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EBSERH-Pelotas-RS

Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares

Assistente Administrativo

ÍNDICE

Língua Portuguesa
1. Interpretação de texto.................................................................................................................................................................................................01
2. Conhecimento de língua: ortografia/acentuação gráfica ............................................................................................................................................09
Classes de palavras: substantivo: classificação, flexão e grau; adjetivo: classificação, flexão e grau; advérbio: classificação, locução adverbial e
grau; pronome: classificação, emprego e colocação dos pronomes oblíquos átonos; verbo: classificação, conjugação, emprego de tempos e
modos; preposição e conjunção: classificação e emprego; ..........................................................................................................................................16
Estrutura das palavras e seus processos de formação; ...............................................................................................................................................15
Estrutura da oração e do período; .................................................................................................................................................................................31
Concordância verbal e nominal; ....................................................................................................................................................................................33
Regência verbal e nominal, ...........................................................................................................................................................................................34
Crase ..............................................................................................................................................................................................................................13
Pontuação ......................................................................................................................................................................................................................12
Figuras de linguagem (principais); ................................................................................................................................................................................13
Variação linguística: as diversas modalidades do uso da língua. .................................................................................................................................01

Raciocínio Lógico e Matemático


Resolução de problemas envolvendo frações, conjuntos, porcentagens, sequências (com números, com figuras, de palavras). ..............................01
Raciocínio lógico-matemático: proposições, conectivos, equivalência e implicação lógica, argumentos válidos. ........................................................15

Legislação Aplicada à EBSERH


1 Lei Federal nº 12.550, de 15 de dezembro de 2011. .................................................................................................................................................01
2 Decreto nº 7.661, de 28 de dezembro de 2011. ........................................................................................................................................................02
3 Regimento Interno da EBSERH. ................................................................................................................................................................................05

Legislação Aplicada ao SUS


1 Evolução histórica da organização do sistema de saúde no Brasil e a construção do Sistema Único de Saúde (SUS) – princípios, diretrizes e
arcabouço legal. ............................................................................................................................................................................................................01
2 Controle social no SUS ..............................................................................................................................................................................................05
3 Resolução no 453/2012, do Conselho Nacional de Saúde. .......................................................................................................................................06
4 Constituição Federal, artigos de 194 a 200. ...............................................................................................................................................................09
5 Lei Orgânica da Saúde ‐ Lei no 8.080/1990, Lei no 8.142/1990 e Decreto Presidencial no 7.508, de 28 de junho de 2011. ..................................10
6 Determinantes sociais da saúde. ...............................................................................................................................................................................19
7 Sistemas de informação em saúde. ...........................................................................................................................................................................22

1 Assistente Administrativo

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Conhecimentos Específicos
1 Qualidade no atendimento ao público. Comunicabilidade, apresentação, atenção, cortesia, interesse, presteza, eficiência, tolerância,
discrição, conduta e objetividade. .................................................................................................................................................................................01
2 Trabalho em equipe. 2.1 Personalidade e relacionamento. 2.2 Eficácia no comportamento interpessoal. 2.3 Fatores positivos do
relacionamento. 2.4 Comportamento receptivo e defensivo, empatia e compreensão mútua. .....................................................................................01
3 Conhecimentos básicos de administração. 3.1 Características das organizações formais: tipos de estrutura organizacional, natureza,
finalidades e critérios de departamentalização. 3.2 Processo organizacional: planejamento, direção, comunicação, controle e avaliação.
3.3 Comportamento organizacional: motivação, liderança e desempenho. ..................................................................................................................13
4 Patrimônio. 4.1 Conceito. 4.2 Componentes. 4.3 Variações e configurações. ..........................................................................................................22
5 Hierarquia e autoridade. .............................................................................................................................................................................................13
6 Eficiência, eficácia, produtividade e competitividade. ................................................................................................................................................13
7 Processo decisório. ....................................................................................................................................................................................................13
8 Planejamento administrativo e operacional. ...............................................................................................................................................................13
9 Divisão do trabalho. ....................................................................................................................................................................................................13
10 Controle e avaliação. ................................................................................................................................................................................................13
11 Motivação e desempenho. .......................................................................................................................................................................................13
12 Liderança. .................................................................................................................................................................................................................13
13 Gestão da qualidade. ...............................................................................................................................................................................................13
14 Técnicas de arquivamento: classificação, organização, arquivos correntes e protocolo. .......................................................................................60
15 Noções de cidadania. ...............................................................................................................................................................................................74
16 Noções de uso e conservação de equipamentos de escritório. ...............................................................................................................................13
17 Compras na Administração Pública. 17.1 Licitações e contratos. 17.2 Princípios básicos da licitação. 17.3 Legislação pertinente. ....................76
18 Conduta ética dos profissionais da área de saúde. .................................................................................................................................................90
19 Princípios gerais de segurança no trabalho. 19.1 Prevenção e causas dos acidentes do trabalho. 19.2 Princípios de ergonomia no
trabalho. 19.3 Códigos e símbolos específicos de Saúde e Segurança no Trabalho. ..................................................................................................91

2 Assistente Administrativo

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adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por
isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não
ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra
alternativa mais completa.

Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento


do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao
1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO. VARIAÇÃO LINGUÍSTI- texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontex-
CA: AS DIVERSAS MODALIDADES DO USO DA LÍNGUA tualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso
para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para
Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali- ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta
dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve será mais consciente e segura.
compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de
necessitar de um bom léxico internalizado. texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá
em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um
até o fim, ininterruptamente;
confronto entre todas as partes que compõem o texto.
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos
Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por umas três vezes ou mais;
trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica- 04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor 05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
diante de uma temática qualquer. 06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre-
Denotação e Conotação ensão;
Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expres- 08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor-
são gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma con- respondente;
venção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + signi- 09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
ficado) que se constroem as noções de denotação e conotação. 10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta,
incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que
O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se
o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a perguntou e o que se pediu;
atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, 11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais
depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada exata ou a mais completa;
construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. 12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de
lógica objetiva;
Os textos literários exploram bastante as construções de base conota- 13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações 14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta,
diferenciadas em seus leitores. mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a
Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis- resposta;
semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do 16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor,
contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra definindo o tema e a mensagem;
ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste 17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim 18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís-
ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e simos na interpretação do texto.
esclareçam o sentido. Ex.: Ele morreu de fome.
de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização
Como Ler e Entender Bem um Texto do fato (= morte de "ele").
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e Ex.: Ele morreu faminto.
de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava
cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra- quando morreu.;
em-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo 19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei-
nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar as estão coordenadas entre si;
palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para 20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza
resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo
a memória visual, favorecendo o entendimento. Cunegundes

Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva,


há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. TEXTO NARRATIVO
• As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, for-
No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar
com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da dos fatos.
época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen- Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou
tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui heroína, personagem principal da história.
não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota-
da fonte e na identificação do autor. gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal
contracena em primeiro plano.
A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de As personagens secundárias, que são chamadas também de compar-
resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exce- sas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narra-
to, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequa- ção.
da. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais

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O narrador que está a contar a história também é uma personagem, Formas de apresentação da fala das personagens
pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor- Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há
tância, ou ainda uma pessoa estranha à história. três maneiras de comunicar as falas das personagens.

Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso- • Discurso Direto: É a representação da fala das personagens atra-
nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não vés do diálogo.
alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e Exemplo:
tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimen- “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da
são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna-
perante os acontecimentos. val a cidade é do povo e de ninguém mais”.
• Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi:
trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po- dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de
demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas
progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o os verbos de locução podem ser omitidos.
desenlace ou desfecho.
Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, • Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas
as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens.
na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a Exemplo:
história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa-
seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte- dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade
resses entre as personagens. que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os me-
nos sombrios por vir”.
O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten-
são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho,
• Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se
ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.
mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração.
• Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici- Exemplo:
pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê- “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando
nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles
constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem
social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela
que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela- hora, sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés
cionados ao principal. no chão como eles? Só sendo doido mesmo”.
• Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu- (José Lins do Rego)
gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter
informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve- TEXTO DESCRITIVO
zes, principalmente nos textos literários, essas informações são ex-
Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac-
tensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos
terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.
narrativo.
As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes,
• Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que
determinado tempo, que consiste na identificação do momento, vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que
dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa- o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem
lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações unificada.
podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, vari-
ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa- ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a
to que aconteceu depois. pouco.
O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc-
material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:
natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões
• Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é
fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da
transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente
sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu
através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje-
espírito.
tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên-
cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o que
• Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dis- vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objetivo,
semos, é a personagem que está a contar a história. A posição em fenomênico, ela é exata e dimensional.
que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o
• Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das
aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri-
personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos, ela
zado por:
enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamento,
- visão “por detrás”: o narrador conhece tudo o que diz respeito às
com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, social
personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon-
e econômico.
tecimentos e a narração é feita em 3a pessoa.
• Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o
- visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narra-
observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama,
tiva que é feito em 1a pessoa.
para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as
- visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê,
partes mais típicas desse todo.
aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per-
sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra- • Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos
dor é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa. ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma
visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos e
• Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de
típicos.
apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do
• Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada, que
qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é
se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de um
feita em 1a pessoa ou 3a pessoa.
incêndio, de uma briga, de um naufrágio.
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• Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge- intencionalidade, criando assim unidades textuais ou discursivas. Dentro
rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabu- deste contexto da escrita, temos que levar em conta que a coerência é de
lário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É relevada importância para a produção textual, pois nela se dará uma se-
predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer quência das ideias e da progressão de argumentos a serem explanadas.
convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanis- Sendo a argumentação o procedimento que tornará a tese aceitável, a
mos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. apresentação de argumentos atingirá os seus interlocutores em seus objeti-
vos; isto se dará através do convencimento da persuasão. Os mecanismos
TEXTO DISSERTATIVO da coesão e da coerência serão então responsáveis pela unidade da for-
Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação cons- mação textual.
ta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou ques-
tão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever Dentro dos mecanismos coesivos, podem realizar-se em contextos
com clareza, coerência e objetividade. verbais mais amplos, como por jogos de elipses, por força semântica, por
recorrências lexicais, por estratégias de substituição de enunciados.
A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir
o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como Um mecanismo mais fácil de fazer a comunicação entre as pessoas é a
finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. linguagem, quando ela é em forma da escrita e após a leitura, (o que ocorre
agora), podemos dizer que há de ter alguém que transmita algo, e outro
A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfatizan- que o receba. Nesta brincadeira é que entra a formação de argumentos
do o contexto. com o intuito de persuadir para se qualificar a comunicação; nisto, estes
argumentos explanados serão o germe de futuras tentativas da comunica-
Quanto à forma, ela pode ser tripartida em: ção ser objetiva e dotada de intencionalidade, (ver Linguagem e Persua-
• Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados funda- são).
mentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e ob-
jetiva da definição do ponto de vista do autor. Sabe-se que a leitura e escrita, ou seja, ler e escrever; não tem em sua
• Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colo- unidade a mono característica da dominação do idioma/língua, e sim o
cadas na introdução serão definidas com os dados mais relevan- propósito de executar a interação do meio e cultura de cada indivíduo. As
tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias relações intertextuais são de grande valia para fazer de um texto uma
articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num alusão à outros textos, isto proporciona que a imersão que os argumentos
conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e de- dão tornem esta produção altamente evocativa.
sencadeia a conclusão.
• Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da ideia A paráfrase é também outro recurso bastante utilizado para trazer a um
central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a in- texto um aspecto dinâmico e com intento. Juntamente com a paródia, a
trodução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para paráfrase utiliza-se de textos já escritos, por alguém, e que tornam-se algo
haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer espetacularmente incrível. A diferença é que muitas vezes a paráfrase não
em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese possui a necessidade de persuadir as pessoas com a repetição de argu-
e opinião. mentos, e sim de esquematizar novas formas de textos, sendo estes dife-
- Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é rentes. A criação de um texto requer bem mais do que simplesmente a
a obra ou ação que realmente se praticou. junção de palavras a uma frase, requer algo mais que isto. É necessário ter
- Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou na escolha das palavras e do vocabulário o cuidado de se requisitá-las,
não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so- bem como para se adotá-las. Um texto não é totalmente auto-explicativo,
bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. daí vem a necessidade de que o leitor tenha um emassado em seu histórico
- Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou uma relação interdiscursiva e intertextual.
desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje-
tos descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem a As metáforas, metonímias, onomatopeias ou figuras de linguagem, en-
respeito de algo. tram em ação inseridos num texto como um conjunto de estratégias capa-
zes de contribuir para os efeitos persuasivos dele. A ironia também é muito
utilizada para causar este efeito, umas de suas características salientes, é
O TEXTO ARGUMENTATIVO que a ironia dá ênfase à gozação, além de desvalorizar ideias, valores da
Baseado em Adilson Citelli oposição, tudo isto em forma de piada.
A linguagem é capaz de criar e representar realidades, sendo caracte-
rizada pela identificação de um elemento de constituição de sentidos. Os Uma das últimas, porém não menos importantes, formas de persuadir
discursos verbais podem ser formados de várias maneiras, para dissertar através de argumentos, é a Alusão ("Ler não é apenas reconhecer o dito,
ou argumentar, descrever ou narrar, colocamos em práticas um conjunto de mais também o não-dito"). Nela, o escritor trabalha com valores, ideias ou
referências codificadas há muito tempo e dadas como estruturadoras do conceitos pré estabelecidos, sem porém com objetivos de forma clara e
tipo de texto solicitado. concisa. O que acontece é a formação de um ambiente poético e sugerível,
capaz de evocar nos leitores algo, digamos, uma sensação...
Para se persuadir por meio de muitos recursos da língua é necessário Texto Base: CITELLI, Adilson; “O Texto Argumentativo” São Paulo SP, Editora
que um texto possua um caráter argumentativo/descritivo. A construção de ..Scipione, 1994 - 6ª edição.
um ponto de vista de alguma pessoa sobre algo, varia de acordo com a sua
análise e esta dar-se-á a partir do momento em que a compreensão do
conteúdo, ou daquilo que fora tratado seja concretado. A formação discursi- TIPOLOGIA TEXTUAL
va é responsável pelo emassamento do conteúdo que se deseja transmitir,
A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles
ou persuadir, e nele teremos a formação do ponto de vista do sujeito, suas
verbais e não verbais. Em todos há a presença do discurso, isto é, a ideia
análises das coisas e suas opiniões. Nelas, as opiniões o que fazemos é
intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido entre os
soltar concepções que tendem a ser orientadas no meio em que o indivíduo
interlocutores.
viva. Vemos que o sujeito lança suas opiniões com o simples e decisivo
intuito de persuadir e fazer suas explanações renderem o convencimento Esses interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um
do ponto de vista de algo/alguém. texto escrito, pois nunca escrevemos para nós mesmos, nem mesmo
falamos sozinhos.
Na escrita, o que fazemos é buscar intenções de sermos entendidos e
desejamos estabelecer um contato verbal com os ouvintes e leitores, e É de fundamental importância sabermos classificar os textos dos quais
todas as frases ou palavras articuladas produzem significações dotadas de travamos convivência no nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que
existem tipos textuais e gêneros textuais.

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Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa
ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto, que não intervém nem como ator nem como testemunha.
ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um
retrato verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver. Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pontos
de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que as
É exatamente nestas situações corriqueiras que classificamos os personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fazem,
nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes acon-
Dissertação. tecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes.
Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo A Novela
um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto de vista sobre determinado
assunto, uma descrição de um ambiente e um texto literário escrito em É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de
prosa. complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As
personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundá-
Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é diferente, pois se rias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por
conceituam como gêneros textuais as diversas situações converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes.
sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como
exemplo, temos: uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma A Obra Teatral
monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar-se- Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas, tragé-
iam como: instrucional, correspondência pessoal (em meio eletrônico), texto dias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvolvendo
do ramo jornalístico e, por último, um texto de cunho científico. diversos conflitos, mediante a interação linguística das personagens, quer
Mas como toda escrita perfaz-se de uma técnica para compô-la, é dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes nas
extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir esta situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído pelo
gama de textos. À medida que a praticamos, vamos nos aperfeiçoando texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos, mas
mais e mais na sua performance estrutural. Por Vânia Duarte um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos das
personagens.
O Conto
Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encontrar
É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos perfeita- neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espontânea
mente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilíbrio; das personagens, através de numerosas interjeições, de alterações da
segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, que sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e tempo.
dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse conflito Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem para
que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido. moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem os
turnos de palavras.
Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem entre
si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de recheio As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da representa-
(secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. Tanto os ção cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor e os
núcleos como as ações secundárias colocam em cena personagens que as atores orientam sua interpretação.
cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresentação das
características destes personagens, assim como para as indicações de Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão
lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos. temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada conta-
to apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determi-
Um recurso de uso frequente nos contos é a introdução do diálogo das nadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes qua-
personagens, apresentado com os sinais gráficos correspondentes (os dros, que correspondem a mudanças de cenografias.
travessões, para indicar a mudança de interlocutor).
Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as chama-
A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a linha das notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos atores
temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na apre- sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes cenografias
sentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao futuro). que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação. Estas notações
apresentam com frequência orações unimembres e/ou bimembres de
A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os predicado não verbal.
contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de
temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". O Poema
Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção e na Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição espacial
interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predominam muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão rele-
na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descrições e nos vância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com uma
diálogos. silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos
labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar
O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência chega o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pretende
ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu pretendente, extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo poeta, quer
enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a história seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua versão da
familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no passa- realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo, relatar
do: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou sua epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar
filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". ensinamentos morais (como nas fábulas).
A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilidade: O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sonoro
são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um artigo das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte essen-
indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo definido, cial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série
por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou apressa- métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que
damente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém impaci- compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicali-
entemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos anos 40." dade depende desta distribuição.
O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à
constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas
pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chama-
das licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas
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sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constitu- As notícias apresentam-se como unidades informativas completas, que
em um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a infor-
palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou mação, sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo,
h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la), ou de
incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paro- ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações
xítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma similares.
sílaba; se é proparoxítona, diminui-se uma.
É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa pelo
A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, pois fato mais importante para finalizar com os detalhes. Consta de três partes
existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso frequente na claramente diferenciadas: o título, a introdução e o desenvolvimento. O
poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos título cumpre uma dupla função - sintetizar o tema central e atrair a atenção
últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coin- do leitor. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal El País,
cidência total de vogais e consoante a partir da última vogal acentuada) e a 1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze palavras. A
assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal introdução contém o principal da informação, sem chegar a ser um resumo
acentuada). A métrica mais frequente dos versos vai desde duas até de- de todo o texto. No desenvolvimento, incluem-se os detalhes que não
zesseis sílabas. Os versos monossílabos não existem, já que, pelo acento, aparecem na introdução.
são considerados dissílabos.
A notícia é redigida na terceira pessoa. O redator deve manter-se à mar-
As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas diferentes gem do que conta, razão pela qual não é permitido o emprego da primeira
combinadas regularmente. Estes agrupamentos vinculam-se à progressão pessoa do singular nem do plural. Isso implica que, além de omitir o eu ou o
temática do texto: com frequência, desenvolvem uma unidade informativa nós, também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo, não se
vinculada ao tema central. referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como nosso
país ou minha cidade).
Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma, através dos mecanismos
de substituição e de combinação, respectivamente, culminam com a criação Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracidade:
de metáforas, símbolos, configurações sugestionadoras de vocábulos, somente apresenta os dados. Quando o jornalista não consegue comprovar
metonímias, jogo de significados, associações livres e outros recursos de forma fidedigna os dados apresentados, costuma recorrer a certas
estilísticos que dão ambiguidade ao poema. fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece, não está descartado
que. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte, recorre ao
TEXTOS JORNALÍSTICOS discurso direto, como, por exemplo:
Os textos denominados de textos jornalísticos, em função de seu portador ( O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara dos
jornais, periódicos, revistas), mostram um claro predomínio da função Deputados durante a próxima semana .
informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em
que acontecem. Esta adesão ao presente, esta primazia da atualidade, O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal.
condena-os a uma vida efêmera. Propõem-se a difundir as novidades
produzidas em diferentes partes do mundo, sobre os mais variados temas. Nesse tipo de texto, são empregados, principalmente, orações
enunciativas, breves, que respeitam a ordem sintática canônica. Apesar das
De acordo com este propósito, são agrupados em diferentes seções: infor- notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa, também é
mação nacional, informação internacional, informação local, sociedade, frequente o uso da voz passiva: Os delinquentes foram perseguidos pela
economia, cultura, esportes, espetáculos e entretenimentos. polícia; e das formas impessoais: A perseguição aos delinquentes foi feita
por um patrulheiro.
A ordem de apresentação dessas seções, assim como a extensão e o
tratamento dado aos textos que incluem, são indicadores importantes tanto A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê?
da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abor- quem? como? quando? por quê e para quê?.
dado.
O Artigo de Opinião
Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. As mais comuns são
as notícias, os artigos de opinião, as entrevistas, as reportagens, as crôni- Contém comentários, avaliações, expectativas sobre um tema da atualida-
cas, as resenhas de espetáculos. de que, por sua transcendência, no plano nacional ou internacional, já é
considerado, ou merece ser, objeto de debate.
A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas, à medida
que permite o financiamento de suas edições. Mas os textos publicitários Nessa categoria, incluem-se os editoriais, artigos de análise ou pesquisa e
aparecem não só nos periódicos como também em outros meios ampla- as colunas que levam o nome de seu autor. Os editoriais expressam a
mente conhecidos como os cartazes, folhetos, etc.; por isso, nos referire- posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia,
mos a eles em outro momento. enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de
seus redatores, o que pode nos levar a encontrar, muitas vezes, opiniões
Em geral, aceita-se que os textos jornalísticos, em qualquer uma de suas divergentes e até antagônicas em uma mesma página.
seções, devem cumprir certos requisitos de apresentação, entre os quais
destacamos: uma tipografia perfeitamente legível, uma diagramação cuida- Embora estes textos possam ter distintas superestruturas, em geral se
da, fotografias adequadas que sirvam para complementar a informação organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identifica-
linguística, inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as explica- ção do tema em questão, acompanhado de seus antecedentes e alcance, e
ções do texto. que segue com uma tomada de posição, isto é, com a formulação de uma
tese; depois, apresentam-se os diferentes argumentos de forma a justificar
É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na publica- esta tese; para encerrar, faz-se uma reafirmação da posição adotada no
ção para melhor conhecer a ideologia da mesma. Fundamentalmente, a início do texto.
primeira página, as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos
jornais trazem as informações que se quer destacar. Esta localização A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos
antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas
textos. para persuadir o leitor. Entre estas estratégias, podemos encontrar as
seguintes: as acusações claras aos oponentes, as ironias, as insinuações,
O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre a as digressões, as apelações à sensibilidade ou, ao contrário, a tomada de
posição adotada pela redação. distância através do uso das construções impessoais, para dar objetividade
e consenso à análise realizada; a retenção em recursos descritivos - deta-
A Notícia lhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa
Transmite uma nova informação sobre acontecimentos, objetos ou estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da
pessoas.

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informação. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas
argumentos usados na validade da tese. ciências, os textos têm algumas características que são comuns a todas
suas variedades: neles predominam, como em todos os textos informativos,
A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de temas as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem
derivados. Cada argumento pode encerrar um tópico com seus respectivos sintática canônica (sujeito-verbo-predicado).
comentários.
Incluem frases claras, em que não há ambiguidade sintática ou semântica,
Estes artigos, em virtude de sua intencionalidade informativa, apresentam e levam em consideração o significado mais conhecido, mais difundido das
uma preeminência de orações enunciativas, embora também incluam, com palavras.
frequência, orações dubitativas e exortativas devido à sua trama argumen-
tativa. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor da infor- O vocabulário é preciso. Geralmente, estes textos não incluem vocábulos a
mação de base, o assunto em questão; as últimas, para convencer o leitor que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados, isto é, evitam
a aceitar suas premissas como verdadeiras. No decorrer destes artigos, os termos polissêmicos e, quando isso não é possível, estabelecem medi-
opta-se por orações complexas que incluem proposições causais para as ante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao termo
fundamentações, consecutivas para dar ênfase aos efeitos, concessivas e polissêmico nesse contexto.
condicionais. A Definição
Para interpretar estes textos, é indispensável captar a postura ideológica do Expande o significado de um termo mediante uma trama descritiva, que
autor, identificar os interesses a que serve e precisar sob que determina de forma clara e precisa as características genéricas e diferenci-
circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta. ais do objeto ao qual se refere. Essa descrição contém uma configuração
Para cumprir os requisitos desta abordagem, necessitaremos utilizar de elementos que se relacionam semanticamente com o termo a definir
estratégias tais como a referência exofórica, a integração crítica dos dados através de um processo de sinonímia.
do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das
entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito. Recordemos a definição clássica de "homem", porque é o exemplo por
excelência da definição lógica, uma das construções mais generalizadas
Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias men- dentro deste tipo de texto: O homem é um animal racional. A expansão do
cionadas, é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um texto termo "homem" - "animal racional" - apresenta o gênero a que pertence,
de trama argumentativa, através do qual o autor procura que o leitor aceite "animal", e a diferença específica, "racional": a racionalidade é o traço que
ou avalie cenas, ideias ou crenças como verdadeiras ou falsas, cenas e nos permite diferenciar a espécie humana dentro do gênero animal.
opiniões como positivas ou negativas.
Usualmente, as definições incluídas nos dicionários, seus portadores mais
qualificados, apresentam os traços essenciais daqueles a que se referem:
A Reportagem Fiscis (do lat. piscis). s.p.m. Astron. Duodécimo e último signo ou parte do
Zodíaco, de 30° de amplitude, que o Sol percorre aparentemente antes de
É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que, para
terminar o inverno.
informar sobre determinado tema, recorre ao testemunho de uma figura-
chave para o conhecimento deste tópico. Como podemos observar nessa definição extraída do Dicionário de La Real
Academia Espa1ioJa (RAE, 1982), o significado de um tema base ou
A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a publica- introdução desenvolve-se através de uma descrição que contém seus
ção e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a aten- traços mais relevantes, expressa, com frequência, através de orações
ção dos leitores. unimembres, constituídos por construções endocêntricas (em nosso exem-
A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado, realizada plo temos uma construção endocêntrica substantiva - o núcleo é um subs-
com recursos descritivos, e, imediatamente, desenvolve o diálogo. As tantivo rodeado de modificadores "duodécimo e último signo ou parte do
perguntas são breves e concisas, à medida que estão orientadas para Zodíaco, de 30° de amplitude..."), que incorporam maior informação medi-
divulgar as opiniões e ideias do entrevistado e não as do entrevistador. ante proposições subordinadas adjetivas: "que o Sol percorre aparentemen-
te antes de terminar o inverno".
A Entrevista As definições contêm, também, informações complementares relacionadas,
por exemplo, com a ciência ou com a disciplina em cujo léxico se inclui o
Da mesma forma que reportagem, configura-se preferentemente mediante termo a definir (Piscis: Astron.); a origem etimológica do vocábulo ("do lat.
uma trama conversacional, mas combina com frequência este tecido com piscis"); a sua classificação gramatical (s.p.m.), etc.
fios argumentativos e descritivos. Admite, então, uma maior liberdade, uma
vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta, mas Essas informações complementares contêm frequentemente abreviaturas,
detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve cujo significado aparece nas primeiras páginas do Dicionário: Lat., Latim;
somente alguns fragmentos do diálogo, indicando com travessões a mu- Astron., Astronomia; s.p.m., substantivo próprio masculino, etc.
dança de interlocutor. É permitido apresentar uma introdução extensa com O tema-base (introdução) e sua expansão descritiva - categorias básicas da
os aspectos mais significativos da conversação mantida, e as perguntas estrutura da definição - distribuem-se espacialmente em blocos, nos quais
podem ser acompanhadas de comentários, confirmações ou refutações diferentes informações costumam ser codificadas através de tipografias
sobre as declarações do entrevistado. diferentes (negrito para o vocabulário a definir; itálico para as etimologias,
Por tratar-se de um texto jornalístico, a entrevista deve necessariamente etc.). Os diversos significados aparecem demarcados em bloco mediante
incluir um tema atual, ou com incidência na atualidade, embora a conversa- barras paralelas e /ou números.
ção possa derivar para outros temas, o que ocasiona que muitas destas Prorrogar (Do Jat. prorrogare) V.t.d. l. Continuar, dilatar, estender uma
entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas deri- coisa por um período determinado. 112. Ampliar, prolongar 113. Fazer
vados. continuar em exercício; adiar o término de.
Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional, não existe uma A Nota de Enciclopédia
garantia de diálogo verdadeiro; uma vez que se pode respeitar a vez de
Apresenta, como a definição, um tema-base e uma expansão de trama
quem fala, a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo de
descritiva; porém, diferencia-se da definição pela organização e pela ampli-
propostas e de réplicas.
tude desta expansão.
TEXTOS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA A progressão temática mais comum nas notas de enciclopédia é a de
Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ciências temas derivados: os comentários que se referem ao tema-base constituem-
em geral. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-se tanto se, por sua vez, em temas de distintos parágrafos demarcados por subtítu-
nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais. los. Por exemplo, no tema República Argentina, podemos encontrar os

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temas derivados: traços geológicos, relevo, clima, hidrografia, biogeografia, As monografias exigem uma seleção rigorosa e uma organização coerente
população, cidades, economia, comunicação, transportes, cultura, etc. dos dados recolhidos. A seleção e organização dos dados servem como
indicador do propósito que orientou o trabalho. Se pretendemos, por exem-
Estes textos empregam, com frequência, esquemas taxionômicos, nos
plo, mostrar que as fontes consultadas nos permitem sustentar que os
quais os elementos se agrupam em classes inclusivas e incluídas. Por
aspectos positivos da gestão governamental de um determinado persona-
exemplo: descreve-se "mamífero" como membro da classe dos vertebra-
gem histórico têm maior relevância e valor do que os aspectos negativos,
dos; depois, são apresentados os traços distintivos de suas diversas varie-
teremos de apresentar e de categorizar os dados obtidos de tal forma que
dades: terrestres e aquáticos.
esta valorização fique explícita.
Uma vez que nestas notas há predomínio da função informativa da lingua-
Nas monografias, é indispensável determinar, no primeiro parágrafo, o tema
gem, a expansão é construída sobre a base da descrição científica, que
a ser tratado, para abrir espaço à cooperação ativa do leitor que, conjugan-
responde às exigências de concisão e de precisão.
do seus conhecimentos prévios e seus propósitos de leitura, fará as primei-
As características inerentes aos objetos apresentados aparecem através de ras antecipações sobre a informação que espera encontrar e formulará as
adjetivos descritivos - peixe de cor amarelada escura, com manchas pretas hipóteses que guiarão sua leitura. Uma vez determinado o tema, estes
no dorso, e parte inferior prateada, cabeça quase cônica, olhos muito textos transcrevem, mediante o uso da técnica de resumo, o que cada uma
juntos, boca oblíqua e duas aletas dorsais - que ampliam a base informativa das fontes consultadas sustenta sobre o tema, as quais estarão listadas
dos substantivos e, como é possível observar em nosso exemplo, agregam nas referências bibliográficas, de acordo com as normas que regem a
qualidades próprias daquilo a que se referem. apresentação da bibliografia.
O uso do presente marca a temporalidade da descrição, em cujo tecido O trabalho intertextual (incorporação de textos de outros no tecido do texto
predominam os verbos estáticos - apresentar, mostrar, ter, etc. - e os de que estamos elaborando) manifesta-se nas monografias através de cons-
ligação - ser, estar, parecer, etc. truções de discurso direto ou de discurso indireto.
O Relato de Experimentos Nas primeiras, incorpora-se o enunciado de outro autor, sem modificações,
tal como foi produzido. Ricardo Ortiz declara: "O processo da economia
Contém a descrição detalhada de um projeto que consiste em manipular o
dirigida conduziu a uma centralização na Capital Federal de toda tramitação
ambiente para obter uma nova informação, ou seja, são textos que
referente ao comércio exterior'] Os dois pontos que prenunciam a palavra
descrevem experimentos.
de outro, as aspas que servem para demarcá-la, os traços que incluem o
O ponto de partida destes experimentos é algo que se deseja saber, mas nome do autor do texto citado, 'o processo da economia dirigida - declara
que não se pode encontrar observando as coisas tais como estão; é neces- Ricardo Ortiz - conduziu a uma centralização...') são alguns dos sinais que
sário, então, estabelecer algumas condições, criar certas situações para distinguem frequentemente o discurso direto.
concluir a observação e extrair conclusões. Muda-se algo para constatar o
Quando se recorre ao discurso indireto, relata-se o que foi dito por outro,
que acontece. Por exemplo, se se deseja saber em que condições uma
em vez de transcrever textualmente, com a inclusão de elementos subordi-
planta de determinada espécie cresce mais rapidamente, pode-se colocar
nadores e dependendo do caso - as conseguintes modificações, pronomes
suas sementes em diferentes recipientes sob diferentes condições de
pessoais, tempos verbais, advérbios, sinais de pontuação, sinais auxiliares,
luminosidade; em diferentes lugares, areia, terra, água; com diferentes
etc.
fertilizantes orgânicos, químicos etc., para observar e precisar em que
circunstâncias obtém-se um melhor crescimento. Discurso direto: ‘Ás raízes de meu pensamento – afirmou Echeverría -
nutrem-se do liberalismo’
A macroestrutura desses relatos contém, primordialmente, duas categorias:
uma corresponde às condições em que o experimento se realiza, isto é, ao Discurso indireto: 'Écheverría afirmou que as raízes de seu pensamento
registro da situação de experimentação; a outra, ao processo observado. nutriam -se do liberalismo'
Nesses textos, então, são utilizadas com frequência orações que começam Os textos monográficos recorrem, com frequência, aos verbos discendi
com se (condicionais) e com quando (condicional temporal): (dizer, expressar, declarar, afirmar, opinar, etc.), tanto para introduzir os
enunciados das fontes como para incorporar os comentários e opiniões do
Se coloco a semente em um composto de areia, terra preta, húmus, a
emissor.
planta crescerá mais rápido.
Se o propósito da monografia é somente organizar os dados que o autor
Quando rego as plantas duas vezes ao dia, os talos começam a mostrar
recolheu sobre o tema de acordo com um determinado critério de classifi-
manchas marrons devido ao excesso de umidade.
cação explícito (por exemplo, organizar os dados em tomo do tipo de fonte
Estes relatos adotam uma trama descritiva de processo. A variável tempo consultada), sua efetividade dependerá da coerência existente entre os
aparece através de numerais ordinais: Em uma primeira etapa, é possível dados apresentados e o princípio de classificação adotado.
observar... em uma segunda etapa, aparecem os primeiros brotos ...; de
Se a monografia pretende justificar uma opinião ou validar uma hipótese,
advérbios ou de locuções adverbiais: Jogo, antes de, depois de, no mesmo
sua efetividade, então, dependerá da confiabilidade e veracidade das fontes
momento que, etc., dado que a variável temporal é um componente essen-
consultadas, da consistência lógica dos argumentos e da coerência estabe-
cial de todo processo. O texto enfatiza os aspectos descritivos, apresenta
lecida entre os fatos e a conclusão.
as características dos elementos, os traços distintivos de cada uma das
etapas do processo. Estes textos podem ajustar-se a diferentes esquemas lógicos do tipo
problema /solução, premissas /conclusão, causas / efeitos.
O relato pode estar redigido de forma impessoal: coloca-se, colocado em
um recipiente ... Jogo se observa/foi observado que, etc., ou na primeira Os conectores lógicos oracionais e extra-oracionais são marcas linguísticas
pessoa do singular, coloco/coloquei em um recipiente ... Jogo obser- relevantes para analisar as distintas relações que se estabelecem entre os
vo/observei que ... etc., ou do plural: colocamos em um recipiente... Jogo dados e para avaliar sua coerência.
observamos que... etc. O uso do impessoal enfatiza a distância existente
A Biografia
entre o experimentador e o experimento, enquanto que a primeira pessoa,
do plural e do singular enfatiza o compromisso de ambos. É uma narração feita por alguém acerca da vida de outra(s) pessoa(s).
Quando o autor conta sua própria vida, considera-se uma autobiografia.
A Monografia
Estes textos são empregados com frequência na escola, para apresentar
Este tipo de texto privilegia a análise e a crítica; a informação sobre um
ou a vida ou algumas etapas decisivas da existência de personagens cuja
determinado tema é recolhida em diferentes fontes.
ação foi qualificada como relevante na história.
Os textos monográficos não necessariamente devem ser realizados com
Os dados biográficos ordenam-se, em geral, cronologicamente, e, dado que
base em consultas bibliográficas, uma vez que é possível terem como
a temporalidade é uma variável essencial do tecido das biografias, em sua
fonte, por exemplo, o testemunho dos protagonistas dos fatos, testemunhos
construção, predominam recursos linguísticos que asseguram a conectivi-
qualificados ou de especialistas no tema.
dade temporal: advérbios, construções de valor semântico adverbial (Seus

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cinco primeiros anos transcorreram na tranquila segurança de sua cidade visando a um objetivo (mexa lentamente para diluir o conteúdo do pacote
natal Depois, mudou-se com a família para La Prata), proposições tempo- em água fria), ou com valor temporal final (bata o creme com as claras até
rais (Quando se introduzia obsessivamente nos tortuosos caminhos da que fique numa consistência espessa). Nestes textos inclui-se, com fre-
novela, seus estudos de física ajudavam-no a reinstalar-se na realidade), quência, o tempo do receptor através do uso do dêixis de lugar e de tempo:
etc. Aqui, deve acrescentar uma gema. Agora, poderá mexer novamente. Neste
momento, terá que correr rapidamente até o lado oposto da cancha. Aqui
A veracidade que exigem os textos de informação científica manifesta-se
pode intervir outro membro da equipe.
nas biografias através das citações textuais das fontes dos dados apresen-
tados, enquanto a ótica do autor é expressa na seleção e no modo de TEXTOS EPISTOLARES
apresentação destes dados. Pode-se empregar a técnica de acumulação
Os textos epistolares procuram estabelecer uma comunicação por escrito
simples de dados organizados cronologicamente, ou cada um destes dados
com um destinatário ausente, identificado no texto através do cabeçalho.
pode aparecer acompanhado pelas valorações do autor, de acordo com a
Pode tratar-se de um indivíduo (um amigo, um parente, o gerente de uma
importância que a eles atribui.
empresa, o diretor de um colégio), ou de um conjunto de indivíduos desig-
Atualmente, há grande difusão das chamadas "biografias não autorizadas" nados de forma coletiva (conselho editorial, junta diretora).
de personagens da política, ou do mundo da Arte. Uma característica que
Estes textos reconhecem como portador este pedaço de papel que, de
parece ser comum nestas biografias é a intencionalidade de revelar a
forma metonímica, denomina-se carta, convite ou solicitação, dependendo
personagem através de uma profusa acumulação de aspectos negativos,
das características contidas no texto.
especialmente aqueles que se relacionam a defeitos ou a vícios altamente
reprovados pela opinião pública. Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organização
espacial, cujos componentes são os seguintes: cabeçalho, que estabelece
TEXTOS INSTRUCIONAIS
o lugar e o tempo da produção, os dados do destinatário e a forma de
Estes textos dão orientações precisas para a realização das mais diversas tratamento empregada para estabelecer o contato: o corpo, parte do texto
atividades, como jogar, preparar uma comida, cuidar de plantas ou animais em que se desenvolve a mensagem, e a despedida, que inclui a saudação
domésticos, usar um aparelho eletrônico, consertar um carro, etc. Dentro e a assinatura, através da qual se introduz o autor no texto. O grau de
desta categoria, encontramos desde as mais simples receitas culinárias até familiaridade existente entre emissor e destinatário é o princípio que orienta
os complexos manuais de instrução para montar o motor de um avião. a escolha do estilo: se o texto é dirigido a um familiar ou a um amigo, opta-
Existem numerosas variedades de textos instrucionais: além de receitas e se por um estilo informal; caso contrário, se o destinatário é desconhecido
manuais, estão os regulamentos, estatutos, contratos, instruções, etc. Mas ou ocupa o nível superior em uma relação assimétrica (empregador em
todos eles, independente de sua complexidade, compartilham da função relação ao empregado, diretor em relação ao aluno, etc.), impõe-se o estilo
apelativa, à medida que prescrevem ações e empregam a trama descritiva formal.
para representar o processo a ser seguido na tarefa empreendida.
A Carta
A construção de muitos destes textos ajusta-se a modelos convencionais
As cartas podem ser construídas com diferentes tramas (narrativa e argu-
cunhados institucionalmente. Por exemplo, em nossa comunidade, estão
mentativa), em tomo das diferentes funções da linguagem (informativa,
amplamente difundidos os modelos de regulamentos de co-propriedade;
expressiva e apelativa).
então, qualquer pessoa que se encarrega da redação de um texto deste
tipo recorre ao modelo e somente altera os dados de identificação para Referimo-nos aqui, em particular, às cartas familiares e amistosas, isto é,
introduzir, se necessário, algumas modificações parciais nos direitos e aqueles escritos através dos quais o autor conta a um parente ou a um
deveres das partes envolvidas. amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contêm acontecimen-
tos, sentimentos, emoções, experimentados por um emissor que percebe o
Em nosso cotidiano, deparamo-nos constantemente com textos instrucio-
receptor como ‘cúmplice’, ou seja, como um destinatário comprometido
nais, que nos ajudam a usar corretamente tanto um processador de alimen-
afetivamente nessa situação de comunicação e, portanto, capaz de extrair a
tos como um computador; a fazer uma comida saborosa, ou a seguir uma
dimensão expressiva da mensagem.
dieta para emagrecer. A habilidade alcançada no domínio destes textos
incide diretamente em nossa atividade concreta. Seu emprego frequente e Uma vez que se trata de um diálogo à distância com um receptor conheci-
sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de abordagem e de do, opta-se por um estilo espontâneo e informal, que deixa transparecer
produção de algumas de suas variedades, como as receitas e as instru- marcas da oralidade: frases inconclusas, nas quais as reticências habilitam
ções. múltiplas interpretações do receptor na tentativa de concluí-las; perguntas
que procuram suas respostas nos destinatários; perguntas que encerram
As Receitas e as Instruções
em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de exclamação
Referimo-nos às receitas culinárias e aos textos que trazem instruções para que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas expressões que
organizar um jogo, realizar um experimento, construir um artefato, fabricar refletem suas alegrias, suas preocupações, suas dúvidas.
um móvel, consertar um objeto, etc.
Estes textos reúnem em si as diferentes classes de orações. As enunciati-
Estes textos têm duas partes que se distinguem geralmente a partir da vas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se com as
especialização: uma, contém listas de elementos a serem utilizados (lista dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para manifestar a
de ingredientes das receitas, materiais que são manipulados no experimen- subjetividade do autor. Esta subjetividade determina também o uso de
to, ferramentas para consertar algo, diferentes partes de um aparelho, etc.), diminutivos e aumentativos, a presença frequente de adjetivos qualificati-
a outra, desenvolve as instruções. vos, a ambiguidade lexical e sintática, as repetições, as interjeições.
As listas, que são similares em sua construção às que usamos habitual- A Solicitação
mente para fazer as compras, apresentam substantivos concretos acompa-
nhados de numerais (cardinais, partitivos e múltiplos). É dirigida a um receptor que, nessa situação comunicativa estabelecida
pela carta, está revestido de autoridade à medida que possui algo ou tem a
As instruções configuram-se, habitualmente, com orações bimembres, com possibilidade de outorgar algo que é considerado valioso pelo emissor: um
verbos no modo imperativo (misture a farinha com o fermento), ou orações emprego, uma vaga em uma escola, etc.
unimembres formadas por construções com o verbo no infinitivo (misturar a
farinha com o açúcar). Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ceder ou
não ao pedido, — obriga o primeiro a optar por um estilo formal, que recorre
Tanto os verbos nos modos imperativo, subjuntivo e indicativo como as ao uso de fórmulas de cortesia já estabelecidas convencionalmente para a
construções com formas nominais gerúndio, particípio, infinitivo aparecem abertura e encerramento (atenciosamente ..com votos de estima e conside-
acompanhados por advérbios palavras ou por locuções adverbiais que ração... / despeço-me de vós respeitosamente.../ Saúdo-vos com o maior
expressam o modo como devem ser realizadas determinadas ações (sepa- respeito), e às frases feitas com que se iniciam e encerram-se estes textos
re cuidadosamente as claras das gemas, ou separe com muito cuidado as (Dirijo-me a vós a fim de solicitar-lhe que ... O abaixo-assinado, Antônio
claras das gemas). Os propósitos dessas ações aparecem estruturados

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Gonzalez, D.NJ. 32.107 232, dirigi-se ao Senhor Diretor do Instituto Politéc- g) Quando for possível a correlação ND - NS: escandir: escansão; preten-
nico a fim de solicitar-lhe...) der: pretensão; repreender: repreensão, etc.
As solicitações podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do 2. Escrevem-se em Z.
singular. As que são redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que têm o
através da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa identi- mesmo radical. Civilizar: civilização, civilizado; organizar: organização,
ficam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Pérez, dirige- organizado; realizar: realização, realizado, etc.
se a...). b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados
A progressão temática dá-se através de dois núcleos informativos: o primei- de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc.
ro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condições que c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e –ZITO: cafezal, cinzeiro,
reúne para alcançar aquilo que pretende. Estes núcleos, demarcados por chapeuzinho, cãozito, etc.
frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos em
algumas solicitações, quando o solicitante quer enfatizar suas condições; DISTINÇÃO ENTRE X E CH:
por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior força à sua 1. Escrevem-se com X
apelação. a) Os vocábulos em que o X é o precedido de ditongo: faixa, caixote,
Essas solicitações, embora cumpram uma função apelativa, mostram um feixe, etc.
amplo predomínio das orações enunciativas complexas, com inclusão tanto c) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, etc.
de proposições causais, consecutivas e condicionais, que permitem desen- d) EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de
volver fundamentações, condicionamentos e efeitos a alcançar, como de árvore que produz o látex).
construções de infinitivo ou de gerúndio: para alcançar essa posição, o e) Observação: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, en-
solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infinitivo salienta chapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são grafa-
os fins a que se persegue), ou alcançando a posição de... (o gerúndio das com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou seja,
enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido). pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, en-
cher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: en +
A argumentação destas solicitações institucionalizaram-se de tal maneira radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; enchapelar:
que aparece contida nas instruções de formulários de emprego, de solicita- en + radical de chapéu; enchumaçar: en + radical de chumaço).
ção de bolsas de estudo, etc.
Texto extraído de: ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, Ana Maria 2. Escrevem-se com CH:
Kaufman, Artes Médicas, Porto Alegre, RS. a) charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estre-
buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal-
sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachim-
2. CONHECIMENTO DE LÍNGUA: bo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochi-
ORTOGRAFIA/ACENTUAÇÃO GRÁFICA la, piche, pichar, tchau.
b) Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que
As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que há fonemas possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia se
que podem ser representados por mais de uma letra, o que não é feito de distingue pelo contraste entre o x e o ch.
modo arbitrário, mas fundamentado na história da língua. Exemplos:
Eis algumas observações úteis: • brocha (pequeno prego)
DISTINÇÃO ENTRE J E G • broxa (pincel para caiação de paredes)
1. Escrevem-se com J: • chá (planta para preparo de bebida)
a) As palavras de origem árabe, africana ou ameríndia: canjica. cafajeste, • xá (título do antigo soberano do Irã)
canjerê, pajé, etc. • chalé (casa campestre de estilo suíço)
b) As palavras derivadas de outras que já têm j: laranjal (laranja), enrije- • xale (cobertura para os ombros)
cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc. • chácara (propriedade rural)
c) As formas dos verbos que têm o infinitivo em JAR. despejar: despejei, • xácara (narrativa popular em versos)
despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis. • cheque (ordem de pagamento)
d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc. • xeque (jogada do xadrez)
e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais • cocho (vasilha para alimentar animais)
mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija. • coxo (capenga, imperfeito)

2. Escrevem-se com G: DISTINÇÃO ENTRE S, SS, Ç E C


a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem, Observe o quadro das correlações:
ferrugem, etc.
b) Exceções: pajem, lambujem. Os finais: ÁGIO, ÉGIO, ÓGIO e ÍGIO: Correlações Exemplos
estágio, egrégio, relógio refúgio, prodígio, etc. t-c ato - ação; infrator - infração; Marte - marcial
c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir. ter-tenção abster - abstenção; ater - atenção; conter - contenção, deter
- detenção; reter - retenção
rg - rs aspergir - aspersão; imergir - imersão; submergir - submer-
DISTINÇÃO ENTRE S E Z rt - rs são;
1. Escrevem-se com S: pel - puls inverter - inversão; divertir - diversão
a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc. corr - curs impelir - impulsão; expelir - expulsão; repelir - repulsão
b) O sufixo ÊS e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos pátrios sent - sens correr - curso - cursivo - discurso; excursão - incursão
ou que indicam profissão, título honorífico, posição social, etc.: portu- ced - cess sentir - senso, sensível, consenso
guês – portuguesa, camponês – camponesa, marquês – marquesa, ceder - cessão - conceder - concessão; interceder - inter-
burguês – burguesa, montês, pedrês, princesa, etc. gred - gress cessão.
c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc. exceder - excessivo (exceto exceção)
prim - press agredir - agressão - agressivo; progredir - progressão -
d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocábulo for
tir - ssão progresso - progressivo
erudito ou de aplicação científica, não haverá dúvida, hipótese, exege- imprimir - impressão; oprimir - opressão; reprimir - repres-
se análise, trombose, etc. são.
e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa, admitir - admissão; discutir - discussão, permitir - permissão.
causa. (re)percutir - (re)percussão
f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina
em S: pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso), etc.
Língua Portuguesa 9 A Opção Certa Para a Sua Realização
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PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da
letra maiúscula.
ONDE-AONDE 2) substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes
Emprega-se AONDE com os verbos que dão ideia de movimento. Equi- sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Brasil,
vale sempre a PARA ONDE. Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via-
AONDE você vai? Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc.
AONDE nos leva com tal rapidez? O deus pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno.
3) nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas
Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de “movimento” empre- religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência
ga-se ONDE do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc.
ONDE estão os livros? 4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da República,
Não sei ONDE te encontrar. etc.
5) nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação,
MAU - MAL
Estado, Pátria, União, República, etc.
MAU é adjetivo (seu antônimo é bom).
6) nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações,
Escolheu um MAU momento.
órgãos públicos, etc.:
Era um MAU aluno.
Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco
MAL pode ser: do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc.
a) advérbio de modo (antônimo de bem). 7) nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e
Ele se comportou MAL. científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os
Seu argumento está MAL estruturado Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da
b) conjunção temporal (equivale a assim que). Manhã, Manchete, etc.
MAL chegou, saiu 8) expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente,
c) substantivo: Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc.
O MAL não tem remédio, 9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos do
Ela foi atacada por um MAL incurável. Oriente, o falar do Norte.
Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste.
CESÃO/SESSÃO/SECÇÃO/SEÇÃO 10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o
CESSÃO significa o ato de ceder. Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc.
Ele fez a CESSÃO dos seus direitos autorais.
A CESSÃO do terreno para a construção do estádio agradou a todos os Escrevem-se com letra inicial minúscula:
torcedores. 1) nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos,
nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval,
SESSÃO é o intervalo de tempo que dura uma reunião:
ingleses, ave-maria, um havana, etc.
Assistimos a uma SESSÃO de cinema.
2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando
Reuniram-se em SESSÃO extraordinária.
empregados em sentido geral:
SECÇÃO (ou SEÇÃO) significa parte de um todo, subdivisão: São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria.
Lemos a noticia na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de esportes. 3) nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio
Compramos os presentes na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de brinquedos. Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc.
4) palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta:
HÁ / A "Qual deles: o hortelão ou o advogado?" (Machado de Assis)
Na indicação de tempo, emprega-se: "Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso,
HÁ para indicar tempo passado (equivale a faz): mirra." (Manuel Bandeira)
HÁ dois meses que ele não aparece.
Ele chegou da Europa HÁ um ano. ACENTUAÇÃO GRÁFICA
A para indicar tempo futuro:
Daqui A dois meses ele aparecerá.
Ela voltará daqui A um ano. Por Paula Perin dos Santos
O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da
FORMAS VARIANTES Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário
Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros:
uma delas é considerada correta. Eis alguns exemplos. 2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa
aluguel ou aluguer hem? ou hein? dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigató-
alpartaca, alpercata ou alpargata imundície ou imundícia ria em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo
amídala ou amígdala infarto ou enfarte Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que
assobiar ou assoviar laje ou lajem falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve
assobio ou assovio lantejoula ou lentejoula sua implementação.
azaléa ou azaleia nenê ou nenen É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que
bêbado ou bêbedo nhambu, inhambu ou nambu uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar
bílis ou bile quatorze ou catorze que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que
cãibra ou cãimbra surripiar ou surrupiar as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos
carroçaria ou carroceria taramela ou tramela subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática.
chimpanzé ou chipanzé relampejar, relampear, relampeguear Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de
debulhar ou desbulhar ou relampar Leis ou Acordos.
fleugma ou fleuma porcentagem ou percentagem A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, de-
pois de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui
uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra, o
EMPREGO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou, na
melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra.
Escrevem-se com letra inicial maiúscula: Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira
1) a primeira palavra de período ou citação. descomplicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante
Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros e vive nua." a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil.

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Alfabeto IMPORTANTE
A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”,
as letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhuma se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos?
novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios e Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos
palavras importadas do idioma inglês, como: de “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente.
km – quilômetro, Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando naturalmente a
kg – quilograma sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso.
Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros.
5. Trema
Trema Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só vai
Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita muito permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira,
textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”)
linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus
derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai 6. Acento Diferencial
deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste caso, O acento diferencial permanece nas palavras:
o “ü” lê-se “i”) pôde (passado), pode (presente)
pôr (verbo), por (preposição)
QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do
1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas ou verbo está no singular ou plural:
não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou
“LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos SINGULAR PLURAL
abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S” Ele tem Eles têm
Ex.
Chá Mês nós Ele vem Eles vêm
Gás Sapé cipó
Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como:
Dará Café avós conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc.
Pará Vocês compôs
vatapá pontapés só DIVISÃO SILÁBICA
Aliás português robô
dá-lo vê-lo avó Não se separam as letras que formam os dígrafos CH, NH, LH, QU,
recuperá-los Conhecê-los pô-los GU.
1- chave: cha-ve
guardá-la Fé compô-los
aquele: a-que-le
réis (moeda) Véu dói palha: pa-lha
méis céu mói manhã: ma-nhã
pastéis Chapéus anzóis guizo: gui-zo
ninguém parabéns Jerusalém
Não se separam as letras dos encontros consonantais que apresentam
a seguinte formação: consoante + L ou consoante + R
Resumindo: 2- emblema: em-ble-ma abraço: a-bra-ço
Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que reclamar: re-cla-mar recrutar: re-cru-tar
seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí- flagelo: fla-ge-lo drama: dra-ma
lo” são acentuadas porque as semivogais “i” e “u” estão tônicas nestas globo: glo-bo fraco: fra-co
palavras. implicar: im-pli-car agrado: a-gra-do
2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em: atleta: a-tle-ta atraso: a-tra-so
• L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível. prato: pra-to
• N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen.
• R – câncer, caráter, néctar, repórter. Separam-se as letras dos dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC.
3- correr: cor-rer desçam: des-çam
• X – tórax, látex, ônix, fênix.
passar: pas-sar exceto: ex-ce-to
• PS – fórceps, Quéops, bíceps. fascinar: fas-ci-nar
• Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs.
• ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão. Não se separam as letras que representam um ditongo.
• I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis. 4- mistério: mis-té-rio herdeiro: her-dei-ro
• ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon. cárie: cá-rie
• UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns.
Separam-se as letras que representam um hiato.
• US – ânus, bônus, vírus, Vênus.
5- saúde: sa-ú-de cruel: cru-el
Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescen- rainha: ra-i-nha enjoo: en-jo-o
tes (semivogal+vogal):
Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio. Não se separam as letras que representam um tritongo.
6- Paraguai: Pa-ra-guai
3. Todas as proparoxítonas são acentuadas. saguão: sa-guão
Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisân-
temo, público, pároco, proparoxítona. Consoante não seguida de vogal, no interior da palavra, fica na sílaba
que a antecede.
QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS 7- torna: tor-na núpcias: núp-cias
4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando: técnica: téc-ni-ca submeter: sub-me-ter
• Formarem sílabas sozinhos ou com “S” absoluto: ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz
Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta.

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Consoante não seguida de vogal, no início da palavra, junta-se à sílaba • Após a primeira parte de um provérbio.
que a segue O que os olhos não vêem, o coração não sente.
8- pneumático: pneu-má-ti-co • Em alguns casos de termos oclusos:
gnomo: gno-mo Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate.
psicologia: psi-co-lo-gia
RETICÊNCIAS
No grupo BL, às vezes cada consoante é pronunciada separadamente,
• São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
mantendo sua autonomia fonética. Nesse caso, tais consoantes ficam em
Não me disseste que era teu pai que ...
sílabas separadas.
• Para realçar uma palavra ou expressão.
9- sublingual: sub-lin-gual
Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome...
sublinhar: sub-li-nhar
• Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento.
sublocar: sub-lo-car
Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também...
Preste atenção nas seguintes palavras:
trei-no so-cie-da-de PONTO E VÍRGULA
gai-o-la ba-lei-a • Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém
des-mai-a-do im-bui-a alguma simetria entre si.
ra-diou-vin-te ca-o-lho "Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhe-
te-a-tro co-e-lho cido, guardando consigo a ponta farpada. "
du-e-lo ví-a-mos • Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu
a-mné-sia gno-mo interior.
co-lhei-ta quei-jo Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém, mais
pneu-mo-ni-a fe-é-ri-co calmo, resolveu o problema sozinho.
dig-no e-nig-ma
e-clip-se Is-ra-el DOIS PONTOS
mag-nó-lia • Enunciar a fala dos personagens:
Ele retrucou: Não vês por onde pisas?
PONTUAÇÃO • Para indicar uma citação alheia:
Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de
passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar-
Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as que".
pausas da linguagem oral. • Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anteri-
or:
PONTO Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente.
O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase decla- • Enumeração após os apostos:
rativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos casos Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido.
comuns ele é chamado de simples.
Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris- TRAVESSÃO
to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo). Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar
palavras ou frases
PONTO DE INTERROGAÇÃO – "Quais são os símbolos da pátria?
É usado para indicar pergunta direta. – Que pátria?
Onde está seu irmão? – Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos).
Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação. – "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra
A mim ?! Que ideia! vez.
– a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma
coisa". (M. Palmério).
PONTO DE EXCLAMAÇÃO
• Usa-se para separar orações do tipo:
É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas.
– Avante!- Gritou o general.
Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
– A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta.
Ó jovens! Lutemos!
Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam
VÍRGULA uma cadeia de frase:
A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau- • A estrada de ferro Santos – Jundiaí.
sa na fala. Emprega-se a vírgula: • A ponte Rio – Niterói.
• Nas datas e nos endereços: • A linha aérea São Paulo – Porto Alegre.
São Paulo, 17 de setembro de 1989.
Largo do Paissandu, 128. ASPAS
• No vocativo e no aposto: São usadas para:
Meninos, prestem atenção! • Indicar citações textuais de outra autoria.
Termópilas, o meu amigo, é escritor. "A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles)
• Nos termos independentes entre si: • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se
O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões. expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaismo, formas populares:
• Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste Há quem goste de “jazz-band”.
caso é usado o duplo emprego da vírgula: Não achei nada "legal" aquela aula de inglês.
Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa- • Para enfatizar palavras ou expressões:
droeira. Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite.
• Após alguns adjuntos adverbiais: • Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc.
No dia seguinte, viajamos para o litoral. "Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro.
• Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo emprego • Em casos de ironia:
da vírgula: A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente.
Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor. Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão.

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PARÊNTESES • Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo subentendida:
Empregamos os parênteses: Às 8 e 15 o despertador soou.
• Nas indicações bibliográficas. • Antes de substantivo, quando se puder subentender as palavras “mo-
"Sede assim qualquer coisa. da” ou "maneira":
serena, isenta, fiel". Aos domingos, trajava-se à inglesa.
(Meireles, Cecília, "Flor de Poemas"). Cortavam-se os cabelos à Príncipe Danilo.
• Nas indicações cênicas dos textos teatrais: • Antes da palavra casa, se estiver determinada:
"Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos Referia-se à Casa Gebara.
fora das órbitas. Amália se volta)". • Não há crase quando a palavra "casa" se refere ao próprio lar.
(G. Figueiredo) Não tive tempo de ir a casa apanhar os papéis. (Venho de casa).
• Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória: • Antes da palavra "terra", se esta não for antônima de bordo.
"E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-lo, morrendo de Voltou à terra onde nascera.
fome." Chegamos à terra dos nossos ancestrais.
(C. Lispector) Mas:
• Para isolar orações intercaladas: Os marinheiros vieram a terra.
"Estou certo que eu (se lhe ponho O comandante desceu a terra.
Minha mão na testa alçada) • Se a preposição ATÉ vier seguida de palavra feminina que aceite o
Sou eu para ela." artigo, poderá ou não ocorrer a crase, indiferentemente:
(M. Bandeira) Vou até a (á ) chácara.
Cheguei até a(à) muralha
• A QUE - À QUE
COLCHETES [ ]
Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o feminino
Os colchetes são muito empregados na linguagem científica.
ocorrerá crase:
Houve um palpite anterior ao que você deu.
ASTERISCO Houve uma sugestão anterior à que você deu.
O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o feminino não
alguma nota (observação). ocorrerá crase.
Não gostei do filme a que você se referia.
BARRA Não gostei da peça a que você se referia.
A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas O mesmo fenômeno de crase (preposição A) - pronome demonstrativo
abreviaturas. A que ocorre antes do QUE (pronome relativo), pode ocorrer antes do
de:
Meu palpite é igual ao de todos
CRASE Minha opinião é igual à de todos.

Crase é a fusão da preposição A com outro A. NÃO OCORRE CRASE


Fomos a a feira ontem = Fomos à feira ontem. • antes de nomes masculinos:
Andei a pé.
EMPREGO DA CRASE Andamos a cavalo.
• em locuções adverbiais: • antes de verbos:
à vezes, às pressas, à toa... Ela começa a chorar.
• em locuções prepositivas: Cheguei a escrever um poema.
em frente à, à procura de... • em expressões formadas por palavras repetidas:
• em locuções conjuntivas: Estamos cara a cara.
à medida que, à proporção que... • antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senhorita e dona:
• pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a, Dirigiu-se a V. Sa com aspereza.
as Escrevi a Vossa Excelência.
Fui ontem àquele restaurante. Dirigiu-se gentilmente à senhora.
Falamos apenas àquelas pessoas que estavam no salão: • quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plural:
Refiro-me àquilo e não a isto. Não falo a pessoas estranhas.
Jamais vamos a festas.
A CRASE É FACULTATIVA
• diante de pronomes possessivos femininos:
Entreguei o livro a(à) sua secretária. FIGURAS DE LINGUAGEM (PRINCIPAIS)
• diante de substantivos próprios femininos:
Dei o livro à(a) Sônia. Semântica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE
• Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes admitirem o artigo
A:
Viajaremos à Colômbia.
(Observe: A Colômbia é bela - Venho da Colômbia)
• Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Curitiba, Brasília,
Fortaleza, Goiás, Ilhéus, Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Madri, Ve-
neza, etc.
Viajaremos a Curitiba.
(Observe: Curitiba é uma bela cidade - Venho de Curitiba).
• Haverá crase se o substantivo vier acompanhado de adjunto que o
modifique. Semântica (do grego σηµαντικός, sēmantiká, plural neutro de
Ela se referiu à saudosa Lisboa. sēmantikós, derivado de sema, sinal), é o estudo do significado. Incide
Vou à Curitiba dos meus sonhos.

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sobre a relação entre significantes, tais como palavras, frases, sinais e Sinônimo
símbolos, e o que eles representam, a sua denotação. Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico
ou muito semelhante à outra. Exemplos: carro e automóvel, cão e cachorro.
A semântica linguística estuda o significado usado por seres humanos O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se evitem
para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica repetições desnecessárias na construção de textos, evitando que se tornem
incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica formal, enfadonhos.
e semiótica.
A semântica contrapõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a Eufemismo
primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto,
sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo normalmente negativo, de algumas palavras (figura de linguagem
é expresso(por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepção conhecida como eufemismo).
de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica Exemplos:
formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica • gordo - obeso
cognitiva, fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes. • morrer - falecer
Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em
consideração: Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos
Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos.
Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais Sinônimos Perfeitos
que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos: Se o significado é idêntico.
Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil / Distante - afastado, Exemplos:
remoto. • avaro – avarento,
Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais • léxico – vocabulário,
que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os antônimos: • falecer – morrer,
Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim. • escarradeira – cuspideira,
Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de • língua – idioma
possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica, • catorze - quatorze
ou seja, os homônimos:
Sinônimos Imperfeitos
As homônimas podem ser: Se os signIficados são próximos, porém não idênticos.
Exemplos: córrego – riacho, belo – formoso
Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia.
Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª pessoa singular presente
Antônimo
indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa
Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado contrário
singular presente indicativo do verbo consertar);
(também oposto ou inverso) à outra.
Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. O emprego de antônimos na construção de frases pode ser um recurso
Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cessão (substantivo) - sessão estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que
(substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo); chame atenção do leitor ou do ouvinte.
Palavra Antônimo
Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos:
cura (verbo) - cura (substantivo) / verão (verbo) - verão (substantivo) / cedo aberto fechado
(verbo) - cedo (advérbio); alto baixo
Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais bem mal
palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na bom mau
pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro - bonito feio
cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura
(atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura (situação demais de menos
decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) - discriminar doce salgado
(diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas forte fraco
de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido
gordo magro
(desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir
(soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor salgado insosso
(que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar, amor ódio
assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição / seco molhado
onicolor - unicolor.
grosso fino
Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de duro mole
apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na
empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de doce amargo
graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida. grande pequeno
soberba humildade
Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e
origem completamente distintos. Exemplos: São(Presente do verbo ser) - louvar censurar
São (santo) bendizer maldizer
Conotação e Denotação: ativo inativo
simpático antipático
Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do
original, criado pelo contexto. Exemplos: Você tem um coração de pedra. progredir regredir
rápido lento
Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original.
Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas. sair entrar
sozinho acompanhado

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concórdia discórdia destratar. insultar - distratar. desfazer(contrato)
emergir. vir à tona - imergir. mergulhar
pesado leve
eminência. altura, excelência - iminência. proximidade de ocorrência
quente frio emitir. lançar fora de si - imitir. fazer entrar
presente ausente enfestar. dobrar ao meio - infestar. assolar
escuro claro enformar. meter em fôrma - informar. avisar
entender. compreender - intender. exercer vigilância
inveja admiração lenimento. suavizante - linimento. medicamento para fricções
migrar. mudar de um local para outro - emigrar. deixar um país para
morar em outro - imigrar. entrar num país vindo de outro
Homógrafo peão. que anda a pé - pião. espécie de brinquedo
Homógrafos são palavras iguais ou parecidas na escrita e diferentes na recrear. divertir - recriar. criar de novo
pronúncia. se. pronome átono, conjugação - si. espécie de brinquedo
Exemplos vadear. passar o vau - vadiar. passar vida ociosa
• rego (subst.) e rego (verbo); venoso. relativo a veias - vinoso. que produz vinho
• colher (verbo) e colher (subst.); vez. ocasião, momento - vês. verbo ver na 2ª pessoa do singular
• jogo (subst.) e jogo (verbo);
DENOTAÇAO E CONOTAÇAO
• Sede: lugar e Sede: avidez;
A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a
• Seca: pôr a secar e Seca: falta de água. seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original.
Homófono A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se
Palavras homófonas são palavras de pronúncias iguais. Existem dois no seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias
tipos de palavras homófonas, que são: interpretações.
• Homófonas heterográficas Observe os exemplos:
• Homófonas homográficas Denotação
Homófonas heterográficas As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro.
Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), mas
heterográficas (diferentes na escrita). Conotação
Exemplos As estrelas do cinema.
cozer / coser; O jardim vestiu-se de flores
cozido / cosido; O fogo da paixão
censo / senso
consertar / concertar SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO
conselho / concelho
paço / passo As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido
noz / nós figurado:
hera / era Construí um muro de pedra - sentido próprio
ouve / houve Maria tem um coração de pedra – sentido figurado.
voz / vós A água pingava lentamente – sentido próprio.
cem / sem
acento / assento
Homófonas homográficas
Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), e ESTRUTURA DAS PALAVRAS E
homográficas (iguais na escrita). SEUS PROCESSOS DE FORMAÇÃO
Exemplos
Ele janta (verbo) / A janta está pronta (substantivo); No caso, As palavras, em Língua Portuguesa, podem ser decompostas em vários
janta é inexistente na língua portuguesa por enquanto, já que elementos chamados elementos mórficos ou elementos de estrutura das
deriva do substantivo jantar, e está classificado como palavras.
neologismo. Exs.:
Eu passeio pela rua (verbo) / O passeio que fizemos foi bonito cinzeiro = cinza + eiro
(substantivo). endoidecer = en + doido + ecer
predizer = pre + dizer
Parônimo Os principais elementos móficos são:
Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma RADICAL
semelhante a outra, que provoca, com alguma frequência, confusão. Essas É o elemento mórfico em que está a ideia principal da palavra.
palavras apresentam grafia e pronúncia parecida, mas com significados Exs.: amarelecer = amarelo + ecer
diferentes. enterrar = en + terra + ar
O parônimos pode ser também palavras homófonas, ou seja, a pronome = pro + nome
pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma.Palavras parônimas
são aquelas que têm grafia e pronúncia parecida. PREFIXO
Exemplos É o elemento mórfico que vem antes do radical.
Veja alguns exemplos de palavras parônimas: Exs.: anti - herói in - feliz
acender. verbo - ascender. subir
acento. inflexão tônica - assento. dispositivo para sentar-se SUFIXO
cartola. chapéu alto - quartola. pequena pipa
É o elemento mórfico que vem depois do radical.
comprimento. extensão - cumprimento. saudação
Exs.: med - onho cear – ense
coro (cantores) - couro (pele de animal)
deferimento. concessão - diferimento. adiamento
delatar. denunciar - dilatar. retardar, estender FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
descrição. representação - discrição. reserva
descriminar. inocentar - discriminar. distinguir As palavras estão em constante processo de evolução, o que torna a
despensa. compartimento - dispensa. desobriga língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Por isso alguns vocá-

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bulos caem em desuso (arcaísmos), enquanto outros nascem (neologis- CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
mos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espécie:
rio, cidade, pais, menino, aluno
Na Língua Portuguesa, em função da estruturação e origem das pala- b) PRÓPRIO - quando designa especificamente um determinado elemento.
vras encontramos a seguinte divisão: Os substantivos próprios são sempre grafados com inicial maiúscula: To-
• palavras primitivas - não derivam de outras (casa, flor) cantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair.
• palavras derivadas - derivam de outras (casebre, florzinha) c) CONCRETO - quando designa os seres de existência real ou não, pro-
priamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifi-
• palavras simples - só possuem um radical (couve, flor)
que que é sempre possível visualizar em nossa mente o substantivo con-
• palavras compostas - possuem mais de um radical (couve-flor, creto, mesmo que ele não possua existência real: casa, cadeira, caneta,
aguardente) fada, bruxa, saci.
d) ABSTRATO - quando designa as coisas que não existem por si, isto é, só
Para a formação das palavras portuguesas, é necessário o conheci- existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo,
mento dos seguintes processos de formação: pois, impossível visualizá-lo como um ser. Os substantivos abstratos vão,
Composição - processo em que ocorre a junção de dois ou mais radi- portanto, designar ações, estados ou qualidades, tomados como seres:
cais. São dois tipos de composição. trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza.
• justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol, Os substantivos abstratos, via de regra, são derivados de verbos ou adje-
sexta-feira); tivos
• aglutinação: quando ocorre a alteração fonética, com perda de trabalhar - trabalho
elementos (pernalta, de perna + alta). correr - corrida
Derivação - processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o alto - altura
acréscimo de afixos. São cinco tipos de derivação. belo - beleza
• prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil);
• sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente); FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
• parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo a) PRIMITIVO: quando não provém de outra palavra existente na língua
e sufixo, à palavra primitiva (em + lata + ado). Esse processo é responsável portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal.
pela formação de verbos, de base substantiva ou adjetiva; b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da língua portuguesa:
• regressiva: redução da palavra primitiva. Nesse processo forma-se florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro.
substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda / c) SIMPLES: quando é formado por um só radical: água, pé, couve, ódio,
de ajudar); tempo, sol.
d) COMPOSTO: quando é formado por mais de um radical: água-de-
• imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva
colônia, pé-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol.
("o jantar" - de verbo para substantivo, "é um judas" - de substantivo próprio
a comum).
COLETIVOS
Além desses processos, a língua portuguesa também possui outros
Coletivo é o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo
processos para formação de palavras, como:
de seres da mesma espécie.
• Hibridismo: são palavras compostas, ou derivadas, constituídas
por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo, Veja alguns coletivos que merecem destaque:
grego e latim / sociologia, bígamo, bicicleta, latim e grego / alcalóide, al- alavão - de ovelhas leiteiras
coômetro, árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal - africano e alcateia - de lobos
latino / sambódromo - africano e grego / burocracia - francês e grego); álbum - de fotografias, de selos
• Onomatopeia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue, zun- antologia - de trechos literários escolhidos
zum, miau); armada - de navios de guerra
• Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua armento - de gado grande (búfalo, elefantes, etc)
compreensão (metrô, moto, pneu, extra, dr., obs.) arquipélago - de ilhas
• Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma se- assembleia - de parlamentares, de membros de associações
qüência de palavras (Academia Brasileira de Letras - ABL). A partir de atilho - de espigas de milho
siglas, formam-se outras palavras também (aidético, petista) atlas - de cartas geográficas, de mapas
• Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas pala- banca - de examinadores
vras, ou para palavras que adquirem um novo significado. pciconcursos bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minérios
bando - de aves, de pessoal em geral
cabido - de cônegos
cacho - de uvas, de bananas
CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO: CLASSIFICAÇÃO, cáfila - de camelos
FLEXÃO E GRAU; ADJETIVO: CLASSIFICAÇÃO, FLEXÃO E cambada - de ladrões, de caranguejos, de chaves
GRAU; ADVÉRBIO: CLASSIFICAÇÃO, LOCUÇÃO ADVERBIAL E cancioneiro - de poemas, de canções
GRAU; PRONOME: CLASSIFICAÇÃO, EMPREGO E COLOCA- caravana - de viajantes
ÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS; VERBO: CLASSI- cardume - de peixes
FICAÇÃO, CONJUGAÇÃO, EMPREGO DE TEMPOS E MODOS; clero - de sacerdotes
PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO: CLASSIFICAÇÃO E EMPREGO colmeia - de abelhas
concílio - de bispos
conclave - de cardeais em reunião para eleger o papa
SUBSTANTIVOS congregação - de professores, de religiosos
congresso - de parlamentares, de cientistas
conselho - de ministros
Substantivo é a palavra variável em gênero, número e grau, que dá no-
consistório - de cardeais sob a presidência do papa
me aos seres em geral.
constelação - de estrelas
São, portanto, substantivos.
corja - de vadios
a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra,
elenco - de artistas
Valéria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado.
enxame - de abelhas
b) os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres: traba-
enxoval - de roupas
lho, corrida, tristeza beleza altura.
esquadra - de navios de guerra

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esquadrilha - de aviões Alguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gênero:
falange - de soldados, de anjos São masculinos São femininos
farândola - de maltrapilhos o anátema o grama (unidade de peso) a abusão a derme
o telefonema o dó (pena, compaixão) a aluvião a omoplata
fato - de cabras o teorema o ágape a análise a usucapião
fauna - de animais de uma região o trema o caudal a cal a bacanal
feixe - de lenha, de raios luminosos o edema o champanha a cataplasma a líbido
flora - de vegetais de uma região o eclipse o alvará a dinamite a sentinela
o lança-perfume o formicida a comichão a hélice
frota - de navios mercantes, de táxis, de ônibus o fibroma o guaraná a aguardente
girândola - de fogos de artifício o estratagema o plasma
horda - de invasores, de selvagens, de bárbaros o proclama o clã
junta - de bois, médicos, de examinadores
júri - de jurados Mudança de Gênero com mudança de sentido
legião - de anjos, de soldados, de demônios Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido.
malta - de desordeiros
manada - de bois, de elefantes Veja alguns exemplos:
matilha - de cães de caça o cabeça (o chefe, o líder) a cabeça (parte do corpo)
ninhada - de pintos o capital (dinheiro, bens) a capital (cidade principal)
nuvem - de gafanhotos, de fumaça o rádio (aparelho receptor) a rádio (estação transmissora)
o moral (ânimo) a moral (parte da Filosofia, conclusão)
panapaná - de borboletas
o lotação (veículo) a lotação (capacidade)
pelotão - de soldados o lente (o professor) a lente (vidro de aumento)
penca - de bananas, de chaves
pinacoteca - de pinturas
Plural dos Nomes Simples
plantel - de animais de raça, de atletas
1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: casa,
quadrilha - de ladrões, de bandidos
casas; pai, pais; imã, imãs; mãe, mães.
ramalhete - de flores
2. Os substantivos terminados em ÃO formam o plural em:
réstia - de alhos, de cebolas
a) ÕES (a maioria deles e todos os aumentativos): balcão, balcões; coração,
récua - de animais de carga
corações; grandalhão, grandalhões.
romanceiro - de poesias populares
b) ÃES (um pequeno número): cão, cães; capitão, capitães; guardião,
resma - de papel
guardiães.
revoada - de pássaros
c) ÃOS (todos os paroxítonos e um pequeno número de oxítonos): cristão,
súcia - de pessoas desonestas
cristãos; irmão, irmãos; órfão, órfãos; sótão, sótãos.
vara - de porcos
vocabulário - de palavras
Muitos substantivos com esta terminação apresentam mais de uma forma
de plural: aldeão, aldeãos ou aldeães; charlatão, charlatões ou charlatães;
ermitão, ermitãos ou ermitães; tabelião, tabeliões ou tabeliães, etc.
FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
Como já assinalamos, os substantivos variam de gênero, número e 3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazém,
grau. armazéns; harém, haréns; jejum, jejuns.
Gênero 4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar,
Em Português, o substantivo pode ser do gênero masculino ou femini- lares; xadrez, xadrezes; abdômen, abdomens (ou abdômenes); hífen, hí-
no: o lápis, o caderno, a borracha, a caneta. fens (ou hífenes).
Obs: caráter, caracteres; Lúcifer, Lúciferes; cânon, cânones.
Podemos classificar os substantivos em: 5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, ani-
a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, são os que apresentam duas formas, uma mais; papel, papéis; anzol, anzóis; paul, pauis.
para o masculino, outra para o feminino: Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cônsul, cônsules.
aluno/aluna homem/mulher 6. Os substantivos paroxítonos terminados em IL fazem o plural em: fóssil,
menino /menina carneiro/ovelha fósseis; réptil, répteis.
Os substantivos oxítonos terminados em IL mudam o l para S: barril, bar-
Quando a mudança de gênero não é marcada pela desinência, mas ris; fuzil, fuzis; projétil, projéteis.
pela alteração do radical, o substantivo denomina-se heterônimo: 7. Os substantivos terminados em S são invariáveis, quando paroxítonos: o
padrinho/madrinha bode/cabra pires, os pires; o lápis, os lápis. Quando oxítonas ou monossílabos tôni-
cavaleiro/amazona pai/mãe cos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento gráfico, português, portugueses;
burguês, burgueses; mês, meses; ás, ases.
b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: são os que apresentam uma única São invariáveis: o cais, os cais; o xis, os xis. São invariáveis, também, os
forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se substantivos terminados em X com valor de KS: o tórax, os tórax; o ônix,
em: os ônix.
1. Substantivos epicenos: são substantivos uniformes, que designam 8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o subs-
animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, foca. tantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porém, o S do substantivo pri-
Caso se queira fazer a distinção entre o masculino e o feminino, deve- mitivo: coração, coraçõezinhos; papelzinho, papeizinhos; cãozinho, cãezi-
mos acrescentar as palavras macho ou fêmea: onça macho, jacaré fê- tos.
mea
2. Substantivos comuns de dois gêneros: são substantivos uniformes que Substantivos só usados no plural
designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero é feita pelo arti- afazeres anais
go, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante, a arredores belas-artes
estudante, este dentista. cãs condolências
3. Substantivos sobrecomuns: são substantivos uniformes que designam confins exéquias
pessoas. Neste caso, a diferença de gênero não é especificada por ar- férias fezes
tigos ou outros determinantes, que serão invariáveis: a criança, o côn- núpcias óculos
juge, a pessoa, a criatura. olheiras pêsames
Caso se queira especificar o gênero, procede-se assim: uma criança do viveres copas, espadas, ouros e paus (naipes)
sexo masculino / o cônjuge do sexo feminino.

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Plural dos Nomes Compostos Principais Sufixos Diminutivos
1. Somente o último elemento varia: ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO,
a) nos compostos grafados sem hífen: aguardente, aguardentes; clara- ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, ÚNCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho,
boia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivém, vaivéns; montículo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim,
b) nos compostos com os prefixos grão, grã e bel: grão-mestre, grão- pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glóbulo,
mestres; grã-cruz, grã-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres; homúncula, apícula, velhusco.
c) nos compostos de verbo ou palavra invariável seguida de substantivo Observações:
ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sóis; guarda- • Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, adqui-
comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva, sem- rem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, etc.
pre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela, mela- Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaréu, fogaréu, etc.
melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques) • É usual o emprego dos sufixos diminutivos dando às palavras valor afe-
tivo: Joãozinho, amorzinho, etc.
2. Somente o primeiro elemento é flexionado: • Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo é meramente for-
a) nos compostos ligados por preposição: copo-de-leite, copos-de-leite; mal, pois não dão à palavra nenhum daqueles dois sentidos: cartaz,
pinho-de-riga, pinhos-de-riga; pé-de-meia, pés-de-meia; burro-sem- ferrão, papelão, cartão, folhinha, etc.
rabo, burros-sem-rabo; • Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di-
b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalidade minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, bon-
ou limitando a significação do primeiro: pombo-correio, pombos- zinho, pequenito.
correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada;
banana-maçã, bananas-maçã. Apresentamos alguns substantivos heterônimos ou desconexos. Em lu-
A tendência moderna é de pluralizar os dois elementos: pombos- gar de indicarem o gênero pela flexão ou pelo artigo, apresentam radicais
correios, homens-rãs, navios-escolas, etc. diferentes para designar o sexo:
bode - cabra genro - nora
3. Ambos os elementos são flexionados: burro - besta padre - madre
a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves- carneiro - ovelha padrasto - madrasta
flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas- cão - cadela padrinho - madrinha
compromissos. cavalheiro - dama pai - mãe
b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor- compadre - comadre veado - cerva
perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-pálida, frade - freira zangão - abelha
caras-pálidas. frei – soror etc.
São invariáveis:
a) os compostos de verbo + advérbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o pi- ADJETIVOS
sa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo;
b) as expressões substantivas: o chove-não-molha, os chove-não-
molha; o não-bebe-nem-desocupa-o-copo, os não-bebe-nem- FLEXÃO DOS ADJETIVOS
desocupa-o-copo;
c) os compostos de verbos antônimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o Gênero
perde-ganha, os perde-ganha. Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser:
Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como é o caso a) Uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêne-
por exemplo, de: fruta-pão, fruta-pães ou frutas-pães; guarda- ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu-
marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa- lher simples; aluno feliz - aluna feliz.
dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, ou-
salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate. tra para o feminino: homem simpático / mulher simpática / homem
alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa
Adjetivos Compostos
Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento se flexiona. Observação: no que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é se-
Ex.:histórico-geográfico, histórico-geográficos; latino-americanos, latino- melhante a dos substantivos.
americanos; cívico-militar, cívico-militares.
1) Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis, quando o Número
segundo elemento é um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos a) Adjetivo simples
amarelo-ouro, paredes azul-piscina. Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os
2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur- substantivos simples:
dos-mudos > surdas-mudas. pessoa honesta pessoas honestas
3) O composto azul-marinho é invariável: gravatas azul-marinho. regra fácil regras fáceis
homem feliz homens felizes
Graus do substantivo Observação: os substantivos empregados como adjetivos ficam in-
Dois são os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os quais variáveis:
podem ser: sintéticos ou analíticos. blusa vinho blusas vinho
camisa rosa camisas rosa
Analítico b) Adjetivos compostos
Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuição do tama- Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último ele-
nho: boca pequena, prédio imenso, livro grande. mento varia, tanto em gênero quanto em número:
acordos sócio-político-econômico acordos sócio-político-econômicos
Sintético causa sócio-político-econômica causas sócio-político-econômicas
acordo luso-franco-brasileiro acordo luso-franco-brasileiros
Constrói-se com o auxílio de sufixos nominais aqui apresentados. lente côncavo-convexa lentes côncavo-convexas
camisa verde-clara camisas verde-claras
Principais sufixos aumentativos sapato marrom-escuro sapatos marrom-escuros
AÇA, AÇO, ALHÃO, ANZIL, ÃO, ARÉU, ARRA, ARRÃO, ASTRO, ÁZIO, Observações:
ORRA, AZ, UÇA. Ex.: A barcaça, ricaço, grandalhão, corpanzil, caldeirão, 1) Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável:
povaréu, bocarra, homenzarrão, poetastro, copázio, cabeçorra, lobaz, dentu- camisa verde-abacate camisas verde-abacate
ça. sapato marrom-café sapatos marrom-café
blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro

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2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis: livre - libérrimo magnífico - magnificentíssimo
blusa azul-marinho blusas azul-marinho magro - macérrimo maléfico - maleficentíssimo
camisa azul-celeste camisas azul-celeste manso - mansuetíssimo miúdo - minutíssimo
3) No adjetivo composto (como já vimos) surdo-mudo, ambos os elementos
negro - nigérrimo (negríssimo) nobre - nobilíssimo
variam:
menino surdo-mudo meninos surdos-mudos pessoal - personalíssimo pobre - paupérrimo (pobríssimo)
menina surda-muda meninas surdas-mudas possível - possibilíssimo preguiçoso - pigérrimo
Graus do Adjetivo próspero - prospérrimo provável - probabilíssimo
As variações de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex- público - publicíssimo pudico - pudicíssimo
pressas em dois graus: sábio - sapientíssimo sagrado - sacratíssimo
- o comparativo salubre - salubérrimo sensível - sensibilíssimo
- o superlativo simples – simplicíssimo tenro - tenerissimo
terrível - terribilíssimo tétrico - tetérrimo
Comparativo velho - vetérrimo visível - visibilíssimo
Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma voraz - voracíssimo vulnerável - vuInerabilíssimo
outra qualidade que o próprio ser possui, podemos concluir que ela é igual,
superior ou inferior. Daí os três tipos de comparativo: Adjetivos Gentílicos e Pátrios
- Comparativo de igualdade: Argélia – argelino Bagdá - bagdali
O espelho é tão valioso como (ou quanto) o vitral. Bizâncio - bizantino Bogotá - bogotano
Pedro é tão saudável como (ou quanto) inteligente. Bóston - bostoniano Braga - bracarense
- Comparativo de superioridade: Bragança - bragantino Brasília - brasiliense
O aço é mais resistente que (ou do que) o ferro. Bucareste - bucarestino, - Buenos Aires - portenho, buenairense
Este automóvel é mais confortável que (ou do que) econômico. bucarestense Campos - campista
- Comparativo de inferioridade: Cairo - cairota Caracas - caraquenho
A prata é menos valiosa que (ou do que) o ouro. Canaã - cananeu Ceilão - cingalês
Este automóvel é menos econômico que (ou do que) confortável. Catalunha - catalão Chipre - cipriota
Chicago - chicaguense Córdova - cordovês
Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de intensi- Coimbra - coimbrão, conim- Creta - cretense
dade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo: bricense Cuiabá - cuiabano
- Superlativo absoluto Córsega - corso EI Salvador - salvadorenho
Neste caso não comparamos a qualidade com a de outro ser: Croácia - croata Espírito Santo - espírito-santense,
Esta cidade é poluidíssima. Egito - egípcio capixaba
Esta cidade é muito poluída. Equador - equatoriano Évora - eborense
- Superlativo relativo Filipinas - filipino Finlândia - finlandês
Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a a Florianópolis - florianopolitano Formosa - formosano
outros seres: Fortaleza - fortalezense Foz do lguaçu - iguaçuense
Este rio é o mais poluído de todos. Gabão - gabonês Galiza - galego
Este rio é o menos poluído de todos. Genebra - genebrino Gibraltar - gibraltarino
Goiânia - goianense Granada - granadino
Observe que o superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico: Groenlândia - groenlandês Guatemala - guatemalteco
- Analítico: expresso com o auxílio de um advérbio de intensidade - Guiné - guinéu, guineense Haiti - haitiano
muito trabalhador, excessivamente frágil, etc. Himalaia - himalaico Honduras - hondurenho
- Sintético: expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixo) – anti- Hungria - húngaro, magiar Ilhéus - ilheense
quíssimo: cristianíssimo, sapientíssimo, etc. Iraque - iraquiano Jerusalém - hierosolimita
João Pessoa - pessoense Juiz de Fora - juiz-forense
Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compara- La Paz - pacense, pacenho Lima - limenho
tivo e o superlativo, as seguintes formas especiais: Macapá - macapaense Macau - macaense
NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO ABSOLUTO Maceió - maceioense Madagáscar - malgaxe
RELATIVO Madri - madrileno Manaus - manauense
bom melhor ótimo Marajó - marajoara Minho - minhoto
melhor Moçambique - moçambicano Mônaco - monegasco
mau pior péssimo Montevidéu - montevideano Natal - natalense
pior Normândia - normando Nova lguaçu - iguaçuano
grande maior máximo Pequim - pequinês Pisa - pisano
maior Porto - portuense Póvoa do Varzim - poveiro
pequeno menor mínimo Quito - quitenho Rio de Janeiro (Est.) - fluminense
menor Santiago - santiaguense Rio de Janeiro (cid.) - carioca
São Paulo (Est.) - paulista Rio Grande do Norte - potiguar
São Paulo (cid.) - paulistano Salvador – salvadorenho, soteropolitano
Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintéticos:
Terra do Fogo - fueguino Toledo - toledano
acre - acérrimo ágil - agílimo
Três Corações - tricordiano Rio Grande do Sul - gaúcho
agradável - agradabilíssimo agudo - acutíssimo
Tripoli - tripolitano Varsóvia - varsoviano
amargo - amaríssimo amável - amabilíssimo
Veneza - veneziano Vitória - vitoriense
amigo - amicíssimo antigo - antiquíssimo
áspero - aspérrimo atroz - atrocíssimo Locuções Adjetivas
audaz - audacíssimo benéfico - beneficentíssimo
As expressões de valor adjetivo, formadas de preposições mais subs-
benévolo - benevolentíssimo capaz - capacíssimo
tantivos, chamam-se LOCUÇÕES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem
célebre - celebérrimo cristão - cristianíssimo
ser substituídas por um adjetivo correspondente.
cruel - crudelíssimo doce - dulcíssimo
eficaz - eficacíssimo feroz - ferocíssimo
fiel - fidelíssimo frágil - fragilíssimo PRONOMES
frio - frigidíssimo humilde - humílimo (humildíssimo)
incrível - incredibilíssimo inimigo - inimicíssimo Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa, que repre-
íntegro - integérrimo jovem - juveníssimo senta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso.

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Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome Convidaram ELE para a festa (errado)
substantivo. Receberam NÓS com atenção (errado)
• Ele chegou. (ele) EU cheguei atrasado (certo)
• Convidei-o. (o) ELE compareceu à festa (certo)
2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os
Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a ex- pronomes retos:
tensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo. Convidei ELE (errado)
• Esta casa é antiga. (esta) Chamaram NÓS (errado)
• Meu livro é antigo. (meu) Convidei-o. (certo)
Chamaram-NOS. (certo)
Classificação dos Pronomes 3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de preposi-
Há, em Português, seis espécies de pronomes: ção, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se cor-
• pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas reto seu emprego como complemento:
de tratamento: Informaram a ELE os reais motivos.
• possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões; Emprestaram a NÓS os livros.
• demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo; Eles gostam muito de NÓS.
• relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde; 4. As formas EU e TU só podem funcionar como sujeito. Considera-se
• indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vá- errado seu emprego como complemento:
rios, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, ou- Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado)
trem, nada, cada, algo. Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo)
• interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases in-
terrogativas. Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de
preposição, não se usam as formas retas EU e TU, mas as formas oblíquas
PRONOMES PESSOAIS MIM e TI:
Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do dis- Ninguém irá sem EU. (errado)
curso: Nunca houve discussões entre EU e TU. (errado)
1ª pessoa: quem fala, o emissor. Ninguém irá sem MIM. (certo)
Eu sai (eu) Nunca houve discussões entre MIM e TI. (certo)
Nós saímos (nós)
Convidaram-me (me) Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e
Convidaram-nos (nós) TU mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam
2ª pessoa: com quem se fala, o receptor. como sujeito de um verbo no infinitivo.
Tu saíste (tu) Deram o livro para EU ler (ler: sujeito)
Vós saístes (vós) Deram o livro para TU leres (leres: sujeito)
Convidaram-te (te) Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU é obri-
Convidaram-vos (vós) gatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de
3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente. sujeito.
Ele saiu (ele) 5. Os pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados
Eles sairam (eles) somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em
Convidei-o (o) que os referidos pronomes não sejam reflexivos:
Convidei-os (os) Querida, gosto muito de SI. (errado)
Preciso muito falar CONSIGO. (errado)
Os pronomes pessoais são os seguintes: Querida, gosto muito de você. (certo)
NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO
Preciso muito falar com você. (certo)
singular 1ª eu me, mim, comigo
2ª tu te, ti, contigo
3ª ele, ela se, si, consigo, o, a, lhe Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os
plural 1ª nós nós, conosco pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos:
2ª vós vós, convosco Ele feriu-se
3ª eles, elas se, si, consigo, os, as, lhes Cada um faça por si mesmo a redação
O professor trouxe as provas consigo
PRONOMES DE TRATAMENTO
Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra- 6. Os pronomes oblíquos CONOSCO e CONVOSCO são utilizados
tamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais
deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a pronomes devem ser substituídos pela forma analítica:
você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois
Veja, a seguir, alguns desses pronomes: Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios.
PRONOME ABREV. EMPREGO
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques 7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As com-
Vossa Eminência V .Ema cardeais binações possíveis são as seguintes:
Vossa Excelência V.Exa altas autoridades em geral Vossa me+o=mo me + os = mos
Magnificência V. Mag a reitores de universidades te+o=to te + os = tos
Vossa Reverendíssima V. Revma sacerdotes em geral lhe+o=lho lhe + os = lhos
Vossa Santidade V.S. papas
nos + o = no-lo nos + os = no-los
Vossa Senhoria V.Sa funcionários graduados
Vossa Majestade V.M. reis, imperadores vos + o = vo-lo vos + os = vo-los
lhes + o = lho lhes + os = lhos
São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vo-
cês. A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos
a, as.
EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS me+a=ma me + as = mas
1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS, te+a=ta te + as = tas
ELES/ELAS) devem ser empregados na função sintática de sujeito. - Você pagou o livro ao livreiro?
Considera-se errado seu emprego como complemento: - Sim, paguei-LHO.

Língua Portuguesa 20 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que O pai esperava-o na estação agitada.
representa o livreiro) com O (que representa o livro). Expliquei-lhe o motivo das férias.
8. As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como
complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a
LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos:
indiretos: 1. Quando o verbo iniciar a oração:
O menino convidou-a. (V.T.D ) Voltei-me em seguida para o céu límpido.
O filho obedece-lhe. (V.T. l ) 2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa:
Como eu achasse muito breve, explicou-se.
Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões) 3. Com o imperativo afirmativo:
aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as Companheiros, escutai-me.
construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de 4. Com o infinitivo impessoal:
verbos transitivos diretos: A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um
Eu lhe vi ontem. (errado) destino na mesa.
Nunca o obedeci. (errado) 5. Com o gerúndio, não precedido da preposição EM:
Eu o vi ontem. (certo) E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo.
Nunca lhe obedeci. (certo) 6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética.
A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de meio
9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar
franco.
como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar,
sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblíquo será sujeito desse in-
Próclise
finitivo:
Na linguagem culta, a próclise é recomendada:
Deixei-o sair.
1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos,
Vi-o chegar.
interrogativos e conjunções.
Sofia deixou-se estar à janela.
As crianças que me serviram durante anos eram bichos.
É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvol-
Tudo me parecia que ia ser comida de avião.
vendo as orações reduzidas de infinitivo:
Quem lhe ensinou esses modos?
Deixei-o sair = Deixei que ele saísse.
Quem os ouvia, não os amou.
10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos: Que lhes importa a eles a recompensa?
A mim, ninguém me engana. Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez.
A ti tocou-te a máquina mercante. 2. Nas orações optativas (que exprimem desejo):
Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonas- Papai do céu o abençoe.
mo vicioso e sim ênfase. A terra lhes seja leve.
3. Com o gerúndio precedido da preposição EM:
11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo, Em se animando, começa a contagiar-nos.
exercendo função sintática de adjunto adnominal: Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse.
Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro. 4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja
Não escutei-lhe os conselhos = Não escutei os seus conselhos. pausa entre eles.
Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova.
12. As formas plurais NÓS e VÓS podem ser empregadas para representar Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra.
uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de mo-
déstia: Mesóclise
Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes. Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente
Vós sois minha salvação, meu Deus! e do futuro do pretérito do indicativo, desde que estes verbos não estejam
precedidos de palavras que reclamem a próclise.
13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando
Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris.
nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quando
Dir-se-ia vir do oco da terra.
falamos dessa pessoa:
Ao encontrar o governador, perguntou-lhe:
Mas:
Vossa Excelência já aprovou os projetos?
Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris.
Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração.
Jamais se diria vir do oco da terra.
14. VOCÊ e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE, Com essas formas verbais a ênclise é inadmissível:
VOSSA ALTEZA) embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª Lembrarei-me (!?)
pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como Diria-se (!?)
pronomes de terceira pessoa:
Você trouxe seus documentos? O Pronome Átono nas Locuções Verbais
Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas. 1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou
enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal.
COLOCAÇÃO DE PRONOMES Podemos contar-lhe o ocorrido.
Em relação ao verbo, os pronomes átonos (ME, TE, SE, LHE, O, A, Podemos-lhe contar o ocorrido.
NÓS, VÓS, LHES, OS, AS) podem ocupar três posições: Não lhes podemos contar o ocorrido.
1. Antes do verbo - próclise O menino foi-se descontraindo.
Eu te observo há dias. O menino foi descontraindo-se.
2. Depois do verbo - ênclise O menino não se foi descontraindo.
Observo-te há dias. 2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclítico
3. No interior do verbo - mesóclise ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio.
Observar-te-ei sempre. "Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a Des-
cartes ."
Ênclise Tenho-me levantado cedo.
Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a Não me tenho levantado cedo.
ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o
direto ou indireto. auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta.
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Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o da b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente:
colocação do pronome no início da oração, o que se deve evitar na lingua- Este coração não pode me trair.
gem escrita. Esta alma não traz pecados.
Tudo se fez por este país.
PRONOMES POSSESSIVOS c) Para indicar o momento em que falamos:
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribu- Neste instante estou tranquilo.
indo-lhes a posse de alguma coisa. Deste minuto em diante vou modificar-me.
Quando digo, por exemplo, “meu livro”, a palavra “meu” informa que o d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do
livro pertence a 1ª pessoa (eu) momento em que falamos:
Eis as formas dos pronomes possessivos: Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile.
1ª pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS. Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem.
2ª pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS. Um dia destes estive em Porto Alegre.
3ª pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS. e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no
1ª pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS. qual se inclui o momento em que falamos:
2ª pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS. Nesta semana não choveu.
3ª pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS. Neste mês a inflação foi maior.
Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se à 3ª pessoa Este ano será bom para nós.
(seu pai = o pai dele), como à 2ª pessoa do discurso (seu pai = o pai de Este século terminará breve.
você). f) Para indicar aquilo de que estamos tratando:
Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambigui- Este assunto já foi discutido ontem.
dade, devem ser substituídos pelas expressões dele(s), dela(s). Tudo isto que estou dizendo já é velho.
Ex.:Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele. g) Para indicar aquilo que vamos mencionar:
A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles. Só posso lhe dizer isto: nada somos.
Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio. Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos.
Os possessivos devem ser usados com critério. Substituí-los pelos pro- 2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se:
nomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância. a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com
Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as quem se fala):
suas mãos). Esse documento que tens na mão é teu?
Não me respeitava a adolescência. Isso que carregas pesa 5 kg.
A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face. b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente:
O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos. Esse teu coração me traiu.
Essa alma traz inúmeros pecados.
Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir: Quantos vivem nesse pais?
1. Cálculo aproximado, estimativa: c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que dese-
Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos jamos distância:
2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história O povo já não confia nesses políticos.
O nosso homem não se deu por vencido. Não quero mais pensar nisso.
Chama-se Falcão o meu homem d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa:
3. O mesmo que os indefinidos certo, algum Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde.
Eu cá tenho minhas dúvidas O que você quer dizer com isso?
Cornélio teve suas horas amargas e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que
4. Afetividade, cortesia falamos:
Como vai, meu menino? Um dia desses estive em Porto Alegre.
Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo Comi naquele restaurante dia desses.
No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de paren- f) Para indicar aquilo que já mencionamos:
tes de família. Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio.
É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distan-
Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensida- te.
de. 3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se:
Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se á
não sabia o que dizer. 3ª.
Aquele documento que lá está é teu?
PRONOMES DEMONSTRATIVOS Aquilo que eles carregam pesa 5 kg.
São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante.
coisa designada em relação à pessoa gramatical. Naquele instante estava preocupado.
Quando digo “este livro”, estou afirmando que o livro se encontra perto Daquele instante em diante modifiquei-me.
de mim a pessoa que fala. Por outro lado, “esse livro” indica que o livro está Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele
longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; “aquele livro” indica que o século, para exprimir que o tempo já decorreu.
livro está longe de ambas as pessoas. 4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas,
usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou
Os pronomes demonstrativos são estes: variações) para a primeira:
ESTE (e variações), isto = 1ª pessoa Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso
ESSE (e variações), isso = 2ª pessoa e aquela tranquila.
AQUELE (e variações), próprio (e variações) 5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposição DE,
MESMO (e variações), próprio (e variações) pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural:
SEMELHANTE (e variação), tal (e variação) Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose?
Emprego dos Demonstrativos Com um frio destes não se pode sair de casa.
Nunca vi uma coisa daquelas.
1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se:
6. MESMO e PRÓPRIO variam em gênero e número quando têm caráter
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que
reforçativo:
fala).
Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos.
Este documento que tenho nas mãos não é meu.
Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas.
Isto que carregamos pesa 5 kg.

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7. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO, PRONOMES INDEFINIDOS
ISSO ou AQUELE (e variações). Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de
Nem tudo (aquilo) que reluz é ouro. modo vago, impreciso, indeterminado.
O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres. 1. São pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUÉM, FULANO,
Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames. SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUÉM, OUTREM, QUEM, TUDO
A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os Exemplos:
homens superiores. Algo o incomoda?
8. NISTO, em início de frase, significa ENTÃO, no mesmo instante: Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve.
A menina ia cair, nisto, o pai a segurou Não faças a outrem o que não queres que te façam.
9. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção DE ESTE, Quem avisa amigo é.
ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO. Encontrei quem me pode ajudar.
Tal era a situação do país. Ele gosta de quem o elogia.
Não disse tal. 2. São pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, CERTA
Tal não pôde comparecer. CERTAS.
Cada povo tem seus costumes.
Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu- Certas pessoas exercem várias profissões.
des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha Certo dia apareceu em casa um repórter famoso.
QUE, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases como
Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo DE QUAL PRONOMES INTERROGATIVOS
ou OUTRO TAL: Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de
Suas manias eram tais quais as minhas. modo impreciso à 3ª pessoa do discurso.
A mãe era tal quais as filhas. Exemplos:
Os filhos são tais qual o pai. Que há?
Tal pai, tal filho. Que dia é hoje?
É pronome substantivo em frases como: Reagir contra quê?
Não encontrarei tal (= tal coisa). Por que motivo não veio?
Não creio em tal (= tal coisa) Quem foi?
Qual será?
PRONOMES RELATIVOS Quantos vêm?
Veja este exemplo: Quantas irmãs tens?
Armando comprou a casa QUE lhe convinha.
A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo
casa é um pronome relativo.
VERBO
PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já re-
feridos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos. CONCEITO
A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente. “As palavras em destaque no texto abaixo exprimem ações, situando-
No exemplo dado, o antecedente é casa. as no tempo.
Outros exemplos de pronomes relativos: Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a re-
Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos. ceita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e
O lugar onde paramos era deserto. gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro elas.
Traga tudo quanto lhe pertence. Assim fiz. Morreram.”
Leve tantos ingressos quantos quiser. (Clarice Lispector)
Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso? Essas palavras são verbos. O verbo também pode exprimir:
a) Estado:
Não sou alegre nem sou triste.
Eis o quadro dos pronomes relativos: Sou poeta.
b) Mudança de estado:
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS Meu avô foi buscar ouro.
Masculino Feminino Mas o ouro virou terra.
o qual a qual quem c) Fenômeno:
os quais as quais Chove. O céu dorme.
cujo cujos cuja cujas que
quanto quanta quantas onde VERBO é a palavra variável que exprime ação, estado, mudança de
quantos estado e fenômeno, situando-se no tempo.

Observações: FLEXÕES
1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente, O verbo é a classe de palavras que apresenta o maior número de fle-
vem sempre antecedido de preposição, e equivale a O QUAL. xões na língua portuguesa. Graças a isso, uma forma verbal pode trazer em
O médico de quem falo é meu conterrâneo. si diversas informações. A forma CANTÁVAMOS, por exemplo, indica:
2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem • a ação de cantar.
sempre um substantivo sem artigo. • a pessoa gramatical que pratica essa ação (nós).
Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar? • o número gramatical (plural).
3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos • o tempo em que tal ação ocorreu (pretérito).
de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. • o modo como é encarada a ação: um fato realmente acontecido no
Tenho tudo quanto quero. passado (indicativo).
Leve tantos quantos precisar. • que o sujeito pratica a ação (voz ativa).
Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou. Portanto, o verbo flexiona-se em número, pessoa, modo, tempo e voz.
4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a 1. NÚMERO: o verbo admite singular e plural:
EM QUE. O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular).
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô. Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural).
2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as três pessoas gramaticais:
1ª pessoa: aquela que fala. Pode ser

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a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeço. b) irregulares - são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou
b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NÓS. Ex.: Nós adorme- nas desinências: faço - fiz - farei - fizesse.
cemos. c) defectivos - são aqueles que não apresentam conjugação completa,
2ª pessoa: aquela que ouve. Pode ser como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe-
a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces. nômenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc.
b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VÓS. Ex.:Vós adormeceis. d) abundantes - são aqueles que possuem mais de uma forma com o
3ª pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser mesmo valor. Geralmente, essa característica ocorre no particípio: ma-
a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela tado - morto - enxugado - enxuto.
adormece. e) anômalos - são aqueles que incluem mais de um radical em sua conju-
b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.: Eles gação.
adormecem. verbo ser: sou - fui
3. MODO: é a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do falante verbo ir: vou - ia
em relação ao fato que comunica. Há três modos em português.
a) indicativo: a atitude do falante é de certeza diante do fato. QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO
A cachorra Baleia corria na frente.
1. Pessoais: são aqueles que se referem a qualquer sujeito implícito ou
b) subjuntivo: a atitude do falante é de dúvida diante do fato.
explícito. Quase todos os verbos são pessoais.
Talvez a cachorra Baleia corra na frente .
O Nino apareceu na porta.
c) imperativo: o fato é enunciado como uma ordem, um conselho, um
2. Impessoais: são aqueles que não se referem a qualquer sujeito implíci-
pedido
to ou explícito. São utilizados sempre na 3ª pessoa. São impessoais:
Corra na frente, Baleia.
a) verbos que indicam fenômenos meteorológicos: chover, nevar, ventar,
4. TEMPO: é a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tempo,
etc.
em relação ao momento em que se fala. Os três tempos básicos são:
Garoava na madrugada roxa.
a) presente: a ação ocorre no momento em que se fala:
b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer:
Fecho os olhos, agito a cabeça.
Houve um espetáculo ontem.
b) pretérito (passado): a ação transcorreu num momento anterior àquele
Há alunos na sala.
em que se fala:
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos
Fechei os olhos, agitei a cabeça.
claros.
c) futuro: a ação poderá ocorrer após o momento em que se fala:
c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenômeno meteorológico.
Fecharei os olhos, agitarei a cabeça.
Fazia dois anos que eu estava casado.
O pretérito e o futuro admitem subdivisões, o que não ocorre com o
Faz muito frio nesta região?
presente.

Veja o esquema dos tempos simples em português: O VERBO HAVER (empregado impessoalmente)
Presente (falo) O verbo haver é impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente na
INDICATIVO Pretérito perfeito ( falei) 3ª pessoa do singular - quando significa:
Imperfeito (falava) 1) EXISTIR
Mais- que-perfeito (falara) Há pessoas que nos querem bem.
Futuro do presente (falarei) Criaturas infalíveis nunca houve nem haverá.
do pretérito (falaria) Brigavam à toa, sem que houvesse motivos sérios.
Presente (fale) Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores.
SUBJUNTIVO Pretérito imperfeito (falasse) 2) ACONTECER, SUCEDER
Futuro (falar) Houve casos difíceis na minha profissão de médico.
Há ainda três formas que não exprimem exatamente o tempo em que Não haja desavenças entre vós.
se dá o fato expresso. São as formas nominais, que completam o esquema Naquele presídio havia frequentes rebeliões de presos.
dos tempos simples. 3) DECORRER, FAZER, com referência ao tempo passado:
Infinitivo impessoal (falar) Há meses que não o vejo.
Pessoal (falar eu, falares tu, etc.) Haverá nove dias que ele nos visitou.
FORMAS NOMINAIS Gerúndio (falando) Havia já duas semanas que Marcos não trabalhava.
Particípio (falado) O fato aconteceu há cerca de oito meses.
5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser: Quando pode ser substituído por FAZIA, o verbo HAVER concorda no
a) agente do fato expresso. pretérito imperfeito, e não no presente:
O carroceiro disse um palavrão. Havia (e não HÁ) meses que a escola estava fechada.
(sujeito agente) Morávamos ali havia (e não HÁ) dois anos.
O verbo está na voz ativa. Ela conseguira emprego havia (e não HÁ) pouco tempo.
b) paciente do fato expresso: Havia (e não HÁ) muito tempo que a policia o procurava.
Um palavrão foi dito pelo carroceiro. 4) REALIZAR-SE
(sujeito paciente) Houve festas e jogos.
O verbo está na voz passiva. Se não chovesse, teria havido outros espetáculos.
c) agente e paciente do fato expresso: Todas as noites havia ensaios das escolas de samba.
O carroceiro machucou-se. 5) Ser possível, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e
(sujeito agente e paciente) seguido de infinitivo):
O verbo está na voz reflexiva. Em pontos de ciência não há transigir.
6. FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS: dá-se o nome de Não há contê-lo, então, no ímpeto.
rizotônica à forma verbal cujo acento tônico está no radical. Não havia descrer na sinceridade de ambos.
Falo - Estudam. Mas olha, Tomásia, que não há fiar nestas afeiçõezinhas.
Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal cujo acento tônico está E não houve convencê-lo do contrário.
fora do radical. Não havia por que ficar ali a recriminar-se.
Falamos - Estudarei.
7. CLASSIFICACÃO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em: Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locução adverbial de
a) regulares - são aqueles que possuem as desinências normais de sua há muito (= desde muito tempo, há muito tempo):
conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical: canto - De há muito que esta árvore não dá frutos.
cantei - cantarei – cantava - cantasse. De há muito não o vejo.

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O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com d) Pretérito mais-que-perfeito
ele formam locução, os quais, por isso, permanecem invariáveis na 3ª Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação passada em
pessoa do singular: relação a outro fato passado (ou seja, é o passado do passado):
Vai haver eleições em outubro. A bola já ultrapassara a linha quando o jogador a alcançou.
Começou a haver reclamações. e) Futuro do Presente
Não pode haver umas sem as outras. Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato
Parecia haver mais curiosos do que interessados. futuro em relação ao momento em que se fala.
Mas haveria outros defeitos, devia haver outros. Irei à escola.
f) Futuro do Pretérito
A expressão correta é HAJA VISTA, e não HAJA VISTO. Pode ser Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para assinalar:
construída de três modos: - um fato futuro, em relação a outro fato passado.
Hajam vista os livros desse autor. - Eu jogaria se não tivesse chovido.
Haja vista os livros desse autor. - um fato futuro, mas duvidoso, incerto.
Haja vista aos livros desse autor. - Seria realmente agradável ter de sair?
Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretérito indica polidez e às
CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA vezes, ironia.
- Daria para fazer silêncio?!
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o
sentido da frase. Modo Subjuntivo
Exemplo: a) Presente
Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa) Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar:
A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva) - um fato presente, mas duvidoso, incerto.
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa Talvez eles estudem... não sei.
passará a agente da passiva e o verbo assumirá a forma passiva, conser- - um desejo, uma vontade:
vando o mesmo tempo. Que eles estudem, este é o desejo dos pais e dos professores.
b) Pretérito Imperfeito
Outros exemplos: Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar uma
Os calores intensos provocam as chuvas. hipótese, uma condição.
As chuvas são provocadas pelos calores intensos. Se eu estudasse, a história seria outra.
Eu o acompanharei. Nós combinamos que se chovesse não haveria jogo.
Ele será acompanhado por mim. e) Pretérito Perfeito
Todos te louvariam. Emprega-se o pretérito perfeito composto do subjuntivo para apontar
Serias louvado por todos. um fato passado, mas incerto, hipotético, duvidoso (que são, afinal, as
Prejudicaram-me. características do modo subjuntivo).
Fui prejudicado. Que tenha estudado bastante é o que espero.
Condenar-te-iam. d) Pretérito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito
Serias condenado. do subjuntivo para indicar um fato passado em relação a outro fato
passado, sempre de acordo com as regras típicas do modo subjuntivo:
EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS Se não tivéssemos saído da sala, teríamos terminado a prova tranqui-
a) Presente lamente.
Emprega-se o presente do indicativo para assinalar: e) Futuro
- um fato que ocorre no momento em que se fala. Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro já conclu-
Eles estudam silenciosamente. ído em relação a outro fato futuro.
Eles estão estudando silenciosamente. Quando eu voltar, saberei o que fazer.
- uma ação habitual.
Corra todas as manhãs. VERBOS IRREGULARES
- uma verdade universal (ou tida como tal): DAR
O homem é mortal. Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão
A mulher ama ou odeia, não há outra alternativa. Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram
- fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do pretérito para dar Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram
maior realce à narrativa. Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem
Imperfeito do subjuntivo desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem
Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Espírito das Leis".
Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem
É o chamado presente histórico ou narrativo.
- fatos futuros não muito distantes, ou mesmo incertos: MOBILIAR
Amanhã vou à escola. Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam
Qualquer dia eu te telefono. Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem
b) Pretérito Imperfeito Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem
Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para designar: AGUAR
- um fato passado contínuo, habitual, permanente: Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
Ele andava à toa. Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram
Nós vendíamos sempre fiado. Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem
- um fato passado, mas de incerta localização no tempo. É o que ocorre
MAGOAR
por exemplo, no inicio das fábulas, lendas, histórias infantis. Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam
Era uma vez... Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoa-
- um fato presente em relação a outro fato passado. ram
Eu lia quando ele chegou. Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
c) Pretérito Perfeito Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar
Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para referir um fato já
APIEDAR-SE
ocorrido, concluído. Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais-
Estudei a noite inteira. vos, apiadam-se
Usa-se a forma composta para indicar uma ação que se prolonga até o Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei-
momento presente. vos, apiedem-se
Tenho estudado todas as noites. Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A

Língua Portuguesa 25 A Opção Certa Para a Sua Realização


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MOSCAR Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem
Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer
Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus-
quem PERDER
Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem
Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam
RESFOLEGAR Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam
Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais,
resfolgam PODER
Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis, Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem
resfolguem Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam
Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam
Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis,
NOMEAR puderam
Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam
Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis,
nomeavam pudessem
Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomea- Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem
ram Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem
Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem Gerúndio podendo
Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem Particípio podido
Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no
imperativo negativo
COPIAR
Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam PROVER
Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem
Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá- Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam
reis, copiaram Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram
Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, provêreis,
Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem proveram
Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão
ODIAR Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, proveriam
Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam
Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam
Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis,
Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis, provessem
odiaram Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem
Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem Gerúndio provendo
Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar Particípio provido

CABER QUERER
Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem
Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram
Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos, Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé-
coubéreis, couberam reis, quiseram
Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
Imperfeito do subjuntivo coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis,
coubessem quisessem
Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem
O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no
imperativo negativo REQUERER
Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem
CRER Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste,
Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem requereram
Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos,
Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam requerereis, requereram
Conjugam-se como crer, ler e descrer Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requerereis,
requererão
DIZER Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, requere-
Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem ríeis, requereriam
Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram
Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais,
disseram requeiram
Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos,
Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam requerêsseis, requeressem,
Presente do subjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes,
Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, requerem
dissesse Gerúndio requerendo
Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem Particípio requerido
Particípio dito O verbo REQUERER não se conjuga como querer.
Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer
FAZER REAVER
Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem Presente do indicativo reavemos, reaveis
Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve-
Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram ram
Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvé-
Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam reis, reouveram
Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvésse-
Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam mos, reouvésseis, reouvessem
Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes,
fizessem reouverem

Língua Portuguesa 26 A Opção Certa Para a Sua Realização


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O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apresen- Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram
ta a letra v Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão
Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam
SABER Presente do subjuntivo não há
Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem
Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem
Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos, Imperativo afirmativo fali (vós)
soubéreis, souberam Imperativo negativo não há
Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem
Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, Gerúndio falindo
soubessem Particípio falido
Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem
FERIR
VALER
Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem
Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem
Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam
Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham
Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados.
Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham
TRAZER MENTIR
Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem
Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam
Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam
Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir.
trouxéreis, trouxeram
Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão FUGIR
Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem
Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam
Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam
Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis,
trouxessem IR
Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe- Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão
rem Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Gerúndio trazendo Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram
Particípio trazido Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
VER Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão
Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão
Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão
Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem
Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem
Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem
Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem Gerúndio indo
Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Particípio ido
Particípio visto
OUVIR
ABOLIR Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem
Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam
Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam
Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram Particípio ouvido
Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis,
aboliram PEDIR
Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem
Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram
Presente do subjuntivo não há Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam
Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis, Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam
abolissem Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir
Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem
Imperativo afirmativo abole, aboli POLIR
Imperativo negativo não há Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem
Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam
Infinitivo impessoal abolir Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam
Gerúndio abolindo
Particípio abolido REMIR
O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou I. Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem
Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam
AGREDIR
Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem RIR
Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem
Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam
Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por I. Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram
Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram
COBRIR
Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão
Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem
Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam
Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram
Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam
Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram
Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam
Particípio coberto
Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem
Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir
Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
FALIR Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
Presente do indicativo falimos, falis Gerúndio rindo
Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam Particípio rido
Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram Conjuga-se como rir: sorrir

Língua Portuguesa 27 A Opção Certa Para a Sua Realização


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VIR
Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
NUMERAL
Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham
Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram Numeral é a palavra que indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração.
Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram O numeral classifica-se em:
Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão - cardinal - quando indica quantidade.
Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam - ordinal - quando indica ordem.
Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham
- multiplicativo - quando indica multiplicação.
Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham
Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem - fracionário - quando indica fracionamento.
Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem Exemplos:
Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Silvia comprou dois livros.
Gerúndio vindo Antônio marcou o primeiro gol.
Particípio vindo Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço.
Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir O galinheiro ocupava um quarto da quintal.
SUMIR
Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem QUADRO BÁSICO DOS NUMERAIS
Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam
Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam Algarismos Numerais
Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir Roma- Arábi- Cardinais Ordinais Multiplica- Fracionários
nos cos tivos
ADVÉRBIO I 1 um primeiro simples -
II 2 dois segundo duplo meio
Advérbio é a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o próprio ad- dobro
vérbio, exprimindo uma circunstância. III 3 três terceiro tríplice terço
Os advérbios dividem-se em: IV 4 quatro quarto quádruplo quarto
1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, aquém, além, algures, alhures, V 5 cinco quinto quíntuplo quinto
nenhures, atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avan- VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto
te, através, defronte, aonde, etc. VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo
2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre, VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo
nunca, já, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve, IX 9 nove nono nônuplo nono
brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc. X 10 dez décimo décuplo décimo
3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior, XI 11 onze décimo onze avos
melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc. primeiro
4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, dema- XII 12 doze décimo doze avos
siado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tanto, bem, segundo
mal, quase, apenas, etc. XIII 13 treze décimo treze avos
5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, realmente, efefivamente, etc. terceiro
6) NEGAÇÃO: não. XIV 14 quatorze décimo quatorze
7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto, quarto avos
provavelmente, etc. XV 15 quinze décimo quinze avos
quinto
Há Muitas Locuções Adverbiais XVI 16 dezesseis décimo dezesseis
1) DE LUGAR: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à entra- sexto avos
da, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc. XVII 17 dezessete décimo dezessete
2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite, sétimo avos
às ave-marias, ao entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim, de XVIII 18 dezoito décimo dezoito avos
repente, de vez em quando, de longe em longe, etc. oitavo
3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom
XIX 19 dezenove décimo nono dezenove
grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em ge-
avos
ral, a cada passo, às avessas, ao invés, às claras, a pique, a olhos vis-
XX 20 vinte vigésimo vinte avos
tos, de propósito, de súbito, por um triz, etc.
XXX 30 trinta trigésimo trinta avos
4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a máqui-
na, a tinta, a paulada, a mão, a facadas, a picareta, etc. XL 40 quarenta quadragé- quarenta
5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc. simo avos
6) NEGAÇAO: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma, L 50 cinquenta quinquagé- cinquenta
etc. simo avos
7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. LX 60 sessenta sexagésimo sessenta
Advérbios Interrogativos avos
Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como? LXX 70 setenta septuagési- setenta avos
Palavras Denotativas mo
Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, te- LXXX 80 oitenta octogésimo oitenta avos
rão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão, XC 90 noventa nonagésimo noventa
situação, designação, realce, retificação, afetividade, etc. avos
1) DE EXCLUSÃO - só, salvo, apenas, senão, etc. C 100 cem centésimo centésimo
2) DE INCLUSÃO - também, até, mesmo, inclusive, etc. CC 200 duzentos ducentésimo ducentésimo
3) DE SITUAÇÃO - mas, então, agora, afinal, etc. CCC 300 trezentos trecentésimo trecentésimo
4) DE DESIGNAÇÃO - eis. CD 400 quatrocen- quadringen- quadringen-
5) DE RETIFICAÇÃO - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. tos tésimo tésimo
6) DE REALCE - cá, lá, sã, é que, ainda, mas, etc. D 500 quinhen- quingenté- quingenté-
Você lá sabe o que está dizendo, homem... tos simo simo
Mas que olhos lindos! DC 600 seiscentos sexcentési- sexcentési-
Veja só que maravilha! mo mo

Língua Portuguesa 28 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
DCC 700 setecen- septingenté- septingenté- 4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc.
tos simo simo 5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que,
DCCC 800 oitocentos octingenté- octingenté- etc.
simo simo 6) INTEGRANTES: que, se, etc.
CM 900 novecen- nongentési- nongentési- 7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc.
tos mo mo 8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... que, de sorte que, de
M 1000 mil milésimo milésimo forma que, de modo que, etc.
9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto... tanto mais,
Emprego do Numeral etc.
Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, capítulos, etc. 10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc.
empregam-se de 1 a 10 os ordinais.
João Paulo I I (segundo) ano lll (ano terceiro) VALOR LÓGICO E SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES
Luis X (décimo) ano I (primeiro)
Pio lX (nono) século lV (quarto)
Examinemos estes exemplos:
1º) Tristeza e alegria não moram juntas.
De 11 em diante, empregam-se os cardinais:
2º) Os livros ensinam e divertem.
Leão Xlll (treze) ano Xl (onze)
3º) Saímos de casa quando amanhecia.
Pio Xll (doze) século XVI (dezesseis)
No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma oração: é
Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte)
uma conjunção.
Se o numeral aparece antes, é lido como ordinal.
No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO estão ligando
XX Salão do Automóvel (vigésimo)
orações: são também conjunções.
VI Festival da Canção (sexto)
lV Bienal do Livro (quarta)
Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da
XVI capítulo da telenovela (décimo sexto)
mesma oração.
Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar preferência ao
No 2º exemplo, a conjunção liga as orações sem fazer que uma dependa
emprego do ordinal.
da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a
Hoje é primeiro de setembro
conjunção E é coordenativa.
Não é aconselhável iniciar período com algarismos
16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia
No 3º exemplo, a conjunção liga duas orações que se completam uma à
outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjunção
A título de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos ordi-
QUANDO é subordinativa.
nais. Ex.: casa vinte e um (= a vigésima primeira casa), página trinta e dois
(= a trigésima segunda página). Os cardinais um e dois não variam nesse
As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas.
caso porque está subentendida a palavra número. Casa número vinte e um,
página número trinta e dois. Por isso, deve-se dizer e escrever também: a
folha vinte e um, a folha trinta e dois. Na linguagem forense, vemos o CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
numeral flexionado: a folhas vinte e uma a folhas trinta e duas. As conjunções coordenativas podem ser:
1) Aditivas, que dão ideia de adição, acrescentamento: e, nem, mas
também, mas ainda, senão também, como também, bem como.
ARTIGO O agricultor colheu o trigo e o vendeu.
Não aprovo nem permitirei essas coisas.
Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná- Os livros não só instruem mas também divertem.
los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número. As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam
Dividem-se em as flores.
• definidos: O, A, OS, AS 2) Adversativas, que exprimem oposição, contraste, ressalva, com-
• indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS. pensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao
Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular. passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, ape-
Viajei com o médico. (Um médico referido, conhecido, determinado). sar disso, em todo caso.
Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, Querem ter dinheiro, mas não trabalham.
geral. Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia.
Viajei com um médico. (Um médico não referido, desconhecido, inde- Não vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce.
terminado). A culpa não a atribuo a vós, senão a ele.
lsoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de sentido. O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.
O exército do rei parecia invencível, não obstante, foi derrotado.
Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
CONJUNÇÃO Eu sou pobre, ao passo que ele é rico.
Hoje não atendo, em todo caso, entre.
Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. 3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternância ou, ou ... ou,
Conjunções Coordenativas ora ... ora, já ... já, quer ... quer, etc.
1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc. Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos.
2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no Ou você estuda ou arruma um emprego.
entanto, etc. Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo.
3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, já... já, quer, quer, etc. Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando.
4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por consequência. "Já chora, já se ri, já se enfurece."
5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, porque, pois, etc. (Luís de Camões)
4) Conclusivas, que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por con-
Conjunções Subordinativas seguinte, pois (posposto ao verbo), por isso.
1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc. As árvores balançam, logo está ventando.
2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, porquanto, etc. Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável.
3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, etc. O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te.

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5) Explicativas, que precedem uma explicação, um motivo: que, por- Não podem ver um brinquedo que não o queiram comprar.
que, porquanto, pois (anteposto ao verbo). 7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que).
Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem Afastou-se depressa para que não o víssemos.
causar incêndios. Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se ofendesse.
Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas. Fiz-lhe sinal que se calasse.
8) Proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto
Observação: A conjunção A pode apresentar-se com sentido adversa- mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tan-
tivo: to mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto.
Sofrem duras privações a [= mas] não se queixam. À medida que se vive, mais se aprende.
"Quis dizer mais alguma coisa a não pôde." À proporção que subíamos, o ar ia ficando mais leve.
(Jorge Amado) Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão tendo.
Os soldados respondiam, à medida que eram chamados.
Conjunções subordinativas Observação:
As conjunções subordinativas ligam duas orações, subordinando uma à São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida
outra. Com exceção das integrantes, essas conjunções iniciam orações que que e na medida em que. A forma correta é à medida que:
traduzem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição ou "À medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem."
hipótese, conformidade, consequência, finalidade, proporção, tempo). (Maria José de Queirós)
Abrangem as seguintes classes: 9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre
1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, já que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que,
que, uma vez que, desde que. etc.
O tambor soa porque é oco. (porque é oco: causa; o tambor soa: Venha quando você quiser.
efeito). Não fale enquanto come.
Como estivesse de luto, não nos recebeu. Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra.
Desde que é impossível, não insistirei. Desde que o mundo existe, sempre houve guerras.
2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, (tão Agora que o tempo esquentou, podemos ir à praia.
ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto) "Ninguém o arredava dali, até que eu voltasse." (Carlos Povina Caval-
quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que cânti)
(= como). 10) Integrantes: que, se.
Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento. Sabemos que a vida é breve.
O exército avançava pela planície qual uma serpente imensa. Veja se falta alguma coisa.
"Os cães, tal qual os homens, podem participar das três categorias." Observação:
(Paulo Mendes Campos) Em frases como Sairás sem que te vejam, Morreu sem que ninguém o
"Sou o mesmo que um cisco em minha própria casa." chorasse, consideramos sem que conjunção subordinativa modal. A NGB,
(Antônio Olavo Pereira) porém, não consigna esta espécie de conjunção.
"E pia tal a qual a caça procurada." Locuções conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem que,
(Amadeu de Queirós) por mais que, ainda quando, à medida que, logo que, a rim de que, etc.
"Por que ficou me olhando assim feito boba?" Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, por-
(Carlos Drummond de Andrade) tanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contex-
Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas. to. Assim, a conjunção que pode ser:
Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero. 1) Aditiva (= e):
Os governantes realizam menos do que prometem. Esfrega que esfrega, mas a nódoa não sai.
3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda A nós que não a eles, compete fazê-lo.
quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por 2) Explicativa (= pois, porque):
menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que Apressemo-nos, que chove.
(= embora não). 3) Integrante:
Célia vestia-se bem, embora fosse pobre. Diga-lhe que não irei.
A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer. 4) Consecutiva:
Beba, nem que seja um pouco. Tanto se esforçou que conseguiu vencer.
Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. Não vão a uma festa que não voltem cansados.
Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse. Onde estavas, que não te vi?
Em que pese à autoridade deste cientista, não podemos aceitar suas 5) Comparativa (= do que, como):
afirmações. A luz é mais veloz que o som.
Não sei dirigir, e, dado que soubesse, não dirigiria de noite. Ficou vermelho que nem brasa.
4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que 6) Concessiva (= embora, ainda que):
(= se não), a não ser que, a menos que, dado que. Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo.
Ficaremos sentidos, se você não vier. Beba, um pouco que seja.
Comprarei o quadro, desde que não seja caro. 7) Temporal (= depois que, logo que):
Não sairás daqui sem que antes me confesses tudo. Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel.
"Eleutério decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos 8) Final (= pare que):
que os mosquitos se opusessem." Vendo-me à janela, fez sinal que descesse.
(Ferreira de Castro) 9) Causal (= porque, visto que):
5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas não "Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (Vivaldo
são como (ou conforme) dizem. Coaraci)
"Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar." A locução conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase:
(Machado de Assis) 1) Concessiva: Nós lhe dávamos roupa a comida, sem que ele pe-
6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, disse. (sem que = embora não)
tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de 2) Condicional: Ninguém será bom cientista, sem que estude muito.
forma que, de maneira que, sem que, que (não). (sem que = se não,caso não)
Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. 3) Consecutiva: Não vão a uma festa sem que voltem cansados.
Falou com uma calma que todos ficaram atônitos. (sem que = que não)
Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) não saí. 4) Modal: Sairás sem que te vejam. (sem que = de modo que não)
Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam. Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações.

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PREPOSIÇÃO - composto: quando tem mais de um núcleo
O burro e o cavalo saíram em disparada.
(suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo)
Preposições são palavras que estabelecem um vínculo entre dois ter- - oculto: ou elíptico ou implícito na desinência verbal
mos de uma oração. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu)
segundo, um subordinado ou consequente. - indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal
Exemplos: Come-se bem naquele restaurante.
Chegaram a Porto Alegre. - Inexistente: quando a oração não tem sujeito
Discorda de você. Choveu ontem.
Fui até a esquina. Há plantas venenosas.
Casa de Paulo.
PREDICADO
Preposições Essenciais e Acidentais Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito.
As preposições essenciais são: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA, O predicado classifica-se em:
DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE e 1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo
ATRÁS. do sujeito.
Certas palavras ora aparecem como preposições, ora pertencem a ou- Nosso colega está doente.
tras classes, sendo chamadas, por isso, de preposições acidentais: afora, Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER,
conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, não obstante, salvo, PERMANECER, etc.
segundo, senão, tirante, visto, etc. Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a
comunicar estado ou qualidade do sujeito.
INTERJEIÇÃO Nosso colega está doente.
A moça permaneceu sentada.
2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou
Interjeição é a palavra que comunica emoção. As interjeições podem
transitivo.
ser:
O avião sobrevoou a praia.
- alegria: ahl oh! oba! eh!
Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento.
- animação: coragem! avante! eia!
O sabiá voou alto.
- admiração: puxa! ih! oh! nossa!
Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento.
- aplauso: bravo! viva! bis!
• Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio
- desejo: tomara! oxalá!
de proposição.
- dor: aí! ui!
Minha equipe venceu a partida.
- silêncio: psiu! silêncio!
• Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com
- suspensão: alto! basta!
auxílio de preposição.
Ele precisa de um esparadrapo.
LOCUÇÃO INTERJETIVA é a conjunto de palavras que têm o mesmo
• Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao
valor de uma interjeição.
mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de
Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam!
complemento com auxilio de preposição.
Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim!
Damos uma simples colaboração a vocês.
3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo
intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais
ESTRUTURA DA ORAÇÃO E DO PERÍODO predicativo do sujeito.
Os rapazes voltaram vitoriosos.
FRASE • Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal,
Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito.
O tempo está nublado. Ele morreu rico.
Socorro! • Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal,
Que calor! ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto
direto ou indireto.
ORAÇÃO Elegemos o nosso candidato vereador.
Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.
A fanfarra desfilou na avenida. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
As festas juninas estão chegando. Chama-se termos integrantes da oração os que completam a
significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à
PERÍODO compreensão do enunciado.
Período é a frase estruturada em oração ou orações. 1. OBJETO DIRETO
O período pode ser: Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
• simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE.
Fui à livraria ontem.
• composto - quando constituído por mais de uma oração. 2. OBJETO INDIRETO
Fui à livraria ontem e comprei um livro. Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
transitivo indireto.
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO As crianças precisam de CARINHO.
São dois os termos essenciais da oração:
3. COMPLEMENTO NOMINAL
SUJEITO Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de
Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado por
Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes) um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio.
O sujeito pode ser: Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo)
- simples: quando tem um só núcleo O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo)
As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas; Nós agíamos favoravelmente às discussões. - FAVORAVELMENTE
núcleo: rosas) (advérbio).

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4. AGENTE DA PASSIVA - Assindética:
Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na Aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou
voz passiva. ponto e vírgula.
A mãe é amada PELO FILHO. Chegou, olhou, partiu.
O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO. A oração coordenada sindética pode ser:
Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO. 1. ADITIVA:
Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e não), mas,
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO também:
TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma Ele falava E EU FICAVA OUVINDO.
função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM.
alguma circunstância. A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ.
São termos acessórios da oração:
1. ADJUNTO ADNOMINAL 2. ADVERSATIVA:
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou de contraste
substantivos. Pode ser expresso: (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc).
• pelos adjetivos: água fresca, A espada vence MAS NÃO CONVENCE.
• pelos artigos: o mundo, as ruas O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO.
• pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO.
• pelos numerais: três garotos; sexto ano
• pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos 3. ALTERNATIVAS:
Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a outra
2. ADJUNTO ADVERBIAL (ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc).
Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, Mudou o natal OU MUDEI EU?
lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. “OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel,
Cheguei cedo. OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!”
José reside em São Paulo. (C. Meireles)
4. CONCLUSIVAS:
3. APOSTO Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, POIS,
Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE,
desenvolve ou resume outro termo da oração. etc).
Dr. João, cirurgião-dentista, Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO.
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ.
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
5. EXPLICATIVAS:
4. VOCATIVO Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro que
Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.)
interpelar alguém ou alguma coisa. Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR.
Tem compaixão de nós, ó Cristo. Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS.
Professor, o sinal tocou.
Rapazes, a prova é na próxima semana. ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE
É aquela que vem entre os termos de uma outra oração.
PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido.
A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos:
No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta. CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc.
Fui ao cinema.
O pássaro voou. ORAÇÃO PRINCIPAL
Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida
PERÍODO COMPOSTO por um conectivo.
No período composto há mais de uma oração. ELES DISSERAM que voltarão logo.
(Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e os homens ELE AFIRMOU que não virá.
folgam.) PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma)

ORAÇÃO SUBORDINADA
Período composto por coordenação
Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é
Apresenta orações independentes.
introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal
(Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.)
nem sempre é a primeira do período.
Quando ele voltar, eu saio de férias.
Período composto por subordinação
Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS
Apresenta orações dependentes.
Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR
(É bom) (que você estude.)
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
Período composto por coordenação e subordinação
Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função
Apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este
de um substantivo.
período é também conhecido como misto.
Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas
(Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.)
substantivas classificam-se em:
1) SUBJETIVA (sujeito)
ORAÇÃO COORDENADA
Convém que você estude mais.
Oração coordenada é aquela que é independente.
Importa que saibas isso bem. .
As orações coordenadas podem ser:
É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO) é necessária.
- Sindética:
Aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção 2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto)
coordenativa. Desejo QUE VENHAM TODOS.
Viajo amanhã, mas volto logo. Pergunto QUEM ESTÁ AI.
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3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto) 7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto:
Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE.
Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE. Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR.
Daremos o prêmio A QUEM O MERECER.
8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade:
4) COMPLETIVA NOMINAL À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende.
Complemento nominal. QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo.
Ser grato A QUEM TE ENSINA.
9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na
Sou favorável A QUE O PRENDAM.
oração principal:
ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam.
5) PREDICATIVA (predicativo)
QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam.
Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA)
Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. 10) MODAIS: exprimem modo, maneira:
Não sou QUEM VOCÊ PENSA. Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE.
Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE.
6) APOSITIVAS (servem de aposto)
Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) ORAÇÕES REDUZIDAS
Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME. Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais:
gerúndio, infinitivo e particípio.
7) AGENTE DA PASSIVA Exemplos:
O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR) • Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO.
A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. • Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ.
• FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM,
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS conseguirás.
Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de • É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS
um adjetivo. ATENTOS.
Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: • AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO,
1) EXPLICATIVAS: entristeceu-se.
Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, • É interesse ESTUDARES MAIS = É interessante QUE ESTUDES
atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma MAIS.
informação. • SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure-
Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará. me.
Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria.

2) RESTRITIVAS:
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo
indispensáveis ao sentido da frase:
Concordância é o processo sintático no qual uma palavra determinante
Pedra QUE ROLA não cria limo.
se adapta a uma palavra determinada, por meio de suas flexões.
As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem.
Principais Casos de Concordância Nominal
Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui.
1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral concordam em
gênero e número com o substantivo.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
As primeiras alunas da classe foram passear no zoológico.
Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de
2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gênero e número vão
um advérbio.
normalmente para o plural.
As orações subordinadas adverbiais classificam-se em:
Pai e filho estudiosos ganharam o prêmio.
1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão:
3) O adjetivo ligado a substantivos de gêneros e número diferentes vai
Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE.
para o masculino plural.
O tambor soa PORQUE É OCO.
Alunos e alunas estudiosos ganharam vários prêmios.
4) O adjetivo posposto concorda em gênero com o substantivo mais
2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma
próximo:
comparação.
Trouxe livros e revista especializada.
O som é menos veloz QUE A LUZ.
5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais próximo.
Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA.
Dedico esta música à querida tia e sobrinhos.
6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o
3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite:
sujeito.
POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram.
Meus amigos estão atrapalhados.
Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado.
7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito pede o predica-
CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava.
tivo no gênero da pessoa a quem se refere.
Sua excelência, o Governador, foi compreensivo.
4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese:
8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos de artigo
SE O CONHECESSES, não o condenarias.
vão para o singular ou para o plural.
Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO?
Já estudei o primeiro e o segundo livro (livros).
9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o primeiro vier
5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato
precedido de artigo e o segundo não vão para o plural.
com outro:
Já estudei o primeiro e segundo livros.
Fiz tudo COMO ME DISSERAM.
10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural.
Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI.
Já li os capítulos primeiro e segundo do novo livro.
11) As palavras: MESMO, PRÓPRIO e SÓ concordam com o nome a
6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um resultado:
que se referem.
A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS.
Ela mesma veio até aqui.
Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA!
Eles chegaram sós.
Tenho medo disso QUE ME PÉLO!
Eles próprios escreveram.
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12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se refere. 12) A partícula expletiva ou de realce É QUE é invariável e o verbo da
Muito obrigado. (masculino singular) frase em que é empregada concorda normalmente com o sujeito.
Muito obrigada. (feminino singular). Ela é que faz as bolas.
13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando é adjetivo e fica Eu é que escrevo os programas.
invariável quando é advérbio. 13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando o sujeito é
Quero meio quilo de café. um pronome relativo.
Minha mãe está meio exausta. Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova.
É meio-dia e meia. (hora) Fui eu que fiz a lição
14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam com o substan- Quando a LIÇÃO é pronome relativo, há várias construções possíveis.
tivo a que se referem. • que: Fui eu que fiz a lição.
Trouxe anexas as fotografias que você me pediu. • quem: Fui eu quem fez a lição.
A expressão em anexo é invariável. • o que: Fui eu o que fez a lição.
Trouxe em anexo estas fotos.
15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc, que substitu- 14) Verbos impessoais - como não possuem sujeito, deixam o verbo na
em advérbios em MENTE, permanecem invariáveis. terceira pessoa do singular. Acompanhados de auxiliar, transmitem a
Vocês falaram alto demais. este sua impessoalidade.
O combustível custava barato. Chove a cântaros. Ventou muito ontem.
Você leu confuso. Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e discussões.
Ela jura falso. CONCORDÂNCIA DOS VERBOS SER E PARECER
16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advérbios, não variam, se adjetivos, 1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos
sofrem variação normalmente. pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO, os verbos SER e PA-
Esses pneus custam caro. RECER concordam com o predicativo.
Conversei bastante com eles. Tudo são esperanças.
Conversei com bastantes pessoas. Aquilo parecem ilusões.
Estas crianças moram longe. Aquilo é ilusão.
Conheci longes terras.
2) Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo SER con-
CONCORDÂNCIA VERBAL corda sempre com o nome ou pronome que vier depois.
CASOS GERAIS Que são florestas equatoriais?
1) O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Quem eram aqueles homens?
O menino chegou. Os meninos chegaram.
2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no singular. 3) Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordância se fará com
O pessoal ainda não chegou. a expressão numérica.
A turma não gostou disso. São oito horas.
Um bando de pássaros pousou na árvore. Hoje são 19 de setembro.
3) Se o núcleo do sujeito é um nome terminado em S, o verbo só irá ao De Botafogo ao Leblon são oito quilômetros.
plural se tal núcleo vier acompanhado de artigo no plural.
Os Estados Unidos são um grande país. 4) Com o predicado nominal indicando suficiência ou falta, o verbo SER
Os Lusíadas imortalizaram Camões. fica no singular.
Os Alpes vivem cobertos de neve. Três batalhões é muito pouco.
Em qualquer outra circunstância, o verbo ficará no singular. Trinta milhões de dólares é muito dinheiro.
Flores já não leva acento.
O Amazonas deságua no Atlântico. 5) Quando o sujeito é pessoa, o verbo SER fica no singular.
Campos foi a primeira cidade na América do Sul a ter luz elétrica. Maria era as flores da casa.
4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) seguidos de nome no O homem é cinzas.
plural deixam o verbo no singular ou levam-no ao plural, indiferentemente.
A maioria das crianças recebeu, (ou receberam) prêmios. 6) Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitivo, o verbo SER
A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram). concorda com o predicativo.
5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concorda com o Dançar e cantar é a sua atividade.
sujeito paciente. Estudar e trabalhar são as minhas atividades.
Vende-se um apartamento.
Vendem-se alguns apartamentos. 7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo SER
6) O pronome SE como símbolo de indeterminação do sujeito leva o concorda com o pronome.
verbo para a 3ª pessoa do singular. A ciência, mestres, sois vós.
Precisa-se de funcionários. Em minha turma, o líder sou eu.
7) A expressão UM E OUTRO pede o substantivo que a acompanha no
singular e o verbo no singular ou no plural. 8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no infinitivo,
Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem) apenas um deles deve ser flexionado.
8) A expressão UM DOS QUE pede o verbo no singular ou no plural. Os meninos parecem gostar dos brinquedos.
Ele é um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul. Os meninos parece gostarem dos brinquedos.
9) A expressão MAIS DE UM pede o verbo no singular.
Mais de um jurado fez justiça à minha música.
10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUÉM, ALGO, NINGUÉM, quando REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
empregadas como sujeito e derem ideia de síntese, pedem o verbo
no singular. Regência é o processo sintático no qual um termo depende gramati-
As casas, as fábricas, as ruas, tudo parecia poluição. calmente do outro.
11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, acompanham o A regência nominal trata dos complementos dos nomes (substantivos e
sujeito. adjetivos).
Deu uma hora. Exemplos:
Deram três horas. - acesso: A = aproximação - AMOR: A, DE, PARA, PARA COM
Bateram cinco horas. EM = promoção - aversão: A, EM, PARA, POR
Naquele relógio já soaram duas horas.

Língua Portuguesa 34 A Opção Certa Para a Sua Realização


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PARA = passagem • emprestar - Emprestei dinheiro ao colega.
A regência verbal trata dos complementos do verbo. • ensinar - Ensino a tabuada aos alunos.
• agradecer - Agradeço as graças a Deus.
ALGUNS VERBOS E SUA REGÊNCIA CORRETA • pedir - Pedi um favor ao colega.
1. ASPIRAR - atrair para os pulmões (transitivo direto)
• pretender (transitivo indireto) 16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto direto:
No sítio, aspiro o ar puro da montanha. O amor implica renúncia.
Nossa equipe aspira ao troféu de campeã. • no sentido de antipatizar, ter má vontade, constrói-se com a preposição
2. OBEDECER - transitivo indireto COM:
Devemos obedecer aos sinais de trânsito. O professor implicava com os alunos
3. PAGAR - transitivo direto e indireto • no sentido de envolver-se, comprometer-se, constrói-se com a preposi-
Já paguei um jantar a você. ção EM:
4. PERDOAR - transitivo direto e indireto. Implicou-se na briga e saiu ferido
Já perdoei aos meus inimigos as ofensas.
5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto 17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a preposição A:
Prefiro Comunicação à Matemática. Ele foi a São Paulo para resolver negócios.
6. INFORMAR - transitivo direto e indireto. quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer PARA:
Informei-lhe o problema. Depois de aposentado, irá definitivamente para o Mato Grosso.
7. ASSISTIR - morar, residir: 18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difícil, não tem pessoa
Assisto em Porto Alegre. como sujeito:
• amparar, socorrer, objeto direto O sujeito será sempre "a coisa difícil", e ele só poderá aparecer na 3ª
O médico assistiu o doente. pessoa do singular, acompanhada do pronome oblíquo. Quem sente di-
• PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto ficuldade, será objeto indireto.
Assistimos a um belo espetáculo. Custou-me confiar nele novamente.
• SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto Custar-te-á aceitá-la como nora.
Assiste-lhe o direito.

8. ATENDER - dar atenção PROVA SIMULADA


Atendi ao pedido do aluno.
• CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENÇÃO - objeto direto 01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e à grafia das palavras.
Atenderam o freguês com simpatia. (A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer.
(B) O chefe deferia da opinião dos subordinados.
9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto (C) O processo foi julgado em segunda estância.
A moça queria um vestido novo. (D) O problema passou despercebido na votação.
• GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto (E) Os criminosos espiariam suas culpas no exílio.
O professor queria muito a seus alunos.
02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos é:
10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto (A) Quando ele vir suas notas, ficará muito feliz.
Todos visamos a um futuro melhor. (B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido.
• APONTAR, MIRAR - objeto direto (C) A colega não se contera diante da situação.
O artilheiro visou a meta quando fez o gol. (D) Se ele ver você na rua, não ficará contente.
• pôr o sinal de visto - objeto direto (E) Quando você vir estudar, traga seus livros.
O gerente visou todos os cheques que entraram naquele dia.
03. O particípio verbal está corretamente empregado em:
11. OBEDECER e DESOBEDECER - constrói-se com objeto indireto (A) Não estaríamos salvados sem a ajuda dos barcos.
Devemos obedecer aos superiores. (B) Os garis tinham chego às ruas às dezessete horas.
Desobedeceram às leis do trânsito. (C) O criminoso foi pego na noite seguinte à do crime.
(D) O rapaz já tinha abrido as portas quando chegamos.
12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE (E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda.
• exigem na sua regência a preposição EM
O armazém está situado na Farrapos. 04. Assinale a alternativa que dá continuidade ao texto abaixo, em
Ele estabeleceu-se na Avenida São João. conformidade com a norma culta.
Nem só de beleza vive a madrepérola ou nácar. Essa substância do
13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" é intransitivo. interior da concha de moluscos reúne outras características interes-
Essas tuas justificativas não procedem. santes, como resistência e flexibilidade.
• no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder, constrói-se (A) Se puder ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
com a preposição DE. componentes para a indústria.
Algumas palavras da Língua Portuguesa procedem do tupi-guarani (B) Se pudesse ser moldada, dá ótimo material para a confecção de
• no sentido de dar início, realizar, é construído com a preposição A. componentes para a indústria.
O secretário procedeu à leitura da carta. (C) Se pode ser moldada, dá ótimo material para a confecção de compo-
nentes para a indústria.
14. ESQUECER E LEMBRAR
(D) Se puder ser moldada, dava ótimo material para a confecção de
• quando não forem pronominais, constrói-se com objeto direto:
componentes para a indústria.
Esqueci o nome desta aluna.
(E) Se pudesse ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
Lembrei o recado, assim que o vi.
componentes para a indústria.
• quando forem pronominais, constrói-se com objeto indireto:
Esqueceram-se da reunião de hoje.
05. O uso indiscriminado do gerúndio tem-se constituído num problema
Lembrei-me da sua fisionomia.
para a expressão culta da língua. Indique a única alternativa em que
15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para pessoa. ele está empregado conforme o padrão culto.
• perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos. (A) Após aquele treinamento, a corretora está falando muito bem.
• pagar - Pago o 13° aos professores. (B) Nós vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje.
• dar - Daremos esmolas ao pobre. (C) Não haverá demora, o senhor pode estar aguardando na linha.

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(D) No próximo sábado, procuraremos estar liberando o seu carro. 13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo
(E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa. com o padrão culto.
(A) Quando possível, transmitirei-lhes mais informações.
06. De acordo com a norma culta, a concordância nominal e verbal está (B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente.
correta em: (C) O diálogo a que me propus ontem, continua válido.
(A) As características do solo são as mais variadas possível. (D) Sua decisão não causou-lhe a felicidade esperada.
(B) A olhos vistos Lúcia envelhecia mais do que rapidamente. (E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris.
(C) Envio-lhe, em anexos, a declaração de bens solicitada.
(D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicações. 14. O pronome oblíquo representa a combinação das funções de objeto
(E) Qualquer que sejam as dúvidas, procure saná-las logo. direto e indireto em:
(A) Apresentou-se agora uma boa ocasião.
07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de (B) A lição, vou fazê-la ainda hoje mesmo.
flexão de grau. (C) Atribuímos-lhes agora uma pesada tarefa.
(A) Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiquíssimo. (D) A conta, deixamo-la para ser revisada.
(B) Mesmo sendo o Canadá friosíssimo, optou por permanecer lá duran- (E) Essa história, contar-lha-ei assim que puder.
te as férias.
(C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos. 15. Desejava o diploma, por isso lutou para obtê-lo.
(D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que ruim. Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos
(E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malíssima qualidade. respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta é:
(A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obtenção.
Nas questões de números 08 e 09, assinale a alternativa cujas pala- (B) O desejo do diploma levou-o à luta em obtê-lo.
vras completam, correta e respectivamente, as frases dadas. (C) O desejo do diploma levou-o à luta pela sua obtenção.
08. Os pesquisadores trataram de avaliar visão público financiamento (D) Desejoso do diploma foi à luta pela sua obtenção.
estatal ciência e tecnologia. (E) Desejoso do diploma foi lutar por obtê-lo.
(A) à ... sobre o ... do ... para (B) a ... ao ... do ... para
(C) à ... do ... sobre o ... a (D) à ... ao ... sobre o ... à 16. Ao Senhor Diretor de Relações Públicas da Secretaria de Educação
(E) a ... do ... sobre o ... à do Estado de São Paulo. Face à proximidade da data de inauguração
de nosso Teatro Educativo, por ordem de, Doutor XXX, Digníssimo
09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a Secretário da Educação do Estado de YYY, solicitamos a máxima
franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contratá-los, pois urgência na antecipação do envio dos primeiros convites para o Ex-
eles devem estar aptos comercializar seus produtos. celentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, o Reve-
(A) ao ... a ... à (B) àquele ... à ... à rendíssimo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo e os Reitores das
(C) àquele...à ... a (D) ao ... à ... à (E) àquele ... a ... a Universidades Paulistas, para que essas autoridades possam se
programar e participar do referido evento.
10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a Atenciosamente,
norma culta. ZZZ
(A) Bancos de dados científicos terão seu alcance ampliado. E isso Assistente de Gabinete.
trarão grandes benefícios às pesquisas. De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas são
(B) Fazem vários anos que essa empresa constrói parques, colaborando correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por
com o meio ambiente. (A) Ilustríssimo ... Sua Excelência ... Magníficos
(C) Laboratórios de análise clínica tem investido em institutos, desenvol- (B) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Magníficos
vendo projetos na área médica. (C) Ilustríssimo ... Vossa Excelência ... Excelentíssimos
(D) Havia algumas estatísticas auspiciosas e outras preocupantes apre- (D) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Excelentíssimos
sentadas pelos economistas. (E) Ilustríssimo ... Vossa Senhoria ... Digníssimos
(E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no
litoral ou aproveitam férias ali. 17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se
respeitam as regras de pontuação.
11. A frase correta de acordo com o padrão culto é: (A) Por sinal, o próprio Senhor Governador, na última entrevista, revelou,
(A) Não vejo mal no Presidente emitir medidas de emergência devido às que temos uma arrecadação bem maior que a prevista.
chuvas. (B) Indagamos, sabendo que a resposta é obvia: que se deve a uma
(B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, não receberemos recla- sociedade inerte diante do desrespeito à sua própria lei? Nada.
mações. (C) O cidadão, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade
(C) Para mim construir um país mais justo, preciso de maior apoio à Policial, confessou sua participação no referido furto.
cultura. (D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor solução, no caso deste
(D) Apesar do advogado ter defendido o réu, este não foi poupado da funcionário, seja aquela sugerida, pela própria chefia.
culpa. (E) Impunha-se, pois, a recuperação dos documentos: as certidões
(E) Faltam conferir três pacotes da mercadoria. negativas, de débitos e os extratos, bancários solicitados.

12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os negó- 18. O termo oração, entendido como uma construção com sujeito e
cios das empresas de franquia pelo contato direto com os possíveis predicado que formam um período simples, se aplica, adequadamen-
investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins de sele- te, apenas a:
ção não só permite às empresas avaliar os investidores com relação (A) Amanhã, tempo instável, sujeito a chuvas esparsas no litoral.
aos negócios, mas também identificar o perfil desejado dos investido- (B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu período.
res. (C) O passeio foi adiado para julho, por não ser época de chuvas.
(Texto adaptado) (D) Muito riso, pouco siso – provérbio apropriado à falta de juízo.
Para eliminar as repetições, os pronomes apropriados para substituir (E) Os concorrentes à vaga de carteiro submeteram-se a exames.
as expressões: das empresas de franquia, às empresas, os investi-
dores e dos investidores, no texto, são, respectivamente:
(A) seus ... lhes ... los ... lhes (B) delas ... a elas ... lhes ... deles Leia o período para responder às questões de números 19 e 20.
(C) seus ... nas ... los ... deles (D) delas ... a elas ... lhes ... seu
(E) seus ... lhes ... eles ... neles O livro de registro do processo que você procurava era o que estava
sobre o balcão.

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19. No período, os pronomes o e que, na respectiva sequência, remetem III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do fato;
a IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar;
(A) processo e livro. V. felizmente e lentamente são caracterizadores de substantivos.
(B) livro do processo. Está correto o contido apenas em
(C) processos e processo. (A) I, II e III.
(D) livro de registro. (B) I, II e IV.
(E) registro e processo. (C) I, III e IV.
(D) II, III e IV.
20. Analise as proposições de números I a IV com base no período (E) III, IV e V.
acima:
I. há, no período, duas orações; 26. O segmento adequado para ampliar a frase – Ele comprou o carro...,
II. o livro de registro do processo era o, é a oração principal; indicando concessão, é:
III. os dois quê(s) introduzem orações adverbiais; (A) para poder trabalhar fora.
IV. de registro é um adjunto adnominal de livro. (B) como havia programado.
Está correto o contido apenas em (C) assim que recebeu o prêmio.
(A) II e IV. (D) porque conseguiu um desconto.
(B) III e IV. (E) apesar do preço muito elevado.
(C) I, II e III.
(D) I, II e IV. 27. É importante que todos participem da reunião.
(E) I, III e IV. O segmento que todos participem da reunião, em relação a
É importante, é uma oração subordinada
21. O Meretíssimo Juiz da 1.ª Vara Cível devia providenciar a leitura do (A) adjetiva com valor restritivo.
acórdão, e ainda não o fez. Analise os itens relativos a esse trecho: (B) substantiva com a função de sujeito.
I. as palavras Meretíssimo e Cível estão incorretamente grafadas; (C) substantiva com a função de objeto direto.
II. ainda é um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura (D) adverbial com valor condicional.
pelo Juiz; (E) substantiva com a função de predicativo.
III. o e foi usado para indicar oposição, com valor adversativo equivalen-
te ao da palavra mas; 28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relação estabe-
IV. em ainda não o fez, o o equivale a isso, significando leitura do acór- lecida pelo termo como é de
dão, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar. (A) comparatividade.
Está correto o contido apenas em (B) adição.
(A) II e IV. (C) conformidade.
(B) III e IV. (D) explicação.
(C) I, II e III. (E) consequência.
(D) I, III e IV.
(E) II, III e IV. 29. A região alvo da expansão das empresas, _____, das redes de
franquias, é a Sudeste, ______ as demais regiões também serão
22. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais. contempladas em diferentes proporções; haverá, ______, planos di-
Ao transformar os dois períodos simples num único período compos- versificados de acordo com as possibilidades de investimento dos
to, a alternativa correta é: possíveis franqueados.
(A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis. A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e
(B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis. relaciona corretamente as ideias do texto, é:
(C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais. (A) digo ... portanto ... mas
(D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais. (B) como ... pois ... mas
(E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis. (C) ou seja ... embora ... pois
(D) ou seja ... mas ... portanto
23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraqueci- (E) isto é ... mas ... como
dos galhos da velha árvore.
Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, sobre 30. Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos
o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar. investidores, os locais das futuras lojas de franquia serão divulgados.
(A) Quem podou? e Quando podou? A alternativa correta para substituir Assim que as empresas concluí-
(B) Qual jardineiro? e Galhos de quê? rem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzi-
(C) Que jardineiro? e Podou o quê? da, sem alterar o sentido da frase, é:
(D) Que vizinho? e Que galhos? (A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores ...
(E) Quando podou? e Podou o quê? (B) Concluído o processo de seleção dos investidores ...
(C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores ...
24. O público observava a agitação dos lanterninhas da plateia. (D) Se concluído do processo de seleção dos investidores...
Sem pontuação e sem entonação, a frase acima tem duas possibili- (E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores ...
dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimento
correto das relações entre seus termos e pela sua adequada pontua- RESPOSTAS
ção em:
(A) O público da plateia, observava a agitação dos lanterninhas. 01. D 11. B 21. B
(B) O público observava a agitação da plateia, dos lanterninhas. 02. A 12. A 22. A
(C) O público observava a agitação, dos lanterninhas da plateia. 03. C 13. C 23. C
(D) Da plateia o público, observava a agitação dos lanterninhas. 04. E 14. E 24. E
(E) Da plateia, o público observava a agitação dos lanterninhas. 05. A 15. C 25. D
06. B 16. A 26. E
25. Felizmente, ninguém se machucou.
07. D 17. B 27. B
Lentamente, o navio foi se afastando da costa.
08. E 18. E 28. C
Considere:
09. C 19. D 29. D
I. felizmente completa o sentido do verbo machucar;
10. D 20. A 30. B
II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de
modo;
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b) próprias: aquelas que representam quantidades menores do que 1
1 3 2
= , , ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
2 4 7
c) impróprias: as que indicam quantidades iguais ou maiores que 1 =
5 8 9
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS ENVOLVENDO , , ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
5 1 5
FRAÇÕES, CONJUNTOS, PORCENTAGENS, SEQUÊNCIAS d) aparentes: todas as que simbolizam um número natural =
(COM NÚMEROS, COM FIGURAS, DE PALAVRAS). 20 8
= 5, = 4 , etc.
4 2
NÚMEROS RACIONAIS e) ordinárias: é o nome geral dado a todas as frações, com exceção
daquelas que possuem como denominador 10, 102, 103 ...
Os números racionais são representados por um numeral em forma de f) frações iguais: são as que possuem os termos iguais =
a 3 3 8 8
fração ou razão, , sendo a e b números naturais, com a condição de b = , = , etc.
b 4 4 5 5
ser diferente de zero. g) forma mista de uma fração: é o nome dado ao numeral formado
 4
1. NÚMERO FRACIONARIO. A todo par ordenado (a, b) de números por uma parte natural e uma parte fracionária;  2  A parte na-
a  7
naturais, sendo b ≠ 0, corresponde um número fracionário .O termo a
b 4
tural é 2 e a parte fracionária .
chama-se numerador e o termo b denominador. 7
h) irredutível: é aquela que não pode ser mais simplificada, por ter
2. TODO NÚMERO NATURAL pode ser representado por uma fração seus termos primos entre si.
de denominador 1. Logo, é possível reunir tanto os números naturais como
os fracionários num único conjunto, denominado conjunto dos números 3 5 3
, , , etc.
racionais absolutos, ou simplesmente conjunto dos números racionais Q. 4 12 7
Qual seria a definição de um número racional absoluto ou simplesmen- 4. PARA SIMPLIFICAR UMA FRAÇÃO, desde que não possua termos
te racional? A definição depende das seguintes considerações: primos entre si, basta dividir os dois ternos pelo seu divisor comum.
a) O número representado por uma fração não muda de valor quando
8 8:4 2
multiplicamos ou dividimos tanto o numerador como o denomina- = =
dor por um mesmo número natural, diferente de zero. 12 12 : 4 3
Exemplos: usando um novo símbolo: ≈
≈ é o símbolo de equivalência para frações 5. COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES.
2 2 × 5 10 10 × 2 20 Para comparar duas ou mais frações quaisquer primeiramente convertemos
≈ ≈ ≈ ≈ ≈ ⋅⋅⋅ em frações equivalentes de mesmo denominador. De duas frações
3 3 × 5 15 15 × 2 30 que têm o mesmo denominador, a maior é a que tem maior numera-
b) Classe de equivalência. É o conjunto de todas as frações equiva- dor. Logo:
lentes a uma fração dada.
6 8 9 1 2 3
3 6 9 12 3 < < ⇔ < <
, , , ,⋅ ⋅ ⋅ (classe de equivalência da fração: ) 12 12 12 2 3 4
1 2 3 4 1 (ordem crescente)

Agora já podemos definir número racional : número racional é aquele De duas frações que têm o mesmo numerador, a maior é a que tem
definido por uma classe de equivalência da qual cada fração é um repre- menor denominador.
sentante.
7 7
Exemplo: >
NÚMERO RACIONAL NATURAL ou NÚMERO NATURAL: 2 5
0 0
0= = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equivalência que re- OPERAÇÕES COM FRAÇÕES
1 2
presenta o mesmo número racional 0)
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
1 2 A soma ou a diferença de duas frações é uma outra fração, cujo calculo
1 = = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equivalência que re-
recai em um dos dois casos seguintes:
1 2
presenta o mesmo número racional 1)
1º CASO: Frações com mesmo denominador. Observemos as figuras
e assim por diante.
seguintes:
NÚMERO RACIONAL FRACIONÁRIO ou NÚMERO FRACIONÁRIO:
1 2 3
= = = ⋅ ⋅ ⋅ (definido pela classe de equivalência que re-
2 4 6
presenta o mesmo número racional 1/2). 3 2
6 6
NOMES DADOS ÀS FRAÇÕES DIVERSAS
a) decimais: quando têm como denominador 10 ou uma potência de
5
5 7
10 = , ,⋅ ⋅ ⋅ etc. 6
10 100
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3 2 5 Exemplos.
Indicamos por: + = 2 7 3 3 5 1 1
6 6 6 a) + + = b) + + + =
15 15 15 4 6 8 2
2+7+3 18 20 3 12
= = = + + + =
15 24 24 24 24
12 4
= = 18+ 20+ 3 +12
= =
2 15 5 24
53
6 =
24
5
Havendo número misto, devemos transformá-lo em fração imprópria:
6
Exemplo:
3 1 5 1
2 + +3 =
6 3 12 6
5 2 3 7 5 19
Indicamos por: − = + + =
6 6 6 3 12 6
28 5 38
Assim, para adicionar ou subtrair frações de mesmo denominador, pro- + + =
cedemos do seguinte modo: 12 12 12
• adicionamos ou subtraímos os numeradores e mantemos o denomi- 28 + 5 + 38 71
nador comum. =
• simplificamos o resultado, sempre que possível. 12 12

Exemplos: Se a expressão apresenta os sinais de parênteses ( ), colchetes [ ] e


3 1 3 +1 4 chaves { }, observamos a mesma ordem:
+ = = 1º) efetuamos as operações no interior dos parênteses;
5 5 5 5 2º) as operações no interior dos colchetes;
4 8 4 + 8 12 4 3º) as operações no interior das chaves.
+ = = =
9 9 9 9 3 Exemplos:
7 3 7−3 4 2 2 3 5 4
− = = = 1) +  −  −  =
6 6 6 6 3 3 4 2 2
2 2 2−2 0  8 9  1
− = = =0 = + − =
7 7 7 7  12 12  2
17 1
Observação: A subtração só pode ser efetuada quando o minuendo é = − =
maior que o subtraendo, ou igual a ele. 12 2
17 6
2º CASO: Frações com denominadores diferentes: = − =
Neste caso, para adicionar ou subtrair frações com denominadores di- 12 12
ferentes, procedemos do seguinte modo:
11
• Reduzimos as frações ao mesmo denominador. =
• Efetuamos a operação indicada, de acordo com o caso anterior. 12
• Simplificamos o resultado (quando possível).
  3 1   2 3 
Exemplos: 2)5 −  −  − 1 +  =
  2 3   3 4 
1 2 5 3
1) + = 2) + =   9 2   5 3 
3 4 8 6 = 5 −  −  −  +  =
4 6 15 12   6 6   3 4 
= + = = + =
24 24  7   20 9 
12 12 = 5 −  −  +  =
15 + 12  6   12 12 
4+6 = =
= = 24  30 7  29
12 = − − =
=
27 9
=  6 6  12
10 5
= = 24 8 23 29
12 6 = − =
6 12
46 29
= − =
Observações:
12 12
Para adicionar mais de duas frações, reduzimos todas ao mesmo de- 17
=
nominador e, em seguida, efetuamos a operação. 12

Raciocínio Lógico e Matemático 2 A Opção Certa Para a Sua Realização


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NÚMEROS RACIONAIS Calcular o mmc (3,4): MMC(3,4) = 12
1 3 (12 : 3 ) ⋅ 1 (12 : 4 ) ⋅ 3
e = e temos:
3 4 12 12
4 9
e
12 12

1 4
A fração é equivalente a .
Um círculo foi dividido em duas partes iguais. Dizemos que uma unida- 3 12
de dividida em duas partes iguais e indicamos 1/2.
onde: 1 = numerador e 2 = denominador
3 9
A fração equivalente .
4 12

Exercícios:
1) Achar três frações equivalentes às seguintes frações:
1 2
1) 2)
Um círculo dividido em 3 partes iguais indicamos (das três partes ha- 4 3
churamos 2). 2 3 4 4 6 8
Quando o numerador é menor que o denominador temos uma fração Respostas: 1) , , 2) , ,
própria. Observe: 8 12 16 6 9 12

Observe: COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES

a) Frações de denominadores iguais.


Se duas frações tem denominadores iguais a maior será aquela: que ti-
ver maior numerador.
3 1 1 3
Ex.: > ou <
4 4 4 4
Quando o numerador é maior que o denominador temos uma fração
imprópria. b) Frações com numeradores iguais
Se duas frações tiverem numeradores iguais, a menor será aquela que
FRAÇÕES EQUIVALENTES tiver maior denominador.
7 7 7 7
Ex.: > ou <
Duas ou mais frações são equivalentes, quando representam a mesma 4 5 5 4
quantidade.
c) Frações com numeradores e denominadores receptivamente di-
ferentes.
Reduzimos ao mesmo denominador e depois comparamos. Exemplos:
2 1
> denominadores iguais (ordem decrescente)
3 3
4 4
> numeradores iguais (ordem crescente)
5 3

Simplificação de frações

Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o denominador


por um número diferente de zero.

1 2 3 Quando não for mais possível efetuar as divisões, dizemos que a fra-
Dizemos que: = = ção é irredutível. Exemplo:
2 4 6
18 : 2 9 : 3 3
- Para obter frações equivalentes, devemos multiplicar ou dividir o nu- = =
merador por mesmo número diferente de zero. 12 : 2 6 : 3 2
1 2 2 1 3 3
Ex: ⋅ = ou . = Fração irredutível ou simplificada.
2 2 4 2 3 6
Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o denominador, 9 36
Exercícios: Simplificar 1) 2)
por um mesmo número diferente de zero. 12 45
Quando não for mais possível efetuar as divisões dizemos que a fração 3 4
é irredutível. Respostas: 1) 2)
Exemplo: 4 5
18 2 9 3
: = = ⇒ Fração Irredutível ou Simplificada Redução de frações ao menor denominador comum
12 2 6 6
1 3
1 3 Ex.: e
Exemplo: e 3 4
3 4

Raciocínio Lógico e Matemático 3 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Calcular o mmc (3,4) = 12 Exercícios: Calcular:
1 3 (12 : 3 ) ⋅ 1 (12 : 4 ) ⋅ 3 temos: 2 5 2 3 4  1 3  2 1
e = e 1) ⋅ 2) ⋅ ⋅ + ⋅ − 
3) 
3 4 12 12 5 4 5 2 3 5 5 3 3
4 9 10 5 24 4 4
e Respostas: 1) = 2) = 3)
12 12 12 6 30 5 15
1 4 3 9
A fração é equivalente a . A fração equivalente .
3 12 4 12 DIVISÃO DE FRAÇÕES

Exemplo: Para dividir duas frações conserva-se a primeira e multiplica-se pelo in-
2 4 verso da Segunda.
? ⇒ numeradores diferentes e denominadores diferentes 4 2 4 3 12 6
3 5 Exemplo: : = . = =
= m.m.c.(3, 5) = 15 5 3 5 2 10 5
(15 : 3).2 (15.5).4 10 12
? = < (ordem crescente) Exercícios. Calcular:
15 15 15 15
4 2 8 6  2 3  4 1
1) : 2): 3)  +  :  − 
Exercícios: Colocar em ordem crescente: 3 9 15 25 5 5 3 3
2 2 5 4 5 2 4 20
1) e 2) e 3) , e Respostas: 1) 6 2) 3) 1
5 3 3 3 6 3 5 9
2 2 4 5
Respostas: 1) < 2) <
5 3 3 3 POTENCIAÇÃO DE FRAÇÕES
4 5 3
3) < < Eleva o numerador e o denominador ao expoente dado. Exemplo:
3 6 2 3
2 23 8
  = 3 =
OPERAÇÕES COM FRAÇÕES 3 3 27

1) Adição e Subtração Exercícios. Efetuar:


a) Com denominadores iguais somam-se ou subtraem-se os numera- 2 4 2 3
3  1  4   1
dores e conserva-se o denominador comum. 1)   2)   3)   −  
2 5 1 2 + 5 +1 8 4  
2 3 2
Ex: + + = =
3 3 3 3 3 9 1 119
Respostas: 1) 2) 3)
4 3 4−3 1 16 16 72
− = =
5 5 5 5
RADICIAÇÃO DE FRAÇÕES
b) Com denominadores diferentes reduz ao mesmo denominador de-
pois soma ou subtrai. Extrai raiz do numerador e do denominador.
Ex: 4 4 2
1 3 2 Exemplo: = =
1) + + = mmc. (2, 4, 3) = 12 9 9 3
2 4 3
(12 : 2).1 + (12 : 4).3 + (12.3).2 6 + 9 + 8 23 Exercícios. Efetuar:
= = 2
12 12 12 1 16 9  1
1) 2) 3) + 
4 2 9 25 16  2 
2) − = mmc. (3,9) = 9
3 9 1 4
(9 : 3).4 - (9 : 9).2 12 - 2 10 Respostas: 1) 2) 3) 1
= = 3 5
9 9 9
CONJUNTOS NUMÉRICOS
Exercícios. Calcular: 1. Conjunto dos números naturais
2 5 1 5 1 2 1 1 Chamamos de conjunto dos números naturais, e indicamos com lN, o
1) + + 2) − 3) + − seguinte conjunto:
7 7 7 6 6 3 4 3
lN = { 0; 1; 2; 3; 4; ...}
8 4 2 7
Respostas: 1) 2) = 3)
2. Conjunto dos números inteiros
7 6 3 12
Chamamos de conjuntos dos números inteiros, e indicamos com Z, o
seguinte conjunto:
MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES
Z = { ...; -2; -1; 0; 1; 2;...)
Para multiplicar duas ou mais frações devemos multiplicar os numeradores 3. Conjunto dos números racionais:
das frações entre si, assim como os seus denominadores. Chamamos de conjunto dos números racionais, e indicamos com Q, o
seguinte conjunto:
Exemplo:  p 
Q = x = | p, q ∈ Z e q ≠ 0
2 3 2 3 6 3  q 
. = x = =
5 4 5 4 20 10 Observe que os números racionais são aqueles que podem ser escritos
como quocientes de dois inteiros.

Raciocínio Lógico e Matemático 4 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Exemplos 2. Notação
5 Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a seguinte notação:
a) =5; logo 5 ∈ Q • os conjuntos são indicados por letras maiúsculas: A, B, C, ... ;
1
• os elementos são indicados por letras minúsculas: a, b, c, x, y, ... ;
2
b) = 0,4 ; logo 0,4 ∈ Q • o fato de um elemento x pertencer a um conjunto C é indicado
5 com x e C;
15 • o fato de um elemento y não pertencer a um conjunto C é
c) = 2,5 ; logo 2,5 ∈ Q indicado mm y t C.
6
1
= 0,333 . . . ; logo 0,333.. . ∈ Q
3. Representação dos conjuntos
d) Um conjunto pode ser representado de três maneiras:
3
• por enumeração de seus elementos;
Observação: Números como 5, 0,4 e 2,5 são números racionais com
representação decimal finita, ou seja, podemos escrevê-los, em sua forma • por descrição de uma propriedade característica do conjunto;
decimal, com um número finito de algarismos. O número 0,333..., por sua • através de uma representação gráfica.
vez, é um número racional com representação decimal infinita e periódica, Um conjunto é representado por enumeração quando todos os seus
ou seja, só podemos escrevê-lo, em sua forma decimal, com um número elementos são indicados e colocados dentro de um par de chaves.
infinito de algarismos, embora, a partir de um determinado ponto, haja uma Exemplo:
repetição de algarismos até o fim. a) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto formado pelos
Outro exemplo de número, que admite representação decimal infinita e algarismos do nosso sistema de numeração.
periódica, é 2,35474747... b) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, 1, j,1, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z )
Observação Importante indica o conjunto formado pelas letras do nosso alfabeto.
Todos os números que tenham representação decimal finita ou infinita c) Quando um conjunto possui número elevado de elementos,
e periódica são números racionais, ou seja, pertencem a Q.. porém apresenta lei de formação bem clara, podemos representa-
lo, por enumeração, indicando os primeiros e os últimos
4. Conjunto dos números reais: elementos, intercalados por reticências. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ;
Há números que não admitem representação decimal finita nem 98 ) indica o conjunto dos números pares positivos, menores do
representação decimal infinita e periódica, como, por exemplo: que100.
n = 3,14159265... d) Ainda usando reticências, podemos representar, por enumeração,
conjuntos com infinitas elementos que tenham uma lei de
2 = 1,4142135... formação bem clara, como os seguintes:
3 = 1,7320508... • D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos números inteiros não
negativos;
5 = 2,2360679... • E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos números
Estes números não são racionais: n ∈Q, 2 ∈ Q, 3 ∈Q, •
inteiros;
F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos números ímpares
5 ∈ Q; e, por isso mesmo, são chamados de irracionais. positivos.
Podemos então definir os irracionais como sendo aqueles números que
possuem uma representação decimal infinita e não-periódica. A representação de um conjunto por meio da descrição de uma propri-
Chamamos então de conjunto dos números reais, e indicamos com IR, edade característica é mais sintética que sua representação por enumera-
o seguinte conjunto: ção. Neste caso, um conjunto C, de elementos x, será representado da
IR = ( x Í x é racional ou x é irracional ) seguinte maneira:
Como vemos, o conjunto IR é a união do conjunto dos números C = { x | x possui uma determinada propriedade }
racionais com o conjunto dos números irracionais.
Usaremos o símbolo estrela (* ) quando quisermos indicar que o que se lê: C é o conjunto dos elementos x tal que possui uma
número zero foi excluído de um conjunto. determinada propriedade:
Exemplo: N * = { 1 ; 2; 3; 4; .. .} ; o zero foi excluído de N.
Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos indicar que os Exemplos
números negativos foram excluídos de um conjunto. a) O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser representado por
Exemplo: Z+ = { 0; 1; 2; ... } ; os negativos foram excluídos de Z. descrição da seguinte maneira: A = { x | x é algarismo do nosso
Usaremos o símbolo menos ( - ) quando quisermos indicar que os sistema de numeração }
números positivos foram excluídos de um conjunto. b) O conjunto G = { a; e ;i; o, u } pode ser representado por descrição da
Exemplo: Z- = { ... ; -2; -1; 0 } ; os positivos foram excluídos de Z. seguinte maneira: G = { x | x é vogal do nosso alfabeto }
Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o símbolo (+) ou com o c) O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser representado por descrição
símbolo (-) . da seguinte maneira: H = { x | x é par positivo }
Exemplos A representação gráfica de um conjunto é bastante cômoda. Através
dela, os elementos de um conjunto são representados por pontos interiores
a) Z *− = { 1; 2; 3; . .. } ; o zero e os negativos foram excluídos de Z. a uma linha fechada que não se entrelaça. Os pontos exteriores a esta linha
representam os elementos que não pertencem ao conjunto.
b) Z *+ = { ... ; -3; -2; -1 }; o zero e os positivos foram excluídos de Z.
Exemplo

OPERAÇÕES COM CONJUNTOS

1. Conceitos primitivos
Antes de mais nada devemos saber que conceitos primitivos são
noções que adotamos sem definição.
Adotaremos aqui três conceitos primitivos: o de conjunto, o de elemen-
to e o de pertinência de um elemento a um conjunto. Assim, devemos Por esse tipo de representação gráfica, chamada diagrama de Euler-
entender perfeitamente a frase: determinado elemento pertence a um Venn, percebemos que x ∈ C, y ∈ C, z ∈ C; e que a ∉ C, b ∉ C, c
conjunto, sem que tenhamos definido o que é conjunto, o que é elemento e
o que significa dizer que um elemento pertence ou não a um conjunto.
∉ C, d ∉ C.

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Exercícios resolvidos d) observe que:
Sendo A = {1; 2; 4; 4; 5}, B={2; 4; 6; 8} e C = {4; 5}, assinale V 2 = 2 . 1 é o 1º par positivo
(verdadeiro) ou F (falso): 4 = 2 . 2 é o 2° par positivo
a) 1 ∈ A ( V ) l) 1 ∈ A ou 1 ∈ B ( V ) 6 = 2 . 3 é o 3º par positivo
b) 1 ∈ B ( F ) m) 1 ∈ A e 1 ∈ B ( F ) 8 = 2 . 4 é o 4º par positivo
c) 1 ∈ C ( F ) n) 4 ∈ A ou 4 ∈ B ( V ) . .
d) 4 ∈ A ( V ) o) 4 ∈ A e 4 ∈ B ( V ) . .
e) 4 ∈ B ( V ) p) 7 ∈ A ou 7 ∈ B ( F ) . .
f) 4 ∈ C ( V ) q) 7 ∈ A e 7 ∈ B ( F ) 98 = 2 . 49 é o 49º par positivo
g) 7 ∈ A ( F ) logo: n(D) = 49
h) 7 ∈ B ( F ) e) As duas retas, esquematizadas na figura, possuem apenas um ponto
i) 7 ∈ C ( F ) comum.
Represente, por enumeração, os seguintes conjuntos: Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E é, portanto, unitário.
a) A = { x | x é mês do nosso calendário }
b) B = { x | x é mês do nosso calendário que não possui a letra r } 6. Igualdade de conjuntos
c) C = { x | x é letra da palavra amor } Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 são iguais, e indicaremos com A
d) D = { x | x é par compreendido entre 1e 11} = 8, se ambos possuírem os mesmos elementos. Quando isto não ocorrer,
e) E = {x | x2 = 100 } diremos que os conjuntos são diferentes e indicaremos com A ≠ B.
Exemplos .
a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u}
b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a}
c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u}
d) {a;e;i;o;u} ≠ {a;e;i;o}
e) { x | x2 = 100} = {10; -10}
f) { x | x2 = 400} ≠ {20}

Resolução 7. Subconjuntos de um conjunto


a) A = ( janeiro ; fevereiro; março; abril; maio ; junho; julho ; agosto ; Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de um conjunto B se
setembro ; outubro ; novembro ; dezembro ) . todo elemento, que pertencer a A, também pertencer a B.
b) B = (maio; junho; julho; agosto ) Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o conjunto A estará
c) C = (a; m; o; r ) "totalmente dentro" do conjunto B:
d) D = ( 2; 4; 6; 8; ia )
e) E = ( 10; -10 ), pois 102 = 100 e -(-102) = 100 .

4. Número de elementos de um conjunto


Consideremos um conjunto C. Chamamos de número de elementos Indicamos que A é um subconjunto de B de duas maneiras:
deste conjunto, e indicamos com n lcl, ao número de elementos diferentes a) A ⊂ B; que deve ser lido : A é subconjunto de B ou A está contido
entre si, que pertencem ao conjunto. em B ou A é parte de B;
b) B ⊃ A; que deve ser lido: B contém A ou B inclui A.
Exemplos
a) O conjunto A = { a; e; i; o; u } Exemplo
é tal que n(A) = 5. Sejam os conjuntos A = {x | x é mineiro} e B = {x | x é brasileiro} ; temos
b) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } é tal que n(B) = 10. então que A ⊂ B e que B ⊃ A.
c) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) é tal que n (C) = 99.
Observações:
5. Conjunto unitário e conjunto vazio • Quando A não é subconjunto de B, indicamos com A ⊄ B ou B
Chamamos de conjunto unitário a todo conjunto C, tal que n (C) = 1. ⊃ A.
Exemplo: C = ( 3 ) • Admitiremos que o conjunto vazio está contido em qualquer conjunto.
E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c, tal que n(C) = 0.
8. Número de subconjuntos de um conjunto dado
Exemplo: M = { x | x2 = -25} Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n elementos, então este
O conjunto vazio é representado por { } ou por ∅. conjunto terá 2n subconjuntos. Exemplo

Exercício resolvido O conjunto C = {1; 2 } possui dois elementos; logo, ele terá 22 = 4
Determine o número de elementos dos seguintes com juntos : subconjuntos.
a) A = { x | x é letra da palavra amor }
b) B = { x | x é letra da palavra alegria } Exercício resolvido:
c) c é o conjunto esquematizado a seguir 1. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = la; e; 1; o; u ) .
d) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 ) Resolução: Como o conjunto C possui cinco elementos, o número dos
e) E é o conjunto dos pontos comuns às relas r e s, esquematizadas a seus subconjuntos será 25 = 32.
seguir :
Exercícios propostas:
2. Determine o número de subconjuntos do conjunto
C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 }
Resposta: 1024

3. Determine o número de subconjuntos do conjunto


Resolução
a) n(A) = 4
1 1 1 2 3 3
C=  ; ; ; ; ; 
b) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de possuir dote letras, possui 2 3 4 4 4 5 
apenas seis letras distintas entre si. Resposta: 32
c) n(C) = 2, pois há dois elementos que pertencem a C: c e C e d e C

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OPERAÇÕES COM CONJUNTOS Resolução

1. União de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, chamamos união ou reunião de A com B,
e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos
que pertencem a A ou a B.
Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a
interseção dos conjuntos, temos:
3. No diagrama seguinte temos:
n(A) = 20
n(B) = 30
n(A ∩ B) = 5
Determine n(A ∪ B).
Exemplos Resolução
a) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e}
b) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d}
c) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c}

2. Intersecção de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interseção de A com B, e
Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30 elementos de B,
indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos que
estaremos considerando os 5 elementos de A n B duas vezes; o que,
pertencem a A e a B.
evidentemente, é incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair uma
Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a
vez os 5 elementos de A n B; teremos então:
intersecção dos conjuntos, temos:
n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A ∩ B) ou seja:
n(A ∪ B) = 20 + 30 – 5 e então:
n(A ∪ B) = 45.

4. Conjunto complementar
Dados dois conjuntos A e B, com B ⊂ A, chamamos de conjunto
complementar de B em relação a A, e indicamos com CA B, ao conjunto A -
Exemplos B.
a) {a;b;c} ∩ {d;e} = ∅ Observação: O complementar é um caso particular de diferença em
b) {a;b;c} ∩ {b;c,d} = {b;c} que o segundo conjunto é subconjunto do primeiro.
c) {a;b;c} ∩ {a;c} = {a;c} Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras o
complementar de B em relação a A, temos:
Quando a intersecção de dois conjuntos é vazia, como no exemplo a,
dizemos que os conjuntos são disjuntos.

Exercícios resolvidos
1. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t), determinar os
seguintes conjuntos:
a) A ∪ B f) B ∩ C
b) A ∩ B g) A ∪ B ∪ C Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f}
c) A ∪ C h) A ∩ B ∩ C Observação: O conjunto complementar de B em relação a A é formado
pelos elementos que faltam para "B chegar a A"; isto é, para B se igualar a
d) A ∩ C i) (A ∩ B) U (A ∩ C)
A.
e) B ∪ C

Resolução
a) A ∪ B = {x; y; z; w; v } PORCENTAGEM
b) A ∩ B = {x }
c) A ∪ C = {x; y;z; u; t } 1. INTRODUÇÃO
d) A ∩ C = {y } Quando você abre o jornal, liga a televisão ou olha vitrinas,
e) B ∪ C={x;w;v;y;u;t} frequentemente se vê às voltas com expressões do tipo:
f) B ∩ C= ∅ • "O índice de reajuste salarial de março é de 16,19%."
• "O rendimento da caderneta de poupança em fevereiro foi de
g) A ∪ B ∪ C= {x;y;z;w;v;u;t}
18,55%."
h) A ∩ B ∩ C= ∅ • "A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 381,1351.
i) (A ∩ B) ∪ u (A ∩ C)={x} ∪ {y}={x;y} • "Os preços foram reduzidos em até 0,5%."

2. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos: Mesmo supondo que essas expressões não sejam completamente
a) A ∩ B ∩ C desconhecidas para uma pessoa, é importante fazermos um estudo organi-
b) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) zado do assunto porcentagem, uma vez que o seu conhecimento é ferra-
menta indispensável para a maioria dos problemas relativos à Matemática
Comercial.

2. PORCENTAGEM
O estudo da porcentagem é ainda um modo de comparar números
usando a proporção direta. Só que uma das razões da proporção é um
fração de denominador 100. Vamos deixar isso mais claro: numa situação
em que você tiver de calcular 40% de $ 300,00, o seu trabalho será deter-

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minar um valor que represente, em 300, o mesmo que 40 em 100. Isso 2) Existem 4 caminhos ligando os pontos A e B, e 5 caminhos ligan-
pode ser resumido na proporção: do os pontos B e C. Para ir de A a C, passando pelo ponto B, qual
40 x o número de trajetos diferentes que podem ser realizados?
= Solução:
100 300 Escolher um trajeto de A a C significa escolher um caminho de A a B e
depois outro, de B a C.
Então, o valor de x será de $ 120,00.
Sabendo que em cálculos de porcentagem será necessário utilizar
sempre proporções diretas, fica claro, então, que qualquer problema dessa
natureza poderá ser resolvido com regra de três simples.

3. TAXA PORCENTUAL
O uso de regra de três simples no cálculo de porcentagens é um recur- Como para cada percurso escolhido de A a B temos ainda 5 possibili-
so que torna fácil o entendimento do assunto, mas não é o único caminho dades para ir de B a C, o número de trajetos pedido é dado por: 4 . 5 = 20.
possível e nem sequer o mais prático. Esquema:
Para simplificar os cálculos numéricos, é necessário, inicialmente, dar Percurso Percurso
nomes a alguns termos. Veremos isso a partir de um exemplo. AB BC
Exemplo:
Calcular 20% de 800.
20 4 . 5 = 20
Calcular 20%, ou de 800 é dividir 800 em 100 partes e tomar
100 3) Quantos números de três algarismos podemos escrever com os
20 dessas partes. Como a centésima parte de 800 é 8, então 20 dessas algarismos ímpares?
partes será 160. Solução:
Os números devem ser formados com os algarismos: 1, 3, 5, 7, 9. Exis-
Chamamos: 20% de taxa porcentual; 800 de principal; 160 de tem 5 possibilidades para a escolha do algarismo das centenas, 5 possibili-
porcentagem. dades para o das dezenas e 5 para o das unidades.
Temos, portanto:
Principal: número sobre o qual se vai calcular a porcentagem. Assim, temos, para a escolha do número, 5 . 5 . 5 = 125.
Taxa: valor fixo, tomado a partir de cada 100 partes do principal. algarismos algarismos algarismos
Porcentagem: número que se obtém somando cada uma das 100 da centena da dezena da unidade
partes do principal até conseguir a taxa.
A partir dessas definições, deve ficar claro que, ao calcularmos uma
porcentagem de um principal conhecido, não é necessário utilizar a monta- 5 5 5 = 125
gem de uma regra de três. Basta dividir o principal por 100 e tomarmos
tantas destas partes quanto for a taxa. Vejamos outro exemplo. 4) Quantas placas poderão ser confeccionadas se forem utilizados
três letras e três algarismos para a identificação de um veículo?
Exemplo: (Considerar 26 letras, supondo que não há nenhuma restrição.)
Calcular 32% de 4.000. Solução:
Primeiro dividimos 4 000 por 100 e obtemos 40, que é a centésima par- Como dispomos de 26 letras, temos 26 possibilidades para cada posi-
te de 4 000. Agora, somando 32 partes iguais a 40, obtemos 32 . 40 ou 1 ção a ser preenchida por letras. Por outro lado, como dispomos de dez
280 que é a resposta para o problema. algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), temos 10 possibilidades para cada
Observe que dividir o principal por 100 e multiplicar o resultado dessa posição a ser preenchida por algarismos. Portanto, pelo PFC o número total
32 de placas é dado por:
divisão por 32 é o mesmo que multiplicar o principal por ou 0,32.
100
Vamos usar esse raciocínio de agora em diante :

Porcentagem = taxa X principal

5) Quantos números de 2 algarismos distintos podemos formar com


os algarismos 1, 2, 3 e 4?
Princípio fundamental da contagem (PFC) Solução:
Se um primeiro evento pode ocorrer de m maneiras diferentes e um Observe que temos 4 possibilidades para o primeiro algarismo e, para
segundo evento, de k maneiras diferentes, então, para ocorrerem os dois cada uma delas, 3 possibilidades para o segundo, visto que não é permitida
sucessivamente, existem m . k maneiras diferentes. a repetição. Assim, o número total de possibilidades é: 4 . 3 =12
Aplicações Esquema:
1) Uma moça dispõe de 4 blusas e 3 saias. De quantos modos dis-
tintos ela pode se vestir?
Solução:
A escolho de uma blusa pode ser feita de 4 maneiras diferentes e a de
uma saia, de 3 maneiras diferentes.

Pelo PFC, temos: 4 . 3 = 12 possibilidades para a escolha da blusa e


saia. Podemos resumir a resolução no seguinte esquema;

Blusa saia

4 . 3 = 12 modos diferentes

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6) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos formar com 11) Quantos números, com 4 algarismos distintos, podemos formar com
os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9? os algarismos ímpares?
12) Quantos números, com 4 algarismos distintos, podemos formar com o
Solução: nosso sistema de numeração?
Existem 9 possibi1idades para o primeiro algarismo, apenas 8 para o 13) Quantos números ímpares com 3 algarismos distintos podemos
segundo e apenas 7 para o terceiro. Assim, o número total de possibilida- formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6?
des é: 9 . 8 . 7 = 504 14) Quantos números múltiplos de 5 e com 4 algarismos podemos formar
Esquema: com os algarismos 1, 2, 4, 5 e 7, sem os repetir?
15) Quantos números pares, de 3 algarismos distintos, podemos formar
com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? E quantos ímpares?
16) Obtenha o total de números de 3 algarismos distintos, escolhidos
entre os elementos do conjunto (1, 2, 4, 5, 9), que contêm 1 e não
contêm 9.
17) Quantos números compreendidos entre 2000 e 7000 podemos escre-
7) Quantos são os números de 3 algarismos distintos? ver com os algarismos ímpares, sem os repetir?
Solução: 18) Quantos números de 3 algarismos distintos possuem o zero como
Existem 10 algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Temos 9 possibilida- algarismo de dezena?
des para a escolha do primeiro algarismo, pois ele não pode ser igual a 19) Quantos números de 5 algarismos distintos possuem o zero como
zero. Para o segundo algarismo, temos também 9 possibilidades, pois um algarismo das dezenas e começam por um algarismo ímpar?
deles foi usado anteriormente. 20) Quantos números de 4 algarismos diferentes tem o algarismo da
Para o terceiro algarismo existem, então, 8 possibilidades, pois dois de- unidade de milhar igual a 2?
les já foram usados. O número total de possibilidades é: 9 . 9 . 8 = 648 21) Quantos números se podem escrever com os algarismos ímpares,
Esquema: sem os repetir, que estejam compreendidos entre 700 e 1 500?
22) Em um ônibus há cinco lugares vagos. Duas pessoas tomam o ôni-
bus. De quantas maneiras diferentes elas podem ocupar os lugares?
23) Dez times participam de um campeonato de futebol. De quantas
formas se podem obter os três primeiros colocados?
24) A placa de um automóvel é formada por duas letras seguidas e um
8) Quantos números entre 2000 e 5000 podemos formar com os
número de quatro algarismos. Com as letras A e R e os algarismos
algarismos pares, sem os repetir?
pares, quantas placas diferentes podem ser confeccionadas, de modo
que o número não tenha nenhum algarismo repetido?
Solução:
25) Calcular quantos números múltiplos de 3 de quatro algarismos distin-
Os candidatos a formar os números são : 0, 2, 4, 6 e 8. Como os
tos podem ser formados com 2, 3, 4, 6 e 9.
números devem estar compreendidos entre 2000 e 5000, o primeiro
26) Obtenha o total de números múltiplos de 4 com quatro algarismos
algarismo só pode ser 2 ou 4. Assim, temos apenas duas possibilidades
distintos que podem ser formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
para o primeiro algarismo e 4 para o segundo, três para o terceiro e duas
paia o quarto.
O número total de possibilidades é: 2 . 4 . 3 . 2 = 48
Esquema: ARRANJOS SIMPLES

Introdução:
Na aplicação An,p, calculamos quantos números de 2 algarismos distin-
tos podemos formar com 1, 2, 3 e 4. Os números são :
12 13 14 21 23 24 31 32 34 41 42 43
Exercícios Observe que os números em questão diferem ou pela ordem dentro do
1) Uma indústria automobilística oferece um determinado veículo em três agrupamento (12 ≠ 21) ou pelos elementos componentes (13 ≠ 24).
padrões quanto ao luxo, três tipos de motores e sete tonalidades de Cada número se comporta como uma sequência, isto é :
cor. Quantas são as opções para um comprador desse carro? (1,2) ≠ (2,1) e (1,3) ≠ (3,4)
2) Sabendo-se que num prédio existem 3 entradas diferentes, que o A esse tipo de agrupamento chamamos arranjo simples.
prédio é dotado de 4 elevadores e que cada apartamento possui uma
única porta de entrada, de quantos modos diferentes um morador po- Definição:
de chegar à rua? Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se arranjo simples dos n
3) Se um quarto tem 5 portas, qual o número de maneiras distintas de se elementos de /, tomados p a p, a toda sequência de p elementos distintos,
entrar nele e sair do mesmo por uma porta diferente da que se utilizou escolhidos entre os elementos de l ( P ≤ n).
para entrar? O número de arranjos simples dos n elementos, tomados p a p, é
4) Existem 3 linhas de ônibus ligando a cidade A á cidade B, e 4 outras indicado por An,p
ligando B à cidade C. Uma pessoa deseja viajar de A a C, passando
por B. Quantas linhas de ônibus diferentes poderá utilizar na viagem Fórmula:
de ida e volta, sem utilizar duas vezes a mesma linha?
5) Quantas placas poderão ser confeccionadas para a identificação de A n,p = n . (n -1) . (n –2) . . . (n – (p – 1)),
um veículo se forem utilizados duas letras e quatro algarismos? (Ob- p ≤ n e {p, n} ⊂ N
servação: dispomos de 26 letras e supomos que não haverá nenhuma
restrição)
6) No exercício anterior, quantas placas poderão ser confeccionadas se
forem utilizados 4 letras e 2 algarismos? Aplicações
7) Quantos números de 3 algarismos podemos formar com os algaris- 1) Calcular:
mos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? a) A7,1 b) A7,2 c) A7,3 d) A7,4
8) Quantos números de três algarismos podemos formar com os alga-
rismos 0, 1, 2, 3, 4 e 5? Solução:
9) Quantos números de 4 algarismos distintos podemos escrever com os
algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? a) A7,1 = 7 c) A7,3 = 7 . 6 . 5 = 210
10) Quantos números de 5 algarismos não repetidos podemos formar com b) A7,2 = 7 . 6 = 42 d) A7,4 = 7 . 6 . 5 . 4 = 840
os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7?
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2) Resolver a equação Ax,3 = 3 . Ax,2. 2) Obter n, de modo que An,2 = 30.
Solução: Solução:
x . ( x - 1) . ( x – 2 ) = 3 . x . ( x - 1) ⇒ Utilizando a fórmula, vem :
⇒ x ( x – 1) (x –2) - 3x ( x – 1) =0 n! n ( n - 1) ( n - 2) !
∴ x( x – 1)[ x – 2 – 3 ] = 0 = 30 ⇒ = 30 ∴
(n - 2)! (n - 2)!
x = 0 (não convém) n=6
ou n2 - n - 30 = 0 ou
x = 1 ( não convém) n = -5 ( não convém)
ou
x = 5 (convém) 3) Obter n, tal que: 4 . An-1,3 = 3 . An,3.
S = {5}
Solução:
4 ⋅ ( n - 1 )! n! 4 ⋅ ( n - 3 )! n!
3) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos escrever = 3⋅ ⇒ = 3⋅ ∴
com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9? ( n - 4) ! ( n - 3)! ( n - 4) ! ( n - 1) !
Solução: 4 ⋅ ( n - 3 )( n - 4 ) ! n ( n - 1) !
= 3⋅
Essa mesma aplicação já foi feita, usando-se o principio fundamental
da contagem. Utilizando-se a fórmula, o número de arranjos simples é:
( n - 4)! ( n - 1) !
A9, 3 =9 . 8 . 7 = 504 números ∴ 4n − 12 = 3n ∴ n = 12

Observação: Podemos resolver os problemas sobre arranjos simples ( n + 2 )! - ( n + 1) !


usando apenas o principio fundamental da contagem. 4) Obter n, tal que : =4
n!
Exercícios
1) Calcule: Solução:
a) A8,1 b) A8,2 c ) A8,3 d) A8,4 ( n + 2 ) ! ( n + 1)! ⋅ n ! - ( n + 1) ⋅ n !
= 4∴
n!
2) Efetue:
A 8,2 + A 7,4 n ! ( n + 2 ) ⋅ [n + 2 - 1]
a) A7,1 + 7A5,2 – 2A4,3 - A 10,2 b) ⇒ =4
A 5,2 − A10,1 n!

3) Resolva as equações: n + 1 = 2 ∴ n =1
a) Ax,2 = Ax,3 b) Ax,2 = 12 c) Ax,3 = 3x(x - 1) ∴ (n + 1 )2 = 4
n + 1 = -2 ∴ n = -3 (não convém )
FATORIAL
Exercícios
Definição: 1) Assinale a alternativa correta:
• Chama-se fatorial de um número natural n, n ≥ 2, ao produto de 10 !
todos os números naturais de 1 até n. Assim : a) 10 ! = 5! + 5 ! d) =5
2!
• n ! = n( n - 1) (n - 2) . . . 2 . 1, n ≥ 2 (lê-se: n fatorial) b) 10 ! = 2! . 5 ! e) 10 ! =10. 9. 8. 7!
• 1! = l c) 10 ! = 11! -1!
• 0! = 1
2) Assinale a alternativa falsa;
Fórmula de arranjos simples com o auxílio de fatorial: a) n! = n ( n-1)! d) ( n –1)! = (n- 1)(n-2)!
b) n! = n(n - 1) (n - 2)! e) (n - 1)! = n(n -1)
A N,P =
n!
, p≤ n e { p,n} ⊂ lN c) n! = n(n – 1) (n - 2) (n - 3)!
( n − p) !
3) Calcule:
Aplicações
12 ! 7!
1) Calcular: a) c)
8! n! 10 ! 3! 4!
a) 5! c) e) 7! + 5! 8! - 6!
6! (n - 2)! b) d)
5! 11! + 10 ! 5! 5!
b) d)
4! 10 ! 4) Simplifique:
n! n!
Solução: a) d)
a) 5 ! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120 ( n - 1) ! n ( n - 1) !
5! 5 ⋅ 4! ( n + 2 )! n ! 5M ! - 2 ( M - 1 ) !
b) = =5 b) e)
4! 4! [( n + 1 ) ! ]2 M!
8! 8 ⋅7 ⋅ 6! n ! + ( n + 1)!
c) = = 56 c)
6! 6! n!
11! + 10 ! 11 ⋅ 10 ! + 10 ! 10 ! (11 + 1)
d) = = = 12 5) Obtenha n, em:
10 ! 10! 10 !
n ⋅ ( n - 1)( n - 2) ! (n + 1)!
e)
n!
= = n2 − n a) = 10 b) n!+( n - 1)! = 6 ( n - 1)!
(n - 2)! ( n - 2) ! n!

Raciocínio Lógico e Matemático 10 A Opção Certa Para a Sua Realização


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n (n - 1)!
c) =6 d) (n - 1)! = 120
(n - 2)!

1 n
6) Efetuando − , obtém-se:
n ! (n + 1)!
d) considerando a sílaba TRE como um único elemento, devemos
2 2n + 1 permutar entre si 6 elementos,
a) d)
(n + 1) ! (n + 1) !
1 n ! ( n + 1) !
b) e) 0 c)
n! n -1

7) Resolva as equações:
a) Ax,3 = 8Ax,2 b) Ax,3 = 3 . ( x - 1)
e) Devemos permutar entre si 6 elementos, tendo considerado as letras
(n + 2) ! + (n + 1) ! T, R, E como um único elemento:
8) obtenha n, que verifique 8n ! =
n +1

9) o número n está para o número de seus arranjos 3 a 3 como 1


está para 240, obtenha n.

PERMUTAÇÕES SIMPLES
Devemos também permutar as letras T, R, E, pois não foi especificada
Introdução: a ordem :
Consideremos os números de três algarismos distintos formados com
os algarismos 1, 2 e 3. Esses números são :
123 132 213 231 312 321
A quantidade desses números é dada por A3,3= 6.
Esses números diferem entre si somente pela posição de seus elemen-
tos. Cada número é chamado de permutação simples, obtida com os alga-
rismos 1, 2 e 3.
Para cada agrupamento formado, as letras T, R, E podem ser dispostas
Definição: de P3 maneiras. Assim, para P6 agrupamentos, temos
Seja I um conjunto com n elementos. Chama-se permutação simples P6 . P3 anagramas. Então:
dos n elementos de l a toda a sequência dos n elementos. P6 . P3 = 6! . 3! = 720 . 6 = 4 320 anagramas
O número de permutações simples de n elementos é indicado por Pn.
OBSERVA ÇÃO: Pn = An,n .
f) A palavra ATREVIDO possui 4 vogais e 4 consoantes. Assim:
Fórmula:
Aplicações
1) Considere a palavra ATREVIDO.
a) quantos anagramas (permutações simples) podemos formar?
b) quantos anagramas começam por A?
c) quantos anagramas começam pela sílaba TRE?
d) quantos anagramas possuem a sílaba TR E?
e) quantos anagramas possuem as letras T, R e E juntas?
f) quantos anagramas começam por vogal e terminam em
consoante?
Exercícios
Solução:
1) Considere a palavra CAPITULO:
a) Devemos distribuir as 8 letras em 8 posições disponíveis.
a) quantos anagramas podemos formar?
Assim:
b) quantos anagramas começam por C?
c) quantos anagramas começam pelas letras C, A e P juntas e nesta
ordem?
d) quantos anagramas possuem as letras C, A e P juntas e nesta or-
dem?
e) quantos anagramas possuem as letras C, A e P juntas?
Ou então, P8 = 8 ! = 40 320 anagramas f) quantos anagramas começam por vogal e terminam em consoan-
te?
b) A primeira posição deve ser ocupada pela letra A; assim, devemos 2) Quantos anagramas da palavra MOLEZA começam e terminam
distribuir as 7 letras restantes em 7 posições, Então: por vogal?
3) Quantos anagramas da palavra ESCOLA possuem as vogais e
consoantes alternadas?
4) De quantos modos diferentes podemos dispor as letras da palavra
ESPANTO, de modo que as vogais e consoantes apareçam
juntas, em qualquer ordem?
5) obtenha o número de anagramas formados com as letras da
palavra REPÚBLICA nas quais as vogais se mantenham nas
c) Como as 3 primeiras posições ficam ocupadas pela sílaba TRE, de- respectivas posições.
vemos distribuir as 5 letras restantes em 5 posições. Então:

Raciocínio Lógico e Matemático 11 A Opção Certa Para a Sua Realização


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PERMUTAÇÕES SIMPLES, COM 3) Quantos números de 5 algarismos podemos formar com os
ELEMENTOS REPETIDOS algarismos 3 e 4 de maneira que o 3 apareça três vezes em todos
os números?
Dados n elementos, dos quais : a) 10 c) 120 e) 6
b) 20 d) 24
α1 são iguais a a1 → a1 , a1 , . . ., a1
α1 4) Quantos números pares de cinco algarismos podemos escrever
α 2 são iguais a a2 → a2, a2 , . . . , a2 apenas com os dígitos 1, 1, 2, 2 e 3, respeitadas as repetições
α2 apresentadas?
. . . . . . . . . . . . . . . . . a) 120 c) 20 e) 6
b) 24 d) 12
ar → ar , ar , . . . , ar
αr são iguais a αr 5) Quantos anagramas da palavra MATEMÁTICA terminam pela
sílaba MA?
a) 10 800 c) 5 040 e) 40 320
Pn = n ! b) 10 080 d) 5 400

sendo ainda que: α1 + α 2 + . . . + αr = n, e indicando-se por COMBINAÇÕES SIMPLES


pn (α1, α 2 , . . . α r ) o número das permutações simples dos n elemen-
tos, tem-se que: Introdução:
Consideremos as retas determinadas pelos quatro pontos, conforme a
Aplicações figura.
1) Obter a quantidade de números de 4 algarismos formados pelos
algarismos 2 e 3 de maneira que cada um apareça duas vezes na
formação do número.

Solução:
2233 2323 2332
os números são 
3322 3232 3223

A quantidade desses números pode ser obtida por: Só temos 6 retas distintas ( AB, BC, CD, AC, BD e AD) por-
4 ⋅ 3 ⋅ 2!
P4(2,2 ) =
4!
= = 6 números que AB e BA, . . . , CD e DC representam retas coincidentes.
2! 2! 2! ⋅ 2 ⋅ 1
Os agrupamentos {A, B}, {A, C} etc. constituem subconjuntos do
2) Quantos anagramas podemos formar com as letras da palavra conjunto formado por A, B, C e D.
AMADA?
solução: Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se combinação simples
Temos: dos n elementos de /, tomados p a p, a qualquer subconjunto de p
A, A, A M D elementos do conjunto l.
Assim: 1 1
3
Diferem entre si apenas pelos elementos componentes, e são
5 ⋅ 4 ⋅ 3!
p (3,1,1) =
5! chamados combinações simples dos 4 elementos tomados 2 a 2.
5 = = 20 anagramas
3 ! 1! 1! 3! O número de combinações simples dos n elementos tomados p a p é
n
3) Quantos anagramas da palavra GARRAFA começam pela sílaba indicado por Cn,p ou   .
RA? p
OBSERVAÇÃO: Cn,p . p! = An,p.
Solução: Fórmula:
Usando R e A nas duas primeiras posições, restam 5 letras para serem
permutadas, sendo que: n!
C n ,p = , p≤n e { p, n } ⊂ lN
p! ( n - p )!
G A, A R F
{

{
{

1 2 1 1
Assim, temos: n!
5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ! pn (α1, α 2 , . . . αr ) =
p5(2,1,1) = = 60 anagramas α1 ! α ! . . . αr !
2!

Exercícios Aplicações
1) o número de anagramas que podemos formar com as letras da 1) calcular:
palavra ARARA é: a) C7,1 b) C7,2 c) C7,3 d) C7,4
a) 120 c) 20 e) 30
b) 60 d) 10 Solução:
7! 7 ⋅ 6!
2) o número de permutações distintas possíveis com as oito letras da a) C7,1 = = =7
1! 6 ! 6!
palavra PARALELA, começando todas com a letra P, será de ;
a) 120 c) 420 e) 360 7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 !
b) C7,2 = = = 21
b) 720 d) 24 2! 5! 2 ⋅ 1 ⋅ 5 !

Raciocínio Lógico e Matemático 12 A Opção Certa Para a Sua Realização


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7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4! 5!
c) C7,3 = = = 35 • escolher 2 moças: C5,2= = 10 modos
4!3! 3 ⋅ 2 ⋅ 1 ⋅ 4 ! 2! 3!
7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4!
d) C7,4= = = 35 Como para cada uma das 20 triplas de rapazes temos 10 pares de mo-
4!3! 4! ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 ças para compor cada comissão, então, o total de comissões é C6,3
. C5,2 = 200.
2) Quantos subconjuntos de 3 elementos tem um conjunto de 5
elementos? 7) Sobre uma reta são marcados 6 pontos, e sobre uma outra reta,
5! 5 ⋅ 4 ⋅ 3! paralela á primeira, 4 pontos.
C5,3 = = = 10 subconjunt os a) Quantas retas esses pontos determinam?
3! 2! 3! ⋅ 2 ⋅ 1
b) Quantos triângulos existem com vértices em três desses pontos?
Cn,3 4 Solução:
3) obter n, tal que =
Cn,2 3 a) C10,2 - C6,2 - C4,2 + 2 = 26 retas onde
Solução:
C6,2 é o maior número de retas possíveis de serem determinadas por
n! seis pontos C4,2 é o maior número de retas possíveis de serem
3! ( n - 3 )! 4 n! 2!( n - 2 )! 4 determinadas por quatro pontos
= ⇒ ⋅ = ∴
n! 3 3!( n - 3 ) n! 3
2! ( n - 2 )!
2 ⋅ ( n - 2 ) ( n - 3 )! 4 b) C10,3 – C6,3 -- C4,3 = 96 triângulos onde
∴ = ∴n - 2 = 4
3 ⋅ 2 ⋅ ( n - 3 )! 3
C6,3 é o total de combinações determinadas por três pontos alinhados
convém em uma das retas, pois pontos colineares não determinam triângulo.
n=6 C4,3 é o total de combinações determinadas por três pontos alinhados
da outra reta.
4) Obter n, tal que Cn,2 = 28.

Solução:
n! n ( n - 1) ( n - 2 ) !
= 28 ⇒ = 56 ∴ 8) Uma urna contém 10 bolas brancas e 6 pretas. De quantos
2! ( n - 2 ) (n − 2 ) ! modos é possível tirar 7 bolas das quais pelo menos 4 sejam
pretas?
n=8
n2 – n – 56 = 0 Solução:
As retiradas podem ser efetuadas da seguinte forma:
n = -7 (não convém) 4 pretas e 3 brancas ⇒ C6,4 . C10,3 = 1 800 ou
5 pretas e 2 brancas ⇒ C6,5 . C10,2 = 270 ou
5) Numa circunferência marcam-se 8 pontos, 2 a 2 distintos. Obter o 6 pretas e1 branca ⇒ C6,6 . C10,1 = 10
número de triângulos que podemos formar com vértice nos pontos
indicados:
Logo. 1 800 + 270 + 10 = 2 080 modos

Exercícios
1) Calcule:
a) C8,1 + C9,2 - C7,7 + C10,0
b) C5,2 +P2 - C5,3
c) An,p . Pp

2) Obtenha n, tal que :


a) Cn,2 = 21
b) Cn-1,2 = 36
Solução: c) 5 . Cn,n - 1 + Cn,n -3 = An,3
Um triângulo fica identificado quando escolhemos 3 desses pontos, não
importando a ordem. Assim, o número de triângulos é dado por: 3) Resolva a equação Cx,2 = x.
8! 8 ⋅ 7 ⋅ 6
C8,3 = = = 56 4) Quantos subconjuntos de 4 elementos possui um conjunto de 8
3!5! 3 ⋅ 2
elementos?
6) Em uma reunião estão presentes 6 rapazes e 5 moças. Quantas
5) Numa reunião de 7 pessoas, quantas comissões de 3 pessoas
comissões de 5 pessoas, 3 rapazes e 2 moças, podem ser for-
podemos formar?
madas?
6) Um conjunto A tem 45 subconjuntos de 2 elementos. Obtenha o
Solução:
número de elementos de A,
Na escolha de elementos para formar uma comissão, não importa a
ordem. Sendo assim :
A p,3
• escolher 3 rapazes: C6,3 =
6!
= 20 modos
7) Obtenha o valor de p na equação: = 12 .
3!3! Cp,4

8) Obtenha x na equação Cx,3 = 3 . Ax.2.

Raciocínio Lógico e Matemático 13 A Opção Certa Para a Sua Realização


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9) Numa circunferência marcam-se 7 pontos distintos. Obtenha: d) 4
a) o número de retas distintas que esses pontos determinam; e) 10
b) o número de triângulos com vértices nesses pontos; 24) O número de triângulos que podem ser traçados utilizando-se 12
c) o número de quadriláteros com vértices nesses pontos; pontos de um plano, não havendo 3 pontos em linha reta, é:
d) o número de hexágonos com vértices nesses pontos. a) 4368
b) 220
10) A diretoria de uma firma é constituída por 7 diretores brasileiros e c) 48
4 japoneses. Quantas comissões de 3 brasileiros e 3 japoneses d) 144
podem ser formadas? e) 180
11) Uma urna contém 10 bolas brancas e 4 bolas pretas. De quantos
25) O time de futebol é formado por 1 goleiro, 4 defensores, 3 jogado-
modos é possível tirar 5 bolas, das quais duas sejam brancas e 3
res de meio de campo e 3 atacantes. Um técnico dispõe de 21 jo-
sejam pretas?
gadores, sendo 3 goleiros, 7 defensores, 6 jogadores de meio
12) Em uma prova existem 10 questões para que os alunos escolham campo e 5 atacantes. De quantas maneiras poderá escalar sua
5 delas. De quantos modos isto pode ser feito? equipe?
a) 630
13) De quantas maneiras distintas um grupo de 10 pessoas pode ser b) 7 000
dividido em 3 grupos contendo, respectivamente, 5, 3 e duas pes- c) 2,26 . 109
soas? d) 21000
e) n.d.a.
14) Quantas diagonais possui um polígono de n lados?
26) Sendo 5 . Cn, n - 1 + Cn, n - 3, calcular n.
15) São dadas duas retas distintas e paralelas. Sobre a primeira mar-
cam-se 8 pontos e sobre a segunda marcam-se 4 pontos. Obter: 27) Um conjunto A possui n elementos, sendo n ≥ 4. O número de
a) o número de triângulos com vértices nos pontos marcados; subconjuntos de A com 4 elementos é:
b) o número de quadriláteros convexos com vértices nos
pontos marcados. a)
[n !] c) ( n – 4 ) ! e) 4 !
24( n - 4 )
16) São dados 12 pontos em um plano, dos quais 5, e somente 5, es-
tão alinhados. Quantos triângulos distintos podem ser formados n!
b) d) n !
com vértices em três quaisquer dos 12 pontos? (n-4)
17) Uma urna contém 5 bolas brancas, 3 bolas pretas e 4 azuis. De
28) No cardápio de uma festa constam 10 diferentes tipos de salgadi-
quantos modos podemos tirar 6 bolas das quais:
nhos, dos quais apenas 4 serão servidos quentes. O garçom en-
a) nenhuma seja azul
carregado de arrumar a travessa e servi-la foi instruído para que a
b) três bolas sejam azuis
mesma contenha sempre só dois tipos diferentes de salgadinhos
c) pelo menos três sejam azuis
frios e dois diferentes dos quentes. De quantos modos diversos
18) De quantos modos podemos separar os números de 1 a 8 em pode o garçom, respeitando as instruções, selecionar os salgadi-
dois conjuntos de 4 elementos? nhos para compor a travessa?
a) 90 d) 38
19) De quantos modos podemos separar os números de 1 a 8 em b) 21 e) n.d.a.
dois conjuntos de 4 elementos, de modo que o 2 e o 6 não c) 240
estejam no mesmo conjunto?
20) Dentre 5 números positivos e 5 números negativos, de quantos 29) Em uma sacola há 20 bolas de mesma dimensão: 4 são azuis e
modos podemos escolher quatro números cujo produto seja as restantes, vermelhas. De quantas maneiras distintas podemos
positivo? extrair um conjunto de 4 bolas desta sacola, de modo que haja
pelo menos uma azul entre elas?
20 ! 16 !
a) −
21) Em um piano marcam-se vinte pontos, não alinhados 3 a 3, 16 ! 12 !
exceto cinco que estão sobre uma reta. O número de retas
20 !
determinadas por estes pontos é: b)
a) 180 4 ! 16 !
b) 1140 20 !
c) 380 c)
d) 190 16 !
e) 181 1  20 ! 16 ! 
d) ⋅  − 
22) Quantos paralelogramos são determinados por um conjunto de 4 !  16 ! 12 ! 
sete retas paralelas, interceptando um outro conjunto de quatro e) n.d.a.
retas paralelas?
a) 162 30) Uma classe tem 10 meninos e 9 meninas. Quantas comissões di-
b) 126 ferentes podemos formar com 4 meninos e 3 meninas, incluindo
c) 106 obrigatoriamente o melhor aluno dentre os meninos e a melhor
d) 84 aluna dentre as meninas?
e) 33 a) A10,4 . A9,3 c) A9,2 – A8,3 e) C19,7
23) Uma lanchonete que vende cachorro quente oferece ao freguês: b) C10,4 - C9, 3 d) C9,3 - C8,2
pimenta, cebola, mostarda e molho de tomate, como tempero adi-
cional. Quantos tipos de cachorros quentes diferentes (Pela adi- 31) Numa classe de 10 estudantes, um grupo de 4 será selecionado
ção ou não de algum tempero) podem ser vendidos? para uma excursão, De quantas maneiras distintas o grupo pode
a) 12 ser formado, sabendo que dos dez estudantes dois são marido e
b) 24 mulher e apenas irão se juntos?
c) 16 a) 126 b) 98 c) 115 d)165 e) 122

Raciocínio Lógico e Matemático 14 A Opção Certa Para a Sua Realização


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RESPOSTAS RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO:
Princípio fundamental da contagem
PROPOSIÇÕES, CONECTIVOS, EQUIVALÊNCIA E IMPLI-
1) 63 14) 24 CAÇÃO LÓGICA, ARGUMENTOS VÁLIDOS.
2) 12 15) 90 par e 120 impares
3) 20 16) 18 COMPREENSÃO DE ESTRUTURAS LÓGICAS
4) 72 17) 48
5) 6 760 000 18) 72 INTRODUÇÃO
6) 45 697 600 19) 1 680 Neste roteiro, o principal objetivo será a investigação da validade de
7) 216 20) 504 ARGUMENTOS: conjunto de enunciados dos quais um é a CONCLUSÃO e
8) 180 21) 30 os demais PREMISSAS. Os argumentos estão tradicionalmente divididos
9) 360 22) 20 em DEDUTIVOS e INDUTIVOS.
10) 2 520 23) 720
11) 120 24) 480 ARGUMENTO DEDUTIVO: é válido quando suas premissas, se verda-
12) 4 536 25) 72 deiras, a conclusão é também verdadeira.
13) 60 26) 96
Premissa : "Todo homem é mortal."
Arranjos simples Premissa : "João é homem."
1) a) 8 c) 336 Conclusão : "João é mortal."
b) 56 d) 1680 Esses argumentos serão objeto de estudo neste roteiro.

2) a) 9 b) 89,6
ARGUMENTO INDUTIVO: a verdade das premissas não basta para
assegurar a verdade da conclusão.
3) a) s = {3} b) S = {4} c) S = {5}
Premissa : "É comum após a chuva ficar nublado."
Fatorial Premissa : "Está chovendo."
1) e 2) e Conclusão: "Ficará nublado."
3) a) 132 b) 43 c) 35 d) 330 Não trataremos do estudo desses argumentos neste roteiro.
n+2 5M − 2 As premissas e a conclusão de um argumento, formuladas em uma lin-
4) a) n b) c) n + 2 d) 1 e)
n +1 M guagem estruturada, permitem que o argumento possa ter uma análise
5) n = 9 b) n = 5 c) n = 3 d) n = 6 lógica apropriada para a verificação de sua validade. Tais técnicas de
análise serão tratadas no decorrer deste roteiro.
6) a
UMA CLASSIFICAÇÃO DA LÓGICA
7) a) S = {10} b) S = {3} LÓGICA INDUTIVA: útil no estudo da teoria da probabilidade, não será
abordada neste roteiro.
8) n = 5
LÓGICA DEDUTIVA: que pode ser dividida em:
9) n = 17 • LÓGICA CLÁSSICA- Considerada como o núcleo da lógica dedu-
tiva. É o que chamamos hoje de CÁLCULO DE PREDICADOS DE
Permutações simples 1a ORDEM com ou sem igualdade e de alguns de seus subsiste-
1) a) 40 320 d) 720 2) 144 mas.
b) 5 040 e) 4 320 3) 72 Três Princípios (entre outros) regem a Lógica Clássica: da IDEN-
c) 120 f) 11 520 4) 288 TIDADE, da CONTRADIÇÃO e do TERCEIRO EXCLUÍDO os
5) 120 quais serão abordados mais adiante.
• LÓGICAS COMPLEMENTARES DA CLÁSSICA: Complementam
Permutações simples com elementos repetidos de algum modo a lógica clássica estendendo o seu domínio.
1) d 2) c 3) a 4) d 5) b Exemplos: lógicas modal , deôntica, epistêmica , etc.
• LÓGICAS NÃO - CLÁSSICAS: Assim caracterizadas por derroga-
Combinações simples rem algum ou alguns dos princípios da lógica clássica. Exemplos:
n! p! 15) a) 160 b) 168 paracompletas e intuicionistas (derrogam o princípio do terceiro
1) a) 44 c) 16) 210 excluído); paraconsistentes (derrogam o princípio da contradição);
(n − p)! 17) a) 28 c) 252 não-aléticas (derrogam o terceiro excluído e o da contradição);
b) 2 b) 224 não-reflexivas (derrogam o princípio da identidade); probabilísticas,
2) a) n = 7 b) n = 10 18) 70 polivalentes, fuzzy-logic, etc...
c) n = 4 19) 55
3) S = {3} 20) 110
4) 70 21) e "ESBOÇO" DO DESENVOLVIMENTO DA LÓGICA
5) 35 22) b • PERÍODO ARISTOTÉLICO (390 a.C. a 1840 d.C.)
6) 10 23) c
7) p=5 24) b A história da Lógica tem início com o filósofo grego ARISTÓTELES
8) S={20} 25) d (384 - 322a.C.) de Estagira (hoje Estavo) na Macedônia. Aristóte-
9) a) 21 c) 35 26) n =4 les criou a ciência da Lógica cuja essência era a teoria do silogis-
b) 35 d) 7 27) a mo (certa forma de argumento válido). Seus escritos foram reuni-
10) 140 28) a dos na obra denominada Organon ou Instrumento da Ciência. Na
11) 180 29) d Grécia, distinguiram-se duas grandes escolas de Lógica, a PERI-
12) 252 30) d PATÉTICA (que derivava de Aristóteles) e a ESTÓICA fundada por
13) 2 520 31) b Zenão (326-264a.C.). A escola ESTÓICA foi desenvolvida por Cri-
n(n − 3) sipo (280-250a.C.) a partir da escola MEGÁRIA (fundada por Eu-
14)
2 clides, um seguidor de Sócrates). Segundo Kneale e Kneale (O
Desenvolvimento da Lógica), houve durante muitos anos uma certa

Raciocínio Lógico e Matemático 15 A Opção Certa Para a Sua Realização


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rivalidade entre os Peripatéticos e os Megários e que isto talvez te- • Se a lua é quadrada então a neve é branca. : p → q (p é o an-
nha prejudicado o desenvolvimento da lógica, embora na verdade tecedente e q o consequente)
as teorias destas escolas fossem complementares. • A lua é quadrada se e somente se a neve é branca. : p ↔ q
GOTTFRIED WILHELM LEIBNIZ (1646-1716) merece ser citado, • A lua não é quadrada. : ∼p
apesar de seus trabalhos terem tido pouca influência nos 200 anos
seguidos e só foram apreciados e conhecidos no século XIX .
• SÍMBOLOS AUXILIARES: ( ), parênteses que servem
para denotar o "alcance" dos conectivos;
PERÍODO BOOLEANO: (1840 a 1910)
• Inicia-se com GEORGE BOOLE (1815-1864) e AUGUSTUS DE
MORGAN (1806-1871). Publicaram os fundamentos da chamada Exemplos:
Álgebra da lógica, respectivamente com MATHEMATICAL • Se a lua é quadrada e a neve é branca então a lua
ANALYSIS OF LOGIC e FORMAL LOGIC. não é quadrada. : ((p ∧ q) → ∼ p)
• GOTLOB FREGE (1848-1925) um grande passo no desenvolvi- • A lua não é quadrada se e somente se a neve é bran-
mento da lógica com a obra BEGRIFFSSCHRIFT de 1879. As idei- ∼ p) ↔q))
ca. : ((∼
as de Frege só foram reconhecidas pelos lógicos mais ou menos a
partir de 1905. É devido a Frege o desenvolvimento da lógica que • DEFINIÇÃO DE FÓRMULA :
se seguiu.
1. Toda fórmula atômica é uma fórmula.
• GIUSEPPE PEANO (1858-1932) e sua escola com Burali-Forti,
2. Se A e B são fórmulas então (A ∨ B) , (A ∧ B) , (A → B)
Vacca, Pieri, Pádoa, Vailati, etc. Quase toda simbologia da mate-
mática se deve a essa escola italiana. , (A ↔ B) e (∼
∼ A) também são fórmulas.
3. São fórmulas apenas as obtidas por 1. e 2. .
- PERÍODO ATUAL: (1910- ........)
• Com BERTRAND RUSSELL (1872-1970) e ALFRED NORTH Com o mesmo conectivo adotaremos a convenção pela
WHITEHEAD (1861-1947) se inicia o período atual da lógica, com direita.
a obra PRINCIPIA MATHEMATICA. Exemplo: a fórmula p ∨ q ∧ ∼ r → p → ∼ q deve ser entendida
• DAVID HILBERT (1862-1943) e sua escola alemã com von Neu- como (((p ∨ q) ∧ (∼
∼ r)) → ( p → (∼
∼ q)))
man, Bernays, Ackerman e outros.
• KURT GÖDEL (1906-1978) e ALFRED TARSKI (1902-1983) com AS TABELAS VERDADE
suas importantes contribuições. Surgem as Lógicas não-clássicas: A lógica clássica é governada por três princípios (entre outros) que po-
N.C.A. DA COSTA (Universidade de São Paulo) com as lógicas dem ser formulados como segue:
paraconsistentes, L. A. ZADEH (Universidade de Berkeley-USA) • Princípio da Identidade: Todo objeto é idêntico a si mesmo.
com a lógica "fuzzy" e as contribuições dessas lógicas para a In-
• Princípio da Contradição: Dadas duas proposições contraditórias
formática, no campo da Inteligência Artificial com os Sistemas Es-
pecialistas. (uma é negação da outra), uma delas é falsa.
Hoje as especialidades se multiplicam e as pesquisas em Lógica en- • Princípio do Terceiro Excluído: Dadas duas proposições contra-
globam muitas áreas do conhecimento. ditórias, uma delas é verdadeira.
CÁLCULO PROPOSICIONAL Com base nesses princípios as proposições simples são ou verdadei-
ras ou falsas - sendo mutuamente exclusivos os dois casos; daí dizer que a
Como primeira e indispensável parte da Lógica Matemática temos o lógica clássica é bivalente.
CÁLCULO PROPOSICIONAL ou CÁLCULO SENTENCIAL ou ainda
CÁLCULO DAS SENTENÇAS.
Para determinar o valor (verdade ou falsidade) das proposições com-
postas (moleculares), conhecidos os valores das proposições simples
CONCEITO DE PROPOSIÇÃO (atômicas) que as compõem usaremos tabelas-verdade :
PROPOSIÇÃO: sentenças declarativas afirmativas (expressão de 1.Tabela verdade da "negação" : ~p é verdadeira (falsa) se e somente
uma linguagem) da qual tenha sentido afirmar que seja verdadeira ou que se p é falsa (verdadeira).
seja falsa.
• A lua é quadrada. p ~p
• A neve é branca. V F
• Matemática é uma ciência. F V
Não serão objeto de estudo as sentenças interrogativas ou exclamati-
2. Tabela verdade da "conjunção": a conjunção é verdadeira se e so-
vas.
mente os conjunctos são verdadeiros.

OS SÍMBOLOS DA LINGUAGEM DO CÁLCULO PROPOSICIONAL p q p∧q


• VARIÁVEIS PROPOSICIONAIS: letras latinas minúsculas V V V
p,q,r,s,.... para indicar as proposições (fórmulas atômicas) .
V F F
Exemplos: A lua é quadrada: p
F V F
A neve é branca : q
• CONECTIVOS LÓGICOS: As fórmulas atômicas po- F F F
dem ser combinadas entre si e, para representar tais 3. Tabela verdade da "disjunção" : a disjunção é falsa se, e somente,
combinações usaremos os conectivos lógicos : os disjunctos são falsos.
∧: e , ∨: ou , → : se...então , ↔ : se e somente se , ∼: não
p q p∨q

Exemplos: V V V
• A lua é quadrada e a neve é branca. : p ∧ q (p e q são cha- V F V
mados conjunctos)
F V V
• A lua é quadrada ou a neve é branca. : p ∨ q ( p e q são cha-
mados disjunctos) F F F

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4. Tabela verdade da "implicação": a implicação é falsa se, e somente CONSTRUÇÃO DE TABELAS-VERDADE
se, o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso.
p q p→q 1. TABELA-VERDADE DE UMA PROPOSIÇÃO COMPOSTA
V V V Dadas várias proposições simples p, q, r,..., podemos combiná-las
pelos conectivos lógicos: ∼ , Λ , V , → , ↔
V F F
e construir proposições compostas, tais como:
F V V P (p, q) = ∼ p V (p →q)
F F V Q (p, q) = (p ↔ ∼ q) Λq
R (p, q, r) = ( p → ∼ q V r ) Λ ∼ ( q V ( p ↔ ∼ r ) )
5. Tabela verdade da "bi-implicação": a bi-implicação é verdadeira se, e
somente se seus componentes são ou ambos verdadeiros ou ambos falsos Então, com o emprego das tabelas-verdade das operações lógicas
p q p↔q fundamentais: ∼ p, p Λ q, p V q, p →q, p ↔ q é possível construir a
tabela-verdade correspondente a qualquer proposição composta dada,
V V V tabela-verdade esta que mostrará exatamente os casos em que a proposi-
V F F ção composta será verdadeira(V) ou falsa(F), admitindo-se, como é sabi-
do, que o seu valor lógico só depende dos valores lógicos das proposições
F V F simples componentes.
F F V
2. NÚMERO DE LINHAS DE UMA TABELA-VERDADE
O número de linhas da tabela-verdade de uma proposição composta
Exemplo: Construir a tabela verdade da fórmula : ((p ∨ q) → ~p)
depende do número de proposições simples que a integram, sendo da-
→ (q ∧ p)
do pelo seguinte teorema:
p q ((p ∨ q) → ∼p) → (q ∧ p)
V V V F F V V A tabela-verdade de uma proposição composta com n proposi-
ções simples componentes contém 2n linhas.
V F V F F V F
Dem. Com efeito, toda proposição simples tem dois valores lógicos: V e
F V V V V F F F, que se excluem. Portanto, para uma proposição composta P(p1, p2, ... pn)
F F F V V F com n proposições simples componentes p1, p2, ... pn há tantas possibilida-
F
des de atribuição dos valores lógicos V e F a tais componentes quantos são
os arranjos com repetição n a n dos dois elementos V e F, isto é, A2, n = 2n,
• NÚMERO DE LINHAS DE UMA TABELA-VERDADE: Cada propo- segundo ensina a Análise Combinatória.
sição simples (atômica) tem dois valores V ou F, que se excluem.
Para n atômicas distintas, há tantas possibilidades quantos são os 3. CONSTRUÇÃO DA TABELA-VERDADE DE UMA PROPOSIÇÃO
arranjos com repetição de 2 (V e F) elementos n a n. Segue-se COMPOSTA
que o número de linhas da tabela verdade é 2n. Assim, para duas Para a construção prática da tabela-verdade de uma proposição com-
proposições são 22 = 4 linhas; para 3 proposições são 23 = 8; etc. posta começa-se por contar o número de proposições simples que a inte-
Exemplo: a tabela - verdade da fórmula ((p ∧ q) → r) terá 8 li- gram. Se há n proposições simples componentes: p1, p2, ... pn então a
nhas como segue: tabela-verdade contém 2n linhas. Posto isto, à 1ª proposição simples p1
p q r ((p ∧ q) → r ) atribuem-se 2n/2 = 2n - 1 valores V seguidos de 2n – 2 valores F; à 2ª proposi-
ção simples p2 atribuem-se 2n/4 = 2n - 2 valores V, seguidos de 2n - 2 valores
V V V V V F, seguidos de 2n - 2 valores V,seguidos, finalmente, de 2n - 2 valores F; e
V V F V F assim por diante. De modo genérico, a k-ésima proposição simples pk(k ≤
n) atribuem-se alternadamente 2n/ 2k = 2n - k valores V seguidos de igual
V F V F V número de valores F.
V F F F V No caso, p. ex., de uma proposição composta com cinco (5) proposi-
ções simples componentes, a tabela-verdade contém 25 = 32 linhas, e os
F V V F V grupos de valores V e F se alternam de 16 em 16 para a 1ª proposição
F V F F V simples p1, de 8 em 8 para a 2ª proposição simples p2, de 4 em 4 para a 3ª
proposição simples p3, de 2 em 2 para a 4ª proposição simples p4, e, enfim,
F F V F V
de 1 em 1 para a 5ª proposição simples p5.
F F F V
4. EXEMPLIFICAÇAO
(1) Construir a tabela-verdade da proposição: P ( p, q) = ∼ (p Λ ∼ q)
1ª Resolução - Forma-se, em primeiro lugar, o par de colunas correspon-
NOTA: "OU EXCLUSIVO" É importante observar que "ou" dentes às duas proposições simples componentes p e q. Em seguida,
pode ter dois sentidos na linguagem habitual: inclusivo (dis-
forma-se a coluna para ∼ q. Depois, forma-se a coluna para p Λ ∼ q.
junção) ∨ ("vel") e exclusivo ∨ ( "aut") onde p ∨q significa ((p ∨ q) Afinal, forma-se a coluna relativa aos valores lógicos da proposição
∧∼ (p ∧ q)). composta dada.
p q ((p ∨ q) ∧ ∼ (p ∧ q))
V V V F F V p q ∼q pΛ∼q ∼ (p Λ ∼ q)
V F V V V F V V F F V
V F V V F
F V V V V F
F V F F V
F F F FV F F F V F V

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2.ª Resolução — Formam-se primeiro as colunas correspondentes às 1ª Resolução:
duas proposições simples p e q. Em seguida, à direita, traça-se uma coluna
para cada uma dessas proposições e para cada um dos conectivos que p q pΛq q↔p ∼ ( p Λ q) ∼ (q ↔ p) ∼ ( p Λ q) V ∼
figuram na proposição composta dada.
(q ↔ p)
V V V V F F F
p q ∼ (p Λ ∼ q)
V F F F V V V
V F
F V F F V V V
V V
F F F V V F V
F V
F F
2ª Resolução:

Depois, numa certa ordem, completam-se essas colunas, escrevendo


cm cada uma delas os valores lógicos convenientes, no modo abaixo p q ∼ (p Λ q) V ∼ (q ↔ p)
indicado: V V F V V V F F V V V
V F V V F F V V F F V
p q ∼ (p Λ ∼ q) F V V F F V V V V F F
V V V V F F F F F V F F F V F F V F
V F F V V V F 3 1 2 1 4 3 1 2 1
F V V F F F V
F F V F F V F Portanto, simbolicamente:
4 1 3 2 1 P(VV)=F, P(VF)=V, P(FV)=V, P(FF)=V

Os valores lógicos da proposição composta dada encontram-se na co- ou seja, abreviadamente: P(VV, VF, FV, FF) = FVVV
luna completada em último lugar (coluna 4).
Observe-se que P(p, a) outra coisa não é que uma função de U = { VV,
Portanto, os valores lógicos da proposição composta dada correspon- VF, FV, FF} em (V, F} , cuja representação gráfica por um diagrama sagi-
dentes a todas as possíveis atribuições dos valores lógicos V e F às propo- tal é a seguinte:
sições simples componentes p e q (VV, VF, FV e FF) são V, F, V e V, isto é,
simbolicamente:
P(VV)=V, P(VF)=F, P(FV)=V, P(FF)=V
ou seja, abreviadamente: P(VV, VF, FV, FF) = VFVV

Observe-se que a proposição P(p, q) associa a cada um dos elementos


do conjunto U — { VV, VF, FV, FF } um único elemento do conjunto {V, F}
isto é, P(p, q) outra coisa não é que uma função de U em {V, F}
P(p,q) : U → {V,F}

3ª Resolução:
cuja representação gráfica por um diagrama sagital é a seguinte:

∼ (p Λ q) V ∼ (q ↔ p)
F V V V F F V V V
V V F F V V F F V
V F F V V V V F F
V F F F V F F V F
3 1 2 1 4 3 1 2 1

3ª Resolução — Resulta de suprimir na tabela-verdade anterior as duas (3) Construir a tabela-verdade da proposição:
primeiras colunas da esquerda relativas às proposições simples com-
P(p, q, r) = p V ∼ r → q Λ ∼ r
ponentes p e q que dá a seguinte tabela-verdade simplificada para a
proposição composta dada: 1ª Resolução:

∼ (p Λ ∼ q) p q r ∼r pV∼ qΛ∼ pV∼r→qΛ∼


r r r
V V F F V
V V V F V F F
F V V V F
V V F V V V V
V F F F V
V F V F V F F
V F F V F
V F F V V F F
4 1 3 2 1 F V V F F F V
F V F V V V V
(2) Construir a tabela-verdade da proposição: F F V F F F V
P (p, q) = ∼ ( p Λ q) V ∼ (q ↔ p) F F F V V F F

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2ª Resolução: Portanto, simbolicamente:
p q r p V ∼ r → q Λ ∼ r P(VVV) = V, P(VVF) = V, P(VFV) = V, P(VFF) = V
V V V V V F V F V F F V P(FVV) = V, P(FVF) V, P(FFV) = V, P(FFF) = V
V V F V V V F V V V V F
V F V V V F V F F F F V ou seja, abreviadamente:
V F F V V V F F F F V F P(VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF) = VVVVVVVV
F V V F F F V V V F F V Observe-se que a última coluna (coluna 4) da tabela-verdade da pro-
posição P(p, q, r) só encerra a letra V(verdade), isto é, o valor lógico desta
F V F F V V F V V V V F
proposição é sempre V quaisquer que sejam os valores lógicos das propo-
F F V F F F V V F F F V sições componentes p, q e r.
F F F F V V F F F F V F
1 3 2 1 4 1 3 2 1 (5) Construir a tabela-verdade da proposição:
P(p, q, r) =(p → ( ~ q V r )) Λ ~ (q V (p ↔~ r))

Portanto, simbolicamente: Resolução:


P(VVV) = F, P(VVF) = V, P(VFV) = F, P(VFF) = F (p → ( ~ q V r )) Λ ~ (q V (p ↔ ~ r))
P(FVV) = V, P(FVF) V, P(FFV) = V, P(FFF) = F
V V F V V V F F V V V F F V
V F F V F F F F V V V V V F
ou seja, abreviadamente:
V V V F V V V V F F V F F V
P(VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF) = FVFFVVVF
V V V F V F F F F V V V V F
F V F V V V F F V V F V F V
Observe-se que a proposição P(p, q, r) outra coisa n~o é que uma fun-
F V F V F F F F V V F F V F
ção de U = {VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF} em {V, F} , cuja
representação gráfica por um diagrama sagital é a seguinte: F V V F V V F F F V F V F V
F V V F V F V V F F F F V F
1 4 2 1 3 1 6 5 1 4 1 3 2 1

Note-se que é uma tabela-verdade simplificada da proposição P(p, q,


r), pois, não encerra as colunas relativas às proposições componentes p, q
e r.

Portanto, simbolicamente:
P(VVV) = F, P(VVF) = F, P(VFV) = V, P(VFF) = F
P(FVV) = F, P(FVF)= F, P(PFV) = F, P(FFF) = V
ou seja, abreviadamente:
3ª Resolução: P(VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF, FFV, FFF) = FFVFFFFV
p V ∼ r → q Λ ∼ r
V V F V F V F F V 5. VALOR LÓGICO DE UMA PROPOSIÇÃO COMPOSTA
V V V F V V V V F Dada uma proposição composta P(p, q, r,.. .), pode-se sempre determi-
V V F V F F F F V nar o seu valor lógico (V ou F) quando são dados ou conhecidos os valores
lógicos respectivos das proposições componentes p, q, r .
V V V F F F F V F
F F F V V V F F V
Exemplos:
F V V F V V V V F
(1) Sabendo que os valores lógicos das proposições p e q são res-
F F F V V F F F V pectivamente V e F, determinar o valor lógico (V ou F) da pro-
F V V F F F F V F posição:
1 3 2 1 4 1 3 2 1 P(p, q) = ∼ (p V q) ↔ ∼ p Λ ∼ q

(4) Construir a tabela-verdade da proposição: Resolução — Temos, sucessivamente:


P(p, q, r) = (p → q) Λ (q → r) → (p → r) V(P) = ∼ (V V F) ↔ ∼ V Λ ∼ F = ∼ V ↔ F Λ V = F ↔ F = V
Resolução: π
p q r (p → q) Λ (q → r) → (p → r) Sejam as proposições p: π =3 e q: sen =0.
2
V V V V V V V V V V V V V V
V V F V V V F V F F V V F F Determinar o valor lógico (V ou F) da proposição:
V F V V F F F F V V V V V V P(p, q) = (p → q) → (p → p Λ q)
V F F V F F F F V F V V F F Resolução — As proposições componentes p e q são ambas falsas, is-
F V V F V V V V V V V F V V to é, V(p) = F e V(q) = F. Portanto:
F V F F V V F V F F V F V F V(P) = (F→F) → (F → F Λ F) = V → (F → F) = V → V = V
F F V F V F V F V V V F V V (3) Sabendo que V(p) = V, V(q) = F e V(r) E, determinar o valor lógico
F F F F V F V F V F V F V F (V ou F) da proposição:
1 2 1 3 1 2 1 4 1 2 1 =P(p, q, r) = (q ↔ (r → ∼p)) V ((∼ q → p) ↔ r)

Raciocínio Lógico e Matemático 19 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Resolução - Temos, sucessivamente: A validade de um argumento depende exclusivamente da relação exis-
V(P) = ( F ↔ ( F → ∼ V)) V ((∼ F → V ) ↔ F) = tente entre as premissas e a conclusão. Portanto, afirmar que um dado
argumento é válido significa afirmar que as premissas estão de tal modo
= ( F ↔ ( F → F)) V ((V → V ) ↔ F) =
relacionadas com a conclusão que não é possível ter a conclusão falsa se
= ( F ↔ V)) V (( V ↔F ) = F V F = F as premissas são verdadeiras.
(4) Sabendo que V(r) V, determinar o valor lógico (V ou F) da proposi-
ção: p ∼ q V r. 3. CRITÉRIO DE VALIDADE DE UM ARGUMENTO
Teorema — Um argumento P1, P2, ... , Pn |— Q é válido se e somente
Resolução — Como r é verdadeira (V), a disjunção ∼ q V r é verdadei- se a condicional:
ra(V). Logo, a condicional dada é verdadeira(V), pois, o seu consequente é (P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn ) → Q (1) é tautológica.
verdadeiro (V).
Dem. Com efeito, as premissas P1, P2, ... , Pn são todas verdadeiras se
(5) Sabendo que V(q) = V, determinar o valor lógico (V ou F) da propo- e somente se a proposição P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn é verdadeira. Logo, o argu-
sição:: (p → q) → ( ∼ q → ∼ p). mento P1, P2, ... , Pn |— Q é válido se e somente se a conclusão Q é ver-
Resolução — Como q é verdadeira (V), então ∼ q é falsa (F). Logo, a dadeira todas as vezes que a proposição P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn é verdadeira,
condicional ∼ q → p é verdadeira(V), pois, o seu antecedente é falso(F). ou seja, se e somente se a proposição P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn implica logica-
Por consequência, a condicional dada é verdadeira(V), pois, o seu conse- mente a conclusão Q:
quente é verdadeiro(V). P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn ⇒ Q ou, o que é equivalente, se a condicional (1) é
tautológica.
(6) Sabendo que as proposições “x = 0”, e “x = y” são verdadeiras e
que a proposição “y = z” é falsa, determinar o valor lógico (V ou F) da NOTA - Se o argumento
proposição: x ≠ 0 V x ≠ y → y ≠z
P1 (p, q, r,...),..., Pn(p, q, r,...) |— Q(p, q, r,...)

Resolução - Temos, sucessivamente:


é válido, então o argumento da “mesma forma”:
∼ V V ∼V → ∼F = F V F → V = F → V = V
P1 (P, Q, R,...),..., Pn(P, Q, R,...) |— Q(P, Q, R,...)

ARGUMENTOS. REGRAS DE INFERÊNCIA também é válido, quaisquer que sejam as proposições R, S, T, ...

1. DEFINIÇÃO DE ARGUMENTO Exemplificando, do argumento válido p |— p V q (1) segue-se a valida-


Sejam P1, P2, ... , Pn ( n ≥ 1) e Q proposições quaisquer, simples ou de dos argumentos:
compostas. (~p Λ r) |— (~ p Λ r) V (~ s → r );
Definição - Chama-se argumento toda a afirmação de que uma dada (p → V s) |— (p → r V s) V (~ r Λ s)
sequência finita P1, P2, ... , Pn ( n ≥ 1) de proposições tem como conse-
quência ou acarreta uma proposição final Q.
pois, ambos têm a mesma forma de (1).
Portanto, a validade ou não-validade de um argumento depende ape-
As proposições P1, P2, ... , Pn dizem-se as premissas do argumento, e nas da sua forma e não de seu conteúdo ou da verdade c falsidade das
a proposição final Q diz-se a conclusão do argumento. proposições que o integram. Argumentos diversos podem ter a mesma
Um argumento de premissas P1, P2, ... , Pn e de conclusão Q indica-se forma, e como é a forma que determina a validade, é lícito falar da validade
por: P1, P2, ... , Pn |— Q de uma dada forma ao invés de falar da validade de um dado argumento. E
afirmar que uma dada forma é válida equivale a asseverar que não existe
e se lê de uma das seguintes maneiras: argumento algum dessa forma com premissas verdadeiras e uma conclu-
(i) “P1, P2 ,..., Pn acarretam Q” são falsa, isto é, todo argumento de forma válida é um argumento válido.
Vice-versa, dizer que um argumento é válido equivale a dizer que tem
(ii) “Q decorre de P1, P2 ,..., Pn” forma válida.
(iii) “ Q se deduz de P1, P2 ,..., Pn”
(iv) “Q se infere de P1, P2 ,..., Pn” 4. CONDICIONAL ASSOCIADA A UM ARGUMENTO
Consoante o Teorema anterior (§3), dado um argumento qualquer: P1,
Um argumento que consiste em duas premissas e uma conclusão P2, ... , Pn |— Q
chama-se silogismo.
2. VALIDADE DE UM ARGUMENTO a este argumento corresponde a condicional:
Definição - Um argumento P1, P2, ... , Pn |— Q diz-se válido se e so-
(P1 Λ P2 Λ ... Λ Pn ) → Q
mente se a conclusão Q é verdadeira todas as vezes que as premissas P1,
P2 ,..., Pn são verdadeiras. com antecedente é a conjunção das premissas e cujo consequente é a
conclusão, denominada “condicional associada” ao argumento dado.
Em outros termos, um argumento P1, P2, ... , Pn |— Q é válido se e
somente se for V o valor lógico da conclusão Q todas as vezes que as
premissas P1, P2 ,..., Pn tiverem o valor lógico V. Reciprocamente, a toda condicional corresponde um argumento cujas
Portanto, todo argumento válido goza da seguinte propriedade caracte- premissas são as diferentes proposições cuja conjunção formam o antece-
rística: A verdade das premissas é incompatível com a falsidade da conclu- dente e cuja conclusão é o consequente.
são.
Um argumento não-válido diz-se um sofisma. Exemplificando, a “condicional associada” ao argumento:
Deste modo, todo argumento tem um valor lógico, digamos V se é váli- p Λ ~q, p → ~ r, q V ~ s |— ~ (r V s) é
do (correto, legítimo) ou F se é um sofisma (incorreto, ilegítimo). ( p Λ ~q) Λ ( p → ~ r) Λ ( q V ~ s) → ~ (r V s)
As premissas dos argumentos são verdadeiras ou, pelo menos admiti-
das como tal. Aliás, a Lógica só se preocupa com a validade dos argumen- e o “argumento correspondente” à condicional:
tos e não com a verdade ou a falsidade das premissas e das conclusões.
( p → q V r ) Λ ~ s Λ ( q V r → s) → ( s → p V ~q )

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é p→q
p → q V r , ~ s, q V r → s |— s → p V ~q ~q
~p
5. ARGUMENTOS VÁLIDOS FUNDAMENTAIS
São argumentos válidos fundamentais ou básicos (de uso corrente) os VII. Regra do Silogismo disjuntivo (SD):
constantes da seguinte lista: (i) p V q (ii) pVq
I. Adição (AD):
~p ~q
(i) p |— p V q; (ii) p |— q V p
q p

II. Simplificação (SIMP):


VIII. Regra do Silogismo hipotético (SH):
(i) p Λ q |— p; (ii) p Λ q |— q
p→q
q→r
III. Conjunção (CONJ):
p→r
(i) p, q |— p Λ q; (ii) p, q |— q Λ p

IX. Regra do Dilema construtivo (DC):


IV. Absorção (ABS): p → q |— p → ( p Λ q)
p→q
r→s
V. Modus ponens (MP): p→q, p |—q
pVr
qVs
VI. Modus tollens (MI): p→q, ~ q|— p

X. Regra do Dilema destrutivo (DD):


VII. Silogismo disjuntivo (SD):
p→q
(i) p V q, ~ p |— q; (ii) p V q, ~ q |— p
r→s
~qV~s
VIII. Silogismo hipotético (5H):
~pV~r
p → q, q → r |— p → r
Com o auxílio destas dez regras de inferência pode-se demonstrar a
IX. Dilema construtivo (DC):
validade de uni grande número de argumentos mais complexos.
p → q, r → s, p V r |— q V s
7. EXEMPLOS DO USO DAS REGRAS DE INFERÊNCIA
X. Dilema destrutivo (DD): Damos a seguir exemplos simples do uso de cada uma das regras de
p → q, r → s, ~ q V ~ s |— ~ p V ~ r inferência na dedução de conclusões a partir de premissas dadas.
A validade destes dez argumentos é consequência imediata das tabe- 1. Regra da Adição - Dada uma proposição p, dela se pode deduzir a
las-verdade. sua disjunção com qualquer outra proposição, isto é, deduzir p V q, ou p V
6. REGRAS DE INFERÊNCIA r, ou s V p, ou t V p, etc.
Os argumentos básicos da lista anterior são usados para fazer “infe-
rências”, isto é, executar os “passos” de uma dedução ou demonstração, e Exemplos:
por isso chamam-se também, regras de inferência, sendo habitual escrevê- (a) (1) p P (b) (1) ~p P
los na forma padronizada abaixo indicada colocando as premissas sobre
um traço horizontal e, em seguida, a conclusão sob o mesmo traço. (2) pV~q (2) qV~p
I. Regra da Adição (AD):
(i) p (ii) p (c) (1) pΛq P (b) (1) pVq P
pVq qV p (2) (p Λ q) V r (2) (r Λ s) V (p V q)

II. Regra de Simplificação (SIMP): (c) (1) x≠0 P (b) (1) x≠0 P
(i) p Λ q (ii) pΛq (2) x≠0Vx≠1 (2) x=2Vx<1
p q
III. Regra da Conjunção (CONJ): II. Regra da Simplificação — Da conjunção p Λ q de duas proposições
p p se pode deduzir cada uma das proposições, p ou q.
(i) q (ii) q
pVq qV p Exemplos:
(a) (1) (p V q) Λ r P (b) (1) pΛ~q P
IV. Regra da Absorção (ABS): (2) pVq (2) ~q
p→q
p → (p Λ q) (c) (1) x>0Λx≠1 P (b) (1) x∈AΛx∈B P
(2) x≠1 (2) x∈A
V. Regra Modus ponens (MP):
p→q III. Regra da Conjunção -- Permite deduzir de duas proposições dadas
p p e q (premissas) a sua conjunção p Λ q ou q Λ p (conclusão).
q
(a) (1) pVq P (b) (1) pVq P
(2) ~r P (2) qVr P
VI: Regra Modus tollens (MI):
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(3) (p V q) Λ ~ r (3) (p Λ q) V (q V r) (2) ~r (2) ~~ p
(3) pΛq (3) ~q
(c) (1) x<5 P (d) (1) x∈A P
(2) x>1 P (2) x∉B P (b) (1) x=0Vx=1 P (d) (1) ~ (p → q) V r P
(3) x > 1Λ x < 5 (3) x∉BΛx∈A (2) x ≠1 P (2) ~ ~ (p → q) P
(3) x=0 (3) r
IV. Regra da Absorção Esta regra permite, dada uma condicional -
como premissa, dela deduzir como conclusão uma outra condicional com o VIII. Regra do Silogismo hipotético Esta regra permite, dadas duas
mesmo antecedente p e cujo consequente é a conjunção p Λ q das duas condicionais: p → q e q → r (premissas), tais que o consequente da primei-
proposições que integram a premissa, isto é, p → p Λ q. ra coincide com o antecedente da segunda, deduzir uma terceira condicio-
Exemplos: nal p → r (conclusão) cujo antecedente e consequente são respectivamen-
(a) (1) x=2→x<3 P te o antecedente da premissa p → q e o consequente da outra premissa q
→ r (transitividade da seta → ).
(2) x=2→x=2Λx<3
(b) (1) x ∈ A → x ∈ A ∪ B P
(a) (1) ~p→~q P (b) (1) ~p→qVr P
(2) x ∈ A → x ∈ A Λ x ∈ A ∪ B
(2) ~q→~r P (2) qVr→~s P
V. Regra Modus ponens - Também é chamada Regra de separação e
(3) ~p→~r (3) ~ p → ~s
permite deduzir q (conclusão) a partir de p → q e p (premissas).
(c) (1) (p → q) → r P (d) (1) |x|=0→x=0 P
Exemplos: (2) r → (q Λ s) P (2) x=0→x+1=1 P
(a) (1) ~ p → ~ q (b) (1) pΛq→r P (3) (p → q) → (q Λ s) (3) |x|=0→x+1=1
P
(2) ~ p (2) pΛq P IX. Regra do Dilema construtivo — Nesta regra, as premissas são duas
P condicionais e a disjunção dos seus antecedentes, e a conclusão é a
(3) ~q (3) r disjunção dos consequentes destas condicionais.

(b) (1) p → q Λ r (c) (1) ~pVr→sΛ~q (a) (1) (p Λ q) → ~ r P (b) (1) x < y → x = 2 P
P P (2) s→t P (2) x < y → x = 2 P
(2) p P (2) ~ p V r (3) (p Λ q) V s P (3) x<yVx<y P
P (4) ~r Vt (4) x = 2 V x > 2
(3) q Λr (3) sΛ~q X. Regra do Dilema destrutivo Nesta regra, as premissas são duas
condicionais e a disjunção da negação dos seus consequentes, e a conclu-
(e) (1) x≠0→x+y >1 (f) (1) x∈A∩B→x∈A são é a disjunção da negação dos antecedentes destas condicionais.
P P
(2) x ≠ 0 (2) x∈A∩B P (a) (1) ~q→r P (b) (1) x + y = 7→ x = 2 P
P (2) p→~s P (2) y - x =2 → x = 3 P
(3) x+y >1 (3) x∈A (3) ~ r V ~~s P (3) x≠2Vx≠3 P
(4) ~~ q V ~p (4) x + y ≠ 7 V y –x ≠ 2
VI. Regra Modus tollens - Permite, a partir das premissas p → q
(condicional) o ~ q (negação do consequente), deduzir como conclusão ~ p
(negação do antecedente). TESTES

Exemplos: 1. Todos os marinheiros são republicanos. Assim sendo,


(a) (1) q Λr → s P (A) o conjunto dos marinheiros contém o conjunto dos republicanos.
(2) ~s P (B) o conjunto dos republicanos contém o conjunto dos marinheiros.
(3) ~ (q Λ r) (C) todos os republicanos são marinheiros.
(D) algum marinheiro não é republicano.
(b) (1) p→ ~q P
(E) nenhum marinheiro é republicano.
(2) ~~q P
(3) ~p
2. Assinale a alternativa que apresenta uma contradição.
(c) (1) p→q Λr P
(A) Todo espião não é vegetariano e algum vegetariano é espião.
(2) ~(q Λ r) P
(B) Todo espião é vegetariano e algum vegetariano não é espião.
(3) ~p
(C) Nenhum espião é vegetariano e algum es pião não é vegetariano.
(d) (1) x≠0→x=y P (D) Algum espião é vegetariano e algum es pião não é vegetariano.
(2) x≠y P (E) Todo vegetariano é espião e algum espião não é vegetariano.
(3) x=0
3. Todos os que conhecem João e Maria admiram Maria. Alguns que
VII. Regra do Silogismo disjuntivo — Permite deduzir da disjunção p conhecem Maria não a admiram. Logo,
V q de duas proposições e da negação ~ p (ou ~ q) de uma delas a outra (A) todos os que conhecem Maria a admiram.
proposição q (ou p).
(B) ninguém admira Maria.
Exemplos:
(C) alguns que conhecem Maria não conhecem João.
(a) (1) (p Λ q) V r P (b) (1) ~ p V ~ q P

Raciocínio Lógico e Matemático 22 A Opção Certa Para a Sua Realização


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(D) quem conhece João admira Maria. 11. Continuando a sequência 47, 42, 37, 33, 29, 26, ... , temos
(E) só quem conhece João e Maria conhece Maria. (A) 21.
(B) 22.
4. Válter tem inveja de quem é mais rico do que ele. Geraldo não é (C) 23.
mais rico do que quem o inveja. Logo, (D) 24.
(A) quem não é mais rico do que Válter é mais pobre do que Válter. (E) 25.
(B) Geraldo é mais rico do que Válter.
(C) Válter não tem inveja de quem não é mais rico do que ele. 12. ' ... ó pensador crítico precisa ter uma tolerância e até predileção por
(D) Válter inveja só quem é mais rico do que ele. estados cognitivos de conflito, em que o problema ainda não é total-
(E) Geraldo não é mais rico do que Válter. mente compreendido. Se ele ficar aflito quando não sabe 'a resposta
correta', essa ansiedade pode impedir a exploração mais completa
do problema.' (David Canaher, Senso Crítico).
5. Em uma avenida reta, a padaria fica entre o posto de gasolina e a
banca de jornal, e o posto de gasolina fica entre a banca de jornal e a O autor quer dizer que o pensador crítico
sapataria. Logo, (A) precisa tolerar respostas corretas.
(A) a sapataria fica entre a banca de jornal e a padaria. (B) nunca sabe a resposta correta.
(B) a banca de jornal fica entre o posto de gasolina e a padaria. (C) precisa gostar dos estados em que não sabe a resposta correta.
(C) o posto de gasolina fica entre a padaria e a banca de jornal. (D) que não fica aflito explora com mais dificuldades os problemas.
(D) a padaria fica entre a sapataria e o posto de gasolina. (E) não deve tolerar estados cognitivos de conflito.
(E) o posto de gasolina fica entre a sapataria e a padaria.
13. As rosas são mais baratas do que os lírios. Não tenho dinheiro
6. Um técnica de futebol, animado com as vitórias obtidas pela sua suficiente para comprar duas dúzias de rosas. Logo,
equipe nos últimos quatro jogos, decide apostar que essa equipe (A) tenho dinheiro suficiente para comprar uma dúzia de rosas.
também vencerá o próximo jogo. Indique a Informação adicional que (B) não tenho dinheiro suficiente para comprar uma dúzia de rosas.
tornaria menos provável a vitória esperada. (C) não tenho dinheiro. suficiente para comprar meia dúzia de lírios.
(A) Sua equipe venceu os últimos seis jogos, em vez de apenas quatro. (D) não tenho dinheiro suficiente para comprar duas dúzias de lírios.
(B) Choveu nos últimos quatro jogos e há previsão de que não choverá (E) tenho dinheiro suficiente para comprar uma dúzia de lírios.
no próximo jogo.
(C) Cada um dos últimos quatro jogos foi ganho por uma diferença de 14. Se você se esforçar, então irá vencer. Assim sendo,
mais de um gol.
(A) seu esforço é condição suficiente para vencer.
(D) O artilheiro de sua equipe recuperou-se do estiramento muscular.
(8) seu esforço é condição necessária para vencer.
(E) Dois dos últimos quatro jogos foram realizados em seu campo e os
outros dois, em campo adversário. (C) se você não se esforçar, então não irá vencer.
(D) você vencerá só se se esforçar.
7. Marta corre tanto quanto Rita e menos do que Juliana. Fátima corre (E) mesmo que se esforce, você não vencerá.
tanto quanto Juliana. Logo,
(A) Fátima corre menos do que Rita.
15. Se os tios de músicos sempre são músicos, então
(B) Fátima corre mais do que Marta.
(A) os sobrinhos de não músicos nunca são músicos.
(C) Juliana corre menos do que Rita.
(B) os sobrinhos de não músicos sempre são músicos.
(D) Marta corre mais do que Juliana.
(C) os sobrinhos de músicos sempre são músicos.
(E) Juliana corre menos do que Marta.
(D) os sobrinhos de músicos nunca são músicos.
(E) os sobrinhos de músicos quase sempre são músicos.
8. Há 4 caminhos para se ir de X a Y e 6 caminhos para se ir de Y a Z.
O número de caminhos de X a Z que passam por Y é
(A) 10. 16. O paciente não pode estar bem e ainda ter febre. O paciente está
bem. Logo, o paciente
(B) 12.
(A) tem febre e não está bem.
(C) 18.
(B) tem febre ou não está bem.
(D) 24.
(C) tem febre.
(E) 32.
(D) não tem febre.
9. Todas as plantas verdes têm clorofila. Algumas plantas que tem
clorofila são comestíveis. Logo, (E) não está bem.
(A) algumas plantas verdes são comestíveis.
(B) algumas plantas verdes não são comestíveis. INSTRUÇÃO: Utilize o texto a seguir para responder às questões de nº
17 e 18.
(C) algumas plantas comestíveis têm clorofila.
"O primeiro impacto da nova tecnologia de aprendizado será sobre a
(D) todas as plantas que têm clorofila são comestíveis. educação universal. Através dos tempos, as escolas, em sua maioria,
(E) todas as plantas vendes são comestíveis. gastaram horas intermináveis tentando ensinar coisas que eram melhor
aprendidas do que ensinadas, isto é, coisas que são aprendidas de forma
10. A proposição 'É necessário que todo acontecimento tenha causa' é comportamental e através de exercícios, repetição e feedback. Pertencem a
equivalente a esta categoria todas as matérias ensinadas no primeiro grau, mas também
(A) É possível que algum acontecimento não tenha causa. muitas daquelas ensinadas em estágios posteriores do processo educacio-
nal. Essas matérias - seja ler e escrever, aritmética, ortografia, história,
(B) Não é possível que algum acontecimento não tenha causa. biologia, ou mesmo matérias avançadas como neurocirurgia, diagnóstico
(C) É necessário que algum acontecimento não tenha causa. médico e a maior parte da engenharia - são melhor aprendidas através de
(D) Não é necessário que todo acontecimento tenha causa. programas de computador. O professor motiva, dirige, incentiva. Na verda-
(E) É impossível que algum acontecimento tenha causa. de, ele passa a ser um líder e um recurso.

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Na escola de amanhã os estudantes serão seus próprios instrutores, INSTRUÇÃO: Utilize o texto a seguir para responder às questões de nº
com programas de computador como ferramentas. Na verdade, quanto 23 e 24.
mais jovens forem os estudantes, maior o apelo do computador para eles e "Os homens atribuem autoridade a comunicações de posições superio-
maior o seu sucesso na sua orientação e instrução. Historicamente, a res, com a condição de que estas comunicações sejam razoavelmente
escola de primeiro grau tem sido totalmente intensiva de mão-de-obra. A consistentes com as vantagens de escopo e perspectiva que são creditadas
escola de primeiro grau de amanhã será fortemente intensiva de capital. a estas posições. Esta autoridade é, até um grau considerável, independen-
Contudo, apesar da tecnologia disponível, a educação universal apre- te da habilidade pessoal do sujeito que ocupa a posição. E muitas vezes
senta tremendos desafios. Os conceitos tradicionais de educação não são reconhecido que, embora este sujeito possa ter habilidade pessoal limitada,
mais suficientes. Ler, escrever e aritmética continuarão a ser necessários sua recomendação deve ser superior pela simples razão da vantagem de
como hoje, mas a educação precisará ir muito além desses itens básicos. posição. Esta é a autoridade de posição.
Ela irá exigir familiaridade com números e cálculos; uma compreensão
básica de ciência e da dinâmica da tecnologia; conhecimento de línguas Mas é óbvio que alguns homens têm habilidade superior. O seu conhe-
estrangeiras. Também será necessário aprender a ser eficaz como membro cimento e a sua compreensão, independentemente da posição, geram
de uma organização, como empregado." (Peter Drucker, A sociedade pós- respeito. Os homens atribuem autoridade ao que eles dizem, em uma
capitalista). organização, apenas por esta razão. Esta é a autoridade de liderança.'
(Chester Barnard, The Functions of the Executive).

17. Para Peter Drucker, o ensino de matérias como aritmética, ortografia, 23. Para o autor,
história e biologia
(A) autoridade de posição e autoridade de liderança são sinônimos.
(A) deve ocorrer apenas no primeiro grau.
(B) autoridade de posição é uma autoridade superior à autoridade de
(B) deve ser diferente do ensino de matérias como neurocirurgia e liderança.
diagnóstico médico.
(C) a autoridade de liderança se estabelece por características individu-
(C) será afetado pelo desenvolvimento da informática. ais de alguns homens.
(D) não deverá se modificar, nas próximas décadas. (D) a autoridade de posição se estabelece por habilidades pessoais
(E) deve se dar através de meras repetições e exercícios. superiores de alguns líderes.
(E) tanto a autoridade de posição quanto a autoridade de liderança são
18. Para o autor, neste novo cenário, o computador ineficazes.
(A) terá maior eficácia educacional quanto mais jovem for o estudante.
(B) tende a substituir totalmente o professor em sala de aula. 24. Durante o texto, o autor procura mostrar que as pessoas
(C) será a ferramenta de aprendizado para os professores. (A) não costumam respeitar a autoridade de posição.
(D) tende a ser mais utilizado por médicos. (B) também respeitam autoridade que não esteja ligada a posições
(E) será uma ferramenta acessória na educação. hierárquicas superiores.
(C) respeitam mais a autoridade de liderança do que de posição.
19. Assinale a alternativa em que se chega a uma conclusão por um (D) acham incompatíveis os dois tipos de autoridade.
processo de dedução. (E) confundem autoridade de posição e liderança.
(A) Vejo um cisne branco, outro cisne branco, outro cisne branco ...
então todos os cisnes são brancos. 25. Utilizando-se de um conjunto de hipóteses, um cientista deduz uma
(B) Vi um cisne, então ele é branco. predição sobre a ocorrência de um certo eclipse solar. Todavia, sua
(C) Vi dois cisnes brancos, então outros cisnes devem ser brancos. predição mostra-se falsa. O cientista deve logicamente concluir que
(D) Todos os cisnes são brancos, então este cisne é branco. (A) todas as hipóteses desse conjunto são falsas.
(E) Todos os cisnes são brancos, então este cisne pode ser branco. (B) a maioria das hipóteses desse conjunto é falsa.
(C) pelo menos uma hipótese desse conjunto é falsa.
20. Cátia é mais gorda do que Bruna. Vera é menos gorda do que Bruna. (D) pelo menos uma hipótese desse conjunto é verdadeira.
Logo, (E) a maioria das hipóteses desse conjunto é verdadeira.
(A) Vera é mais gorda do que Bruna.
(B) Cátia é menos gorda do que Bruna. 26. Se Francisco desviou dinheiro da campanha assistencial, então ele
(C) Bruna é mais gorda do que Cátia. cometeu um grave delito. Mas Francisco não desviou dinheiro da
(D) Vera é menos gorda do que Cátia. campanha assistencial. Logo,
(E) Bruna é menos gorda do que Vera. (A) Francisco desviou dinheiro da campanha assistencial.
(B) Francisco não cometeu um grave delito.
21. Todo cavalo é um animal. Logo, (C) Francisco cometeu um grave delito.
(A) toda cabeça de animal é cabeça de cavalo. (D) alguém desviou dinheiro da campanha assistencial.
(B) toda cabeça de cavalo é cabeça de animal. (E) alguém não desviou dinheiro da campanha assistencial.
(C) todo animal é cavalo.
(D) nem todo cavalo é animal. 27. Se Rodrigo mentiu, então ele é culpado. Logo,
(E) nenhum animal é cavalo. (A) se Rodrigo não é culpado, então ele não mentiu.
(B) Rodrigo é culpado.
22. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol mas não praticam (C) se Rodrigo não mentiu. então ele não é culpado.
vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas não praticam futebol. O (D) Rodrigo mentiu.
total dos que praticam vôlei é 15. Ao todo, existem 17 alunos que não (E) se Rodrigo é culpado, então ele mentiu.
praticam futebol. O número de alunos da classe é
(A) 30. (B) 35. (C) 37. (D) 42. (E) 44. 28. Continuando a sequência de letras F, N, G, M, H . . ..., ..., temos,
respectivamente,
(A) O, P.

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(B) I, O. Resposta: C – São Paulo, Campinas, Santos e Franca são cidades do
(C) E, P. Estado de São Paulo, ao passo que Porto Alegre não é cidade do
(D) L, I. nosso Estado.
(E) D, L.
Exercício 2
Assinale o número que completa a sequência apresentada: 1, 3, 5, 7,
29. Continuando a sequência 4, 10, 28, 82, ..., temos 9, ...
(A) 236. a) 13
(B) 244. b) 11
(C) 246. c) 15
(D) 254. d) 17
(E) 256. e) 19
Resposta: b – Os números 1, 3, 5, 7, 9 formam uma sequência, ou
30. Assinale a alternativa em que ocorre uma conclusão verdadeira (que seja, a sequência dos números ímpares. Portanto, o próximo número é
corresponde à realidade) e o argumento inválido (do ponto de vista 11.
lógico).
(A) Sócrates é homem, e todo homem é mortal, portanto Sócrates é Exercício 3
mortal. REAL está para BRASIL assim como DÓLAR está para .................
(B) Toda pedra é um homem, pois alguma pedra é um ser, e todo ser é a) Estados Unidos
homem. b) França
(C) Todo cachorro mia, e nenhum gato mia, portanto cachorros não são c) Canadá
gatos.
d) Austrália
(D) Todo pensamento é um raciocínio, portanto, todo pensamento é um
e) Alemanha
movimento, visto que todos os raciocínios são movimentos.
Resposta – A - Real é a moeda brasileira e dólar é a moeda dos
(E) Toda cadeira é um objeto, e todo objeto tem cinco pés, portanto
Estados Unidos.
algumas cadeiras tem quatro pés.

Exercício 4
31. Cinco ciclistas apostaram uma corrida.
O carro amarelo anda mais rapidamente do que o vermelho e este mais
• "A" chegou depois de "B".
rapidamente que o azul. Qual o carro que está se movimentando com
• "C" e "E" chegaram ao mesmo tempo. maior velocidade?
• "D" chegou antes de "B". a) o amarelo
• quem ganhou, chegou sozinho. b) o azul
Quem ganhou a corrida foi c) o vermelho
(A) A. d) o vermelho e o azul
(B) B. e) impossível responder
(C) C. Resposta – A – Lendo direitinho o enunciado vemos claramente que o
(D) D. carro amarelo anda mais depressa.
(E) E.
Exercício 5
Gabarito: Um tijolo pesa 1 quilo mais meio tijolo. Quanto pesam três tijolos?
1-B; 2-A; 3-C; 4-E; 5-E; 6-B; 7-B; 8-D; 9-C; 10-B; 11-C; 12-C; 13-D; a) 5 kg
14-A; 15-A; 16-D; 17-C; 18-A; 19-D; 20-D; 21-B; 22-E; 23-C; 24-B; b) 4 kg
25-C; 26-E; 27-A; 28-D; 29-B; 30-E; 31-D.
c) 4,5 kg
d) 5,5 kg
RACIOCÍNIO LÓGICO e) 3,5 kg

Os problemas seguintes requerem raciocínio para sua solução. A fim Resposta C – Pelo enunciado, um tijolo pesa um quilo e meio. Portanto,
de provar que uma resposta é correta, uma vez encontrada, necessita-se três tijolos deverão pesar 3 x 1,5 = 4,5 kg.
de um raciocínio cujas premissas estejam contidas no enunciado do
problema, e cuja conclusão seja a resposta ao mesmo. Se a resposta é
correta, poder-se-á construir um raciocínio válido. 0 leitor é solicitado, ao Enunciado para as próximas questões:
trabalhar com estes problemas, a preocupar-se não só em encontrar as Cinco moças estão sentadas na primeira fila da sala de aula: são
respostas corretas, mas em formular também os raciocínios que provem a Maria, Mariana, Marina, Marisa e Matilde.
correção das respostas.
Daremos, a seguir, alguns exercícios resolvidos para que o candidato Marisa está numa extremidade e Marina na outra. Mariana senta-se ao
possa inteirar-se do funcionamento do assunto. lado de Marina e Matilde, ao lado de Marisa.

Exercício 1 Responda as perguntas:


Assinale a alternativa que não faz parte do conjunto dado: 6. Quantas estão entre Marina e Marisa?
a) São Paulo 7. Quem está no meio?
b) Campinas 8. Quem está entre Matilde e Mariana?
c) Porto Alegre 9. Quem está entre Marina e Maria?
d) Santos 10. Quantas estão entre Marisa e Mariana?
e) Franca

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Se lermos direitinho o enunciado podemos concluir e fazer um desenho Exercício 16
para ilustrar e assim responder a todas as perguntas: Escreva o número que falta:
20 17 14 ...... 8 5
MARISA MATILDE MARIA MARIANA MARINA
Resposta: 11
Respostas: 20 – 3 = 17; 17 – 3 = 14; 14 – 3 = 11; 11 – 3 = 8; 8 – 3 = 5
6. três
7. Maria Exercício 17
8. Maria O vaqueiro está tocando as vaca numa estrada. Uma delas anda na
9. Mariana frente de duas outras, uma anda entre duas e uma anda atrás de duas.
10. duas Quantas eram as vacas?

Resposta: 3
Exercício 11
Qual o número que falta no quadro a seguir?
VACA VACA VACA
5 10 5
6 14 8 Exercício 18
3 10 ...... Como dispor oito oitos de forma que a soma seja 1.000?
Resposta: 7 – A soma dos extremos é o número central. Resposta: 888 + 88 + 8 + 8 + 8 = 1.000
5 + 5 = 10
6 + 8 = 14 Exercício 19
3 + 7 = 10 A mãe de Takada tem cinco filhos: Tanaco, Taneco, Tanico, Tanoco.
Qual é o quinto filho?
Exercício 12 a) Tanuco
Qual a palavra que não faz parte do grupo? b) Takuda
a) LIVRO c) Tanuka
b) REVISTA d) Takada
c) JORNAL Resposta: D – Takada. É claro que é Takada, que também é sua filha,
de acordo com o enunciado do problema.
d) ENCICLOPÉDIA
e) CARNE
Exercício 20
Resposta E – Os quatro primeiros são vendidos em livrarias e carne
não. Sabendo-se que seis raposas, em seis minutos, comem seis galinhas,
pergunta-se: Quantas raposas, em sessenta minutos, comem sessenta
galinhas?
Exercício 13 Resposta: 6 raposas (é só fazer o cálculo).
ALTO está para BAIXO, assim como GRANDE está para .................
a) nanico Exercício 21
b) baixinho Coloque a sílaba que completa a primeira palavra e começa a segunda
c) pequeno e com ambas forma uma terceira.
d) gabiru RE (........) TA
e) mínimo Resposta: GA – REGA – GATA – REGATA
Resposta: C – O contrário de grande é pequeno.
Exercício 22
Exercício 14 Assinale qual das marcas a seguir não é de carro:
Assinale a alternativa que não tem as mesmas características das a) ROFD
demais, quanto às patas: b) OLWVGASKNE
a) formiga c) VROCHETEL
b) aranha d) TONREMING
c) abelha e) TAIF
d) traça Resposta: REMINGTON – é máquina de escrever e as outras marcas
e) borboleta de automóvel (Ford, Volkswagen, Chevrolet, Fiat).
Resposta – b – Aranha tem oito patas. As outras têm seis.
Exercício 23
Exercício 15 Complete o número que falta:
Assinale qual destes animais, cujos nomes estão ocultos entre as 10 20 30
letras, é o menor: 12 15 .......
a) OSÃBI 15 20 35
b) TOGA a) 27
c) LIVAJA b) 31
d) ATOR c) 33
e) RAFAGI d) 29
Resposta: a (12 + 15 = 27)
Resposta: D – RATO (as outras: bisão, gato, javali, girafa)

Raciocínio Lógico e Matemático 26 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Exercício 24 Exercício 32
Ao medir uma vara verificou-se que ela tem 5 metros mais a metade de Assinale o número que continua a sequência:
seu próprio comprimento. Qual o real comprimento da vara? 12 34 56 ......
a) 12 metros a) 78 b) 76 c) 62 d) 98
b) 10 metros
c) 8 metros Resposta: A (os números “pulam” de 22 cada vez: 12 + 22 = 34 etc.)
d) 16 metros
Resposta: B
Exercício 33
Exercício 25 Para que haja uma representação teatral não pode faltar:
O pai do meu neto é o neto de meu pai. Quantas pessoas estão a) palco b) bilheteria c) ator (ou atriz) d) auditório e) texto
envolvidas nesse relacionamento de parentesco?
Resposta C – (é impossível uma representação teatral sem ator ou
Resposta: 4 atriz).

Exercício 26 TESTES
Um macaco caiu no fundo de um poço de 30 metros de profundidade.
Em cada hora ele sobe 5 m e escorrega 4 m. Depois de quantas horas 01) Considere as afirmações:
sairá do poço? A) se Patrícia é uma boa amiga, Vítor diz a verdade;
a) 30 horas B) se Vítor diz a verdade, Helena não é uma boa amiga;
b) 24 horas C) se Helena não é uma boa amiga, Patrícia é uma boa amiga.
c) 28 horas A análise do encadeamento lógico dessas três afirmações permite
d) 26 horas concluir que elas:
Resposta: D – 26 horas a) implicam necessariamente que Patrícia é uma boa amiga
b) são consistentes entre si, quer Patrícia seja uma boa amiga, quer
Exercício 27 Patrícia não seja uma boa amiga
A sala tem quatro cantos. Cada canto tem um gato. Cada gato vê três c) implicam necessariamente que Vítor diz a verdade e que Helena não
gatos. Quantos gatos estão na sala: é uma boa amiga
Resposta: 4 gatos. d) são equivalentes a dizer que Patrícia é uma boa amiga

Exercício 28 02) Na questão, observe que há uma relação entre o primeiro e o segun-
Porque prefere o barbeiro carioca cortar o cabelo de dois capixabas a do grupos de letras. A mesma relação deverá existir entre o terceiro
cortar o cabelo de um paulista? grupo e um dos cinco grupos que aparecem nas alternativas, ou seja,
a) porque ganha o dobro do dinheiro aquele que substitui corretamente o ponto de interrogação. Conside-
re que a ordem alfabética adotada é a oficial e exclui as letras K, W e
b) porque paulista gosta de pedir desconto Y.
c) porque paulista gosta de dar o calote CASA : LATA : : LOBO : ?
d) porque paulista não corta cabelo com carioca a) SOCO b) TOCO c) TOMO d) VOLO

Resposta: A 03) Uma das formas mais simples de argumentar consiste em duas
frases, uma das quais é conclusão da outra, que é chamada premis-
Exercício 29 sa. Dentre as opções a seguir, assinale aquela em que a associação
Assinale o número que falta: está correta.
10 20 30 a) Premissa: Os exames finais devem ser extintos.
11 13 17 Conclusão: Os exames finais dão muito trabalho a alunos e a profes-
.... 33 47 sores.
Resposta: 21 (21 é a soma dos dois números superiores: 10 + 11 = b) Premissa: Os índios brasileiros eram culturalmente primitivos.
21). Conclusão: Os índios brasileiros cultuavam vários deuses.
Exercício 30 c) Premissa: N é um número inteiro múltiplo de 6.
Coloque a letra que falta: Conclusão: N não é um número ímpar.
A C E G I ....... d) Premissa: É possível que um candidato ganhe as eleições presiden-
ciais.
Conclusão: O tal candidato tem muitos eleitores no interior do país.
A resposta é K, pois as letras pulam de duas em duas.

04) Em uma carpintaria há mestres-carpinteiros e aprendizes. Os mes-


Sempre que aparecerem problemas com letras, deve-se levar em conta tres têm todos a mesma capacidade de trabalho. Os aprendizes,
a letra K. também. Se 8 mestres juntamente com 6 aprendizes têm a mesma
capacidade de produção de 6 mestres juntamente com 10 aprendi-
Exercício 31 zes, a capacidade de um dos mestres, sozinho, corresponde à de:
Escreva o número que falta: a) 2 aprendizes.
50 45 40 35 .... 25 20 b) 3 aprendizes.
c) 4 aprendizes.
Resposta: 30 (os números decrescem de cinco em cinco). d) 5 aprendizes.

Raciocínio Lógico e Matemático 27 A Opção Certa Para a Sua Realização


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05) Regina e Roberto viajaram recentemente e voltaram três dias antes 12) Um psicólogo faz terapia de grupo com quatro pessoas: João, Pedro,
do dia depois do dia de antes de amanhã. Hoje é terça-feira. Em que Paulo e José. Em um determinado dia, sua sessão foi realizada em
dia Regina e Roberto voltaram? uma mesa retangular com dois lugares de cada lado oposto da mesa
a) Quarta-feira. b) Quinta-feira. e com o psicólogo e Paulo nas cabeceiras. Sendo assim, um lugar na
c) Sexta-feira. d) Domingo. mesa estava vago e este não estava perto do psicólogo.
Dado esse cenário, pode-se afirmar, com certeza, que:
a) o lugar vago estava perto do Paulo.
06) Considere as seguintes afirmativas:
b) o lugar vago estava perto do José.
I. Todas as pessoas inteligentes gostam de cinema;
c) o lugar vago estava perto do João.
II. Existem pessoas antipáticas e inteligentes. Admitindo-se que as
afirmações acima são corretas, pode-se concluir que: d) o lugar vago estava perto do Pedro.
a) todas as pessoas que gostam de cinema são inteligentes.
13) Se o jardim não é florido, então o gato mia. Se o jardim é florido,
b) toda pessoa antipática é inteligente. então o passarinho não canta. Ora, o passarinho canta. Logo:
c) podem existir pessoas antipáticas que não gostem de cinema. a) o jardim é florido e o gato mia
d) as afirmações a, b e c são todas falsas. b) o jardim é florido e o gato não mia
c) o jardim não é florido e o gato mia
07) Considere uma pergunta e duas informações as quais assumiremos d) o jardim não é florido e o gato não mia
como verdadeiras.
Pergunta: Entre João, Nuno e Luís, quem é o mais baixo? 14) Três amigas, Tânia, Janete e Angélica, estão sentadas lado a lado
Informação 1: João é mais alto do que Luís. em um teatro. Tânia sempre fala a verdade; Janete às vezes fala a
Informação 2: Nuno é mais alto do que Luís. verdade; Angélica nunca fala a verdade. A que está sentada à es-
Diante desses dados conclui-se que: querda diz: "Tânia é quem está sentada no meio". A que está senta-
a) a primeira informação, sozinha, é suficiente para que se responda da no meio diz: "Eu sou Janete". Finalmente, a que está sentada à
corretamente à pergunta, e a segunda, insuficiente. direita diz: "Angélica é quem está sentada no meio". A que está sen-
tada à esquerda, a que está sentada no meio e a que está sentada à
b) a segunda informação, sozinha, é suficiente para que se responda direita são, respectivamente:
corretamente à pergunta, e a primeira, insuficiente.
a) Janete, Tânia e Angélica
c) as duas informações, em conjunto, são suficientes para que se
responda corretamente à pergunta, e cada uma delas, sozinha, é in- b) Janete, Angélica e Tânia
suficiente. c) Angélica, Janete e Tânia
d) as duas informações, em conjunto, são insuficientes para que se d) Angélica, Tânia e Janete
responda corretamente à pergunta.
15) Com a promulgação de uma nova lei, um determinado concurso
08) Se Lucia é pintora, então ela é feliz. Portanto: deixou de ser realizado por meio de provas, passando a análise cur-
a) Se Lucia não é feliz, então ela não é pintora. ricular a ser o único material para aprovação dos candidatos. Neste
caso, todos os candidatos seriam aceitos, caso preenchessem e en-
b) Se Lucia é feliz, então ela é pintora. tregassem a ficha de inscrição e tivessem curso superior, a não ser
c) Se Lucia é feliz, então ela não é pintora. que não tivessem nascido no Brasil e/ou tivessem idade superior a
d) Se Lucia não é pintora, então ela é feliz. 35 anos. José preencheu e entregou a ficha de inscrição e possuía
curso superior, mas não passou no concurso. Considerando o texto
09) Considere que, em um determinado instante, P passageiros aguar- acima e suas restrições, qual das alternativas abaixo, caso verdadei-
davam seu voo em uma sala de embarque de certo aeroporto. Na ra, criaria uma contradição com a desclassificação de José?
primeira chamada embarcaram os idosos, que correspondiam à me- a) José tem menos de 35 anos e preencheu a ficha de inscrição corre-
tade de P; na segunda, embarcaram as mulheres não idosas, cuja tamente.
quantidade correspondia à metade do número de passageiros que b) José tem mais de 35 anos, mas nasceu no Brasil.
haviam ficado na sala; na terceira, embarcaram alguns homens, em c) José tem menos de 35 anos e curso superior completo.
quantidade igual à metade do número de passageiros que ainda res-
tavam na sala. Se, logo após as três chamadas, chegaram à sala d) José tem menos de 35 anos e nasceu no Brasil.
mais 24 passageiros e, nesse momento, o total de passageiros na
sala passou a ser a metade de P, então na: 16) Se Beatriz não é mãe de Ana, é tia de Paula. Se Beatriz é irmã de
a) primeira chamada embarcaram 34 passageiros. Flávio, é mãe de Ana. Se Beatriz é mãe de Ana, não é irmã de Flá-
vio. Se Beatriz não é irmã de Flávio, não é tia de Paula. Logo, Bea-
b) primeira chamada embarcaram 36 passageiros. triz:
c) segunda chamada embarcaram 16 passageiros. a) não é mãe de Ana, é irmã de Flávio e não é tia de Paula.
d) segunda chamada embarcaram 18 passageiros. b) é mãe de Ana, é irmã de Flávio e não é tia de Paula.
10) Dizer que "André é artista ou Bernardo não é engenheiro" é logica- c) não é mãe de Ana, é irmã de Flávio e é tia de Paula.
mente equivalente a dizer que:
d) é mãe de Ana, não é irmã de Flávio e não é tia de Paula.
a) André é artista se e somente se Bernardo não é engenheiro.
b) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro.
17) Em uma empresa, há 12 dirigentes de níveis hierárquicos distintos
c) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro capacitados para a elaboração de determinado estudo: 5 diretores e
d) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista. 7 gerentes. Para isso, entre esses 12 dirigentes, 4 serão sorteados
aleatoriamente para integrarem um grupo que realizará o referido es-
11) Um trapézio ABCD, com altura igual a h, possui bases AB = a e CD = tudo. A probabilidade de os 4 dirigentes sorteados serem do mesmo
b, com a > b. As diagonais deste trapézio determinam quatro triângu- nível hierárquico está entre:
los. A diferença entre as áreas dos triângulos que têm por bases AB a) 0,01 e 0,05.
e CD respectivamente e por vértices opostos a interseção das diago- b) 0,06 e 0,10.
nais do trapézio é igual a:
c) 0,11 e 0,15.
a) (a + b)/2 b) (a + b)h/2 c) (a - b)h/2 d) (a - b)/2
d) 0,16 e 0,20.

Raciocínio Lógico e Matemático 28 A Opção Certa Para a Sua Realização


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18) Estava olhando para o Norte. Girei 90º para a esquerda e passei, 24) Três amigos, Mário, Nilo e Oscar, juntamente com suas esposas,
portanto, a olhar para o Oeste. Girei 180º e depois girei 45º à es- sentaram-se, lado a lado, à beira do cais, para apreciar o pôr-do-sol.
querda. Depois girei 90º à esquerda e, depois, 135º à direita. Passei, Um deles é flamenguista, outro é palmeirense, e outro vascaíno. Sa-
nesse momento, a olhar para o: be-se, também, que um é arquiteto, outro é biólogo, e outro é cozi-
a) Norte; nheiro. Nenhum deles sentou-se ao lado da esposa, e nenhuma pes-
b) Leste; soa sentou-se ao lado de outra do mesmo sexo. As esposas cha-
mam-se, não necessariamente nesta ordem, Regina, Sandra e Tâ-
c) Nordeste; nia. O arquiteto sentou-se em um dos dois lugares do meio, ficando
d) Sudeste; mais próximo de Regina do que de Oscar ou do que do flamenguista.
O vascaíno está sentado em uma das pontas, e a esposa do cozi-
19) O rei ir à caça é condição necessária para o duque sair do castelo, e nheiro está sentada à sua direita. Mário está sentado entre Tânia,
é condição suficiente para a duquesa ir ao jardim. Por outro lado, o que está à sua esquerda, e Sandra. As esposas de Nilo e de Oscar
conde encontrar a princesa é condição necessária e suficiente para o são, respectivamente:
barão sorrir e é condição necessária para a duquesa ir ao jardim. O a) Regina e Sandra b) Tânia e Sandra
barão não sorriu. Logo: c) Sandra e Tânia d) Regina e Tânia
a) A duquesa foi ao jardim ou o conde encontrou a princesa.
b) Se o duque não saiu do castelo, então o conde encontrou a princesa. 25) Se é verdade que “Nenhum artista é atleta”, então também será
c) O rei não foi à caça e o conde não encontrou a princesa. verdade que:
d) O rei foi à caça e a duquesa não foi ao jardim. a) todos não-artistas são não-atletas
b) nenhum atleta é não-artista
20) Antônio, Bento, Ciro e Dorival são profissionais liberais. Um deles é c) nenhum artista é não-atleta
advogado, outro é paisagista, outro é veterinário e outro é professor. d) pelo menos um não-atleta é artista
Sabe-se que: o veterinário não é Antônio e nem Ciro; Bento não é
veterinário e nem paisagista; Ciro não é advogado e nem paisagista.
A conclusão correta quanto à correspondência entre carreira e pro- 26) Os advogados Clóvis, Rui e Raimundo trabalham em agências
fissional está indicada em: diferentes de um mesmo banco, denominadas Norte, Sul e Leste.
Exercem, não necessariamente nesta ordem, suas funções nos seto-
a) advogado – Dorival res de Financiamento, Cobrança e Ouvidoria. Sabe-se, ainda, que:
b) paisagista - Dorival • Clóvis e o advogado da Agência Leste não trabalham na Ouvidoria.
c) paisagista – Antônio • O advogado da Agência Norte não é Clóvis nem Rui.
d) advogado - Antônio • Na Agência Sul, o advogado não trabalha na Ouvidoria nem no
Financiamento.
21) Um psicólogo faz terapia de grupo com quatro pessoas: João, Pedro,
Paulo e José. Em um determinado dia, sua sessão foi realizada em É possível concluir que:
uma mesa retangular com dois lugares de cada lado oposto da mesa
e com o psicólogo e Paulo nas cabeceiras. Sendo assim, um lugar na a) Clóvis trabalha no setor de Cobranças da Agência Norte.
mesa estava vago e este não estava perto do psicólogo. b) Rui, o advogado da Agência Leste, trabalha no setor de Ouvidoria.
Dado esse cenário, pode-se afirmar, com certeza, que: c) nem Raimundo, nem Rui trabalham no setor de Financiamento.
a) o lugar vago estava perto do Paulo. d) nas Agências Sul e Norte, os advogados não trabalham com Finan-
b) o lugar vago estava perto do José. ciamento.
c) o lugar vago estava perto do João.
d) o lugar vago estava perto do Pedro. 27) Uma grande empresa multinacional oferece a seus funcionários
cursos de português, inglês e italiano. Sabe-se que 20 funcionários
cursam italiano e inglês; 60 funcionários cursam português e 65 cur-
22) Em um certo aeroporto, Ana caminhava à razão de um metro por sam inglês; 21 funcionários não cursam nem português nem italiano;
segundo. Ao utilizar uma esteira rolante de 210 metros, que se mo- o número de funcionários que praticam só português é idêntico ao
vimenta no mesmo sentido em que ela caminhava, continuou andan- número dos funcionários que praticam só italiano; 17 funcionários
do no mesmo passo. Ao chegar ao final da esteira, Ana verificou ter praticam português e italiano; 45 funcionários praticam português e
levado exatamente 1 minuto para percorrer toda a extensão da estei- inglês; 30, entre os 45, não praticam italiano. Com estas informações
ra. Se Ana não tivesse continuado a caminhar quando estava sobre a pode-se concluir que a diferença entre o total de funcionários da em-
esteira, o tempo que levaria para ser transportada do início ao fim da presa e o total de funcionários que não estão matriculados em qual-
esteira seria igual a: quer um dos cursos é igual a:
a) 1 minuto e 20 segundos. a) 93 b) 83 c) 103 d) 113
b) 1 minuto e 24 segundos. 28) Suponha que exista uma pessoa que só fala mentiras às terças,
c) 1 minuto e 30 segundos. quartas e quintas-feiras, enquanto que, nos demais dias da semana,
d) 1 minuto e 40 segundos. só fala a verdade. Nessas condições, somente em quais dias da se-
mana seria possível ela fazer a afirmação "Eu menti ontem e também
23) Um crime foi cometido por uma e apenas uma pessoa de um grupo mentirei amanhã."?
de cinco suspeitos: Armando, Celso, Edu, Juarez e Tarso. Pergunta- a) Terça e quinta-feira. b) Terça e sexta-feira.
dos sobre quem era o culpado, cada um deles respondeu: c) Quarta e quinta-feira. d) Quarta-feira e sábado.
Armando: "Sou inocente"
Celso: "Edu é o culpado" 29) Paulo, João, Beto, Marcio e Alfredo estão numa festa. Sabendo-se
Edu: "Tarso é o culpado" que cada um deles possui diferentes profissões: advogado, adminis-
Juarez: "Armando Disse a verdade" trador, psicólogo, físico e médico. Temos: o advogado gosta de con-
versar com beto, Marcio e João, mas odeia conversar com o médico
Tarso: "Celso mentiu"
Beto joga futebol com o físico Paulo, Beto e marcio jogam vôlei com
Sabendo-se que apenas um dos suspeitos mentiu e que todos os o administrador alfredo move uma ação trabalhista contra o médico.
outros disseram a verdade, pode-se concluir que o culpado é: Podemos afirmar que Paulo é....
a) Armando b) Celso c) Edu d) Tarso a) Paulo é o advogado, João é o administrador

Raciocínio Lógico e Matemático 29 A Opção Certa Para a Sua Realização


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b) Alfredo é o advogado, Paulo é o médico. 37) Para asfaltar 1 quilômetro de estrada, 30 homens gastaram 12 dias
c) Marcio é o psicólogo, Alfredo é o médico trabalhando 8 horas por dia, enquanto que 20 homens, para asfalta-
d) Beto é o físico, Alfredo é o administrador rem 2 quilômetros da mesma estrada, trabalhando 12 horas por dia,
gastam x dias. Calcule o valor de x.
a) 30 b) 22 c) 25 d) 24
30) Considerando-se que todos os Gringles são Jirnes e que nenhum
Jirnes é Trumps, a afirmação de que nenhum Trumps pode ser Grin-
gles é: 38) Uma circunferência sobre um plano determina duas regiões nesse
a) Necessariamente verdadeira. mesmo plano. Duas circunferências distintas sobre um mesmo plano
determinam, no máximo, 4 regiões. Quantas regiões, no máximo, 3
b) Verdadeira, mas não necessariamente. circunferências distintas sobre um mesmo plano podem determinar
c) Necessariamente falsa. nesse plano?
d) Falsa, mas não necessariamente. a) 4 b) 7 c) 5 d) 8

31) Para entrar na sala da diretoria de uma empresa é preciso abrir dois 39) Luís é prisioneiro do temível imperador Ivan. Ivan coloca Luís à frente
cadeados. Cada cadeado é aberto por meio de uma senha. Cada de três portas e lhe diz: “Atrás de uma destas portas encontra-se
senha é constituída por 3 algarismos distintos. Nessas condições, o uma barra de ouro, atrás de cada uma das outras, um tigre feroz. Eu
número máximo de tentativas para abrir os cadeados é sei onde cada um deles está. Podes escolher uma porta qualquer.
a) 518.400 b) 1.440 c) 720 d) 120 Feita tua escolha, abrirei uma das portas, entre as que não escolhes-
te, atrás da qual sei que se encontra um dos tigres, para que tu
32) Uma companhia de ônibus realiza viagens entre as cidades de mesmo vejas uma das feras. Aí, se quiseres, poderás mudar a tua
Corumbá e Bonito. Dois ônibus saem simultaneamente, um de cada escolha”. Luís, então, escolhe uma porta e o imperador abre uma das
cidade, para percorrerem o mesmo trajeto em sentido oposto. O ôni- portas não-escolhidas por Luís e lhe mostra um tigre. Luís, após ver
bus 165 sai de Corumbá e percorre o trajeto a uma velocidade de a fera, e aproveitando-se do que dissera o imperador, muda sua es-
120 km/h. Enquanto isso, o 175 sai de Bonito e faz a sua viagem a colha e diz: “Temível imperador, não quero mais a porta que escolhi;
90 km/h. Considerando que nenhum dos dois realizou nenhuma pa- quero, entre as duas portas que eu não havia escolhido, aquela que
rada no trajeto, podemos afirmar que: não abriste”. A probabilidade de que, agora, nessa nova escolha, Lu-
ís tenha escolhido a porta que conduz à barra de ouro é igual a:
I- Quando os dois se cruzarem na estrada, o ônibus 175 estará mais
perto de Bonito do que o 165. a) 1/2. b) 1/3. c) 2/3. d) 2/5.
II - Quando os dois se cruzarem na estrada, o ônibus 165 terá andado
mais tempo do que o 175. 40) Num concurso para preencher uma vaga para o cargo de gerente
a) Somente a hipótese (I) está errada. administrativo da empresa M, exatamente quatro candidatos obtive-
ram a nota máxima. São eles, André, Bruno, Célio e Diogo. Para de-
b) Somente a hipótese (II) está errada.
cidir qual deles ocuparia a vaga, os quatro foram submetidos a uma
c) Ambas as hipóteses estão erradas. bateria de testes e a algumas entrevistas. Ao término dessa etapa,
d) Nenhuma das hipóteses está errada. cada candidato fez as seguintes declarações: André declarou: Se
Diogo não foi selecionado, então Bruno foi selecionado.
33) A hipotenusa de um triangulo retângulo mede 10 cm, e um de seus Bruno declarou: André foi selecionado ou eu não fui selecionado.
catetos mede 6 cm. A área deste triangulo é igual a: Célio declarou: Se Bruno foi selecionado, então eu não fui seleci-
a) 24 cm2 b) 30 cm2 c) 40 cm2 d) 48 cm2 onado.
Diogo declarou: Se André não foi selecionado, então Célio foi.
34) O menor complementar de um elemento genérico xij de uma matriz X Admitindo-se que, das quatro afirmações acima, apenas a declara-
é o determinante que se obtém suprimindo a linha e a coluna em que ção de Diogo seja falsa, é correto concluir que o candidato selecio-
esse elemento se localiza. Uma matriz Y = yij, de terceira ordem, é a nado para preencher a vaga de gerente administrativo foi:
matriz resultante da soma das matrizes A = (aij) e B = (bij). Sabendo- a) Célio
se que (aij) = (i+j)2 e que bij = i2 , então o menor complementar do b) André
elemento y23 é igual a:
c) Bruno
a) 0 b) -8 c) -80 d) 8
d) Diogo
35) Maria vai de carona no carro de sua amiga e se propõe a pagar a
tarifa do pedágio, que é de R$ 3,80. Verificou que tem no seu porta-
níqueis moedas de todos os valores do atual sistema monetário bra- 41) Os 61 aprovados em um concurso, cujas notas foram todas distintas,
sileiro, sendo: duas moedas do menor valor, três do maior valor e foram distribuídos em duas turmas, de acordo com a nota obtida no
uma moeda de cada um dos outros valores. Sendo assim, ela tem o concurso: os 31 primeiros foram colocados na turma A e os 30 se-
suficiente para pagar a tarifa e ainda lhe sobrarão: guintes na turma B. As médias das duas turmas no concurso foram
a) doze centavos. b) onze centavos. calculadas. Depois, no entanto, decidiu-se passar o último colocado
da turma A para a turma B. Com isso:
c) dez centavos. d) nove centavos.
a) A média da turma A melhorou, mas a da B piorou.
b) A média da turma A piorou, mas a da B melhorou.
36) Existem três caixas I, II e III contendo transistores. Um técnico cons-
c) As médias de ambas as turmas melhoraram.
tatou que: se passasse 15 transistores da caixa I para a caixa II, esta
ficaria com 46 transistores a mais do que a caixa I tinha inicialmente; d) As médias de ambas as turmas pioraram.
se passasse 8 transistores da caixa II para a caixa III, esta ficaria
com 30 transistores a mais do que a caixa II tinha inicialmente. 42) Chama-se tautologia a toda proposição que é sempre verdadeira,
Se o total de transistores nas três caixas era de 183, então o número independentemente da verdade dos termos que a compõem. Um
inicial de transistores em: exemplo de tautologia é:
a) I era um número par. a) se João é alto, então João é alto ou Guilherme é gordo
b) II era um número ímpar. b) se João é alto, então João é alto e Guilherme é gordo
c) III era um número menor que 85. c) se João é alto ou Guilherme é gordo, então Guilherme é gordo
d) I e III era igual a 119. d) se João é alto ou Guilherme é gordo, então João é alto e Guilherme
é gordo

Raciocínio Lógico e Matemático 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


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43) Na Consoantelândia, fala-se o consoantês. Nessa língua, existem 10 49) Se todos os jaguadartes são momorrengos e todos os momorrengos
letras: 6 do tipo I e 4 do tipo II. são cronópios então pode-se concluir que:
As letras do tipo I são: b, d, h, k, l, t. a) É possível existir um jaguadarte que não seja momorrengo.
As letras do tipo II são: g, p, q, y. b) É possível existir um momorrengo que não seja jaguadarte.
Nessa língua, só há uma regra de acentuação: uma palavra só será c) Todos os momorrengos são jaguadartes.
acentuada se tiver uma letra do tipo II precedendo uma letra do tipo I. d) É possível existir um jaguadarte que não seja cronópio.
Pode-se afirmar que:
a) dhtby é acentuada. 50) Em uma urna temos 3 bolas azuis, cada uma com 5 cm³ de volume,
b) pyg é acentuada. 3 cubos pretos, cada um com 2 cm³ de volume e 1 cubo azul de 3
c) kpth não é acentuada. cm³ de volume. Retirando-se quatro objetos da urna, sem reposição,
d) kydd é acentuada. necessariamente um deles:
a) terá volume menor do que 3 cm³.
44) A seção "Dia a dia", do Jornal da Tarde de 6 de janeiro de 1996, b) terá volume maior do que 3 cm³.
trazia esta nota:"Técnicos da CETESB já tinham retirado, até o fim da c) será uma bola.
tarde de ontem, 75 litros da gasolina que penetrou nas galerias de
d) será azul.
águas pluviais da Rua João Boemer, no Pari, Zona Norte. A gasolina
se espalhou pela galeria devido ao tombamento de um tambor num
posto de gasolina desativado." RESPOSTAS
De acordo com a nota, a que conclusão se pode chegar a respeito da 01. B 11. C 21. A 31. B 41. C
quantidade de litros de gasolina vazada do tambor para as galerias 02. B 12. A 22. B 32. C 42. A
pluviais? 03. C 13. C 23. D 33. A 43. D
a) Corresponde a 75 litros. 04. A 14. B 24. C 34. C 44. C
b) É menor do que 75 litros. 05. D 15. D 25. D 35. A 45. B
c) É maior do que 75 litros. 06. C 16. D 26. D 36. D 46. C
d) É impossível ter qualquer ideia a respeito da quantidade de gasolina. 07. C 17. B 27. A 37. D 47. D
08. A 18. B 28. A 38. D 48. A
45) Certo dia, durante o expediente do Tribunal de Contas do Estado de
Minas Gerais, três funcionários Antero, Boris e Carmo executaram as 09. C 19. C 29. B 39. C 49. A
tarefas de arquivar um lote de processos, protocolar um lote de do- 10. D 20. C 30. A 40. D 50. D
cumentos e prestar atendimento ao público, não necessariamente
nesta ordem. Considere que:
- cada um deles executou somente uma das tarefas mencionadas;
TESTE DE HABILIDADE VERBAL
- todos os processos do lote, todos os documentos do lote e todas as
pessoas atendidas eram procedentes de apenas uma das cidades:
Belo Horizonte, Uberaba e Uberlândia, não respectivamente; 1) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que se relaciona com as
- Antero arquivou os processos; demais. PARA LAVAR (..............) DE GUERRA
- os documentos protocolados eram procedentes de Belo Horizonte;
2) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira e
- a tarefa executada por Carmo era procedente de Uberlândia. inicia a segunda . DE (..............) NEL
Nessas condições, é correto afirmar que:
a) Carmo protocolou documentos. 3) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais.
b) a tarefa executada por Boris era procedente de Belo Horizonte. BOUFETL
c) Boris atendeu às pessoas procedentes de Uberaba. CETSOLOB
d) as pessoas atendidas por Antero não eram procedentes de Uberaba. VILOBLO
LIVEROIR
46) Se Rasputin não tivesse existido, Lenin também não existiria. Lenin
existiu. Logo, 4) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite os seguintes prefi-
a) Lenin e Rasputin não existiram. xos, formando palavras correntes da língua.
b) Lenin não existiu.
c) Rasputin existiu.
d) Rasputin não existiu.

47) Assinale a alternativa correspondente ao número de cinco dígitos no


qual o quinto dígito é a metade do quarto e um quarto do terceiro dí-
gito. O terceiro dígito é a metade do primeiro e o dobro do quarto. O
segundo dígito é três vezes o quarto e tem cinco unidades a mais
que o quinto. 5) Escreva, dentro do parêntese, a palavra sinônima das demais. RE-
a) 17942 PREENSÃO (..............) CACHIMBO
b) 25742
6) Escreva a sílaba que completa a primeira palavra, inicia a segunda e
c) 65384
com ambas forma uma terceira. B R E (..............) D A
d) 86421
7) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais.
48) De quantos modos é possível formar um subconjunto, com exata- GIOSÁ
mente 3 elementos, do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6} no qual NÃO haja MISNA
elementos consecutivos? ACERÁ
a) 4 b) 6 c) 8 d) 18 COERF

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8) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que precede as demais, 19) Escreva, dentro do parêntese,- a palavra que tem o mesmo significa-
constituindo-se com elas unidades semânticas. do que as duas outras.
DA RUA U N E (..............) R E S I D Ê N C I A
DA CARA
(................) 20) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que corresponde às duas
D`GUA outras.
DE- PEIXE INSETO (..............) ALVO DE TIRO

9) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que se relaciona com as duas 21) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que significa as duas outras.
outras. RECENTE (...............) NOTÍCIA INSTRUMENTO DE DESENHO (........) RITMO

10) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira, 22) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira,
inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. AR (...............) R inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. B (................) C O
Conceito final: flutua
11) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais.
FRNAÊCS 23) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais.
NÊGLSI MDÉIOC
ORGELIÓ ETISNDAT
SEAHPNOL EMBROSTE
VODAAGOD
12) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que precede as demais,
constituindo-se com elas unidades semânticas. 24) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos,
- CIVIL formando com eles palavras correntes da língua.
- LIVRO
(..............)
- ROUPA
- CHUVA

13) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira,


inicia a segunda e com ambas forma uma terceira .
C (..............) DO Conceito: peça do vestuário.

14) Escreva, dentro do parêntese, a palavra sinônima das duas outras.


FISIONOMIA (..............) VENTO
25) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira,
15) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. inicia a segunda, e com ambas forma uma terceira.
TROAT A L (..............) C E
RSÔCA
BLOHCAA 26) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que tem o mesmo significado
BIOSCTOI que as duas outras. POESIA (..............) ATRÁS.
TGRIE

16) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos,


formando com eles palavras correntes da língua.

17) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira,


inicia a segunda e com ambas forma uma terceira. 27) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos,
R E (..............) T E R Conceito: voltar formando com eles palavras correntes da língua,
18) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais.
ARCOV 28) Assinale a palavra que não tem relação com as demais.
AJENAL ABRÍLASI
SORA ECFIER
AMAGRIDAR CRTUIIAB
íLORI TOSPEER

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29) Escreva, dentro do parêntese, o termo que completa a primeira pala- 39) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que corresponde às duas
vra, inicia a segunda, e com ambas formas uma terceira. outras.
A T O R (..............) D O R. ANIMAL (..............) CALOURO

30) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos 40) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira,
formando com eles palavras correntes da língua. inicia a segunda e, com ambas, forma uma terceira.
T R A N S (..........) T E

41) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos


formando com eles palavras correntes da língua.

31) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais.


ALC
RAIEA
IMCETNO
ÓVITRAI

32) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira, 42) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais.
inicia a segunda e com ambas forma uma terceira.
PEORAB
D E S (..............) R.
PHNIO
Conceito final: separar
ATUT
ECDOR
33) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais.
ZERCIUOR 43) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que corresponde às duas
LIABR outras.
NTAERAZU MAMÍFERO MARINHO,
DLÓRA JORNALISTA NOVATO (..............)
PETSEA
44) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos
formando com eles palavras correntes da língua.
34) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos
formando com eles palavras correntes da língua.

45) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. M E R I N A


35) Escreva, dentro do parêntese, o termo que completa a primeira pala- MERINAL
vra, inicia a segunda e forma com ambas uma terceira. EVTAGLE
L (..............) R SROVTEE
Conceito final: justiçar LAINAM

36) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que corresponde as duas 46) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira,
outras, T A B A C O (..............) L U T O inicia a segunda, e com ambas formas uma terceira,
E (..............) R
37) Escreva, dentro parêntese, o termo.que admite esses prefixos for- Conceito final: publicar.
mando com eles palavras correntes da língua
47) Escreva, dentro do parêntese, a palavra que completa a primeira,
inicia a segunda e com ambas formas uma terceira.
DES (..............)R.
Conceito final: cuidar

48) Escreva, dentro do parêntese, o termo que admite esses prefixos


formando com eles palavras correntes da língua.

38) Assinale o nome que não se relaciona com os demais.


UECLIDES AD CNUHA
OWSLAOD CZRU
UHMBREOT ED ACPOMS
AMDOHAC ED SISAS

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49) Escreva, dentro do parêntese o termo que admite esses prefixos 34 ACA.
formando com eles palavras correntes da língua. 35 INCHA.
36 FUMO.
37 AMA.
38 OSWALDO CRUZ. (Célebre como médico sanitarista; os demais são
homens de letras, escritores: Euclides da Cunha, Machado de Assis,
Humberto de Campos).
39 BICHO.
40 POR.
41 ALO.
50) Assinale a palavra que não se relaciona com as demais. A M R É I A 42 TATU. (As demais palavras correspondem a variedades de madeira:
MRÉIAC peroba, pinho, cedro).
ISÁEUAR 43 FOCA.
EMSERT 44. OLA.
FICRÁA 45 SORVETE. (As demais palavras correspondem aos reinos da natu-
OCINÁAE reza: mineral, vegetal, animal).
46 DITA.
RESPOSTA DO TESTE DE HABILIDADE VERBAL 47 VELA.
48 OTE.
1 TANQUE. 49 IRA.
2 CORO. 50 MESTRE (As demais palavras correspondem aos continentes Améri-
ca, Eurásia, África, Oceânia).
3 LIVREIRO.(As demais palavras referem-se a esportes: futebol,
cestobol, volibol).
4 UMA. TESTE DE HABILIDADE NUMÉRICA
5 PITO.
6 CA. 1) Escreva o número que falta.
7 COFRE. (Todas as demais palavras referem-se a Estados do Brasil: 18 20 24 32 ?
Minas,Goiás, Ceará).
8 OLHO. 2) Escreva o número que falta.
9 NOVA.
10 RASA.
11 RELÓGIO. (As demais palavras referem-se a nacionalidades: fran-
cês, inglês espanhol).
12 GUARDA.
13 ALÇA.
14 AR.
15 TIGRE ou (GRITE) (As demais palavras correspondem a alimentos:
rosca bolacha, biscoito, torta).
16. ORA. 3) Escreva o número que falta.
17. VER. 212 179 146 113 ?
18. JANELA. (As demais palavras correspondem a flores: cravo, rosa,
margarida, lírio). 4) Escreva o número que falta.
19. CASA.
20. MOSCA.
21 COMPASSO.
22. AR.
23. SETEMBRO. (As demais palavras correspondem a profissões:
médico, dentista, advogado).
34. ELA.
25. FA.
26. VERSO.
27. ATO.
5) Escreva o número que falta.
28. ESPERTO. (As demais palavras correspondem a capitais: Brasília, 6 8 10 11 14 14 ?
Recife, Curitiba).
29. DOA. 6) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.
30. EIA. 17 (112) 39
31 VITÓRIA. (As demais palavras correspondem a material de constru- 28 ( . . . ) 49
ção: cal, areia, cimento).
32 LIGA. 7) Escreva o número que falta.
33 NATUREZA. (As demais palavras correspondem a moedas: cruzeiro, 7 13 24 45 ?
libra, dólar, peseta).

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8) Escreva o número que falta. 21) Escreva o número que falta.
3 9 3
5 7 1
7 1 ?

9) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.


234 (333) 567 22) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.
345 (. . .) 678 341 (250) 466
282 (. . .) 398
10) Escreva o número que falta.
23) Escreva o número que falta.

24) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.


12 (336) 14
15 (. . .) 16
11) Escreva o número que falta.
4 5 7 11 19 ? 25) Escreva o número que falta.
4 7 6
12) Escreva o número que falta. 8 4 8
6 7 9 13 21 ? 6 5 ?

13) Escreva o número que falta. 26) Escreva o número que falta.
4 8 6 7 14 10 12 14 9 ?
6 2 4
8 6 ? 27) Escreva o número que falta.

14) Escreva o número que falta.


64 48 40 36 34 ?

15) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 28) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.
718 (26) 582 17 (102) 12
474 (. . .) 226 14 (. . .) 11

16) Escreva o número que falta. 29) Escreva o número que falta.
172 84 40 18 ?

30) Escreva o número que falta.


1 5 13 29 ?

17) Escreva o número que falta. 31) Escreva o número que falta.
15 13 12 11 9 9 ?

18) Escreva o número que falta.


9 4 1
6 6 2
1 9 ?

19) Escreva o número que falta. 32) Escreva o número que falta.
11 12 14 ? 26 42

20) Escreva o número que falta.


8 5 2
4 2 0
9 6 ?

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33) Escreva o número que falta. 44) Escreva o número que falta.
0 3 8 15 ?

34) Escreva o número que falta.


1 3 2 ? 3 7

35) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.


447 (336) 264
45) Escreva o número que falta.
262 (. . .) 521
36) Escreva o número que falta.
4 7 9 11 14 15 19 ?

37) Escreva o número que falta.


3 7 16
6 13 28 46) Escreva o número que falta.
9 19 ? 7 19 37 61 ?

38) Escreva o número que falta. 47) Escreva o número que falta.

48) Escreva o número que falta.

39) Escreva os números que faltam.

40) Escreva o número que falta.

49) Escreva o número que falta.

857 969 745 1193 ?


41) Escreva, dentro do parêntese e fora deste os números que faltam.
9 (45) 81 50) Escreva o número que falta.
8 (36) 64
10 (. . ) ? 5 41 149 329 ?

42) Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.


TESTE DE HABILIDADE VÍSUO-ESPACIAL
643 (111) 421
269 (. . .) 491
1) Assinale a figura que não tem relação* com as demais.
43) Escreva o número que falta.

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2) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 10) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

3) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

11) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

4) Escolha, dentre as numeradas, a figura que corresponde à incógnita.

12) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

5) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

13) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

6) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

14) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

7) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

15) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

8) Assinale a figura que não tem relação com as demais.


16) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

17) Assinale a figura que não tem relação com as demais.


9) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

* Não ter relação no sentido de não conservar as mesmas relações com


as demais, por questão de detalhe, posição etc.

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18) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 25) Assinale afigura que não tem relação com es demais.

19) Assinale a figura que não tem relação com as demais.


26) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

20) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

27) Assinale a figura que não tem relação com as demais.


21) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

28) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

22) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

29) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

23) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

30) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita.

24) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

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31) Assinale a figura que não tem relação com as demais.
37) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

32) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

38) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita.

33) Assinale as figuras que não têm relação com as demais.

39) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais.

34) Assinale as duas figuras que não tem relação com as demais.

35) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita. 40) Assinale as figuras que não têm relação com as demais.

36) Assinale a figura que não tem relação com as demais.

41) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita.

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42) Assinale a figura que não tem relação com as demais. 45) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais.

46) Assinale as duas figuras que não têm relação com as demais.

43) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita.

47) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais.

44) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais.

48) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais.

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49) Assinale as três figuras que não têm relação com as demais. 16 3. (No sentido dos ponteiros do relógio, multiplique por 3).

17 6. (Existem duas séries alternadas: uma diminui de 3 em 3; a outra de


2 em 2).

18 4. (Cada fileira soma 14).

19 18. (Dobre cada termo e subtraia 10 para obter o seguinte).

20 3. (Os números diminuem em saltos iguais, 3 na primeira fileira, 2 na


segunda e 3 na terceira).

21 18. (Os números são o dobro de seus opostos diametralmente).

50) Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corresponde à incógnita.


22 232. (Subtraia a parte esquerda da parte direita e multiplique o resul-
tado por dois).

23 21. (Os números aumentam em intervalos de 2, 4, 6 e 8).

24 480. (O número inserto no parêntese é o dobro do produto dos núme-


ros de fora do mesmo).

25. 2. (A terceira coluna é o dobro da diferença entre a primeira e a se-


gunda).

26 19. (Existem duas séries, uma aumenta de 3, 4 e 5; a outra diminui de


2 e 3 sucessivamente).
TESTE DE HABILIDADE NUMËRICA - Respostas
27 3. (Subtraia a soma da segunda e da quarta patas da soma da primei-
1 48. (Some 2, 4, 8 e, finalmente 16). ra e terceira patas para obter o número da cauda).
2 24. (No sentido contrário aos ponteiros do relógio, os números aumen-
tam em 2, 3, 4, 5 e 6). 28 77. (O número inserto no parêntese é a metade do produto dos núme-
ros de fora do parêntese).
3 80. (Subtraia 33 de cada número).
29 7. (Divida por dois cada número e subtraia 2 para obter o termo se-
4 5. (Os braços para cima se somam e os para baixo se subtraem, para guinte).
obter o número da cabeça).
30 61. (Some o dobro da diferença entre os números sucessivos a cada
5 18. (Existem duas séries alternadas, uma que aumenta de 4 em 4 e a um, para obter o seguinte).
outra de 3 em 3).
31 11. (Multiplique por dois cada número e some 1 para obter o número
6 154. (Some os números de fora do parêntese e multiplique por 2). do setor oposto).

7 86. (Multiplique o número por dois e subtraia 1, 2, 3 e 4). 32 46. (Junte 1 a cada número e logo multiplique-o por dois para obter o
número seguinte).
8 3. (Subtraia os números das duas primeiras colunas e divida por 2).
33 24. (A série aumenta em 3, 5, 7 e 9).
9 333. (Subtraia o número da esquerda do número da direita para obter
o número inserto no parêntese). 34 5. (Existem duas séries alternadas; uma que aumenta de 2 em 2 e
outra que aumenta de 1 em 1).
10 5. (O número da cabeça é igual a semi--soma dos números dos pés).
35 518. (O número inserto no parêntese é o dobro da diferença dos
números que estão fora do mesmo),
11 35. (A série aumenta em 1, 2, 4, 8 e 16 unidades sucessivamente).

36 19. (Há duas séries alternadas; uma que aumenta de 5 em 5 e outra


12 37. (Multiplique cada termo por 2 e subtraia 5 para obter o seguinte). que aumenta de 4 em 4).

13 7. (Os números da terceira coluna são a semi-soma dos números das 37 40. (Os números da segunda coluna se formam tomando os da pri-
outras duas colunas). meira, multiplicando-os por 2 e juntando 1; os da terceira coluna, to-
mando os da segunda, multiplicando-os por 2 e juntando 2. Assim: [2
14 33. (A série diminui em 16, 8, 4, 2 e 1 sucessivamente). x 19] + 2 = 40).
38 3. (Subtraia a soma dos números das pernas, da soma dos números
15 14. (Some os números de fora do parêntese e divida por 50 para obter dos braços para obter o número da cabeça).
o número inserto no mesmo).

Raciocínio Lógico e Matemático 41 A Opção Certa Para a Sua Realização


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4 1. (A figura principal gira 180° e o círculo pequeno passa para o outro
lado).
39 (Os numeradores aumentam de 3,4, 5 e 6, enquanto que os
denominadores aumentam de 4, 5, 6 e 7). 5 1. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).

40 152. (Multiplique cada número por 2 e some 2, 3, 4, 5 e 6). 6. 4. (A figura gira 90° cada vez, em sentido contrario aos ponteiros do
relógio, exceto a 4 que gira no sentido dos mencionados ponteiros).
41 55 e 100. (O número procurado atrás do parêntese é igual ao quadra-
do do número diante do parêntese. O número inserto no parêntese é 7 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
igual à semi--soma dos números de fora do mesmo).
8 4. (A figura gira 90° cada vez em sentido contrario aos ponteiros do
42 111 (O número inserto no parêntese é a metade da diferença dos relógio, exceto o 4 que gira no mesmo sentido dos mencionados pon-
números de fora do parêntese). teiros).

43 66. (Multiplique por 2 o número precedente, no sentido dos ponteiros 9 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem no plano
do relógio e subtraia 2). do papel).

44 179. (Cada número se obtém multiplicando por dois o precedente e 10 2. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
juntando-se 1, 3, 5, 7 e finalmente 9).
11 3. (As outras três figuras são esquemas de urna mão esquerda; a de
45 6. (Há duas séries alternadas. Cada uma se eleva ao quadrado e se n.° 3 é o esquema de urna mão direita).
soma um 2 constante).
A primeira é: O 3 6 9 12 3. (A figura gira 45° cada vez em sentido contrario aos ponteiros do
Quadrado; O 9 36 81 relógio, porém o sombreado preto avança urna posição a mais, exceto
Mais dois: 2 11 38 83 em 3, que é, portanto, a figura que não corresponde as demais).
A segunda é 5 4 3 2
Quadrado: 25 16 9 4 13 5. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
Mais dois: 27 18 11 6
14 1. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
46 91. (Some 1 ao primeiro número (7+1 = 8), junte esta soma ao segun-
do número (8 + 19 = 27) e seguir até que se obtenha: (125 +o número 15 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
que falta = ?).
As somas obtidas até aqui formam a série 1, 8, 27, 64, 125 que são os 16 5. (O conjunto completo de 4 círculos gira num ângulo de 90° cada
cubos 1, 2, 3, 4 e 5. Para completar a série, tome-se o cubo de 6 que vez. Em 5 os círculos com + e o com x trocaram suas posições. Em
é = 216). Assim, [125.+ ? = 216]. todas as demais figuras o + está na mesma fileira que o círculo preto).

47 64. (Os números e respectivos quadrados ficam em setores opostos). 17 6. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).

48 6. (Some todos os números que se acham nos ângulos dos triângulos 18 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
e subtraia os que estão fora. Obtém-se, assim, o número do círculo).

19 2. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).


49 297. (A diferença se multiplica por dois cada vez, e se soma ou se
subtrai alternadamente dos números sucessivos).
20 2. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
50 581.
(Começar a série: 21 5. (1 e 3, e 2 e 4 são duplas que podem se sobreporem girando 45°.
A figura 5 não pode sobrepor-se porque a cruz e o circulo interio-
0 2 4 6 8
res ficariam em posição diferente).
Multiplicar por
3 O 6 12 18 24 22 4. (Os setores preto, branco ou hachur giram em sentido contrario aos
Elevar ao quadrado: ponteiros do relógio; na figura 4 os setores branco e hachur estão
O 36 144 324 576 em posição diferente).
Somar 5:
5 41 149 329 581). 23 1. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).

TESTE DE HABILIDADE VÍSUO – ESPACIAL 24 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
Respostas
25 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
1 4. (Todas as outras figuras podem inverterem-se sem qualquer dife-
rença). 26 3. (1 e 4 formam urna dupla e o mesmo ocorre com 2 e 5. Em cada
dupla os retângulos preto e hachur alternam sua posição; a figura 3
tem o sombreado em posição diferente).
2 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
27 5. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).
3 4 . (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem).

Raciocínio Lógico e Matemático 42 A Opção Certa Para a Sua Realização


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28 6. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). PROVA SIMULADA I

29 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). 01. Imagine que seu relógio adiante exatamente 4 minutos em 24 horas.
Quando eram 7,30 da manhã, ele marcava 7 horas e 30 minutos e
meio. Que horas estará marcando quando forem 12 horas do mesmo
30 3. (A figura principal gira no sentido dos ponteiros do relógio; a seta,
dia?:
no sentido contrario).
a) 12 horas, 1 minuto e 15 segundos;
31 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). b) 12 horas e 1 minuto;
c) 12 horas e 45 segundos;
32 5. (Todas as outras figuras podem girar até se sobreporem). d) 12 horas e 30 segundos;
e) 12 horas e 30 minutos.
33 1 e 2. (As outras figuras podem girar até se sobreporem; 1 e 2 não o
podem). 02. Quantas dezenas há no número 469?:
a) nenhuma
2 e 5. (As outras figuras podem girar até se sobreporem; 2 e 5 não o po- b) 4,6;
dem). c) 6;
d) 6,9;
35 2. (A figura principal gira 90° no sentido contrario aos ponteiros do e) 46.
relógio junto com as figuras pequenas, que por sua vez trocam por
sua oposta após o giro; isto é, as da parte superior passam para a ba- 03. Quantos quartos de quilo existem em meia tonelada?:
se e as da base á parte superior) . a) 500;
b) 1000;
36 8. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). c) 1500;
37 3. (Todas as outras figuras seguem a regra de que o desenho comple- d) 2000;
to gira 90° cada vez; na figura 3 o sombreado gira incorretamente). e) 2500.

38 3, (A figura principal gira 180° (de cima para baixo) e as três listras 04. O carro azul é maior do que o vermelho e o vermelho é menor do que
pretas passaram a ser duas; as três pequenas alteram sua posição o amarelo. Qual o maior dos carros?:
passando á contígua em sentido contrario aos ponteiros do relógio). a) o vermelho;
b) o amarelo;
39 1, 3 e 6. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). c) o azul;
d) o azul e o amarelo;
40 3 e 6. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). e) impossível responder.

41 2. (O que na primeira figura é redondo torna-se quadrado; o que 05. O carro amarelo anda mais rapidamente do que o vermelho e este
aponta para cima passa a apontar para baíxo). mais rapidamente do que o azul. Qual o carro que está se movimen-
tando com maior velocidade?:
a) o amarelo;
42 7. (Todas as figuras podem girar até se sobreporem).
b) o azul;
43 3. (As figuras superior e inferior alteram suas posições; a figura interi- c) o vermelho;
or superior permanece; porém o sombreado da figura da base troca d) o vermelho e o azul;
com o da parte não sombreada. Os contornos da direita e esquerda e) impossível responder.
da figura principal alternam sua posição).
06. Para que haja uma representação teatral não pode faltar:
44 5, 6 e 8. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). a) palco:
b) bilheteria;
45 2, 6 e 7. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). c) ator;
d) auditório;
46 1 e 4. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). e) texto.

47 1, 6 e 8. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). 07. João e José têm, juntos, 125 anos. João tem 11 anos menos que Júlio
e 7 mais que José. Quantos anos tem Júlio?:
a) 83;
48 1, 6 e 7. (As outras figuras podem girar até se sobreporem).
b) 77;
c) 71:
49 2, 3 e 7. (As outras figuras podem girar até se sobreporem). d) 66:
e) 59.
50 2. (O sombreado passa das figuras exteriores as interiores e vice-
versa; a posição — vertical ou horizontal — permanece constante). 08. Na série de números colocada a seguir, sempre que dois algarismos
vizinhos somados proporcionem o total de 10, faça a soma. E indique
Testes extraídos de: o total geral desta forma encontrado.
35546322881374511246678791829:
FAÇA SEU TESTE - Volumes 1 a 7 a) 45:
Editora Mestre Jou - São Paulo b) 50:
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c) 60: 17 Quantas estão entre Marisa e Mariana?
d) 70:
e) 80. 18 Imagine dois recipientes opacos, com a forma de garrafa de boca
estreita, que vamos chamar A e B. E bolas brancas e pretas, que po-
09 Qual o número que colocado no lugar do traço deixará o conjunto dem ser colocadas nos recipientes e que irão ser retiradas como se
coerente?: fosse um sorteio. O problema é este: de qual recipiente você terá mais
chance de retirar uma bola preta numa. primeira e única tentativa, ha-
57 19 38 - 19 38 57 - 38 57 vendo, em A 2 bolas pretas e 4 brancas em B 3 bolas pretas e 7 bran-
a) 19; cas? Opções:
b) 35: a) do A;
c) 38; b) do B;
d) 57; c) é indiferente;
e) 85; d) impossível responder por falta de dados;
e) impossível responder por estarem os dados mal colocados.
10. O time azul, jogando uma partida de futebol com o time verde, tem
70% de possibilidade de ganhar, atuando durante o dia; mas sob a luz 19. O mesmo problema, com as mesmas opções anteriores: havendo, em
dos refletores, sua possibilidade (por motivos ignorados) desce para A 4 bolas pretas e 8 brancas em B 6 bolas pretas e 12 brancas.
20%, Qual sua possibilidade ganhar num jogo que terá, dos 90 minu-
tos regulamentares, 18 jogados ainda de dia e 72 disputados já com
os refletores acesos : 20. ldem, havendo, em 1 bola preta e 3 brancas em B 2 bolas pretas e 5
a) 80%; brancas.
b) 60%;
c) 50%; 21. ldem, havendo, em A 6 bolas pretas e 10 brancas em B 3 bolas pretas
e 6 brancas.
d) 45%;
e) 30%.
22. Considere, agora, três recipientes, permanecendo o mesmo problema:
havendo, em A 5 bolas pretas e 10 brancas em B 4 bolas pretas e 7
11. Qual o menor número de carros que nos permite armar o seguinte brancas em C 2 bolas pretas e 5 brancas. As opções, para este caso
conjunto de afirmações: Nesta rua vimos passar 2 carros na frente de 22, são as seguintes:
2, 2 atrás de 2 e 2 entre 2?: a) do A;
a) 12; b) do B;
b) 8; c) do C;
c) 6; d) é indiferente;
d) 4; e) é impossível responder.
e) 3.
23. Indique entre as opções o melhor sinônimo: Para "pecúlio":
12. Qual o número que, acrescido da 3, dá metade de 9 vezes um oitavo a) roubo;
de 32?:
b) porção;
a) 15;
c) bens;
b) 16;
d) herança;
c) 21;
e) criação.
d) 27;
e) 34;
24. Para "misantropia":
a) religiosidade;
13. Esta a situação: Cinco moças estão sentadas na primeira fila da sala
de aula: são Maria, Mariana, Marina, Marisa e Matilde. Marisa está b) sociabilidade;
numa extremidade e Marina na outra. Mariana senta-se ao lado de c) aversão;
Marina e Matilde, ao lado de Marisa. . d) ira;
e) caridade.
Este o esquema para responder:
Para quantidades Para nomes 25. Para "exasperação":
a) =1 a) = Mariana a) alisamento;
b) =2 b) = Maria b) espera;
c) =3 c) = Matilde c) evocação;
d) =4 d) = Marina d) exatidão;
e) =5 e) = Marisa e) irritação.

E estas as perguntas:
Quantas estão entre Marina e Marisa?: 26. está para assim como está para
14. Quem está no meio?:
a) b) c) d)
15. Quem está entre Matilde e Mariana?:
e)
16 Quem está entre Marina e Maria?:

Raciocínio Lógico e Matemático 44 A Opção Certa Para a Sua Realização


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27 Uma família gastou 1/4 de seu salário mensal em alimentação e 1/3 2. Algum B é C
do restante em pagamento de prestações. Que porcentagem de salá- algum C é A
rio lhe restou?: logo, algum A é B.
a) 15% 3. Nenhum D é A
b) 25%; todo A é C
c) 35%; logo, nenhum D é C.
d) 45%; 4. Todo C é B
e) 50%. algum B é A
logo, todo A é C,
28. 32 42 52...21 31 41.....40 50 _ 5. Algum D é B
a) 24; nenhum B é A
b) 30; logo, algum D é A.
c) 33; E assinale conforme as seguintes opções:
d) 60; a) Todos os raciocínios são falsos;
e) 63. b) Todos os raciocínios são verdadeiros;
c) Apenas o terceiro é verdadeiro;
29. Sendo este quadro um código - linhas e colunas -, o que está repre- d) Apenas os raciocínios 2 e 4 são falsos;
sentando a fórmula 45551142?
e) Nenhum dos casos anteriores.
a) Ele;
b) Fae;
34. Confira os raciocínios seguintes:
c) lNRl;
1. Todo P é O
d) Deus;
ora, R é P
e) Jesus.
logo, R é O.
2. Todo R é S
ora, P não é S
logo, P não é R,
3. Todo S é P
todo S é O
logo, algum P é O.
4. Todo P é O
todo O é R
logo, P é R.
30. Descobriu-se num código, até então secreto, que o número 12=8=4 5. Nenhum S é T
realmente significava 9=5=1. Daí, como se espera que esteja escrito .....ora, R é T
"revolução" : .....logo, R não é S.
a) vibapegia; b) tgyqnxebq;
c) obslirzxl; d) sfxpmvdbp; e) uhzroyfdr. E assinale conforme as seguintes opções
a) Todos os raciocínios são verdadeiros;
31. 14 64 24 11 61 21 b) São falsos os raciocínios 4 e 5;
15 65 - c) São verdadeiros apenas os de números 1 e 3;
a) 45; d) São falsos todos os raciocínios;
b) 26; e) Nenhum dos casos anteriores.
c) 25;
d) 22; 35. O contrário do contrário de exato é:
e) 16. a) duvidoso; b) provável;
c) inexato; d) errado; e) certo.
32. Afirmando que o fogo é "frio" e que o açúcar é "salgado", poderíamos
dizer que o perito é alguém: 36. Quantos cubos você necessária para reproduzir a construção apre-
a) inábil sentada a seguir
b) experimentado; a) 60;
c) sábio; b) 40;
d) prático; c) 32;
e) culto. d) 24;
e) 16.
33. Seguem-se alguns raciocínios (duas premissas e uma conclusão) que
você deve julgar como verdadeiros ou falsos, isto é, se a conclusão é 37. E esta outra
correta ou não, dadas como verdadeiras as premissas:
a) 10;
1. A não é B
b) 16;
B não é C
c) 17;
logo, A não é C.
d) 20;
e) 24.

Raciocínio Lógico e Matemático 45 A Opção Certa Para a Sua Realização


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38. Medo está para coragem assim como esperança está para: 44. Há uma lesma que pretende subir um muro de 8 metros de altura - e
a) fé; ela sabe percorrer um caminho exatamente perpendicular.
b) cólera; Das 6 ás 18 horas, ela sobe 3 metros. Dai, descansa, e das 18 ás 6
c) desespero; horas, desce, deslizando, 2 metros.
d) tristeza; Tendo iniciado a subida ás 6 horas de uma segunda feira, quando
atingirá os 8 metros?
e) melancolia.
a) às 18 horas de sábado;
b) às 6 horas de domingo;
39. Admitindo que cada quadra é percorrida em 5 minutos e que para
atravessar uma rua sempre pelas faixas situadas junto às esquinas - c) ás 18 horas de domingo;
,você dispenderá 50 segundos, permanecendo 10 minutos em cada d) às 6 horas da segunda feira seguinte;
local, qual a sequência que você seguirá para ir, o mais rapidamente e) ás 18 horas da segunda feira seguinte.
possível, de sua casa até a livraria, e voltar, passando, na ida ou na
volta, pelo correio, pela panificadora, pela casa de lanches e pelo 45. O número que continua a sequência 12 34 56
banco?
a) 65;
b) 68;
c) 75;
d) 76;
e) 78.

46. São apresentados cinco raciocínios, isto é, algumas premissas, se-


guidas de uma conclusão. Aceitando como verdadeiras as premissas,
verifique se a conclusão é verdadeira ou não.
1. Quadrados são figuras que têm ângulos. Esta figura não tem nenhum
ângulo. Logo, esta figura é necessariamente um círculo.
2. Se o mar é pequeno, a ilha é grande. Se o lago é médio, também a
ponte é média. Mas, ou o mar é pequeno ou a ilha é média, nunca os
dois juntos. Então, tanto a ponte como a ilha são médios.
3. Eu moro entre o estádio e o centro da cidade. O estádio fica entre a
rodoviária e o centro da cidade. Logo, eu moro mais perto do estádio
do que da rodoviária.
CO = correio CL = casa de lanches
4. Somente quando domingo é lua cheia. Segunda é lua nova. Terça é
L = livraria P = panificadora lua cheia ou lua nova somente quando segunda não é lua nova. Logo,
C = casa B = banco quando domingo é lua cheia, Terça não é nem lua cheia nem lua no-
a) é indiferente; va.
b) livraria - correio - casa de lanches - panificadora - banco; 5. Enquanto rabanete for vermelho, alface será verde. Alface não sendo
c) banco - panificadora - casa de lanches - livraria - correio; verde, o repolho será amarelo. Porém o repolho nunca será amarelo
enquanto o rabanete for vermelho. Logo, desde que o repolho seja
d) livraria - casa de lanches - panificadora - correio - banco:
amarelo, a alface será verde.
e) correio - panificadora - casa de lanches - livraria - banco.
Assinale conforme as seguintes hipóteses.
a) todas as conclusões são falsas;
40. Fogo está para fumaça assim como velhice está para:
b) são falsas as conclusões 2, 3 e 5:
a) mocidade; b) imaturidade;
c) são verdadeiras as conclusões 1 e 2;
c) cansaço d) cãs; e) morte.
d) são verdadeiras as conclusões 3 e 4;
e) nenhum dos casos anteriores.
41. Precoce está para cedo assim como tardio está para:
a) inverno;
47. O diretor de um presídio resolve dar uma chance a um condenado á
b) manhã; morte e lhe propõe o seguinte: “Vá até o fim desse corredor e lá você
c) serôdio; encontrará duas portas, cada uma com um guarda. Uma delas conduz
d) inoportuno; á câmara de gás e a outra á liberdade. Os guardas sabem onde vai
e) inicial. dar cada uma das portas. Você tem o direito de fazer somente um pe-
dido a um deles. Mas um dos guardas sempre faz o contrário do que
lhe pedem e o outro sempre obedece cegamente. Que pedido deve
42. Direita está para esquerda assim como destro está para: fazer o prisioneiro para sair pela porta da liberdade?”.
a) ágil;
b) esperto; 48. Quatro irmãs dividem uma herança de 70 milhões de maneira que
c) sinistro; cada uma recebe 3 milhões a mais que a irmã imediatamente mais
d) inábil; velha. Quanto recebe exatamente cada uma das quatro?:
e) reto.
43. Franco está para a França assim como Lira está para: 49. Um rei, na iminência de contratar um cobrador de impostos, propõe a
a) Música; ele o seguinte problema: "Você tem aqui dez sacos cheios de moe-
b) Mentiroso; das, todos iguais, mas um deles só contém moedas falsas. As verda-
deiras pesam 10 gramas cada uma e as falsas, 9 gramas. Você tem
c) Bulgária; que descobrir qual é o saco que contém moedas falsas, usando uma
d) Itália; balança de um prato só e fazendo apenas uma pesagem". O cobrador
e) Espanha. de impostos conseguiu passar no teste. Como?

Raciocínio Lógico e Matemático 46 A Opção Certa Para a Sua Realização


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50. Polycrato pergunta a Pitágoras quantos alunos ele tem em sua escola. 22. A maior probabilidade de tirarmos uma bola preta em primeiro lugar é
Pitágoras lhe responde o seguinte: a do recipiente B, pois a fração 4/7 é a maior de todas e corresponde
- a metade estuda matemática a uma chance de 57,14%.
- um quarto estuda ciências 23. A definição mais exata de pecúlio é soma ou quantidade de dinheiro
- um sétimo estuda filosofia que alguém conseguiu acumular pelo seu trabalho e economia, po-
- e há mais três mulheres. rém o sinônimo bens não é incorreto.
Quantos são os discípulos de Pitágoras 24. Misantropia é um tipo de aversão, mais especificamente aversão
social, aversão ao contato com pessoas.
RESPOSTAS 25. O sinônimo mais correto para exasperação é o contido na alternativa
E: irritação.
01. Se o relógio adianta 4 minutos em 24 horas, ou seja, em 1.440 minu- 26. A figura que corresponde ao par de figuras anteriores se encontra na
tos, então ele adianta 10s por hora. Entre 7h30 e 12h temos 4h30, ou letra B, pois o que foi feito foi uma repetição do mesmo desenho ori-
seja, um adiantamento de 45s. Acrescendo estes 45s aos 30s que o ginal dobrado.
relógio já marcava às 7h30 teremos às 12h a marcação 12 h/min e 15 27. Se a família gastou 1/4, então lhe restam 3/4. Gastando 1/3 do que
segundos. restou, isso significa mais um quarto, pois 1/3 de 3/4 é 1/4. Desta ma-
02. No número 469 temos mais exatamente 46,9 dezenas, mas se consi- neira a família ainda dispõe de 50% do salário total.
derarmos apenas os inteiros, temos então 46 dezenas. 28. Pela lei de formação deste problema, repete-se o segundo número e
03. Para sabermos quantos quartos de kilo temos em meia tonelada substitui-se o primeiro pelo seu consecutivo. Assim sendo, o número
basta dividirmos os 500 kg que equivalem a uma tonelada por 0.25kg, que deve ser colocado no espaço é 60.
que é um quarto de kilo. Assim sendo, temos 2.000 quartos de kilo 29. Se é um quadro de linhas e colunas, então devemos analisar cada
em meia tonelada. par de números, sendo o primeiro número do paro que designa a li-
04. É impossível responder qual é o maior dos carros, sabe-se apenas nha e o segundo o que designa a coluna. Desta maneira a fórmula
que o vermelho é o menor entre eles. dada corresponde a Deus.
05. O carro que dentre os três está se movimentando com maior rapidez 30. Pelo código apresentado, cada termo deve ser substituído por outras
é o amarelo. três unidades inferiores. Assim as letras devem ser substituídas por
06. Para que haja uma representação teatral aquilo que absolutamente outras que as precedem 3 vezes. Por exemplo d corresponde à letra
imprescindível é que exista um ator ou uma atriz. a. Transcrevendo então resolução obteremos uma palavra análoga à
07. Chamando de x a idade de João, y a de José e z a de Júlio, teremos contida na alternativa C.
o seguinte sistema de equações: x + y = 125. Resolvendo por x = y + 31. O número que deve ser colocado no espaço em branco é 25, de
7 substituição encontraremos que João tem 66 anos. Portanto Júlio, acordo com o estabelecido nas linhas anteriores à incompleta.
que é 11 anos mais velho tem 77 anos. 32. Se as afirmações são ao contrário; então podemos dizer que o perito
08. Teste fácil, cuja resposta correta é a letra D. é alguém inábil.
09. Questão sobre lei de formação, que neste caso é começar a linha 33. De acordo com o nosso raciocínio apenas a terceira afirmação é
pelo segundo termo da linha anterior e terminá-la com o primeiro ter- perfeitamente condizente.
mo da anterior. Desta maneira o número a ser colocado no espaço 34. De acordo com nossa opinião todos os raciocínios apresentados
em branco é 19. estão corretos.
10. Para resolvermos este problema basta fazermos uma média ponde- 35. O contrário do contrário de algo é o próprio algo. Portanto o contrário
rada: durante 4/5 de jogo, ou seja, 80% é dia durante 20% de jogo à do contrário do exato é certo.
noite, ou seja, há o uso dos refletores. Basta multiplicarmos cada fra- 36. São precisos 40 cubos para erguermos uma construção igual à
ção do jogo pela chance do time azul, ou seja, fazermos: 80% x 70% apresentada.
+ 20% x 20%, o que resulta em 60% de chance de vitória.
37. São precisos 20 cubos para fazermos uma construção análoga à
11. O menor número de carros que nos permite armar o conjunto propos- desenhada no enunciado.
to é 6. Suponhamos que à frente dos 6 tenhamos os carros azuis;
38. As coisas estão com valor inverso, portanto esperança está para
atrás destes os vermelhos e por último dois amarelos. Consequente-
desespero, assim como medo está para coragem.
mente teremos duas possibilidades para vermos passarem 2 na fren-
te de 2. Teremos 3 possibilidades de vermos 2 atrás de 2 e uma pos- 39. Cremos que o itinerário contido na alternativa C é o que despende
sibilidade de termos 2 entre 2. menor quantidade de tempo.
12. Um oitavo de 32 é 4. 9 vezes isto é 36. A metade de 36 é 18. Portan- 40. Fogo está para fumaça assim como velhice está para cãs, ou seja,
to o número que acrescido de 3 dá metade de 9 vezes um oitavo de fumaça é um sinal de fogo assim como cãs o é de velhice.
32 é15. 41. Precoce está para cedo assim como tardio está para serôdio.
13. Devemos responder com a letra C pois há 3 moças entre Marina e 42. Destro é sinônimo de direito, que usa a mão direita. Portanto de
Marisa. acordo com a proposição feita devemos associá-lo a sinistro, que é a
14. No meio das 5 encontra-se sentada Maria. pessoa que usa a mão esquerda.
15. Quem está entre Matilde e Marina é Maria, a que está no meio-de 43. Franco é a moeda da França, assim como a libra o é da ltália.
todas. 44. se a lesma subir neste ritmo chegará ao topo do muro às 18 horas de
16. Entre Marina e Maria está sentada Mariana. sábado, quando deixará de escorregar porque já chegou ao topo.
17. Duas estão entre Marisa e Mariana: Matilde e Maria. 45. A sequência apresentada é uma P.A. de razão 22, portanto o quarto
termo é 78.
18. No recipiente A a possibilidade de tirarmos uma bola preta é maior
que no recipiente B, pois a fração 2/6 é maior que 3/10, pois em de- 46. Acreditamos que apenas as posições lll e lV são verdadeiras, o que
cimais temos respectivamente 0,333... e 0,30. nos leva a assinalar a letra D.
19. Neste caso é diferente porque a proporção de bolas pretas para o 47. O condenado deve pedir a qualquer dos guardas que mande o outro
total é a mesma: 1 para 3. mostrar a porta que conduz à morte e poderá, com toda a segurança,
sair pela porta que o guarda indicar. Se ele se dirigir ao guarda do
20. É maior agora a possibilidade de tirarmos uma bola preta do recipien-
contra, ele >mandará o outro mostrar a porta da liberdade. E. na hipó-
te B, pois a fração 2/7 é maior que 1/4, em decimais, respectivamente
tese de ele se dirigir ao guarda obediente, ele mandará o outro mos-
0,285 e 0,25.
trar a porta da morte, mas a porta mostrada será a da liberdade.
21. A fração 6/16 é maior que 3/9, portanto no recipiente A a possibilida-
48. Da mais velha à mais moça: 13, 16, 19 e 22 milhões.
de de tirarmos primeiro uma bola preta é maior.

Raciocínio Lógico e Matemático 47 A Opção Certa Para a Sua Realização


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49. Ele numerou as sacolas de 1 a 10 e tirou de cada uma delas tantas ___________________________________
moedas quanto fosse o número da sacola. Pesou então todas as mo-
edas. Se fosse verdadeiras, o resultado seria 550 gramas. A diferen- ___________________________________
ça a menos desse peso indica quantas moedas falsas foram pesadas. ___________________________________
E o número de moedas é igual ao número da sacola de onde elas fo-
ram tiradas. ___________________________________
___________________________________
50. Com efeito os homens reunidos fazem
_______________________________________________________
1 1 1 14 + 7 + 4 25 de toda a escola. Os 3 res-
+ + = = _______________________________________________________
2 4 7 28 28 38
tantes são compostos por três mulheres, donde - é igual a 1 estudan- _______________________________________________________
te. Portanto, a escola ter 28 alunos.
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Raciocínio Lógico e Matemático 48 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ção de sistema de gestão único com geração de indicadores quantitativos e
qualitativos para o estabelecimento de metas; e
VI - exercer outras atividades inerentes às suas finalidades, nos termos
do seu estatuto social.
Art. 5o É dispensada a licitação para a contratação da EBSERH pela
administração pública para realizar atividades relacionadas ao seu objeto
social.
1 Lei Federal nº 12.550, de 15 de dezembro de 2011. Art. 6o A EBSERH, respeitado o princípio da autonomia universitária,
poderá prestar os serviços relacionados às suas competências mediante
Autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Em- contrato com as instituições federais de ensino ou instituições congêneres.
presa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH; acrescenta dispositi- § 1o O contrato de que trata o caput estabelecerá, entre outras:
vos ao Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal; e I - as obrigações dos signatários;
dá outras providências. II - as metas de desempenho, indicadores e prazos de execução a se-
Art. 1o Fica o Poder Executivo autorizado a criar empresa pública uni- rem observados pelas partes;
pessoal, na forma definida no inciso II do art. 5o do Decreto-Lei no 200, de III - a respectiva sistemática de acompanhamento e avaliação, conten-
25 de fevereiro de 1967, e no art. 5o do Decreto-Lei no 900, de 29 de do critérios e parâmetros a serem aplicados; e
setembro de 1969, denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitala- IV - a previsão de que a avaliação de resultados obtidos, no cumpri-
res - EBSERH, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio mento de metas de desempenho e observância de prazos pelas unidades
próprio, vinculada ao Ministério da Educação, com prazo de duração inde- da EBSERH, será usada para o aprimoramento de pessoal e melhorias
terminado. estratégicas na atuação perante a população e as instituições federais de
§ 1o A EBSERH terá sede e foro em Brasília, Distrito Federal, e pode- ensino ou instituições congêneres, visando ao melhor aproveitamento dos
rá manter escritórios, representações, dependências e filiais em outras recursos destinados à EBSERH.
unidades da Federação. § 2o Ao contrato firmado será dada ampla divulgação por intermédio
§ 2o Fica a EBSERH autorizada a criar subsidiárias para o desenvol- dos sítios da EBSERH e da entidade contratante na internet.
vimento de atividades inerentes ao seu objeto social, com as mesmas
§ 3o Consideram-se instituições congêneres, para efeitos desta Lei, as
características estabelecidas no caput deste artigo, aplicando-se a essas
instituições públicas que desenvolvam atividades de ensino e de pesquisa
subsidiárias o disposto nos arts. 2o a 8o, no caput e nos §§ 1o, 4o e 5o do
na área da saúde e que prestem serviços no âmbito do Sistema Único de
art. 9o e, ainda, nos arts. 10 a 15 desta Lei.
Saúde - SUS.
Art. 2o A EBSERH terá seu capital social integralmente sob a proprie-
Art. 7o No âmbito dos contratos previstos no art. 6o, os servidores titu-
dade da União.
lares de cargo efetivo em exercício na instituição federal de ensino ou
Parágrafo único. A integralização do capital social será realizada com
instituição congênere que exerçam atividades relacionadas ao objeto da
recursos oriundos de dotações consignadas no orçamento da União, bem
EBSERH poderão ser a ela cedidos para a realização de atividades de
como pela incorporação de qualquer espécie de bens e direitos suscetíveis
assistência à saúde e administrativas.
de avaliação em dinheiro.
§ 1o Ficam assegurados aos servidores referidos no caput os direitos
Art. 3o A EBSERH terá por finalidade a prestação de serviços gratuitos
e as vantagens a que façam jus no órgão ou entidade de origem.
de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e
terapêutico à comunidade, assim como a prestação às instituições públicas § 2o A cessão de que trata o caput ocorrerá com ônus para o cessio-
federais de ensino ou instituições congêneres de serviços de apoio ao nário.
ensino, à pesquisa e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de Art. 8o Constituem recursos da EBSERH:
pessoas no campo da saúde pública, observada, nos termos do art. 207 da I - recursos oriundos de dotações consignadas no orçamento da União;
Constituição Federal, a autonomia universitária. II - as receitas decorrentes:
§ 1o As atividades de prestação de serviços de assistência à saúde de a) da prestação de serviços compreendidos em seu objeto;
que trata o caput estarão inseridas integral e exclusivamente no âmbito do b) da alienação de bens e direitos;
Sistema Único de Saúde - SUS. c) das aplicações financeiras que realizar;
§ 2o No desenvolvimento de suas atividades de assistência à saúde, a d) dos direitos patrimoniais, tais como aluguéis, foros, dividendos e bo-
EBSERH observará as orientações da Política Nacional de Saúde, de nificações; e
responsabilidade do Ministério da Saúde. e) dos acordos e convênios que realizar com entidades nacionais e in-
§ 3o É assegurado à EBSERH o ressarcimento das despesas com o ternacionais;
atendimento de consumidores e respectivos dependentes de planos priva- III - doações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem
dos de assistência à saúde, na forma estabelecida pelo art. 32 da Lei no destinados por pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado; e
9.656, de 3 de junho de 1998, observados os valores de referência estabe- IV - rendas provenientes de outras fontes.
lecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Parágrafo único. O lucro líquido da EBSERH será reinvestido para
Art. 4o Compete à EBSERH:
atendimento do objeto social da empresa, excetuadas as parcelas decor-
I - administrar unidades hospitalares, bem como prestar serviços de as- rentes da reserva legal e da reserva para contingência.
sistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêu-
Art. 9o A EBSERH será administrada por um Conselho de Administra-
tico à comunidade, no âmbito do SUS;
ção, com funções deliberativas, e por uma Diretoria Executiva e contará
II - prestar às instituições federais de ensino superior e a outras institui-
ainda com um Conselho Fiscal e um Conselho Consultivo.
ções congêneres serviços de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, ao
§ 1o O estatuto social da EBSERH definirá a composição, as atribui-
ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde públi-
ções e o funcionamento dos órgãos referidos no caput.
ca, mediante as condições que forem fixadas em seu estatuto social;
III - apoiar a execução de planos de ensino e pesquisa de instituições § 2o (VETADO).
federais de ensino superior e de outras instituições congêneres, cuja vincu- § 3o (VETADO).
lação com o campo da saúde pública ou com outros aspectos da sua § 4o A atuação de membros da sociedade civil no Conselho Consultivo
atividade torne necessária essa cooperação, em especial na implementa- não será remunerada e será considerada como função relevante.
ção das residências médica, multiprofissional e em área profissional da § 5o Ato do Poder Executivo aprovará o estatuto da EBSERH.
saúde, nas especialidades e regiões estratégicas para o SUS; Art. 10. O regime de pessoal permanente da EBSERH será o da Con-
IV - prestar serviços de apoio à geração do conhecimento em pesqui- solidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452,
sas básicas, clínicas e aplicadas nos hospitais universitários federais e a de 1o de maio de 1943, e legislação complementar, condicionada a contra-
outras instituições congêneres; tação à prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas e
V - prestar serviços de apoio ao processo de gestão dos hospitais uni- títulos, observadas as normas específicas editadas pelo Conselho de
versitários e federais e a outras instituições congêneres, com implementa- Administração.

Legislação Aplicada à EBSERH 1 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Parágrafo único. Os editais de concursos públicos para o preenchi- 2 Decreto nº 7.661, de 28 de dezembro de 2011.
mento de emprego no âmbito da EBSERH poderão estabelecer, como
título, o cômputo do tempo de exercício em atividades correlatas às atribui-
ções do respectivo emprego. Art. 1o Fica aprovado o Estatuto Social da Empresa Brasileira de Ser-
viços Hospitalares - EBSERH, nos termos do Anexo, empresa pública
Art. 11. Fica a EBSERH, para fins de sua implantação, autorizada a
federal, unipessoal, vinculada ao Ministério da Educação.
contratar, mediante processo seletivo simplificado, pessoal técnico e admi-
nistrativo por tempo determinado. Art. 2o A constituição inicial do capital social da EBSERH será de R$
5.000.000,00 (cinco milhões de reais), a ser integralizado pela União.
§ 1o Os contratos temporários de emprego de que trata o caput so-
mente poderão ser celebrados durante os 2 (dois) anos subsequentes à Art. 3o O disposto no art. 1o, inciso II do caput, do Decreto no 757, de
constituição da EBSERH e, quando destinados ao cumprimento de contrato 19 de fevereiro de 1993, não se aplica à EBSERH.
celebrado nos termos do art. 6o, nos primeiros 180 (cento e oitenta) dias de Art. 4o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
vigência dele.
§ 2o Os contratos temporários de emprego de que trata o caput pode- ANEXO
rão ser prorrogados uma única vez, desde que a soma dos 2 (dois) perío- ESTATUTO SOCIAL DA EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS
dos não ultrapasse 5 (cinco) anos. HOSPITALARES S.A. - EBSERH
Art. 12. A EBSERH poderá celebrar contratos temporários de emprego CAPÍTULO I
com base nas alíneas a e b do § 2º do art. 443 da Consolidação das Leis DA NATUREZA, FINALIDADE, SEDE E DURAÇÃO
do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de Art. 1o A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH, em-
1943, mediante processo seletivo simplificado, observado o prazo máximo presa pública dotada de personalidade jurídica de direito privado e patrimô-
de duração estabelecido no seu art. 445. nio próprio, reger-se-á pelo presente Estatuto Social e pelas disposições
Art. 13. Ficam as instituições públicas federais de ensino e instituições legais que lhe forem aplicáveis.
congêneres autorizadas a ceder à EBSERH, no âmbito e durante a vigência Parágrafo único. A EBSERH fica sujeita à supervisão do Ministro de
do contrato de que trata o art. 6o, bens e direitos necessários à sua execu- Estado da Educação.
ção. Art. 2o A EBSERH tem sede e foro em Brasília, Distrito Federal, e atu-
Parágrafo único. Ao término do contrato, os bens serão devolvidos à ação em todo o território nacional, podendo criar subsidiárias, sucursais,
instituição cedente. filiais ou escritórios e representações no país.
Art. 14. A EBSERH e suas subsidiárias estarão sujeitas à fiscalização Art. 3o A EBSERH terá por finalidade a prestação de serviços gratuitos
dos órgãos de controle interno do Poder Executivo e ao controle externo de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e
exercido pelo Congresso Nacional, com auxílio do Tribunal de Contas da terapêutico à comunidade, assim como a prestação às instituições públicas
União. federais de ensino ou instituições congêneres de serviços de apoio ao
Art. 15. A EBSERH fica autorizada a patrocinar entidade fechada de ensino, à pesquisa e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de
previdência privada, nos termos da legislação vigente. pessoas no campo da saúde pública, observada, nos termos do art. 207 da
Parágrafo único. O patrocínio de que trata o caput poderá ser feito Constituição, a autonomia universitária.
mediante adesão a entidade fechada de previdência privada já existente. § 1o As atividades de prestação de serviços de assistência à saúde de
Art. 16. A partir da assinatura do contrato entre a EBSERH e a institui- que trata o caput estarão inseridas integral e exclusivamente no âmbito do
ção de ensino superior, a EBSERH disporá de prazo de até 1 (um) ano para Sistema Único de Saúde - SUS.
reativação de leitos e serviço inativos por falta de pessoal. § 2o No desenvolvimento de suas atividades de assistência à saúde, a
Art. 17. Os Estados poderão autorizar a criação de empresas públicas EBSERH observará as diretrizes e políticas estabelecidas pelo Ministério da
de serviços hospitalares. Saúde.
Art. 18. O art. 47 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - § 3o A execução das atividades mencionadas neste artigo dar-se-á por
Código Penal, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso V: meio da celebração de contrato específico para este fim, pactuado de
“Art. 47. ..................................................................... comum acordo entre a EBSERH e cada uma das instituições de ensino ou
............................................................................................. instituições congêneres, respeitado o princípio da autonomia das universi-
V - proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públi- dades.
cos.” (NR) § 4o A EBSERH, no exercício de suas atividades, deverá estar orien-
Art. 19. O Título X da Parte Especial do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de tada pelas políticas acadêmicas estabelecidas no âmbito das instituições de
dezembro de 1940 - Código Penal, passa a vigorar acrescido do seguinte ensino com as quais estabelecer contrato de prestação de serviços.
Capítulo V: Art. 4o O prazo de duração da EBSERH é indeterminado.
“CAPÍTULO V Art. 5o A EBSERH sujeitar-se-á ao regime jurídico próprio das empre-
das fraudes em certames de interesse público sas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais,
Fraudes em certames de interesse público trabalhistas e tributários.
‘Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar CAPÍTULO II
a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo DO CAPITAL SOCIAL E DOS RECURSOS
sigiloso de: Art. 6o O capital social da EBSERH é de R$ 5.000.000,00 (cinco mi-
I - concurso público; lhões de reais), integralmente sob a propriedade da União.
II - avaliação ou exame públicos; Parágrafo único. O capital social da EBSERH poderá ser aumentado e
III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou integralizado com recursos oriundos de dotações consignadas no orçamen-
to da União, bem como pela incorporação de qualquer espécie de bens e
IV - exame ou processo seletivo previstos em lei:
direitos suscetíveis de avaliação em dinheiro.
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 7o Constituem recursos da EBSERH:
§ 1o Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer
I - as dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União;
meio, o acesso de pessoas não autorizadas às informações mencionadas
no caput. II - as receitas decorrentes:
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública: a) da prestação de serviços compreendidos em seu objeto;
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. b) da alienação de bens e direitos;
§ 3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido por c) das aplicações financeiras que realizar;
funcionário público.’ (NR)” d) dos direitos patrimoniais, tais como aluguéis, foros, dividendos e bo-
Art. 20. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. nificações; e
e) dos acordos e convênios que realizar com entidades nacionais e in-
ternacionais;

Legislação Aplicada à EBSERH 2 A Opção Certa Para a Sua Realização


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III - doações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem anos anteriores à data da eleição ou nomeação, salvo na condição de
destinados por pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado; síndico, comissário ou administrador judicial;
IV - os oriundos de operações de crédito, assim entendidos os proveni- VI - sócio, ascendente, descendente ou parente colateral ou afim, até o
entes de empréstimos e financiamentos obtidos pela entidade; e terceiro grau, de membro do Conselho de Administração, da Diretoria
V - rendas provenientes de outras fontes. Executiva e do Conselho Fiscal;
Parágrafo único. O lucro líquido da EBSERH será reinvestido para VII - os que tiverem interesse conflitante com a sociedade.
atendimento do objeto social da empresa, excetuadas as parcelas decor- § 1o Aos integrantes dos órgãos de administração é vedado intervir
rentes da reserva legal e da reserva para contingência. em operação em que, direta ou indiretamente, sejam interessadas socieda-
CAPÍTULO III des de que detenham o controle ou participação superior a cinco por cento
DA COMPETÊNCIA do capital social.
Art. 8o A EBSERH exercerá atividades relacionadas com suas finali- § 2o O impedimento referido no § 1o aplica-se, ainda, quando se tratar
dades, competindo-lhe, particularmente: de empresa em que ocupem ou tenham ocupado, em período imediatamen-
I - administrar unidades hospitalares, bem como prestar serviços de as- te anterior à investidura na EBSERH, cargo de gestão.
sistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêu- CAPÍTULO V
tico à comunidade, integralmente disponibilizados ao Sistema Único de DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Saúde; Art. 12. O órgão de orientação superior da EBSERH é o Conselho de
II - prestar, às instituições federais de ensino superior e a outras insti- Administração, composto por nove membros, nomeados pelo Ministro de
tuições públicas congêneres, serviços de apoio ao ensino e à pesquisa e à Estado da Educação, obedecendo a seguinte composição:
extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da I - três membros indicados pelo Ministro de Estado da Educação, sen-
saúde publica, em consonância com as diretrizes do Poder Executivo; do que um será o Presidente do Conselho e outro substituto nas suas
III - apoiar a execução de planos de ensino e pesquisa de instituições ausências e impedimentos;
federais de ensino superior e de outras instituições públicas congêneres, II - o Presidente da Empresa, que não poderá exercer a Presidência do
cuja vinculação com o campo da saúde pública ou com outros aspectos da Conselho, ainda que interinamente;
sua atividade torne necessária essa cooperação, em especial na implemen- III - um membro indicado pelo Ministro de Estado do Planejamento, Or-
tação de residência médica ou multiprofissional e em área profissional da çamento e Gestão;
saúde, nas especialidades e regiões estratégicas para o SUS; IV - dois membros indicados pelo Ministro de Estado da Saúde;
IV - prestar serviços de apoio à geração do conhecimento em pesqui- V - um representante dos empregados e respectivo suplente, na forma
sas básicas, clínicas e aplicadas nos hospitais universitários federais e a da Lei nº 12.353, de 28 de dezembro de 2010; e
outras instituições públicas congêneres; VI - um membro indicado pela Associação Nacional dos Dirigentes das
V - prestar serviços de apoio ao processo de gestão dos hospitais uni- Instituições Federais de Ensino Superior - ANDIFES, sendo reitor de uni-
versitários e federais e a outras instituições públicas congêneres, com a versidade federal ou diretor de hospital universitário federal.
implementação de sistema de gestão único com geração de indicadores § 1o O prazo de gestão dos membros do Conselho de Administração
quantitativos e qualitativos para o estabelecimento de metas; e será de dois anos contados a partir da data de publicação do ato de nome-
VI - exercer outras atividades inerentes às suas finalidades. ação, podendo ser reconduzidos por igual período.
Art. 9o A EBSERH prestará os serviços relacionados às suas compe- § 2o O representante dos empregados, de que trata o inciso V deste
tências mediante contrato com as instituições federais de ensino ou institui- artigo, e seu respectivo suplente, serão escolhidos dentre os empregados
ções públicas congêneres, o qual conterá, obrigatoriamente: ativos da EBSERH, pelo voto direto de seus pares, em eleição organizada
I - as obrigações dos signatários; pela empresa em conjunto com as entidades sindicais que os representem,
II - as metas de desempenho, indicadores e prazos de execução a se- na forma da Lei no 12.353, de 2010, e sua regulamentação.
rem observados pelas partes; e § 3o O representante dos empregados não participará das discussões e
III - a respectiva sistemática de acompanhamento e avaliação, conten- deliberações sobre assuntos que envolvam relações sindicais, remuneração,
do critérios e parâmetros a serem aplicados. benefícios e vantagens, inclusive assistenciais ou de previdência complemen-
Parágrafo único. A EBSERH dará ampla publicidade aos contratos fir- tar, hipóteses em que fica configurado o conflito de interesse, sendo tais
mados, inclusive por meio de sítio na Internet. assuntos deliberados em reunião separada e exclusiva para tal fim.
CAPÍTULO IV § 4o A investidura dos membros do Conselho de Administração far-se-
DOS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS á mediante assinatura em livro de termo de posse.
Art. 10. São órgãos estatutários da EBSERH: § 5o Na hipótese de recondução, o prazo de nova gestão conta-se a
I - o Conselho de Administração; partir da data do término do prazo de gestão anterior.
II - a Diretoria Executiva; § 6o Findo o prazo de gestão, o membro do Conselho de Administra-
ção permanecerá no exercício da função até a investidura de substituto.
III - o Conselho Fiscal; e
§ 7o No caso de vacância definitiva do cargo de Conselheiro, o substi-
IV - o Conselho Consultivo. tuto será nomeado pelos Conselheiros remanescentes e servirá até a
Art. 11. Não podem participar dos órgãos da EBSERH, além dos im- designação do novo representante, exceto no caso do representante dos
pedidos por lei: empregados.
I - os que detenham controle ou participação relevante no capital social § 8o O suplente do representante dos empregados exercerá suas fun-
de pessoa jurídica inadimplente com a EBSERH ou que lhe tenha causado ções apenas no caso de vacância definitiva do seu titular.
prejuízo ainda não ressarcido, estendendo-se esse impedimento aos que § 9o Salvo impedimento legal, os membros do Conselho de Adminis-
tenham ocupado cargo de administração em pessoa jurídica nessa situação, tração farão jus a honorários mensais correspondentes a dez por cento da
no exercício social imediatamente anterior à data da eleição ou nomeação; remuneração média mensal dos Diretores da EBSERH, além do reembolso,
II - os que houverem sido condenados por crime falimentar, de sonega- obrigatório, das despesas de locomoção e estada necessárias ao desem-
ção fiscal, de prevaricação, de corrupção ativa ou passiva, de concussão, penho da função.
de peculato, contra a economia popular, contra a fé pública, contra a pro- § 10. Além dos casos de morte, renúncia, destituição e outros previs-
priedade ou que houverem sido condenados a pena criminal que vede, tos em lei, considerar-se-á vaga a função de membro do Conselho de
ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; Administração que, sem causa formalmente justificada, não comparecer a
III - os declarados inabilitados para cargos de administração em em- duas reuniões consecutivas ou três alternadas, no intervalo de um ano,
presas sujeitas a autorização, controle e fiscalização de órgãos e entidades salvo caso de forca maior ou caso fortuito.
da administração pública direta e indireta; Art. 13. Compete ao Conselho de Administração:
IV - os declarados falidos ou insolventes; I - fixar as orientações gerais das atividades da EBSERH;
V - os que detiveram o controle ou participaram da administração de II - examinar e aprovar, por proposta do Presidente da EBSERH, políti-
pessoa jurídica concordatária, falida ou insolvente, no período de cinco cas gerais e programas de atuação a curto, médio e longo prazo, em har-

Legislação Aplicada à EBSERH 3 A Opção Certa Para a Sua Realização


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monia com a política de educação, com a política de saúde e com a política V - autorizar a aquisição, alienação e oneração de bens móveis, exceto
econômico-financeira do Governo Federal; valores mobiliários, podendo estabelecer normas e delegar poderes;
III - aprovar o regimento interno da EBSERH, que deverá conter, dentre VI - analisar e submeter à aprovação do Conselho de Administração
outros aspectos, a estrutura básica da empresa e os níveis de alçada propostas de aquisição, alienação e oneração de bens imóveis e valores
decisória da Diretoria e do Presidente, para fins de aprovação de opera- mobiliários;
ções; VII - estabelecer normas e delegar poderes, no âmbito de sua compe-
IV - aprovar o orçamento e programa de investimentos e acompanhar a tência;
sua execução; VIII - elaborar as demonstrações financeiras de encerramento de exer-
V - aprovar os contratos previstos no art. 6o da Lei no 12.550, de 2011; cício;
VI - apreciar os relatórios anuais de auditoria e as informações sobre os IX - autorizar a realização de acordos, contratos e convênios que cons-
resultados da ação da EBSERH, bem como sobre os principais projetos por tituam ônus, obrigações ou compromissos para a EBSERH, exceto os
esta apoiados; constantes do art. 6o da Lei no 12.550, de 2011; e
VII - autorizar a contratação de auditores independentes; X - pronunciar-se sobre todas as matérias que devam ser submetidas
VIII - opinar e submeter à aprovação do Ministro de Estado da Fazen- ao Conselho de Administração.
da, por intermédio do Ministro de Estado da Educação: Art. 17. A Diretoria reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por semana e,
a) o relatório de administração e as demonstrações contábeis anuais extraordinariamente, sempre que convocada pelo Presidente da EBSERH,
da EBSERH; deliberando com a presença da maioria de seus membros.
b) a proposta de destinação de lucros ou resultados; § 1o As deliberações da Diretoria serão tomadas por maioria de votos e regis-
c) a proposta de criação de subsidiárias; e tradas em atas, cabendo ao Presidente, além do voto ordinário, o de qualidade.
d) a proposta de dissolução, cisão, fusão e incorporação que envolva a § 2o O Presidente poderá vetar as deliberações da Diretoria, subme-
EBSERH. tendo-as, neste caso, ao Conselho de Administração.