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EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DE NOVA
IGUAÇU - RJ.

MARIA MALUCA, brasileira, casada, auxiliar administrativo, portador


da carteira de identidade nº. 07.371.495-8, expedida pelo DETRAN/RJ, CPF
Nº.853.556.317-20, NIT nº. 121.980.667-52 residente e domiciliada na Rua Carolina
Dias, n.º 115, apto 101, Cerâmica, Nova Iguaçu - RJ, CEP: 26.030-780, com
endereço eletrônico: cliente...@gmail.com, vem, respeitosamente, por seu advogado
infra-assinado, propor a presente

AÇÃO DE RESTABELECIMENTO DE AUXÍLIO DOENÇA E SUA RESPECTIVA


CONVERSÃO EM APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

em face de INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS, na pessoa de


seu representante legal, com endereço na Rua Estados Unidos, nº 300, Loja,
Centro, Nova Iguaçu, RJ, CEP 26215-290, pelos fatos e fundamentos a seguir
expostos:

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DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA

A Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015, trouxe de forma


codificada e sistemática a Seção IV, intitulada Gratuidade da Justiça, disciplinando
de modo pormenorizado sobre essa temática.

Infere-se do artigo 98, do NCPC, que terá direito a gratuidade da


justiça toda pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de
recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários
advocatícios.

Por tais razões, pleiteiam-se os benefícios da Justiça Gratuita,


assegurados pela Constituição Federal , artigo 5º, LXXIV e pela Lei 13.105/2015
(CPC), artigo 98 e seguintes.

DOS FATOS

A autora apresenta quadros de Transtorno do disco cervical com


mielopatia, Dorsalgia, Transtornos de discos lombares e de outros discos
intervertebrais com radiculopatia, Sinovite e tenossinovite não especificadas,
eCondromalácia da rótula e outros transtornos do menisco, respectivamente
diagnosticada com CID – 10: M50.0, M54, M51.1, M65.9, M22.4 e M23.3, conforme
laudos em anexo.

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Destarte, tornou-se incapaz para atividade laborativa de forma total e
permanenteno desempenho da função de auxiliar administrativo, com fulcro nos
laudos anteriormente apresentados ao INSS, foi concedido benefício de auxílio
doença a requerente e posteriormente prorrogado sob o número debenefício:
6077173839, espécie 31, cessado em 30 de junho de 2015.

Deste modo, há de se observar o real estado em que se encontra a


autora, pois atualmente com o agravo de seu quadro, inclusive tendo se submetido a
procedimento cirúrgico recente, este que apresentou complicações, segundo laudo
médico anexo à presente exordial.

Cabe ressaltar que, além da incapacidade para o labor, a parte


autora também encontra dificuldades para realização de simples tarefas diárias da
vida comum, necessitando de auxilio até mesmo para as mais simples, pois vem
apresentando fortes dores tanto nos membros inferiores, como superiores,
dormência nos mesmos, além de perda de força e sensibilidade.

Ressalta-se ainda a necessidade do uso de medicamentos para o


controle da dor, bem como os auxiliares ao pós-operatório, assim não podendo a
autora, em seu atual estado, permanecer por tempo indeterminado com este
benefício, em decorrência da falta de zelo demonstrada pelo réu, e ainda ter de
submeter-se em lapsos temporais tão curtos a pedidos e mais pedidos de
prorrogação de auxilio doença, deste modo, fazendo jus a aposentadoria por
invalidez, ante as informações presentes nos laudos em anexo, já que segundo este,
não pode a autora voltar ao labor.

DO IMPEDIMENTO DA DOENÇA NA FUNÇÃO QUE EXERCE

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A autora trabalha comoAuxiliar administrativo,nesta função necessita
fazer esforços fisicos moderados, carregar peso, agachar-se, praticar movimentos
repetitivos, além das inumeras vezes em que se levante e torna a sentar ao executar
suas tarefas diárias, deve-se levar em consideração ainda, as tarefas nas quais se
exige da autora que realize diligências em ambientes externos ao seu local de
trabalho, como idas ao banco, correios, entre outros locais que se faça necessário,
todas estas atividades sendo realizadas em repetição diária.Assim, como declarada
incapaz para suas atividades laborais, com base nos laudos médicos, é notória a
incapacidade fática para para a execução de tais tarefas diariamente.

Cabe ressaltar que autora encontra-se em processo de


recuperação pós cirurgia realizada em seu joelho esquerdo, com
complicações.

Sendo assim, na função que exerce e até mesmo para qualquer


função que necessite realizar esforço ou que tenha que usar os membros superiores
e principalmente os inferiores, a autora enconntra-se inapta ao labor, conforme
declaram os médicos especialistas que acompanham seu estado de saúde
pregresso e atual.

Diante da afirmativa dos médicos especialistas na doença do autor,


tudo faz crêr, que o réu não age com a seriedade que a população e seus segurados
esperam do orgão, pois, pois notória é a necessidade da conversão do auxilio
doença em aposentadoria por invalidez.

Por todo o exposto, forçoso é admitir, que o autor não poderia ter o
benefício cessado na esfera administrativa, pois não tem condições de retornar ao
trabalho, por fim o caráter alimentar do benefício pretendido, uma vez que os
proventos a serem recebidos da previdência garantiriam ao autor a manutenção de
sua subisistência, o que viriam a substitituir os rendimentos do seu trabalho que não
pode exercer por causa dos problemas de saúde.

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Nesse passo, a cessação do benefício pelo réu, coloca o autor em
situação de miserabilidade, pois está incapacitado para o exercício de sua
atividade habitual.

Destarte, não resta alternativa ao autor, senão recorrer à Tutela


Jurisdicional para garantir-lhe o concessão do benefício de Auxílio Doença por
tempo contínuo e suficiente que lhe permita se recuperar e a conversão deste EM
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ caso seja constatada a total incapacidade
para o trabalho.

DA ANTECIPAÇÃO DA TUTELA

Ocorre que a autora é acometida de doença gravíssima tanto que


faz tratamento na área de ortopedia e traumatologia, fazendo uso de
medicamentos controlados, não tendo condições de trabalhar. O segurado encontra-
se desprovido, desde a cessação do benefício que é seu por direito.

Considerando o caráter alimentar da verba pretendida, uma vez que


os proventos a serem recebidos da previdência garantiriam ao autor à manutenção
de sua subisistência, o que viriam a substitituir os rendimentos do seu trabalho que
não pode mais exercer por causa dos problemas de saúde.

Requer, portanto, seja deferido à antecipação dos efeitos da tutela


liminarmente, para conceder Auxílio Doença à parte autora devendo manter o
benefício até ordem judicial em contrário ou até a constatação da incapacidade
total para o labor gerando assim Aposentadoria Por Invalidez, tendo em vista
que se encontram presentes todos os requisitos básicos autorizadores para a
concessão. A verossimilhança do alegado está efetivamente constatada à luz da
prova inequívoca apresentada, por tratar-se de Antecipação pelo risco de dano
irreparável ou difícil reparação ao autor.

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DOS PEDIDOS

Mediante o exposto, requer-se:

1. Os benefícios da Justiça Gratuita, assegurados


pela Constituição Federal, artigo 5º, LXXIV e pela
Lei 13.105/2015 (CPC), artigo 98 e seguintes.

2. A citação do Réu para, querendo, responder aos termos da


presente apresentando toda documentação de que disponha
para o esclarecimento da causa, sob pena dos efeitos da
revelia;

3. O deferimento e concessão da tutela antecipada para


restabelecer auxílio doença e/ou converte-lo em
aposentadoria por invalidez à parte autora liminarmente
devendo manter o benefício até ordem judicial em
contrário ou a constatação da incapacidade total;

4. Seja incluído na capa do presente feito o nome e OAB do


patrono do Autor, Dra. MONICA – OAB/RJ 000000, a fim
de que todas as publicações e/ou intimações sejam
realizadas em nome do mesmo, sob pena de nulidade do
ato;

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5. Que em caráter de urgência, seja agendada perícia
médica (comespecialidade em Ortopedia -
Traumatologia) em face do estado de penúria em que se
encontra;

6. Seja julgada procedente a presente ação, com a


consequente condenação do Réu à Restabelecer o
benefícioauxílio-doença, e a converte-lo em
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ, caso constatada
sua necessidade, a partir da constatação da
incapacidade definitiva para o trabalho;

7. Seja o Réu condenado a pagar com juros e correção


monetária as prestações em atraso, desde a data da
cessação do benefício, ou seja, 30/06/2015.

Protesta por todos os meios de provas em direito admitidas.

Dá-se à causa o valor de R$ 56.220,00 (cinqüenta e seis mil,


duzentos e vinte reais), RENUNCIANDO a parte autora de qualquer quantia superior
a 60 (sessenta) salários mínimos.

Nestes termos, pede deferimento.

Nova Iguaçu, 27 de janeiro de 2017.

MONICA
OAB/RJ 000000
draalesandra@gmail.com

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