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Elabore o seu plano de negócio


O Plano de negócio
O processo de criação de um plano de negócio (ou "business plan") obriga-o a ver o seu
potencial negócio de uma forma realista, objectiva e desprovida de emoção, na sua
globalidade. Porque é tão importante ver o seu negócio como um todo? A maioria das
pessoas que têm ideias para um negócio normalmente não as exploram
convenientemente. A elaboração de um plano de negócio, não serve apenas para se ver
como o criador do negócio, mas permite-lhe uma visão isenta ("pôr-se de fora") e uma
abordagem realista da implementação da sua ideia de negócio.

Um plano de negócio completo torna-se numa ferramenta operacional que o irá ajudar
na gestão do seu negócio, contribuindo para o seu sucesso. O plano completo e
definitivo, é um instrumento chave para comunicar a sua ideia a outros - empresários,
gestores bancários, sócios, etc. Se procura financiamento para o seu negócio, o plano irá
ser a base para a sua proposta de empréstimo.

Um plano de negócio forte não deixa ao acaso o seu alvo. Está em conformidade com
procedimentos aceites comummente para a forma e conteúdo. Além do material
introdutório, um plano de negócio tem geralmente 12 a 13 secções. Cada secção deve
incluir elementos específicos que irão clarificar os seus objectivos de negócio. A
estrutura genérica é a seguinte:

0. Capa

1. 1. Declaração de intenções e sumário

2. 2. Descrição do negócio

3. 3. Análise de mercado

4. 4. Estratégia de mercado

5. 5. Planos de concepção e desenvolvimento

6. 6. Plano de operações

7. 7. Estrutura de gestão

8. 8. Calendarização

9. 9. Problemas potenciais

10. 10. Benefícios sociais

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11. 11. Dados financeiros

12. 12. Informação de suporte

13. 13. Formulários e documentos para a criação da empresa.

Esta também deve ser a ordem pela qual os itens do plano de negócio devem aparecer na
cópia encadernada. Um facto importante a ter em consideração durante a preparação é
de que não o estará a criar pela mesma ordem pela que o apresentará.

Um plano de negócio deve ter uma capa. Não existe nenhuma motivo para que o
encaderne a cabedal ou couro; o que precisa é de uma apresentação e um formato
adequados. Compre uma capa azul, negra ou castanha numa papelaria. Terá maiores
possibilidades de criar uma imagem positiva de si se mantiver uma atitude conservadora
e simples, em vez gastar dinheiro a criar algo que, sem necessidade, seja bastante
elaborado e sofisticado, para impressionar financiadores ou clientes. Factores subtis
como este reflectem-se no seu sentido de negócio. Nalguns aspectos, a forma como
apresenta o seu projecto irá afectar o julgamento que irão fazer da sua capacidade de
gestão.

Inclua uma página de título no seu plano de negócio. Nesta página, coloque o nome do
negócio, o(s) nome(s) do(s) proprietário(s), bem como a(s) morada(s) e o(s) telefone(s).
Se já possuir um logotipo ou nome para a sua empresa, inclua-o também nesta página.

Em seguida, apresente uma declaração de intenções e o sumário. Este, deve dizer ao


leitor aquilo que pretende. Isto é muito importante. Muitas vezes, aquilo que o
proprietário do negócio realmente quer está "enterrado" no meio do plano. Torne bem
claro, na declaração de intenções, os objectivos que pretende atingir. Esta declaração
não pode ser completada, enquanto não calcular as necessidades de capital. Mas pode
elaborar uma declaração em esboço e deixar espaço para os valores que preencherá mais
tarde. No sumário pode citar a natureza do negócio, a forma legal de operação, a quantia
e o objectivo do empréstimo a ser pedido, calendário de pagamento do empréstimo, a
quota no negócio de quem pede o empréstimo, e o rácio entre activos e dívidas após o
empréstimo e garantias bancárias. Também listados devem aparecer o valor de mercado,
estimativas, ou valores indicativos de qualquer equipamento a ser adquirido com o
empréstimo.

Suponha que já possui um negócio e quer expandir-se. Eis um exemplo de como uma
declaração de intenções deve ser construída:

(…) Consultoria de Computadores, Lda., é uma sociedade de responsabilidade limitada


que está à procura de um financiamento de 7 500 contos para a compra de equipamento
e mercadorias, bem como de um escritório na Rua Fernando Namora, 199 - 7º Dto. Este

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financiamento será usado para efectuar as renovações necessárias e melhoramentos,


manutenção de reservas de caixa suficientes, e de possuir capital operacional suficiente
para a expansão bem sucedida da firma de consultoria. O total, adicionado ao capital de
12 500 contos dos sócios principais será suficiente para financiar a transição da fase de
expansão de modo a que esta empresa possa operar de forma contínua e lucrativa por
tempo indeterminado (…).

Torne fácil aos avaliadores do pedido de empréstimo, conhecerem as suas necessidades


e capacidades. Dessa forma, podem dizer-lhe sim ou não imediatamente e não perderem
o tempo deles nem o seu.

Quer o plano seja usado com objectivos financeiros ou operacionais, esta declaração de
intenções deve manter-se curta e profissional, de preferência, não deve exceder meia
página A4. Pode ser maior, dependendo da maior ou menor complexidade do uso dos
fundos, mas o sumário para um pedido de empréstimo não é (geralmente) maior do que
uma página.

Em planos de negócio financeiramente orientados, a sequência das páginas pode conter


uma tabela que mostre qual aplicabilidade dos fundos, a fonte de financiamento e o uso
destes. Pode ampliar isto com uma pequena lista mostrando o que é que vai ser dado em
garantia e quais as condições de empréstimo propostas por si.

A seguir à declaração de intenções, virá um índice. Naturalmente fará o índice no fim,


mas não se esqueça de incluí-lo. Quando você ou outras pessoas olharem para o seu
plano, deve ser fácil de procurar determinada informação.

A secção que descreve o negócio deverá dar ao leitor uma ideia geral do mesmo. Inclua
quaisquer variáveis que permitam fazer uma boa análise do negócio, bem como da
indústria em que se insere e os mercados em que actua.

Na secção de análise do mercado, os seus objectivos principais serão apresentar


informações sobre potenciais clientes, indicar a dimensão do mercado, identificar as
características da concorrência e estimar a quota de mercado (com razoabilidade) que
espera vir a obter. Esta é talvez a secção mais importante do plano, pois irá apresentar
uma previsão do valor das vendas a atingir, o que com certeza irá influenciar a definição
de outros factores que irão ser discutidos em secções posteriores.

Uma vez definido o seu mercado potencial e a previsão das vendas, será necessário
explicar, com detalhe, a forma como irá atingir essas projecções. Com base na análise de
mercado, defina a sua estratégia de actuação nesse mercado.

A secção respeitante aos planos de concepção e desenvolvimento orienta-se para o


detalhe do status do produto ou serviço propostos, antes de estarem prontos para serem

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lançados no mercado. Se o produto ou serviço já estiver totalmente desenvolvido pode


não incluir esta secção.

Se desenvolveu a ideia mas não o produto, faça planos para melhorar o produto
existente ou para introduzir um novo, pois esta secção é extremamente importante no
plano de negócio. Os investidores vão querer saber o processo de desenvolvimento de
qualquer conceito de produto ou serviço e os custos a eles associados, para torná-los
produtos comercializáveis, bem como uma estimativa de tempo.

Na secção de operações, descreva as suas necessidades de instalações e os seus planos


de produção ou de compras de mercadorias. É essencial que apresente todos os custos
que o negócio terá que suportar durante os ciclos de produção e de aquisições.

É claro que, quaisquer investidores esclarecidos, irão querer saber a estrutura de gestão
da organização. Vão querer saber quem irá conduzir o negócio, que tipo de pessoal de
suporte existe, etc.. Irão também querer saber quais os tipos de compensação que o
pessoal de gestão irá receber bem como quaisquer posições no capital total da
organização que poderão ser disponibilizadas para atraírem terceiros.

Após a secção de gestão, irá coordenar toda a informação precedente num calendário de
actividades que descreverá o desenvolvimento da empresa desde o inicio de actividade
até ao ponto morto económico ("break-even point") e para além dele. Este é um passo
integral à actividade de arranjar financiamentos.

A secção de problemas potenciais é incluída para mostrar que pensou em todas as


dificuldades que pode encontrar quando iniciar esta empresa. Este tipo de informação dá
credibilidade à sua capacidade de gerir e conceptualizar os vários riscos inerentes ao
negócio.

Além dos problemas, mostre também aos investidores os benefícios sociais que irão
derivar do seu negócio. Isto incluirá o impacto económico do seu negócio na
comunidade sob a forma de postos de trabalho, aumento do fluxo monetário na área,
aumento da qualidade e dos padrões de vida, etc. Além disso, descreva como o seu
negócio irá afectar o elemento humano bem como a comunidade em geral. Se estiver a
prestar um serviço ou a disponibilizar um produto que não existe nessa comunidade, isto
será visto de uma forma muito positiva. Se aumentar o orgulho da comunidade, será um
benefício adicional.

Os documentos de suporte vêm a seguir aos dados financeiros. Algumas pessoas


preferem colocar um sumário de meia página com informação pessoal logo após o
sumário do negócio e antes do índice. Isto é deixado à sua discrição; muitos consultores
acreditam que isto faz sentido porque os investidores vão apostar num indivíduo tanto
ou mais do que vão investir no negócio. Com frequência, a tenacidade individual,

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dedicação e carácter são factores decisivos de sucesso num negócio. De qualquer forma,
é importante para os investidores saberem que têm pela frente uma pessoa apta a
empreender um negócio. Assim, um sumário pessoal a seguir ao sumário do negócio
pode dar-lhes esta informação.

Os dados pessoais podem mostrar a sua educação formal e experiência profissional de


uma forma funcional, entre outras actividades que possa ter desenvolvido e que
suportem a sua capacidade para gerir uma empresa. Referências de crédito e uma
declaração de finanças sumariada podem também ser incluídas, embora esta última não
deva estar datada de há mais de 60 dias.

Clientes potenciais
O mercado para serviços e produtos relacionados com a informática e as tecnologias de
informação e comunicação, pode englobar segmentos de negócio e clientes que
procuram ajuda numa ou em várias áreas, daquelas que foram definidas anteriormente.
Na secção Operações, que lista descrições de negócios específicos, incluiremos perfis-
tipo de clientes para cada um dos negócios.

Por vezes, um negócio com base num microcomputador originalmente concebido para
apelar a um segmento ou a outro pode expandir-se de forma a atingir os dois. De forma
a planificar uma campanha de marketing eficaz, dirigida ao mercado-alvo correcto, com
os meios mais adequados de promoção e "advertising", é essencial que seja capaz de
determinar quem são os seus clientes e onde mais provavelmente e facilmente os
encontrará.

Seguidamente apresentam-se alguns dos negócios que utilizam as tecnologias de


informação e comunicação (nomeadamente, computador e software de aplicação) que
iremos discutir em detalhe na secção Operações. A informação apresentada é apenas
aproximada; a sua base de clientes e a área geográfica de operação serão definidas pelas
características particulares do seu próprio negócio.

Tipo de Negócios Clientes Área Geográfica

Consultoria na área de Tecnologias de


Empresas, particulares, instituições de ensino Local, regional, nacional
Informação

Empresa, organizações, grupos com interesses


Publicações de NewsLetter Local, regional
específicos

Previsão Económica PME’s Local, regional

Empresas, organizações, educação e outras


Corretagem de Informação Local, regional, nacional
organizações

Apoio ao Início de Actividade de Novas


PME’s, jovens empresários Local, regional
Empresas

Preparação de Planos de Negócios PME’s, jovens empresários Local, regional

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Serviço de Clipping Electrónico Empresas, organizações, figuras públicas Local, regional, nacional

Formação recorrendo às TIC

(Tecnologias de Informação e Empresas, particulares, instituições de ensino Local, regional

Comunicação)

Ensino à distância Empresas, particulares, instituições de ensino Local, regional, nacional

Serviço de Pesquisa de Locais nacional Particulares, Livrarias, Museus Local, regional

Traduções Técnicas Empresas de software e hardware, PME’s Local, regional, nacional

Agências de Publicidade, Marketing e


Serviços Gráficos Local, regional, nacional
Comunicação

Processamento de Texto Empresas, particulares, estudantes, editores Local

Serviço de Brochuras Vendedores, empresas Comerciais Local, regional

Empresas, vendedores, organizações,


Serviço de Listas de Endereços Postais Local, regioanl
associações

Serviço de Pesquisa PME’s, organizações Local, regional, nacional

Serviços Financeiros Particulares, PME’s Local, regional

Serviço de Controlo de Stocks Retalhistas Local, regional

Empresas, particulares, instituições de ensino,


Criação/produção de conteúdos Local, regional, nacional
grupos com interesses específicos

Empresas, particulares, organizações,


Criação de Páginas Internet Local, regional, nacional
associações, grupos com interesses específicos

Existem poucos métodos absolutos, no que diz respeito à obtenção de informação de


mercado que seja válida. Porém, os serviços efectuados recorrendo a sistemas
informáticos tendem a apelar (principalmente) ao mercado empresarial. Entre as
excepções está o software produzido para os mercados de educação e de particulares.
Enquanto que muitos empresários individuais de design e paginação electrónica
encontrarão clientes em empresas de pequena e média dimensão, é possível ganhar
negócios nas grandes empresas através de um plano de marketing bem elaborado. Por
exemplo, à medida que as empresas tomam consciência da necessidade de possuírem os
seus gestores intermédios e de topo com bons conhecimentos de informática e em
especial com conhecimentos das potencialidades da Internet e do comércio electrónico,
você pode especializar-se numa dessas áreas, encontrando assim um nicho de negócio
que pode explorar. Assim, é crucial que obtenha e analise cuidadosamente a informação
sobre os potenciais clientes.

Mão-de-Obra e Materiais
Até ter elementos concretos relativos aos custos, terá que estimá-los especialmente os da
mão-de-obra e do material. Os custos da mão-de-obra incluem salários e outros
benefícios que façam parte da remuneração que irá pagar aos seus colaboradores, como
retribuição da prestação de serviços realizados. Durante o primeiro ano, deverá estar

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activamente envolvido no nível mais operacional do negócio, por isso inclua também o
custo da sua mão-de-obra.

O custo da mão-de-obra é normalmente expresso em horas/homem. Actualmente o custo


por hora/homem de mão-de-obra anda entre 4 000$00 e 6 000$00, dependendo da
experiência e do mercado actual. Mas o seu custo pode ser ainda maior como chefe de
um projecto, aproximando-se do nível dos consultores - 8 000$00 a 12 000$00 por hora.
O pessoal de entrada de dados trabalha no fim da escala (são mais baratos) e os gestores
e supervisores de projecto no topo da escala.

A mão-de-obra pode ser subcontratada. Sob este sistema, você não coloca um
empregado na sua folha de pagamentos como tal. Isto elimina o tempo e a despesa
associada com o controlo de horas, preparação de pagamentos, impostos e outros
benefícios. Frequentemente, quando subcontrata, o custo total é acordado no início,
permitindo ao proprietário calcular com rigor esta parte dos custos de mão-de-obra na
estimativa do custo do projecto.

Estime cuidadosamente o tempo que será necessário para executar cada tarefa que
subcontratar. Por exemplo, se estimar que uma mão-de-obra regular de contabilidade
para um cliente leva duas horas a efectuar por cada período de 24 horas, 5 dias por
semana, com duas horas de supervisão por cada mês contabilístico, poderá calcular o
custo de mão-de-obra e dos materiais da forma que apresentamos de seguida:

Descrição Horas/Mês Custo/Hora Custo

Mão-de-obra 2 horas x 21 6 000$00 252 000$00


dias

Supervisão 2 horas 8 000$00 16 000$00

Custo Total da Mão-de- 268 000$00


Obra

Consumíveis (6% do custo 16 000$00


de mão-de-obra)

Custo Total 284 000$00

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Custos de Arranque
Os custos de arranque, tal como o nome indica, são as despesas indirectas necessárias
para por o seu negócio em andamento. Se já possui despesas anteriores como referência,
o cálculo dos custos de arranque não é difícil. Totalize as suas despesas de um ano,
excluindo os custos de mão-de-obra e dos materiais. Divida este número pelo custo total
de mão-de-obra e dos materiais para determinar a percentagem de custos de arranque.
Por exemplo, suponha que os seus custos e despesas para o período de um ano eram os
seguintes:

Despesas de Arranque 312 000$00

Mão-de-obra e Materiais 520 000$00

Percentagem de Custos de Arranque = 60 %

(312 000/520 000)

Se não possui despesas anteriores para o guiar, estime os custos de arranque entre 45 a
65% do seu custo de mão-de-obra e de materiais. Pode aumentar ou diminuir o valor de
acordo com a realidade da sua actividade.

Usando uma percentagem de custos de arranque de 60%, e continuando com o nosso


exemplo, teríamos:

Custos de Mão-de-obra e Materiais 306 000$00

Custos de Arranque (60% de 306 000$00) 184 000$00

Subtotal de Despesas 490 000$00

Lucro
A maioria dos proprietários deste negócio esperam obter um lucro líquido de 15 a 20%
das receitas totais. Este lucro líquido deve ser estimado através da aplicação de um
factor de lucro em percentagem dos custos combinados de mão-de-obra/materiais e
despesas de arranque. Este factor de lucro será maior do que a percentagem actual das
receitas totais para obtenção do lucro líquido. Por exemplo, se planeia obter 20% de
lucro antes de impostos, precisa de aplicar um factor de 25% aos custos de mão-de-
obra/materiais, mais as despesas de arranque. Continuando com o nosso exemplo,

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temos:

Subtotal de Despesas 490 000$00

Lucro Líquido (25% de 341 000$00) 122 500$00

Preço ao Cliente 612 000$00

Compare o preço de 612 000$00 com o custo da mão-de-obra (306 000$00) já estimado.
Repare que é o dobro do custo de mão-de-obra. Alguns empresários usam esta relação
como a base de determinação do preço. Estimam os custos com mão-de-obra e duplicam
esse número de modo a chegar a este valor.

A elaboração de preços pode ser demorada, particularmente se não tem sensibilidade


para lidar com números. Algumas pessoas possuem um sexto sentido no que diz respeito
a preços e a estimativas; sabem quanto é que têm que pedir para fazer um determinado
trabalho dar-lhes lucro.

Se está a começar de raiz, não terá a experiência de um profissional. Se o seu preço é


muito baixo, estará a prejudicar-se, ou a baixar a qualidade do seu trabalho de modo a
reflectir o preço. Se é muito alto, pode perder contratos, especialmente se estiver numa
situação de concorrência em que o factor determinante é o preço. Faça questão de
aprender a estimar os tempos de execução e a calcular as suas despesas com precisão, de
modo a que quando estipular um preço este possa ser competitivo e, ainda, obter o lucro
que deseja.

Financiamento
Obter capital para iniciar a sua actividade e subsequentes operações é claramente um
assunto muito vasto. Por vezes parece impossível separar os inúmeros detalhes que
precisa de ter em mente, de modo a pôr a sua empresa numa base financeiramente
sólida. Não se preocupe (sem necessidade) mesmo que se sinta submergido pelos
detalhes. Os veteranos de planeamento financeiro são os primeiros a admitir que, obter
dinheiro é uma enorme tarefa e em larga medida o seu sucesso depende da experiência
da pessoa envolvida.

Como é que um pequeno empresário, que nunca obteve fundos anteriormente, consegue
ser bem sucedido neste aspecto? Pode recorrer aos serviços de outros (consultores ou
especialistas neste tipo de operações) ou pode fazê-lo à custa dos seus próprios recursos.
Porém, um conjunto bem definido de regras entra em jogo, dependendo do rumo que
tomar. Se procurar obter todo o capital num único e grande investidor, poderá acabar por
possuir apenas uma pequena parte da sua empresa.. Por outro lado, se tentar obter os

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fundos por si próprio através dos seus conhecimentos, pode arranjar uma situação mais
vantajosa para si.

Um bom conselho para a obtenção de fundos por um novo empresário, prende-se com
uma avaliação cuidadosa do valor necessário para o negócio: determinar a quantidade de
capital, em que incrementos e durante que período de tempo. Nessa altura decida qual a
sua fonte principal - um investidor privado, um banco, através de amigos e conhecidos,
familiares, oferta pública de acções, etc.

Em qualquer uma desta abordagens, irá precisar de um plano de negócio. Uma vez
escolhido o rumo de acção, siga-o sem desvios e hesitações. Mude de rumo apenas
quando o primeiro se mostrar insatisfatório. A tenacidade é tudo. Se o produto ou a
ideia tem mérito, uma fórmula que funcione pode sempre ser encontrada.

Financie-se a Si Próprio
A melhor fonte de financiamento para qualquer pessoa que deseja começar um negócio,
é através do seu próprio dinheiro. Esta é a forma mais rápida e fácil de se iniciar um
negócio, pois não existem juros a pagar, nem dividendos a distribuir por outras
pessoas/entidades que possam estar envolvidas no negócio. Porém, criar uma empresa
pode ser um investimento demasiado elevado para a disponibilidade monetária
existente. Se for este o caso, então existem diversos caminhos que pode seguir para
obter o capital necessário.

Amigos e Conhecidos
A seguir ao seu próprio dinheiro, os seus amigos e conhecidos podem ser as melhores
escolhas. Qualquer dinheiro obtido desta forma, deve, no entanto, ser tratado como um
empréstimo real. Assim, peça ao seu advogado para lhe preparar os documentos legais
que formalizem o empréstimo.

Recorrendo a esta possibilidade, para além de proteger o investimento deles também


evita uma situação que o obrigue a ceder-lhes uma parte da sua empresa ou o pagamento
de dividendos, a não ser que falhe os pagamentos das dívidas contraídas.

Empréstimos Bancários
Os bancos são provavelmente a forma mais visível e mais imediata de financiamento e,
com certeza, já terá tido contacto com alguns através das suas contas pessoais. Embora
sejam a opção mais lógica para obter capital, muitas vezes não são a melhor solução,
pois a grande maioria exige elevadas garantias que permitam assegurar o pagamento do
empréstimo.

Também vão querer saber qual o destino do empréstimo, por isso esteja preparado para

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lhes mostrar o seu plano de negócio. Além disso, a sua informação pessoal terá
influência directa na forma como os seus pedidos de empréstimo são tratados.

Em função da dimensão do empréstimo que vai pedir, existem diversas possibilidades


de o obter e de garantias que tem de apresentar. Se possui uma conta à ordem ou a
prazo, pode usar esse dinheiro como garantia para uma empréstimo de curto prazo. Esta
é, provavelmente, a melhor forma de se obter um empréstimo, porque terá uma taxa de
juro mais baixa. Por exemplo, se obtiver um empréstimo com um juro de 5% e a sua
conta lhe dá um juro de 4,5%, a taxa de juro real que estará a suportar é de 0,5%.

Pode também ser possível o uso do seu seguro de vida como garantia, se este tiver um
valor monetário. Normalmente os empréstimos podem ir até 95% do valor total do
seguro. Se pedir o empréstimo com base no seu seguro de vida, na realidade não terá
que o pagar; tudo o que precisa fazer é pagar os juros e o prémio do seguro. Porém, se
não pagar a quantia emprestada num determinado período de tempo, o valor da sua
apólice irá decrescer com base nesse valor.

Empréstimos pessoais ou por assinatura são uma possibilidade se o seu crédito for bom.
Pode obter um bom empréstimo deste tipo e, se as suas relações com o banco forem
boas, poderá obter ainda mais. No entanto, estes empréstimos são a curto prazo na
maioria dos casos e têm taxas de juro elevadas.

Outro empréstimo de curto prazo é o empréstimo comercial. São, normalmente, feitos a


seis meses e podem ser pagos em prestações constantes durante esse período de tempo
ou na totalidade no final do período. Acções ou obrigações, seguros de vida ou a sua
garantia pessoal podem ser usadas como garantias pelo banco. Se o empréstimo for
muito grande comparado com os seus bens, o banco pode exigir que faça uma reserva
em dinheiro com ele e que seja igual a 20% do valor do empréstimo.

Pode também usar outros bens como garantias, por exemplo, propriedades imobiliárias.
Os empréstimos desta natureza podem ser dados até 75% do valor da propriedade e
durante um largo período de tempo.

Outras possibilidades de empréstimo incluem mercadorias, equipamentos ou através dos


créditos a receber. Usam o valor destes items como garantia do empréstimo. Se usar a
mercadoria como garantia, o banco poderá emprestar-lhe até 50% do valor da mesma.
Com equipamentos o empréstimo pode ir até 80% do valor total e com os créditos a
receber, podem emprestar até 80% do valor dos créditos.

Companhias Financeiras
Orientadas sobretudo para grandes investidores, estas companhias permitem uma maior

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componente de risco sobre os empréstimos do que os bancos, mas a taxa de juro é


também maior. Geralmente, as empresas financeiras estarão mais interessadas nas suas
garantias, historial de crédito e no potencial do seu negócio, do que na força do seu
crédito.

Usando os Fornecedores Como Fontes de Empréstimos


Embora não seja capaz de financiar o arranque da empresa através dos fornecedores,
pode contornar o custo das mercadorias durante esse período, se conseguir um prazo de
pagamento bastante longo, ou seja, crédito comercial. Porém, enquanto estiver a
arrancar com o seu negócio, os fornecedores não lhe vão aumentar o crédito comercial.
Pelo contrário, vão querer que faça os pagamentos contra entrega. Para ultrapassar esta
situação tente, o mais cedo possível, obter condições de crédito junto deles. Negoceie
utilizando todas as armas que tiver disponíveis, não se esqueça que está na posse de uma
muito importante – o seu plano de negócio. Este, devidamente preparado pode-lhe dar
uma mais valia na negociação dos contratos com o(s) fornecedor(es).

Se for bem sucedido, pode deferir o pagamento das mercadorias desde a data de entrega
até 30, 60 ou até 90 dias - livres de juros. Embora não seja um empréstimo, porque não
tem que pagar juros ou efectuar qualquer tipo de pagamento imediato, pode utilizar esse
dinheiro (se estiver na posse dele) para situações de maior emergência.

Usando os Seus Cartões de Crédito


Actualmente, os cartões de crédito constituem um recurso financeiro bastante usado para
a obtenção de capital inicial. Embora as taxas de juro sejam elevadas, mas é uma forma
rápida de se obter dinheiro sem os inconvenientes de ter de lidar com inúmeros
documentos, desde que não exceda o seu limite de crédito.

Vendendo Parte da Empresa


Por vezes, a obtenção de capital inicial exige que partilhe uma percentagem do seu
negócio com outros investidores. Este tipo de financiamento significa que dividirá a
propriedade do seu negócio com investidores que contribuam com capital e possam ou
não participar na operação diária do mesmo. Não existem empréstimos associados a esta
forma de financiamento e não existe obrigação legal de pagar a quantia investida. Tudo
o que investidor obtém é uma percentagem do seu negócio e as perdas e os lucros
associados à sua parte.

Enquanto, à primeira vista, esta possa parecer ser a melhor forma de obtenção de capital
inicial, existem algumas desvantagens importantes associadas a ela. Em primeiro lugar,
perde parte da propriedade do negócio e, consequentemente, algum controlo. Isto
significa que terá que partilhar os seus lucros com os seus sócios e, dependendo da
forma legal, poderá ainda ser responsável pelas suas condutas no mercado.

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Em segundo lugar, com algumas formas de financiamento por este meio, poderá ter que
ceder o controlo da sua empresa. Peça ao seu advogado que elabore os documentos para
os seus sócios e explicite a quantia e o valor da percentagem cedida. Normalmente, o
indivíduo que teve a ideia reterá 50% do capital, enquanto que os restantes 50% serão
vendidos a investidores. Embora a regra 50-50 seja norma, tudo é negociável nesta
situação.

A Compra de Equipamento
A vertiginosa velocidade com que a tecnologia evolui leva a uma rápida sucessão da
mesma, a preços cada vez mais competitivos. Esta situação torna-se complicada para
quem necessita tomar uma decisão sobre o computador a comprar, de acordo com as
exigências da sua actividade profissional. No entanto, existe uma ideia que deve ter em
mente, se comprar um computador com o objectivo de o utilizar para executar
determinado trabalho e ele conseguir realizá-lo a uma velocidade razoável, a sua
desactualização torna-se um efeito menos importante.

A prática usual para um pequeno empresário adquirir um computador é fazer uma


pequena pesquisa de mercado, percorrendo as lojas que se dedicam à venda deste tipo de
equipamento. Pode também consultar revistas especializadas, lendo atentamente os
anúncios e os artigos escritos pelos redactores e até utilizadores. Qualquer que seja o
computador que compre, peça sempre uma demonstração das suas potencialidades, para
confirmar a operacionalidade de todos os componentes (tanto a nível de hardware como
de software). Actualmente existe, ainda, uma diversidade de equipamentos alternativos
– plmotops, notebooks e telefones celulares com acesso à Internet – que privilegiam os
utilizadores em movimento.

Não é nossa intenção recomendar nenhuma marca de computador ou software, e por isso
tal não deve ser inferido pelo que vamos expor.

Para executar tarefas comuns como processamento de texto, criação e utilização de


folhas de cálculo, “navegar” na Internet ou o envio de correio electrónico, não é
necessário ter o computador mais rápido que existe no mercado. Porém, se a sua
actividade implica a utilização de software gráfico, animação e/ou modelagem 3D, por
exemplo, se utiliza um programa como o CAD, necessitará de ter alguns cuidados na
tomada de decisão relativa à compra do seu computador.

A Compra de equipamento usado

Pode comprar equipamento em segunda ou terceira mão para quase qualquer negócio
que inicie e por uma fracção do que lhe custaria o mesmo equipamento novo. Os

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negócios que falharam, foram adquiridos por outros, ou cresceram ao ponto de


necessitarem de equipamentos mais modernos, são boas fontes de equipamento usado.

Comprando criteriosamente poderá encontrar autênticas pechinchas. Procure nos jornais


principais e revistas da especialidade, pois quase sempre encontrará equipamento para
venda, desde mobiliário de escritório até aos computadores. Veja as secções de
oportunidades de negócios. Preste atenção aos anúncios de empresas em liquidação ou
para venda, pois poderá encontrar muito equipamento em muito bom estado e fazer
grandes poupanças.

Contratos para compra de equipamento

Existem dois tipos de contratos de crédito que pode usar para financiar compras de
equipamento:

O contrato de venda condicional, no qual o comprador não possui a propriedade


do equipamento até este estar completamente pago.

O contrato do tipo hipoteca, no qual o equipamento é seu na entrega deste, mas o


vendedor detém uma hipoteca com o valor do equipamento a pagar mensalmente
e pode reclamar o pagamento até que o valor total esteja pago.

Pode ainda recorrer ao leasing (ver secção "REFERÊNCIAS DE SUPORTE", capítulo


"alternativas de financiamento").

Depreciações e amortizações
Existem dois tipos de depreciação: do dinheiro e relacionados com impostos. A
depreciação do dinheiro tem por base a diferença entre o custo do equipamento e o valor
real de mercado em qualquer altura. A título de exemplo, se um equipamento custou 150
000$00 em Janeiro de 1998, tinha um valor de mercado de 110 000$00 em Dezembro de
1998, a depreciação do dinheiro será de 40 000$00. Por outras palavras, o seu custo de
posse do equipamento é de 40 000$00/ano, ou 3 333$00/mês.

A depreciação relacionada com os impostos é simplesmente um mecanismo


contabilístico para conseguir a dedução máxima permitida por lei, quando tiver que
apresentar o balanço anual para efeitos de impostos. A percentagem de amortização
permitida para equipamentos é definida pelo Estado e é publicada periodicamente
(nunca menos do que um ano) e para cada tipo ou categoria de equipamentos existe um
valor máximo que se pode amortizar. Não tem nada a ver com a condição actual do seu
equipamento ou a perda efectiva de valor ao fim de cada ano de uso.

Se comprar um equipamento, a depreciação do seu valor deve ser incluída como uma
despesa mensal. Porém, se alugar um equipamento, o pagamento mensal da renda será

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uma parte das suas despesas de operação mensais. Muitos contratos de aluguer de
equipamentos contêm uma cláusula que indica qual o valor residual ou reserva permitida
para amortização. Consiste num valor que corresponde ao valor decrescente do
equipamento. Quando a renda termina, o equipamento será vendido ao arrendatário ou a
terceiros. Se o for por um valor superior ao seu valor residual, a diferença vai para o
arrendatário. Se, no entanto, for vendido a um preço inferior, a diferença terá que ser
paga ao que arrenda o equipamento. É aqui que a reserva de depreciação entra. É
normalmente uma parte da renda e deve ser considerada como uma despesa mensal
indispensável à manutenção do negócio em operação.

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