Você está na página 1de 10

INTRODUÇÃO

O floema é um tecido que compõe o sistema vascular das


plantas. São células altamente especializadas e que perdem o
núcleo no decorrer do processo de diferenciação. O seu interior é
ocupado pela seiva elaborada (ou seiva orgânica) e por muitas
fibras de proteínas, típicas do floema.

Os produtos transportados pelo floema são substâncias


inorgânicas e orgânicas, como água, lipídios e carboidratos, são
transportados desde os órgãos da planta com
capacidade fotossintética (ou produtores), como folhas maduras,
até outros que funcionam como consumidores dessas substâncias,
para a formação de novos órgãos ou para reserva, nomeadamente,
os meristemas, as células do interior do caule, da raiz, das flores,
dos frutos e dos órgãos de reserva - que podem estar dispersos
dentro do caule e da raiz, mas que podem estar especializados,
como os tubérculos e rizomas

1
DESENVOLVIMENTO

Ocorrência

O floema está presente praticamente em toda fase da vida da


planta, tanto estrutura primária, na qual a planta ainda está em sua
forma jovem, quanto em estrutura secundária na qual os órgãos
adquirem uma certa resistência. Ocorre em todas as partes da
planta: caule, raiz, folha, partes florais etc.

Normalmente, durante o crescimento primário (em altura), o


floema e o xilema se alternam - isto acontece devido à
desorganização dos órgãos das plantas. Já durante o crescimento
secundário (espessura), o floema fica mais externamente e o xilema
mais internamente. Em alguns casos de famílias de dicotiledóneas,
como Apocynaceae, Asteraceae, Curcubitaceae, apresentam um
floema adicional interno ao xilema, chamado de floema incluso,
interno ou intraxilemático, devido ao crescimento em excesso de
algum órgão em espessura. Em órgãos como folhas, a posição do
floema é dorsal.

Em plantas com crescimento secundário, o floema é parte do


córtex ou "casca primária" e o termo floema deriva da palavra
grega para "casca"

Células do Floema

O floema é formado por células alongadas, cilíndricas,


provenientes de células do pro-câmbio quando estão em
crescimento primário, ou pelo câmbio vascular que forma o floema
secundário da sua porção externa.
O floema é constituído por quatro tipos celulares básicos:

Elementos de Tubo Crivado

Os elementos de tubo crivado são células vivas (quase sem


organelos), mais curtas, colocadas topo a topo, formando os tubos
crivosos. As suas paredes celulares transversais denominam-se
placas crivosas que fazem as conexões entre as células e através
das aberturas chamadas crivos estabelecem a ligação entre o
citoplasma de células adjacentes.'

Cada crivo é revestido de calose (polímero de glicose), que no

2
inverno pode obstruir completamente o vaso, dissolvendo-se depois
na primavera. Quando ocorrem infecções ou o vaso é parasitado,
também pode ser obstruído com calose.

Células Crivadas

São células alongadas, que apresentam as paredes com áreas


crivadas, com poros

Células de Companhia

Células de companhia ou células companheiras são células


parenquimáticas especializadas, que contém todos os componentes
que existem nas células vivas, inclusive o núcleo, são as células
mais intimamente ligadas ao elemento do tubo crivado. O Elemento
do tubo crivado e suas células companheiras estão relacionados no
desenvolvimento, são derivados da mesma célula mãe e têm várias
conexões citoplasmáticas entre si. Devido as muitas conexões, a
possível função das células companheiras é a de liberar substâncias
para o elemento do tubo crivado, e, quando o núcleo deste estiver
ausente, incluir moléculas de informação, proteínas e ATP. Quando
um elemento crivado morre, morrem também suas células
companheiras, o que é uma demonstração dessa interdependência.

Células do Parênquima Liberino

As células do parênquima, exercem funções de reserva de


diferentes funções como amido, taninos e cristais.

Fibras liberinas e Esclereídes

As fibras liberinas (ou liberianas) são células mortas e


abundantes no floema e exercem funções de suporte, podendo
atuar também como células parenquimáticas, armazenando
substâncias em suas células.

As esclereídes também são células comuns no floema podendo


estar associadas as fibra ou isoladas.

3
Hipótese do fluxo de massa
Ou hipótese de fluxo sob pressão, proposta por Ernst Münch (1926).

Esta hipótese baseia-se na existência de um gradiente de


concentração de sacarose entre os órgãos produtores e os órgãos
consumidores ou de armazenamento.

1. A união da glicose mais a frutose forma a sacarose no mesofilo,


antes de chegar ao floema;
2. Por transporte ativo a sacarose passa para as células companhia
(que produzem energia) e destas para os tubos crivosos (através
das conexões plasmáticas);
3. À medida que aumenta a concentração de sacarose no floema,
aumenta também a pressão osmótica, em relação aos tecidos
circundantes (xilema e parênquima);
4. A água entra por osmose nos tubos crivosos, aumentando a
pressão de turgescência;
5. A pressão de turgescência empurra a seiva através das placas
crivosas, movendo-se a seiva das zonas de maior pressão para as
zonas de menor pressão;
6. Conforme as necessidades da planta, a sacarose vai passando
para os locais de consumo e reserva (pensa-se que por transporte
ativo);
7. Nos tubos crivosos o meio fica hipotônico (a pressão osmótica
decresce), pelo que a água tende a sair por osmose;
8. Nos órgãos de consumo e reserva a sacarose é degrada em
glicose (e usada na respiração celular ou como componente de
outros compostos), ou polimeriza-se em amido (ficando em
reserva).

Limitações do Modelo

 Não explica a translocação – movimento floémico bidireccional;

 Os modelos físicos indicam que a pressão provocada pelo fluxo de massa


não é suficiente para empurrar a seiva através das placas crivosas,
estando certamente outros mecanismos, até agora desconhecidos,
envolvidos neste processo.

4
O floema possui a função de fazer o transporte da seiva orgânica
que é produzida na fotossíntese por nutrientes orgânicos, como a
sacarose, aminoácidos, etc. O transporte é feito por meio do
simplasto, que é um constituinte dos vasos crivados que distribui a
seiva orgânica por todo o vegetal. A passagem da seiva orgânica de
célula a célula é facilitada pela existência de placas crivadas nas
paredes terminais das células que se tocam juntamente com finos
filamentos citoplasmáticos, os plasmodesmos.

É formado por células variadas:

• Células dos vasos crivados (liberianos)

• Células anexas ou companheiras


Nas células dos vasos crivados, os vasos crivados são formados por células
anucleadas que ficam empilhadas. As paredes transversais destas células são
chamadas de placas crivadas, que possuem poros por onde ocorre a passagem da
seiva orgânica. Esses poros são formados por uma substância polissacarídeo, a
calose, que ocasiona a obstrução dos crivos quando em alguns vegetais,
periodicamente, os vasos crivados ficam sem função. Ao retornarem à actividade,
esse calo é desfeito.

As células anexas ou companheiras são as que estão sempre ao lado das células
crivadas.

Lateralmente aos tubos crivados, existem algumas células delgadas, nucleadas,


chamadas de companheiras, cujo núcleo passa a dirigir também a vida das células
condutoras.

5
A condução da seiva elaborada

No floema, existem ainda as células de parênquima, que são contidas de


substâncias derivadas de fenol, amido, etc., e também as células de esclerênquima,
que são formadas por fibras.

A seiva orgânica, elaborada no parênquima das folhas, é lançada nos tubos


crivados do floema e conduzida a todas as partes da planta que não são auto-
suficientes. O transporte é orientado principalmente para a raiz, podendo haver
algum movimento em direção ao ápice do caule e folhas em desenvolvimento.

De modo geral, os materiais orgânicos são translocados para órgãos


consumidores e de reserva, podendo haver inversão do movimento (isto é, dos
órgãos de reserva para regiões em crescimento), quando necessário.

6
A hipótese de Munch
A hipótese mais aceita atualmente para a condução da seiva
elaborada é a que foi formulada por Munch e se baseia na
movimentação de toda a solução do floema, incluindo água e
solutos. É a hipótese do arrastamento mecânico da solução,
também chamada de hipótese do fluxo em massa da solução. Por
essa hipótese, o transporte de compostos orgânicos seria devido a
um deslocamento rápido de moléculas de água que arrastariam, no
seu movimento, as moléculas em solução.

A compreensão dessa hipótese fica mais fácil acompanhando-


se o modelo sugerido por Munch para a sua explicação.

7
Observando a figura, conclui-se que haverá ingresso de água por
osmose, do frasco A para o osmômetro 1, e do frasco B para o
osmômetro 2. No entanto, como a solução do osmômetro 1 é mais
concentrada, a velocidade de passagem de água do frasco A para o
osmômetro 1 é maior. Assim, a água tenderá a se dirigir para o tubo
de vidro 1 com velocidade, arrastando moléculas de açúcar. Como o
osmômetro 2 passa a receber mais água, esta passa para o frasco
B. Do frasco B, a água passa para o tubo de vidro 2, em direção ao
frasco A. Podemos fazer a correspondência entre o modelo anterior
e uma planta:

• Tubo de vidro 1 corresponde ao floema e o tubo de vidro 2 ao


xilema;

• Osmômetro 1 corresponde a uma célula do parênquima foliar


e o osmômetro 2, a uma célula da raiz;

• Frasco A representa a folha, enquanto o frasco B representa

8
a raiz;

• As células do parênquima foliar realizam fotossíntese e


produzem glicose. A concentração dessas células aumenta, o que
faz com que absorvam água do xilema das nervuras. O excesso de
água absorvida é deslocado para o floema, arrastando moléculas de
açúcar em direção aos centros consumidores ou de reserva.

Conclusão

Concluímos que ao fazer esse trabalho sobre transporte no


floema vimos que no floema, os produtos fotoassimilados são
transportados em todas as direções (ao contrário do que ocorre no
xilema), e a esta movimentação em todos os sentidos chama-se
translocação floêmica, que ocorre a uma velocidade que varia entre
50 a 100 cm/h. Embora o movimento da seiva floêmica seja menos
conhecido que o da xilêmica, a hipótese do fluxo de massa é a mais
aceita relativamente ao transporte floêmico.

9
10