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RESUMO BIMESTRAL DE ✓ Saúde pública;

EPIDEMIOLOGIA PARA AV.1 ✓ Doenças infectocontagiosas;


✓ Ciências biológicas;
✓ Ciências sociais;
✓ Estatística.
AULA 1
Usos da Epidemiologia:
Introdução ao estudo da Epidemiologia
Medicina Tradicional X Epidemiologia ✓ Estudar os determinantes de saúde-doença;
✓ Aquisição de informações da ecologia e da
Medicina Curativa X Medicina Preventiva
Papel dos epidemiologistas História Natural da Doença;
Componentes da Epidemiologia Veterinária ✓ Analisar situações de saúde;
Fase Descritiva e Fase Analítica

Introdução ao estudo da Epidemiologia

Ementa: Usos da Epidemiologia:

✓ Epidemiologia e conceitos fundamentais. ✓ Planejamento, monitoramento e avaliação em


✓ Profilaxia e saneamento. saúde;
✓ Multicasualidade da presença de doenças. ✓ Avaliação econômica dos efeitos da doença e
✓ Análise e saneamento. dos custos e benefícios das ações de controle.
✓ Multicasualidade da presença de doenças.
✓ Análise e variações cronológicas e
espaciais das doenças. Medicina Tradicional X Epidemiologia
✓ Coeficientes e índices vitais. Métodos e
estudos de investigações epidemiológicas.
✓ Políticas, estratégias e técnicas de controle
de doenças.
✓ Levantamento e vigilância epidemiológica.

Objetivo: A disciplina deverá propiciar ao aluno a


compreensão do processo saúde-doença e suas
relações com a saúde pública capacitando para
Medicina Curativa X Medicina Preventiva
controle e prevenção destes processos.

Definições:

Epidemiologia: Do grego, Epedeméion (aquele que


visita). Epi (sobre); Demós (pessoas,população);
Logos (palavra, discurso, estudo).Etimologicamente
“epidemiologia” significa “Ciência do que ocorre com
o povo”

Estudo da doença em populações e dos fatores


que determinam sua ocorrência... (palavra chave Papel dos epidemiologistas
está em população).
✓ Estimar a frequência das doenças nas
Epidemiologia Veterinária: É o estudo de populações;
doenças em populações animais... ✓ Identificar os fatores envolvidos para
ocorrência da doença.
Os Pilares da Epidemiologia: A epidemiologia
consolidou-se a partir de elementos conceituais,
metodológicos e ideológicos:
O epidemiologista precisa: ✓ Fase Analítica: Com base nas informações
recolhidas nos estudos descritivos, procura-se
✓ Conhecer a distribuição de características de formular e investigar hipóteses, com a finalidade
um grupo ou de uma população (sexo, idade, de explicar o fenômeno. É a análise das
estatura, peso, cor, renda, etc); observações por testes de diagnósticos e
✓ Conhecer a morbidade e/ou mortalidade de uma estatísticos adequados.
certa doença em uma população e compará-las
entre populações;
✓ Conhecer a evolução de doenças durante um
período de tempo numa população;
AULA 2
✓ Avaliar a melhora que uma intervenção
(vacinas, pré-natal, educação em saúde) causa Fases históricas da epidemilogia
em uma população; Teoria da Uni e Multicausalidade
✓ Verificar qual a melhora que uma medicação Causas de Doenças
pode trazer para uma Verificar qual a melhora Postulados de Evans e Koch
que uma medicação pode trazer para uma
doença ou agravo, e quais seus efeitos
colaterais. Fases históricas da epidemiologia

Componentes da Epidemiologia Veterinária ✓ Fase da magia;


✓ Fase dos miasmas;
✓ Fase microbiológica;
✓ Fase da multicausalidade
(até hoje)

Teoria da Uni e Multicausalidade

-Unicausalidade: agente etiológico.

-Multicausalidade: grande maioria das doenças é


causada por uma combinação de fatores que interagem
entre si e acabam desempenhando importante papel na
determinação das mesmas.

Causas de Doenças

Fonte de dados veterinários Principais Causas de Doenças em Animais:

Coleta de dados ✓ Agentes Infecciosos;


✓ Plantas tóxicas;
Avaliação qualitativa ✓ Venenos;
✓ Causas congênitas e hereditárias;
Epidemiologia descritiva ✓ Acidentes;
✓ Parasitos.
Avaliação quantitativa
Modelo causal de doenças: A relação entre causas e
Epidemiologia analítica efeitos permite a classificação das causas das doenças
em três tipos:
Fase Descritiva e Fase Analítica
✓ Causa necessária: O agente específico é a
causa necessária. Portanto, uma causa
✓ Fase Descritiva: envolve observação e registro necessária precisa sempre estar presente
das doenças e os possíveis fatores causais. para produzir o efeito. Ex: venenos, parasitos,
Observar a distribuição e a progressão da agentes infecciosos, plantas tóxicas.
enfermidade na população.
✓ Causas Predisponentes: Principais fatores Postulados de Evans 1976 - Evans produziu
que potencializam doenças ou que facilitam a postulados mais condizentes com os mais modernos
sua instalação. Ex: Manejo sanitário conceitos de etiologia de
inadequado; Idade; Clima e temperatura; Doenças.
Deficiências nutricionais; Sexo; Deficiência
imunológica. Quanto maior o número de indivíduos expostos a causa
da doença:
✓ Causa Suficiente: É a ocorrência da doença
propriamente dita, resultante do agente mais ✓ Maior o número de doentes;
fatores predisponentes, logo: causa necessária ✓ Maior o número de novos casos da doença.
+ causa predisponente = causa suficiente. ✓ Os expostos serão sadios;
✓ Os não expostos serão enfermos.
Uma causa é suficiente quando é inevitável que ✓ Uma resposta imune deverá surgir
produza um efeito, se nada interromper o regularmente no hospedeiro, após à exposição
desenvolvimento desse efeito (tal como morte desse ao agente causal;
ou profilaxia). ✓ A vacinação deverá diminuir a ocorrência ou
eliminar a doença, que normalmente surgiria
Exemplo: Brucelose Bovina após a exposição à doença, que normalmente
Agente: B.bortus surgiria após a exposição ao suposto agente;
Causa suficiente: idade + não vacinado. ✓ a reprodução experimental da doença deverá
ocorrer com maior frequência em animais ou
Agente: B.bortus humanos expostos à suposta causa, que
Causa suficiente: ambiente contaminado + naqueles não expostos.
sexo. ✓ a eliminação ou modificação do suposto
agente deverá produzir uma diminuição na
Conclusão: As doenças são multicausais, frequência da ocorrência da doença.
podendo ter diferentes causas suficientes.
Todas as relações e associações devem ser biológicas
Postulados de Koch e epidemiologicamente confiáveis.

Um microrganismo é o agente etiológico da doença se... Agente Etiológico -> Doença (Estatisticamente
significante).
✓ Estiver presente em todos os casos da doença;
✓ Não ocorrer em outra doença como um
oportunista ou parasito não patogênico;
✓ For isolado em cultura pura de um animal e, se
AULA 3
transmitido a outros animais, reproduzisse a
mesma doença. Determinante da doença
Tríade Epidemiológica
Questionamento: Essa seria a única e completa História Natural das Doenças
causa? Recuperação
Formas Clínicas e Gradiente de Infecção
PROBLEMA DO POSTULADO DE KOCH:

✓ Os microorganismos eram considerados como Determinante da doença


a única causa de doença, porém ignorava a
influência dos fatores do meio ambiente; Determinante: Qualquer característica que afete a
saúde de uma população.
✓ Os postulados não eram aplicáveis às doenças
não infecciosas. O conhecimento dos determinantes facilita a
identificação das categorias de animais que estão
particularmente em risco de desenvolver a doença
sendo, portanto, pré-requisito para prevenção e
auxílio ao diagnóstico diferencial.
Tríade epidemiológica ✓ Hospedeiro amplificador: Indivíduo onde o
agente se multiplica e aumenta sua
Determinantes associados a: concentração infectante. Ex.: suínos x febre
aftosa.
✓ Hospedeiro
✓ Agente ✓ Hospedeiro acidental: Hospedeiro que não
✓ Ambiente transmite o agente para outros animais. Ex.:
hidatidose e homem.

Hospedeiro: Todo indivíduo capaz de abrigar um


agente causal de doenças com o qual pode estabelecer
variadas interações.

Todos os vertebrados são hospedeiros em potencial e


apresentam, em diferentes graus, duas condições
fundamentais:

✓ Suscetibilidade: Falta de defesas do hospedeiro


para resistir ao ataque ou agressão de um
determinado agente causal. Diz-se que
determinado hospedeiro é suscetível a
determinado agente.
✓ Resistência: Conjunto de estratégias defensivas
de que é dotado o hospedeiro contra a ação
agressiva do mesmo agente.
Agente: Componente da tríade que desencadeia a
enfermidade.

✓ Agentes infecciosos (biológicos).


✓ Agentes não-infecciosos (físicos, químicos).

Determinantes do Hospedeiro: Sexo, Idade, Determinantes do agente: Infectividade,


determinantes hormonais, espécie e raças. patogenicidade, virulência, variabilidade.

Classificação dos hospedeiros: ✓ Infectividade: É a capacidade do agente


causar infecção, ou seja, de invadir, instalar-se
✓ Hospedeiro definitivo: Hospedeiro onde o e multiplicar-se no organismo do hospedeiro
agente efetua sua fase sexual de reprodução. (intensidade de propagação). Ex: Febre aftosa,
Ex.: Gatos x Toxoplasmose (ciclo sexual é no 10 vacas em 5 dias espalham-se para 100-200
intestino do gato). vacas.
Agentes de elevada infectividade
✓ Hospedeiro intermediário: Indivíduo no qual o necessitam de barreiras para impedir sua
agente infeccioso tem desenvolvimento com disseminação.
reprodução assexuada. Ex.: HI da Taenia
solium: suínos; HI da Taenia saginata: bovinos. Elevada infectividade = Rápida disseminação

✓ Hospedeiro primário ou de manutenção: ✓ Patogenicidade: É a capacidade do agente de


Mantêm a infecção em uma área endêmica. causar efeitos maléficos no organismo do
Ex.: morcego e o vírus da raiva. Cães e o vírus hospedeiro. É a frequência de manifestação
da cinomose. clínica da doença na população. Ex:
Leptospirose em bovinos.
✓ Hospedeiro secundário: Indivíduo envolvido
com o ciclo de vida de um agente, ✓ Virulência: Corresponde ao grau de severidade
principalmente fora das áreas endêmicas. Ex.: da enfermidade ou intensidade dos sinais
raposas e o vírus da raiva. clínicos.
Agentes muito virulentos = muitos óbitos
Ex: raiva em cães, cinomose em cães. Após o contato, caso o agente infecte o hospedeiro
ocorrerá o período de incubação ou latente.
✓ Resistência ou viabilidade ambiental:
Capacidade do agente de superar adversidades ✓ Período de Incubação: Período que vai da
do ambiente (luz solar, umidade, temperatura, infecção até o aparecimento dos sinais clínicos.
pH, oxigênio). Ex: Herpesvírus (resistência Durante este período o animal pode transmitir a
baixa); Clostridium tetani (resistência alta). enfermidade

✓ Variabilidade: Capacidade do agente de


modificar seu código genético e estrutura
molecular para escapar da resposta imune;
Agentes de grande variabilidade há uma grande
dificuldade de serem eliminados pelo sistema
imune; e também d produzir-se vacinas contra
eles.

Ambiente: Local onde ocorre a interação entre agente ✓ Período Pré-patente: Período que vai da
e hospedeiro. Influência na manutenção e dispersão do infecção até o momento em que o animal
agente infeccioso. começa a transmitir o agente infeccioso.
Determinantes ambientais: Localização: urbano, rural;
Clima e temperatura; Manejo (instalações / dieta);
Estresse (desmame, transporte).

História Natural das Doenças

Modelo descritivo capaz de identificar as diferentes


etapas da interação estabelecida entre os elementos da
tríade no processo da doença. Sequência de eventos ✓ Exposição:
que culminam na cura ou morte do animal.
✓ Período de latência ou incubação:
Etapas da História Natural das Doenças: tempo entre o contato com o agente
infeccioso e o aparecimento dos sinais
✓ Fase Preliminar ou Extrínseca (Período pré- clínicos:
patogênico);
✓ Doença clínica: Manifestações de
✓ Fase Intrínseca (Período patogênico). sinais e sintomas
✓ Doença subclínica: Manifestação
de sinais Imperceptíveis
Fase Preliminar ou Extrínseca: Primeiros passos da clinicamente.
inter-relação agente/hospedeiro/ambiente; Fase em que ✓ Infecção inaparente: o animal se
o hospedeiro está no mesmo ambiente que o agente, infecta, mas não manifesta
mas ainda não tiveram contato. Pode-se dizer que o ✓ sinais clínicos.
animal está se expondo a doença.
Infecção x infestação

Fase Intrínseca: Processo resultante da reação do


hospedeiro ao estímulo-doença; Fase em que o
hospedeiro teve contato com o agente infeccioso.
Há duas possibilidades de desfecho:
✓ Animal é refratário ou resistente a enfermidade
ou
✓ Animal é infectado pelo agente
epidemiológica ou cadeia de transmissão –
Recuperação demonstra o processo de propagação de doenças
transmissíveis em populações animais.
Período de convalescença: Corresponde ao período
de declínio da doença com desaparecimento dos sinais Trajetória do agente desde a fonte de infecção até o
clínicos. Período crítico onde a enfermidade pode voltar hospedeiro suscetível.
a se manifestar no animal caso não se recupere
adequadamente.

✓ Recrudescência: retorno da enfermidade;

✓ Reinfecção: animal que estava infectado,


curou-se completamente e voltou a se infectar;

✓ Autoinfecção: animal que se infecta a partir


dele mesmo.

Formas Clínicas e Gradiente de Infecção

Fonte de Infecção

Qualquer hospedeiro vertebrado que alberga um


determinado agente etiológico e pode eliminá-lo do
organismo, isto é, transmiti-lo.

Doente: sinais de comprometimento do equilíbrio


orgânico
– Típico;
– Atípico;
– Prodrômico.

Portadores: sem alteração da saúde, porém alberga o


agente
– Incubação;
– Convalescente

Comunicantes: exposto ao risco porque entrou em


contato com o doente ou portador, mas não se sabe se
está infectado.

Reservatório: Vertebrado responsável pela


manutenção da doença na natureza.

AULA 4 -Reservatório perfeito


-Reservatório imperfeito

Cadeia epidemiológica Vias de Eliminação


Fonte de infecção
Via de eliminação É o meio através do qual o agente abandona seu
Via de transmissão hospedeiro para alcançar o meio exterior e assim, o
Porta de entrada novo hospedeiro. Relacionado ao local preferido de
Hospedeiro suscetível multiplicação do agente.

Cadeia Epidemiológica

O conjunto desses elementos caracteriza a cadeia


✓ Secreção oro-nasal: Ex: febre aftosa,
raiva, tuberculose, cinomose, garrotilho,
gripe.

✓ Secreção uro-genital: Ex: brucelose,


tricomonose.

✓ Secreção láctea: Ex: tuberculose,


brucelose.

Vias de Eliminação ✓ Transmissão Aerógina: Agentes infecciosos


transportados pelo ar associados com matéria
✓ Excreções: Fezes e urina. orgânica na forma de gotículas ou poeira.
Ex: leptospirose, parvovirose, toxoplasmose.
o Aerossóis: Ex: Bacilo da tuberculose.
✓ Tecidos animais: Ex: cisticercose, hidatidose. o Poeira: Varreduras a seco e movimentação de
animais favorecem esses tipos de transmissão.
✓ Humores (sangue, linfa): Ex: AIE, Doença de
Chagas. ✓ Transmissão por Água e Alimentos
✓ Exsudatos e descargas purulentas: Ex: ✓ Transmissão por Vetores
linfadenite caseosa de caprinos, piometra.
Vetor: Animais invertebrados (artrópodes) que
✓ Placenta, líquidos fetais e feto: Ex: brucelose, transmitem agentes infecciosos para os
tricomonose. vertebrados.
✓ Descamações cutâneas: Ex: sarnas, fungos o Mecânico: apenas transporta o agente;
(dermatofitose). Carreia fisicamente um agente infeccioso
para o hospedeiro, não implicando
multiplicação nem desenvolvimento do
Tipos de Transmissão agente no vetor.
Ex: Mosca doméstica.
Mecanismo pelo qual o agente se transfere da Fonte de
infecção para o Hospedeiro suscetível. o Biológico: necessário para o agente
etiológico; agente sofre transformações no
✓ Transmissão Vertical: São infecções vetor. É aquele no qual o agente infeccioso
transmitidas de uma geração para outra pela desenvolve parte do seu ciclo de vida ou
infecção do embrião ou do feto in útero ou in replicação, antes da transmissão para o
ovo; hospedeiro.
✓ Transmissão Horizontal: São infecções Ex: Mosquito (Dirofilaria immitis).
transmitidas entre indivíduos de uma Barbeiro (Trypanosoma cruzi)
população. Mosquito-palha (Leishmania chagasi)
o Direta: Exige contato físico entre o ✓ Transmissão Iatrogênica: Iatrogênico = criado por
hospedeiro suscetível e o hospedeiro um médico; infecção que ocorre durante uma prática
infectado ou secreções (fezes e urina) clínica ou cirúrgica; Introdução do patógeno por
Ex: Mordidas, arranhaduras, coito, instrumentos contaminados;
amamentação, tosse.
✓ Transmissão Venérea: Agentes transmitidos
o Indireto: Envolve um veículo durante o coito. Medicina humana = DST (Doenças
intermediário, vivo ou inanimado que Sexualmente Transmissíveis). Ex.: AIDS, TVT
transmite a infecção entre os (Tumor Venéreo Transmissível), tricomonose.
hospedeiros infectados e suscetíveis.
Ex : vetor, fômites, água e alimentos.
Porta de Entrada ✓ Canal do teto
No período de lactação, oferece acesso a
É local ou ponto de penetração do agente no novo agentes transmitidos pelo solo, mãos
hospedeiro contaminadas, fômites, água e mesmo pelo
contágio direto durante a amamentação.
Ex: contaminação bacteriana (mastite), febre
aftosa.

✓ Ferida ou cicatriz umbilical: Importante porta


de entrada para agentes veiculados pelo solo,
vetores mecânicos, fômites, mãos
contaminadas, poeira. Ex: Tétano, Miíases.

Hospedeiro Suscetível

Novo organismo vertebrado passível de ser infectado.


✓ Trato Respiratório. Transmissão aerógina;
contato direto. Suscetibilidade x Resistência
Agentes veiculados por gotículas e poeiras. As
infecções disseminadas por esta via ocorrem
mais quando há alta densidade populacional e AULA 5
a ventilação é deficiente. Ex: tuberculose, gripe,
hantavirose.
Formas de Ocorrência de Doenças em
✓ Trato Gastrointestinal. Transmissão por Populações
água / alimentos. Formas de Exposição
É mais frequentemente utilizada por agentes Curva Epidêmica
veiculados por água e alimentos, sendo Séries Temporais
utilizada também por outras alternativas de Tendências na Distribuição Temporal das
transmissão como oro-fecal e mão Doenças
contaminada. Ex: giardíase, verminoses, Identificando Epidemias
parvovirose. Diagrama de Controle
Construindo o Diagrama de Controle
✓ Trato Urogenital. Fômites; relação sexual
O contágio direto é a alternativa mais importante
para essa via de acesso do agente, porém Formas de Ocorrência de Doenças em Populações
fômites e mãos contaminadas não devem ser
esquecidas. Ex: brucelose, tricomonose. Endemia (enzootia) Presente na população, Valores
normais ou esperados, a incidência é conhecida;
✓ Conjuntiva ocular: Aerossóis Frequência previsível Comparação de dados atuais com
É bastante vulnerável e pode ser porta de o passado.
entrada de várias alternativas como gotículas,
aerossóis, poeiras e água contaminada. Epidemia (epizootia) Freqüência dos casos ultrapassa
Ex: Moraxella bovis limite esperado; Elevação brusca e temporária; Uma
Raiva ocorrência epidêmica não necessariamente envolve um
grande número de indivíduos; Nem sempre é detectada
✓ Pele (Percutânea): Contágio direto; imediatamente.
mordedura; arranhadura; vetores
A pele intacta é uma barreira efetiva para a
maioria dos agentes infecciosos, mas algumas
formas imaturas de nematóides e trematóides
podem penetrar nessa barreira e causar
infecção.
Ex: esquistossomose, ancilostomose,
leptospirose.
1 - Surto epidêmico: Epidemia em um grupo e espaço
definidos e tempo curto; variáveis bem definidas
Ocorrência esporádica; Ex.: intoxicação alimentar.

2 - Pandemia (panzootia): Expande de forma


incontrolável; ampla população, países, continentes;
variáveis não são bem definidas Ex.: AIDS, gripe suína,
gripe aviária.

✓ Epidemias progressivas/propagadas: Ocorre


um aumento gradativo de casos, mas a fonte de
infecção não é única, sendo representadas por
exposições sucessivas e em cadeia;
Transmissão indivíduo-indivíduo ou vetor-
indivíduo.

Medidas de controle:

✓ Reduzir a incidência máxima;


✓ Antecipar a finalização da epidemia.

Formas de Exposição

✓ Epidemias por fonte comum (Explosiva):


Todos os casos novos se originaram de uma única
fonte; normalmente têm características de um surto.
Aumento expressivo no número de casos em um
curto período de tempo.

✓ Caso primário: O primeiro caso a


acontecer. Início do processo
epidêmico;
✓ Caso índice: O primeiro caso a ser
notificado;
✓ Caso secundário: Casos que
aparecem a partir do caso primário e
em decorrência deste;
✓ Caso autóctone: Próprio do lugar,
existe a partir de condições pré-
existentes no local; Caso que a
transmissão do agente ocorreu no local
de notificação.
✓ Caso alóctone (Importado): Se
desenvolveu por condições favoráveis
de outros lugares. Caso que a
transmissão do agente ocorreu fora do
local de notificação. 2 - Cíclicas (incluindo sazonais);

Epidemias associadas com flutuações regulares e


Curva Epidêmica Periódicas. Epidemias recorrentes

Flutuação cíclica: padrão se repete em intervalos


sucessivos (ciclos).

2.1 - Tendências Sazonais

✓ Epidemia explosiva: pontual, maciça As flutuações periódicas na incidência da doença estão


ou por fonte comum; associadas com determinadas estações do ano; As
✓ Epidemia progressiva: propagada ou flutuações podem ser causadas por alterações na
por fontes múltiplas. densidade do hospedeiro, práticas de manejo,
sobrevivência do agente infeccioso, vetores. Tendências
Fatores que afetam a sua forma: na Distribuição Temporal das Doenças vetores.

1- Período de incubação e transmissão;


2- Mecanismo de transmissão;
3- Infectividade, patogenicidade, resistência do
agente;
4- Densidade populacional e número de
suscetíveis

Séries Temporais
Ex.: Leptospirose
Acompanhamento do agravo por um tempo
determinado; Representação gráfica do número de 3 - Longa Duração (seculares)
casos ao longo do tempo.
Usos: Representam uma interação de longa duração entre
hospedeiro e agente.
• Indicar os riscos a que a população está sujeita
(maior ou menor incidência);
1- Equilíbrio entre hospedeiro e agente: nível
• Monitorar a saúde da população;
endêmico;
• Prever a ocorrência de um evento; 2- Tendência Decrescente: redução gradual na
• Fornecer subsídios para estabelecer as causas; ocorrência da doença;
• Avaliar o impacto das intervenções. 3- Tendência Crescente: aumento gradual na
ocorrência da doença
Tendências na Distribuição Temporal das Doenças

1- Curta duração;

Ex.: intoxicação alimentar


Como afirmar se existe uma epidemia e não apenas um Área A: entre a 1ª curva e a reta x: Zona de êxito;
aumento normal ou esperado do número de normal ou Área B: entre a 1ª curva e a 2ª curva: Zona de
esperado do número de casos? segurança;
Área C: entre a 2ª curva e a 3ª curva: Zona de alerta;
Área D: acima da 3ª curva: Zona epidêmica
Identificando Epidemias
Construindo o Diagrama de Controle

Para construção do diagrama é necessários os dados de


frequência da doença por vários anos, não podendo
computar os anos em que houve epidemia; Deve ter-se
previamente uma série histórica sem anos epidêmicos.
Para cada mês determina-se o valor central, o limite
superior e inferior; utilizaremos o métododa média e
desvio padrão (DP): Utilizaremos o métododa média e
desvio padrão (DP):

Distribuição normal (95% dos valores estão entre a


média e 1,96 desvios padrão)
Diagrama de Controle
• Deve-se ter pelo menos 5 anos para cálculo;
Método gráfico utilizado pela vigilância epidemiológica
para acompanhamento da evolução temporal das 1) Calcular a taxa de incidência mensal média
doenças; (MÉDIA);
Informa a variação habitual de uma doença ou agravo, 2) Calcular o desvio padrão (DP) para cada taxa
apresentando a sua distribuição de frequências durante de incidência mensal média;
os meses (ou semanas) do ano, e de vários anos em 3) Calcular o limite superior: MÉDIA + 1,96 x DP;
sequência

Eixo X: tempo em semanas ou meses


Eixo Y: incidência da doença.
4) Calcular o limite inferior: MÉDIA - 1,96 x DP

O gráfico é dividido em áreas:


A partir daqui, constrói-se um gráfico de três linhas:

Agora que criamos o diagrama de controle com dados referentes aos anos 2001-2005, queremos saber se a incidência
da Leptospirose no ano de 2006, está dentro da faixa endêmica: