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Universidade Católica da Moçambique

Instituto de Ensino a Distancia

“Estrutura da Aula Funções Didácticas”

Joaquim Mussimbandoio Zimoa

Código:708203968

Orientado por:Augusto Mário Ussene

Curso:

Licenciatura em ensino de Matemática 10 Ano

Cadeira: Didáctica Geral

Milange, Junho de 2020


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 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0

 Metodologia adequada ao
2.0
objecto do trabalho
 Articulação e domínio do
Conteúdo discurso académico
2.0
(expressão escrita cuidada,
coerência / coesão textual)
Análise e
 Revisão bibliográfica
discussão
nacional e internacionais
2.
relevantes na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.0
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e tamanho
Aspectos
Formatação de letra, paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre linhas
Normas APA 6ª
 Rigor e coerência das
Referências edição em
citações/referências 4.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia
Recomendações Para Melhorias

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Índice
1. Introdução.................................................................................................................................3
2. Estrutura da Aula......................................................................................................................4
2.1. Importância da Planificação.................................................................................................4
2.1.1 Tipos de planificação..............................................................................................................4
2.1.2 Planificação Educacional........................................................................................................5
2.1.3 Planificação do Currículo.......................................................................................................5
2.1.3 Planificação de Ensino............................................................................................................5
2.2. Níveis da Planificação..........................................................................................................5
2.3. Componentes da Planificação...............................................................................................6
3. O meio envolvente à escola......................................................................................................7
3.1. Recursos/meios de ensino existentes....................................................................................8
3.1 O aluno.......................................................................................................................................9
3.2 Conteúdos................................................................................................................................10
4. Funções Didácticas.................................................................................................................10
4.1. Introdução e Motivação......................................................................................................11
4.2. Mediação e Assimilação.....................................................................................................12
4.3. Domínio e Consolidação.....................................................................................................12
4.4. Controlo e Avaliação..........................................................................................................13
5. Conclusão...............................................................................................................................14
6. Referencias Bibliográficas.....................................................................................................15
1. Introdução

O presente trabalho da cadeira de Didáctica geral, visa espelhar de uma forma precisa conteúdos
relativos a estrutura de uma aula e as funções didácticas. Importa ressaltar que quando falamos
da estrutura de uma aula, estamos perante ao processo ou percurso todo desde a planificação até
a mediação. Segundo Libâeno (2006:222) “planificação é um processo de racionalização,
organização e coordenação da acção docente, articulando a actividade escolar e a
problemática do contexto social”.

Este trabalho tem como objectivos:

 Apresentar a estrutura completa de uma aula;


 Mencionar os tipos de planificação e a sua importância para o sucesso do PEA;
 Indicar os níveis de planificação do processo de ensino-aprendizagem;
 Conceituar e descrever as funções didácticas de uma aula;

Para elaboração deste trabalho, foi usada como metodologia a leitura bibliográfica e pesquisação.
Por já desejar votos de boa leitura esperando receber criticas sugestivas com vista o
melhoramento do mesmo.

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2. Estrutura da Aula

No que diz respeito ao tema acima citado, importa ressaltar que quando falamos da estrutura de
uma aula estamos perante ao processo todo desde a planificação até a mediação. Sendo assim
compete-nos apresentar uma síntese do que é uma planificação.

Para Piletti (2004:61) “define a planificação como um processo que consiste em preparar um
conjunto de decisões, visando atingir determinados objectivos assumindo uma atitude séria e
curiosa diante de um problema”.

Segundo Libâeno (2006:222) “é um processo de racionalização, organização e coordenação da


acção docente, articulando a actividade escolar e a problemática do contexto social”.

Desta forma, da entender que a planificação é o processo de prever uma certa actividade que vai
decorrer num determinado tempo, na qual deve-se traçar as metas, estratégias e o tempo de
decurso com vista a alcançar um objectivo previamente estabelecido.

2.1. Importância da Planificação

Segundo Ferreira (2007:54) a planificação em seu todo tem a seguinte importância:

 Prevê os objectivos, conteúdos, métodos e meios de ensino;


 Facilita a preparação das aulas e as tarefas que se vão executar;
 Actualização dos conteúdos;
 Evita a rotina e a improvisação;
 Promove a eficiência do ensino;
 Garante maior segurança na direcção de ensino;
 Garante economia de tempo e de energia.

2.1.1 Tipos de planificação

É de salientar que existem vários tipos de planificação, impossibilitando assim de esgotar ou


apresentar todos os tipos. Para tal ira-se recorrer ao pensamento de Pilletti (2004:60) que
apresenta três tipos de planificação ao nível do PEA a saber:

 Planificação Educacional;
 Planificação do Currículo;

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 Planificação de Ensino.

2.1.2 Planificação Educacional

Segundo Pilletti, diz que a planificação educacional, tem a ver com a tomada de decisões sobre a
educação no conjunto do desenvolvimento geral do país. A elaboração desse tipo de planificação
requer a proposição de objectivos a longo prazo que definam uma política da educação.

Esta, é feita ao nível central, e nela são traçados os pilares gerais da educação tendo em vista o
contexto sociocultural e político, que requerem estudos de diversos fenómenos que podem
influenciar directa ou indirectamente no contexto educativo pelo qual se planifica.

2.1.3 Planificação do Currículo

Este, é entendido como o processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da acção escolar. É a
previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno pois constitui uma um
instrumento que orienta a acção educativa na escola, pois a preocupação é com a proposta geral
das experiencias de aprendizagem que a escola deve oferecer ao estudante, através dos diversos
componentes curriculares. Esta consiste na formulação de objectivos educacionais a partir
daqueles expressos nos guias curriculares oficiais.

2.1.3 Planificação de Ensino

É o processo de decisão sobre a actuação concreta dos professores no quotidiano do seu trabalho
pedagógico, envolvendo as acções e situações em constante interacção entre professor e alunos e
entre os próprios alunos.

Importa esclarecer que do planeamento resulta o plano que é um documento utilizado para o
registo de decisões do tipo: o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer, com
quem fazer.

2.2. Níveis da Planificação

No que concerne ao tema acima é de referir que a planificação do processo de ensino e


aprendizagem realiza-se em dois níveis fundamentais: ao nível central e ao nível do professor,
passando por um nível intermediário, o da planificação pela escola.

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Ao nível central, a planificação curricular é feita para todos os níveis e graus de ensino-
aprendizagem (ao nível da nação) e, na base disso, procede-se á definição do perfil de saída do
nível/grau, curso, disciplina, ano, etc. a partir do qual se faz:

 A definição de objectivos, conteúdos e métodos gerais;


 A distribuição destes pelos anos (semestres, trimestres, etc.) e pelas unidades do PEA;
 A elaboração dos programas detalhados por disciplina;
 Com base nos programas detalhados, elabora-se o livro do aluno, o manual do professor e
outros meios de ensino-aprendizagem.

Quanto a planificação do professor, começa juntamente com outros colegas, com a elaboração do
plano anual da disciplina, geralmente denominada “dosificação”, na qual o grupo de disciplina
faz a distribuição das unidades de ensino em semanas, prevendo momentos de aula, de
avaliações, para além doutras que mereçam destaque na planificação anual ou semestral. E, a
seguir a isso, o professor individualmente ou em grupo faz o plano de aula, ou seja, a previsão do
desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou conjunto de aulas, tendo em conta um carácter
bastante especifico em termos do tema, métodos e técnicas de ensino, objectivos, meios, isto é,
das condições concretas em que se realizará o ensino-aprendizagem.

2.3. Componentes da Planificação

No que concerne ao tema acima tem se a frisar que em toda a planificação do PEA, nos diversos
níveis, se definem os objectivos, se seleccionam conteúdos a privilegiar, se identificam
estratégias, se estabelecem tempos de realização e se prevêem actividades de avaliação. E no
caso da planificação ao nível do professor, tudo se passa com mais pormenor, pesando muito
mais a preocupação de adequar as propostas às características do contexto. E ao realizar esta
adequação o professor deve tomar decisões, as quais devem preceder uma série de interrogações,
tais como:

 Está adequada às características do meio em que estou a trabalhar?


 Toma em consideração os recursos e as limitações que o meio e a escola oferecem?
 Mobiliza todos os recursos humanos disponíveis (alunos, professores, funcionários da
escola e elementos da comunidade)?

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 É possível de ser executado por professores com as características dos que trabalham
nesta escola?
 Toma em consideração as aprendizagens anteriores realizadas por estes alunos?
 Irá desencadear uma aprendizagem progressiva?
 Toma em consideração as características da turma?

Considerando as duvudas ou questoes atrás referidas, quando se faz uma planificação terão de se
tomar em linha de conta os seguintes componentes:

3. O meio envolvente à escola

Só artificialmente se pode considerar a escola separada do meio. As paredes da sala de aula são
unicamente barreiras físicas, totalmente permeáveis aos problemas, interesses e hábitos culturais
da zona em que ela está inserida. Se estes factores, aparentemente estranhos à turma, não são
considerados nas propostas de aprendizagens, corre-se o risco de não interessarem ou de serem
inacessíveis aos alunos.

Com efeito, as condições em que se trabalha são por vezes tão fortemente imitantes que será
utópico não as tomar em consideração. E assim, frequentemente o professor é forçado, por
exemplo, a mudar de estratégia porque não é mesmo possível concretiza-la com o material de
que dispõe.

Mas considerar de forma realista as limitações a que se está sujeito não significa que se adopte
face a elas uma atitude de submissão; bem pelo contrário, é fundamental que elas se encarem
sempre como um desafio à criatividade e iniciativa de cada um tal como é ilustrado pelo caso de
um professor de Português que, não tendo qualquer biblioteca na escola, nem qualquer biblioteca
de turma, e estando muito empenhado em desenvolver o gosto pela leitura com seus alunos, faz
com eles uma recolha de contos tradicionais da região. Esses contos foram escritos pelos alunos,
por eles ilustrados e poli copiados, constituindo um pequeno embrião de uma colecção de textos
à disposição de todos, talvez uma “biblioteca” mais viva e mais útil que muitas outras.

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3.1. Recursos/meios de ensino existentes

Este, vai desde o quadro preto à árvore do pátio da escola, à mão do professor que pousa
amigavelmente no ombro do aluno, às experiências vividas podem contribuir para que as
aprendizagens se tornem mais ricas e gratificantes.

O facto de a escola ter ou não máquina de projectar, filmes, slides, retroprojector, ter laboratórios
bem ou mal equipados, o facto de a região ter ou não indústrias, explorações mineiras, etc.,
abertas a uma colaboração com a escola, ou ainda mercados ou feiras, artesanatos característicos
que se possam explorar, ira ser decisivo na escolha de estratégias.

O mesmo também se aplica para o caso de recursos humanos. Por exemplo, o facto de se saber
que há alguém que pode dar sobre um determinado assunto (exemplo, o inicio da luta armada de
libertação de Moçambique, etc.) um depoimento vivo e que se põe à disposição dos alunos para
contar a sua experiência e responder perguntas, pode alterar completamente e enriquecer uma
estratégia anteriormente pensada. Há pois que contar com a riqueza de que são portadores os
professores, os alunos, os familiares dos alunos, bem como os elementos da comunidade.

Finalmente, pensando nos recursos, é importante que o professor pense também que ele constitui
um excelente recurso de ensino, pois tudo depende do seu “empenhamento, das atitudes, da
natureza e da qualidade da relação pedagógica investida no processo educativo”. O professor ao
planear a sua acção tem, pois, de estar bem consciente dos seus aspectos positivos e das suas
limitações como pessoa e como profissional, a fim de que possa delas tirar o maior partido
possível. E é assim que no corpo docente ou entre os funcionários se descobre que há
musicólogos, poetas, arqueólogos amadores, fotógrafos, agricultores, oleiros, marceneiros,
cozinheiros, etc. cujos saberes podem enriquecer as actividades escolares de determinadas
disciplinas (exemplo, ofícios, educação visual, educação musical, desenho, etc.). E o mesmo se
pode aplicar no caso dos encarregados de educação que, dentre eles, se pode recorrer como
portador de alguma riqueza cultural, o que igualmente é bom sob ponto de vista afectivo, que
consiste em um filho ver que o que o pai ou a mãe fazem é valorizado a ponto de eles serem
chamados à escola para ajudar, para ensinar como qualquer professor.

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3.1 O aluno

Aqui deve-se usar o costrutivismo, reonhecer que qualquer criança, adolescente ou jovem é
portador de uma experiência de vida, de um saber, cujo seu aproveitamento é um recurso
económico e eficaz, e o facto de permitir ao aluno trazer o contributo do seu próprio mundo ao
PEA permite-lhe sentir que é um dos protagonistas desse processo e fálo- á sentir-se digno de
crédito, confiante em si mesmo e nos outros.

Por outra, uma componente importante na planificação do PEA é a sua adequação ao aluno.
Realmente, para além da compreensão das características próprias do nível etário do aluno e das
características médias da população escolar, certamente tidas na elaboração dos programas, é
fundamental que o professor conheça as características pessoais do aluno. Com efeito, se a
verdadeira aprendizagem é sempre o produto da actividade pessoal de cada um, então o papel do
professor consiste em tentar criar situações que favoreçam em cada aluno a mobilização óptima
de todos os seus recursos, particularmente dos seus pré-requistos. De facto, é fundamental que o
aluno domine os pré-requisitos daquela unidade de ensino/aprendizagem, isto é, que domine
aqueles conhecimentos e possua aquelas capacidades sem as quais não é possível realizar as
aprendizagens subsequentes.

O aluno, como conjunto, agrupado em turma merece também ser conhecido. Cada turma é um
grupo dotado de uma dinâmica própria e é necessário que o professor conheça essa dinâmica, os
hábitos e o modo de reagir da turma para planificar a sua acção, de forma a tirar o máximo
partido da turma como um recurso. A confrontação de pontos de vista diferentes, o aceitar pôr-se
em questão, o hábito de ouvir os outros, de respeitar pontos de vista diferentes dos seus, de se
exprimir claramente, de ajudar e de ser ajudado, de lutar pelo que considera certo são, entre
outras, aprendizagens que o trabalho na turma pode proporcionar e que permitem contribuir para
o desenvolvimento cognitivo, social e afectivo dos alunos.

O conhecimento do comportamento da turma irá ainda ter uma influência decisiva no tipo de
trabalho que se ira propor: a uma turma irrequieta será preciso fazer propostas mais dinâmicas
que canalizem aquela energia excessiva para actividade produtiva. Para alunos excessivamente
competitiva será de insistir em propostas assentes no trabalho de grupo, etc.

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3.2 Conteúdos

Os conteúdos a ser ter em conta na planificação do PEA pelo professor já vêm indicados, em
linhas gerais, pelos programas de ensino que se baseia nos esquemas conceptuais que os
presidem e os temas organizadores.

Sendo assim, quando os professores duma mesma escola não trabalham em conjunto sobre um
mesmo programa pode haver diferenças de interpretação. Isso é que faz com que na mesma
escola diferentes professores dêem as rubricas com ênfases diferentes e por ordens diferentes.
Este facto poderá aparentemente não ser importante, mas a discrepância de situações em que
inevitavelmente os alunos se encontrarão ao enfrentarem os exames repercutiríeis, naturalmente,
a nível da classificação.

Neste sentido, o importante consiste em perceber que para além da organização do conhecimento
em si, com base nas suas regras, o conteúdo abrange todas as experiências educativas do
conhecimento, devidamente seleccionadas e organizadas pela escola. E na selecção da matéria
deve-se ter em conta o valor funcional que mais se liga aos problemas da actualidade e tenha
valor social. A selecção deve ter em conta os interesses regionais bem como as necessidades e
fases do desenvolvimento do aluno.

4. Funções Didácticas

Falar de funções didácticas é o mesmo que falar das etapas ou fases de uma aula. Estas, se
traduzem nas regularidades do processo de ensino-aprendizagem, neste caso, o professor deve
caminhar obedecendo alguns padrões e os momentos.

A direcção/condução do processo de ensino-aprendizagem deve representar um instrumento


certo para o alcance dos objectivos educacionais estabelecidos. Sendo assim, é imprescindível
que o mediador da aula (professor) seja um profissional que domine não apenas o conhecimento
do seu campo específico, como também a metodologia, estratégia e a didáctica na missão de
organização do acesso aos conhecimentos dos alunos.

De acordo com as pesquisas efectuadas, existe uma grande diversidade terminológica em relação
aos distintos momentos da condução de uma aula. Existem autores que preferem designar de

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fases, outros optam por etapas, outros por passos e ainda funções didácticas, que na verdade será
como iremos abordar neste estudo.

Neste caso, achamos que seja importante que todos os intervenientes envolvidos no processo de
ensino-aprendizagem conheçam realmente as bases necessárias para garantir uma excelente aula
efectiva.

Sendo assim, existem quatro (4) funções didácticas que deverão fazer parte no processo de
ensino-aprendizagem:

 Introdução e Motivação;
 Mediação e Assimilação;
 Domínio e Consolidação
 Controlo e Avaliação.

4.1. Introdução e Motivação

Esta, corresponde especificamente ao momento inicial da aula, e representa um momento crucial


pois, nela ocorre uma preparação psicológica dos alunos para o processo de mediação do
conhecimento na sala de aula. Tem como função específica de criar uma pré-disposição ou seja
despertar uma curiosidade nas crianças em torno da matéria a ser leccionada.

Assim, numa aula seja ela teórica ou prática, os minutos iniciais são destinados a uma breve
introdução e motivação dos alunos, ou seja, o professor deve propiciar aos seus alunos boas e
suficientes razões para que estes realmente se interessem pelo tema e continuem a participar no
desenvolvimento da aula.

Tomemos como exemplo algumas frases que o proessor pode usar para introduzir a aula:

Vocês sabiam que…

Quem já ouviu falar de..

A introdução e motivação é a primeira função didáctica que deve ser seguida dentro do marco de
uma aula.  

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É de salientar que como uma forma de enfatizar a aula, o professor pode contar uma notícia de
última hora, falar sobre uma experiência vivida pelo professor, fazer uma ilustração curiosa,
constituem excelentes formas de criar interesse por parte do formando para a aula. Entretanto, ao
seleccionar o tal elemento motivador, o professor deverá ter sempre em conta os interesses reais
dos seus alunos, o que lhes interessa, sobre o que gostam na verdade de saber.

4.2. Mediação e Assimilação

A mediação e assimilação é uma função didáctica muito visível dentro do processo de ensino-
aprendizagem. Mais do que nunca, a função do professor é de mediar o processo de construção
do conhecimento por parte dos alunos. Actualmente exige-se que o professor assuma na sua
íntegra o papel de facilitador, organizador e orientador do PEA. Ele é um “parceiro” no PEA.
Ele cria condições psicológicas, pedagógicas e didácticas para que ocorra aprendizagem.

Aqui, o professor deve apresentar os conteúdos em jeito de problema a ser resolvido e mediante
questões, trocas de experiências, colocação de possíveis soluções, o professor poderá fazer uma
colocação didáctica dos objectivos, tendo em conta que estes vão orientar a condução da aula.

No decurso desta etapa ou fase, o professor apoia-se a várias técnicas e estratégias tais como:
uma conversa com os alunos em volta do assunto, incita a curiosidade, analisa exercícios já
resolvidos seja de forma individual ou em grupo, faz ilustrações e atribui breves exercícios.

É pertinente que nesta função o professor, de forma criativa e inovadora volte várias vezes a
focalizar os vários assuntos sob diferentes ângulos, diversificando os procedimentos até se
convencer do alcance dos objectivos previamente estabelecidos.

4.3. Domínio e Consolidação

 Como referiu-se anteriormente na função didáctica, mediação e assimilação, o trabalho do


professor consiste em prover as condições e os modos de mediação e assimilação do conteúdo
programático aos alunos, incluindo actividades práticas para solidificar essa compreensão.

Sendo assim, esta fase é muitas das vezes representada pelos exercícios de consolidação, que
podem seguir diferentes formas ou podem apresentar várias modalidades. Nesta, é preciso que os
conhecimentos sejam organizados, aprimorados e fixados, apropriados pelos alunos, a fim de que
estejam disponíveis para orientá-los nas situações concretas de estudo e da vida. É fundamental
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ter em conta que a consolidação deve ser constante, não somente nesta etapa mas em todas as
etapas da aula pois ajuda os alunos a memorizar os conteúdos para posteriormente poder
reproduzi-los e aplicar.

Para a consolidação e a formação de habilidades e atitudes é fundamental que se incluam


exercícios práticos de fixação, que podem ir desde perguntas simples até a recapitulação dos
tópicos principais da aula.

As actividades de recordação, sistematização e os exercícios devem criar oportunidades ao aluno


para estabelecer relações entre o estudado e as situações novas, comparar conhecimentos obtidos
com os factos da vida real, apresentar problemas ou questões de forma diferente de como foram
tratados, pôr em prática as habilidades desenvolvidas durante o estudo.

4.4. Controlo e Avaliação

Esta é a ultima etapa da aula, e recomenda-se que seja contínua e permanente, pois permite
identificar avanços e recuos e tomar decisões sobre as referidas actividades implementadas e a
implementar.

Através da avaliação, é possível saber se as metodologias usadas são eficazes ou não, isto é se
garantem o alcance dos objectivos. Assim, esta função didáctica visa informar como está a
decorrer a aprendizagem dos alunos, visa informar como os alunos estão a ser conduzidos em
direcção aos objectivos traçados e é aplicada continuamente no decorrer da aula, de modo a
acompanhar na íntegra o processo.

É de salientar que nesta fase não avalia-se apenas o aluno, também o professor tem o dever de
fazer uma autoavaliação sobre tudo nos fracassos assim como os sucessos pois assim e será
possível saber qual estratégia é mais eficaz.

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5. Conclusão

Como nota conclusiva, é de referir que este trabalho teve como os pontos chaves a estrutura
duma aula e as funções didácticas. Em suma, quando falamos da estrutura de uma aula,
queremos nos referir do processo todo que o professor segue desde o planejamento até a
condução do ensino.

Neste, destacamos que a planificação é a previsão duma actividade que vai decorrer num
determinado tempo, na qual deve-se traçar as metas, estratégias e o tempo de decurso com vista a
alcançar um objectivo previamente estabelecido. Ao nível do PEA é a previsão do trabalho
docente.

Falar de funções didácticas é o mesmo que falar das etapas ou fases de uma aula. Estas, se
traduzem nas regularidades do processo de ensino-aprendizagem, neste caso, o professor deve
caminhar obedecendo alguns padrões e os momentos. Estão subdivididos em quatro momentos a
saber: Introdução e Motivação; Mediação e Assimilação; Domínio e Consolidação Controlo e
Avaliação. Todas essas desempenham um papel muito importante pois ambos contribuem para o
alcance dos objectivos.

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6. Referencias Bibliográficas

PILETTI, C. (2004). Didáctica Geral. (23ª ed.) São Paulo. Editora  Ática.

LIBÂNEO. J. C. (2006). Didáctica. São Paulo: Editora Cortez.

FERREIRA. A. Et al. (2007). Manual da Disciplina de Metodologias de Ensino e Treinamento.


Universidade Pedagógica. PAGE

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