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ENGENHARIA NA SEGURANÇA DO TRÂNSITO

Condutor
-Usuário Humano
Pedestre
-Veículo
-Via / Meio ambiente
UM SISTEMA MULTI-CAUSAL
FATOR FATOR
HUMANO VEÍCULO

FATOR
INFRA-ESTRUTURA
E MEIO AMBIENTE

Interações entre os fatores envolvidos na segurança viária

É importante uma conscientização quanto à:


• Gravidade do problema dos acidentes
• Identificação das verdadeiras causas
• Possibilidade de redução significativa da freqüência e das conseqüências
• Importância do envolvimento de todos
• Responsabilidade ética profissional para garantir a segurança viária
RAMOS DA ENGENHARIA QUE INCLUEM ATIVIDADES
APLICADAS AO TRÂNSITO
• Engenharia Viária
- Projeto, construção e manutenção da infra e superestrutura viária
(vias, interseções, obras de arte correntes e especiais, dispositivos de
segurança passiva, etc.)
• Engenharia de Tráfego
- Sistema de operação do trânsito, sinalização de trânsito e gestão da
segurança viária
• Engenharia Automotiva
- Desenvolvimento do projeto, fabricação e manutenção dos veículos, sob a
ótica da segurança, conforto, desempenho, estética, custo, etc.
• Engenharia Eletrônica
- Desenvolvimento de dispositivos eletrônicos para o controle dos veículos
do tráfego (sistemas inteligentes, dispositivos de controle do tráfego, etc.)
O objetivo da Engenharia no trânsito é fazer com que o deslocamento de veículos
e pedestres seja realizado de forma racional, isto é com segurança, rapidez/fluidez
e comodidade
Três aspectos importantes com relação ao planejamento e projeto do sistema
viário e de trânsito: economia, estética e impacto ambiental
Atuação da Engenharia de Tráfego:
- Definição de adequado sistema de circulação e estacionamento que
atenda a demanda existente e futura;
- Projeto e implantação de adequado sistema de sinalização de trânsito
(horizontal, vertical, semafórica e complementar);
- Gestão da segurança:
- Quantificação e qualificação da acidentalidade;
- Definição de ações mitigadoras, visando a redução do número e da
severidade dos acidentes de trânsito;
- Tratamento de locais críticos;
- Aplicação de técnicas de conflito de tráfego (TCT);
- Realização de auditoria de segurança viária (ASV);
- Monitoramento da acidentalidade, etc.
INTERSEÇÕES – Importância de um bom projeto
- Pontos críticos de segurança
- Áreas que concentram grande número de conflitos entre fluxos de
tráfego - grande potencial de acidentes
- Pontos críticos de capacidade de tráfego - áreas limitadas em que
os diferentes fluxos de tráfego se cruzam, cada um de uma vez
- Interseções – gargalos do sistema viário

1. FATORES QUE AFETAM A SEGURANÇA E O


DESEMPENHO DO TRÁFEGO NAS INTERSEÇÕES

1. velocidade de transposição da interseção

2. tipos de manobras e conflitos entre os fluxos de tráfego

3. ângulo de observação para tomada de decisão

4. número de direções a serem observadas para tomada de decisão.

5. critério de legibilidade da solução adotada


5. critério de legibilidade da solução adotada
-Ordenamento geométrico legível
O condutor compreende instantaneamente o funcionamento
da interseção e adota naturalmente uma trajetória e um
comportamento adequados sem qualquer embaraço ou
hesitação – geometria simples

-Legibilidade assegurada em termos de:


Percepção durante a aproximação
O condutor percebe rapidamente a existência da interseção
à sua frente e altere o seu comportamento reduzindo a velocidade
e se adequando à geometria local

-Percepção no interior da interseção


O condutor compreende o seu ordenamento sem qualquer
dificuldade ou dúvida. Hesitações ou atitudes imprevistas
dentro da interseção geram riscos de bloqueio e acidentes
Situação de risco
OBJETIVOS DO PROJETO DE UMA INTERSEÇÃO

-Melhorar a segurança da interseção

-Melhorar o desempenho do tráfego


. Otimizar a capacidade de tráfego
. Minimizar tempos de espera
. Reduzir consumo de combustível
. Reduzir nível de poluição
-Melhorar a travessia de pedestres e ciclistas
-Aumentar a comodidade dos usuários
-Melhorar a aparência estética
DADOS BÁSICOS PARA DEFINIÇÃO DO PROJETO
DADOS FUNCIONAIS
Classificação funcional e hierarquia das vias Tipos de controle de acesso
Velocidade de operação – vias e interseção Pontos de conflito entre os fluxos
DADOS FÍSICOS
Topografia planialtimétrica e levantamento de interferências
DADOS DE TRÁFEGO
Volume de tráfego de todos os usuários, para todos os movimentos,
principalmente nos horários de pico.
DADOS HISTÓRICOS
Acidentes, tipos de acidentes predominantes, causas, horários, etc.
INFORMAÇÕES DOS USUÁRIOS
OBSERVAÇÕES NO LOCAL
OPERAÇÃO DAS INTERSEÇÕES SIMPLES URBANAS

PRIORIZAR O USO DE MÃO ÚNICA DE DIREÇÃO NAS VIAS COM


VOLUME DE TRÁFEGO SIGNIFICATIVO

( vias arteriais e coletoras )

Incentivar o uso de vias paralelas


trabalhando como um sistema binário