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SOCIEDADES “PRIMITIVAS”

O Direito dos povos sem escrita

 1. Etimologia

• Povos sem
escrita ou
ágrafos:

• (a = negação +
grafos = escrita)
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O Direito dos povos sem escrita

 2. História
• Somente pode ser
estudada a partir do
advento da escrita,
antes disso chamamos
de Pré-história.
• Pré-história: Há
dificuldade, por falta da
escrita, de se ter
acesso a ela.
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O Direito dos povos sem escrita

 2.1. Comprovação da
existência do direito
na Pré-história:
• O direito já era utilizado
nas instituições que
dependem muito de
conceitos jurídicos, como
casamento, contratos,
poder paternal ou
maternal, propriedade,
hierarquia no poder
3 público, etc. 01/05/2019
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 3. Tempo de existência dos povos


agrafos
• Não há tempo determinado;
• Existem os homens da caverna de 10.000
a.C.;
• As tribos da floresta Amazônia que ainda
hoje não entraram em contato com o
homem branco.
• Os índios brasileiros
até a chegada de
Cabral;
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 4. Características gerais
• Não têm grande desenvolvimento
tecnológico;
• São, em sua maior parte, caçadores
-coletores e como tais seminômades
ou nômades;
• Os povos ágrafos que têm agricultura são
sedentários;
• Todos os povos ágrafos, sem exceção,
baseiam seu dia a dia em religiosidade
profunda.
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SOCIEDADES
“PRIMITIVAS” E DA ANTIGUIDADE
O Direito dos povos sem escrita
 4.1 Características gerais do Direito dos povos agrafos
• Abstratos: As regras eram decoradas e passadas de
pessoa para pessoa da forma mais clara possível;
• Númerosos: Cada comunidade tinha seu próprio costume
e vivia isolada no espaço e, muitas vezes, no tempo;
• Relativamente Diversificados: A distância (no tempo e no
espaço) fazia com que cada comunidade produzisse mais
dissemelhanças do que semelhanças em seus direitos;
• Impregnados de Religiosidade: Como a maior parte dos
fenômenos são explicados, por estes povos, através da
religião, a regra jurídica não foge a este contexto.

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PROFUSÃO:

Em virtude do relativo isolamento entre si, as


sociedades tribais, em geral, desenvolveram
códigos de convivência muito peculiares, cada
uma com seus próprios costumes e por isso muito
numerosos. Um elemento de contato sazonal entre
tais sociedades era a guerra, contexto de
consolidação de poder.
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INCIPIENTE:

Tecnicamente podemos afirmar que o Direito, no


âmbito das sociedades ágrafas, ainda se
encontrava em fase de formulação inicial, muito
ligado aos preceitos religiosos, sem qualquer
sistematização teórica ou codificação escrita.
Trata-se de um Direito incipiente, ou seja, em
construção preliminar, sujeito às influências
circunstanciais.
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A Questão da Vingança:

Dentre os costumes mais antigos, existentes no


âmbito da administração da justiça, no contexto das
sociedades tribais e/ ou da Antiguidade, podemos
destacar a vingança como sendo um dos principais.
Trata-se do princípio elementar do direito de
retaliação, de revidar, na mesma proporção, a ofensa
recebida, a lesão sofrida, a humilhação imposta por
terceiros.
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 5. Fontes dos Direitos dos Povos Ágrafos


• Costumes: O que era
tradicional no viver e
conviver da comunidades
torna-se regra a ser seguida;
• Precedente: As pessoas que julgam
(Chefes e Anciões) tendem a,
voluntária ou involuntariamente,
aplicar soluções já utilizadas
anteriormente.
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“PRIMITIVAS” E DA ANTIGUIDADE
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 6. Transmissão das Regras


• Procedimento: Em intervalos regulares de
tempo muitos grupos têm suas regras
enunciadas a todos pelo chefe (ou chefes) ou
anciões.
• Provérvios ou Ádagios: Desempenham
papel decisivo na tarefa de fazer conhecer as
normas da comunidade.

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 Referências:
• CASTRO, Flávia Lages de. História do Direito Geral
e Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006.
• WOLKMER, Antonio Carlos. Fundamentos de
História do Direito. 3. ed. Belo Horizonte: Del Rey,
2006.
• LOPES, José Reinaldo de. O Direito na História:
Lições Introdutórias. 2. ed. São Paulo: Max Limond,
2002.

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 Leitura e Filmes recomendados

- Série do Fantástico: “No tempo das cavernas”.


- Documentário: “Caminhando com o homem das
cavernas”.
- Filme: Grandes Impérios e Civilizações – A História
Visisual do Mundo: A Idade do Ferro. Ed. Del prado.

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