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Prefeitura Municipal

do Salvador/BA
Cargos de Nível Superior
(Comum a Todos – Exceto para os Cargos
de Especialista em Políticas Públicas)

Língua Portuguesa
Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo
e argumentativo); interpretação e organização interna. .............................................................................................1
Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos
em português. Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de
formação de palavras; mecanismos de flexão dos nomes e verbos. ....................................................................... 22
Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação; concordância
nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos; padrões gerais de colocação pronominal no
português; mecanismos de coesão textual. ................................................................................................................. 59
Ortografia. .......................................................................................................................................................................... 83
Acentuação gráfica. .......................................................................................................................................................... 90
Emprego do sinal indicativo de crase. .......................................................................................................................... 91
Pontuação. ......................................................................................................................................................................... 94
Estilística: figuras de linguagem. Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação
linguística: norma culta. .................................................................................................................................................. 96

Raciocínio Lógico
Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas
informações das relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas
relações ..................................................................................................................................................................................1
Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal,
raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos,
discriminação de elementos ............................................................................................................................................ 16
Operações com conjuntos ................................................................................................................................................ 30
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais .................................................. 35

Atualidades
O Brasil e o mundo: noções gerais sobre a economia, a política e as relações exteriores. A questão ambiental:
desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental. Descobertas e inovações científicas e seus
impactos na sociedade contemporânea. Sociedade brasileira: formação, estrutura e organização; pobreza e
exclusão social; preconceito e discriminação. Cultura brasileira: artes, arquitetura, cinema, televisão, música e
teatro. Panorama da economia brasileira. ......................................................................................................................1
O Estado da Bahia: aspectos fisiográficos; noções gerais sobre a vida econômica, social, política e tecnológica;
recursos hídricos e responsabilidade socioambiental. .............................................................................................. 92

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Dos Direitos e garantias Fundamentais – Art. 5º ao Art. 17; .......................................................................................7
Da Ordem Social/da Seguridade Social – Art. 193 ao Art. 205. ................................................................................. 26
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal: Decreto nº 1.171/94 e
Decreto nº 6.029/07. ....................................................................................................................................................... 33
Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos do Município do Salvador/BA (Estatuto do Servidor Público do
Salvador, Lei Complementar nº 001/91) - regime estatutário, regime disciplinar e estágio probatório. Deveres
e proibições dos servidores públicos da Administração Municipal. ........................................................................ 43
Lei Orgânica do Município de Salvador. ....................................................................................................................... 67

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APOSTILAS OPÇÃO

Vou começar a partir do momento em que ganhei você,


quando o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de
aniversário. (Eu estava junto quando você foi comprado, e com
isso eu não contava.)

Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que não


é de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me deixam
Elementos de construção levantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha
do texto e seu sentido: gênero curiosidade até quinze para as sete. Quando não dava mais
para esperar, fui até a sala de jantar, onde Moortje (a gata) me
do texto (literário e não deu as boas-vindas, esfregando-se em minhas pernas.”
literário, narrativo, descritivo Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”.

e argumentativo); Carta – esta, dependendo do destinatário pode ser


interpretação e organização informal, quando é destinada a algum amigo ou pessoa com
interna. quem se tem intimidade. E formal quando destinada a alguém
mais culto ou que não se tenha intimidade. Dependendo do
objetivo da carta a mesma terá diferentes estilos de escrita,
podendo ser dissertativa, narrativa ou descritiva. As cartas se
GÊNEROS TEXTUAIS
iniciam com a data, em seguida vem a saudação, o corpo da
carta e para finalizar a despedida.
O gênero textual é a forma como a língua é empregada nos
textos em suas diversas situações de comunicação, de acordo
Propaganda – este gênero geralmente aparece na forma
com o seu uso temos gêneros textuais diferentes. É importante
oral, diferente da maioria dos outros gêneros. Suas principais
lembrar que um texto não precisa ter apenas um gênero
características são a linguagem argumentativa e expositiva,
textual, porém há apenas um que se sobressai.
pois a intenção da propaganda é fazer com que o destinatário
Os textos, tanto orais quanto escritos, que têm o objetivo
se interesse pelo produto da propaganda. O texto pode conter
de estabelecer algum tipo de comunicação, possuem algumas
algum tipo de descrição e sempre é claro e objetivo.
características básicas que fazem com que possamos saber em
qual gênero textual o texto se encaixa. Algumas dessas
Notícia – este é um dos tipos de texto que é mais fácil de
características são: o tipo de assunto abordado, quem está
identificar. Sua linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo
falando, para quem está falando, qual a finalidade do texto,
desse texto é informar algo que aconteceu.
qual o tipo do texto (narrativo, argumentativo, instrucional,
etc.).
Artigo de Opinião
Distinguindo
É comum2 encontrar circulando no rádio, na TV, nas
revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição
É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero
por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o
literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é
autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema
referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma
em questão através do artigo de opinião.
possui um significado totalmente diferente da outra. Veja uma
Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem a
breve descrição do que é um gênero literário e um tipo textual:
intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa
Gênero Literário – nestes os textos abordados são apenas
apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e
os literários, diferente do gênero textual, que abrange todo
opiniões.
tipo de texto. O gênero literário é classificado de acordo com a
O artigo de opinião é fundamentado em impressões
sua forma, podendo ser do gênero líricos, dramático, épico,
pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.
narrativo e etc.
Tipo textual – este é a forma como o texto se apresenta,
Para produzir um bom artigo de opinião é aconselhável
podendo ser classificado como narrativo, argumentativo,
seguir algumas orientações. Observe:
dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. Cada uma
a) Após a leitura de vários pontos de vista, anote num
dessas classificações varia de acordo como o texto se
papel os argumentos que mais lhe agradam, eles podem ser
apresenta e com a finalidade para o qual foi escrito.
úteis para fundamentar o ponto de vista que você irá
Os gêneros textuais são infinitos e cada um deles possui o
desenvolver.
seu próprio estilo de escrita e de estrutura. Desta forma fica
mais fácil compreender as diferenças entre cada um deles e
b) Ao compor seu texto, leve em consideração o
poder classifica-los de acordo com suas características.
interlocutor: quem irá ler a sua produção. A linguagem deve
ser adequada ao gênero e ao perfil do público leitor.
Exemplos de gêneros textuais1
c) Escolha os argumentos, entre os que anotou, que podem
Diário – é escrito em linguagem informal, sempre consta a
fundamentar a ideia principal do texto de modo mais
data e não há um destinatário específico, geralmente, é para a
consciente, e desenvolva-os.
própria pessoa que está escrevendo, é um relato dos
acontecimentos do dia. O objetivo desse tipo de texto é guardar
d) Pense num enunciado capaz de expressar a ideia
as lembranças e em alguns momentos desabafar. Veja um
principal que pretende defender.
exemplo:
“Domingo, 14 de junho de 1942
e) Pense na melhor forma possível de concluir seu texto:
retome o que foi exposto, ou confirme a ideia principal, ou faça

1 http://www.portuguesxconcursos.com.br/p/tipologia-textual-tipos- 2http://www.odiarioonline.com.br/noticia/43077/VENDEDOR-BRASILEIRO-
generos.html ESTA-MENOS-SIMPATICO
http://www.estudopratico.com.br/generos-textuais/

Língua Portuguesa 1
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uma citação de algum escritor ou alguém importante na área Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP
relativa ao tema debatido.
Carta
f) Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade
do leitor. A carta é um dos instrumentos mais úteis em situações
diversas. É um dos mais antigos meios de comunicação. Em
g) Após o término do texto, releia e observe se nele você se uma carta formal é preciso ter cuidado na coerência do
posiciona claramente sobre o tema; se a ideia está tratamento, por exemplo, se começamos a carta no tratamento
fundamentada em argumentos fortes e se estão bem em terceira pessoa devemos ir até o fim em terceira pessoa: se,
desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao gênero; se o si, consigo, o, a, lhe, sua, diga, não digas, etc., seguindo também
texto apresenta título e se é convidativo e, por fim, observe se os pronomes e formas verbais na terceira pessoa.
o texto como um todo é persuasivo. Atenção aos pronomes de tratamento como Vossa
Senhoria, Vossa Excelência, eles devem concordar sempre na
Argumentações de Artigos de Opinião terceira pessoa.
Há vários tipos de cartas, a forma da carta depende do seu
Argumento de Causa: Propor uma relação com uma causa conteúdo:
e consequência em sua argumentação.
- Carta Pessoal é a carta que escrevemos para amigos,
Argumento de Autoridade: Sempre usar uma fonte, ou um parentes, namorado(a), o remetente é a própria pessoa que
estudo confiável para ter uma credibilidade ao que você assina a carta, estas cartas não têm um modelo pronto, são
defende. escritas de uma maneira particular.
- Carta Comercial se torna o meio mais efetivo e seguro de
Argumento de Exemplificação: Mostrar inúmeras comunicação dentro de uma organização. A linguagem deve
comparações e exemplos para ilustrar o seu argumento. ser clara, simples, correta e objetiva. Existem alguns tipos de
carta comercial:
Veja um exemplo de Artigo de Opinião:
Particular, familiar ou social: são tipos de
Vendedor brasileiro está menos simpático correspondência que são trocadas entre particulares, cujo
Por Bruno Caetano assunto, se enquadra em particular, íntimo e pessoal.
Bancária: este é focalizado nos assuntos relacionados à
O brasileiro é sorridente, certo? Nem sempre... Pesquisa vida bancária.
realizada pela empresa sueca Better Business World Wide, Comercial: associado às transações industriais ou
divulgada no final de agosto, mostra o Brasil no penúltimo comerciais.
lugar na classificação sobre atendimento a clientes iniciados Oficial: Destinada ao serviço militar, público ou civil.
com um sorriso. Ou seja, o consumidor entra na loja e muitas
vezes encontra o vendedor de cara fechada. Será que a A documentação comercial compreende os papéis
simpatia deixou de ser uma das nossas marcas registradas? O empregados em todas as transações da empresa como: Carta,
levantamento em questão, chamado Smiling Report, foi feito Telegrama, Cheque, Pedido de Duplicatas, Faturas,
em 2014 em 69 países e resultou em um ranking com 16 Memorandos, Relatórios, Avisos, Recibos, Fax. Na
posições. A liderança é dos irlandeses, com 97% de correspondência a linguagem mais correta é aquela que é
atendimentos começados com sorriso. O Brasil aparece em adequada ao contexto, ao momento, e à relação entre o
15º, com 79%, na frente apenas do Japão. emissor e o destinatário.
Como se não bastasse o mau posicionamento, pioramos Por exemplo: a linguagem que você usa para falar com um
nesse quesito, já que na edição de 2013 da pesquisa estávamos amigo, não é a mesma que você usa para falar com sua avó, ou
na nona colocação. Pela conclusão da Shopper Experience, com um parente distante.
empresa parceira da pesquisa no Brasil, é grave o fato de dois Existem vários tipos de cartas, e pessoas diferentes para
em cada dez consumidores entrarem nas lojas do nosso País e qual deve mandá-las, cartas de amor, de familiares que moram
serem recebidos sem um sorriso, dada a quantidade de muito longe, ou se alguém é parabenizado por seu aniversário.
estabelecimentos. E realmente é, pois estamos falando de A carta ao ser escrita deve ser primeiramente bem analisada
milhares de pontos de venda de produtos e serviços, onde o em termos de língua portuguesa, ou seja, deve-se observar a
contato direto com o público tem papel determinante para a concordância, a pontuação e a maneira de escrever com início,
imagem da empresa. O levantamento aponta que também meio e então o fim, contendo também um cabeçalho e se for
estamos mal no índice de vendas adicionais conquistadas uma carta formal, deve conter pronomes de tratamento
pelos atendentes. A média dos países nesse item foi de 52%; o (Senhor, Senhora, V. Ex.ª etc.) e por fim a finalização da carta
Brasil ficou em 37%, de novo apenas antes do Japão. Honduras que deve conter somente um cumprimento formal ou não
foi o líder nesse indicador, com 97%. Não tem segredo para (grato, beijos, abraços, adeus etc.).
melhorar a situação: é preciso investir em atendimento de Depois de todos esses itens terem sido colocados na carta,
qualidade. a mesma deverá ser colocada em um envelope para ser
Quando preços e produtos são iguais ou similares, é o enviado ao destinatário. Na parte de trás e superior do
relacionamento com o cliente que faz a diferença, pois é capaz envelope deve-se conter alguns dados muito importantes tais
de despertar no consumidor a vontade de adquirir algo e ainda como: nome do destinatário, endereço (rua, bairro e cidade) e
fidelizá-lo. O dono de um negócio deve, portanto, escolher por fim o CEP. Já o remetente (quem vai enviar a carta),
muito bem os integrantes da sua equipe, treiná-los e motivá- também deve inserir na carta os mesmos dados que o do
los para que o sorriso apareça, seja sincero e o público se sinta destinatário, que devem ser escritos na parte da frente do
bem no estabelecimento. Com tanta concorrência, é fácil o envelope. E por fim deve ser colocado no envelope um selo que
cliente virar as costas porque não se sentiu bem recebido e serve para que a carta seja levada à pessoa mencionada.
preferir gastar seu dinheiro em outra loja. Além disso, na atual Exemplo:
conjuntura econômica, em que as pessoas estão mais seletivas - Cabeçalho: cidade, data, mês e ano.
e com poder de compra reduzido, perder negócio porque o - Conteúdo: o texto da carta com começo, meio e fim.
vendedor está de mau humor ou é impensável. - Saudações: finalização da carta.

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO

No envelope deve conter: Atrás do envelope, lado com aba. desejado: a conscientização de que vocês são unos, de que o
Remetente. casal que se tornaram não deve e não pode ser desfeito e de
- Nome completo. que são capazes de solucionar as desavenças e transformá-las
- Rua – número – bairro (não obrigatório) em aprendizagem.
- Cidade – Estado. Abraços fraternos de seu amigo.
- CEP. Noslid Takannory

Alguns concursos e exames vestibulares trazem como Carta Argumentativa


prova de redação o pedido de elaboração de uma carta
argumentativa. Significa que o estudante deverá elaborar uma Relembrando, é preciso destacar dois tipos básicos de
carta que tenha "tese" (o assunto propriamente dito) carta. O primeiro é a correspondência oficial e comercial, que
argumentação (o conjunto de ideias ou fatos que constituem nos é enviada pelos poderes políticos ou por empresas
os argumentos que levam ao convencimento ou à conclusão de privadas (comunicações de multas de trânsito, mudanças de
algo) e conclusão. endereço e telefone, propostas para renovar assinaturas de
A carta argumentativa que apresento como exemplo tem revistas, etc.).
como tese o "casamento", ou melhor, "a manutenção do Este tipo de carta caracteriza-se por seguir modelos
casamento". A argumentação, em dois parágrafos, tenta prontos, em que o remetente só altera alguns dados.
convencer o interlocutor de que o casamento não deve ser Apresentam uma linguagem padronizada (repare que elas são
desfeito, sendo esta a conclusão. extremamente parecidas, começando geralmente por “Vimos
por meio desta…”) e normalmente são redigidas na linguagem
Caro Nicolo formal culta. Nesse tipo de correspondência, mesmo que
venha assinada por uma pessoa física, o emissor é uma pessoa
Chegou-me a notícia de que você e Maria Lúcia estão em jurídica (órgão público ou empresa privada), no caso,
vias de separação. Isso me entristeceu deveras, já que vocês devidamente representada por um funcionário.
sempre foram considerados o casal exemplar. Lembra-se Outro tipo de correspondência é a carta pessoal, que
daquela época quando brincávamos, dizendo que vocês eram utilizamos para estabelecer contato com amigos, parentes,
"mais" perfeitos que Tarcísio Meira e Glória Meneses, o casal namorado(a). Tais cartas, por serem mais informais que a
modelo da televisão brasileira? Pois é. E agora me vem essa correspondência oficial e comercial, não seguem modelos
informação estapafúrdia de que a perfeição é imperfeita. prontos, caracterizando-se pela linguagem coloquial. Nesse
Fiquei chocado, mas ainda tenho a esperança de que não passa caso o remetente é a própria pessoa que assina a
de uma crise superável. Por isso peguei a caneta para escrever- correspondência.
lhes minhas considerações sobre o assunto e tentar ajudá-los Embora você possa encontrar por aí livros que trazem
a superar isso. Como amigo de infância e mais velho que você, “modelos” de cartas pessoais (principalmente “modelos de
portanto mais experiente, acho que tenho esse direito, não é carta de amor”), fuja deles, pois tais “modelos” se caracterizam
mesmo? E também porque, conforme você sabe muito bem, por uma linguagem artificial, surrada, repleta de expressões
minha tese sempre foi a de que casamento é dedicação e desgastadas, além de serem completamente ultrapassados.
sacrifício. Isso que quero evidenciar a vocês nestas linhas. Não há regras fixas (nem modelos) para se escrever uma
Quando vocês se uniram, não apenas formaram um casal, carta pessoal, afora a data, o nome (ou apelido) da pessoa a
mas sim se tornaram um casal, o que significa que a quem se destina e o nome (ou apelido) de quem a escreve, a
individualidade de cada um não foi extinta. Cada um de vocês forma de redação de uma carta pessoal é extremamente
traz uma bagagem de história pessoal e familiar muito forte, e particular.
isso não pode ser jamais desprezado. Em alguma crise No processo de comunicação (e a correspondência é uma
conjugal, cada um deve ter isso em mente, para entender os forma de comunicação entre pessoas), não se pode falar em
pontos de vista do outro e, assim, relevar pequenos deslizes e linguagem correta, mas em linguagem adequada. Não falamos
perdoá-los. Perdoar não significa esquecer completamente o com uma criança do mesmo modo que falamos com um adulto.
problema, mas sim renunciar à punição e deixar de considerar A linguagem que utilizamos quando discutimos um filme
essenciais os erros. O mais importante está na harmonia do com os amigos é bastante diferente daquela a que recorremos
casal e do próprio ser. Quem consegue agir dessa maneira quando vamos requerer vaga para um estágio ao diretor de
desenvolve, certamente, suas inteligências interpessoais e uma empresa. Em síntese: a linguagem correta é a adequada
intrapessoais. ao assunto tratado (mais formal ou mais informal), à situação
O segundo aspecto que quero frisar é o da honra, esse em que está sendo produzida, à relação entre emissor e
princípio ético que leva alguém a ter uma conduta proba, destinatário (a linguagem que você utiliza com um amigo
virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom conceito íntimo é bastante diferente da que se utiliza com um parente
junto à sociedade. Muito bem. Não quero entrar em detalhes distante ou mesmo com um estranho).
de caráter religioso, mas quero lembrar-lhes que prometeram Na correspondência deve ocorrer exatamente a mesma
perante a comunidade e perante seu líder religioso ficar juntos coisa: a linguagem e o tratamento utilizados vão variar em
"até que a morte os separe". Foi uma promessa solene. Uma função da intimidade dos correspondentes, bem como do
pessoa honrada cumpre suas promessas e não se deixa abater assunto tratado. Uma carta a um parente distante
por seus problemas, e sim os resolve conforme surgirem, por comunicando um fato grave ocorrido com alguém da família
mais graves que sejam. apresentará uma linguagem mais formal. Já uma carta ao
Vocês são extremamente inteligentes e têm aquelas duas melhor amigo comunicando a aprovação no vestibular terá
inteligências, intrapessoal e interpessoal, bem desenvolvidas, uma linguagem mais simples e descontraída, sem formalismos
eu o sei. Devem, portanto, renunciar à punição que estão de qualquer espécie.
infligindo a si mesmos e enfrentar a situação com dignidade, já
que são pessoas honradas. Devem, portanto, tentar, até a Partes da Carta
última esperança, manter o casamento. E não podem deixar
que essa última esperança se esgote. "Aparem as arestas", - local e data;
como dizem alguns, e não esgotem os recursos para - destinatário;
permanecerem juntos, afinal casamento é dedicação e - saudação;
sacrifício. Espero que essas poucas palavras produzam o efeito - interlocução com o destinatário;

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- despedida; Geralmente são veiculadas nos meios de comunicação


- assinatura. (televisão, rádio, internet, etc.) sendo que os assuntos mais
Esses itens estão na ordem em que devem aparecer. abordados apontam algum problema, demanda da
Caso se esqueça de dizer algo importante e já tenha comunidade, apoio a uma causa, dentre outros.
finalizado a carta é só acrescentar a abreviação latina P.S
(post scriptum) ou Obs. (observação). Essa sigla é Estrutura: Como fazer uma Carta Aberta?
originada do verbo latino “post scribere” que significa
“escrever depois”. Para produzir uma carta aberta, devemos estar atentos a
seguinte estrutura:
As Expressões Surradas Título: geralmente é acrescentado um título que indica a
quem será destinada a carta (comunidade, associação,
Na produção de textos, devemos evitar frases feitas e instituição, organização, entidade, autoridade municipais,
expressões surradas (os chamados clichês), como “nos estaduais e nacionais, etc.)
píncaros da glória”, “silêncio sepulcral”, “nos primórdios da Introdução: tal qual um texto dissertativo, ela apresenta
humanidade”, etc. Na carta, não é diferente. Fuja de expressões introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, as
surradas que já apareceram em milhares de cartas, como principais ideias são abordadas pelos destinatários.
“Escrevo-lhes estas mal traçadas linhas” ou “Espero que esta vá Desenvolvimento: segundo a proposta da carta, nesse
encontrá-lo gozando de saúde”. momento serão apontados os principais argumentos e pontos de
vista referentes ao assunto abordado.
A Coerência no Tratamento Conclusão: momento de arrematar a ideia e sugerir alguma
ação dos interlocutores ou possível resolução do problema
Na carta formal, é necessário a coerência no tratamento. Se posto em causa. Na conclusão, ocorre o fechamento da ideia e
a iniciamos tratando o destinatário por tu, devemos manter busca de soluções.
esse tratamento até o fim, tomando todo o cuidado com Despedida: com saudações cordiais e assinatura dos
pronome e formas verbais. Nesse tipo de carta, são comuns os remetentes, a despedida finaliza a carta aberta.
erros de uniformidade de tratamento como o que
apresentamos abaixo: Para compreender melhor o conceito, segue abaixo um
“Você deverá comparecer à reunião. Espero-te exemplo de Carta Aberta:
ansiosamente. Não se esqueça de trazer tua agenda.”
Carta Aberta a Comunidade de Manaus
Observe que não há nenhuma uniformidade de
tratamento: começa-se por você (terceira pessoa), depois se De acordo com os problemas que temos passado durante
passa para a segunda pessoa (te), volta-se à terceira (se), os últimos dias no centro de Manaus, resolvemos apontar
terminando com a segunda (tua). alguns temas para a reflexão, os quais consideramos de suma
Ainda com relação à uniformidade, fique atento ao importância para a comunidade manauara.
emprego de pronomes de tratamento como Vossa Senhoria, Primeiramente, devemos salientar que o pagamento dos
Vossa Excelência, etc. Embora se refiram às pessoas com quem espaços destinados à comercialização dos produtos artesanais
falamos, esses pronomes devem concordar na terceira pessoa. inclui todos os profissionais que comercializam seus produtos
Veja: no centro do município.
“Aguardo que Vossa Senhoria possa enviar-me ainda hoje os Assim, após a inscrição na Prefeitura Municipal, os
relatórios de sua autoria. Vossa Excelência não precisa inscritos deverão pagar a matrícula do espaço alugado e ainda
preocupar-se com seus auxiliares.” um valor de 20% das vendas anuais.
Esse evento de mudança na legislação a partir do mês de
Carta aberta outubro, acarretou diversos problemas para os artesões que
sofreram com a fiscalização na semana passada no centro da
A Carta Aberta3 é um modelo de carta (texto epistolar) cidade.
que tem como principal característica informar, instruir, Visto a repercussão do episódio, decidimos entrar em
alertar, protestar, reivindicar ou argumentar sobre contato com o órgão responsável para ampliar o tempo de
determinado assunto. cadastramento de todos os artesãos, visto a desorganização
É um veículo de comunicação coletiva, ou seja, é destinada das últimas inscrições, bem como a falta de informação.
a várias pessoas (algum público, sindicatos, representações, Além disso, depois de nosso contato, a rádio e canal local
comunidade, etc.). de televisão, ficaram encarregadas de divulgar durante um
Portanto, o destinatário e o remetente da carta aberta não mês, informações sobre a nova legislação, bem como a
são seres individuais e por isso, ela é diferente das cartas importância do cadastramento e detalhes sobre o pagamento
pessoais. dos espaços locais.
A carta aberta não está reduzida a somente um gênero Esperamos que todos estejam atentos uma vez que o
textual, ou seja, ela pode ser um texto instrucional, expositivo, trabalho de produção e comercialização de produtos
argumentativo ou descritivo. artesanais representa uma parte considerável de nosso
Diante disso, vale lembrar que ela pode englobar mais de patrimônio, e, portanto, possui um valor inestimável para a
um gênero, ou seja, ela pode ser ao mesmo tempo descritiva e comunidade.
argumentativa.
Dessa maneira, a carta aberta representa uma importante Atenciosamente,
ferramenta de participação política dos cidadãos, uma vez que Associação de Artesãos de Manaus
apresenta determinado assunto de interesse coletivo.
Lembre-se que a carta aberta não é um texto muito extenso Carta de reclamação
e sua linguagem é clara, coesa e está de acordo com as normas
gramaticais. A carta de reclamação4 é utilizada quando o remetente
descreve um problema ocorrido a um destinatário que pode

3 https://www.todamateria.com.br/carta-aberta/ 4 http://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-reclamacao.htm

Língua Portuguesa 4
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APOSTILAS OPÇÃO

resolvê-lo. É considerado um texto persuasivo, pois o Carta do leitor


interlocutor tenta convencer o receptor da mensagem a
encontrar uma solução para o problema apontado na carta. A Carta do leitor6 é um tipo de carta (gênero epistolar)
Por este motivo, quem reclama deve se utilizar de um veiculada geralmente em jornais e revistas, onde os leitores
discurso argumentativo: descrevendo de maneira clara o(s) podem apresentar suas opiniões.
problema(s), motivo(s) pelo qual pode ter ocorrido, as É um espaço reservado donde as opiniões, sugestões,
consequências se não for resolvido. A exposição dos fatos deve críticas, perguntas, elogios e reclamações dos leitores são
comprovar que o remetente é quem tem razão, o qual pode publicadas e podem ser visualizadas por qualquer indivíduo.
ainda, apontar as possíveis soluções para que haja Possui uma função relevante para os meios de
entendimento entre as partes. comunicação, de modo que a carta do leitor assegura uma
É essencial que a carta de reclamação tenha: identificação resposta (feed-back) de seus leitores.
do remetente e do destinatário, data e local, assinatura, É um importante instrumento de comunicação cujo leitor
documentos em anexo (caso necessário). pode interagir com o meio de comunicação, expondo assim,
Lembre-se de expor claramente os antecedentes, pois seu ponto de vista sobre uma notícia, reportagem, pesquisa ou
neles estão os motivos pelos quais a reclamação está sendo qualquer outro assunto atual.
feita. Além disso, ele pode sugerir algum tema a ser abordado.
A carta deve ser preferencialmente digitada, pois facilita a Por esse motivo, é uma importante ferramenta de produção de
leitura e evita equívocos. pauta para os veículos de comunicação.
Desse modo, devemos lembrar que a carta do leitor possui
Importante: Sempre tenha uma cópia e caso entregue em um remetente (emissor ou locutor) e destinatário (receptor ou
mão, solicite a assinatura de quem recebeu com a data, se interlocutor).
possível carimbada (no caso de empresa). Antes de ser publicada ela passa pela equipe de revisão, a
qual adaptará o texto e corrigirá possíveis erros.
Carta de solicitação Por esse motivo, não existe um modelo específico, uma vez
que segue o padrão de apresentação e o espaço destinado para
A carta de solicitação5 faz parte das cartas comerciais e esse fim determinado pelo meio de comunicação.
deverá possuir: timbre da empresa, iniciais do departamento, Vale lembrar que a carta do leitor é uma pequena seção do
número da carta, local e data, destinatário, referência, assunto, veículo de comunicação, a qual pode ser publicada na íntegra,
saudação, corpo do texto, despedida e assinatura. ou somente trechos relevantes.
Como será publicada, as expressões de baixo calão, ou
O objetivo desse tipo de carta, como o próprio nome já diz, posições preconceituosas não devem ser pronunciadas.
é fazer um pedido (solicitar algo) ao destinatário. Além disso, o leitor deve evitar expressões populares,
gírias, vícios de linguagem, apresentando seu texto numa
Veja um exemplo: linguagem formal, ou seja, que segue a norma culta da língua.
Importante destacar que, de acordo com o público, a
Timbre da empresa linguagem pode ser mais descontraída, por exemplo, numa
Dep. de vendas revista para adolescentes.
Nº 02/09
Características
Ao Diretor do Dep.de Faturamento
João Esleveriano da Costa As principais características da carta do leitor são:
Textos breves e escritos em 1ª pessoa
Recife, _____ de fevereiro de 2009. Temas atuais e de caráter subjetivo
Linguagem simples, clara e objetiva
Prezado Senhor, Presença de destinatário e remetente
Solicito a esse departamento, do qual V.Sª. é diretor, que Texto expositivo e argumentativo
tenha a gentileza de enviar-me a tabela de faturamento do
último mês, a fim de que possamos conferir algumas vendas Estrutura: Como Fazer uma Carta do Leitor?
realizadas.
Geralmente as cartas dos leitores não seguem uma
Antecipo-lhe meus agradecimentos, certo de que serei estrutura padrão, no entanto, devem apresentar alguns
prontamente atendido, dada a eficiência desta seção. elementos estruturais:
Vocativo: aparece o nome da revista ou do jornal e pode
Subscrevo-me. vir acompanhada de local e data (chamado de cabeçalho).
Introdução: pequeno trecho que aborda o assunto que
Cordialmente, será apresentado e explorado pelo leitor.
Desenvolvimento: desenvolvimento da argumentação do
Antonie Bernardo da Luz. leitor sobre sua ideia central.
Chefe do departamento de vendas. Conclusão: o leitor arremata suas ideias, e geralmente
inclui uma sugestão para o assunto abordado.
Há alguns sinônimos que podem ser utilizados: estimado Despedida: representa as saudações finais do leitor, por
senhor, peço-lhe o obséquio de, peço-lhe a gentileza, solicito a exemplo, atenciosamente, cordialmente, abraços, etc.
V.Sª. A especial fineza de, informar-me, comunicar-me, desde Assinatura: O leitor assina seu nome, o qual pode aparecer
já, apresento-lhe meus agradecimentos, antecipadamente em forma de sigla, por exemplo, Afonso Miguel Pereira dos
grato, me firmo. Santos (A.M.P.S.)

5 https://brasilcola.wordpress.com/category/carta-de-solicitacao/ 6 https://www.todamateria.com.br/carta-do-leitor/

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Exemplos prevaleça o emprego da 3ª pessoa do singular, ocupa lugar de


Para compreender melhor o conceito de carta do leitor, destaque.
segue abaixo dois exemplos, donde o primeiro apresenta uma
linguagem formal e o segundo uma linguagem informal: Estrutura de um editorial:
- Uma síntese: constituída por uma apresentação –
Exemplo 1 geralmente 1º e 2º parágrafos, refere-se à exposição da ideia
principal com base na ideia a ser defendida.
São Paulo, 12 de dezembro de 2013 - O corpo do editorial: Revela os argumentos que
fundamentam a ideia principal em relação ao posicionamento
Caros Editores da Revista Viagens e Lazer, atribuído pelo veículo de comunicação em referência.
- A conclusão: Refere-se a uma possível solução para o
Antes de mais nada, gostaria de agradecer a matéria problema levantado ou, em determinados casos, incita o leitor
publicada no mês de outubro intitulada “Lugares Inóspitos do a uma reflexão sobre o assunto em pauta.
Planeta” pela riqueza de detalhes e das fotos acrescidas ao
texto. Notícia
Após ler a matéria, fiz uma lista dos locais que me
interessam conhecer, uma vez que sou antropólogo e um A notícia é um dos principais tipos de textos jornalísticos
grande viajante e explorador de lugares. existentes e tem como intenção nos informar acerca de
Quanto a isso, tenho uma sugestão para o próximo mês, a determinada ocorrência. Trata-se de um texto bastante
inclusão de uma matéria sobre as ilhas Fiji. Estive ali durante recorrente nos meios de comunicação em geral, seja na
dois anos de minha vida e pude contemplar belezas naturais televisão, em sites pela internet ou impresso em jornais ou
estonteantes. Parabéns pelo trabalho! revistas.
Caracteriza-se por apresentar uma linguagem simples,
Agradeço a atenção! clara, objetiva e precisa, pautando-se no relato de fatos que
interessam ao público em geral.
João Ribeiro, Porto Alegre (Rio Grande do Sul)
Estrutura de uma notícia:
Exemplo 2 - Manchete ou título principal: Geralmente é grafado de
forma bastante evidente, com o objetivo de chamar a atenção
Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2012 do leitor.
- Título auxiliar: Serve como um complemento do
Olá Pessoal da Revista Teen Femina, principal, com o acréscimo de algumas informações, a fim de
torná-lo ainda mais chamativo ao leitor.
Meu nome é Gisele e tenho 14 anos. Adorei a matéria sobre - Lide (lead): Corresponde ao primeiro parágrafo e nele
o primeiro beijo e gostaria de sugerir uma nova matéria sobre são expostas as informações que mais despertar a atenção do
o namoro na adolescência. Sou fã da revista, compro todo o leitor para continuar com a leitura do texto. Busca responder
mês!!! às questões: Quem? Onde? O que? Como? Quando? Por quê?.
Além dessas matérias importantes na adolescência adoro Esta estratégia é bastante utilizada em jornais devido ao seu
a seção de modas e acessórios. Já pensaram em ter um espaço caráter informativo e por poder levar informações rápidas e
para a reciclagem de artigos de moda? Tenho feito algumas claras ao leitor.
adaptações nas roupas e acessórios que tenho no guarda- - Corpo da notícia: Trata-se da informação propriamente
roupa e tem sido um sucesso com a galera. Abraços e até a dita, com a exposição mais detalhada dos acontecimentos
próxima! mencionados. Após trazer as informações mais importantes no
primeiro parágrafo, os parágrafos seguintes apresentam os
Gisele Matias Albuquerque, Natal (Rio Grande do Norte) outros acontecimentos sempre em ordem decrescente de
relevância. As informações realmente necessárias para o
Editorial entendimento dos fatos – tais como as personagens, o espaço
e o tempo – são priorizadas.
O editorial é um tipo de texto jornalístico que geralmente
aparece no início das colunas. Diferente dos outros textos que Um detalhe de extrema importância que devemos estar
compõem um jornal, de caráter informativo, os editoriais são atentos é sobre o tipo de linguagem estabelecida, ou seja,
textos opinativos. identificarmos se ela é formal ou informal, se há a participação
Embora sejam textos de caráter subjetivo, podem do emissor (a pessoa que escreve ou fala) no sentido de emitir
apresentar certa objetividade. Isso porque são os editoriais algum tipo de opinião, entre outros aspectos. A notícia, de
que apresentam os assuntos que serão abordados em cada forma específica, possui uma linguagem clara, precisa e
seção do jornal, ou seja, Política, Economia, Cultura, Esporte, objetiva, uma vez que se trata de uma informação e, por isso,
Turismo, País, Cidade, Classificados, entre outros. tudo que é relatado precisa estar claro, de modo a fazer com
Os textos são organizados pelos editorialistas, que que a mensagem seja transmitida de forma adequada.
expressam as opiniões da equipe e, por isso, não recebem a
assinatura do autor. No geral, eles apresentam a opinião do Reportagem
meio de comunicação (revista, jornal, rádio, etc.).
Tanto nos jornais como nas revistas podemos encontrar os Reportagem é um texto jornalístico amplamente divulgado
editoriais intitulados como “Carta ao Leitor” ou “Carta do nos meios de comunicação de massa. A reportagem informa,
Editor”. de modo mais aprofundado, fatos de interesse público. Ela
Em relação ao discurso apresentado, esse costuma se situa-se no questionamento de causa e efeito, na interpretação
apoiar em fatos polêmicos ligados ao cotidiano social. E e no impacto, somando as diferentes versões de um mesmo
quando falamos em discurso, logo nos atemos à questão da acontecimento.
linguagem que, mesmo em se tratando de impressões A reportagem não possui uma estrutura rígida, mas
pessoais, o predomínio do padrão formal, fazendo com que geralmente costuma estabelecer conexões com o fato central,
anunciado no que chamamos de lead (foi visto em Notícia).

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A partir daí, desenvolve-se a narrativa do fato principal, que foi avaliado; crítica a respeito dos conteúdos; e indicação
ampliada e composta por meio de citações, trechos de para alunos de áreas afins ou possível público de interesse.
entrevistas, depoimentos, dados estatísticos, pequenos
resumos, dentre outros recursos. É sempre iniciada por um Resenha descritiva
título, como todo texto jornalístico. A resenha descritiva se assemelha ao resumo descritivo.
O objetivo de uma reportagem é apresentar ao leitor várias Ele sintetiza uma obra, apresentando seu autor e seus aspectos
versões para um mesmo fato, informando-o, orientando-o e formais além de contextualizar seus assuntos. Mas, aqui,
contribuindo para formar sua opinião. diferentemente da resenha crítica, não há inferência do
A linguagem utilizada nesse tipo de texto é objetiva, resenhista, sendo assim, não cabe avaliação ou juízo de valor.
dinâmica e clara, ajustada ao padrão linguístico divulgado nos
meios de comunicação de massa, que se caracteriza como uma Compreensão de textos informativos, argumentativos e de
linguagem acessível a todos os públicos, mas pode variar de textos de ordem prática (ordens de serviço, instruções,
formal para mais informal dependendo do público a que se cartas e ofícios)
destina. Embora seja impessoal, às vezes é possível perceber a
opinião do repórter sobre os fatos ou sua interpretação. Compreensão de Textos7
Para se produzir uma boa reportagem, é fundamental que
o repórter ouça todas as versões de um fato, a fim de que a Confunde-se muito compreensão com interpretação
verdade apurada seja realmente a verdade que possa ser textual. Você sabe dizer a diferença entre ambas? Se não,
comprovada, não aquela que se imagina que é a verdade. observe, se sim revise: Compreender o texto nada mais é do
Cuidado para não confundir o gênero reportagem com que ler o que exatamente vem escrito nele.
notícia. A reportagem apresenta elementos que não são A compreensão está propensa a três erros: Extrapolação,
próprios do gênero notícia, entre eles o levantamento de Redução e Contradição:
dados, entrevistas com testemunhas e/ou especialistas e uma Extrapolação: quando você faz deduções sem ter base no
análise detalhada dos fatos. Embora preze pela objetividade, texto, de forma aleatória, de acordo com o seu achismo; Vamos
característica importante dos gêneros jornalísticos, a simular? Se a frase afirma: Nem todos os candidatos são
reportagem invariavelmente apresenta um retrato do assunto classificados nos concursos.
a partir de um ângulo pessoal, por isso, ao contrário da notícia, Se você afirmar que todos os candidatos são classificados
ela é assinada pelo repórter. Nesse gênero é comum encontrar nos concursos não haveria vagas suficientes e você estaria
também o recurso da polifonia, pois nele existem outras vozes extrapolando, falando algo que não está no texto;
que não a do repórter, por isso o equilíbrio entre os discursos Redução: quando você reduz o significado de determinado
direto e indireto. A finalidade maior da polifonia é permitir que trecho do que foi escrito; Se a frase afirma: Nem todos os
o repórter aborde o tema de maneira global e, dessa maneira, candidatos são classificados nos concursos. E você afirma que
isente-se da apresentação dos fatos. nenhum candidato é classificado nos concursos. Nesse caso
você restringiu o sentido mudando o termo de nem todos para
Resenha nenhum de maneira inadequada, alterando o significado do
que está escrito.
A resenha caracteriza-se por ser, no geral, um resumo Contradição: quando você deduz algo que é oposto ao real
crítico. Nesta produção textual, o autor faz uma descrição e significado do que está texto. Se a frase afirma: Nem todos os
uma breve apreciação a respeito de acontecimentos culturais candidatos são classificados nos concursos. E você afirma que
ou obras (sejam elas cinematográficas, musicais, teatrais ou todos os candidatos são classificados. Então, além de
literárias), a fim de divulgar um objeto de consumo cultural, de extrapolar você entra em contradição, pois não é isso que o
maneira resumida, convidando o leitor ou espectador a texto afirma. Logo, uma forma adequada de reescrever a frase
conhecer a obra na íntegra. Em geral, a resenha é veiculada por mantendo o seu sentido seria: Alguns candidatos são
jornais e revistas. classificados nos concursos.
No geral, o texto resenha deve conter uma análise e um
julgamento, seja de verdade ou de valor. Por tratar-se de um Tipos de Ofícios Requerimento
resumo crítico, este tipo de texto exige que o resenhista seja
alguém com conhecimentos na área, pois só assim poderá Conforme a definição de um dicionário é derivado do verbo
avaliar e julgar a obra criticamente. requerer, que significa na forma denotativa (literal) solicitar,
A linguagem pode ser mais ou menos formal, de acordo pedir, estar em busca de algo. Logo, redigir um requerimento
com o leitor, o veículo e o produto cultural resenhado. Há o tem a finalidade de solicitar aprovação (deferimento) de algo
emprego de vocabulário específico relacionado ao objeto por escrito a um órgão (Público ou Privado) como uma
resenhado. Os autores de resenhas geralmente são entendidos Secretaria, um Colégio, uma Faculdade, etc.
ou estudiosos do assunto, por isso, são grandes formadores de Portanto, observe uma dica para te auxiliar a identificar
opinião e podem influenciar o público alvo, contribuindo para um requerimento:
o sucesso ou para o fracasso do produto cultural criticado. - Quanto ao desfecho não pode faltar:
- A fórmula convencional: “Nestes termos, pede
Tipos de resenha deferimento”
Ilm.º. SR. Diretor da Escola Estadual Dom Bosco (Nome da
Resenha crítica pessoa que solicita o requerimento), aluna regularmente
Avalia e julga obras culturais como filmes, livros e peças matriculada no nono ano do ensino fundamental desta escola,
teatrais, bem como trabalhos acadêmicos. É um texto que vem respeitosamente solicitar a V. Sª a expedição dos
descreve o objeto do qual trata e apresenta o juízo de valor do documentos necessários à sua transferência para outro
resenhista sobre tal. A resenha crítica precisa ter uma estabelecimento de ensino. Nestes termos, pede deferimento
contextualização da obra avaliada, assim como suas Londrina, 04 de novembro de 2008. (Assinatura) (Extraído do
referências completas, de acordo com as regras da ABNT; site www.brasilescola.com.br)
título a partir do enfoque da análise; considerações sobre o

7Fonte: http://pt.slideshare.net/Nilberte/slide-de-portugus-01-curso-sac
(Adaptado)

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Ata diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula.


Porém, praticamente todas as obras narrativas possuem
A ata tem como objetivo documentar qualquer evento elementos estruturais e estilísticos em comum e devem
realizado em uma instituição, sendo assim possui algumas responder a questionamentos, como: quem? o que? quando?
formalidades pelo fato de ser uma redação técnica, um onde? por quê? Vejamos a seguir:
documento pertencente a uma Instituição.
Ata referente ao primeiro conselho de classe realizado pela Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente
(nome completo da instituição) Aos vinte e três de março de longos e narram histórias de um povo ou de uma nação,
2010, às dezessete horas e trinta minutos, sob o comando do envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc.
diretor (nome completo), da coordenadora pedagógica (nome Normalmente apresentam um tom de exaltação, isto é, de
completo) e demais professores, realizou-se o primeiro valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exemplos são Os
conselho de classe referente ao 1º bimestre, tendo por objetivo Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisseia, de Homero.
a análise do rendimento de todos os educandos, usando como
instrumento de verificação as avaliações formais. Dentre as Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e
propostas inerentes ao evento, destacaram-se as medidas a personagens bem definidos e de caráter
serem tomadas no que diz respeito às possíveis falhas obtidas mais verossímil. Também conta as façanhas de um herói, mas
mediante o processo avaliativo, com vistas a contorná-las. principalmente uma história de amor vivida por ele e uma
Constatados e discutidos todos os propósitos, a reunião se mulher, muitas vezes, “proibida” para ele. Apesar dos
encerrou, na qual eu (nome da secretária escolar) lavrei a ata, obstáculos que o separam, o casal vive sua paixão proibida,
lida e assinada por todos os presentes. Belo Horizonte, 23 de física, adúltera, pecaminosa e, por isso, costuma ser punido no
março de 2010. final. É o tipo de narrativa mais comum na Idade Média.
(Extraído do site www.brasilescola.com.br) Ex: Tristão e Isolda.

Carta Comercial Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário


entre a longevidade do romance e a brevidade do conto. Como
Tem por finalidade estabelecer uma comunicação exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista,
comercial, entre pessoas e empresas ou somente entre de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.
empresas.
Loja da Maria e Cia. Ltda. Comércio de utensílios Av. João, Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente
1000 Goiânia – GO Goiânia, 03 de março de 2008. Ao diretor em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas e até
Joaquim Silva Rua das Amendoeiras, 600 Belo Horizonte – MG folclores. Inicialmente, fazia parte da literatura oral.
Prezado Senhor: Confirmamos ter recebido uma Boccacio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a
reivindicação de depósito no valor três mil reais referente ao publicação de Decamerão. Diversos tipos do gênero textual
mês de fevereiro. Informamos-lhe que o referido valor foi conto surgiram na tipologia textual narrativa: conto de fadas,
depositado no dia 1º de março, na agência 0003, conta que envolve personagens do mundo da fantasia; contos de
corrente 3225, Banco dos empresários. Por favor, pedimos que aventura, que envolvem personagens em um contexto mais
o Sr. verifique o extrato e nos comunique o pagamento. próximo da realidade; contos folclóricos (conto popular);
Pedimos escusas por não termos feito o depósito contos de terror ou assombração, que se desenrolam em um
anteriormente, mas não tínhamos ainda a nova conta bancária. contexto sombrio e objetivam causar medo no expectador;
Nada mais havendo, reafirmamos os nossos protestos de contos de mistério, que envolvem o suspense e a solução de
elevada estima e consideração. Atenciosamente, Amélia Sousa um mistério.
Gerente comercial
(Extraído do site www.brasilescola.com.br) Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser
inverossímil. As personagens principais são não humanos e a
Procuração finalidade é transmitir alguma lição de moral.

Tem como finalidade transferir os poderes de alguém Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida
(outorgado) para agir em nome de outra pessoa (outorgante). cotidiana, com linguagem coloquial. Pode ter um tom
Eu, Eloá Oliveira, brasileira, natural de Marilândia, casada, humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente,
Residente e Domiciliada em Belo Horizonte, MG, Rua Joaquina quando aparece em seção ou artigo de jornal, revistas e
Silvério, nº 444, RG 4254748, CPF 263.362.421.12, NOMEIO programas da TV...
MEU PROCURADOR O Sr. João da Silva, brasileiro, natural de
Marilândia, casado, Residente e Domiciliado em Belo Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância
Horizonte, MG, Rua Joaquina Silvério, nº 444, RG 2542636, CPF entre os momentos narrativos e manifestos descritivos.
263.895.325-13, PARA FINS DE efetivar matrícula, junto à
Universidade Federal de Minas Gerais, PODENDO em meu Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético
nome, fazer a inscrição no curso de Pedagogia, para o qual fui e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e
selecionada no Processo Seletivo de 2008. Belo Horizonte, 03 filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais
de março de 2009. ___________________ Eloá Oliveira flexível que o tratado. Consiste também na defesa de um ponto
(Extraído do site www.brasilescola.com.br) de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico,
filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental,
GÊNEROS LITERÁRIOS etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou
provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Exemplo:
Gênero Narrativo: Ensaio sobre a tolerância, de John Locke.

Na Antiguidade Clássica, os padrões literários Gênero Dramático:


reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com
o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro.
apenas uma variante do gênero literário narrativo, devido ao Nesse tipo de texto, não há um narrador contando a história.
surgimento de concepções de prosa com características

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Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que Acróstico: (akros = extremidade; stikos = linha),
assumem os papéis das personagens nas cenas. composição lírica na qual as letras iniciais de cada verso
formam uma palavra ou frase;
Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível
de provocar compaixão e terror. Aristóteles afirmava que a Balada: uma das mais primitivas manifestações poéticas,
tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma são cantigas de amigo (elegias) com ritmo característico e
extensão e completa, em linguagem figurada, com atores refrão vocal que se destinam à dança;
agindo, não narrando, inspirando dó e terror". Ex: Romeu e
Julieta, de Shakespeare. Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com
acompanhamento musical;
Farsa: A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao
emprego de processos como o absurdo, as incongruências, os Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes;
equívocos, a caricatura, o humor primário, as situações odes do oriente médio;
ridículas e, em especial, o engano.
Haicai: expressão japonesa que significa “versos cômicos”
Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida (=sátira). E o poema japonês formado de três versos que
e no sentimento comum, de riso fácil. Sua origem grega está somam 17 sílabas assim distribuídas: 1° verso= 5 sílabas; 2°
ligada às festas populares. verso = 7 sílabas; 3° verso 5 sílabas;

Tragicomédia: modalidade em que se misturam Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em
elementos trágicos e cômicos. Originalmente, significava a dois quartetos e dois tercetos, com rima geralmente em a-ba-
mistura do real com o imaginário. b a-b-b-a c-d-c d-c-d.

Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões
retrata, com forte apelo linguístico e cultural nordestinos, (cantigas de escárnio e de maldizer); satíricas, portanto.
fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este
povo. Gêneros não literários

Gênero Lírico: A linguagem não literária8 apresenta peculiaridades que a


diferem da linguagem literária, entre elas o emprego de uma
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no linguagem convencional e denotativa.
poema e que nem sempre corresponde à do autor) exprime A linguagem não literária tem como função informar de
suas emoções, ideias e impressões em face do mundo exterior. maneira clara e sucinta, desconsiderando aspectos estilísticos
Normalmente os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e próprios da linguagem literária.
há o predomínio da função emotiva da linguagem. Você sabia que os diversos textos podem ser classificados
de acordo com a linguagem utilizada? A linguagem de um texto
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo está condicionada à sua funcionalidade: se a intenção é
que a morte é elevada como o ponto máximo do texto. O informar, a escolha vocabular deve estar de acordo com essa
emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de finalidade; se a intenção é artística, outros recursos
morte. É um poema melancólico. Um bom exemplo é a linguísticos mais apropriados devem ser utilizados.
peça Roan e Yufa, de William Shakespeare. Quando pensamos nos diversos tipos e gêneros textuais,
devemos pensar também na linguagem adequada a ser
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, adotada em cada um deles. Por isso existem a linguagem
ou seja, noites românticas com poemas e cantigas. Um bom literária e a linguagem não literária. Essa última será nosso
exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites objeto de análise, e o Mundo Educação traz para você todas as
nupciais. especificidades que marcam a construção do discurso não
literário.
Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz uma Diferentemente do que acontece com os textos literários,
homenagem à pátria (e aos seus símbolos), às divindades, à nos quais há uma preocupação com o objeto linguístico e
mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino também com o estilo, os textos não literários apresentam
é uma ode com acompanhamento musical; características bem delimitadas para que possam cumprir sua
principal missão, que é, na maioria das vezes, a de informar.
Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emissor Quando pensamos em informação, alguns elementos devem
expressa uma homenagem à natureza, às belezas e às riquezas ser elencados, como a objetividade, a transparência e o
que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que compromisso com uma linguagem não literária, afastando
expressa o desejo de desfrutar de tais belezas e riquezas ao assim possíveis equívocos na interpretação de um texto. Para
lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais a ilustrar melhor as diferenças entre linguagem literária e não
paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com literária, observe dois textos cuja temática, embora comum a
diálogos (muito rara); ambos, é abordada em diferentes perspectivas e com escolhas
vocabulares bem distintas:
Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a
alguém ou a algo, em tom sério ou irônico. Texto 1 (exemplo de linguagem não literária):

Acalanto: ou canção de ninar; Piratininga virou São Paulo: o colégio é hoje uma
metrópole
Os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega
subiram a Serra do Mar, nos idos de 1553, a fim de buscar um

8 http://pt.slideshare.net/reinildesdias2010/simone-marcuschi; http://pratica2pvsufcg.blogspot.com.br/2013/03/lingua-portuguesa-dominio-
discursivo-e.html (Adaptado)

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local seguro para se instalar e catequizar os índios. Ao atingir Caracterizam-se como eventos textuais altamente
o planalto de Piratininga, encontraram o ponto ideal. Tinha maleáveis e dinâmicos.
“ares frios e temperados como os de Espanha” e “uma terra Passemos para uma simples observação histórica do
mui sadia, fresca e de boas águas”. Os religiosos construíram surgimento dos gêneros que revela um conjunto limitado dos
um colégio numa pequena colina, próxima aos rios mesmos. Após a invenção da escrita alfabética por volta do
Tamanduateí e Anhangabaú, onde celebraram uma missa. Era século VII a.C., multiplicam-se os gêneros, surgindo os tipos da
o dia 25 de janeiro de 1554, data que marca o aniversário de escrita; os gêneros expandem-se com o surgimento da cultura
São Paulo. Quase cinco séculos depois, o povoado de impressa e atualmente a fase denominada cultura eletrônica,
Piratininga se transformou numa cidade de 11 milhões de particularmente computador (internet) aparece como uma
habitantes. Daqueles tempos, restam apenas as fundações da explosão de novo gênero e forma de comunicação, tanto na
construção feita pelos padres e índios no Pateo do Collegio. oralidade como na escrita.
Piratininga demorou 157 anos para se tornar uma cidade Os gêneros textuais caracterizam-se muito mais por suas
chamada São Paulo, decisão ratificada pelo rei de Portugal. funções comunicativas; cognitivas e institucionais, do que por
Nessa época, São Paulo ainda era o ponto de partida das suas peculiaridades linguísticas e estruturais.
bandeiras, expedições que cortavam o interior do Brasil.
Tinham como objetivos a busca de minerais preciosos e o Definição e funcionalidade.
aprisionamento de índios para trabalhar como escravos nas
minas e lavouras. Muito se tem falado sobre a diferença entre “tipos textuais”
(Disponível em http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/a-cidade-de-sao- e “gêneros textuais”.
paulo)
Alguns teóricos denominam narração; descrição e
dissertação como “modos de organização textual”,
Texto 2 (exemplo de linguagem literária)
diferenciando-os das terminologias que são considerados
“gêneros textuais”.
Soneto sentimental à cidade de São Paulo
Partindo desse pressuposto e pautando-se no estudo de
Ó cidade tão lírica e tão fria!
Marcuschi definimos a seguir:
Mercenária, que importa - basta! - importa
Tipos textuais: sequência definida pela natureza
Que à noite, quando te repousas morta
linguística de sua composição (narração, descrição e
Lenta e cruel te envolve uma agonia
dissertação);
Não te amo à luz plácida do dia
Gêneros Textuais
Amo-te quando a neblina te transporta
Nesse momento, amante, abres-me a porta
São os textos encontrados no nosso cotidiano e
E eu te possuo nua e fugidia.
apresentam características sócio comunicativas (carta pessoal
ou comercial, diários, agendas, e-mail, orkut, lista de compras,
Sinto como a tua íris fosforeja
cardápio entre outros).
Entre um poema, um riso e uma cerveja
E que mal há se o lar onde se espera
Com referência a Bakhtin, concluímos que é impossível se
comunicar verbalmente a não ser por um texto e obriga-nos a
Traz saudade de alguma Baviera
compreender tanto as características estruturais (como ele é
Se a poesia é tua, e em cada mesa
feito) como as condições sociais (como ele funciona na
Há um pecador morrendo de beleza?
sociedade).
(Vinícius de Moraes)
Tipos textuais voltados para as funções sociais dos
O primeiro texto, publicado em um site de informações
textos.
sobre a cidade de São Paulo, é um claro exemplo de linguagem
Informativos;
não literária. Nele predominam escolhas linguísticas cuja
Expositivos;
função é transmitir para o leitor um pouco da história da
Numerados;
capital paulista, sem que para isso sejam empregados recursos
Prescritivos;
estilísticos, como figuras de linguagem e de construção,
Literário;
elementos próprios dos textos literários. No segundo texto, um
Argumentativo.
poema de Vinícius de Moraes, percebemos claramente que
existe uma preocupação com o estilo, o que confere ao texto
Segundo Bakhtin, os gêneros são tipos relativamente
maior expressividade. Em ambos os textos o objeto é o mesmo,
estáveis de enunciados elaborados pelas mais diversas esferas
a cidade de São Paulo, no entanto, existem grandes diferenças
da atividade humana. Por essa relatividade a que se refere o
no que diz respeito ao plano da linguagem.
autor, pode-se entender que o gênero permite certa
As notícias, os artigos jornalísticos, os textos didáticos, os
flexibilidade quanto à sua composição, favorecendo uma
verbetes de dicionários e enciclopédias, as propagandas
categorização no próprio gênero, isto é, a criação de um
publicitárias, os textos científicos, as receitas culinárias e os
subgênero.
manuais são exemplos de gêneros textuais que empregam a
linguagem não literária. No discurso não literário deve
Tipos textuais como ferramenta.
predominar uma linguagem objetiva, clara e concisa a fim de
Para Bakhtin, quando um indivíduo utiliza a língua, sempre
que a informação seja repassada de maneira eficiente, livre de
o faz por meio de um tipo de texto ainda que possa não ter
possíveis dificuldades que prejudiquem o entendimento do
consciência dessa, ou seja, a escolha de um tipo é um dos
texto.
passos- se não o primeiro- a ser seguido no processo de
comunicação.
Gêneros como Práticas Histórico-Sociais
Por isso, os tipos textuais podem ser uma ferramenta que
está à disposição do falante, sendo por ele escolhidos da
Segundo Marcuschi os gêneros textuais são fenômenos
maneira que melhor lhe convém para, no processo de
históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social,
comunicação, auxiliá-lo na sua expressão linguística.
portanto, são entidades sócio discursivas e formas de ação
social em qualquer situação comunicativa.

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APOSTILAS OPÇÃO

Tomar um tipo textual como uma estrutura básica Descrição


normalmente usada em uma determinada situação o torna
uma valiosa “ferramenta” que o falante procura, guia e É a representação com palavras de um objeto, lugar,
controla para poder expressar a função maior da linguagem situação ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais
que é atingir uma comunicação, em maior ou menor grau particulares ou individuais do que se descreve .É qualquer
argumentativo, ou seja, uma comunicação cujo objetivo é elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado,
efetivamente alcançado e concretizado; daí dizer que a com palavras, em imagens.
argumentação está inscrita no uso da língua. Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa
ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não
Tipos Textuais é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do
observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa
Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que forma, o que será importante ser analisado para um, não será
implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois para outro.
momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer) e A vivência de quem descreve também influencia na hora de
o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito). transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto,
Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.
escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre
determinado assunto. Exemplos:
E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda.
de expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores,
Descrição pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado
pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o
Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de
uma visão; abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande
É um tipo de texto figurativo; demais.”
Retrato de pessoas, ambientes, objetos;
Predomínio de atributos; (extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector)
Uso de verbos de ligação;
Frequente emprego de metáforas, comparações e outras (II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole,
figuras de linguagem; aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em
Tem como resultado a imagem física ou psicológica. reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta
minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com
Narração o cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança
fina, pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na
Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta escola depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais
antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente); severo com ele do que conosco.
É um tipo de texto sequencial;
(Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São
Relato de fatos;
Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.)
Presença de narrador, personagens, enredo, cenário,
tempo;
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor
Apresentação de um conflito; da escola que o escritor frequentava.
Uso de verbos de ação; Deve-se notar:
Geralmente, é mesclada de descrições; - que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao
O diálogo direto é frequente. mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha
Dissertação grande medo ao pai);
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser
Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa; considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de
É um tipo de texto argumentativo. vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola
Defesa de um argumento: é cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do
apresentação de uma tese que será defendida, relato, porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente:
desenvolvimento ou argumentação, o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino,
fechamento; e não traçar a cronologia de suas ações);
Predomínio da linguagem objetiva; - ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se),
Prevalece a denotação. todas elas estão no pretérito imperfeito, que indica
concomitância em relação a um marco temporal instalado no
Carta texto (no caso, o ano de 1840, em que o escritor frequentava a
escola da Rua da Costa) e, portanto, não denota nenhuma
Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver transformação de estado;
um remetente e um destinatário; - se invertêssemos a sequência dos enunciados, não
É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica
visa um tipo de leitor; poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro
É necessário que se utilize uma linguagem adequada lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais
com o tipo de destinatário e que durante a carta não se severo com ele do que conosco. Entrava na escola depois do
perca a visão daquele para quem o texto está sendo escrito. pai e retirava-se antes...

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APOSTILAS OPÇÃO

Características: natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente


- Ao fazer a descrição enumeramos características, que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
comparações e inúmeros elementos sensoriais; - A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do
- As personagens podem ser caracterizadas física e texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O
psicologicamente, ou pelas ações; pessoal, muito crente.
- A descrição pode ser considerada um dos elementos
constitutivos da dissertação e da argumentação; A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
- é impossível separar narração de descrição; Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim passagem são apresentadas como realmente são,
a capacidade de observação que deve revelar aquele que a concretamente. Ex: “Sua altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg.
realiza; Aparência atlética, ombros largos, pele bronzeada. Moreno,
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo: olhos negros, cabelos negros e lisos”.
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento.
desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea Exemplo :“A casa velha era enorme, toda em largura, com
e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que porta central que se alcançava por três degraus de pedra e
parecem conformados expressamente para esposas da quatro janelas de guilhotina para cada lado. Era feita de pau a
multidão (...)” (Raul Pompéia – O Ateneu); pique barreado, dentro de uma estrutura de cantos e apoios de
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não madeira-de-lei. Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-
existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus claro. Devia ser mais velha que Juiz de Fora, provavelmente
enunciados; sede de alguma fazenda que tivesse ficado, capricho da sorte,
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que na linha de passagem da variante do Caminho Novo que veio a
se usem então as formas nominais, o presente e o pretério ser a Rua Principal, depois a Rua Direita – sobre a qual ela se
imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente do
verbos que indiquem estado ou fenômeno. alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú de Ossos)
- Todavia deve predominar o emprego das comparações,
dos adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto. Descrição Subjetiva: quando há maior participação da
emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são
A característica fundamental de um texto descritivo é essa transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar
inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é
numa descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações
eles sejam sempre simultâneos, não indicando progressão de gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu!
uma situação anterior para outra posterior. Tanto é que uma Ateneu! Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos,
das marcas linguísticas da descrição é o predomínio de verbos soberanos, calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul
no presente ou no pretérito imperfeito do indicativo: o Pompéia)
primeiro expressa concomitância em relação ao momento da “(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra
fala; o segundo, em relação a um marco temporal pretérito esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par-
instalado no texto. de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria por lei, de sobregoverno.”
introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial,
para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso Os efeitos de sentido criados pela disposição dos
grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo... elementos descritivos:
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da
Características Linguísticas: progressão temporal, a ordem dos enunciados na descrição é
O enunciado narrativo, por ter a representação de um indiferente, uma vez que eles indicam propriedades ou
acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela características que ocorrem simultaneamente. No entanto, ela
temporalidade, na relação situação inicial e situação final, não é indiferente do ponto de vista dos efeitos de sentido:
enquanto que o enunciado descritivo, não tendo descrever de cima para baixo ou vice-versa, do detalhe para o
transformação, é atemporal. todo ou do todo para o detalhe cria efeitos de sentido distintos.
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático- Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a Bocage:
compreensão:
- Predominância de verbos de estado, situação ou Magro, de olhos azuis, carão moreno,
indicadores de propriedades, atitudes, qualidades, usados bem servido de pés, meão de altura,
principalmente no presente e no imperfeito do indicativo (ser, triste de facha, o mesmo de figura,
estar, haver, situar-se, existir, ficar). nariz alto no meio, e não pequeno.
- Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é
descrito; Incapaz de assistir num só terreno,
- Emprego de figuras (metáforas, metonímias, mais propenso ao furor do que à ternura;
comparações, sinestesias). bebendo em níveas mãos por taça escura
- Uso de advérbios de localização espacial. de zelos infernais letal veneno.

Recursos: Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497.


- Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do O poeta descreve-se das características físicas para as
sol. características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria
- Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas, o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer
concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu relevo.
sereno, uma pureza de cristal. O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a
- As sensações de movimento e cor embelezam o poder da visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de

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um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características Descrição de pessoas (II):
exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou - Introdução: primeira impressão ou abordagem de
suas características psicológicas e até emocionais (descrição qualquer aspecto de caráter geral.
subjetiva). - Desenvolvimento: análise das características físicas,
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de associadas às características psicológicas (1ª parte).
adjetivos, também denominado adjetivação. Para facilitar o - Desenvolvimento: análise das características físicas,
aprendizado desta técnica, sugere-se que o concursando, após associadas às características psicológicas (2ª parte).
escrever seu texto, sublinhe todos os substantivos, - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de
acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma caráter geral.
locução adjetiva.
A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É
Descrição de objetos constituídos de uma só parte: uma estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais
- Introdução: observações de caráter geral referentes à predominam. Porque toda técnica descritiva implica
procedência ou localização do objeto descrito. contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato redator, ao descrever, precisa possuir certo grau de
(comparação com figuras geométricas e com objetos sensibilidade. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou
semelhantes); dimensões (largura, comprimento, altura, interior em suas telas, o autor de uma descrição focaliza cenas
diâmetro etc.) ou imagens, conforme o permita sua sensibilidade.
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso,
cor/brilho, textura. Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão
como um todo. vocabular. Por ser objetiva, há predominância da denotação.

Descrição de objetos constituídos por várias partes: Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é
- Introdução: observações de caráter geral referentes à um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma
procedência ou localização do objeto descrito. linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
das partes que compõem o objeto, associados à explicação de compõem, para descrever experiências, processos, etc.
como as partes se agrupam para formar o todo. Exemplo:
- Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo Folheto de propaganda de carro
(externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, Conforto interno - É impossível falar de conforto sem
cor e brilho. incluir o espaço interno. Os seus interiores são amplos,
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar
em sua totalidade. condicionado de elevada capacidade, proporcionando a
climatização perfeita do ambiente.
Descrição de ambientes: Porta-malas - O compartimento de bagagens possui
- Introdução: comentário de caráter geral. capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500
- Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
do ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
e aroma (se houver). plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para
- Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a evitar a deformação em caso de colisão.
objetos lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros,
esculturas ou quaisquer outros objetos. Textos descritivos literários: Na descrição literária
- Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de
ambiente. associações conotativas que podem ser exploradas a partir de
descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes;
Descrição de paisagens: situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também
- Introdução: comentário sobre sua localização ou podem ocorrer tanto em prosa como em verso.
qualquer outra referência de caráter geral.
- Desenvolvimento: observação do plano de fundo Narração
(explicação do que se vê ao longe).
- Desenvolvimento: observação dos elementos mais A Narração é um tipo de texto que relata uma história real,
próximos do observador explicação detalhada dos elementos fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo
que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem. apresenta personagens que atuam em um tempo e em um
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo espaço, organizados por uma narração feita por um narrador.
acerca da impressão que a paisagem causa em quem a É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo, tendo
contempla. mudança de um estado para outro, segundo relações de
sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na
Descrição de pessoas (I): descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o
qualquer aspecto de caráter geral. mundo, utilizando situações que contêm essa vivência.
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), o
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas). narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com
- Desenvolvimento: características psicológicas quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração
(personalidade, temperamento, caráter, preferências, predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações;
inclinações, postura, objetivos). assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem
caráter geral. o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo

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APOSTILAS OPÇÃO

de texto recebe o nome de enredo. Existem três tipos de foco narrativo:


As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas
personagens, que são justamente as pessoas envolvidas no - Narrador-personagem: é aquele que conta a história na
episódio que está sendo contado. As personagens são qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa.
substantivos próprios. - Narrador-observador: é aquele que conta a história
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao
sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as leitor, a história é contada em 3ª pessoa.
ações do enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar - Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo
onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço, e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos
representado no texto pelos advérbios de lugar. íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer misturada com pensamentos dos personagens (discurso
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da indireto livre).
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de Estrutura:
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele - Apresentação: é a parte do texto em que são
que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. apresentados alguns personagens e expostas algumas
A história contada, por isso, passa por uma introdução circunstâncias da história, como o momento e o lugar onde a
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo ação se desenvolverá.
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, - Complicação: é a parte do texto em que se inicia
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) e propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem,
termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). conduzindo ao clímax.
Aquele que conta a história é o narrador, que pode ser - Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
pessoa: Ele). - Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos dos personagens.
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e
pelos substantivos que nomeiam as personagens, que são os Tipos de Personagens:
agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações Os personagens têm muita importância na construção de
expressas pelos verbos, formando uma rede: a própria história um texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser
contada. principais ou secundários, conforme o papel que
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta desempenham no enredo, podem ser apresentados direta ou
a história. indiretamente.
A apresentação direta acontece quando o personagem
Elementos Estruturais (I): aparece de forma clara no texto, retratando suas
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos. características físicas e/ou psicológicas, já a apresentação
- Personagens: são seres que se movimentam, se indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e
relacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação. o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do
Revelam-se por meio de características físicas ou psicológicas. enredo, ou seja, a partir de suas ações, do que ela vai fazendo e
Os personagens podem ser lineares (previsíveis), complexos, do modo como vai fazendo.
tipos sociais (trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos
humanos (o medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou anti- - Em 1ª pessoa:
heróis, protagonistas ou antagonistas. Personagem Principal: há um “eu” participante que conta
- Narrador: é quem conta a história. a história e é o protagonista.
- Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico. Observador: é como se dissesse: É verdade, pode
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o acreditar, eu estava lá e vi.
tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o
tempo interior, subjetivo. - Em 3ª pessoa:

Elementos Estruturais (II): Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira


Personagens Quem? Protagonista/Antagonista pessoa.
Acontecimento O quê ? Fato Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como
Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo:
Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato
Modo Como? De que forma ocorreu o fato Tipos de Discurso:
Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente
Resultado - previsível ou imprevisível. para o personagem, sem a sua interferência.
Final - Fechado ou Aberto. Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem
diz, sem lhe passar diretamente a palavra.
Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do
de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente, personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente
como simples exemplos de uma narração. Há uma relação de recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX.
implicação mútua entre eles, para garantir coerência e
verossimilhança à história narrada. Sequência Narrativa:
Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão,
obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias:
personagens ou o fato a ser narrado. uma coordenasse a outra, uma implica a outra, uma
subordinasse a outra.

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APOSTILAS OPÇÃO

A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: narrativo:


- uma em que uma personagem passa a ter um querer ou - Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo); aconteceu, quando e onde.
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma - Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos
competência para fazer algo); personagens.
- uma em que a personagem executa aquilo que queria ou - Desenvolvimento: detalhes do fato.
devia fazer (é a mudança principal da narrativa); - Conclusão: consequências do fato.
- uma em que se constata que uma transformação se deu e
em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens Caracterização Formal:
(geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto
maus). narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade,
Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função
pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do
realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens.
efetuasse porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazê- Assim é de grande importância saber se o relato é feito em
la. Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento: primeira pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a
quando se assina a escritura, realiza-se o ato de compra; para participação do narrador; segundo, há uma inferência do
isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever último através da onipresença e onisciência.
comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos
ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo
exemplo). o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”.
Algumas mudanças são necessárias para que outras se O narrador que usa essa técnica (característica comum no
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar cinema moderno) demonstra maior criatividade e
um bambu ou outro instrumento para derrubá-la. Para ter um originalidade, podendo observar as ações ziguezagueando no
carro, é preciso antes conseguir o dinheiro. tempo e no espaço.

Narrativa e Narração Exemplo - Personagens

Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A “Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
narratividade é um componente narrativo que pode existir em Amâncio não viu a mulher chegar.
textos que não são narrações. A narrativa é a transformação de Não quer que se carpa o quintal, moço?
situações. Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face
incentivo use a imigração de europeus”, temos um texto escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do
dissertativo, que, no entanto, apresenta um componente passado, os olhos).”
narrativo, pois contém uma mudança de situação: do não (Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre:
incentivo ao incentivo da imigração europeia. Mercado Aberto, p. 5O)
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de
texto, o que é narração? Exemplo - Espaço
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três
características: Considerarei longamente meu pequeno deserto, a
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de redondeza escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, algum rio. Não havia, em todo o caso, como negar-lhe a
preenche essa condição); insipidez.”
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e
fatos concretos (o texto “Porquinho-da-índia preenche (Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto
também esse requisito); Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e Exemplo - Tempo
posterioridade (no texto “Porquinho-da-índia o fato de ganhar
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por “Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembra-se: a
sua vez é anterior ao de o menino levá-lo para a sala, que por mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
seu turno é anterior ao de o porquinho-da-índia voltar ao
fogão). (Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)

Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre Tipologia da Narrativa Ficcional:


pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear - Romance
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no - Conto
romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, - Crônica
quando o narrador começa contando sua morte para em - Fábula
seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada. - Lenda
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações - Parábola
de anterioridade e de posterioridade. - Anedota
Resumindo: na narração, as três características explicadas - Poema Épico
acima (transformação de situações, figuratividade e relações
de anterioridade e posterioridade entre os episódios Tipologia da Narrativa NãoFiccional:
relatados) devem estar presentes conjuntamente. Um texto - Memorialismo
que tenha só uma ou duas dessas características não é uma - Notícias
narração. - Relatos
- História da Civilização
Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto

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APOSTILAS OPÇÃO

Apresentação da Narrativa: - Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É


- visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é
quadrinhos) e desenhos. a solução no combate à insegurança.”
- auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e - Características: caracterização de espaços ou aspectos.
discos. - Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex: “Em
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas. 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com
televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
Dissertação aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem
no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas)
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação e 2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais
de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. recebidos). (...)”
Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, - Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
clareza, coerência, objetividade na exposição, um - Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto
planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão. do texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-
É em função da capacidade crítica que se questionam se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das
pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e regras que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu
dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu poder, escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre
significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição exclusivamente de sua vontade, de seu prazer e de suas
de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade necessidades.”
de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou - Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
artístico. compõem o texto.
Observe-se que: - Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a
- o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo
com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem futebol não é uma prova de alienação?”
particular e do que faz para chegar a ser primeiro ministro, - Suspense: alguma informação que faça aumentar a
mas do homem em geral e de todos os métodos para atingir o curiosidade do leitor.
poder); - Comparação: social e geográfica.
- existe mudança de situação no texto (por exemplo, a - Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à
mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da distância, velocidade, comunicação, linha de montagem,
corte no momento em que se tornam primeiros ministros); triunfo das massas, Holocausto: através das metáforas e das
- a progressão temporal dos enunciados não tem realidades que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a
importância, pois o que importa é a relação de implicação verdadeira doença do século...”
(clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto - Narração: narrar um fato.
depois da nomeação para primeiro ministro).
Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial, de
Características: forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias
temático; formas:
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; - Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de este tipo de abordagem.
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm - Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a
maior importância o que importa são suas relações lógicas: ideia principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a
analogia, pertinência, causalidade, coexistência, definição.
correspondência, implicação, etc. - Comparação: estabelecer analogias, confrontar
- a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de situações distintas.
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem - Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta
características próprias a cada tipo de texto. pontos favoráveis e desfavoráveis.
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou
São partes da dissertação: Introdução / descrever uma cena.
Desenvolvimento / Conclusão. - Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados
estatísticos.
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta - Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para
a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu prováveis resultados.
desenvolvimento. Tipos: - Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem apresentar questionamento e reflexão.
discutidos. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: - Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos,
uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para valores, juízos.
dentro...” - Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um
porquês de uma determinada situação.
fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que a - Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
década colecionou, agravou vários dos históricos problemas - Exemplificação: dar exemplos.
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a
urbana, cuja escalada tem sido facilmente identificada pela Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um
população brasileira.” fechamento integrado de tudo que se argumentou. Para ela
- Proposição: o autor explicita seus objetivos. convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas.
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma - Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer - Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de
cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha quem lê.
desse momento!

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APOSTILAS OPÇÃO

1º Parágrafo – Introdução - A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação


criados pelo homem.
A. Tema: Desemprego no Brasil. - A violência tem aumentado assustadoramente nas
Contextualização: decorrência de um processo histórico cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser
problemático. resolvido apenas pela polícia.
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise
2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento atualmente.
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a
B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que sociedade brasileira.
remetem a uma análise do tema em questão.
C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:
da realidade.
D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série
quem propõe soluções. de coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de
E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. características, funções, processos, situações, sempre
oferecendo o complemento necessário à afirmação
7º Parágrafo: Conclusão estabelecida na frase nuclear. Pode-se enumerar, seguindo-se
F. Uma possível solução é apresentada. os critérios de importância, preferência, classificação ou
G. O texto conclui que desigualdade não se casa com aleatoriamente.
modernidade. Exemplo:
É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar
sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos 1- O adolescente moderno está se tornando obeso por
recursos que permite uma segurança maior no momento de várias causas: alimentação inadequada, falta de exercícios
dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são sistemáticos e demasiada permanência diante de
atitudes que favorecem o senso crítico, essencial no computadores e aparelhos de Televisão.
desenvolvimento de um texto dissertativo.
2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o
Ainda temos: número de emissoras que dedicam parte da sua programação
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o à veiculação de programas religiosos de crenças variadas.
assunto que vai ser abordado.
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo 3-
discutido. - A Santa Missa em seu lar.
Argumentação: é um conjunto de procedimentos - Terço Bizantino.
linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas - Despertar da Fé.
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer - Palavra de Vida.
argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma - Igreja da Graça no Lar.
determinada tese.
4-
Estes assuntos serão vistos com mais afinco - Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o
posteriormente. governo brasileiro diante de tantos desmatamentos,
desequilíbrios sociológicos e poluição.
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: - Existem várias razões que levam um homem a enveredar
- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade pelos caminhos do crime.
de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação; - A gravidez na adolescência é um problema seríssimo,
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema; porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação; - O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua
- impõem-se sempre o raciocínio lógico; sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer - O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração várias categorias.
do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original,
nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através
impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa). da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e
apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve Exemplo:
apresentar: uma frase contendo a ideia principal (frase
nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal ideia. “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente
(ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que
graves. (ideia secundária)”. a felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
Vejamos: (Arthur Schopenhauer)
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida
urgentemente. Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes,
encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato
Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser motivador) e, em outras situações, um segmento indicando
combatida urgentemente, pois a alta concentração de consequências (fatos decorrentes).
elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas,
sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios: Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam
temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos.
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado
muita gente ao vício.

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APOSTILAS OPÇÃO

Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se (A) uma poesia, pois faz uso das funções enfática e
conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais expressiva da linguagem para homenagear as mães em virtude
compreensíveis. da passagem do Dia das Mães.
Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente (B) um anúncio publicitário, caracterizado pelo uso da
do coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical função conativa da linguagem. Tem como finalidade seduzir o
e na ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias leitor para convencê-lo a comprar um determinado produto.
contém sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria (C) uma reportagem, caracterizada por ser publicada em
pulmonar, porém, corre sangue venoso, mais escuro e periódico, ter a função básica de aprofundar as informações
desoxigenado, que o coração remete para os pulmões para acerca de um tema relevante, apresentar ao leitor fatos e
receber oxigênio e liberar gás carbônico”. considerações e utilizar uma linguagem referencial,
preferencialmente objetiva.
Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve (D) uma notícia, uma vez que se caracteriza por ser
delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser publicada em jornal, relatar um fato recente, explicitando os
enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a envolvidos e as circunstâncias em que se deu um fato, e por ser
questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das de relevância social para um grande público, apontando causas
seguintes ideias: e consequências.
(E) um editorial, caracterizado por emitir a posição de um
- A violência contra os povos indígenas é uma constante na jornal ou revista acerca de um produto, embora sem indicação
história do Brasil. de autoria, utilizando uma linguagem subjetiva e expressiva.
- O surgimento de várias entidades de defesa das
populações indígenas. 02. (IF SUL – MG – Técnico de Tecnologia da
- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio Informação – IF SUL – MG/2016) O artigo objetiva contribuir
brasileiro. para as análises referentes ao Programa Nacional de Acesso ao
- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) proposto pelo MEC
em 2011 e pertencente à Política de Educação Profissional
Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve Técnica de nível médio. (I) Problematiza um dos pressupostos
fazer a estruturação do texto. do Programa: o de que a qualificação pretendida implica na
melhoria da qualidade do Ensino Médio Público. (II) Apresenta,
A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: como bases de análise, o contexto do Decreto nº 5154/04, a
atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Introdução: deve conter a ideia principal a ser Educação Profissional e as do Ensino Médio e referencial teórico
desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos). É a baseado nos conceitos de Estado ampliado e de capitalismo
abertura do texto, por isso é fundamental. Deve ser clara e dependente. (III) O PRONATEC ao priorizar a qualificação
chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto profissional concomitante ao Ensino Médio Público, mediante
e o plano do desenvolvimento. Contém a proposição do tema, parcerias público/privado fragmenta os insuficientes recursos
seus limites, ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser públicos, e promove a descontinuidade em relação à concepção
defendida. progressista de integração entre Ensino Médio e Educação
Desenvolvimento: exposição de elementos que vão Profissional. (IV) Paraliza o processo de travessia para a escola
fundamentar a ideia principal que pode vir especificada unitária e não enfrenta a problemática complexa da qualidade
através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da na escola pública.
causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos, (Fragmento adaptado) Disponível
da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No em:<www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9an
desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem pedsul/paper/view/1713/141>. Acesso em: 02 maio2016.
necessários para a completa exposição da ideia. E esses
parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras O fragmento em questão é o resumo de um artigo
expostas acima. científico. Considerando que, nesse gênero, o uso da língua
Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve padrão é necessário, verifica-se que, nos trechos em destaque
aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já foi no próprio texto, houve observância desse uso no trecho:
fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um (A) IV.
parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o objetivo (B) III.
proposto na instrução, a confirmação da hipótese ou da tese, (C) II.
acrescida da argumentação básica empregada no (D) I.
desenvolvimento.
Questões 03. (UFRPE – Assistente em Administração – SUGEP –
UFRPE / 2016)
01. (UFSC – Assistente em – UFSC/2016) A respeito do
gênero do Texto, é CORRETO afirmar que se trata de: A Linguagem verbal e os textos

As diferenças que podem ser observadas entre os textos


dizem respeito à sua situação de produção e de circulação,
inclusive a finalidade a que se destinam. São os chamados
gêneros de texto. Por exemplo: se o locutor quer instruir seu
interlocutor, ele indica passo a passo o que deve ser feito para
a obtenção de um bom resultado, como ocorre numa receita de
bolo. Se quer persuadir alguém a consumir um produto, ele
argumenta, como faz em um anúncio de chocolate. Se quer
contar fatos reais, ele pode escrever uma notícia. Se quer
contar uma história ficcional, ele pode produzir um conto. Se
quer transmitir conhecimentos, ele deve construir um texto

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APOSTILAS OPÇÃO

em que exponha com clareza os saberes relacionados ao objeto Texto-modelo


em foco. “Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
Ou seja, quando interagimos com outras pessoas por meio uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
da linguagem, seja ela oral ou escrita, produzimos certos textos Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
que, com poucas variações, se repetem no tipo de conteúdo, no Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado
tipo de linguagem e de estrutura. Esses textos constituem os com outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê?
chamados ‘gêneros textuais’ e foram historicamente criados (…)
pelas pessoas a fim de atender a determinadas necessidades É normal você querer o máximo de atenção do seu
de interação social. De acordo com o momento histórico, pode namorado, das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte
nascer um gênero novo, podem desaparecer gêneros de pouco mais importante da sua vida.”
uso ou, ainda, um gênero pode sofrer mudanças. (Revista Capricho)
Numa situação de interação verbal, a escolha do gênero Modelo de Perguntas
textual é feita de acordo com os diferentes elementos que 1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar
fazem o contexto, tais como: quem está falando ou escrevendo; quem é o seu interlocutor preferencial?
para quem; com que finalidade; em que momento histórico etc. Um leitor jovem.
Os gêneros estão ligados a esferas de circulação da linguagem.
Assim, por exemplo, na esfera jornalística, são comuns gêneros 2) Quais são as informações (explícitas ou não) que
como notícias, reportagens, editoriais, entrevistas; na esfera permitem a você identificar o interlocutor preferencial do
da divulgação científica, são comuns gêneros como verbete de texto?
dicionário ou de enciclopédia, artigo ou ensaio científico, Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
seminário, conferência etc. preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
Desse modo, os gêneros de texto que circulam na acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista
sociedade têm uma grande vinculação com o momento Capricho tem como público-alvo preferencial: meninas
histórico-cultural de cada contexto. adolescentes.
(William Cereja; Thereza Cochar; Ciley Cleto. Interpretação A linguagem informal típica dos adolescentes.
de textos. São Paulo: Editora Atual, 2009, p. 29. Adaptado)
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE
Interprete o seguinte trecho do Texto 1: “Esses textos TEXTOS
constituem os chamados gêneros textuais e foram 01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
historicamente criados pelas pessoas”. Assinale a alternativa assunto;
em que o sentido global desse trecho está mantido. 02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
(A) Esses textos constituem os chamados gêneros textuais a leitura;
uma vez que foram historicamente criados pelas pessoas. 03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto
(B) Esses textos constituem os chamados gêneros textuais, pelo menos duas vezes;
como foram historicamente criados pelas pessoas. 04) Inferir;
(C) Esses textos constituem os chamados gêneros textuais 05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
conforme foram historicamente criados pelas pessoas. 06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
(D) Esses textos não só constituem os chamados gêneros autor;
textuais, mas também foram historicamente criados pelas 07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
pessoas. compreensão;
(E) Esses textos constituem os chamados gêneros textuais, 08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
porém foram historicamente criados pelas pessoas. questão;
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
Gabarito Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-
melhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas/
01. (B) / 02. (C) / 03. (D)
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar
Interpretação de Texto inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao mundo moderno cobra de nós inúmeras competências, uma
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não delas é a proficiência na língua, e isso não se refere apenas a
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade, é uma boa comunicação verbal, mas também à capacidade de
dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de entender aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, está relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas
narrativo, possibilidades que se misturam e as tornam do código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
infinitas. É preciso, para uma boa leitura, exercitar-se na arte interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
de pensar, de captar ideias, de investigar as palavras… Para criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise
isso, devemos entender, primeiro, algumas definições de textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar
importantes: suas dúvidas.
Uma interpretação de texto competente depende de
Texto inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações vezes, apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes
de modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz
um símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma suficiente, o que não é verdade. Interpretar demanda paciência
novela de televisão também são formas textuais. e, por isso, sempre releia, pois uma segunda leitura pode
apresentar aspectos surpreendentes que não foram
Interlocutor observados anteriormente. Para auxiliar na busca de sentidos
É a pessoa a quem o texto se dirige. do texto, você pode também retirar dele os tópicos frasais
presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na

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APOSTILAS OPÇÃO

apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de que os verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
parágrafos não estão organizados, pelo menos em um bom totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso é
texto, de maneira aleatória, se estão no lugar que estão, é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
supracitadas ou apresentando novos conceitos. ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos e
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
costumam conceder espaço para divagações ou hipóteses, que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
supostamente contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
ideias do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com
na superfície do texto, mas é fundamental que não criemos, à campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e
revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com nos pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.
cuidado certamente incorre menos no risco de tornar-se um (Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
analfabeto funcional e ler com atenção é um exercício que deve
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de
ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de
locomoção nas metrópoles brasileiras
nós leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
nossas dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
devido à falta de regulamentação.
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido
uma-boa-interpretacao-texto.html
incentivado em várias cidades.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela
Questões
maioria dos moradores.
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
O uso da bicicleta no Brasil
demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
arriscada e pouco salutar.
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
objetivos centrais do texto é
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
ciclista.
oferecem mais vantagens.
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas e
mais seguro do que dirigir um carro.
a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais na
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
no Brasil.
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio
prioridade sobre os automotores.
de locomoção se consolidou no Brasil.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista
bicicleta no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade,
deve dar prioridade ao pedestre.
pois as bikes não emitem gases nocivos ao ambiente, não
consomem petróleo e produzem muito menos sucata de
03. Considere o cartum de Evandro Alves.
metais, plásticos e borracha; a diminuição dos
Afogado no Trânsito
congestionamentos por excesso de veículos motorizados, que
atingem principalmente as grandes cidades; o favorecimento
da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito bom; e a
economia no combustível, na manutenção, no seguro e, claro,
nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por
exemplo, o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da
Prefeitura, em parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA,
com quase um ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São
Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país
aderirem a esse sistema, mais duas capitais já estão com o
projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do
compartilhamento é semelhante em todas as cidades. Em
Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo site. O
valor do passe mensal é R$ 10 e o do passe diário, R$ 5,
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às
22h, nas duas modalidades. Em todas as cidades que já Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
aderiram ao projeto, as bicicletas estão espalhadas em pontos concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum
estratégicos. é
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção não (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não sabem (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, ou (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de um (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas 04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
vezes, discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A

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APOSTILAS OPÇÃO

Televisão comportamentos de disputa ao volante, mudando de faixa


continuamente ou dirigindo em alta velocidade, sempre com
pressa para chegar ao destino.
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era
descarregar a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a
descarga de frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma
situação de ira de trânsito, a descarga de frustrações pode
transformar um incidente em uma violenta briga.
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está
predisposta a apresentar um comportamento irracional
quando dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior
parte das pessoas fica emocionalmente incapacitada quando
dirige. O que deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente
de seu estado emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br. Adaptado) quando estiver tentado a agir só com a emoção.
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/furia-
no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado)
É correto concluir que, de acordo com o cartum ,
(A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é
ou pela TV são equivalentes.
correto afirmar que
(B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à
imaginação mais ativa.
medida que os motoristas se envolvem em decisões
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém
conscientes.
que não sabe se distrair.
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas
(D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto
assistir a um programa de televisão.
comunitário do ato de dirigir.
(E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é o
idêntico, embora ler seja mais prazeroso.
principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção
agressiva.
Leia o texto para responder às questões:
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de
experiências e atividades não só individuais como também
Propensão à ira de trânsito
sociais.
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente
emoções positivas por parte dos motoristas.
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro
do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como
Respostas
clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas.
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D)
E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas
Estruturação dos Textos e Parágrafos
também se engajam num comportamento de risco – algumas
até agem especificamente para irritar o outro motorista ou
Os elementos essenciais para a composição de um texto
impedir que este chegue onde precisa.
são: introdução, desenvolvimento e conclusão9.
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá ter
Analisemos cada uma das partes separadamente:
antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um
motorista a tomar decisões irracionais.
Introdução
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante.
Apresentação direta e objetiva da ideia central do texto.
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa
Caracteriza-se por ser o parágrafo inicial.
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos.
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas
Desenvolvimento
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de
Estruturalmente, é a maior parte contida no texto.
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no
O desenvolvimento estabelece uma relação entre a
momento.
introdução e a conclusão, pois é nesta etapa que as ideias,
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que
argumentos e posicionamento do autor vão sendo formados e
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros
desenvolvidos com o intuito de dirigir a atenção do leitor para
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao
a conclusão.
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um
Em um bom desenvolvimento as ideias devem ser claras e
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos
capazes de fazer com que o leitor anteceda a conclusão.
concentrarmos em nós mesmos, descartando o aspecto
Os três principais erros cometidos durante a elaboração do
comunitário do ato de dirigir.
desenvolvimento são:
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o Dr.
1. Distanciamento do texto em relação à discussão inicial.
James acredita que a causa principal da ira de trânsito não são
2. Concentrar-se em apenas um tópico do tema e esquecer
os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim
os demais.
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças
3. Tecer muitas ideias ou informações e não conseguir
aprendem que as regras normais em relação ao
organizá-las ou relacioná-las, dificultando, assim, a linha de
comportamento e à civilidade não se aplicam quando
entendimento do leitor.
dirigimos um carro. Elas podem ver seus pais envolvidos em

9 https://www.algosobre.com.br/redacao/a-unidade-basica-do-texto-estrutura-
do-paragrafo.html

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APOSTILAS OPÇÃO

Conclusão - Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.


É o ponto de chegada de todas as argumentações elencadas Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo
no desenvolvimento, ou seja, é o fechamento do texto e dos pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os
questionamentos propostos pelo autor. sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por
Na elaboração da conclusão deve-se evitar as construções matizes de significação e certas propriedades que o escritor
padrões como: “Portanto, como já dissemos antes...”, não pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais
“Concluindo...”, “Em conclusão, ...”. amplo, aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são
próprios da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés,
Parágrafo pertencem à esfera da linguagem culta, literária, científica ou
poética (orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e
Esteticamente, o parágrafo se caracteriza como um sutil cinéreo).
recuo em relação à margem esquerda da folha; A contribuição Greco-latina é responsável pela existência,
conceitualmente, o parágrafo completo deve dispor de em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos:
introdução, desenvolvimento e conclusão. - Adversário e antagonista.
* Introdução – também denominada de tópico frasal, - Translúcido e diáfano.
constitui-se pela apresentação da ideia principal, feita de - Semicírculo e hemiciclo.
maneira sintética de acordo com os objetivos do autor... - Contraveneno e antídoto.
* Desenvolvimento – fundamenta-se na ampliação do - Moral e ética.
tópico frasal, atribuído pelas ideias secundárias, com vistas a - Colóquio e diálogo.
reforçar e conferir credibilidade na discussão. - Transformação e metamorfose.
* Conclusão – caracteriza-se pela retomada da ideia central - Oposição e antítese.
associando-a aos pressupostos mencionados no O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se
desenvolvimento, procurando arrematá-los. sinonímia, palavra que também designa o emprego de
sinônimos.
Exemplo de um parágrafo bem estruturado (com
introdução, desenvolvimento e conclusão): Antônimos
(Ideia-núcleo) A poluição que se verifica principalmente
nas capitais do país é um problema relevante, para cuja São palavras de significação oposta. Exemplos:
solução é necessária uma ação conjunta de toda a sociedade. - Ordem e anarquia.
(Ideia secundária) O governo, por exemplo, deve rever sua - Soberba e humildade.
legislação de proteção ao meio ambiente, ou fazer valer as leis - Louvar e censurar.
em vigor; o empresário pode dar sua contribuição, instalando - Mal e bem.
filtro de controle dos gases e líquidos expelidos, e a população,
utilizando menos o transporte individual e aderindo aos A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido
programas de rodízio de automóveis e caminhões, como já oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer,
ocorre em São Paulo. simpático/antipático, progredir/regredir,
(Conclusão) Medidas que venham a excluir qualquer um concórdia/discórdia, explícito/implícito, ativo/inativo,
desses três setores da sociedade tendem a ser inócuas no esperar/desesperar, comunista/anticomunista,
combate à poluição e apenas onerar as contas públicas. simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.

Homônimos
Semântica: sentido e
São palavras que têm a mesma pronúncia, e às vezes a
emprego dos vocábulos; mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
campos semânticos; emprego - São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
de tempos e modos dos verbos - Aço (substantivo) e asso (verbo).
Só o contexto é que determina a significação dos
em português. Morfologia: homônimos. A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por
reconhecimento, emprego e isso é considerada uma deficiência dos idiomas.
sentido das classes O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:
gramaticais; processos de
formação de palavras; Homógrafos Heterofônicos
mecanismos de flexão dos
Iguais na escrita e diferentes no timbre ou na intensidade
nomes e verbos. das vogais.
- Rego (substantivo) e rego (verbo).
- Colher (verbo) e colher (substantivo).
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS - Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, - Para (verbo parar) e para (preposição).
que por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida - Providência (substantivo) e providencia (verbo).
como sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, - Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
juntamente com a ideia associada a este conjunto. - Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de
Sinônimos per+o).

São palavras de sentido igual ou aproximado. Exemplo: Homófonos Heterográficos


- Alfabeto, abecedário.
- Brado, grito, clamor. Iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir. - Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).

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APOSTILAS OPÇÃO

- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar). Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de contextos:
consertar). 1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). peçonhento)
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar 2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável,
(acelerar). que adota condutas pouco apreciáveis)
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar). 3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece
- Censo (recenseamento) e senso (juízo). muito sobre alguma coisa, “expert”)
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar). No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum
- Paço (palácio) e passo (andar). (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo). figurado.
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = Podemos então concluir que um mesmo significante (parte
anular). concreta) pode ter vários significados (conceitos).10
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão
(tempo de uma reunião ou espetáculo). Denotação e Conotação

Homófonos Homográficos - Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o


seu significado primitivo e original, com o sentido do
Iguais na escrita e na pronúncia. dicionário; usada de modo automatizado; linguagem comum.
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). Veja este exemplo:
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). Cortaram as asas da ave para que não voasse mais.
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr). próprio, comum, usual, literal.
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir). - DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata-
se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu
Parônimos sentido dicionarístico.
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: Coro e seu significado secundário, com o sentido amplo (ou
couro, cesta e sesta, eminente e iminente, tetânico e titânico, simbólico); usada de modo criativo, figurado, numa linguagem
atoar e atuar, degradar e degredar, cético e séptico, prescrever rica e expressiva. Veja este exemplo:
e proscrever, descrição e discrição, infligir (aplicar) e infringir Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que
(transgredir), osso e ouço, sede (vontade de beber) e cede seja tarde mais.
(verbo ceder), comprimento e cumprimento, deferir (conceder, Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma
dar deferimento) e diferir (ser diferente, divergir, adiar), figurada, fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de
ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, corrigir), vultoso ações; disciplina, limitação de conduta e comportamento.
(volumoso, muito grande: soma vultosa) e vultuoso
(congestionado: rosto vultuoso). Questões

Polissemia 01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das


mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia,
Uma palavra pode ter mais de uma significação. A esse fato implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um
linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos: envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as terá a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de uso que quiser das informações que conseguir. A aclamada
gado. transparência da coisa pública carrega consigo o risco de fim
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó. da privacidade e a superexposição de nossas pequenas ou
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao grandes fraquezas morais ao julgamento da comunidade de
véu do palato. que escolhemos participar.
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais,
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que apenas em número de atualizações nas páginas e na
têm dezenas de acepções. capacidade dos usuários de distinguir essas variações como
relevantes no conjunto virtualmente infinito das
Sentido Próprio e Figurado das Palavras possibilidades das redes. Para achar o fio de Ariadne no
labirinto das redes sociais, os usuários precisam ter a
Pela própria definição acima destacada podemos perceber habilidade de identificar e estimar parâmetros, aprender a
que a palavra é composta por duas partes, uma delas extrair informações relevantes de um conjunto finito de
relacionada a sua forma escrita e os seus sons observações e reconhecer a organização geral da rede de que
(denominada significante) e a outra relacionada ao que ela participam.
(palavra) expressa, ao conceito que ela traz (denominada O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
significado). sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem- recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens
se assim: a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
que costumamos dar a uma palavra. sentimento de pânico experimentados por um número
- Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figurado”, que crescente de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo
podemos dar a uma palavra. móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet. Essa

10www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm-sp/lingua-
portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html

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APOSTILAS OPÇÃO

informação, como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir 05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas,
os poros da sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por
um veneno para o espírito. exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. Revista USP) uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som,
grafias diferentes, denomina-se homônimo homófono.
As expressões destacadas nos trechos - meter o bedelho Assinale a alternativa em que todas as palavras se encontram
/ estimar parâmetros / embotar a razão - têm sinônimos nesse caso.
adequados respectivamente em: (A) taxa, cesta, assento
(A) procurar / gostar de / ilustrar (B) conserto, pleito, ótico
(B) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer (C) cheque, descrição, manga
(C) interferir / propor / embrutecer (D) serrar, ratificar, emergir
(D) intrometer-se / prezar / esclarecer
(E) contrapor-se / consolidar / iluminar 06.
A fuga dos rinocerontes
02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os Espécie ameaçada de extinção escapa dos caçadores da
combatentes contemplavam-nos entristecidos. maneira mais radical possível – pelo céu.
Surpreendiam-se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punha-
lhes adiante, naquele armistício transitório, uma legião Os rinocerontes-negros estão entre os bichos mais visados
desarmada, mutilada faminta e claudicante, num assalto mais da África, pois sua espécie é uma das preferidas pelo turismo
duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que de caça. Para tentar salvar alguns dos 4.500 espécimes que
toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos ainda restam na natureza, duas ONG ambientais apelaram
casebres bombardeados durante três meses. Contemplando- para uma solução extrema: transportar os rinocerontes de
lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos helicóptero. A ação utilizou helicópteros militares para
molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e remover 19 espécimes – com 1,4 toneladas cada um – de seu
escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de habitat original, na província de Cabo Oriental, no sudeste da
súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com África do Sul, e transferi-los para a província de Lampopo, no
efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos norte do país, a 1.500 quilômetros de distância, onde viverão
de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento longe dos caçadores. Como o trajeto tem áreas inacessíveis de
daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e carro, os rinocerontes tiveram de voar por 24 quilômetros.
sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, Sedados e de olhos vendados (para evitar sustos caso
num longo enxurro de carcaças e molambos... acordassem), os rinocerontes foram içados pelos tornozelos e
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma voaram entre 10 e 20 minutos. Parece meio brutal? Os
arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: responsáveis pela operação dizem que, além de mais eficiente
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças para levar os paquidermes a locais de difícil acesso, o
envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, procedimento é mais gentil.
escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris (BADÔ, F. A fuga dos rinocerontes Superinteressante, 2011.)
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; A palavra radical pode ser empregada com várias
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de acepções, por isso denomina-se polissêmica. Assinale o
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e sentido dicionarizado que é mais adequado no contexto acima.
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante. (A) Que existe intrinsecamente num indivíduo ou coisa.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição Especial. Rio (B) Brusco; violento; difícil.
de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
(C) Que não é tradicional, comum ou usual.
(D) Que exige destreza, perícia ou coragem.
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de
sinônimos?
07. O gavião
(A) Armistício - destruição
(B) Claudicante - manco
Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco
(C) Reveses - infortúnios
voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a
(D) Fealdade - feiura
lua. Olhamos todos para o céu em busca de algo mais
(E) Opilados - desnutridos
sensacional e comovente – o gavião malvado, que mata
pombas.
03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as
O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à
palavras sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA:
contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das
(A) Ainda vivemos no Brasil a descriminação racial. Isso é
pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros
crime!
(qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar
(B) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na
(C) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com
agora expiar seus crimes.
que a pomba come seu grão de milho.
(D) Em todos os momentos, para agir corretamente, é
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das
preciso o bom censo.
pombas e também o lance magnífico em que o gavião se
(E) Prefiro macarronada com molho, mas sem estrato de
despenca sobre uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-
tomate.
Exupéry, “a verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar
04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir
com um belo tiro pode também ser a verdade do caçador.
de exemplos de parônimos:
Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente
(A) Cavaleiro (Homem a cavalo) - Cavalheiro (Homem
o gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate,
gentil).
pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro
(B) São (sadio) - São (Forma reduzida de Santo).
homem.
(C) Acento (sinal gráfico) - Assento (superfície onde se (Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999.)
senta).
(D) Nenhuma das alternativas.

Língua Portuguesa 24
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APOSTILAS OPÇÃO

O termo gavião, destacado em sua última ocorrência no punhalhes adiante, naquele armistício transitório, uma legião
texto – … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em desarmada, mutilada faminta e claudicante, num assalto mais
outro homem. –, é empregado com sentido duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que
(A) próprio, equivalendo a inspiração. toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos
(B) próprio, equivalendo a conquistador. casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-
(C) figurado, equivalendo a ave de rapina. lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos
(D) figurado, equivalendo a alimento. molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e
(E) figurado, equivalendo a predador. escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de
súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com
08. CONTRATEMPOS efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos
de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento
Ele nunca entendeu o tédio, essa impressão de que existem daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e
mais horas do que coisas para se fazer com elas. Sempre faltou sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos,
tempo para tanta coisa: faltou minuto para tanta música, faltou num longo enxurro de carcaças e molambos...
dia para tanto sol, faltou domingo para tanta praia, faltou noite Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma
para tanto filme, faltou ano para tanta vida. arma, nem um peito resfolegante de campeador domado:
Existem dois tipos de pessoa. As pessoas com mais coisa mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças
que tempo e as pessoas com mais tempo que coisas para fazer envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade,
com o tempo. escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris
As pessoas com menos tempo que coisa são as que desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos
buzinam assim que o sinal fica verde, e ficam em pé no avião aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando;
esperando a porta se abrir, e empurram e atropelam as outras crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de
para entrar primeiro no vagão do trem, e leem livros que velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e
enumeram os “livros que você tem que ler antes de morrer” ao mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
invés de ler diretamente os livros que você tem de ler antes de (CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição Especial. Rio
de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
morrer.
Esse é o caso dele, que chega ao trabalho perguntando
Em qual dos trechos foi empregada palavra ou expressão
onde é a festa, e chega à festa querendo saber onde é a
em sentido conotativo?
próxima, e chega à próxima festa pedindo táxi para a outra, e
(A) “A entrada dos prisioneiros foi comovedora”
chega à outra percebendo que era melhor ter ficado na
(B) “Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender
primeira, e quando chega a casa já está na hora de ir para o
uma arma, nem um peito resfolegante...”
trabalho.
(C) “Era, com efeito, contraproducente compensação a tão
Ela sempre pertenceu ao segundo tipo de pessoa. Sempre
luxuosos gastos de combates...”
teve tempo de sobra, por isso sempre leu romances longos, e
(D) “...os arcabouços esmirrados e sujos...”
passou tardes longas vendo pela milésima vez a segunda
(E) “faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados,
temporada de “Grey’s Anatomy” mas, por ter tempo demais,
andar cambaleante”
acabava sobrando tempo demais para se preocupar com uma
hérnia imaginária, ou para tentar fazer as pazes com pessoas
10. O termo (ou expressão) em destaque, que está
que nem sabiam que estavam brigadas com ela, ou escrever
empregado em seu sentido próprio, denotativo, ocorre em:
cartas longas dentro da cabeça para o ex-namorado, os pais, o
(A) Estou morta de cansada.
país, ou culpar o sol ou a chuva, ou comentar “e esse calor dos
(B) Aquela mulher fala mal de todos na vizinhança! É
infernos?”, achando que a culpa é do mau tempo quando na
uma cobra.
verdade a culpa é da sobra de tempo, porque se ela não tivesse
(C) Todo cuidado é pouco. As paredes têm ouvidos.
tanto tempo não teria nem tempo para falar do tempo.
(D) Reclusa desde que seu cachorrinho morreu, Filomena
Quando se conheceram, ele percebeu que não adiantava
finalmente saiu de casa ontem.
correr atrás do tempo porque o tempo sempre vai correr mais
(E) Minha amiga é tão agitada! A bateria dela nunca acaba!
rápido, e ela percebeu que às vezes é bom correr para pensar
menos, e pensar menos é uma maneira de ser feliz, e ambos
Gabarito
perceberam que a felicidade é uma questão de tempo. Questão
01.B\02.A\03.C\04.A\05.A\06.C\07.E\08.D\09.E\10.D
de ter tempo o suficiente para ser feliz, mas não o bastante
para perceber que essa felicidade não faz o menor sentido.
(Gregório Duvivier. Folha de S. Paulo, 30.11.2015. ) CLASSES DE PALAVRAS

É correto afirmar que o título do texto tem sentido Artigo


(A) próprio, indicando os obstáculos que cada personagem
encontra quando depara com o tempo. Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo,
(B) próprio, fazendo referência às reações das pessoas às indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
atitudes das personagens. indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o
(C) figurado, indicando que o tempo é intangível, pouco gênero e o número dos substantivos.11
importando as consequências de subestimá-lo.
(D) figurado, indicando o contraste na maneira como as Classificação dos Artigos
personagens se relacionam com o tempo. Artigos Definidos: determinam os substantivos de
(E) figurado, se associado a “ele”, mas próprio, se associado maneira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
a “ela”, pois se trata do tempo real. Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de
maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
09. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os matei um animal.
combatentes contemplavam-nos entristecidos.
Surpreendiam-se; comoviam-se. O arraial, in extremis,

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APOSTILAS OPÇÃO

Combinação dos Artigos - Não se emprega artigo antes dos pronomes de


É muito presente a combinação dos artigos definidos e tratamento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
assumida por essas combinações:
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome
Preposições Artigos de revistas, jornais, obras literárias.
- o, os Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
a ao, aos
de do, dos Morfossintaxe
em no, nos Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas
por (per) pelo, pelos relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua
a, as um, uns uma, umas portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal do
à, às - - substantivo a que se refere. Tal função independe da função
exercida pelo substantivo:
da, das dum, duns duma, dumas
na, nas num, nuns numa, numas
A existência é uma poesia.
pela, pelas - -
Uma existência é a poesia.
Observação: as formas à e às indicam a fusão da
Questões
preposição a com o artigo definido a. Essa fusão de vogais
idênticas é conhecida por crase.
01. Determine o caso em que o artigo tem valor
qualificativo:
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se (A) Estes são os candidatos que lhe falei.
manifestam:
(B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
(C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
numeral “ambos”. Ex.: Ambos os garotos decidiram participar
(D) Os problemas que o afligem não me deixam
das olimpíadas.
descuidado.
(E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do
artigo, outros não. Ex.: São Paulo, O Rio de Janeiro.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
(A) O Amazonas é um rio imenso.
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode
(B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
indicar toda uma espécie. Ex.: O trabalho dignifica o homem.
(C) O Antônio comunicou-se com o João.
(D) O professor João Ribeiro está doente.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a
(E) Os Lusíadas são um poema épico
ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do
artigo. Ex.: O Pedro é o xodó da família. 03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
substantivando uma palavra.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no
(A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
plural, são determinados pelo uso do artigo. Ex.: Os Maias, os
(B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as
Incas.
entrelinhas.
(C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a)
(D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o
Joana.
artigo), o pronome assume a noção de qualquer.
(E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
Gabarito
(qualquer classe)
1.B / 2.C / 3.D
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é
Substantivo
facultativo:
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
Tudo12 o que existe é ser e cada ser tem um
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia
nome. Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis,
de aproximação numérica:
as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
fenômenos, os substantivos também nomeiam:
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
- O artigo também é usado para substantivar palavras
-sentimentos: raiva, amor...
oriundas de outras classes gramaticais:
-estados: alegria, tristeza...
Não sei o porquê de tudo isso.
-qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo
Morfossintaxe do substantivo
cujo (e flexões).
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda
sentido de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a
funcionar como núcleo do complemento nominal ou do aposto,
menos que venham especificadas.
como núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como
Eles estavam em casa.
núcleo do vocativo. Também encontramos substantivos como
Os marinheiros permanecem na terra dos anões.

12 http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php

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APOSTILAS OPÇÃO

núcleos de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi
quando essas funções são desempenhadas por grupos de necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
palavras. mais outra abelha...
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
Classificação dos Substantivos No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma
Substantivos Comuns e Próprios espécie (abelhas).
Observe a definição: O substantivo enxame é um substantivo coletivo.

s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo
edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma
de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em espécie.
oposição aos bairros).
Formação dos Substantivos
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade. Substantivos Simples e Compostos
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma O substantivo chuva é formado por um único elemento ou
mesma espécie de forma genérica. radical. É um substantivo simples.
cidade, menino, homem. Substantivo Simples: é aquele formado por um único
elemento.
Estamos voando para Barcelona. Outros substantivos simples: tempo, sol, etc. Veja agora: O
substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio :é Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma elementos.
particular. Outros exemplos: beija-flor, passatempo.

Londres, Paulinho, Pedro. Substantivos Primitivos e Derivados


Meu limão meu limoeiro,
Substantivos Concretos e Abstratos meu pé de jacarandá...

LÂMPADA MALA O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de


nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de
existência própria, que são independentes de outros seres. São nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa.
assim, substantivos concretos. O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que da palavra limão.
existe, independentemente de outros seres. Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra
palavra.
Obs.: os substantivos concretos designam seres do
mundo real e do mundo imaginário. Flexão dos substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
Seres do mundo real: homem, mulher, etc. quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, etc. exemplo, pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos
Observe agora: Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Beleza exposta Diminutivo: menininho
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
Flexão de Gênero
O substantivo beleza designa uma qualidade. Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar sexo
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há dois
dependem de outros para se manifestar ou existir. gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou dos artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para se O velho e o mar
manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo Um Natal inesquecível
abstrato.
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
abstraídos, e sem os quais não podem existir. A história sem fim
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade Uma cidade sem passado
(sentimento).
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
Substantivos Coletivos
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar
abelha, mais outra abelha. nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas,
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.

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uma para o masculino e outra para o feminino. Observe: gato epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade
– gata, homem – mulher. de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
A cobra macho picou o marinheiro.
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto
para o feminino. Classificam-se em: Sobrecomuns:
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos. Entregue as crianças à natureza.
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo
fêmea. masculino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas. artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o sexo
a criança, a testemunha, a vítima. dos seres a que se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas A criança chorona chamava-se Maria.
por meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente. Outros substantivos sobrecomuns:
Saiba que: a criatura = João é uma boa criatura.
- Substantivos de origem grega terminados Maria é uma boa criatura.
em ema ou oma, são masculinos. o cônjuge = O cônjuge de João faleceu.
o axioma, o fonema, o poema. O cônjuge de Marcela faleceu
- Existem certos substantivos que, variando de gênero,
variam em seu significado. Comuns de Dois Gêneros:
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
capital (dinheiro) e a capital (cidade) Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a. da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
aluno - aluna A distinção de gênero pode ser feita através da análise do
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao o colega - a colega
masculino. um jovem - uma jovem
freguês - freguesa
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de gêneros.
três formas: a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa preferência pelo masculino:
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona de carochinha.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - O problema está nas mulheres de mais idade, que não
sultana aceitam a personagem.
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
d) Substantivos terminados em -or: fotográfico Ana Belmonte.
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz Observe o gênero dos substantivos seguintes:
Masculinos
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: o tapa
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - o eclipse
poetisa o lança-perfume
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
Femininos
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final a dinamite
por -a: a áspide
elefante - elefanta a derme

g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino - São geralmente masculinos os substantivos de origem
e no feminino: grega terminados em -ma:
bode – cabra boi - vaca o grama (peso)
o quilograma
h) Substantivos que formam o feminino de maneira o plasma
especial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.

Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes Gênero dos Nomes de Cidades:


Epicenos: Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. A histórica Ouro Preto.
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso A dinâmica São Paulo.
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma
para indicar o masculino e o feminino. Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de

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APOSTILAS OPÇÃO

Gênero e Significação: Plural dos Substantivos Compostos


A formação do plural dos substantivos compostos depende
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
outra no feminino. o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
Observe: são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples:
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os aguardente e aguardentes girassol e girassóis
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à pontapé e pontapés malmequer e malmequeres
frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
proibição de trânsito) discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:

o cabeça (chefe) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:


a cabeça (parte do corpo) substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
o cinza (a cor cinzenta) adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
a cinza (resíduos de combustão) numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

o capital (dinheiro) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando


a capital (cidade) formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
Flexão de Número do Substantivo palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
Em português, há dois números gramaticais: o singular, falantes
que indica um ser ou um grupo de seres, e palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
característica do plural é o “s” final. c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
formados de:
Plural dos Substantivos Simples substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” colônia e águas-de-colônia
fazem o plural pelo acréscimo de “s”. substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, vapor e cavalos-vapor
no plural). substantivo + substantivo que funciona como
Exceção: cânon - cânones. determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o
tipo do termo anterior.
b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em palavra-chave - palavras-chave
“ns”. bomba-relógio - bombas-relógio
homem - homens.
d) Permanecem invariáveis, quando formados de:
c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
pelo acréscimo de “es”. verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-
revólver – revólveres raiz - raízes rolhas
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
e) Casos Especiais
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se o louva-a-deus e os louva-a-deus
no plural, trocando o “l” por “is”. o bem-te-vi e os bem-te-vis
quintal - quintais caracol – caracóis Exceções: o bem-me-quer e os bem-me-queres
mal e males, cônsul e cônsules. o joão-ninguém e os joões-ninguém.

e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de Plural das Palavras Substantivadas


duas maneiras: As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. plural, as flexões próprias dos substantivos.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas Pese bem os prós e os contras.
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). O aluno errou na prova dos noves.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z”
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de não variam no plural.
duas maneiras: Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses Plural dos Diminutivos
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
invariáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. acrescenta-se o sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de animai(s) + zinhos = animaizinhos
três maneiras. botõe(s) + zinhos = botõezinhos
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães Plural dos Nomes Próprios Personativos
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o que a terminação preste-se à flexão.
látex - os látex. Os Napoleões também são derrotados.

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APOSTILAS OPÇÃO

As Raquéis e Esteres. Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador


de aumento. Por exemplo: casarão.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
escritos como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto Pode ser:
quando terminam em “s” ou “z”). Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
os shows os shorts os jazz indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador
com as regras de nossa língua: de diminuição. Por exemplo: casinha.
os clubes os chopes
os jipes os esportes Questões

Observe o exemplo: 01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também


Este jogador faz gols toda vez que joga. ocorre com o plural de
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. (A) reco-reco.
(B) guarda-costa.
Plural com Mudança de Timbre (C) guarda-noturno.
(D) célula-tronco.
Certos substantivos formam o plural com mudança de (E) sem-vergonha.
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato
fonético chamado metafonia (plural metafônico). 02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
Singular Plural Singular Plural (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
corpo( ô) corpos( ó) osso( ô) ossos( ó) (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
esforço esforços ovo ovos (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
fogo fogos poço poços (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
forno fornos porto portos
fosso fossos posto postos 03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo
está errada:
(A) Catalães.
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, (B) Cidadãos.
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc. (C) Vulcães.
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de (D) Corrimãos.
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Gabarito
Particularidades sobre o Número dos Substantivos 1.D / 2.D / 3.C

a) Há substantivos que só se usam no singular: Adjetivo


o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
b) Outros só no plural: característica do ser e se relaciona com o substantivo.
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo,
(naipes de baralho), as fezes. percebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode
ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso,
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do moça bondosa, pessoa bondosa.13
singular: Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade,
bem (virtude) e bens (riquezas) não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem, moça bondade, pessoa bondade.
títulos) Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.

d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com Morfossintaxe do Adjetivo:


sentido de plural: O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
Aqui morreu muito negro. de uma oração) relativas aos substantivos, atuando
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou
improvisadas. do objeto).

Flexão de Grau do Substantivo Adjetivo Pátrio


Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser.
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em: Observe alguns deles:
Estados e cidades brasileiros:
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
normal. Por exemplo: casa Alagoas alagoano
Amapá amapaense
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. Aracaju aracajuano ou aracajuense
Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo
que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.

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Adjetivo Pátrio Composto adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará invariável. Por
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro exemplo:
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Observe alguns exemplos: Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana Olhos verde-claros.
germano- ou teuto- / Por exemplo:
Alemanha Observe
Competições teuto-inglesas
américo- / Por exemplo: Companhia - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer
América adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre
américo-africana
invariáveis.
Flexão dos adjetivos - O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois
elementos flexionados.
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Grau do Adjetivo
Gênero dos Adjetivos
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos o comparativo e o superlativo.
substantivos, classificam-se em:
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino Comparativo
e outra para o feminino.
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má. a dois ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas
ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos
feminino somente o último elemento. abaixo:
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
americana. 1) Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou
como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher quão.
feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no 2) Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença Superioridade Analítico
político-social. No comparativo de superioridade analítico, entre os dois
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A
Número dos Adjetivos forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais...do
que” ou “mais...que”.
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com 3) O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos Superioridade Sintético
substantivos simples.
Por exemplo: mau e maus, feliz e felizes. Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra São eles:
que estiver qualificando um elemento for, originalmente, um bom-melhor
substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a pequeno-menor
palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se mau-pior
estiver qualificando um elemento, funcionará como adjetivo.
Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos cinza. Observe que:
Veja outros exemplos: a) As formas menor e pior são comparativos de
superioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau,
Motos vinho (mas: motos verdes) respectivamente.
Paredes musgo (mas: paredes brancas). b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas
Adjetivo Composto entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar as
formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais
É aquele formado por dois ou mais elementos. pequeno.
Normalmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de
o último elemento concorda com o substantivo a que se refere; dois elementos.
os demais ficam na forma masculina, singular. Caso um dos Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas
elementos que formam o adjetivo composto seja um qualidades de um mesmo elemento.
substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto ficará
invariável. Por exemplo :a palavra rosa é originalmente um 4) Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de
substantivo, porém ,se estiver qualificando um elemento, Inferioridade
funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra palavra por Sou menos passivo (do) que tolerante.
hífen, formará um adjetivo composto; como é um substantivo

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APOSTILAS OPÇÃO

Superlativo A revisão de estudos científicos permite identificar três


fatores principais na formação das personalidades com maior
O superlativo expressa qualidades num grau muito inclinação ao comportamento violento:
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser 1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades: humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um 2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta- transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e
se nas formas: não lhes impuseram limites de disciplina.
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras 3) Associação com grupos de jovens portadores de
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O comportamento antissocial.
secretário é muito inteligente. Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de crianças que se enquadram nessas três condições de risco.
sufixos. Associados à falta de acesso aos recursos materiais, à
Por exemplo: desigualdade social, esses fatores de risco criam o caldo de
O secretário é inteligentíssimo. cultura que alimenta a violência crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a
Observe alguns superlativos sintéticos: resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
benéfico beneficentíssimo preso.
bom boníssimo ou ótimo Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares e
comum comuníssimo sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um conexões mais sólidas com o mundo do crime.
ser é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
relação pode ser: Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa,
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala. aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala. continuarão superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a
Note bem: criminalidade e tratar os que ingressaram nela.
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo.
advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc., Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os
antepostos ao adjetivo. policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de construir cadeias novas para substituir as velhas.
origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas
do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão
érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los
A forma popular é constituída do radical do adjetivo na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, artístico.
precariíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
atual, as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem
o desagradável hiato i-í.
Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas
Questões corresponde a – características de epidemias.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
01. Leia o texto a seguir. em destaque corresponde, corretamente, à expressão
indicada.
Violência epidêmica (A) água fluvial – água da chuva.
(B) produção aurífera – produção de ouro.
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora (C) vida rupestre – vida do campo.
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes (D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características (E) costela bovina – costela de porco.
epidêmicas.
A prevalência varia de um país para outro e entre as 02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto:
cidades de um mesmo país, mas, como regra, começa nos (A) azul-celeste
grandes centros urbanos e se dissemina pelo interior. (B) azul-pavão
As estratégias que as sociedades adotam para combater a (C) surda-muda
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito (D) branco-gelo
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços 03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras estão no grau superlativo absoluto sintético:
enfermidades. (A) Arquimilionário/ ultraconservador;
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações (B) Supremo/ ínfimo;
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências (C) Superamigo/ paupérrimo;
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades (D) Muito amigo/ Bastante pobre
adaptativas que os tornam despreparados para lidar com as
frustrações de seus desejos. Gabarito
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que 1.B / 2.C / 3.D
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável
ao desenvolvimento psicológico pleno.

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APOSTILAS OPÇÃO

Pronome Pronome Reto

Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
alguma forma.14 Nós lhe ofertamos flores.
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
[substituição do nome] Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita! flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma,
[referência ao nome] o quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu
Essa moça morava nos meus sonhos! - 2ª pessoa do singular: tu
[qualificação do nome] - 3ª pessoa do singular: ele, ela
Grande parte dos pronomes não possuem significados - 1ª pessoa do plural: nós
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de - 2ª pessoa do plural: vós
um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata - 3ª pessoa do plural: eles, elas
daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
ato da comunicação. Com exceção dos pronomes Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como
interrogativos e indefinidos, os demais pronomes têm por complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi ele
função principal apontar para as pessoas do discurso ou a elas na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
se relacionar, indicando-lhes sua situação no tempo ou no comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
espaço. Em virtude dessa característica, os pronomes formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados
apresentam uma forma específica para cada pessoa do os pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”,
discurso. “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] formas verbais marcam, através de suas desinências, as
pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto.
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? Fizemos boa viagem. (Nós)
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
Pronome Oblíquo
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala] Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
sentença, exerce a função de complemento verbal (objeto
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras direto ou indireto) ou complemento nominal.
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em número
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
do pronome seja coerente em termos de gênero e número Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função
este se apresenta ausente no enunciado. diversa que eles desempenham na oração: pronome reto
marca o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile complemento da oração.
da nossa escola neste ano. Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância a acentuação tônica que possuem, podendo ser
adequada] átonos ou tônicos.
[neste: pronome que determina “ano” = concordância
adequada] Pronome Oblíquo Átono
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” =
concordância inadequada] São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica fraca.
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, Ele me deu um presente.
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim
Pronomes Pessoais configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
São aqueles que substituem os substantivos, indicando - 2ª pessoa do singular (tu): te
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, - 1ª pessoa do plural (nós): nos
“vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, - 2ª pessoa do plural (vós): vos
“ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
pessoas de quem fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções Observações:
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
oblíquo. apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por
acompanhar diretamente uma preposição, o
pronome “lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na
oração.

14 Idem, 1.

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APOSTILAS OPÇÃO

Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser
diretos como objetos indiretos. do caso reto.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como
objetos diretos. Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.
Saiba que:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se - A combinação da preposição “com” e alguns pronomes
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de
formas nos exemplos que seguem: companhia.
Ele carregava o documento consigo.
- Não contaram a novidade a
- Trouxeste o pacote?
vocês? - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
- Sim, entreguei-to ainda há por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são
- Não, no-la contaram. reforçados por palavras
pouco.
como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou algum
numeral.
No português do Brasil, essas combinações não são usadas;
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más
Atenção: notícias.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em - Pronome Reflexivo
z, -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
tempo que a terminação verbal é suprimida. São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
Por exemplo: fiz + o = fi-lo como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da
fazei + o = fazei-os oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa
dizer + a = dizê-la pelo verbo.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
as formas no, nos, na, nas. Por exemplo: - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
viram + o: viram-no Eu não me vanglorio disso.
repõe + os = repõe-nos Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Pronome Oblíquo Tônico Conhece a ti mesmo.

Os pronomes oblíquos tônicos são sempre - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
precedidos por preposições, em geral as Guilherme já se preparou.
preposições a, para, de e com. Por esse motivo, os pronomes Ela deu a si um presente.
tônicos exercem a função de objeto indireto da oração. Antônio conversou consigo mesmo.
Possuem acentuação tônica forte.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim - 1ª pessoa do plural (nós): nos.
configurado: Lavamo-nos no rio.

- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo - 2ª pessoa do plural (vós): vos.


- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco - 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco Eles se conheceram.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas Elas deram a si um dia de folga.

Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico A Segunda Pessoa Indireta
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de
pronomes costumam ser usados desta forma: tratamento, que podem ser observados no quadro seguinte:
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há nenhuma acusação contra mim. Pronomes de Tratamento

Atenção: Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Há construções em que a preposição, apesar de surgir Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-
generais

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APOSTILAS OPÇÃO

Vossa Magnificência V.Mag.ª(s) reitores de universidades Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores com o objeto possuído.
Vossa Santidade V. S. Papa Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso difícil.
Vossa Onipotência V. O. Deus Observações:

Também são pronomes de tratamento o senhor, a 1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados alteração fonética da palavra senhor.
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento - Muito obrigado, seu José.
familiar. Você e vocês são largamente empregados no
português do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem Podem ter outros empregos, como:
uso restrito à linguagem litúrgica ,ultraformal ou literária. a) indicar afetividade.
- Não faça isso, minha filha.
Observações: b) indicar cálculo aproximado.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de Ele já deve ter seus 40 anos.
tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
relação à pessoa com quem falamos. Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
encontro. 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa. pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
- Os pronomes de tratamento representam uma forma concorda com o mais próximo.
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao Trouxe-me seus livros e anotações.
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa. oblíquos átonos assumem valor de possessivo.
Vou seguir-lhe os passos( .= Vou seguir seus passos.)
b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-
se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª Pronomes Demonstrativos
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar
na 3ª pessoa. a posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. tempo ou discurso.

c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou No espaço:


nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, carro está perto da pessoa que fala.
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
verbo na terceira pessoa. fala.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o
cabelos. (errado) carro está afastado da pessoa que fala e daquela com quem
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus falo.
cabelos. (correto)
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto
Pronomes Possessivos por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita
de fala), são particularmente importantes o este e o esse - o
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical primeiro localiza os seres em relação ao emissor; o segundo,
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa em relação ao destinatário. Trocá-los pode causar
possuída). ambiguidade.
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do
singular) Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da
Observe o quadro: universidade destinatária).
Reafirmamos a disposição desta universidade em participar
Número Pessoa Pronome no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
singular primeira meu(s), minha(s) envia a mensagem).
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s) No tempo:
plural primeira nosso(s), nossa(s) Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere
plural segunda vosso(s), vossa(s) ao ano presente.
plural terceira seu(s), sua(s) Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere
a um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está
se referindo a um passado distante.

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APOSTILAS OPÇÃO

- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
invariáveis, observe: outrem, quem, tudo.
Algo o incomoda?
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), Quem avisa amigo é.
aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo. - Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e Cada povo tem seus costumes.
puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que pronomes indefinidos adjetivos:
te indiquei.) algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- mesmo(s), mesma(s): demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem. nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
- próprio(s), própria(s): quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Os próprios alunos resolveram o problema. tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.

- semelhante(s): Menos palavras e mais ações.


Não compre semelhante livro.
- tal, tais: Os pronomes indefinidos podem ser divididos
Tal era a solução para o problema. em variáveis e invariáveis. Observe:

Note que: Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário,


tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca,
a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns,
construções redundantes, com finalidade expressiva, para nenhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: quantos, algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias,
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José tantas, outras, quantas.
Afonso. Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
b) O pronome demonstrativo neutro ou pode representar cada.
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou São locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
aposto.O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam. qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem
c) Para evitar a repetição de um verbo anteriormente for, seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes Cada um escolheu o vinho desejado.
de).
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. Indefinidos Sistemáticos
d) Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em percebemos que existem alguns grupos que criam oposição de
primeiro lugar. sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido
aquele casado, solteiro este. [ou então: este negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmativa,
solteiro, aquele casado] e nenhum/nada, que indicam uma totalidade negativa;
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e algo/nada, que se
irônica. referem à coisa; certo, que particulariza, e qualquer, que
A menina foi a tal que ameaçou o professor? generaliza.
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com Essas oposições de sentido são muito importantes na
pronome demonstrativo :àquele ,àquela, deste, desta, disso, construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
nisso, no, etc. vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações de
Pronomes Indefinidos que fazem parte:
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, prático.
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
quantidade indeterminada. pessoas quaisquer.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
plantadas. Pronomes Relativos
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa de
quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma São aqueles que representam nomes já mencionados
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
humano que seguramente existe, mas cuja identidade é orações subordinadas adjetivas.
desconhecida ou não se quer revelar. O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um
grupo racial sobre outros.
Classificam-se em: (afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros =
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar do oração subordinada adjetiva).
ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São

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APOSTILAS OPÇÃO

O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e g) “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
palavra “sistema” é antecedente do pronome relativo que. A casa onde morava foi assaltada.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome
demonstrativo o, a, os, as. h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
Não sei o que você está querendo dizer. que.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
expresso. exterior.
Quem casa, quer casa.
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as
Observe: palavras:
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os - como (= pelo qual)
quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, Não me parece correto o modo como você agiu semana
quantas. passada.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. - quando (= em que)
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
Note que:
a) O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser numa só frase.
substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu O futebol é um esporte.
antecedente for um substantivo. O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
qual) ocorrer a elipse do relativo “que”.
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as (que) fumava.
quais)
Pronomes Interrogativos
b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas
para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-se
podem ter várias classificações) são pronomes relativos. à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes
Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e
motivo de clareza ou depois de determinadas preposições: variações).

Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
ambiguidade.) preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas passageiros desembarcaram.
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
Sobre os pronomes:
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se
refere a uma oração. O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a desempenha função de complemento. Vamos entender,
sua vocação natural. primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que
função exerce. Observe as orações:
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
das quais. lo.

Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
(antecedente) (consequente) exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
antecedente um pronome indefinido: tanto( ou variações )e função de complemento, e, consequentemente, é do caso
tudo: oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, o
Emprestei tantos quantos foram necessários. pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a
(antecedente) segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se
Ele fez tudo quanto havia falado. devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
(antecedente) Importante: Em observação à segunda oração, o emprego
do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo
f) O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar
precedido de preposição. antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo principal
(no caso “ajudar”) estiver no infinitivo ou gerúndio.
É um professor a quem muito devemos. Eu desejo lhe perguntar algo.
(preposição) Eu estou perguntando-lhe algo.

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APOSTILAS OPÇÃO

Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, entre si.
diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-estamudando-
preposição. amizade-619645.shtml>.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu
estava fazendo. Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a
eu estava fazendo. que se referem.
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
Questões amizades.
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma
01. Observe as sentenças abaixo. superficial de amizade.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam. III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- refere-se aos pronomes eu e você.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou Quais estão corretas?
inconsolável. (A) Apenas I.
(B) Apenas II.
O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma (C) Apenas III.
culta da língua portuguesa em: (D) Apenas I e II.
(A) apenas uma das sentenças (E) I, II e III.
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças. 03. Observe a charge a seguir.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan


constatou que o que mais se faz no Facebook, depois de
interagir com amigos, é olhar os perfis de pessoas que
acabamos de conhecer. Se você gostar do perfil, adicionará
aquela pessoa, e estará formado um vínculo. No final, todo
mundo vira amigo de todo mundo. Mas, não é bem assim. As
redes sociais têm o poder de transformar os chamados elos
latentes (pessoas que frequentam o mesmo ambiente social,
mas não são suas amigas) em elos fracos – uma forma
superficial de amizade. Pois é, por mais que existam exceções
_______qualquer regra, todos os estudos mostram que amizades Em relação à charge acima, assinale a afirmativa
geradas com a ajuda da Internet são mais fracas, sim, do que inadequada.
aquelas que nascem e se desenvolvem fora dela. (A) A fala do personagem é uma modificação intencional
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito de uma fala de Cristo.
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo (B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles pessoas distintas.
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe (C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando poder.
uma renovação de ideias que faz bem a todos os (D) A posição dos braços do personagem na charge repete
relacionamentos, inclusive às amizades antigas. O problema é a de Cristo na cruz.
que a maioria das redes na Internet é simétrica: se você (E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos
quiser ter acesso às informações de uma pessoa ou mesmo de forma equilibrada.
falar reservadamente com ela, é obrigado a pedir a amizade
dela. Como é meio grosseiro dizer “não” ________ alguém que Gabarito
você conhece, todo mundo acaba adicionando todo mundo. E 01. A\02. E\03. B
isso vai levando ________ banalização do conceito de amizade.
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, Verbo
ficou diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social
completamente assimétrica. E isso faz com que as redes de Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
“seguidores” e “seguidos” de alguém possam se comunicar de número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
maneira muito mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
Twitter, o sociólogo Nicholas Christakis, da Universidade de ocorrência (nascer); desejo (querer).15
Harvard, percebeu que seus amigos tinham começado a se O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
comunicar entre si independentemente da mediação dele. possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
Pessoas cujo único ponto em comum era o próprio Christakis chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
acabaram ficando amigas. No Twitter, eu posso me interessar verbos mencionados acima; não apresentam, porém ,todas as
pelo que você tem a dizer e começar a te seguir. Nós não nos possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
conhecemos.
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu Estrutura das Formas Verbais
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você. Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as apresentar os seguintes elementos:

15 Idem, 1.

Língua Portuguesa 38
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APOSTILAS OPÇÃO

a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
essencial do verbo. Por exemplo: são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar,
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-) amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói,
“Amanheci mal-humorado”, usa-se o verbo “amanhecer” em
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, empregado em
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
São três as conjugações: Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
1ª - Vogal Temática - A - (falar) Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir) d) São impessoais, ainda:
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo. Ex.: Já passa das seis.
tempo e o modo do verbo. 2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de,
Por exemplo: indicando suficiência. Ex.:
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) 3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem,
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência
d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
pessoa do discurso ( 1ª2 ,ª ou 3ª )e o número (singular ou classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos,
plural .) então, pessoais.
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados Dá para me arrumar uns trocados?
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de - Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
do verbo: põe, pões, põem, etc. A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram.
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos verbos pessoais na linguagem figurada:
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com Teu irmão amadureceu bastante.
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes
radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas de animais; eis alguns:
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas bramar: tigre
sim na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. bramir: crocodilo

Classificação dos Verbos Os principais verbos unipessoais são:


1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
Classificam-se em: ser (preciso, necessário, etc.).
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca bastante.)
alterações no radical. Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito :que chova)
Por exemplo: 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos
canto cantei cantarei cantava cantasse da conjunção que.
b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações
no radical ou nas desinências. Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
Por exemplo: faço fiz farei fizesse fumar.)
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo
conjugação completa. Classificam-se em impessoais, Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
unipessoais e pessoais. Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.

- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. - Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
principais verbos impessoais são: verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar- indicativo falo ,fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
se ou fazer (em orações temporais). provavelmente causaria problemas de interpretação em
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) certos contextos.
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) verbo computar. Este verbo teria como formas do presente
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) do indicativo computo, computas, computa - formas de
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos
gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáticos:
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com o
Era primavera quando a conheci. desenvolvimento e a popularização da informática, tem sido
Estava frio naquele dia. conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

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d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma SER - Modo Imperativo
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno
costuma ocorrer no particípio, em que, além das formas Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós ,sede
regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as vós ,sejam eles.
chamadas formas curtas (particípio irregular). Observe: Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não
sejamos nós ,não sejais vós ,não sejam eles.
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
Anexar Anexado Anexo sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito SER - Formas Nominais

e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical Formas Nominais


em sua conjugação. Infinitivo: ser
Por exemplo: Gerúndio: sendo
Particípio: sido
Ir Pôr Ser Saber
vou sou Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
ponho sei nós, serdes vós, serem eles.
vais és
pus sabes
ides fui
pôs soube ESTAR - Modo Indicativo
fui foste
punha saiba
foste seja
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós
estais, eles estão.
f) Auxiliares Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
São aqueles que entram na formação dos tempos estávamos, vós estáveis, eles estavam.
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
Vou espantar as moscas . estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo) estiveram.
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
Está chegando a hora do debate. Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio) estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
Futuro do Presente Composto: terei estado.
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
haver. estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Conjugação dos Verbos Auxiliares
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
SER - Modo Indicativo
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
vós éreis, eles eram. ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós estivessem.
fomos, vós fostes, eles foram. Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
fôramos, vós fôreis, eles foram. estiverdes, quando eles estiverem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido. Futuro Composto: Tiver estado.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Futuro do Pretérito Composto: terei sido. estai vós, estejam eles.
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
seremos, vós sereis, eles serão. estejamos nós ,não estejais vós ,não estejam eles.
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido. Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar
ele, por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
SER - Modo Subjuntivo
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós Formas Nominais
sejamos, que vós sejais, que eles sejam. Infinitivo: estar
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, Gerúndio: estando
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem. Particípio: estado
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ESTAR - Formas Nominais
ele for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles
forem. Infinitivo Impessoal: estar
Futuro Composto: tiver sido. Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos,
estardes, estarem.
Gerúndio: estando

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APOSTILAS OPÇÃO

Particípio: estado TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

HAVER - Modo Indicativo Modo Subjuntivo


Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
eles hão. Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
havíamos, vós havíeis, eles haviam. Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram. tiver, quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido. tiverem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu Futuro Composto: tiver tido.
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles
houveram. Modo Imperativo
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido. Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós,
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele tende vós, tenham eles.
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão. Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não
Futuro do Presente Composto: terei havido. tenhamos nós ,não tenhais vós ,não tenham eles.
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam. termos nós, por terdes vós, por terem eles.
Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais
Modo Subjuntivo acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. - 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-
houvessem. se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. está implícita no radical do verbo. Por exemplo:
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, Arrependi-me de ter estado lá.
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu)
houverdes, quando eles houverem. tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
Futuro Composto: tiver havido. mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do
verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula
Modo Imperativo integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia
hajam eles. reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo.
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
hajamos nós ,não hajais vós ,não hajam eles. respectivos pronomes):
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Eu me arrependo
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles. Tu te arrependes
Ele se arrepende
HAVER - Formas Nominais Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, Eles se arrependem
haverdes, haverem.
Infinitivo Pessoal: haver .2 - Acidentais :são aqueles verbos transitivos diretos em
Gerúndio: havendo que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto
Particípio: havido representado por pronome oblíquo da mesma pessoa do
sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele
TER - Modo Indicativo mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos
diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, mencionados, formando o que se chama voz reflexiva. Por
eles têm. exemplo :Maria se penteava.
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Maria
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, penteou-me.
nós tivemos, vós tivestes, eles tiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. Observações:
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
tiveras, ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. sintática.
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
nós teremos, vós tereis, eles terão. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente
Futuro do Presente: terei tido. pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos,
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam. do sujeito, exercem funções sintáticas.
Futuro do Pretérito composto: teria tido. Por exemplo:

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APOSTILAS OPÇÃO

Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me 1. Tempos do Indicativo


(objeto direto) - 1ª pessoa do singular
- Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo:
Modos Verbais Eu estudo neste colégio.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando foi
modos: interrompido.
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por - Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato ocorrido
exemplo: Eu sempre estudo. num momento anterior ao atual e que foi totalmente
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por terminado. Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite.
exemplo: Talvez eu estude amanhã. - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por início no passado e que pode se prolongar até o momento
exemplo: Estuda agora, menino. atual. Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames.
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido
Formas Nominais antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já tinha
estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas composta) Ele já estudara as lições quando os amigos
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, chegaram. (forma simples)
advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
Observe: ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
- a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo Por exemplo: Ele estudará as lições amanhã.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) deve ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) terminado antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente bater o sinal, os alunos já terão terminado o teste.
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por - Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode
exemplo: ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro. exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
- Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um fato que
b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não passado. Por exemplo: Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do viajado nas férias.
impessoal; nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
2. Tempos do Subjuntivo
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas
(eles) posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
ele vencesse o jogo.
Por exemplo:
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas
construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo.
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou Por exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do
advérbio. Por exemplo: campeonato.
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de
advérbio) - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) totalmente terminado num momento passado. Por exemplo:
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; Embora tenha estudado bastante, não passou no teste.
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. exemplo: Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
- d) Particípio: quando não é empregado na formação dos indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à
tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado loja, levará as encomendas.
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato
grau. Por exemplo: posterior ao momento atual mas já terminado antes de outro
Terminados os exames, os candidatos saíram. fato futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído do hospital,
Quando o particípio exprime somente estado, sem nós o visitaremos.
nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função
de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Presente do Indicativo
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
Tempos Verbais pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
Tomando-se como referência o momento em que se fala, a cantO vendO partO O
ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos. cantaS vendeS parteS S
Veja: canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS

Língua Portuguesa 42
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APOSTILAS OPÇÃO

cantaIS vendeIS partIS IS cantES vendAS partAS E A S


cantaM vendeM parteM M cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS- vendAMOS-partAMOS E A MOS
Pretérito Perfeito do Indicativo cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjug . / Desin.pessoal
CANTAR VENDER PARTIR Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a
cantoU vendeU partiU U desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
cantaSTES vendeSTES partISTES STES tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
cantaRAM vendeRAM partiRAM AM e pessoa correspondente.

Pretérito mais-que-perfeito 1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess. CANTAR VENDER PARTIR
1ª/2ª e 3ª conj. cantaSSE- vendeSSE- partiSSE SSE Ø
CANTAR VENDER PARTIR - - cantaSSES-vendeSSES-partiSSES SSE S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S cantáSSEMOS-vendêSSEMOS-partíssemos SSE MOS
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantáRAMOS-vendêRAMOS-partíRAMOS - RA MOS cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M Futuro do Subjuntivo

Pretérito Imperfeito do Indicativo Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência


-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a
CANTAR VENDER PARTIR desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
cantAVA vendIA partIA correspondente.
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA 1ª conj./2ª conj./3ª conj./Des. temp./Desin. pess 1ª /2ª e 3ª
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS CANTAR-VENDER-PARTIR
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS cantaR – vendeR - partiR Ø
cantAVAM vendIAM partIAM cantaRES-vendeRES-partiRES R ES
cantaR – vendeR - partiR R Ø
Futuro do Presente do Indicativo cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação cantaREM vendeREM PartiREM R EM
CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei Imperativo
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á Imperativo Afirmativo
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do
cantar ão vender ão partir ão presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais
Futuro do Pretérito do Indicativo pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Eu canto --- Que eu cante
CANTAR VENDER PARTIR Tu cantas CantA tu Que tu cantes
cantarIA venderIA partirIA Ele canta Cante você Que ele cante
cantarIAS venderIAS partirIAS Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
cantarIA venderIA partirIA Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS Imperativo Negativo
cantarIAM venderIAM partirIAM
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
Presente do Subjuntivo negação às formas do presente do subjuntivo.

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que eu cante ---
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que tu cantes Não cantes tu
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess Que vós canteis Não canteis vós
1ª conj. 2ª/3ª conj. Que eles cantem Não cantem eles
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø

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APOSTILAS OPÇÃO

Observações: Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no


sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa em que esse processo se desenvolve.
(singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não
fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês. é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê modifica o adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns
(tu), sede (vós). exemplos:
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto,
Infinitivo Impessoal você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação alheio, representando uma qualidade, característica.
CANTAR VENDER PARTIR
O artista canta muito mal.
Infinitivo Pessoal
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos
CANTAR VENDER PARTIR pudemos verificar que se tratava de somente uma palavra
cantar vender partir funcionando como advérbio. No entanto, ele pode estar
cantarES venderES partirES demarcado por mais de uma palavra, que mesmo assim não
cantar vender partir deixará de ocupar tal função. Temos aí o que chamamos
cantarMOS venderMOS partirMOS de locução adverbial, representada por algumas expressões,
cantarDES venderDES partirDES tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de modo
cantarEM venderEM partirEM algum, entre outras.

Questões Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam
01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos ___ em distintas categorias, uma vez expressas por:
esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas,
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos,
para seus pertences, conservando-os junto ao corpo .Assinale desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a
a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que
lacunas do texto. terminam em -mente: calmamente, tristemente,
(A) sejam … mantesse propositadamente.
(B) sejam … mantivessem de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
(C) sejam … mantém excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto,
(D) seja … mantivessem quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de
(E) seja … mantêm todo, de muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
verbal em destaque expressa ação afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
(A) concluída. primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à
(B) atemporal. tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
(C) contínua. quando em quando, a qualquer momento, de tempos em
(D) hipotética. tempos, em breve, hoje em dia.
(E) futura. de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo,
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro,
mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a
sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita,
crédito?”. Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de à esquerda, ao lado, em volta.
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela. forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.
(C) adotar como referência de qualidade. de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente,
(D) julgar de acordo com normas legais. provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. sabe.
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto,
Gabarito efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras,
1.B / 2.C / 3.E indubitavelmente.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão,
Advérbio somente, simplesmente, só, unicamente.
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também.
O advérbio, assim como muitas outras palavras existentes de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente.
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, de designação: Eis.
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
proximidade, contiguidade. quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e
intensidade), para quê?(finalidade)

Língua Portuguesa 44
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Locução adverbial 02. Leia o texto a seguir.


É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio .
Exemplo: Impunidade é motor de nova onda de agressões
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade
Há locuções adverbiais que possuem advérbios com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de
correspondentes. repercussões.
Exemplo: Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente. estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo penal, por agressão, movida por sua ex-mulher.
são flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma
única flexão propriamente dita que existe na categoria dos boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens
advérbios é a de grau: que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a
perna fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe - aproximar, sem sucesso, de duas garotas que eram amigas dos
longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - rapazes que saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega
inconstitucionalissimamente ,etc; que tudo não passou de um engano e que o rapaz teria
Diminutivo: diminui a intensidade . fraturado a perna ao cair no chão.
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar - Curiosamente, também é possível achar um blog que diz
devagarinho, que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se
quebrou ao cair no chão.
Questões Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
01. Leia os quadrinhos para responder a questão. ajudar a polícia na investigação.
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que
eles sejam julgados e condenados.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera
agressões.
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar.
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o
outro, aumento da tolerância à própria frustração e melhor
controle sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!)
são alguns dos caminhos.
Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado)

Assinale a alternativa cuja expressão em destaque


apresenta circunstância adverbial de modo.
(A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando
ainda uma série de repercussões.
(B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em
plena balada…
(C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem
(Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. sucesso, de duas amigas…
Volume Único) (D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou
de um engano...
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque (E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
dois advérbios: AÍ e ainda. quebrando por aí…
Considerando que advérbio é a palavra que modifica um
verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando a 03. Leia o texto a seguir.
circunstância em que determinado fato ocorre, assinale a
alternativa que classifica, correta e respectivamente, as Cultura matemática
circunstâncias expressas por eles. Hélio Schwartsman
(A) Lugar e negação.
(B) Lugar e tempo. SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o
(C) Modo e afirmação. podemos viver sem dominar o básico da matemática? Durante
(D) Tempo e tempo. muito tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não
(E) Intensidade e dúvida. simpatizavam muito com Pitágoras podiam simplesmente
escolher carreiras nas quais os números não encontravam
muito espaço, como direito, jornalismo, as humanidades e até
a medicina de antigamente.
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o

Língua Portuguesa 45
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APOSTILAS OPÇÃO

beabá da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
Joyce ou dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão trás de.
olhares tão recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o
nariz na manga da camisa. A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida concordância em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com por + a = pela
uma ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental,
mesmo para quem não pretende ser engenheiro ou seguir Vale ressaltar que essa concordância não é característica
carreiras técnicas. da preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular
as armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é Esse processo de junção de uma preposição com outra
difícil até posicionar-se de forma racional sobre políticas palavra pode se dar a partir de dois processos:
públicas sem assimilar toda a numeralha que idealmente as
informa. 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
Conhecimentos rudimentares de estatística são pré- preposição a + artigos definidos o, os
requisito para compreender as novas pesquisas que trazem a + o = ao
informações relevantes para nossa saúde e bem-estar. preposição a + advérbio onde
A matemática está no centro de algumas das mais a + onde = aonde
intrigantes especulações cosmológicas da atualidade. Se as
equações da mecânica quântica indicam que existem 2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
universos paralelos, isso basta para que acreditemos neles?
Ou, no rastro de Eugene Wigner, podemos nos perguntar por Preposição + Artigos
que a matemática é tão eficaz para exprimir as leis da física. De + o(s) = do(s)
Releia os trechos apresentados a seguir. De + a(s) = da(s)
- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras De + um = dum
podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os De + uns = duns
números não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo) De + uma = duma
- Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma De + umas = dumas
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º Em + o(s) = no(s)
parágrafo) Em + a(s) = na(s)
Em + um = num
Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta Em + uma = numa
e respectivamente, circunstâncias de Em + uns = nuns
(A) afirmação e de intensidade. Em + umas = numas
(B) modo e de tempo. A + à(s) = à(s)
(C) modo e de lugar. Por + o = pelo(s)
(D) lugar e de tempo. Por + a = pela(s)
(E) intensidade e de negação.
Preposição + Pronomes
Gabarito De + ele(s) = dele(s)
1.B / 2.C / 3.B De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s)
Preposição De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s)
Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar De + essa(s) = dessa(s)
termos ou orações. Quando esta ligação acontece, De + aquele(s) = daquele(s)
normalmente há uma subordinação do segundo termo em De + aquela(s) = daquela(s)
relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na De + isto = disto
estrutura da língua, pois estabelecem a coesão textual e De + isso = disso
possuem valores semânticos indispensáveis para a De + aquilo = daquilo
compreensão do texto. De + aqui = daqui
De + aí = daí
Tipos de Preposição De + ali = dali
De + outro = doutro(s)
1. Preposições essenciais: palavras que atuam De + outra = doutra(s)
exclusivamente como preposições. Em + este(s) = neste(s)
A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, Em + esta(s) = nesta(s)
para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com. Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s)
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes Em + aquela(s) = naquela(s)
gramaticais que podem atuar como preposições. Em + isto = nisto
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, Em + isso = nisso
senão, visto. Em + aquilo = naquilo
A + aquele(s) = àquele(s)
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo A + aquela(s) = àquela(s)
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas. A + aquilo = àquilo
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,

Língua Portuguesa 46
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APOSTILAS OPÇÃO

Dicas sobre preposição “Xadrez que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem
praticar a atividade sob a orientação de servidores da
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira,
oblíquo e artigo. Como distingui-los? será realizado o primeiro torneio fora dos presídios desde que
o projeto foi implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a participam da disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz
um substantivo. Ele servirá para determiná-lo como um que a vitória não é o mais importante.
substantivo singular e feminino. “Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
A dona da casa não quis nos atender. esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras
Como posso fazer a Joana concordar comigo? coisas devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos,
como estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois devido ao bom comportamento”.
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. Venturin, o“ Xadrez que liberta ”tem provocado boas
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar mudanças no comportamento dos presos“ .Tem surtido um
um tratamento adequado. efeito positivo por eles se tornarem uma referência positiva
dentro da unidade, já que cumprem melhor as regras,
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar respeitam o próximo e pensam melhor nas suas ações,
e/ou a função de um substantivo. refletem antes de tomar uma atitude.”
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
da família liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / Carlos já faz planos“ .Eu incentivo não só os colegas, mas
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. também minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei
para a minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio mundo vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio
das preposições: familiar.”
Destino = Irei para casa. “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que
Modo = Chegou em casa aos gritos. o egresso saia melhor do que entrou são muito importantes.
Lugar = Vou ficar em casa; Nós não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência. preso tem data para entrar e data para sair, então ele tem que
Tempo = A prova vai começar em dois minutos. sair sem retornar para o crime”, analisa o presidente do
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral. Conselho Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o Toledo.
tratamento. (Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-liberta-
estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
Instrumento = Escreveu a lápis.
Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
mundo vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio
Companhia = Estarei com ele amanhã.
familiar.– o termo em destaque expressa relação de
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
(A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
falar do projeto “Xadrez que liberta”.
Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
(B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo
Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
de falar.
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
(C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
para termos mais chances de vencer o torneio de xadrez.
(D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou
Questões
muito feliz, porque eu não esperava.
(E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo
01. Leia o texto a seguir.
conseguir a revisão da minha pena.
“Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
02. Considere o trecho a seguir.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio,
João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a
meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
estabilidade no emprego, vantagem________ que muitos
preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
trabalhadores sonham, é o que leva os integrantes do grupo a
grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
permanecerem na instituição.
em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma
As preposições que preenchem o trecho, correta,
válvula de escape para as horas de tédio, tornou-se uma
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são:
metáfora para o que pretendem fazer quando estiverem em
(A) a ...com
liberdade.
(B) de ...com
“Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que
(C) de ...a
pensar duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça
(D) com ...a
errada, pode perder uma peça de muito valor ou tomar um
(E) para ...de
xeque-mate, instantaneamente. Se eu for para a rua e
movimentar a peça errada, eu posso perder uma peça muito
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque
importante na minha vida, como eu perdi três anos na cadeia.
expressa ideia de finalidade.
Mas, na rua, o problema maior é tomar o xeque-mate”, afirma
(A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
João Carlos.
957,70 para R$ 1.915,40.
O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto

Língua Portuguesa 47
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APOSTILAS OPÇÃO

(B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que o - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações.
bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
comprovar o crime. Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
(C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
fazer o exame clínico”...
(D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. Principais conjunções explicativas: que, porque, pois
(E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade (antes do verbo), porquanto.
policial de dizer quem está embriagado...
Conjunções subordinativas
Gabarito - CAUSAIS
1.B / 2.B / 3.B Principais conjunções causais: porque, visto que, já que,
uma vez que, como (= porque).
Conjunção Ele não fez o trabalho porque não tem livro.

Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou - COMPARATIVAS


dois termos semelhantes de uma mesma oração .Por exemplo: Principais conjunções comparativas: que, do que,
tão...como, mais...do que, menos...do que.
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as Ela fala mais que um papagaio.
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: - CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu mesmo que, apesar de, se bem que.
as amiguinhas Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um
fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª estar cansada)
oração: e mostrou 3ª oração :quando viu as amiguinhas. Apesar de ter chovido fui ao cinema.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As - CONFORMATIVAS
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Principais conjunções conformativas: como, segundo,
conforme, consoante
Observe: Gosto de natação e de futebol. Cada um colhe conforme semeia.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes Expressam uma ideia de acordo, concordância,
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está conformidade.
ligando termos de uma mesma oração.
- CONSECUTIVAS
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações Expressam uma ideia de consequência.
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”,
“tanto”, “tão”, “tamanho”).
Morfossintaxe da Conjunção Falou tanto que ficou rouco.

As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem - FINAIS


propriamente uma função sintática: são conectivos. Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque
Subordinativas (=para que),

Conjunções coordenativas - PROPORCIONAIS


Dividem-se em: Principais conjunções proporcionais: à medida que,
quanto mais, ao passo que, à proporção que.
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas - TEMPORAIS
também, não só...como também. Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo
que.
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de Quando eu sair, vou passar na locadora.
oposição, de compensação.
Ex. Estudei, mas não entendi nada. Importante:
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto. Diferença entre orações causais e explicativas

- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância. Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais


Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho. (OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, deparamos com a dúvida de como distinguir uma oração
quer...quer, já...já. causal de uma explicativa. Veja os exemplos:

Língua Portuguesa 48
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APOSTILAS OPÇÃO

1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (D) Entretanto.
atropelado”: (E) Conquanto.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa
ou uma explicação do fato expresso na oração anterior. 02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
vêm marcadas por vírgula. (A) comparativa nas duas ocorrências.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. (B) conformativa nas duas ocorrências.
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (C) comparativa na primeira ocorrência.
(Oração Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela (D) causal na segunda ocorrência.
será explicativa. (E) causal na primeira ocorrência.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo
imperativo) 03. Leia o texto a seguir.

2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra Participação


cidade porque não havia cemitério no local.”
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo verbo aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é colocá-la nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
no início do período, introduzida pela conjunção como - o que junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
não ocorre com a CS Explicativa. simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
mortos em outra cidade. da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como
dependentes uma da outra. poeta e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto
pela expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de
Questões um convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas
partes é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são
01. Leia o texto a seguir. incompatíveis.
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos de estrofe:
mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou de vida ou morte − será arte?”
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
ouvidos registram música em quase todos os momentos − espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
pedaços de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
no metrô, o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a
alegria”, de Beethoven −, mas quase nada disso será resultado razão particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria
imediato de um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como arte esse tipo de integração. Realmente, com muita frequência a
se dava no passado. arte se mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, como nossa identidade social.
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para significaria vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a participação, de sentido altamente político. O poema de Gullar
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam deixa-nos essa hipótese provocadora, formulada com um ar de
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, convicção.
levando a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os (Belarmino Tavares, inédito)
utópicos, as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em
salas de concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma
mensagem de Beethoven aos confins do planeta, convocando a relação de causa e efeito:
multidão saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. (A) ser poeta e militante político / confronto entre
Glenn Gould, depois de afastar-se das apresentações ao vivo em subjetividade e atuação social
1964, previu que dentro de um século o concerto público (B) ser poeta e militante político / divisão permanente em
desapareceria no éter eletrônico, com grande efeito benéfico cada um de nós
sobre a cultura musical. (C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
(D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia Soares. São (E) participar ativamente da política / formular hipóteses
Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
com ar de convicção
No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós
Gabarito
mesmos, ou até que observamos outras pessoas fazerem diante
1-E / 2-E / 3-A
de nós.

Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o


elemento grifado pode ser substituído por:
(A) Porém.
(B) Contudo.
(C) Todavia.

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APOSTILAS OPÇÃO

Interjeição c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!,


Ora bolas!
Interjeição16 é a palavra invariável que exprime emoções, A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo: Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda Classificação das Interjeições
sua raiva se traduz numa palavra: Droga!
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas - Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
usou simplesmente uma palavra. Ele empregou a Atenção!, Olha!, Alerta!
interjeição Droga! - Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma - Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os - Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
distribui em posições adequadas a cada um deles. As - Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
interjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra- Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
frase”, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um - Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!,
conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser Boa!
colocada em termos de uma sentença. - Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Veja os exemplos:
Bravo! Bis! - Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!,
bravo e bis: interjeição / sentença( sugestão« :)Foi muito Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
bom! Repitam» ! - Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... - Desculpa: Perdão!
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou - Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
“Estou com dor!” Eh!
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que Ora!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as - Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um Putz!
momento ou um contexto específico. Exemplos: - Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!,
Ah, como eu queria voltar a ser criança! Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! - Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
Deus!
O significado das interjeições está vinculado à maneira - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
enunciação. Exemplos: não sofrem variação em gênero, número e grau como os
Psiu! nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz
contexto: alguém pronunciando essa expressão na rua; como os verbos. No entanto, em uso específico, algumas
significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando! Ei, interjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste
espere!” caso, que não se trata de um processo natural dessa classe de
Psiu! palavra, mas tão só uma variação que a linguagem afetiva
contexto: alguém pronunciando essa expressão em um permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça
silêncio!” Locução Interjetiva
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
puxa: interjeição; tom da fala: decepção Ora bolas!
Quem me dera!
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: Virgem Maria!
a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria,
tristeza, dor, etc. Observações:
Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras. 1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
Ah, deve ser muito interessante. Por exemplo:
b) Sintetizar uma frase apelativa Ué! = Eu não esperava por essa!
Cuidado! Saia da minha frente. Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
As interjeições podem ser formadas por:
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô. 2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro! tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes
gramaticais podem aparecer como interjeições.

16 Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89.php

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APOSTILAS OPÇÃO

Viva! Basta! (Verbos) Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a


Fora! Francamente! (Advérbios) divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase” Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
porque sozinha pode constituir uma mensagem. seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
Socorro! dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Ajudem-me!
Leitura dos Numerais
4) Há, também, as
interjeições onomatopaicas ou imitativas, que exprimem Separando os números em centenas, de trás para frente,
ruídos e vozes. obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a vinte e seis.
sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a
fazemos depois do “ó” vocativo. Flexão dos numerais

“Ó natureza !Ó mãe piedosa e pura! (Olavo Bilac) Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
Oh! a jornada negra! (Olavo Bilac) dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas de Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
diminutivo ou no superlativo.
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho! Os numerais ordinais variam em gênero e número:
Interjeições, leitura e produção de textos primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
Usadas com muita frequência na língua falada informal, primeiros segundos milésimos
quando empregadas na língua escrita, as interjeições primeiras segundas milésimas
costumam conferir-lhe certo tom inconfundível de
coloquialidade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
traços pessoais do falante - como a escassez de vocabulário, o em funções substantivas:
temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de
geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos produção.
diálogos - que comumente se faz uso das interjeições com o Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à sua flexionam-se em gênero e número:
natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e Teve de tomar doses triplas do medicamento.
conteúdo mais emocional do que racional fazem das Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e
interjeições presença constante nos textos publicitários. número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas
terças partes
Numeral Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
Numeral é a palavra que indica os seres em termos É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa numerais, traduzindo afetividade ou especialização de
em determinada sequência. sentido .É o que ocorre em frases como:
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. “Me empresta duzentinho...”
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] É artigo de primeiríssima qualidade!
Eu quero café duplo, e você? O time está arriscado por ter caído na segundona. (=
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] segunda divisão de futebol)
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de Emprego dos Numerais
“fila”]
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
números indicam em relação aos seres. Assim, quando a e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata do substantivo:
de numerais, mas sim de algarismos. Ordinais Cardinais
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
consideradas numerais porque denotam quantidade, Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
par, ambos(as), novena. Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Classificação dos Numerais *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o


ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
um, dois, cem mil, etc. Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série
dada: primeiro, segundo, centésimo, etc. *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam
“um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são

Língua Portuguesa 51
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APOSTILAS OPÇÃO

largamente empregados para retomar pares de seres aos quais 03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90
já se fez referência. são, respectivamente
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a (A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno,
importância da solidariedade. Ambos agora participam das nongentésimo
atividades comunitárias de seu bairro. (B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo,
nonagésimo
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. (C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo,
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo. nonagésimo
(D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo,
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários nongentésimo
um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio Gabarito
três terceiro triplo, tríplice terço 1.B / 2.D / 3.B
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo Observe as seguintes palavras:
oito oitavo óctuplo oitavo escol-a
nove nono nônuplo nono escol-ar
dez décimo décuplo décimo escol-arização
onze décimo primeiro - onze avos escol-arizar
doze décimo segundo - doze avos sub-escol-arização
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos Percebemos17 que há um elemento comum a todas elas: a
quinze décimo quinto - quinze avos forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis,
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por
dezessete décimo sétimo - dezessete avos exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se
dezoito décimo oitavo - dezoito avos escolar pelo acréscimo do elemento destacável: ar.
dezenove décimo nono - dezenove avos Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas
vinte vigésimo - vinte avos palavras que selecionamos, podemos depreender a existência
trinta trigésimo - trinta avos de diferentes elementos formadores. Cada um desses
quarenta quadragésimo - quarenta avos elementos formadores é uma unidade mínima de significação,
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos um elemento significativo indecomponível, a que damos o
sessenta sexagésimo - sessenta avos nome de morfema.
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos Classificação dos morfemas:
noventa nonagésimo - noventa avos Radical
cem centésimo cêntuplo centésimo Há um morfema comum a todas as palavras que estamos
duzentos ducentésimo - ducentésimo analisando: escol-.
trezentos trecentésimo - trecentésimo É esse morfema comum - o radical - que faz com que as
quatrocentos/quadringentésimo - quadringentésimo consideremos palavras de uma mesma família de significação
quinhentos quingentésimo - quingentésimo -os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo sua significação principal.
setecentos septingentésimo -septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo Afixos
novecentos nongentésimo - nongentésimo Como vimos, o acréscimo do morfema - ar - cria uma nova
ou noningentésimo palavra a partir de escola. De maneira semelhante, o acréscimo
mil milésimo - milésimo dos morfemas sub e arização à forma escol
milhão milionésimo - milionésimo criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de
bilhão bilionésimo - bilionésimo afixos.
Quando são colocados antes do radical, como acontece
Questões com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” arização, surgem depois do radical os afixos são chamados
temos exemplos de numerais: de sufixos.
(A) ordinais; Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe
(B) cardinais; gramatical, são capazes de introduzir modificações de
(C) fracionários; significado no radical a que são acrescentados.
(D) romanos;
(E) Nenhuma das alternativas. Desinências
Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas
empregados. modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo
(A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. flexionado em número (singular e plural) e pessoa (primeira,
(B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo. segunda ou terceira). Também ocorrem se modificarmos o
(C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro. tempo e o modo do verbo (amava, amara, amasse, por
(D) Antes do artigo dez vem o artigo nono. exemplo).
(E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.

17Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-formacao-de-
palavras-i.htm

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APOSTILAS OPÇÃO

Podemos concluir, assim, que existem morfemas que Vogal ou consoante de ligação
indicam as flexões das palavras. Esses morfemas sempre
surgem no fim das palavras variáveis e recebem o nome de As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que
desinências. Há desinências nominais e desinências surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo
verbais. possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um
exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i
Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos - entre os sufixos- ar- e -dade facilita a emissão vocal da
nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor palavra. Outros exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia,
as desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina. paulada, cafeteira, chaleira, tricota.
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o
morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de Processos de formação de palavras:
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; 1-) Composição
garota/garotas; menino/meninos; menina/meninas. Haverá composição quando se juntarem dois ou mais
No caso dos nomes terminados em –r e– z, a desinência de radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de
plural assume a forma -es: composição; justaposição e aglutinação.
mar/mares; 1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que
revólver/revólveres; formam o composto são postos lado a lado, ou seja,
cruz/cruzes. justapostos: Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.
1.2-) Aglutinação: ocorre quando os elementos que
Desinências verbais: em nossa língua, as desinências formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde
verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto
indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e (plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)
aquelas que indicam o número e a pessoa dos verbos
(desinência número-pessoais): Derivação por acréscimo de afixos
cant-á-va-mos É o processo pelo qual se obtêm palavras novas
cant-á-sse-is (derivadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A
cant: radical derivação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética.
cant: radical 1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por
-á-: vogal temática acréscimo de prefixo.
-á-: vogal temática In------ --feliz des----------leal
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito Prefixo radical prefixo radical
imperfeito do indicativo)
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito 2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
imperfeito do subjuntivo) acréscimo de sufixo.
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira Feliz---- mente leal------dade
pessoa do plural) Radical sufixo radical sufixo
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda
pessoa do plural) 3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo
simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem
Vogal temática o sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não
Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, “existiria”). Por parassíntese formam-se principalmente
surge sempre o morfema– a. verbos.
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado En-- -----trist- ----ecer
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo Prefixo radical sufixo
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes en----- ---tard--- --ecer
apresentam vogais temáticas. prefixo radical sufixo

Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando Outros tipos de derivação
átonas finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola,
triste, base, combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem
essas terminações são desinências indicadoras de gênero, pois que haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva
a mesa, a escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. e a derivação imprópria.
É a essas vogais temáticas que se liga a desinência indicadora
de plural: 1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está
vogal temática. proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar)

Vogais temáticas verbais: São -a, -e e- i, que caracterizam 2-) Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é
três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra
Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão
conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à somente na classe gramatical.
segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê
à terceira conjugação. deriva da conjunção porque)
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui,
primeira conj. segunda conj. terceira conj. substantivo)
govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse
realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos

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APOSTILAS OPÇÃO

Outros processos de formação de palavras: Respostas


01. (B) / 2. (B) / 3. (B) / 4. (C) / 5. (B)
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos
oriundos de línguas diferentes. FLEXÃO NOMINAL E VERBAL
automóvel (auto: grego; móvel: latim)
sociologia (socio: latim; logia: grego) Flexão nominal
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego)
Flexão de número
- Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta-se Os nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral,
por meio da eliminação de um segmento de uma palavra no admitem a flexão de número: singular e plural.
intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente Ex.: animal − animais
aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos:
metropolitano – metrô Palavras simples
extraordinário – extra 1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S.
otorrinolaringologista – otorrino Ex.: ponte − pontes
telefone – fone bonito − bonitos
pneumático – pneu
2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES.
- Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando Ex.: éter − éteres
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por avestruz − avestruzes
exemplo: zum-zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá- Obs.: O pronome qualquer faz o plural no meio: quaisquer.
blá-blá.
3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES.
Ex.: ananás − ananases,
- Siglas: As siglas são formadas pela combinação das letras
Obs.: As paroxítonas e as proparoxítonas são invariáveis.
iniciais de uma sequência de palavras que constitui um nome. Ex.: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus
Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). 4) Palavras terminadas em IL:
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não a) átono: trocam IL por EIS.
ser que haja mais de três letras e a sigla seja Ex.: fóssil − fósseis
pronunciável sílaba por sílaba.
Por exemplo: Unicamp, Petrobras. b) tônico: trocam L por S.
Ex.: funil − funis
Questões
5) Palavras terminadas em EL:
01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam a) átono: plural em EIS.
pelo mesmo processo: Ex.: nível − níveis
A) ajoelhar / antebraço / assinatura b) tônico: plural em ÉIS.
B) atraso / embarque / pesca Ex.: carretel − carretéis
C) o jota / o sim / o tropeço
D) entrega / estupidez / sobreviver 6) Palavras terminadas em X são invariáveis.
E) antepor / exportação / sanguessuga Ex.: o clímax − os clímax

02. A palavra “aguardente” formou-se por: 7) Há palavras cuja sílaba tônica avança.
A) hibridismo Ex.: júnior − juniores; caráter − caracteres
B) aglutinação Obs.: A palavra caracteres é plural tanto de caractere
C) justaposição quanto de caráter.
D) parassíntese
E) derivação regressiva 8) Palavras terminadas em ÃO
Fazem o plural em ÃOS, ÃES e ÕES.
03. Que item contém somente palavras formadas por Veja alguns muito importantes.
justaposição? a) Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões.
A) desagradável - complemente
B) vaga-lume - pé-de-cabra b) Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos.
C) encruzilhada - estremeceu Obs.: Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem
D) supersticiosa - valiosas o plural em ÃOS.
E) desatarraxou - estremeceu
c) Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães
04. “Sarampo” é:
A) forma primitiva d) Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos,
B) formado por derivação parassintética anões/anãos
C) formado por derivação regressiva
D) formado por derivação imprópria e) Em ões ou ães: charlatões/charlatães,
E) formado por onomatopeia guardiões/guardiães, cirugiões/cirurgiães

05.As palavras são formadas através de derivação f) Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães,
parassintética em ermitões/ermitãos/ermitães
A)infelizmente, desleal, boteco, barraco.
B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer. 9) Plural dos diminutivos com a letra z
C)caça, pesca, choro, combate. Coloca-se a palavra no plural, corta-se o s e acrescenta-se
D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer. zinhos (ou zinhas).

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APOSTILAS OPÇÃO

Ex.: coraçãozinho Ex.: hispano-americano − hispano-americanos


corações → coraçõe → coraçõezinhos Obs.: A exceção é surdo-mudo, em que os dois adjetivos se
flexionam: surdos-mudos.
azulzinha b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO,
azuis → azui → azuizinhas GRÃ e BEL.
Ex.: grão-duque − grão-duques
10) Plural com metafonia (ô → ó) grã-cruz − grã-cruzes
bel-prazer − bel-prazeres
Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre
da vogal o; outras, não. c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer
Veja a seguir. elemento invariável (advérbio, interjeição, prefixo etc.) mais
substantivo ou adjetivo.
Com metafonia Ex.: arranha-céu − arranha-céus
sempre-viva − sempre-vivas
singular( ô )plural (ó) super-homem − super-homens
coro - coros
corvo - corvos d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos
destroço - destroços (representam sons).
forno - fornos Ex.: reco-reco − reco-recos
fosso - fossos pingue-pongue − pingue-pongues
poço - poços bem-te-vi − bem-te-vis
rogo - rogos
Observações
Sem metafonia a) Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma
alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais.
singular( ô - )plural (ô)
adorno - adornos b) Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os
bolso - bolsos dois no plural.
endosso - endossos Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas
esgoto - esgotos
estojo - estojos 4) Nenhum elemento varia.
gosto - gostos
a) Quando há verbo mais palavra invariável.
11) Casos especiais: Ex.: O cola-tudo − os cola-tudo
aval − avales e avais
cal − cales e cais b) Quando há dois verbos de sentido oposto.
cós − coses e cós Ex.: o perde-ganha − os perde-ganha
fel − feles e féis
mal e cônsul − males e cônsules c) Nas frases substantivas (frases que se transformam em
substantivos).
Palavras compostas Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as-
1) Os dois elementos variam. outras
Quando os compostos são formados por substantivo mais
palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral, pronome). Observações
Ex.: amor-perfeito − amores-perfeitos a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha,
couve-flor − couves-flores sem-teto e sem-terra.
segunda-feira − segundas-feiras Ex.: Os sem-terra apreciavam os arco-íris.

2) Só o primeiro elemento varia. b) Admitem mais de um plural:


a) Quando há preposição no composto, mesmo que oculta. pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos
Ex.: pé-de-moleque − pés-de-moleque padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos
cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor) terra-nova − terras-novas ou terra-novas
salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-condutos
b) Quando o segundo substantivo determina o primeiro xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate
(fim ou semelhança).
Ex.: banana-maçã − bananas-maçã (semelhante a maçã) c) Casos especiais: palavras que não se encaixam nas
navio-escola − navios-escola (a finalidade é a escola) regras.
o bem-me-quer − os bem-me-queres
Observações o joão-ninguém − os joões-ninguém
a) Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos. É o lugar-tenente − os lugar-tenentes
uma situação polêmica. o mapa-múndi − os mapas-múndi
Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas
Flexão de gênero
b) Quando dizemos (e isso vai ocorrer outras vezes) que é Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase
uma situação polêmica, discutível, convém ter em mente que a admitem a flexão de gênero: masculino e feminino.
questão do concurso deve ser resolvida por eliminação, ou Ex.: Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário.
seja, analisando bem as outras opções. Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação.
A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.
3) Apenas o último elemento varia.
a) Quando os elementos são adjetivos.

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APOSTILAS OPÇÃO

1) Com a troca de o ou e por a. 3) Diminutivo


Ex.: lobo − loba a) sintético: chapeuzinho
mestre − mestra b) analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc.
Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo;
2) Por meio de diferentes sufixos nominais de gênero, analítico, por meio de outras palavras.
muitas vezes com alterações do radical.
Grau do adjetivo
Veja alguns femininos importantes. 1) Normal ou positivo: João é forte.
ateu − ateia
bispo − episcopisa 2) Comparativo
conde − condessa a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou do
duque − duquesa que)
frade − freira b) de inferioridade: João é menos forte que André. (ou do
ilhéu − ilhoa que)
judeu − judia c) de igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como)
marajá − marani
monje − monja 3) Superlativo
pigmeu − pigmeia a) absoluto
sintético: João é fortíssimo.
Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais
seja, possuem uma única forma para masculino e feminino. etc.)
Podem ser:
1) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo b) relativo
designar os dois sexos. de superioridade: João é o mais forte da turma.
Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha de inferioridade: João é o menos forte da turma.
2) Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos,
podendo então ser masculinos ou femininos. Observações
Ex.: o estudante − a estudante, o cientista − a cientista, o a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento
patriota − a patriota do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo
3) Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, bastante,
animais. demasiadamente, enorme etc.
Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo
b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem
Observações sempre graus de superioridade.
a) O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é Ex.: O carro é menor que o ônibus.
correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta. menor (mais pequeno): comparativo de superioridade.
b) Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado Ele é o pior do grupo.
epiceno. É algo discutível. pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade.
c) Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas
costumam trocar. Veja alguns que convém gravar. c) Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem
Masculinos - Femininos apresentar dúvidas.
champanha - aguardente acre − acérrimo
dó - alface amargo − amaríssimo
eclipse - cal amigo − amicíssimo
formicida - cataplasma antigo − antiquíssimo
grama (peso) - grafite cruel − crudelíssimo
milhar - libido doce − dulcíssimo
plasma - omoplata fácil − facílimo
soprano - musse feroz − ferocíssimo
suéter - preá fiel − fidelíssimo
telefonema geral − generalíssimo
humilde − humílimo
d) Existem substantivos que admitem os dois gêneros. magro − macérrimo
Ex.: diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc. negro − nigérrimo
pobre − paupérrimo
Flexão de grau sagrado − sacratíssimo
sério − seriíssimo
Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre soberbo – superbíssimo
os processos de flexão.
Alguns autores também o fazem, talvez pelo mesmo Questões
motivo.
1) Assinale a alternativa que apresenta erro de plural.
Grau do substantivo a) o balãozinho – os balõezinhos, o júnior – os juniores
b) o lápis – os lápis, o projetil − os projéteis
1) Normal ou positivo: sem nenhuma alteração. c) o arroz – os arrozes, o éter – os éteres
Ex.: chapéu d) o mel – os meles, o gol – os goles

2) Aumentativo 2) Está mal flexionada em número a palavra:


a) sintético: chapelão a) o paul − os pauis
b) analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc. b) o látex − os látex

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APOSTILAS OPÇÃO

c) a gravidez − as gravidezes Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos


d) o caráter − os caráteres simples, temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o
futuro (sem divisão). Os tempos compostos serão estudados
3) Assinale o item em que todas as palavras são mais adiante.
masculinas.
a) dinamite, pijama, eclipse 5) Vozes: são três
b) grafite, formicida, omoplata
c) grama (peso), dó, telefonema a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal.
d) suéter, faringe, clã Ex.: O carro derrubou o poste.

4) Marque a opção em que todas as palavras são femininas. b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal.
a) agravante, aguardente, libido analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar.
b) milhar, alface, musse Ex.: O poste foi derrubado pelo carro.
c) cataplasma, lança-perfume, champanha sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se.
d) cal, soprano, laringe Ex.: Derrubou-se o poste.

Respostas Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou


1–B/ 2–D /3–C /4–A partícula apassivadora) na sétima lição: concordância verbal.

Flexão verbal c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece


um pronome reflexivo.
1) Número: singular ou plural Ex.: O garoto se machucou.
Ex.: ando, andas, anda → singular
andamos, andais, andam → plural Formação do imperativo
1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo
2) Pessoas: são três. menos a letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo.
a) A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber
eu (singular) e nós (plural). Bebo → beba
Ex.: escreverei, escreveremos bebes → bebe (tu) bebas
bebe beba → beba (você)
b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos bebemos bebamos → bebamos (nós)
pronomes tu (singular) e vós (plural). bebeis → bebei (vós) bebais
Ex.: escreverás, escrevereis bebem bebam → bebam (vocês)
Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam.
c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde
aos pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural). 2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra
Ex.: escreverá, escreverão não.
Ex.: beba
3) Modos: são três. bebas → não bebas (tu)
a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva, beba → não beba (você)
indubitável. bebamos → não bebamos (nós)
Ex.: vendo bebais → não bebais (vós)
bebam → não bebam (vocês)
b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não
duvidosa, hipotética. bebais, não bebam.
Ex.: que eu venda
Observações
c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular,
ordem. eu; a terceira pessoa é você.
Ex.: venda! b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do
presente do indicativo. Eis o seu imperativo:
4) Tempos: são três. afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam
a) Presente: falo negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não
sejam
b) Pretérito c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode
perfeito: falei mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos
imperfeito: falava passar para tu, e vice-versa.
mais-que-perfeito: falara Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu)
Peça agora a sua comida. (tratamento: você)
Obs.: O pretérito perfeito indica uma ação extinta; o d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo
imperfeito, uma ação que se prolongava num determinado afirmativo, perder também a letra e que aparece antes da
ponto do passado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em desinência s.
relação a outra ação, também passada. Ex.: faze (tu) ou faz (tu)
Ex.: Eu cantei aquela música. (perfeito) dize (tu) ou diz (tu)
Eu cantava aquela música. (imperfeito) e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego
Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito) do imperativo. É assunto muito cobrado em concursos
públicos.
c) Futuro
do presente: estudaremos
do pretérito: estudaríamos

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APOSTILAS OPÇÃO

Tempos primitivos e tempos derivados Verbos irregulares comuns em concursos


1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira
pessoa do singular sai todo o presente do subjuntivo. É importante saber a conjugação dos verbos que seguem.
Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc. Eles estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos
dizes mais problemáticos.
diz 1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem
Obs.: Isso não ocorre apenas com os poucos verbos que não integralmente o verbo pôr.
apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular. Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc.
Ex.: eu sou → que eu seja pus → compus, repus, expus etc.
eu sei → que eu saiba
2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente
2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda o verbo ter.
pessoa do singular saem: Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc.
tiveste → retiveste, mantiveste etc.
a) o mais-que-perfeito.
Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos, 3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem
coubéreis, couberam integralmente o verbo vir.
Ex.: vierem → intervierem, provierem etc.
b) o imperfeito do subjuntivo. vim → intervim, convim etc
Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse,
coubéssemos, coubésseis, coubessem 4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o
verbo ver.
c) o futuro do subjuntivo. Ex.: vi → revi, previ etc.
Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos, víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc.
couberdes, couberem
Observações
3) Do infinitivo impessoal derivam: a) Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado
segue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo
a) o imperfeito do indicativo. primitivo e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão
Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam origem a verbos derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer.
Para eles, vale a mesma regra explicada acima.
b) o futuro do presente. Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente
Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis, se fala por aí)
caberão
b) Requerer e prover não seguem integralmente os verbos
c) o futuro do pretérito. querer e ver. Eles serão mostrados mais adiante.
Ex.: caber → caberia, caberias, caberia, caberíamos,
caberíeis, caberiam 5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu,
cremos, crestes, creram.
d) o infinitivo pessoal.
Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes, 6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo
caberem fechado em todos os tempos, inclusive o presente do
indicativo.
e) o gerúndio. Ex.: A bomba estoura. (e não estóra, como normalmente se
Ex.: caber → cabendo diz)
Eu inteiro (e não intéro)
f) o particípio.
Ex.: caber → cabido 7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir,
expelir, repelir:
Tempos compostos a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos,
aderimos, aderem.
Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar
(ter ou haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar. b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos,
adirais, adiram.
1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais
particípio do verbo principal. Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na
Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do primeira pessoa do singular do presente do indicativo e em
indicativo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do todas do presente do subjuntivo.
subjuntivo
8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar:
2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo,
mais particípio do principal. enxáguas, enxágua
Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do
indicativo b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue,
tivesse falado → mais-que-perfeito composto do enxágues, enxágue
subjuntivo
9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi,
3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar. arguimos, arguis, argúem
Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é
futuro do presente)

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APOSTILAS OPÇÃO

10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do 2) Assinale a única forma verbal correta.
subjuntivo: apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos, a) Tudo que ele contradizer deve ser analisado.
apazigueis, apazigúem b) Se o guarda retesse o trânsito, haveria enorme
engarrafamento.
11) Mobiliar: c) Carlos preveu uma desgraça.
a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, d) Eu não intervinha no seu trabalho.
mobiliamos, mobiliais, mobíliam
3) Aponte a frase sem erro no que toca à flexão verbal.
b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie, a) Os funcionários reporam a mercadoria.
mobiliemos, mobilieis, mobíliem b) Se ele manter a calma, poderá ser aprovado.
c) Quando eu revesse o processo, acharia o erro.
12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule, d) Àquela altura, já tínhamos intervindo na conversa.
polimos, polis, pulem
4) Assinale a frase com erro de flexão verbal.
13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros a) Eu já reouve meu relógio.
terminados em ear) b) Isso não condizeria com meus ideais.
a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia, c) Enquanto depúnhamos, ele procurava novas provas.
passeamos, passeais, passeiam d) Quando contiverdes as emoções, sereis felizes.
b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie,
passeemos, passeeis, passeiem 5) Assinale a opção que apresenta um verbo que não é
defectivo.
Observações a) polir, abolir
a) Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam o b) adequar, falir
ditongo ei nas formas risotônicas, mas apenas nos dois c) acontecer, doer
presentes. d) precaver, reaver
b) Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto.
Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia Respostas
1-D / 2-D / 3-B / 4-A / 5-B
14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares.
Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam
Sintaxe: frase, oração e
Observações
a) Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas período; termos da oração;
risotônicas. processos de coordenação e
subordinação; concordância
b) Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar,
apesar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei. nominal e verbal;
Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, transitividade e regência de
medeiam, medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, nomes e verbos; padrões
medeiem
gerais de colocação
15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do pronominal no português;
presente do indicativo e, consequentemente, em todo o mecanismos de coesão
presente do subjuntivo.
Ex.: requeiro, requeres, requer textual.
requeira, requeiras, requeira
requeri, requereste, requereu
ANÁLISE SINTÁTICA
16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito
perfeito, no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo, no A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide
futuro do subjuntivo e no particípio; nos demais tempos, e classifica as orações que o constituem e reconhece a função
acompanha o verbo ver. sintática dos termos de cada oração.
Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera; As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são
provesse, provesses, provesse etc. reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança o
provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei, objetivo do discurso, ou seja, da atividade linguística: a
proverás, proverá etc. comunicação com o ouvinte ou o leitor.
Daremos aqui uma ideia do que seja frase, oração,
17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, período, termo, função sintática e núcleo de um termo da
colorir, ressarcir, demolir, acontecer, doer são verbos oração.
defectivos. Estude o que falamos sobre eles na lição anterior, Sendo frase, oração e período, fatores constituintes de
no item sobre a classificação dos verbos. qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de
Ex.: Reaver, no presente do indicativo: reavemos, reaveis uma sequência lógica de ideias, organizadas e dispostas em
parágrafos minuciosamente construídos.
Questões
Frase
1) Marque o erro de flexão verbal.
a) Teus amigos só veem problemas na empresa. É todo enunciado suficiente por si mesmo para estabelecer
b) Eles vêm cedo para o trabalho. comunicação. Pode expressar um juízo, indicar uma ação,
c) Se nós virmos a solução, a brincadeira perderá a graça.
d) Viemos agora tentar um acordo.

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APOSTILAS OPÇÃO

estado ou fenômeno, transmitir um apelo, uma ordem ou (F) A luz jorrou na caverna.
exteriorizar emoções18. São exemplos de frases19: (G) Agora suma, seu monstro!
(H) O túnel ficava cada vez mais escuro.
“Por favor!”
“Bom dia, tudo bem com você?” 03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o
modelo:
Os sinais de pontuação são as pausas especiais nas frases, Luisinho ficou pra trás. (declarativa)
e quando ocorre a inversão do sujeito + predicado, a sua Lusinho, fique para trás. (imperativa)
compreensão depende do contexto.
(A) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos.
Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o (B) Luisinho procurou os fósforos no bolso.
verbo ou seja frases constituídas apenas por nomes, (C) Os meninos olharam à sua volta.
substantivo, adjetivo e pronome.
Exemplo: Cada louco com sua mania. 04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm
verbos. Assinale, pois, as frases verbais:
Tipos de Frases (A) Deus te guarde!
Declarativas: anuncia algo de forma afirmativa ou (B) As risadas não eram normais.
negativa, ou juízo acerca de alguma coisa ou alguém: (C) Que ideia absurda!
Pedro estuda muito. (afirmativa) (D) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.
Jamais comprarei aquele carro. (negativa) (E) Tão preta como o túnel!
(F) Quem bom!
Interrogativas: pergunta alguma coisa (com ponto de (G) As ovelhas são mansas e pacientes.
interrogação) ou de forma indireta (sem o ponto de (H) Que espírito irônico e livre!
interrogação).
Por que quebraste o vidro? Respostas
Gostaria de comprar uma casa.
01. “a” e “d”
Imperativas: expressa uma ordem, pedido, pode ser
afirmativa ou negativa. 02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d)
“Silêncio! Respeite o professor.” (afirmativa) optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h)
Não faça loucuras. (negativa) declarativa

Exclamativas: expressa uma admiração, surpresa, 03. a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho,
arrependimento e etc. procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta!
Como ela é inteligente!
Não acertaram mais! 04. a = guarde / b = eram / d = quebrou / g = são

Optativas: exprimir um desejo. Oração


Deus te acompanhe!
Que você consiga passar no concurso. É todo enunciado linguístico dotado de sentido, porém há,
necessariamente, a presença do verbo. A oração encerra uma
Imprecativas: uma imprecação (lançar uma praga, frase (ou segmento de frase), várias frases ou um período,
maldição). completando um pensamento e concluindo o enunciado
Não conseguindo atingir seu intento, dirigiu maldições através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns
contra seu desafeto. casos, através de reticências.
Maldito seja quem encontrar você. Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes
elípticos - ocultos).
Atenção: Algumas frases só podem ser entendidas quando Não têm estrutura sintática, portanto não são orações,
compreendemos o contexto em que são empregadas, como por assim não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
exemplo em frases que contém ironia, sarcasmo, deboche e
escárnio. Pois estas as vezes acabam expressando o contrário Socorro!
do que aparentemente se diz. Com licença!
Que rapaz impertinente!
Questões
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como
01. Marque apenas as frases nominais: partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou
(A) Que voz estranha! as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração
(B) A lanterna produzia boa claridade. desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam
(C) As risadas não eram normais. dois grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara
(D) Luisinho, não! alguma coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma
declaração (o predicado), ou excepcionalmente, só o
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa, predicado. Exemplo:
exclamativa, optativa ou imperativa.
(A) Você está bem? O menino comprou uma bola.
(B) Não olhe; não olhe, Luisinho! O menino – sujeito
(C) Que alívio! Comprou uma bola – predicado
(D) Tomara que Luisinho não fique impressionado! Choveu durante a noite. (oração em toda em predicado)
(E) Você se machucou?

18 OTHON, Garcia, Comunicação em Prosa Moderna. FGV.2011.

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APOSTILAS OPÇÃO

- O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo O banco: sujeito.


em número e pessoa. É normalmente o ser de quem se declara Banco: núcleo do sujeito - nome masculino singular.
algo ou o tema do que se vai comunicar.
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo
- O predicado é a parte da oração que contém “a determinante, ao passo que o predicado é o termo
informação nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere determinado. Essa posição de determinante do sujeito em
ao sujeito, constituindo a declaração do que se atribui ao relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser
sujeito. possível, na língua portuguesa, uma sentença sem sujeito, mas
nunca uma sentença sem predicado. Exemplos:
Exemplos:
O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara algo, o As formigas invadiram minha casa.
sujeito, é “O amor”. E a declaração referente ao “o amor”, ou as formigas: sujeito = termo determinante.
seja, o predicado, “é eterno”. invadiram minha casa: predicado = termo determinado.

Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os Há formigas na minha casa.


rapazes”, que identificamos por ser o termo que concorda em há formigas na minha casa: predicado = termo
número e pessoa com o verbo “jogam”. Já o predicado é “jogam determinado.
futebol”. 20 sujeito: inexistente.

Núcleo O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma


Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse
substantivo, pronome ou verbo), algumas palavras podem ser nome se refere a objetos da primeira e segunda pessoa, o
o núcleo do sujeito e do predicado. Exemplo: sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto
(eu, tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para pessoa, sua representação pode ser feita através de um
desembarcar.” (Aníbal Machado) substantivo, de um pronome substantivo ou de qualquer
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias conjunto de palavras, cujo núcleo funcione, na sentença, como
plumas. um substantivo. Exemplos:

Termos da Oração Eu acompanho você até o guichê.


Os termos da oração na língua portuguesa são classificados eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa.
em três grandes níveis:
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado. Vocês disseram alguma coisa?
- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa (tu)
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e
Agente da Passiva). Marcos tem um fã-clube no seu bairro.
- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, Marcos: sujeito = substantivo próprio.
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
Ninguém entra na sala agora.
Termos Essenciais da Oração ninguém: sujeito = pronome substantivo.
Dois termos fundamentais da oração: sujeito e predicado.
O andar deve ser uma atividade diária.
Sujeito Predicado o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa
oração.
Felicidade é estar satisfeito.
Os jovens compraram os doces.
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir
Um carro forte tombou nas ruas. de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de
oração substantiva subjetiva:
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que
pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma É difícil optar por esse ou aquele doce...
coisa. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto É difícil: oração principal.
semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto optar por esse ou aquele doce: oração substantiva
estilístico (o tópico da sentença). Já que o sujeito é subjetiva.
depreendido de uma análise sintática, vamos restringir a
definição apenas ao seu papel sintático na sentença: aquele O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
que estabelece concordância com o núcleo do predicado. por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
Quando se trata de predicado verbal, o núcleo é sempre um
verbo; sendo um predicado nominal, o núcleo é sempre um O sino era grande.
nome. 21Tendo assim por características básicas: Ela tem uma educação fina.
- Estabelecer concordância com o núcleo do predicado; Vossa Excelência agiu com imparcialidade.
- Apresentar-se como elemento determinante em relação
ao predicado; O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um
- Constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. Exemplo: palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas,
etc.). Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham
O banco está interditado hoje. uma voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)
está interditado hoje: predicado nominal.
interditado: nome adjetivo = núcleo do predicado.

20www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint3.php 21 www.portalsaofrancisco.com.br/portugues/sujeito

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APOSTILAS OPÇÃO

Classificação dos Sujeitos predicado: conhece os amigos do rei = termo determinado.


Simples - tem um só núcleo, no singular ou plural: O
cachorro tem uma casinha linda. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome,
Composto - apresenta mais de um núcleo: O garoto e a quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração,
menina brincavam alegremente. ou um verbo (ou locução verbal).
Expresso - está explícito, enunciado: Eu trabalharei Predicado nominal - (seu núcleo significativo é um nome,
amanhã. substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por um verbo
Oculto (ou elíptico) - está implícito, não está expresso, de ligação).
funciona como algo que não está claro, porém, no texto está o Predicado verbal - (seu núcleo é um verbo, seguido, ou
significado dele: Trabalharei amanhã. (se deduz “eu” a partir não, de complemento(s) ou termos acessórios). Quando, num
da desinência do verbo). mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância,
Agente - ação expressa pelo verbo da voz ativa: O garoto ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de
chutou a bola. predicado verbo-nominal (tem dois núcleos significativos:
Paciente - recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo um verbo e um nome). Exemplos:
passivo: A bola é chutada pelo menino. Construíram-se
açudes. (= Açudes foram construídos.) Victor era jogador.
Agente e Paciente - quando o sujeito realiza a ação predicado: era jogador.
expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe núcleo do predicado: jogador = atributo do sujeito.
os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; tipo de predicado: nominal.
Regina trancou-se no quarto.
Indeterminado - quando não se indica o agente da ação Predicativo do sujeito - é o nome dado ao núcleo do
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem predicado nominal, é atribuído uma qualidade ou
atropelou a senhora? Não se diz, não se sabe quem a característica ao sujeito. Os verbos de ligação (ser, estar,
atropelou.); Come-se bem naquele restaurante (quem come).22 parecer, etc.) são a ligação entre o sujeito e o predicado.
Exemplo:
Observações:
- Não confunda sujeito indeterminado com sujeito oculto. A prefeitura comprou várias coisas na licitação.
- Sujeito formado por pronome indefinido não é predicado: comprou várias coisas na licitação.
indeterminado, mas expresso: Ninguém lhe telefonou. núcleo do predicado: comprou = nova informação sobre o
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o sujeito
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente tipo de predicado: verbal
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com
admiração. “De qualquer modo, foi uma judiação matarem a Os meninos jogavam bola contentes.
moça”. predicado: jogavam bola contentes.
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo núcleos do predicado: jogavam = nova informação sobre o
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. sujeito; contentes = atributo do sujeito.
O pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do tipo de predicado: verbo-nominal.
sujeito. Pode ser omitido junto de infinitivos. Exemplos:
Aqui paga-se bem. Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é
Devagar se vai ao longe. responsável também por definir os tipos de elementos que
Quando se é jovem, a vida é vigorosa. aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho
basta para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros
- O verbo no infinitivo impessoal, ocorre a indeterminação casos é necessário um complemento que, juntamente com o
do sujeito. Exemplo: É legal assistir a estes filmes clássicos. verbo, constituem a nova informação sobre o sujeito. De
qualquer forma, esses complementos do verbo não interferem
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a na tipologia do predicado.
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo,
língua. Exemplo: Da casa próxima apareceu aquela moça. / É quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por
difícil está situação. estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos:

Sem Sujeito - são enunciados através do predicado, o “A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
verbo não é atribuído a nenhum sujeito. Construídas com inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo
verbos impessoais na 3ª pessoa do singular: Havia gatos na é depois de algozes)
sala. / Choveu durante a festa. “Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe)
São verbos impessoais: Haver (nos sentidos de existir,
acontecer, realizar-se, decorrer). Predicação verbal - tem como núcleo um verbo que
Fazer, passar, ser e estar, com referência ao tempo. transmite ideia de ação, pode ser uma locução verbal (dois
Chover, ventar, nevar, gear, relampejar, amanhecer, verbos). Alguns verbos, por natureza, têm sentido completo,
anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos
de predicação completa denominados intransitivos.
Predicado - é a soma de todos os termos da oração, exceto o Exemplos: A planta nasceu. / Os meninos correm.
sujeito e o vocativo. É tudo o que se declara na oração
referindo-se ao sujeito (quando há sujeito). Sempre apresenta Outros verbos, que tem predicação incompleta (sentido
um verbo.23 Exemplo: incompleto) conhecido como transitivos (precisam de
complemento) Exemplos: Paulo comprou cinco pães. / A casa
Victor conhece os amigos do rei. pertence ao Júlio.
sujeito: Victor = termo determinante.

22 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 23 PESTANA, Fernando. Gramática para concursos. Elsevier.2011.

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APOSTILAS OPÇÃO

Observe que, sem os seus complementos, os verbos Alguns verbos transitivos diretos: abençoar, achar, colher,
“comprou” e “pertence” não transmitiriam informações avisar, abraçar, comprar, castigar, contrariar, convidar,
completas, pois ainda fica a dúvida: Comprou o quê? Pertence desculpar, dizer, estimar, elogiar, entristecer, encontrar, ferir,
a quem?. imitar, levar, perseguir, prejudicar, receber, saldar, socorrer,
ter, unir, ver, etc.
Os verbos de predicação completa denominam-se de
intransitivos e os de predicação incompleta de transitivos. Transitivos Indiretos: são os que reclamam um
Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos complemento regido de preposição, chamado objeto indireto.
diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e Exemplos:
indiretos (bitransitivos). “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
adolescente.” (Ciro dos Anjos)
Além dos verbos transitivos e intransitivos, que encerram “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
uma noção definida ou conteúdo significativo, ainda existem neutros.” (Érico Veríssimo)
os de ligação, verbos que entram na formação do predicado
nominal, relacionando o predicativo com o sujeito. Observações: Entre os verbos transitivos indiretos
importa distinguir os que se constroem com os pronomes
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: objetivos lhe, lhes. Em geral são verbos que exigem a
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, preposição a: agradar-lhe, agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe,
pois têm sentido completo. Exemplo: “Três contos bastavam, desagrada-lhe, desobedecem-lhe, etc. Entre os verbos
insistiu ele.” (Machado de Assis) transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem
para objeto indireto as formas oblíquas lhe, lhes, construindo-
Observações: Os verbos intransitivos podem vir se com os pronomes retos precedidos de preposição: aludir a
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, depender dele,
predicativo (qualidade, características). Exemplos: investir contra ele, não ligar para ele, etc.

Fui cedo; Passeamos pela cidade; Cheguei atrasado; Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
Entrei em casa aborrecido. a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
pouco mais, usados também como transitivos diretos.
As orações formadas com verbos intransitivos não podem Exemplos:
“transitar” (= passar) para a voz passiva. 24 João paga (perdoa, obedece) o médico.
Verbos intransitivos passam, ocasionalmente, a transitivos O médico é pago (perdoado, obedecido) por João.
quando construídos com o objeto direto ou indireto. Exemplo:
Há verbos transitivos indiretos, como atirar, investir,
“Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do contentar-se, etc., que admitem mais de uma preposição, sem
Nascimento) mudança de sentido. Outros mudam de sentido com a troca da
“Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís preposição. Exemplos:
Jardim) Trate de sua vida. (tratar=cuidar).
“Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves É desagradável tratar com gente grosseira. (tratar=lidar).
Dias)
“Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., variam de
que já morreu...” (Ciro dos Anjos) significação conforme sejam usados como transitivos diretos
ou indiretos.
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar, Transitivos Diretos e Indiretos: utilizam com dois
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc. objetos: um direto, outro indireto, ao mesmo tempo.
Exemplos:
Transitivos Diretos: pedem um objeto direto, ou seja, A jornalista fornece informações para os concorrentes.
sempre um complemento sem preposição. Alguns verbos Oferecemos rosas a nossa amiga.
deste grupo: julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, Ceda o carro para sua mãe.
designar, considerar, declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
Comprei um terreno e construí a casa. De Ligação: ligam ao sujeito o predicativo, uma palavra.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de Esses verbos, formam o predicado nominal. Exemplos:
Maricá) A casa é feia.
A carroça está torta.
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os A menina anda (=está) alegre.
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o A vizinha parecia uma mulher virtuosa.
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Consideramos a situação difícil. Observações: os verbos de ligação não servem apenas de
Fernando trazia os documentos. anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais
Em geral, os verbos transitivos diretos são usados na voz se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
passiva. exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
Podem receber como objeto direto, os pronomes o, a, os, transitório. Exemplos:
as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as. Ele é doente. (aspecto permanente)
Podem ser construídos acidentalmente com preposição, a Ele está doente. (aspecto transitório).
qual lhes acrescenta novo sentido: arrancar da espada; puxar Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos
da faca; pegar de uma ferramenta; tomar do lápis; cumprir em frases como por exemplo: Era = existia) uma vez uma
com o dever; princesa.;

24 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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APOSTILAS OPÇÃO

Eu não estava em casa. / Fiquei à sombra. / Anda com - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
dificuldades. / Parece que vai chover.25 verbo ativo. Ex. Caim matou Abel.
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva. Ex. Abel foi
Os verbos, relativamente à predicação, não fixos. Variam morto por Caim.
conforme apresentado na frase, a sua regência e sentido
podem pertencer a outro grupo. Exemplos: O objeto direto pode ser constituído:
O homem anda. (intransitivo) - Por um substantivo ou expressão substantivada: O
O homem anda triste. (de ligação) lavrador cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos:
O cego não vê. (intransitivo) Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.;
Predicativo: expressa estado, qualidade ou condição do “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar
ser ao qual se refere, ou seja, é um atributo. Dois predicativos quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
são apontados. - Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de
Predicativo do Sujeito: exprime um atributo, estado ou plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas
modo de ser do sujeito, aparece como verbo de ligação, no do livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido
predicado nominal. Exemplos: nos meus escritos?”
O aluno é estudioso e exemplar.
A casa era toda feita de pedras raras. Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos,
dando-se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da
Outro tipo de predicativo, aparece no predicado verbo- mesma esfera semântica. Exemlos:
nominal. Exemplos: “Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
José chegou cansado. (Vivaldo Coaraci)
Os meninos chegaram cansados. “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
Machado)
O predicativo subjetivo pode estar preposicionado; E pode “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.”
o predicativo ser antes do sujeito e do verbo. Exemplo: (Machado de Assis)
São horríveis essas coisas! Em tais construções é de rigor que o objeto venha
Que linda estava Amélia! acompanhado de um adjunto.26
Completamente feliz ninguém é.
Objeto Direto Preposicionado: antecipado por preposição
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto não obrigatória. Exemplos:
de um verbo transitivo. Exemplos: Identifiquei a vocês todos naquela foto (quem identifica,
As paixões tornam os homens felizes. identifica a algo, o verbo não pede preposição).
Nós julgamos o fato estranho.
Em certos casos, o objeto direto, vem precedido de
Observações: O predicativo objetivo, pode estar regido de preposição, e ocorrerá:
preposição. É facultativo, as vezes. E o predicativo objetivo em - Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
geral se refere ao objeto direto. Em casos especiais, pode Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. Exemplo: mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
Chamavam-lhe poeta. hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava
Podemos também antepor o predicativo a seu objeto como o seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
por exemplo: O advogado considerava indiscutíveis os - Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
direitos da herdeira. / Julgo inoportuna essa viagem. / “E até Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a
embriagado o vi muitas vezes.” / “Tinha estendida a seus pés todos; deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo
uma planta rústica da cidade.” / “Sentia ainda muito abertos desenvolvimento das suas graças.”; “Agora sabia que podia
os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara.” manobrar com ele, com aquele homem a quem na realidade
também temia, como todos ali”.
Termos Integrantes da Oração - Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando
Complementam o sentido de certos verbos e nomes para que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo
que a oração fique completa, são chamados de: construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.;
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto); a um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
- Complemento Nominal; - Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza
- Agente da Passiva. e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos
outros.”; “As companheiras convidavam-se umas às outras.”;
Objeto Direto: complementa o sentido de um verbo “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra”.
transitivo direto, não regido por preposição. Dica: faça as - Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas,
perguntas “o quê?” ou “quem?”. Exemplos: principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da
O menino matou o passarinho. (o menino matou quem ?) eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre
Geraldo ama Andressa. (Geraldo ama o quê?) todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”.
Características do objeto direto: - Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos; direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao
- Normalmente, não vem regido de preposição; médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este
confrade conheço desde os seus mais tenros anos”.

25 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 26 PESTANA, Fernando. Gramática para concursos. Elsevier.2011.

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APOSTILAS OPÇÃO

- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro (=Isto pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...);
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a Peço-vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a
ambos...”. preposição é expressa, como característica do objeto indireto:
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes Recorro a Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com
a pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e pouco.; Ele só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.;
odeias a outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes Conto com você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti
também aos outros.; A quantos a vida ilude!. agradou ao público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou que mais gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a
arrancar) da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, conhece.; Os obstáculos contra os quais luto são muitos.; As
atirar com os livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas pessoas com quem conto são poucas.
de aço fino...”; “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da
agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
coser.”; “Imagina-se a consternação de Itaguaí, quando soube representado pelos substantivos (ou expressões substantivas)
do caso.” ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são:
a, com, contra, de, em, para e por.
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativo; A Objeto Indireto Pleonástico: sempre representado por um
substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome pronome oblíquo átono para dar ênfase a um objeto indireto
oblíquo átono, quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) que já tem na frase. Exemplos:
e não lhe, lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa a mim o
(convencê-lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, incapazes de
ocorre com verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
as razões ou finalidades do emprego do objeto direto
preposicionado: a clareza da frase; a harmonia da frase; a Complemento Nominal: completa o sentido de um (nome)
ênfase ou a força da expressão. substantivo, de um adjetivo e um advérbio, sempre regido por
preposição. Exemplos: A defesa da pátria; “O ódio ao mal é
Objeto Direto Pleonástico: aquele que se repete na amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; “Ah,
sequência da frase. Quando queremos dar destaque ou ênfase não fosse ele surdo à minha voz!”
à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no início da frase
e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome Observações: O complemento nominal representa o
oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama- recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de
O pão, Paulo o trazia dentro da sacola. assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor de
Seus cachorros, ele os cuidava em amor. músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas no
objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
Objeto Indireto: por meio de uma preposição obrigatória, complementar verbos, complementa nomes (substantivos,
completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Dica: faça adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que
às perguntas “para quê, em quê, de quê, ou preposição mais requerem complemento nominal correspondem, geralmente,
quem?” a verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o
Exemplos:Meu irmão cuidava de toda a sua casa. (cuidava próximo ;perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente
de quê ?) João gosta de goiaba. (gosta do quê ?) aos pais, obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à
pátria; etc.27
- Transitivos Indiretos: Assisti ao filme; Assistimos à
festa e à folia; Aludiu ao fato; Aspiro a uma casa boa. Agente da Passiva: complementa um verbo na voz
passiva. Sempre representa quem pratica a ação expressa pelo
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou verbo passivo. Vem regido na maioria das vezes pela
passiva): Dou graças a Deus; Dedicou sua vida aos doentes e preposição por, e menos frequentemente pela preposição de:
aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a verdade ao moço.) O vencedor foi escolhido pelos jurados.
O menino estava cercado pelo seu pai e mãe.
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; ou pelos pronomes:
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe O cão foi atropelado pelo carro.
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. Este caderno foi rabiscado por mim.

Observações: Há verbos que podem construir-se com dois O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a voz ativa:
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para A menina foi penteada pela mãe. (voz passiva)
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto A mãe penteou a menina. (voz ativa)
direto com o complemento nominal nem com o adjunto Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
adverbial; Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”,
“Para ele nada é impossível”, os pronomes em destaque Observações: Frase de forma passiva analítica sem
podem ser considerados adjuntos adverbiais. complemento agente expresso, ao passar para a ativa, terá
sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa expulso da cidade. (Expulsaram-no da cidade.); As florestas
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes são devastadas. (Devastam as florestas.); Na passiva
objetivos indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se
Exemplos: Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. as canções dele pelos pedestres. (errado); Nas ruas eram

27 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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APOSTILAS OPÇÃO

assobiadas as canções dele pelos pedestres. (certo); Aposto: um termo ou expressão que associa a um nome
Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (certo) anterior, e explica ou esclarece o sentido desse nome.
Geralmente, separado dos outros termos da oração por dois
Termos Acessórios da Oração pontos, travessão e vírgula.
São os que desempenham na oração uma função Exemplos:
secundária, qual seja a de caracterizar um ser, determinar os Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de estômago.
substantivos, exprimir alguma circunstância. São três os “Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.”
termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto (Carlos Drummond de Andrade)
adverbial e aposto.
O núcleo do aposto pode ser expresso por um substantivo
Adjunto adnominal: é o termo (expressão) que se junta a ou por um pronome substantivo. Exemplo:
um nome para melhor função especificar, detalhar ou Os responsáveis pelo projeto, tu e a arquiteta, não podem
caracterizar o sentido desse nome (substantivos).28 Exemplo: se ausentar.
Meu irmão veste roupas vistosas. (Meu determina o
substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do
adnominal). sujeito. Ex.
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos: Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
água fresca, animal feroz; Pelos artigos: o mundo, as ruas; As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, este lugar, pouco sal, cores.
muitas rãs ,país cuja história conheço, que rua?; Pelos
numerais: dois pés ,quinto ano; Pelas locuções ou expressões Os apostos, em geral, têm pausas, indicadas, na escrita, por
adjetivas que exprimem qualidade, posse, origem, fim ou outra vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo pausa, não
especificação: haverá vírgula, como nestes exemplos:
- presente de rei (=régio): qualidade O romance Tóia; o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença Colégio Tiradentes, etc.
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
- fio de aço, casa de madeira: matéria (Graciliano Ramos)
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
Observações: Não confundir o adjunto adnominal vezes, está elíptico. Exemplos:
formado por locução adjetiva com complemento nominal. Este Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
eleição do presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, alma humana.
empréstimo de dinheiro, plantio de árvores, colheita de
trigo, destruidor de matas, descoberta de petróleo, amor ao O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
próximo, etc. O adjunto adnominal formado por locução Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
adjetiva representa o agente da ação, ou a origem, pertença, tempestade iminente.
qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
presidente, aviso de amigo, declaração do ministro,
empréstimo do banco, a casa do fazendeiro, folhas de Um aposto refere a outro aposto, às vezes:
árvores, farinha de trigo, beleza das matas, cheiro de “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
petróleo, amor de mãe.29 velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)

Adjunto adverbial: termo que exprime uma circunstância O aposto pode vir antecedido das expressões explicativas,
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que ou da preposição acidental como:
modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio.
Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na Dois países sul-americanos, isto é, a Colômbia e o Chile,
praça”. O adjunto adverbial é expresso: Pelos advérbios: não são banhados pelo mar.
Cheguei tarde; Maria é mais alta.; Não durma na cabana.; Ele
fala bem, fala corretamente.; Talvez esteja enganado.; Pelas O aposto que se refere a objeto indireto, complemento
locuções ou expressões adverbiais: Compreendo sem nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:
esforço.; Saí com meu pai.; Paulo reside em São Paulo.; O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
Escureceu de repente. “Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das
coisas.” (Raquel Jardim)
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não Vocativo: termo que exprime um nome, título, apelido,
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No usado para chamar o interlocutor.
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto de Lourdes Teixeira)
adverbial de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, “A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado
companhia, meio, assunto, negação, etc. É importante saber de Assis)
distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal, de objeto “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad.adv.);
água do mar (adj.adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do Observação: Profere-se o vocativo com entoação
mar (compl.nom.). exclamativa. Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo
inicial, os pontos interrogativo e exclamativo indicam um

28 AMARAL, Emília. Novas Palavras. Editora FTD.2016. 29 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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APOSTILAS OPÇÃO

chamado alto e prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª Período


pessoa do discurso, que pode ser uma pessoa, um animal, uma
coisa real ou entidade abstrata personificada. Podemos Toda frase com uma ou mais orações constitui um período,
antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó, olá, eh!): que se encerra com ponto de exclamação, interrogação ou
reticências.
“Tem compaixão de nós, ó Cristo!” (Alexandre Herculano) O período de uma oração pode ser: simples quando só traz
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” uma oração, também conhecida como oração absoluta; ou
(Graciliano Ramos) composto quando traz mais de uma oração. Exemplo:
“Esconde-te, ó sol de maio ,ó alegria do mundo!” (Camilo Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração absoluta.)
Castelo Branco) Quero que você aprenda. (Período composto.)
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura
da oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.30 Existe uma maneira prática de saber quantas orações há
num período, e para isso basta contar os verbos ou locuções
Questões verbais. Num período haverá tantas orações quantos forem os
verbos ou as locuções verbais neles existentes. Exemplos:
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de
intensidade em: Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
(B) enfrentamos MUITAS novidades Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter oração)
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas
(E) assumimos MUITO conflito e confusão locuções verbais, duas orações)

02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há Há três tipos de período composto: por coordenação, por
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
respectivamente: tempo (também chamada de período misto).
(A) sujeito – objeto direto;
(B) sujeito – aposto; Período Composto por Coordenação – Orações
(C) objeto direto – aposto; Coordenadas
(D) objeto direto – objeto direto;
(E) objeto direto – complemento nominal. Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é tempos de infância.
objeto indireto. 1ª oração: Passeamos pela praia
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário 2ª oração: brincamos
Quintana) 3ª oração: recordamos os tempos de infância
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca As três orações que compõem esse período têm sentido
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência
(Fernando Pessoa) sintática: elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a relação de sentido, mas, como já dissemos, uma não depende
sonhar / Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” da outra sintaticamente.
(Alphonsus de Guimarães) As orações independentes de um período são chamadas de
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a orações coordenadas (OC), e o período formado só de
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para orações coordenadas é chamado de período composto por
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães coordenação.
Rosa)
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas
04. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase e sindéticas.
o sujeito de “fez”? - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
(A) o prêmio; não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
(B) o jogador; Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
(C) que; OCA OCA OCA
(D) o gol;
(E) recebeu. “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
Assis)
05. Assinale a alternativa correspondente ao período onde “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
há predicativo do sujeito: (Antônio Olavo Pereira)
(A) como o povo anda tristonho! “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
(B) agradou ao chefe o novo funcionário; (Coelho Neto)
(C) ele nos garantiu que viria;
(D) no Rio não faltam diversões; - As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando
(E) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação. vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
O homem saiu do carro / e entrou na casa.
Gabarito OCA OCS
01.D \ 02.C \ 03.D \ 04.C \ 05.A
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
acordo com o sentido expresso pelas conjunções
coordenativas que as introduzem. E podem ser:

30 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não Questões


só... mas também, não só... mas ainda.
Saí da escola / e fui à lanchonete. 01. Relacione as orações coordenadas por meio de
OCA OCS Aditiva conjunções:
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma surgiram.
conjunção que expressa ideia de acréscimo ou adição com (B) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção (C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
coordenativa aditiva.
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o
O menino comprou pães e um leite. marulhar das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
As crianças não gritavam e nem choravam. (A) causa
Os celulares não somente instruem mas também (B) explicação
divertem. (C) conclusão
(D) proporção
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, (E) comparação
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração
Estudei bastante / mas não passei no teste. sublinhada pode indicar uma ideia de:
OCA OCS Adversativa (A) concessão
(B) oposição
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma (C) condição
conjunção que expressa ideia de oposição à oração anterior, ou (D) lugar
seja, por uma conjunção coordenativa adversativa. (E) consequência

O aluno é estudioso, porém, suas notas são baixas. 04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem,
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.
1. Correu demais, ... caiu.
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, 2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
por isso, pois, logo. 3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. detalhes.
OCA OCS Conclusiva
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma (A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
conjunção que expressa ideia de conclusão de um fato (B) por isso, porque, mas, portanto, que
enunciado na oração anterior, ou seja, por uma conjunção (C) logo, porém, pois, porque, mas
coordenativa conclusiva. (D) porém, pois, logo, todavia, porque
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto
Vives mentindo; logo, não mereces fé.
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar. 05. Reúna as três orações em um período composto por
coordenação, usando conjunções adequadas.
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou... ou,
ora... ora, seja... seja, quer... quer. Os dias já eram quentes.
A água do mar ainda estava fria.
Seja mais educado / ou retire-se da reunião! As praias permaneciam desertas.
OCA OCS Alternativa
Respostas
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou 01. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões
escolha com referência à oração anterior, ou seja, por uma surgiram.
conjunção coordenativa alternativa. Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
Cale-se agora ou nunca mais fale.
Ora colocava a luca, ora a retirava. 02. E\03. C\04. B

- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, 05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda
porque, pois, porquanto. estava fria, por isso as praias permaneciam desertas.
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa Período Composto por Subordinação
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção Observe os termos destacados em cada uma destas
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação à orações:
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
explicativa. Todos querem sua participação. (objeto direto)
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
Não comprei o carro, porque estava muito caro. causa)
Cumprimente-a, pois hoje é o seu aniversário.
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
orações com a mesma função sintática:

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APOSTILAS OPÇÃO

Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada O jornal, como sabemos, é um grande veículo de
com função de adjunto adnominal) informação.
Todos querem / que você participe. (oração subordinada
com função de objeto direto) - Temporais: acrescentam uma circunstância de tempo ao
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando,
subordinada com função de adjunto adverbial de causa) assim que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal
(=assim que).
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, OP OSA Temporal
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a Formiga, quando quer se perder, cria asas.
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele “Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
é classificado como período composto por subordinação. esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
As orações subordinadas são classificadas de acordo com a “Quando os tiranos caem, os povos se levantam.”
função que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas. (Marquês de Maricá)
Enquanto foi rico, todos o procuravam.
Orações Subordinadas Adverbiais (OSA)
São aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da - Finais: expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
oração principal (OP). São classificadas de acordo com a enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de
conjunção subordinativa que as introduz: que, porque (=para que), que.
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
- Causais: expressam a causa do fato enunciado na oração OP OSA Final
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
visto que. “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
Não fui à escola / porque fiquei doente. (Marquês de Maricá)
OP OSA Causal Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que =
O tambor soa porque é oco. para que)
Como não me atendessem, repreendi-os severamente. “Instara muito comigo não deixasse de frequentar as
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir. recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de para que não deixasse)
Sousa)
- Consecutivas: expressam a consequência do que foi
- Condicionais: expressam hipóteses ou condição para a enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, (= porque), pois que, visto que.
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
Irei à sua casa / se não chover. OP OSA Consecutiva
OP OSA Condicional
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.”
ofensores. (José J. Veiga)
Se o conhecesses, não o condenarias. De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond As notícias de casa eram boas, de maneira que pude
de Andrade) prolongar minha viagem.
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
tenha êxito. - Comparativas: expressam ideia de comparação com
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
- Concessivas: expressam ideia ou fato contrário ao da tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. com menos ou mais).
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais Ela é bonita / como a mãe.
que, mesmo que. OP OSA Comparativa
Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
OP OSA Concessiva A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que ferro.” (Marquês de Maricá)
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
Embora não possuísse informações seguras, ainda Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
assim arriscou uma opinião. Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo luz daquele olhar.
quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos
critiquem. Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
Por mais que gritasse, não me ouviram. claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
subentendido o verbo ser (como a mãe é).
- Conformativas: expressam a conformidade de um fato
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. - Proporcionais: expressam uma ideia que se relaciona
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
OP OSA Conformativa Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que,
quanto mais, quanto menos.
O homem age conforme pensa. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. OSA Proporcional OP
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.

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APOSTILAS OPÇÃO

À medida que se vive, mais se aprende. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando. cedo.” (Graciliano Ramos)
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
diminuindo. - Oração Subordinada Substantiva Predicativa: é
aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração
Orações Subordinadas Substantivas principal, vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O
As orações subordinadas substantivas (OSS) são importante é sua felicidade. (predicativo)
aquelas que, num período, exercem funções sintáticas O importante é / que você seja feliz.
próprias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas OP OSS Predicativa
conjunções integrantes que e se. Elas podem ser: Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Minha esperança era que ele desistisse.
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: é Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração Não sou quem você pensa.
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
O grupo quer / que você ajude. - Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela
OP OSS Objetiva Direta que exerce a função de aposto de um termo da oração
principal. Observe: Ele tinha um sonho a união de todos em
O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O benefício do país. (aposto)
mestre exigia a presença de todos.) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício
Mariana esperou que o marido voltasse. do país.
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. OP OSS Apositiva
O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: é coisa: a sua felicidade)
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
oração principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto:
indireto) de que virias a morrer...” (Osmã Lins)
Necessito / de que você me ajude. “Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum
OP OSS Objetiva Indireta motivo oculto?” (Machado de Assis)
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de
Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua dois-pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à
viagem.) oração principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho
Aconselha-o a que trabalhe mais. recuperasse a saúde, tornou-se realidade.
Daremos o prêmio a quem o merecer.
Lembre-se de que a vida é breve. Observação: Além das conjunções integrantes que e se, as
orações substantivas podem ser introduzidas por outros
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: é aquela conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Não sei quando ele chegou.
Observe :É importante sua colaboração. (sujeito) Diga-me como resolver esse problema.
É importante / que você colabore.
OP OSS Subjetiva Orações Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a
A oração subjetiva geralmente vem: função de adjunto adnominal de algum termo da oração
- Depois de um verbo de ligação + predicativo, em principal. Observe como podemos transformar um adjunto
construções do tipo é bom ,é útil ,é certo ,é conveniente, etc. adnominal em oração subordinada adjetiva:
Ex.: É certo que ele voltará amanhã. Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
- Depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta- Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade. adjetiva)
- Depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e As orações subordinadas adjetivas são sempre
seguidos das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos introduzidas por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem,
participem da reunião. etc.) e podem ser classificadas em:

É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é - Subordinadas Adjetivas Restritivas: são restritivas
necessária.) quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que
Parece que a situação melhorou. se referem. Exemplo:
Aconteceu que não o encontrei em casa. O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
Importa que saibas isso bem. OP OSA Restritiva

- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Nominal: É aquela que exerce a função de complemento o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
nominal de um termo da oração principal. Observe: Estou aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º
convencido de sua inocência. (complemento nominal) lugar. Exemplo:
Estou convencido / de que ele é inocente.
OP OSS Completiva Nominal Pedra que rola não cria limo.
Os animais que se alimentam de carne chamam-se
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão carnívoros.
dele.) Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
Estava ansioso por que voltasses. escreveram.
Sê grato a quem te ensina.

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APOSTILAS OPÇÃO

“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
Mariano) orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
Exemplos:
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: são explicativas Preciso terminar este exercício.
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se Ele está jantando na sala.
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem Essa casa foi construída por meu pai.
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: - Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um reduzida. Exemplo:
novo livro. O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
OP OSA Explicativa OP O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração
coordenada sindética aditiva)
Deus, que é nosso pai, nos salvará. Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. gerúndio.
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho. Qual é a diferença entre as orações coordenadas
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado. explicativas e as orações subordinadas causais, já que ambas
Observação: As explicativas são isoladas por pausas, que podem ser iniciadas por que e porquê? Às vezes não é fácil
na escrita se indicam por vírgulas.31 estabelecer a diferença entre explicativas e causais, mas como
o próprio nome indica, as causais sempre trazem a causa de
Orações Reduzidas algo que se revela na oração principal, que traz o efeito.
Observe que as orações subordinadas eram sempre Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
apresentavam o verbo na forma do indicativo ou do imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há Essa noção de causa e efeito não existe no período
outras que se apresentam com o verbo numa das formas composto por coordenação. Exemplo:
nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos: Rosa chorou porque levou uma surra. Está claro que a
oração iniciada pela conjunção é causal, visto que a surra foi
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. sem dúvida a causa do choro, que é efeito.
(infinitivo) Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O
Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio) período agora é composto por coordenação, pois a oração
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se
(particípio) revelou na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e
efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa causa de ela ter chorado.
das formas nominais são chamadas de reduzidas.
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: OP OSA Comparativa OSA Condicional
colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao
sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou Questões
subjuntivo, conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma
classificação da oração desenvolvida. 01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que
estava para ser mãe”, a oração destacada é:
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. (A) subordinada substantiva objetiva indireta
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de (B) subordinada substantiva completiva nominal
inglês. (C) subordinada substantiva predicativa
OSA Temporal (D) coordenada sindética conclusiva
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial (E) coordenada sindética explicativa
temporal, reduzida de infinitivo.
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. Há
Precisando de ajuda, telefone-me. reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na
Se precisar de ajuda, / telefone-me. realidade.” A oração sublinhada é:
OSA Condicional (A) adverbial conformativa
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial (B) adjetiva
condicional, reduzida de gerúndio. (C) adverbial consecutiva
(D) adverbial proporcional
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. (E) adverbial causal
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
vestiário. 03.“Esses produtos podem ser encontrados nos
OSA Temporal supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal, características adaptadas às dificuldades para mastigar e para
reduzida de particípio. engolir dos mais velhos, e preparados para se encaixar em seus
hábitos de consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter
Observações: sua forma verbal reduzida adequadamente desenvolvida em
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de (A) para se encaixarem.
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas (B) para seu encaixotamento.
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de (C) para que se encaixassem.
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa (D) para que se encaixem.
cidade. (E) para que se encaixariam.

31 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004.

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APOSTILAS OPÇÃO

04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir 5) Em casos em que o sujeito é representado pela
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das expressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais
orações seguintes? de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. Observação:
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
(C) O aluno fez-se passar por doutor. associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
(D) Precisa-se de operários. necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
(E) Não sei se o vinho está bom. aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
doação de alimentos.
05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A Mais de um formando se abraçaram durante as
oração sublinhada é: solenidades de formatura.
(A) subordinada substantiva completiva nominal
(B) subordinada substantiva objetiva indireta 6) O sujeito for composto da expressão “um dos que”, o
(C) subordinada substantiva predicativa verbo permanecerá no plural: Paulo é um dos que mais
(D) subordinada substantiva subjetiva trabalhar.
(E) subordinada substantiva objetiva direta
7) asos relativos à concordância com locuções
Respostas pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
01.B \ 02.A \ 03.D \ 04.E \ 05.B quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário
nos atermos a duas questões básicas:
CONCORDÂNCIA VERBAL - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos concordar com o pronome pessoal: Alguns
referindo à relação de dependência estabelecida entre um de nós o receberemos. / Alguns de nós o receberão.
termo e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os - Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
agentes principais desse processo são representados no singular, o verbo permanecerá, também, no
pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante; e singular: Algum de nós o receberá.
o verbo, o qual desempenha a função de subordinado. 32
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- 8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do
“número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, singular ou poderá concordar com o antecedente desse
temos: O aluno chegou. pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. /
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela.
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também
expresso (ele). Como poderíamos também dizer: os alunos 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela
chegaram atrasados. palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é que tomamos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos
de sujeito simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, 10) No caso de o sujeito aparecer representado por
vejamos: expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa
Casos referentes a sujeito simples porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão da
diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão.
1) Sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo em Observações:
número e pessoa: O aluno chegou atrasado. - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral:
2) o verbo concorda no singular com o sujeito coletivo do Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
singular, o verbo permanece na terceira pessoa do - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no
singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos. singular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da
Observação: diretoria.
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
poderá ir para o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.
gritos.
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. 11) Sujeito estiver representado por pronomes de
tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira pessoa
3) Quando o sujeito é representado por expressões do singular ou do plural: Vossas Majestades gostaram das
partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de, a homenagens. Vossas Excelência agiu com inteligência.
metade de, uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode
concordar com o núcleo dessas expressões quanto com o 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
substantivo que a segue: A maioria dos alunos resolveu ficar. A próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
maioria dos alunos resolveram ficar. que os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões ser, este permanece no singular, contanto que o predicativo
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo também esteja no singular: Memórias póstumas de Brás
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de Cubas é uma criação de Machado de Assis.
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.

32 brasilescola.uol.com.br/gramatica/concordancia-verbal.htm

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APOSTILAS OPÇÃO

- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também agitar-se dentro de nós alguma coisa que também quer se
permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência expressar.
mundial. Os cachorros são uma constante fonte de diversão para nós
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele porque não prestam atenção as nossas convenções sociais.
nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima do
é uma potência mundial. sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
Casos referentes a sujeito composto coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas as sentem.
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando (Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que late não morde.
Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, 2005. p 250)
relacionado a dois pressupostos básicos:
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
A frase em que se respeitam as normas de concordância
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
verbal é:
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar na
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos
2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos.
atraem.
Tu e ele são primos.
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos
atraem.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os
anteposto (antes) ao verbo, este permanecerá no plural: O pai
cachorros nos atraem.
e seus dois filhos compareceram ao evento.
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros
nos atraem.
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto (depois) ao
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros
verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou
nos atraem.
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus
dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
03. Uma pergunta
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
mundo.
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e
político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras
decisão: - Quem sofrerá?
sinônimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha
se considerar.
vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de meu (Salvador Nicola, inédito)
esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é
fruto de meu esforço. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:
Questões (A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual (B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre
alternativa? o peso de suas mais graves decisões.
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior (C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
potência econômica do planeta, mas há quem aposte que a tomar decisões sem medir suas consequências.
China, em breve, o ultrapassará. (D) A toda decisão tomada precipitadamente ......
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos (costumar) sobrevir consequências imprevistas e injustas.
que chegarão atrasados, tenho certeza disso. (E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
comê-las sem receio! humana.
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
janela do hotel! 04. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando
a constatação do satélite Kepler de que existem muitos
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não planetas com características físicas semelhantes ao nosso,
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New reafirmou sua fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos a vida complexa (animal) é um fenômeno não tão comum no
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos de Universo.
todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato de Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo
vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até
tácitas e inibições está sempre governando as nossas em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na
interações cotidianas com os outros. Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas,
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o o que, se não permite estimar o número de civilizações extra
fato de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas
jogam com as suas próprias regras, com a sua própria lógica expectativas.
interna. Eles vivem em um universo paralelo e diferente do Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da
nosso - um universo que lhes concede liberdade de espírito e inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos
paixão pela vida enormemente atraentes para nós. Um complexos leva necessariamente à consciência e à
cachorro latindo ao vento ou uivando durante a noite faz inteligência?

Língua Portuguesa 73
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Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
matemático do que biológico: complexidade engendra plural masculino ou concorda com o substantivo mais
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre próximo.
espécies cujo subproduto é a inteligência. - Ela tem pai e mãe louros.
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para - Ela tem pai e mãe loura.
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e
coincidências que alguns animais transformaram a capacidade 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai
de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se obrigatoriamente para o plural.
rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o - O homem e o menino estavam perdidos.
processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
as chances de não chegarmos a nada parecido com a
inteligência. b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
(Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 28/10/2012)
próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
A frase em que as regras de concordância estão
Provei deliciosa fruta e suco.
plenamente respeitadas é:
2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
(A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado,
concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos
Estavam feridos o pai e os filhos.
ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose.
Estava ferido o pai e os filhos.
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na
natureza sobrevivem de forma quase automática, sem se
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
valerem de criatividade e planejamento.
1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
(C) Desde que observe cuidados básicos, como obter
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
energia por meio de alimentos, os organismos simples podem
2- coloca o substantivo no plural.
preservar a vida ao longo do tempo com relativa facilidade.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
(D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio
de dificuldades para obter a energia necessária a sua
d) Pronomes de tratamento
sobrevivência e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças.
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
(E) A maioria dos organismos mais complexos possui um
Vossa Santidade esteve no Brasil.
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a
mudanças ambientais, como alterações na temperatura.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
05. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
As cartas estão anexas.
a concordância verbal está correta em:
A bebida está inclusa.
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois
Precisamos de nomes próprios.
acabou os créditos.
Obrigado, disse o rapaz.
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis
que executa diversos serviços para os clientes.
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
para os passageiros que chegavam à cidade.
singular e o adjetivo no plural.
(D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas
Renato advogou um e outro caso fáceis.
lembranças que seu tio lhe deixou.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
(E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de
táxi para bater um papo com o motorista.
g) É bom ,é necessário ,é proibido
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
Respostas
precedido de artigo ou outro determinante.
01. C\02. A\03. C\04. E\05. C
Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
CONCORDÂNCIA NOMINAL
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é
proibida.
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
demais termos da oração para que concordem em gênero e
h) Muito, pouco, caro
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
Comi muitas frutas durante a viagem.
também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
concordam em gênero e número com o substantivo.
2- Como advérbios: são invariáveis.
- A pequena criança é uma gracinha.
Comi muito durante a viagem.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
geral mostrada acima.
i) Mesmo, bastante
1- Como advérbios: invariáveis
a) Um adjetivo após vários substantivos
Preciso mesmo da sua ajuda.
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
2- Como pronomes: seguem a regra geral.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.

Língua Portuguesa 74
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APOSTILAS OPÇÃO

j) Menos, alerta 04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos
1- Em todas as ocasiões são invariáveis. parênteses.
Preciso de menos comida para perder peso. (A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/
Estamos alerta para com suas chamadas. necessária)
(B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas)
k) Tal Qual (C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com bastantes)
o consequente. (D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios)
As garotas são vaidosas tais qual a tia. (E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. (meio/ meia)

l) Possível 05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em:


1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” (A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos.
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. (B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre
A mais possível das alternativas é a que você expôs. o assunto.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. (C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da criança viciadas.
cidade. (D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de
parentes.
m) Meio
1- Como advérbio: invariável. Respostas
Estou meio (um pouco) insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral. 01. D\02. D\03. B
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
04. a) necessária b) alerta c) bastantes d) vazia e) meio
n) Só
1- apenas, somente (advérbio): invariável. 05. C
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
Estiveram sós durante horas.
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que
Questões ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido
nominal: desejado, que sejam corretas e claras.
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam Regência Verbal
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. Termo Regente: VERBO
(C) Alguma solução é necessária, e logo!
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos
não pode prosperar. e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
de Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil conhecermos as diversas significações que um verbo pode
obter certa autonomia econômica. assumir com a simples mudança ou retirada de uma
preposição.
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de Observe:
gênero, número ou pessoa): A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar,
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer contentar.
a diferença.” A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil. ou prazer", satisfazer.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de "agradar a alguém".
longe...
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais Saiba que:
compreensivo. O conhecimento do uso adequado das preposições é um
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
03. A concordância nominal está INCORRETA em: também nominal). As preposições são capazes de modificar
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
envolvimento da empresa. exemplos:
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa Cheguei ao metrô.
desnecessária. Cheguei no metrô.
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da
empresa e a campanha. No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração
desnecessárias. "Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o
lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua,
sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem

Língua Portuguesa 75
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APOSTILAS OPÇÃO

divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns a) Consistir - Tem complemento introduzido pela
verbos, e a regência culta. preposição "em".
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de todos.
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos
formas em frases distintas. introduzidos pela preposição "a".
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Verbos Intransitivos Eles desobedeceram às leis do trânsito.
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos c) Responder - Tem complemento introduzido pela
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. preposição "a". Esse verbo pede objeto indireto para indicar "a
a) Chegar, Ir quem" ou "ao que" se responde.
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais Respondi ao meu patrão.
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para Respondemos às perguntas.
indicar destino ou direção são: a, para. Respondeu-lhe à altura.
Fui ao teatro. Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
Adjunto Adverbial de Lugar quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
analítica. Veja:
Ricardo foi para a Espanha. O questionário foi respondido corretamente.
Adjunto Adverbial de Lugar Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
b) Comparecer d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido introduzidos pela preposição "com".
por em ou a. Antipatizo com aquela apresentadora.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último Simpatizo com os que condenam os políticos que governam
jogo. para uma minoria privilegiada.

Verbos Transitivos Diretos Verbos Transitivos Diretos e Indiretos


Os verbos transitivos diretos são complementados por Os verbos transitivos diretos e indiretos são
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para acompanhados de um objeto direto e um indireto. Merecem
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses destaque, nesse grupo:
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem Agradecer, Perdoar e Pagar
assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais São verbos que apresentam objeto direto
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são, Veja os exemplos:
quando complementos verbais, objetos indiretos. Agradeço aos ouvintes a audiência.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, Objeto Indireto Objeto Direto
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, pecador.
condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger, Objeto Direto Objeto
estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, Indireto
respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar. Paguei o débito ao cobrador.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como Objeto Direto Objeto Indireto
o verbo amar:
Amo aquele rapaz. / Amo-o. - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
Amo aquela moça. / Amo-a. particular cuidado. Observe:
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos Paguei minhas contas. / Paguei-as.
adnominais). Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Informar
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Verbos Transitivos Indiretos Informe os novos preços aos clientes.
Os verbos transitivos indiretos são complementados por Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma preços)
preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os
pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que - Na utilização de pronomes como complementos, veja as
podem atuar como objetos indiretos são o "lhe", o "lhes", para construções:
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
as como complementos de verbos transitivos indiretos. Com os Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se eles)
pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os
lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:

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APOSTILAS OPÇÃO

Comparar Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a


Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as elas)
preposições "a" ou "com" para introduzir o complemento Obs.: como o objeto direto do verbo "aspirar" não é pessoa,
indireto. mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas "lhe" e
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma "lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja o
criança. exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na ASSISTIR
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de 1) Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar
pessoa. assistência a, auxiliar. Por Exemplo:
Pedi-lhe favores. As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
Objeto Indireto Objeto Direto As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver,
Pedi-lhe que mantivesse em silêncio. presenciar, estar presente, caber, pertencer.
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Objetiva Direta Exemplos:
Assistimos ao documentário.
Saiba que: Não assisti às últimas sessões.
1) A construção "pedir para", muito comum na linguagem Essa lei assiste ao inquilino.
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é
entanto, é considerada correta quando a intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
palavra licença estiver subentendida. lugar introduzido pela preposição "em".
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. Assistimos numa conturbada cidade.
Observe que, nesse caso, a preposição "para" introduz uma
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo CHAMAR
(para ir entregar-lhe os catálogos em casa). 1) Chamar é transitivo direto no sentido de convocar,
2) A construção "dizer para", também muito usada solicitar a atenção ou a presença de.
popularmente, é igualmente considerada incorreta. Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-
la.
Preferir Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto 2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
indireto introduzido pela preposição "a". Por Exemplo: apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. predicativo preposicionado ou não.
Prefiro trem a ônibus. A torcida chamou o jogador mercenário.
Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve ser usado sem A torcida chamou ao jogador mercenário.
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, um A torcida chamou o jogador de mercenário.
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente A torcida chamou ao jogador de mercenário.
no próprio verbo (pre).
CUSTAR
Mudança de Transitividade versus Mudança de 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
Significado valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Há verbos que, de acordo com a mudança de Frutas e verduras não deveriam custar muito.
transitividade, apresentam mudança de significado. O 2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
conhecimento das diferentes regências desses verbos é um ou transitivo indireto.
recurso linguístico muito importante, pois além de permitir a Muito custa viver tão longe da família.
correta interpretação de passagens escritas, oferece Verbo Oração Subordinada Substantiva
possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os Subjetiva
principais, estão: Intransitivo Reduzida de Infinitivo

AGRADAR Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela


1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, atitude.
acariciar. Objeto Oração Subordinada Substantiva
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada Subjetiva
quando o revê. Indireto Reduzida de Infinitivo
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. /
Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo. Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar atribuem ao verbo "custar" um sujeito representado por
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento pessoa. Observe o exemplo abaixo:
introduzido pela preposição "a". Custei para entender o problema.
O cantor não agradou aos presentes. Forma correta: Custou-me entender o problema.
O cantor não lhes agradou.
IMPLICAR
ASPIRAR 1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar a) dar a entender, fazer supor, pressupor
(o ar), inalar. Suas atitudes implicavam um firme propósito.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) b) Ter como consequência, trazer como consequência,
2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter acarretar, provocar
como ambição. Liberdade de escolha implica amadurecimento político de
um povo.

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APOSTILAS OPÇÃO

2) Como transitivo direto e indireto, Obediência a


significa comprometer, envolver Atentado a, contra
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. Dúvida acerca de, em, sobre
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo Ojeriza a, por
indireto e rege com preposição "com". Bacharel em
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. Horror a
Proeminência sobre
PROCEDER Capacidade de, para
1) Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter Impaciência com
cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, Respeito a, com, para com, por
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
adjunto adverbial de modo. Adjetivos
As afirmações da testemunha procediam, não havia como
refutá-las. Acessível a
Você procede muito mal. Diferente de
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a Necessário a
preposição" de") e fazer, executar (rege complemento Acostumado a, com
introduzido pela preposição "a") é transitivo indireto. Entendido em
O avião procede de Maceió. Nocivo a
Procedeu-se aos exames. Afável com, para com
O delegado procederá ao inquérito. Equivalente a
Paralelo a
QUERER Agradável a
1) Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter Escasso de
vontade de, cobiçar. Parco em, de
Querem melhor atendimento. Alheio a, de
Queremos um país melhor. Essencial a, para
2) Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, Passível de
estimar, amar. Análogo a
Quero muito aos meus amigos. Fácil de
Ele quer bem à linda menina. Preferível a
Despede-se o filho que muito lhe quer. Ansioso de, para, por
Fanático por
VISAR Prejudicial a
1) Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, Apto a, para
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Favorável a
O homem visou o alvo. Prestes a
O gerente não quis visar o cheque. Ávido de
2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como Generoso com
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição "a". Propício a
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Benéfico a
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar Grato a, por
público. Próximo a
Capaz de, para
Regência Nominal Hábil em
Relacionado com
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, Compatível com
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa Habituado a
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo Relativo a
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários Contemporâneo a, de
nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de Idêntico a
que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses Satisfeito com, de, em, por
casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o Contíguo a
exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos Impróprio para
regem complementos introduzidos pela preposição "a". Veja: Semelhante a
Obedecer a algo/ a alguém. Contrário a
Obediente a algo/ a alguém. Indeciso em
Sensível a
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da Curioso de, por
preposição ou preposições que os regem. Observe-os Insensível a
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses Sito em
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. Descontente com
Liberal com
Substantivos Suspeito de
Desejoso de
Admiração a, por Natural de
Devoção a, para, com, por Vazio de
Medo a, de
Aversão a, para, por
Doutor em

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APOSTILAS OPÇÃO

Advérbios 05. Leia a tira a seguir.

Longe de Perto de

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir


o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.33

Questões

01. (Administrador - FCC - adap.).


... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras
ciências ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o
grifado acima está empregado em:
A) ...astros que ficam tão distantes ...
B) ...que a astronomia é uma das ciências ...
C) ...que nos proporcionou um espírito ...
D) ...cuja importância ninguém ignora ... Considerando as regras de regência da norma-padrão da
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ... língua portuguesa, a frase do primeiro quadrinho está
corretamente reescrita, e sem alteração de sentido, em:
02. (Agente de Apoio Administrativo - FCC - adap.). A) Ter amigos ajuda contra o combate pela depressão.
... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos B) Ter amigos ajuda o combate sob a depressão.
do sueco. C) Ter amigos ajuda do combate com a depressão.
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de D) Ter amigos ajuda ao combate na depressão.
complementos que o grifado acima está empregado em: E) Ter amigos ajuda no combate à depressão.
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO...
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? 06. (Escrevente TJ SP - Vunesp) Assinale a alternativa em
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... que o período, adaptado da revista Pesquisa Fapesp de junho
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro... de 2012, está correto quanto à regência nominal e à pontuação.
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento. (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais
03. (Agente de Defensoria Pública - FCC - adap.). notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes outros.
desiguais... (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
grifado acima está empregado em: avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a exemplo!, do que em outros.
extremos de sutileza. (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
troncos mais robustos. avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, exemplo, do que em outros.
não raro, quem... (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o
serra de Tunuí... avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, exemplo - do que em outros.
mestre e colaborador... (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
04. (Agente Técnico - FCC - adap.). notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... outros.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o da
frase acima se encontra em: 07. (Papiloscopista Policial - VUNESP). Assinale a
A) A palavra direito, em português, vem de directum, do alternativa correta quanto à regência dos termos em destaque.
verbo latino dirigere... (A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das responsabilidade pelo problema.
sociedades... (B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter se
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela perdido.
justiça. (C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações um índio na porta do prédio.
da justiça... (D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o perdido de sua família.
sentimento de justiça. (E) A família toda se organizou para realizar a procura à
garotinha.

08. (Analista de Sistemas - VUNESP). Assinale a


alternativa que completa, correta e respectivamente, as
lacunas do texto, de acordo com as regras de regência.

33 www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

Língua Portuguesa 79
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APOSTILAS OPÇÃO

Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já - Advérbios:


assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem Nesta casa se fala alemão.
corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia. Naquele dia me falaram que a professora não veio.
A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a
mídia pode exercer sobre os jovens. - Pronomes relativos:
A) dos … na A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
B) nos … entre a Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
C) aos … para a
D) sobre os … pela - Pronomes indefinidos:
E) pelos … sob a Quem me disse isso?
Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
09. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
Públicas - VUNESP). Considerando a norma-padrão da língua, - Pronomes demonstrativos:
assinale a alternativa em que os trechos destacados estão Isso me deixa muito feliz!
corretos quanto à regência, verbal ou nominal. Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de
dez mil tomadas. - Preposição seguida de gerúndio:
B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé. indicado à pesquisa escolar.
C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de criar
logotipos e negociar. - Conjunção subordinativa:
D) O taxista levou o autor a indagar no número de Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
tomadas do edifício.
E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor Ênclise
reparasse a um prédio na marginal.
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não
10. (Assistente de Informática II - VUNESP). Assinale a aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A
alternativa que substitui a expressão destacada na frase, ênclise vai acontecer quando:
conforme as regras de regência da norma-padrão da língua e
sem alteração de sentido. - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de Amem-se uns aos outros.
direitos dos trabalhadores domésticos. Sigam-me e não terão derrotas.
A) da
B) na - O verbo iniciar a oração:
C) pela Diga-lhe que está tudo bem.
D) sob a Chamaram-me para ser sócio.
E) sobre a
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da
Respostas preposição “a”:
Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
1.D / 2.D / 3.A / 4.A / 5.E / 6.D / 7.A / 8.C / 9.A / 10.C Passaram a cumprimentar-se mutuamente.

Colocação dos Pronomes Oblíquos - O verbo estiver no gerúndio:


Átonos Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de
despreocupada.
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi 34, a Despediu-se, beijando-me a face.
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
referem. Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no
mesmo instante.
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
lhes, nos e vos.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na Mesóclise
oração em relação ao verbo:
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no
1. próclise: pronome antes do verbo futuro do presente ou no futuro do pretérito:
2. ênclise: pronome depois do verbo A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
3. mesóclise: pronome no meio do verbo realizará)
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
Próclise proposta a você)

A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: Questões


- Palavras com sentido negativo:
Nada me faz querer sair dessa cama. 01. Considerada a norma culta escrita, há correta
Não se trata de nenhuma novidade. substituição de estrutura nominal por pronome em:
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
lhes antecipadamente.

34Fontes: http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.htm
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php

Língua Portuguesa 80
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APOSTILAS OPÇÃO

(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do Observe a coesão presente no texto a seguir:
verbo fabricar se extraiu-lhe.
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. “Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria política agrária do país, porque consideram injusta a atual
de conhecê-las. distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o
projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de
02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em sem-terra.”
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo
JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional, 2007, p.
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser 566
(A) Basta apresenta-lo.
(B) Basta apresentar-lhe. As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do
(C) Basta apresenta-lhe. texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do
(D) Basta apresentá-la. texto.
(E) Basta apresentá-lo. Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os
principais são:
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a - Palavras de transição: são palavras responsáveis pela
norma-padrão? coesão do texto, estabelecem a interrelação entre os
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições,
conhecia-o conjunções, alguns advérbios e locuções adverbiais.
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça
Mauá – tinha encontrado-o. Veja algumas palavras e expressões de transição e
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro seus respectivos sentidos:
no Museu – relatá-las-ão.
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus - inicialmente (começo, introdução)
antepassados? – explicou-lhes. - primeiramente (começo, introdução)
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia - antes de tudo (começo, introdução)
de um museu virtual – Lhes vinham perguntando. - desde já (começo, introdução)
- além disso (continuação)
04. De acordo com a norma-padrão e as questões - do mesmo modo (continuação)
gramaticais que envolvem o trecho “Frustrei-me por não ver o - acresce que (continuação)
Escola”, é correto afirmar que - ainda por cima (continuação)
(A) “me” poderia ser deslocado para antes do verbo que - bem como (continuação)
acompanha. - outrossim (continuação)
(B) “me” deveria obrigatoriamente ser deslocado para - enfim (conclusão)
antes do verbo que acompanha. - dessa forma (conclusão)
(C) a ê nclise em “Frustrei-me” é facultativa. - em suma (conclusão)
(D) a inclusã o do advé rbio Nã o, no inı́cio da oraçã o - nesse sentido (conclusão)
“Frustrei-me”, tornaria a pró clise obrigató ria. - portanto (conclusão)
(E) a ê nclise em “Frustrei-me” é obrigató ria. - afinal (conclusão)
- logo após (tempo)
05. A substituição do elemento grifado pelo pronome - ocasionalmente (tempo)
correspondente foi realizada de modo INCORRETO em: - posteriormente (tempo)
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu - atualmente (tempo)
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os - enquanto isso (tempo)
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la - imediatamente (tempo)
(D) que desviava a água = que lhe desviava - não raro (tempo)
(E) supriam a necessidade = supriam-na - concomitantemente (tempo)
- igualmente (semelhança, conformidade)
Respostas - segundo (semelhança, conformidade)
- conforme (semelhança, conformidade)
01. D/02. E/03. C/04. D/05. D - quer dizer (exemplificação, esclarecimento)
- rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento)
COESÃO
Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso
Coesão35 é a conexão e a harmonia entre os elementos de cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor
um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal qualidade de vida.
definição quando lemos um texto e verificamos que as
palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, um - Coesão por referência: existem palavras que têm a
dando continuidade ao outro. função de fazer referência, são elas:
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias - pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os...
entre as frases e os parágrafos. - pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso...
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo...
- pronomes relativos: que, o qual, onde...
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá...

35 http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm

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APOSTILAS OPÇÃO

Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal 03. Corrida contra o ebola
resultado demonstra que ela se esforçou bastante para
alcançar o objetivo que tanto almejava. Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África
- Coesão por substituição: substituição de um nome Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional,
(pessoa, objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para
texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido refrear o avanço da doença tenham sido eficazes.
próximo, evitando a repetição no corpo do texto. Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000
contaminações registradas neste ano ocorreram nas últimas
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital três semanas, e as mais de 2.000 mortes atestam a força da
gaúcha”; enfermidade. A escalada levou o diretor do CDC (Centro de
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a
Escravos”; afirmar que a epidemia está fora de controle.
João Paulo II: Sua Santidade; O vírus encontrou ambiente propício para se propagar. De
Vênus: A Deusa da Beleza. um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países
afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização
Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade um
Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o contingente expressivo de profissionais para atuar nessas
mais importante da geração a qual representou. localidades afetadas.
Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se
Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados explica por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da
agrupados em conjuntos. entidade vêm de contribuições compulsórias dos países-
membros – o restante é formado por doações voluntárias.
Questões A crise econômica mundial se fez sentir também nessa
área, e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu
01. Bem tratada, faz bem orçamento bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para
comparação, o CDC dos EUA contou, somente no ano de 2013,
Sérgio Magalhães, O Globo com cerca de US$ 6 bilhões.
Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A
O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: agência passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades
“O carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a globais crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O
reversão cultural que se deu no consumo do tabaco? departamento de respostas a epidemias e pandemias foi
Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. dissolvido e integrado a outros. Muitos profissionais
Este jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou experimentados deixaram seus cargos.
o privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para
ao transporte coletivo. Surpreendentemente, houve reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais
entrevistado que opinou favoravelmente, valorizando Los foram limitados e mal liderados.
Angeles – um caso típico de cidade rodoviária e dispersa. O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais
Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS.
geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África
global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é Ocidental, com representantes dos países afetados.
agente básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que Espera-se também maior comprometimento das potências
a poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.) mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, que
O transporte também esteve no centro dos protestos de possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné,
junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a respectivamente.
moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões A comunidade internacional tem diante de si um desafio
para o debate do tema. enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez.
Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta
“Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.” a favor da doença.

(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512104-editorial-


Substituindo o termo destacado por uma oração corrida-contra-o-ebola.shtml: Acesso em: 08/09/2014)
desenvolvida, a forma correta e adequada seria:
(A) para que se debatesse o tema; Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o
(B) para se debater o tema; referente do termo em destaque.
(C) para que se debata o tema; (A) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) –
(D) para debater-se o tema; organização
(E) para que o tema fosse debatido. (B) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS
(C) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS
02. “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a (D) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) –
poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”. gravidade da situação
A oração em forma desenvolvida que substitui correta e (E) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade
adequadamente o gerúndio “advertindo” é: internacional
(A) com a advertência de;
(B) quando adverte; 4. Leia o texto para responder a questão.
(C) em que adverte; As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são,
(D) no qual advertia; sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma
(E) para advertir. universidade pública e de qualidade. No vestibular, que é o
princípio de tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo
dados do Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os
candidatos convencionais a vagas de medicina nas federais foi
de 787,56 pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A

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APOSTILAS OPÇÃO

diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ Emprego das Letras e Fonemas
entrevistou educadores e todos disseram que essa distância é Emprego das letras K, W e Y
mais do que razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma Utilizam-se nos seguintes casos:
disciplina tão concorrida quanto medicina um coeficiente de 1) Em antropônimos originários de outras línguas e seus
apenas 3% separa os privilegiados, que estudaram em colégios derivados. Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo;
privados, dos negros e pobres, que frequentaram escolas Taylor, taylorista.
públicas, então é justo supor que a diferença mínima pode, 2) Em topônimos originários de outras línguas e seus derivados.
perfeitamente, ser igualada ou superada no decorrer dos Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
cursos. Depende só da disposição do aluno. Na Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais conceituadas 3) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como
do País, os resultados do último vestibular surpreenderam. “A unidades de medida de curso internacional. Exemplos: K
maior diferença entre as notas de ingresso de cotistas e não (Potássio), W (West), kg (quilograma), km (quilômetro), Watt.
cotistas foi observada no curso de economia”, diz Ângela
Rocha, pró-reitora da UFRJ. “Mesmo assim, essa distância foi Emprego do X
de 11%, o que, estatisticamente, não é significativo”. Se empregará o “X” nas seguintes situações:
(www.istoe.com.br) 1) Após ditongos.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe.
Para responder a questão, considere a passagem – A Exceção: recauchutar e seus derivados.
diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%.
O pronome eles tem como referente: 2) Após a sílaba inicial “en”.
(A) candidatos convencionais e cotistas. Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca.
(B) beneficiados. Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo “en-
(C) dados do Sistema de Seleção Unificada. ”. Ex.: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
(D) dados do Sistema de Seleção Unificada e pontos. encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
(E) pontos.
3) Após a sílaba inicial “me-”.
05. Leia os quadrinhos para responder a questão. Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão.
Exceção: mecha.

4) Se empregará o “X” em vocábulos de origem indígena ou


africana e em palavras inglesas aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu, bexiga,
bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá,
praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar,
etc.
Um enunciado possível em substituição à fala do terceiro
quadrinho, em conformidade com a norma- padrão da língua Emprego do Ch
portuguesa, é: Se empregará o “Ch” nos seguintes vocábulos: bochecha, bucha,
(A) Se você ir pelos caminhos da verdade, leve um cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu, chute, cochilo,
capacete. debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, mochila, pechincha,
(B) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra-se de salsicha, tchau, etc.
levar um capacete.
(C) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um Emprego do G
capacete. Se empregará o “G” em:
(D) Caso você se mantém nos caminhos da verdade, lembre 1) Substantivos terminados em: -agem, -igem, -ugem.
de levar um capacete. Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem.
(E) Ainda que você se mantêm nos caminhos da verdade, Exceção: pajem.
leva um capacete.
2) Palavras terminadas em: -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio.
Respostas Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio.
01. C / 02. C / 03. D / 04. A / 05. C
3) Em palavras derivadas de outras que já apresentam “G”.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
vertiginoso (de vertigem).
Ortografia.
Observação - também se emprega com a letra “G” os seguintes
vocábulos: algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi,
gilete, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
ORTOGRAFIA
Emprego do J
Alfabeto
Para representar o fonema “j’ na forma escrita, a grafia
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. A – B –
origem da palavra, como por exemplo no caso da na palavra jipe
C–D–E–F–G–H–I–J–K–L–M–N–O–P–Q–R–S–T–
que origina-se do inglês jeep. Porém também se empregará o “J”
U – V – W – X – Y – Z.
nas seguintes situações:
Observação: emprega-se também o “ç”, que representa o
1) Em verbos terminados em -jar ou -jear. Exemplos:
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
Arranjar: arranjo, arranje, arranjem
Despejar: despejo, despeje, despejem
Viajar: viajo, viaje, viajem

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2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica. 5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite, azedo, amizade, buzina,
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji. bazar, catequizar, chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza,
vizinho, xadrez, verniz, etc.
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam “J”.
Exemplos: laranja –laranjeira / loja – lojista / lisonja – 6) Em vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no
lisonjeador / nojo – nojeira / cereja – cerejeira / varejo – contraste entre o S e o Z. Exemplos:
varejista / rijo – enrijecer / jeito – ajeitar. Cozer (cozinhar) e coser (costurar);
Prezar (ter em consideração) e presar (prender);
Observação - também se emprega com a letra “J” os seguintes Traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior).
vocábulos: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito,
jejum, laje, traje, pegajento. Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Como
por exemplo: exame, exato, exausto, exemplo, existir, exótico,
Emprego do S inexorável.
Utiliza-se “S” nos seguintes casos:
1) Palavras derivadas de outras que já apresentam “S” no Emprego do Fonema S
radical. Exemplos: análise – analisar / catálise – catalisador / Existem diversas formas para a representação do fonema “S” no
casa – casinha ou casebre / liso – alisar. qual podem ser: s, ç, x e dos dígrafos sc, sç, ss, xc, xs. Assim
vajamos algumas situações:
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título ou
origem. Exemplos: burguês – burguesa / inglês – inglesa / chinês 1) Emprega-se o S: nos substantivos derivados de verbos
– chinesa / milanês – milanesa. terminados em -andir, -ender, -verter e -pelir.
Exemplos: expandir – expansão / pretender – pretensão / verter
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e –osa. – versão / expelir – expulsão / estender – extensão / suspender
Exemplos: catarinense / palmeirense / gostoso – gostosa / – suspensão / converter – conversão / repelir – repulsão.
amoroso – amorosa / gasoso – gasosa / teimoso – teimosa.
2) Emprega-se Ç: nos substantivos derivados dos verbos ter e
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa. torcer.
Exemplos: catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, Exemplos: ater – atenção / torcer – torção / deter – detenção /
glicose, metamorfose, virose. distorcer – distorção / manter – manutenção / contorcer –
contorção.
5) Após ditongos.
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea. 3) Emprega-se o X: em casos que a letra X soa como Ss.
Exemplos: auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta,
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus sintaxe, texto, trouxe.
derivados.
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, 4) Emprega-se Sc: nos termos eruditos.
puséssemos, quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, Exemplos: acréscimo, ascensorista, consciência, descender,
quiséssemos, repus, repusera, repusesse, repuséssemos. discente, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação,
miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.
7) Em nomes próprios personativos.
Exemplos: Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, 5) Emprega-se Sç: na conjugação de alguns verbos.
Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás. Exemplos: nascer - nasço, nasça / crescer - cresço, cresça /
Descer - desço, desça.
Observação - também se emprega com a letra “S” os seguintes
vocábulos: abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, 6) Emprega-se Ss: nos substantivos derivados de verbos
decisão, despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, terminados em -gredir, -mitir, -ceder e -cutir.
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, Exemplos: agredir – agressão / demitir – demissão / ceder –
raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc. cessão / discutir – discussão/ progredir – progressão /
transmitir – transmissão / exceder – excesso / repercutir –
Emprego do Z repercussão.
Se empregará o “Z” nos seguintes casos:
1) Palavras derivadas de outras que já apresentam Z no radical. 7) Emprega-se o Xc e o Xs: em dígrafos que soam como Ss.
Exemplos: deslize – deslizar / razão – razoável / vazio – esvaziar Exemplos: exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar.
/ raiz – enraizar /cruz – cruzeiro.
Atenção - não se esqueça que uso da letra X apresenta algumas
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a variações. Observe:
partir de adjetivos. 1) O “X” pode representar os seguintes fonemas:
Exemplos: inválido – invalidez / limpo – limpeza / macio – “ch” - xarope, vexame;
maciez / rígido – rigidez / frio – frieza / nobre – nobreza / pobre “cs” - axila, nexo;
– pobreza / surdo – surdez. “z” - exame, exílio;
“ss” - máximo, próximo;
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar “s” - texto, extenso.
substantivos.
Exemplos: civilizar – civilização / hospitalizar – hospitalização / 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
colonizar – colonização / realizar – realização. Exemplos: excelente, excitar.

4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita. Emprego do E


Exemplos: cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, Se empregará o “E” nas seguintes situações:
avezita. 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar

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Exemplos: magoar - magoe, magoes / continuar- continue, perfeita. Mas o helicóptero não substituiu o automóvel
continues. particular e só recentemente começou-se a experimentar
carros que andam sobre faixas magnéticas nas ruas, liberando
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior). seus ocupantes para a leitura, o sono ou o amor no banco de
Exemplos: antebraço, antecipar. trás. As cidades não se transformaram em laboratórios de
3) Nos seguintes vocábulos: cadeado, confete, disenteria, convívio civilizado, como previam, e sim na maior prova da
empecilho, irrequieto, mexerico, orquídea, etc. impossibilidade da coexistência de desiguais.
2 A ciência trouxe avanços espetaculares nas lides de guerra,
Emprego do I como os bombardeios com precisão cirúrgica que não poupam
Se empregará o “I” nas seguintes situações: civis, mas não trouxe a democratização da prosperidade
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir. antevista. Mágicas novas como o cinema prometiam
Exemplos: ultrapassar os limites da imaginação. Ultrapassaram, mas para
Cair- cai o território da banalidade espetaculosa. A TV foi prevista, e a
Doer- dói energia nuclear intuída, mas a revolução da informática não foi
Influir- influi nem sonhada. As revoluções na medicina foram notáveis,
certo, mas a prevenção do câncer ainda não foi descoberta.
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra). Pensando bem, nem a do resfriado. A comida em pílulas não
Exemplos: anticristo, antitetânico. veio - se bem que a nouvelle cuisine chegou perto. Até a
colonização do espaço, como previam os roteiristas do “Flash
3) Nos seguintes vocábulos: aborígine, artimanha, chefiar, Gordon”, está atrasada. Mal chegamos a Marte, só para
digladiar, penicilina, privilégio, etc. descobrir que é um imenso terreno baldio. E os profetas da
felicidade universal não contavam com uma coisa: o lixo
Emprego do O/U produzido pela sua visão. Nenhuma previsão incluía a poluição
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de e o aquecimento global.
algumas palavras. Veja os exemplos: comprimento (extensão) e 3 Mas assim como os videntes otimistas falharam, talvez o
cumprimento (saudação, realização) soar (emitir som) e suar pessimismo de hoje divirta nossos bisnetos. Eles certamente
(transpirar). falarão da Aids, por exemplo, como nós hoje falamos da gripe
- Grafam-se com a letra “O”: bolacha, bússola, costume, moleque. espanhola. A ciência e a técnica ainda nos surpreenderão.
- Grafam-se com a letra “U”: camundongo, jabuti, Manuel, tábua. Estamos na pré-história da energia magnética e por fusão
nuclear fria.
Emprego do H 4 É verdade que cada salto da ciência corresponderá a um
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. passo atrás, rumo ao irracional. Quanto mais perto a ciência
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e chegar das últimas revelações do Universo, mais as pessoas
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta procurarão respostas no misticismo e refúgio no tribal. E
forma devido a sua origem na forma latina hodie. Assim vejamos quanto mais a ciência avança por caminhos nunca antes
o seu emprego: sonhados, mais leigo fica o leigo. A volta ao irracional é a birra
do leigo.
1) Inicial, quando etimológico. (VERÍSSIMO. L. F. O Globo. 24/07/2016, p. 15.)
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio.
“e era natural que o futuro IDEALIZADO então fosse o da
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh. cidade perfeita.” (1º §) O vocábulo em destaque no trecho
Exemplos: flecha, telha, companhia. acima grafa-se com a letra Z, em conformidade com a norma
de emprego do sufixo–izar.
3) Final e inicial, em certas interjeições.
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. Das opções abaixo, aquela em que um dos vocábulos está
INCORRETAMENTE grafado por não se enquadrar nessa
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo norma é:
elemento, se etimológico. (A) alcoolizado / barbarizar / burocratizar.
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. (B) catalizar / abalizado / amenizar.
(C) catequizar / cauterizado / climatizar.
Observações: (D) contemporizado / corporizar / cretinizar
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que (E) esterilizar / estigmatizado / estilizar.
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha
ele não é utilizado. 02. (Pref. De Biguaçu/SC – Professor III – Inglês/2016) De
acordo com a Língua Portuguesa culta, assinale a alternativa
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a letra “h” cujas palavras seguem as regras de ortografia:
na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos sempre (A) Preciso contratar um eletrecista e um encanador para o
são grafados com h, como por exemplo: herbívoro, hispânico, final da tarde.
hibernal. (B) O trabalho voluntário continua sendo feito
prazerosamente pelos alunos.
Questões (C) Ainda não foram atendidas as reinvindicações dos
professores em greve.
01. (FIOCRUZ – Assistente Técnico de Gestão em Saúde – (D) Na lista de compras, é preciso descriminar melhor os
FIOCRUZ/2016) produtos em falta.
(E) Passou bastante desapercebido o caso envolvendo um juiz
O FUTURO NO PASSADO federal.

1 Poucas previsões para o futuro feitas no passado se 03. (PC/PA – Escrivão de Polícia Civil – FUNCAB/2016)
realizaram. O mundo se mudava do campo para as cidades, e Dificilmente, em uma ciência-arte como a Psicologia-
era natural que o futuro idealizado então fosse o da cidade Psiquiatria, há algo que se possa asseverar com 100% de

Língua Portuguesa 85
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APOSTILAS OPÇÃO

certeza. Isso porque há áreas bastante interpretativas, sujeitas Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas
a leituras diversas, a depender do observador e do observado. Inicial Maiúscula
Porém, existe um fato na Psicologia-Psiquiatria forense que é Utiliza-se inicial maiúscula nos seguintes casos:
100% de certeza e não está sujeito a interpretação ou a 1) No começo de um período, verso ou citação direta.
dissimulação por parte de quem está a ser examinado. E
revela, objetivamente, dados do psiquismo da pessoa ou, em Disse o Padre Antônio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer
outras palavras, mostra características comportamentais lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
indissimuláveis, claras e objetivas. O que pode ser tão exato,
em matéria de Psicologia-Psiquiatria, que não admite “Auriverde pendão de minha terra,
variáveis? Resposta: todos os crimes, sem exceção, são como Que a brisa do Brasil beija e balança,
fotografias exatas e em cores do comportamento do indivíduo. Estandarte que à luz do sol encerra
E como o psiquismo é responsável pelo modo de agir, por As promessas divinas da Esperança…”
conseguinte, tem os em todos os crimes, obrigatoriamente e (Castro Alves)
sempre, elementos objetivos da mente de quem os praticou.
Por exemplo, o delito foi cometido com multiplicidade de 2) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
golpes, com ferocidade na execução, não houve ocultação de Exemplos: Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
cadáver, não se verifica cúmplice, premeditação etc. Registre-
se que esses dados já aconteceram. Portanto, são insimuláveis, 3) Nos topônimos, reais ou fictícios.
100% objetivos. Basta juntar essas características Exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
comportamentais que teremos algo do psiquismo de quem o
praticou. Nesse caso específico, infere-se que a pessoa é 4) Nos nomes mitológicos.
explosiva, impulsiva e sem freios, provável portadora de Exemplos: Dionísio, Netuno.
algum transtorno ligado à disritmia psicocerebral, algum
estreitamento de consciência, no qual o sentimento invadiu o 5) Nos nomes de festas e festividades.
pensamento e determinou a conduta. Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã.
Em outro exemplo, temos homicídio praticado com um só
golpe, premeditado, com ocultação de cadáver, concurso de 6) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.
cúmplice etc. Nesse caso, os dados apontam para o lado do Exemplos: ONU, Sr., V. Ex.ª.
criminoso comum, que entendia o que fazia.
Claro que não é possível, apenas pela morfologia do crime, 7) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, políticos
saber-se tudo do diagnóstico do criminoso. Mas, por outro ou nacionalistas.
lado, é na maneira como o delito foi praticado que se Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação,
encontram características 100% seguras da mente de quem o Pátria, União, etc.
praticou, a evidenciar fatos, tal qual a imagem fotográfica
revela-nos exatamente algo, seja muito ou pouco, do momento Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula
em que foi registrada. Em suma, a forma como as coisas foram quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
feitas revela muito da pessoa que as fez. Exemplo: Todos amam sua pátria.
PALOMBA, Guido Arturo. Rev. Psique: n° 100 (ed. comemorativa), p. 82.
Emprego Facultativo da Letra Maiúscula
Tal como ocorre com “interpretaÇÃO ” e “dissimulaÇÃO”, 1) No início dos versos que não abrem período, é facultativo o
grafa-se com “ç” o sufixo de ambas as palavras arroladas em: uso da letra maiúscula, como por exemplo:
(A) apreenção do menor - sanção legal.
(B) detenção do infrator - ascenção ao posto. “Aqui, sim, no meu cantinho,
(C) presunção de culpa - coerção penal. vendo rir-me o candeeiro,
(D) interceção do juiz - contenção do distúrbio. gozo o bem de estar sozinho
(E) submição à lei - indução ao crime. e esquecer o mundo inteiro.”

04. (Câmara Municipal de Araraquara/SP – Assistente de 2) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Tradução e Interpretação – IBFC/2016) Exemplos: Rua da Liberdade ou rua da Liberdade / Igreja do
Leia as opções abaixo e assinale a alternativa que não Rosário ou igreja do Rosário / Edifício Azevedo ou edifício
apresenta erro ortográfico. Azevedo.
(A) Plocrastinar - idiossincrasia - abduzir
(B) Proclastinar - idiosincrasia - abduzir Inicial Minúscula
(C) Plocrastinar- idiossincrasia - abiduzir Utiliza-se inicial minúscula nos seguintes casos:
(D) Procrastinar - idiossincrasia - abduzir 1) Em todos os vocábulos correntes da língua portuguesa.
Exemplos: carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
05. (Pref. De Quixadá/CE – Agente de Combate às
Endemias – Serctam/2016) Marque a opção em 2) Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
que TODOS os vocábulos se completam com a letra “s”: se letra minúscula.
(A) pesqui__a, ga__olina, ali__erce. Exemplo: “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
(B) e__ótico, talve__, ala__ão. incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
(C) atrá__, preten__ão, atra__o.
(D) bati__ar, bu__ina, pra__o. 3) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
(E) valori__ar, avestru__, Mastru__. Exemplos: janeiro, julho, dezembro, etc. / segunda, sexta,
domingo, etc. / primavera, verão, outono, inverno.
Gabarito
4) Nos pontos cardeais.
01.B / 02.B / 03.C / 04.D / 05.C Exemplos: “Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.” /
“Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
sudoeste.”

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APOSTILAS OPÇÃO

Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os (A) o autor busca, com isso, fazer uma conexão mais próxima
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula. entre o leitor e o animal.
Exemplos: Nordeste (região do Brasil) / Ocidente (europeu) (B) o autor quis dar destaque ao termo, apesar de não haver
/Oriente (asiático). importância da referência ao animal para o texto.
(C) há uma mudança no texto, em que, no início, as
Emprego Facultativo da Letra Minúscula personagens eram duas pessoas e, a partir do segundo
1) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica. parágrafo, é uma gaivota.
Exemplos: (D) o texto faz uma reflexão sobre a ação humana de viajar,
Crime e Castigo ou Crime e castigo porém comparando os seres humanos com gaivotas.
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas (E) o autor utiliza o termo “Gaivota” como símbolo de
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido imponência, o que se relaciona à forma como os seres
humanos são tratados no texto.
2) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em nomes
sagrados e que designam crenças religiosas. 02. (MGS – Todos os Cargos de Nível Fundamental
Exemplos: Completo – IBFC/2017)
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II Estranhas Gentilezas
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor (Ivan Angelo)
Santa Maria ou santa Maria
Estão acontecendo coisas estranhas. Sabe-se que as pessoas
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e nas grandes cidades não têm o hábito da gentileza. Não é por
disciplinas. ruindade, é falta de tempo. Gastam a paciência nos ônibus, no
Exemplos: trânsito, nas filas, nos mercados, nas salas de espera, nos
Português ou português embates familiares, e depois economizam com a gente.
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas Comigo dá-se o contrário, é o que estou notando de uns dias
modernas para cá. Tratam-me com inquietante delicadeza. Já captava
História do Brasil ou história do Brasil aqui e ali sinais suspeitos, imprecisos, ventinho de asas de
Arquitetura ou arquitetura borboleta, quase nada. A impressão de que há algo estranho
tomou meu corpo mesmo foi na semana passada. Um vizinho
Questões que já fora meu amigo telefonou-me desfazendo o engano que
nos afastava, intriga de pessoa que nem conheço e que afinal
01. (Câmara de Maringá/PR – Assistente Legislativo resolvera esclarecer tudo. Difícil reconstruir a amizade, mas a
– Instituto) inimizade morria ali.
Como disse, eu vinha desconfiando tenuemente de algumas
Longe é um lugar que existe? amabilidades. O episódio do vizinho fez surgir em meu espírito
a hipótese de uma trama, que já mobilizava até pessoas
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele disse: distantes. E as próximas?
"Não entendo muito bem o que você falou, mas o que menos Tenho reparado. As próximas telefonam amáveis, sem motivo.
entendo é o fato de estar indo a uma festa." Durante o telefonema fico aguardando o assunto que estaria
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de tão embrulhado nos enfeites da conversa, e ele não sai. Um
difícil de se compreender nisso? número inesperado de pessoas me cumprimenta na rua, com
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma Gaivota acenos de cabeça. Mulheres, antes esquivas, sorriem
sobrevoando o mar, viajar é sentir-se ainda mais pássaro livre transitáveis nas ruas dos Jardins1. Num restaurante caro, o
tocado pelas lufadas de vento, contraponto, de uma ave maître2, com uma piscadela, fura a demorada fila de executivos
mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, sobrevivendo à espera e me arruma rapidinho uma mesa para dois. Um
apenas de alpiste da melhor qualidade e água filtrada. Ou homem de pasta que parecia impaciente à minha frente me
ainda, pássaros presos na ambivalência existencial... fadado ao cede o último lugar no elevador. O jornaleiro larga sua banca
fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou viver presos em suas na avenida Sumaré e vem ao prédio avisar-me que o jornal
próprias armadilhas... chegou. Os vizinhos de cima silenciam depois das dez da noite.
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos [...]
ascendentes; que pássaro quer ser; que lugares quer Que significa isso? Que querem comigo? Que complô é este?
sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe compraz. Por Que vão pedir em troca de tanta gentileza?
mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança Aguardo, meio apreensivo, meio feliz.
genética de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? Interrompo a crônica nesse ponto, saio para ir ao banco, desço
Diga para quê serve? Ao primeiro sinal de perigo, debique e pelas escadas porque alguém segura o elevador lá em cima, o
pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com desculpas segurança do banco faz-me esvaziar os bolsos antes de entrar
esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata na porta giratória, enfrento a fila do caixa, não aceitam meus
as asas e saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é cheques para pagar contas em nome de minha mulher, saio
de conhecimento dos "Mestres dos ares e da Terra", longe é um mal-humorado do banco, atravesso a avenida arriscando a
lugar que não existe para quem voa rente ao céu e viaja léguas vida entre bólidos3 , um caminhão joga-me água suja de uma
e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no poça, o elevador continua preso lá em cima, subo a pé, entro no
horizonte e os pés socados em terra firme. apartamento, sento-me ao computador e ponho-me de novo a
Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não deve sonhar com gentilezas.
ser, não; pois as Gaivotas sacodem a poeira das asas, limpam
os resquícios de alimentos dos bicos e batem o toc-toc lá. Vocabulário:
<http://www.recantodasletras.com.br/contosdefantasia/6031227> 1 bairro Jardim Paulista, um dos mais requintados de São
Paulo
O uso do termo “Gaivota” sempre com letra maiúscula ao longo 2 funcionário que coordena agendamentos entre outras coisas
do texto se deve ao fato de que nos restaurantes
3 carros muito velozes

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APOSTILAS OPÇÃO

Em “nas ruas dos Jardins1" (4º§), a palavra em destaque foi Champanha/Champanhe (do francês): O
escrita com letra maiúscula por se tratar de: champanha/champanhe está bem gelado.
(A) um erro de grafia. Cessão: Foi confirmada a cessão do terreno. (ato de doar)
(B) um destaque do autor Sessão: A sessão do filme durou duas horas. (intervalo de
(C) um substantivo próprio. tempo)
(D) um substantivo coletivo. Seção/Secção: Visitei hoje a seção de esportes. (repartição
pública, departamento)
Gabarito
Demais: Vocês falam demais, caras! (advérbio de intensidade)
01.D / 02.C Demais: Chamaram mais dez candidatos, os demais devem
aguardar. (equivale a “os outros”)
Palavras ou Expressões que geram dificuldades De mais: Não vejo nada de mais em sua decisão. (opõe-se a “de
menos”)
Algumas palavras ou expressões costumam apresentar
dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar Descriminar: O réu foi descriminado; pra sorte dele.
ou redigir português culto. Esta é uma oportunidade para você (inocentar, absolver de crime)
aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente Discriminar: Era impossível discriminar os caracteres do
incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. documento. (diferençar, distinguir, separar)
Descrição: A descrição sobre o jogador foi perfeita. (descrever)
A anos: Daqui a um ano iremos à Europa. (a indica tempo Discrição: Você foi muito discreto. (reservado)
futuro)
Há anos: Não o vejo há meses. (há indica tempo passado) Entrega em domicílio: Fiz a entrega em domicílio. (lugar)
Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há necessidade Entrega a domicílio: Enviou as compras a domicílio. (com
de usar atrás, isto é um pleonasmo. verbos de movimento)

Acerca de: Falávamos acerca de uma solução melhor. (a Espectador: Os espectadores se fartaram da apresentação.
respeito de) (aquele que vê, assiste)
Há cerca de: Há cerca de dias resolvemos este caso. (faz tempo) Expectador: O expectador aguardava o momento da chamada.
(que espera alguma coisa)
Ao encontro de: Sua atitude vai ao encontro da verdade. (estar
a favor de) Estada: A estada dela aqui foi gratificante. (tempo em algum
De encontro a: Minhas opiniões vão de encontro às suas. lugar)
(oposição, choque) Estadia: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas
semanas. (prazo concedido para carga e descarga)
A fim de: Vou a fim de visitá-la. (finalidade)
Afim: Somos almas afins. (igual, semelhante) Fosforescente: Este material é fosforescente. (que brilha no
escuro)
Ao invés de: Ao invés de falar começou a chorar. (oposição, ao Fluorescente: A luz branca do carro era fluorescente.
contrário de) (determinado tipo de luminosidade)
Em vez de: Em vez de acompanhar-me, ficou só. (no lugar de)
Haja: É preciso que não haja descuido. (verbo haver – 1ª
A par: Estamos a par das boas notícias. (bem informado, ciente) pessoa singular do presente do subjuntivo)
Ao par: O dólar e o euro estão ao par. (de igualdade ou Aja: Aja com cuidado, Carlinhos. (verbo agir – 1ª pessoa
equivalência entre valores financeiros – câmbio) singular do presente do subjuntivo)

Aprender: O menino aprendeu a lição. (tomar conhecimento Houve: Houve um grande incêndio no centro de São Paulo.
de) (verbo haver - 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito)
Apreender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. Ouve: A mãe disse: ninguém me ouve. (verbo ouvir - 3ª pessoa
(prender) singular do presente do indicativo)

Baixar: os preços quando não há objeto direto; os preços Mal: Dormi mal. (oposto de bem)
funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos Mau: Você é um mau exemplo. (oposto de bom)
supermercados. Vamos comemorar, pessoal!
Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos Mas: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. (ideia contrária)
(sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) Mais: Há mais flores perfumadas no campo. (opõe-se a menos)
da gasolina.
Nem um: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la.
Bebedor: Tornei-me um grande bebedor de vinho. (pessoa que (equivale a nem um sequer)
bebe) Nenhum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso.
Bebedouro: Este bebedouro está funcionando bem. (aparelho (oposto de algum)
que fornece água)
Onde: Onde fica a farmácia mais próxima? (lugar em que se está)
Bem-Vindo: Você é sempre bem-vindo aqui, jovem. (adjetivo Aonde: Aonde vão com tanta pressa? (ideia de movimento)
composto)
Benvindo: Benvindo é meu colega de classe. (nome próprio) Por ora: Por ora chega de trabalhar. (por este momento)
Por hora: Você deve cobrar por hora. (cada sessenta minutos)
Câmara: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. (local
de trabalho) Senão: Não fazia coisa nenhuma senão criticar. (caso contrário)
Câmera: Comprei uma câmera japonesa. (aparelho que Se não: Se não houver homens honestos, o país não sairá desta
fotografa) situação crítica. (se por acaso não)

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APOSTILAS OPÇÃO

Tampouco: Não compareceu, tampouco apresentou qualquer Exemplos:


justificativa. (Também não) Você ainda tem coragem de
Tão pouco: Encontramo-nos tão pouco esta semana. Por Final de frases e seguidos
perguntar por quê?
Quê de pontuação
(intensidade) Você não vai? Por quê?
Não sei por quê!
Trás ou Atrás: O menino estava atrás da árvore. (lugar)
Traz: Ele traz consigo muita felicidade. (verbo trazer) Exemplos:
A situação agravou-se porque
Conjunção que indica
ninguém reclamou.
Vultoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. (volumoso) explicação ou causa
Ninguém mais o espera,
Vultuoso: Sua face está vultuosa e deformada. (congestão no Porque porque ele sempre se atrasa.
rosto)
Conjunção de Finalidade Exemplos:
Questão – equivale a “para que”, Não julgues porque não te
“a fim de que”. julguem.
01. (TCM/RJ – Técnico de Controle Externo – IBFC/2016)
Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Exemplos:
Função de substantivo –
Falso (F) quanto ao emprego do acento circunflexo Não é fácil encontrar o
vem acompanhado de
estabelecido pelo Novo Acordo Ortográfico. Porquê porquê de toda confusão.
artigo ou pronome
Dê-me um porquê de sua
( ) O acento permanece na grafia de 'pôde' (o verbo conjugado saída.
no passado) para diferenciá-la de 'pode' (o verbo conjugado no
presente).
( ) O acento circunflexo de 'pôr' (verbo) cai e a palavra terá a 1. Por que (pergunta);
mesma grafia de 'por' (preposição), diferenciando-se pelo 2. Porque (resposta);
contexto de uso. 3. Por quê (fim de frase: motivo);
( ) a queda do acento na conjugação da terceira pessoa do 4. O Porquê (substantivo).
plural do presente do indicativo dos verbos crer, dar, ler, ter,
vir e seus derivados. Questões

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de 01. (TJ/SP - Escrevente Técnico Judiciário - VUNESP)
cima para baixo. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou até
(A) V F F sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
(B) F V F ........................ praticar atividade física..........................benefícios
(C) F F V para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
(D) F V V terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
02. (Detran/CE – Vistoriador – UCE-CEV/2018) Na frase “... avanço da idade.
as penalidades são as previstas pelo bom senso...”, a palavra (Ciência Hoje, março de 2012)
destacada é homônima de censo. Assinale a opção em que o
emprego dos homônimos destacados está adequado. As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
(A) O reitor da faculdade solicitou que todos os funcionários pectivamente, com:
participassem do censo anual para verificar quem realmente (A) porque … trás … previnir
está na ativa. (B) porque … traz … previnir
(B) Foi pedido para que todos os motoristas respondessem ao (C) porquê … tras … previnir
senso, a fim de se obter o número real de carros no pátio da (D) por que … traz … prevenir
universidade. (E) por quê … tráz … prevenir
(C) Os infratores são penalizados com a “multa moral” por não
demonstrarem censo crítico. 02. Pref. de Salvador/BA - Técnico de Nível Médio II –
(D) Se o infrator tiver censo, saberá o que dizer na hora da FGV/2017)
punição.
Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir certos
Gabarito sons agudos – como unhas arranhando um quadro-negro?

01.A / 02.A Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa audição.
A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma membrana que
Emprego do Porquê vibra de acordo com as frequências sonoras que ali chegam. A
parte mais próxima ao exterior está ligada à audição de sons
agudos; a região mediana é responsável pela audição de sons
Orações Interrogativas Exemplo:
de frequência média; e a porção mais final, por sons graves. As
(pode ser substituído Por que devemos nos
por: por qual motivo, por preocupar com o meio células da parte inicial, mais delicadas e frágeis, são facilmente
qual razão) ambiente? destruídas – razão por que, ao envelhecermos, perdemos a
Por capacidade de ouvir sons agudos. Quando frequências muito
Que agudas chegam a essa parte da membrana, as células podem
Exemplo:
ser danificadas, pois, quanto mais alta a frequência, mais
Equivalendo a “pelo Os motivos por que não
qual” respondeu são energia tem seu movimento ondulatório. Isso, em parte,
desconhecidos. explica nossa aversão a determinados sons agudos, mas não a
todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou uma
sensação ruim ao ouvirmos uma música com notas agudas.

Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão tem


um número limitado e pequeno de frequências – formando um

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APOSTILAS OPÇÃO

som mais “limpo”. Já no espectro de som proveniente de unhas as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público,
arranhando um quadro-negro (ou de atrito entre isopores ou parabéns.
entre duas bexigas de ar) há um número infinito delas. Assim,
as células vibram de acordo com muitas frequências e aquelas Acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e”
presentes na parte inicial da cóclea, por serem mais frágeis, e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado. Ex.: tâmara –
são lesadas com mais facilidade. Daí a sensação de aversão a Atlântico – pêssego – supôs
esse sons agudos e “crus”.
Ronald Ranvaud, Ciência Hoje, nº 282. Acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
Assinale a frase em que a grafia do vocábulo sublinhado está
equivocada. Trema)¨( – de acordo com a nova regra, foi totalmente
(A) Por que sentimos calafrios? abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
(B) A razão porque sentimos calafrios é conhecida. derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleriano (de
(C) Qual o porquê de sentirmos calafrios? Müller)
(D) Sentimos calafrios porque precisamos defender nossa
audição. Til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
(E) Sentimos calafrios por quê? nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã

Gabarito Regras Fundamentais

01.D / 02.B Palavras oxítonas - acentuam-se todas as oxítonas


terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s):
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s).
Acentuação gráfica. Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:

Monossílabos tônicos - terminados em “a”, “e”, “o”,


ACENTUAÇÃO seguidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há

Acentuação Tônica Formas verbais - terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos,


seguidas de lo, la, los, las. Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-
Implica na intensidade com que são pronunciadas as lo
sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais
acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, como Paroxítonas - acentuam-se as palavras paroxítonas
são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas terminadas em:
de átonas. - i, is
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas táxi – lápis – júri
como oxítona, paroxítona e proparoxítonas, independente de - us, um, uns
levar acento gráfico: vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel - ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
evidencia na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que essa
retrato – passível palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se mais fácil a memorização!
evidencia na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara –
tímpano – médico – ônibus - ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de
“s”. Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei
Como podemos observar, mediante todos os exemplos
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas Regras Especiais
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, no
qual são os chamados de monossílabos, que quando Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos
pronunciados apresentam certa diferenciação quanto à abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento de
intensidade. acordo com a nova regra, mas desde que estejam em palavras
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos paroxítonas.
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma
observar no exemplo a seguir: palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento.
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor.” Ex.:
Antes Agora
Os monossílabos em destaque classificam-se como assembléia assembleia
tônicos; os demais, como átonos (que, em e de). idéia ideia
jibóia jiboia
Acentos Gráficos apóia (verbo apoiar) apoia
Acento agudo (´) – colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam

Língua Portuguesa 90
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APOSTILAS OPÇÃO

Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, Pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do
acompanhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca indicativo).
– baú – país – Luís Pode (terceira pessoa do singular do presente do
indicativo). Ex.:
Observação importante: Não serão mais acentuados “i” e Ela pode fazer isso agora.
“u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de Elvis não pôde participar porque sua mãe não deixou.
ditongo. Ex.:
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
Antes Agora preposição por. Ex.:
bocaiúva bocaiuva Faço isso por você.
feiúra feiura Posso pôr (colocar) meus livros aqui?

Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando Questões


seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, con-
tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz 01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
(A) Tem a última sílaba como tônica.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem (B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha. (C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
(D) Não tem sílaba tônica.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem 02. Indique a alternativa em que todas as palavras devem
precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba receber acento.
(A) virus, torax, ma.
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, (B) caju, paleto, miosotis.
com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” (C) refem, rainha, orgão.
não serão mais acentuadas. Ex.: (D) papeis, ideia, latex.
(E) lotus, juiz, virus.
Antes Agora
apazigúe (apaziguar) apazigue 03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,
argúi (arguir) argui aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
mesmo motivo que:
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. (A) túnel
Ex.: (B) voluntário
Antes Agora (C) até
crêem creem (D) insólito
vôo voo (E) rótulos

- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos 04. Analise atentamente a presença ou a ausência de
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento gráfico nas palavras abaixo e indique a alternativa em
acento como antes: CRER, DAR, LER e VER. que não há erro:
(A) ruím - termômetro - táxi – talvez.
Repare: (B) flôres - econômia - biquíni - globo.
1) O menino crê em você (C) bambu - através - sozinho - juiz
Os meninos creem em você. (D) econômico - gíz - juízes - cajú.
2) Elza lê bem! (E) portuguêses - princesa - faísca.
Todas leem bem!
3) Espero que ele dê o recado à sala. 05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO:
Esperamos que os dados deem efeito! (A) saúde
4) Rubens vê tudo! (B) cooperar
Eles veem tudo! (C) ruim
(D) creem
Cuidado! Há o verbo vir: (E) pouco
Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde! Gabarito
1.B / 2.A / 3.B / 4.C / 5.E
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
plural de:
ele tem – eles têm Emprego do sinal indicativo
ele vem – eles vêm (verbo vir) de crase.
A regra prevalece também para os verbos conter, obter,
reter, deter, abster. CRASE
ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm A palavra crase é de origem grega e significa fusão ou
ele retém – eles retêm mistura. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à junção de
ele convém – eles convêm duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes dos pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes relativo a qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, ( ` ) para indicar a crase. O uso apropriado do acento grave
como: depende da compreensão da fusão das duas vogais. É

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APOSTILAS OPÇÃO

fundamental também, para o entendimento da crase, dominar 2) Diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
a regência dos verbos e nomes que exigem a preposição “a”. (mesmo que a expressão moda de fique subentendida:
Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
artigo ou pronome.36 Observe: O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
Vou a + a igreja.
Vou à igreja. 3) Na indicação de horas:
Acordei às sete horas da manhã.
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição “a”, Elas chegaram às dez horas.
exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo Foram dormir à meia-noite.
“a” que está determinando o substantivo feminino igreja.
Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, 4) Em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de
a união delas é indicada pelo acento grave. Observe outros que participam palavras femininas. Por exemplo:
exemplos:
Conheço a aluna.
à tarde às ocultas às pressas à medida que
Refiro-me à aluna.
às
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer à noite às claras à força
escondidas
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto à vontade à beça à larga à escuta
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição “a”.
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja às avessas à revelia à exceção de à imitação de
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes
já especificados. à esquerda às turras às vezes à chave

Casos em que a crase NÃO ocorre à direita à procura à deriva à toa

1) Diante de substantivos masculinos: à proporção


à luz à sombra de à frente de
Andamos a cavalo. que
Fomos a pé.
à
semelhança às ordens à beira de
2) Diante de verbos no infinitivo:
de
A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.
Crase diante de Nomes de Lugar
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
3) Diante da maioria dos pronomes e das expressões de diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
dona: a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou
Entreguei a todos os documentos necessários. “em”. A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por
exemplo:
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes
podem ser identificados pelo método: troque a palavra Vou à França. (Vim da[ de+a] França. Estou na[ em+a]
feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a França.)
forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo: Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Refiro-me à mesma pessoa. Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
(Refiro-me ao mesmo indivíduo.) Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto
Informei o ocorrido à senhora. Alegre.)
(Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou
(Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.) A volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex.: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
4) Diante de numerais cardinais: Vou à praia. = Volto da praia.
Chegou a duzentos o número de feridos
Daqui a uma semana começa o campeonato. - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
ocorrerá crase. Veja:
Casos em que a crase SEMPRE ocorre Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que,
pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”.
1) Diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele
Sempre vamos à praia no verão. (s), Aquela (s), Aquilo
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

36 www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint76.php

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Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA


Refiro-me a + aquele atentado.
1) Diante de nomes próprios femininos:
Preposição Pronome
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo.
Refiro-me àquele atentado. Observe:
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
preposição, portanto, ocorre a crase.
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
Observe este outro exemplo: feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
Aluguei aquela casa. escrever as frases abaixo das seguintes formas:
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não
exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Entreguei o cartão a Paula.
Entreguei o cartão a Roberto.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
Entreguei o cartão à Paula.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e Entreguei o cartão ao Roberto.
as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses
pronomes exigir a preposição a, haverá crase. 2) Diante de pronome possessivo feminino:
É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos Observação: é facultativo o uso da crase diante de
utilizando a substituição do termo regido feminino por um pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
termo regido masculino. Por exemplo: artigo. Observe:
Minha avó tem setenta anos.
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. Minha irmã está esperando por você.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade
A minha avó tem setenta anos.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a A minha irmã está esperando por você.
crase. Veja outros exemplos:
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. frases abaixo das seguintes formas:

Crase com o Pronome Demonstrativo “a” Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a”
também pode ser detectada através da substituição do termo 3) Depois da preposição até:
regente feminino por um termo regido masculino. Veja: Fui até a praia; ou
Minha revolta é ligada à do meu país. Fui até à praia.
Meu luto é ligado ao do meu país. Acompanhe-o até a porta; ou
As orações são semelhantes às de antes. Acompanhe-o até à porta.
Os exemplos são semelhantes aos de antes. A palestra vai até as cinco horas da tarde; ou
A palestra vai até às cinco horas da tarde.
A Palavra Distância
Se a palavra distância estiver especificada, determinada, a Questões
crase deve ocorrer. Por exemplo:
01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
Sua casa fica à distância de 100 Km daqui. (A palavra está se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
determinada) consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades e
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo
palavra está especificada.) questões de saúde pública como programas de esclarecimento
e prevenção, de tratamento para dependentes e de
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase não reintegração desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome
pode ocorrer. Por exemplo: de um médico ou clínica ____quem tentar encaminhar um
drogado da nossa própria família?
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, 2012)
Os militares ficaram a distância.
Gostava de fotografar a distância.
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Ensinou a distância.
respectivamente, com:
(A) aos … à … a … a
Observação: por motivo de clareza, para evitar
(B) aos … a … à … a
ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja:
(C) a … a … à … à
Gostava de fotografar à distância.
(D) à … à … à … à
Ensinou à distância.
(E) a … a … a … a
Dizem que aquele médico cura à distância.
02. Leia o texto a seguir.
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-

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lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o Assinale a alternativa que preenche, correta e
que fez. respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de Janeiro: Globo, padrão da língua portuguesa.
1997,)
(A) à … à … à
(B) a … a … à
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
(C) a … à … à
ordem dada:
(D) à … à ... a
(A) à – a – a
(E) a … à … a
(B) a – a – à
(C) à – a – à
Gabarito
(D) à – à – a
1.B / 2.A / 3.B / 4.A / 5.D
(E) a – à – à

03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas


já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”. Pontuação.
(A) à - àqueles - a - há
(B) a - àqueles - a - há
(C) a - aqueles - à - a
PONTUAÇÃO
(D) à - àqueles - a - a
(E) a - aqueles - à - há
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar
04. Leia o texto a seguir. especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as
principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo
Comunicação uso da língua portuguesa.37
O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer ter um
autor ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma Ponto
queda de popularidade em termos de venda. Ou, quando 1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
teatrólogo, em termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw. - Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
E, entre nós, o suave fantasma de Cecília Meireles recém está se encontra.
se materializando, tantos anos depois. - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para a
solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª - .Sr.
que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva
e efervescente. Ponto e Vírgula
Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressar-se. 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
Sua comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por importância.
afinidades. É como, na vida, se faz um amigo. - “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão a
E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho - para que nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente
reproduzidos uns dos outros. 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
Mas acontece que há também autores xerox, que nos vírgulas.
invadem com aqueles seus best-sellers... - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas,
Será tudo isto uma causa ou um efeito? frio e cobertor.
Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já
foi civilizado. 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
decreto de lei, etc.
(Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1. ed., - Ir ao supermercado;
2005.) - Pegar as crianças na escola;
- Caminhada na praia;
Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação - Reunião com amigos.
festiva e efervescente.
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se Dois pontos
o segmento grifado for substituído por: 1- Antes de uma citação
(A) leitura apressada e sem profundidade. - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
(B) cada um de nós neste formigueiro.
(C) exemplo de obras publicadas recentemente. 2- Antes de um aposto
(D) uma comunicação festiva e virtual. - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
(E) respeito de autores reconhecidos pelo público. tarde e calor à noite.

05. O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP) 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará- rotina de sempre.
lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e uma 4- Em frases de estilo direto
vida digna. Maria perguntou:
(www.metropolitana.com.br. 2012) - Por que você não toma uma decisão?

37tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com/2013/04/pontuacao-resumo-com-
questoes.html

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Ponto de Exclamação - Para isolar:


1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
súplica, etc. - o aposto:
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
trânsito caótico.
2- Depois de interjeições ou vocativos
- João! Há quanto tempo! - o vocativo:
Ora, Thiago, não diga bobagem.
Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. Questões
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) 01. Assinale a alternativa em que a pontuação está
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da
Reticências língua portuguesa.
1- Indica que palavras foram suprimidas. (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
- Comprei lápis, canetas, cadernos... embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimidade,
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo
2- Indica interrupção violenta da frase. que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
“- Não... quero dizer... é verdade... Ah!” (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e,
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimidade,
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo
- Este mal... pega doutor? que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito (C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
- Deixa, depois, o coração falar... embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo
Vírgula que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
Não se usa vírgula (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e,
Separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam- embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
se diretamente entre si: procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
a) entre sujeito e predicado. (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
Todos os alunos da sala foram advertidos. embora, experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
Sujeito predicado procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. 02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
V.T.D.I .O.D .O.I. ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as
lacunas da frase abaixo:
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas
adjunto adnominal. devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
despertou reações entre os empresários. A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
adj. adnominal nome adj. adn. Compl. nominal B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
Usa-se a vírgula: D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
- Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua 03. Os sinais de pontuação estão empregados
abundância, vem caindo de preço. corretamente em:
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão A) Duas explicações, do treinamento para consultores
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias construção de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem das metas de vendas associadas aos dois temas.
abrir mão dos lucros altos. B) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a
- Para marcar inversão: construção de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): das metas de vendas associadas aos dois temas.
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. C) Duas explicações do treinamento para consultores
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio das metas de vendas associadas aos dois temas.
de 1982. D) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos construção de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar
em enumeração): das metas de vendas associadas aos dois temas.
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. E) Duas explicações, do treinamento para consultores
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar
- Para marcar elipse (omissão) do verbo: das metas, de vendas associadas aos dois temas.
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

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04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da Metáfora: É um tipo de comparação (mental) sem uso de
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto conectivos comparativos, com utilização de verbo de ligação
à regência nominal e à pontuação. explícito na frase.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, Exemplo:
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais “Sua boca era um pássaro escarlate.” (Castro Alves)
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
outros. Catacrese: consiste em transferir a uma palavra o sentido
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam próprio de outra, utilizando-se formas já incorporadas aos
rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o usos da língua. Se a metáfora surpreende pela originalidade da
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um associação de ideias, o mesmo não ocorre com a catacrese, que
exemplo!, do que em outros. já não chama a atenção por ser tão repetidamente usada.
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam
rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o Exemplos:
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um Batata da perna Azulejo vermelho
exemplo, do que em outros. Pé da mesa Cabeça de alho
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam
rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o Comparação ou Símile: é a comparação entre dois
avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um elementos comuns; semelhantes. Normalmente se emprega
exemplo - do que em outros. uma conjunção comparativa: como, tal qual, assim como, que
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, nem.
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais Exemplo: “Como um anjo caído
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em Fiz questão de esquecer...” (Legião Urbana)
outros.
Sinestesia: É a fusão de no mínimo dois dos cinco sentidos
05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se físicos.
correta após o acréscimo das vírgulas. Exemplos:
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na “De amargo e então salgado ficou doce, - Paladar
pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrônica Assim que teu cheiro forte e lento - Olfato
ao grupo ou acione o código na internet. Fez casa nos meus braços e ainda leve - Tato
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o E forte e cego e tenso fez saber - Visão
código foi acionado. Que ainda era muito e muito pouco.” (Legião Urbana)
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a Antonomásia: quando substituímos um nome próprio
criança foi encontrada. pela qualidade ou característica que o distingue.
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega Exemplos: O Águia de Haia (= Rui Barbosa)
primeiro às, areias do Guarujá. O Pai da Aviação (= Santos Dumont)
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone
de quem a encontrou e informar um ponto de referência Metonímia: Troca-se uma palavra por outra com a qual ela
se relaciona. Ocorre a metonímia quando empregamos:
Respostas
- o autor ou criador pela obra. Exemplo: Gosto de ler
1.C / 2.C / 3.B / 4.D / 5.E Jorge Amado (observe que o nome do autor está sendo usado
no lugar de suas obras).
- o efeito pela causa e vice-versa. Exemplos: Ganho a vida
Estilística: figuras de com o suor do meu rosto. (o suor é o efeito ou resultado e está
linguagem. Reescrita de sendo usado no lugar da causa, ou seja, o “trabalho”).
- o continente pelo conteúdo. Exemplo: Ela comeu uma
frases: substituição, caixa de doces. (= doces).
deslocamento, paralelismo; - o abstrato pelo concreto e vice-versa. Exemplos: A
variação linguística: norma velhice deve ser respeitada. (= pessoas velhas).
- o instrumento pela pessoa que o utiliza. Exemplo: Ele
culta. é bom volante. (= piloto ou motorista).
- o lugar pelo produto. Exemplo: Gosto muito de tomar
um Porto. (= a cidade do Porto).
FIGURAS DE LINGUAGEM38 - o símbolo ou sinal pela coisa significada. Exemplo: Os
revolucionários queriam o trono. (= império, o poder).
Também chamadas Figuras de Estilo. Podemos classificá- - a parte pelo todo. Exemplo: Não há teto para os
las em quatro tipos: necessitados. (= a casa).
- Figuras de Palavras (ou tropos); - o indivíduo pela classe ou espécie. Exemplo: Ele foi o
- Figuras de Harmonia; judas do grupo. (= espécie dos homens traidores).
- Figuras de Construção (ou de sintaxe); - o singular pelo plural. Exemplo: O homem é um animal
- Figuras de Pensamento. racional. (o singular homem está sendo usado no lugar do
plural homens).
Figuras de Palavra - o gênero ou a qualidade pela espécie. Exemplo: Os
mortais somos imperfeitos. (= seres humanos).
São as que dependem do uso de determinada palavra com - a matéria pelo objeto. Exemplo: Ele não tem um níquel.
sentido novo, incomum. São elas: (= moeda).

38SCHICAIR. Nelson M. Gramática do Português Instrumental. 2ª. ed Niterói:


Impetus, 2007.

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Observação: Os últimos 5 casos recebem também o nome - Polissíndeto: Repetição enfática de conjunções
de Sinédoque. coordenativas (geralmente e).
Exemplos: "E saber, e crescer, e ser, e haver
Sinédoque: Troca que ocorre por relação de compreensão E perder, e sofrer, e ter horror."
e que consiste no uso do todo pela parte, do plural pelo (Vinícius de Morais)
singular, do gênero pela espécie, ou vice-versa.
Exemplo: O mundo é violento. (= os homens) - Pleonasmo: Repetição da ideia, isto é, redundância
semântica e sintática, divide-se em:
Perífrase: é a substituição de um nome por uma expressão 1) Gramatical: com objetos direto ou indireto redundantes,
que facilita a sua identificação. chamam-nos pleonásticos.
Exemplo: O país do futebol acredita no seu povo. (país do Exemplos:
futebol = Brasil) a) "Perdoo-te a ti, meu amor."
b) "O carro velho, eu o vendi ontem."
2) Vicioso: deve ser evitado por não acrescentar
Figuras de Harmonia informação nova ao que já havia sido dito anteriormente.
Exemplos: Subir para cima; descer para baixo; repetir de
São as que reproduzem os efeitos de repetição de sons, novo; hemorragia sanguínea; protagonista principal;
ou ainda quando se busca representa-los. São elas: monopólio exclusivo.

Aliteração: Repetição consonantal fonética (som da letra) Ruptura


geralmente no início da palavra. - Anacoluto: A construção do período deixa um ou mais
Exemplo: “Sonhei que estava sonhando um sonho termos sem função sintática. Dê atenção especial porque o
sonhado...” (Martinho da Vila) anacoluto é parecido com o pleonasmo, ou melhor, na
tentativa de um pleonasmo sintático, muitas vezes, acaba-se
Assonância: Repetição da mesma vogal no decorrer de um por criar a ruptura.
verso ou poema. Exemplo:
Exemplo: “Sou Ana, da cama "Os meus vizinhos, não confio mais neles." - a função
Da cana, fulana bacana sintática de os meus vizinhos é nula, não há; entretanto, se
Sou Ana de Amsterdã.” (Chico Buarque) houvesse preposição (Nos meus vizinhos, não confio mais
neles), o termo seria objeto indireto, enquanto neles seria o
Paronomásia: Reprodução de sons semelhantes através objeto indireto pleonástico.
de palavras de significados diferentes.
Exemplos: “Berro pelo aterro pelo desterro Inversão
Berro por seu berro pelo seu erro - Anástrofe: Inversão sintática leve.
Quero que você ganhe que você me apanhe Exemplos:
Sou o bezerro gritando mamãe...” a) "Tão leve estou que já nem sombra tenho." (ordem
(Caetano Veloso) inversa) (Mário Quintana)
b) "Estou tão leve que já não tenho sombra." (ordem
Figuras de Construção direta)

Dizem respeito aos desvios de padrão de concordância - Hipálage: Inversão de um adjetivo (uma qualidade que
quer quanto à ordem, omissões ou excessos. Dividem-se em: pertence a um é atribuída a outro substantivo).
Exemplos:
Omissão a) A mulher degustava lânguida cigarrilha.
- Assíndeto: Ocorre por falta ou supressão de conectivos. Lânguida = sensual, portanto lânguida é a mulher, e não a
Exemplos: cigarrilha como faz supor.
a) "Saí, bebi, enfim, vivi." (Nel de Moraes) b) "Em cada olho um grito castanho de ódio." (Dalton
b) "Vim, vi e venci." (Júlio César) Trevisan)
- Elipse: Supressão de vocábulo(s) que são facilmente Castanhos são os olhos, e não o grito.
identificável(is).
Exemplos: - Hipérbato: Inversão complexa de termos da frase.
a) "(Eu) Queria ser um pássaro dentro da noite." Exemplos: "Enquanto manda as ninfas amorosas grinaldas
b) "No céu, (há) estrelas que brilham indômitas." nas cabeças pôr de rosas." (Camões)
- Zeugma: Elipse especial que consiste na supressão de um 'Enquanto manda as ninfas amorosas pôr grinaldas de
termo já, anteriormente, expresso no contexto. rosas na cabeça.'
Exemplos:
a) "Nós nos desejamos e (nós) não nos possuímos." - Sínquise: Há uma inversão violenta de distantes partes
b) "Foi saqueada a vila, e (foram) assassinados os da oração. É um hipérbato "hiperbólico".
partidários dos Filipes." (Camilo Castelo Branco) Exemplos: “...entre vinhedo e sebe
corre uma linfa e ele no seu de faia
Repetição de ao pé do Alfeu Tarro escultado bebe."
- Anáfora: É a repetição intencional de palavras, no início (Alberto de Oliveira)
de um período, frase ou verso. 'Uma linfa corre entre vinhedo e sebe, e ele bebe no seu
Exemplos: "Eu quase não saio Tarro escultado, de faia, ao pé do Alfeu.'
Eu quase não tenho amigo
Eu quase não consigo - Quiasmo: Inversão de palavras que se repetem.
Ficar na cidade sem viver contrariado." Exemplos: "Tinha uma pedra no meio do meu caminho /no
(Gilberto Gil) meio do meu caminho tinha uma pedra."
(G. D. Andrade)

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APOSTILAS OPÇÃO

Concordância Ideológica b) Cidade Luz [z: Paris)


- Silepse: É a concordância feita pela ideia, e não através c) Veneza Brasileira (= Recife)
das prerrogativas das classes das palavras. São três: d) Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro)
e) Rei dos Animais (= leão)
- De Gênero: masculino e feminino não concordam.
Ex.: "A vítima era lindo e o carrasco estava temerosa Gradação: É uma sequência de palavras ou ideias que
quanto à reação da população." servem de intensificação numa sequência temporal.
Ex.: "Dissecou-a a tal ponto, e com tal arte, que ela,
Perceba que vítima e carrasco não receberam de seus Rota, baça, nojenta, vil."
adjetivos lindo e temerosa a 'atenção' devida, por quê? Isso se (Raimundo Corrêa)
deve à ideia de que os substantivos sobrecomuns designam
ambos os sexos, e não ambos os gêneros, portanto, por Ironia: Consiste em dizer o oposto do que se pensa, com
questões estilísticas, o autor do texto preferiu a ideia à regra intenção sarcástica ou depreciativa.
gramatical rígida que impõe que adjetivos concordem em Exemplos:
gênero com o substantivo, não em sexo. a) "A excelente Dona lnácia era mestra na arte de judiar de
- De Número: singular e plural não concordam entre si. criança." (Monteiro Lobato)
Ex.: "O esquadrão sobrevoaram o céu azul daquela manhã b) "Dona Clotilde, o arcanjo do seu filho quebrou minhas
de verão." vidraças."

Ocorre algo semelhante na silepse de número, apenas se Hipérbole: É a figura do exagero, a fim de proporcionar
ressalve que nesses casos o 'desprezo' se dá quanto à uma imagem chocante ou emocionante.
concordância verbal, afinal, esquadrão é palavra de natureza Exemplos:
coletiva (coletivo de aviões) e, mais uma vez por questões a) "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac)
estilísticas, o autor preferiu à regra, na qual se baseia a b) "Existem mil maneiras de preparar Neston."
Gramática Normativa, o livre voar de suas ideias.
Eufemismo: Figura que atenua ideias desagradáveis ou
- De Pessoa: sujeito e verbo não concordam entre si. penosas.
Ex.: A gente não sabemos escolher presidente. Exemplos:
A gente não sabemos tomar conta da gente." a) "E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
(Ultraje a Rigor) Deus lhe pague." (Chico Buarque)
Paz derradeira = morte
Nos casos de silepse de pessoa há, por parte do autor, uma
clara intromissão, característica do discurso indireto livre, b) "Aquele homem de índole duvidosa apropriou-se
quando, ao informar, o emissor se coloca como parte da ação. (ladrão) indevidamente dos meus pertences." (roubou)

Figuras de Pensamento Disfemismo: Expressão grosseira em lugar de outra,


suave, branda.
São recursos de linguagem que se referem ao aspecto Ex.: Você não passa de um porco ... um pobretão.
semântico, ou seja, ao significado dentro de um contexto.
Personificação ou Prosopopeia: Consiste em dar vida a
Antítese: É a aproximação de palavras de sentidos seres inanimados.
contrários, antagônicos. Exemplos:
Exemplos: "Onde queres prazer, sou o que dói a) "O vento beija meus cabelos
E onde queres tortura, mansidão As ondas lambem minhas pernas
Onde, queres um lar, Revolução O sol abraça o meu corpo."
E onde queres bandido, sou herói." (Lulu Santos - Nelson Motta)
(Caetano Veloso)
b) "Sob o sol respira o mar,
Paradoxo ou Oximoro: É mais que a aproximação dedilhando as ondas, belo olhar.
antitética; é a própria ideia que se contradiz. Faiscando espumas, lágrimas
Exemplos: saúdam sereias amantes:
a) "O mito é o nada que é tudo." (Fernando Pessoa) Te escutam, te amam, te lambem."
b) "Mas tão certo quanto o erro de seu barco a motor é (Nel de Moraes)
insistir em usar remos." (Legião Urbana)
Reificação: Consiste em 'coisificar' os seres humanos.
Apóstrofe: É a evocação, o chamamento. Identifica-se Ex.: "Tia, já botei os candidatos na lista."
facilmente na função sintática do VOCATIVO.
Exemplos: "Ó lindo mar verdejante, Lítotes: Consiste em negar por afirmação ou vice-versa.
tuas ondas entoam cantos, Exemplos:
és tu o dono reinante a) "Ela até que não é feia." -logo, é bonita!
das brancas marés espumantes ... " b) "Você está exagerando. Não subestime a sua
(Nel de Moraes) inteligência." - porque ela é inteligente.

Perífrase: Designação dos objetos, acidentes geográficos, Questões


indivíduos e outros que não queremos simplesmente nomear.
Exemplos: 01. (IF/PA - Assistente em Administração -
a) "Última Flor do Lácio, inculta e bela, FUNRIO/2016) “Quero um poema ainda não pensado, / que
és a um tempo esplendor e sepultura." inquiete as marés de silêncio da palavra ainda não escrita nem
(Olavo Bilac) pronunciada, / que vergue o ferruginoso canto do oceano / e
Flor do Lácio (= Língua Portuguesa)

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APOSTILAS OPÇÃO

reviva a ruína que são as poças d’água. / Quero um poema para (D) metonímia, metáfora, metonímia, metáfora
vingar minha insônia.” (Olga Savary, “Insônia”) (E) metáfora, metáfora, metonímia, metáfora

Nesses versos finais do poema, encontramos as seguintes 05. (COMLURB - Técnico de Segurança do Trabalho -
figuras de linguagem: IBFC/2016) Leia o poema abaixo e assinale a alternativa que
(A) silepse e zeugma indica a figura de linguagem presente no texto:
(B) eufemismo e ironia.
(C) prosopopeia e metáfora. Amor é fogo que arde sem se ver
(D) aliteração e polissíndeto. Amor é fogo que arde sem se ver;
(E) anástrofe e aposiopese. É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
02. (IF/PA - Auxiliar em Administração - É dor que desatina sem doer;
FUNRIO/2016) “Eu sou de lá / Onde o Brasil verdeja a alma e (Camões)
o rio é mar / Eu sou de lá / Terra morena que eu amo tanto,
meu Pará.” (Pe. Fábio de Melo, “Eu Sou de Lá”) (A) Onomatopeia
Nesse trecho da canção gravada por Fafá de Belém, (B) Metáfora
encontramos a seguinte figura de linguagem: (C) Personificação
(A) antítese. (D) Pleonasmo
(B) eufemismo.
(C) ironia Respostas
(D) metáfora
(E) silepse. 01.C / 02.D / 03.A / 04.C / 05.B

03. (Pref. de Itaquitinga/PE - Técnico em Enfermagem REESCRITURA DE FRASES


– IDHTEC/2016)
Antes de discorrermos acerca de um assunto tão
MAMÃ NEGRA (Canto de esperança) importante, convidamos você, caro (a) usuário (a), a se enlevar
mediante as palavras do grandioso mestre de nossas letras,
Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça, Drama João Cabral de Melo Neto, que, por meio de uma
de carne e sangue Que a Vida escreveu com a pena dos séculos! metalinguagem, cumpre bem seu trabalho de lidar com as
Pelo teu regaço, minha Mãe, Outras gentes embaladas à voz da palavras e deixar claro para nós, leitores, quão grandioso e
ternura ninadas do teu leite alimentadas de bondade e poesia magnífico é o exercício da escrita. Voltemo-nos a elas,
de música ritmo e graça... santos poetas e sábios... Outras portanto:
gentes... não teus filhos, que estes nascendo alimárias
semoventes, coisas várias, mais são filhos da desgraça: a Catar feijão
enxada é o seu brinquedo trabalho escravo - folguedo... Pelos
teus olhos, minha Mãe Vejo oceanos de dor Claridades de sol- 1.
posto, paisagens Roxas paisagens Mas vejo (Oh! se vejo! ...) mas Catar feijão se limita com escrever:
vejo também que a luz roubada aos teus [olhos, ora esplende joga-se os grãos na água do alguidar
demoniacamente tentadora - como a Certeza... cintilantemente e as palavras na folha de papel;
firme - como a Esperança... em nós outros, teus filhos, gerando, e depois, joga-se fora o que boiar.
formando, anunciando - o dia da humanidade. Certo, toda palavra boiará no papel,
(Viriato da Cruz. Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império) água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
O poema, Mamã Negra: e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
(A) É uma metáfora para a pátria sendo referência de um
país africano que foi colonizado e teve sua população 2.
escravizada. Ora, nesse catar feijão entra um risco:
(B) É um vocativo e clama pelos efeitos negativos da o de que entre os grãos pesados entre
escravização dos povos africanos. um grão qualquer, pedra ou indigesto,
(C) É a referência resumida a todo o povo que compõe um um grão imastigável, de quebrar dente.
país libertado depois de séculos de escravidão. Certo não, quando ao catar palavras:
(D) É o sofrimento que acometeu todo o povo que ficou na a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
terra e teve seus filhos levados pelo colonizador. obstrui a leitura fluviante, flutual,
(E) É a figura do colonizador que mesmo exercendo o açula a atenção, isca-a como o risco.
poder por meio da opressão foi “ninado “ela Mamã Negra.
Poema intitulado “Catar feijão”, parte constituinte do livro
04. (Pref. de Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala - “Educação pela pedra”, publicado em 1965.
FEPESE/2016) Analise as frases abaixo:
A comparação ora estabelecida parece casar perfeitamente
1. “Calções negros corriam, pulavam durante o jogo.” diante daquele momento em que as ideias são elencadas. No
2. A mulher conquistou o seu lugar! entanto, é preciso ser hábil para escolher palavra por palavra,
3. Todo cais é uma saudade de pedra. de modo a fazer com que o discurso (as orações, os períodos,
4. Os microfones foram implacáveis com os novos artistas. os parágrafos) torne-se claro e preciso, atendendo às
expectativas de nosso interlocutor. Dessa forma, como aqueles
Assinale a alternativa que corresponde correta e grãos que boiam fora, desnecessários por sinal, algumas
sequencialmente às figuras de linguagem apresentadas: palavras também parecem não se encaixar, pois por um
(A) metáfora, metonímia, metáfora, metonímia motivo ou outro acabam escapando aos nossos olhos.
(B) metonímia, metonímia, metáfora, metáfora O porquê de escaparem? É simples, haja vista que nesse
(C) metonímia, metonímia, metáfora, metonímia momento essa habilidade antes mencionada entra em ação e,

Língua Portuguesa 99
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APOSTILAS OPÇÃO

em meio a esse ínterim, conhecimentos de toda ordem Atitudes não recomendadas


parecem se relacionar, sejam eles de ordem ortográfica,
semântica, sintática e, sobretudo, aqueles indispensáveis a EXPRESSÕES USO RECOMENDADO
todo bom redator: o conhecimento de mundo. CONDENÁVEIS
Dada essa manifestação, é impossível não abordar um A nível de / Ao nível Em nível, No nível
procedimento, tão útil quanto necessário: a reescrita textual. Face a / Frente a Ante, Diante, Em face de, Em
Acredite que, por meio dele, você, enquanto emissor, vista de, Perante
encontrará os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou Onde (Quando não Em que, Na qual, Nas quais, No
indigesto, um grão imastigável, de quebrar dente. Vale dizer, exprime lugar) qual, Nos quais
contudo, que essa reescrita não deve se dar somente no âmbito Sob um ponto de vista De um ponto de vista
de corrigir aqueles possíveis erros... digamos assim...
gramaticais. Importantes eles? Sim, sem dúvida alguma, mas Sob um prisma Por (ou através de) um prisma
não são tudo. Cumpre afirmar que a reescrita deve ir além, haja Em função de Em virtude de, Por causa de,
vista que nos permite reconhecer aquelas “falhas” que Em consequência de, Por, Em
certamente seriam reconhecidas por outra pessoa, sobretudo razão de
em se tratando do “teor”, da “essência” discursiva.
Tendo em vista que a coesão representa um dos principais Expressões não recomendadas
aspectos na produção textual, muitas vezes, mediante a leitura - a partir de (a não ser com valor temporal).
daquilo que escrevemos, constatamos que os parágrafos não Opção: com base em, tomando-se por base, valendo-se
se encontram assim tão harmoniosamente ligados como de...
deveriam. Às vezes, uma conjunção ali, um advérbio acolá e um
pronome adiante não se encontram bem distribuídos. Outras - através de (para exprimir “meio” ou instrumento).
vezes, percebemos uma quebra de simetria (revelada pela falta Opção: por, mediante, por meio de, por intermédio de,
de paralelismo), em que uma ideia poderia ter sido expressa segundo...
de outra forma.
Assim, de modo a constatar como esse aspecto assimétrico - devido a.
se manifesta na prática, analise o seguinte enunciado: Opção: em razão de, em virtude de, graças a, por causa
A leitura é importante, necessária, útil e traz benefícios a de.
todo emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência
discursiva. - dito.
Inferimos que com o uso de “traz benefícios” houve uma Opção: citado, mencionado.
quebra de simetria dos adjetivos explicitados (importante,
necessária, útil...). Não que isso seja considerado uma falha de - enquanto.
grande extensão, mas a ideia ficaria mais clara se outro Opção: ao passo que.
adjetivo tivesse sido utilizado, justamente para acompanhar o
raciocínio antes firmado, ou seja: - inclusive (a não ser quando significa incluindo-se).
A leitura é importante, necessária, útil e benéfica a todo Opção: até, ainda, igualmente, mesmo, também.
emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência
discursiva. - no sentido de, com vistas a.
Outro aspecto, não menos importante, materializa-se pela Opção: a fim de, para, com a finalidade de, tendo em
“abundância” de orações intercaladas, as quais corroboram vista.
para a extensão da ideia, fazendo com que o interlocutor perca
o “fio da meada” e passe a não entender mais o que se afirma - pois (no início da oração).
no início da oração. Dessa forma, para que fique um pouco Opção: já que, porque, uma vez que, visto que.
mais claro, analisemos o parágrafo que segue, revelando ser
um bom exemplo da ocorrência em questão: - principalmente.
A leitura, esse importante instrumento – o qual o torna Opção: especialmente, sobretudo, em especial, em
mais culto, mais apto a expressar seus pensamentos –, pois particular.
amplia significativamente seu vocabulário, contribui para o
aperfeiçoamento da escrita. Expressões que demandam atenção
Tudo aquilo que se afirma acerca da eficácia da leitura, - acaso, caso – com se, use acaso; caso rejeita o se
ainda que relevante, tornou extensa e cansativa a ideia - aceitado, aceito – com ter e haver, aceitado; com ser e
abordada. Dessa forma, retificando a oração, poderíamos estar, aceito
obter como essencial somente estes dizeres, os quais seguem - acendido, aceso (formas similares) – idem
expressos: - à custa de – e não às custas de
- à medida que – à proporção que, ao mesmo tempo que,
A leitura contribui para o aperfeiçoamento da escrita. conforme
- na medida em que – tendo em vista que, uma vez que
Mediante os pressupostos aqui elencados, acreditamos ter - a meu ver – e não ao meu ver
contribuído de forma significativa para que você aprimore - a ponto de – e não ao ponto de
ainda mais suas habilidades no que tange à construção textual. - a posteriori, a priori – não tem valor temporal
E que, por meio da reescrita de suas ideias, possa ser hábil em - em termos de – modismo; evitar
jogar fora o leve o oco, assim mesmo como ressalta nosso - enquanto que – o que é redundância
grande mestre, e reelabore seu discurso pautando-se na - entre um e outro – entre exige a conjunção e, e não a
concretude das palavras, tornando-as claras, precisas, - implicar em – a regência é direta (sem em)
objetivas.39 - ir de encontro a – chocar-se com
- ir ao encontro de – concordar com
- se não, senão – quando se pode substituir por caso não,

39 http://portugues.uol.com.br/redacao/reescrita-textual.html

Língua Portuguesa 100


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APOSTILAS OPÇÃO

separado; quando não se pode, junto Olhe, acho que ele não vai concordar com a decisão que você
- todo mundo – todos tomou, quero dizer, os fatos levam você a isso, mas você sabe -
- todo o mundo – o mundo inteiro todos sabem - ele pensa diferente. É bom a gente pensar como
- não pagamento = hífen somente quando o segundo termo vai fazer para, enfim, para ele entender a decisão”.
for substantivo O ato de escrever é diferente do ato de falar. O texto escrito
- este e isto – referência próxima do falante (a lugar, a não deve apresentar marcas de oralidade.
tempo presente; a futuro próximo; ao anunciar e a que se está
tratando) - “Mal cheiro”, “mau-humorado”.
- esse e isso – referência longe do falante e perto do ouvinte Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom
(tempo futuro, desejo de distância; tempo passado próximo do cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau
presente, ou distante ao já mencionado e a ênfase). humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
- “Fazem” cinco anos.
Erros Comuns Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos.
/ Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
- “Hoje ao receber alguns presentes no qual completo vinte
anos tenho muitas novidades para contar”. - “Houveram” muitos acidentes.
Uso inadequado do pronome relativo. Ele provoca falta de Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos
coesão, pois não consegue perceber a que antecedente ele se acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos
refere, portanto nada conecta e produz relação absurda. iguais.

- “Ainda brincava de boneca quando conheci Davi, piloto de - Para “mim” fazer.
cart, moreno, 20 anos, com olhos cor de mel. “Tudo começou Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu
naquele baile de quinze anos”, “... é aos dezoito anos que se fazer, para eu dizer, para eu trazer.
começa a procurar o caminho do amanhã e encontrar as
perspectiva que nos acompanham para sempre na estrada da - Entre “eu” e você.
vida”. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você.
Você pode ter conhecimento do vocabulário e das regras / Entre eles e ti.
gramaticais e, assim, construir um texto sem erros. Entretanto,
se você reproduz sem nenhuma crítica ou reflexão expressões - “Há” dez anos “atrás”.
gastas, vulgarizadas pelo uso contínuo. A boa qualidade do Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez
texto fica comprometida. anos ou dez anos atrás.

- Tema: Para você, as experiências genéticas de clonagem - “Entrar dentro”.


põem em xeque todos os conceitos humanos sobre Deus e a Problema de redundância. O certo seria: entrar em.
vida? “Bem a clonagem não é tudo, mas na vida tudo tem o seu Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de
valor e os homens a todo momento necessitam de descobrir ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis,
todos os mistérios da vida que nos cerca a todo instante”. viúva do falecido.
É de extrema importância seguir o que foi proposto no
tema. Antes de começar o texto leia atentamente todos os - Vai assistir “o” jogo hoje.
elementos que o examinador apresentou. Esquematize as Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à
ideias e perceba se não há falta de correspondência entre o missa, à sessão.
tema proposto e o texto criado. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou)
à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos.
- “Uma biópsia do tumor retirado do fígado do meu primo / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu
(...) mostrou que ele não era maligno”. à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
Esta frase está ambígua. Não se sabe se o pronome ele
refere-se ao fígado ou ao primo. Para se evitar a ambiguidade, - Preferia ir “do que” ficar.
deve-se observar se a relação entre cada palavra do texto está Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É
correta. preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer
sem glória.
- “Ele me tratava como uma criança, mas eu era apenas uma
criança”. - Não há regra sem “excessão”.
Problema com o uso do conectivo “mas”. O conectivo mas O certo é exceção.
indica uma circunstância de oposição, de ideia contrária a. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma
Portanto, a relação adversativa introduzida pelo “mas” no correta: “paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente),
fragmento acima produz uma ideia absurda. “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso”
(vultoso), “cincoenta” (cinquenta), “zuar” (zoar), “frustado”
- “Entretanto, como já diziam os sábios: depois da (frustrado), “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar),
tempestade sempre vem a bonança. Após longo suplício, meu “benvindo” (bem-vindo), “ascenção” (ascensão), “pixar”
coração apaziguava as tormentas e a sensatez me mostrava que (pichar), “impecilho” (empecilho), “envólucro” (invólucro).
só estaríamos separadas carnalmente”.
Não utilize provérbios ou ditos populares. Eles - Comprei “ele” para você.
empobrecem a redação e fazem parecer que o autor não tem Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto.
criatividade ao lançar mão de formas já gastas pelo uso Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-
frequente. nos entrar, viu-a, mandou-me.

- “Todos os deputados são corruptos”. - “Aluga-se” casas.


Evite pensamentos radicais. É recomendável não O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-
generalizar e evitar, assim, posições extremistas. se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se
- “Bem, acho que - você sabe - não é fácil dizer essas coisas. terrenos. / Procuram-se empregados.

Língua Portuguesa 101


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APOSTILAS OPÇÃO

- Chegou “em” São Paulo. - “Cerca de 18” pessoas o saudaram. Cerca de indica
Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São arredondamento e não pode aparecer com números exatos:
Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo. Cerca de 20 pessoas o saudaram.

- Todos somos “cidadões”. - Tinha “chego” atrasado.


O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de “Chego” não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
- Queria namorar “com” o colega.
- A última “seção” de cinema. O com não existe: Queria namorar o colega.
- O processo deu entrada “junto ao” STF.
Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a Processo dá entrada no STF
tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de
Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de - As pessoas “esperavam-o”.
pancadas, sessão do Congresso. Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a,
os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-
- Vendeu “uma” grama de ouro. no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro,
vitamina C de dois gramas. - Vocês “fariam-lhe” um favor?
Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes)
- “Porisso”. depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo
Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-
iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca
- Não viu “qualquer” risco. “imporá-se”). / Os amigos nos darão (e não “darão-nos”) um
Deve-se usar “nenhum”, e não “qualquer. presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo “formado-me”).
Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo.
/ Nunca promoveu nenhuma confusão . - Chegou “a” duas horas e partirá daqui “há” cinco minutos.
Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime
- A feira “inicia” amanhã. distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz):
Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro)
(inaugura-se) amanhã. cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos
de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
- O peixe tem muito “espinho”.
Peixe tem espinha. - Estávamos “em” quatro à mesa.
Veja outras confusões desse tipo: O “fuzil” (fusível) O “em” não existe: Estávamos quatro à mesa / .Éramos seis.
queimou. / Casa “germinada” (geminada), “ciclo” (círculo) / Ficamos cinco na sala .
vicioso, “cabeçário” (cabeçalho).
- Sentou “na” mesa para comer.
- Não sabiam« aonde »ele estava. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o
O certo: Não sabiam onde ele estava. certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à
Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei máquina, ao computador.
aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
- Ficou contente “por causa que” ninguém se feriu.
- “Obrigado”, disse a moça. A locução não existe. Use porque: Ficou contente porque
Obrigado concorda com a pessoa: “Obrigada”, disse a moça. ninguém se feriu.
/ Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
- O time empatou “em” 2 a 2.
- Ela era “meia” louca. A preposição é “por”: O time empatou por 2 a 2. Repare que
Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
amiga.
- Não queria que “receiassem” a sua companhia.
- “Fica” você comigo. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia.
Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só
é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear:
Chegue aqui. receiem, passeias, enfeiam).

- A questão não tem nada« haver »com você. - Eles “tem” razão.
A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. No plural, têm é com acento. Tem é a forma do singular. O
Da mesma forma: Tem tudo a ver com você. mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm;
ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
- Vou “emprestar” dele.
Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou - Acordos “políticos-partidários”. Nos adjetivos compostos,
pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao só o último elemento varia: acordos político-partidários.
meu irmão. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas
Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
malas.
- Andou por “todo” país.
- Ele foi um dos que “chegou” antes. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país
Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi
que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / demitida.
Era um dos que sempre vibravam com a vitória. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada

Língua Portuguesa 102


Apostila Digital Licenciada para Thamires Santos Montenegro Da Silva - t.oliveira72@hotmail.com (Proibida a Revenda)
APOSTILAS OPÇÃO

homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem - Espero que “viagem” hoje.
inimigos. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma
verbal é viajem (de viajar).
- “Todos” amigos o elogiavam. Evite também “comprimentar” alguém: de cumprimento