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Texto de apoio

O DNA, suporte universal da informação genética

A sigla ADN ou DNA é a abreviatura de ácido desoxirribonucleico (em inglês,


deoxyribonucleic acid). A nossa informação genética está contida no DNA
sob a forma de genes.

Todas as nossas características resultam da interacção dos nossos genes


com o ambiente que nos rodeia, desde o nosso nascimento até à morte.

A molécula de DNA é o suporte da informação genética de todos os seres


vivos. Mas como é que a informação contida no DNA se expressa?

O DNA apresenta a forma de uma dupla hélice que contem quatro tipos de
nuclioditos cada um com uma base diferente. Tripletos desta base formam
codões do código genético e a sequencia dos diferentes codões vão
determinar qual a proteína que ir+á ser sintetizada.

Transmissão das características hereditárias

A reprodução é o conjunto de processos através dos quais os seres vivos


dão origem a indivíduos semelhantes. A reprodução inclui uma série de
mecanismos celulares que garantem a passagem da informação genética ao
longo das gerações, assegurando assim a continuidade da vida na Terra.

As características que cada individuo manifesta dependem do material


genético presente nas suas células. Este material está localizado num
núcleo celular que é o centro de controlo da célula. No interior do núcleo
encontra-se uma substancia filamentosa e de aspecto granuloso – a
cromatina – uma substancia constituída por uma molécula de ADN
associada a proteínas. Quando as células se preparam para a divisão, a
cromatina do núcleo condensa-se e os filamentos que formavam uma
emaranhado desorganizado, vão-se enrolando e engrossando até formar
uma estrutura em forma de bastonete apenas visíveis ao microscópio – os
cromossomas. Cada cromossoma é constituído essencialmente por uma
longa molécula orgânica, designada de acido desoxirribonucleico, ou ADN,
ou DNA. Esta molécula é formada por uma dupla hélice, constituída por
duas cadeias de sequências de nucleoditos. O nucleodito é formado por
uma molécula de açúcar, por um grupo de fosfato e por uma base azotada (
timina(T) ou ademina(A) ou citosina(C) ou guamina(G) ).

Contribuição dos conhecimentos da Genética

A engenharia genética – um conjunto de técnicas que permitem a


manipulação de genes para a produção de organismos ou produtos
industriais com características específicas – aplica-se já no quotidiano
humano em áreas tão vastas como a medicina, a alimentação ou o
desporto:

Testes genéticos – Os testes genéticos permitem identificar genes


responsáveis pelo aparecimento de doenças genéticas e ajudar a prever o
risco ou a predisposição para o desenvolvimento de algumas doenças, como
é o caso de alguns cancros e da doença de Alzheimer. Permitem, ainda,
provar se duas pessoas pertencem à mesma família, identificar um
criminoso ( através da recolha do seu DNA do local do crime) e conhecer
melhor os seres vivos através dos vestígios que resistiram ao passar do
tempo ( como, por exemplo, múmias ).

Alimentos transgénicos – Utilizando as técnicas e conhecimentos da


engenharia genética já foi possível criar alimentos como ovos sem
colesterol, café com menos cafeína, morangos com amadurecimento
retardado e galinhas sem penas.

Clonagem – Na clonagem, a partir de células de um indivíduo formam-se


indivíduos geneticamente idênticos ao progenitor. Esta técnica pode ser
usada, por exemplo, como um meio auxiliar da conservação de espécies
ameaçadas, ao permitir cloná-las. Contudo a clonagem, especificamente a
da espécie humana, levanta muitas questões éticas.

Transplante de órgãos – A engenharia genética permite produzir órgãos em


laboratório, facilitando o seu transplante para o receptor. Actualmente, é
possível criar porcos transgénicos para produção de órgãos. Neste caso,
introduz-se um gene humano específico nas células dos embriões porcos.
Em culturas laboratoriais, também se podem fabricar, por exemplo, orelhas
humanas preenchendo um molde com um gel que contenha células para a
formação da orelha. A partir da clonagem de células de um paciente já é
possível, actualmente, fazer crescer novas células, tecido e órgãos humanos
completos.

Produção de medicamentos – As técnicas de engenharia genética permitem,


através de manipulação genética dos animais, produzir medicamentos que
são segregados no leite das vacas, por exemplo. A bactéria ESCHERICHIA
COLI pode produzir insulina humana através da introdução, no seu DNA, do
gene humano para a síntese desta proteína. Usando também estas técnicas
é possível criar, sinteticamente, vacinas contra doenças como a malária e a
hepatite B.

Fertlização In vitro – É uma técnica de reprodução assistida, realizada em


ambiente laboratorial, que consiste em colocar um numero significativo de
espermatozóides à volta de cada oócito. Os embriões resultantes dessa
fertilização são, depois, implantados no útero onde se irão desenvolver. As
crianças que nascem com recursos a esta técnica são muitas vezes
conhecidas por ‘’bebés proveta’’.