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INDICATIVOS PARA AVALIAÇÃO DE SEGMENTOS E INTERSEÇÕES

ESTUDO TÉCNICO
• Levantamento das características do local
- Plantas bem detalhadas para facilitar a precisa localização do acidente
- Indicar todos os elementos capazes de contribuir com acidentes:
O/D e volume dos fluxos / sinalização / visibilidade /
uso do solo / acessos à via / interseções / pavimentação /
geometria / iluminação noturna
• Inventario das melhorias desejáveis
(Exemplo em zona urbana)
- Melhorar sinalização na aproximação da área
- Proteger ou proibir conversões à esquerda
- Suprimir a possibilidade de ultrapassar
- Evitar as causas de perda de controle
- Facilitar a travessia de pedestres
- Melhorar a visibilidade
- Reduzir a velocidade
• Inventario das possíveis soluções
- Considerar diversas soluções de custos variados

• Facilitar a posterior definição de um programa de
intervenções de acordo com a verba disponível
• Estabelecer soluções e custos padronizados ⇒ Para servir de referência em
estudos de situações semelhantes.
• Avaliação das reduções de acidentes
Para estimar o efeito das melhorias é necessário atualizar continuamente o banco
de dados ⇒ Com base nos resultados obtidos identificam-se os conjuntos de locais
críticos ⇔ Soluções típicas e os correspondentes ÍNDICES DE ACIDENTES.

- ESTIMATIVA DA REDUÇÃO DO N° DE ACIDENTES


Verifica-se a redução dos acidentes e da gravidade em locais semelhantes,
aonde as mesmas melhorias foram implantadas.
Estimativa da redução de acidentes no ano “n”
Rn = Ni x Pn x (VMDn / VMDi)
Onde,
Ni = N° de acidentes no ano base “i”
Pn = % de redução esperada após melhorias (observado em
situações semelhantes - ano n)
VMDi = Volume médio diário de tráfego (ano i)
VMDn = Volume médio diário de tráfego (ano n)
- Estimativa dos benefícios
Baseia-se no custo médio anual dos acidentes.
Ca = (Cd x Nac + Cf x Nf + Cm x Nm )/ Nac
Onde,
Ca = Custo médio dos acidentes no ano base
Cd = Custo médio dos danos materiais por acidente
Nac = N° total de acidentes no ano base
Cf, Cm = Custo médio de um ferido e de um morto, respectivamente
Nf, Nm = N° de feridos e de mortos no ano base, respectivamente
Benefícios Bn das melhorias no ano “n”
Bn = (CAn – CDn)
Onde,
CAn = Custo médio dos acidentes no ano “n” (futuro)
Caso as melhorias não sejam implementadas, o n° e a gravidade dos
acidentes continuam na mesma proporção do ano base.
CDn = Custo médio dos acidentes estimados para o ano “n”(futuro)
Considerando a expectativa de redução do n° e da gravidade –
após a implantação das melhorias.
- CONDIÇÕES DE TRÁFEGO
Exemplos de incoerência
- O usuário não está preparado para surpresas:
• Uma sinalização não convencional
• Carro convergindo à esquerda em zona rural
• Um centro urbano logo após uma curva, em zona pouco habitada
• Travessias de pedestres em um segmento com marcação continua axial e lateral
Coerência do Itinerário
- Objetivo → Permitir ao usuário a correta interpretação do ambiente de trafego
e perceber os eventuais riscos (visibilidade e inteligibilidade)
Por exemplo: EVITAR
1. Semáforos → Emprego exclusivamente em travessias urbanas, tratadas como tal
2. Prioridade à direita em interseções sem semáforo
3. Sinalização típica de rodovias em travessia urbana
Situações de Risco
- Zonas semi-urbanizadas e alta velocidade:
→ com pistas de acesso intermediários
→ com pedestres e ciclistas
→ com limitações de visibilidade
- Zonas urbanas com pavimento desgastado ou sujo de óleo, resíduos de
escapamento... (especialmente no inicio da chuva, mesmo com
velocidade moderada).
- Falta de manutenção da pista ou do acostamento
- Obstáculos fixos perto da pista < 2,00m
- Possibilidades de ultrapassagens restritas
→ Impaciência
→ Disposição ao risco
O estado de conservação da via é um fator extremamente importante:
→ Capina / roçagem
→ Drenagem da pista
→ Reparos no pavimento
→ Melhoria da sinalização
→ Construção de defensas
Situações de risco: BR 381 – Trecho Belo Horizonte-Gov. Valadares
RESUMO DE INDICATIVOS
• Acidentes: tipos, gravidade, freqüência
- Análise e avaliação detalhadas
• Visibilidade
• Velocidade
• Volume de tráfego
• Fatores de risco
- Conflitos / travessias de pedestres / estacionamento / conservação
precária da via, etc...
Figura 18. Número de acidentes: BR-381 km154 ao km460 – 2006 a 2009
Fonte: SGV, 2010

Figura 20. Acidentes conforme gravidade dos envolvidos –


2006 a 2008
Fonte: SGV, 2010
Figura 21. N° de acidentes de acordo com dia da semana – 2006 a 2008
Fonte: SGV, 2009

Figura 22. Faixa horária das ocorrências – 2006 a 2008


Fonte: SGV, 2010