Você está na página 1de 16

1.

Introdução
Neste presente trabalho irá se falar dos PLCs , Historico, funcionamento ,aplicação,utilizados em
sistemas de automação flexivel.

1.1 Objectivos Gerais


 Detalhar as principais características, funcionalidades, vantagens e desvantagens e
principais aplicações dos produtos com base nas informações disponíveis nos manuais, os
quais se encontram disponíveis no sítio do próprio fabricante.

1.1.2 Objectivos especificos


 Realizar um descritivo detalhado sobre CLPs, IHMs e computadores industriais, e
também o software de programação Indralogic, suas características, formas de
programação e funcionalidades.
 Realizar um comparativo de aspectos construtivos, aspectos positivos e negativos com os
equipamentos de outros fabricantes conhecidos no mercado industrial.

1
1.1.3 PLCs
Os Controladores Lógicos Programáveis ou CLPs, são equipamentos eletrônicos utilizados em
sistemas de automação flexível. São ferramentas de trabalho muito úteis e versáteis para
aplicações em sistemas de acionamentos e controle, e por isso são utilizados em grande escala no
mercado industrial. Permitem desenvolver e alterar facilmente a lógica para acionamento das
saídas em função das entradas. Desta forma, podemos associar diversos sinais de entrada para
controlar diversos atuadores ligados nos pontos de saída.

1.1.4 Histórico
O Controlador Lógico Programável – CLP – nasceu dentro da General Motors, em 1968, devido
a grande dificuldade de mudar a lógica de controle dos painéis de comando a cada mudança na
linha de montagem. Tais mudanças implicavam em altos gastos de tempo e dinheiro.

Sob a liderança do engenheiro Richard Morley, foi preparada uma especificação que refletia as
necessidades de muitos usuários de circuitos e relés, não só da indústria automobilística como de
toda a indústria manufatureira.

Nascia assim um equipamento bastante versátil e de fácil utilização, que vem se aprimorando
constantemente, diversificando cada vez mais os setores industriais e suas aplicações, o que
justifica hoje um mercado mundial estimado em 4 bilhões de dólares anuais.

2
1. Vantagens
 menor espaço
 menor consumo de energia elétrica
 reutilizáveis
 programáveis
 maior confiabilidade
 maior flexibilidade
 maior rapidez na elaboração dos projetos
 interfaces de comunicação com outros CLPs e computadores

2.1 Princinpios de funcionamento


Estrutura de PLC dividida em três partes : de entrada, processamento e saida.

Fig:1 Estrutura Básica de um PLC

Os sinais de entrada e saída dos CLPs podem ser digitais ou analógicos. Existem diversos tipos
de módulos de entrada e saída que se adequam as necessidades do sistema a ser controlado.

Os módulos de entrada e saídas são compostos de grupos de bits, associados em conjunto de 8


bits (1 byte) ou conjunto de 16 bits, de acordo com o tipo da CPU.As entradas analógicas são
módulos conversores A/D, que convertem um sinal de entrada em um valor digital, normalmente
de 12 bits (4096 combinações). As saídas analógicas são módulos conversores D/A, ou seja, um
valor binário é transformado em um sinal analógico.

3
Os sinais dos sensores são aplicados às entradas do controlador e a cada ciclo (varredura) todos
esses sinais são lidos e transferidos para a unidade de memória interna denominada memória
imagem de entrada. Estes sinais são associados entre si e aos sinais internos. Ao término do ciclo
de varredura, os resultados são transferidos à memória imagem de saída e então aplicados aos
terminais de saída. Este ciclo esta representado na figura 2.

Fig:2 Ciclo de processamento dos CLPs

4
2.2.1Diferentes tipos de entradas e saídas

Como já dito antes, estaremos estudando o comportamento do controlador em um ambiente


automatizado. Mas está bem claro que este comportamento é definido através de um programa
do usuário e do comportamento das entra das e em alguns casos também das saídas. Assim neste
tópico cita-se o exemplo de algumas entradas e saídas, que podem influenciar no comportamento
do controlador. Lembrando que algumas destas entradas serão vistas em maiores detalhes
posteriormente.

Entradas discretas: são aquelas que fornecem apenas um pulso ao contr olador, ou seja, elas
têm apenas um estado ligado ou desligado , nível alto ou nível baixo, remontando a álgebra
boolena que trabalha com uns e zeros. Alg uns exemplos são mostrados na figura 2.3, dentre
elas: as botoeiras (2.3a), válvulas ele tro-pneumáticas (2.3b) , os pressostatos (2.3c) e os
termostatos (2.3d).

Fig 3 :Tipos de entradas discretas

5
Entradas multi-bits: são intermediárias as entradas discretas e as ana lógicas. Estas destinam-se
a controles mais precisos como no caso do motor de passo ou servomotores. A diferença para as
entradas analógicas é que estas não exigem um conversor analógico digital na entrada do
controlador. Um exemplo cláss ico é o dos Encoders, utilizados para medição de velocidade e
posicionamento

Fig 4: entradas multi-bits – Encoders

Entradas analógicas : como o próprio nome já diz elas medem as grandezas de forma
analógica. Para trabalhar com este tipo de entrada os controladores tem conversores analógico-
digitais (A/D). Atualmente no mercado os conversores de 10 bits são os mais populares. As
principais medidas feitas de forma analógica são a temperatura e pressão.

Fig 5 : entradas analógicas – Termopares

6
Saídas discretas: são aquelas que exigem do controlador apenas um p ulso que determinará o
seu acionamento ou desacionamento. Co mo exemplo têm-se elementos mostrados na figura 2.6:
Contatores (2.6a) que acionam os Motores de Indução (2.6b) e as Válvulas Eletro-pneumáticas
(2.6c)

Fig 6 : saídas discretas

Saídas multi-bits: têm o conceito de operação semelhante as entradas da mesma categoria.


Como principais exemplos têm-se os drive rs dos Motores de Passo e os servomotores

Fig 7 : saídas multi-bits: Motor de Passo e Servomotor

7
Saídas analógicas : como dito anteriormente, de forma similar o controlador necessita de um
conversor digital para analógico (D/A), para trabalhar com este tipo de saída. Os exemplos mais
comuns são: válvula proporcional, aci onamento de motores DC, displays gráficos, entre outros.
2.2.2 Aplicação
Os sistemas automatizados podem ser aplicados em simples máquina ou em toda indústria, como
é o caso das usinas de cana e açúcar. A diferença está no número de elementos monitorados e
controlados, denominados de “pontos”. Estes podem ser simples válvulas ou servomotores, cuja
eletrônica de controle é bem complexa.

Fig 8 : Diagrama simplificado de um sistema de controle automático

Os sensores são os elementos que fornecem informações sobre o sistema, correspondendo as


entradas do controlador. Esses podem indicar variáveis físicas, tais como pressão e temperatura,
ou simples estados, tal como um fim-de-curso posicionado em um cilindro pneumático. Os
atuadores são os dispositivos responsáveis pela realização d e trabalho no processo ao qual está
se aplicando a automação. Po dem ser magnéticos, hidráulicos, pneumáticos, elétricos, ou de
acionamento misto. O controlador é o elemento responsável pelo acionamento dos atua dores,
levando em conta o estado das entradas (sensores) e as instruções do programa inserido em sua
memória. Neste curso esses elemento será denominado de Controlador Lógico Programável
(CLP). A completa automatização de um sistema envolve o estudo dos quatro elementos da
figura 1.1, seja o sistema de pequeno, médio ou grande porte. Estes últimos podem atingir uma a

8
complexidade e tamanho tais que, para o seu controle, deve-se dividir o problema de controle em
camadas, onde a comunicação e “hierarquia” dos elementos é similar a uma estrutura
organizacional do tipo functional

Fig 9 : Arquitetura de rede simplificada para um sistema automatizado

2.2.3 Introdução a programação

. Lógica matemática e binária

A lógica matemática ou simbólica visa superar as dificuldades e ambigüidades de qualquer


língua, devido a sua natureza vaga e equívoca das palavras usadas e do estilo metafórico e,
portanto, confuso que poderia atrapalhar o rigor lógico do raciocínio. Para evitar essas
dificuldades, criou-se uma linguagem lógica artificial.
A lógica binária possui apenas dois valores que são representados por : 0 e 1. A partir desses
dois símbolos construímos então uma base numérica binária. A partir desses conceitos foram
criadas as portas lógicas, que são circuitos utilizados para combinar níveis lógicos digitais de

9
formas específicas. Neste curso aprenderemos apenas as portas lógicas básicas: AND, OR e
NOT.

Os CLPs vieram a substituir elementos e componentes eletro-eletrônicos de acionamento e a


linguagem utilizada na sua programação é similar à linguagem de diagramas lógicos de
acionamento desenvolvidos por eletrotécnicos e profissionais da área de controle, esta linguagem
é denominada linguagem de contatos ou simplesmente LADDER.

A linguagem Ladder permite que se desenvolvam lógicas combinacionais, seqüenciais e circuitos


que envolvam ambas, utilizando como operadores para estas lógicas: entradas, saídas, estados
auxiliares e registros numéricos. A Tabela 1 nos mostra os 3 principais símbolos de
programação.

10
Para entendermos a estrutura da linguagem vamos adotar um exemplo bem simples: o
acionamento de uma lâmpada L a partir de um botão liga/desliga

Na figura 3 temos o esquema elétrico tradicional, o programa e as ligações no CLP.

Para entendermos o circuito com o CLP, vamos observar o programa desenvolvido para acender
a lâmpada L quando acionamos o botão B1

Fig 10 : Acionamento de uma lâmpada

O botão B1, normalmente aberto, está ligado a entrada I0.0 e a lâmpada está ligada à saída Q0.0.
Ao acionarmos B1, I0.0 é acionado e a saída Q0.0 é energizada. Caso quiséssemos que a
lâmpada apagasse quando acionássemos B1 bastaria trocar o contato normal aberto por um
contato normal fechado, o que representa a função NOT. Podemos desenvolver programas para
CLPs que correspondam a operações lógicas combinacionais básicas da álgebra de Boole, como
a operação AND. Na área elétrica a operação AND corresponde a associação em série de
contatos, como indicado na figura

Fig: 11 Função AND

11
Outra operação lógica básica é a função OR, que corresponde a associação em paralelo de
contatos, como indicado na figura

Fig 12: Função OR

Assim podemos afirmar que todas as funções lógicas combinacionais podem ser desenvolvidas
em programação e executadas por CLPs, uma vez que todas derivam dos básicos: NOT, AND e
OR. A flexibilidade dos CLPs é percebida neste momento pois as alterações lógicas podem
ocorrer com grande facilidade, sem que sejam necessárias alterações do hardware ou inclusão de
componentes eletrônicos ou elétricos. Esta é a principal característica dos sistemas de automação
flexíveis e o que faz dos CLPs ferramentas de grande aplicação nas estruturas de automação.
Além da linguagem de contatos, existem outras formas de programação características de cada
fabricante. Concluímos então que os projetos de automação e controle envolvendo CLPs
reduzem o trabalho de desenvolvimento de hardware dos circuitos lógicos do acionamento, bem
como os dispositivos e potência para acionamento de cargas e dos atuadores, uma vez que
podemos escolher módulos de saída já prontos, adequados ao tipo de carga que desejamos
acionar.

2.2.4A utilização desses controladores contemplam, por conseguinte alguns passos


genéricos:

o definição da função lógica a ser programada


o transformação desta função em programa assimilável pelo CLP
o implementação física do controlador e de suas interfaces com o processo

12
Conclusão

Este trabalho apresenta uma pesquisa científica aplicada sobre controladores industriais
programáveis, interfaces homem máquina para a visualização de processos e computadores
voltados ao ramo da automação industrial de processos produtivos. Este trabalho, de acordo com
a classificação do Manual de Frascati (ORGANIZAÇÃO..., 2007), consiste em uma pesquisa de
natureza investigativa básica a qual trata de trabalhos experimentais ou teóricos com o obejtivo
de se obter novos conhecimentos, sem ter em vista qualquer aplicação ou utilização em
particular. Os principais propósitos deste trabalho são comprovar a eficâcia de produtos para
automação de máquinas da empresa Bosch Rexroth e provar que se trata de equipamentos
capazes de realizar o controle de uma máquina ou equipamento da mesma forma que outros
fabricantes mais tradicionais no mercado. Logo será uma pesquisa explicativa.

13
Table of Contents
1.Introdução.......................................................................................................................................1
1.1 Objectivos Gerais..........................................................................................................................1
1.1.2 Objectivos especificos...............................................................................................................1
1.1.3 PLCs..........................................................................................................................................2
1.1.4 Histórico....................................................................................................................................2
1. Vantagens...................................................................................................................................3
2.1 Princinpios de funcionamento.....................................................................................................3
2.2.1Diferentes tipos de entradas e saídas........................................................................................5
2.2.2 Aplicação...................................................................................................................................8
2.2.3 Introdução a programação.......................................................................................................9
. Lógica matemática e binária.........................................................................................................9
2.2.4A utilização desses controladores contemplam, por conseguinte alguns passos genéricos:12
Conclusão.........................................................................................................................................13

14
Referencias Bibliogaficas

 Bignell, J. W. e Donovan, R. L. – Eletrônica Digital – Editora Makron Books


 Bolton, W. – Engenharia de Controle – Editora Makron Books
 Castrucci, P. B. L. e Batista, L. – Controle Linear – Editora Edgar Blucher Ltda.
 Medeiros Júnior, Jair – Mafra, Marcos Augusto – Manual de utilização de Controladores
Lógicos Programáveis – SIMATIC S7-200
 Ogata, Katsumi – Engenharia de Controle Moderno – Editora Prentice Hall do Brasil
 Osborne, A – Microprocessadores – Editora Mc Graw-Hill
 Revista Saber Eletrônica – nº 303 a 306 – Editora Saber
 Siemens – S7-200 Programmable Controller – Quick Start ( Primer )
 Treinamento básico em CLP’s Mitsubishi – Famiília FX

15
16