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~~Cultura moderna

22/10/2019
Não existe um renascentismo na Inglaterra como existe em frança
O homem é naturalmente bom, mas é a sociedade que o vem ensinar o mau, o corromper – Rousseau
Um conjunto de normas sociais que nos permitem viver com respeito – contrato social
A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro
Ideia de que a partir do momento em que se entra numa sociedade, cada um vai abdicar um pouco da sua
liberdade para que o outro consiga coexistir
Todavia, David Hume, afirma que a ideia do contrato é absolutamente absurda e que nenhum dos outros
autores conseguiu provar a existência do tal contrato
O homem sempre teve a necessidade, de que, existe-se alguém que lidera se e que estabelece as leis, e foi
apenas aperfeiçoando este pensamento.
Mesmo Hobbes afirma que existe uma evolução.
Há duas sociedades naturais, já apontadas por Aristóteles, as abelhas e as formigas. Estes animais tem uma
estrutura dividida com funcionalidades diferentes.
Não há evolução nestes enxames, há uma organização que funciona, enquanto que os seres humanos foram
experimentando várias formas de governo, e houve sempre alterações e evoluções.
A organização dos homens evoluiu
Gnosiologia – parte da Filosofia que estuda o conhecimento humano.
Desde que o homem faça o método correto o homem era capaz de fazer tudo.
Tudo se centrar no sujeito, mais do que no objeto estudado
Cogito ergo sum -Penso logo existo
Não podemos fiarmos num Pseudo conhecimento, numa opinião, ou naquilo que alguém nos disse.
Duvida metódica – antes devemos duvidar daquilo que julgamos saber. Ceticismo metódico
Sujeito cognoscente Objeto “cognato” Cincresse ??
Implica que a nossa razão dependa de que do objeto, ou problema nas suas partes constituintes (como
fazemos numa equação)
Raciocínio indutivo – indução – quando não temos todas as pistas, mas tentamos chegar a uma conclusão
generalizada
Raciocínio dedutivo – deduzir – as coisas já estão lá, o sujeito só vai retirar delas a sua dedução

25/10/2019
Dos seus sentidos, das suas capacidades sensoriais – Francis Bacon (?)
Kant tem obras importantes para a teoria do conhecimento
Critica da razão pura – análise sobre o processo do conhecimento
Para além do sujeito e do objeto, há uma relação triangular com o conhecimento
O sujeito quer em grande objetivo quer alcançar o verdadeiro conhecimento, o que acontece por vezes é que
a partir do objeto um conhecimento que seja suficiente, mas não é o conhecimento verdadeiro Temos de
arranjar a razão do entendimento para atingir o verdadeiro conhecimento
Um individuo faz o caminho para o verdadeiro conhecimento. Poderá chegar como poderá não chegar, mas
é por etapas que se avança e sendo assim a humanidade acaba por chegar ao verdadeiro conhecimento.
O entendimento é como uma antecâmera que organiza os dados segundo os paramentos de tempo e espaço.
Vai catalogar, coordenar, um dado novo segundo o tempo e o espaço, depois cabe a razão colocar esse novo
dado em categorias já existentes. Assim é que se chega ao conhecimento verdadeiro.
O primeiro e o último para Kant é o verdadeiro.
Kant ao reconhecer conhecimento como um dos dados, está a colocar o conhecimento como si mesmo, não é
objeto nem sujeito.
Este verdadeiro conhecimento implica os sentidos sensorial, mas também da nossa própria capacidade de
abstração.
Critica da razão pratica – pretende determinar o que nos leva a distinguir entre o bem e o mal, entre a boa
conduta e a má conduta, e o que deve conduzir o homem da forma mais correta, para e para os outros e dos
outros para nós. A nossa razão também nos analisa cada circunstância de vida quando temos de fazer uma
decisão de ética.
Esta razão tem a sua logica que nos levara a escolher o caminho correto, esta capacidade é o imperativo
categórico.
Kant está a colocar a escolha das decisões éticas dentro do individuo e não de um ser externo, chama-se
técnica endógena.
Há forças externas que impõem a ordem. Mas tem de ser a decisão do individuo a determinar o que está bem
e o que está mal.
O grau de responsabilidade depende do grau de intensidade (?)
A questão da estética – o que determina a noção do belo – utilizamos as emoções em vez da razão
A partir do momento em que se rejeitou o método e a noção do “Margister dixit” (o mestre disse), e
começou a achar mais importante a observação e a análise do conhecimento, começou se a avançar muito
mais no conhecimento
Método experimental – observar é importante, observações em idênticas circunstâncias, estamos a fazer
experiências para conseguirmos tirar conclusões, foi assim que surgiu o método experimental.
Bacon afirma que:
As escolas têm de preparar os seus alunos não so para o conhecimento tradicional, mas também nas novas
ciências. E também é importante que toda a gente entenda aquilo que se esta a tentar transmitir, por isso
deve se começar a dar aulas nas línguas nativas e não no latim. Para maior clareza, a redação deve ser muito
austera, nada de figuras de estilo, metáforas, comparações, etc. uma linguagem objetificada, a defesa da
clareza do discurso.
1º fase - Observação
2º fase – estabelecer/formular uma hipótese
3º fase – reprodução de um fenómeno em um ambiente controlado segundo determinados parâmetros da
primeira experiência
4º fase – conclusão
A conclusão pode fundamentar a hipótese ou então não, o que levara a fazer de novo o método experimental
Tudo está em desenvolvimento em prol do bem-estar dos seres humanos
“A casa de Salomão – ou o colégio dos 6 dias de trabalho” (?)
Galileu recorreu aos instrumentos como recursos do conhecimento sensoriais, os instrumentos para melhor
compreender o universo, extensões das capacidades sensitivas do ser humano para chegar ao conhecimento
– telescópio
Torricelli – estou a atmosfera, o barómetro
Isaac Newton – leis da ótica e da refração da luz, para alem da teoria da atmosfera
O campo da medicina houve grandes polemicas, pois estudavam-se cadáveres e era considerado bastante
controverso.
Vessalivs - Começa a desenvolver a tática da autopsia
Preocupação da observação para formular o conhecimento
Começam a surgir as sociedades ou academias científicas.
Academia dei lincei – Roma (olhos de lince – estes homens conseguem observar muito bem) Galileu foi um
dos fundadores desta academia.
Torricelli também é um dos fundadores de uma academia em florença
Royal Society of London – tem o patrocínio de Carlos II, promove à semelhança das academias italianas,
reuniões regulares entre os membros, so se é membro por convite e se for do sexo masculino, um dos
primeiros presidentes foi Newton. É responsável por algo que atualmente ainda se pratica, o registo e a
redação das atas. Nesta sociedade também é apresentado o projeto de reconstrução depois do grande
incendio em Londres – Christopher Wren.
Académie des Sciences – (frança) com os mesmos objetivos mas com uma organização diferentes, foi o Rei
Luís XIV que a fundou. Casa de estudo e de percussão dos saberes, todavia temos quadros que demonstram
que o Rei está sentado enquanto que o resto das pessoas estão de pé.
Academia real das ciências – o caso português, a sua criadora foi D. Maria II, surge ainda no séc. XVIII,
mas só nos séc. XIX que se destacou.
Uma das formas de divulgação do saber eram estes encontros presenciais e experiências que se davam nas
academias. A troca de correspondência entre as grandes figuras também foi uma forma de divulgação e
desenvolvimento ao mesmo tempo
O ensino está muito associado à igreja. No protestantismo ensinavam a ler para aprender a ler a bíblia, mas a
compreensão é de acordo de cada individuou, por isso é que se ensinava a ler, mas ao mesmo tempo estas
igrejas não pretendem que os seus crentes saibam mais do que essas bases.
Também existe uma discriminação religiosa, ninguém que não pertença à Inglaterra e à igreja anglicana, não
entra dentro das universidades. Só em meados do séc. XIX é que se funda pela primeira vez uma
universidade contrária a estas regras na Irlanda.
Outra forma de divulgação é a enciclopédia que pretendia incluindo um pouco de tudo.

29/10/2019
O saber deixa de estar depende do fator religioso, há uma separação entre conhecimento religioso e o outro
tipo de conhecimento – processo de Laicização
Em Portugal também houve tentativas de laicização com o Marques de Pombal, tentativa que não é muito
duradora, mas que vai enfraquecer o poder da igreja
Na panromânica europeia a tendência é que haja essa separação, de toda a maneira existe ainda sítios onde a
igreja continua a ter um grande poder político
Temos homem do clero que respeitam e estudam as ciências, mas também existem cientistas extremamente
religiosos. Mas têm de se separar os objetivos, quando se esta num conhecimento científico temos de dar
uma certa atenção, quando estamos numa demanda de fé é outra.
Pretendesse estar com ideias claras, ver a luz no sentido de chegar à verdade – iluminismo
Esta vontade de conhecer e chegar à verdade embarca estas elites que se dedicam ao conhecimento. É uma
vanguarda de descobertas.
Relação entre o saber e o avanço das sociedades.
Kant afirma que já não é esta vontade de conhecer o conhecimento verdadeiro não pertence só a uma elite,
ele propõe que esta demanda se deva dar na sociedade em geral.
Na Alemanha, a primeira tentativa de fazer isto foi Humbolt o primeiro a propor que haja uma obrigação do
estado para ensinar um ensinamento básico a todos na sociedade
A todos os elementos da sociedade? Depende das culturas, numas sociedades referem se só aos homens, a
outras referem se a todos os jovens de ambos os sexos.
Esta vontade de uma educação básica implica uma revolução, porque se todos ganham em alfabetização, se
todos passam a ter acesso e compreensão em relação ao texto escrito, está a converter uma população em
indivíduos mais atentos e mais exigentes, um potenciam revolucionário que faz temer alguns governos. Por
isso é que existiu uma hesitação em alguns países.
Ensinam os crentes para aprender a palavra de deus, mas depois existe consequências, os crentes podem não
ficar apenas aí. Por isso é que há uma hesitação para até quanto se deve ensinar as sociedades (Inglaterra)
Em França o ensino básico está associado a mosteiros e conventos, e para aqueles que estavam a pensar
seguir a vida religiosa. Não nenhum plano até à revolução francesa.
Mesmo acontece em Espanha e em Portugal, os nobres podem também aprender alguns conhecimentos e
chegar mesmo às universidades
Panorama muito diversificado, ensino básico oscilante dependente das culturas que estamos a analisar,
ensino médio para as camadas médias, dos burgueses para cima. Estratificação social associada ao acesso ao
saber.
Canais informais de transmissão de conhecimento, a imprensa e os periódicos
A impressa começa a ter um acesso muito mais alargado. A primeira obra a ser impressa é a bíblia, as desde
o séc. XV que a impressa alargou e começou a ter um universo mais largo de livros. Também converteu
todo o que se antigamente dizia/grita se nas praças ou oralmente nas missas. Noticias de guerra também
mais trabalhadas.
A gracetta – equivalente a um cêntimo, noticias imprensas em Itália. Isto indicia que era acessível a muitas
pessoas, desde que estas soubessem ler, isto sim é um alargamento social significativo
O exercício de leitura começa a tornar-se um hábito regular, e os assuntos que veem nesses periódicos vem
questões que interessam aos seus leitores.
Vamos encontrar um tom pedagógico nesta imprensa, deferia ajudar a informar e a formar os seus leitores
enquanto pessoas, nos comportamentos socias adequados. No caso francês passa-se a utilizar a palavra
civilisation precisamente neste sentido, de ter maneiras adequadas e ser civilizado.
A cor púrpura só era usado antigamente pelo rei e pelos cardiais
Ser civilizado vai para além dessas boas maneiras e códigos da vivencia da corte. Implica agir corretamente
em termos morais.
Esta vontade de educar também passa por educar informando, como por exemplo acabar certas superstições,
exemplo explicar o que eram cometas. E desmascarar algumas fraudes
Era uma maneira de envolver as pessoas de uma vida cultural – exemplo de anúncios de teatros e ainda a
critica de alguns, etc.
A par destes periódicos, também vai surgir um outro tipo de proliferação da palavra escrita, a publicação de
romances por capítulos, era muito mais barato e acessível. Obras de ficção que iam assim sendo publicadas.
Pratica bastante comum durante o séc. XIX
Enquanto que os periódicos tinham um objetivo pedagógico, no caso dos romances há muita desconfiança
pois são comparados com os romances de cavalaria que exista antigamente, mas existem diferenças claras
com estes novos romances, temos heróis com os quais os seus leitores se podem identificas, são heróis da
classe média e que muitas vezes retrata são histórias com finais felizes, ex. menina pobre é adotada por
família aristocrática. Ficção muito romanesca no sentido de enfeitar a realidade em acontecimentos que
levam a um final feliz.
Mas uma coisa que se destaca nestes romances é os casamentos entre estratos sociais diferentes.
Aparece os novos ricos tem dinheiro, mas não tem reconhecimento social, por isso é que estas famílias para
terem o reconhecimento casam se com famílias nobres, mas pobres. Os romances podem também se basear
nestes exemplos.
Estas ficções eram muito apetecíveis aos seus leitores pois davam esta esperança e possibilidade de poder
subir na hierarquia social
Todavia exista quem achasse estas leituras não desejáveis, especialmente para as jovens porque enchia a
cabeça de coisas que não eram importantes. Por isso havia muitos da época fingiam que não liam estes
romances.
No entanto continuava a ser uma prática de leitura que se tornou comum.
Há uma obra que surge em frança que surge responder a todos os campos da ciência, e dar informação que
serve para melhorar as condutas e melhorar o conhecimento intelectual – A grande enciclopédia
A grande enciclopédia surge num estado e num país com um governo absolutista
Esta vontade surge de dois indivíduos que não eram propriamente aristocratas, um deles até foi deixado na
roda, mas conseguem convencer a censura do seu país
A enciclopédia abrange todos os saberes disponíveis, ao fim ao cabo é passar a escrito o prepósito das
“universitas” medieval. Eles pretendem ter em registo escrito a possibilidade de uma antecâmera de
conhecimento, pequena informação sobre qualquer assunto e qualquer tópico.
Chegar a todos os ramos do saber e explicar as teorias
Afirma-se que existe dois tipos de conhecimento, conhecimento direto e conhecimento indireto. O
conhecimento direto é um conhecimento sem esforço (respirar, ouvir, ver – sentidos). o conhecimento
indireto já implica o esforço e a vontade do ser para conseguir conhecer, será do conhecimento indireto que
vem o racionalismo. Ambas são vitais para se ter uma boa perceção. Por isso é que na enciclopédia se
explica fenómenos da natureza e fenómenos da matemática
Esta perceção que uma pessoa pode não saber tudo, é que surge a necessidade de existir um livro que
explique todas as mateiras – enciclopédia
Cada assunto – verbete – é escrito por um grande sabedor daquele específico assunto.
Está a criar sementes de diversificação de saberes num estado absolutista

05/11/2019
Comunicação sem conhecimento – fake news
Nós temos determinado Noção da fonte de autoridade, já não é a igreja, mas sim as pessoas que se dedicam
ao saber, as pessoas das universidades, as vozes das comunidades científicas
Há uma noção de que aquilo que transmitem é para ser levado a sério.
Paradigma - Conjunto estruturante de saberes e referencias sobre ao qual nos reagimos, pensamos etc.
Método experimental e o método do racionalismo
Zygmunt Bauman – chama a este período dos meados de séc. XVI e XVIII de modernidade solida, porque
se acredita que os seus princípios e descobertas deste tempo são de facto conhecimentos consolidados
Conclusões imperativas são conclusões que funcionam, mas que não são definitivas
Após se trabalhar nestas conclusões Não negam as conclusões anteriores, mas alterando-as
A liquidez da notícia aumentou muito mais porque não existe um centro que as filtre e as notícias vêm de
todos os lados – atualmente
Apesar de haver o incentivo que cada um deve pensar e raciocinar por si, também havia a noção que quem
era uma fonte fidedigna
Hume começou a notar na potencial instabilidade do conhecimento no séc. XVIII
A interferência do ser humano no seu ato de raciocínio – até que ponto as nossas ideias são influenciadas por
quem nós somos
Cada um de nos tem os seus referencias e limitações que vai passar para um conhecimento que
supostamente devia ser universal pg.160
Hume afasta-se das questões do conhecimento e começa se a preocupar se com as questões do ser humano e
a natureza do ser humano, até que ponto ele é guiado pela razão e até que ponto é guiado pelas suas
emoções. Hume aplica a noção de emoções.
O homem é naturalmente bom e naturalmente sociável, por isso só procura o bem do próximo (outro autor
que tem uma perspetiva muito positiva). Hume diz que é tendencialmente uma criatura de sociedade, a sua
razão aponta para esse sentido, mas ele tem de filtrar as suas emoções. Compete à razão delimitar e pontuar
essas emoções da melhor forma
Define a sociedade como unidade organizada através das negociações entre os elementos que a consistem
(Rousseau)
As condutas improprias podem ser em termos sociais, termos socio económica, perguntas cândidas
Esta noção da sociedade corruptiva, faz de Rousseau e outros autores filósofos rebeldes, consideram a
sociedade no seu coletivo como um potencial corrupto do individuo.
Conceito do bom selvagem – alguém que não foi tocado pela civilização que seja necessariamente bom
Também há quem pense o contrário onde o selvagem é intrinsecamente mau porque não foi salvo pela
civilização
Rousseau também estabelece um programa de aquisição de conhecimentos para meninos em que
precisamente uma antologia de integração - construção de um cidadão
As meninas devem aprendera apenas como ser obediente e a s unções que a tornaram uma companheira
agradável para o homem
Voltaire – pensador irónico e que está bem longe o otimismo de muitos outros autores, para resolver aquilo
que está mal. Não acredita na bondado do homem, nem na capacidade de progresso nem através da fé nem
do conhecimento – é um cético
O terramoto de lisboa de 1755 leva Voltaire a dedicar e a afirmar que nem os sacerdotes nem os homens da
fé previram toda o desastre do terramoto nem salvar a população, nem os homens da ciência pois nem estes
conseguiram prevenir nem salvaguardar as pessoas do terramoto – atitude de pessimismo
Se tivéssemos de fazer um balanço que apesar de tudo houve uma noção muito mais para o positivo.
Acreditava-se no progresso.
As pessoas tinham medo da mudança. Mudança era sinonimo de desconhecido.
Bacon é o escritor com pensamentos mais esperançosos e com mais otimismo
Escrita de utopias- aposta que se pode melhorar para melhor. Estas não têm de se basear em conhecimentos
já adquiridos, pode se basear neles, mas não tem de os provar. É um grito de esperança que as coisas podem
atingir uma determinada forma mais agradável, mais feliz, mais confortável, para melhor
É esta escrita que começa com a utopia de Thomas more, ele apresentou um texto literário muito
interessante em que ele responde aos maus do seu tempo, provindos da religião, da hierarquia social e da
distribuição de riqueza, é a resposta aos maus da sociedade que ele vai apresentar o modelo de sociedade
perdido em utopos
Bacon também apresenta a sua utopia – new atlathis (nova atlântida). Ele encontra uma sociedade mais feliz
do que as da europa, e é muito mais completa de conhecimentos.
Muitas utopias utilizam os princípios platónicos da sociedade
Os avanços que o conhecimento pode trazer e possibilidades de novos modelos políticos – o que as utopias
incentivam
Mas estas também têm um problema, são criações individuais, cada autor pode fazer a sua utopia,
Distopia – universo criado com uma sociedade negativa, que é rejeitável. Pode ser usado como denuncia de
algo que o autor esteja iminente, ou potencial poder que possa acontecer, mas que não seja tão eminente.
Utopia - Desafiar o escritor a ir mais à frente pelo menos sobre aquele assunto específico
Não encontramos é utopia estética, não há utopia sobre arte
Arte como capacidade de prever o futuro, de exprimir aquilo que um comum mortal não perceciona
Temos de esperar pelos românicos para acabar com essas harmonias sobre a estética, rompendo o equilíbrio
e indo para o excesso.
A ideia de uma sociedade perfeita é tratada por David Hume apenas focalizada pelos órgãos de poder
No sentido de viver em equilíbrio – aurea mediocritas. Só aqueles que têm ócio e se podem afastar do
trabalho é que podem ter aurea mediocritas. Quem se pode dedicar atingiu aurea mediocritas. Esta a viver
um grande equilíbrio consigo mesmo, espiritualmente
O que se pretende é que a população alcance a aurea mediocritas, que nem sejam muito podres nem muito
ricos, objetivo de uma sociedade
Imperio romano levava uma ideia de conquista e de poder político, mas em termos de ideias de organização
social absorvia todas as outras culturas (absorvia os deuses de outras religiões)