em suas respectivas áreas de conhe-
cimento. Foram selecionados indivíduos acima da média
das áreas da música, ciência, esporte, matemática e arte.
Conclusões de Bloom:
• O apoio é o fator principal para o progresso em direção
ao alto desempenho.
• A evolução do desempenho de cada criança depende da
quantidade de estímulos que recebe de pais, professores
de qualidade, treinadores, mentores e de ambientes satis-
fatórios de desenvolvimento.

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Conclusões de Csikszentmihalyi:
• Talento é desenvolvimento e não um fenômeno do tudo
ou nada.
• O talento está associado aos processos de experiências
vivenciadas no meio, não somente pelas heranças herda-
das (código genético).
• As condições históricas sempre influenciam no talento.
• Uma pessoa talentosa sem estímulo suficiente pode não
alcançar alto nível de proficiência em determinada área.
Conclusão de Erickson:
• Independentemente da predisposição genética, o desem-
penho de alto nível depende da dedicação e dos esforços
durante, no mínimo, dez anos ou dez mil horas.
Você conseguiu perceber o padrão entre os três estu-
dos? Fica evidenciado entre eles o poder significativo do
ambiente, das pessoas, da estrutura e da prática delibera-
da (anos e horas comprometidas com tarefas específicas).
Assim e neste contexto, o sucesso se encontra:
• num ambiente estimulante.
• no local onde nascemos.
• nas horas comprometidas com tarefas específicas.
• com as pessoas competentes ao redor.
• com apoio familiar.

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• com atividade prazerosa.


• com motivação contínua.
Hoje se sabe que as obras iniciais de Mozart não são
brilhantes. Muitas das composições de infância dele são
em grande parte arranjos para obras de outros músi-
cos. Dos concertos dele, que foram considerados obras-
-primas, por exemplo, a “Nona Sinfonia”, só foi criada
quando ele tinha vinte e um anos. Naquela época, Mo-
zart vinha compondo concerto há aproximadamente
dez anos. Sabe-se também que, antes de os Beatles
produzirem seus grandes sucessos, eles tocaram por
quase três anos, oito horas, sete vezes por semana, em
bares na Alemanha. Isso mesmo! Todos os dias durante
oito horas. Se fizermos a conta, perceberemos que dá
aproximadamente as dez mil horas citadas no estudo
de Erickson, tempo ideal para se tornarem especialistas
naquela área.
No esporte, a “coincidência” é nítida. Maior vencedor da
história dos Jogos Olímpicos, o nadador Michael Phelps,
treinou todos os dias durante cinco anos para ser o maior
medalhista de ouro nas olimpíadas de Pequim, 2008. Quem
não se lembra da épica frase de Oscar Schmidt: “Mão san-
ta nada, mão treinada!”. Bernadinho, em seu livro “Trans-
formando Suor em Ouro” apresenta trechos inspiradores:
“A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vonta-
de de vencer. Vencer será consequência da boa preparação.”

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“A vida nem sempre é feita de sucessos. O nosso com-


promisso não é ganhar, é continuar fazendo.”
“Trabalhe para resistir e responder à altura a todos esses
novos desafios.”
O jornalista Malcow Gladwell, em seu livro “Outliers” (tra-
duzido para o português como “Fora de Série”), aborda o
sucesso com outra roupagem, com o banner da constru-
ção contínua e deliberada e não sobre a perspectiva de
um tipo de escolha sobrenatural mal explicada. Foi assim
que Mozart, ao praticar incansavelmente, Beatles ao toca-
rem nos bares da Alemanha durante oito horas seguidas
em três anos, Steve Jobs e Bill Gates, que dormiam em
frente de grandes computadores e os programavam sem
parar, como também esportistas como Oscar Schmidt, Mi-
chael Jordan, Michael Phelps, Ayrton Senna, Rogério Ceni
construíram suas carreiras.
A prática deliberada, a dedicação horas a fio, a espe-
cialização e seu refinamento, o ambiente alavancador, a
quantidade de recursos e estímulos, os mestres, os men-
tores, os meios e métodos e mais outros tantos atributos
fenótipos, possuem a potente capacidade de aumentar
exponencialmente nossos resultados. Este, com bastante
aceitação, é um hábito óbvio, absolutamente aceito pelas
pessoas e que responde à questão sobre o sucesso, o
hábito de se especializar até chegar à maestria.

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CONTROLE
SEUS RESULTADOS

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Eu tenho “trocentos” mo- desanimados, se acham


tivos para NÃO querer os “reis da cocada preta”,
ser professor. Ganho bem não se entregam e fazem
menos do que deveria, “nas coxas”.
não recebo o valor que
acredito ser justo, e justi- Puxa vida, ser professor
ça é um VALOR pra mim. não é tão poético assim
como vários acreditam. Eu
Uma mãe despreparada tenho “trocentos” motivos
incentiva seu filho a so- para parar de ser professor
brepor hierarquias e a dar e APENAS UM para conti-
um tapa no professor. Um nuar a ser: PROPÓSITO.
aluno diz que paga e, por
isso, tem motivos para Quando meus alunos duvi-
não acatar as diretrizes dam, titubeiam ou perdem
dos mestres. a esperança, eu BERRO:
“Vamos! ME SIGAM, ve-
Eu tenho “trocentos” mo- nham comigo!”
tivos para não querer ser
professor. Alguns profes- O professor inspira pelo
sores meus da escola fo- exemplo e pela volúpia.
ram medíocres, “chatos” e Meu sonho é saber, da-
não me inspiravam. Eles qui há quarenta anos, o
reclamavam da profissão que aconteceu na vida
SER PROFESSOR. daqueles ouvidos e cora-
ções em que meu BER-
Muitos professores são RO ECOOU.

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A vitória está para todos, mas não


é para todos. Um carteiro entrega
cartas, um porteiro abre portas e
um vencedor vence. Um perdedor
perde. Parece óbvio, e de fato é!

Se você quiser ter o controle das coisas ao seu redor,


se você quiser, realmente, conquistar seus objetivos, te-
nha, tome o controle para você. Eu costumo dizer isso há
mais de dez anos para as centenas de atletas a quem já
treinei. Você, jamais, em hipótese alguma, deve colocar a
culpa de algo nos outros. Seu sucesso e seu fracasso são
dependentes única e exclusivamente de você. As pessoas
de sucesso sabem que suas vidas e seus resultados são
reflexos de suas próprias ações, suas escolhas. O resul-
tado não é um evento descontrolado, é o oposto. Essa é
uma forma inteligente e direta de controlar seus resulta-
dos, assumindo-os de fato, sempre!
Esse conceito é utilizado por executivos de sucesso e
por grandes líderes. Se sua empresa vai mal, sua equipe
não bate as metas de venda; se você não tem controle
sobre seus alunos na sala de aula, com seus filhos, com
suas notas na faculdade, na escola, com seus resultados
esportivos, isso deve ser encarado com uma responsabili-
dade sua. Acredite, por mais difícil que possa parecer ser,

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essa atitude é uma das melhores maneiras de se obter


liberdade na nossa rápida vida. As pessoas que atingem
o sucesso, que conseguem aquilo que desejam, profissio-
nalmente e pessoalmente, pensam dessa forma; de que
seus resultados, independente do impacto, são única e ex-
clusivamente controlados por elas mesmas.
Como professor, costumo perceber muito esse fenôme-
no em minhas aulas. Se meu conteúdo não oferecer pers-
pectivas de aplicabilidade, de transferências para a reali-
dade dos alunos, que representem algo importante, eles
facilmente irão fazer a escolha seletiva, ou seja, escolhe-
rão aquilo que querem ouvir, e o resto será apenas o resto.
Os fracassados colocariam a culpa nos alunos, na facul-
dade, no sistema educacional ou até mesmo na disciplina.
As pessoas de sucesso reconhecem e assumem que a
mudança está dentro de si. Quem nunca assistiu a uma
aula enfadonha e pensou: “Que aula sem o menor senti-
do!”. Se você for o professor dessa aula, sugiro que rapi-
damente dê uma guinada na sua abordagem, mude sua
estratégia, caso contrário estará, mais uma vez, fadado ao
fracasso. Ah, e a culpa será sua, mais uma vez.
Se quiser ter total controle sobre suas ações, seja o
dono dos seus resultados, não espere dos outros, não
coloque a culpa nos outros, muito menos nas coisas. Se
você é um professor, por exemplo, arrume uma maneira
de fazer aulas mais convincentes, atraentes, motivantes,
crie novas perspectivas. Ao iniciar seus projetos, tenha

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em mente que eles serão sucesso por sua causa, e os


fracassos, também.
Hoje vivemos num mundo onde as pessoas estão cada
vez mais empreendedoras. Existem muitas empresas sen-
do abertas e o número de jovens encabeçando essas ideias
empreendedoras é cada vez maior. Eles não querem mais
patrões, nem bater cartão e ter horário de trabalho. Essa
“molecada” quer trabalhar naquilo em que acredita, não ter
hora para entrar nem sair e querem ser donos dos seus pró-
prios narizes. Assim, muitas empresas são abertas. Segun-
do o IBGE, mais de 60% das empresas fecham suas portas
em dois anos. Sabe por quê? Por falta de planejamento.
No capítulo 1, falamos que as pessoas de sucesso se
utilizam da intuição e isso continua sendo a verdade. Mas
intuição sem planejamento está fadada ao fracasso. Os
empresários seguem suas intuições e estão corretos. A in-
tuição é o motor primário para as nossas ações, porém,
ao não realizarem um planejamento, ao não preverem os
riscos e os ganhos, mais da metade fecha as portas em
pouco tempo.
De quem foi a culpa? Dos outros? Obviamente não! Exis-
te um culpado. As pessoas que fizeram de modo errado
são as culpadas. Foi a falta de conhecimento? Sim! E co-
nhecimento é poder! Não existe problema em errar, existe
problema em não assumir um erro. Num congresso, ao falar
sobre esse conceito, um congressista me perguntou se isso
também não havia acontecido comigo. E a resposta é sim.
Experiência nada macia, porém de enorme significado.

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Já segui minha intuição, já investi certa quantia de di-


nheiro num projeto, e ele não aconteceu. Por quê?
• Porque EU não planejei da maneira correta.
• Porque EU não levei para algumas pessoas darem suas
opiniões específicas.
• Porque EU não fiz cálculos exatos.
• Porque EU não contratei serviço especializado, e hoje
isso é oferecido gratuitamente pelo Sebrae.
• Porque EU coloquei a emoção à frente, e somente ela.
• Porque EU não tinha conhecimento suficiente.
• Porque EU não calculei os riscos mais importantes.
De quem foi a culpa? Totalmente minha! Tenha o contro-
le de suas ações e reconheça que essa é a maneira para
você conseguir ter sucesso. Não deposite seus fracassos
nos outros. É isso que as pessoas bem sucedidas fizeram
e ainda fazem. É assim que elas nos ensinam e é assim
que devemos fazer, pois é assim que é.

Quando você fizer uma bobagem, ape-


nas diga: "A culpa é minha". Não “inven-
te moda”, as pessoas percebem, e você,
apesar de não achar, está sendo testado.

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VOCE É AQUILO
QUE ACREDITA SER

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Quando um principiante acredita


não ter nada a oferecer porque é
um principiante, é aí que ele tem
mesmo: a empolgação de querer
algo sem "possuir nada".

Você já deve ter ouvido esse conceito. Você é aquilo que


você acredita ser. Dentro de você existem várias coisas
nas quais acredita com veemente força, e elas represen-
tam, de certa forma, a sua identidade. Sinônimo para esse
conceito: crença.
Bryan Tracy, um coach renomado no mundo inteiro, pes-
quisou durante quase trinta anos o que as pessoas de su-
cesso possuem em comum. Uma das conclusões a que
ele chegou é que as pessoas bem sucedidas possuem
crenças alavancadoras e não limitantes. Ele diz:
“Aquilo que você sinceramente acredita torna-se realida-
de. Você não acredita no que você vê, você vê aquilo em
que já escolheu acreditar.”
É preciso identificarmos as crenças pessoais que impe-
dem nosso desenvolvimento e, em seguida, nos livrarmos
delas. Bryan Tracy coloca em poucas linhas o que ele le-
vou vários anos para entender. Ou seja, somos aquilo que
acreditamos ser. Acreditamos naquilo que escolhemos e

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nem sempre escolhemos as coisas certas. Um exemplo


bem típico são as crises amorosas com pessoas com
excesso de ciúmes. Por serem tão ciumentas e acredi-
tarem (suas crenças) de que, por exemplo, um jogo de
futebol, um passeio no shopping representam uma situa-
ção ameaçadora. Esse é um exemplo bem simples para
demonstrar sobre o que algumas pessoas acreditam de
maneira predominante e essa predominância toma conta
delas mesmas.
De fato, para muitas pessoas não existe problema em
nenhuma dessas atividades, mas quem nunca viu esse
exemplo na prática, não é mesmo?

VOCÊ É AQUILO
EM QUE
VOCÊ ACREDITA!

Ontem uma aluna me disse: "Eu NÃO


consigo fazer isso que você está me pe-
dindo, IMPOSSÍVEL!". Eu respondi: "E se
eu disser que vou matar sua mãe, você
consegue?". Ela respondeu: "LÓGICO!”

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Somos moldados por nossas crenças e nem sempre so-


mos beneficiados por elas. Temos que identificar nossas
crenças. Além disso, verificar se elas estão nos sabotan-
do, pois, se a conclusão for sim, devemos resolver esse
problema e bem rápido. Devemos estar em consonância
com nossos objetivos de vida e crenças. Nossas crenças
nos moldam e, já que nos moldam, devemos ter a obriga-
ção de colocá-las em sintonia com o que queremos para
nós mesmos, nossa proposta de vida, sempre.
Imagine uma pessoa que deseja uma vaga para um car-
go de tecnologia da informação numa empresa, mas não
acredita que essa empresa tenha um processo seletivo
adequado, justo. Nesse outro exemplo, o que irá aconte-
cer é previsível; as chances de conquistar a vaga diminui-
rão. Se o candidato acredita que a empresa não oferece
o que ele precisa, almeja, a neurolinguísitca, sua postura,
sua conduta estará em conformidade com a sua crença
limitante e não o inverso. Por isso, o óbvio é ser fácil de
explicar, pelo simples fato se ser breve e sintético.
A reflexão sobre as nossas crenças é imperativa para a
continuidade saudável da rota da nossa vida. Crença está
relacionada com sucesso, com resultados, com fracasso.
A crença é o lápis que escreve a nossa trajetória. Caso seu
lápis esteja rabiscando coisas ruins, fora de contexto, sugi-
ro que arrume uma borracha rapidamente e mude a escrita.
O problema não está no lápis, está na escrita. Reflita sobre
suas crenças e veja aquelas que não ajudam você. Decida o
que vai fazer e entre em ação. Ação modifica o mundo e irá
transformar o seu mundo também, a partir de suas crenças.

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NÃO EXISTE NINGUÉM
BEM SUCEDIDO
QUE SEJA PESSIMISTA

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Você não vai morrer por ter estudado


até as três da manhã. Nem por ter ido
de ônibus para o trabalho, nem por ter
que ficar com seu filho no fim de sema-
na, por morar longe, ter gente doente
em casa ou estar devendo no banco.
A maioria das pessoas não dá a mí-
nima para desculpas esfarrapadas.
Ninguém vai morrer por isso, mas vai
morrer se continuar falando isso!

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Você conhece alguém bem sucedido que seja pessi-


mista? Alguém que coloca suas energias em um projeto
somente falando no que vai dar errado, e o projeto dar
certo? Alguém que tenha saúde espiritual falando mal
das pessoas e das coisas? Alguém que tenha saúde ple-
na falando de doenças e cóleras? Alguém que tenha um
produto ou uma empresa bem sucedida que fale mal da
atividade comercial, de clientes e do local de trabalho?
Parece óbvio, mas é isso mesmo. Você já ouviu falar ou
conhece alguém bem sucedido que seja pessimista? Pro-
vavelmente não, certo?
Eu falei no capítulo 1 sobre o estudo do Wiseman, sobre
as pessoas de sorte e quem são bem sucedidas e, sim,
elas são otimistas em suas vidas, em seus projetos. Quan-
do você está esperando uma resposta sobre sua entrevis-
ta de trabalho, você pode até ficar ansioso, provavelmente
com expectativas acima da normal, mas estas devem ser
positivas, sempre positivas. Temos que criar expectativas
positivas em nossas vidas e projetos. Observe, não estou
dizendo para sermos cegos e apenas pensarmos positivo,
sem nenhuma ação. É o oposto. Ação determina o suces-
so. Seguiremos aqui a lógica deste livro.
Falamos sobre construir nossos resultados e que nada
é por acaso. Que essa construção vem de muita prática e
esforço. Que devemos nos responsabilizar por adversida-
des e sucessos no caminho e cuidar de todos os detalhes.
Que devemos possuir crenças, nossas crenças a favor

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dos nossos objetivos, e sermos otimistas. Sendo assim,


nossas expectativas devem ser as melhores possíveis.
Tem uma história bem famosa e verídica sobre o Steve
Jobs, gênio da Apple e toda tecnologia do Macintosh, ipod,
iphone e ipad. Nas inúmeras histórias sobre ele, biogra-
fias, documentários e relatos, podemos observar um pa-
drão fantástico. Steve Jobs trabalhava horas a fio nos seus
projetos, coletava dados, estudava as tendências, estava
à frente da sua era e era muito otimista.
“Você quer passar o resto de sua vida vendendo água
com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?”
Essa foi a pergunta que Jobs fez ao presidente da Pepsi
(na época) quando o convidou a trabalhar na Apple. Ve-
rifique que fantástico! Jobs era muito otimista com seus
projetos, e isso o fazia cada vez mais trabalhar em suas
propostas e ter milhares de seguidores. Outro exemplo:
Vamos rapidamente analisar a contribuição para a socie-
dade brasileira que o escritor Roberto Shinyashiki nos dá
há anos.
Eu li diversos dos seus livros e, num deles, “A Revolução
dos Campeões”, está escrito:
“Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é al-
guém que acredite que ele possa ser realizado.”
Essa frase me motivou a escrever o meu primeiro livro.
Recordo-me que, quando terminei essa leitura, percebi
que Shinyashiki disponibilizava ao final do livro seu email

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para entramos em contato com ele, e foi o que fiz. Eu dis-


se a Shinyashiki que gostaria de escrever um livro, mas
que tinha receio da editora achar muito específico e não
me dar muita credibilidade. Isso foi em 2006. Shinyashiki,
então, prontamente me respondeu, dizendo:
“Tenha algo a escrever e contribuir, o resto fica fácil.”
Eu segui seu conselho. Escrevi o livro e a primeira pes-
soa para quem eu dei o meu exemplar, recém-tirado do
plástico foi para ele. Fui até sua editora e entreguei o livro
em suas mãos. Fiquei muito orgulhoso e acredito que ele,
no mínimo, inspirado. Seu otimismo retratado em livros,
palestras, seminários, não é nada além que sua própria
personalidade. Quando o conheci, pude perceber isso e
me motivei ainda mais. Eu perguntei a ele qual era o se-
gredo do sucesso, e ele me disse:
“Eu não sei, mas o meu foi me apoiar em ombros de
gigantes” – se referindo à célebre frase de Isaac Newton:
“Se cheguei até aqui é porque me apoiei em ombros
de gigantes.”
O sucesso também depende do otimismo. Ser otimista é
imaginar a todo instante, mentalizar a todo segundo sobre
o que queremos, sobre a vida que desejamos. Psicólogo e
professor, Martin Seligman é um dos maiores pesquisado-
res sobre Otimismo. Em seu livro: “Aprenda a Ser Otimista”,
o autor investiga a relação dos otimistas e pessimistas e
o porquê, diante de um mesmo fato, pessoas reagem de
modos diferentes, principalmente diante das adversidades.

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Pesquisas apontam que as pessoas podem aprender a


ficarem passivas e deprimidas diante de acontecimentos
incontroláveis. O interessante é que, se podem aprender
a ficar pessimistas, o reverso também é possível, ou seja,
podem, da mesma forma, aprenderem a ficar otimistas.
Dessa forma, aprender a ser otimista, por meio da modifi-
cação do estilo explicativo, se torna um importante aliado
para nosso bem-estar físico e, sobretudo mental. Selig-
man, aponta, por exemplo, que as mulheres sofrem duas
vezes mais de depressão do que os homens, porque elas
têm a tendência de ruminar sobre os acontecimentos, me-
ditar sobre eles, contemplando-os, enquanto os homens
tendem a agir, ao invés de refletir. Carlos Wizzard, em seu
livro “Desperte o Milionário que há em Você; como gerar
prosperidade mudando suas atitudes e postura mental”
afirma que existem sete desculpas mortais para os negó-
cios: 1 - Aqui nada dá certo. 2 - A concorrência é muito
grande. 3 - É preciso pagar muitos impostos. 4 - Falta di-
nheiro. 5 - Existem crises e incertezas. 6 - Não tenho sor-
te. A sétima desculpa, segundo Carlos, é aquela que nós
estamos acostumados a sugerir a nós mesmos.
A mudança do pessimismo para o otimismo envolve, de
acordo com a terapia cognitiva ou psicologia positiva, a
mudança do estilo explicativo, ou seja, é preciso mudar a
maneira como você vê as coisas. A boa nova é que sua
eficácia está no fato de não requerer medicamentos e po-
der ser utilizada sem moderação. É a capacidade de se
autogerir, como sugere Napoleon Hill.

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O otimismo também é utilizado nos esportes. Pesquisas


comprovam que equipes e atletas otimistas conseguem
resultados superiores sobre os que são pessimistas. Além
disso, os benefícios do pensamento otimista encontra res-
paldo científico em áreas como a saúde, impactando de
maneira significativa o sistema imunológico, e na política.
Nas eleições presidenciais norte-americanas, por exem-
plo, concluiu-se que candidatos mais otimistas venciam as
disputas, na maioria dos casos.
Será que, então, existe uma fórmula, uma rota, um ca-
minho para se vencer o pessimismo? Pode parecer uma
pergunta pouco óbvia, mas Seligman afirma que sim.
Os princípios básicos para vencer o pessimismo, e mu-
dar o estilo explicativo de forma permanente para otimis-
mo, envolvem uma técnica chamada ACCCE. Onde:
A - Adversidade: capacidade de entender que está ocor-
rendo uma adversidade.
C - Crença: crença, nossa interpretação da realidade.
C - Consequências: registro do que aconteceu.
C - Contestação: consiste em argumentar contra as suas
crenças limitantes sobre o ocorrido.
E - Energização: que ocorre à medida em que você conse-
gue controlar as crenças negativas, se sentindo melhor.
O ACCCE não tem relação com métodos de autoaju-
da, com pouca ou nenhuma evidência científica e, sim, o

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contrário. É uma ferramenta validada cientificamente por


meio dos estudos longitudinais.
O otimismo está presente em nossas vidas em outras
formas também. Uma pesquisa recente que eu mesmo
realizei com seiscentas e noventa e três pessoas reve-
lou que 52% delas acreditam que o valor mais admirável
em uma pessoa é sua determinação. É possível ser uma
pessoa determinada e ser pessimista? Resposta óbvia,
não é?
Não há dúvidas de que o otimismo pode ser aprendi-
do, treinado e incorporado em nossas vidas, característica
que os melhores no que fazem possuem e que todos nós
temos a capacidade de desenvolver. Embora o otimismo
seja uma ferramenta eficaz, é importante frisar que não é
a solução de todos os males; contudo é mais um dos com-
ponentes para o sucesso.

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TUDO COMEÇA
COM O PENSAMENTO

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Às vezes, acreditamos que uma coisa é


muito óbvia, mas ela não o é! A pessoa
que faz acontecer acha óbvio fazer acon-
tecer e o cara que não faz também diz:
“Olhe, é só acreditar e fazer acontecer”.
A diferença está na ação, e isso é muito
óbvio. Mas, se fosse tão óbvio, não “per-
deríamos” tempo falando disso.

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Os pensamentos são elementos transformadores. Os


pensamentos são as condições iniciais de tudo, são os
elementos construtores, as bases que alicerçam os so-
nhos de todos nós. Tudo nasce com o pensamento. O
pensamento atrai. Se pensarmos coisas boas, atrairemos
coisas boas; e o inverso também se aplica: ao pensamos
coisas ruins, atrairemos coisas ruins.
Sobre o pensamento existem estudos e teorias bem acei-
tos. Uma delas e bem conhecida pela maioria das pessoas
é a Lei da Atração. Essa lei possui várias explicações, mas
popularmente foi utilizada pelo Novo Pensamento ou Movi-
mento Novo Pensamento, que é um movimento espiritual
que apareceu nos Estados Unidos no final do século XIX e
que enfatiza crenças metafísicas. Ou seja, são tentativas
de descrever os fundamentos, as condições, as leis, a es-
trutura básica, as causas ou princípios dos seres em geral.
Um dos temas centrais da Lei da Atração é o concei-
to de que os pensamentos das pessoas (conscientes ou
não) determinam a sua materialização. Ela diz que, se nós
colocarmos um pensamento muito forte em algo que de-
sejamos, isso geralmente irá acontecer, da mesma forma
que, se empenharmos nossos esforços mentais em gran-
de escala em algo que não desejamos, isso também irá
acontecer. É o princípio pelo qual o pensamento e a mente
ditam a concretização e a materialização dos desejos.
Muitos dos modernos seguidores dizem que a Lei da
Atração tem suas raízes na Física Quântica. Essa lei ficou

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tão famosa na última década que foi precursora do best-


-seller – o livro “O Segredo”, que diz:
“Os pensamentos possuem uma energia que atrai ener-
gias semelhantes.”
Para controlar a energia, os proponentes da teoria di-
zem que as pessoas devem ter bem esclarecidas qua-
tro coisas:
1) saber o que você quer.
2) pensar no que quer com bastante convicção.
3) sentir e se comportar como se o objeto de seus desejos
estivessem a caminho.
4) estar aberto para recebê-lo.
Assim, e segundo essa teoria, o Universo irá manifestar
os desejos da pessoa. É importante ressaltar que nada
acontecerá apenas pensando e meditando com toda a for-
ça do planeta. A Lei da Atração não é nada sem os outros
hábitos que foram abordados anteriormente. Sem ação,
cautela, esforço e empenho, por exemplo, seus objetivos
não serão concretizados.
Como medir a força dos nossos pensamentos? É pos-
sível saber se caminhamos com mais ou menos força no
nosso pensar? Não, é impossível! Dessa forma, muitos
cientistas ainda refutam a teoria, exatamente pela impos-
sibilidade de medição direta. Apesar disso, as pessoas de
sucesso concordam 100% com esta proposta quântica, de

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que tudo começa com o pensamento, e que o pensamento


tem o poder da transformação de atitutes. Meditar, men-
talizar, visualizar, não apenas são uma prática, como um
hábito sistemático das pessoas de sucesso.
Mais uma vez, cito essa prática nos esportistas de alto
nível. Eles possuem a capacidade de se concentrarem, si-
mularem suas competições antes mesmo de competirem.
Essa rotina, segundo grande atletas, fizeram toda a dife-
rença nas suas vidas esportivas.
Dá para perceber que os três últimos hábitos são muito
parecidos e se interdependem. Vamos revisar:
Capítulo 4 - Você é aquilo que acredita ser.
Capítulo 5 - Não existe ninguém bem sucedido que seja
pessimista.
Capítulo 6 - Tudo começa com o pensamento.
Anthonny Robins, autor do best-seller: “Poder Sem Limi-
tes” afirma algo que vale a pena ressaltar neste capítulo:
“Não importa sua idade, posição social ou profissional.
Para mim, todos são capazes de fazer, ter e ser exata-
mente o que quiserem. Se você deseja livrar-se de medos
e culpas que atrapalham seu crescimento ou se precisa
descobrir o que realmente quer para sua vida, este livro
revela as principais técnicas para o sucesso baseadas no
autoconhecimento e na ação. Com ela, você desenvolve-
rá sólidos alicerces para sua saúde mental e emocional,

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garantindo uma vida melhor no trabalho com os amigos e


com a família.”
Podemos perceber assim a grande influência dos nos-
sos pensamentos, antes e durante nossa procura pela
excelência, em busca de concretizarmos nossos sonhos.
Aqui também fica evidente que todos os passos se interde-
pendem, e os vencedores utilizam todos eles. Cada pes-
soa com mais vigor e empenho em determinados passos e
momentos do que em outros, porém todos são utilizados e
reconhecidos como determinantes para o sucesso.

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O MUNDO É REFLEXO
DE COMO VOCE ESTÁ

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"Ou eu ou seu trabalho", meu filho em pri-


meiro lugar", "o que adianta ganhar dinhei-
ro e não curtir a vida?", "em primeiro lugar
vem os meus sonhos, ou minha família".
Já parou para pensar quantas vezes colo-
camos no mesmo trilho coisas de trilhos di-
ferentes? Eu acredito que, ao colocarmos
lado a lado nossos propósitos, teremos
mais prosperidade quando engarrafamos
todos eles. Por que eu tenho que competir
com eles? Por que as pessoas podem prio-
rizar ao invés de organizar. Eu quero tudo
isso da foto. É possível, eu acredito! Ima-
gine competirmos com as coisas que que-
remos, eu não consigo. Quero lado a lado.

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Quer escrever um livro? Conviva com


escritores. Quer ganhar um milhão?
Frequente a roda dos milionários. Quer
aumentar sua velocidade? Esteja com
os velozes. O que você quiser ser da
sua vida depende muito mais do am-
biente em que você vive do que o talen-
to que você tem.

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Já parou para pensar em quantas vezes reclamamos


do mundo e das pessoas, das coisas e de algum servi-
ço? Pois bem, as pessoas de sucesso nos ensinam que
o mundo é reflexo de como estamos em nosso interior.
Se notamos o mundo como um lugar ruim de viver, onde
todos são mentirosos, corruptos e querem ter vantagem a
todo custo, é assim que o nosso mundo nos parecerá.
As pessoas bem sucedidas, mesmo com o maior dos de-
safios, maior dos problemas à sua volta, observam o mun-
do com perspectivas positivas, com expectativas na solu-
ção dos problemas, e não focando apenas nos problemas.
Mas você pode me perguntar: Isso tem a ver com a per-
sonalidade das pessoas?
A resposta é sim. A personalidade tem um papel funda-
mental nas tomadas de decisões e em como nós enxerga-
mos as coisas. Aproveito para dizer que personalidade é
mais do que um fato genético, a personalidade é derivada
do ambiente em que vivemos e dos nossos hábitos.
A personalidade reúne todos os traços e características
de uma pessoa, o que a torna única. É na personalida-
de que ficam registradas todas as nossas experiências,
todas as situações e fatos que vivenciamos diariamente,
em todas os momentos e lugares. Sabendo disso e, prin-
cipalmente que os traços de personalidade poderiam nos
informar quando e de qual forma uma pessoa iria agir em
determinada ocasião, é que nos últimos quarenta anos,

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aproximadamente, muitos estudos de classificação da per-


sonalidade foram realizados.
Em todos eles, um padrão se repetiu, chegando até o
consenso sobre grandes dimensões da personalidade. O
pesquisador Eysenck fez um importante estudo da perso-
nalidade e concluiu que ela é determinada pelos genes,
porém a interação entre a pessoa e meio ambiente e o
âmbito social são fatores mais decisivos. Se o meio interno
e principalmente o externo são fundamentais no desenvol-
vimento da personalidade, as pessoas com as quais con-
vivemos, os lugares que frequentamos, ou a forma como
uma criança é criada tem grande relevância. Ou seja, o
meio ambiente em que a pessoa está inserida tem funda-
mental participação na sua personalidade, como conse-
quência, em suas decisões.
Nas crianças, por exemplo, o meio a que me refiro pode
ser a criação dada pelos pais, a escola, o esporte, a re-
creação etc. Perceba a relação. Personalidade determina
as atitudes. As atitudes determinam o sucesso. Persona-
lidade é determinada em maioria pelo ambiente em que
vivemos. Então, a relação final fica:

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Assim, fica evidente que escolher as pessoas e o meio


onde iremos viver ou passar grande parte da nossa vida é
uma estratégia de sucesso. Ter como modelo as pessoas
com atitudes positivas e uma personalidade parecida com
aquela que se deseja adotar é um fator decisivo. Viver num
ambiente favorável, respirar um ar onde só pairam coisas
positivas e pessoas engrandecedoras é um dos caminhos
para se obter a excelência.
De fato, um ambiente propulsivo oferecerá melhores
condições para o sucesso. Nossa percepção, nosso es-
tado de espírito estará melhor equipado para desempe-
nharmos dessa maneira do que num ambiente nada esti-
mulante. Nossa forma de enxergar o nosso mundo define
as nossas escolhas, e as nossas escolhas definem os
nossos resultados.
Esses sete hábitos não se contentam a ser um conhe-
cimento fechado, terminado. A proposta oficial deste livro
é o compartilhamento de hábitos óbvios para as pessoas
de sucesso. Não há dúvidas de que existem inúmeras es-
tratégias e caminhos para o sucesso. Não obstante, pro-
vavelmente existem outros hábitos considerados óbvios,
que, aliados ao supracitados, agregam indubitavelmente
valiosas informações para o tão esperado e desejado su-
cesso. Já que o sucesso é tão amplo em seu contexto,
falar sobre ele é complexo. Sendo assim, me contentarei
nessas linhas finais com a simplória afirmação de que o
sucesso é alcançarmos nossos objetivos, mesmo com os
inúmeros objetivos de vida que possamos ter. E já que,

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independentemente da minha opinião e da sua, o sucesso


está e estará disponível para todas as pessoas, a qual-
quer momento, em todos os lugares, que tal mordermos
um pedaço dessa imensa torta? Mas, para você, o suces-
so é óbvio?

Tudo o que você aprendeu, tudo mes-


mo, ou que vai assimilar em sua vida,
aprenderá de outra pessoa, e essa de-
terminará o seu meio ambiente. Será
esse mesmo meio que influenciará na
sua personalidade e conduzirá suas
atitudes. Dessa forma e nessa relação,
seu sucesso estará destinado.

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